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A sua conexão com a informação Ano 1

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Sábado,30 de novembro de 2013.

O Facebook como Arma dos Movimentos Sociais Como o site de relacionamento mais famoso do mundo, conseguiu mobilizar cidadãos a irem às ruas e fazerem uma grande revolução. Pág.3

Segurança na Internet, um caso de polícia A incidência dos cibercimes chama a atenção da justiça brasileira. Cerca de 22 milhões de brasileiros foram vítimas de cibercrimes nos últimos 12 meses. Pág.10

Entrevista:

Educomunicação e Web 3.0 com Agnes Bezerra Coordenadora do núcleo de Design Educacional da EAD UNIFACS

Pág. 7

O grito do gigante ensurdeceu as redes Um abordagem sobre a força das redes sociais dentro das manifestações populares. Pág. 2


O grito do gigante ensurdeceu as redes

ED

AL

Por Maria Clara Gerbasi

ITORI

Com a revolução digital do século XXI, muitas profissões tiveram que se adaptar aos novos recursos e às novas possibilidades. Do modo de pesquisa à formação de novos profissionais, adaptação ao mercado de trabalho, todas as formas de relacionamento e de interação foi modificada. Consideramos que nossos leitores , formam uma comunidade que interage e contribui para as mudanças na sociedade.Essas transformações começam na informação, cada vez se faz mais necessário entender e dominar esse mundo digital. Atualizar-se passou a ser um obrigação diária para que se consiga adaptar-se à efemeridade das notícias e à rapidez das novidades. Com isso, colocamos reportagens, informações e entrevista com informações sobre as redes sociais, recursos, formas e interações com a comunicação digital. Colocamos o mundo visto através das redes sociais como o Facebook. Informamos sobre a Educomunicação e a Web 2.0. O Conectados mostra como as inovações chegaram em diversas áreas com a comunicação digital, como as mudanças de comportamento se tornaram uma necessidade e as novas formas de encarar o mundo através das redes sociais.

Expediente

www.issuu.com/conectados

A sua conexão com a informação

Jornal desenvolvido por alunos do curso de Comunicação e Marketing da Universidade Salvador | UNIFACS - EAD | Salvador - 2013 Diretor de Redação: Ana Carolina Dantas Editor-chefe: Taís Cupertino | Viviane Castro Diretor de Arte: Taís Cupertino Editor/Reporter: Ana Carolina Paixão | Ana Virgínia C. Câmara Celita Souza | Esdras Nascimento | Maria Clara Gerbasi Maria Regina Vivas | Rafael Gonçalves | Taís Costa Viviane Castro

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Quem acompanhou as manifestações e protestos que pararam o Brasil nos últimos meses, pôde ter uma noção do potencial e da importância das redes sociais na atualidade. Foi impressionante acompanhar a mobilização popular através das redes sociais, e a quantidade de pessoas atingidas em tempo real pelas informações e notícias publicadas. Em poucos instantes o mundo já tomava conhecimento do movimento popular, das indignações e dos motivos que levaram uma nação às ruas. Para os que acreditavam que o poder da comunicação em massa estava apenas nos veículos tradicionais, ficou provado que estavam redondamente enganados. As redes sociais foram ferramentas mais do que fundamentais no sentido de informar, motivar, mobilizar e recrutar todos os brasileiros que mantinham "adormecida" dentro de si uma vontade avassaladora de um Brasil melhor. Twitter, Facebook, Orkut e Instagram foram fundamentais na mobilização popular, que foi ganhando cada vez mais aderência e representatividade. As famosas hashtags, que funcionam como ferramentas de filtro, organizando as informações, traziam mensagens que aguçavam o patriotismo dos

brasileiros. Através delas era possível ver imagens e ler informações e testemunhos acerca dos temas filtrados. A rua tornou-se um grande Facebook, onde muitas pessoas, com cartazes de palavras de ordem, estavam ali somente para serem registradas e compartilhadas como fazendo parte do dito momento histórico. Enquanto repórteres e câmeras de TV tentavam acompanhar os focos dos protestos, cidadãos comuns postavam informações em tempo real do que estava acontecendo em cada praça ou avenida. Muitas vezes, os conteúdos também tinham como objetivo orientar quem estava participando ou fugindo dos embates mais violentos. As redes sociais provaram o seu potencial e, que não é mais necessário esperar o jornal do dia seguinte para obter informações. Cabe a cada usuário a missão de separar fatos e boatos. Espero realmente que o Brasil tenha acordado. E que estes movimentos não sejam manipulados por velhas raposas da política brasileira. Visto que nesses movimentos partiram essencialmente da sociedade civil, sedenta por justiça, devemos aplaudir, incentivar e fazer a nossa parte. A força da união do apelo popular é inquestionável. E isto não significa ser contra as instituições, muito menos ser fascista como alguns partidos políticos tentam dar a entender, isso significa exigir uma democracia em que seja feita a vontade do povo que elegeu os próprios representantes e que merece uma administração digna.


Sábado,30 de novembro de 2013

O Facebook como Arma dos Movimentos Sociais Como o site de relacionamento mais famoso do mundo, conseguiu mobilizar cidadãos a irem às ruas e fazerem uma grande revolução. Por Viviane Castro

