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ANO 06 | ED 25/2013 | OUT | NOV| DEZ


M U ITO M A IS QU E U M EM PREEN DI M ENTO: A ORIGEM DE U M NOVO J EITO DE V I V ER.

A Direcional Engenharia apresenta um projeto único a Contagem. Um lugar que integra cultura, natureza e lazer em uma área que incluirá parque, centro de cultura e condomínios residenciais. Tudo isso em uma localização privilegiada, com acesso pela Av. Amazonas, Anel Rodoviário e Via Expressa, ao lado do ItaúPower Shopping.

Um espaço para receber diversos tipos de eventos, localizado na antiga fábrica da Lafersa, que será restaurada. Perspectiva ilustrativa

MUITO MAIS CULTURA E DIVERSÃO PARA TODOS. Centro de Memória dos Trabalhadores e da Indústria de Contagem

Vendas: (31)

3014-3400

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3311-8000

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3214-6250

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3351-1160

Imagens meramente ilustrativas. As ilustrações e plantas humanizadas são apenas sugestões de mobiliário e decoração, não fazendo parte do contrato de compra e venda do Condomínio Ferroeste. Os acabamentos serão entregues de acordo com o memorial descritivo. A vegetação que compõe o paisagismo do empreendimento poderá apresentar


Imagem ilustrativa

TUDO PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA VIVEREM O QUE A VIDA TEM DE MELHOR.

Um local feito para encontrar a natureza, com espaço multimeios, playground, praça, Recanto do Sossego, anfiteatro e guarita.

Perspectiva ilustrativa

UMA ÁREA VERDE COM MAIS DE 22 MIL M 2 , ABERTA PARA TODA A CIDADE. Parque

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P R O J E T O O A S I S. C O M . B R variações de porte e floração, e a locação de elementos estruturais poderá variar de acordo com exigências técnicas. O material de divulgação contempla o desenho conceitual do Parque e Centro Cultural que serão construídos pela Direcional Engenharia. Toda a operação e manutenção destes espaços estarão sob a responsabilidade exclusiva da administração municipal.


n ovafac u l dade. c om. br


N贸s somos os melhores!

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2 566- 8500


12 Bate-papo

22 3º Setor

32 Educação

38 Personalidade

45 Saúde

52 Culinária

64 Esporte

67 Cultura

76 Turismo

Rosane 84 Guglielmoni

Prof. 86 Guimarães

Edjael 88 Santos

Durval 90 Ângelo

Clecilene 92 Carvalho

98 Sociais

EXPEDIENTE Responsável Administrativo Edição e Redação Revisão Parcial Design e Diagramação Estagiário de design Fotografia

Márcio Bonfim Carlos Leone A. da Silva Adriana do Carmo MG04987 JP Ivelise Elizabete Gonçalves Tâmara Marinho Warley de Freitas Toni Y. A. A.

Assinatura: (31)2564-1802 |Email: diretoria@revistapontocon.com Impressão: Gráfica e Editora Delrey | Tiragem: Três mil exemplares Escritório: Rua Norberto Mayer, 626 Sl 311 - Jardim Eldorado - Contagem | MG - CEP 32215-100 A PontoCon Região é uma publicação trimestral e gratuita de Márcio Bonfim Produção e Eventos LTDA. Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião da Revista. Informes publicitários são de responsabilidade das empresas que os veiculam, assim como os anúncios são de responsabilidade das empresas anunciantes.


Experiências de vida O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem A citação do mestre Guimarães Rosa logo me veio à cabeça para definir o tom que alinhavou esta edição comemorativa dos seis anos da PontoCon. Porque foi com experiências de vida que “tecemos, fio a fio” esta revista. Experiências de pessoas que tiveram coragem para fugir do padrão e traçar suas próprias histórias. É o que vemos, por exemplo, na vivência do empresário Délio Melo e do Pastor Elias Silva, personagens da matéria de capa, que embarcaram para o longínquo país africano Malawi a fim de conhecer uma das realidades mais miseráveis do planeta, mudando para sempre suas vidas. Coragem para alterar o rumo de sua história foi o que também não faltou ao estilista de Belo Horizonte Giulliano Oliva. Criado para ser militar, ele deixou o talento falar mais alto para enveredar pelos caminhos da moda, das passarelas, do canto e do teatro, provando, com seu sucesso, que é possível fazer diferente. E o que não dizer, então, do narrador de rodeios Fylé, que arriscou e se tornou a sensação de Barretos, ao lançar um novo estilo de música, até então “inimaginável”: uma mistura do sertanejo com o “pancadão” do funk. Por sua vez, o skatista Thiago Duarte, decidiu, já adulto, se arriscar pelas ladeiras em alta velocidade, na prática de uma modalidade pouco conhecida no Brasil, o skate downhill. Fundou a Federação Mineira de Skate Downhill e vem contribuindo para organizar o esporte no Estado. Falando em diferença, a seção de culinária convida o leitor a novas “experiências degustativas”, apresentando receitas criadas especialmente para o Festival Gastronômico de Abóboras 2013. O festival já se tornou tradicional no calendário de eventos de Contagem. O que não é tradicional são os pratos, elaborados ou adaptados para terem a abóbora como principal ingrediente. Uma experiência diferente é o que propõe, também, o entrevistado desta edição, o secretário de Planejamento e Gestão de Contagem, Fernando Máximo, ao apresentar um novo projeto da administração municipal: o Planejamento Participativo. A proposta é de uma participação direta e efetiva da população, que terá a oportunidade de apresentar propostas no Plano Plurianual do município para os próximos quatro anos. Também na área de Educação, a administração de Contagem tem buscado estratégias diferenciadas para lidar com um grave problema: a violência nas escolas. A secretária de Educação, Ana Prestes, é transparente e honesta ao analisar a questão e admite que não há solução imediata, pois o problema é sistêmico. Na seção de turismo, a dica é para quem gosta de vivenciar um estilo de vida rústico, em contato direto com a natureza. Lapinha da Serra, no circuito da Serra do Cipó, não tem as grandes comodidades de famosos points turísticos, mas a ideia de quem vai para lá é justamente essa: aproveitar a tranquilidade e simplicidade de um lugar que presenteia os visitantes com muita tradição e cenários de tirar o fôlego. É um roteiro que, sem dúvida, combina com a mudança de rota proposta pela doutora em imunologia, Luciene Kattah, ao alertar que o estilo de vida frenético da atualidade tem levado a um problema de saúde pública: o stress crônico. Vale a pena conferir. Boa leitura a todos. E viva a diferença!


Olá! Sou um assíduo leitor da revista PontoCon e gostaria de parabenizar a mesma pela excelente entrevista com o professor Vladimir Feijó na sua última edição. O acadêmico, que foi meu colega nos tempos de faculdade, fez uma objetiva abordagem dos levantes populares que tomaram conta do nosso país a partir do mês de junho. A leitura do assunto realizada pelo entrevistado esclareceu muitas dúvidas quanto aos reais motivos que levaram ao surgimento de tais manifestações. Além disso, as fracassadas tentativas de cooptação dos movimentos e os possíveis desfechos dos mesmos foram analisados com muito brilhantismo e diligência. Considero importante que os meios de comunicação permaneçam antenados quanto aos fenômenos político-sociais dos nossos tempos. Parabéns ao professor Vladimir pela entrevista, e aproveito a oportunidade para sugerir à PontoCon a realização de mais matérias com essa temática. Considero muito interessante um aprofundamento da questão sob a ótica da clássica interação entre o público e o privado. Fator histórico que tem nos lançado às ruas na luta por um Brasil melhor. Torço para que a temática tenha bis. Fabrício Alves dos Reis Eu gostaria de parabenizar a toda equipe da Revista PontoCon que em suas matérias e conteúdos nos trazem as informações precisas. Em especial a Matéria que falou sobre as manifestações que ocorreu em junho retratou bem a nossa ansiedade frente a atual situação do Brasil e a população tem muitas bandeiras mas a maior motivação e o gargalo do transporte publico em nossas cidades. Muito bom. João Paulo Nascimento

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NOVEMBRO - SEXTA Carretão Trevo Contagem (Inauguração do novo espaço TREVO)

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BATE PAPO

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BATE PAPO

Planejamento participativo Desenvolver, aprimorar e intensificar a participação popular é a palavra de ordem no governo Carlin Moura Uma política ousada. Assim o secretário municipal de Planejamento e Gestão de Contagem, Fernando Máximo, define o mais novo projeto da prefeitura: o Planejamento Participativo (PP). A ideia do governo é de que ele represente uma evolução do Orçamento Participativo (OP), que foi uma das marcas da administração anterior, do PT. Mesmo evitando criticar a gestão passada, o secretário faz questão de ressaltar que no OP, a população é chamada a definir somente sobre 2% do orçamento do município. Já no PP do governo Carlin Moura, ela poderá fazer propostas para todos os programas e ações previstos para os próximos quatro anos, no Plano Plurianual (PPA). Fernando Máximo admite, no entanto, que a população não terá poder de deliberação, pois tudo terá que passar pela Câmara de Vereadores.

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O prefeito determinou que apresentássemos propostas no sentido de aprimorar a participação popular no município e o Planejamento Participativo vai nessa direção Fernando Máximo Secretário de Planejamento e Gestão de Contagem

Segundo o secretário Fernando Máximo o Planejamento Participativo é uma evolução do Orçamento Participativo.

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Em linhas gerais, como o senhor definiria o Planejamento Participativo? Ele faz parte de uma diretriz central do governo, no eixo da participação popular. O prefeito determinou que apresentássemos propostas no sentido de aprimorar a participação popular no município e o Planejamento Participativo (PP) vai nessa direção. O prefeito entende que o modelo do Orçamento Participativo (OP), que de certa maneira foi bem executado no decorrer dos anos, precisa ser aprofundado e o PP seria esta evolução. No OP, a população é chamada para fazer propostas de obras, mas isso consome somente 2% do orçamento do município. O prefeito quer trazê-la para opinar não somente nestas obras que consomem 2% do orçamento, mas em todos os programas e ações, metas, físicas e orçamentárias para os próximos quatro anos, que compõem o Plano Plurianual (PPA). Então, antes, a população definia como seriam aplicados esses 2% do orçamento. Agora, ela está sendo chamada a participar do planejamento do orçamento como um todo, mas sem este poder de decisão? Sem poder de decisão. Porque, por lei, o poder de decisão sobre o orçamento do município, e até mesmo no que se refere ao Plano Plurianual, é da Câmara de Vereadores. O Executivo tem que apresentar o seu Plano Plurianual, no nosso caso, o PPA para o período de 2014 a 2017 e a sua Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014. Antes, isso entrava na Câmara, passava pelas comissões internas, ia para aprovação do plenário e voltava para o prefeito, que sancionava. A novidade deste ano é que entregamos para o Legislativo a proposta do PPA, e numa parceria com a Câmara, ela convocou oito audiências públicas regionais, nas quais a prefeitura apresenta suas propostas para a população. A Câmara está intermediando essa mesa de debates.


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Fotos: divulgação

Nas audiências regionais do PP, os cidadãos participam de oficinas sobre as diversas áreas de atuação da administração municipal

Em cada audiência regional, nós fazemos um “Dia da Cidadania”. Fernando Máximo Secretário de Planejamento e Gestão de Contagem

Mas como os programas são apresentados à população? Estão sendo realizadas audiências públicas em cada regional administrativa da cidade e haverá uma audiência final, municipal. Em cada audiência regional, nós fazemos um “Dia da Cidadania”. São apresentados nas audiências os cerca de 50 programas do governo para os próximos quatro anos, envolvendo cerca de 300 ações, entre atividades continuadas e projetos.

No OP, a população tem uma compreensão de que decide sobre o orçamento global do município, quando, na verdade, só decide sobre 2% dele. Já o Planejamento Participativo não será deliberativo. As propostas terão que passar pela Câmara. Será feito este esclarecimento metodológico à população sobre o OP e sobre o PP? Claro. Mesmo porque, o Orçamento Participativo é um de nossos programas. Ele continua, porque é uma lei municipal. Já o PPA, que é um planejamento, não pode ser aprovado sem que haja um orçamento para ele. Ele é vinculado à existência de um recurso, e o imperativo na gestão pública é a arrecadação. Mas o PPA é norteador das ações. Mas nas audiências já serão apresentadas propostas? Nas audiências públicas regionais, cada secretaria vai apresentar seus programas, ações,

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metas, produtos e quanto vai custar, ano a ano. A população vai opinar, verbalmente, ou através de um formulário padrão ou pelo formulário virtual, porque as contribuições também poderão ser feitas pela internet. Inserimos um hotsite específico do PP no site da prefeitura. A tendência da população é identificar mais os problemas, em sua rua, no bairro, de segurança, saúde, educação. Mas nós vamos receber essas colaborações e sistematizar. Haverá uma Comissão de Sistematização estruturada em parceria com a FUNEC e a PUC de Contagem, envolvendo professores e alunos de diversos cursos da instituição de ensino. Esta comissão vai receber todas as contribuições e analisar: se são de competência do município, se já estão contempladas em programas do governo, ou se são propostas novas, com viabilidade orçamentária.

Há um limite do número de propostas? A Comissão de Sistematização tem um limitador fundamental que é a viabilidade orçamentária. Então, para ir para a plenária final, tem que haver esta viabilidade. Sem apontar fonte de recursos, não há como chegar à Câmara. A Comissão terá autonomia para definir quantas propostas serão enviadas à plenária final, mas vai depender muito do conteúdo das contribuições.

Como os delegados regionais são escolhidos? Por votação. Instituímos uma Comissão de Credenciamento e Organização para coordenar o processo de escolha dos delegados, que ocorre na audiência de cada regional. Eles são eleitos como cidadãos credenciados individualmente, ou como representantes da socieFernando Máximo dade civil organizada, Será uma comisSecretário de Planejamento e Gestão de Contagem participando, através de são somente técsuas associações, sindicatos, etc. Os delegados, nica? Sim. Esta comissão será isenta do Legislati- na plenária final, terão condições de defender as vo e do Executivo. Irá relacionar todas as contri- propostas das regionais. No total, serão 603 debuições, classificá-las e separar as propostas que legados. Já o número de delegados por regional serão levadas para a audiência final, para serem é proporcional à população da região, de acordo aprovadas ou rejeitadas pelos delegados eleitos com o Censo 2010. nas regionais. As propostas que forem aprovadas vão fazer parte de um documento que voltará ao Como a população está tomando conheExecutivo para que sejam incorporadas ao Plano cimento de todo o processo do PP? Já estão acontecendo as audiências públicas, Plurianual. Ou seja, a população vai participar por meio de emendas ao Plano do governo, através de o site está aberto e, ao longo do processo, as pesum processo de debates validados por uma plená- soas vão tendo conhecimento dos programas e ria final. Vamos receber um rol de sugestões que metas do governo para os próximos quatro anos. poderão se transformar em programas, projetos e Elas podem dar opinião sobre tudo: contra, a favor, ou criticar. Por isso, nós fizemos uma forte ações de governo.

“Não podemos deixar que a informação fique dentro do governo, da Câmara ou dentro dos Conselhos.”

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BATE PAPO campanha de publicidade, a fim de informar a população. Mas qual está sendo a linha da divulgação? Estamos fazendo uma campanha publicitária de convocação à participação, com uma tática, inclusive, muito focada nas regionais, com campanhas direcionadas. O mais importante é levar as pessoas a participarem no Dia da Cidadania. Estamos fazendo também um pré-credenciamento nas administrações regionais e mobilizações setoriais e regionais. Como é este Dia da Cidadania? Estamos fazendo das audiências públicas regionais um evento maior, de 8 da manhã às 8 da noite, na praça principal de cada regional. No

Dia da Cidadania, a prefeitura disponibiliza todos os seus serviços, com atividades culturais, sociais, infantis, de esporte, lazer, educação, meio ambiente. Também há a presença do restaurante popular itinerante, SINE (Sistema Nacional de Emprego), Procon e serviço de confecção de documentos. Enfim, é uma atração a mais para trazer a população para o processo. Na parte da manhã, temos esses serviços e à tarde ocorrem os debates. São quatro tendas, com debates simultâneos, nas áreas de políticas sociais, desenvolvimento urbano, políticas de desenvolvimento produtivo e sustentabilidade, e políticas especiais. O cidadão deve escolher o debate do qual quer participar. O senhor acredita que a população está preparada para contribuir de for-

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“A participação e a transparência serão uma marca transversal em todas as áreas do governo.” Fernando Máximo Secretário de Planejamento e Gestão de Contagem

ma propositiva, sem uma capacitação anterior? Nós achamos que sim. Há uma frase que diz: “não subestimemos a inteligência do povo”. O Planejamento Participativo é uma metodologia para que o cidadão tenha conhecimento das políticas públicas que a prefeitura oferta. Mas a sociedade civil organizada, os movimentos sociais, também estão sendo pautados. Fizemos um seminário voltado para estes setores, uma capacitação interna do governo e da Câmara e, ainda, uma exposição para todos os conselhos municipais. As associações comunitárias também são um foco. Estamos inaugurando, via FUNEC, uma Escola da Cidadania, um projeto novo em parceria com o Cientista Político e educador Rudá Ricci, para a formação e capacitação de lideranças. E após as audiências regionais, os delegados eleitos fazem uma capacitação técnica para chegarem à audiência final mais empoderados. Então, nós temos um processo de capacitação. E como será feita a avaliação do PP? De de sua execução e resultados? Haverá uma revisão anual. A Câmara Municipal criou uma Frente Parlamentar de Acompanha-

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mento do Planejamento Participativo e do Orçamento Participativo, que será muito importante. A Câmara, então, é parceira neste projeto... Sim. Fizemos uma ampla discussão com os vereadores. Foi constituída, através do Diário Oficial do Município, uma comissão de organização e credenciamento do PP, composta por secretários, servidores do Executivo, vereadores e servidores da Câmara Municipal. Não existe na Câmara um sentimento de perda de prerrogativa? Não. As procuradorias do município e da Câmara têm feito esse alinhamento técnico e jurídico. Pelo contrário, acho que os vereadores vão chegar para votar o PPA este ano com uma escuta da população que nunca tiveram. O PPA passado, que é o instrumento que temos, diferenças políticas à parte, tem baixo grau de execução: em torno de 50%. O que queremos no nosso planejamento é que o PPA seja uma peça mais realista, possível de se realizar. Ele não pode se transformar em um documento de gaveta. Tem que ser um instrumento vivo. O governo federal tem feito um esforço, através do Ministério do Planejamento, para fazer vários convênios de alinhamento dos PPAs dos municípios. Mesmo porque, 90% dos nossos recursos vinculados são do governo federal. E se você não está alinhado nas suas estratégias e no seu PPA, esses recursos não vêm. Mas a população vai compreender o Plano? Afinal, é uma peça muito técnica. O PPA, de fato, é um documento com uma série de planilhas, de peças orçamentárias. O que nós entregamos para a população é uma cartilha de orientações sobre o Planejamento Participativo,


