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PARQUE DA LAGOA CENTRO DE ENTRETENIMENTO E LAZER SOBRAL/CE

TAÍS ALBUQUERQUE RIOS ORIENTADOR: MARCUS VENÍCIUS PINTO DE LIMA


UNIVERSIDADE DE FORTALEZA – UNIFOR FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

TAÍS ALBUQUERQUE RIOS 1121174 ORIENTADOR: MARCUS VENÍCIUS PINTO DE LIMA

PARQUE DA LAGOA: Centro de Entretenimento e Lazer – Sobral/CE

FORTALEZA 2016


TAÍS ALBUQUERQUE RIOS

PARQUE DA LAGOA: Centro de Entretenimento e Lazer – Sobral/CE

Trabalho final de graduação apresentado à Universidade de Fortaleza, como parte das exigências do Curso de Arquitetura e Urbanismo, para obtenção do Título de Bacharel. Orientação: Mestre Marcus Venícius Pinto de Lima.

FORTALEZA 2016


A Deus, arquiteto da vida; Aos meus pais, por não medirem esforços para que eu chegasse até esta etapa da vida.


AGRADECIMENTOS Àqueles que sonharam junto comigo e estiveram ao meu lado tornando tudo possível: meus pais. Mãe, minha inspiração, meu exemplo de solidariedade e sabedoria. Pai, meu exemplo de força e determinação. Aos meus irmãos, Heitor e Mateus, que sempre acreditaram em mim e estiveram ao meu lado em cada passo até o alcance dessa vitória. Ao meu namorado por todo apoio e compreensão ao longo desses anos, pelo incentivo nas horas difíceis de desânimo e cansaço. Ao meu avô, Chico Elias, pelo exemplo de ser humano, pelas lições de vida e estímulo, e a minha avó Nilza, por tudo o que significou em minha vida e que certamente me acompanhou de algum lugar do céu. Aos meus familiares, pela torcida e carinho. Aos amigos, pelo apoio afetivo e por mostrarem que o tempo e a distância não mudariam nossa amizade. Aos amigos de faculdade, por compartilharem as alegrias e angústias do dia a dia. Às minhas chefes arquitetas, Cynthia Evangelista e Loana Almeida, pelo acompanhamento e oportunidade de vivenciar a prática profissional. À Universidade de Fortaleza, seu corpo docente que contribuíram para meu crescimento profissional, em especial ao meu querido orientador, Marcus Lima, pelo empenho dedicado à elaboração deste trabalho, pelo ensinamento, paciência, suporte e incentivo. A Deus, por ter colocado todas essas pessoas em minha vida e ter tornado esse caminho tão cheio de amor. Que o Senhor me conceda sabedoria, força e humildade para percorrer essa nova trajetória. Obrigada!


“Antes de pensar em mais ruas, ciclovias, transporte público ou mesmo na escala humana, é preciso pensar: que cidade queremos? E aí, o que importa não são os elementos do planejamento urbano, mas as coisas que nos fazem viver melhor”. (Jan Gehl)


SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ..............................................................................................................................................................................08 2. METODOLOGIA............................................................................................................................................................................10 3. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA ................................................................................................................................................11 3.1 Análise Histórica ..........................................................................................................................................................................11 3.2 O Ócio, o Tempo Livre e o Lazer ................................................................................................................................................12 3.3 O que é um Centro de Entretenimento e Lazer ...........................................................................................................................13 3.4 Projetos Referenciais no Brasil e no Mundo................................................................................................................................14 3.4.1 Parque da Cidade, Sobral/CE ..................................................................................................................................................14 3.4.2 Pontão do Lago Sul, Brasília/DF ..............................................................................................................................................15 3.4.3 Parque La Villette, Paris/FR .....................................................................................................................................................17 4. SOBRE A CIDADE ........................................................................................................................................................................21 4.1 Localização .................................................................................................................................................................................21 4.2 Características Gerais .................................................................................................................................................................22 4.3 Origem e Evolução ......................................................................................................................................................................24 4.4 Principais Acessos ......................................................................................................................................................................30 4.5 Educação ....................................................................................................................................................................................30 4.6 Saúde ..........................................................................................................................................................................................31 4.7 Cultura e Turismo ........................................................................................................................................................................33


4.8 Arquitetura ...................................................................................................................................................................................35 4.9 Análise Ambiental ........................................................................................................................................................................37 5. ÁREA DE INTERVENÇÃO ............................................................................................................................................................39 5.1 Aspectos do Local .......................................................................................................................................................................39 5.1.1 A Escolha do Terreno ...............................................................................................................................................................39 5.1.2 O Terreno .................................................................................................................................................................................40 5.1.3 Eixos Estruturadores/Mobilidade ..............................................................................................................................................42 6. ASPECTOS URBANOS ................................................................................................................................................................44 6.1 Uso e Ocupação do Solo.............................................................................................................................................................44 6.2 Legislação ...................................................................................................................................................................................46 7.PARQUE DA LAGOA .....................................................................................................................................................................48 7.1 Proposta ......................................................................................................................................................................................48 7.2 Partido Arquitetônico ...................................................................................................................................................................49 7.3 Evolução do Projeto ....................................................................................................................................................................50 7.4 Programa de Necessidades ........................................................................................................................................................52 7.5 Implantação .................................................................................................................................................................................53 7.6 Equipamentos .............................................................................................................................................................................54 7.6.1 Setor Comercial/Administrativo ................................................................................................................................................55 7.6.1.1 Edifício Cultural/ Administrativo .............................................................................................................................................55 7.6.2 Setor Comercial e Lazer ...........................................................................................................................................................57