Nem mesmo Mark Zuckerberg, fundador do site mais popular do mundo das redes sociais[1] - Facebook, imaginava o impacto que a sua criação teria dentro da realidade social no mundo atual. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado em setembro de 2012, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 83 milhões de brasileiros tem acesso a internet. Desse número 72% estão cadastrados em alguma rede social, 58% tem um perfil no Facebook. Sem sombra de dúvidas, o final do século XX trouxe grandes transformações sociais, a mais importante delas foi a revolução dos meios de comunicação, com a chegada das mídias digitais. O advento da Internet modificou as relações sociais, trouxe para o convívio a virtualidade. Neste caminhar, a sociedade contemporânea segundo o teórico Pierre Levy passa a operar “como a infraestrutura do ciberespaço, novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transição, mas também novo mercado da informação e do conhecimento”. Esse fenômeno, fez com que indivíduos voltassem a estar próximos, a viverem momentos comuns, sejam eles de maneira presencial ou virtual, a se “tribalizarem”. O cenário atual, segundo o teórico McLuan, é de retribalização. De acordo com este autor, as pessoas viviam em tribos, com a chegada da imprensa eles se destribalizam, e hoje eles estão retribalizados, ou seja, a sociedade contemporânea se reuniu em novas tribos por meio de mídias digitais. É notório que o advento da Internet aproximou

indivíduos, alterou padrões de sociabilidade, revolucionou conhecimentos e disponibilizou um número astronômico de informações. Em outras palavras, cidadãos puderam se comunicar e se organizar em seus ideais sociais, culturais e políticos. Ela facilitou a mobilização e a possibilidade das pessoas participarem sem sair da sua zona de conforto. Os ditos sites de redes sociais, ou simplesmente rede sociais, se popularizaram entre os usuários do mundo web e trouxeram o fenômeno conhecido como web 2.0, que se caracteriza pelo oferecimento de ferramentas e variadas tecnologias, que possibilitam a produção de novos conteúdos de diversificadas maneiras como: a) Usar a interface web como plataforma para uso e distribuição dos softwares; b) Captar, armazenar e analisar grande volume de dados deixados online, e; c) Foco numa experiência de navegação satisfatória para o usuário. A face mais devastadora deste fantástico fenômeno foi quando as redes sociais, e aqui em especial o Facebook serviu de instrumento para que a sociedade pudesse se manifestar contra determinados regimes políticos. No Egito, o Ditador Muhammad Hosni Mubarak, que governava o país a mais de 30 anos, foi deposto do cargo, pelas manifestações que ganharam corpo em publicações feitas em uma Fan Page[2] denominada “Are all Kahled Said”[3]. Essa Fanpage foi criada após o assassinato do estudante Kahled Said vítima de tortura pela polícia egípcia. Fotos do seu corpo desfigurado vazaram e foram

publicadas o que gerou revolta e diversas discussões contra o regime de Hosni Mubarak. No Brasil, o Facebook se tornou a ferramenta principal de mobilização da população que já não suportava os alarmantes índices de corrupção e a falta de qualidade nos serviços públicos e sistemas de transporte. A mobilização provocada pelo Movimento Passe Livre (MPL), levou milhares de pessoas as ruas para protestar contra a forma que o governo brasileiro tratava a coisa pública. Jamais se viu tamanha mobilização em um espaço social, o governo federal, que a essa altura era cobrado de forma contundente, como forma de não ter a sua imagem desgastada perante a opinião pública, passou a utilizar de diversas manobras, como a inserção de chamadas nos meios midiáticos, alegando que as reivindicações populares eram improcedentes. Essa ação chegou de maneira tardia, e já não surtiu o efeito esperado, muito pelo contrário, deu mais voz aos manifestantes. A sociedade passou a acompanhar essas manifestações pelas redes sociais, mais precisamente pelo site de relacionamento Facebook. A credibilidade da informação era valorada pelo número de compartilhamento, curtida e informações que amigos, ou amigos dos amigos publicavam a cada minuto. O que torna essa coisa interessante é que essas pessoas, anônimas até certo ponto, se tornaram verdadeiros repórteres, muito mais que âncoras dos grandes telejornais

brasileiros. O Facebook foi o principal instrumento dessas mobilizações, pessoas que estavam nas ruas publicavam de maneira instantânea fotos, vídeos, áudios, do que estava acontecendo naquele momento, com essas fontes na rede, elas ganharam o mundo. A imprensa ficou em segundo lugar, a notícia era buscada no mundo digital e não através do que era noticiado pelas grandes redes de telecomunicações. O certo é que depois dessas manifestações os governos passaram a monitorar essas redes, em especial o Facebook. O futuro somente o tempo dirá de como essas mudanças iriam se adaptar as novas conjunturas sócio-políticas. O que se pode afirmar é que uma criação em 2004, feita para compartilhar informações entre as universidades e escolas do meio secundário, se tornou uma arma muito eficaz e com um poder sem precedentes. Não há o que se discutir, as redes sociais são, definitivamente, um caminho sem volta. O que antes era apenas uma mera distração, ou simplesmente uma possibilidade de encontrar amigos, ganhou um caráter mais sociológico, que define novas identidades coletivas. O conhecimento, ações, atitudes e informações são geridas e criadas de maneira colaborativa, democrática, interativa, pelo tempo que quiser em um espaço infinito. Para este fim, nos dias atuais, para se derrubar os governos que não estão andando na linha: Facebook neles.

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Copa do Mundo de 2014 Esdras Nascimento

A cada dia que passa a Copa do Mundo do Brasil fica mais próxima, faltam exatamente 259 dias (será atualizado na publicação do jornal) e não há como negar que aquele friozinho e a ansiedade pelo evento já começaram a contagiar o povo nos quatro cantos do país. Mas falando da parte operacional /tecnológica para sediar um evento como esse o Brasil se comprometeu a disponibilizar 12 estádios e cidades em totais condições de atender as exigências do evento. Isso inclui diversas novas tecnologias, com uma comunicação digital de alta qualidade para diversos quesitos como conforto, acessibilidade, segurança e até mesmo sustentabilidade. Conheça agora as principais inovações para a Copa do Mundo de 2014. Catracas inteligentes, apesar de ainda não estarem confirmadas, mas que deve habitar os estádios, esta catraca traz câmeras de alta definição acopladas a sua base superior. Com essa tecnologia os gestores de segurança poderão identificar cada torcedor