BATE PAPO um resumo, com as ações e projetos que compõem cada um dos programas, os indicadores que vão medir o desempenho desses programas, as metas físicas, que são na prática, os produtos e suas metas orçamentárias, ano a ano. O governo está sendo ousado com o projeto, mas acho que ele ganha com isso. Não podemos deixar que a informação fique dentro do governo, da Câmara, ou dentro dos Conselhos. As obras do Orçamento Participativo de Contagem vinham sendo executadas? Existem obras inacabadas ainda do OP de 2005, o primeiro de Contagem. A herança que recebemos é de 60 obras aprovadas não-concluídas. Destas, 30 estão em execução, em vários níveis: baixa execução, média, com problemas de contratos, empresa que faliu, etc. E há mais 30 para as quais licitamos agora a elaboração dos projetos executivos. Nem sequer havia projetos a para execução dessas obras. É determinação do prefeito que o governo assuma essas 60 obras pendentes. Até por causa dessas obras não executadas, a população não estaria descrente, desanimada, para participar do PP? Eu acho que existe um sentimento de descrença da população em relação à metodologia do Orçamento Participativo, mas acredito que a proposta do PP vai reaquecer esta disposição de participação. O processo do Planejamento Participativo é uma tecnologia social que já está sendo desenvolvida em cidades de outros países da América do Sul, como Montevidéu, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina, e outros municípios brasileiros também já começam a adotar. O PT tem usado o Orçamento Participativo como sua grande marca, principal-

mente nos governos municipais. O Planejamento Participativo seria a marca do PCdoB em Contagem? A marca do PCdoB é o conceito das cidades mais humanas, que tem muito a ver com a chamada urbanidade. Eu acho cedo para falar disso, porque, na realidade, é a partir de agora que vamos executar nosso governo. Em 2013, estamos ainda executando o orçamento e o PPA do governo anterior. Mas acredito que nosso governo terá uma marca muito forte das questões da mobilidade urbana e do social. Já a participação e a transparência serão uma marca transversal em todas as áreas de governo. E como a população terá acesso ao resultado do PP? Em dezembro, depois de aprovado, vamos lançar um relatório final de sistematização com as contribuições de cada cidadão e o destino das propostas, mesmo as que não foram aprovadas. Queremos colocar tudo. É importante, para resgatar a confiança da população. O que não pode é ela ficar sem resposta. Será colocado o nome da pessoa, a proposta, se foi acatada, rejeitada, encaminhada. O modelo que nós estamos seguindo é usado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Prefeito Carlin Moura determinou o aprofundamento da participação popular em seu governo

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A AssembleiA está de olho nAs políticAs públicAs Políticas Públicas são as ações que o Estado executa para oferecer bens e serviços à população. Todo ano, a Assembleia Legislativa analisa essas ações para garantir que as prioridades dos mineiros sejam atendidas pelo Poder Público. Para isso, são realizadas diversas audiências públicas por todas as comissões permanentes, entre outros trabalhos. Este ano, a Assembleia lança uma novidade: o site Políticas Públicas ao Seu Alcance, que possibilitará a todos os cidadãos acompanhar a execução orçamentária do Estado, em cada um dos municípios de Minas. Acesse e conheça: www.almg.gov.br


3º SETOR

Malawi

Missionários dão novo sentido à vida, após conviver com miséria e abandono em país africano

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ma experiência de 15 dias pode mudar o rumo de toda uma vida? O empresário do setor de transportes em Contagem, Délio Rocha Melo, de 34 anos e o pastor da Igreja Batista Betel Noiva do Cordeiro, em Ibirité, Elias Silva, também com 34 anos, garantem que sim. De 22 de julho a 6 de agosto últimos, eles fizeram parte de uma missão ao país africano de Malawi e foi lá que passaram por uma vivência transformadora. Poderia ter sido apenas mais uma viagem de turismo e aventura, não fosse o fato de aquela ser uma das regiões mais pobres do mundo. País da África Oriental, o Malawi faz fronteiras com a Tanzânia, Moçambique e Zâmbia e tem uma população estimada em 15,91 milhões de habitantes. O país tem baixo Índice de Desenvolvimento

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Humano (IDH), 0,418, estando situado no 170º lugar no ranking da ONU, em 2012, entre os menores índices do relatório, ao lado de nações como o Sudão e o Zimbabue. Os dados, no entanto, são frios para retratar a situação de miséria absoluta encontrada por eles, que ficaram hospedados no distrito de Nsanje, um dos mais pobres do Malawi, a 180 quilômetros da capital Lilongwe e com população estimada de 223 mil habitantes. Não que os dois não estivessem acostumados a conviver com populações carentes. Há cinco anos, estão à frente do Projeto Gênesis, uma ONG na cidade de Ibirité, que trabalha com os menos favorecidos, principalmente, com crianças e jovens em situação de risco, aliciados pelo tráfico de drogas. Mas nada os havia preparado


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3º SETOR

“Não existe transporte público e as pessoas caminham quatro horas para ir à cidade grande mais próxima” Délio Melo No Malawi as crianças vestem trapos e os alimentos são cozidos no chão

para a chocante situação de abandono que encontrariam na África. A proposta com a viagem era obter uma maior amplitude do problema da pobreza no mundo, conhecendo uma área onde pudessem ter uma visão do todo, e não somente do ponto de vista do Brasil. Mais do que isso, a intenção era levar alguma ajuda para aquele povo sofrido, nem que fosse uma palavra de esperança. A ideia Délio Melo conta que, em uma experiência muito particular, um dia, ouviu um chamado, brotando do fundo do seu ser: “Era uma sexta-feira e eu ouvi, claramente, a voz de Deus, dizendo que eu deveria ir à África. E fui”, recorda, com simplicidade. Ele procurou o amigo Elias, que o ajudou a executar seus planos. O pastor tinha um conhecido angolano naturalizado brasileiro, Seraf Nguenge, que organizava missões para países africanos. Através deste contato e depois de três meses de planejamento, embarcaram para o Malawi, em uma caravana integrada por 15 pastores e cinco empresários de diversas regiões do Brasil. Em Nsanje, foram acomodados em um alojamento rústico, vivendo entre a comunidade local. Para Elias, o objetivo maior era espiritual;

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era levar uma palavra de fé e encorajamento. Neste sentido, eles participaram de um trabalho para a formação de obreiros locais, de várias denominações evangélicas. Já no âmbito material, como os visitantes não podiam levar donativos, devido à distância, contribuíram com quantias em dinheiro, utilizadas para a aquisição de bíblias e bicicletas, que permitiriam o deslocamento dos obreiros, uma vez que tudo ficava muito longe. “Não existe transporte público e as pessoas caminham quatro horas para ir à cidade grande mais próxima. Em uma bicicleta, eles transportam quatro pessoas. Faz muita diferença para eles”, conta Délio. O empresário acrescenta que, mesmo tendo dinheiro, não há o que comprar, inclusive em termos de alimentos. Além de não possuir trans-


3º SETOR porte, o lugar não tem saneamento, banheiros, indústrias ou lojas, segundo pôde constatar. Ele se recorda do dia em que conseguiu comprar alguns salgadinhos industrializados e distribuiu para as crianças próximas. “Rapidamente, começou a ajuntar meninos e eles se atiravam em cima de mim, pedindo os salgados. Eu comprava mais e mais e distribuía. E chegavam outros e pediam mais. Comprei todo o estoque e não foi suficiente. Começou a dar briga entre as crianças”, conta, com um tom de tristeza e frustração. Realidade brutal Para dar uma ideia da realidade do Malawi, Délio Melo relata: “Vimos coisas que nunca imaginávamos. Os animais comem melhor do que

Fotos: arquivo pessoal

os humanos. Também há muita doença, como lepra, cólera, AIDS. Cerca de 40% da população têm o vírus HIV. De 60 a 70% das crianças são órfãs e a expectativa de vida gira em torno de 35 anos”. E o Pastor Elias acrescenta: “Você não vê velhos lá. Os poucos que encontra são refugiados de guerra. E a poligamia ajuda a propagar mais a AIDS. Eles não tomam banho, não sabem o que é papel higiênico e nem têm banheiro. O tempo todo você vê crianças doentes, esperando que algo aconteça para mudar a situação delas”. Outro episódio que marcou ambos para sempre foi quando ofereceram um almoço para as crianças locais. Com dificuldade, conseguiram comprar um cabrito. A carne é coisa rara por lá, já que a dieta local é baseada exclusivamenNa igreja, mulheres expressam a fé e a alegria de viver através da dança, mesmo diante das dificuldades

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3º SETOR

Famílias inteiras andaram por quilômetros para participar do almoço oferecido pelos missionários: arroz, chima e cabrito.

te em arroz e chima, uma espécie de angu feito de milho de pipoca. Pediram então aos nativos que preparassem a comida. Preparo esse, digase de passagem, feito da forma mais primitiva. “Eles sequer lavam as mãos. Tudo é feito na fogueira, em cima da terra mesmo, pois também não existe fogão”, conta Elias. Na hora do almoço, serviram a carne, a chima e o arroz, que são comidos com as mãos. De repente, começaram a chegar mais e mais pessoas, saindo de dentro do mato. Quando as crianças viram que a comida estava acabando, pegaram montes de terra nas mãos, misturaram com o resto da comida no prato e começaram a comer. Assutados, Elias e Délio, pediram a Seraf que lhes dissesse para parar com aquilo. A resposta que ouviram foi que era um hábito comum. Elas comiam terra para dar “sustância” por dois

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ou três dias, pois não sabiam quando voltariam a comer. Crianças são as maiores vítimas A violência contra as crianças foi um quadro que deixou os estrangeiros estarrecidos. O abuso sexual de meninos e meninas é muito comum e ninguém coíbe, denuncia ou toma qualquer providência. E acontece, inclusive, nas próprias famílias. As crianças, na verdade, são tratadas como seres sem valor e dispersadas sob varadas. Nas famílias, primeiro comem os homens, depois as mulheres e somente se sobrar, as crianças se alimentam. Para os próprios visitantes, a alimentação foi um ponto muito complicado. Além de não encontrarem para comprar praticamente nada do que estavam acostumados a comer, eles


3º SETOR ainda tinham que lidar com a falta de higiene e costumes estranhos. As galinhas, por exemplo, eram cozidas com todas as vísceras e não comê-las era um ato de desonra para os nativos. “Não estava preparado para aquilo. Não consegui comer durante três dias. Não havia assepsia nenhuma de alimento e existia pouca coisa industrializada. O que tinha era de terceira linha”, recorda o empresário. Toda aquele quadro afetou profundamente o equilíbrio emocional dos dois amigos, que, invariavelmente, adormeciam à noite, em prantos. “Chegou um momento em que achei que ia

enlouquecer. Pensei até que não ia conseguir mais sair de lá, de tanto desespero e impotência. Não adiantava ter dinheiro. Onde é que você ia comprar?”, desabafou o pastor. O sentimento de Délio não foi diferente: “Apesar de, oficialmente, eles terem uma democracia, eu considero que lá há uma guerra constante. Porque não existe trabalho, as pessoas passam fome, não têm casa para morar e nem acesso a remédios. É como se fosse uma guerra. Eu imaginei que o Brasil tinha miséria. Mas hoje, entendo que não. O Brasil tem pobreza. Miséria é o que vimos no Malawi”, compara.

Como no Brasil, as crianças são apaixonadas por futebol e usam até preservativos para improvisar bolas

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3º SETOR

“Não adiantava ter dinheiro. Onde é que você ia comprar?” Pastor Elias Silva

Aprendizado de fé e esperança Apesar da realidade devastadora que vive, o povo do Malawi carrega ainda um “quê” da alegria que caracteriza muitos povos africanos. Eles amam, por exemplo, jogar futebol e para isso, fabricam as próprias bolas, utilizando preservativos usados. E mesmo com fome, doentes, vestindo trapos, vê-se sempre um sorriso nos rostos estampados nas fotografias. Há nas imagens uma aura de esperança, como se aqueles estrangeiros que ali estavam fossem heróis que tivessem ido levar alguma mudança. A esperança de que algo melhor ainda virá permanece entre eles. “Enquanto estamos pregando a Terra, eles pregam o céu”, considera Pastor Elias. É fato que não foi uma experiência nada agradável. Pode-se afirmar que foi traumatizante. Mas tanto Délio como Elias garantem que foi, sem dúvida, uma vivência enriquecedora, sobretudo ao lhes proporcionar um novo modo de enxergar a vida. “Aprendi que você tem que valorizar mais o lugar em que está. Tem que fazer mudanças, ser o diferencial do lugar. Tem que valorizar mais as coisas que lhe foram dadas. Foi fundamental para a lapidação do meu caráter, do meu desejo material e de conquistas. Até onde o bem material faz a diferença? É melhor germinar a boa semente onde ela possa brotar ou ficar acumulando sementes?”, questiona Délio, já sabendo a resposta. Por sua vez, Pastor Elias sente que a viagem

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Os idosos são minoria em Malawi

mudou profundamente sua relação com a família e a igreja. “Agora, me torno melhor marido, melhor pai, melhor filho, melhor pastor. A gente tem que ser e parecer ser. Muita coisa eu era e não parecia e outras eu parecia, mas não era. Mostrei o vídeo de lá aos meus filhos, porque acredito que ‘casa de pai é escola de filho’. Enfim, mesmo no inferno, Deus não deixou de falar comigo, de mostrar sua face, para fazer com que eu valorizasse mais o que tinha”, interpreta. Tanto Délio quanto Elias pretendem voltar, brevemente, mas da próxima vez, com uma proposta mais concreta de ajuda humanitária. Eles já estão discutindo uma estratégia, a fim de cha-


Os irmãos maiores são responsáveis por cuidar dos menores

mar a atenção de outras pessoas para a situação daquele país. A ideia é buscar apoiadores para executar algo que faça diferença na realidade da comunidade de Nsanje. Entre as possibilidades cogitadas, estão um projeto de irrigação e um orfanato. Tudo ainda em fase de “gestação”, é verdade. Mas vontade para realizar é o que não falta. Existem, atualmente, algumas organizações humanitárias sérias que atuam no Malawi. Duas delas são a Médicos Sem Fronteiras e a Visão Mundial, as quais podem ser contatadas por quem quiser colaborar. Para mais informações: Visão Mundial: www.visaomundial.org.br ou 0300 7887999. Médicos Sem Fronteiras: www.msf.org.br

Délio Melo e Elias Silva vivenciaram o cotidiano da comunidade local

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Inicio: 06/10/2013 Término: 24/10/2013 DE 12:00 ÁS 16:00 HS

Local: Quadra de Futebol e Cia

Rua Courupita, 400, Eldorado - Contagem 1) GRANVILLA ACABAMENTOS 2) TAS BRASIL 3) BENASSI 4) CAMELÓDROMO PARAGUAI 5) PRECISÃO ATACADISTA 6) YANGZI 7) SUPPLY DISTRIBUIDORA 8) TAMBASA MATRIZ 9) TAMBASA CEASA 10) JOTA FORTE 11) CTMIG 12) FOCO DISTRIBUIDORA 13) MEGAFORT UNIAO 14) MEGALOG 15) MEGAFORT RM 16) ALIAR DISTRIBUIDORA 17) ELDORADO SPORTS 18) FUTURA 19) FUTURA 20) SINTRACC

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EDUCAÇÃO

desafia governo de Contagem

T

rês episódios recentes que ganharam repercussão na mídia evidenciaram um problema sério na educação em Contagem: a violências nas escolas. No dia 3 de outubro último, a Escola Municipal Professora Ana Guedes, no bairro Nova Contagem, suspendeu as aulas por dois dias, depois que uma aluna com histórico de conflito com a lei tentou bater na professora de geografia. Na semana anterior, também a Escola Municipal Ápio Cardoso, no mesmo bairro, havia suspendido as aulas, após sofrer consecutivas invasões de criminosos que vendiam drogas, aliciavam alunos para o tráfico e ameaçavam funcionários. Em junho, duas adolescentes haviam sido abusadas sexualmente por alunos, durante o recreio, em um matagal no interior da Escola Municipal Professor César Cunha, no bairro Sapucaias.