7.6.2.1 Corredor Comercial ...............................................................................................................................................................57 7.6.2.2 Área de Piquenique ...............................................................................................................................................................58 7.6.2.3 Lagoa ....................................................................................................................................................................................59 7.6.2.4 Píer Flutuante ........................................................................................................................................................................59 7.6.2.5 Arquibancada ........................................................................................................................................................................60 7.6.2.6 Ponte da Lagoa .....................................................................................................................................................................60 7.6.3 Setor Esportivo .........................................................................................................................................................................61 7.6.3.1 Ginásio Poliesportivo Dr. Plínio Pompeu ...............................................................................................................................61 7.6.3.2 Quadras de Areia ..................................................................................................................................................................61 7.6.3.3 Belvedere ..............................................................................................................................................................................62 7.6.4 Bolsão de Estacionamento .......................................................................................................................................................62 7.7 Aspectos Construtivos .................................................................................................................................................................63 7.8 Conforto Ambiental ......................................................................................................................................................................63 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................................................................................................................................65 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................................................................................66 ANEXO ..............................................................................................................................................................................................68 RELAÇÃO DE PRANCHAS ...............................................................................................................................................................73


1. INTRODUÇÃO A cidade é constituída de um espaço composto por locais de utilização pública e privada. Mesmo que em uma parcela maior os espaços privados se sobressaiam, os espaços públicos não perdem sua importância, pois eles são pontos primordiais para que hajam relações interpessoais com a cidade. Nas zonas urbanas, a movimentação e agitação do dia-a-dia, os locais de transição, as praças, ruas, calçadas, dentre outros, são elementos essenciais quando se tratam de socialização, integração e comunicação. Portanto, é necessários que esses elementos de vivência sejam valorizados e frequentados para uma comodidade no meio urbano. No caso de Sobral, cidade localizada na zona norte do estado do Ceará, há demanda por espaços de entretenimento e lazer, com condições adequadas para atender a população, que vincule uma qualidade de vida e bem-estar à cidade. É evidente que há uma demanda por um lugar que se integre ao cotidiano e priorize as necessidades vitais dos moradores da cidade, que atraia visitantes, turistas e que ofereça opções que envolvam saúde, tranquilidade, satisfação, descontração e convivência através da promoção de espaços que valorizem o encontro das pessoas e destas com o meio ambiente. Em Sobral há algumas praças históricas distribuídas pelo centro da cidade que recentemente adquiriram inovações, dentro de um projeto chamado Sobral Novo Centro, em que consistiu na revitalização urbana do centro histórico. Esse projeto também envolveu a substituição de algumas áreas com pavimentação asfáltica por blocos intertravados de concreto, padronização da sinalização e iluminação e requalificação de praças. Além desses espaços públicos, há um grande parque na cidade, o Parque Ecológico Lagoa da Fazenda, que apresenta potencialidades para o entretenimento e lazer mais completo, que poderá atender as necessidades da população por estar inserido em um local estratégico, devido sua facilidade de acesso.

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Diante do tema abordado, o projeto contribuirá para melhorar e trazer mais oportunidades de divertimento. Irá resgatar uma nova identidade e a valorização da memória da cidade com o intuito de oferecer suporte e alternativas de lazer e entretenimento aos moradores. Fazendo uso dessas considerações, este projeto irá relacionar e aperfeiçoar as qualidades encontradas no Parque Ecológico em um Centro de Entretenimento e Lazer de uso público que proporcione mais vida social, segurança, variedade gastronômica e que promova também atividades relacionadas à cultura.

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2. METODOLOGIA Para o projeto do Parque da Lagoa, foram feitas pesquisas de caráter qualitativo baseada em pesquisa de campo, pesquisa documental, entrevistas, estudos de caso, além de dados bibliográficos extraídos de publicações oficiais de autores do segmento estudado. Esse método da pesquisa de campo consiste na observação de fatos, principalmente no cotidiano das pessoas,

levando

em

conta

o

clima,

aspectos

geomorfológicos, históricos e culturais da área onde o projeto foi desenvolvido. O método da pesquisa documental foi realizado através da análise de mapas, fotografias, depoimentos orais, arquivos públicos da cidade de Sobral e projetos regulamentados das Leis Municipais. A técnica da entrevista foi constituída da coleta de dados e explorou o máximo de informações visando abordar realidades pouco conhecidas, ofereceu visão aproximada do problema pesquisado, resultando em critérios satisfatórios, adequados e complementares.

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3. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA 3.1 Análise histórica Para entender a importância do lazer na vida da sociedade atual e sua utilização é fundamental conceituar e entender primeiramente o que é lazer.

periféricas que apresentavam carência em infraestrutura, insegurança, desconforto e má qualidade de vida. Essa era chamada de “sociedade industrial”. O advento dessa nova sociedade no período em que compreende a segunda metade do século XX implicou na caracterização do tempo livre. Essa denominação surgiu com

Na população europeia a maioria de seus povos viviam

a transformação da sociedade o que gera necessidade de

nos campos e tinham as igrejas como centros administrativos

consumo de massas. O surgimento de movimentos sociais, a

e religiosos das cidades medievais. Essa sociedade era

regularização das horas de trabalho, direito do trabalhador ao

constituída por artesãos e comerciantes que possuíam

período aquisitivo de férias pertenciam também a classe

intervalos de repouso, jogos e comemorações, nos quais

trabalhadora e não apenas a classe nobre e burguesa.

ainda não eram consideradas de lazer por estar ligada a religião.