visualmente, sabendo qual o seu ingresso, o setor, e qual assento está ocupando. Além disso essas catracas não são motorizadas, não sendo mais necessário empurralas para passar, movimentam-se automaticamente. Graças a isso, caso seja necessário o escoamento rápido de publico basta uma ordem pelo software e suas hastes são “abaixadas” permitindo uma fluência rápida de multidões. Monitoramento e Segurança, todos os estádios da Copa do Mundo contarão com dezenas de câmeras para monitorar o publico, tudo visando a segurança de quem deseja acompanhar os jogos. Todas as aproximadamente 200 câmeras por estádio são ligadas a uma única central de monitoramento que acompanha tudo em tempo real, capta imagens em alta definição, o que permite a utilização do zoom para que a policia enxergue até mesmo as feições e detalhes de roupas de torcedores, caso necessite identificar possíveis vândalos. Centrais de Controle,

junto as centrais de segurança ficarão também salas com pessoal especializado no controle técnico do estádio. Por meio desse local é que serão controlados diversos recursos eletrônicos com tudo de mais inovador em comunicação digital, como praças esportivas, iluminação, funcionamento de câmeras, telões entre outros recursos. Coberturas Inteligentes, estádios como do Atlético Paranaense contam com um tipo retrátil em que leva apenas 15 minutos para estar totalmente coberto. Já o da Arena Fonte Nova conta com um sistema de captação pluvial instalados no teto e que levam as aguas das chuvas para reservatórios subterrâneos. Com isso é possível aproveitar a agua da chuva em sistema de irrigação e limpeza. Além desses dois estádios mencionados outros contarão com películas especiais que se limpam automaticamente eliminando os gastos de recursos com agua e produtos químicos, isto tudo movido por um

“clique”. Spidercam, além das transmissões em três dimensões e imagens em FULL HD, outro ponto que vai chamar atenção ao assistir uma partida da Copa do Mundo em casa é a capacidade incrível da spidercam registrar imagens verdadeiramente espetaculares. Trata-se de uma câmera manuseada através de 16 cabos de aço posicionados na vertical e horizontal na parte superior dos estádios. Tudo é controlado por uma central, que por sua vez é transmite para todo o mundo em tempo real. Com um evento dessa magnitude acontecendo aqui no nosso país é importante que toda a estrutura e conforto sejam ofertados ao publico que está nos estádios ou em suas residências e à 04 anos o país parou para isso, a FIFA tomou conta do país com suas exigências e ordens, e o governo acatou. É justo usufruirmos também desses “benéficos” já que no final quem irá pagar a conta somos nós.

http://diaadiavestibulando.wordpress.com/

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As Redes Sociais no cotidiano Educacional Por Rafael Gonçalves

As redes sociais proporcionam informação e transmissão de conhecimento, além de possibilitar interação entre pessoas. Assim, está presente no cotidiano de boa parte da população e tem se tornado também uma excelente ferramenta para educadores e instituições de ensino e aprendizagem. Inicialmente, as redes foram utilizadas apenas para conectar pessoas e acabaram crescendo aceleradamente devido à facilidade de aquisição de ferramentas capazes de se conectar na rede. Atualmente diversas instituições de ensino no Brasil já realizam atividades virtuais com o uso deste instrumento e através das inúmeras

tecnologias de informação e comunicação (TIC). O uso crescente dos tablets, smartphones e outros dispositivos também têm contribuído neste processo. Nos dias atuais é verificada constantemente a presença dos professores em grupos de discussão criados no facebook, publicação de vídeo aulas em sites como o You Tube, videoconferência no Skype, para interação com alunos por meio de plataformas digitais. Dessa forma esses recursos têm auxiliado no novo método de ensino e aprendizado, aproximando, cada vez

mais, alunos e instituições dessa nova realidade. Com o uso das redes sociais é possível ter um vasto repertório de recursos multimídias a serem utilizados de diferentes formas, chamando assim a atenção e incitando o interesse dos alunos para os conteúdos estudados

durante a aula, que poderá ser virtual ou presencial. Assim, a inserção delas na educação favorece uma comunicação mais objetiva, moderna e rápida entre discentes e docentes, além de facilitar o conhecimento e o ensino entre eles.

A Moda nas Manifestações

Por Maria Regina Vivas

Você lembra o que você estava fazendo no dia 6 de junho? Foi nesse dia que o Brasil parou quando o Movimento Passe Livre (MPL) foi a luta as ruas de São Paulo para protestar o aumento nas passagens. Depois desse dia você ou concorde ou não virou tendência ir para rua! Jovens de todo os cantos do país se revoltaram e o movimento se espalhou e cada um foi pra rua lutar pela sua causa. No Facebook mais de 200 mil pessoas se reuniram virtualmente

a favor da manifestação, mas o que muitos se esqueceram era do que vestir para ir pra rua. Por isso o site Chic da Glorinha Kalil listou um top 6 de itens importantes, confira: 1. O tecido é o mais importante. Impermeáveis são uma boa defesa contra gás lacrimogêneo, impedindo que o químico se prenda ao algodão e chegue à pele. Capas de chuva entram nessa lista. 2. Muito se fala em panos embebidos em vinagre para diminuir os efeitos do gás.

Nesse caso, quanto menos sintético o tecido, melhor. Leve camisetas, bandanas, pedaços de algodão, que seguram melhor a substância e também te ajudam a respirar. Acetinados, sedas e acrílicos não são tão eficientes. 3. Tecidos grossos ajudam a proteger a pele contra balas de borracha e estilhaços de bombas de efeito moral. Pense em casacos grossos, jeans ou ceroulas de lã sob as calças. 4. Quanto menos pele à vista, melhor - contra

5. Conselho óbvio: use calçados confortáveis. Se tudo der certo, você vai andar muito. Se algo der errado, você pode ter que correr. Em ambos os casos, o que vale é a sua segurança. 6. Deixe acessórios em casa - brincos, colares, piercings -, para evitar acidentes. Mas pense em algo para proteger os olhos, como óculos de natação, e luvas para as mãos. Com essas dicas caso você precise ir pra rua lutar pelo que é seu de direito você vai fazer bonito e não vai passar por situações chatas.