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Em entrevista à PontoCon, a secretária municipal de Educação de Contagem, Ana Prestes, falou sobre o problema e foi honesta, ao admitir não existir solução a curto prazo, apesar de várias ações estarem sendo desenvolvidas pela prefeitura. “Isso é sistêmico. É uma questão social. Nós estamos em um município que é um dos mais violentos do Estado e a escola é vitrine, é o desaguadouro do que está acontecendo na sociedade”, analisou. Segundo Ana Prestes são vários os fatores que contribuem para esse aumento da violência. Um dele é o fato das escolas serem obrigadas a absorver crianças e adolescentes infratores. “Muitas vezes, a escola não tem estrutura para lidar com esse menor infrator. Não tem o aparato necessário para lidar com isso”, afirma. Outro problema é o da infraestrutura física. Na


EDUCAÇÃO Escola Ápio Cardoso, por exemplo, o muro já foi derrubado várias vezes por delinquentes. “A gente refaz e os meninos desfazem. Eles entram em bandos, mexem com as meninas, usam e vendem drogas. É quase uma disputa de território com o Estado”, diz Ana Prestes. A solução definitiva seria a construção de um muro mais alto e reforçado com uma placa de ferro, o que, segundo a secretária, demandaria recursos da ordem de R$ 1 milhão, que não existem, hoje, no orçamento da secretaria. Herança – Um agravante é que desde 14 de março, não há mais sistema de vigilância eletrônica nas escolas do município, devido ao término do contrato estabelecido pelo governo anterior. O processo de licitação para implantação de um novo sistema está em andamento, mas é demorado. “É uma licitação complexa. Tem que licitar o

sistema de transmissão de dados, os equipamentos e montar a central de monitoramento. E para complicar nossa vida, a prefeitura resolveu fazer um mesmo sistema para todos os equipamentos públicos”, explica. Outro ponto ainda deficitário é o contingente de guardas municipais para a vigilância das escolas, que foi aumentado, mas ainda é insuficiente. “Nós tínhamos 23 agentes para todas as escolas. Subiu para mais de 30, para 130 equipamentos de educação”, informa Ana Prestes. Reação A secretária afirma que a secretaria de Educação está dando todo o aparato possível às escolas do município para prevenir e combater a violência. Uma medida foi reforçar a estrutura da ouvidoria

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EDUCAÇÃO

“Isso é sistêmico. É uma questão social.(...) a escola é vitrine, é o desaguadouro do que está acontecendo na sociedade” Ana Prestes, secretária de Educação de Contagem

da secretaria. “Criamos uma ouvidoria de fato”. Também estão sendo desenvolvidas ações de mediação de conflitos. “No Paulo César Cunha, onde duas meninas quase foram estupradas, tivemos que fazer um esforço para ir para dentro da escola e estabelecer uma situação de mediação de um conflito ali, envolvendo famílias, Conselho Tutelar, professores. Não é fácil. Não existe fórmula mágica”. Para lidar com o problema, a secretaria de Educação tem buscado como principais parceiros o Conselho Tutelar, a Guarda Municipal, as direções das escolas, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, além de sua própria equipe pedagógica. Também aposta em um extenso programa de formação e preparação de seus professores, que inclui a temática da mediação de conflitos. Ana Prestes pondera, no entanto, ser muito difícil evitá-los. “Eles vão acontecer em qualquer ambiente social”, acredita. A Secretaria também tem buscado uma atuação integrada com outras estruturas da administração municipal, como as secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social. “Por exemplo, quando a gente passou aquele caso do Paulo César Cunha, a secretaria de Saúde respondeu muito rápido, no apoio psicológico às famílias”, lembra. A prevenção, como estratégia Ana Prestes considera que a própria existência da instituição “escola”, da educação, já é um trabalho de prevenção à violência. “É um trabalho diário, cotidiano, casado com o desenvolvimento Revista Ponto Con |p. 34

social e a assistência social. Porque a escola não resolve todos os problemas da sociedade. Ela reflete os problemas da sociedade”. Ela ressalta que deságuam na escola problemas sociais de várias ordens, como desestruturação familiar, de segurança pública, habitação, qualidade de vida urbana, falta de trabalho e ocupação para os jovens. Outras ações preventivas são projetos como o Escola Aberta, o Mais Educação e o Mais Cultura. No primeiro, a escola é aberta aos finais de semana, para atividades diversas destinadas aos alunos e à comunidade. No Mais Educação, do qual participam 45 escolas municipais de Contagem, há atividades no contraturno escolar (fora do horário das aulas), dentro e fora da escola. Já no Mais Cultura, que faz parte do Mais Educação, as instituições de ensino estabelecem parcerias com grupos culturais e artísticos, como de teatro, música e dança, para que desenvolvam atividades com os alunos. “É um programa federal e a nossa luta tem sido para aumentar o número de escolas que podem fazer a adesão. O dinheiro vai direto para a escola e é o diretor que aplica esse recurso”, informa. O incentivo à participação da comunidade escolar é outra linha preventiva. “Investimos muito nas políticas de valorização dos conselhos escolares e de estímulo à participação dos pais. E vamos realizar a Conferência Municipal de Educação, na qual o tema da violência nas escolas também será discutido. Não fugimos ao debate”, garante Ana Prestes. Ressalta, porém, que estimular a participação não é tarefa fácil: “A vida é muito sofrida. As pessoas trabalham o dia inteiro e muitas vezes, estão cansa-


EDUCAÇÃO Para a secretária de Educação de Contagem, Ana Prestes, o problema da violëncia nas escolas é reflexo das mazelas sociais

das, ou só podem se reunir à noite”. A secretária destaca, ainda, que cada escola tem sua própria realidade e cada diretor, seu perfil e nem todas lidam com a participação de forma tranquila. “A participação gera questionamentos e muitas possibilidades. Uma coisa que tenho observado é a dificuldade de muitas escolas de dar voz às crianças e jovens. Isso é uma questão de cultura e não se muda cultura da noite para o dia”. Bons exemplos Uma estratégia da administração municipal tem sido divulgar os bons exemplos, as ações que deram certo em algumas escolas. São medidas aparentemente simples, mas capazes transformar a realidade escolar. Ana Prestes cita, por exemplo, o recreio com atividades orientadas, maior rigor com horários e uniforme, a existência de um Cine Clube, ações de comunicação interna e o próprio ambien-

te físico da instituição. “Outro dia a gente foi a uma escola que é totalmente diferenciada, do ponto de vista da arborização. A área verde faz com que o ambiente seja mais ameno. É incrível como os meninos ficam mais tranquilos do que em uma escola que é totalmente de concreto. Porque existem escolas que mais parecem presídios”, constata. Transparência - Diferente de muitos gestores públicos, Ana Prestes não tenta “dourar a pílula”. Não somente admite que o problema é grave e sem solução imediata, como reconhece que ainda há muito a ser feito. “A gente não tenta maquiar. Temos problemas sérios de infraestrutura e ainda, de valorização dos profissionais. Acho que a remuneração dos profissionais tem que ser melhor, tem que haver mais oportunidades de formação e mais qualidade para a execução do trabalho. Reconhecemos todos os problemas e não achamos que existe solução rápida para isso, inclusive para a violência”.

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A moda tem endereรงo certo.

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Fotos: Bruno Penato

PERSONALIDADE


a flor da pele

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le parece rabiscar aleatoriamente, enquanto conversa. Mas após 30 minutos de entrevista, o que se vê no papel é um belíssimo e exclusivo vestido de noiva. Com Giulliano Oliva é assim: as criações fluem naturalmente, como se já estivessem prontas em sua mente, “gritando” para serem concretizadas. Ele conta que foi desta maneira, desde criança. Sempre desenhou e já tinha o mesmo traço. Hoje, aos 33 anos, é um estilista de alta-costura de sucesso, principalmente por seus vestidos de noiva, que já fizeram a felicidade de muitas celebridades e socialites, ao subirem ao altar. De descendência italiana e família simples, foi preparado para ser militar. O pai era PM, o tio, da Aeronáutica e ele, é claro, estudava em um rígido colégio militar em Belo Horizonte. Mas não aceitou seguir o caminho óbvio, pois o talento artístico estava em sua essência: “Quando comecei a estudar, eu já sabia que queria uma carreira artística. Tanto que comecei a minha vida fazendo teatro, música e desenhando. Para mim era muito comum. Era um dom”. E todos os dons afloraram praticamente ao mesmo tempo. Aos 14 anos, já desenhava roupas, desenvolvia e fazia consultorias de estilo. Tinha de quem herdar esta habilidade, pois o pai havia sido alfaiate e a tia, sua grande inspiração, era costureira. “Eu a via costurando e ficava muito perto, observando”. Também a música estava no sangue. Tenor, e dos bons, começou a cantar com 12 anos, no coral da igreja. “Foi um frei quem me deu as primeiras orientações musicais”, recorda. Mudar o destino não foi fácil. Enfrentou muita resistência, inclusive na família. “O pai idealiza uma profissão para o filho. Então, a partir do momento que eu disse que queria fazer moda e cantar, foi muito complicado”. Os maiores obstáculos, porém, estavam

Giulliano Oliva e a modelo Thaís Melo trajando uma das criações do estilista

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Talento


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fora de casa, na sociedade. Uma professora, por exemplo, lhe perguntou por que não dava o lugar na escola para uma pessoa que queria estudar, já que sua inclinação era a arte. Anos depois, ela o procurou no atelier para que fizesse o vestido de noiva da filha. Diferentes caminhos Ainda adolescente, decidiu que seria independente. Passou a estudar à noite e a trabalhar, como office-boy. Mas não deixou seus sonhos de lado. Pelas margens, foi adentrando no mundo da moda. Ao 16 anos, venceu um concurso na TV e pôde vestir sua primeira estrela: ninguém menos que Xuxa Meneghel. “Era para desenhar algo para o aniversário dela. Vê-la usando uma roupa que eu fiz me incentivou a continuar”, conta. E não parou mais. Se a juventude é a fase da inquietação, com Giulliano não foi diferente. Aventurou-se por caminhos diversos. Sua família tinha musicistas e cantores de ópera e esta não poderia deixar de ser uma opção. Integrou vários corais, como o do Palácio das Artes, o Grupo Cant’art, o UBAL (União Belo-horizontina de Artistas Líricos). Participou de seis óperas e com o Coral do BDMG (Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais), gravou CDs e teve a oportunidade de cantar com o rei Roberto Carlos, em seu especial de natal de 2001. Também fez teatro no NET (Núcleo de Ensino Teatral), teve aulas de dança e, com uma beleza ímpar, firmou-se como modelo profissional. Assim como o canto, a carreira de modelo aconteceu em paralelo com a de estilista, perdurando por seis anos. Fez grandes campanhas nacionais, desfilou muito e viu sua imagem estampada em outdoors. “Foi complicado escolher entre um monte de coisas”, confessa. Mas Giulliano tinha a compreensão de que precisava optar, pois acreditava que para ser um profissional completo, tinha que ser por inteiro. Foi assim que definiu pela carreira de estilista. Para se aprimorar, cursou a universidade de moda na Fundação Mineira de Arte Aleijadinho (FUMA), da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Afirma, no entanto, ter sido em um curso do SENAC, frequentado ainda na adolescência, que teve seu maior aprendizado

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Pão e circo Muito cristão, Giulliano ressalta que busca pautar seu trabalho sempre pela humildade e justiça. Ele tem consciência de que sua empresa significa muito mais do que um patrimônio pessoal. Representa o sustento de mais de 30 famílias dos funcionários que compõem toda a equipe. “Não posso ter um voo sem rumo”, afirma, informando que está em um momento de renovação de seu negócio, investindo em melhorias administrativas que vão lhe dar mais fôlego para criar. O estilista rebate críticas acerca da futilidade do mundo da moda e afirma que a área requer sinceridade e profundidade. “Não é porque trabalho com brilho, rendas ou um pseudo glamour que eu não tenho sinceridade em tudo que faço e falo. O mundo da moda precisa passar esse glamour, porque as pessoas procuram pão e circo. Mas o circo não é um deboche. Você já pensou no esforço de um palhaço para fazer uma pessoa sorrir? Na força que uma bailarina precisa para estar nas

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Mais que uma grife Fazendo um vestido aqui e outro ali, em 1994, Giulliano Oliva, com apenas 18 anos e sem qualquer patrocínio, abriu seu primeiro atelier, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte. Inicialmente, chamava-se Noivas de Minas, mas com o tempo, o nome do estilista foi se sobrepondo à marca. Hoje, o atelier Giliano Olliva está muito bem instalado no bairro Santo Agostinho e é referência para as noivas. O estilista revela que não foi fácil chegar onde está e avalia ter sido a paixão pelo que faz a grande razão de seu sucesso. “É um meio difícil. A mão de obra é muito difícil e a concorrência, feroz. Mas eu acho que a essência é o primordial. Então, se você tem essência e amor, você atrai”. Ele faz questão de frisar que não quer ser identificado como sinônimo de status, mas sim como alguém que realiza sonhos, respeitando a realidade de cada um. “Se o meu sonho se realiza todo os dias, eu quero que passar isso para as pessoas que me procuram. Então, sou muito atencioso para ver com quem estou tratando e o que posso fazer para esse sonho se realizar. Essa é minha filosofia de vida”, diz.


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pontas dos pés? Na concentração necessária a um equilibrista para que as pessoas apenas aplaudam, comendo pipoca?”, compara. Universo feminino - O que não falta a Giulliano é habilidade. para lidar com um público que é melindroso e está sempre no limiar do estresse. Ele revela que não imaginava quão extenso era o universo feminino, até trabalhar com ele. “A mulher é inesgotável, em termos de sonhos e ideias”, analisa. Aliando o real e o sonho, ele permeia o trabalho de estilista com seus outros talentos. Muitas vezes, quando está com uma noiva, vai desenhando o modelo do vestido e a conversa sobre o casamento flui naturalmente. Começa, então, a cantar. A voz de tenor ecoa pelo ambiente, como se já estivessem na cerimônia. “Isso ajuda a quebrar o gelo, dar emoção e criar o clima”, afirma. Como seria de se esperar, muitas noivas pedem que cante no casamento, o que já fez várias vezes. Novos voos Com a inquietude de todo artista, Giulliano Oliva tem sempre um projeto diferente no “forno”. O mais novo é uma linha plus size para noivas, batizada de

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“Você é especial”. O nome tem tudo a ver com sua maneira de pensar a moda. “Eu vou lançar uma roupa de brasileira. Porque a brasileira tem quadril, tem peso. A brasileira não é a mulher de passarela”. Ele constata que, nos desfiles atuais de altacostura, as roupas são baseadas no biotipo europeu e a cada dia, estão menores. “Os vestidos são feitos para uma mulher muito alta, magra e esguia”, critica. Sua proposta é atender mulheres que até então, tinham pouca opção. “A noiva que usa números maiores se sente até constrangida em chegar a um local e não conseguir experimentar um vestido. Ela tem que sujeitar à fita métrica”, relata. Completando 15 anos como estilista em 2014, Giulliano Oliva pretende comemorar em grande estilo, mas com a simplicidade e a alegria que sempre o acompanharam. Sem sonhos “mirabolantes”, sua principal meta, hoje, é o crescimento da empresa, com uma equipe coesa e qualidade de atendimento, sem perder a essência que é sua marca. “Eu quero aquilo que caiba na minha mão e me dê tranquilidade”, define. Tudo isso, é claro, sem jamais perder a leveza de viver. Afinal, ele “leva a vida cantando”.


SAÚDE

PESQUISADORA ALERTA:

STRESS ^

CRONICO já é problema de saúde pública

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SAÚDE

“Sair do sedentarismo para assumir uma postura ativa já muda muito a bioquímica do corpo” Luciene Kattah, doutora em imunologia

Se você é daquelas pessoas que se sentem cansadas, irritadas ou ansiosas a maior parte do tempo; para quem o dia é curto, e que deixam até de dormir ou comer para dar conta do trabalho, cuidado! Você pode estar sofrendo de um mal que atinge boa parte da população nos dias de hoje e provoca sérios prejuízos à saúde. Trata-se do stress crônico, que já se tornou um problema de saúde pública, na avaliação da bióloga, mestre e doutora em Bioquímica e Imunologia pela UFMG, Luciene Kattah, professora da Nova Faculdade, em Contagem. Coordenadora de projetos de pesquisa sobre stress e qualidade de vida, ela explica que, apesar de todos os indivíduos possuírem mecanismos bioquímicos semelhantes, o estilo de vida escolhido influencia diretamente no funcionamento do organismo. “Todos nós buscamos uma condição de equilíbrio em nosso corpo, que é a chamada homeostase. Mas o que percebemos é que o

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ritmo frenético da vida de hoje está prejudicando a manutenção desse equilíbrio”, ressalta. Segundo Luciene, as pessoas tendem a lidar com o corpo, como se fosse uma máquina, sem respeitar seus limites. “Diferente da máquina, no corpo humano, dependendo da ‘peça’ que foi ‘estragada’, não há reposição”, alerta. Por isso, é importante que haja uma conscientização de que o estado permanente de stress não é normal.


SAÚDE Desequilíbrio do organismo A pesquisadora explica que, frequentemente, o corpo humano é desafiado a enfrentar situações que perturbam o equilíbrio dinâmico do organismo. São os chamados fatores estressores, que podem ser físicos, térmicos, infecciosos, como a invasão do corpo por um micro-organismo, ou emocionais, os mais conhecidos, sobretudo devido ao ritmo alucinante e às inúmeras exigências do mundo moderno. Frente aos fatores estressores, o corpo libera substâncias que o preparam para viver a situação de stress, o que é esperado e até positivo. O problema está no fato desta reação se prolongar. “Se a pessoa leva um susto, o coração dispara para bombear sangue mais rápido para o músculo, caso precise correr; a pupila dilata para aumentar o campo visual, para a pessoa saber para onde correr; a boca fica seca, porque em uma situação de stress, a última coisa com que você vai se preocupar é em se alimentar e o sistema digestivo fica inibido. Então, isso não é problema. É uma reação natural do nosso corpo. Só que após essa resposta, ele tem que voltar para o equilíbrio dinâmico. O que está acontecendo é que as pessoas permanecem em stress agudo, porque o fator estressor está se tornando duradouro demais”, analisa. Os resultados do stress crônico são visíveis no organismo, com riscos de graves doenças. “Se o sangue exerce maior pressão nos vasos por alguns momentos do dia, não há problema. Mas se a pressão for constantemente alta, há o risco de um acidente vascular. Ou pode alterar os níveis de lipídios circulantes no sangue e isso levar ao desenvolvimento de uma placa que impeça o fluxo de sangue”, exemplifica. Aponta, ainda, a existência de estudos segundo os quais, pessoas submetidas a altos níveis de stress têm o mau

colesterol aumentado e o bom diminuído, o que é um princípio para o desenvolvimento de uma doença cardíaca. Outros problemas frequentes são a gastrite e a úlcera, que ocorrem devido à inibição do sistema imunológico provocada pela liberação do cortisol, o hormônio do stress. Pelo mesmo motivo, são comuns herpes, gripes e outras infecções. Na mulher, a literatura científica demonstra a ocorrência

A doutora em imunologia Luciene Kattah alerta que o stress crönico pode acarretar em uma série de comprometimentos para o organismo

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SAÚDE

“Diferente da máquina, no corpo humano, dependendo da ‘peça’ que foi ‘estragada’, não há reposição” Luciene Kattah, doutora em imunologia

de alterações hormonais que levam à suspensão da menstruação. E também no sistema nervoso há prejuízos, sobretudo com a perda da memória, resultante de alterações dos prolongamentos dos neurônios. “E a pessoa, muitas vezes, não entende porque esquece onde põe as chaves, e até onde estacionou o carro”, diz Luciene. Qualidade de vida é o melhor remédio A bióloga pondera que o fator estressor não é o mesmo para todas as pessoas, visto que cada um reage de maneira diferente. Mas, normalmente, é uma somatória de fatores que leva ao stress crônico. A maior parte deles está relacionada ao tem-

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po escasso para o cumprimento de muitas funções e ao foco excessivo no trabalho, em detrimento de outros aspectos importantes da existência humana. A qualidade de vida é o melhor remédio para combater este que se tornou um dos grandes males da atualidade. Estabelecer momentos para as diversas dimensões da vida, obtendo prazer no que se faz, inclusive no trabalho, é um caminho. “O que está acontecendo é que, muitas vezes, a pessoa vê o trabalho como um peso, porque acredita que precisa dar conta de tudo”, considera. A situação de desgaste, excesso de atividades e insatisfação pode, inclusive, levar a mais um problema: a chamada “síndrome do stress ocupacional”, na qual a pessoa passa a ter uma imagem negativa de si mesma. É primordial, por exemplo, encontrar tempo para a prática de atividade física, indispensável ao corpo e que faz com libere substâncias que propiciam sensações de bem-estar, relaxamento e prazer. A mesma importância têm os momentos com a família e de lazer, muitas vezes, considerados perda de tempo. Sem esquecer a alimentação balanceada, em intervalos de três horas e em pequenas quantidades. O ambiente das refeições também merece atenção, devendo ser tranquilo e harmônico. “Tem gente que senta à mesa para discutir problemas. É o maior erro, porque na situação de stress, a gente libera adrenalina e cortisol, que inibem o processo digestivo”, frisa. Outro aspecto a ser observado é a qualidade do pensamento: “Um pensamento ruim sobre uma


SAÚDE situação passada, por exemplo, leva uma pessoa a ter a mesma reação de stress do momento que viveu. Ela fica alimentando aquilo. Cada vez que lembra daquela situação, o coração dispara, a boca fica seca, a pupila dilata, mesmo aquilo já tendo passado”, conta. Destaca, ainda, o sono de qualidade, imprescindível para a restauração do organismo. “É muito comum a pessoa deixar de dormir para trabalhar. Isso é péssimo. Quando você dorme, há fixação da memória e liberação de certos hormônios que vão restaurar seu corpo”. Hora de mudar Para Luciene Kattah, o stress está diretamente relacionado à postura das pessoas diante da vida. Mas, a notícia boa é que nunca é tarde de mudar. Atitude essencial nesse sentido é aprender a organizar o tempo, a fim de que a pessoa tenha momentos para si. Para motivar essa mudança de postura, a professora tem dado palestras e desenvolvido projetos na área. Um dos projetos aconteceu na Maternidade Sofia Feldman, em Belo Horizonte, que atende pacientes do SUS e onde foi detectado alto nível de stress entre os profissionais. O projeto envolveu trabalhadores de todas as áreas da instituição, que foram avaliados inicialmente, através de questionários e exames de sangue para verificar os níveis de colesterol e glicemia. Depois disso, foi oferecida a eles a alternativa de realizarem atividade física no próprio local de trabalho. Por três meses, um grupo de profissionais frequentou aulas diárias de dança livre e depois disso, eles foram reavaliados. Foi verificada a tendência

de diminuição dos níveis de mau colesterol e aumento do bom, bem como de controle da glicemia. E houve melhora significativa nos aspectos referentes à qualidade de vida, como disposição, humor, socialização e aumento da autoestima. “Sair do sedentarismo para assumir uma postura ativa já muda muito a bioquímica do corpo”, constata Luciene, informando que sua proposta agora é desenvolver o mesmo projeto com trabalhadores da área de saúde mental. Para a professora, muito se fala sobre o stress, mas ele não é tratado como o problema de saúde pública que, de fato, representa. “Às vezes, o médico, de direcionar o paciente para um estilo de vida saudável, receita remédios como antidepressivos e ansiolíticos. E, na maioria dos casos, isso não vai solucionar nada, porque o que a pessoa precisa é repensar a vida, reorganizar. Será somente um paliativo”.

