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Nº 629 SEMANÁRIO / 6ªf

António Figueiredo Diretor

€1 (IVA incluído)

02 MAI. 2014

P.20 FERNANDO RUAS

NÃO PRECISO DE CONSPIRAR. SEREI CANDIDATO À CÂMARA QUANDO QUISER P.4 LOJA DO CIDADÃO

NOTARIADO FECHA BALCÕES AO SÁBADO

Funcionários não foram avisados do encerramento, a partir do mês de maio, do registo automóvel e certidões.

P.2 BOMBEIROS

NOVOS RÁDIOS DOS BOMBEIROS TÊM FALHAS

P.7 VISEU/ABRAVESES

JUNTA DE CIDADÃOS AFASTADA DA ESCOLA

P.10 TONDELA

FREGUESIAS CONTRA A DITADURA DA ÁGUA

P.14 OLIVEIRA FRADES

ÁGUA AINDA CORRE EM CANOS DE AMIANTO

P.18 S.C. DÃO

ANIVERSÁRIO DE SALAZAR ASSINALADO SEM MISSA

AO CENTRO P.2 / REGIÃO P.4 / ENTREVISTA P.20 / A ESCOLA P.26 / CULTURA P.29 / DESPORTO P.32 / OPINIÃO P.36 / CRÍTICA P.39 PUB

ACORDOS

Acordo

com

SNS

ADSE | IASFA | CGD | SAMS SAMS QUADROS | MULTICARE ADVANCECARE | SAÚDE PRIME | MEDIS SERVIMED | ACIDENTES DE TRABALHO Rua Imaculado Coração de Maria, Lote 60/61 3500-236 Viseu T. 232 457 410 | Email. geral@sim-x.pt www.sim-x.pt


AO CENTRO

2

COMUNICAÇÕES SIRESP COM FALHAS NA REDE E BATERIA

Texto Sandra Rodrigues

REDE ANTIGA DOS BOMBEIROS FUNCIONA ATÉ “NO FUNDO DE UM POÇO”

OS BOMBEIROS NÃO TROCAM A REDE EM BANDA ALTA QUE USAM HÁ DÉCADAS PELO SIRESP. OS NOVOS RÁDIOS ATÉ AJUDAM NAS COMUNICAÇÕES, MAS APESAR DAS BOAS INTENÇÕES HÁ UM CONJUNTO DE PROBLEMAS QUE AINDA NÃO TORNA ESTE SISTEMA FIÁVEL

SIRESP SISTEMA INTEGRADO DE REDES DE EMERGÊNCIA E SEGURANÇA DE PORTUGAL

Consiste numa rede digital privada de telecomunicações que utiliza o sistema TETRA (Terrestrial Trunked Radio) no intuito de fornecer um sistema seguro, robusto e fiável de comunicações entre as forças de segurança e proteção civil

POSITIVO

NEGATIVO

• Excelente qualidade de voz • Rápido estabelecimento de chamada • Chamadas individuais (one-to-one) • Chamadas em grupo (Push to Talk - PTT) • Chamadas de emergência • Comunicações criptadas seguras • Modo de operação directo • Mensagens de status • Mensagens de emergência • Serviço de mensagens curtas • Serviço de texto alfanumérico • Geo-localização

• Cobertura limitada • As torres do SIRESP comunicam entre si através de uma linha telefónica • Baterias de curta duração (6 horas) • Lista de contactos limitada • Coordenadas (em caso de necessidade, o operador terá de contactar a central, solicitando a conversão das coordenadas noutro sistema facilmente inteligível)

02 MAI

33 330

Corporações de bombeiros no distrito de Viseu

Rádios SIRESP (10 para cada corporação)

ENTIDADES UTILIZADORAS - Associações humanitárias de bombeiros voluntários - Cruz Vermelha Portuguesa - Direcção- Geral das Florestas - Direcção- Geral dos Serviços Prisionais - Exército - Força Aérea Portuguesa - Guarda Nacional Republicana - Instituto da Conservação da Natureza - Inspecção-Geral das Actividades Económicas

NÚMEROS

- Instituto Nacional de Emergência Médica - Instituto Nacional de Medicina Legal - Marinha - Órgãos da Autoridade Marítima Nacional - Polícia Judiciária - Polícia de Segurança Pública - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras - Serviço de Informações de Segurança - Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil

3500 3600

Bombeiros em atividade

/


AO CENTRO

3

Miguel Macedo disse que, na prática, fica duplicada a capacidade de comunicações das corporações de bombeiros

O

dições deste sistema que, apesar de ter vantagens, apresenta algumas falhas, nomeadamente ao nível da cobertura e da duração das baterias. “Antes de nos darem o rolls-royce da tecnologia para as mãos, deveriam ter sido acauteladas algumas situações e criardas condições para usufruir de todas as vantagens do equipamento”, aconselha o comandante de Oliveira de Frades. Por um lado, diz, ter os equipamentos necessários para que a cobertura de rede não tenha zonas obscuras e, por outro, dar formação aos bombeiros. “Têm-se os rádios, mas se não sabemos trabalhar com eles ou deles tirar todo o partido...” “Depois, temos também ainda outra situação que são as operações de grande escala e que obrigam a estar mais tempo nas comunicações e quando demos conta já não há bateria”, critica, explicando que as novas viaturas já estão equipadas com um sistema para carregar, mas “o nosso parque automóvel é velho”. A falta de rede é o maior constragimento apresentado por este sistema. “É como o telemóvel, há pontos onde há melhor ou pior recepção”, explica o 2.º comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela. Este é um dos concelhos com zonas negras (onde não há rede), principalmente na linha das serras. Na Penoita, Covas ou Fornelo do Monte, por exemplo, a cobertura é fraca. “Vamos iniciar um levantamento dos locais onde não há rede e depois apresenROLLS-ROYCE tar o relatório à Autoridade NacioDA TECNOLOGIA A opinião dos bombeiros é unâni- nal de Proteção Civil. O próximo me em apostar na melhoria das con- passo terá de ser o de criar infraes-

s bombeiros do distrito de Viseu receiam que o Ministério da Administração Interna queira terminar com a Rede Operacional dos Bombeiros (ROB), que funciona em banda alta, para ser só utilizado o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal). As corporações estão a ser equipadas com mais rádios, equipamentos que são bem vindos, mas que para os bombeiros não devem substituir os “velhinhos rádios” analógicos. É que uma coisa é ter equipamentos “topo de gama”, mas que “se podem tornar ineficientes” quando tudo começa a falhar. “Se esta rede for desativada ficamos sem alternativa”, alerta o comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela. Carlos Dias afirma ser “errada” a substituição, até porque podem acontecer situações extremas e exemplifica com o temporal de janeiro de 2013 que deixou os distritos de Viseu e Leiria sem comunicações. “Tivemos uma falha energética e ficámos todos sem rádio. Ainda bem que tinhamos a rede de banda alta”, conta. Para o comandante, “nem pensar” acabar com a ROB, um pedido feito também pelo colega de Oliveira de Frades. “Que não pensem acabar com a rede operacional dos bombeiros que é o que nos tem safado quando há falhas no SIRESP”, sustenta Fernando Farreca.

truturas para uma maior cobertura”, sublinha Paulo Teixeira. “Quando o SIRESP falha, usamos a banda alta que funciona até no fundo de um poço”, assegura, no entanto, o operacional. DE MÃOS A ABANAR Outra questão levantada pelos bombeiros diz respeito ao número de terminais. Se há corporações onde dez rádios podem ser suficientes, tendo em conta o efectivo operacional, outras há em que alguém fica de “mãos a abanar”. “Tem de ser um rádio para cada equipa (constituída por cinco homens). Depois, o comandante deve ter pelo menos três e se ficar mais um com o motorita, sobram poucos”, acrescenta Fernando Farreca que recusa, no entanto, que a falta de comunicação seja a única causa de tragédias como, por exemplo, as do ano passado na Serra do Caramulo em que morreram quatro bombeiros. O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu admite a existência de queixas no distrito e frisa que são essencialmente problemas relacionados com a falta de rede e incapacidade de alimentação das baterias. “É tudo muito bonito, mas se não funcionarem de nada serve”, alerta Rebelo Marinho. O candidato à Liga dos Bombeiros Portugueses congratula-se pela a entrega feita pelo Ministério de novos equipamentos, mas recorda que o objetivo final da sua utilização é a comunicação e a segurança. “Vamos ver se isto melhora, se com a distribuição de novos equipametos há logística adequada para que eles

funcionem ou se continuamos na mesma”, conclui Rebelo Marinho. MINISTRO ENTREGOU EQUIPAMENTOS Os bombeiros dos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda e Viseu receberam 636 equipamentos SIRESP no passado domingo. Os equipamentos foram entregues a 106 corporações de bombeiros voluntários e municipais. A Protecção Civil espera, brevemente, entregar mais 1.964 equipamentos portáteis às restantes corporações de bombeiros. Com a entrega dos 2.600 rádios SIRESP, os bombeiros vão ter ao dispor, durante época de incêndios florestais deste ano, um total de 6.244 destes equipamentos. O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal visa dotar as forças e serviços de segurança, emergência, proteção civil e socorro, de uma rede única de comunicações, a nível nacional. Segundo a ANPC, a exploração da rede pelos bombeiros, iniciada em 2007 num projeto-piloto envolvendo os corpos de bombeiros do distrito de Santarém, tem hoje uma expressão nacional. Na entrega dos terminais em Viseu, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse que, na prática, fica duplicada a capacidade de comunicações das corporações de bombeiros. O governante informou que se encontra em curso um concurso que vem permitir, até ao final deste ano, atingir os nove mil terminais para comunicações na área da proteção civil e das corporações de bombeiros.

REBELO MARINHO ACUSA LIGA DE TER PEDIDO POUCO

AUMENTO DAS INDEMNIZAÇÕES A BOMBEIROS É “INSUFICIENTE” O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou em Viseu a atualização das comparticipações dos seguros dos bombeiros voluntários. O Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu, Rebelo Marinho, diz que os aumentos das indemnizações aos bombeiros em caso de acidente ou morte ficam aquém das expectativas. As novas regras ditam que o seguro por morte e invalidez permanente passa a ter um aumento de 225 para

250 vezes o salário mínimo nacional. Com esta atualização, nos caso de incapacidade temporária, o aumento é de 0,11 para 0,15 por dia vezes o salário mínimo nacional e nas despesas de tratamento o seguro vai aumentar de 20 para 100, mantendo como valor de referência o salário mínimo. O aumento dos seguros de acidentes pessoais dos bombeiros, por morte, invalidez, internamentos e medicação, era uma das principais reivindicações da Liga dos Bombeiros

Portugueses (LBP). A reivindicação da atualização dos seguros surgiu no verão de 2013, quando morreram em combate oito bombeiros. “Chegou ao fim uma negociação difícil, mas que teve bons resultados, entre Governo, Liga Portuguesa de Bombeiros e Associação Nacional dos Municípios Portugueses, no sentido de atualizar os valores. Julgo que o resultado satisfaz todos”, sustentou Miguel Macedo. O resultado não é unânime, nomea-

damente para o presidente da Federação, para quem o aumento fica aquém do que vale uma vida. Rebelo Marinho lança ainda críticas à Liga por, nas negociações, não “ter sido arrojada a pedir”. “Registo que há um aumento, não o aplaudo porque é manifestamente insuficiente e podiamos ter sido mais ousados e arrojados a pedir”, afirma. Para Rebelo Marinho, o razoável seria não haver limites, como por exemplo nos seguros de acidentes de trabalho. 02 MAI


REGIÃO

4

OPINIÃO PAULO FERREIRA Jornalista

VISEU

Texto A. Figueiredo

LOJA DO CIDADÃO PERDE SERVIÇOS

ENTRADAS E SAÍDAS

E ao que tudo indica o Governo vai mesmo arriscar a chamada “saída limpa” do programa da troika. Arriscar? Sim, arriscar. É um risco prescindir de rede de segurança efectiva no financiamento do país, apesar dos desenvolvimentos muito positivos dos últimos meses. O dado mais positivo ocorreu há uma semana, quando o Estado conseguiu financiar-se no mercado à taxa de juro mais baixa desde 2005. A questão é saber se vai continuar a ser sempre assim nos próximos anos, aconteça o que acontecer. Já não me sinto com idade para fábulas que nos fazem acreditar que, de repente, o Patinho Feio dos últimos três anos se transformou num lindo e charmoso cisne. Os mercados financeiros são, muitas vezes, espaços mais emocionais do que racionais. E são dados aos exageros próprios dos “comportamentos de manada”, que produzem resultados erráticos e bipolares. Da mesma forma que, no início de 2010, “descobriram” em poucos dias que havia pa íses europeus que t in ha m acumulado dívidas difíceis de honrar – como se o problema de décadas tivesse surgido em apenas algumas semanas ou meses –, decidiram agora entrar numa lua-de-mel reconciliadora. Ora, nem a acumulação das nossas asneiras justificava a repentina e exagerada penalização de há quatro anos nem o trabalho de casa desde então feito e a demonstração de que tudo faremos para pagar a dívida significa que o vamos conseguir fazer. Ma s os merc ados s ão a ssi m, dados a estes exageros de amor-ódio. A questão está então em saber se podemos confiar em entidades difusas que funciona m desta ma nei ra ma s d a s quais – azar o nosso – depende o funcionamento do país. Eu, à cautela, ficaria com um Programa Cautelar. Nunca se sabe quando é que este romance volta a entrar em crise. 2 MAI

A PARTIR DESTE MÊS DE MAIO, PASSAM A ESTAR ENCERRADOS AO FIM DE SEMANA, NA LOJA DO CIDADÃO DE VISEU, OS BALCÕES DO IRN – INSTITUTO DOS REGISTOS E DO NOTARIADO. OS FUNCIONÁRIOS NÃO FORAM AVISADOS. SÓ TIVERAM CONHECIMENTO DA DECISÃO COM O AVISO, PARA O PÚBLICO, COLOCADO JUNTO AOS BALCÕES

N

este sábado, de 3 maio de 2014, já não vai ser possível pedir uma certidão de nascimento ou fazer o registo de um automóvel na loja do cidadão de Viseu. O IRN decidiu fechar os balcões, que funcionavam aos sábados, no horário de abertura da loja, entre as nove horas da manhã (9h)e as três da tarde (15h). Os cerca de 24 funcionários, que garantem o funcionamento dos serviços, só souberam da decisão do IRN quando, na semana passada, os gestores da loja do cidadão de Viseu colocaram juntos aos balcões um aviso ao público a comunicar o fecho do atendimento no registo automóvel e certidões aos sábados. “Uma forma de atuar lamentável”, reage Rui Rodrigues, do Sindicato Nacional dos Registos (SNR), que tem estado acompanhar a situação e já pediu esclarecimentos ao presidente do IRN e ao Ministério da Justiça. Segundo os funcionários ,os balcões do registo automóvel e certidões, a loja do cidadão de Viseu, têm muita procura ao sábado. Embora funcionem menos 5 horas, Uma falha de energia elétrica na loja do cidadão de Viseu manteve as portas encerradas, durante a manhã de 4ªf (30/4/2014)

aos sábados ( das 9h às 15h), que aos dias da semana, (das 8h30m às 19h30m de 2ª a 6ªf ), “atendem-se muitas vezes mais gente ao sábado que num dia normal da semana”, garantem. Dizem que os serviços têm muita procura de pessoas que durante a semana, porque estão a trabalhar, não podem ir às repartições, que praticam os “horários normais”, nos diferentes concelhos. Aos sábados garantem ser habitual atenderem cidadãos dos 24 concelhos do distrito de Viseu e também dos distritos da Guarda e Castelo Branco, onde não existe loja do cidadão. “O fecho do horário de atendimento ao sábado contraria também o fundamento da criação das lojas do cidadão que era proporcionar aos utentes um horário diferenciado e alargado aos utentes”, lembra o sindicalista Rui Rodrigues. FECHO AO SÁBADO NÃO DIMINUI CUSTOS A decisão do fecho dos serviços do IRN ao sábado não traz, segundo o sindicato, qualquer redução de custos. Os funcionários que trabalham

ao f im de semana não ganha m ma is por isso e a renda que se paga na loja do cidadão continua a ser mesma. “É uma decisão que apenas vem prejudicar os utentes e tirar de Viseu mais um serviço de qualidade”, refere Rui Rodrigues. O Sindicato Nacional dos Registos, para além de pedir esclarecimentos, que ainda não obteve, ao IRN e ao Ministério da Justiça, também já s ol ic itou u ma aud iênc ia ao presidente da câmara de Viseu para o alertar sobre o fi m de mais u m ser v iço públ ico na cid ade. Os funcionários temem que esta decisão, que o IRN, diz ser durante o período de férias, seja o inicio de um processo que possa levar à dispensa de alguns trabalhadores. “ A justificação com as férias, não faz sentido, porque durante o mês de maio não há férias, e o serviço nos outros anos, nunca deixou de funcionar durante o verão, altura em que os funcionários mais gozam férias”, alertam. Questionada a presidência do IRN não prestou qualquer esclarecimento até à hora de fecho da edição.


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REGIÃO

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VISEU

Texto A.Figueiredo

VISEU NÃO QUER PERDER CIRURGIA PEDIÁTRICA NOVA CLASSIFICAÇÃO HOSPITALAR NÃO ATRIBUI A CIRURGIA PEDIÁTRICO AO HOSPITAL DE VISEU. ASSEMBLEIA MUNICIPAL EXIGE, DO GOVERNO, QUE DEIXE ESTAR O QUE ESTÁ, QUE FUNCIONA BEM, E É DE EXCELÊNCIA

A

Assembleia Mu nicipa l de Viseu aprovou por unanimidade uma moção em que reclama do governo a garantia de que a Cirurgia Pediátrica vai continuar a funcionar, tal como hoje existe, no Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV). A tomada de posição surge, tal como o Jornal do Centro noticiou, na edição de 18 de Abril, depois do ministério da Saúde ter publicado em Diário da República, no dia 10 de abril de 2014, uma portaria que coloca o Centro Hospitalar Tondela – Viseu no grupo das unidades hospitalares que não têm, ou podem deixar de ter, entre outra valências, a cirurgia pediátrica. Segundo a Portaria nº 82/2014, o CHTV a unidades do Grupo II não exercem “as valências de farmacologia clínica, genética médica, cardiologia pediátrica, cirurgia cardio-torácica e cirurgia pediátrica”. POLÉMICA E PROTESTOS A publicação da portaria, cuja aplicação tem que estar concluída até ao fi nal de 2015, tem gerado protestos e polémica um pouco por todo o país. Em Viseu a possibilidade do hospital ficar sem cirurgia pediátrica já motivou tomadas de posição dos deputados e partidos da oposição. O assunto foi também abordado em reunião de câmara e na passada segunda-feira, 28 de abril, chegou à Assembleia Municipal. Bloco de Esquerda, CDU e PS apresentaram moções contra a anunciada “reforma hospitalar que retira a Viseu a cirurgia pediátrica”. Representantes PUB

2 MAI

do PSD e CDS disseram que se estava a fazer um grande alarmismo e que a portaria não retira nada a Viseu. O que seria preciso, disseram, “era garantir que o que existe vai continuar, tal como está”. As três moções, do BE, CDU e PS fundiram-se numa só onde é exigido ao governo que mantenha em funcionamento no CHTV “ a unidade de cirurgia pediátrica, no moldes em que hoje funciona”. Na mesma moção é ainda exigido ao governo “que tome medidas para suprir a grave carência de enfermeiros verificado no CHTV”. Contra o fecho da cirurgia pediátrica, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu convocou uma vigília frente ao hospital de Viseu para o dia 15 de maio entre as 19 e as 21 horas. A Comissão vai lançar um abaixo-assinado e pedir reuniões à Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões e ao Conselho Consultivo do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.   MOÇÃO CONTRA O FECHO DE ESCOLAS Também por unanimidade foi aprovada uma moção, apresentada pela CDU, onde se contesta a intenção, anunciada pelo governo, de encerrar as escolas do 1º ciclo com menos de 21 alunos. Antes da votação o presidente da junta de freguesia de Côta, António Fonseca, eleito pelo PSD, fez um apelo à assembleia para que aprovasse a moção da CDU. Disse o autarca: “ se nos fecharem a escola ficamos sem nada”.


REGIÃO

OPINIÃO JOÃO INÊS VAZ Arqueólogo e Historiador

VISEU A PATRIMÓNIO MUNDIAL? Decorreu em Viseu um seminário que tinha como principal objectivo lançar as bases da discussão da possível candidatura de Viseu a Património Mundial. Promovido pela Câmara Municipal de Viseu, mostrou algumas atitudes que interessa relevar. E a primeira foi, desde logo, no discurso de abertura, a postura do presidente da Câmara Municipal de Viseu com o apelo a todos os viseenses para a discussão sobre o Centro Histórico. Numa atitude de humildade democrática, que fica sempre bem aos políticos, o Dr. Almeida Henriques, quis claramente demarcar-se da postura do seu antecessor ao trazer para a discussão pública participada um assunto que a Câmara tem autoridade para decidir por si própria e que durante muitos anos serviu de mote eleitoralista. O local da realização do seminário, independentemente de se criticar a forma como as pessoas foram divididas por duas salas, mostra também uma vontade de chamar as instituições culturais da cidade a colaborar. Talvez não seja estranho o facto de ambas terem nova gestão. Esperemos que assim continue a ser e que também outras organizações existentes na cidade venham a ser chamadas. A candidatura de Viseu é possível e tem bases suficientes para sair vencedora? Isso só o tempo o demonstrará, mas tudo dependerá da forma como a candidatura for organizada. Partindo das candidaturas de Guimarães e Coimbra, exemplos que Viseu mais de perto terá de seguir, talvez possa ter êxito. Mas “para que serve uma classificação?”, como se perguntava no cartaz. Em primeiro lugar para recuperar o Centro Histórico, mas para isso não devia ser necessário classificar. Em segundo lugar, com grande escândalo de alguns intervenientes, para atrais turistas, movimento e dinheiro à cidade. É que entendo, como entenderam alguns intervenientes, que o Património não pode ser pensado apenas em termos académicos e utópicos, m a s t a mb é m t e m u m p ap e l económico e contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

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ABRAVESES

Texto A. Figueiredo

INDEPENDENTES RETIRADOS DO CONSELHO DE ESCOLA A FREGUESIA DE ABRAVESES, POR INDICAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU, SEMPRE ESTEVE REPRESENTADA NO CONSELHO GERAL DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS. NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES A JUNTA DEIXOU DE SER DO PSD. DEIXOU TAMBÉM DE TER ASSENTO NO CONSELHO GERAL DO AGRUPAMENTO

O

Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Viseu Norte criticou as escolhas, da câmara municipa l de Viseu, para os representantes das freguesias com assento naquele órgão de gestão escolar. Em causa o facto da Junta de Freguesia de Abraveses não ter qualquer representante no Consel ho Gera l do Agr upamento. Numa posição, aprovada por u na n i m id ade, e env iad a à câmara municipa l, o Conselho Geral lamenta que “ pela primeira vez, para a designação dos representantes da Autarquia, não tenha sido tomado em consideração o número significativo de alunos que frequentam diariamente as escolas em funcionamento na freguesia de Abraveses, e que constituem mais de cinquenta por cento do número total de alunos deste Mega-agrupamento de escolas”. A tomada de posição refere ainda que “ é difícil de entender que, no o Órgão máximo de um Mega-agrupamento de escolas com cerca de dois mi l e du zentos a lu nos, não tenha assento o representante de uma freguesia, na qual estão sedeadas escolas frequentadas por 1105 destes alunos. É de realçar

qu e a f re g u e s i a d e A br ave s e s sempre esteve representada nas sucessivas Assembleias de Escola e Conselhos Gerais, constituintes do ex t into Ag r upa mento de Escolas Dr. Azeredo Perdigão, tal como no atua l Conselho Gera l (2013-2017), até às últimas eleições autárquicas”. A freguesia de Abraveses é, desde as últimas eleições autárquicas de 2013, gerida por uma lista de independentes, antigos militantes do PSD, que foram expulsos do p a r t id o p or t e re m for m a d o e concorrido numa lista de cidadãos que derrotou a candidatura social democrata. Em substituição do representante da freguesia de Abraveses, a câmara municipal de Viseu designou, para o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Viseu Norte, os presidentes de junta eleitos pelo PSD das freguesia do Campo e da União de São Cipriano e Vil de Soito. O representante da junta do Campo votou favoravelmente o parecer do Conselho Geral. A União das freguesias de São Cipriano e Vil de Soito não se fez representar na reunião em que a moção foi aprovada.