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Os Novos Hábitos de Informação dos Brasileiros Por Ana Virginia Chastinet Câmara

Os brasileiros vem adotando novos hábitos de informação, fazendo com que as velhas mídias (a televisão e o rádio) comecem a “perder força” frente à grande mídia de todos os tempos, a Internet. Com a possibilidade de ter maior acesso a todo tipo de informação, a população começa a refletir sobre as notícias transmitidas pelas velhas mídias e pelos novos meios de comunicação que estão surgindo. Sendo, as redes sociais, o principal fator de transição do analfabeto midiático(indivíduo alheio à veracidade dos acontecimentos) para o formador de

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opinião(indivíduo antenado com o que acontece no meio em que vive). O indivíduo que mora na periferia tem acesso às mesmas informações de quem reside num bairro de luxo, graças à inclusão digital no Brasil, que está possibilitando que a faixa mais pobre da população tenha acesso ao

computador com Internet e ao celular, devido ao crescimento da renda no país. O celular, por exemplo, é um dispositivo que está, onde os brasileiros mais pobres estão. É uma plataforma privilegiada, pois gera inclusão social e tem grande relevância assim como a Internet e está presente também nas classe C, D e

As redes sociais que surgiram com o advento da Internet,fornecem todo tipo de informação para atualização do indivíduo e ainda substituem as informações dos portais de notícias, da TV e do rádio.Estas novas ferramentas eletrônicas já provocaram impactos na política,economia e na cultura do entretenimento. E, mais do que nunca, são responsáveis por influenciar na formação de opinião dos indivíduos.E, você, caro leitor,já parou para pensar que as novas ferramentas eletrônicas podem lhe influenciar deste modo?

Smartphone, a carteira digital do século XXI Por Esdras Nascimento

O inicio do XXI caracteriza-se por uma época de prosperidade, pelo rápido crescimento da economia mundial e, sobretudo pela ascensão de países como Brasil, Rúussia, ÍIndia, China e ÁAfrica do Sul. Estimase que na metade deste século, nestes países conhecidos como BRICS estarão concentrados a maior parte da economia global. É possível verificar o aprofundamento do processo de globalização da economia e da informação, potencializando, sobretudo pela revolução digital que, embora teve início iniciada no século XX, tornou-se efetivamente uma revolução no século XXI. Para a era da informação ou era do conhecimento o processamento, manipulação e organização de dados de forma rápida é

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fundamental para uma sociedade cada vez mais sem tempo. Neste quesito os smartphones (telefone inteligente, numa tradução livre) vem assumindo um novo papel, o da carteira digital. Isso por que é um telemóovel com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados através de um sistema operacional., Aatualmente os líideres de mercado são, IOS e Andróoide. Entre os principais aplicativos e funcionalidades estão o acesso a e-mails, calendários, agenda pessoal, aplicativos de instituições financeiras, má-quina de cartão de créedito para pagamentos e compras via internet, leitor óoptico, siste-ma de buscas e mapas. A verdade é que existe uma infinidade de

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aplicativos e utilitários para os smartphones. Pesquisas apontam que o numero de usuários de smartphones vai quadruplicar em aproximadamente 05 anos. Este enorme crescimento implicará em um grande esforço das operadoras de telefonia móvel em investir em redes de alta velocidade já que com a expansão de usuários a troca de dados será muito maior e exigirá muito suporte ao tráafego de informação o que é imprescindível para uma comunicação digital eficiente e eficaz. Atualmente os mais de 3 bilhões de usuários de telefones inteligentes já exigem uma alta velocidade para seus aparelhos, cada vez mais modernos. E o forte avanço na venda de smartphones e a grande oferta em

relação àas marcas e disponibilidades de cada produto, podem e devem estar relacionados ao altíssimo núumero de adeptos nao pais. Em suma, podemos afirmar que para os usuários brasileiros, além do tráfego de informações, os smartphones se tornaram uma ferramenta muito útil devido à mobilidade. A cada dia que passa as pessoas estão cada vez mais envolvidas com seus estudos, trabalhos e afazeres e não precisam esperar chegar em casa para acessar e-mails, redes sociais, fazer e pagar compras via internet. Enfim a era da informação está consolidada e a maioria dos brasileiros já possui a sua carteira digital.


Sábado,30 de novembro de 2013

Educomunicação e Web 3.0 Por Esdras Nascimento, Lázaro Gil e Taís Cupertino

Agnes Bezerra é professora e coordenadora da área de Design Educacional da EAD Unifacs, produzindo de materiais didáticos desde recursos de ambientes virtuais à área de formação de professores para uso de tecnologias educacionais. Lázaro – Partindo da sua formação como Relações Públicas até se tornar uma educadora, em que ponto surgiu nessa trajetória, a Educomunicação? Agnes Bezerra - Na verdade, eu sou Relações Públicas de formação e meu mestrado é em Administração. A educomunicação surge desde a época da faculdade quando existiu uma disciplina chamada de Gestão de Crises no 3º setor e nessa disciplina que a gente começou a fazer um trabalho com comunicação comunitária e eu sempre tive um caminho muito próximo na área de desenvolvimento comunitário. E aí, eu tive o privilégio de trabalhar durante muitos anos numa ong, onde a missão institucional convergia com o meu projeto de vida, então eu conseguia juntar a comunicação numa perspectiva de desenvolvimento comunitário, numa perspectiva de resignificar projetos de vida, de transformar histórias de vida, então a Educomunicação surge nesse sentido, é a educação pela comunicação, educação para comunicação, então você parte tanto da perspectiva da comunicação num olhar