Problemas de saúde relacionados ao stress crônico Acidente vascular Colesterol alto Glicose alta Doenças cardíacas Gastrite Úlcera Herpes Gripes frequentes Infecções Suspensão da menstruação Perda da memória

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CULINÁRIA

Festival Gastronômico de

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reúne sabor, tradição e história

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Abóboras


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ma verdadeira festa, não somente de sabores, cheiros e pratos de encher os olhos, mas com muita diversão e confraternização entre os moradores de Contagem. Assim foi o VII Festival Gastronômico de Abóboras, que aconteceu no último dia 23 de agosto, na Praça Nossa Senhora da Glória. Realizado desde 2006, o evento, que já faz parte do calendário oficial da cidade, é promovido pela Prefeitura de Contagem, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação. O Festival é, na verdade, uma competição culinária na qual grupos organizados da terceira idade no município disputam quem apresenta o melhor prato, tendo como ingrediente principal a abóbora. Participaram este ano 15 grupos, de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e outras instituições, de várias regiões da cidade. O critério de seleção dos participantes foi o da ordem de inscrição. O prato vencedor de 2013 foi o sugestivo “Caldo de abóbora com frango da vovó”, que combinou como nenhum outro com o friozinho de final de inverno daquela noite. A receita foi do grupo Espaço do Saber, que também ficou com o título de barraca mais criativa do festival. Em segundo lugar, foi eleita uma versão estilizada de um tradicional salgado. A simplicidade da “Coxinha de Frango com Abóbora”, criada pelo Grupo Esperança Nossa, do CRAS Eldorado, caiu no gosto do povo. O grupo do Espaço Bem Viver Mário Covas, do bairro Central Park, também

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apostou em um salgado e acertou. O “Pastel de Abóbora” conquistou o terceiro lugar. Os pratos foram avaliadas por um júri técnico e pelo voto popular. Quem foi à Praça da Glória pôde votar na receita de sua preferência em uma urna eletrônica instalada no local. O primeiro lugar recebeu a premiação de R$1 mil, o segundo, R$500 e o terceiro, R$300. Já barraca mais criativa recebeu o prêmio de R$ 200. Raízes históricas Se o festival gastronômico já se tornou uma tradição em Contagem, o que não dizer então da própria abóbora? Tanto é que ela está nas origens do próprio nome do município. Uma versão do surgimento da cidade conta que, por volta do ano de 1700, havia no local um posto fiscal, ou posto de registro, da Coroa Portuguesa. Neste posto, chamado de registro das “abóboras”, era feita a “contagem” das cargas dos tropeiros. Daí, o nome “Contagem das Abóboras”. Outras versões são de que o nome está relacionado ao Ribeirão das Abóboras, que havia no local, ou ainda seria o sobrenome de uma antiga família que morava na região. Versões à parte, o fato é que o legume faz parte das origens de Contagem. É por isso que, com o festival, a administração municipal busca resgatar os valores históricos e culturais do município, além de propiciar um momento de socialização e lazer para sua população. A proposta conta com o apoio da Revista PontoCon que, através de seu diretor, Márcio Bonfim, esteve representada no júri técnico. Nas próximas páginas, o leitor poderá conhecer os oito melhores pratos da sétima edição do Festival de Abóboras. Vale a pena anotar, colocar um avental e se aventurar na cozinha.


CULINÁRIA

Caldo de Abóbora com Frango da Vovó Ingredientes 1 Abóbora moranga (1½ kg aproximado) ½ kg de filé de peito de frango 5 dentes de alho 1 cebola 250 g de requeijão light Cheiro verde a gosto

Grupo Espaço do Saber

Modo de preparo Descascar a abóbora, cortar e cozinhar. Bater no liquidificador, utilizando a própria agua do cozimento. Cozinhar, desfiar o peito de frango e reservar. Em um panela colocar o óleo, fritar a cebola e o alho até dourar. Logo em seguida, acrescentar o requeijão (tem que ser colocado por último). Servir com salsinha por cima. Rendimento: 20 porções Revista Ponto Con |p. 55


CULINÁRIA

GRUPO ESPERANÇA NOSSA - CRAS Eldorado

Coxinha de Abóbora com Frango Ingredientes Massa: 2 ½ xícaras (chá) de abóbora cozida e espremida 1 litro de água quente 3 cubos de caldo de frango 2 colheres (sopa) de margarina 1 gema 5 ½ xícaras (chá) farinha de trigo Sal, pimenta-do-reino a gosto Óleo para fritar Recheio: 2 colheres (sopa) de margarina 1 Cebola grande picada 2 xícaras (chá) peito de frango cozido e desfiado 2 tomates picados ½ xícara (chá) cheiro-verde picado Sal, pimenta-do-reino a gosto ½ lata de milho ½ lata de creme de leite Para empanar: 2 xícaras (chá) de farinha de rosca Revista Ponto Con |p. 56

1 clara Modo de preparo Bata todos os ingredientes da massa no liquidificador (menos a farinha e as gemas), até ficar homogêneo. Em seguida, transfira para uma panela e leve ao fogo. Quando levantar fervura, adicione a farinha de uma vez e mexa sem parar até soltar do fundo da panela. Tire do fogo, junte a gema, mexa bem e deixe esfriar. Derreta a margarina e refogue a cebola até ficar transparente. Junte o frango desfiado, os tomates e cozinhe por 5 minutos. Adicione o cheiro-verde e o milho, tire do fogo e tempere com creme de leite, sal e pimenta a gosto. Abra pequenas porções da massa com as mãos, coloque o recheio e feche bem, modelando a coxinha. Passe pelas claras e em seguida pela farinha de rosca. Frite aos poucos em óleo quente até dourar, escorra sobre papel-toalha e sirva em seguida. Rendimento: 30 porções


Ingredientes 1 Kg de farinha de trigo 250 ml de leite 400 ml de água 200 ml de óleo 1 colher (sopa) rasa de sal 1 abóbora 2 peitos de frango 2 colheres de sopa de óleo 2 cebolas 2 colheres (sopa) de Sazon sabor galinha ou 2 cubos sabor galinha 3 dentes alho amassado 1 peça de requeijão Sal, salsa e cebolinha a gosto Modo de preparo Massa: coloque em uma bacia a farinha, o. sal e misture, aos poucos Vá colocando o leite, a água e o óleo. Sove bem a massa até que ela fique lisa e homogênea.

CULINÁRIA

Pastel de Abóbora

GRUPO EBV Mário Covas

A massa tem que ter uma boa consistência deixe descansar por uma hora. Abra a massa e vá polvilhando com farinha de trigo. Monte os pastéis, recheando e dando o formato que desejar. Frite em óleo quente. Recheio: descasque a abóbora, pique em pedaços pequenos e reserve. Na panela, coloque o óleo, a cebola picada, o alho e refogue até dourar. Acrescente o peito de frango picado em pedaços e deixe cozinhar. Retire o frango, desfie e reserve. Na panela, coloque a abóbora já picada junto com o frango desfiado e deixe cozinhar no caldo do peito de frango Não cozinhe muito. Acrescente a salsinha e a cebolinha. Para rechear, coloque uma colher com a quantidade de recheio que desejar e acrescente um pedaço de requeijão Rendimento: 13 porções

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CULINÁRIA

Fricassê de Frango com Abóbora GRUPO DE GINÁSTICA - CRAS Industrial Ingredientes 1 abóbora média 2 peitos de frango 2 tabletes de caldo de galinha 3 colheres (sopa) de azeite 1 lata de milho verde 4 colheres ( sopa ) de amido de milho 1 copo de requeijão cremoso Cebola, alho, pimentão e cheiro verde a gosto Modo de preparo Corte a abóbora já descascada em cubos e

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cozinhe com água e sal a gosto; depois amasse, fazendo um purê e reserve. Cozinhe o peito de frango em água com o caldo de galinha. Desfie o frango e não jogue a água do cozimento fora. Em uma panela, frite no azeite a cebola, o pimentão e o alho. Junte o frango desfiado e coloque o caldo de galinha; deixe fritar um pouco. Misture o amido de milho em água fria e junte ao frango com uma xícara do caldo do cozimento do frango. Misture bem. Bata o milho no liquidificador (com água), até formar uma pasta. Misture essa pasta ao frango. Deixe cozinhar um pouco e sempre mexendo bem. Junte o requeijão e misture novamente. Misture esse creme à abóbora já amassada, coloque em uma assadeira, cubra com papel alumínio e leve ao forno, por aproximadamente 20 minutos. Sirva quente, acompanhado de batata palha. Rendimento: 6 porções


CULINÁRIA

Pizza Tentação de Abóbora

GRUPO BEM VIVER PRIMAVERA - CRAS Petrolândia

Ingredientes Massa: 1 Kg de farinha de trigo 2 colheres de sopa de margarina 200 gramas de purê de abóbora 200 ml de leite 1 ovo 30 g de fermento fresco 1 colher de sopa de sal 1 colher de chá de açúcar Molho da pizza: 300 g de molho de tomate 600 g de purê de abóbora Sal a gosto 3 dentes de alho triturados 1 colher de sopa de azeite Recheio: 400 g de mussarela 400 g de presunto 2 tomates médios em rodelas 2 cebolas médias em finas rodelas 1 pimentão em fatias finas 1 lata de milho verde

1 vidro grande de azeitona sem caroço e fatiadas 1 saquinho de orégano Modo de preparo Massa: junte o fermento, o sal e o açúcar ao leite morno (não pode ser muito quente) e deixe descansar por 15 minutos, acrescente o restante dos ingredientes, deixando a farinha de trigo para misturar aos poucos, até dar o ponto certo (desgarrar das mãos para sovar), sove um pouco a massa e deixe descansar por 1 hora em uma vasilha untada de olho. Cubra com um pano, após o crescimento da massa, abra ela com o rolo e faça pequenos discos de mini pizza. Coloque os discos de mini pizza para pré-assar durante 10 minutos em temperatura 180º. Em seguida, monte as pizzas com a seguinte sequência: camada de molho, presunto, mussarela, milho, cebola, tomate, pimentão, azeitona e orégano. Volte ao forno para finalizar. Molho: Refogue o alho e o sal no azeite e em seguida, adicione o purê de abóbora e o molho de tomate. Deixe ferver até ficar encorpado. Rendimento: 25 porções Revista Ponto Con |p. 59


CULINÁRIA

Surpresa Mineira GRUPO GENTE NOVA VIDA NOVA - EBV Luiz Palhares Ingredientes Massa: 2 copos de polvilho azedo peneirado 2 copos de queijo ralado 2 caixas de creme de leite Recheio: 1 kg de abóbora moranga (cozida e amassada) ½ kg de carne de sol (dessalgada e desfiada) 1 copo de requeijão 100 g de azeitonas picadas 1 cebola e 1 pimentão (picados) 1 caixa de creme de leite 2 colheres de sopa de manteiga e 2 de óleo Alho e sal a gosto

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Modo de preparo Massa: amasse o polvilho com o queijo e o creme de leite e faça bolinhos. Recheio: faça um purê com a abóbora, a manteiga, o creme de leite e sal a gosto. Refogue o alho, a cebola e o pimentão, junte a carne, o requeijão e a azeitona. Recheie os bolinhos com a carne e o purê. Rendimento: 13 porções grandes ou 25 pequenas.


GRUPO FAMILIAR-TE - CRAS Nova Contagem

Ingredientes Massa: 400g de abóbora cozida e espremida 3 colheres de farinha de trigo 3 ovos (com clara em neve) 3 colheres de queijo ralado 1 colher de manteiga 1 colher de sopa de fermento em pó 1 colher de chá de sal Recheio cremoso: 400g de frango cozido e desfiado 1 lata de milho 1 colher de manteiga 1/2 xícara de passas 1/2 cebola picadinha 1 copo de requeijão Salsinha a gosto Modo de preparo Massa: em uma bacia, coloque os três ovos (com as claras em neve), a manteiga, as três colheres de farinha de trigo, o fermento em pó, as três

colheres de queijo ralado e uma colher de chá de sal. Amasse todos os ingredientes até a massa ficar bem fofa. Coloque papel alumínio em um tabuleiro e deixe-o bem untado com manteiga, salpicando um pouco de farinha. Retire o excesso. Em seguida, abra a massa no tabuleiro e coloque no forno por cerca de 20 a 25 minutos, para ficar um pouco corada. Tire a massa do forno e deixe esfriar um pouco. Recheio: na manteiga, refogue a cebola. Junte as passas e mexa até hidratá-las. Junte os demais ingredientes e deixe esfriar. Montagem: para rechear o rocambole, coloque a massa (com o papel alumínio) em cima de um pano de prato. Coloque o recheio, de preferência no meio, para não correr o risco de sair na hora de enrolar. Enrole e, depois, feche dos dois lados. Deixe a massa descansar por uma hora. Tenha cuidado na hora de tirar o papel alumínio. Quando estiver pronto, coloque um pouco de purê ou requeijão por cima do rocambole, só para colar o queijo ralado. Agora é só servir. Rendimento: 12 porções

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CULINÁRIA

Rocambole de Abóbora com Frango e Requeijão


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ESPORTE

Descendo ladeira Revista Ponto Con |p. 64


ESPORTE

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a

le é o terror de muitos pais, que ficam de “cabelos em pé” só de imaginarem seus pequenos deslizando no asfalto ou em rampas, sobre uma prancha apoiada em quatro rodinhas. Mas, felizmente, a organização do esporte tem garantido que, a cada dia, seja cercado por mais cuidados, técnicas e equipamentos de segurança. Temores a parte, o fato é que o skate sempre fascinou crianças, adolescentes e adultos, ganhando mais e mais adeptos ao redor do mundo. Em Minas Gerais, uma modalidade ainda pouco conhecida, mas cuja prática tem crescido significativamente, é o skate downhill, que em uma tradução livre, significa descer a montanha. Trata-se, literalmente, de descer ladeira e, por isso, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, com suas montanhas, é um local com geografia privilegiada para o esporte. Tanto que, de 24 a 27 de outubro, a capital mineira sediou, no Mega Space, a última etapa do circuito mundial de skate downhill. A realização de campeonatos no Estado só foi possivel, após a fundação da Federação Mineira de Skate Downhill, em 2010, como afirma Thiago Duarte, de 27 anos, presidente do órgão e um de seus fundadores, juntamente com outros seis praticantes. “A gente já começou para fazer acontecer mesmo, da forma mais profissional possível. Porque o esporte já funcionava no Estado há algum tempo, mas de uma forma bem amadora. A Federação veio para mostrar para as pessoas o que é realmente. É um esporte de ação, de alto nível. Uma coisa bem legal, tanto para os atletas quanto para o público”. Patrocínio - O objetivo da Federação ao buscar profissionalizar o esporte é também garantir mais patrocínios. Afinal, assim como em outros esportes não-olímpicos, os atletas do skate downhill têm dificuldades para conseguir patrocinadores. “A gente busca cada vez mais, ter eventos melhores, com mais patrocínios, para termos a oportunidade de, quem sabe um dia, viver do esporte, como atletas”, diz Thiago. Ele considera que o cenário é bem mais favorável em outros países, como Estados Unidos e Canadá, onde o esporte tem maior divulgação e vem sendo praticado profissionalmente há cerca de dez anos. Fato é que seus três patrocinadores são desses países. Assim como muitos skatistas, Thiago começou no esporte, de brincadeira, quando aos 12 anos, ganhou um skate do pai. Parou

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ESPORTE Fotos: Rodrigo Paiva

Além de competir, Thiago Duarte também preside a Federação Mineira de Skate Downhill

por alguns anos, para se dedicar mais aos estudos e em 2011, foi apresentado, por amigos, à modalidade downhill. Já em 2011, venceu uma etapa do campeonato brasileiro, na cidade de Santana do Parnaíba (SP), na categoria amador, e em 2012, foi campeão da etapa do Rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves, do campeonato brasileiro profissional. Esse ano, participou das etapas do mundial nos Estados Unidos, Canadá e Colômbia. Origem - Segundo Thiago, o skate downhill tem, basicamente, duas modalidades, com suas variações. A que pratica é o stand-up, em que o skatista desce em pé. E há a street lunge, na qual a pessoa fica deitada no skate. O atleta conta que o downhill foi a primeira modalidade de skate a ser praticada, ainda na década de 60, quando surfistas da Califórnia, na ausência de boas ondas, pegaram uma prancha e colocaram rodinhas de patins Revista Ponto Con |p. 66

para descerem ladeiras. “A categoria de rampa, de manobras, é a evolução da nossa modalidade”. O downhill tem diferenciais em relação às modalidades mais conhecidas, de manobras, a começar pelo tamanho do skate. O shape (a prancha) e as rodas são maiores e o equipamento de proteção, bem mais elaborado, com macacão de couro e capacete fechado. A prática também é bem diferente. Enquanto nas modalidades mais convencionais, são julgadas nos campeonatos as manobras dos atletas, a performance de cada um, no downhill, o que vale é a velocidade. “É uma corrida mesmo. Quem chega em primeiro leva e sucessivamente: primeiro, segundo e terceiro. São disputadas baterias entre quatro e quatro atletas, em que dois avançam para a próxima bateria e os outros dois são eliminados”, explica.