ASSUNTO DISCUTIDO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL O a s su nto foi le vado à ú lt i ma Assembleia Municipal de Viseu. O PS lamentou que também no Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Viseu Sul tenha sido retirado o representante da freguesia de Silgueiros que desde as últimas eleições passou a ser gerida por um autarca socialista. O presidente da câmara de Viseu lembrou que as designações para os Conselhos Gerais dos Agrupamento de Escolas são representantes da câmara e não das juntas de freguesia. Garantiu, o social democrata Almeida Henriques, que com ele nenhuma freguesia será discriminada por causa da cor partidária dos presidentes.

2 MAI


REGIÃO

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VISEU

DÃO DÁ A CONHECER AOS ESPECIALISTAS COLHEITA DE 2013

SOPA SOLIDÁRIA O evento decorre na Igreja Nossa Senhora do Viso e tem início pelas 16h00. Do programa faz ainda parte uma aula de Zumba (16h30) com a instrutora Sónia Nascimento e a atuação da Tuna Band’habilus. Os participantes vão poder ainda assistir ao testemunho de duas pessoas que viveram de perto a realidade de viver na rua e, que hoje, com o apoio do Bora Lá e da Associação Espírita de Viseu, têm um teto e uma casa como porto de abrigo.

Os Vinhos do Dão da última colheita (2013) serão dados a provar a potenciais clientes e a convidados durante o “Dão Primores”, que a Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão organiza no próximo d ia 19 de ma io, em Viseu. No Solar do Vinho do Dão estarão representados mais de 40 produtores da Região que, em prova liv re, darão a conhecer as recentes a mo s t r a s do s v i n ho s que ainda estagiam nas adegas. E sta prova de v i n hos terá i nício pela s 09h30, com a “Declaração de Vindima 2010”, pelo presidente da CVR Dão. Segue-se a proclamação de declaração de vindima com os especialistas Lúcia Freitas e Aurélio Claro. O diretor-geral do Observatório espanhol do mercado do vinho, Rafael del Rey, vai falar dos desafios do vinho eu ropeu nu m contex to de mercado mundial. Às 11h00 decor rer á a cer i món ia de entrega dos prémios do 52.º concurso “Os melhores v inhos do Dão no produtor”. A prova livre de vinhos começa logo a seguir e prolonga-se até às 13h00, sendo também servido um buffet regional.

Todo o mato cortado é triturado pelo bio-triturador que a câmara adquiriu, sendo que a maioria dos resíduos são entregues a proprietários para fertilizarem os seus terrenos. “Um exemplo para que se encare a floresta como um espaço onde tudo se transforma e nada se desperdiça”, assinala o gabinete. A auta rqu ia v iu, ent reta nto,

aprovada a candidatura para a criação da Carta de Ocupação do Solo. Um investimento de 45 mil euros e que irá permitir inventariar toda a área do município, resu lta ndo nu m docu mento orientador pa ra que o ordenamento do território seja melhor planeado e promova o equilíbrio dos recursos existentes.

VISEU

Texto Micaela Costa

SOPA SOLIDÁRIA PARA CRIAR ASSOCIAÇÃO EVENTO DECORRE NA IGREJA NOSSA SENHORA DO VISO E TEM COMO OBJETIVO ANGARIAR FUNDO PARA A CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DE APOIO A PESSOAS CARENCIADAS

O

Bora Lá Viseu, um grupo de voluntários que apoia sem-abrigo e pessoas carenciadas, está a organizar um evento com o objetivo de angariar fundos para a criação da Associação. A “Sopa Solidária”, que decorre no próximo dia 11, vai juntar vários restaurantes da cidade que “de forma graciosa vão confecionar as sopas que serão depois adquiridas por todos os presentes”, explicou ao Jornal do Centro, Sónia Nascimento, uma das mentoras do Bora Lá Viseu. Embora o evento seja a favor do projeto, a organização e a ideia da ação ultrapassou a barreira dos voluntários, que quinzenalmente saem à rua para servir uma sopa quente, um prato quente, um kit”dia seguinte”, um kit “higiene pessoal”, roupa e agasalhos. Goreti Bernardo, voluntária do Bora Lá foi, a responsável por levar a ideia junto de um grupo de formandos de um curso que frequenta. O objetivo era organizar um evento, como pro-

va final do curso de Organização de Eventos e quando contou o que fazia, todos os quinze dias, rapidamente conquistou os colegas que sem hesitar arregaçaram as mangas e procuraram quem se quisesse juntar à causa. “Quando contei a minha experiência e a realidade que muitos desconhecem, a turma ficou muito sensibilizada e quis logo participar organizando este evento”, explicou Goreti Bernardo. Para que o Bora Lá possa constituir a associação são precisos 500 euros, valor que vai permitir o registo na conservatória e mais algumas necessidades primárias. “Até aqui eram os voluntários que iam contribuindo financeiramente, mas começa a ser complicado, muitos também ficaram sem emprego e as poupanças, infelizmente, não chegam para tudo”, explicou Sónia Nascimento. “Este e outros eventos que estamos a desenvolver são uma forma de podermos constituir a

associação o mais rápido possível”. Com a constituição da Associação Bora Lá vai poder garantir uma ajuda “personalizada”, isto porque o acesso a programas financiados de apoio a pessoas carenciadas, o contacto com outras associações já registadas, o apoio médico, o apoio a crianças que sofrem de negligência, será uma realidade, à qual não conseguem aceder atualmente.

SERNANCELHE

MATO CORTADO SERVE PARA FERTILIZAR TERRENOS Duas equipas de homens estão já no terreno em Sernancelhe a proceder à limpeza de acessos e faixas de segurança das serras do município. Centenas de qui lómetros foram limpos e, antes do verão, dezenas de acessos à f loresta estarão em condições para ajudar na prevenção e combate aos fogos f lorestais. 2 MAI

O gabinete técnico-f lorestal da autarquia está empenhado em que o trabalho realizado seja também entendido como um exemplo e “u ma mot iv aç ão” pa r a que os proprietários promovam a limpeza do mato e a salvaguarda dos seus bens, sejam eles f loresta, soutos ou culturas agrícolas, evitando o recurso às queimadas.


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REGIÃO

10

SÁTÃO

CAMINHADA ALIA DESPORTO E SAÚDE

Freguesias de Tondela estaão ao lado da luta do Movimento de Utentes Águas do Planalto

TONDELA

Texto Sandra Rodrigues

FREGUESIAS DE TONDELA PEDEM INTERVENÇÃO PARA ACABAR COM “DITADURA” DA ÁGUA SUBSCRITO TRES ACUSAM EMPRESA ÁGUAS DO PLANALTO DE SER MENTORA DE UMA POLÍTICA “INQUALIFICÁVEL” DE IMPOSIÇÃO DO PREÇO DA ÁGUA

A

freguesia de Vilar de B e s tei ros e Mostei ro de Fráguas, em Tondela, aprovou uma moção na qual exige que as entidades municipais ajudem a colocar “um fim” ao que consideram ser a “ditadura da água”. Em causa os valores que estão a ser cobrados pela empresa Águas do Planalto e que para os subscritores da moção “tornam-se insuportáveis para as famílias”. Os subscritores chamam ainda a atenção para a possibilidade da mesma empresa ficar responsável pelo tratamento de águas e resíduos, o que na sua opinião poderá vir a agravar o preço já praticado. “E s t a m o s a f i c a r c e rc a d o s d e

compromissos sobre os quais não fomos ouvidos, mas que alguém negociou por nós”, alertam. Na moção é ainda sublinhado que a empresa está a utilizar os recursos que são dos munícipes para “e spec u la r e sc a nd a los a mente, obtendo a partir deles mais valias que ultrapassam o razoável”. Vilar de Besteiros e Mosteiro de Fráguas são duas das localidades berço da captação da ág ua que abastece os concelhos de Tondela, S. Comba Dão, Carregal do Sal, Mortágua e Tábua. “Na área geográfica dos cinco concelhos abrangidos por esta esquisita concessão, se paga, e de longe, a água mais cara de todo o distrito de Viseu e

uma das mais caras do país, apesar de este território estar situado no interior que, em vez de ser ajudado, está, cada vez mais, a ser aniquilado e desprezado”, alertam. Os subscritores colocam-se também ao lado da luta do Movimento de Utentes da Águas do Planalto (M UA P) e e x igem d a empre s a Águas do Planalto uma compensação pelos danos causados, devido à diminuição do caudal do rio e consequente implicação na sua fauna. A moção seguiu para as câmaras municipais e assembleias municipais dos cinco concelhos, para a assembleia intermunicipal da CIM Viseu- Dão Lafões e para a empresa Águas do Planalto.

ÉPOCA BALNEAR

PEQUENAS OBRAS MELHORAM SEGURANÇA DAS PISCINAS Os tanques e outros equipamentos das piscinas de Tondela estão a ser intervencionados. As obras servem para melhorar o serviço e as condições de segurança para que este equipamento entre em funcionamento em junho. Os serviços resumem-se a várias reparações na canalização e sis2 MAI

tema elétrico, na betumagem dos tanques e recuperação do relvado. É intenção do município abrir a época balnear, em regime de fins-de-semana, ainda durante o mês de junho, já que o início da “época oficial de Verão” se manterá no dia 1 de julho. Estas intervenções não implicam

qualquer condicionamento da piscina de interior (aquecida) que continua a funcionar,nomeadamente com o programa “Natação Para Todos”, que inclui a Escola de Natação, até ao final da época considerada de “inverno”, a qual terminará a 30 de junho.

A iniciativa “Sátão com Desporto e Saúde” está de regresso. No próximo dia 11 de maio, no âmbito da divulgação e incentivo ao desporto que tem sido desenvolv ido pela autarquia, realiza-se uma caminhada. O percurso tem cerca de 6km, com uma dificuldade baixa/média e o encontro está marcado para as 9h00, junto à piscina municipal de Sátão. Para além da caminhada decorre ainda uma aula de grupo ao ar livre. E porque a saúde tem sido outra das preocupações do município, estará no local a Unidade Móvel de Saúde, onde todos os participantes poderão realizar um rastreio de saúde. Este evento é totalmente grat u ito e pretende, seg u ndo a autarquia “incentivar as pessoas para a prática do desporto ao ar livre, prática que traz grandes benefícios para a saúde”. CARREGAL DO SAL

OBRAS DE 650 MIL EUROS PARA MELHOR CENTRO DA VILA A Câmara Municipa l de Carregal do Sal aprovou um investimento de 650 mil euros para conclusão das obras de arranjo urbanístico das ruas centrais e adjacentes da vila. Os t r aba l hos contempla m a construção de passeios, a renovação da iluminação e das re d e s d e t e le c omu n ic a ç õ e s , ord e n a m e nt o d o e s t a c io n amento, plantação de ár vores e ainda a insta lação de novo mobiliário urbano. Para a autarquia, tratam-se de obras “importantes” porque vão dotar a vila com uma imagem urba níst ica ma is moderna e criar outras condições, nomeadamente na rede de distribuição de águas. Por outro lado, vão também ser criadas zonas de segurança para atravessamento de vias e colocada sinalização vertical e horizontal para melhor ordenar o trânsito.


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REGIÃO

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LAMEGO

Texto Micaela Costa

ASSEMBLEIA MUNICIPAL PEDE RESPEITO PELO INTERIOR DO PAÍS RESPEITO PELA REGIÃO, POLÍTICAS DE NATALIDADE, FUTURO PARA OS JOVENS E INVESTIMENTO SÃO ALGUMAS DAS “EXIGÊNCIAS” TRAÇADAS NA SESSÃO DE ENCERRAMENTO DAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL, PELO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LAMEGO, JOSÉ CARRAPATOSO

Encerramento da sessão solene de comemoração do 25 de Abril serviu de análise ao estado do município, da região e do interior do país

O

presidente da Assembleia Municipal de Lamego, José C a r r ap ato s o, av i s ou o s governantes que não vai consentir que o interior do país seja “desrespeitado”. O alerta foi lançado no encerramento da Sessão Solene que celebrou os quarenta anos do 25 de abril, em Lamego. “Alertamos os nossos governantes, dizendo-lhes qu e n ão v a mo s c on s ent i r qu e desrespeitem esta antiquíssima cidade e as suas gentes, apelando-lhes para a absoluta necessidade de tratarem o Interior como merece”, frisou José Carrapatoso. Na sua intervenção, o representante da Assembleia municipa l reivindicou ainda “políticas de fomento à nata l idade que permitam estimular o crescimento demográfico do interior”. E não esqueceu a área da justiça e da saúde, as mais afetadas no concelho, o que tem prejudicado o crescimento da região e do interior do país.

“Não faltam exemplos que conduzem ao desencanto na área da justiça, por exemplo, com o encerramento e desqualificação dos tribunais, ou na saúde com a desqualificação do Hospital de Lamego”. José Carrapatoso questionou ainda o futuro dos jovens e apelou ao investimento, como principal polo de desenvolv i mento da reg ião. “Que futuro esperam os jovens no interior? Ambicionamos, por d i reito própr io, u ma absolut a equidade com todos os restantes por tug ueses, u m f uturo de desenvolvimento e de modernid ade, com ma is i nvest i mento, com mais e novas oportunidades de trabalho e emprego”. E deixou o agradecimento aos empreendedores: “deixamos um sinal de gratidão ao esforço, dedicação e competência de todos os empreendedore s que cont r ibuem para a dinamização do concelho de Lamego”.

PU B

CINFÃES

Empresas

EVENTO SOLIDÁRIO APOIA IPSS

Soluções que são a sua cara

Fernando Correia Marques é um dos artistas nacionais a marcar presença

“Dar Vida à Vida” é o nome do evento solidário que decorre de hoje, a domingo (2 a 4 de maio), em Cinfães. O objetivo da ação é criar uma onde de solidariedade no concelho e reunir verbas que reverterão a favor das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do município. Segundo Carlos Cardoso, da autarquia de Cinfães, “sentiu-se a necessidade de dar um apoio às IPSS que também começam a ter dificuldades. Para além de que a autarquia acredita que esta é uma oportunidade de reunir esforços entre munícipes, instituições e associações em prol da comunidade”. Durante o fim-de-semana decorrem várias atividades em paralelo: exposição e comercialização do artesanato e produtos endógenos

do concelho; provas BTT; rafting; caminhadas por circuitos pedestres; atuação dos grupos de folclore e bandas do concelho, bem como artistas de âmbito regional e nacional ( como por exemplo Fernado Correia Marques e José Alberto Reis). No local do evento marcam presença vários restaurantes com os pratos típicos e doçaria tradicional, com a finalidade de divulgar o que Cinfães tem de melhor. Paralelamente ao evento, a Câmara criou uma conta solidária para que as empresas ou cidadãos individuais possam dar o seu donativo. Este é um evento da responsabilidade da Câmara Municipal de Cinfães, Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho e das 14 juntas de freguesia.

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2 MAI


REGIÃO

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SÃO PEDRO DO SUL

OLIVEIRA DE FRADES

Texto e fotos Sónia Pereira

MÉDICOS CEDEM 20% DO VALOR DAS CONSULTAS E MANTÊM-SE NAS TERMAS

CONDUTAS DE ÁGUA COM AMIANTO VÃO SER RETIRADAS

TERMINOU O BRAÇO DE FERRO. MÉDICOS E TERMALISTUR CHEGARAM A ACORDO MAS CORPO CLÍNICO TEM NOVO DIRETOR

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Termalistur, empresa municipal que gere as Termas de S. Pedro do Sul, havia fixado o final do mês de abril como data limite para resolver o impasse que podia ter ditado a substituição em bloco do corpo clínico que assegura as consultas aos aquistas da maior estância termal da península ibérica. A abertura de um concurso público para um novo diretor, e consequente afastamento de Aires Leal, que chefiava os médicos há cerca de 30 anos, foi o primeiro sinal de que a Câmara e a Termalistur não estavam dispostas a dar o braço a torcer. Os restantes 10 médicos que dão consultas aos utentes – obrigatórias antes de os termalistas iniciarem qualquer tratamento – corriam também o risco de serem substituídos. De acordo com a empresa municipal, para além do diretor, também o corpo clínico recusava ceder uma percentagem do preço cobrado por cada consulta (40 euros), para fazer face aos custos da atividade desenvolvida (instalações, água, luz, telefone e computadores).

NOVO MÊS, NOVAS REGRAS E NOVO DIRETOR O mês de maio começou com mudanças nas Termas de S. Pedro do Sul. A administração da Termalistur chegou a um entendimento com os médicos e, em vez dos 10% que tinham estado em negociação, os clínicos concordaram em abdicar do dobro, 20%, do valor de cada consulta. Dos 10 médicos que prestavam serviço na estância termal, só dois não aceitaram o acordo. O Jornal do Centro tentou, sem sucesso, conhecer os motivos que levaram Virgílio Ruas e Helena Sousa a rejeitar um entendimento. Quanto ao novo diretor clínico, está escolhido. António José Santos Silva, professor da faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, passa a liderar os médicos que 2 MAI

dão consultas nas Termas. Os novos contratos, assinados esta semana, estão adaptados à lei que rege a atividade termal, e que foi ignorada na última década. “Estava a ser cedido espaço público para benefício privado”, disse na última Assembleia Municipal, o vice-presidente do Município, que criticou a bancada da oposição social-democrata por ter sido “conivente com a situação desde 2004, nunca tendo feito nada para a inverter”. O socialista Pedro Mouro recordou uma deliberação de 2008 da Termalistur que defendia a demissão do diretor clínico e a regularização da situação dos médicos que, para além de não terem qualquer contrato assinado, haviam sido colocados nas Termas pela Câmara, quando essa é, por lei, uma competência da empresa municipal que explora as Termas. “Ao cederem 20% do valor que cobram por cada consulta, estamos a falar de 120 mil euros por ano de receita”, sublinhou Pedro Mouro, que lamentou ter-se abdicado de 1 milhão e 200 mil euros nos últimos 10 anos, por se ter deixado arrastar a situação. A receita estimada por ano vai servir “para pagar encargos”. Será também canalizada para a “investigação e fidelização médica da atividade e é ainda um contributo para melhorar a situação financeira da empresa municipal”, diz o Presidente do Conselho de Administração da Termalistur, Vítor Leal. MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO QUE DOIS A VOAR Vítor Leal acredita que a “procura constante de um acordo amigável entre as partes”, aliada a “fundamentos indiscutíveis” e à mão firme da Câmara e Termalistur terão feito com que os médicos, que até aqui se mostravam inflexíveis, chegassem esta semana a acordo com a empresa municipal.