formativo, tipo o comunicador que comunica bem e educa,como você também pode usar a comunicação numa perspectiva de leitura crítica, porque se você desconstrói, você muda,você amplia a formação de opiniões do sujeito.E ainda tem outra questão que é a possibilidade de você usar a comunicação como uma ferramenta tanto para escoar produção em sala de aula e envolver comunidade escolar, como para empoderar pessoas no território. Taís – É fazer do estudante, do aluno,um participante da construção de uma nova realidade. Agnes – Exatamente. Ele é sujeito ativo do processo de formação dele. E a Educomunicação contribui na questão de você ajudar a dar contextualização e sentido àquele processo de formação. Trazendo para uma perspectiva da educação à distância, nós temos materiais didáticos que são pensados para um número enorme de alunos, mas ao mesmo tempo, você tem uma contradição, em que você tem um modelo de educação que prevê autonomia e interação com o sujeito.E então, você pode também não pasteurizar esse processo e aí a educom entra justamente como uma metodologia que potencializa todas

essas possibilidades e essas multiplicidades de caminhos. Esdras - Como é que o professor está lidando com o processo do educando estar mais efetivo, ele está numa situação ativa e não tanto passiva na construção do conhecimento? Agnes Bezerra - Existe um teórico chamado Michael Moore que tem um conceito que fala da distância transacional, o que é que esse teórico diz? Que existem três níveis de interação, de utilização de ambiente virtual e de tecnologia.O primeiro momento é quando a gente usa esse ambiente virtual ou a tecnologia como a tecnologia de distribuição: eu vou lá, coloco o material, o aluno entra, pega minha atividade sob o ambiente virtual e ele só volta lá no dia de postar a atividade, então aquele lugar ali é só para ele pegar informação.O segundo nível é o que ele chama de tecnologia de interação: eu entro, eu interajo com o meu professor, eu interajo com o meu tutor, então eu começo a ter uma interação, mas o nosso objetivo é chegar no terceiro nível que é o da tecnologia na perspectiva de colaboração: em que eu entro, eu interajo com

o professor, mas eu interajo com o meu colega, eu interajo com o tutor, então eu começo a construir colaborativamente conhecimento dentro daquele fato, então esse é o nosso grande desafio no EAD, nossas formações tanto para estudante quanto para professor tem sido na busca de chegar no terceiro nível de formações de construção colaborativa de crescimento. Esdras - Então, a partir daí, é certeza que o abismo está diminuindo entre educando e educadores no processo de conhecimento de cultura e de disseminação do conhecimento geral? Agnes - Olha,eu acho que o caminho não é mais o ensino presencial nem o ensino EAD, na verdade, a gente está convergindo para modalidades cada vez mais híbridas.O que a gente está chamando agora de blended learning que é justamente o híbrido, aquelas coisas dos coquetéis, tem alguns autores que usam o símbolo do liquidificador, que é você misturar modalidades, é você entender que não tem mais distância,então,na verdade,ele é

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convergente, ele não está separado. Esdras - Quais são os critérios de pesquisa que são realizados como critério de avaliação para se montar um trabalho em EAD,por exemplo? Agnes – A coordenação de design educacional é justamente esses processos de produção de conteúdo e formação para atuação na educação à distância. Essa coordenação envolve a assessoria pedagógica da EAD, envolve as revisoras do material didático, os designers gráficos que produzem os módulos que vocês recebem e o design instrucional é o profissional que ajuda o professor a pensar no planejamento desse ambiente virtual. É o design instrucional que pensa, por exemplo, no que a gente chama de o “pulo do gato”, é você saber que o material que ele é feito pra ser impresso não pode ter a mesma linguagem do material que vai para a web. É encontrar ferramentas, softwares e formas de fazer metodologias que ajudem o professor que tem uma super

experiência de presencial, que ele é um profissional respeitado e ajudá-lo a desenvolver habilidades e competências para trabalhar a educação à distância. Esdras- Como a WEB 3.0 pode agregar em aplicações pedagógicas? Agnes - A gente hoje, ainda usa muito a ferramenta da WEB 2.0.Pierre Lévy diz o seguinte: que a WEB na sua concepção tecnicamente,a gente sempre pôde fazer upload e download de arquivos. Só o que é que mudou com a WEB 2.0, que é a web dos blogs, a web das ferramentas, a web da colaboração? O que muda é o comportamento do usuário, então isso vale para a WEB 2, isso vale para a WEB 3 e vai valer para a WEB 1 milhão, porque o que muda é a forma como o usuário se comporta na Internet hoje. Você consegue hoje, deixar de ser um usuário passivo, deixar de ser um receptor de conteúdo. E do ponto de vista educacional, vocês estão com uma vantagem enorme em relação ao aluno

presencial, porque vocês estão sendo formados dentro de um ambiente hipertextual, dentro de um ambiente multimídia que já ajuda a desenvolver habilidades que vocês vão precisar no mundo do trabalho, então assim, o aluno de EAD, ele é um aluno que mais lê, ele é um aluno que trabalha com áudio,com vídeo, com podcast, com texto, com tudo, então essa é a natureza da formatura de vocês e aí voltando para a questão do detalhe educacional e para a formação do professor, a gente precisa ajudar este professor a sair da sala de aula do cimento para ele entender que está na sala de aula do “ clique”, para ele entender que o ambiente virtual, é só mais um espaço de formação para ele, para o aluno e que essa sala de aula, esse ambiente virtual, ele está conectado com o mundo. Taís - O que você acha do comentário

dos críticos de que não existe uma 2ª geração de aplicativos web, que o termo WEB 3.0 é uma jogada de marketing? Agnes - Eu concordo com Pierre Lévy, quando ele fala que a grande mudança está no comportamento de quem usa a web.Então, quando ele fala da WEB 2.0, que o novo marco da web é Web Semântica, pense, há dez anos atrás, como você se relacionava e como você se relaciona hoje,entendeu? Taís- Você tem mais alguma coisa pra nos falar como estudantes de Comunicação? Agnes - Eu tenho percebido nos cursos de EAD da gente aqui, uma mudança também no perfil do estudante e isso me deixa muito feliz. A gente não consegue ser tão presente fisicamente quanto a gente gostaria, mas que a gente use pelo menos essas ferramentas com um olhar de afetividade, porque a gente estava falando que as novas formas de interação e sociabilidade ajudam a resignificar o conceito de presença,né?