ESPORTE

“A sensação é indescritível.(...) É muita emoração, sensação de liberdade e aquela adrenalina correndo no sangue. É viciante.” Thiago Duarte

Campeonato mundial Demonstrando grande expectativa quanto à última etapa do mundial em Belo Horizonte (que ainda não havia acontecido, no fechamento desta edição), Thiago conta que foi montada uma boa estrutura para o evento. “No Mega Space, há um autódromo, com uma parte flat (plana), que é reta, onde são feitos os quilômetros de arrancada, e eles desenvolveram agora o circuito completo, com subida. Então a gente tem lá um circuito de aproximadamente um quilômetro de descida, onde os atletas conseguem fazer curvas a 85 quilômetros por hora, em uma inclinação de 10 graus. É bem interessante”. O campeonato mundial de skate downhill é realizado ao longo do ano. Começa na Austrália, depois acontece na América do Norte, com duas etapas nos Estados Unidos e uma no Canadá, e segue para a fase europeia. Este ano, houve etapas na França e na República Tcheca. A última fase foi a sul-americana, com etapas no Peru, Argentina e Colômbia e fechamento do circuito mundial no Brasil, em Belo Horizonte. Já o circuito brasileiro, esse ano, deve consistir em três etapas. A Federação também organizou, no ano passado, o primeiro Campeonato Mineiro de Skate Downhill, que já teve uma etapa este ano.

Para todas as idades Thiago Duarte admite tratar-se de um esporte arriscado, mas esclarece que são tomadas muitas precauções, com uso de equipamentos de segurança certificados e avaliação técnica dos circuitos, sejam estes preparados especialmente para a prática do esporte, sejam em estradas ou ruas. “Tem que ser no asfalto e de preferência, de boa qualidade. Então, tem toda uma segurança por trás do esporte”, diz. Ele informa que o skate downhill tem praticantes em todas as faixas etárias, inclusive entre a “meninada”. As mulheres também têm “radicalizado” no esporte. Além das categorias amador e profissional, há a feminina, a júnior, abaixo de 18 anos, a master, acima de 35 anos e a open, aberta a todos, amadores e profissionais. Revista Ponto Con |p. 67


ESPORTE

Crescimento em Minas O skatista relata que a região de Belo Horizonte tem sido visitada por atletas de vários estados, para treinos. “Quanto mais montanhas, quanto mais ladeira tiver, melhor. E num raio de 100 quilômetros, a gente tem mais de 20 opções de treino. A gente tem, por exemplo, a Serra da Moeda e o Vale do Sereno. Em Nova Lima, há vários pontos onde pode ser feita a prática do esporte”. Segundo o presidente da Federação Mineira, a geografia propícia e a organização de eventos, têm levado ao aumento do número de praticantes no Estado. “Para se ter uma ideia, na primeira vez, foram de 50 a 60 participantes. No segundo evento, aumentou bastante e no último, a gente teve 200 atletas inscritos, contando todas as categorias”. Os eventos da Federação têm disputas nas categorias stand-up, lunge e in line, que é uma categoria de patins. O Estado já tem pelo menos, quatro atletas de destaque nacional e internacional. Além de Thiago Duarte, Max Ballesteros, que em 2012 ficou em sétimo lugar no ranking mundial, e Tiago Lessa, que também já conquistou bons resultados no campeonato mundial. Uma promessa é o jovem Daniel Pádua, que acabou de completar 18 anos e, no início de outubro, venceu uma etapa do circuito sul-americano, na Argentina. “A sensação é indescritível. Só subindo em cima de um e descendo mesmo, para poder saber. É muita emoção, sensação de liberdade e aquela adrenalina correndo no sangue. É viciante”, relata Thiago, empolgado.

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, O D U T A . . R . O PA D U T A R PA Simplicidade e ousadia são a marca do sucesso do cantor e locutor de rodeios Fylé do Barretão

E

le nasceu na cidade de Bambuí, no Centro Oeste de Minas, há 37 anos; foi registrado como Fabrício Luís Resende e é técnico agropecuário. Por estas informações poucos o identificariam. Mas, se for dito que é um dos cantores e narradores de rodeio de maior sucesso na atualidade, aí sim, muitos adivinharão que o personagem da seção de Cultura desta edição é Fylé, ou Fylé do Barretão, nome artístico que adotou nos últimos anos. Com a carreira em franca ascensão, ele lançou em agosto passado, na Festa de Peão de Boiadeiro de Barretos, seu 23º CD de coletâneas, “Especial Modão”, com músicas de sua autoria e de outros cantores e duplas, além de, é claro, suas famosas narrações. Apesar de revisitar vários estilos, da moda de viola ao sertanejo universitário, Fylé ganhou maior repercussão ao misturar o country ao ritmo do funk, ou pancadão, como ele gosta de chamar. Em 2005, sua primeira música, o hit “Para Tudo”, se tornou a mais tocada na Festa

de Barretos em todos os tempos. O sucesso foi fruto de muito trabalho e de uma longa caminhada, mas, segundo Fylé, tudo aconteceu de forma muito natural. Em entrevista à PontoCon, ele relembrou sua trajetória, desde a infância no interior. Filho de um caminhoneiro que recolhia leite em fazendas nos arredores de Bambuí, vêm daí suas raízes rurais, uma vez que sempre acompanhava o pai no trabalho. Também passava longas temporadas nas fazendas dos tios da mãe e foi um deles quem lhe deu seu primeiro berrante. O começo Em 1994, formou-se técnico agropecuário e aos 17 anos, mudou-se para Belo Horizonte. Mas jamais abandonaria seus hábitos “caipiras”. Enquanto os colegas ouviam rock, gostava de música sertaneja, tocava berrante, inventava versos de rodeio e frequentava festas de peão, nas cidades

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da Região Metropolitana. A carreira começou quase por acaso, em 1997, quando trabalhava como “berranteiro” oficial nas festas de rodeio narradas pelo locutor e amigo Ferreirinha. Foi ele quem primeiro percebeu seu talento como narrador e batizou-o de Fylé (até então, era Fabrício Berranteiro). Durante um rodeio no Parque de Exposições da cidade de Esmeraldas, Ferreirinha, de surpresa, chamou o rapaz ao palco. Fylé pegou o microfone, narrou sete montarias e não parou mais. “Eu, que nunca tinha pensado em ser locutor, naquele momento, percebi que Deus estava me presenteando com aquele dom”, conta. No ano de 2000, a convite de amigos, Fylé foi conhecer a festa de Barretos, em São Paulo. Era um programa de lazer, mas a vocação falou mais alto e resolveu buscar uma oportunidade. Afinal, estava no maior evento de rodeios do país. Pediu ao diretor de um rodeio mirim que o deixasse dizer alguns versos na arena, mas já havia mais de 40 locutores na disputa. O diretor lhe prometeu uma chance, mas somente na semana seguinte. O problema era que precisa retornar para BH, pois tinha que trabalhar. Decidiu faltar ao serviço e ficar, sem imaginar que, na verdade, estava fazendo uma opção de vida. Consagração em Barretos Em seu primeiro rodeio em Barretos, Fylé deveria fazer uma locução padrão, se limitando a narrar o que acontecia dentro do brete. Mas não aguentou e acabou soltando seus versos: “Pequeno na experiência, mas com fé em Deus, ainda serei um dos melhores do Brasil. Com humildade e competência, sou filé, narrador de rodeio, revelação no Barretão 2000”, rescitou naquele dia.

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Sempre acreditei, e a vida me provou isso, que há portas abertas em qualquer lugar O público adorou e, quando Fylé terminou sua participação, o diretor do rodeio atestou: “você é a revelação no Barretão 2000”. Nos dias que se seguiram, narrou outros rodeios e foi considerado um dos melhores locutores do evento naquele ano. Depois de se revelar como narrador, Fylé, que era tricampeão mineiro em toque de berrante, se destacou em Barretos em 2003, ao conquistar o terceiro lugar no concurso de “berranteiro”. Mas a maior consagração viria mesmo em 2005, ao lançar na festa de Barretos seu CD promocional, com a música “Para Tudo”. “Para tudo já era meu jargão na locução e em propagandas de rodeio que eu fazia no rádio e na TV. Por isso, usei a frase. E na música eu quis fazer um diferencial. Pegar uma letra e inserir o pancadão na melodia”, contou. Por causa de sua ousadia e inovação, Fylé foi muito criticado. “A galera falou eu que era doido”, lembra. Mas, contrariando todas as expectativas, a


C U LT U R A música estourou. Desde então, ele tem apostado na diferença e na versatilidade. “Eu levei um narrador de rodeio, com a sua desenvoltura das arenas, para o palco. E sou praticamente o único que faz isso. Se desenvolve no palco, cantando e mexendo com a galera”, afirma. Além das dançarinas que já o acompanham, ele pretende incluir também uma banda no próximo show que está montando. Com “Para Tudo”, Fylé venceu quatro etapas no quadro “Garagem do Faustão”, do Programa do Faustão. Também passou a lançar, anualmente, um CD promocional na Festa de Barretos. “A galera já espera o produto Fylé. A gente leva o CD no primeiro dia da festa e no outro, já está nas ruas, sendo vendido pela pirataria”.

Sem medo de arriscar, ele anuncia que seu próximo projeto é voltado para o público infantil e terá até um mascote, o Fylezinho. O CD já está no forno e o lançamento vai coincidir com um momento especial: a chegada do primeiro filho. Questionado sobre seus sonhos e planos, Fylé responde com simplicidade: “Minha meta é sempre o sucesso, mas desde que seja acompanhado de respeito. Não o sucesso a qualquer preço. Porque sempre acreditei, e a vida me provou isso, que há portas abertas em qualquer lugar”. Fotos: arquivo pessoal

Muitos estilos, diferentes projetos Este ano, mais uma vez, a participação em Barretos foi um sucesso. “A música de trabalho, ‘Chique na Balada’ está tocando. Em Barretos, estava nas ruas, em trio elétrico, carros de som, caminhonetes com paredões de som”, relata. Outra música que deve estourar, segundo Fylé, é “Pancanejo”, de sua autoria em parceria com Ronan, da dupla Ronan e Ronaldo. Para o cantor, a música sertaneja vive um bom momento. “Eu acredito que a mistura desenvolve a força. O mercado do sertanejo universitário é forte porque aceita vários instrumentos e estilos”, analisa. De fato, Fylé demonstra estar aberto a todos os estilos. Em seu show, “passeia” pelo pancadão, forró, brega, eletrodance e rock. Tudo, é claro, sem esquecer o sertanejo. No CD deste ano, por exemplo, fez uma homenagem a Tião Carreiro e regravou “A Vaca Foi pro Brejo”.

Mais uma vez, em 2013, as músicas de Filé foram sensação em Barretos

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Foi celebrado em 21 de setembro, no estacionamento da Nova Faculdade, o “Dia da Responsabilidade Social”. O evento contou com uma série de atividades sociais, dentre elas: corte de cabelo e manicure; aferição de pressão e glicose; teatro sobre a dengue, assessoria jurídica, leitura de estórias infantis, assessoria trabalhista; pintura facial; doação de remédios; cama elástica; algodão doce; cachorro quente; pula-pula; fabricação de sabão; aula de dança; sorteios de brindes. Professores e alunos marcaram presença, juntamente com a comunidade, que compareceu para usufruir dos serviços sociais. Desde 2011, a Nova Faculdade participa do “Dia da Responsabilidade Social”, que faz parte de um programa criado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), no qual as instituições de ensino superior são convidadas a oferecer atividades de cunho social.


PARCEIROS:


TURISMO

Lapinha

natureza deslumbrante,

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TURISMO

da Serra

muita tranquilidade e tradição, bem pertinho de BH

“U

m dos lugares mais bonitos de Minas Gerais”: assim o microempresário Guilherme Diniz Paiva, de 29 anos, define o arraial de Lapinha da Serra, distrito do município de Santana do Riacho, na região da Serra do Cipó, a 143 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte. Localizada no Circuito da Estrada Real, a Lapinha, como é mais conhecida, ou Lapinha de Belém, como os antigos moradores a chamam, está fincada ao sopé da Serra do Breu, no ponto mais alto da Serra do Cipó, na Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira. Os principais atrativos do lugar são, sem dúvida, suas belezas naturais, com paisagens deslumbrantes, seja em trilhas, cachoeiras e rios, seja em lagos, grutas e picos que convidam à contemplação. As inúmeras nascentes são outro destaque, formando alguns dos principais rios da região, como o Parauninha e o de Pedras. O vilarejo, com cerca de apenas 300 habitantes e um bucólico cenário rural, é ideal para quem procura tranquilidade, mas também oferece opções para adeptos de esportes radicais. É possível fazer rapel, na Cachoeira do Rapel e canoagem, na Represa da Usina Coronel Américo Teixeira, mais conhecida como Represa da Lapinha. Para Guilherme Diniz, que vai à Lapinha quase todo mês, um roteiro obrigatório é “a trilha das cachoeiras”. “Você vai fazendo uma sequência: sobe em um penhasco, onde está a cachoeira Paraíso, que é a fonte de água do vilarejo. Dá uns cinco quilômetros de caminhada e o caminho é maravilhoso. Você passa por quatro ou cinco cachoeiras”, conta, acrescentando que a canoagem na represa, com parada na prainha, é outro excelente passeio.

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TURISMO

Pouca estrutura Quem visita a Lapinha, no entanto, deve estar preparado para conviver com a falta de infraestrutura. Não há farmácia, posto médico e delegacia. O distrito também não possui cobertura de telefonia celular, nem bancos, e cartões de crédito e débito não são aceitos. “Atrapalha um pouco, mas tem um certo charme. Não tem essas facilidades, mas você sente que está em um lugar onde nada pode te acontecer. É a tranquilidade”, considera Guilherme. E se de dia são variadas as opções de passeios, à noite, o lazer fica por conta da tradição e cultura da comunidade. A ciranda - ou batuque - que acontece na praça, aos finais de semana, encanta os visitantes. “É a música e a coreografia daqui. A música são versos repetidos e na dança, dançada com casal, os pares vão trocando, como se fosse o voo da borboleta, na quadrilha”, descreve. Destaca, ainda, um personagem local, falecido recentemente, considerado uma atração

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“Quem vem pra cá é porque gosta de natureza, de lougar tranquilo, com poucas pessoas. A Lapinha é o que a Serra do Cipó já foi, há cerca de 20 anos” Guilherme Paiva

à parte na ciranda: Zinho, um senhor idoso, que animava a festa. “Ele já chamava atenção por sua estatura; quase dois metros. Tinha fama de ser um velho paquerador e nunca parava de dançar”. Já para a psicóloga Cláudia Maria do Carmo, de 41 anos, também frequentadora assídua do lugar, o visual do arraial é o que mais encanta. “Para mim, o que é mais atraente é a serra, que é muito próxima da cidade. O visual é deslumbrante. A cidade fica até meio fechada pela serra”. Outra dica da psicóloga é o passeio de bicicleta. “Você pode alugar bicicletas e fazer trilha de bike. É muito bacana”. Em relação às cachoeiras, ela destaca a de Lageado e a da Farofa, que considera as mais belas. Indica também uma visita às pinturas rupestres, que datam de mais de 7 mil anos: “São pinturas feitas nas rochas da serra”.

Fácil acesso Segundo Cláudia, um ponto positivo no lugar é que à noite, como não há muita opção, todo mundo se encontra. “Existem poucos bares e é legal porque fica todo mundo junto. É na praça da igreja que tudo acontece”, explica. Ressalta, ainda, que o local que não demanda muitos gastos. “Para quem quer economizar, é ótimo”, diz. Outra vantagem, em sua opinião, é o fácil acesso. Para chegar a Lapinha, o turista vai até a Serra do Cipó, em estrada asfaltada e de lá, até Santana do Riacho, também em asfalto. Depois, são apenas 12 quilômetros em estrada de terra. “Quem vem para cá é porque gosta de natureza, de lugar tranquilo, com poucas pessoas. A Lapinha é o que a Serra do Cipó já foi, há cerca de 20 anos”, diz Guilherme Paiva. Mas, em sua avaliação, apesar de ainda não possuir grande infraestrutura, o distrito tem crescido de forma acelerada, principalmente no que se refere ao lazer. “Hospedagem hoje não é mais tanto problema. Além de quatro pousadas, há muitas casas para alugar e cerca de seis campings, com boa estrutura”, conta.

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TURISMO

Simplicidade, tradição e história são características marcantes em Lapinha da Serra


TURISMO

“Para mim, o que é mais atraente é a serra, que é muito próxima da cidade. O visual é deslumbrante. A cidade fica até meio fechada pela serra” Cláudia Maria do Carmos

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Aventura e disposição Um passeio obrigatório para quem gosta de trilhas e aventura é a “travessia para Tabuleiro”. O turista parte de Lapinha, percorre cerca de 30 quilômetros em campos rupestres e matas, até chegar à Cachoeira do Tabuleiro, que fica na cidade de Conceição do Mato Dentro e é a terceira maior cachoeira do Brasil e a maior de Minas, com 273 metros de altura. “Tem gente que faz o percurso em três dias. Vai acampando, no meio do mato, em pontos de apoio, ou pernoita em quartos que podem ser alugados em pequenos casebres, ao longo do caminho”, diz Cláudia. A trilha até Tabuleiro, por sinal, foi responsável pelo surgimento do turismo na Lapinha, na década de 80, quando “mochileiros” por ali passavam, seguindo para a cachoeira. Já no início da década de 90, o número de turistas era considerável, crescendo ainda mais, a partir de 1999, com a abertura da estrada de Santana do Riacho a Lapinha. Antes, para fazer o caminho de automóvel, só com veículos com tração nas quatro rodas.


