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Beduínos O povo nômade do Oriente médio

Ciganos

Nômades nas mídias

O mais famoso e populoso povo nômade do mundo, aprenda sua cultura, origem e muito mais

Saiba sobre os nômades do ar do desenho ‘Avatar: a lenda de Aang’


1-Beduinos 2-Porque não há muitos nômades 3-Ciganos 4-Tuaregues 5-Nomades nas mídias


Beduínos Os beduínos são um povo nômade que vive nos desertos do Oriente Médio e do norte da África. Os beduínos representam cerca de 10% dos habitantes do Oriente Médio e têm o nome derivado das palavras árabes al bedu ("habitantes das terras abertas") ou al beit ("povo da tenda"). O mais provável é que essa cultura tenha surgido ainda na Antiguidade, no norte da atual Arábia Saudita. A partir do século VII, porém, quando os árabes conquistaram o norte da África, os beduínos se dispersaram também nesse continente. Na Arábia, onde sempre viveram os grupos principais, as difíceis condições de vida no deserto geraram conflitos pelo uso de poços de água e pastagens, levando bandos de beduínos a eventuais ataques a caravanas e outras formas de roubo contra vizinhos e forasteiros. Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o estilo de vida desse povo começou a entrar em


decadência. Submetidos ao controle dos governos dos países onde viviam, eles passaram a enfrentar dificuldades para perambular à vontade como nômades. O número de beduínos diminuiu e hoje o estilo de vida deles é cada vez mais sedentário. Entretanto, a fervorosa adesão ao islamismo e o caráter tribal das sociedades permanece. Cada grupo reúne várias famílias sob a liderança máxima de um chefe hereditário, conhecido como "xeque". As várias tribos também têm status diferentes. Algumas são consideradas "nobres", porque teriam importantes ancestrais. Outras, "sem ancestrais", servem as de maior status, com seus membros atuando como artesãos, ferreiros, artistas ou fazendo outros tipos de trabalho.

Os grupos beduínos apresentam alguns fatos curiosos em sua cultura, como: *A hierarquia é definida pelo animal usado como base na vida do grupo. Os criadores de camelo são os de maior prestígio, se organizando em grandes tribos. Já os criadores de cabras e ovelhas apresentam um segundo lugar nessa hierarquia. *Os beduínos vivem em tendas esticadas sobre estacas de madeira, num acampamento fácil de montar e desmontar. As tendas têm cerca de 2,5 metros de altura e menos de 6 metros de comprimento. Quando o acampamento é armado, um tapete grosso é estendido no chão, onde ficam selas de camelo, cordas, panelas e gamelas com água.


Porque não há muitos nômades Durante o período Paleolítico e parte do neolítico, o nomadismo foi uma prática comum entre os primeiros grupos humanos. Eram povos do tipo caçadorescoletores ou pastore s, mudando-se a fim de buscar novas pastagens para o gado e alimento para si mesmos, quando se esgotava aquela em que estavam, partiam em busca de um novo lugar que tivesse as condições necessárias para eles manterem a vida. Com a descoberta da agricultura, os nômades


não precisaram mais se locomover em busca de alimento, pois agora podia produzi-lo, fazendo com que o nomadismo cedesse espaço para o aparecimento de comunidades sedentárias originárias das primeiras civilizações da Antiguidade.

Ciganos Não se pode falar de nômades sem citar os ciganos, um grupo muito populoso que chega a ter 15 milhões de membros espalhados pelo mundo.