O Replicar da Moda nas Mídias Sociais Por Maria Regina Vivas

Dizem que na moda tudo se transforma, nada se copia, mas devemos ter muito cuidado ao replicar algo que já existe, pois na nossa sociedade e na Legislação, ser imitado tem o peso de ser roubado. A réplica permite modificações, seja na cor, no tecido ou até mesmo nas medidas, mas não foi exatamente o que a marca Yves Saint Laurent fez ao lançar um modelo de sandália com solado vermelho, quase uma cópia do scarpin de 12 centímetros de salto, com a indefectível sola vermelha, marca registrada do

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Chrisrian Louboutin (que no Brasil custa R$ 11 mil). O babado foi tão grande que moveu até um processo no ano passado , mas a justiça americana deu àa casa YSL o direito de continuar vendendo no país seus sapatos com sola vermelha, apesar da violação de patente. Hoje em dia, com o boom das mídias sociais, fica cada vez mais fácil de detectar uma cóopia, pois uma vez que você joga uma foto na internet ela se multiplica e pode parar em lugares que você nem imagina. O que muitas pessoas têem que ter cuidado é, na hora de copiar uma foto ou texto, dar os devidos créditos ao verdadeiro dono da obra, se não pode gerar uma dor de cabeça mais a frente.


Sábado,30 de novembro de 2013

Entrando na Rede

Atualmente as redes sociais são febre no mundo digital, e atingem as mais diversas camadas sociais e culturais da população. São sistemas web para relacionamento e conhecimento entre pessoas. Podem ser de propósito geral ou para um público específico (músicos, médicos, pessoas solteiras, etc.). Com a popularidade, as redes sociais online foram ganhando mais funcionalidades, tornando a interatividade entre os usuários cada vez maior. As mais populares são Facebook, Twitter, Orkut, Instagram, Linkedin, Flickr e MySpaces. Desde sua origem, as redes sociais têm atraído milhões de usuários em todo o mundo, muitos destes integraram tais sites em suas rotinas diárias. Atualmente existem centenas de redes sociais online, com várias implementações tecnológicas diferentes, dando apoio a uma grande quantidade de práticas e interesses. Algumas se caracterizam por serem um canal de comunicação

de sites préexistentes . Outras ajudam pessoas a se conhecerem , baseadas nos interesses em comum das pessoas. Todos podem se relacionar livremente, pois não só existem redes sociais de âmbito geral, mas também aquelas destinadas à pessoas de um determinado país, raça, língua, religião ou interesses específicos. Os sites de rede social são baseados nos relacionamentos reais entre pessoas. Com isso, muitos destinamse à formação de redes online entre pessoas que já se conhecem pessoalmente e passa a exercer uma amizade virtual. Os amigos virtuais que já se conhecem na vida real, podem acessar os amigos em comuns, ou os amigos dos amigos e com isso é formada uma grande rede de relacionamento em cada um dos sites de rede social. Sites de redes sociais podem ser definidos como serviços, baseados na web, que permitem aos seus usuários: construir um perfil público ou semi-público em um sistema delimitado, que são as plataformas digitais, elaborar uma lista de amigos com quem eles compartilham uma conexão e ver e navegar pela sua lista de

conexões e pelas de outras pessoas. A natureza e a nomenclatura dessas conexões podem variar de acordo com o site. Apesar de os sites de rede social atuais implementarem uma série de funcionalidades, sua espinha dorsal consiste em perfil público para cada usuário que mostra seus dados e a lista de conexões dele. Após cadastrar-se em um site de rede social, é exibido um formulário ao usuário, com perguntas sobre ele. Seu perfil é formado a partir das suas respostas, que podem incluir idade, localização, interesses, uma foto e um texto autodescritivo. Depois que o usuário cria seu perfil, o próximo passo em um site de rede social é identificar os usuários já cadastrados que ele deseja ter como conexões. As nomenclaturas mais comuns para as conexões são "Amigos", "Contatos", "Fãs" ou "Seguidores". É comum os sites de rede social possuírem também álbum de fotos e uma área em que os usuários podem se comunicar através de mensagens de texto. Vale lembrar que sempre há riscos ao compartilhar dados nas redes, por isso, alguns sites de rede social adotaram níveis de privacidade. À partir daí, o compartilhamento de informações será estendido conforme a pretensão do usuário: uso profissional, pessoal, contatos e novas amizades ou até mesmo conhecer um novo amor.

Por Maria Clara Gerbasi

Bendito Facebook!!! Luíza Almeida estava em um dos tours virtuais que costuma fazer nas noites de domingo no Facebook, quando viu na lista de um amigo em comum o perfil de Jonas Ribeiro. Atraída pela beleza do garoto, resolveu adicioná-lo e mandar uma mensagem particular fingindo que estava lembrando de que foram apresentados na festa de casamento desse amigo em comum, o Edu, que por sua vez estava recém-casado. "Logo que vi o perfil do Jonas senti algo de especial, e resolvi apostar as minhas fichas!" conta Luíza. Ao receber a mensagem, Jonas percebeu logo que havia algum interesse da parte de Luíza, pois, por motivos profissionais, não esteve presente no casamento de Edu, mas respondeu à cantada dizendo que lembrava-se dela e prolongando o assunto. "Na mesma hora liguei para o Edu e perguntei de onde ele conhecia a Luíza. E ele me deu ótimas informações sobre ela, e decidi investir" conta Jonas sorridente. Por ironia do destino, Luíza e Jonas descobriram entre as conversas virtuais que, além da afinidade, moravam na mesma rua, o que facilitou ainda mais o encontro real. Logo surgiu uma paixão bilateral, que desencadeou um relacionamento sólido que já dura 3 anos e rendeu uma aliança de noivado. Hoje, Luíza confessa feliz: "Sempre tive medo de relacionamentos virtuais, mas, como tivemos o intermédio de um amigo em comum que nos ajudou e agora estamos a poucos passos do nosso casamento!" Uma história com final feliz, graças à tecnologia das redes sociais!