TURISMO Fotos: Rodrigo Paiva Atividades culturais e de lazer são relizadas na praça

Regulação do turismo Com o aumento do turismo, o vilarejo passou a conviver com problemas como lixo e depredação do meio ambiente, sobretudo nas nascentes e às margens da represa, dos rios e cachoeiras. A comunidade precisou se mobilizar para impedir a degradação ambiental e, atualmente, não é mais permitido acampar nas nascentes, em áreas públicas e de coleta de água. Além do turismo, que é importante atividade econômica, os moradores vivem da agricultura de subsistência. A principal tradição do povoado são as festas religiosas, principalmente a do padroeiro da Lapinha, que é São Sebastião. Destacam-se, ainda, a festa de São Pedro, o dia de Santa Cruz, a festa de Nossa Senhora da Aparecida, a comemoração do mês de Maria e as festas juninas. Clima instável - Para quem pretende visitar a Lapinha pela primeira vez, uma dica é levar roupas para diferentes climas. A temperatura pode variar, em um único dia, de um calor insuportável

pela manhã a um frio intenso à noite, ou vice-versa. Sem contar que, em um lindo dia ensolarado, de uma hora para outra, pode começar a chover Segurança - É importante também que o visitante não se arrisque por trilhas e caminhos que desconhece. Respeitar as orientações dos moradores e procurar guias locais é fundamental para garantir a segurança.

A flora é um espetáculo à parte

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Futuras sede do SETCOM/Perspectiva 3D


Rosane de Souza Guglielmoni Graduada em História, tem especialização em História do Brasil e mestranda em Ciências da Religião.(Puc Minas)

Campo religioso brasileiro: um olhar feminino O lugar social da religião é pouco valorizado no campo acadêmico brasileiro; um paradoxo para um país que nasceu sob o signo da religião. Durante muito tempo, a tendência majoritária nas obras sobre história das religiões no Brasil possuía mais características de uma história eclesiástica - ligada às instituições religiosas e mais próxima da teologia - do que da historiografia mais ampla. Seguindo uma tendência recente na historiografia brasileira e contrariamente à linha da história eclesiástica, a perspectiva moderna da história das religiões busca analisar a religião em suas relações com a cultura e a sociedade. Analisar tal fenômeno não é tarefa fácil. Exige entender a religião como construção histórica, cultural e social, que apresenta elementos novos a cada mudança nos sistemas de organização da sociedade. Nesse contexto de mudanças é que se dá a nova configuração do campo religioso brasileiro. Muitas pesquisas foram apresentadas nas últimas décadas do século XX, principalmente sobre o crescimento do pentecostalismo e sua ascensão nas igrejas protestantes históricas, porém, pouco se debateu sobre a relação de gênero nesse cenário. As produções sobre essa temática são ainda incipientes. Ao longo da história da humanidade, tentouse impor, com muito sucesso, o silêncio à mulher, no entanto, de forma espontânea ou organizada, esse segmento vem rompendo gradativamente com a condição que lhe foi relegada. A religião, como espaço contraditório, é cúmplice dessa condição, é opressora e pode ser libertadora. O campo religioso brasileiro, nos últimos tempos, vem sofrendo grandes transformações e diante de tal realidade, somos interpelados a refletir e dialogar

com as novas representações postas à nossa frente. Cabe-nos analisar as permanências, compreender as mudanças e extrair delas possíveis caminhos de transformação. Segundo o teólogo ecumênico Hans Kung, não haverá paz mundial sem paz religiosa e não haverá paz religiosa sem diálogo religioso. O diálogo pressupõe a troca de experiência, o ouvir e o falar, permitindo que os sujeitos se posicionem diante da história, construindo e desconstruindo conceitos. Na busca de um projeto de ética mundial, não pode haver sujeitos invisíveis, porém, as mulheres foram silenciadas, tornando o feminino invisível durante séculos. A tradição bíblica judaico-cristã é marcada pelo patriarcalismo, pois, no Primeiro Testamento figuram como protagonistas os grandes patriarcas e, no Segundo Testamento, Deus é pai de um filho único. A mulher não deixou de aparecer nos textos fundadores, porém, sempre submetida à figura masculina, embora politicamente ativa. Entre as igrejas históricas de tradição cristã, são poucas as que permitem às mulheres o exercício do sacerdócio, mas, após o processo de pentecostalização no interior de vários segmentos do protestantismo histórico, as mulheres têm assumido novos papéis. Eles vão desde a administração do templo e ministração de cultos até a militância política, trazendo para estes espaços novos elementos, exclusivos do universo feminino, embora na grande maioria das pregações femininas ainda possamos notar a permanência do teor androcêntrico. Uma vez que a religião é uma construção que se amolda ao tempo histórico, temos esperança de que a visão unilateral será superada; de que seremos seres interdependentes e a essência humana será revelada na sua plenitude.


Geraldo Márcio Guimarães Educador

Percalços da vida docente “Poetas, seresteiros, namorados, correi! É chegada a hora de escrever e cantar, talvez as derradeiras noites de luar!” (Lunik 9 - Gilberto Gil); Quanto mais eu ando mais vejo estrada, mas, se eu não caminho, não sou é nada. Se tenho a poeira como companheira, faço da poeira o meu camarada” (O Plantador – Geraldo Vandré e Hilton Accioly)”. Duas letras de música, temas diversos, mas realidades que, metaforicamente, permitem interessantes leituras, tendo em vista os pontos de convergência. Em Lunik 9, o narrador construído fala do grande risco que o romantismo irradiado pela Lua corria com a chegada do homem àquele satélite. Flor, mar e violão corriam enorme perigo. A ciência teria vencido o romantismo, o amor, a serenata. Mas não venceu. Os namorados, poetas e seresteiros se adaptaram aos novos tempos. O romance ainda permanece, com nova roupagem, mas permanece. Comparativamente, pode-se falar da carreira docente. A professorinha, orgulho da família, não mais teria espaço para atuar. A carreira tornou-se desprestigiada, como dizem; a sala de aula tornou-se um risco, como a mídia alardeia; formar seres humanos éticos, íntegros, críticos tornou-se idealismo sem sentido, sem motivo. Não mais vale a pena pensar em formar homens em um mundo que só pensa em vencer, em chegar mais longe, em ser o primeiro, custe o que custar. Romantismo e idealismo são coisas supérfluas, como a flor, o mar e o violão. É o que muitos dizem. A cada semestre que passa, as salas de aula dos cursos de licenciatura estão mais vazias. A atuação do docente está cada vez mais árdua. Só há poeira nessa estrada... Tal como a letra da

segunda música, o professor é um Plantador. E é necessário plantar! É necessário jogar sementes nos campos da mente. O professor, o docente idealista, deve andar, caminhar, por maior que seja a estrada, por mais poeira que ali haja. O docente que não caminha, o mestre que não anda, que não busca, que só reclama, “é nada”. O homem precisa dos mestres. A poeira atrapalha, incomoda, turva a visão e prejudica a respiração, o fôlego. Mas se só há ela, devemos enfrentá-la e superá-la. O que vemos a nossa frente é sombrio? Busquemos a luz! Façamos a Luz! O mundo está contra nós, contra o formador, contra o professor romântico que teme a perda do luar para a racionalidade da ciência. Mas o mundo é esse aí e como precisa dos mestres. Neste nosso hoje, em que vale tudo sob o disfarce da arte e da nova liberdade, neste nosso hoje, carente de homens e mulheres bem formados e bem plantados, questiona-se não a validade, mas a seriedade e eficácia com que é conduzido o processo de formação de pessoas. E o professor, nas escolas, assume centenas de seres em formação e, neles, vai imprimindo a sua marca, mesmo que isso não tenha sido o seu objetivo. Educar está longe de ser um processo de satisfazer cliente que, como tal, precisa ser encantado. Isso é comércio. Educar é um processo que transcende a troca de informação entre professores e estudantes e exige sacrifícios e renúncias que não cabem num simples procedimento comercial. Devemos, sim, pensar em valores, valores para a vida, valores que vão fazer o mundo diferente deste que aí está. E qual a recompensa maior do professor? O homem mais feliz e realizado.


Edjael Faustino dos Santos Advogado, Pós Graduado em Direito Civil com especialização em Gestão Ambiental.

Tipologias arquitetônicas e urbanas Com o crescimento excessivo das cidades vem à tona o surgimento de cidades satélites ou cidades dormitórios que ocasionam consequências negativas ao planejamento urbano. A consequência desse crescimento desordenado é a expansão imediata de vias públicas, infraestrutura de saneamento básico, escolas, hospitais, linhas de transportes e outros serviços necessários à população local, criando, com isso, barreiras e mudando a paisagem urbana. As poucas cidades brasileiras que, historicamente, tiveram maior preocupação com a preservação do meio ambiente, de maneira geral, se posicionam hoje com um princípio indiscutível de sustentabilidade urbana, incrementando políticas de uso e ocupação do solo, com um melhor aproveitamento de áreas já existentes. Sem sombra de dúvida, a ocupação do solo é um fator decisivo para a resolução do problema de moradia, sobretudo em áreas de ocupação de populações de baixa renda. Contudo, as áreas verdes urbanas devem ser protegidas, porque desempenham múltiplas funções de ganho ambiental, como por exemplo: a produção de oxigênio, um filtro natural contra a contamina-

ção, barreiras contra ruídos e o embelezamento paisagístico, entre outras. Também, num clima quente e úmido como o nosso, a cobertura vegetal proporciona o efeito da “sombra viva”, que contribui notadamente para a redução da temperatura, neutralizando as “ilhas de calor” nas grandes cidades. Atualmente, uma ideia que vem ganhando novos adeptos nas grandes cidades, a exemplo de Nova Iorque, é a utilização dos espaços urbanos para a produção de alimentos, um conceito de agricultura urbana ou “paisagem comestível”. A produção de alimentos saudáveis em áreas urbanas, através do emprego de técnicas de permacultura, diminuiria a dependência das cidades com relação ao campo e reduziria os custos de transportes, uma vez que permitiria o aproveitamento dos espaços verdes urbanos com múltiplas funções. Está claro que um bom planejamento nos grandes centros urbanos também desempenha um papel preponderante na redução das necessidades por transportes, tanto de pessoas como de produtos e serviços.


Durval Ângelo Andrade deputado estadual pelo PT/MG, presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, teólogo e professor

Cresce o número de casos de violência nas escolas de Contagem Profissionais agredidos por alunos, jovens brigando entre si, venda de drogas e escolas invadidas por vândalos. Nada disso combina com o ambiente escolar, que deveria ser espaço para a construção do ser humano, mas estas são cenas cada vez mais frequentes em algumas unidades de Contagem. Nos últimos meses, o aumento de casos de violência dentro das escolas da cidade tem sido notícia recorrente nos jornais. De acordo com a Polícia Militar, em apenas um mês, dez instituições foram arrombadas na cidade. Na Escola Municipal Professora Ana Guedes, localizada na região de Nova Contagem, uma professora foi agredida por uma aluna de 15 anos. Esse fato é apenas uma amostra do que alguns profissionais estão sendo obrigados a enfrentar em unidades da cidade. Também em Nova Contagem, outra escola municipal teve aulas paralisadas devido à violência. Cerca de 25 jovens invadiram as salas de aula da Escola Municipal Ápio Cardoso, jogaram pedras nos profissionais e depredaram o prédio da unidade. O aumento da violência dentro das escolas reflete o que está acontecendo fora dos muros das unidades. De 2012 para 2013, segundo dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), subiu cerca de 25% a ocorrência de crimes violentos em Contagem. Entre janeiro e junho de 2012, 3.519 crimes foram registrados pela Polícia Militar no município. Neste ano, no mesmo período, o número subiu para 4.392. Problemas familiares, falta de segurança, drogas, exclusão social são algumas das possíveis cau-

sas para a violência. Urge que os segmentos sociais se organizem e debatam a construção coletiva de uma cultura de paz em nossa sociedade, uma vez que a escola não constitui uma instância social geradora de violência. Esta nasce no entorno escolar. Para alguns, a solução está no isolamento do mundo exterior, com grades reforçadas e portões cada vez mais altos, cadeados e câmeras de vídeo. Essas barreiras, embora deem a sensação de segurança, não resolvem o problema. Ao contrário, deixam a instituição ainda mais acuada, com profissionais amedrontados. No governo da ex-prefeita, Marília Campos, que tinha como secretário de educação o professor Lindomar Diamantino Segundo, a incidência de casos de violência diminuiu sensivelmente. Umas das iniciativas adotadas pela ex-gestão foi a implantação do Programa Federal “Escola Aberta”, que incentiva a abertura, nos finais de semana, das unidades localizadas em área de vulnerabilidade social. Através do programa, a relação entre escola e comunidade foi ampliada, o que reduziu a violência nas escolas da cidade, especialmente em Nova Contagem. Um programa como o Escola Aberta não pode ser deixado de lado, esquecido e sem investimentos. Em um prazo de menos de um ano do novo governo, o número de violência dentro e fora das unidades aumentou, o que reforça a necessidade do Escola Aberta ser retomado. Contagem só conseguirá resolver esse problema com um governo comprometido com os programas, que valorize os professores, e invista na aproximação das escolas com as comunidades.


Clecilene Carvalho Enfermeira, membro da Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar - AMIHAP. Master em psicologia da inteligência; especialização em enfermagem do trabalho, pós-graduanda em saúde pública com ênfase em ESF; complementação pedagógica em Ciências Biológicas

Cuidar-se é fundamental Concordo! Mas difícil... É muito mais fácil delegar nossa saúde, nossas necessidades a outros. É cômodo dizer que estamos assim porque o outro, estado, município, não tem um sistema de saúde, educacional, que nos atenda. Esquecemos que muito pode e deve ser feito por nós mesmos. Quando assumimos o nosso papel de protagonista do nosso viver, descobrimos que nossa vida é, também, nossa responsabilidade e desta forma, precisamos cuidar de nossa saúde, nossa casa, lar, educação e família. Trabalhoso, mas essencial para assumirmos o controle social. Cuidar-se é imprimir sua identidade em um domínio próprio e quando aprendemos a nos cuidar, nos habilitamos a cuidar também do outro. Ao visualizamos o outro em sua totalidade, conseguimos alcançar a empatia que na minha singela opinião, significa olhar com os olhos do outro e sentir com o seu coração. A palavra cuidar deriva do latim cogitare, que significa imaginar, pensar, cogitar, refletir... Prevenir. Cuidar, desde os primórdios, teve uma conotação feminina, mas que requer, e é urgente que tenha, uma ampla participação. A demanda por cuidado é complexa e exige participação de ambos os gêneros. Cuidar-se exige uma participação de diferentes sujeitos-profissionais-cidadãos, homens e mulheres zelosos ao decidir sobre suas vidas, seu ambiente, responsabilidade, aspirações e sonhos por um mundo mais igualitário. Mas isso não exclui a responsabilidade individual de cada um para com o seu próprio autocuidado. O cuidar, em saúde, é uma ação integral, que

deve se iniciar a partir de nós mesmos. Damos muita importância a um modelo biomédico e curativista e nos afastamos de nossa responsabilidade de sujeitos cidadãos que podem e devem cuidarse. O cuidar-se é algo integral que deve partir do sujeito e não pode nem deve se restringir às práticas técnicas. O autocuidado empodera o sujeito, que se torna protagonista do seu estado de saúde e que somente quando necessário, buscará ajuda especializada. O ser humano é complexo e por isso só aprende e apreende, pela sensibilização. Quando cuidamos, geramos um sentimento de retribuição, por isso, só cuidamos do que amamos. Dada a dificuldade de nos cuidarmos, conclui-se que o que falta é nos amarmos. Como amar o próximo se não valorizamos nossa essência? Por isso, estamos nos tornando cada vez mais, seres necessitados de humanização, pois não amamos a nós mesmos. Cuidar-se não é apenas um ato, é uma atitude. O cuidar difere da cura. Ele deve ser direcionado para o alcance da melhoria da condição humana como cidadão de direitos e deveres. O cidadão consciente torna-se um soldado munido para cobrar e fazer cumprir o que preconiza nossa Constituição em seu art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”


aguarde...


A L O B A ESS SSA E NO

Faça parte deste time. Venha comemorar o que o Brasil tem de melhor. BUFFET COMPLETO SHOW PIROTÉCNICO BANDA FAROL Na chegada do ano da copa, o Carretão Trevo vai comemorar de um jeito bem brasileiro.Venha celebrar esse momento único com muita música, alegria e a qualidade do buffet que você já conhece. Traga sua família, seus amigos e comece 2014 em grande estilo.

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Black e White O colunista social reuniu um grupo de amigos e familiares, para comemorar os seus 23 anos de Colunismo Social. A noite intitulada “Black e White”, aconteceu no salão de festas do Buffet Contagem Eventos que recebeu uma belíssima decoração de Lenon Lucas, e o serviço de bufê estava impecável, foi elaborado um cardápio especial para a ocasião, que foi bastante elogiado. Ricardo esta feliz da vida com presença de todos, e anúnciou para novembro sua tradiconal “Feijoada do Accácio”, carro chefe das suas promoções sociais. 1 - O casal Délio e Ana Paula ao lado do Ricardo Acáccio 2 - Tião Silva e Luciana 3 - O casal Aloísio e Mara Delfim ao lado do Tião Silva 4 - Ricardo Acáccio entre seus amigos 5 - O casal David Geral e Julie Jesser ao lado do casal de amigos 6 - Matheus ao lado do Ricardo Acáccio 7 - A turma da cidade Pedro Leopoldo 8 - Ana Karoline com o seu namorado 9 - Marcus Vinícius entre os seus amigos 10 Ana e Grabriela

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Comida de Butiquim A cidade de Moeda realizou sua tradicional Comida de Butiquim, organizada por Maurílio. A festa final do evento teve muita animação e descontração, reunindo todos os participantes do festival. Este ano, o vencedor foi a Pousada Vale das Cachoeiras, com o prato “Batatas Pousadas do Vale”, elaborado e preparado por Jonilda. Todos os inscritos receberam certificado de participação. Foi um momento de muita confraternização, demonstrando que a cidade de Moeda só tem a ganhar com o festival, que proporciona, entre outros benefícios, a visita de turistas para degustar a culinária local. 1- O casal vencedor Jonilda e Orlando 2 – Marcelo, Maurilio e Maria 3 – Wagner, Silvanio e Maurilio 4 – O casal Cristina e Alfredo 5 – Eliase e Maurilio 6 – Jaques e Maurilio 7 – Maria e Marcelo 8- Maria e Marcelo 9 – Convidados do evento.

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Dias das crianças A Eletrodos Star, promoveu uma bela festa comemorativa do dia das crianças, para os filhos de seus funcionários e a comunidade, com direito a deliciosas guloseimas preparadas com muito carinho pela equipe da empresa. O que também não faltou foi muita brincadeira e diversão. Outra atração foi a apresentação do Balé Baby, da academia Espaço Fitness, que foi muito aplaudido por todos os convidados. Araújo, diretor da empresa, acompanhou toda a diversão da criançada ao lado da sua esposa Maria das Dores. Ao final, foi distribuído aos pequenos um kit contendo várias surpresas e deliciosas guloseimas.