Há vários anos que a existência de condutas de água em fibrocimento na vila de Oliveira de Frades domina a discussão política entre o PSD, partido que gere a Câmara Municipal, e o PS. Nas autárquicas de 2009 o assunto causou mesmo uma acesa troca de acusações entre o presidente do município, Luís Vasconcelos, e o candidato à presidência pelo Partido Socialista, Porfírio Carvalho. Na altura, o agora vereador alertava para o perigo que representava para a saúde pública a existência das tubagens com amianto. Cinco anos mais tarde, o município anuncia a intenção de avançar com um projeto de regeneração urbana, que vai possibilitar a retirada dos tubos. As obras estão divididas em duas fases. A primeira, orçada em 929 mil euros, vai ser candidatada ainda ao atual QREN. O concurso público irá ser lançado dentro de dois meses, pelo que a intervenção só deverá arrancar em agosto, durando cerca de 10 meses. Os trabalhos vão decorrer nas ruas N. Srª dos Milagres e Dr. Lino dos Santos, terminando no cimo da rua da Devesa. Para além da substituição das condutas, está projetada a criação e retificação de passeios, a alteração do piso e a passagem pelo subsolo dos fios da luz e do telefone. Para a segunda fase, que engloba a parte central da vila, está previsto o mesmo tipo de intervenção. O investimento, avaliado em 2 milhões de euros, só irá avançar com o próximo QREN. VEREADOR DA OPOSIÇÃO APLAUDE OBRA, MAS NÃO DEIXA DE CRITICAR EXECUTIVO Do lado da oposição, o vereador do PS na Câmara, Porfírio Carvalho, não podia estar mais satisfeito com o que está pensado, nomeadamente com a substituição das tubagens em fibrocimento, que há muito defendia e que “deveria ter sido uma das prioridades” do executivo. Apesar de elogiar o investimento, o vereador não deixa de apontar o dedo à maioria PSD por não ter apresentado e discutido o projeto com os munícipes. “Ninguém sabe muito bem o que vai ser feito, nem em benefício de quem”, referiu. PRESIDENTE REFUTA PALAVRAS DO SOCIALISTA O Presidente da Câmara garante que a “água sempre foi uma prioridade” para o executivo que lidera, como prova a construção da nova estação de tratamento do concelho e a substituição das condutas de amianto, que agora vai avançar com a regeneração urbana apesar da autarquia ainda não saber “se vai haver dinheiro” disponível de Bruxelas. Luís Vasconcelos desvaloriza ainda as críticas de Porfírio Carvalho por não ter escutado a população sobre o projeto. “Nós temos a noção clara do que é importante para a população. No município temos em andamento obras avaliadas em cerca de 18 milhões de euros e se em todas tivéssemos de fazer uma discussão pública não fazíamos outra coisa”, disse. – JRF


REGIÃO

TAROUCA

RESENDE

Texto Micaela Costa

155 MIL EUROS PARA REDUZIR CONSUMOS ENERGÉTICOS REDUZIR OS CONSUMOS ENERGÉTICOS E OS CUSTOS DE EXPLORAÇÃO ASSOCIADOS SÃO OS OBJETIVOS DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO ASSINADO PELA AUTARQUIA

O

m u n i c í p i o d e Ta r o u c a celebrou um contrato de financiamento que prevê um investimento de 155 mil euros com o objetivo de promover a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental da Piscina Municipal Coberta da cidade. O investimento,  cof inanciado  pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) em 108 mil euros, surge na sequência da apresentação em 2010 de uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Norte (ON.2), elaborada com o apoio da Agência de Energia da CIMDOURO – Comunidade Intermunicipal do Douro. Com esta intervenção o município

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sistema de produção térmica – através da instalação de caldeira a biomassa (pellets), da iluminação interior – através da substituição de lâmpadas e de balastros, e da aplicação de coberturas do plano de água nos dois tanques existentes, estimando-se que as mesmas estejam concretizadas no decurso do presente ano de 2014. Segundo os indicadores de resultado que se prevêem obter após a implementação das várias medidas, a autarquia espera conseguir uma redução média do consumo de energia de 68% e nas emissões de gases com efeito de estufa de 136 toneladas/ano de CO2.

redução média do consumo de energia de 68%

pretende redu zi r os consu mos energéticos na Piscina Municipal e, consequentemente, os custos de exploração associados, através da introdução de um conjunto de soluções tecnologicamente eficientes do ponto de vista energético, que prevêem atuações ao nível do

CEREJA COM FESTIVAL A 31 DE MAIO Um dos maiores eventos dedicados à cereja já tem a data marcada para 31 de maio e 1 de junho em Resende. O festival é visitado anualmente por milhares de pessoas e é um dos palcos privilegiados para a venda da cereja e de produtos de artesanato ligados a este fruto que é o produto de excelência do concelho. Nos dois dias de festival, além da cereja disponibilizada por mais de uma centena e meia de produtores e vendedores, não vai faltar a animação musical e de rua, terminando num grande cortejo que este ano aborda a temática “dos direitos da criança aos direitos da cereja”. O cortejo envolve cerca de mil crianças das escolas do concelho que, vestidas a rigor, desfilam em carros alegóricos decorados e alusivos ao tema. O festival é um dos eventos que o município de Resende promove para valorizar e projetar a cereja que considera ser um produto determinante e uma marca do concelho. No ano passado foi dado início ao proceso de certificação da cereja, um processo que segundo Rogério Silva da Associação de Promoção CER – Cerejas de Resende está em “andamento”. “São procedimentos que levam o seu tempo”, explicou. A primeira edição do Festival da Cereja em Resende realizou-se em 2002. Na edição do ano passado foi inaugurado o Centro Interpretativo da Cereja localizado no edifício da antiga escola primária de Vila Verde, na freguesia de S. Martinho de Mouros. O Centro Interpretativo da Cereja acolhe um espaço museológico e de investigação onde se podem observar conteúdos como o da fileira da cereja, estados fenológicos da cerejeira, espécies e origens. Contém uma sala de exposições permanente e um espaço designado “cubo de vidro” de onde se parte para o espaço exterior onde foram plantadas variadas espécies de cerejeira. –SR

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REGIÃO

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CASTRO DAIRE

TERMAS DO CARVALHAL REABREM

VOUZELA

Texto e fotos José Ricardo Ferreira

POPULAÇÕES DE VENTOSA AGUARDAM HÁ UMA DÉCADA LIGAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO REDE COM CINCO QUILÓMETROS NUNCA ESTEVE OPERACIONAL POR NÃO TER SIDO CONSTRUÍDA UMA ETAR PARA RECEBER OS ESGOTOS

O

s habitantes de Sacorelhe, Casa l Bom, Cor ujeira, Igreja, Gândara, Moitedo e uma parte da aldeia de Ventosa, no concel ho de Vou zela, estão desde 2001 à espera de ver ligado o sistema de saneamento básico que foi i nsta lado pela Câ ma ra Municipal, na altura liderada pelo socialista Paulo Figueiredo. A obra custou 2,5 milhões de euros, mas nunca chegou a ser utilizada por não ter sido construída uma ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais, para receber os efluentes. A infraestrutura até chegou a estar projetada para a freguesia, representando um investimento de 55 mil euros. Hoje, passados 13 anos da conclusão dos trabalhos de colocação das tubagens, a população não esconde a re volt a p or o “ i nve st i mento público não estar concluído”, obrigando as pessoas, mesmo tendo o saneamento à porta de casa, “a pagar valores bastantes caros à Câmara Municipal para vir fazer o esvaziamento das fossas”, referiu ao Jornal do Centro o ex-presidente e agora secretário da Junta, Agostinho Neves. O atual estado da rede de esgotos também preocupa o autarca, que

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teme que parte das condutas já se encontre degradada. “Nesta altura é uma incógnita. Não se sabe ao cer to o que lá está, o que quer dizer que vai ser preciso fazer uma revisão total da obra e um novo investimento para saber se aquele que foi feito há uma década se encontra operacional”, sublinhou. AUTARCA AFASTA QUESTÕES POLÍTICAS Confrontado pelo Jornal do Centro, Agostinho Neves afastou a hipótese do projeto nunca ter sido terminado por razões partidárias visto a Junta ser do PS e o executivo que tem liderado o município de Vouzela nos últimos 12 anos do PSD. “Nem sequer me passa pela cabeça que houvesse aqui motivações políticas. A Câmara Municipal durante muitos anos praticou uma política de desenvolvimento do saneamento e na minha opinião bem. Agora, com alguma tristeza digo que noutras freguesias começaram as obras e não se acabou esta”, disse. MUNICÍPIO QUER RESOLVER O PROBLEMA Para o atual presidente da Câmara de Vouzela este investimento leva-

do a cabo há mais de uma década em Ventosa deveria ter sido feito ao contrário. Na opinião de Rui Ladeira, primeiro deveria ter-se tratado da ETAR e só depois ter-se avançado com a instalação das tubagens do saneamento. “À data não foi esse o entendimento e agora estamos preocupados em arranjar a melhor solução e o mais urgente possível”, explicou. A primeira estratégia, que estava pensada, previa a criação de uma ETAR especificamente para Ventosa, opção que acabou por ser colocada de lado. A ideia passa agora pela drenagem dos esgotos da freguesia diretamente para a ETAR intermunicipal, situada na Quinta do Valgode. As autarquias de Vouzela e de S. Pedro do Sul estão interessadas em recuperar ou mesmo instalar uma nova infraestrutura que absorva o saneamento de várias localidades dos dois concel hos . O projeto está a ser ultimado pelos técnicos de ambos os municípios para ser candidatado ao próximo quadro comunitário de apoio, que ao ser aprovado irá “resolver os problemas dos maiores aglomerados populacionais de Vouzela e S. Pedro do Sul”, adiantou Rui Ladeira.

Já abriram para mais uma época balnear as termas do Carvalhal ,em Castro Daire. Finalizado o processo de análise das águas e da admissão de pessoal por parte da autarquia, o balneário das termas está em pleno funcionamento para mais uma época. Apesar da acentuada diminuição de aquistas nos últimos tempos, a autarquia de Castro Daire espera que os números deste ano possam ser mais satisfatórios na utilização do equipamento. São já ma is de u ma centena, os aqu ist a s que u su f r u í r a m deste equipamento em apenas 15 dias. Para o presidente da câmara municipal, são números “ bastante encorajadores, uma vez que o balneário está em funcionamento desde o dia 16 de abril”. A continuar assim, como espera o autarca de Castro Daire, a af luência às termas do Carvalhal este ano, pode inverter a tendência e constituir uma agradável surpresa no balanço final. Pa ra Fer na ndo Ca r nei ro, os aqu i s t a s c l iente s de vem s er ta mbém todos os castrenses. A começar por quem tem responsabi l id ades pol ít ic a s no concelho. O convite para frequentar as termas já foi feito em plena assembleia municipal p elo pre sidente d a C â ma r a . Fernando Carneiro convidou todos os elementos a usufruírem daquele espaço, incentivando e dinamizando aquela unidade do concelho. Para o autarca castrense, “é preciso dar o exemplo e esse deve partir de quem tem responsabilidades políticas no concelho”, independentemente de estar no poder ou na oposição. A s Te r m a s d o C a r v a l h a l s ituam-se a cerca de 500 metros d e a lt it u d e no c onc e l ho d e Castro Daire, entre as bacias hidrográf icas do Vouga e do Paiva, enquadradas pela serras de Montemuro e Arada. Alia o Termalismo ao mundo rural, ao campo e à natureza, às tradições e à gastronomia castrense. A p a i s a gem de f u ndo u ne a Ser ra de Montemu ro ao R io Paiva. Estão indicadas para as terapêuticas de doenças reumatológicas e músculo-esqueléticas; doenças de pele; doenças das vias respiratórias e doenças do aparelho digestivo. – PP


REGIÃO

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MANGUALDE

TREINO PARA OS INCÊNDIOS EM ALMEIDINHA

A ANPC REALIZOU NO CONCELHO DE MANGUALDE UMA ACÇÃO DE FORMAÇÃO E UM TREINO OPERACIONAL PARA COMANDANTES DE CORPORAÇÕES DE BOMBEIROS E ELEMENTOS LIGADOS AO DISPOSITIVO ESPECIAL DE COMBATE A FOGOS FLORESTAIS. ESTÁ EM PREPARAÇÃO A ÉPOCA DOS FOGOS

A

Autor id ade Naciona l de P r ot e ç ã o C i v i l (A N P C) rea lizou esta semana em Almeidinha, no concelho de Mangualde, um treino operacional e uma ação de formação destinada a comandantes de corporações e elementos operacionais do Dispositivo Especial de Combate a incêndios Florestais. Esta demonstração prática e de terreno, teve a presença do secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida.

O principal objetivo da iniciativa foi o de consolidar conceitos e procedimentos operacionais, no âmbito do planeamento operacional efetuado pelo Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS),  ao nível estratégico, tático e de manobra. De acordo com a ANPC, esta ação de formação e treino foi realizada a partir do quadro fictício de um fogo florestal, tendo sido recriadas situações que possibilitaram às for-

ARMAMAR

ças presentes o desenvolvimento de ações práticas de estabelecimento de meios de ação e supressão de incêndios,  transposição de obstáculos, com recurso à utilização de ferramentas manuais e mecânicas, e abertura de faixas de contenção, incluindo a mobilização de uma máquina de rasto. A formação ministrada e o treino exercitado, que vão ser dados a mais de quatro mil operacionais em 182 ações, abarcam diversas

valências de índole operacional, destaca ndo-se, ent re out ras, a utilização de máquinas de rasto em incêndio florestal, a utilização de ferramentas manuais, ferramentas mecânicas – motosserras, a organização de salas de operações e comunicações, de sistema de gestão das operações, comando e controlo de unidades de reforço e a preparação dos militares das forças armadas para ações de consolidação da extinção de incêndios.

PENALVA DO CASTELO

APPDA DOURO DINAMIZA JORNADAS SOBRE AUTISMO

MISERICÓRDIA DEBATE SAÚDE E BEM-ESTAR

A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) do Douro, a funcionar no Jardim de Infância de Armamar, está a organizar as suas I jornadas subordinadas ao tema “Um olhar sobre o autismo”. O encontro acontece a 31 de maio, em Armamar, e reúne vários especialistas, desde terapeutas da fala e ocupacionais a psicólogos. Criada em dezembro de 2013, a Associação pretende criar localmente e em toda a região do Douro serviços especializados no apoio e acompanhamento de pessoas com perturbações do desenvolvimento

O presidente da AMI – Assistência Médica Internacional vai estar em Penalva do Castelo para participar nas II Jornadas da Misericórdia. Este ano o tema em aná lise é a “Saúde e Bem-Estar nas Instituições Sociais: Metas e Desafios”. Marcadas para a Casa da Ínsua, as jornadas têm agendados três debates, que vaio acontecer ao longo do dia 9 de maio. Em análise vão estar: “ O envelhecimento com qualidade”; “ Metas e desafios nas instituições”; “ O papel do sector social”. Pa r ticipa m vá rios e técnicos e especialista e ainda o presidente

do e sp e t ro do aut i smo (PE A), síndrome de Asperger, dificuldades de aprendizagem ou outras especificidades. A Associação foi inicialmente um núcleo da APPDA Viseu, sendo neste momento uma instituição particular de solidariedade social autónoma. A mobilizar meios para criar mais serviços, disponibiliza, neste momento, apoio em terapia da fala, terapia ocupacional, psicologia clínica, apoio a pais e serviço social (gratuito), na sua sede, e também através da deslocação dos técnicos às escolas ou domicílio.

da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, o bispo da Guarda, D. Manuel Felício, Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Ferro Rodrigues, jornalista da televisão SIC, e Telmo Antunes, diretor da Segurança Social de Viseu.

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REGIÃO

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MORTÁGUA

SANTA COMBA DÃO

Texto e fotos C. António Pereira

“FESTEM” A FESTA DO TEATRO

ANIVERSÁRIO DE SALAZAR ASSINALADO SEM MISSA

O MÊS DE MAIO VAI SER DE FESTA EM MORTÁGUA. SEIS GRUPOS DE TEATRO FAZEM A FESTA DO TEATRO. O DESTAQUE VAI PARA A PRESENÇA DO GRUPO DE MADRID “TALLER DE TEATRO PINTO” COM A PEÇA “LA PUERTA ENTRECHA” – “A PORTA ESTREITA” E PARA NOVA PEÇA DE ESTREIA DO TEM – TEATRO EXPERIMENTAL DE MORTÁGUA

O

mês de maio arranca com mais uma edição do FESTEM – Festival de Teatro de Mortágua, organizado pelo TEM Teatro Experimental de Mortágua. Ao todo vão ser seis espetáculos de teatro, de diferentes géneros (comédias, tragicomédias e dramas), a realizar nos dias 1, 3, 10, 17, 24 e 31 de maio. O FESTEM abriu ontem as suas portas com a companhia da terra. O TEM levou à boca de cena a sua mais recente peça “A Fábrica de Nada”. Amanhã (sábado) sobe ao palco o “Cale Estúdio Teatro”, de Vila Nova de Gaia, com a peça “Um dia nos nossos dias”. Segue-se no dia 10 o grupo espanhol “Taller de Teatro de Pinto”, de Madrid, com a peça “La Puerta Entrecha” – A Porta Estreita. No dia 17 é a vez do “Teatro Passagem de Nível”, da Amadora, com a comédia “Carnaval Infernal”, e no dia 24 o “Teatro Vitrine”, de Fafe, com a hilariante comédia “Cama para três”. A encerrar o FESTEM estará o grupo “Teatro de Carnide”, de Lisboa, com a peça “Isto Não É Uma Peça de Teatro”. O FESTEM conta com o apoio do Município de Mortágua.

TEM ESTREOU NOVA PEÇA “A FÁBRICA DO NADA” A peça que o TEM - Teatro Experimental de Mortágua apresentou no FESTEM teve estreia absoluta no passado dia 1 de março. “A Fábrica de Nada” é uma comédia baseada na obra da escritora e dramaturga holandesa Judith Hezberg. Quanto à narrativa da peça, conta a história de uma empresa de cinzeiros que de um momento para o outro fecha. Assim, surge o desemprego, a insegurança e a procura de um novo sentido para a vida. 2 MAI

Segundo a encenadora Rafaela Santos ,“é um texto marcado pelo humor, o absurdo, a ironia, com ritmo e energia do princípio ao fim, e num registo diferente daquele a que o TEM nos habituou com os seus últimos trabalhos”. Numa fábrica onde nada se faz, nada se vende, nada se cria, nada se inventa, nem pensamentos, ideias, interesses ou sugestões. Rafaela Santos acaba por nos revelar a “sinopse” da peça que tem por base “um texto “absurdo” para enfrentarmos o absurdo do quotidiano”. “Com o fecho da fábrica, resta-nos o desemprego e a insegurança. Estudam-se soluções, nascem castelos no ar e procura-se um novo sentido para a vida. Numa fábrica onde se fabrica o Nada há mais espaço para se fabricar o Mundo. Espaço para as pessoas, para os sonhos; um espaço que não é vazio. Enchermo-nos do Nada dá-nos hipótese para sermos alguém. Mesmo que os prémios de produtividade não sejam fáceis de conciliar com a imaginação. Judith Herzberg dá-nos humor e tempo para pensar. Numa sociedade “fast-food” seremos todos inevitavelmente despedidos da nossa humanidade, a não ser que encontremos outros objetivos de vida. Porque a existência também se (pre)enche de Nada. Como o Teatro. Enche-se de Nada e Castelos de Ar”, tal como refere a sinopse da peça que a encenadora Rafaela Santos nos conta com grande entusiasmo. Segunda, este espetáculo pretende ser uma festa. “Uma festa sobre o trabalho, a união que faz a força! E sobre os valores que atribuímos aos pequenos nadas da nossa vida”, concluiu.

Contam-se pelos dedos os mais resilientes seguidores do antigo estadista português. Talvez, uma dezena de fiéis saudosistas tenham passado, pelo cemitério do Vimieiro, no dia em que se assinalam os 125 anos do nascimento de Oliveira Salazar. No túmulo depositaram ramos de flores com cartões-de-visita assinados e com alguns dizeres, como por exemplo: “Viverás Sempre nos Nossos Corações” diz um simples papel assinado pela Ana e pelo Ricardo, um casal de meia-idade que por ali passou para prestar homenagem ao homem e ao estadista. Como todos os anos, os mais fiéis seguidores e saudosistas do antigo Chefe de Estado, cumprem o seu ritual ao rumar até ao cemitério do Vimieiro. O objetivo é homenagear e rezar orações pela alma do ditador que durante quase meio século governou Portugal a ferro e fogo. “Com mão de ferro, respeito e educação, como nunca mais houve depois da implantação da Democracia, no nosso país”, afirma com orgulho um antigo operário ferroviário que ajudou a requalificar e a modernizar a Linha Internacional da Beira Alta. Afonso Paiva, com quase 70 anos, reformado, lembra que Salazar “nunca roubou tantos milhões, como agora se “desviam” dos bancos sem que ninguém seja responsabilizado, ou preso, deixando-nos a nós, pobres contribuintes, à beira da penúria, enquanto eles vivem rodeados da mais sumptuosa luxúria”. O túmulo de Salazar, em mármore cinzento está imaculadamente limpo, a brilhar. Ali, mais uma septuagenária deposita um belíssimo ramo de flores com um cartão-de-visita assinado. Nestas romarias anuais ao cemitério do Vimieiro para recordar Salazar no dia do seu nascimento está uma antiga enfermeira-chefe da Pediatria do Hospital de São Teotónio de Viseu. Elsa Silvestre do Amaral é escritora e cronista habitual do único semanário da terra. Uma publicação muito lida, em Santa Comba Dão e nos concelhos vizinhos de Mortágua e Carregal do Sal. “Elsinha” para os amigos mais chegados, também vive no Vimieiro e recorda o António - o “Toninho” - como um amigo da sua terra natal, que “nunca deixou o país no “charco” como agora estes senhores democratas, nem nos piores anos de fome que o país atravessou por causa das duas guerras mundiais”. Elsa Silvestre do Amaral indigna-se quando nos dias de hoje “vê um pobre a ser preso por roubar um pão, enquanto, que os grandes senhores da política roubam milhares, ou milhões de euros e nem incomodados são”. Este ano, ao contrário dos anos anteriores, não foi celebrada a tradicional Missa de Aniversário de Homenagem a Oliveira Salazar. No ano passado, uns jovens de uma claque de futebol de Viseu encomendaram a Missa para assinalar a data do nascimento do estadista. “Este ano não fui contactado para celebrar missa”, diz o padre Casal, Pároco do Vimieiro. – CAP


REGIÃO

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SANTA COMBA DÃO

Texto e fotos C. António Pereira

BOMBEIROS RECEBEM NOVO CAMIÃO CISTERNA COM CAPACIDADE PARA TRANSPORTAR 36 MIL LITROS DE ÁGUA, O PESADO ADQUIRIDO EM SEGUNDA MÃO DESTINA-SE A REFORÇAR A UNIDADE DE AUTOTANQUES PESADOS E MÉDIOS DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE SANTA COMBA DÃO E CUSTOU 52 MIL EUROS

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novo camião cisterna da marca Renau lt com capacidade para t r a n s p or t a r 3 6 m i l l it r o s d e á g u a , a gor a a d qu i r ido p e lo s B o m b e i r o s Vo l u n t á r i o s d e Sa nta Comba Dão, vem substituir o anterior pesado – uma DA F – c om c ap a c id a d e p a r a 32 m i l l it ros de á g u a que no ver ão de 2 013 s e de spi s tou e c apotou no IP-3 em Tondela , na sequência de um rebenta mento de u m pneu de t rá s. Na altura, a antiga Cisterna da Proteç ão Civ i l, ao ser v iço da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, “despenhou-se” por uma ravina com 10 metros de altura, tendo ficado completamente inoperacional. Do acidente resultaram d oi s fe r id o s l i ge i r o s , a m b o s b omb e i ro s , qu e v i aj av a m n a cabine do veículo pesado.