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Sábado,30 de novembro de 2013

Segurança na Internet, um caso de polícia A incidência dos cibercimes chama a atenção da justiça brasileira. Por Taís Costa

Com o crescimento das novas tecnologias, a Comunicação Digital, através das redes sociais e suas mídias digitais chegaram a alcances antes inimagináveis. Apesar de fazerem parte de um grande conjunto, as redes sociais, que significam pessoas “conectadas” por relações, possuem particularidades. Já as mídias sociais são ferramentas digitais personalizadas ou de prestação de serviços que permitem publicação de conteúdo e formação de relacionamento, apenas por meios virtuais. Todos querem estar conectados, e hoje vivemos em uma sociedade de informação, onde tudo é processado a uma velocidade muito grande e esta dinâmica remete o indivíduo a uma certa “liberdade”, a uma nova visão de sociedade, de política e da própria vida como um todo. Toda esta “liberdade” que a comunicação digital proporciona a todos os que fazem uso dela, traz consigo algumas situações e problemas que aos poucos vão se revelando de acordo com o uso e a exposição de pessoas e empresas nestas mídias. Muitos são os processos que caminham na justiça, a exemplo do processo do ano de 2012, envolvendo o Facebook e duas empresas de advocacia na Califórnia (EUA), alegando que a rede social violou leis de privacidade. Este é apenas mais um, em meio

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Cerca de 22 milhões de brasileiros foram vítimas de cibercrimes nos últimos 12 meses. a este dilúvio de informações como dizia Pierre Levy, onde ele aposta que apenas dessa forma seremos capazes de desenvolver essas tecnologias dentro de uma perspectiva humanista. Mas, diante da realidade vivida, percebemos que esta perspectiva humanista perdeu-se em meio a tantas mentiras, golpes e tanto sensacionalismo hoje divulgado. A facilidade com que se acessam dados e informações pessoais de usuários principalmente, das redes sociais, gerou uma série de problemas com a justiça, os chamados crimes cibernéticos. Tal como a criminalidade tradicional, a cibercriminalidade pode assumir muitas formas e pode ocorrer a qualquer hora ou lugar. Os criminosos cibernéticos usam métodos diferentes segundo suas habilidades e seus objetivos. O Tratado do Conselho Europeu sobre Crime Cibernético usa o termo "cibercrime" para definir delitos que vão de atividades criminosas contra dados até infrações de conteúdo. Porém, há também outra definição sob um ponto de vista mais amplo, onde inclui atividades como fraude, acesso não autorizado,

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pornografia infantil e cyberstalking (assédio na Internet). Diante destas definições, é possível observar que o cibercrime pode englobar uma gama muito ampla de ataques. Compreender essa ampla variedade é importante, visto que os diversos tipos de crimes cibernéticos forçam as pessoas a terem atitudes diferentes para melhorar a segurança do seu computador. De acordo com um estudo divulgado pela consultoria Norton, 22 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes nos últimos 12 meses. O relatório mostrou também que 48% dos donos de smartphones não se preocupam com a segurança do aparelho, não utilizando senhas ou fazendo back-up com frequência. Para a Norton, além da adoção de dispositivos básicos como uso de antivírus, também é necessário mudanças de comportamen to, como utilizar redes seguras. Hoje, 61% dos brasileiros usam Wi-Fi abertas mesmo sem saber se são seguras. No Brasil, os abusos e crimes cibernéticos tem chamado a atenção da justiça, principalmente

pela frequência em que tem ocorrido. Para estes tipos de crimes existe o chamado Direito da Informática e Digital, uma área da justiça, ainda nova, mas, promissora diante da demanda do mercado, que aborda estas questões de forma clara, afim de que os julgadores compreendam que a efetiva tutela jurisdicional, nestes casos, só é alcançada com a apuração da autoria, reunindo documentos, gráficos, desenhos que ilustrem o procedimento de apuração e não com o fornecimento de meros dados de conexão.

DICAS DE

SEGURANÇA NA INTERNET


Sábado,30 de novembro de 2013

Questões legais na Era Digital Por Celita Souza

Atualmente, qualquer indivíduo que ingressa em uma rede social, em pouco tempo, pode alcançar centenas de amigos ou talvez milhares, somente com um conhecido que levaria a um rede de novos conhecidos. As mídias sociais podem ser vistas como uma forma moderna de relacionamento, um novo padrão de sociabilidade, mas, por diversas vezes, elas criam uma falsa ideia de aproximação. Atualmente, um e-mail é considerado prova escrita e com mais valia do que um testemunho verbal. Provas oriundas de Facebookt e YouTube têm sido encaradas como preferenciais em relação a provas testemunhais.