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1 - O casal Araújo e Maria das Dores entre as crianças 2 - O casal Araújo e Maria das Dores com neto Thales e Ilanise 3 - Fernanda, Mara, Eliana e Geraldo 4 - Maria de Loures, Civito e o seus netos 5 - Araújo e Francisco 6 Araujo entre Cristina, Claudine e Vitória 7 - Ilanise com seus familiares 8 - Vilma e Araújo 9 - José Roberto, Valmir e o seu filho 10 - Carmem, Daine, José Quirino e o casal José Domingos e Marcina 11 - Luana, Ana Luísa e Eliane 12 - Márcio Grossi Júnior e o seu filho 13 - O casal Araújo e Maria das Dores 14 - Araújo e o Prefeito de Ibirité, Antônio Pinheiro Neto 15 - Araújo entre casal Valdomiro e Eliane entre os seus filhos 16 - O casal Araújo e Maria das Dores, Rejane, Márcio e os seus filhos 17 - Lorena com a sua mãe Rosane.

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Alegria e descontração Carol recebeu familiares e amigos, para comemorar a passagem do seu aniversário, no restaurante e casa de eventos Hangar. A aniversariante era só alegria e descontração, e animou e contagiou todos os convidados. A festa foi embalada pela banda de pagode Eterno Delírio, que fez com que todos “caíssem” na pista para sambar. E não faltou o tradicional “parabéns pra você”, com direito a bolo e velinhas. 1- A aniversariante Carolina Fernandes Leite 2 - Carolina entre as irmãs Kelly e Nathalia Fernandes 3 – Carolina Fernandes entre José Prata, Marilia Campos e Rodnei 4 – Carolina e Fabrício 5 – Carolina e Nívea Maria 6 – Carolina e Cassia Nunes 7 – Carolina ao lado de Léo e Marilia Campos 8 – Frank entre Carolina e Andrea Andrade 9 – Carolina entre convidadas 10 – Carolina Fernandes entre Telma, Rafaella, Paulo, Marli, Carol e Angélica.

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Debut Giulia A bela Giulia Nascimento Oliveira recebeu dos seus pais Célio de Oliveira e Flávia Nascimento, uma bela festa aniversário para comemorar os seus quinze anos de vida, o evento aconteceu, Buffet Imperial Eventos. A sua mãe Flávia Nascimento, pensou em todos os detalhes, para que a noite fosse inesquecível, para ela e todos os convidados que estiveram presentes para parabenizar a aniversariante, que estava radiante de alegria com a presença de familiares e amigos, que compartilharam com ela este momento único em sua vida. 1 - A bela Giulia Nascimento de Oliveira 2 - Giulia entre o seu irmão Vitor e os seus pais Flávia Nascimento e Célio de Oliveira 3 - Márcio Bonfim entre Maria Luíza, Rafaela, Wanda Melo e Alexandre Dutra 4 - Vitor ao lado da sua irmã Giulia 5 - Giulia entre o seu irmão Vitor e o seu pai Célio de Oliveira 6 - Giulia entre o casal Reinaldo Mafra de Oliveira e Wanda Melo de Oliveira 7 - Giulia ao lado da sua amiga e sua mãe Flávia Nascimento.

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Festa-surpresa Geraldo Diniz, proporcionou a sua esposa, Lúcia Diniz, uma bela festa-surpresa de aniversário, no Espaço Contagem. Ele contou com a ajuda dos filhos e noras para preparar a comemoração, sem que a esposa nada percebesse. Foram tão espertos que ela só soube realmente no momento da festa, que provocou maior emoção ainda. Lúcia se disse lisonjeada com o carinho e afeto de todos que foram parabenizá-la em um momento único em sua vida. Estiveram presentes familiares e amigos, que também colaboraram mantendo segredo até o momento da festa. O casal Cíntia e Wagner foi responsável pelo serviço de bufê, elaborando um cardápio especial. Foi uma noite muito de muita alegria e descontração. 1- O casal Geraldinho e Lucia entre os filhos Sandro e Junior 2- Os casais Washington e Ana Maria; Lucia e Geraldinho 3 - Geraldinho entre seus irmãos Graça, Carmem, Luci, Vicente, Elza, Zé Izaias e Dico 4 – Lucia entre os netos 5 – Lucia entre Gislaine, Maria José, José Carlos e Geraldinho 6 – O casal Dimas Fonseca e Kátia Vasconcelos

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7 – O casal Geraldinho e Lúcia 8- O casal Teteco e Aparecida entre Lucia e Alice 9 – Lucia entre o casal Wagner e Cintia e Gabriela e Izabela 10 – Lucia entre os irmãos Divino, Sinval, Alice, José Paulo, Teteco 11- Os casais Junior e Leila; Sandro e Renata 12 – Os casais Geraldinho e Lucia; Ronaldo e Gilsa 13 - O casal Geraldinho e Lucia ao lado Cláudio, Patrícia e Graciane 14 – Os casais Geraldinho e Lucia; Tania e Edinho 15 – O casal Alessandra e Alaor ao lado Geraldinho e Flaviano 16 – O casal Dinho e Telinha entre Nayla, Danilo e Tia Elza 17 – O Casal Teteco e Aparecida entre os filhos Thiago e Carolina 18 – O Casal Geraldinho e Lucia ao lado de Shirley e Ronaldo.

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Comemoração em dose dupla As irmãs gêmeas Maria Eduarda e Marcela comemoraram seu aniversário com uma linda “festinha”, no salão do Carpe Diem. A festa foi elaborada pela orgulhosa mamãe, Simone, que pensou nos mínimos detalhes para que as filhas e seus amiguinhos pudessem se divertir a valer. As crianças puderam brincar à vontade em um espaço especialmente preparados para elas. E, é claro, também não faltaram as deliciosas guloseimas. 1 – O Casal Simone e Fabiano; entre as filhas Maria Eduarda e Marcela 2- O casal José Aragão e Neide ao lado Reginaldo 3 – As aniversariantes Maria Eduarda e Marcela entre Ester, Isadora e Geovana 4- Maria Eduarda e Marcela entre as amiguinhas Gabriela, Isadora, Ester, Estephanie e Sara 5 - O casal Donizete e Mirelle entre seus filhos Henrique e Isadora 6-Os casais Simone e Fabiano e Lurdes e Pedro 7 – Adriana, Leonardo, Elaine e Simon 8 – Rafael, Fernanda, Lourdes e Eduardo 9 – Paula entre casal José Aragão e Neide 10 – O casal Reginaldo e Maria Lúcia ao lado Maria de Fátima e Lucas 11 – O casal Paula e Mateus com Manuela 12 - O casal Sheila e Celso entre seus filhos Eduardo e Bernardo 13 – Gabriela entre os Casais Welligton e Eudânia; Andréa e Suedson.

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O debut de Samyra O casal Henrique e Lindalva, presentearam a sua filha Samyra com uma bela festa aniversário para comemorar os seus 15 anos, o evento aconteceu no espaço Chacaras Brizzas. A animação da festa ficou por conta da banda Artigo Zero, que no seu repertório executou vários ritmos, fazendo com os convidados aproveitassem o embalo da noite. Estiveram presentes familiares e amigos que foram confraternizar com a aniversariante este momento inesquecível em sua vida. 1- Samyra entre os pais Lindalva e Henrique e sua irmã Nayara 2 - Jorge entre Marlene, Lindalva, Nena e Joana 3 - Samyra entre Lindalva, Luiz, Conceição, Henrique e Nayara

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30 anos de empreendedorismo A Associação Comercial e Industrial de Contagem (ACIC) celebrou seus trintas anos de empreendedorismo na cidade, com uma bela festa no Espaço Fercar. Na ocasião, foi lançada uma revista comemorativa, que relata a história da entidade e homenageia seus ex-presidentes, que contribuíram e muito para o desenvolvimento da Associação e do município. Após a solenidade de homenagens, foi servido um jantar para os convidados, em um momento de descontração e entrosamento. Com certeza, a ACIC, com os bons serviços prestados aos seus associados e ao município, terá ainda muitos anos de história pela frente. 1- O Prefeito Carlin Moura e Presidente da Acic Humberto Nogueira 2 – Os casais Marcelo Pereira eJuliana Mariani; José Alfenas e sua namorada 3 – Os casais Baltazar e Vera Valeska ao lado de casal amigo 4 – Os casais Fábio e

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Claúdia Amorin; José Antonio e Jane Vieira 5 – Reginaldo Salles, Ana Carolina, Vânia e Marcos 6 – Francisco Guerra, Ermelindo da Rocha, Hudson Navarro 7 – Karine Gonçalves, Nayane Kerli, Erica Cristina, Cristina Romero e Lucinéia Baia 8 – O casal Milton Lopes e Rosana 9 – Oswlado Jr entre Marco Aurélio e Saint Clair 10 - Newton Cardoso Jr entre Farley Lima e Teteco 11- Sandra Medeiros entre Fernanda de Castro e Maria Délia 12 – Ciro Carpentieri entre Fernando e José Roberto 13 – Equipe Marketing do Big Shopping 14 – O casal Humberto Nogueira e Maria Inês entre seus filhos Bruno Henrique, Frederico Nogueira e a nora Isadora 15 – Equipe RodoFênix 16 - Umberto Nogueira, Francisco Brantt, José Tinoco 17 – Ernane e Rodrigo Paiva 18 - Domingos de Casto e Umberto Nogueira entre convidado 19 – Robson Rodrigues e Juliana Rocha 20 – O casal Délio e Ana Paula e equipe RodonoFênix 21 – O casal Winder e Carla ao lado casal amigo 22 – Noêmia e Rosa Mística 23 – Os casais Humberto Drummond; Cristiane e Alúsio Pêgo e Mara Delfim 24 - O Casal José Quintão e Mariliza e Ana Maria ao lado de Ana Maria.

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Meu Primeiro ano O casal Fabrício de Oliveira e Bárbara Soares reuniu familiares e amigos para comemorar o primeiro ano de vida do filho Leonardo Fabrício. A comemoração aconteceu na sede campestre do Clube da Aeronáutica e teve como tema a Turma do Patati Patatá. A criançada se divertiu bastante com a estrutura montada especialmente para os pequenos, enquanto os adultos saboreavam um delicioso churrasco preparados pelos avós maternos do aniversariante, Valéria e Francisco. Foi uma tarde muito agradável. 1 – Os pais Fabricio e Barbara entre os palhaços Patati, Patatá e os filhos Fábio Gabriel e Fabricio 2 – Os casais Francisco e Valeria, Reginaldo e Rose, Vânia e Ronaldo 3 – Os casais Douglas e Luciana, Rodrigo e Priscila 4 – Os avós maternos Valeria Soares; Avós Paternos José Vicente e Rosimar; O pai Fabricio Oliveira 5 - Os avós Francisco, Valeria; ao lado do casal Cosme e Mary 6 – O casal Francisco e Valeria ao lado do Mauro Tramonte 7 –Samuel, Francilene, Ana Mel e Davi Luca 8 – Rose e sua filha e Alice 9 – O casal Juliano e Ana Flávia com o filhos Filipe 10 – Antônio Elpidio e seu filho Francisco Soares.

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Diversão e brincadeira Victor recebeu seus amiguinhos e familiares para comemorar a passagem do seu aniversário, no Salão de Festas da Mônica. O tema escolhido pelo aniversariante foi Dinossauros. Seus pais, Ionara Lima e Cristian Anderson, foram responsáveis pela organização da festa e pensaram em todos os detalhes para que o momento fosse de muita diversão e brincadeiras. As lembranças foram personalizadas, feitas pelos Personalizados Jane e a ornamentação de balões foi executada pela Vilma Balões. O serviço de bufê foi assinado pelo Buffet Jaqueline Sena. Com certeza, o aniversariante ficou radiante. 1- O casal Ionara e Cristian entre seu filho Victor 2- O casal Ionara e Cristian ao lado Geralda e Victor 3 – Thais, Ionara, Victor e o padrinho Wheler 4 – As professoras Efigênia, Elisângela, Nayara, Kátia entre Victor e Guilherme 5 – O casal Cristian e Ionara entre Vovo Zila e Victor.

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Garota e Garoto Esmeraldas A cidade de Esmeraldas já elegeu os jovens mais belos da cidade do ano de 2013. A festa para a escolha dos Garota e Garoto Esmeraldas aconteceu no clube Itaporã, em evento realizado por Filipi Dias. O corpo de jurados, composto por personalidades de cidade e da Região Metropolitana de Belo Horizonte, escolheu como Garota Esmeraldas Sophia Bibiano. Já o Garoto Esmeraldas foi Daniel Henrique. Familiares dos participantes, amigos e patrocinadores aplaudiram o belo evento e parabenizaram Filipi Dias pelo empenho e dedicação em divulgar o nome da cidade, através da festa. 1- Vitoria, Marina, Shopia, Barbara e Renata 2- Jurados Aliciane Miranta, Cristina Correa, Jaqueline Rabelo e Guilliano Oliva 3 – Lincoln e Michele 4 – Os vencedores José Afonso (2° lugar) Daniel (1° Lugar) Alessandro (3° lugar) e Allan (simpatia) 5- Luana Nunes e Willian Camargos 6 – Rejane Moreira e Michele Moreira 7 - Fillipi Dias e Denise Beatriz.

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Debut de Danielle Medeiros Danielle Medeiros recebeu de presentes dos pais, Marcelo Medeiros e Luciene, uma bela festa de aniversário para comemorar seus quinze anos. O tema escolhido pela aniversariante foi bastante sugestivo, o inverno, estação de nostalgia e romantismo. O evento aconteceu no salão de festas do Augustus Buffet, que recebeu deslumbrante decoração alusiva ao tema, elaborada pela equipe do buffet, sob a coordenação de sua diretora Márcia, que também elaborou um cardápio especial para a ocasião. Familiares e amigos foram abraçar a aniversariante que, como não podia deixar de ser, estava bastante emocionada. 1- O casal Marcelo Medeiros e Luciene Bony entre a aniversariante Danielle Medeiros 2 – Os casais Alexander e Luciene Bony entre os filhos Marcelo Medeiros e Danielle Medeiros 3 – O casal Charles e Fernanda Medeiros entre os filhos Charles Jr e Yanka 4 – Karina, Eunice e Fabio Malamud 5 – Luciene Bony com sua mãe Eunice Grossi 6 – Danielle entre seus avós José e Suely e o tio Gustavo 7 – Os casais Magno e Karine; Marcos Aurélio e Leticia 8 – A aniversariante Danielle entre suas amigas Lavinia, Leticia, Larissa e Luana 9 – Danielle entre o casal Carlos Delfino e Luzedna.

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Debut de Ully O casal Breno Lucas e Juliana proporcionou para a filha Ully um bela festa de 15 anos, no Augusttus Buffet. O tema foi a bela cidade europeia Paris, com alusão aos principais pontos turísticos da capital francesa, como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e um tradicional café parisiense, que teve uma réplica montanda no local. A decoração foi criada e executada pela equipe de decoradores do buffet. Foi uma noite inesquecível para Ully e seus convidados, que puderam se divertir a valer. 1- A aniversariante Ully Lucas entre seus pais Breno e Juliana e sua irmã Lana 2 – Os casais Ademir Lucas e Meire; Gleno e Aninha 3 – Ully Lucas entre seus tios o casal Alan e Eduarda e sua avó Fatima 4 – Ully entre as suas avós Graça Paiva e Fátima 5 – O casal Alan e Eduarda ao lado de Rosane 6 – Anthonio entre Filipi Dias e Lincoln 7 – Claudio, Luciana com seus filhos Rahira e Renan 8 – O casal Elber e Rosane ao lado Ivan e Luciano 9 – Juliana, Carlos Frederico, Fatima, Horácio, Michele, Rosana, Luiz Antônio 10 – Os casais Thiago e Paula Massaud; Joaquim e Janaina.

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Aniversário da academia Pódio Dinalva reuniu familiares, funcionários e clientes da Academia Podio, para comemorar os 19 anos da academia. O evento aconteceu no Augusttus Buffet. Ao som de uma boa música todos puderam se divertir e aproveitar o máximo do evento. Dinalva foi uma excelente anfriã foi atencioso com todos os convidados presentes.


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80 anos de muita vivacidade. Familiares e amigos reuniram-se em um evento surpresa para comemorar os 80 anos de vida de Francisca Maria Bonfim, em uma festa muito emocionante, já que a aniversariante só ficou sabendo do evento no momento em que chegou no local. A festa, no Chácaras Brizzas, foi organizada por seus familiares, que contaram com o apoio dos casais Alvina Bitencourt e Rene, Leo e Raquel, Bete Bitencourt e Eny. Os convidados presenciaram depoimentos sinceros e carinhosos sobre a vida da aniversariante, que ficou muito agradecida pela homenagem e reconhecimento de seus filhos. Foi uma tarde agradável e emotiva. 1 - Francisca Maria Bonfim com os seus filhos Marcelo, Márcia, Márcio, Luiza, Marcos, Moisés e os netos Ian e Bernardo 2 - Francisca entre o casal Marcos Bonfim e Sirlene 3 - Rosa Melo entre os casais Reinado e Wanda;

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Flávia Nascimento 4 - Fidelis Junior entre os casais Willian e Dalila, Fidelis e Márcia: Tainha e Miguel 5 - Cristiane, Rafaela, Bruno, Galdina, Elinardo e Cida 6 - Francisca entre Marcio, Raquel e Alvina 7 - Francisca entre o casal Ed e Maria Luiza 8 - Brito, Vânia, Rúbia, Maria Clara, João Pedro, Rejane, Camila e Moisés Bonfim 9 - Mariana e Ana Luiza entre suas amigas 10 - Francisca entre Jari, Reinaldo, Ana Lopes, Geraldina e Maria do Carmo 11 - Francisca entre convidados 12 - Francisca entre os casais Márcia e Du; Fabíola e Márcio 13 - Rafaela, Alexandre e o casal André e Letícia 14 - Francisca entre o casal Ricardo e Valdelice.

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Miss Hot Dog e seus 60 anos Maria Fesser, mineira radicada na Alemanha há 37 anos, veio especialmente ao Brasil para comemorar seus 60 anos de vida. A festa aconteceu no Sítio de seu irmão, Osório, na cidade de Pedro Leopoldo, onde a família reside. Maria recebeu o carinho de sua filha, Julie e seu genro, o australiano David Geldard, do irmão, Antônio, que veio de Nova Iorque e de todos os familiares e amigos, que foram lhe desejar muitas felicidades. Ela também recebeu faixa e coroa, para ostentar o título de Miss Hot Dog, que simboliza uma bela história que é tradição da família. 1- Lia Fesser com seu bolo de aniversário 2 - Os irmãos Antonio e Sebastião Silva 3 - Lia Fesser entre os irmãos Antonio, Zorinho, Dirceu, João, José Ferreira e Sebastião Silva 4 - Os sobrinhos Fernanda e Aguinaldo Rodrigues 5 - Os amigos Tania Tatão e Mauro Sampaio 6 - Lia entre a filha Julie Fesser e o genro David Gerald 7 - Lia entre os sobrinhos Dé e Daniela Silva 8 - Lia Fesser com os sobrinhos Fernando Rocha, Thais e Laura Dias.