O ac idente aconte c eu dep oi s de terem dado apoio de abastecimento e reforço de ág ua a outros veículos que ajudavam a combater o fogo f lorestal que no verão passado dizimou a Serra do Caramulo, onde morreram quat ro jovens volu ntá rios. O Jor na l do C ent ro s abe que a aqu isição deste ca mião cisterna de substituição “resu lta de u ma reposição de veícu los por pa r te do SNB – Ser v iço Nacional de Bombeiros depois de outras viaturas terem ficado inoperacionais na sequência de acidentes de viação em que se v iram envolv idas, ou f icaram destruídas pelas chamas durante o combate aos fogos f lorestais, no último verão de 2013”. A nova cisterna custou 52 mil euros e foi pago na totalidade pela ANPC - Autoridade Nacional da Proteção Civil.

PU B

SÃO JOÃO DA PESQUEIRA

ESPETÁCULO SOLIDÁRIO AJUDA LOJA SOCIAL

A Loja Social do município de S. João da Pesqueira ajuda famílias há seis anos. Bens alimentares, artigos escolares, roupas e calçado oferecidos pelos munícipes têm ajudado a colmatar dificuldades de famílias do concelho. São também várias as instituições que contribuem, entre elas a Fundação da Caixa Agrícola do Vale do Távora e Douro que está a organizar um espetáculo solidário, cuja receita reverterá a favor da Loja Social. No palco do Cine-Teatro João Costa vai ser apresentada, a 3 de maio, a peça “Auto do bom despacho”, uma comédia encenada por Beto Coville. A L oja Socia l é u m projeto d a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de S. João da Pesqueira

e su rg iu depois de na s v isit a s domiciliárias os técnicos terem encontrado carências de toda a ordem. Na altura, cada elemento da Comissão iniciou um processo de recolha de bens e a Ação Social do Município contribuiu com a oferta de bens alimentares. De então para cá, têm sido dinamizadas várias campanhas. “Continuamos a estar alerta perante as dificuldades que vão surgindo no seio das famílias mais carenciadas, por isso, necessitamos de tudo o que possa dar confor to numa habitação”, recorda a Comissão. São beneficiários da Loja Social as pessoas que revelem vulnerabilidade económica e social e que estejam sinalizados pelos respetivos serviços. 2 MAI


ENTREVISTA

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FERNANDO RUAS QUEBRA O SILÊNCIO

Texto A. Figueiredo

NUNCA FIZ NENHUM NEGÓCIO NA CÂMARA

S

eis meses depois de sair da câmara de Viseu Fernando Ruas, frontal, não foge às polémicas. Lamenta como a autarquia tratou o caso dos subsídios de reintegração, diz que não deve nada a ninguém e que só não foi para a Segurança Social porque não quis. De malas feitas para Bruxelas, vai ter como braço direito em Viseu o seu antigo vice Américo Nunes

Quando se falou do seu futuro político ou profissional, após sair da presidência da câmara de Viseu, sempre disse que gostaria de ficar por Viseu. Quem o convenceu a sair da “sua” cidade? Sempre disse que que se saísse de Viseu era para fora do país. Para Lisboa não sairia de Viseu. Fui convidado, pelo partido, PSD, para uma série de lugares, que fui rejeitando. E depois ou ficaria no meu lugar de origem o Centro Distrital da Segurança Social de Viseu ou ia para o estrangeiro. Surgiu este convite para o Parlamento Europeu e aceitei. Sou membro fundador do Comité das Regiões, já tinha alguma ligação a Bruxelas e pode ser até uma forma de terminar o meu percurso político.

Diz isso eventualmente quem tem medo ou insegurança de si próprio. Eu agora também estou perto da câmara, ninguém me proibe de lá passar e não o faço. Nunca mais fui à câmara depois de ter saído. Ficou admirado com a surpresa que essa sua vontade de ir para a segurança social provocou em algumas pessoas, incluindo dirigentes do seu partido? Houve até alguns que se movimentaram e fizeram algum esforço para não ocupar o lugar. Mas da direção do partido, que tem essa capacidade de decisão, sempre me foi dito que ia para onde queria. O convite para o Parlamento Europeu não foi também para resolver o problema de ao ficar na Segurança Social de Viseu ser visto como um vigilante permanente da autarquia? Houve movimentações de dirigentes do seu partido em Viseu que tudo fizeram para que não ficasse na Segurança Social... Ninguém em Viseu tinha força para me impedir se eu quisesse ter ido. Foi uma decisão pessoal ninguém me condicionou.

Porque é que teve essa vontade de regressar às origens, ao Centro Distrital da Segurança Social de Viseu? Tinha uma lógica. Eu saí da Segurança Social diretamente para a câmara, onde estive 24 anos, e era lógico regressar. Uma decisão que também estava de acordo com a minha forma de estar na vida que é orientada por critérios e esse para mim era um critério lógico. Regressar ao local, à profissão, em que estava quando fui para a autarquia. Estava disponível a sujeitar-se a um Era também uma forma de ocupar concurso para, depois do período de nomeação, continuar na Segurança o tempo numa área que conhecia. Social? Os cargos que ocupei na SeguranTambém era para estar perto da câça Social sempre foram por concurmara? 02 MAI

FERNANDO RUAS EX-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU

so e nacionais. Não tinha problema nenhum. O meu curriculum deixava-me com certeza muito bem classificado. Eu sabia que o lugar ia a concurso e estava disponível para isso.

Não tenho vocação para conspirador, nem tenho nenhuma necessidade disso. Quando quiser ser candidato à câmara apresento-me de cabeça levantada, não preciso de conspirar.

cimento. Há decisões que seguem o que eu decidi outras contrárias, mas é legítimo e normal.

Mas fica triste quando vê projetos lançados por si que são abandonados, como o Bairro Municipal, o ArPouco tempo depois de sair da autarquia disse que lhe custava passar per- quivo Distrital … ? Se continuasse na câmara continuato da câmara. Hoje ainda lhe custa? Nunca mais lá passei, portanto não ria a tratar esses projetos da forma sei se custa ou não. Passo no Rossio, que sempre defendi. Mas não tenho tomo café por ali perto. Tenho algu- nada contra, são decisões legítimas. ma dificuldade em passar junto dos lugares de estacionamento da ad- Vai receber em breve o Viriato de ministração da autarquia, mas não Ouro, galardão máximo da autaré por nenhum motivo especial. Fo- quia, atribuído por unanimidade na ram 24 anos de um contacto mui- câmara e só com uma abstenção do to amigável com os colaboradores e eleito do Bloco de Esquerda, na Asevito até porque não tenho nada lá sembleia Municipal. Está preparado para fazer. Podia cheirar a alguma para receber o galardão, ou ainda se intromissão que eu não quero que vai emocionar, como aconteceu nas passe de modo algum. Quando en- ultimas sessões públicas em que parcontro alguns colaboradores da au- ticipou como presidente da câmara? tarquia, conversamos, e é assim que Eu só sei que vou receber o galardão pelo que vi escrito na imprensa, ainmato algumas saudades. da não me foi comunicado. Se me Houve um distanciamento nas relações vou emocionar? Não sei. Sou humano. Não choro com muita facilidade com o atual presidente da câmara? Pela minha parte não. Eu não me en- mas choro. É uma distinção que me volverei em nada da câmara. Só se honra muito. Contando comigo só há estiver em causa algum do meu per- três viseenses a quem foi atribuído o curso de 24 anos e aí terei a obrigação Viriato de Ouro (Azeredo Perdigão e de fazer os esclarecimentos necessá- Engrácia Carrilho). Eu sou o primeirios. Se ninguém se meter comigo es- ro a recebê-lo em vida. Não sei para quando é que isso está programado tarei caladinho no meu canto. e também não sei como vou reagir. Honra-me e responsabiliza-me muiAinda não sentiu essa necessidade? Ainda não houve nada que me obri- to, tal como a condecoração que recegasse a vir fazer qualquer esclare- bi do senhor Presidente da República.


ENTREVISTA

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Nunes e a do senhor Professor Lemos. Percebo mas não gostei da forma como isso tudo apareceu na comunicação social. Acredita que um colaborador do município faz arte comunicacional sem o presidente da câmara saber? Não me quero meter nisso. O que é facto é que apareceu independentemente de quem pôs. Ser mais frontal, como sempre fui. Se alguém pôs a notícia a correr propositadamente acertou no alvo errado. Eu nunca me movi por isso e também não me pesa nada na consciência de alguma coisa que eu tenha que receber da câmara. Eu nunca fiz nenhum negócio na câmara. Eu sabia aquilo a que tinha direito e sempre dei o máximo. Como nunca tive nenhum outro negócio extra, nunca tive mais nada, só procurei fazer uma gestão que fosse honesta. Se fosse para ganhar dinheiro tive outras oportunidades que não fosse a de ser presidente da câmara.

O mandato de deputado europeu é até 2019. As próximas eleições autárquicas são em 2017. Continua com a ideia de poder vir a ser candidato à câmara? Todos os dias sou abordado por gente que me pede para regressar à câmara daqui a três anos e meio. Isto não é segredo para ninguém. E também não deve acontecer só comigo. Também deve acontecer com outros antigos autarcas. O que eu sempre quis dizer é que dentro de quatro anos recupero a minha condição de candidato como qualquer cidadão. Não está nos meus horizontes regressar à gestão autárquica, embora o futuro a Deus pertenca. Ainda continua a ser procurado por munícipes a pedirem ajuda, como acontecia quando de manhã chegava à câmara? Sim, sim... Ainda hoje me colocam alguns problemas que ficaram por tratar. Outros solicitam ajudas pessoais, porque infelizmente há muitos cidadãos que precisam de ajuda e me vão abordando, muitas vezes em minha casa, outras vezes na rua. Vou dando as respostas possíveis. Sobre questões concretas da autarquia já me procuram pouco, a não ser pontualmente, porque as pessoas já perceberam que deixei de ser presidente da câmara. Ainda se encontra, regularmente, com os seus antigos colaboradores

mais próximos na autarquia? Temos jantares que já fazíamos antes e vai haver um em breve. Para além dos colaboradores, alguns estiveram comigo 24 anos, por vezes também vêm os familiares. Não é por sair da câmara que me vou desligar das pessoas. Nunca ninguém falou em política nesses encontro. Não são encontros conspiratórios? Não tenho vocação para conspirador, nem tenho nenhuma necessidade disso. Eu se alguma vez tiver vontade de ser candidato à câmara apresento-me de cabeça levantada, não preciso de andar a conspirar. Basta dizer: estou aqui, estou disponível. Depois quem tiver que decidir que escolha. E não ficaria aborrecido se não fosse o escolhido. Sempre perspetivei a política assim. Já demonstrou descontentamento por algumas coisas que possam ter sido ditas por colaboradores mais próximos do presidente da câmara... Não sei de quem é a responsabilidade, será de um colaborador do presidente da câmara, seguramente, mas não gostei da forma como foi tratada a questão do subsídio de reintegração, que deu origem a uma série de especulações e eu não gostei disso. Eu enquanto estive na autarquia estive sempre a defender os interesses da câmara. Alguns dos meus colaboradores, reformados como eu, e a meu pedido ficaram, assim como eu,

a vencer pela Caixa Geral de Aposentações, mesmo recebendo um pouco menos, para que o dinheiro não saísse dos cofres da autarquia. Eu não tirei dinheiro na câmara, eu deixei dinheiro na câmara. Não admito a ninguém, mesmo que tenha responsabilidades comunicacionais na autarquia, que venha insinuar alguma falta de honestidade do antigo presidente da câmara, ou que se quis aproveitar na saída de uma coisa que diziam ser legal mas não moral. Então mas isto é o que?! Se fosse por uma questão moral, o país como está mal, os ministros não recebiam, os presidentes de câmara também não, estas coisas não são assim. Eu nem se quer fiz um requerimento para receber seja o que for. Foram os serviços que despoletaram o processo com base num parecer que deu para pagar o subsídio de reintegração a muita gente. Ainda espera receber esse subsídio de reintegração? Não recebi nem tenho resposta. Acho até que a resposta vai ser negativa. Mas eu não tenho nenhum problema em relação a isso. Não foi interpretação minha. Foi uma interpretação de uma instituição legal, credível, a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, que tem um parecer para essas situações. Foi feito um parecer para cada situação concreta, porque eram situações diferentes, a minha a do Dr Américo

Não gostou que, havendo na câmara de Viseu um parecer da ANMP, que lhe dava o direito de receber os subsidio, fosse pedido um outro parecer que vem negar o anterior? Não conheço esse parecer. Mas penso que isso deve ser esclarecido. Os pareceres da ANMP sempre serviram para efetuar esses pagamentos. Eu ainda não recebi. Se não tenho direito há muita gente que recebeu sem ter direito. Alguém que esclareça isso. Não pode haver para a mesma situação tratamentos diferenciados. Penso até que o atual presidente da câmara de Viseu está numa posiçao ideal para esclarecer isto uma vez que é vice-presidente da ANMP. Não se pode numa autarquia que tem um parecer haver pagamento e noutra vizinha que tem outro parecer não haver. Tem que ser igual para todos. Como sabe o subsídio acabou em 2005. Se eu tivesse saído da câmara nessa altura tinha recebido o subsídio. Como continuei a ganhar eleições e em funções sou penalizado, porque a legislação dizia que enquanto se mantivessem em funções o subsídio não era pago. Foi alvo de várias críticas na internet. Porque moveu aquele processo especifico contra o blogue Viseu Senhora da Beira? O que eu disse aos meus colaborardes jurídicos era a de que se achassem que tinha sido insultado que atuassem e foi isso que aconteceu. E não é inédito, já houve processos idênticos noutros tribunais do país. Não foi um processo específico contra o blogue “Viseu Senhora da Beira”? Para mim aquelas atitudes do blogger em questão foram uma sur02 MAI


ENTREVISTA

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Não gostei da forma como a actual câmara tratou o processo do meu subsídio de reintegração

Se não tenho direito há muita genmte que recebeu sem ter direito

Chamou-lhe “ bigodudo, Quim Barreiros da política, provinciano”... O rapaz deve ser bonito. Tive curiosidade e fui ver. É uma estampa. Deve estar a concorrer aos concursos de beleza masculina. O que me custa é haver jornais de referência que têm gente desta. Quem opina sem conhecer a outra pessoa. Ele nunca falou Espera que este processo sirva de comigo. Como acha que eu sou proexemplo? Não sei se só por se ser “blogger” pode vinciano e ele lisboeta opina… Essa dizer o que lhe apetece. Em certa altu- é uma das questões que me levou a ra nesse blogue falava-se de prostitui- aceitar a candidatura ao parlamento ção e que se fosse aqui na Quinta do europeu. Eu nunca tive receio desses Bosque, junto da minha casa… isso é pseudointelectuais. ir longe de mais, muito longe. É preciso esclarecer-se que pelo facto de um Tem consciência que ao ser deputacidadão desempenhar funções públi- do europeu fica mais exposto a este cas se pode dizer tudo. Pede-se que os tipo de crítica e de análise na impolíticos ajam como pessoas normais, prensa e nos blogues? mas depois considera-se que pelo fac- Mas o processo contra o blogue não to de serem políticos já se lhe pode é por dizerem por exemplo que eu sou o Saddam das Beiras, que sou chamar de tudo?! Não pode ser. parecido com o Saddam. Não gosto mas paciência. Pessoalmente tamO responsável do blogue apresentou bém lhes posso dizer com quem eles recurso da condenação no Tribunal são parecidos. No processo que lede Viseu ... Eu nunca falei sobre esse processo. vei ao tribunal foi uma questão de E não vou mover uma palha em re- honestidade e à forma como enxolação a isso. Se o tribunal superior valharam a minha família. Foi isso tiver outro entendimento é aquele que eu não permiti. que eu aceito outros. Em circunstâncias iguais vão parar a tribunal. O mandato de cinco anos no parlamento Europeu é para cumprir? Também processou o Henrique RaSim claramente. Sempre cumpri os poso do semanário Expresso? meus mandatos. E quando fui canUma situação não tem nada a ver didato à Assembleia da Republica, com a outra. Uma coisa é chamar- que já sabia não ir ocupar o lugar, -me desonesto, outra coisa é chamar- disse isso claramente aos viseenses -me parolo. Esse não mexeu com a e subi a votação. minha honestidade. presa. Eu até hoje percebi aquela mudança de atitude de alguém com quem até tinha um bom relacionamento. O que eu fiz foi o que qualquer cidadão fazia, quando os advogados consideram que está a ser posta em causa a sua honestidade.

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Como é que se contraria a ideia existente em muitos portugueses de que a Europa é de onde vêm os subsídios? Nos contatos que tenho feito com empresários, associações e organizações, tenho pedido para me dizer quais os problemas e dificuldades que sentem para eu levar para Bruxelas E Estrasburgo. Responsabilizo-me em levar as questões e depois trazer as respostas. É isto que eu acho que faz falta. E já disse ao meu cabeça de lista que quero ser um deputado europeu assim com esta ligação à região. E pensa ter espaço, no parlamento europeu, para ser um deputado regional? O trabalho do deputado europeu não é só nas sessões parlamentares. Há também muito para fazer como pressão como loby. Deixo essa certeza absoluta. O que me confiarem é para levar e trazer. Tudo o que prejudicar o meu país e não estiver de acordo não votarei. Tal como sempre fiz enquanto autarca, também no parlamento europeu, não seguirei as eventuais orientações da família política se prejudicarem o meu país. Como vai contrariar a ideia de que os deputados europeus estão lá muiA sua escolha para candidato ao parla- to distantes? mento europeu foi um agradecimento Vou ter um “back office”, um apoio, aqui em Viseu, com pelo menos um de Pedro Passos Coelho do apoio que colaborador, que me faça uma agenlhe deu desde a primeira hora? Não sei se foi. Agora é verdade que es- da, para fazer visitas aos quatro distive com Pedro Passos Coelho desde o tritos, Viseu, Guarda, Coimbra e primeiro momento, mesmo quando Castelo Branco, que me vão ficar ele perdeu a primeira vez que se candi- confiados. datou a líder do PSD. Não me foi dito que seria para pagar o apoio que sem- Quem vai ser esse seu colaborador em Viseu? pre dei ao atual primeiro-ministro. Vai ser o Dr. Américo Nunes em terPedro Passos Coelho ainda vem de vez mos políticos. Depois pode haver outra pessoa, vamos ver. em quando jantar consigo a Viseu? Em Viseu só quando era convida- Vão ser estas pessoas que me vão do para algum evento. Em Lisboa preparar as visitas às instituições, aconteceu algumas vezes. Conti- organismo, empresas, etc. da região. nuarei a fazê-lo, com muito gosto, E o seu gabinete em Bruxelas já está sempre que mo solicitar. escolhido? Vou escolher de forma progressiva. Continua um fiel apoiante do priJá escolhi o meu assistente, o equimeiro-ministro? Cada vez mais. Não conheço nin- valente a chefe de gabinete. Vai ser guém com o sentido tão apura- a pessoa que prestou assistência ao do para a defesa do país. Para ele é eurodeputado Mário David. É um homem com muita experiência que sempre primeiro o país. me garante uma boa integração. Depois vou ver se será necessário Assume-se como o candidato a deputado europeu representante do in- mais alguém. terior centro/norte de Portugal. Que Vai realizar atividades na região? retrato do interior de Portugal vai Sim, sim. Por isso é que quero aqui levar ao parlamento europeu? Umas das coisas que fez aceitar este ter um gabinete de apoio. Quero desafio era porque não via ninguém vincular-me a esta região, como dedos outros candidatos com tanta pro- putado regional. ximidade. Quero fazer, em relação a este interior de Portugal, o que fez o deputado José Manuel Fernandes ao assumir-se como deputado regional em relação ao Minho. É esta mais valia que eu quero levar.


REGIÃO

AGUIAR DA BEIRA

DEZASSETE PESSOAS RECEBEM APOIO SOCIAL DE HABITAÇÃO

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OPINIÃO ÁLVARO BONITO Docente do Ensino Superior ESTGL/IPV

E AS REGIÕES ADMINISTRATIVAS?

VILA NOVA DE PAIVA

Texto Pedro Pontes

IGREJA MATRIZ A MONUMENTO NACIONAL COMO UMA MAIS VALIA TURÍSTICA, A AUTARQUIA QUER CLASSIFICAR O PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO DO CONCELHO. O PRIMEIRO PASSO É COLOCAR A IGREJA MATRIZ ENTRE OS MONUMENTOS NACIONAIS

O

objetivo é colocar, no mapa dos monumentos classificados, a igreja matriz de Vila Nova de Paiva e sublinhar o imóvel como referência patrimonial e cultural do concelho. A candidatura a monumento nacional já seguiu e foi elaborada pelo município de Vila Nova de Paiva que quer assim “dar visibilidade à igreja matriz da vila pela importância arquitetónica, histórica e pela dimensão cultural” no espetro nacional. Para o presidente da câmara municipal, “esta é uma oportunidade para que a sede do concelho possa usufruir de mais um elemento de procura e visita nas rotas turísticas deste tipo de monumentos”. O processo iniciado há já algum tempo esteve na origem da vontade de todos em classificar este monumento. José Morgado refere ainda a importância para o futuro da classificação do imóvel, em termos turísticos. “A importância do património cultural e religioso em determinada região, constitui sempre motivo de atração e visita das pessoas”. A Igreja Matriz está erguida num ponto um pouco elevado em relação à rua principal e na qual se integrou

uma secção museológica que reúne um importante espólio de arte sacra dos séculos XI a XX. Segundo alguns autores, esta igreja terá sido construída nos começos do século XVII. Dentro do edifício restam vestígios de um templo românico que poderá ter existido nesse local ou noutro e do qual se aproveitaram alguns elementos: as colunas que sustentam o coro e a pia batismal. A contrastar com a singeleza destes elementos, o interior da capela-mor impressiona pelo esplendor da talha dourada de tipo barroco no minuciosamente trabalhado altar-mor e pelos rebuscados tetos que a cobrem. Quarenta e nove quadros de rico trabalhado ilustram no teto da capela-mor a árvore genealógica de Jesus segundo o Evangelho S. Mateus. Entre o espólio da paróquia destaca-se uma Cruz Processional dos fins do século XI. É uma valiosa peça de arte de cobre dourado gravado a buril que reúne características do estilo bizantino, da tradição moçárabe e do românico -e na qual está inscrito JHS NAZARENUS REX JUDEORUM.