Com o avanço da tecnologia e da ciência e no contexto da evolução sociocultural, surge a partir da Segunda Guerra

Com o aumento da densidade demográfica, os centros

Mundial a “Sociedade Pós-Industrial” também conhecida

medievais sofreram mudanças fazendo com que a sociedade

como pós-moderna, que apresenta mudanças no âmbito da

não estivesse mais sobre o controle da igreja.

economia além do desenvolvimento do setor terciário e

No período industrial, a classe rural foi atraída para o meio urbano que, com aglomeração urbana aliada à falta de

tecnológico

em

que constitui a

um elemento crucial

denominado globalização.

planejamento urbano, ocasionou em uma segregação social

Segundo REQUIXA (1980), o avanço tecnológico (“...

na qual consistia na mudança da sociedade para zonas

permitiu também a diversificação na utilização do tempo livre,

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pois se agilizaram as formas de comunicação pelo acelerado

3.2 O Ócio, o Tempo Livre e o Lazer

e continuado incremento dos meios de informação e dos meios de locomoção”).

O significado das palavras ócio, tempo livre e lazer são semelhantes, porém há distinções a serem destacadas entre

O fenômeno denominado globalização facilitou a

elas.

Vale

ressaltar

que

esses

vocábulos

sofreram

permuta de ideias entre os indivíduos e com isso a procura

interpretações diferentes ao longo da história, por questões

pelo bem estar e comodidade da sociedade em geral, além do

culturais em diferentes países e épocas.

aperfeiçoamento

dos

locais

públicos,

conscientização

ambiental e mudanças comportamentais.

Para AQUINO E MARTINS (2007), a expressão tempo livre refere-se as ações humanas e é realizado sem que

Essa troca de informações fomentava o comércio e o

ocorra uma necessidade externa, isto é, o indivíduo utiliza seu

mercado de consumo de bens e serviços que com o

tempo espontaneamente da melhor maneira possível, por

desenvolvimento da economia passou a ser dominado pelo

outro lado, os termos lazer e ócio necessitam, antes de tudo,

setor terciário. A demanda fez com que surgisse a procura de

do tempo livre, e preservam uma relação com a liberdade.

lugares em que essas novas atividades pudessem usufruir o tempo

livre

e

que,

ao

mesmo

tempo,

apresentasse

possibilidades baseadas no lazer.

Lazer pode ser entendido como um período no qual o indivíduo fica isento de cumprir obrigações, como os deveres profissionais, ou seja, momentos de liberdade para ocupar-se

Com o surgimento dessas atividades, a necessidade

com quaisquer atividades. Descreve-se pela percepção de

por espaços de lazer na zona urbana é fundamental para os

descompromisso em que o repouso transmite juntamente com

cenários urbanos e essenciais para as relações interpessoais.

momentos de liberdade. Segundo COELHO E MORAES (2009) a palavra lazer vem do latim licere, que significa ”ser permitido”, pressupondo

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em seu entendimento que as atividades voltadas para este

A palavra ócio é derivada do latim otium e significa

fim são de livre escolha de quem as realiza. O termo lazer

para AQUINO E MARTINS (2007) o fruto das horas vagas, do

está relacionado a um conjunto de ocupações em que um

descanso e da tranquilidade, possuindo também sentido de

indivíduo utiliza para ocupar-se, como é o caso do

ocupação suave e prazerosa. O termo também é muito

divertimento, da recreação e do entretenimento. Assim, o

utilizado quando se refere a falta de trabalho, isto é a

lazer é definido em função da libertação do trabalho

ociosidade. Porém, é um tempo livre que, diferente do termo

profissional e familiar.

lazer, o indivíduo não aproveita para realizar tarefas.

Além de muitas formas de lazer, essas opções são diferenciadas entre si e vão expandindo na maneira em que as pessoas, seja de modo individual ou coletivo praticam sua livre disposição de descontração para utilizar de forma prazerosa o lazer e o divertimento.

de ocupações as quais os indivíduos pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrarou

desembaraçar-se

familiares e sociais.”)

das

A essência da palavra “centro” refere-se a uma ação convergente que possibilita a concentração de tudo que existe formando certa centralidade, sendo nesse caso, um lugar onde possui capacidade de reunir pessoas ou atividades.

Segundo REQUIXA (1976), o lazer é (“...um conjunto

se

3.3 O que é um Centro de Entretenimento e Lazer

obrigações

profissionais,

Quando se trata de um equipamento que engloba entretenimento e lazer, associa-se a um local de ocorrência de manifestações culturais como: teatro, exposição, feiras de artesanatos, cinema. Possui a finalidade de abrigar atividades genuinamente relacionadas ao lazer muitas vezes voltadas para diferentes públicos com espaços de lazer comunitário. Portanto, um Centro de Entretenimento e Lazer tem o objetivo

de

promover

bem-estar,

cultura,

interação

e

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divertimento aos habitantes assim como atrair visitantes

abordagem,

sendo possível a participação de atividades praticadas com

característicos.

satisfação por todos os envolvidos.

Alguns apresentam programa de necessidades mais amplo abrigando teatro, cinema, restaurantes, além de infraestrutura necessária para organizar eventos de cunho local, dentre outros. Esse equipamento costuma ser um ponto de encontro nas comunidades, onde as pessoas se reúnem para ter momentos de descontração, conforto além de desenvolver atividades que incluem participação familiar tornando um ambiente totalmente com sociabilidade.

propósito

de

projetar

serem

considerados

modelos

Situado na cidade de Sobral, no estado do Ceará, o Parque

da

Cidade

está

localizado

em

um

bairro

predominantemente residencial, estando presente também instituições de ensino e serviços. A dimensão do Parque da Cidade (Figura 01) e as diversas atividades praticadas possibilita a atração de pessoas ao local. É um espaço de muitas áreas verdes, bastante utilizado pela população por estar inserido em um local de fácil acesso, com áreas de convivência, presença de equipamentos públicos e atividades culturais.

3.4 Projetos Referenciais no Brasil e no Mundo o

de

3.4.1 Parque da Cidade, Sobral/CE

A estrutura de um Centro pode variar conforme o caso.

