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GUY BOURDIN JR. DURAN ROBERT CAPA BOB WOLFENSON

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A partir do dia 08 de janeiro nas ruas de S達o Paulo.

www.saopaulopt.cowparade.com

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OPTICAM Guy Bourdin: Tudo o que você tem que saber Ele influencia nomes como David LaChapelle, Nick Knight e David Lynch. Até Madonna se rendeu a sua linguagem e foi processada pelo herdeiro Samuel por copiar fotos do pai em seu clipe “Hollywood”, de 2004. Contemporâneo de Helmut Newton, Guy Bourdin é menos pop que o colega mas muito mais cult. O fotógrafo e ilustrador francês nasceu em 1928, em Paris, e foi abandonado pela mãe um ano depois. Viveu no Senegal, recrutado pelo exército francês, onde começou a ter aulas de fotografia. Voltando a Paris, virou pupilo de ninguém menos do que Man Ray e logo foi escalado pela “Vogue“ francesa para

rechear as páginas da revista com seu imaginário pra lá de erótico. As páginas pra Bourdin eram duplas, recheadas de sexualidade e violência, fugindo do óbvio nas cenas cotidianas. Como dese-

“Enquanto todos os anúncios são iguais, ele explora o olhar através de uma fechadura” nhista, tinha total liberdade para criar. Pensava exatamente no peso de cada elemento e fazia inúmeros rascunhos antes de fotografar. Para Shelly Verthime, especialista no artista – e uma das autoras

do livro “A Message For You” (sobre o universo criativo do artista e sua parceria profissional com a modelo Nicolle Meyer, também autora da publicação) – a singularidade do trabalho dele está “na composição, cores, jogo de real e irreal, mistério e surrealismo: “Enquanto todos os anúncios são iguais, ele explora o olhar através de uma fechadura”. Guy Bourdin se tornou referência em publicidade através dos anúncios da marca de sapatos Charles Jourdan, pra quem contribuiu durante 14 anos. Sua identidade é tão forte que é impossível alguém ter passado pelos anos 70 sem notar suas campanhas. ◀

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Surrealismo registrado com luz Bourdin passou boa parte de sua juventude vivendo o pós-guerra em Paris. Em 1954, entrou para a Vogue francesa, onde trabalhou por mais de 30 anos. Nos anos 1970, o fotógrafo já aparecia nas páginas das principais revistas de moda

do mundo. Trabalhou também para a Harper´s Bazaar e fotografou campanhas publicitárias para as marcas Chanel, Issey Miyake, Emanuel Ungaro, Gianni Versace, Loewe, Pentax e para a loja de departamentos Bloomingdale´s. ◀


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B i o g r a f i a Josep Ruaix Duran, conhecido como J.R. Duran, (Barcelona, 22 de julho de 1952) é um fotógrafo brasileiro nascido na Espanha. No Brasil desde 1970 e com estúdio montado em São Paulo, a partir de 1979, começou a fotografar para revistas de moda como Vogue e Elle Brasil . Ao mesmo tempo começou a trabalhar para agências de publicidade como DPZ, McCann, Thompson, Talent para clientes como Johnson & Johnson, General Mo-

tors, Volkswagen, Souza Cruz, British American Tobacco e outros. Em 1984 realizou sua primeira exposição, Beijos Roubados, na Galeria Paulo Figueiredo, em São Paulo. Ganhou sete prêmios Abril de Jornalismo. Foi capa da edição nacional da

J r .

