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16 a 22 de janeiro de 2014 /// Ano 12 /// N.º 617 /// 0,80 Euros /// www.jornaldocentro.pt /// redacao@jornaldocentro.pt /// 232 437 461 /// Diretor Pedro Santiago

Viseu A Tipografia Minerva da Beira, localizada no centro histórico, vai abrir portas e dar lugar a um projeto que ensina técnicas antigas de impressão pág. 16

À conversa

ACEGE pede compromissos a empresários para “ajudar” economia págs. 6,7

Teatro

Trigo Limpo estreia peça “O fascismo dos bons homens” pág. 19

Febre de sábado 36

VS

jornal do centro lançamento —

22 de março 2002

17º

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jornal do centro relançamento —

14 de fevereiro 2014


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Defende que deve haver um programa cautelar depois da saída de Portugal da troika?

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?

Foto legenda

O grupo de cantares “Cantorias”, de Vila Chã de Sá, deslocou-se à sede da Comissão Europeia para “Cantar as Janeiras” ao presidente Durão Barroso e desejar-lhe um bom ano.

Gustavo Carvalho Homem

Francisco Mendes da Silva

Um fator essencial para Portugal voltar aos mercados e voltar a ganhar a confiança dos investidores terá que passar, necessariamente, por uma estabilidade política e um entendimento geral. Mas, como não estou a ver isso a acontecer, um programa cautelar será possível e, quiçá, inevitável, apesar de achar que nessas condições Portugal continuará condicionado e sujeito a diretrizes externas, continuará um protetorado ao fim ao cabo.

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Estrelas

Cristiano Ronaldo

O jogador português ganhou, pela segunda vez, a Bola de Ouro.

É muito difícil, a esta distância do fim do resgate e sem a informação que as instituições responsáveis detêm, formar uma opinião sobre se é ou não preferível Portugal regressar aos mercados acompanhado de um programa cautelar. O que se deve para já dizer é que aquele só será aprovado se o Estado tiver cumprido com sucesso o ajustamento previsto, pelo que, para além de uma ajuda importante à recuperação da soberania financeira da República, será sempre uma recompensa do esforço dos portugueses por parte das instituições e dos países nossos parceiros (e dos respetivos contribuintes).

Há um ano

32 Número da semana

&

Mã s B bés

ESTE SUPLEMENTO É PARTE INTEGRANTE DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 566 DE 17 DE JANEIRO DE 2013 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE .

Suplemento

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA pág. 06 > ABERTURA

O que levar para a maternidade

Prepare o enxoval... Pre

nas 6 bodies nascimento 6 calças interiores 4 pares de meias 4 conjuntos (calça/camisola interior) 6 conjuntos de calça com pé ou fatos de bebé 2 gorros de algodão 6 babetes

8 fraldas de algodão 2 casacos de tricot macios 2 mantas 1 malote para transportar o enxoval 1 saco porta fraldas 2 chupetas produtos de toilette bolsa para cosméticos 2 toalhas de capuz

v Artigos da marca Caracol

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Nesta edição

Suplemento Mães & Bebés ·

interdita.

DIRETOR

Paulo Neto

pág. 09 > À CONVERSA pág. 10 > REGIÃO pág. 16 > EDUCAÇÃO pág. 21 > ECONOMIA pág. 23 > DESPORTO pág. 26 > PASSEIO INVERNO

neste suplemento. O O que levar para a maternidade, desporto para os mais pequenos, roupa, acessórios e alimentação são alguns dos temas que vamos abordar do mundo! membro mais noivo da família está a chegar e nós não queremos que lhe falte nada, nem à mamã. Porque as crianças são, de facto, o melhor

| Telefone: 232 437 461

Distribuído com o Expresso. Venda

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Textos: Micaela Costa

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Semanário 17 a 23 de janeiro de 2013 Ano 11 N.º 566 1 Euro

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pág. 29 > CULTURA pág. 31 > SAÚDE pág. 33 > CLASSIFICADOS pág. 35 > CLUBE DO LEITOR

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REGIÃO DE VISEU redacao@jornaldoc entro.pt

Homenagem a Augusto Hilário

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“Estamos muito satisfeitos por José Junqueiro ter aceitado ser candidato à Câmara de Viseu” ∑ António José Seguro, em entrevista ao

Paulo Neto

O número de alunos sobredotados que integram o projeto do agrupamento de escolas de Nelas

No s 1 5 0 a no s d e nascimento de Augusto Hilário, Viseu prestou-lhe homenagem com uma serenata que se realizou no Largo Pintor Gata

Jornal do Centro | págs. 6 a 9

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Quem vai vencer o dérbi de sábado?

Académico de Viseu 82% Fresenius Kabi/Labesfal

Os resultados apurados não têm qualquer valor científico e não correspondem a sondagem ou estudo de opinião. No gráfico apenas é ilustrada a opinião dos leitores em www.jornaldocentro.pt

Tondela 18% Diretor Pedro Santiago pedro.santiago@jornaldocentro.pt

Redação (redaccao@jornaldocentro.pt)

Micaela Costa, C.P. n.º TP-1866 micaela.costa@jornaldocentro.pt

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Departamento Gráfico Tânia Ferreira tania.ferreira@jornaldocentro.pt

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Semanário Sai à quinta-feira

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Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

A Fresenius Kabi/ Labesfal vai inaugurar novo Complexo Logístico em Lagedo, Santiago de Besteiros, Tondela. A inauguração vai ser no dia 20 e contará com a presença do primeiro-ministro Passos Coelho.


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Empreendedorismo

Minerva: de novo a tipografia da arte e sabedoria A Tipografia Minerva da Beira, em Viseu, está de portas fechadas, mas vai ser por pouco tempo. O secular negócio de “família” localizado bem no centro histórico, vai dar lugar a um projeto que vai ensinar técnicas antigas de impressão e dinamizar um espaço com um património material e de conhecimento único na cidade Sandra Rodrigues

Vitor Rodrigues precisava de uma máquina de impressão que lhe permitisse ter controlo total de produção das embalagens que artesanalmente faz para os produtos da sua empresa Só Sabão. Encontrou-a, mas o que começou como uma procura de equipamento, acabou com o designer e jovem criador a “ficar” com ela e com mais uma casa cheia de outras máquinas. A velha Tipografia Minerva, situada no centro histórico de Viseu, está a reinventar-se e o viseense Vítor Rodrigues é um dos responsáveis por dar vida a um espaço que tinha como sentença fechar as portas. Dentro de meses, vai ser possível visitar, usar e conhecer a tipografia que pertence à família Cardoso por mais de um século e que possui algumas das mais emblemáticas impressoras manuais. Por entre velhas fotografias, papéis ou fontes de letras feitas em metal, encontram-se verdadeiras jóias como, por exemplo, uma das primeiras máquinas minerva (manual) e que ainda tem muito para “ensinar”. “Este projeto é uma loucura” admite Vítor Rodrigues. Mas, o jovem empreendedor, juntamente com um outro parceiro, prefere abraçar esta loucura que deixar “desaproveitado” um espaço que tem “identidade”. O projeto que está a ser desenvolvido envolve duas vertentes. Por um lado, fazer da Tipografia um labora-

tório aberto para todos os que queiram aprender as técnicas manuais de impressão. “O sr. Vasco Cardoso (filho do proprietário que faleceu há cerca de meio ano e que ali trabalhou até ao último dia) e mais dois tipógrafos que ficaram no desemprego vão estar a dar workshops e a dinamizar a Tipografia”, explica Vítor Rodrigues. Por outro lado, continua, vai ser possível obter uma mais valia económica com as máquinas no que diz respeito à composição de produtos que de outra forma seriam impossíveis de concretizar. “Eu não quero oferecer um produto igual ao que é feito nas impressoras digitais . Por isso, vamos utilizar as técnicas que estas máquinas permitem para trabalhos atuais, trabalhos mais artísticos feitos de forma artesanal como, por exemplo, embalagens e produtos em cartonagem que numa gráfica moderna são complicados”, sublinha. Esta é uma das vantagens que Vítor Rodrigues vê na utilização destas máquinas manuais a que se junta outra e que é a de poder usar tintas naturais feitas a partir de produtos da região, um outro projecto que o criador viseense também está a desenvolver. Nesta equação entra também o papel que é igualmente fabricado de forma artesanal. No final, explica, “vamos poder pegar numa caixa e dar-lhe formato e cheiro. Colocar imagens,

esmagar o papel e fazer formatos que é uma coisa que as máquinas digitais não conseguem fazer”. Para já, o espaço está a ser remodelado e todo o material inventariado. A ideia é manter a as máquinas nos seus locais de origem, adaptando a Tipografia às necessidades atuais. É que, as máquinas podem ser antigas,

mas de trabalho percebem elas. “Uma das impressoras que data da década de 40 tem uma impressão muito boa e uma produção de cinco mil exemplares por hora”, revela Vítor Rodrigues que lembra que a Tipografia mantém-se na família Cardoso e que ele, juntamente com o seu parceiro no projeto,

apenas está ali para lhe dar continuidade. Antes do Verão, o mentor da ideia espera estar de portas abertas para que a cidade possa usufruir de uma “riqueza” que carateriza o próprio meio onde a Tipografia está inserida. Ou como o documentarista Luís Belo sublinhou aquando da realização de uma curta-

metragem sobre este espaço: “A Tipografia Minerva da Beira é um símbolo de resistência e um ponto vivo da história local viseense”. “Vale a pena estar no centro histórico e aqui apostar. Esta energ ia que começa a ser criada e a sentir-se é muito boa”, aconselha Vítor Rodrigues.


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Dérbi de emoções GP

Último 11 frente ao Covilhã (0-1)

Ouattara marcou o segundo golo que deu a vitória ao Académico na primeira volta do campeonato Útimo 11 frente ao Marítimo B (2-0)

Academistas e tondelenses, adeptos e amantes do futebol vão estar de olhos postos, sábado, pelas 15h00, no relvado do Estádio João Cardoso, em Tondela. Em campo, joga-se a 25ª jornada e, nas bancadas, os da casa querem “ vingar” a derrota da primeira volta, enquanto os academistas esperam regressar a Viseu com três saborosos pontos Micaela Costa

É já este sábado, dia 18, que Académico e Tondela se voltam a defrontar. Desta vez as duas equipas da Liga 2 Cabovisão medem forças no Estádio João Cardoso, em Tondela, em partida a contar para a 25ª jornada. Um embate que nos

últimos anos vem ganhando uma importância acrescida entre duas equipas, duas formações, que querem assumir o papel de clube mais representativo do distrito. Um jogo que promete ser de emoções fortes entre vizinhos e rivais. No pensamento está a vitória da primeira vol-

ta do Académico no Fontelo. O Tondela procura assim, o “ajuste de contas”, enquanto o Académico quer somar pontos para, de vez, se afastar da zona incómoda da tabela e arrancar para um resto de campeonato tranquilo. Vizinhanças e rivalidades à parte, o Tondela sabe que outro resultado que não seja ganhar pode ser o princípio do fim do sonho que alimenta de subir à I Liga. Apesar de ainda faltar muito campeonato, a distância para a frente poderá ficar difícil de recuperar. A derrota na passada jornada na Covilhã foi um revés nas ambições tondelenses que, certamente, não querem, e não podem, repetir frente ao Académico. Já os viseenses chegam

a Tondela “vitaminados” por uma importante vitória frente ao Marítimo B. O jogo deste sábado terá muito de diferente do da primeira volta. Desde logo, treinadores diferentes e 11 iniciais que pouco ou nada terão a ver com os desse jogo em que o Académico ganhou por 2-1. Dia 25 de agosto, de 2013, jogavase então a 4ª jornada e, no Fontelo, o Académico acabaria por conquistar a primeira das 7 vitórias desta temporada. Outra curiosidade, o golo de “honra” do Tondela, ter sido da autoria do agora academista, Fausto Lourenço, aos 90 minutos (número que lhe foi atribuído na equipa que agora representa), enquanto pelo Académico marcaram Zé Rui (fora dos con-

vocados frente ao Marítimo B), aos 61, e Ouattara (suplente frente aos madeirenses), aos 74 minutos. No banco, Ricardo Chéu orienta a formação viseense, depois de ter suibstituído Filipe Moreira, enquanto Álvaro Magalhães comanda os homens da casa, depois de ter entrado para o lugar de Vítor Paneira. Do Académico de Viseu – Tondela, outro número: 1572, os espectadores oficiais do encontro, no que foi a melhor casa do Académico esta temporada. Há por isso expectativa de ver neste jogo uma moldura humana bem interessante nas bancadas do João Cardoso. Na classificação, o Académico ocupa a 17ª posição, com 26 pontos, e uma vitória pode empurrar a equipa de Ricardo

Chéu para um lugar mais confortável e ampliar a vantagem pontual em relação aos últimos classificados. Já o Tondela, que soma mais 10 pontos que o rival, pode, em caso de vitória, chegar-se mais perto dos lugares cimeiros e continuar na luta pelo objetivo desta época que passa pela subida de divisão. No histór ico dos 10 jogos entre ambos em competições nacionais, o Académico tem vantagem já que ganhou 7 e apenas perdeu um (houve ainda 2 empates). Já as contas deste campeonato dizem que o Académico ainda não venceu fora de casa, desde o início desta época. Fica a incógnita de qual será o resultado e a certeza de que emoções não vão faltar.