Origem: Há controvérsias sobre a origem desse povo, principalmente por não haver registros escritos feitos por eles sobre sua história. *Origem lendária: A origem dos roma, outro nome pelo que são conhecidos, foi objeto de todo tipo de fantasias. Foram considerados descendentes de Caim, segundo a lenda o fundador de Roma. Algumas tradições os identificam com magos caldeus da Síria, ou com uma tribo de Israel fugida do Egito faraônico. Uma antiga lenda balcânica os faz forjadores (ou ladrões) dos pregos da cruz de Cristo, motivo pelo qual teriam sido condenados a vagar pelo mundo, se bem que não há qualquer evidência que situe aos ciganos


no Oriente Médio nessa época. *Origem “real”: Os roma originaram-se de populações do noroeste do subcontinente indiano, das regiões do Punjab e do Rajastão, obrigadas a emigrar em direção ao ocidente, possivelmente em ondas, entre c.500 e c. 1000 d.C.. Iniciaram a sua migração para a Europa e África do Norte, pelo planalto iraniano, no século XI, por volta de 1050. A saída da Índia provavelmente ocorreu no contexto das invasões do sultão Mahmud. Ele fez várias incursões no norte da Índia, capturando os povos que ali viviam. Segundo o antropólogo José Pereira Bastos, professor da Universidade Nova de Lisboa, no inverno de 1019 - 1020, o sultão saqueou a cidade sagrada de Kannauj, que era então "uma das mais antigas e letradas da Índia, capturando milhares de pessoas, e vendendo-as em seguida aos persas". Estes, por sua vez, venderam os prisioneiros como escravos na Europa, o que explica a sua grande quantidade no continente.

Cultura: *Religião: Os ciganos não têm uma religião própria, um deus próprio, sacerdotes ou cultos originais. O mundo do sobrenatural é constituído pela presença de uma força benéfica, Del ou Devél, e de uma força maléfica, Beng, contrapostas, numa espécie de zoroastrismo, provável resíduo de influências que esta crença teve sobre grupos que, em época remota, atravessaram o Irã. As demais crenças ciganas incluem uma série de entidades, cuja presença se manifesta sobretudo à noite. Mas, em geral, os roma parecem terse adaptado, ao longo da história, às confissões vigentes nos países que os hospedaram, embora sua adesão pareça ser exterior e superficial.


*Idioma: A maioria dos ciganos fala algum dialeto do romani, língua muito próxima das modernas línguas indo-europeias do norte da Índia e do Paquistão, tais como o prácrito, o marati e o punjabi. Com as migrações, os roma levaram sua língua a várias regiões da Ásia, da Europa e das Américas, modificando-a. De acordo com as influências recebidas, distinguem-se dialetos asiáticos de europeus. Entre as línguas que mais influenciaram nas formas modernas do romani estão o grego, o húngaro e o espanhol.

*Perseguição: Depois de sua chegada ao Ocidente, os roma foram alvo de fortes preconceitos e de insultos. Os motivos vão desde a acusação de participação na crucificação de Cristo até a lenda de serem ladrões de crianças. Características especiais da vida nômade, a predileção pelo comércio e algumas práticas de conjuração da sorte e do futuro ajudaram a envolver este povo em um mar de mistérios e de desinformação. *Desde o século XV, na Suíça e na Alemanha, foram perseguidos, presos e executados por heresia e bruxaria. *No início do século XX suas crianças foram tomadas pelo estado, na Suíça, e transferidas para orfanatos estatais onde serviram de cobaias para estudos racistas indesculpáveis. *Durante o III Reich (1933-1945), na Alemanha, os rom foram atingidos pela “Solução Final”, programa de extermínio sistemático de povos e grupos sociais considerados nefastos para a alegada “pureza racial ariana”. *Em fins de julho de 2010, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, decidiu, após dois incidentes envolvendo membros franceses da comunidade


cigana, promover o retorno em massa dos romaà Romênia e Bulgária, o que suscitou uma grande polêmica.

Ciganos na América: A ida dos ciganos para a América correu paralelo ao próprio deslocamento dos europeus. Sabe-se que Cristóvão Colombo, na sua terceira viagem, em 1498, introduziu os primeiros ciganos que pisavam o Novo Mundo. É sabido também que a Inglaterra e a Escócia enviaram remessas de ciganos às suas colônias americanas da Virgínia e Luisiana, no século XVII. A prática da deportação à América foi seguida nesse mesmo século por Portugal. Os ciganos espanhóis só podiam viajar à América com permissão expressa do rei, Filipe I, que decretou em 1570 uma proibição de entrada dos ciganos na América, e ordenou o regresso dos já enviados.