Em Aguiar da Beira são apoiadas, atualmente, 17 pessoas de seis famílias, no que à habitação social diz respeito. As rendas, que variam entre os 4,03 e os 104,85 euros, tem como valor médio os 44,54 euros, e referem-se a seis apartamentos d isponibi lizados pela auta rquia, as únicas habitações que estão a ser utilizadas, uma vez que não existem pedidos para apoio social de habitação e, na verdade, a autarquia também não d ispõe de ma is espaços. Segundo Rita Mendes, vereadora da autarquia de Aguiar da Beira, “atualmente não existem pedidos, contudo começam a aparecer para a reabilitação de casas, pois este é o apoio que a autarquia está a dar neste momento”. Segundo o município, “estão sinalizadas, há anos, habitações degradadas de carenciados e uma vez que não existem habitações para realojar, a autarquia tem um projeto de recuperação de habitações e 30 mil euros destinados para esse efeito”. Segundo dados de um levantamento recente feito pela autarquia, fora da sede de concelho, existem “uma dúzia de domicílios sem as mínimas condições de habitabilidade”, mas “o apoio que a autarquia pretende oferecer (realojamento e/ou requalificação) ainda carece de regulamentação”, estando a ser ultimado o Regulamento Municipal para Apoio e Intervenção Habitacional. Este regulamento pretende “proporcionar, a agregados familiares com fracos recursos económicos, a possibilidade de melhorarem a sua qualidade habitacional, através de um apoio material, com a reabilitação da habitação e da elaboração de projetos”. A reconstrução fica depois a cargo de empresas que se associam à autarquia. Este novo regulamento, que está em avaliação, “visa ainda colmatar algumas lacunas que o anterior plano tinha, passando agora a abranger habitações que não estejam registadas em nome próprio, ou que não sejam de proprietário único (caso de heranças)”.

“Porque será que da constituição de 1976 ainda estão por criar as Regiões Administrativas” Ouvimos falar constantemente na necessidade e urgência de implementar reformas nas mais diversas áreas, desde a justiça à saúde, passando pela educação, a administração local e outros sectores, às quais se vai associando à ideia de fecho, em nome de uma maior eficácia, eficiência e qualidade dos serviços públicos. Evita-se dessa forma falar da principal reforma que já deveria ter sido implementada e que daria uma outra lógica e coerência ao que se pretende fazer. Não vale a pena falar em reformas se não houver respostas para questões tão simples como o reformar: o quê, porquê, como, quando, para quê e onde. De facto, nenhuma reforma nos parece lógica se não tiver subjacente uma verdadeira reorganização de base territorial. Manter um país dividido em 18 Distritos, 308 Concelhos, 4257 Freguesias, 3 NUTS I, 7 NUTS II, 30 NUTS III, 2 áreas Metropolitanas, 28 Comunidades Intermunicipais, diversos tipos e modalidades de associações de base territorial, direções regionais dos ministérios com diferentes zonas de intervenção; e tudo isto para uma população de cerca de 10 milhões de habitantes é absurdo. Porque será que da constituição de 1976 ainda estão por criar as Regiões Administrativas? Porque não se aproveita o know-how e a experiência acumulada ao longo de 25 anos nas 7 NUTS criadas em 1989 para criação destas regiões? Por quanto tempo ainda vamos continuar a ter o poder central e o poder local a negociarem directamente sem a ex istência de um interface capaz de introduzir uma visão mais integrada às políticas do território? Só com mudança de escala se consegue ter uma outra visão sobre as novas dinâmicas de reorganização, com base nas novas funcionalidades, potencialidades e interacções de que muito ganharia o desenvolvimento do país. 2 MAI


REGIÃO

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“é preciso continuar a organizar estas atividades que contribuem para a constante diminuição de casos”

OPINIÃO

Consultório Jurídico EMANUEL SIMÕES Advogado

DIREITO A FÉRIAS

Em regra, o direito a férias reporta-se ao trabalho prestado no ano civil anterior. Exactamente por esse motivo, a lei estabelece que aquele direito se adquire com a celebração do respectivo contrato de trabalho, mas apenas se vence no dia 1 de Janeiro de cada ano, subsequente à contratação. Acresce que, o período de férias tem a duração mínima de 22 d i a s , p o dendo s er aumentado, se o trabalhador não tiver dado faltas ou excedido um determinado número de faltas justificadas (artigo 213.º, n.º3 do Código do Trabalho). No ano de admissão, o trabalhador, tem direito a gozar 2 dias úteis de férias por cada mês de duração de contrato, até ao máximo de 20, após se encontrarem completos 6 meses de execução de contrato. Se, no entanto, este prazo ultrapassar o dia 31 de Dezembro, o trabalhador tem direito a gozar as férias até ao dia 30 de Junho do ano civ il ulterior. Na eventualidade de o contrato ter duração inferior a 6 meses, o trabalhador gozará 2 dias úteis por cada mês completo de duração do contrato. No que concerne à marcação de férias, esta é feita de comum acordo ou, na sua falta, pelo empregador no período compreendido entre 1 de Maio e 31 de Outubro, com excepção das microempresas, no caso de existir um instrumento de regulamentação colectiva de trabalho ou ouvidos os representantes dos respectivos trabalhadores, estes admitam uma época diferente. No caso de cessação de contrato, o t r aba l hador tem d i reito à ret r ibu iç ã o e a o re s p e c t i vo subsídio correspondentes às férias que não gozou e ainda aos proporciona is ao tempo de serviço prestado nesse ano. Porém, se o cont rato cessou no ano civil subsequente ao da admissão do trabalhador ou se aquele não tiver durado mais de 12 meses, o cômputo total das férias ou da correspondente retribuição não pode exceder o proporcional tendo em conta a duração do contrato. 2 MAI

TABUAÇO

Texto Micaela Costa

MÊS DO CORAÇÃO VAI ANDAR NA ESTRADA UNIDADE MÓVEL DE SAÚDE VAI PERCORRER O CONCELHO DE TABUAÇO PARA REALIZAR RASTREIO E ALERTAR A POPULAÇÃO PARA AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

A

autarquia de Tabuaço, em conjunto com o Centro de Promoção Social, está a organizar várias atividades para o mês de maio, mês do coração. A Unidade Móvel de Saúde vai andar na estrada e vai passar por todas as localidades de Tabuaço para realizar rastreios, a partir do próximo dia 14. Os rastreios vão incidir no controlo da tensão arterial, glicémia e colesterol e vão ainda ser disponibilizados questionários que vão procurar conhecer os hábitos alimentares da população do concelho de Tabuaço. Este questionário está a ser elaborado pelo Centro de Promoção Social, uma instituição que tem como atividade o apoio social e ensino, contribuindo assim para o enriquecimento humano da população regional. O objetivo desta ação é alertar para os problemas relacionados com o coração e sobretudo para despertar a atenção para os sinais das doenças cardiovasculares. Embora nas últimas duas décadas tenha ocorrido uma progressiva diminuição das taxas de mortalidade destas doenças, fenómeno atribuído a uma conjugação de vários fatores relacionados com ações de sensibilização, a autarquia acredita que “é preciso continuar a organizar estas atividades para contribuir para a constante diminuição de casos”. Até porque os maus

hábitos na sociedade, como a má alimentação, sedentarismo, stresse e o uso em excesso de substâncias tóxicas como tabaco e álcool, ainda continuam a ser a grande causa para o aparecimento de patologias no aparelho cardiovascular. Integrado nas comemorações do mês do coração a autarquia e o Centro Social estão ainda a organizar um workshop, no dia 30 de maio, também com o objetivo de alertar para os problemas cardiovasculares. DOENÇAS CARDIOVASCULARES Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), as doenças cardiovasculares constituem a causa de morte mais relevante em toda a Europa, incluindo Portugal, e englobam um vasto conjunto de situações clínicas afetando o sistema circulatório em diferentes localizações, entre elas a doença isquémica do coração (DIC) cuja manifestação clínica mais relevante é o enfarte agudo do miocárdio (EAM) e a doença cerebrovascular (DCV) incluindo o acidente vascular cerebral sistémico (AVC). Dados da DGV, de 2013, revelam que em 5 anos (2007 a 2011) a taxa de mortalidade por doenças cerebrovasculares sofre uma redução de mais de 1600 óbitos anuais.

PENEDONO

PRIMEIRO RAID FOTOGRÁFICO Decorre sábado, dia 3, o 1º Raid Fotográfico em Penedono. Uma iniciativa que pretende “sensibilizar os participantes para a capacidade de observação do meio envolvente, estimular a criatividade no âmbito da arte fotográfica e, sobretudo, dar a conhecer o município de Penedono na sua vertente turística”. A atividade realiza-se entre as 9h00 e as 24h00 e está aberta a toda a população, residente, ou não, no concelho de Penedono, à exceção de fotógrafos profissionais. A prova dura 24 horas, o tempo que os artistas têm para captar, apenas no concelho de Penedono, imagens representativas e referentes a três temas previamente

definidos. Os vencedores são depois escolhidos por um júri composto de três elementos, onde são avaliados os trabalhos segundo os critérios de harmonia, composição, originalidade, criatividade e qualidade da mensagem turística, designando os trabalhos eleitos para os prémios e para as menções honrosas. Os premiados serão anunciados no dia 18 de maio em paralelo com a abertura da exposição do 1º Raid Fotográfico de Penedono, que incluirá as fotografias premiadas e as que forem selecionadas pelo júri, ficando patente ao público de 18 a 31 de maio.


REGIÃO

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NELAS

Texto Micaela Costa

AMIGOS DE SANTAR RECRIAM AMBIENTE MEDIEVAL VIAJAR NO TEMPO DURANTE TRÊS DIAS PARA REVIVER PEDAÇOS DA ANTIGA HISTÓRIA DA LOCALIDADE

A

freguesia de Santar, no concelho de Nelas, vai viajar no tempo durante este fim-de-semana (de dia 2 a 4). Cortejos medievais e concertos são algumas das propostas de “Os Amigos de Santar”, uma associação que se dedica a divulgar e a estudar a história, tradição e cultura de Santar. Para comemorar o 22º Aniversário, “Os Amigos de Santar” estão a organizar o evento “Santar - Ano 1110”, onde todos os participantes vão poder testemunhar um ambiente medieval que retrata parte da história da localidade. Segundo Carlos Isidro, secretário

da direção da Associação, “este é um evento que há muito vinha a ser pensado e que ganha agora vida para retratar as tradições e a história de uma localidade pela qual a associação tem trabalhado ao longo destes 22 anos”. Seg u ndo dois docu mentos que constam no “Liv ro Preto da Sé de Coimbra”, a Igreja de Santar, entre outros bens, foi doada à Sé de Coimbra. Bens que o presbítero Mendo terá tomado de presúria no tempo do Conde D. Henrique (pai de D. Afonso Henriques). É com base neste pedaço de história que ao longo dos três dias Santar vai

reviver a época medieval. Hoje, dia 2, pelas 20h30, decorre a comemoração do aniversário da Associação com animação musical para todos os presentes. Sábado, dia 3, as comemorações têm início pelas 11h00, com a abertura da exposição de artesanato medieval. À tarde, pelas 17h00 a recriação histórica da chegada da comitiva do conde D. Henrique de Portugal e de outras comitivas das terras distantes. Decorrerá ainda a vassalagem de cavaleiros e vilãos do território de Viseu e a doação da Ig reja de Sa nta r e da Ig reja de Moreira, assim como todos os seus

bens à Sé de Coimbra. Pelas 18h30 a apresentação e desfi le dos grupos de recriação histórica e às 19h00 uma palestras no Paço dos Cunhas, “Santar de Honra”. Para as 21h00 está marcado o cortejo histórico noturno e um concerto de música medieval com o grupo Jogralesca. Às 22h30, Mara Pedro e Alma Fadista & Amigos, sobem ao palco para uma noite de fados. O último dia está reservado para um treino militar do século XII, pelas 10h30, e uma recriação histórica com a demonstração militar e confronto entre bandos armados, às 14h30.

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A ESCOLA

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ESCOLA PROFISSIONAL DE TORREDEITA

VISEU

“ESPECIALISTA” EM ENSINO DE QUALIDADE HÁ 25 ANOS QUE FOI CRIADA E OFERECE UMA ALTERNATIVA AOS JOVENS QUE A PROCURAM. O ENSINO PROFISSIONAL PÚBLICO CRIOU ALGUMAS DIFICULDADES

A

Escola Profissional de Torredeita, EPT, foi criada há 25 anos, logo após a criação de um diploma, em 1989, que permitia a criação de escolas profissionais privadas em Portugal. A ideia era preencher uma lacuna existente no sistema educativo para alunos que, através deste tipo de ensino, necessitavam de uma vertente prática para um futuro imediato no mundo do trabalho. Uma das premissas para a criação das escolas profissionais era a sua ligação ao meio, o enraizamento necessário para implantar não só um

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projeto educativo, como também uma identidade local onde fossem criadas. E foi assim que em Torredeita foi cumprido este princípio por iniciativa da Fundação Joaquim do Santos, através do seu dirigente e personalidade referencial, o inspector Arcides Simões. Ao longo de 25 anos a escola teve um crescimento sustentável, tendo começado apenas com dois cursos. Atualmente a escola oferece 10 cursos à sua população escolar embora já tenha havido épocas, nos anos iniciais da primeira década deste sé-

culo, em que a procura de cursos era maior que a possibilidade de oferta. O curso de Animador Sociocultural foi o primeiro que a EPT ofereceu e mantém-se hoje como um emblema da instituição. “Temos já muita experiência acumulada, o que nos permite desenvolver um projeto de ensino de qualidade”, diz Célia Franco, a diretora pedagógica da EPT. Embora haja casos frequentes em que alunos que frequentam a escola seguem, depois de terminados os três anos dos cursos que dão equivalência ao 12º ano, para o ensino

superior (o Instituto Politécnico de Viseu tem sido uma das saídas mais procuradas), a maioria dos alunos de Torredeita opta pela entrada mais cedo no mercado do trabalho. A situação mais complexa que a direção da EPT teve que enfrentar foi, a partir de 2004, a criação do ensino profissional nas escolas secundárias do ensino público. “Foi uma alteração brusca”, sustenta Célia Franco. A nova realidade provocou uma diminuição da procura das escolas profissionais.


A ESCOLA

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ESCOLA PROFISSIONAL DE TORREDEITA

ENSINO PROFISSIONAL É “REFUGO” NAS ESCOLAS PÚBLICAS De acordo com a diretora pedagógica da EPT “as escolas secundárias não têm a rede que nós temos. Somos uma escola especialista em cursos profissionais, inseridos em projetos educativos de qualidade”, defende, acrescentando que “a credibilização do ensino profissional nas escolas públicas está em causa. É um pouco o refugo das escolas e isso não é uma boa imagem para o ensino profissional”. A EPT chegou a ter 21 turmas em momentos mais altos de procura. Atualmente possui apenas 11. Nas três escolas profissionais de Viseu (Torredeita, Mariana Seixas e Profitecla) a oferta formativa já foi de apenas 20 cursos profissionais. “Atualmente temos 40 cursos para tornar este tipo de oferta mais atractivo para os alunos”, refere Célia Franco. A maior parte dos alunos da EPT é proveniente de Viseu e de localidades limítrofes a Torredeita. O dia-a-dia da escola torna-se atractivo para a população escolar porque, defende a direção, foi criado um projeto educativo especial e adaptado aos alunos. “Tratamos todos os alunos pelo nome e todos eles têm relação entre si uma vez que todos os cursos permitem que haja atividades comuns”, sustenta Célia Franco. A EPT tem já uma tradição de intercâmbio com países lusófonos. Frequentam atualmente a escola alunos de países como Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, alojados em instalações garantidas pela própria escola e Fundação Joaquim dos Santos.

Temos já muita experiência acumulada, o que nos permite desenvolver um projeto de ensino de qualidade

A LIGAÇÃO DA EPT AO MEIO As dificuldades económicas do país reflectem-se na oferta de trabalho para os alunos que saem das escolas ou do ensino profissional. Em Torredeita foi criado o Gabinete de Apoio ao Diplomado, um meio de acompanhar os alunos que concluem os cursos durante um ano inteiro. A EPT tem há muito uma profunda ligação com instituições para que os alunos ali formados se tornem visíveis e desejados no mercado de trabalho. Assim, tem protocolos para estágios profissionais com empresas, instituições particulares de solidariedade social, com o Museu de Grão Vasco, com a Câmara Municipal de Viseu, entre muitas outras. Uma das ações que se destacam na EPT é a de levar à escola as instituições com a realização de jornadas temáticas regulares. A escola promete “não baixar os braços” em criar alternativas para os seus formandos. “Numa altura em que há cortes enormes nos subsídios, nós não descemos nunca a qualidade do nosso ensino”, garante Célia Franco, diretora pedagógica da Escola Profissional de Torredeita.

PLANETÁRIO - UM EMBLEMA DA ESCOLA O planetário da Escola Profissional de Torredeita é já um emblema daquele estabelecimento de ensino entre todas as valências da Fundação Joaquim dos Santos. Atualmente são realizados vários tipos de sessões no planetário, que é o único do género na zona centro e norte do país. São oferecidas sessões para grupos escolares dos agrupamentos de escolas de Viseu e de outros concelhos próximos. Há também a possibilidade de realização de sessões para níveis etários de adultos e de turismo sénior. O programa oferecido pela EPT é o de uma sessão no planetário, almoço e visita ao Ecomuseu de Torredeita, uma das valências da Fundação Joaquim dos Santos que se dedica à recolha de tradições da região ao longo de várias épocas.

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A ESCOLA

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ESCOLA PROFISSIONAL DE TORREDEITA

CÉLIA FRANCO

LEONILDE LEMOS

MARTA GOMES

Tratamos todos os alunos pelo nome e todos eles têm relação entre si uma vez que todos os cursos permitem que haja atividades comuns

Está há 10 anos na Escola Profissional de Torredeita e está convicta que os alunos que saem da escola vão conscientes do que é o mercado de trabalho. “Damos competências que às vezes nem nas universidades são dadas e penso que os nossos alunos saem daqui mais maduros”, diz.

Trabalha na Escola Profissional de Torredeita há mais de 10 anos. Estudou na escola no curso técnico de Serviços Comerciais. Gosta e está integrada no ambiente da escola.

Diretora pedagógica

Professora e psicóloga da EPT

Funcionária

OFERTA FORMATIVA Cursos Profissionais 2014/2015 - Animador Sociocultural - Design - Design de Moda - Artes do Espetáculo - Eletrónica, Automação e Instrumentação - Eletrotecnia - Construção Civil - Produção Agrária - Recursos Florestais e Ambientais - Serviços Jurídicos

YULIANA ALICH Aluna

Reside atualmente em Avanca, no distrito de Aveiro, e é natural da Moldávia. Frequenta o curso de Electrotecnia e considera-o uma boa ferramenta para o mercado de trabalho. Depois de concluir os estudos em Torredeita pretende seguir um curso superior na área da automação.

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LUÍS COSTA

Aluno

É natural e residente em Campo de Besteiros. Está em Torredeita porque ouviu falar bem da escola pela sua namorada. Frequenta o curso de Electrotecnia e diz que “não foi enganado” pela escola na opção que fez.

180 Alunos

30 Professores

12

Funcionários


CULTURA

OPINIÃO EDUARDO CORREIA

Diretor artístico do teatro do Montemuro

Aproveito este espaço de opinião para incentivar as pessoas a participarem activamente nas dinâmicas culturais que estão a ser proporcionadas pelas diferentes estruturas artísticas do nosso território. Há claramente um esforço significativo de várias entidades criativas e não só, no sentido de presentear a comunidade de uma oferta cultural heterogénea, em diferentes espaços públicos e para determinados segmentos de publico. Procuramos assim envolver-nos com a comunidade e consequentemente envolver a comunidade nas iniciativas propostas e o tempo que se avizinha é bem a prova disso. No que diz respeito ao Teatro do Montemuro, estamos à algum tempo a desenvolver projectos artísticos em parceria com algumas associações de diferentes municípios (Castro Daire, Cinfães, Resende, Arouca e Baião). São na sua maioria projectos que partem da raiz geográfica e cultural de cada uma destas estrutura. É no fundo uma compilação de acontecimentos que fazem com que toda a narrativa se vincule a este pressuposto. Todas estas acções pertencem ao património vivo da nossa região e não nos envolvermos activamente é perder uma oportunidade de experimentar outras formas de construir algo fora do nosso quotidiano. No fundo é também um gesto de cidadania, proporcionar a quem nos vai ver diversas emoções e sensações, fruto do nosso empenho e criatividade. Escusado será falar da importância que a cultura exerce no ser humano, esse conceito cabe a cada um analisar e definir. A nós, cabe a “obrigação” de possibilitar essa experiência e a vós reserva-vos o direito de participar, assistir e comentar, ou não. Aproveito para informar que os próximos espectáculos desta iniciativa estão agendados para os próximos dias 16 e 17 de Maio às 22 horas na aldeia da Gralheira (Cinfães) e na semana seguinte em Arouca nos dias 23 e 25 às 22 h e no dia 24 às 24 h.

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MÚSICA

Texto Sandra Rodrigues

TUBARÕES NO CLUBE DE VISEU RECORDARAM MATINÉ DE HÁ 50 ANOS FORAM UMA DAS BANDAS DE SUCESSO QUE NÃO TEVE MEDO DE USAR O ROCK PARA MOSTRAR A SUA CRIATIVIDADE. 50 ANOS DEPOIS, OS TUBARÕES RECORDARAM HISTÓRIAS DE UMA AVENTURA QUE TEVE DE TERMINAR POR CAUSA DO SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO

José Merino, Carlos Alberto Loureiro, Eduardo Pinto, Nicolau Breyner, Luis Dutra e Victor Barros. Foto José Santos, Coimbra

N

o dia – 26 de abril - em que fez 50 anos que o grupo musical Tubarões se estreou em palco, os protagonistas desta banda de sucesso dos anos 60 regressaram ao Clube de Viseu. Um encontro que serviu para recordar outros tempos, outras aventuras e, também, mostrar aos viseenses a história da banda que fez furor em Portugal. No Clube de Viseu há agora uma vitrine dedicada aos Tubarões e em exposição estão algumas fotografias, instrumentos musicais e trajes que fazem parte da história da banda. Foi a 26 de Abril de 1964 numa matiné no Clube de Viseu que se deu a estreia oficial dos Tubarões. Com António Nogueira Fernandes (único que sabia tocar guitarra), José Alexandre Merino (voz), Victor Barros (viola e voz), Luís Alberto Dutra (baixo) e Eduardo Pinto (bateria), o grupo (esta era a formação inicial) iniciava uma caminhada que iria culminar, um ano mais tarde, no Grande Casino Peninsular na Figueira da Foz, onde atuou ao lado de Gelú, I Don Giovanni, Duo Ouro Negro, Madalena Iglésias, entre outros cantores de nome da altura.