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Parabéns Andréa Andrade A jornalista Andrea Andrade reuniu amigos e familiares em sua residência para comemorar a passagem do seu aniversário, em uma confraternização alegre e descontraída. Os convidados puderam desfrutar da boa companhia da aniversariante, que estava muito feliz, rodeada pelos amigos. O que também não faltou foi o tradicional “parabéns pra você”, com direito a bolo de aniversário e, claro, velinhas, para que a Andreia fizesse o seu pedido, antes de soprar. Vamos torcer para que tenha seu pedido atendido. 1- A aniversariante Andréa Andrade e Carolina Fernandes 2- Andréa Andrade entre Brenda e Amanda Fernandes 3 – Andréa Andrade entre Nathalia e Kelly Fernandes 4 – Andréa Andrade entre Elias Daoud e Carlos Cesár 5 – Andréa Andrade entre o casal Dulce Bravo e Ivanyr Corgozinho 6 – Andréa entre Bruno e Marcelo 7- Andréa Andrade entre Patricia Fernandes e Augusto 7- Andréa e Yasmim 8 – Andréa e Daniela Daoud.

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Baile da OAB Mais uma vez foi um sucesso o já tradicional “Baile dos Advogados”, realizado pela Subseção da Ordens dos Advogados do Brasil em Contagem. A festa, no Espaço Alvina Bitencourt, foi muito prestigiada e contou com expressiva presença dos profissionais que atuam cidade e na região metropolitana, além de autoridades locais, como o prefeito Carlin Moura, também graduado em Direito. O evento foi organizado pela diretoria da OAB-Contagem, tendo à frente o presidente da entidade, Joabe Geraldo Pereira dos Santos.


Comemorando a vida Familiares e amigos reuniram-se para comemorar o aniversário de Goreth. A aniversariante, pessoa muito querida por todos, preparou uma bela recepção, elaborando, com a ajuda de amigas, um cardápio variado e sofisticado. Como sempre, Goreth foi uma excelente anfitriã, deixando todos à vontade para que aproveitassem ao máximo a deliciosa festa. Como dizem seus amigos, nem precisava de festa, pois a aniversariante já é, por si só, uma festa, sempre celebrando a vida.


Feijoada do Bafão Realizada em Esmeraldas a terceira edição da Feijoada do Bafão. Estiveram presentes colaboradores, patrocinadores, familiares e amigos dos organizadores, que foram prestigiar este que já está se tornando um evento tradicional na cidade. O coordenador e realizador da festa, Lincoln, se mostrou bastante satisfeito com o resultado, considerando que o evento atingiu seu principal objetivo, que é a confraternização e o entretenimento da sociedade esmeraldense, em um momento de alegria e descontração. A festa foi animada pela banda de Pagode Eterno Delírio, que fez com que todos caíssem no samba.


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Niver da Mary Foi em sua residência que Mary reuniu familiares e amigos para comemorar seu aniversário com um bom bate papo e um delicioso almoço preparado pela própria aniversariante. Ao lado de seus filhos e do Marido, Mary recepcionou seus convidados com muita alegria, sendo todos excelentes anfitriões. Foi uma tarde bastante agradável. 1 - O casais Ademir Lucas e Mary; Cosme e Mary 2 - Raquel entre suas amigas 3 - Mrary entre suas amigas 4 Mary entre os seus amigos 6 - Mary, Alvina e Valéria 7 - Mary entre os seus amigos 8 - O casal Leo e Raquel com as suas filhas 9 - Mary, entre Osvaldo, Márcio França e Claudia 10 - Mary entre os seus amigos 11 - Domingos ao lado casal May e Cosme 12 - Mary entre os seus amigos 13 - Mary entre os seus amigos.

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Parabéns Rebeca Bravo Rebeca recebeu em sua residência familiares e amigos para comemorar a passagem do seu aniversário, em uma reunião alegre e agradável. Muito contente, a aniversariante e sua mãe, Dulce Bravo, recepcionaram os convidados, deixando todos muito a vontade. As deliciosas guloseimas servidas aos convidados foram preparadas com muito carinho Dulce. 1 - Rebeca Bravo e a sua mãe Dulce Bravo 2 - Rebeca entre os seus primos Ícaro Bárbara, Jonas Felipe, Pedro, Mateus e João Vitor 3 - Eliana Bravo, Shirlei Soares, Amanda, Ludmila Gomes e Luana Gomes 4 - Dulce Bravo, Edwaldo e Cristina Bravo 5 - Rafael Mansur, Anderson Nuces, Rafael Moraes e Aline Gonzaga 6 - O casal Wanderson Viveiros e Andrezza com o seu filha Manuela Bravo 7 - Ivanir Corgosinho entre Carolina Leite e Andreia Andrade 8 - Wanderson Viveiros, Andrezza, Rebeca Bravo, Rafael Rodrigues, Daniel Bravo e Fúlvia Martins 9 - Os irmãos Andrezza, Rebeca e Daniel 10 - Rebeca com a sua amiga 11 - Dorival Gomes com a sua filha Rebeca Bravo.

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Reunindo amigos O salão de festas Espaço Londres foi palco da agradável festa de aniversário de Tânia Vaz, que comemorou a data em confraternização com familiares e amigos. A aniversariante, mais uma vez, demonstrou ter a arte de receber bem, propiciando a seus convidados deliciosos momentos. O serviço de bufê foi assinado por sua amiga Alvina Bittencourt e bela decoração executada pelo também amigo Lenon Lucas. Ao lado de seus familiares e e amigos, Tânia, era só alegria. 1 - O casal Janio e Tânia Vaz 2 - Tânia entre Alvina, Cleusa de Oliveira e Raquel Caeiro 3 - Alessrandra Vaz ao lado Tânia, Aline e Adria Vaz 4 - Tânia entre o casal Raimundo Fernandes e Graça Silva 5 - O casal Ailton e Andressa Cristina ao lado Gabriela e Tânia 6 - Raquel entre Fernanda de Castro e Tânia 7 - Os casais Marcelo Henrique e Augusta Albuquerque; Tânia e Jânio 8 - Os casais Ailton e Andressa Cristina; Tânia e Jânio 9 - Tânia e Ermelindo

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10 - Tânia entre o casal Francisco Oliveira e Raquel 11- Sandra Medeiros, Tânia e Maria Delia 12 - Aninha, Rose, Tânia e Rosimar 13 - Tânia entre ss casais Marcelo Henrique e Augusta Albuquerque; Josivete e Narciso Cerqueira 14 - Tânia entre Luzia e Adria Vaz 15 - Lennon Lucas, Tânia e Ricardo Accácio 16 - Tânia entre Rosa Lages e Valéria Pellegrino 17 - Tânia entre Fani, Maria Clara e Leda Oliveira 18 - Tânia entre Sônia e Eloiza Kelly 19 - Tânia entre os casais Marcos e Maria Eliza; César e Jeanne 20 - O casal Aluisio Pego e Mara Delfinao lado Bela, Tânia e Cristiane Drumond 21 - Tânia entre Patricia Amaral e Bety 22- Tânia entre Carla e Mary Clay 23 - Tânia entre o casal Adilson e Rosemar.

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Festa cinematográfica O casal Robson Braga e Rosemary Campos Braga presenteou a filha Rafaela Braga com uma festa cinematográfica, para comemorar os seus quinze anos. A festa aconteceu no Espaço Alvina Bitencourt, que recebeu decoração deslumbrante, assinada por Lenon Lucas, que pensou nos mínimos detalhes para que a noite fosse encantadora para a aniversariante e seus convidados. O buffet Alvina Bitencourt elaborou um cardápio especial, bastante elogiado. Após o “parabéns”, Rafaela recebeu um presente surpresa: o show da dupla sertaneja João Lucas e Diego, que deixou a aniversariante e suas amigas muito emocionadas, já que a dupla é sensação do momento da galera jovem. Sem dúvida, foi um momento inesquecível para Rafaela e todos os que foram lhe desejar muitas felicidades.

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1 – O casal Robson Braga e Rosemary e a filha Rafaela 2- Rafaela e Padre Carlos entre casal Robson e Rosemary 3 – Rosemary entre Terezinha e Nivéa 4 – As amigas do Balé 5 –Rafaela e o Prefeito Carlin Moura 6- Rafaela entre os colegas da escola 7 – Robson Braga, Rubens Bastos, Rodrigo Cupim e Irineu 8 – Rafaela entre as colegas da escola 9- Robson Braga entre Ricardo Accacio e Lennon Lucas 10-Erica e Vanessa Dutra 11- Rafaela com seus pais Robson e Rosemary 12 – Rafaela entre os pais Robson e Rosemary; Romulo e Claúdia; César e Marilia aolado Carlos Xavier 13 – O casal Robson Braga e Rosemary entre o vice-prefeito João Gues, Rafaela, o casal Fabricio e Ludmila; Charles e Andréa e seu filho Charles Jr. 14 –Rosilene ao lado de suas amigas 15 – Ramon entre os casais Albert e Simone; Marilene e Pimenta 16 –O casal Farley Lima e Junia ao lado Priscila 17 – Farley Lima, Rodrigo

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27 Tiburcio, Hugo Vilaça, Robson e Fernando Maximo 18 – Rafaela entre os casais Daniel e Priscila; Robson e Rosemary; Amarildo e Cleidiane 19 – Rafaela entre os casais Robson Braga e Rosemary; Flavio e sua esposa 20 – Os padrinhos Danilo Campos e Rosilene ente Robson e Rosemary, Rafaela e Danilo Jr. 21 – Rafaela sendo homenageada pelos amigos 22 – O casal Robson Braga e Rosemary ao lado Prefeito Carlin Moura 23 – Rafaela e João Lucas e Diogo 24 – Rafaela entre os jogadores do Sada Cruzeiro Filipe, Serginho e o Prefeito Carlin Moura 25 – Rafaela entre os avós Paternos José Quintino e Terezinha 26 – O casal Winder e Carla e seus filhos 27 – Rafaela e seus pares da valsa 28 – Rosemary e convidados 29 – Rafaela entre João Lucas e Diogo 30 Rafaela entre os casais Robson e Rosemary;Dep. Estadual Anselmo Domingos e Tereza 31 – Rafaela entre as amigas 32 – Os casais Mauricio e Ana; Robson e Rosemary; e Rafaela 33 – Rafaela entre os jogadores Filipe e Serginho.

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Marcando presença Reforçando sua marca nos principais eventos de moda do Brasil. O Boticário é, pela terceira vez consecutiva, patrocinador ofical do Minas Trend. O principal evento de Moda de Minas Gerais que aconteceu nos dias 08 a 11 de outubro, no Expominas. Durante o evento o stand do Boticário recebeu a visita do Fernando Torquato, mak up artist para linha make B e também da vencedora do “Desafio da Beleza” e Suelem Johann. Marcaram presença também no stand os franqueados das lojas Boticário. 1 - Fernando Torquato e Suelem Johahn 2 - O casal Marco Aurélio e Sayonara ao lado do Fernando Torquato 3 - Suelem Johahn entre as recepcionistas 4 - Fernando Torquato entre Felipe, Ricardo e o casal Marco Aurélio e Sayonara 5 - Fernando Torquato entre Isabela, Camila, Izadora e Ludimila 6 - Thatiane Marques entre o casal Marco Aurélio e Sayonara 7 - Fernando Torquato entre Washington Rodrigues e Suelem Johahn

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Entrega das chaves A construtora Dez, mais uma vez cumpriu com seu compromisso e pontualidade, entregou para os seus clientes e futuros proprietários, as chaves dos seus apartamentos do edifício Ianelli. O evento aconteceu no restaurante Café La Madre, estiveram presentes os diretores da Construtora Dez, representantes da Caixa Economica Federal. Ao som de uma boa música e um delicioso jantar todos puderam se confraternizar com o sucesso deste evento da Construtora Dez. 1 - O casal Priscila e João entre River, Gustavo e Aline 2 - A cliente Elisângela e Fernando entre Egmar e Luciana 3 O casal Alisson e Shirlei com o filho ao lado da Aline 4 - O casal César e Ana Paula ao lado da Luciana e Aline 5 - O casal Jonatas e Giseli ao lado da Luciana 6 - Cristiane e a sua filha Luíza entre Luiz Gustavo e Aline 7 - Luciana e os seus pais ao lado da Aline 8 - O casal Leandro Leão e Ana Paula entre Luiz Gustavo e Luciana 9 - O casal Rômulo e Mariana ao lado da Luciana e Aline 10 - Aline ao lado do casal Gisele e Fábio 11 - Aline Santos, Luciana Fonseca Natali Silva e Aline Fonseca 12 - O casal Angelica e Evandro entre Luiz Gustavo e Aline 13 - O Casal Romelhio e Lediane ao lado de Aline 14 - O casal Alysson e Flávia ao lado da Aline 15 - Equipe da Caixa Econômica Federal 16 - Os diretores da Construtora Dez Egmar, Luiz Gustavo e River 17 - O Casal Poliana e Rodrigo entre Luiz Gustavo e Aline 18 - Cliente Aline e o seu primo Willian.

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Comédia cultural Foi realizado no Café La Madre, a noite do Stand’up Comedy, que teve como atração o show cômico da Vovó Plascidina. O show teve apoio cultural das empresas Granville Net Imóvei e Construtora Mais. Quem prestigiou o evento se divertiu muito com os causos e piadas de vovó Plascidina, com os seus causos e as suas piadas. Rotarianos também marcaram presença para prestigiar este evento cultural, que teve como um dos organizadores o rotariano Carmo. 1 - Vovó Plascidina entre os rotarianos do Club Eldorado 2 - Vovó Plascidina entre Rita, Gilberto e Jairo Diniz 3 - Vovó Plascidina entre Phelipe Rocha, Marcelo, Pedro Paulo, Celso, Carmo e Véizinho da Potocas 4 - Vovó Plascidina entre Lima Pedro Paulo, Celso e Márcia 5 - Vovó Plascidina entre o casal Lúcia e Geraldinho 6 - Vovó Plascidina entre o casal 7 - Vovó Plascidina entre Imaculada Rocha, Fhelipe Rocha e José Eloisio 8 - Pedro Paulo e Vovó Plascidina.

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Muitas felicidades Gricieli comemorou seu aniversário no salão de festas do Condomínio Ville Valence, entre familiares e amigos. Os convidados se divertiram e dançaram ao som da banda Piu Pop Pa, que tem ccomo líder o músico Cleber Laranjeira. A aniversariante preparou um cardápio especial para receber os convidados e claro, não faltou uma boa bebida. Como sempre, Gricieli e o marido, Claudio Pimenta, foram excelentes anfitriões, recepcionando os convidados com cortesia e entusiasmo. 1 - O casal Claudio Pimenta e Gricieli Pimenta 2 - O casal Claudio Pimenta e Gricieli ao lado Cleber 3 - Tainará Tavares, Hugo Leonardo, Italo Oliveira e Gricieli Pimenta 4 - Karina Oliveira, Gricieli e Sônia Tavares 5 - Norma Cotta, Reinaldo e Gricieli 6 - Norma Cotta e a sua filha Gricielli Pimenta 7 - O casal Alan Maragon e Suraya Kalil; Gricieli 8 - Gricieli Pimenta, Pablo Renan, Susana Cardoso e Jeferson Cotta 9 - Juliane Oliveira ao lado do casal Leandro Oliveira e Carina Oliveira 10 - Junior Prado, Gricieli Pimenta, Raquel e Eduardo Henrique 11 - Fernanda de Castro Gricieli e Sônia Tavares 12 - Pablo, Norma Cotta, Júlio Batista e Gricieli Pimenta 13 - Carina Oliveira, Ítalo Oliveira, Juliane e a sua filha Lívia Oliveira 14 - o casal Paulo Paiva e Janaína ao lado do Saulo 15 - Gricielli ao lado do seu pai Nilson Prado

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Brega e chique

As amigas Alvina Bitencourt e Raquel Caieiro organizaram a primeira edição da Festa Brega e Chique, que aconteceu no salão de festas Chácaras Brizzas, com muita descontração e animação por parte dos convidados, que extrapolaram em criatividade e ousadia nas fantasias bregas e chiques. O Dj aproveitou a ocasião para executar um repertório recheado de músicas rotuladas como bregas, que marcaram época e fizeram muito sucesso nas décadas de 60, 70, 80 e 90. Foi uma festa muita agradável. 1- Antonia Silva, Alvina Bitencourt, Raquel Caeiro, Marlene Silva 2- Luiza, Isabel, Claudia e Paula 3 - Claudia e Magda 4 - Paulo, Rocine, Evandro, Paulo e Jair 5 - O casal Milton e Rosana; Fernanda de Castro 6 - O casal André Santos e Daniele 7 - Leopoldo ao lado do Casal Claudio Rocha e Simone Menezes 8 - Domingo de Castro ao lado dos seus amigos 9 - O Casais Eduardo e Cleusa Oliveira; Denise Fernandes e Roldão Coelho 10 - Os convidados que foram prestigiar o evento 11- Cosme entre Lais , Alvina e Mary Bitencourt 12- Rose Bichalho ao lado de seus amigos 13 - Os casais Gerson e Flávia Caeiro; Luiza Oliveira e Raphael Dellareti 14 - Fernando de Castro, Francisco, Giovanna Freitas e Lucas

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Debut de Fernanda Fernanda recebeu de sua mãe Maria Aparecida e do seu irmão Wesley Henrique uma bela festa de quinze anos, que aconteceu no Espaço União. A jovem ficou bastante emocionada com festa. elaborada com muito carinho. A bela decoração foi executada por Edmar Morais e realmente chamou a atenção pela ousadia e criatividade. Estiveram presentes familiares e amigos, que foram prestigiar este momento único na vida de Fernanda e lhe desejar muitas felicidades. 1 – A aniversariante Fernanda Aline e o irmão Wesley Henrique 2 – Os casal Vicente e Fernanda entre os filhos Fernanda e Wesley 3 – Fernanda e a avó Lourdes 4 – Maria Aparecida e Nevair 5 – Fernanda entre Janaine, Igor, Wesley e Viviane Alves 6 – Wesley Henrique, Walter, Margarete Alves e André Luiz 7 - Taciana Alves, Fernanda Aline, Priscila Jenifer e Wesley Henrique 8 - Edmar Morais, Ivan e Nevair Ferreira 9 - Pedro Henrique, Taises Carvalho e Wesley Henrique 10 - Fernando, Nevair Ferreira.

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Empreendimento Oasis A Direcional Engenharia, umas das maiores incorporadoras e construtoras do país, apresentou o projeto do empreendimento Oásis, que será construído em Contagem. Será o maior lançamento do ano da Direcional, segundo informou o diretor da empresa Guilherme Diamante, que marcou presença no evento, para tirar as dúvidas dos corretores. Após apresentação do projeto, foi servido um delicioso almoço para os convidados.


Ponto Con 25  
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