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ÍNDICE DA GÉNESE À ATUALIDADE

A criação da Kodak Fotografia colorida

INVENTORES DA FOTOGRAFIA

Alguns pioneiros

PRIMEIROS PROCESSOS FOTOGRÁFICOS Daguerreótipo e popularização da fotografia Ambrótipo Ferrotipia Autocromos dos irmãos Lumière

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DA GÉNESE À ATUALIDADE

Já se passaram 178 anos desde a invenção da fotografia. A primeira fotografia foi tirada por um cientista italiano, que tivera feito uma experiência em 1724. Nesta, o dito cientista constatou que se a prata do grupo dos halogéneos fosse convertida em metálica, seria possível trazer uma imagem mais escura ao sol. Só em 1793 é que conseguiu imprimir a imagem num local, contudo, pouco tempo depois, a imagem não se revelava permanente. Após diversas experiências de várias pessoas que contribuíram para o crescimento da área fotográfica, surgiu, então, a primeira fotografia permanente registada e guardada, tirada em 1826 por Joseph Niépce.

Esse tipo de foto necessitava de exposição a, pelo menos, 8 horas de luz solar para poder ser revelada. No entanto, pouco tempo depois, tal foi desenvolvido por Daguerre, que criou o daguerreótipo, diminuindo todas essas horas para minutos. Daguerre patenteou o seu projeto, tendo sido este último cada vez mais utilizado a partir de então. Apesar de toda a evolução da fotografia e de todo o tempo necessário para conseguir alcançar a digitalização, nada foi feito em vão. A evolução permitiu com que outras formas fotográficas se tornassem conhecidas e muitas delas são utilizadas ainda hoje, como é o caso da fotografia a preto e branco.

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A CRIAÇÃO DA KODAK Aos 24 anos de idade, George Eastman abriu uma companhia de criação de chapas secas que, posteriormente, se chamaria Eastman Kodak Company. Em poucos anos, a empresa conseguiu lançar a sua primeira câmara fotográfica, que já vinha com um rolo de 20 metros e permitia a captura máxima de 100 imagens circulares de 2,5 polegadas. No entanto, esta primeira máquina não era reutilizável porque, depois de o rolo de papel fotográfico terminar, não era possível substituí-lo. Modelos posteriores substituíram o papel por filme e foram-se tornando cada vez menores e, consequentemente, portáteis, aproximando-se mais do que hoje conhecemos como uma câmara fotográfica analógica. A criação da Kodak pode ser considerada uma das maiores revoluções na fotografia, já que diminuiu de forma considerável o custo das câmaras, dos rolos de filme e da sua respetiva revelação.

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FOTOGRAFIA COLORIDA Depois de aproximadamente 30 anos desde a invenção dos autocromos Lumière, surgiu um método mais fácil de produção de imagens coloridas. Em 1935, a Kodak lançou os Kodachromes, um tipo de filme diapositivo que permitia tirar fotos coloridas com as câmaras da marca. O processo de revelação ainda era demasiado complexo e menos de 25 laboratórios no mundo inteiro possuíam a tecnologia necessária para tal. A qualidade das imagens e das cores é até hoje admirada, sendo que esse tipo de filme é considerado um dos melhores métodos de captura da história. A Kodak deixou de fabricar os Kodachromes em 2009. Em 1936, a companhia alemã Agfa lançou o Agfacolor Neu, um filme colorido que, pela primeira vez na história, podia ser revelado em qualquer laboratório — este lançamento consolidou, de vez, a fotografia a cores no mercado.

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A fotografia a preto e branco, no entanto, foi ainda muito utilizada até meados dos anos 60, nos Estados Unidos e na Europa, devido aos elevados preços dos filmes a cores. A partir dos anos 70, todavia, a maior parte das fotografias tiradas já eram coloridas e a fotografia já não era mais uma tecnologia de “luxo”.

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INVENTORES DA FOTOGRAFIA

Por volta de 1800, quando vários inventores começaram a aparecer com ideias para capturar imagens sem que fosse preciso pintá-las, alguns nomes ganharam destaque. É o caso de Joseph Niepcé que foi, em 1793, uma das primeiras pessoas a conseguir “imprimir” a luz numa superfície sem usar qualquer tipo de tinta. No entanto, as imagens desapareciam depois de algum tempo. Niepcé usava uma câmara escura, parecida com o que conhecemos hoje por pinhole, bem como um tipo especial de papel com cloreto de prata.

Em 1824, Niepcé conseguiu encontrar um método que permitia maior duração das imagens e, dois anos depois, foi registada a primeira fotografia de duração indefinida que existe até hoje. No entanto, a qualidade ainda era muito reduzida e o processo de captura demorava horas. Em 1834, Henry Fox Talbot criou uma versão primitiva do que posteriormente seria o negativo fotográfico, o que aumentaria a popularidade da fotografia. Contudo, foi apenas em 1849 que Louis Daguerre elevou esta arte a um novo patamar.