Os anos seguintes foram de grande sucesso, com mais de 300 atuações por todo o país. A banda acabou por gravar um único EP num estúdio do Campo Santana, em Lisboa, e que viria a ser editado no Carnaval de 1968. O serviço militar obrigatório viria a acabar com os Tubarões em Setembro de 1968. A reunião dos elementos da banda com os amigos de longa data serviu para recordar as histórias, entre elas a “injustiça” do concurso Ié-Ié em que a banda passou todas as eliminatórias para na final não ter conseguido mais do que o último lugar. Eduardo Pinto lembrou ainda os saraus nas escolas e o desafio que era tocar os primeiros acordes da música “satisfaction” dos Rolling Stones, numa altura em que a música era considerada “non grata”. No final do ano passado os Tubarões lançaram um disco de vinil com temas inéditos incluído numa edição limitada do livro “Portugal Eléctrico”, uma publicação que conta pela primeira vez a história da “contracultura rock” em Portugal desde 1955 .

TEATRO RIBEIRO CONCEIÇÃO

SEMANA DO HUMOR E DO RISO EM LAMEGO As caricaturas do cartoonista Paulo Araújo dão o sinal de partida para dez dias de humor em Lamego. O Teatro Ribeiro Conceição é palco de mais uma edição do Festival Internacional Riso com Siso. A quinta edição realiza-se entre os dias 2 e 11 de maio e entre expo-

sições, cinema e animação haverá também uma estreia absoluta: “As três Amálias”, um espetáculo que faz uma viagem musical satírica através do fado humorístico e de intervenção. Pelo palco vai ainda passar a peça “Os Idiotas”, um espetáculo da multipre-

miada companhia inglesa Idiots of Ants e que em Portugal conta com quatro grandes nomes da comédia: Aldo Lima, José Pedro Gomes, Jorge Mourato e Ricardo Peres. Joel Ricardo dos Santos é o humorista convidado para uma noite de stand up comedy. 2 MAI


CULTURA

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MAIS DE 20 PARTICIPANTES DE 15 NACIONALIDADES

VISEU

CINE CLUBE OFERECE CICLO DE CINEMA ORIENTAL

Texto Sandra Rodrigues

CONCURSO DE GUITARRA COM ELIMINATÓRIAS ABERTAS AO PÚBLICO FINAL DO CONCURSO REALIZA-SE NO TEATRO VIRIATO

O

primeiro Concurso Internacional de Guitarra de Viseu, que termina amanhã, tem a concurso 23 participantes de 16 nacionalidades. A final está marcada para sábado à noite, no Teatro Viriato. As elimanatórias começaram na quinta-feira e terminam hoje no Museu Grão Vasco e são abertas ao público com entrada livre. O Concurso está integrado no sétimo Festival de Música da Primavera. Durante estes dias alguns dos melhores intérpretes de guitarra mostram o seu virtuosismo que será avaliado por um júri constituído pelos músicos Danijel Cerovic e Goran Krivokapich

(Montenegro), Judicaël Perroy (França), Margarita Escarpa (Espanha) e Paula Sobral, Pedro Rodrigues e José Carlos Sousa (Portugal). José Carlos Sousa, diretor do Conservatório Regional de Música e que organiza este evento, frisa o “nível profissional e a qualidade excecional” dos participantes. Lembra ainda que este ano o concurso recai na guitarra e que, no próximo, será à volta do piano. A justificação é simples: “são estas as disciplinas mais escolhidas pelos alunos do conservatório”. “Pela primeira vez, a cidade poderá apreciar diferentes performances que bem exemplificam o que de me-

lhor se faz na guitarra clássica a nível mundial”, sublinha Almeida Henriques, presidente da câmara de Viseu. O autarca recorda que o município elegeu a cultura e os eventos como prioridades e reforça como um sinal positivo o número de inscrições neste primeiro concurso. O guitarrista que ficar em primeiro lugar receberá um prémio de seis mil euros e a possibilidade de participar nos concertos do Festival de Música da Primavera de 2015 e do 40.º Festival de Guitarra KasparMertz de Bratislava. O segundo premiado receberá dois mil euros e o terceiro mil euros. O prémio do público será no valor de 500 euros. PUB

2 MAI

Uma viagem ao universo do cinema oriental é a proposta do CINE CLUBE DE VISEU para os dias entre 6 de maio e 3 de junho. Países como o Japão, China e Coreia do Sul estão representados nos cinco filmes que vão ser exibidos às terças-feiras à noite no auditório do Instituto Português da Juventude. Filmes reconhecidos internacionalmente, em particular nas cinematecas e festivais de cinema, mas com uma presença irregular em Portugal. O ciclo de cinema oriental termina com “China um toque de pecado” de Jia Zhangkhe. Quatro histórias independentes interligam-se cronologicamente e mostram diferentes perspectivas da violência: quatro pessoas distintas, quatro províncias de um único país, uma reflexão sobre a China contemporânea. Este foi o filme vencedor do Prémio de Melhor Argumento no Festival de Cannes 2013, realizado por Zhangkhe (“Still Life – Natureza Morta”, “Histórias de Shanghai”), que se debruça, mais uma vez, sobre as questões sociais e culturais do seu país.


ENTRETENIMENTO

Astrologia

Cinemas

CARNEIRO (21/3 a 20/4)

VISEU

Denota grande lucidez ao enfrentar questões da vida afetiva. Pode tomar decisões e é natural que opções de outros recaiam sobre si. De uma maneira geral, atuará sempre da melhor forma. Semana muito decisiva profissionalmente. Dependerá de si tirar proveito disso.

— FÓRUM VISEU 3 DIAS PARA MATAR M12 - 14h20, 17h30, 21h10, 00h10 (6ª e Sáb.)

TOURO (21/4 a 21/5)

Esta não será uma semana fácil, na medida em que está muito desgastado e sem grande capacidade de compreensão e tolerância. A vida económica necessita de gestão mais rígida. Novas funções ou responsabilidades deverão ser assumidas com muito mais otimismo.

RIO 2 VP M3Q - 13h50, 16h15, 18h40

GÉMEOS (22/5 a 21/6) Vai sentir-se admirado e desejado. Ponha de lado preconceitos e tente novos relacionamentos. Todo o tempo que dedicar ao amor será bem empregue. A semana tende a decorrer bem, ou seja, as situações jogam a seu favor. Embora com realismo, aproveite oportunidades.

CAPITÃO AMÉRICA – O SOLDADO DE INVERNO M12 - 21h00, 00h00 (6ª e Sáb)

CARANGUEJO (22/6 a 22/7)

HÉRCULES: A LENDA COMEÇA M12 - 13h40, 16h05, 18h30, 21h30, 23h55 (6ª e sáb.)

Está sujeito a oscilações de sentimentos e mesmo a paixões fortes que o podem levar a comportamentos imprevistos. Assuma completamente as suas opções; não ande a dizer uma coisa e a fazer outra. Não poderá tomar certos acontecimentos como coisas certas.

GRAND BUDAPEST HOTEL M12 - 14h00, 16h25, 18h50, 21h50, 00h30 (6ª e sáb.)

LEÃO (23/7 a 23/8)

Encontrará facilidades no sector amoroso, fazendo assim com que toda a esperança seja lícita e a felicidade nos relacionamentos previsível. Prevê-se que atraia novos contactos ou interesses. A vida profissional revela-se intensa, podendo mesmo trazer transtornos.

SABOTAGEM M18 - 14h10, 16h40, 19h10, 21h40, 00h20 (6ª e Sáb.)

VIRGEM (24/8 a 23/9)

Os sentimentos estão muito agitados e tende a reagir com excesso de emotividade. Não encare comentários ou situações banais como críticas. Também em termos profissionais deve agir mais racionalmente para não confundir emoções com questões só técnicas.

O FANTÁSTICO HOMEM-ARANHA 2 M12 - 14h30, 17h45, 21h20

BALANÇA (24/9 a 23/10)

— PALÁCIO DO GELO

Está sujeito a influências muito positivas, apesar de estar na altura de resolver certos problemas pessoais. Procure que as palavras coincidam com os atos. Boa semana para esclarecer pontos de vista e adquirir novos conhecimentos. As suas ideias serão bem acolhidas.

TRANSCENDENCE CB - 14h20, 17h30, 21h40, 00h20 (6ª e Sáb.)

ESCORPIÃO (24/10 a 22/11) O sector amoroso vai entrar num regime mais calmo para definir melhor os seus sentimentos. Impõe-se uma séria reflexão sobre situações de constante deceção ou insatisfação. Necessita de atuar de forma muito consistente, apoiando-se em pareceres mais sérios.

NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS M6 - 13h50, 16h25, 19h10, 21h50, 00h30 (6ª e Sáb.)

SAGITÁRIO (23/10 a 20/12)

RIO 2 VP M4Q - 11h10 (5ª e Dom.), 14h40, 17h10

Não se vai sentir muito satisfeito com a vida sentimental por falta de correspondência ou compreensão desejadas. Não admita pressões ou chantagens emocionais. Não conte com resultados imediatos em termos profissionais. Mostre paciência nas questões económicas.

O FANTÁSTICO HOMEM-ARANHA 2 (3D) M12 - 21h00, 00h10 (6ª e Sáb.)

CAPRICÓRNIO (21/12 a 20/1) Está muito favorecido no plano amoroso e é natural que marque pontos e colha vantagens. Em convívios inesperados poderão estar oportunidades promissoras. A semana é excelente para rebater críticas e libertar-se de pressões, podendo inverter algumas situações.

O CÉU EXISTE MESMO CB - 14h00, 16h20, 18h40, 21h10, 23h30 (6ª e Sáb.

AQUÁRIO (21/1 a 19/2)

O momento é muito favorável à vida sentimental e conquistas. Neste período não há lugar para reservas ou desânimo; mantenha uma atitude positiva. Deve colocar-se bem no centro dos acontecimentos e sempre que possível chamar a si iniciativas e incentivos a terceiros.

NOÉ M12 - 14h10, 17h15, 21h20, 00h25 (6ª e Sáb.)

PEIXES (20/2 a 20/3)

Sentimentos e emoções intensos e pode mesmo ser surpreendido por manifestações fortes. Combata dúvidas ou reservas. O êxito só se consegue com persistência. Não lhe valerá de nada virar as costas aos problemas nem adiar decisões. Deverá pôr agora capitais a circular.

OS MARRETAS PROCURAM-SE (VP) M6 - 11h00 (5ª e Dom.), 13h40, 16h15, 18h50

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Agenda CARREGAL DO SAL OLIVEIRINHA

Repertório Osório

Palco Para Dois ou Menos 2 de maio Organizado pelo NACO – Núcleo de Animação Cultural de Oliveirinha, começou quarta-feira, mais uma edição do Festival de Teatro “Palco Para Dois Ou Menos”. O evento decorre aos fi ns de semana e termina a 24 de maio. TAROUCA AUDITÓRIO MUNICIPAL

Apresentação de documentário 4 de maio

Apresentação do documentário sobre o Mosteiro de S. João de Tarouca. O filme é exibido às 17h00 e foi produzido pela RTP. VISEU TEATRO VIRIATO

Passos Coreografia de Ambra Senatore 8 de maio

Em palco, os intérpretes criam uma cumplicidade com o público através de uma dança dinâmica, povoada de uma ironia lúdica, interrompida em algumas ocasiões por apontamentos existênciais. ESCOLA SECUNDÁRIA VIRIATO

(Ger) Ação Viriato 30 de abril

Plantação, às 17h00, de um Jardim de Cardos na Rotunda do Continente. Iniciativa dos alunos da Viriato e da Escola Superior Agrária e dos utentes da APPACDM e jardineiros do município. ESCOLA SECUNDÁRIA ALVES MARTINS

Caldeirão dos Desejos - Feira de Sopas & Companhia dia 3 de Maio

“O caldeirão dos desejos” quer juntar-se às comemorações internacionais da Make A Wish e vai realizar a partir das 17h00 uma feira e proceder à angariação de fundos para que a Make-A-Wish Portugal possa realizar desejos de mais crianças. MERCADO 2 DE MAIO

135 anos do Mercado 2 de Maio 2 de maio

A partir das 21h30, viseu revive os acontecimentos que estiveram na origem da designação atribuída ao Mercado 2 de Maio que remonta ao ano de 1834, quando as tropas liberais regressaram vitorias a Viseu. Uma recriação histórica que terá um percurso desde o Largo Pintor Gata até à Rua Formosa. No Mercado 2 de Maio haverá festa com música e gastronomia.

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Avenida Alberto Sampaio 81-r/c-E, Viseu 3510-031 VISEU

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DESPORTO

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FUTEBOL

Texto Micaela Costa

MOIMENTA NOS NACIONAIS 44 ANOS DEPOIS VITÓRIA FRENTE AO CARREGAL DO SAL POSSIBILITOU FESTA ANTECIPADA DO TÍTULO DE CAMPEÃO. O MOIMENTA ESTÁ DE VOLTA AOS CAMPEONATOS NACIONAIS, ONDE PARTICIPOU PELA ÚLTIMA VEZ NA ÉPOCA DE 69/70

F

oi na época de 1969/70 que o Moimenta da Beira jogou pela última vez nos campeonatos nacionais de futebol. Desde essa data que o percurso desportivo tem sido pelos distritais de Viseu, mas, no passado fim-de-semana, e quarenta e quatro anos depois, o clube garantiu o regresso ao futebol nacional. Apesar das aspirações, na fase inicial do campeonato, não passarem pelo título de campeão a verdade é que, ao longo da época, o Moimenta foi arrecadando vitórias, somando pontos e aproveitando as “escorregadelas” da concorrência para, a três jornadas do final, fazer a festa da subida, e quase a comemorar 70 anos (fundado em 1948). Está, assim, carimbado o passaporte que vai levar a equipa até ao Campeonato Nacional de Seniores, onde poderá encontrar, ou não, duas outras equipas do distrito - Lusitano e Cinfães que jogam ainda a fase de manutenção. UM TÍTULO (IN)ESPERADO Ao Jornal do Centro o presidente Hugo Bondoso confidenciou que o título assegurado frente ao Carregal do Sal no passado domingo, com a vitória por 1-2, foi de certa forma “inesperado”. Apesar de reconhecer qualidade no plantel e no trabalho da equipa técnica liderada por Jorge Febras, admitiu que “inicialmente não se pensava na vitória do campeonato. Conheciam-se as dificuldades, sabia-se que várias equipas iam descer e que garantir um lugar do meio da tabela para cima já seria muito bom”. Agora, com o título no bolso, Hugo Bondoso não esconde a “felicidade de regressar ao futebol nacional e

continuar a dar prestígio ao Clube de Desporto e Recreio de Moimenta da Beira”. A DESFORRA DA TAÇA Mas se o título de campeão e a subida aos nacionais estão garantidos, falta ainda “a cereja no topo do bolo”. Para o clube de Moimenta da Beira, está ainda por conseguir o objetivo desta época: vencer a Taça Sócios de Mérito da Associação de Futebol de Viseu (AFV). Tal como Hugo Bondoso fez saber “para que a festa seja completa falta apenas vencer a Taça da AFV. Uma espécie de desforra do ano passado”, onde a equipa, no Estádio Municipal do Fontelo, perdeu frente ao Castro Daire na lotaria das grandes penalidades. Esta época o lugar na final volta a estar garantido depois da vitória, no passado dia 25, frente ao Penalva do Castelo (0-1), e no clube já se pensa na “dobradinha”. A derradeira decisão é só a 24 de maio, no Estádio Municipal do Fontelo, frente ao Paivense (que venceu o Oliveira de Frades por 5 a 0). Já o treinador Jorge Febras assegurou que “não vai ser uma partida fácil” e que, por isso, está já a ser pensada uma forma de poupar alguns jogadores para a equipa estar na melhor forma possível nesse jogo”. TREINADOR DE NACIONAIS Jorge Febras, treinador que lidera a equipa desde 2012 (após a saída de João Dias) também regressa aos campeonatos nacionais, depois de já ter sido campeão da Divisão de Honra aos comandos do Sporting de Lamego (época 2010/2011). Enquanto treinador, Febras orientou até agora o Lamego e o Moimenta da Beira e como jogador re-

presentou clubes como Académico de Viseu, Lousada, Naval, Gil Vicente, Académica de Coimbra e teve ainda uma passagem por um clube da Malásia. Para o técnico, este é um momento de grande satisfação e que “tem outro significado, pois o Moimenta foi um clube que não definiu como objetivo a subida, e o facto de ter conseguido é muito gratificante”. Sobre a continuidade no clube Jorge Febras não nega a vontade em querer ficar mas ainda “não é altura para pensar nisso”. “Se tiver as condições necessárias para ter uma equipa competitiva, tenho todo o interesse em ficar num clube que sempre me tratou bem e que tem capacidades”. FUTURO DO CLUBE Para já Hugo Bondoso prefere não pensar muito no futuro, mas garante que o clube está consciente que não vai ser fácil e será preciso trabalhar para honrar a camisola. “Apesar do sentimento de felicidade, claro que também sentimos alguma preocupação e incerteza. Não temos experiência nem “know-how”, mas temos a certeza que a estrutura diretiva e técnica fará o melhor trabalho para que tudo corra bem. Se conse-

“Só podíamos estar contentes com tudo o que nos está a acontecer”

Hugo Bondoso, presidente do Moimenta

2 MAI

guimos até aqui, vamos conseguir construir um bom futuro. Mas para já não vamos pensar muito nisso”, frisou o dirigente. Quando a mexidas na estrutura técnica e no plantel, Hugo Bondoso afirmou que o Moimenta “tem neste momento uma equipa forte e coesa e que será reajustada dentro das possibilidades do clube”. Contudo prefere não pensar nisso “para já”, pois acredita que “o segredo é a alma do negócio”. Jorge Febras também é cauteloso quando fala no futuro e prefere “alertar os adeptos e sócios de que a próxima época será um novo e complicado desafio” e que “é preciso ter coragem para assumir isso, pois o Moimenta vai competir numa nova batalha e com armas muito diferentes dos adversários”. Para o treinador o importante “é não entrar em grande loucuras, para não se correr o risco de, na próxima época, se matar o sonho e o clube”. Febras elogiou ainda todo o empenho dos jogadores, definindo-os como “os principais responsáveis pela subida” e confessou que “se alguns tiverem juízo e continuarem a trabalhar, podem vir a ter grande sucesso, quem sabe, em clubes de outra dimensão”.

“Terei todo o gosto em ficar à frente desta equipa, se assim o entenderem”

Jorge Febras, treinador do Moimenta


DESPORTO

33

FUTEBOL FEMININO

OPINIÃO

Texto Micaela Costa

VISEU 2001 DÁ MAIS UM PASSO RUMO À SUBIDA

JOÃO LUÍS ESTEVES Professor ESEV

FUTEBOL DE FORMAÇÃO 3. OS TREINADORES

VITÓRIA DAS VISEENSES FRENTE AO ATLÉTICO DA PONTINHA NO ARRANQUE DA FASE DE SUBIDA DO CAMPEONATO NACIONAL DE PROMOÇÃO EM FUTEBOL FEMININO

A

equipa do Viseu 2001 já começou o mini-campeonato, a quatro, que vai ditar quais as duas equipas que na próxima época jogam na I Divisão Nacional feminina. A estreia não podia ter corrido melhor. As viseenses arrancaram com uma vitória por 2-0 em casa do Atlético da Pontinha. Esta é uma fase onde a for-

mação orientada por Francisca Martins encontra as restantes três equipas vencedoras das várias séries da competição e onde não há “peras doces”. Depois de terem vencido todos os jogos da primeira fase de promoção, os três pontos são a palavra de ordem para que, no final destas seis jornadas, as viseenses possam ga-

rantir um dos dois lugares que dão acesso ao principal campeonato de futebol feminino. Na próxima jornada, domingo, o Viseu 2001 recebe a Fundação Laura Santos, uma das principais candidatas à subida de divisão. Uma vitória deixa as viseenses cada vez mais perto do sonho.

JIU-JITSU

ATLETAS VISEENSES CAMPEÕES NACIONAIS Quatro atletas de Viseu participaram no passado fim-de-semana (dia 26 de abril) no 4º campeonato Nacional de Jiu-Jitsu Brasileiro. Três deles sagraram-se campeões nacionais nas respetivas categorias. Os atletas pertencem à Academia GN Team Viseu, e esta não é a primeira vez que conquistam o pódio. Ricardo Pinto (juvenis) e Alexandra Pinto (seniores) sagraram-se bicampeões ao revalidarem o título nacional na categoria pena.

Mas os irmãos Pinto, ambos faixa azul, não foram os únicos a trazerem a distinção para Viseu. Também Gabriel Nobre (Master 1), faixa negra, se destacou na prova que decorreu em Lisboa e conquistou o título de campeão nacional categoria pena. Tiago Santos (Adulto) foi o quarto atleta da GN Team Viseu a marcar presença no campeonato Nacional, equipa da responsabilidade do professor faixa negra Gabriel Nóbrega.

FUTEBOL – II LIGA

FUTEBOL – NACIONAL DE SENIORES

FIM-DE-SEMANA DE PENÚLTIMA JORNADA

CINFÃES LIDERA FASE DE MANUTENÇÃO

Académico de Viseu e Tondela disputam este este fim-de-semana a penúltima jornada da II Liga de Futebol. A dois jogos do final do campeonato a equipa viseense cumpre apenas calendário uma vez que a manutenção está garantida e o Tondela, ainda que só com um milagre pois depende de terceiros (tem que ganhar os dois jogos e esperar que Aves, Chaves e Portimonense percam ou empatem as respectivas partidas), pode ainda sonhar com o play-off de subida. Na jornada anterior ambas

No Campeonato Nacional de seniores, fase de manutenção série D, o Cinfães é líder e afasta-se cada vez mais dos lugares de despromoção. Com o empate do passado fim-de-semana, frente ao Lusitânia de Lourosa, os cinfanenses somaram mais um ponto e mantêm o primeiro lugar com 32 pontos, mais três que o segundo, Anadia. O Lusitano (que também empatou a uma bola com o Bustelo), apesar de também estar em posição favorável (4º com 25 pontos), não está

as equipas perderam pontos fora de portas. O Académico saiu derrotado de Portimão, ao perder por 4-0 frente ao Portimonense e o Tondela, por 1-0, em casa do Leixões. Domingo, em jogos a contar para a 41ª jornada o Académico de Viseu recebe o Santa Clara e o Tondela o Desportivo das Aves. Os academistas dividem, para já, a 10ª posição com o Farense (ambos com 54 pontos) e o Tondela está na 9ª com 59 pontos, a seis do “terceiro” (excluindo as equipas B), Desportivo das Aves.

tão confortável. Isto porque está a apenas um ponto acima do sexto lugar (posição que dá acesso ao playout de despromoção, ocupado pelo Estarreja) e com dois pontos de vantagem dos lugares de descida direta (ocupados pelo Grijó e Bustelo). Este domingo, em jogos a contar para a 12ª jornada, antepenúltima do campeonato, o Lusitano recebe a Lusitânia de Lourosa (3º com 28 pontos), enquanto o Cinfães joga em Espinho (5º classificado com 24 pontos).