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“Não escondo que é “Esqueçam ver um um jogo emotivo” Académico à procura de um ponto” Que balanço faz a estas primeiras jornadas como treinador do Tondela? Por aquilo que jogámos e trabalhámos merecíamos ter mais 7 pontos. Não estou, por isso, totalmente satisfeito.

Como encara o jogo de sábado, frente ao Académico? É mais um grande desafio entre duas boas equipas. Trata-se de um dérbi mas a nossa responsabilidade perante o jogo é a mesma e a forma como trabalhamos também. Na primeira volta não correu bem ao Tondela. Agora, voltam-se a encontrar com treinadores novos e algumas mexidas nas equipas… O espírito, ao que ao Tondela diz respeito, também será diferente? Não escondo que é um jogo emotivo, como são aliás todos os dérbis. São sempre jogos difíceis para as duas equipas e por norma equilibrados me smo para quem joga em casa. O facto de jogarem e casa é um fator de vantagem? Jogar diante dos nossos adeptos é sempre melhor que o contrário mas a relva é a mesma e para os dois, a bola é redonda para os dois, as regras são as mesmas por isso a nossa única vantagem é termos os nossos adeptos em maior número e a motivarem a equipa. Está com a equipa há já algumas semanas. Já encontrou o caminho que quer para os seus jogadores? A inda não. A equipa tem evoluído muito bem, a identidade dos jogadores com a minha filosofia está já bastante assimilada mas ainda há a lg um traba lho a fazer nessa matéria, ainda que a base já esteja algo delineada.

GP

O que tem dito aos seus jogadores? O mesmo de sempre. Aplicação, entrega nos limites para encararmos o jogo com confiança. Não é por se tratar de u m dérbi que vamos alterar um milímetro a nossa for ma de trabalhar. Gostaria de deixar alguma palavra aos adeptos? Q u e apoiem a equipa. É mu i t o i mp o r t a nte para o jogador, dentro de campo, perceber que está a ser motivado e que todos, atletas, técnicos e adeptos, estamos imbuídos do mesmo espírito. Para darmos as alegrias que os adeptos merecem também precisamos muito do seu apoio.

No final da partida da última jornada disse que o jogo com o Tondela ia ter algum peso na equipa. E para si, também? Sim, em termos motivacionais é muito importante vencer este jogo. Sabes que o Tondela tem um objetivo diferente do nosso, eles querem subir, nós queremos fazer cada jogo como se fosse mais um e se possível vencendo para subirmos na tabela classificativa. Para o campeonato, o Académico só conseguiu vencer em casa. Sábado o jogo será fora. Isso traz alguma pressão aos jogadores? Não, eu espero é que traga a pr imeira v itó r ia fora de casa. Esq ue ç a m v e r u m A c a dém ic o à pr o c u r a de GP um ponto, vamos tentar vencer. Claro que a v itória frente ao Marítimo B, depois da entrada de um novo treinador, traz uma motivação extra e talvez isso limpe da cabeça dos jogadores a ideia de que ainda não conseguiram vencer fora de casa. De que forma está a preparar a equipa? Neste momento o mais importante para mim é consolidar a minha ideia de jogo. Depois terei em atenção que ainda não tenho um conhecimento profundo do adversário, mas vamos analisar as debilidades do Tondela e tentar tirar partido disso. Foram visíveis algumas alterações na equipa, sobretudo no meio campo e no reforço do ataque. Qual é a sua ideia para este Académico? Futebol atrativo, dinâmico e com muitos golos. É claro que também sei que começo a ganhar uma equipa de trás para a f rente, mas também noto que quando cheguei a equipa estava bastante consolidada a nível defensivo, o trabalho que foi feito estava bem feito. Mas no que diz respeito às dinâmicas para a frente, comigo são diferentes. A primeira prioridade é a profundidade, aproveitar muitas vezes os espaços interiores, aparecendo com os extremos por dentro. Estas são algumas das minhas ideias. Quer mais jogadores para reforçar a equipa? Sim, sem dúv ida. Procuramos mais uma solução para a frente e já o próprio presidente o tinha dito. Queremos alguém com características diferentes daquilo que temos. Estreou-se em grande, certamente que quer continuar com vitórias… Espero que possamos sair com os três pontos de Tondela, sabendo que é um campo difícil e que têm uma equipa que está a lutar por outros objetivos, mas a minha não é nada inferior. O que gostaria de dizer aos adeptos? Queria primeiro que tudo agradecer a maneira como me estão a receber. Que acima de tudo apoiem a equipa, dentro e fora de casa. Os grandes adeptos vêm-se nos momentos difíceis e está visto que mesmo não sendo uma altura muito favorável para o Académico, não têm deixado de nos apoiar.


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Atraso nos pagamentos, atraso na economia Receber com atraso e pagar com atraso é um ciclo vicioso que deixa a economia e as empresas, principalmente as de pequena e média dimensão em “sufoco”. Associação Cristã de Empresário e Gestores apela para uma cultura que “honre compromissos” Os dados indicam que 75 por cento das empresas portuguesas tem problemas nos atrasos de pagamento, o que faz com que “os números sejam assustadores e as consequências imprevisíveis”. Segundo um estudo da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), elaborado pelo economista Augusto Mateus, o pagamento aos fornecedores, conforme o estipulado na lei, permitiria uma injeção de liquidez na economia que “poderia gerar mais 120.000 empregos num primeiro ano e aumentar o valor bruto da produção em 22 milhões de euros”. No atual cenário, e segundo o estudo, nos últimos cinco anos, os atrasos nos pagamentos destruíram 72 mil empregos, retiraram 2,8 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) e liquidaram 13,3 mil milhões da actividade económica nacional. Por ano, a riqueza do país sofreu uma fractura de cerca de 600 milhões de euros. São 48 mil milhões de euros que circulam com atraso entre as empresas. “O pagamento a horas

é um princípio que parece básico na vida das empresas, mas acaba por se transformar numa séria ameaça à sua sobrevivência ao não ser cumprido”, sustenta a direcção da ACEGE que tem vindo a desenvolver debates e reflexões sobre o tema “Pagar a horas, fazer crescer Portugal”. Para a ACEGE, “esta cultura de permissividade e de irresponsabilidade na economia portuguesa, a qual parece estar profundamente enraizada como fator cultural, tem de ser contrariada, sob pena de muitas pequenas e médias empresas poderem vir a sucumbir, caso tal não aconteça”. Nesse sentido, lança o desafio para que o maior nú mer o de empr e s a s se comprometa a pagar atempadamente aos seus fornecedores. “O pagamento no prazo acordado aos fornecedores constitui uma obrigação de cada líder e é uma boa prática de gestão que deve ser impulsionada para o crescimento das empresas e do País”, pode-se ler no apelo lançado pela a ACEGE a que

DR

se juntou também, além de outras organizações, a Confederação Empresarial de Portugual (CIP). O apelo é essencialmente feito às grandes empresas e ao Estado (administração central, autarquias e empresas públicas) para que cumpram com diligência a lei. O estudo “Compromisso de pagamento no prazo acordado: uma cultura de pagamentos atempados” teve como ponto de partida o cenário de degradação nos prazos de pagamento ocorrida entre 2006 e 2011 (sendo que em 2013 derrapou para 80 dias), apresentando igualmente um cenário de aplicação da nova directiva da Comunidade Europeia, que preconiza que os prazos de pagamento não devem exceder os 60 dias. Segundo as explicações de Augusto Mateus e de acordo com o estudo por si liderado, “o pior da destruição já terá passado”, mas há um caminho de recuperação que vai ser “longo e difícil”. Segundo o antigo ministro da Economia, o pagamento não atempado aos fornecedores, com especial enfoque nas pequenas e médias empresas (PME), contribui para que existissem mais entre 75.000 a 100.000 pessoas no desemprego. Além disso, apontou o facto de as PME, com este procedimento negativo, terem aumentado as suas dificuldades de tesouraria e de liquidez, problema que é ampliado por causa da subcapitalização

- 66% das empresas afirmaram que os pagamentos em atraso impedem o crescimento das suas empresas. De acordo com a Intrum Justitia, estes números são alarmantes quando comparados com outros países Europeus - 94% das empresas afirmam que a principal causa para os seus clientes pagarem com atraso, tem que ver com o facto de eles estarem a enfrentar dificuldades financeiras - 85% afirmam não acreditar que o Governo Português está a fazer tudo

das empresas e da política de capitalização da banca que foi seguida, tendo-se esquecido as entidades de menor dimensão. Por isso, Augusto Mateus é da opinião de que Portugal “não pode capitalizar apenas a banca e não capitalizar as pequenas e médias empresas”, acrescentando que a taxa de sinistralidade no crédito é de 16%, visto pelo lado de quem emprestou, e de 30%, visto do lado das empresas que não estão a cumprir, “não totalmente, mas pontualmente”. “É uma situação muito

complexa e temos de fazer um esforço de capitalização das PME que já nasceram com pouco capital financeiro e insuficiente capital humano”, disse. O estudo permitiu ainda concluir que a economia poderá f uncionar “mais depressa” se se conseguir resolver o problema dos pagamentos em atraso ao nível do setor privado, encontrando desta forma resultados “muito interessantes” do ponto de vista do emprego e do crescimento. O economista Augusto Mateus defendeu a exten-

são da experiência do IVA de caixa, como medida a propor, a aposta no capital humano, e o repensar da lógica das indemnizações compensatórias às empresas. António Pinto Leite, presidente da ACEGE, disse que o estudo revela “uma situação dramática, mas ao mesmo tempo é uma janela de oportunidade”. As conclusões do estudo deveriam “envergonhar todos os líderes empresariais e pôr as mãos na cabeça a todos os membros do Governo”, salientou.

- As empresas demoram em média 85 dias a pagar uma factura, com um atraso médio de 35 dias face ao acordado - O Estado demora em média 133 dias a pagar uma factura, com um atraso médio de 73 dias face ao acordado * - 82% das empresas em 2013 (81%, em 2012) receiam pela liquidez das suas empresas

*Dados fornecidos pela Intrum Justitia e referentes a 2013


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obrigar infractores a cumprir

Quando os credores não cumprem com os prazos de pagamento acordados, os atores económicos têm duas saídas. Assumir os créditos ou avançar para a justiça. Tanto uma como outra solução podem levar a uma sucessão de atrasos que colocam as próprias empresas em “sufoco”

A criação de leis rigorosas e que facilitem o trabalho de quem tem de as aplicar é uma medida que para o empresário José Coelho (gerente da Vidis e presidente em Viseu da ACEGE) seria uma forma de combater o incumprimento dos pagamentos acordados a prazo. “Não há legislação, nenhum instrumento que possa obrigar os infratores a cumpr ir. Quem deveria desempenhar esse papel seriam os tribunais, mas que acabam por se perder nas burocracias. O que acontece é que, muitas vezes, as empresas preferem assumir o prejuízo dos seus créditos”, lamenta o empresário, explicando que todo este

processo leva ao “sufoco” dos empresários. Para José Coelho, o que se está a passar atualmente e que resulta de uma política já enraizada é que a “falta de responsabilidade” cria uma “cadeia que depois funciona como um baralho de cartas”. “Dizem que pagam a 30 dias, mas depois o pagamento é feito a 90 ou mais. Ora, isto faz com que as empresas fiquem com dificuldades de tesouraria ou recorram ao crédito e, a partir daí, o que acontece, na maioria dos casos, é a rutura financeira e depois a falência”, alerta. O empresário avança com algumas medidas que podem ser tomadas, nomeadamente aplicar títulos de dívida que garantissem aos cobradores

a cobrança dos seus créditos. Mas, apela, isto só será viável se o poder político (Assembleia da República que tem o poder legislativo) promover mecanismos judiciais ou de outra natureza que obriguem “a uma sociedade eticamente correta e cumpridora”. “É re c or rente o lamento dos empresários, dos atores económicos, que se sentem impotentes porque não há instrumentos que levem ao cumprimentos dos acordos. Nem a própria justiça, que é cara e lenta, funciona “, desabafa. O gerente da Vidis lamenta ainda que a situação aconteça porque a “sociedade tem vindo a perder valores de ética e de solidariedade”. “Eu sou do tempo em que a palavra das pessoas era uma escritura. Hoje, infelizmente, não é assim”, conclui.