Com

além

um

Atende um público variado, de todas as faixas etárias e Centro

de

classes sociais. Possui muitas áreas destinadas ao lazer,

Entretenimento e Lazer em Sobral serão fundamentados

quiosques, playground, quadras de areia, pista de Cooper,

alguns exemplos, os quais serviram como embasamento para

pista de bicicross e pista de skate (Figura 02). Esta última

o projeto. Na seleção desses modelos há um exemplo local,

possibilita a prática de atividades desportivas em um local que

um nacional e um internacional, que são fundamentais para

promove a interação com capacidade para comportar campeonatos e competições.

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Figura 01 – Vista aérea Parque da Cidade.

Devido ao seu foco principal, que é a interação de pessoas, o projeto é interessante pelo fato de conseguir, através de várias atrações, tornar um local onde as pessoas frequentam a qualquer hora, principalmente com vida noturna, movimento

cultural, e por conseguir suprir todas as

necessidades da população. 3.4.2 Pontão do Lago Sul, Brasília/DF Considerado o maior centro de entretenimento e lazer, o Pontão Lago Sul (Figura 03) compõe de uma imensidão de Fonte: Google Earth (Acesso em: 30/09/2015). Figura 02 –Pista de Skate.

natureza, lazer e cultura compreendendo uma área de aproximadamente 134 mil metros quadrados. O Centro faz parte do Projeto Orla e possibilita o desenvolvimento do turismo, cultura, negócios e gastronomia. Está situado as margens do Lago Paranoá, em uma região nobre da capital federal. O local reúne uma diversidade de atividades incluindo lazer, exposições, campeonatos, festivais, cursos de vinhos, além de diversas outras atrações. Recebe anualmente cerca de 2,4 milhões de visitantes.

Fonte: cemporcentoskate.uol.com.br (Acesso em: 30/09/2015).

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Figura 03 – Vista aérea Pontão Lago Sul.

Fonte: Google Earth (Acesso em: 29/09/2015).

As edificações presentes no Pontão disponibilizam muitas opções de atividades assim como uma rede de lojas e restaurantes, dentre eles o Restaurante Soho, Restaurante Manzuá, BierFass (Figura 04), Café Antiquário, Antiquário Cora Guimarães, Mormaii Surf bar, Bar e Restaurante

Figura 04 – Vista interna Pontão Lago Sul com restaurante BierFass Lago ao lado esquerdo.

Fonte: Google Earth (Acesso em: 29/09/2015).

O Pontão também dispõe de um anfiteatro ao ar livre com capacidade para até cem pessoas bem-acomodadas, tenda climatizada com vista privilegiada da orla do Lago Paranoá,

sanitários

de

apoio,

1,5

mil

vagas

de

estacionamento, segurança 24 horas e facilidade de acessos.

Delfinna, além de lojas e quiosques como como por exemplo: Mormaii, Quiosque de Wake, Quiosque Nestlé, Coco Brasil, Yogoberry.

O desenho do Pontão possui um traçado com linhas orgânicas, organização visível das edificações e passagens

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que priorizam os pedestres. Um local onde há comodidade,

como nas áreas abertas, apresentando uma programação

segurança, conforto além de uma grande diversidade de

variada com campeonatos de wake surf, exposições, feiras,

atividades.

apresentações o que garante ao Pontão a vitalidade de que

Os gramados, o aspecto visual e a rede de caminhos orgânicos reforçam o paisagismo do local. Figura 05 –Pontão Lago Sul e Lago Paranoá.

um centro de lazer necessita para obter êxito. Dentro deste projeto se propõe algumas atividades no qual existe uma correlação com a programação do Pontão e o que se pretende para o projeto do Centro de Entretenimento e Lazer em Sobral, tais como: Apresentações musicais; Programações culturais; Programações especiais em datas comemorativas, como por exemplo dia dos pais, dia das mães, páscoa; Feiras de artesanatos. 3.4.3 Parque La Villette, Paris/FR O Parque La Villette (Figura 06) envolve lazer, cultura e entretenimento, sendo um local atrativo e que recebe muitos visitantes a cada ano. Consiste em um local que promove exposições, atividades de lazer, além de permitir a interação da sociedade com a arte, através do laboratório de cultura

Fonte: Site Pontão Lago Sul (Acesso em: 22/09/2015).

democrática.

As potencialidades do parque atraem muitos visitantes, pelas inúmeras atividades promovidas, tanto nos restaurantes

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O Parque apresenta alguns setores com estrutura mais elaborada embora sejam locais comuns onde diferentes pessoas se relacionam como é o caso das salas de música. Fig.06 – Esquema Geral, Parque La Villette.

volumes identificado pelas edificações que marcam os nós do traçado xadrez. A

concepção

do

projeto

denota

a

influência

racionalista. O desenho do parque é composto por três sistemas: ponto, linha e superfície. No que permite que o plano seja os espaços distintos como espaços verdes abertos, o percurso demarcado pelas linhas fluviais e terrestres e os nós da composição demarcada pelos edifícios metálicos de cor vibrante. Admitindo a morfologia do espaço e a disposição dos elementos nele compostos, o projeto é interessante pelo fato da abrangência de suas atividades, que envolvem em partes, áreas dedicadas à cultura, música, teatro, espaço para atividades e interação. Um lugar que invoca sensação de liberdade pela presença de espaços abertos, com lugares utilizados para promover cultura a toda a população.

Fonte: Site Issuu (Acesso em: 20/09/2015).

Assinado pelo arquiteto suíço Bernard Tschumi, a

Composto por muitos jardins é considerado o maior

proposta do Parque caracteriza-se pelo desenho que se

espaço verde da cidade. Os edifícios possuem função cultural

assemelha a um tabuleiro de xadrez pelo qual compõe a

e destacam-se pela arquitetura e cor vermelha vibrante.

base, que no caso é a área do projeto e o jogo espacial dos

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A Cidade das Ciências (Figura 07) e das Indústrias,

Figura 07– A Cidade das Ciências, Parque La Villette.

inaugurada em março de 1986 com áreas que abrange público

variado

visando

despertar a

curiosidade

com

atividades ligadas a ciência. A Géode (Figura 08), possui forma de uma esfera de aço inoxidável, na qual funciona o cinema. O Grande Hall (Figura 09), destacado por sua arquitetura metálica do século XIX, foi transformado em um centro de exposições e eventos culturais. Fonte: Site Vitruvius (Acesso em: 20/09/2015)..