Continuo esta incursão no Futebol de Formação com algumas considerações acerca daqueles a quem cabe a responsabilidade de operacionalizar a formação desportiva das nossas crianças, os seus treinadores. Muitos deles, jovens ainda e com ambições legítimas de um dia virem a ser treinadores em níveis competitivos mais elevados, por vezes esquecem (alguns não sabem mesmo que deve ser assim) que em etapas iniciais da formação desportiva é fundamental aquilo que se designa por Preparação Geral (PG), baseada no desenvolvimento não específico das diferentes capacidades motoras e da aquisição de skills motores diversificados. Vêm de escolas de formação superior em Desporto, por vezes demasiadamente catequizados em metodologias de treino mais adequadas a níveis superiores de rendimento (que estudaram até à exaustão), e esquecem esta premissa básica para quem lida com atletas de tenra idade. Trabalham os miúdos com base em “periodizações táticas” quase fundamentalistas onde não cabem, por exemplo, exercícios de coordenação, de velocidade, de força ou de flexibilidade, em contexto mais analítico. Sabemos que a especificidade leva a resultados mais rápidos. Há, também, a ideia de que deve ser a Escola, através da Educação Física, a promover essa PG, mas a realidade mostra que não é assim e convém não o esquecer. As ambições pessoais são, como disse, legítimas, mas é bom ter bem presente aquilo de que as crianças efetivamente precisam. A propósito, e sem querer fazer qualquer juízo de valor, é para mim surpreendente que os treinadores sejam cada vez mais jovens. Alguns muito jovens mesmo, que trocam a sua própria prática desportiva pelo treino de crianças. É estranho, quando se sabe que muito do que se aprende na prática dificilmente é aprendido através dos livros. 2 MAI


INTITUCIONAIS

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4 DE ABRIL

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Av. 10 de Junho 1 Viseu, União das freguesias de Viseu 3500-202 VISEU

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Avenida Alberto Sampaio, 76 3510-027 Viseu

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Rua Dr. Luis Ferreira 8 Viseu, União das freguesias de Viseu 3500-110 VISEU

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7 DE ABRIL FARMÁCIA PINTO DE CAMPOS

Quinta Alagoa Palácio Gelo-lj 1, Jugueiros 3500-606 Jugueiros

O número que liga à saúde

808 24 24 24

OBITUÁRIO AGÊNCIA FUNERÁRIA DECORATIVA VISEENSE

AGÊNCIA FUNERÁRIA D. DUARTE – VISEU

António dos Santos Pereira, 90 anos, viúvo, faleceu. Residia em Povolide. O funeral realizou-se no dia 25 de abril, para o cemitério de Povolide.

Gracinda das Dores Baranda, 89 anos, viuva, faleceu. O funeral realizou-se no dia 28 de abril, para o cemitério Novo de Viseu.

Maria de Lurdes Chan, 97 anos, viúva, faleceu. Residia em Viseu. O funeral realizou-se no dia 25 de abril, para o cemitério de Povolide.

Luís Matias dos Santos, 81 anos, casado, faleceu. Residia em Viseu, Ofuneral realizou-se no dia 26 de abril, para o cemitério Velho de Viseu.

Martins Luís dos Santos, 81 anos, casado, faleceu. Residia em Viseu. O funeral realizou-se no dia 26 de abril, para o cemitério Velho de Viseu.

Esmeraldina Soares Arouca, 62 anos, casada, faleceu. Residia em Viseu. O funeral realizou-se no dia 28 de abril, para o cemitério da Cidade.

António Lemos Loureiro, 77 anos, casado, faleceu. Residia em Mundão - Viseu. O funeral realizou-se no dia 24 de abril, para o cemitério do Mundão.

AGÊNCIA FUNERÁRIA LOBO – MORTÁGUA

Lucinda Ferreira Duarte, 77 anos, casada, faleceu. Residia em Nesprido - Povolide. O funeral realizou-se dia 23 de abril, para o cemitério de Povolide. Maria Piedade Abreu, 88 anos, faleceu. Residia em Bodiosa à Nova. O funeral realizou-se no dia 25 de abril, para o cemitério de Bodiosa. António Soares da Costa, 75 anos, casado, faleceu. Residia em Quinta do Corgo-Rio de Loba. O funeral realizou-se no dia 28 de abril, para o cemitério de Barbeita.

Otília de Figueiredo Lopes, 64 anos, casada, faleceu. Residia em Oliveira do Barreiro. O funeral realizou-se no dia 29 de abril, para o cemitério de Oliveira do Bairro. AGÊNCIA FUNERÁRIA ABÍLIO – VISEU

Fernando Pereira Rodrigues, 76 anos, casado, faleceu. Residia em em Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de abril, para o cemitério Novo de Santiago. AGÊNCIA FUNERÁRIA FERRAZ E ALFREDO - MANGUALDE

Otíla Alegra Marques, 88 anos, viúva, faleceu. Residia em Cubos. O funeral realizou-se no dia 29 de abril, para o cemitério da cidade de Mangualde.

TEXTO DO ANÚNCIO

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Escrever o anúncio no cupão quadriculado. Cada letra deve ocupar um só quadrado, deixar um espaço livre entra cada palavra. O cupão quadriculado deverá ser recortado e enviado em carta, ou entregue em mão, com os respectivos valores, iniciando-se a publicação na edição imediatamente a seguir à sua receção. Mensagem: Anúncios sujeitos a confirmação do número de telefone JORNAL DO CENTRO Av. Alberto Sampaio nº 132, 2º andar — 3510-028 Viseu

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Diretor A. Figueiredo, C.P. n.º 2153 a.figueiredo@jornaldocentro.pt Redação (redaccao@jornaldocentro.pt) Micaela Costa, T.P. n.º 1866 micaela.costa@jornaldocentro.pt Sandra Rodrigues, C.P. n.º 4367 sandra.rodrigues@jornaldocentro.pt Cartoonista Wilfred Hildonen

Correspondentes / Colaboradores José Ricardo Ferreira, C.P. n.º8624 Pedro Pontes - Colaborador Sónia Alexandra Pereira, T.P. n.º 1955 C. António Pereira, C.P. n.º 9053 Departamento Comercial (comercial@jornaldocentro.pt) Luís Duarte l.duarte@jornaldocentro.pt Michael Marques m.marques@jornaldocentro.pt

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25 ABR


OPINIÃO

36

BE RUI COSTA

DO 25 DE ABRIL AO 1.ª DE MAIO

PS JOSÉ PEDRO GOMES Gestão

ALMEIDA HENRIQUES: UM PRESIDENTE QUE DÁ RAZÃO AO PS

PSD PAULO ALMEIDA PEREIRA

Diretor do Departamento de Economia, Gestão e Ciências Sociais Universidade Católica Portuguesa – Pólo de Viseu

2 MAI

Cumpriram-se 40 anos do 25 de Abril de 1974. Nessa data que comemoramos Portugal via aberto o caminho para a Democracia e para o Desenvolvimento, vendo cair um regime obsoleto e ridículo, que nos mergulhou em quase 48 anos de penumbra. Volvidos 40 anos e duas gerações, são inegáveis os frutos de Abril. Mas de igual forma é inegável que nem tudo vai bem em Portugal. Traição ao sonho de Abril? Seguramente! No entanto, as duas gerações que não viveram a ditadura salazarenta nem o 25 de Abril, vêm Abril, cada vez mais, como um acontecimento distante. E é natural que assim seja, sem prejuízo de se reverem no acervo ideológico de Abril. Afinal, boa parte do sonho de Abril também se cumpriu, e são diferentes as circuns-

tâncias de hoje. No entanto, hoje, tal como a 24 de Abril de 1974, há gerações que se insurgem, seja contra a precariedade laboral, seja contra a consequente impossibilidade de se emanciparem, ou seja contra a necessidade imposta de emigrarem, despovoando o País e privando-o da sua geração mais qualificada de sempre. Por isso é importante fazer a ponte entre o 25 de Abril e o 1.º de Maio, firmando o combate à precariedade e à predação levada a cabo por este Governo, mais que pelas próprias entidades empregadoras, às normas de protecção dos trabalhadores previstas na legislação laboral. Menos precariedade e mais estabilidade laboral deve ser o mote. Permitindo aos jovens emanciparem-se, constituírem família, ter filhos, fixarem-se no seu País e

tal, como as gerações que fizeram Abril, voltarem a sonhar. O modelo que nos é proposto por este Governo e por aqueles que subscreveram o Memorando de Entendimento com a Troika, aqui se incluindo o PS, é um modelo injusto e iníquo, especialmente sentida pelas gerações que nasceram depois de Abril. Um modelo que semeia o desalento, mas que também semeia a revolta. Que essa revolta se traduza numa verdadeira mudança, e não naquela mudança que alguns anunciam em cartazes como se vendessem um detergente ou qualquer derivado de “banha da cobra”. Que Abril se repita e nos devolva o brilho nos olhos!

Estive na Assembleia Municipal de Viseu no anterior mandato autárquico. Sei bem o que lá se passava, as propostas que o PS fazia e as reacções e consequências que daí advinham. Dizem que é possível servir os povos, tanto na governação, como na oposição. Ora, analisando os primeiros meses de mandato de Almeida Henriques e os últimos anos de oposição do PS, podemos dizer que o PS fez muito bem o seu trabalho, com resultados e reconhecimento. É que Almeida Henriques trouxe uma nova forma de executar e até de auscultar os viseenses. Trouxe a governação camarária para os dias de hoje e a política para o nosso tempo. Basta pegar em muito do que era afirmado por Fernando Ruas, e até contrapor o seu “orgulhosamente sós” ao lado do recente “Viseu Cidade-Região”. Mas, no meio disto tudo, basta pegar em muito do que o PS propôs ao lon-

go dos anos e comparar com o que Almeida Henriques fez em poucos meses e perspectiva para os próximos. Daqui concluímos que Almeida Henriques abriu a actuação da Câmara Municipal às ideias do PS. Pelo menos, as medidas estão a dirigir-se para os mesmos focos.

ta que recebia era sempre ligada à “assinatura” do arquitecto, numa demonstração de total incapacidade para olhar para o Mercado como fundamental. Destaco ainda outros exemplos como o papel central do Centro Histórico, o Mercado Municipal, o Gabinete do Investidor, o Conselho Municipal de Juventude e o Orçamento Participativo. Estão aqui ideias recentes e outras que constituem lutas de anos do PS em Viseu. Nem tudo isto será concretizado da forma que o PS propôs. E muitas outras não serão seguidas, bem sei. Mas já é um bom primeiro passo. Concluindo, numa linha de actuação diferente da anterior, e no sentido de dar uma nova imagem à gestão camarária, Almeida Henriques usou uma solução simples: dar razão ao PS e pegar nas suas propostas. Não posso deixar de ficar contente com esse facto, mesmo que ainda em poucos assuntos. De nada, Presidente.

Comemoraram-se os 40 anos da “Revolução de Abril”. Significa que, atualmente, apenas as pessoas com mais de 60 anos viveram, em idade adulta, o “Estado Novo”, pelo que apenas cerca de um quarto da população portuguesa tem uma memória vivencial desse período. Importa despertar em todos os restantes a diferença entre antes e depois do 25 de abril de 1974. A génese da Liberdade é o conceito mais relevante, mas existem outros: a despesa do Estado era de 20% da riqueza do país (PIB) e aumentou hoje para 50%, sendo que perto de metade desta se destina a prestações sociais; o Estado recebia 35 euros em impostos de cada cidadão em 1974 e hoje esse valor chega a 15 mil; daqui resultou uma partilha da responsabilidade social por todos os cidadãos. Como referi, importa dar a conhecer estas e outras diferenças resultantes

“Almeida Henriques usou uma solução simples: dar razão ao PS e pegar nas suas propostas” O que dirão os deputados municipais do PSD agora? O Mercado 2 de Maio, por exemplo, sempre foi central para o PS, englobado numa estratégia de revitalização do centro histórico, onde se inserem também as questões do estacionamento e das actividades comerciais. Bem me lembro das vezes que o PS insistiu na urgência da sua revitalização e a respos-

“ Importa despertar em todos os restantes a diferença entre antes e depois do 25 de abril de 1974”

do 25 de Abril, em especial aos mais novos, pelo que todas as iniciativas comemorativas são também iniciativas de divulgação. Em Viseu foi dada, e bem, relevância ao papel do Regimento de Infantaria 14 (RI14) e dos seus “Capitães de Abril” nas operações da revolução e dado a conhecer esse destaque à comunidade escolar, concretizado em projetos como cartazes escolares, colóquios e visitas às memória e atividades no RI14, todos alusivos à

efeméride dos 40 anos de Abril. A Assembleia Municipal e a Câmara Municipal de Viseu, conjuntamente com o RI14 e o Núcleo de Viseu da Associação 25 de abril, tiveram a preocupação de organizar um programa comemorativo que promoveu a divulgação das memórias locais e nacionais, com a celebração da liberdade e da democracia, não esquecendo a partilha, com a receita de um concerto de Sérgio Godinho a ser integralmente a favor da Associação dos Deficientes das Forças Armadas. Estas iniciativas merecem um louvor especial, pois contribuem para a divulgação destas memórias históricas, especialmente importantes para quem não tem uma experiência vivencial que permita perceber o contraste gritante deste período evolutivo de 40 anos relativamente à época que o antecedeu.


OPINIÃO

37

CARTOON

CDU AVELINO GONÇALVES Sindicalista Bancário

O SUOR DO NOSSO ROSTO

CDS/PP JORGE AZEVEDO

VOLUNTARIADO

Sábia a expressão bíblica: comerás o pão com o suor do teu rosto. Foi pelo trabalho que o Homem trepou desde o fundo da história. Decerto terão aprendido os homens a vantagem da cooperação. Poderia então dizer-se-lhes: comereis o pão com o suor dos vossos rostos. Desdobraram-se os tempos, a Natureza terá sido umas vezes acolhedora, outras vezes agreste. Chegaram privações, angústias de sobrevivência. Disputaram os homens entre si o pão de cada um? É difícil que não tenha assim acontecido. Mas o Homem foi galgando o caminho da sua libertação da Natureza. Criou o seu celeiro; inventou a Agricultura; desenvolveu as artes e indústrias; sistematizou o pensamento; acelerou de modo inimaginável a tecnologia, e assumiu-se mais e mais

como o arco e a flecha da sua própria evolução! Hoje, com uma população mundial tripla da de meados do século XX mas com um potencial produtivo que se multiplicou muito mais fortemente, o Homem dos tempos modernos poderia assumir-se como uma nova espécie bíblica a quem conviria dizer: não te canses além do necessário, procura apenas aquilo que precisas, preserva a Terra Mãe que herdas-

te porque outra não te será concedida. Com o desenvolvimento científico e tecnológico actual, e no quadro da liberdade que usamos e da dignidade individual que exigimos que nos seja reconhecida, os problemas são a escassez da Terra (problema económico) e a construção de uma estrutura eficaz na repartição do rendimento (problema político). O homem moderno não pode continuar enredado em sistemas que destroem o ambiente, multiplicam as desigualdades e semeiam conflitos e destruição. O PIB português é de cerca de 170 mil milhões de euros. Ou seja o PIB per capita em Portugal é de 17 mil euros anuais. Por cada português, activo ou inactivo, criança, adulto ou idoso. Como não é bastante para o pão de todos nós?

O voluntariado sempre existiu, embora com carácter informal e sustentado em redes de vizinhança. O altruísmo e a solidariedade são valores que acompanham o homem ao longo da sua história. O trabalho voluntário organizado surgiu sustentado numa maior consciencialização comunitária e motivado por razões religiosas, sendo as Misericórdias um bom exemplo. Um longo caminho tem sido percorrido desde 2001, ano instituído pela ONU como o Ano Internacional do Voluntariado. O voluntariado deverá ser sinónimo de participação cidadã e de intervenção social, podendo contribuir para a transformação social e funcionar como dínamo da inovação e da qualidade das práticas nas organizações, atenuando ou mesmo eliminando  o preconceito de quem o considera “assistencialista”. 

O voluntariado é uma forma de expressão da sociedade civil e, além de estimular a autonomia e a capacidade crítica das pessoas, contribui para o empowerment dos envolvidos.   Proponho que a Junta na de Viseu crie e monitorize um BANCO DE VOLUNTARIADO, promova o encontro entre a procura e a oferta de voluntariado no seu território de intervenção, disponibilize informação, formação e apoio às organizações (IPSS, Associações, Misericórdia…). Temos bons exemplos das práticas de voluntariado - Banco Alimentar, Hospital São Teotónio, Cáritas - mas estas poderão ser potenciadas se for promovido e incentivado o diálogo entre todos os níveis da administração pública, da sociedade civil e das empresas. Lanço também o repto para que,

inspirando-nos no   1º Laboratório de Voluntariado, organizado pela Confederação Portuguesa do Voluntariado, em representação da Sociedade Civil, e pelo GRACE, em representação do Setor Empresarial, denominado “Organizações da Sociedade Civil e Empresas: Sinergias virtuosas em prol do Voluntariado”, se promova em Viseu uma iniciativa idêntica que fomente a aproximação entre os dois setores. Se associarmos a responsabilidade social das empresas, a missão das organizações do terceiro setor e a monitorização de uma entidade como a Junta de Viseu poderemos (nós, os viseenses) rentabilizar os recursos, contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos concidadãos que possam necessitar de apoio e possibilitar às diversas entidades a melhoria dos serviços prestados.

os problemas são a escassez da Terra (problema económico) e a repartição do rendimento (problema político)

2 MAI


ENTRETENIMENTO

38

SEXTA

DOMINGO

RTP1

06:30 B  om Dia Portugal 10:00 Praça Da Alegria 13:00 Jornal Da Tarde 14:15 Os Nossos Dias 15:15 Portugal No Coração 18:00 Portugal Em Direto 19:15 O Preço Certo 20:00 Telejornal 21:00 Sexta Às 9 21:45 The Voice Portugal Diários 22:00 Corrida De Touros Estremoz 01:00 5 Para A Meia-Noite Verbo: Nilton Convida: 02:30 Road To The 2014 FIFA World Cup Grécia - Coreia 03:00 Anatomia De Grey 03:45 Éramos Seis Ep.ºs (166) E (167) 05:15 Televendas 06:00 Inovar É Fazer

06:30 Grandes Quadros Portugueses 07:00 África Global 2014 07:30 África 7 Dias - 2014 08:00 Bom Dia Portugal Fim De Semana 11:00 Surf Report 11:15 Ingrediente Secreto 11:45 Voz Do Cidadão 12:00 BBC Terra  Escuro O 13:00 Jornal Da Tarde 14:30 Aqui Portugal 20:00 Telejornal 21:00 Linha Da Frente 21:30 Sabe Ou Não Sabe 22:30 Desafio Total 00:15 Os Filhos Do Rock 01:15 A Quadrilha (Filme) 03:15 Janela Indiscreta Vi 03:45 Televendas 06:00 Biosfera

06:30 M  úsicas De África 2013 07:30 Correspondentes 08:00 Bom Dia Portugal Fim De Semana 10:00 Eucaristia Dominical 11:00 Festa Da Flor 2014 13:00 Jornal Da Tarde 14:15 Só Visto! 15:00 Festa Da Flor 2014 20:00 Telejornal 21:15 The Voice Portugal 23:15 Hora Da Sorte: Sorteio Do Joker 23:30 Um Homem Singular (Filme) 01:30 Magazine FIFA – Campeonato Mundo De Futebol Brasil 2014 02:00 Só Visto! (R/) 02:45 Televendas 06:00 Consigo

RTP2

07:00 12:00 12:30 13:00

07:00 Z  ig Zag 10:15 U  niversidade Aberta 10:30 Consigo 11:00 Parlamento 12:00 Ténis: Portugal Open 2014 16:00 Desporto 2 19:01 Olhar O Mundo 19:40 Zig Zag 20:30 A Teoria Do Big Bang 21:00 Jornal 2 21:45 Agora (Diários) 21:50 Bombordo (Estreia) 22:50 O Compromisso 00:30 Agora (Diários) (R/) 00:40 Ténis: Portugal Open 2014 02:30 Euronews

07:00 11:00 11:30 12:00 12:30 13:15 13:30 15:30

14:00 15:30 16:00 17:00 20:00 21:00 21:45 21:50 23:15 23:45 01:45 02:00

SIC

TVI

25 ABR

SÁBADO

Zig Zag Janela Indiscreta VI Vida De Mãe Voo Directo - A Vida A 900 À Hora Sociedade Civil A Fé Dos Homens Aliança Evangélica Portuguesa Igreja Católica Romana Ténis: Portugal Open 2014 Zig Zag National Geographic Jornal 2 Agora (Diários) Dias Da Música Em Belém 2014 - Concerto De Abertura Biosfera Ténis: Portugal Open 2014 Agora (Diários) (R/) Euronews

06:00 SIC Notícias 07:00 Edição Da Manhã 08:45 A Vida Nas Cartas - O Dilema 10:00 Sextas Mágicas 13:00 Primeiro Jornal 14:30 Sextas Mágicas 19:00 Sangue Bom 20:00 Jornal Da Noite 21:45 Sol De Inverno 22:45 Amor À Vida 23:45 A Guerreira 00:45 Mentes Criminosas 01:45 Countdown Rock In Rio ‘14 02:00 O Contra-Ataque 03:00 Volante

06:30 Diário Da Manhã 10:15 Você Na TV! 13:00 Jornal Da Uma 14:30 A Outra 16:00 A Tarde É Sua 19:00 Doce Fugitiva 20:00 Jornal Das 8 - Inclui Euromilhões 21:15 Melhor Do Que Falecer 21:30 O Beijo Do Escorpião 22:45 Belmonte 00:00 Giras & Falidas 01:00 Série Psych - Agentes Especiais 02:00 Filme A Designar 03:45 O Teu Olhar