Publicações na internet de comentários preconceituosos em relação ao empregador, seus clientes, fornecedores ou colaboradores, ou revelar informações sigilosas da empresa ou de terceiros, ou ainda praticar concorrência desleal contra o empregador, pode ser levado de forma legal a um processo judicial. Existe um projeto em trâmite no Congresso Nacional que estabelece ainda que quem obtiver informações sigilosas ou violar comunicações eletrônicas privadas ou segredos comerciais, como senha ou e-mail, pode ser condenado a 6 meses a 2 anos de prisão. A pena aumenta de 1/3 a 2/3 se houver divulgação ou comercialização dos

dados. No âmbito do direito processual, ocorre de várias formas, como, por exemplo, na instrução probatória, com o desenvolvimento de testes científicos que permitem, com extraordinária precisão, a investigação biológica pelo DNA. Ainda no âmbito processual temos o emprego da tecnologia da informação para conferir celeridade à distribuição da justiça, a utilização de poderosos bancos de dados, a facilidade de consulta e arquivamento, a possibilidade de transmissão em meio eletrônico de imagens, sons e textos, são instrumentos que aperfeiçoam a prestação

jurisdicional, facilitando a comunicação de atos processuais e reduzindo a morosidade na tramitação processual. Como o exemplo temos atualmente o Sistema CNJ - PROJUDI ( PROCESSO JUDICIAL DIGITAL), é um software de tramitação de processos judiciais mantido pelo Conselho Nacional de Justiça e em franca expansão em todos os estados do Brasil. Atualmente, 19 dos 27 estados brasileiros aderiram ao Projudi. Enfim, os crimes hoje praticados na web já são passíveis de punição pela legislação em vigor. Constatamos assim que as novas tecnologias têm impulsionado constantes transformações sociais, que se refletem também no campo jurídico.

A Comunicação Digital e a Desigualdade Social Por Ana Carolina Paixão

O avanço tecnológico proporcionou o surgimento da comunicação digital na sociedade. Ela possibilita a integração dos seres humanos através dos meios de comunicação digitais. É um instrumento importante no cotidiano das pessoas, porém muitas delas não desfrutam ainda deste recurso, devido à desigualdade social.

As causas das diferenças sociais, ou seja, entre ricos e pobres são reflexos de aspectos históricos (colonialismo é um exemplo). Além das consequências trazidas por esse problema como, por exemplo, a fome, educação precária, desemprego, criminalidade entre outros. É perceptível também neste contexto a falta de acesso da população a este veiculo de interação, que assim facilita a troca de informações e também a aproximação dos indivíduos, além

de outros benefícios. Aproximadamente metade dos cidadãos encontra-se excluídos de usufruir das tecnologias da era digital. Afinal quantas pessoas tem computador em casa? E linha telefônica? Foram criados projetos pelo governo para alcançar a tão famosa inclusão digital, mas o problema é que alguns destes não alcançaram o sucesso desejado. Dentre as estratégias exclusivas elaboradas, verificam-se programas e ações que

facilitam o acesso de pessoas de baixa renda as tecnologias da informação e comunicação, programas de inclusão digital onde é oferecido livre acesso a internet entre outros. Um dos maiores projetos é o do estado de São Paulo (programa acessa São Paulo), onde já foram criados mais de 400 postos de atendimento e foi premiado internacionalmente. Inclusão digital significa de forma simplificada, a democratização das tecnologias da informação, permitindo o alcance de todos.

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Sábado,30 de novembro de 2013

Mídia Ninja Mídia Imparcial ou não? Por Lázaro Gil

A sociedade argumenta que a mídia nem sempre é imparcial e hoje a intitulam como sensacionalista. Nas manifestações de junho de 2013, no Brasil, revelou-se uma mídia diferente. Alguns a chamam de mídia alternativa que passou a disseminar no país notícias on-line , direto das manifestações através do uso do celular, divulgando em tempo real os protestos de rua e os confrontos com a polícia, estamos

falando da mídia ninja. Com aspectos semelhante ao grupo de lutadores orientais do mesmo nome, essas características vindas do fato de os lutadores orientais chamados ninja infiltrarem-se em organizações que lhe eram convenientes . Já o mídia ninja infiltrou-se na multidão, mas também no conceito de fazer uma mídia não convencional à opinião pública. Entrevistado por uma emissora de tv,

Bruno Torturra membro do Mídia Ninja, deixou “subentendido” que existe uma crise na imprensa clássica. Esse movimento é uma alternativa de imprensa para o futuro; Mas talvez você caro leitor, esteja se perguntando se o nome Ninja insewrido nessa mídia tida por alguns como uma alternativa de imprensa , possuí algum significado? Diríamos que sim, pois o nome ninja significa:Narrativas Independentes

Jornalismo e Ação. Muitos afirmam que nessa disseminação do Mídia Ninja não existe imparcialidade, pois quando se aponta uma câmera só para um lado significa que é uma escolha pessoal, a expressão de uma tomada de posição. Porém devemos enxergar este movimento alternativo sob uma ótica diferente pois está retratando o outro lado da notícia, o lado que não é divulgado nos veículos de comunicação.

Quem sou eu? Por Lázaro Gil

Surgido de um movimento político nascido na rede(Internet) vem simpatizando e empolgando militantes em todo o mundo. Teve participação na primavera árabe em países como síria, Tunísia, e Egito; em 2009 no Irã demonstrou sua insatisfação na alegada fraude da eleição presidencial iraniana. Mas afinal de quem estamos falando? Do Anonymous, que tornou-

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se resistência e força política na rede levando para todo o mundo sua marca – a máscara de Guy Falkes popularizada pelo filme V de vingança - também na sua origem pode-se dizer que é um grupo sem número exato de participantes e sem líder. Em tese todas as pessoas que queiram praticar algum manifesto de natureza política

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pode usar o nome de anonymous. O nome do grupo faz referência a um termo genérico usado em postagens de fóruns, para designar alguém que preferiu não se identificar. Esse termo ganhou força quando os participantes do fórum 4 chan resolveram fazer ações coordenadas na web, identificando-se como anonymous. Acabaram formando um grupo altamente organizado e sua

ação mais notável foi o suporte em massa dado a Julian Assarg e a wikileaks, servindo de uma maneira não formal aos interesses de ambos. Os Lulz sec foi criado por desafetos dos anonymous que acharam que as ideologias não eram mais as mesmas. Esse grupo declarou guerra aos governos, bancos, e grandes corporações, em todo o mundo, em parceria com os anonymous.

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