Lei dos compromissos “não reduz a despesa pública, agrava-a” assinala ANMP O presidente da Associação Nacional de Mun icípios Por t ug ue se s (ANMP), Manuel Machado, afirmou que a lei dos compromissos não reduz a despesa pública, mas agrava-a, sem aumentar a eficiência e apelou à sua revisão. A chamada lei dos compromissos “está a agravar gravemente” a despesa pública, sustentou. A lei dos compromissos regula a assunção de compromissos e pagamentos em atraso e proíbe as entidades públicas, como as

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autarquias, de assumirem compromissos para os quais não tenham prevista uma receita nos noventa dias seguintes, impondo sanções a quem não respeitar esta regra. “Os municípios não querem a revisão da lei dos compromissos para serem mais gastadores”, mas para que ela seja “conforme aquilo que é preciso resolver”, sublinhou Manuel Machado, que também preside à Câmara de Coimbra. “Se houve na administração pública portugue-

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Tem a palavra

Poder político deve atuar

Sandra Rodrigues

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sa, nos últimos tempos, quem deu exemplo de capacidade de racionalizar custos ou gastos foram os municípios”, sublinhou o presidente da ANMP. “Há situações absoluta mente incompre ensíveis pela burocracia introduzida para se chegar ao mesmo resultado”, afirmou Manuel Machado, concluindo que a lei dos compromissos “não reduz a despesa pública, agrava-a e não aumenta a ef iciência, atrasa a capacidade de intervenção”.

Jorge Libano Monteiro

Secretário geral da ACERG

1 - O que é o programa AconteSer e, mais especificamente, o Compromisso de Pagamento Pontual aos Fornecedores? O programa AconteSer: Liderar com responsabilidade é uma afirmação clara da importância dos líderes empresariais no desenvolvimento das empresas e de todos aqueles que se relacionam com ele. É constituído por uma grande rede de líderes que querem ser melhores e concretizar nas suas empresas um conjunto de boas-práticas empresariais que permitem melhorar a felicidade dos colaboradores e a competitividade da empresa, que não envolvem custos mas apenas com o compromisso e a vontade de cada líder e das suas equipas. O compromisso pagamento pontual é uma dessas propostas de melhoria, que pretende combater esse enorme flagelo dos pagamentos atrasados que consome e desespera os gestores que não recebem e destrói empresas que poderiam ser viáveis com pagamentos atempados. Acreditamos que através deste programa, que envolve mais de 1.000 líderes de pme, podemos contribuir para difundir uma cultura de responsabilidade empresarial que fortalece os líderes e constrói empresas mais sólidos e sustentáveis. 2 - O que é que as empresas que aderiram estão, na prática, a fazer de diferente? As empresas aderentes ao compromisso de pagamento pontual estão a pagar a horas aos seus fornecedores, que devia ser uma prática normal de gestão mas que, infelizmente, não é cumprida pela maioria das empresas portuguesas. Por outro lado as empresas aderentes estão a prestar um enorme serviço ao país porque estão a ser exemplo e a tentar com a sua acção inverter o ciclo vicioso de pagamentos atrasados, num ciclo vicioso de pagamentos pontuais que gera emprego e riqueza a toda a sociedade portuguesa. 3 - Há muitas empresas a aderir? Temos 138 empresas que aderiram, mas queremos que este número aumente pelo menos para as 1.000 de forma a poder influenciar e criar esse novo dinamismo na economia. São 138 empresas que merecem todo o nosso reconhecimento pela coragem de assumirem este compromisso que muitas vezes é difícil de cumprir devido aos atrasos dos pagamentos dos nossos clientes. 4 - Onde começa o “mal” desta cultura do atraso dos pagamentos? Esta cultura do atraso está enraizada nas empresas portuguesas, de qualquer forma não posso deixar de referir o péssimo exemplo que o estado português (governo e poder autárquico) tem dado nos últimos anos, pagando com atrasos muito superiores aos privados e mostrando um enorme desrespeito pelas leis que impõe aos outros. Acredito profundamente que se o Estado pagasse a horas muitos dos problemas de pagamentos nas empresas seriam ultrapassados. 5 - Qual o papel da administração central, quer nos atrasos, quer nas medidas a tomar para inverter esta tendência? Como referi, penso que o papel da administração central e regional é essencial para alterar a situação e que deveriam dar o exemplo para toda a economia. Neste aspeto quero louvar o IAPMEI e o seu presidente pela coragem que mostrou ao co-liderar esta “batalha” com a ACEGE, afirmando de forma clara as responsabilidades não cumpridas do Estado e propondo-se a incluir um critério de responsabilidade social / pagamentos pontuais nos critérios de atribuição do selo de pme excelência em 2014. Também é justo referir os programas da administração central e local que permitiram começar a diminuir a dimensão dos pagamentos em atraso no estado e nas autarquias. 6 - Como dar a volta ao pessimismo que ainda existe na sociedade, nomeadamente nos empresários Para dar a volta ao pessimismo é preciso voltar a sonhar, voltar a arriscar e perceber que a solução dos problemas passa por cada um de nós. Penso que esta crise nos trouxe uma profunda mudança cultural que não podemos perder no futuro, antigamente achávamos que a sociedade civil dependia do estado, agora temos a certeza que é o estado que depende da sociedade civil, do dinamismo das exportações, dos impostos que cada um de nós paga, do dinamismo de cada empresa. E esta é uma mudança muito importante que nos poderá fazer ser melhores no futuro. Outro ensinamento importante é que aqueles líderes que lideraram com responsabilidade, com prudência e justiça nas opções, com uma estratégia de longo prazo em vez do “chico espertismo” da oportunidade imediata, que souberam respeitar os seus colaboradores sabendo que eles são parte integrante da empresa, da sua vida e da sua cultura, esses líderes são hoje reconhecidos e as suas empresas acabaram por conseguir sobreviver estando agora prontas para crescer neste novo ciclo que parece começar a começar. 7 - Os últimos indicadores económicos são mais optimistas? Sem dúvida e existe claramente uma maior confiança e esperança dos empresários em relação ao futuro, da sua capacidade para desenvolver a sua empresa. É por isso que 2014 será um ano fascinante para todos aqueles que quiserem fazer acontecer através de uma liderança responsável.


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16 • janeiro • 2014

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Sessão de expressão dramática no Instituto Português do Desporto e Juventude

Educação

Nelas cultiva interesse de alunos sobredotados 32 crianças, do primeiro ao oitavo ano, do agrupamento de escolas de Nelas estão a desenvolver atividades fora da comunidade escolar , em várias entidades parceiras. O “Projeto investir na capacidade” é pioneiro no apoio da escola às crianças com “capacidades significativamente acima da média”. O Agrupamento de Escola de Nelas tem em vigor, há dois anos, um projeto inovador que visa dar apoio às crianças sobredotadas, ou como a Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas (APCS) refere “população com capacidades significativamente acima da média”. O “Projeto investir na capacidade” surgiu “por acreditarmos que o conceito inclusão é a base da educação de qualquer criança e, no caso das crianças sobredotadas, fundamental”, explicou Fátima Almeida, coordenadora do projeto no agrupamento de Nelas. A nível nacional existe há 20 anos a APCS sediada no Porto e que tem já dois polos, um em Évo-

ra e outro, mais recente, em Lisboa. Para além de desenvolver várias palestras e ações de sensibilização junto da comunidade, a APCS é um “porto de abrigo” para pais e educadores que não sabem, ou procuram saber mais sobre a sobredotação. Na maioria dos casos são os próprios pais, educadores ou interessados que procuram o apoio e a informação junto da APCS. Em Nelas o apoio foi cedido de outra forma, e é aqui que este projeto se torna inovador e pioneiro, isto porque foi o próprio agrupamento a entrar em contacto com a associação para que pudesse desenvolver junto dos dos alunos atividades que os motivassem.

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Há dois anos, quando o projeto surgiu, com o contributo financeiro da Fundação da Lapa do Lobo, as atividades para os 12 alunos que começaram por fazer parte da ideia eram desenvolvidas no próprio agrupamento. De há um ano a esta parte e com a ajuda de vários parceiros, como Instituto Politécnico de Viseu, Universidade Católica ou Câmara Municipal de Viseu, as atividades realizam-se fora da comuni-

Projeto, com dois anos, abrange 4% da população do agrupamento dade escolar. Passados dois anos o “Projeto investir na capacidade” contemplam já 32 alunos, um número que representa 4% da população do agrupamento. O grande “problema” destas crianças é que a escola “não está preparada para elas, os conteúdos lecionados são definidos para um determinado

padrão e, por isso, poder sair e levar estas crianças para espaços onde podem desenvolver as suas capacidades é muito gratificante para nós”, referiu Fátima Almeida. “Os alunos, de quinze em quinze dias, às quartas-feiras têm atividades nos espaços cedidos pelos nossos parceiros e lá podem pôr em prática conhecimentos e atividades que, na escola, não seria possível”, concluiu. O projeto atua em três áreas fundamentais: ciêcias, comunicação e criatividade. Todas as atividades são desenvolvidas em torno destas diretrizes e vão desde a expressão dramática, à biologia molecular, engenharia eletrotécnica, comunicação e psicologia ou arqueologia. “Com dois anos de existência a recetividade tem sido fantástica, quer por parte dos encarregados de educação, quer dos próprios alunos”, sublinhou Fátima Almeida. Para já não é possível perceber se estes alunos tiveram, ou não, evolução graças às atividades, mas uma coisa Fátima Almei-

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Ciências, comunicação e criatividade são as áreas de atuação da tem a certeza, “estes alunos sentem-se muito mais motivados para desenvolver as capacidades que têm e sobretudo porque o projeto apostou na sociabilização, o que per-

mitiu que todos eles pudessem estar juntos e não se sentissem sozinhos, ou diferentes”. Por enquanto o projeto abrange alunos do primeiro ao oitavo ano “por questões de logistica” e segundo a coordenadora Fátima Almeida, “só existe graças às direção do agrupamento e todos os parceiros que acreditam que os alunos merecem o melhor”.


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16 • janeiro • 2014

Viseu

Novo edifício vai resolver sobrelotação de escolas Tecnologia

Centro de Competências no Politécnico deverá criar até 150 postos de trabalho Bizdirect lança Centro de Competências Internacional em Viseu que vai ficar instalado no Campus do Instituto Politécnico. Deverá criar até 150 postos de trabalho O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) vai acolher um centro de competências internacional da Bizdirect. O protocolo foi assinado entre estas duas instituições e a câmara municipal, parceira no projeto que pretende ser um centro de inovação e excelência internacional em tecnologia Microsoft e que deverá criar até 150 postos de trabalho. O centro de competências, que funcionará no edifício do Centro de Inovação e Transferência de Tecnologia do IPV, será dedicado à prestação de serviços inovadores e de qualidade (nomeadamente Dynamics CRM, SharePoint e Biztalk) e direcionado para o mercado internacional. O director-geral da Bizdirect, João Mira Santiago, disse que com a evolução do projeto po-

derão ser criados cerca de 150 postos de trabalho e que numa altura em que muitos jovens qualificados partem para outros países à procura de empregos e de oportunidades é “fundamental que haja retenção de capital humano na região”. Para o responsável, tal só será possível se forem dadas condições aos jovens profissionais para “realizarem as suas ambições de experiência internacional”, desenvolvendo em Viseu as suas competências e a sua especialização e “indo aos clientes durante o tempo necessário para aplicar na prática o trabalho desenvolvido”. O facto de o IPV ter alunos nas áreas de engenharia informática, telecomunicações e gestão e um ensino de qualidade, a estratégia de crescimento económico que

sente existir na região e a localização da cidade foram os motivos da escolha por Viseu, segundo João Mira Santiago. Já o presidente do IPV, Fernando Sebastião, frisou que a assinatura deste protocolo constitui, para a instituição que lidera, “um momento da maior relevância que ocorre em consonância com o trabalho sério que o Instituto e toda a sua academia tem vindo a desenvolver, cuja qualidade é reconhecida, não só a nível local e regional, mas também a nível nacional”. O presidente explicou que a Bizdirect tem, por esta via, acesso ao sistema científico e tecnológico do IPV, a recursos humanos qualificados, a instalações modernas e funcionais numa cidade reconhecida pela sua qualidade de vida; enquanto que o IPV cumpre a sua missão de “ligação à sociedade, participação no desenvolvimento económico da região e do País, e de inserção dos seus diplomados na vida ativa”.