Veja em janeiro de 1988, com o titulo O Mago das Lentes. Tem ensaios a respeito de seu trabalhos publicados nas revistas Forum (alemã), Zoom (edições francesa, italiana e japonesa), Man (espanhola) e Photo (francesa). Em 1989 mudou-se para os Estados Unidos, onde trabalhou para Harper’s Bazaar USA, Elle (edições francesa, inglesa, italiana e espanhola), Mademoiselle, Glamour, Tatler, Vogue (alemã), assim como para agências de pu-

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blicidade como Grey Advertising, Saatchi & Saatchi, DDB e outras. Em 1994 realizou sua segunda exposição, Passageiro Distante, na Galeria São Paulo. Em 1995 voltou a viver no Brasil. Publicou os livros As melhores fotos e 18 Fotos. Em 2000 lançou o romance

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Lisboa. No Brasil, realizou campanhas para Intelig, cigarro Charm, cerveja Kaiser, Embratel, Telesp, Banco do Brasil, cigarro Free, Antarctica, Martini, Motorola, Lojas Riachuelo, Credicard, Hering, Banco Real, Banco do Brasil, Banco Itaú, Telefonica, Sadia, McCafé. No mesmo ano inaugurou a exposição de fotografias JRDURAN, no Museu de Arte Brasileira da FAAP. Atualmente reside em São Paulo. ◀


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A h o r a m a i s i m p o r ta n t e da s ua v i da Nascer não é fácil. Os primeiros 60 minutos são a fase crucial da vida - em que o coração, o cérebro e o sistema imunológico sofrem as mudanças mais profundas. Veja o que acontece com uma pessoa logo após o nascimento - e como isso pode marcá-la para sempre. por Otavio Cohen e Bruno Garattoni

MINUTO ZERO O que está em jogo - As funções vitais do organismo. Como acontece O médico mede o ritmo cardíaco da criança, verifica a coloração da pele, move pernas e braços do recém-nascido para testar sua resistência muscular e avalia como ele reage a um beliscão. MINUTO 2 O que está em jogo - A capacidade de

respirar normalmente. Como acontece Durante a gestação, o bebê fica com os pulmões cheios de líquido amniótico. Agora é hora de expelir esse líquido e se preparar para encher os pulmões de ar. MINUTO 4 O que está em jogo - Sobreviver sem o cordão umbilical. Como acontece - O corte dele provoca

um choque no organismo: a criança começa a respirar ar, seu sistema digestivo se dilata e a pressão arterial dispara - sobe 50%.

Mas falhas nesse processo podem causar paralisia cerebral ou retardo mental.

problemas cardíacos.

MINUTO 12 O que está em jogo - Uma possível cirurgia. MINUTO 8 O que está em jogo Como acontece - O médico introduz - O coração. MINUTO 7 O que está em jogo Como acontece - um cateter em cada Os bebês nascem um dos orifícios do - O cérebro. Como acontece - A com um furo den- bebê para ver se circulação sanguí- tro do coração que estão abertos - é nea ainda é ruim ajuda na irrigação raro, mas a criança - por isso, o nível da placenta. Agora pode nascer com de oxigênio no cé- ele não é mais ne- o ânus fechado (o rebro é de apenas cessário - e precisa que requer uma in44%. Nos próximos começar a fechar. tervenção cirurgica minutos atingirá Se isso não acon- imediata). seu nível normal. tecer, há risco de 6


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MINUTO 14 O que está em jogo - Os olhos e o sangue. Como acontece Um colírio de nitrato de prata é pingado para evitar conjuntivite. E a criança recebe uma injeção de vitamina K - nascemos sem ela, que é essencial para a cicatrização de ferimentos.

a se desamassar. A irrigação sanguínea melhora, e a pele perde seu tom azulado.

MINUTO 22 O que está em jogo - A capacidade de andar ereto. O que acontece - Os bebês nascem com a coluna curvada (consequência da posição fetal). O recém-nascido começa a se espreguiçar - para que MINUTO 20 O que está em jogo sua coluna assuma o formato normal, - A pele. O que acontece - de “S”. As mãos e os pés da criança, enruga- MINUTO 24 dos por causa dos O que está em jogo 9 meses que ela - A temperatura passou imersa em corporal. líquido, começam O que acontece

- No bebê, os mecanismos de regulação de calor são frágeis - ele pode ter convulsões se for exposto a variações. Por isso, a sala de parto é climatizada - e a criança é encostada à måe.

bpm).