17:30 19:30 20:30 21:00 21:50

22:30 23:30 00:15 01:15

Zig Zag Caminhos 70x7 Bombordo Eurodeputados Voz Do Cidadão Desporto 2 Ténis: Portugal Open 2014 Desporto 2 Zig Zag A Teoria Do Big Bang Jornal 2 Dias Da Música Em Belém 2014 - Concerto De Encerramento A Odisseia De Homero Bairro Alto Britcom O Jantar Das SextasFeiras Vida A Três Euronews

SEGUNDA

06:30 B  om Dia Portugal 10:00 P  raça Da Alegria 13:00 Jornal Da Tarde 14:15 O  s Nossos Dias 15:00 Portugal No Coração 18:00 P  ortugal Em Direto 19:00 O  Preço Certo 20:00 Telejornal 21:15 Bem-Vindos A Beirais 22:00 T he Voice Portugal Diários 22:15 Q  uem Quer Ser Milionário 23:00 P  rós E Contras 01:00 5  Para A Meia-Noite Verbo: L uís Filipe Borges Convida: 02:30 Anatomia De Grey 03:15 Éramos Seis E p.ºs (168) E (169) 04:45 Televendas 06:00 O Humor E A Cidade

07:00 12:00 12:30 13:00 14:00 15:35 16:10 17:00 20:00 20:53 21:00 21:45 21:55 22:30 23:20 23:45 00:30 01:00 01:10 02:00

06:00 06:45 08:30 10:15 12:00 13:00 14:00 14:30 15:00 15:30 16:30 18:00 20:00 22:00 22:30 23:30 00:15 01:15 02:00 02:15

Etnias LOL@SIC Disney Kids Aqui Não Há Quem Viva Nosso Mundo Primeiro Jornal Alta Definição Fama Show E-Especial Investigação Criminal Los Angeles Filme A Designar Filme A Designar Jornal Da Noite Camilo, O Presidente Gosto Disto Os Vídeos Do Guiness Blacklist Downton Abbey Countdown Rock In Rio ‘14 Filme A Definir

06:30 Animações - O Mundo De Mia 06:45 Animações - Em Busca Do Vale Encantado 07:15 Kid Kanal - Dora, A Exploradora 08:00 Kid Kanal - Kung Fu Panda / Fanboy & Chum Chum / Tartarugas Ninja 09:30 I Love It 10:30 Inspector Max 13:00 Jornal Da Uma 14:00 Série - Havai: Força Especial 4 16:00 Filme - À Noite No Museu 2 18:00 Mais Vale À Tarde Do Que Nunca 20:00 Jornal Das 8 21:45 Melhor Do Que Falecer 22:30 Masterchef Portugal 00:15 Filme - Sempre Que Te Vejo 02:00 Série - Glee III

06:45 LOL@SIC Cães Geniais I Pac Man I As Novas Aventuras De Peter Pan I Dragões: Os Defensores De Berk 08:30 Disney Kids 10:15 Aqui Não Há Quem Viva 11:00 Aqui Não Há Quem Viva 12:00 Vida Selvagem: How To Be A Wild Elephant 13:00 Primeiro Jornal 14:00 Portugal Em Festa 20:00 Jornal Da Noite 21:45 Vale Tudo 01:00 Countdown Rock In Rio ‘14 01:15 Filme A Designar 03:00 Cenas Do Casamento 03:30 Cenas Do Casamento

06:30 A  nimações - O Mundo De Mia 06:45 Animações - Em Busca Do Vale Encantado 07:15 Kid Kanal - Dora, A Exploradora 08:00 Kid Kanal - Kung Fu Panda 08:30 Kid Kanal - Fun Boy & Chum Chum / Tartarugas Ninja 09:30 I nspector Max 10:30 S érie O Bando Dos Quatro 11:15 Missa + Oitavo Dia 13:00 Jornal Da Uma 14:00 S omos Portugal 20:00 Jornal Das 8 21:45 Rising Star - A Próxima Estrela 01:00 Filme - X-Men Origens: Wolverine 03:00 O Teu Olhar 04:30 T V Shop 06:00 Todos Iguais

Zig Zag Vida De Mãe Biosfera (R/) Voo Directo - A Vida A 900 À Hora Sociedade Civil A Fé Dos Homens Comunidade Bahai De Portugal Igreja Católica Romana National Geographic Alasca Selvagem Zig Zag National Geographic A Hora Da Sorte Jornal 2 Agora (Diários) Visita Guiada Reféns Livre Pensamento (Estreia) Portugal 3.0 (R/) Caleidoscópio Universidade Lusófona Agora (Diários) (R/) O Colaborador E A Sua Família Euronews

06:00 SIC Notícias 07:00 E dição Da Manhã  ueridas Manhãs 10:00 Q 13:00 P  rimeiro Jornal 14:30 S enhora Do Destino 15:30 Boa Tarde 18:30 E m Família 20:00 J ornal Da Noite 21:45 Sol De Inverno 22:45 A  mor À Vida 23:45 A  Guerreira 00:45 M  entes Criminosas 01:45 Countdown Rock In Rio ‘14 02:00 O  Contra-Ataque 02:45 I nesquecível

06:30 Diário Da Manhã 10:15 Você Na TV! 13:00 Jornal Da Uma 14:30 A Outra 16:00 A Tarde É Sua 18:00 Doce Fugitiva 20:00 Jornal Das 8 21:30 Melhor Do Que Falecer 21:45 O Beijo Do Escorpião 23:00 Belmonte 00:15 Série O Tempo Entre Costuras 01:15 Série Psych - Agentes Especiais 02:15 Série Psych - Agentes Especiais 03:15 O Teu Olhar 05:00 T V Shop

TERÇA

06:30 Bom Dia Portugal 10:00 Praça Da Alegria 13:00 Jornal Da Tarde 14:15 Os Nossos Dias 15:15 Portugal No Coração 18:00 Portugal Em DireTo 19:00 Telejornal 20:00 59.º Festival Eurovisão Da Canção 2014 Semifinal 1 22:00 The Voice Portugal Diários 22:15 Quem Quer Ser Milionário 23:15 5 Para A Meia-Noite Verbo: José Pedro Vasconcelos Convida: 00:30 Filme A Designar 02:30 Anatomia De Grey 03:15 Éramos Seis Ep.ºs (170) E (171) 04:45 Televendas 06:00 O Humor E A Cidade

07:00 12:00 12:31 13:00 14:00 15:35 16:00 17:00 20:00 21:00 21:45 21:55 22:30 22:50 23:30 00:20 01:10 01:20

Zig Zag Vida De Mãe Visita Guiada (R/) Voo Directo - A Vida A 900 À Hora Sociedade Civil A Fé Dos Homens Aliança Evangélica Portuguesa Igreja Católica Romana National Geographic A Nova Era Da Exploração Zig Zag National Geographic Alasca Selvagem Jornal 2 Agora (Diários) Entre Imagens Rockefeller 30 Californication Livre Pensamento E2 - Escola Superior De Comunicação Social Agora (Diários) (R/) Eu Sou

06:00 SIC Notícias 07:00 Edição Da Manhã 10:00 Queridas Manhãs 13:00 Primeiro Jornal 14:30 Senhora Do Destino 15:30 Boa Tarde 18:30 Em Família 20:00 Jornal Da Noite 21:45 Sol De Inverno 22:45 Amor À Vida 23:45 A Guerreira 00:45 Mentes Criminosas 01:45 Countdown Rock In Rio ‘14 02:00 O Contra-Ataque 02:45 Inesquecível

06:30 Diário Da Manhã 10:15 Você Na TV! 13:00 Jornal Da Uma 14:30 A Outra 16:00 A Tarde É Sua 18:00 Doce Fugitiva 20:00 Jornal Das 8 - Inclui Euromilhões 21:30 Melhor Do Que Falecer 21:45 O Beijo Do Escorpião 23:00 Belmonte 00:15 Série O Tempo Entre Costuras 01:15 Série Psych - Agentes Especiais 02:15 Série Psych - Agentes Especiais 03:15 O Teu Olhar 05:00 T V Shop

QUARTA

06:30 Bom Dia Portugal 10:00 Praça Da Alegria 13:00 Jornal Da Tarde 14:15 Os Nossos Dias 15:15 Portugal No Coração 18:00 Portugal Em Direto 19:15 O Preço Certo 20:00 Telejornal 21:15 Bem-Vindos A Beirais 22:00 The Voice Portugal Diários 22:15 Quem Quer Ser Milionário 23:15 5 Para A Meia-Noite V  erbo: N  uno Markl Convida: 00:30 Filme A Designar 02:30 Anatomia De Grey 03:15 Éramos Seis E p.ºs (172) E (173) 04:45 Televendas 06:00 O Humor E A Cidade 06:00 Inovar É Fazer

02:10 07:00 12:00 12:30 13:00 14:00 15:35 16:00 17:00 20:00 21:00 21:45 22:30 23:20 00:15 00:40 01:45

 :3 Maiores De 16 Anos 4 Euronews Zig Zag Vida De Mãe Entre Imagens (R/) Voo Directo - A Vida A 900 À Hora Sociedade Civil A Fé Dos Homens Igreja Apostólica Católica Ortodoxa Igreja Católica Romana National Geographic Zig Zag National Geographic Jornal 2 Agora Sob Suspeita Livre Pensamento Esec-Tv 5 Câmaras Partidas Euronews

06:00 SIC Notícias 07:00 Edição Da Manhã 08:45 A Vida Na Cartas O Dilema 10:00 Queridas Manhãs 13:00 Primeiro Jornal 14:30 Senhora Do Destino 15:30 Boa Tarde 18:30 Em Família 20:00 Jornal Da Noite 21:45 Sol De Inverno 22:45 Amor À Vida 23:45 A Guerreira 00:45 Mentes Criminosas 01:45 Countdown Rock In Rio ‘14 02:00 EPT - European Poker Tour 02:45 Inesquecível

06:30 Diário Da Manhã 10:15 Você Na TV! 13:00 Jornal Da Uma 14:30 A Outra 16:00 A Tarde É Sua 18:00 Doce Fugitiva 20:00 Jornal Das 8 20:30 Final Taça Da Liga 22:30 Melhor Do Que Falecer 22:45 O Beijo Do Escorpião 23:45 Belmonte 00:00 Giras & Falidas 01:00 Série O Tempo Entre Costuras 02:00 Série Psych - Agentes Especiais 03:00 Guestlist 03:30 O Teu Olhar 05:00 T V Shop


CRÍTICA

39

MÚSICA

CINEMA

LEITURAS

IDEIAS

FILIPE CARMO

MÁRIO AUGUSTO

MANUELA BARRETO NUNES

NUNO MATEIRO

TIMBER TIMBRE – HOT DREAMS

A música de Timber Timbre é uma perfeita representação sonora de um assassino em série. É inteligente, sedutora, mas estranha o suficiente ao ponto de se tornar desconcertante. Este é um som que a banda tem vindo a aperfeiçoar nos seus últimos quatro álbuns. As suas influências musicais vão desde “rockabilly”,” vintage rock”, “blues rock”, “country” e “americana”, tudo com um toque de David Lynch. Tal como o realizador, a banda fetichiza o passado e o clássico espírito americano, mas pinta uma surreal e distorcida imagem dele. Para esse efeito, Timber Timbre vai buscar inspiração estilística à atmosfera de filmes de qualidade B e “film noir”, referenciando a idade de ouro do cinema de Hollywood ou bares escuros em pequenas cidades no meio do deserto, que combinado com uma produção luxuosa onde todos os instrumentos têm um sofisticado efeito de eco bem a imitar a música americana dos anos 50, transforma-se em algo único. Charmoso, mas avizinhando algo mais sombrio na periferia. Como num dos grandes momentos de destaque do álbum, a segunda faixa “Hot Dreams”, uma suave balada de rock ligeiro, onde o vocalista Taylor Kirk, com o seu registo vocal e dicção semelhante a um Elvis Presley ou Johnny Cash, canta “I wanna follow through, follow through on all my promises and threats to you babe.” O que os Timber Timbre perdem neste álbum são refrões facilmente memoráveis e uma toda sensibilidade mais acessível ou “pop”, sendo trocada por um ritmo mais demorado, suave, atmosférico e sofisticado. É uma evolução mais do que vencedora, visto que mais do que tudo, é a maneira metódica e confiante que a banda emprega para brincar com tensão que torna “Hot Dreams” num dos grandes álbuns deste ano.

EU E O WOODY ALLEN Estava eu em NY para o lançamento de um filme qualquer e os estúdios instalaram-me no Le Parker Meridian da Rua 57. Para espanto meu, na noite seguinte à minha chegada a “New Orleans Jazz Band” de Woody Allen tocava no hotel. Fiz o “check-in” e mesmo antes de despejar as malas não perdi tempo, inscrevi-me como cliente interessado em assistir ao espectáculo. Dizem-me amigos especializados e com ouvido para o jazz que ele é melhor no cinema que a tocar clarinete. Realmente, agora que me lembro da nossa última conversa, fico a perceber que há artistas mais talhados para a as histórias, o velho Woody Allen é um desses. Leiam só como me respondeu quando lhe perguntei há menos de um ano sobre o jogo da inspiração: “A ideia pode surgir-me de forma muito variada… uma ideia simples, um recorte de jornal, uma história que me ocorre de repente. Depois dou uns passeios pelo bairro onde moro, vou anotando coisas num papel, vou pensando, e a ideia vai-se desenvolvendo. Essa é a parte mais difícil do processo: desenvolver a ideia. Quando começo a escrever, a coisa torna-se mais fácil. Escrevo sempre à mão, umas doze páginas de cada vez, e só depois é que passo essas folhas manuscritas à máquina de escrever. É uma “Olympia” e faz parte do meu processo criativo [sorriso]. Tudo o que escrevi ao longo da vida – contos, argumentos, crónicas – foi escrito naquela máquina, que continuo a tratar como se fosse uma peça única”. Há máquinas com sorte, acrescento eu. Mas essa simplicidade que ele me referia no processo de escrita, tira até algum romantismo à coisa. Nessa nossa última conversa acabamos a falar de Portugal. Ele foi claro e pragmático. “Já lá fui muitas vezes, e toquei Jazz em Portugal. Passei bons momentos no seu país. Para isso, tinham que me convidar e pagar o filme...mas sei que agora Portugal está em dificuldades económicas, por isso não espero que isso aconteça. Teria que ter uma ideia que resulta-se bem nesse cenário. Mas não é assim tão diferente de Espanha. Acho que se conseguia ”. Foi assim sem mais que nasceu a discussão e movimento de apoio para que Woody Allen viesse filmar a Portugal. Passou rápido porque soube eu depois que para início de conversa e uma primeira ideia a produção de Woody Allen queria um cheque de 2 milhões e meio. Deixe lá senhor Woody Allen. Fica para uma próxima.

LIBERDADE

Homem de uma brutal lucidez e de leitura por vezes difícil, o nome de Jorge de Sena é hoje apenas vagamente reconhecido fora dos círculos intelectuais. E, no entanto, muitos se reveriam, caso o lessem, nos poemas em que desabafa a dor e a raiva provocadas pelo país que o viu nascer - pois que o sentiriam como se fosse hoje. Ora vejam: Poeta, ficcionista, dramaturgo, tradutor, crítico literário, ensaísta e professor universitário, Jorge de Sena nasceu em Lisboa em 1919, e veio a falecer em 1978, aos 59 anos, em Santa Bárbara, Califórnia, lugar de exílio voluntário de um Homem maior da cultura portuguesa, que só depois de morto a Pátria reconheceu. “Que Portugal se espera em Portugal? Pagam-se impérios como o bem e o mal Que gente ainda há-de erguer-se desta gente? — mas com que há-de pagar-se quem se agacha e mente?” Sena foi um dos nossos lutadores pela democracia e pela liberdade, e se é verdade que acabou por as conhecer em vida, muitos daqueles que lutaram ao longo dos 48 anos que durou o regime fascista nunca chegaram a experimentar o cheiro ou o sabor da liberdade. É em homenagem a esses que, nesta semana em que também se comemoram os 40 anos do primeiro Dia do Trabalhador vivido em liberdade, evocamos Jorge de Sena e a resistência de todos os que dedicaram as suas vidas, as suas forças e a sua esperança à longa batalha que finalmente permitiu que nós, aqui e agora, a pudéssemos viver - à Liberdade. (Por Jorge de Sena)

Quem a tem... Não hei-de morrer sem saber Eu não posso senão ser Qual a cor da liberdade. Embora ao mundo pertença Desta terra em que nasci. E sempre a verdade vença, Não hei-de morrer sem saber. Qual será ser livre aqui, É quase um crime viver. Trocaram tudo em maldade, Mas embora escondam tudo Não hei-de morrer sem saber E me queiram cego e mudo, Qual a cor da liberdade.

WHERE IS MY MIND?

Quem foi já às compras sem uma lista? Pois, também eu. E é verdade, acabei mesmo por comprar mais do que necessitava. A máquina assim está montada. Mas não é só essa, há outra pior, mais envolvente e aprisionante. A máquina da vida. Este lufa-lufa, esta correria que, no meio de tantos requisitos e solicitações nos deixa perfeitamente assoberbados. Por vezes mesmo completamente perdidos. Um dos maiores especialistas mundiais em produtividade, David Allen, refere, através da sua metodologia “Get Things Done” que é imperativo, para desempenhar qualquer tarefa, ter, de forma omnipresente um “dispositivo de captura de pensamentos”! Papel e lápis serve perfeitamente. Onde é que isto nos leva afinal? Ao paradigma de que o saber não ocupa lugar. Ocupa sim, e muito. Quanto mais não seja ocupa os nosssos bites e bytes neuronais cada vez que, determinada tarefa transita, da nossa memória de médio prazo, para a imediata, ou seja, cada vez que nos lembramos que temos de fazer algo... Serão as tais listas uma solução? Sim, mas solução para quê? Para tarefas rotineiras, pontos sequenciais ou mesmo aleatórios decerto que servirão. Mas para estruturar linhas de pensamento e criatividade, pela sua simplicidade, são insuficientes. Aqui entra o segundo citado desta coluna, Tony Buzman. Com nome de super herói, este escritor desenvolveu a ferramenta dos mapas mentais. Um mapa mental aproxima-se muito mais de como pensa o nosso cérebro e de como as ligações neurológicas dão origem a novas ligações. É epicêntrico. Da ideia central ramifica uma panóplia de sub-pontos e seus “ramos-filhos”. Um mapa mental é, por norma, colorido e rico visualmente. Desta forma é mais facilmente ancorado pelos nosso processos cognitivos. Convido o leitor a pesquisar sobre mapas mentais e a fazer um, de preferência usando uma grande folha! Sugiro, apenas, que não o leve para as compras... aí, uma lista clássica funciona melhor. 2 MAI


Jornal do Centro

64%

Portugueses que não praticam qualquer desporto. A média da União Europeia é 59% (Fonte: Eurobarómetro) — Netsonda Portugal

TEMPO

OPINIÃO

Olho de Gato

JOAQUIM ALEXANDRE RODRIGUES 2 SEX.

25º / 10º

3 SÁB.

20º / 9º

4 DOM.

20º / 9º

Romulus Neagu

5 SEG.

22º / 10º

NO MUNDO

BAILARINO ROMENO DANÇA EM VISEU Romulus Neagu está em Portugal há 15 anos. O bailarino e coreógrafo vive para a dança há 25 anos. Da Roménia (Bucareste) chegou a Portugal para uma residência artística e de imediato começou a colaborar com a Companhia Paulo Ribeiro. Um mês e meio depois de ter desembarcado em Lisboa, Romulus iniciava a sua aventura por terras de Viriato. “Recebi o convite para colaborar com a Companhia na altura em que se estava a mudar para Viseu”, recorda Romulus. Durante 12 anos trabalhou intensamente com a Companhia e acabou por criar raízes

6 TER.

16º / 7º

na cidade. “Vai ser difícil voltar para a Roménia porque tenho raízes aqui já construídas. Sempre há saudades das nossas outras raízes, mas isso resolve-se nas férias”, sublinha. O bailarino – que apresenta esta semana em Oliveirinha no Festival da Naco o seu mais recente trabalho – é já uma referência da dança e acarinhado pelo público. Tem feito trabalhos com e para a comunidade e gosta de introduzir novos elementos numa arte que o acompanha desde Bucareste. Viver da dança pode não ser fácil mas, como refere, “não é impossível”.

7 QUA.

20º / 8º

8 QUI.

21º / 9º

A ESTÁTUA

A blogosfera e as redes sociais viseenses estão a malhar com força na estátua de D. Afonso Henriques que acaba de ser posta na rotunda junto ao Palácio de Gelo. Miguel Fernandes, no seu blogue “A Tribuna de Viseu”, numa irónica carta ao município, “solicita” a sua terraplanagem ou dinamitação. Graça Canto Moniz, no blogue “A Quadratura da Sé”, num texto intitulado “Gente, o rei vai nu!”, chama à estátua “incrível” e contrapõe-lhe o “toque de eternidade” do que é “verdadeiramente uma obra de arte”. Não fiquei nada admirado com esta reacção. Uma estátua nova costuma dar polémica. Usando a velha chalaça de Fernando Pessoa: nestes casos, o novo primeiro estranha-se e, depois, entranha-se. Assim aconteceu em Tondela com a hipofálica estátua ao emigrante que deu muito brado quando foi inaugurada mas agora é vista sem polémica. Entendamo-nos: a nova estátua de Viseu não é um caso de “o rei vai nu!”. Ela é o contrário disso: em vez de termos um rei sem “roupa”, o que temos é “roupa” sem rei dentro. Aquela armadura envolve o nada, aquele elmo não protege nenhuma cabeça, protege o vazio. Ou, usando uma bem-humorada analogia de um amigo: o que temos ali é uma espécie de “Homem Invisível” que no filme, para ser visto, tinha de estar de fato, de luvas e de chapéu. Eu gosto desta “não representação” do nosso primeiro rei. Gosto daqueles signos sem nada dentro — da armadura na forma de Portugal sem os Algarves, do escudo, da longa espada, do elmo. Gosto, até, do kitsch daquele coração. Aquele “nada dentro” é a melhor maneira de se representar a incerteza histórica: D. Tareja no dia 5 de Agosto de 1109, data de nascimento de Afonso, estava mesmo em Viseu? Uma coisa é certa: a estátua deve ser posta no centro histórico. Por razões simbólicas e porque esta escultura não tem escala para sobressair visualmente naquela rotunda, junto do volume enorme daquele centro comercial.

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Edição 2 de maio 2