“A criação deste centro de competências é da maior importância para o País e particularmente para Viseu e para a sua região e demonstra mais uma vez a importância das sinergias entre os diversos agentes políticos, económicos e institucionais”, concluiu Fernando Sebastião. O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), considerou que a instalação deste centro de competências “demonstra que o interior não é um oásis, mas que pode ser atrativo” para viver e investir. “Viseu é o exemplo de que o interior do país não é uma fatalidade mas, pelo contrário, pode ser olhado como uma oportunidade”, frisou. O autarca, que foi secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, assegurou que em Viseu “o investimento produtivo terá uma via verde para a sua concretização” e que “o investidor não será deixado à porta, sem resposta ou solução”.

O Centro Escolar Viseu Estrela vai dar resposta ao problema de sobrelotação das escolas de Jugueiros e Ranhados, situadas numa zona da cidade que registou um grande crescimento populacional nos últimos anos. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Almeida Henriques, na cerimónia de assinatura do contrato de execução. A obra, que representa um investimento de cerca de dois milhões de euros e é financiada em

85% por fundos comunitários, deverá ficar concluída até setembro. A lmeida Henr ique s lembrou que este era “um processo já com alguns anos”, um compromisso assumido pelo seu antecessor, Fernando Ruas. Este equipamento - que irá acolher 282 crianças (sete turmas do primeiro ciclo e quatro salas de pré-escolar) – dá resposta à zona da circular Sul e da envolvente do hospital e surge numa “lógica de crescimento da cidade”.

Reciclagem

Estudante de Viseu vence projeto de sensibiliz​ação O vídeo “O Comando Voador”, da autoria de Gabriel Gomes, de Viseu, é o grande vencedor da primeira fase do projeto de sensibilização POW – Dá Power ao Electrão, promovido pela Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos. Na competição das escolas, a vencedora foi o Agrupamento de Escolas Nuno Álvares de Castelo Branco, com o vídeo “Da sucata ao novo”. O Projeto POW – Dá Power ao Electrão é uma iniciativa que incentiva os jovens e as escolas nacionais a participarem num

desafio de vídeos funcionando como elementos de mudança comportamental a nível ambiental. Pretende sensibilizar os jovens de todo o país para a importância do encaminhamento dos Resíduos dos Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) através dos Pontos Electrão, permitindo assim o seu tratamento e reciclagem. Esta primeira fase da ação, cujo tema foi “Faz-te aos REEE lá de casa”, contou com um total de 261 participações, visualizadas mais de 38 500 vezes.


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Flagrante delito Tondela

••• A GNR deteve em f lagrante delito dois rapazes, de 16 e 20 anos, pelo crime de furto num estabelecimento comercial que vende roupa desportiva, na cidade de Tondela. “Foram surpreendidos os dois indivíduos que, por intermédio do arremesso de um paralelo, partiram a montra de um estabelecimento comercial de venda de roupa desportiva, introduzindo-se de seguida no seu interior”, contou a GNR.

Droga Viseu

•••Um

homem de 43 anos foi detido em Viseu por posse de oito doses de heroína e oito doses de cocaína. A detenção foi feita pelo Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Viseu, em colaboração com o Destacamento de Trânsito. Além da droga, foram apreendidos ao suspeito, residente em Viseu, uma mochila com duas cabeleiras, um fatomacaco e dois alicates. Na mesma operação, foi também identificado outro homem que tinha cinco doses de heroína e três doses de haxixe.

Roubo Viseu

••• A PSP de Viseu identificou quatro rapazes suspeitos de, “através de ameaças e utilização de força física”, terem roubado cinco euros a um estudante de 16 anos.

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Armamar

castro daire

Recolha etnográfica para integrar nova unidade museológica

Jogo ajuda a melhorar a Matemática

A Câmara Municipal de Armamar avançou com o programa Património Ativo. Um projeto cujo objetivo passa por intervir ao nível da conservação e manutenção do património natural, cultural e urbanístico. “Marcas de uma Cultura” é o nome eleito pela equipa que está a implementar e dinamizar medidas de âmbito cultural. O objetivo passa por conservar o património arqueológico e arquitetónico classificado do município. “É fundamental proceder à manutenção dos espaços circundantes aos mesmos, recolher e reabilitar alfaias e outros instru-

O agrupamento de escolas e a Câmara de Castro Daire iniciaram um projeto para melhorar os resultados a Matemática, que vai abranger todos os alunos do quarto ano do primeiro ciclo do ensino básico

mentos agrícolas, objetos do dia a dia e outros artefactos”, refere, em nota, a autarquia. Com a noção de que a preservação da memória fotográfica é essencial, a equipa propõe-se a recolher e restaurar imagens antigas e atuais. Este trabalho prevê o levantamento e registo de curiosidades, lendas, usos e costumes das localidades, personalidades de referência, assim como a reunião de vários ingredientes a juntar à carta gastronómica de Armamar. A recolha de todo o material técnico e informativo vai integrar o espólio da unidade museológica a criar pelo município.

O projeto chama-se “De mãos dadas com a Matemática” e contará com a participação de 148 alunos de 19 turmas e 15 escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho. “Não temos maus resultados a Matemática, no entanto, acreditamos que é sempre possível melhorá-los”, disse à agência Lusa o vereador responsável pelo pelouro da Educação, Rui Braguês. Segundo Rui Braguês, a ideia para o projeto partiu de duas professoras (uma de Matemática e outra do primeiro ciclo) que estão na autar-

sernancelhe

Diretora exonerada em funções O Ministério da Educ aç ão a nu nciou que compete aos órgãos do Agrupamento de Escolas de Sernancelhe, distrito de Viseu, resolver a situação da diretora que foi exonerada em maio pelo Conselho Geral e se mantém em funções. “A d e c i s ã o t o m a d a pelo tribunal é do conhecimento dos órgãos competentes da escola que devem agir, no quadro das suas competências próprias, em confor midade com a lei”, referiu fonte do Ministério da Educação. Conselheiros do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Sernancelhe denunciaram que a Direção de Serviços da Região Norte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) “escondeu durante quatro meses a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, que recusou a providência cautelar interposta pela diretora do Agrupamento de Escolas de Sernancelhe”. Segundo os conselheiros, “quando em maio de 2013 a decisão do Conse-

lho Geral foi aprovada, a diretora do agrupamento interpôs uma providência cautelar” no tribunal, de forma a impedir que esta fosse efetivada. “Sem que nada se soubesse, a decisão do t r i bu n a l f oi pr of e r i da e dada a conhecer à DGESTE em outubro de 2013, que a ocultou do Conselho Geral”, tendo a diretora permanecido em funções, “em situação de total ilegalidade e sem legitimidade para tal, tendo tomado atos para os quais já não tinha efetiva competência”, lamenta. Os conselheiros consideram que o Conselho Geral – que agreg a i n s t it u iç õ e s , p a i s e comunidade escolar – “ foi de sre speit ado, d e s au t o r i z a d o e i m ped ido de efet iva r a s decisões democraticamente tomadas”. O presidente da Câmara de Sernancelhe, Carlos Silva Santiago (PSD), fez votos para que esta situação fique rapidamente esclarecida, porque tem um novo centro escolar que dentro de poucos dias estará pronto a funcionar.

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Di as

16 • janeiro • 2014

quia no âmbito de um Contrato de Emprego – Inserção (do Instituto de Emprego e Formação Profissional). “No município já temos iniciativas para outras disciplinas, mas na área da Matemática nunca tínhamos desenvolvido um projeto. Achámos que seria interessante para incentivar o gosto pela Matemática e desenvolver o cálculo mental”, explicou. A tabuada está no centro deste projeto, porque, segundo o vereador, atualmente “há muitos alunos do segundo e terceiro ciclos que têm dificuldades na tabuada e que

são cada vez mais incentivados a usar as máquinas calculadoras”. Do projeto fazem parte o “Loto da Tabuada”, no âmbito do qual será feita a distribuição aleatória de cartões aos alunos. “Quando a professora, por exemplo, disser o número 20, quem tiver o cartão do ‘5x4’ deve levantar o dedo e dizer que tem o número. Quem completar os cartões no mais curto período de tempo ganha”, explicou. Haverá também um “Concurso de Tabuada”, que consiste na distribuição de fichas pelos alunos, com o objetivo de as completar primeiro e obter a maior pontuação. Este concurso será realizado em todas as salas do quarto ano e, de cada uma delas, sairá um finalista que irá disputar a final em Castro Daire.


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Retábulo do séc. XVII

Património

Museu de Lamego recupera retábulo do século XVII O Museu de Lamego iniciou o restauro do retábulo da Capela de S. João Evangelista, um processo “delicado” dado o avançado estado de degradação

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Os trabalhos de conservação e restauro do retábulo da Capela de S. João Evangelista, proveniente do extinto Convento das Chagas de Lamego, já se iniciaram. À guarda do Museu de Lamego desde 1919, esta é, segundo a instituição, uma oportunidade de recuperar os cerca de vinte e oito metros quadrados que compõem a capela e a que se juntam 19 esculturas que preenchem a quase totalidade dos seus nichos. Datada do séc. XVII, mas abandonado ao longo do tempo, o retábulo conhece agora uma

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nova fase ao fim de cerca de quatrocentos anos de existência. Os trabalhos de conservação e restauro prevêem a recuperação de todo este espólio, através do desmonte integral da estrutura, uma vez que apresenta “evidências claras de degradação”. “Uma das fases mais delicadas do trabalho é, em primeiro lugar, o desmonte integral do teto em caixotão. A debilidade das pinturas, que apresentam sinais de destacamento da policromia, e a importância de perceber o que está por trás da estrutura,

tornam esta fase imperativa”, refere uma nota do Museu de Lamego. Avaliado nos finais do século XIX em 320$00 réis, este retábulo era o maior e o mais valioso de todos que existiam no claustro de um convento que chegou a ser considerado um dos mais importantes e opulentos do norte de Portugal. No entanto, a extinção das ordens religiosas em 1834 acabou por votar o espaço a um fim lento e anunciado, consumado com a morte da última clarissa em 1906. Este retábulo, juntamente com os retábulos de São João Batista, de Nossa Senhora da Penha de França e de Jesus, Maria e José, foi trasladado para o Museu de Lamego (1919) a instâncias do primeiro diretor do instituto, João Amaral.

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Serviços

Mangualde

Câmara de Cinfães contra encerramento das Finanças

Palácio de Anadia com área classificada

A Câmara de Cinfães aprovou uma moção contra a possibilidade de encerramento do ser v iç o de F i na nças, por considerar que terá “consequências irreparáveis” para a populaç ão e para a eco nomia local. Segundo o presidente da Câmara de Cinf ãe s , A r m a ndo Mourisco (PS), “a maioria das pessoas recorrem ao ba lc ão do s er v iç o local de finanças para cumpr ir as suas obrigações fiscais, o que se comprova pelo facto de este serviço ser o quarto maior a cobrar impostos

no distrito de Viseu”. O autarca lamentou que os cr itér ios e a rgumentos para encerrar este serviço nunca tenham sido discutidos com o município, que representa os cidadãos e presta serviço público de proximidade. Recusando-se a aceitar o fecho de serviços públicos neste concelho do Norte do distrito de Viseu, Armando Mourisco garantiu que tudo fará para impedir que se concretize o que estará previsto no Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC).

agricultura

Ajuda financeira para incentivar criação de raça arouquesa A Câmara Municipal de Cinfães lançou um programa de apoio financeiro destinado ao fomento da criação de gado tradicional – raça arouquesa. Os produtores de bovinos de raça arouquesa irão receber 50 euros por cada cria que nasça e seja registada no município, com uma majoração de 100 euros por cada novilha

que atinja os 18 meses, destinada à reprodução. O autarca de Cinfães justifica a medida, afirmando que “é uma forma de incentivo à atividade económica e à fixação d a s p e s s o a s”, a c r e s centando que se destina também “a estimular a produção pecuária e, com isso, melhorar a débil economia local de forma sustentada”.