Cidade da Música (Figura 10), com locais relacionados

Figura 08 – Geóde, Parque La Villette.

a música, dentre eles escola, museu, sala para concertos.

Fonte: Site Paris Weekender (Acesso em: 20/09/2015).

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Figura 09 – Grande Salão, Parque La Villette.

Figura 10 – A Cidade da Música, Parque La Villette.

Fonte: Site Airbnb (acesso em: 20/09/2015).

Fonte: Blog Urbe carioca (Acesso em: 20/09/2015).

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4. SOBRE A CIDADE DE SOBRAL

Figura 11 – Localização do município de Sobral.

4.1 Localização Sobral é uma cidade localizada na zona norte do estado do Ceará (Figura 11), determinada pelas coordenadas geográficas do município com latitude: 03º 41' 10" S e longitude: 40º 20' 59" W. É cercada por alguns municípios limítrofres sendo ao Norte, Miraíma, Santana do Acaraú, Massapê, Meruoca, Alcântaras, Acaraú, ao Sul, Cariré, Groaíras, Forquilha, Santa Quitéria e Canindé, ao Leste, Irauçuba, Miraíma e a Oeste, Coreaú e Mucambo. A uma distância de aproximadamente 235 quilômetros da capital cearense, a cidade é denominada como referência do crescimento e desenvolvimento econômico do interior do Estado, caracterizando-se um centro de convergência pelas possibilidades e atividades que apresenta nos setores da saúde, educação, comércio, indústria, serviços, lazer, cultura e arte.

Fonte: Wikimedia Commons (2015).

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Figura 12 – Mapa de Sobral e Distritos.

O relevo é formado por uma planície fluvial, depressão sertaneja e maciços residuais. A vegetação é caatinga arbustiva aberta, floresta mista dicotillo-palmácea, floresta caducufólia espinhosa e floresta subcaducifólia tropical pluvial. A cidade é banhada pelas bacias hidrográficas Acaraú, Coreaú e Litoral. Seu clima, segundo dados da FUNCEME e IBGE, é classificado como tropical quente semi-árido e tropical quente semi-árido brando, com período chuvoso de Janeiro a Maio e uma temperatura média de 30 graus

Fonte: Prefeitura Municipal de Sobral.

centígrados. A cidade foi registrada pelo ranking do Instituto

4.2 Características Gerais

Nacional de Meteorologia (INMET) no ano de 2015 como uma das mais altas temperaturas do Brasil, chegando a 43,9 graus

Sobral ocupa uma área territorial de 2.122,897

em janeiro.

quilômetros quadrados; está a uma altitude de 69,49 metros acima do nível do mar e possui uma população, estimada pelo IBGE em 2015, de 201.756 habitantes.

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Figura 13 – Mapa de Sobral e Limite de seus bairros.

Fonte: Prefeitura Municipal de Sobral.

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4.3 Origem e Evolução

marcados pela horizontalidade, pelos patrimônios históricos

A paisagem de Sobral começou a ser marcada pelos trilhos da estrada de ferro a partir de 1882 e percorria a

e culturais. Figura 14 – Planta da Estrada de Ferro de Sobral, década de 1880.

periferia da cidade. Sua viabilidade era possível devido a importância do comércio de Sobral sendo assim inaugurado o trecho inicial da cidade com o Porto de Camocim, localizado no litoral norte. Outro trecho de ligação da cidade à

capital

cearense

transformando-se

nos

completava limites

da

o

arco

ferroviário,

urbanização

e

da

segregação durante boa parte do século XX (ROCHA,2003). A cidade aos poucos foi se moldando dando suporte à urbanização, através da inclusão social e dos equipamentos urbanos, assim como, por exemplo, a Santa Casa de Misericórdia de Sobral e o Teatro São João. Marcada pelas águas do Rio Acaraú e pela serra da Meruoca, a cidade é agradável aos moradores e aos visitantes, sendo um importante polo de influência para toda a região noroeste do Estado do Ceará. O seus volumes são Fonte: Livro Sobral Solar

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Todo

o

conjunto

arquitetônico,

presente

principalmente no centro histórico apresenta riqueza diante de seus elementos. Alguns casarões (Figura 15) são

algumas edificações de grande importância na cidade como é o caso do Teatro e a Praça São João. Figura 16 – Demarcação Centro Histórico para Tombamento.

destaques por revelarem a história da cidade, o que justifica o seu tombamento pelo Patrimônio Histórico Nacional. Figura 15 – Casarões Históricos.

Fonte: IPHAN/CE.

A paisagem urbana se integra perfeitamente. As Fonte: Google Maps.

Em agosto de 1999, o Sítio Histórico de Sobral (Figura 16) foi tombado, onde a área se estende dentre

praças, os espaços vazios formam uma ligação clara em seus arredores, transmitindo uma sensação natural a quem frequenta esses espaços.