MINUTO 29 O que está em jogo - O amor materno. O que acontece O bebê reconhece o rosto da mãe pela primeira vez. A ocitocina, hormônio que age no cérebro e provoca MINUTO 28 O que está em a formação de vínjogo - O coração culos afetivos, alcança o nível má(de novo). O que acontece - ximo. O bebê nasce estressado, lutando MINUTO 30 - e com o coração O que está em disparado, baten- jogo - A resistêndo 160 vezes por cia a infecções. minuto (o dobro O que acontece de um adulto). - O bebê mama Agora ele começa no peito pela pria desacelerar e cai meira vez. O leipara “apenas” 120 te materno é rico 7

em anticorpos que ativam o sistema imunológico da criança. MINUTO 51 O que está em jogo - O sistema digestivo. O que acontece O bebê ingere microrganismos presentes na pele da mãe. Eles formam sua flora intestinal - população de micróbios vital para a digestão de alimentos. A primeira hora está no fim. Mas a vida só começou. ◀


Guerra,

OPTICAM ocupa-se na organização da estrutura, partindo em seguida para o “terreno”. Robert Capa fotografou a Guerra Civil Espanhola, onde tirou a sua mais famosa foto (“A morte do soldado legalista”), a Guerra Civil Chinesa e a II Guerra Mundial com lentes normais, o que fez com que ele se tornasse um dos mais importantes fotógrafos europeus do século XX. Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar sobre uma mina terrestre. Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera permanecia entre suas mãos. ◀

luz

e sombras de

Robert Capa A sua carreira de fotógrafo começa no fim do ano de 1931, uma vez que aparece a fotografar Leon Trótski, no meio de múltiplas dificuldades, durante um congresso em Copenhaga. O aparecimento do nazismo e a religião judaica de Robert fazem com que em 1932 ele tenha que deixar Berlim, dirigindo-se para Viena e depois, Paris. Em 1934 encontra Gerda Taro, e no ano seguinte ambos criam o personagem Robert Capa, repórter mítico de nacionalidade estado-unidense, pelo que André Friedmann se declara associado a Gerda Taro, sua primeira namorada, também fotógrafa-produtora. O nome de Robert Capa de repente fica célebre e, logo que se descobre que ele se serve de um pseudônimo, a notoridade do repórter está assegurada. Em 1936, Capa e Gerda Taro partem em reportagem para o meio da Guerra Civil em Espanha, onde Gerda encontra a morte no ano seguinte. Em Junho de 1944 participa no desembarque da Normandia, o Dia D. Depois da guerra, com David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, funda a Agência Magnum (constituída oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, 8


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B O B

Iniciou a carreira ao 16 anos como assistente de fotografia na Editora Abril onde permaneceu por quatro anos. Em 1974, passou a trabalhar como free-lancer, fazendo algumas revistas técnicas da Editora Abril, como Químicos e Derivados, Máquinas e Metais. As fotos eram de empresários – o famoso boneco, na linguagem jornalística. Em 1978, montou seu primeiro estúdio e estudou Ciências Sociais. Em 1982 mu-

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dou-se para Nova Iorque, trabalhou como assistente do fotógrafo norte-americano Bill King. De volta ao Brasil, sua carreira tomou novo rumo e, a partir de 1985, começou a fazer editoriais para diversas revistas. A consagração como fotógrafo veio após a exposição Jardim da Luz, em 1996, no Museu de Arte de São Paulo. Foi responsável por vários ensaios para a Playboy e diversas capas e editoriais de moda. Em 2004

realizou a exposição Antifachada - Encadernação Dourada no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, e suas fotos passam a pertencer a diversas coleções, museus e instituições de arte. MAB - FAAP Atualmente é considerado por muitos como um dos maiores fotógrafos da América Latina. Bob Wolfenson fotografou dezenas de top models, fez muitas campanhas publicitarias importantes apesar de ser essencialmente um artista. Atualmente Bob Wolfenson é co-editor da revista da qual ele mesmo é co-criador, a S/N (lê-se Sem Número). ◀


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