A á re a cla s si f ic ad a do Palácio de Anadia, no concelho de Ma ngualde, foi ampliada, de for m a a abr a nger os jardins, a quinta e a mata, refere uma portaria publicada em Diário da República. Este imóvel é considerado um “requintado exemplar da arquitetura civil rococó ainda muito devedora dos modelos do barroco nortenho de influência nasoniana, onde terão colaborado artistas nacionais e estrangeiros de grande prestígio”. Atendendo à “importância dos espaços verdes que o circundam, formando uma unidade de indubitável valor paisagístico, arquitetónico e agrícola”, a por tar ia a larga a sua área classificada. Este conjunto passa a ser designado por Palácio dos Condes de Anadia e a sua classificação é alterada “de imóvel de interesse para conjunto de interesse público”, acrescenta o documento.

Carregal do sal

Ponte da Atalhada com trânsito interditado A Ponte da Atalhada sobre o Rio Mondego está interditada ao trânsito até 23 de janeiro, devido a obras de restruturação e reforço estrutural.Esta ponte liga os concelhos de Carregal do Sal e Oliveira do Hospital, estando as obras a cargo da Estradas de Portugal.


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Obra orçada em 30 milhões de euros

Quatro meses após o lançamento da primeira pedra, as obras efetivas da ETAR Viseu Sul começaram agora. Presidente da Câmara quer que o prazos de conclusão seja cumprido

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As obras de construção da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) Viseu Sul começaram ontem (15 de janeiro), quase quatro meses depois de ter sido lançada a primeira pedra desta infra-estrutura orçada em cerca de 30 milhões de euros. A super ETAR de nova geração deverá ficar concluída em 2016 e servirá 90 mil habitantes, período de 40 anos. Vai permitir a desactivação das atuais estações de S. Sal-

vador e Teivas e de outras de menor dimensão espalhadas pelo concelho. A obra é comparticipada pelos fundos comunitários em 85 por cento, sendo os restantes financiados pela Câmara de Viseu. Na assinatura do ato de consignação da empreitada, o presidente da autarquia, Almeida Henriques, sublinhou a importância deste projeto, classificando-o de “mais um passo que é dado na política ambiental” e que ajuda na ostentação dos galardões que têm sido

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Viseu

Câmara quer cumprimento de prazos na construção da ETAR

Sandra Rodrigues

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atribuídos ao município, como a de “melhor cidade para viver” e, mais recentemente, a de “qualidade exemplar” da água para consumo. “ “Com a ETAR Viseu Sul, o concelho passa a dispor do padrão mais evoluído de tratamento de águas residuais existente. Com este hardware, defenderemos melhor o selo de “’Melhor Cidade para Viver’”, afirmou. Explicou que os emissores e outras infraestruturas já foram concluídos e pediu aos empreiteiros para que os prazos sejam cumpridos. A ETAR de Viseu Sul vai passar a servir os habitantes das freguesias de Abraveses, Campo, Coração de Jesus, Faíl, Fragosela, Mundão, Orgens, Ranhados, Repeses, Rio de Loba, São Cipriano,

parte da freguesia de São João de Lourosa, São José, São Salvador, Santa Maria e Vila Chã de Sá Segundo Almeida Henriques, a sua entrada em funcionamento permitirá a desativação de um conjunto de estações de tratamento, “algumas perto de zonas habitacionais e que causam incomodidades”. “Estamos na reta final de resolvermos alguns problemas que existiam no nosso concelho, de al-

guns maus cheiros, melhorando a qualidade de vida das populações”, sublinhou. O autarca, na cerimónia do ato de consignação que decorreu em Vila Chã de Sá, aproveitou para destacar que este é um projeto de “continuidade” dos esforços desenvolvidos pelo anterior executivo, liderado por Fernando Ruas, e por si próprio, enquanto secretário de Estado da Economia.

Campanha sobre qualidade da água A C â ma ra de V i seu la nçou uma c a mpanha de div ulgação e comunic aç ão sobre a qualidade da água do município à qua l deu o nome de “Viseu é de Primeira Água”. Nesta ação, 19 munícipes dão o rosto pelo selo “Qualidade Exemplar para Consumo Humano” e que foi atribuído à autarquia pela Entidade Re g u lador a do s S er viços de Águas e Resíduos ao Município de Viseu. A campanha visa promover a confiança dos munícipes no consumo da água e melhorar a informação prestada. O incremento dos ser v iços prestados ao nível da faturação, do pagamento e da informação, atualmente em preparação, será também comunicado numa segunda fase. A sensibi li zaç ão a mbienta l constituirá o terceiro pilar da comunicação.


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VISEU

Debate no IPV com Adriano Moreira

PROTESTO

Superior de Educação pára durante 12 minutos As escolas superiores de educação vão arrancar com uma jornada de protesto por causa das declarações do ministro Nuno Crato. Hoje - 16 de janeiro - parão a sua atividade durante 12 minutos

A Escola Superior de Educação (ESE) de Viseu associa-se à primeira Jornada de Reflexão para mostrar que as declarações do ministro Nuno Crato, em dezembro, sobre o sistema de formação de professores e a qualidade dos licenciados das escolas superiores de educação “são injustas”. As ESE, que integram a Associação de Reflexão e Intervenção na Política Educativa das Escolas Superiores de Educação (Aripese), vão parar “a sua atividade normal” às 16h00 e, durante 12 minutos, do dia 16 de janeiro - “o mesmo tempo que durou a entrevista de Nuno Crato à RTP [em dezembro]” -, vão distribuir folhetos com informação e dados a explicar e a clarificar “a importância e os contributos das ESE”. Em causa está uma entrevista do ministro da Educação e Ciência,

Nuno Crato, à RTP, a 18 de dezembro, dia da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) dos professores, em que o responsável falou sobre o sistema de formação de professores e as licenciaturas não universitárias. Na entrevista, o ministro afirmou que “o sistema de formação de professores tem, neste momento, várias falhas”, entre as quais a preparação dos candidatos à entrada para os cursos de habilitação à docência, que, segundo o responsável pela pasta da Educ aç ão, de ve m , p e lo me no s , prestar provas a Português e Matemática pa ra poder aspira r a lecionar no Ensino Básico e Secundário. Também a preparação à saída do curso suscitou dúvidas ao ministro, sobretudo se as licenciaturas não forem

universitárias. “A dúvida incide sobre esses licenciados”, admitiu Nuno Crato na entrevista à RTP, questionando depois: “Sempre que se faz um exame está-se a dizer que não se confia”? Para a Aripese, “um ministro não pode ter ideias de senso comum, enqua nto m i n i st ro”, considerando que há um “preconceito pessoal” de Nuno Crato em relação às ESE. A iniciativa de quintafeira foi aprovada na reunião da Aripese, a 27 de dezembro, em que a associação decidiu também subscrever a Carta Aberta do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos env iada ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a pedir a demissão de Nuno Crato. A Aripese representa 12 das 13 ESE públicas do país. A única escola que não integra a associação é a da Guarda, mas também esta instituição irá participar na Jornada de Reflexão. A jornada é apenas a primeira de outras ações “de reflexão, discussão e clarificação” que as ESE vão realizar ao longo do ano letivo.

A PASC- Plataforma Activa d uma organização que reúne 38 associações da sociedade civil, vai organizar um dos seus encontros públicos em Viseu. O encontro decorre a 18 de janeiro, no anfiteatro do Instituto Politécnico e são convidados Adriano Moreira, Fernando Ruas, João Salgueiro e José Luís Nogueira. O tema é :“Um olhar interior sobre a realidade nacional”

Ruas de novo mandatário de Passos Coelho

Fer n a ndo Ru a s é o ma ndatá r io naciona l d a r e c a nd id at u r a de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD. O expresidente da Câmara de Viseu disse voltar a “abraçar” esta “honra” pela terc ei ra vez por entender que “pouc a gente enc a r na bem a máxima de Sá Carneir o qu a ndo d i s s e que primeiro está o país e depois o partido” como Passos Coelho. No dia 25 de janeiro, os militantes sociaisdemocratas vão eleger, através de sufrágio direto, o presidente do partido e os delegados ao X X X V C ong r e s s o Nacional do PSD, marcado para 21, 22 e 23 de fevereiro, que elegerá os novos órgãos nacionais e está previsto realizar-se no Coliseu dos Recreios de Lisboa. O reg u la mento d a s diretas estabelece 17 de janeiro como prazo máximo para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD e de propostas de estratégia global. Até agora, Passos Coelho foi o único social-democrata a divulgar a intenção de se candidatar.

16 • janeiro • 2014

Opinião

Carlos Vieira e Castro

(deputado municipal e vice-presidente da Associação Olho Vivo)

Preservação do Bairro Municipal de Viseu, uma vitória da cidadania na defesa do património O Bairro Municipal de Viseu foi construído em 1948, como “bairro para classes pobres”, com 104 casas geminadas, com um jardinzinho fronteiro e um pequeno quintal nas traseiras. Em 2001 constitui-se a Associação de Moradores que pugnou pela reabilitação do bairro e contrapôs à intenção da Câmara Municipal de o demolir, a importância de um espaço com valor histórico, cultural e social. Em 27.04.2012, apresentei na Assembleia Municipal (AM) de Viseu uma recomendação à Câmara de Fernando Ruas para a classificação do Bairro Municipal como conjunto arquitectónico de interesse municipal e a sua reabilitação, recuperando o parque público que outrora ali existiu, com bancos de jardim e equipamento infantil. Também o Núcleo de Viseu da Associação Olho Vivo requereu à Direcção Geral do Património Cultural a classificação do Bairro Municipal de Viseu, tendo este organismo do Estado recomendado à Câmara de Viseu a classificação do Bairro como património de interesse municipal e a sua reabilitação, com o envolvimento dos moradores, dado o estado de degradação a que a autarquia o deixara chegar. Fernando Ruas ignorou as recomendações e em Novembro de 2012, antecipando-se à resposta oficial da DGPC, avançou com o processo de demolição, apesar de já não contar com a comparticipação de 40% do IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana) que, entretanto, decidira, e muito bem, apoiar apenas projectos de reabilitação urbana, e desbaratou um milhão e cem mil

euros (que dariam para reabilitar o bairro) para construir um bloco de apenas 19 fogos sociais. Pergunteilhe na AM por que razão ia demolir mais de cem fogos sociais para construir apenas 56, e ainda quantos lotes destinava à venda a privados. Mas ficámos apenas com a resposta dada à deputada do BE, na AM de 14.09.2009: “ Não estamos disponíveis para num dos melhores locais de Viseu, deixar habitação social, só porque as pessoas não querem mudar para uma habitação horizontal, como a maioria dos viseenses têm. Portanto, é isso que vamos fazer em nome da defesa do colectivo sobre o individual”. O cinismo a mascarar o autoritarismo e a insensibilidade cultural e social de quem acha que os pobres não têm direito a viver em casas com jardim e só podem viver em caixotes para não haver o mesmo desperdício de espaço das vivendas, como a de Fernando Ruas. Agora, o actual presidente da Câmara, em resposta a um pedido de esclarecimento que lhe fiz na última Assembleia Municipal, garantiu que reconhecia o Bairro como património do concelho e que reabilitaria as casas restantes. Com esta decisão, Almeida Henriques põe fim a um crime social e de lesa património municipal encetado por Fernando Ruas. Mas o anterior executivo do PSD será sempre culpado pela ferida aberta nesse património, ao demolir 13 casas do Bairro Municipal. Saúdo os moradores que não desistiram e o movimento cívico pelo Bairro que se mobilizaram para salvar este património da cidade, um espaço único de sociabilização, tão raro já nas urbes modernas.