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A cidade ainda conta com um corredor cultural, o que

Figura 17 – Boulevard do Arco do Triunfo de Nossa Senhora de Fátima.

confirma sua característica de grande valor histórico. No perímetro desse corredor encontra-se o Arco do Triunfo de Nossa Senhora de Fátima (Figuras 17 e 18), destacado pelo símbolo de fé e religiosidade do povo sobralense como marco da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. É considerado um monumento que caracteriza a cidade atuando como identidade do lugar. O monumento foi projetado pelo arquiteto Falb Rangel e construído por iniciativa de Dom José Tupinambá da Frota, primeiro bispo de Sobral, em 1953. Adiante, o Teatro São João (Figura 19 e 20), projeto de João José da Veiga Braga, é um local de cultura, história e um marco da vanguarda sobralense sendo destacado pela riqueza

arquitetônica

caracterizada

pela

influência

e

inspiração italiana. Na arquitetura o destaque refere-se ao estilo neoclássico, sendo um raro exemplo em que apresenta na fachada um frontão em arco. Fonte: Acervo Pessoal.

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Figura 18 – Arco do Triunfo de Nossa Senhora de Fátima.

O

Teatro

também

é

palco

de

pesquisas

arqueológicas, o que comprovou na preocupação de sua preservação. Com isso o mesmo passou por um processo de restauração sendo reinaugurado no dia 29 de dezembro de 2004 pelo Ministro da Cultura. Figura 19 – Praça do Teatro São João.

Fonte: Acervo Pessoal. Fonte: Acervo Pessoal.

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Figura 20 – Lago localizado na Praça do teatro que imita o formato do município com a estátua de uma garça.

Segundo Soares e Girão (1997), a primeira ocupação da Lagoa da Fazenda foi feita por Dom José Tupinambá da Frota, para a localização de sua casa de campo no Campo da Betânia, em 1918, que mais adiante transforma-se na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). A estrada de acesso ao Seminário da Betânia dividia a lagoa ao meio. Em 1982, um loteamento conhecido como Nova Caiçara trouxe um grande impacto para o desenho da cidade onde as terras em que fora fixado pertenciam a indústria da CIDAO. As habitações eram irregulares e sem um mínimo de habitabilidade, com características precárias e riscos para saúde. Esse loteamento foi homologado em 1983 infringindo a Lei Federal Nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, capítulo II, Art. 4º inciso III, que prevê ao longo das águas correntes e dormentes a preservação destes recursos

Fonte: Acervo Pessoal.

Outro local de grande valor histórico para a cidade e por se tratar do sítio da antiga Fazenda Caiçara é a Lagoa da Fazenda, um importante recurso hídrico da bacia do Rio Acaraú.

hídricos. Sendo assim, em uma campanha no ano de 1988, houve a desapropriação de toda a área do lago para a construção do 1º Parque Urbano da Cidade, o parque Lagoa da Fazenda (Figuras 21 e 22).

28


O projeto foi realizado pela Arquiteta Luiza de Marilac

Figura 21 – Lagoa da Fazenda, Sobral.

Ximenes Cabral e pelo atual coordenador da Coordenadoria de Desenvolvimento Urbano (COURB) Prisco Bezerra Júnior, que tinha a função de preservar este recurso hídrico de valor histórico para a cidade, desenvolver um sistema viário do entorno e buscar maneiras de tratamento para o lago, visto que muitas ligações de esgotos domiciliares da parte nobre da cidade direcionam-se para lá provocando a poluição do mesmo. Através de uma entrevista realizada, os mesmos constataram que o maior desafio era de transformar a área que era inaproveitável em uma área que pudesse ser utilizada, com áreas de lazer, priorizando o forte visual existente.

Fonte: Acervo Pessoal.

Com o novo curso de Educação Física ofertado pela

O projeto consistia na urbanização do entorno da

Universidade Vale do Acaraú, na época recém inaugurado,

Lagoa da Fazendo e apresentava em seu programa de

houve a necessidade de construir o Ginásio Poliesportivo no

necessidades:

qual iria trazer novas possibilidades de treinamento no novo

poliesportivo, restaurantes, campo de futebol.

pista

de

Cooper,

quiosques,

ginásio

equipamento de práticas esportivas e escolhinhas gratuitas de futsal, vôlei de praia, handebol, voleibol e basquete.

29


Figura 22 – Parque Ecológico Lagoa da Fazenda.

4.4 Principais acessos O acesso rodoviário pode ser feito por meio da: BR222, CE-440, CE-362,CE-440, CE-403, enquanto o aéreo é feito através do Aeroporto Coronel Virgílio Távora, que não funciona com voos regulares, porém há um projeto previsto para um novo terminal aéreo regional que ainda está em fase de estudo da viabilidade técnica e de seu porte. O acesso metroviário é composto pela Linha Sumaré, que parte da Estação Cohab III até a estação Novo Recanto e a Linha Grendene, que liga a estação Cohab II até a Estação Sumaré. Essas duas linhas de VLT cruzam-se na linha de integração Coração de Jesus.

Fonte: Acervo Pessoal.

4.5 Educação

A realidade do local nos dias de hoje apresenta

Sobral apresenta um intenso desenvolvimento social,

estado de degradação e marginalização fazendo com que

político e cultural. Um dos fatores de grande importância

haja um considerado afastamento da população nessa área.

nesse processo refere-se ao setor da educação e sua

O local que antes era de grande importância hoje sofre

confirmação na categoria de cidade universitária, sendo um

ameaça e riscos à saúde.

polo que atrai muitos estudantes de cidades vizinhas.

30


Além de escolas públicas e privadas, a cidade possui

Figura 24 – Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).

duas universidades: a Universidade Federal do Ceará - UFC (Figura 23) e a Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA (Figura 24) além de faculdades particulares que oferecem diversos cursos de graduação e pós-graduação. Figura 23 – Faculdade de Medicina – UFC.

Fonte: http://sobralemrevista.blogspot.com.br/

4.6 Saúde Sobral apresenta uma crescente expansão da rede de saúde estando em destaque o Hospital Regional Norte – HRN (Figura 25), o Hospital do Coração (Figura 26), que é referência no estado do Ceará, Hospital da Unimed, Hospital Dr. Estevam Ponte e a Santa Casa de Misericórdia de Sobral (Figura 27), presente de 500 leitos além de atuar Fonte: http://sobralonline.blogspot.com.br/ (2015)

também como hospital de ensino ofertando diversas vagas para programas de residência médica.