Tuaregues Os tuaregues são um povo berbere constituído por pastores seminômades, agricultores e comerciantes. No passado, controlavam a rota das caravanas no deserto do Sahara. Maioritariamente muçulmanos, são os principais habitantes da região sahariana do norte da África, distribuind o-se pelo sul da Argélia, norte do Mali, Níger, sudoeste da Líbia, Chade e, em menor número, em Burkina Faso e leste da Nigéria. Podem ser encontrados em praticamente todas as partes do deserto. Falam línguas berberes e preservaram uma escrita peculiar, o tifinagh. Estima-se que existam entre 1 e 1,5 milhões nos vários países que partilham aquele deserto.


Origem: Provavelmente têm parentesco com egípcios e marroquinos, com quem compartilham traços culturais e a religião muçulmana. Mas não são árabes - são berberes. Originalmente habitavam a costa mediterrânea da África, quando povos asiáticos antigos domesticaram os camelos, o que possibilitou a travessia do deserto.

Assim, começaram a se expandir para o sul, onde formaram vários impérios e civilizações. No decorrer da Idade Média, quando sua grandeza chegou ao ápice, eles começaram a se miscigenar com escravas nativas do sul, diferenciando-se fisicamente dos seus parentes do norte, que não se expandiram tanto pelas antigas rotas transaarianas de escravos.

Costumes: Usam a linhagem materna embora não sejam matriarcais. São os homens que não dispensam um véu azul índigo característico, o Tagelmust, que usam mesmo entre os familiares. Dizem que os protege dos maus espíritos, e tem a função prática de proteger contra a inclemência do sol do deserto e das rajadas de areia durante suas viagens em caravana. Usam como um turbante que cobre também todo o rosto, exceto os olhos. As comunidades de tuaregues têm por norma oferecer chá de menta aos grupos de turistas.


Glorioso passado: Uma aura de mistério cerca os tuaregues, que a mais de mil anos vagam pelo deserto do Saara. A classe nobre, a dos guerreiros, já foi chamada de “senhores do deserto”. Lutavam em camelos e controlavam as rotas das caravanas no deserto, que é uma extensão de terra do tamanho do Brasil.

Nômades nas mídias Avatar: A Lenda de Aang é uma série de televisão animada americana, criada pela Nickelodeon que se passa em um mundo fictício influenciado pelas artes marciais e cultura asiática, mescladas à magias elementais e mitologia chinesa. A série conta as aventuras de Aang , o atual sucessor de uma longa linhagem de Avatares. Ele e seus amigos tem a missão de salvar o mundo dos ataques da Nação do Fogo, que tem como objetivo o domínio de todo o mundo. A ligação do desenho com os nômades está na tribo do ar, que são uma civilização pacífica de monges e monjas nômades. Seu objetivo é conseguir se livrar totalmente dos bens mundanos e alcançar um patamar espiritual mais avançado, e sempre evitar conflitos. Para eles toda a vida, não importa qual ela seja, é sagrada. Seu território possui cadeias monatanh osas, onde se encontram seus templos, sendo que três


dessas cadeias estão em ilhas: acima do Pólo Sul, ao sul do Reino da Terra e a noroeste da Nação do Fogo, e a outra está ao extremo norte do Reino da Terra. Eles não dispõem de um líder nem de um exército. No máximo, há monges mais velhos que impunham um maior respeito devido a sua idade avançada e seus vastos conhecimentos. Depois do ataque da Nação do Fogo, os Nômades do Ar foram extintos sobrando apenas Aang, pois todos os outros foram mortos. As cores amarela e laranja predominavam nas roupas dos Nômades do Ar, que eram uma espécie de túnica comprido. Eles também levam setas cinzas na cabeça, nas costas, nos braços e nas pernas. Quando cansados de vagar pelo mundo sem destino, eles podem voltar para seu templo de origem para descansar, onde são acolhidos como se nunca tivessem partido.

gaia  

trabalho de geografia

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