16 • janeiro • 2014

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requalificação

Bairro social quer ser local de ideias inclusivas

Projeto de demolição dá lugar a um espaço que se quer inclusivo. O Bairro Social de Viseu está em processo de ser classificado como património municipal Sandra Rodrigues

O Bairro Municipal de Viseu vai ser requalificado. Ao projeto de demolição liderado pelo anterior executivo – e que provocou a revolta e luta de moradores e associações; é agora dado lugar a um plano de revitalização deste espaço que possui, a nível social e arquitetónico, características únicas. A Câmara Municipal de Viseu já está a preparar o projecto, ao mesmo tempo que dá início ao processo de classificação do bairro como património municipal. O anúncio de que a sua demolição íria ser travada foi recebido com satisfação pelos moradores, mas também pelo coordenador do BE e da Associação Olho Vivo que desde 2002 vinham a debater-se pela requalificação e classificação do bairro como conjunto arquitetónico de interesse municipal. Maria dos Prazeres, uma das moradoras que mais se opunha à demolição e ao realojamento, ficou feliz pelo anúncio e até já faz planos para os próximos tempos. Já Celes-

tina Barata admitiu ter ficado “contente quando lhe disseram que a sua casa já não ia ser demolida. Agora, pediu, gostava era que lhe requalificassem o tecto e mais um ou outra obra que a habitação necessita. “O que era mais urgente já fiz, mas quando começaram a dizer que ia tudo abaixo parei com os arranjos”, contou, aliviada por não ter de andar novamente com a casa às costas. É que, recordou, já ali tinha sido realojada quando saiu da quinta que deu lugar ao novo hospital de Viseu. “Este é um lugar único que deveria era ser acarinhado”, sustentou a moradora. Este é um dos desejos do Movimento pelo Bairro Municipal que, desde a sua criação, tem vindo a alertar para o “crime” que seria fazer desaparecer um espaço único na cidade. Agora e perante o anúncio de que a demolição já não se vai concretizar, lembra que qualquer intervenção operada neste espaço deve ser “pensada numa forma de projecto integrado – nas suas di-

mensões arquitetónica/ patrimonial, social e cultural -, e alargado no tempo . Um dos elementos do Movimento, Luís Seixas, explicou que também quererem criar uma plataforma de cidadania e reflexão conjunta no Bairro Municipal de Viseu “disponível para todos os que queiram contribuir”. “Toda esta reflexão tem o cuidado de colocar as pessoas no centro do processo para discutir e pensar o futuro do Bairro”, salientou. O Movimento tem já algumas ideias para iniciar o trabalho, nomeadamente a criação de um laboratório de arquitetura colaborativa e participativa que intervenha no edificado, trabalhando também os aspecto social, cultural e educativo. Outra ideia é a criação de uma “escola de pedais”. “Utilizar o espaço do Bairro como o espaço de eleição para iniciar crianças na utilização da bicicleta educando para as regras de segurança de condução em estrada”, acrescentou Luís Seixas. “Sabemos que é um processo difícil, mas é o desejável para chegar o mais possível a um pedaço da cidade e torná-lo mais inclusivo”, defende o Movimento

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VOUZELA

RASTREIO DE CANCRO DA MAMA ATÉ FEVEREIRO António Cartucho

ortopedista, membro da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia

Recupere qualidade de vida… ARTICULE-SE…

Espaço localiza-se no piso 2, na loja 236

VISEU

Cuidados de saúde gratuitos no Forum Micaela Costa

Em parcer ia com o Centro Humanitário de Viseu da Cruz Vermelha Portuguesa, o Forum Viseu oferece aos seus visitantes um espaço dedicado aos cuidados de saúde totalmente gratuito. A funcionar no corredor do piso 2, desde o dia 2 de janeiro, a Loja Saúde foi já procurada por mais de 60 pessoas. “Um projeto inédito que tem como objetivo principal aproveitar as valências do Centro Humanitário e colocálos à disposição de todos aqueles que se dirigem ao Forum Viseu”, explicou Dilio Francisco, diretor do Centro Humanitário de Viseu da Cruz Vermelha Portuguesa. “Temos como premissa trabalhar para a comunidade e com a ajuda do Forum estamos a conseguir fazê-lo, num espaço frequentado por muitas pessoas”, concluiu. “Apesar da forte componente de moda, a oferta comercial do Forum Viseu quer-se diversifi-

cada de modo a responder às demais exigências do nosso público. O setor da saúde é muito importante e embora num conceito diferente já existe no nosso Centro, como é o caso da Clinica Smile Up”, explicou Catarina Mané, diretora geral do centro comercial. A Loja Saúde disponibiliza serviços de enfermagem (como por exemplo medição da tensão arterial e da glicémia), rastreios de psicologia e nutrição. Podem usufruir crianças e adultos, com idades compreendidas entre os 6 e os 75/80 anos. Para além destes serviços diários a Loja Saúde disponiliza ainda, ao fim-de-semana, cursos ministrados pelo Centro de Formação de Socorrismo. Este sábado, dia 18, no corredor do piso 2 estarão presentes várias bancas com informações sobre primeiros socorros, “um tema do nosso dia-a-dia e que muitas vezes não sabemos como reagir”, frisou Dilio Francisco.

Quest ionada sobre a possibilidade de surgirem mais projetos na área da saúde, Catarina Mané afirma que “o Forum Viseu estará sempre recetivo e disponível para receber e implementar espaços que vão de encontro àquilo que o cliente procura e que possa ser uma experiência positiva também para as entidades presentes”. A Loja Saúde, que vai estar presente até ao final do mês de janeiro, integra-se no projeto de lojas temporárias do Forum Viseu, uma ideia que surge devido ao “atual contexto obrigar a que a gestão dos Centros Comerciais procure novas alternativas comerciais”, referiu a diretora geral do Forum Viseu. “Todos os Centros geridos pela Multi Mall Management Portugal têm vindo a criar lojas temporárias com o objetivo de testar novos negócios e conceitos que possam mais tarde instalar-se definitivamente no Centro Comercial”, sublinhou.

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC-LPCC) lança o apelo às mulheres do Concelho de Vouzela, com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos para participarem no Programa de Rastreio de Cancro da Mama promovido pelo NRC-LPCC. A Unidade Móvel de Mamografia Digital encontra-se estacionada junto ao Centro de Saúde de Vouzela, estando em funcionamento até finais de fevereiro de 2014, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h. As mulheres com inscrição atualizada no Centro de Saúde recebem uma carta-convite com a indicação da data e hora de realização do exame. Segundo a LPCC, constata-se que muitas faltas ao Rastreio decorrem da desatualização dos dados de morada nos registos dos Centros de Saúde, motivo pelo qual a LPCC apela à atualização dos mesmos e à participação no Rastreio. O exame mamográfico deve ser repetido de dois em dois anos de forma a garantir uma prevenção eficaz. Para marcações ou informações adicionais, deve contactar-se o Centro de Coordenação do Rastreio através do telefone 239 487 495/6 ou do e-mail rcmama.nrc@ligacontracancro.pt.

A O ombro (articulação gleno-umeral) é a articulação com maior mobilidade do corpo humano. Esta grande amplitude advém da mobilização ao mesmo tempo de outras 4 articulações que em conjunto como ombro formam a cintura escapular. Para um funcionamento normal do ombro é necessário um equilíbrio de forças e sincronização de ações de vários grupos musculares. Alguns destes músculos têm inserções no tórax e mesmo na coluna dorsal e lombar pelo que as alterações posturais, podem por este motivo e pelo fato de alterarem a posição da omoplata no espaço, levar a alterações do funcionamento do ombro. Estas alterações do funcionamento levam á inflamação dos tendões (tendinite) que se não forem tratadas, além da perda de qualidade de vida levam a uma degradação progressiva dos tendões que acabam por romper, comprometendo ainda mais a função do ombro. O exercício físico que promova uma postura correta e o fortalecimento dos músculos que controlam a omoplata (escapulotorácicos) e o ombro (coifa dos rotadores) previne o desenvolvimento destes desequilíbrios e promove a sua cura quando estes já estão instalados. O ombro, em geral após os 65 anos e á semelhança da anca, pode desenvolver uma artrose. Esta doença deforma a articulação, sendo causa de dor e de limitação dos movi-

mentos. Quando a perda de qualidade de vida dos doentes o exige, estes são operados para colocação de uma prótese do ombro. Esta substitui a cabeça do úmero e a superfície lesada da omoplata. Nos primeiros 3 meses após a cirurgia é feita uma reabilitação em fisioterapia com o objetivo de ganhar mobilidade e força. Após este período é importante manter um correto funcionamento do ombro. A frequência de uma piscina, em regime livre ou em aulas de hidroginástica, em que são aproveitados os efeitos de impulsão e resistência da água para mobilizar o ombro sem a ação da gravidade e fortalecer os músculos da cintura escapular é uma boa opção. A manutenção de uma postura correta através de exercícios de alongamento e fortalecimento muscular como se faz no Pilates contribuem para um funcionamento correto do ombro. A marcha, com ou sem utilização de pequenos pesos nos punhos, além dos efeitos cardiovasculares e de controlo de peso também contribui para o equilíbrio muscular da cintura escapular. Em resumo, ombro necessita de uma postura e de um equilíbrio muscular corretos para poder funcionar. O exercício físico adequado à idade e devidamente orientado, contribuiu para um ombro saudável. Em doentes com prótese o exercício otimiza os resultados da intervenção cirúrgica. Agora já sabe! ARTICULE-SE!!

A Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos acabam de lançar, em Portugal, a campanha “Vida é Movimento” com o mote “Articule-se”, que visa aumentar o conhecimento sobre as doenças ortopédicas que afetam ossos e articulações e que são a maior fonte de dor e incapacidade em todo o mundo. Esta campanha tem também como objetivos desmistificar o tratamento cirúrgico das doenças ortopédicas e a colocação de próteses, e clarificar os mitos ainda existentes sobre a qualidade de vida das pessoas portadores destes dispositivos médicos.


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17 gp

III Divisão Nacional Série B P J 12 11 12 12 11 12 12 12 12 12 12 12 12 12

1 Feirense 30 2 ABC Nelas 25 3 Lamas Futsal 24 4 L.Valboenses 23 5 Gondomar 19 6 ACD Azagães 19 7 Sangemil 17 8 Sp. Moncorvo 17 9 Sp. Lamego 15 10AA Leça 13 11 Prodeco 10 12SC Sabugal 9 13Cruzeiro 9 14Rio Moinhos 9

V 9 8 8 7 6 6 4 5 5 4 3 3 2 3

E 3 1 0 2 1 1 5 2 0 1 1 0 3 0

D 0 2 4 3 4 5 3 5 7 7 8 9 7 9

GMGS 72 45 56 29 55 35 54 43 51 42 61 55 53 38 45 51 51 58 46 54 41 54 43 75 42 58 38 71

12ª Jornada

Sp. Moncorvo  SC Sabugal  Prodeco   ABC Nelas  Sangemil  AA Leça  Feirense 

3-4  ACD Azagães 5-1  Rio de Moinhos 4-3  Gondomar FC 11-2  Sp. Lamego 2-2  Cruzeiro 6-2  L. Valboenses 6-3  Lamas Futsal

13ª Jornada

ACD Azagães  L.Valboenses  Cruzeiro Santana  Sp. Lamego  Rio de Moinhos  Gondomar FC  Lamas Futsal 

25/1  Feirense 25/1  Sangemil 25/1  SC Sabugal 25/1  Prodeco 25/1  Sp. Moncorvo 26/1  AA Leça 26/1  ABC Nelas

Dérbi distrital deu vitória ao ABC por 11-2 frente ao Lamego

Futsal II Divisão Nacional Série A P J 11 12 12 12 12 12 11 12 12 12 12 12 12 12

1 Gualtar 33 2 Pinheirense 31 3 Viseu 2001 22 4 Lameirinhas 21 5 CS São João 20 6 Covão Lobo 17 7 Paredes 16 8 V. Cambra 16 9 CRECOR 15 10AJAB 14 11 P. Creixomil 11 12Cabeçudense 8 13Cohaemato 7 14Freixieiro 7

V 11 10 7 6 6 5 5 5 4 4 3 2 2 2

E 0 1 1 3 2 2 1 1 3 2 2 2 1 1

D 0 1 4 3 4 5 5 6 5 6 7 8 9 9

GMGS 58 11 64 41 47 33 54 45 36 36 59 56 31 46 31 34 40 43 67 62 36 54 37 54 38 58 33 58

12ª Jornada

CRECOR  Cohaemato  Gualtar  Cabeçudense  Viseu 2001  AJAB Tabuaço  Freixieiro 

4-4 3-5 3-1 4-2 3-1 5-7 2-7

 Covão Lobo  Paredes  Lameirinhas  Vale de Cambra  P. Creixomil São João  Pinheirense

13ª Jornada

CRECOR  Cohaemato  Gualtar  Cabeçudense  Viseu 2001  AJAB Tabuaço  Freixieiro 

25/1 25/1 25/1 25/1 25/1 26/1 26/1

 Covão Lobo  Paredes  Lameirinhas  V. Cambra  P. Creixomil  São João  U. Pinheirense

MINI BASKET

Gumirães promove sessões de divulgação Decorre sábado, dia 18, as sessões abertas de divulgação do basquete para jovens dos 3 aos 12 anos de idade, promovidas pela ASS de Gumirães. As atividades decorrem entre as 10h00 e as 11h00 no Pavilhão Inatel em Viseu.