31


Figura 25 – Hospital Regional Norte.

Figura 27 – Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

Fonte: http://sobralnews.com.br/ (2015) Figura 26 – Hospital do Coração de Sobral.

Fonte: http://www.stacasa.com.br/ (2015)

Fonte: http://sobralonline.blogspot.com.br/ (2015)

32


Figura 28 – Teatro São João.

4.7 Cultura e Turismo O cenário cultural de Sobral oferece diversas programações como: shows musicais, espetáculos teatrais, exposições,

museus,

artesanato

dentre

outros.

Os

equipamentos culturais que se destacam são: Teatro São João (Figura 28), Casa da Cultura (Figura 29), Instituto Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes (ECOA), Museu Dom José, Museu do Eclipse, Planetário, Escola de Música. O calendário cultural apresenta encontro de Bois e Reisados, apresentações das Escolas de Samba e dos Festivais de Quadrilha Junina.

Fonte: Acervo pessoal. Figura 29 – Casa da Cultura.

A cidade tem posição estratégia para o turismo de lazer, com acessos privilegiados para as praias de Jericoacoara e Camocim e serras da Meruoca e da Ibiapaba. Os principais pontos turísticos (Figura 30) para quem visita a cidade estão presentes no corredor cultural, no sítio histórico da cidade e incluídos na área tombada como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1999. Fonte: Acervo pessoal.

33


Figura 30 – Mapa Turístico Sobral.

Fonte: http://www.sobral.ce.gov.br/ (2015)

34


4.8 Arquitetura A arquitetura sobralense é marcada por um conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN, com sobrados em estilo art nouveau e edificações com estilo neoclássico, como é o caso do Teatro São João. No estilo eclético se enquadra o Palácio de Ciências e Línguas Estrangeiras (Figura 31). Figura 31 – Palácio de Ciências e Línguas Estrangeiras.

Fonte: Acervo pessoal.

Dentre as valiosas edificações contemporâneas a que se destaca é a casa do Capitão-Mor José de Xerez Furna Uchoa (Figura 32) e das edificações do século XVIII, a Igreja Nossa Senhora do Rosário (Figura 34), mais antiga de Sobral. A Igreja da Sé (Figura 33) é destaque pela sua arquitetura barroca, sendo um dos melhores exemplos arquitetônicos nesse estilo para o Estado do Ceará. Figura 32 – Capitão-Mor José de Xerez Furna Uchoa.

Fonte: Acervo pessoal

35


Figura 33 – Igreja da Sé (Matriz).

Figura 34 – Igreja Nossa Senhora do Rosário.

Fonte: Acervo pessoal.

Fonte: Acervo pessoal.

36


4.9 Análise Ambiental A região de Sobral está inserida nos compartimentos regionais depressão sertaneja, maciços residuais, áreas de acumulação inundáveis e planícies fluviais presente em quase todas as regiões do sertão central, NOLETO (2005). Algumas áreas são classificadas de preservação ambiental, conforme mapa Áreas de Preservação Ambiental. O Parque Ecológico Lagoa da Fazenda encontra-se inserido na unidade de conservação de proteção integral. Essas unidades, segundo a WWF-Brasil, consistem de áreas que não podem ser habitadas pelo homem, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais.

37


Mapa área de Preservação Ambiental

Fonte: Prefeitura de Sobral.

38


5. ÁREA DE INTERVENÇÃO

conservação de um recurso hídrico, garantindo mais

5.1

vitalidade, tratamento e utilização.

Aspectos locais

A área escolhida caracteriza-se por ser uma zona

5.1.1 A escolha do terreno

urbana, consideravelmente povoada, inserida dentro do O

local

escolhido

para

inserir

o

Centro

de

Entretenimento e Lazer é um terreno localizado as margens da Lagoa da Fazenda em Sobral, Ceará, no bairro Coração

perímetro urbano, em uma região predominantemente residencial e privilegiada na cidade. Figura 35 – Localização no Mapa do Brasil.

de Jesus, de fácil acesso, através da Avenida Diogo Gomes e da Avenida da Universidade distando aproximadamente 2,4km do centro da cidade. O bairro Coração de Jesus possui uma população de aproximadamente

4.028

habitantes,

segundo

senso

realizado em 2010 e está situado entre os bairros Centro, Campo dos Velhos, Expectativa, Alto da Brasília, Jerônimo de Medeiros Prado, Derby Clube. A escolha do terreno definiu-se através de uma pesquisa realizada levando em conta a realidade desses espaços públicos na cidade de Sobral. Além disso, a inserção desse espaço irá viabilizar e beneficiar a área para torná-la

mais

agradável

a

população,

objetivando

a

Fonte: Acervo pessoal.

39


Figura 36 – Localização entre os Bairros de Sobral.

5.1.2 O Terreno Figura 37 – Vista Aérea do Terreno

Fonte: Google Earth (Acesso em 30/11/2015).

Com

relação

a

topografia

e

aos

principais

condicionantes do terreno, o mesmo apresenta desníveis, com variáveis em torno de 1m e curvas de nível que se inclinam em direção a lagoa (lacustre) presente em toda a Fonte: Acervo pessoal.

área. O terreno possui uma área de aproximadamente

40


46.000m², onde estão distribuídas essas curvas de nível, o

Figura 39 – Vista do terreno Ginásio Poliesportivo Dr. Plínio Pompeu.

que poderá acarretar movimento de terra em algumas partes. Figura 38 – Vista do terreno a partir da Avenida Diogo Gomes.