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ALGUNS PIONEIROS

Frederick Scott Archer Melhorou a resolução das imagens através da utilização de emulsão de colódio húmida, conseguindo diminuir o custo de produção de cada fotografia.

Adolphe Disderi Criou um método de captura e impressão de baixo custo, tendo sido um dos responsáveis pelo sucesso mundial da fotografia de retrato.

James Clerk-Maxwell Em 1861 apresentou uma técnica que viria a inspirar bastantes pesquisadores, sendo ela a primeira técnica conhecida de fotografia colorida.

Richard Leach Maddox Inventou o método de fixação das imagens, criando as primeiras chapas secas, que simplificaram o processo de revelação. Assim, a comercialização de negativos e a revelação de fotografias tornaram-se muito mais acessíveis, aspeto este, por sua vez, crucial relativamente ao crescimento do mercado e à expansão da fotografia de forma global.

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PRIMEIROS PROCESSOS FOTOGRÁFICOS

Até então, cada inventor fazia as suas experiências baseandose num pouco de estudo e nas suas próprias impressões. Porém, Daguerre queria expandir o acesso à fotografia. Assim sendo, começou a estudar os métodos de Niepcé para conseguir criar um mecanismo que até os amadores pudessem utilizar em casa para capturar momentos especiais. Para esse efeito, recebeu apoio do governo francês e disponibilizou todo o seu trabalho de forma pública para pesquisa. Desta parceria surgiu o daguerreótipo, uma espécie de máquina fotográfica.

Este foi o primeiro método de captura de imagens comercializado em escala e, portanto, dita o início da era da fotografia no mundo. Os daguerreótipos fixavam a imagem capturada numa placa rígida e espelhada, que precisava de ser guardada com cautela devido à sua extrema fragilidade. Uma das mais famosas imagens capturadas através deste método é a de Edgar Allan Poe, que se encontra preservada até hoje. A riqueza de detalhes e a aparência tridimensional são duas das principais características desta técnica.

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DAGUERREÓTIPO E POPULARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA (1839) Até então, cada inventor fazia as suas experiências baseandose num pouco de estudo e nas suas próprias impressões. Porém, Daguerre queria expandir o acesso à fotografia. Assim sendo, começou a estudar os métodos de Niepcé para conseguir criar um mecanismo que até os amadores pudessem utilizar em casa. Para esse efeito, recebeu apoio do governo francês e disponibilizou todo o seu trabalho de forma pública para pesquisa. Desta parceria surgiu o daguerreótipo, uma espécie de máquina fotográfica. Este foi o primeiro método de captura de imagens comercializado em escala e dita o início da era da fotografia no mundo. Os daguerreótipos fixavam a imagem capturada numa placa rígida e espelhada, que precisava de ser guardada com cautela devido à sua extrema fragilidade. A riqueza de detalhes e a aparência tridimensional são duas das principais características desta técnica.

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AMBRÓTIPO (1850) E FERROTIPIA (1860)

O ambrótipo consiste numa imagem fotográfica positiva sobre placas de vidro, utilizando uma variação do processo de prata coloidal. É um método antigo que surgiu no início da década de 1850, como alternativa ao daguerreótipo. Além dos custos serem mais reduzidos, não possuía o efeito espelhado do seu precedente e, deste modo, não oxidava. No entanto, as imagens possuíam contraste, luminosidade e resolução menores. A ferrotipia (ou ferrótipo) é um processo fotográfico que consiste na criação de uma imagem positiva sem negativo, diretamente sobre uma chapa fina de vidro revestido com um verniz ou esmalte escuro, utilizada como suporte para a emulsão fotográfica.

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AUTOCROMOS DOS IRMÃOS LUMIÈRE (1903)

Pioneiros do cinema, os irmãos Lumière inventaram os autocromos coloridos, processo este comercializado pela primeira vez em 1907. Até surgirem os primeiros filmes a cores para as câmaras, este foi o principal método de captura de imagens coloridas. O processo de captura dos autocromos era bastante trabalhoso e os cromos não eram como as fotografias reveladas no papel — para vê-los, era preciso usar uma fonte de iluminação traseira. Os autocromos rapidamente se tornaram populares entre fotógrafos e entusiastas, mas o custo elevado e as dificuldades de uso e manutenção representavam grandes impedimentos.

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Fotografias da capa e contracapa, pรกg. 2 e pรกg. 4 tiradas pelas alunas

História da fotografia (Parte I)  
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