ABC Nelas na luta pela subida Só os três primeiros de cada serie terão acesso à tão desejada promoção. Nelenses ocupam o 2º lugar, já o Lamego e o Rio de Moinhos encontram-se em lugar de despromoção Micaela Costa

O dérbi distrital do passado fim-de-semana entre ABC de Nelas e Sporting de Lamego, acabou com uma expressiva vitória dos nelenses por 11-2, e a certeza que a formação de Nelas pode ambicionar, cada vez, ao objetivo de regressar à II Divisão Nacional.

Apenas os 3 primeiros de cada uma das séries terão acesso à tão desejada promoção e o ABC de Nelas deu na 12ª jornada mais um passo para poder conquistar um desses três lugares. Com a vitória frente aos lamecenses e com a “escorregadela” do Lamas Futsal (que perdeu fren-

te ao Feirense), a equipa orientada por Augusto Assunção passou para 2º lugar, e soma um ponto a mais que a formação da Associação de Futebol de Aveiro, que também já assumiu a vontade de querer a promoção. Uma diferenç a que apensar de não ser tranquilizadora pode ser uma mais-valia, uma vez que na próxima jornada, que se realiza apenas a 26 de janeiro, o ABC Nelas vai a casa do Lamas Futsal. Uma vitória, ou um empate, garantem que a equipa de Nelas vai conseguir manter o 2º lugar, e continuar na perseguição ao lí-

der Feirense, que soma já 30 pontos, mas com mais um jogo que o ABC de Nelas. Mas importante que se primeiro, já que são 3 os que sobem, o ABC tem que se preocupar com quem vem atrás. Os nelenses sabem que, se vencerem o jogo em atraso em Gondomar, cavam uma distância para o 4º classificado que poderá dar algum conforto pontual para o resto do campeonato. Com piores perspetivas estão as duas outras equipas do distrito de Viseu. O Sporting de Lamego, campeão distrital em título, que este ano subiu aos nacionais, ocupa a 9ª

posição, com 15 pontos e o Rio de Moinhos, que perdeu por 5-1 no Sabugal e que não conseguiu conquistar a 4º vitória consecutiva nas últimas jornadas, voltou a cair para o último lugar, com 9 pontos. Na jornada 13, dia 25 de janeiro, o Sporting de Lamego recebe o Prodeco e o Rio de Moinhos joga em casa com o Sporting de Moncorvo. Recorde-se que com a reestruturação dos quadros competitivos a vigorar já próximo ano, 11 das 14 equipas que jogam nesta série serão despromovidas.

Futsal

Viseu 2001 a somar mas o líder já vai longe A equipa de futsal do Viseu 2001, que disputa o campeonato da II Divisão Nacional da modalidade na Série A, continua à procura de somar pontos. Os viseenses, que ocupam a terceira posição conquis-

taram mais uma vitória no passado fim-de-semana frente aos Piratas de Creixomil (3-1), ainda assim a distância que os separa do líder Gualtar é já muito grande. São 11 pontos para o primeiro lugar, o único que dá di-

reito a subir, e já 9 pontos para o segundo classificado, o que não deixa grande margem de erro para a formação orientada por David Sousa. Se ainda ambiciona em discutir a subida, o Viseu 2001 só pode procurar ganhar to-

dos os jogos e esperar que os dois da frente comecem a perder pontos. Já a AJAB de Tabuaço perdeu em casa com o Centro social São João, por 7-5, o que levou a equipa de Tabuaço a descer para a 10ª

posição mas ainda 7 pontos acima do lugar de despromoção. Na próxima jornada, apenas dia 25 de janeiro, o Viseu 2001 joga em Paredes e a AJAB vai a casa do Covão Lobo.


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AGENDA DESPORTIVA BASQUETEBOL 17 Sexta-feira Prova realiza-se entre 2 e 5 de fevereiro

Automóveis

José Cruz acelera no “Neige et Glace”

XVIII CAMPEONATO NACIONAL SENIORES/Sub 20 Masc. - I Fase - Norte B Pav.Inatel - Viseu - ASS Gumirães - Guifões - 21h35

18 Sábado CIRCUITO DISTRITAL DE SUB 12 Pavilhão Municipal de Tondela - ACERT - ARCO - 09h30

Piloto viseense é o único português num dos mais históricos ralis disputados em França Micaela Costa

O piloto viseense José Cruz vai repetir este ano a experiência de participação no rali “Neige et Glace”, a 60ª edição de um dos mais históricos ralis disputados em França. O “Neve e Gelo” é um dos mais consagrados ralis de regularidade

disputados em território gaulês, caraterizado por ser muito longo e disputado debaixo de condições climatéricas adversas. É todo disputado em asfalto coberto por neve e gelo onde José Cruz vai voltar a conduzir o BMW 325i IX. E onde será, de novo, “o único português em prova”, o que leva José Cruz a garantir

vontade de “demonstrara que em Portugal também se sabe conduzir em neve e gelo”. O principal objetivo assume o viseense, “é representar bem o nome de Portugal, e de Viseu e, sobretudo, chegar ao final da prova com uma boa classificação”. O “Neige et Glace” realiza-se este ano entre 2 e 5 de Fevereiro. Em competição vão estar 107 pilotos e o viseense leva na porta do BMW o nº 17.

José Cruz (à direita) na prova em 2013

- ARCO - Basket Clube de Canas - 10h30 - Basket Clube Canas - ACERT - 11h30

TORNEIO INTER-ASSOCIAÇÕES SUB 14 MASC Pav.Municipal S.Pedro do Sul - Clube Bola Basket/Optica Stª.Barbara - Sangalhos 15h00

Futebol

Cinfães visita o líder D om i ngo, d i a 19 , o C lub e D e s p or t i vo de Cinfães tem pela frente um jogo complicado. Vai visitar o São João de Ver, atual líder, isolado, da série D do Campeonato Nacional de Seniores. Os cinfanenses, que perderam na última jornada por 2 a 1 frente ao Bustelo, encontram nesta 17ª jornada um dos principais candidatos à subida. . O Cinfães ocupa a 6ª posição com 19 pontos, enquanto o São João de Ver segue isolado com 31 pontos, mais

7 que o segundo, Cesarense. Já o Lusitano que voltou a perder, desta vez em Anadia por 3-1, recebe o 9º classificado, Estarreja. Após um começo de época que fazia prever um campeonato tranquilo os trambelos foram desperdiçando pontos e caíram para o 8º lugar, com 17 pontos, posição que vai obrigar a equipa de Rui Cordeiro a jogar a fase de manutenção, onde as equipas vão entrar com metade dos pontos conquistados nesta fase regular.

16 • janeiro • 2014

Motociclismo

Mário Patrão percorre últimos quilómetros do Dakar 2014 Mário Patrão foi o 14.º piloto mais rápido na “especial” da décima etapa, esta quarta-feira, dia 15, ao longo de 631 quilómetros cronometrados entre Iquique e Antofagasta, no Chile. O piloto de Seia está a ser a grande revelação portuguesa nesta fase final da maior prova de Todo-oterreno do mundo, o Rali Dakar, estando já dentro dos trinta primeiros classificados na tabela geral provisória. “Tivemos um início de Dakar com alguns problemas, principalmente na parte de navegação, o que me faz levar uma penalização grande. Desde aí tenho tido alguns problemas com a mota, mas a partir da quarta etapa tenho andado bem e tenho estado a rondar os vinte primeiros, era esse um dos meus objetivos, o primeiro era chegar a Valparaíso, o segundo seria rodar nos vinte primeiros e o terceiro tentar vencer uma etapa. Ainda nada está perdido, mas vamos ver até ao final”, avaliou Mário Patrão. Quando ainda faltam três etapas para o final da edição de 2014 do Rali Dakar (ao fecho desta edição), o piloto português está confiante em terminar da melhor forma a mítica prova e espera, acima de tudo, conseguir chegar com a sua Suzuki a Valparaíso. “Vou continuar a atacar, estes últimos dias tenho sido veloz, mas queria atacar um pouco mais, sinto que posso ser mais rápido, falta-me a experiência de deserto mas estou contente com o que tenho feito. Tanto eu como o meu mecânico temos feito um bom trabalho, assim vamos continuar para chegar a Valparaíso e honrar os portugueses”, disse o piloto da RR Motos, Suzuki e Crédito Agrícola. Na classificação geral provisória do Dakar 2014 Patrão subiu mais quatro lugares e ocupa agora a 28.ª posição. A antepenúltima etapa terá ponto de chegada em El Salvador, com mais uns extensos 605 quilómetros percorridos ao cronómetro. O Rali Dakar 2014, termina sábado, dia 18.


16 • janeiro • 2014

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TEATRO Viseu Só Sabão

••• Até 17 de janeiro, exposição de ilustrações, “É preciso cantar como se alguem soubesse cantar” de Liliana Rodrigues e Rosário Pinheiro Resende Museu Municipal de Resende

••• Até final de janeiro a exposição de escultura e cerâmica “Pedras de Terra e Fogo” de João Carqueijeiro Satão Casa da Cultura

••• Até 16 de janeiro, a exposição de presépios pintados à mão de Fernanda Pina

Viseu Forum Viseu

Chovem Almôndegas 2 (M6) Sessões diárias às 13h50, 16h10, 18h30

Lovelace (CB) Sessões diárias às 21h20, 00h15*(6ª e sáb.)

A vida secreta de Walter Mitty (M12) Sessões diárias às 14h20, 17h00, 21h10, 23h50(*)(6ª e sáb)

O Assalto (CB) Sessões diárias às 14h30, 16h50, 19h10, 21h40, 00h00(*)(6ª e sáb.)

Frozen: No Reino do Gelo (M6) Sessões diárias às 14h00, 16h30, 19h00

7 Pecados Rurais (M12) Sessões diárias às 21h50, 00h30*

A revolta dos Perús (M4) Sessões diárias às 14h30, 16h40, 18h50

Pai por acaso (M12) Sessões diárias às 21h30, 00h05(*)(6ª e sáb)

Hobbit: A desolação de Smaug

Trigo Limpo estreia peça com texto de Valter Hugo Mãe O mês de janeiro na ACERT é assinalado com uma estreia pelo Trigo Limpo. “O facismo dos bons homens” combina a escrita de Valter Hugo Mãe com a encenação de Pompeu José O Trigo Limpo teatro ACERT estreia a peça “O fascismo dos bons homens”. Antes de Abril, e a preparar as comemorações para os 40 anos da Revolução dos Cravos, a peça marca a programação dos próximos três meses na ACERT – Associação Cultural e Recreativa de Tondela. “O fascismo dos bons homens” é construída a partir da obra “A máquina de fazer espanhóis” de Valter Hugo Mãe. A adaptação e encenação é da responsabilidade de Pompeu José. Segundo a companhia, ao colocar em cena um espetáculo baseado num texto que faz um retrato da portugalidade faz com que não se conte apenas a história da personagem central, mas também a do “nosso Portugal de agora mas antigo”. “Na situação que vivemos atualmente o texto ganha ainda mais sentido”, refere a companhia que recorda que o grupo de sete atores que constrói o espetáculo tem trinta e seis anos de média de idade. “Isto lançanos um desafio acrescido de trabalho sobre a memória e a antevisão”, lembra o encenador .

(M12) Sessões diárias às 14h10, 17h35, 21h00, 00h20(*)(6ª e sáb.)

7 Pecados Rurais

Palácio do Gelo O Lobo de Wall Street (CB)

47 Ronin

Sessões diárias às 13h15, 17h45, 21h30

(M12) Sessões diárias às 13h50, 16h30, 18h40, 21h20, 23h40(*)(6ª e sáb) (M12) Sessões diárias às 14h30, 17h30, 21h50, 00h30*(6ª e sáb)

A peça vai ter várias apresentações ao longo do mês de Janeiro e estreia já a 18, dia em que a ACERT recebe também o concerto com Fast Eddie Nelson. Um espetáculo de música entre o blues e o rock’n’roll e incitador de “harmonias pesadas”. O mês de fevereiro na ACERT vai novamente ser preenchido com teatro e música com a presença do grupo Galamdum Galandaina e Hot Pink Abuse. O mês termina com a atuação do Coro e Orquestra S. Teotónio (um projecto que reúne vários grupos corais da diocese de Viseu). Nas artes cénicas, vai estar em reposição o espetáculo “20 Dizer” e ainda as peças “Faz de Conta” do Trigo Limpo e “O meu pai é um homem pássaro” pelo Teatroesfera. Março é o mês do Teatro (o Dia Mundial assinala-se a 27) e, logo, daquele que é o maior campo de intervenção da ACERT. “O palco é o local onde se celebra a vida, a poesia e as grandes inquietações da humanidade”, refere a direcção da ACERT, lembrando que os últimos anos desta associação procuraram continuar a reflectir sobre “esta in-

quietação e desassossego”. E é por isso que lança o apelo para que em março “todos ao palco”. Razões não vão faltar e em cena vão estar o Teatro Art’Imagem com a peça “O vosso pior pesadelo”, a produção “Hamlet fights” pelo Peripécia Teatro, “Siameses – gambozinos e peobardos” pelo grupo Teatro da Vela e ainda um dos grupos que tem acompanhado a ACERT nestas aventuras - Teatro O Bando com a peça “Se12 Anos de escravo

Frozen - O Reino do Gelo (M6) Sessões diárias às 11h00(*)(só ao dom.), 13h30, 16h00, 18h30

The Hunger Games: Em chamas

(M12) Sessões diárias às 21h10, 00h10(*)(6ª e sáb)

(M16) Sessões diárias às 14h20, 17h20, 21h10, 00h15(*)(6ª e sáb)

fluenciem o discurso e a prática política, em Portugal e na Europa. Por isso, quer tirar partido da colaboração entre elementos da sociedade civil que, com mais ou menos visibilidade, contribuem ativamente para a promoção dos valores de cidadania. É destinado a associações locais que queiram ajudar no planeamento de atividades. Estreia da semana

Legenda: *exceto dia 31/12; **exceto dia 25 e 01/01/14

O Clube de Dallas (CB) Sessões diárias às 13h40, 16h20, 19h00, 21h40, 00h20(*)(6ª e sáb)

João, Aderente

‘‘MAIS QUE UM CAFÉ, É UM PONTO DE ENCONTRO COM A CULTURA.’’ Publicidade

nhor Imaginário”. O galego Carlos Santiago vai também ser um dos convidados com o espetáculo de comédia “Ibéria, a harmonia impossível”. Esta é a programação da ACERT “antes de Abril”, que começa a ser desenhada já em fevereiro (dia 22) com a realização de um workshop intitulado “40 anos de democracia: o 25 de Abril e a Europa 2020”. O projeto pretende levar a cabo ações coletivas que in-

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Especialistas reúnem-se em Vouzela para fotografar a natureza Uma dezena de fotógrafos profissionais, a que se juntam muitos outros amadores, vão estar em Vouzela para participar em mais uma edição do Festival de Imagem de Natureza

No último fim-de-semana de janeiro, Vouzela volta a ser palco do único festival de imagem de n at u r e z a do país. O IV Cinclus Fest realiza-se pela quarta vez e vai levar ao concelho, nos dias 25 e 26, fotógrafos portugueses e estrangeiros.

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culturas

Já confirmadas estão as presenças dos fotógrafos Ruben Vicente, Ricardo Lourenço, Rui Bernardo, Pedro Narra e Gonçalo Pereira, este último diretor da Revista National Geographic Magazine. O fotógrafo internaciona l conv idado é Ma-

rkus Varevuo, da Finlândia, premiado em numerosos concursos de fotografia de natureza, com destaque no GDT Fotógrafo do Ano Europeu 2011. O pr o g r a m a c ont a ainda com a exposição “Fragmentos de Vida” de João Petronilho e de David Guimarães, patente no Museu Municipal, e da apresentação informal do livro “Momentos de Montanha” de Miguel Serra e João Gabriel Leitão, no átrio do cine-teatro João Ribeiro, em Vouzela.

EXPOSIÇÃO

Júlio Perreira no Teatro Viriato

Exposição de fotografia mostra Parque Biológico da Serra das Meadas

Júlio Pereira está na abertura da temporada deste ano do Teatro Viriato. O músico sobe a palco no dia 17 de janeiro e apresenta o seu trabalho “Cavaquinho.pt”. O álbum revela novas composições e conta com a participação de, entre outros, Uxía, Sara Tavares e Luanda Cozetti. Sobre este trabalho, o músico de 60 anos, salienta que “é tempo de mostrar ao mundo uma das grandes riquezas que temos” e, é neste sentido, que anunciou também o lançamento do portal na Internet www. cavaquinhos.pt. Segundo Júlio Pereira “é o sítio na internet que percorre o universo internacional deste instrumento e dos seus descendentes, através de um exaustivo acervo documental e fotográfico”. “O principal objetivo é mostrar aos portugueses e ao mundo o universo do cavaquinho, nomeadamente os seus mais de 120 modelos diferentes, os seus construtores e tocadores”, explicou.

O Teatro Ribeiro Conceição, de Lamego, tem patente até dia 26 uma exposição de fotografia que permite conhecer ou redescobrir o Parque Biológico da Serra das Meadas. “Pormenores da vida animal que passam despercebidos, a beleza escondida entre os caminhos pedestres e o esplendor d a f lora que reina naquele espaço são alguns dos temas que os visitantes podem apreciar”, refere uma nota de imprensa da autarquia. A mostra “Natureza Objetiva” integra as melhores 49 imagens captadas por fotógrafos profissionais e amadores no âmbito de um concurso que contou com a participação de mais de 130 fotografias.

Segundo o músico, que trabalhou, entre outros, com José Afonso, Augusto Boal, Águeda Sena e João Perry, este espaço na Internet reunirá “uma comunidade que ascende aos 200 milhões de pessoas e que engloba os vários cavaquinhos existentes por esse mundo fora desde o cavaquinho continental português ao keroncong na Indonésia”. “O sítio na Internet será rico de exemplos musicais onde poderemos ver e ouvir os melhores tocadores de cavaquinho, aprender as técnicas, os acordes e consultar os estudos sobre ele”, acrescentou o músico. Júlio Pereira começou a tocar aos sete anos e editou o primeiro álbum inteiramente dedicado ao cavaquinho em 1981. O concerto do dia 17 é o primeiro de dois que abrem a temporada do Teatro Viriato e que assinalam os 15 anos desta sala de espetáculos. Segue-se, a 18, a atuação de Carmen Souza.

FORMAÇÃO

Oficina de teatro em Moimenta Duas vezes por semana, em horário pós-laboral, durante quatro meses, funcionará no auditório municipal padre Bento da Guia, em Moimenta da Beira, uma oficina de teatro. “É uma excelente forma de dar os primeiros passos numa carreira artística”, enfatiza Luís Alexandre, o formador do ‘curso’, encenador e actor profissional há década e meia., que já fez parte de elencos da Companhia Nacional de Teatro. A iniciativa é da “karisminovador – Associação”, uma agremiação sediada em Ariz, Moimenta da Beira. As aulas, explica, “vão

desenvolver-se num ambiente acolhedor de jogos teatrais que articulam a técnica com a prática, possibilitando a todos explorarem e conhecerem melhor as suas potencialidades corporais e vocais”. A oficina de teatro, acrescenta ainda o formador, “fundamenta-se na necessidade de desenvolver práticas artísticas e culturais junto das pessoas do concelho de Moimenta da Beira” e o ‘curso’ vem “suprir a necessidade existente no sentido de levar aos jovens técnicas e/ ou sugestões que possam apoiá-los no desenvolvimento pessoal e artístico”.

música

Carlos Peninha apresenta “Tocar o Chão” Carlos Peninha vai estar em Moimenta da Beira, dia 24 de janeiro, a apresentar “Tocar o Chão”, o seu último projeto, ainda em evolução. Um espetáculo em versão trio, com a participação de Sara Figueiredo (voz) e Pedro Lemos (baixo eléctrico). O concerto terá lugar na Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro, a partir das 21h30. Carlos Peninha tem vindo a trabalhar nos últimos anos na criação de músicas originais sobre poesia de autores de língua portuguesa, nomeadamente nos projectos “Soltar a Língua” e “Cantos da Língua”, ambos espetáculos e CD´s do Trigo Limpo Teatro Acert, projetos com uma forte ligação a Moçambique onde se fizeram vários encontros e intercâmbios culturais nos últimos anos, e onde Carlos Peninha descobriu escritores como Leite de Vasconcelos.


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A Rainha dos Sipaios Catherine Clément

O Assassino do Aqueduto Anabela Natário

ROMANCE HISTÓRICO

DUETOS Paulo Gonzo

HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR Luis Sepúlveda

Gungunhana - O Último Rei de Moçambique Manuel Ricardo Miranda

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A Fome do Licantropo e Outras Histórias Miguel Miranda Nelson Mandela: Um Retrato em Palavras e Imagens Nelson Mandela

HISTÓRIA E POLÍTICA

Os Donos Angolanos de Portugal COSTA, JORGE LOUCA, FRANCISCO E JOA, Vários

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O HOMEM DE CONSTANTINOPLA

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jornal do centro relançamento

14 de fevereiro 2014

Caros leitores, Esta é a última edição do Jornal do Centro da responsabilidade da atual gerência e diretor. A partir deste número novos proprietários, novo diretor e uma renovada equipa trabalharão semanalmente para lhe entregar o que queremos que seja o vosso jornal de referência na nossa região, tanto nos suportes tradicionais como nas plataformas tecnológicas. Conscientes da responsabilidade de assumirmos um trabalho que terá de honrar os nossos assinantes, os nossos anunciantes, todos os leitores e a própria região, decidimos que só o poderíamos fazer com uma equipa que corporizasse um espírito de missão em nome da informação na nossa região. Para nós é evidente que informação está, obrigatoriamente, associada ao rigor, a isenção e a pluralidade. Este Jornal nasceu a 22 de março de 2002. Ao longo desta quase dúzia de anos conheceu vários proprietários, diretores e dezenas de colaboradores. Recebeu prémios e foi reconhecido para fazer parte da Rede do semanário Expresso, uma plataforma de sinergias e permuta de conteúdos. É também em nome desta história que queremos dar continuidade a este projeto. Por fim, resta-nos pedir a vossa compreensão por nos ausentarmos durante o tempo necessário para trazer a todos este novo Jornal do Centro esperando que no próximo dia 14 de fevereiro possamos estar à altura das vossas expectativas.

Com elevada consideração, O Conselho de Gerência

Convidamos todos os leitores e anunciantes a fazer parte deste relançamento. Diga-nos, por favor, por carta ou por e-mail, o que espera do Jornal do Centro. Os contributos e sugestões devem ser enviados para: contributo@jornaldocentro.pt

16•janeiro•2014 Olho de Gato

Quinta Máx. 7º Min. 5º

Sexta Máx. 7º Min. 2º

Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@gmail.com

Uma peta Sábado Máx. 8º Min. 0º

Domingo Máx. 7º Min. 0º

Palavras Deles

“Trata-sombatendo assim a emigração”

João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Mangualde

Rua Dr. Álvaro Monteiro, lote 12 r/c 3510-014 Viseu redacao@jornaldocentro.pt comercial@jornaldocentro.pt

www.jornaldocentro.pt

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

1. O orçamento municipal para 2014 em Viseu é um desapontamento, contudo o PS, o CDS e o PCP abstiveram-se na sua votação na assembleia municipal. Ficaram-se por um “nim” cinzento e átono perante um orçamento que, ao contrário do que vinha a fazer Fernando Ruas, aumenta as despesas correntes em vez de as diminuir. Politicamente, os quatro vereadores da oposição deixaram-se emparedar, a sua voz não chegou a lado nenhum sobre este assunto. Foram muito vocais perante alguns milhares de euros da festa de fim-de-ano, perante os milhões do orçamento afonizaram. Merece referência a clareza política de Carlos Vieira do bloco de esquerda, o único deputado municipal que votou contra um orçamento que, só em taxa de resíduos sólidos, prevê fazer pagar aos viseenses mais um milhão de euros do que pagaram em 2013. 2. Como é sabido, José Sócrates embaralhou-se todo sobre o que fez durante o heróico Portugal – Coreia, em 1966. Disse ele na televisão que ia a caminho da escola enquanto Eusébio e os magriços viravam o resultado. O problema é que o jogo foi num sábado à tarde de um 23 de Julho. Tempo de férias. Como explicou Baudelaire, a memória é um palimpsesto, a memória é um pergaminho que se vai apagando para tornar a escrever por cima. Sem darmos conta “alteramos a história de cada vez que voltamos a recordála”, lembra Nassim Nicholas Taleb em “O Cisne Negro”. Sócrates disse uma peta sobre o que aconteceu naquela longínqua tarde de Verão de 1966? Claro que sim. A si próprio.


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