Fonte: Acervo Pessoal Fonte: Acervo Pessoal

41


5.1.3 Eixos Estruturadores/Mobilidade

De acordo com o mapa acima e levando em consideração a infraestrutura urbana, é possível analisar as vias principais que garantem o acesso ao Parque da Lagoa, sendo a Avenida Diogo Gomes uma das mais importantes da cidade que atua também como ponto referencial da localização. No perímetro do terreno está situada a Lagoa da Fazenda, sendo margeada pela Avenida da Universidade, pela Rua Barreto Lima, pela Rua Murilo Andrade, além da via de acesso direto, a Avenida Diogo Gomes. Em relação à hierarquia dessas vias segundo classificação do sistema viário, a Avenida da Universidade é uma via coletora e as ruas Barreto Lima, Murilo Andrade e a Avenida Diogo Gomes são classificadas como vias paisagísticas. A primeira apresenta pavimentação asfáltica e as demais pedras toscas. Com relação ao meio de transporte coletivo presente no bairro há um Veículo Leve sobre Trilhos – VLT (Figura 40), com a linha de integração Coração de Jesus próximo da

Fonte: Acervo Pessoal

42


localização do projeto previsto para o Parque da Lagoa, o que facilitará o acesso aos moradores e visitantes. Figura 40 – Mapa das linhas do VLT de Sobral.

Fonte: Diário do Nordeste (2015)

43


6. ASPECTOS URBANOS 6.1 Uso e Ocupação do Solo A área escolhida para o Parque da Lagoa caracterizase por ser uma zona urbana, fora da poligonal de tombamento determinada pelo IPHAN. Quanto ao entorno do Centro de Entretenimento e Lazer, caracteriza-se predominantemente por uma ocupação de uso residencial e presença de áreas livres e verdes, com alguns pontos onde se desenvolvem atividades comerciais. Com relação aos padrões construtivos destacam-se os padrão baixo e padrão médio, predominando edificações de até dois pavimentos.

A área de lazer mais conhecida no bairro refere-se ao Parque da Cidade, um equipamento público referencial e bastante

utilizado

pelos

moradores

para

prática

de

caminhadas, encontro de famílias e por tratar-se de um lugar arborizado e de clima ameno. Há um projeto previsto presente no bairro que compreende uma área degradada entre o Parque da Cidade e a Lagoa da Fazenda: o Parque Coração de Jesus (Figuras 41, 42 e 43). Este envolve requalificação do riacho, quadras de esporte, área de lazer e caminhada assinado pelos arquitetos: Campelo Costa e Nícia Bormann. Figura 41 – Implantação Projeto Parque Coração de Jesus.

As áreas institucionais, como por exemplo, o Colégio Antônio Mendes Carneiro e o Colégio Trajano de Medeiros estão localizadas em uma avenida importante da cidade, Avenida José Euclides Ferreira Gomes que permite acesso para o município de Massapê. Em relação às áreas religiosas, a Igreja Coração de Jesus encontra-se na região mais central. Fonte: www.sobralemboatos.blogspot.com.br (2015).

44


Figura 42 – Parque Coração de Jesus.

Figura 43 – Parque Coração de Jesus

Fonte: www.sobralemboatos.blogspot.com.br (2015)

Fonte: sobralemboatos.blogspot.com.br (2015)

45


6.2 Legislação De acordo com a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo de Sobral de 1999, o terreno escolhido encontra-se inserido na Zona Especial 3 - Parque Ecológico Lagoa da Fazenda. Essas Zonas constituem-se de alguns princípios básicos conforme especificado na legislação, ANEXO I. Através dos princípios integrantes dessa Lei não há índices permitidos para os parâmetros urbanísticos na ZE3, no que compreende o Parque Ecológico. Segundo

a

Secretaria

do

Planejamento

e

Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Sobral (SPLAM) representada pelo Arquiteto e Urbanista Cassiano de Almeida Matos, não há parâmetros urbanísticos para essas zonas especiais, desde que não se trate de utilização privada.

46


Tabela 01 – Indicadores Urbanos de Ocupação do Solo.

Fonte: Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo

47


7. PARQUE DA LAGOA

Figura 44 – Setorização da área.

7.1 Proposta O Parque da Lagoa tem como principal propósito evidenciar a identidade do espelho d’água natural, Lagoa da Fazenda, e reutilização da área com um espaço urbano acessível incorporando atividades relacionadas à cultura, esportes e diversidade gastronômica. O projeto consiste em uma área pública, com programações culturais, capaz de conduzir novamente os moradores para a área oferecendoos espaços recreativo, cultural, paisagístico e esportivo para a cidade.

Fonte: Acervo Pessoal. Figura 45 – Fluxos principais.

A proposta de resgatar a identidade do local se dá através da ideia de união entre o novo e o existente, explorando todas as potencialidades da área visando um novo olhar da cidade. Um local em que o principal elemento é a paisagem natural. A implantação do Parque surge das condicionantes, setorização (Figura 44), fluxo de pedestres e marco visual (Figura 45). Onde nasce o ponto de liberação visual do projeto implantando edifícios de forma bem livre, não sendo estes um empecilho visual para a Lagoa.

Fonte: Acervo Pessoal.

48


7.2 Partido Arquitetônico

A ideia é buscar por um partido arquitetônico

A concepção inicial para o projeto era levar em consideração elementos do entorno e a preservação da natureza, onde a inserção do equipamento possuísse uma conexão com a cidade e apropriação do espaço aos usuários.

harmônico, que ressalte a identidade do local entre os demais edifícios e que estes, por sua vez, não apresentemse como obstáculos visuais e não sobreponham-se ao espaço natural. O projeto parte da conexão de novos equipamentos

Foi pensada na setorização da área em: Cultural e Administrativo, Esportivo e Comercial e Lazer, onde esses três focos teriam uma incorporação com a Lagoa da Fazenda. Outro tópico importante foi a análise dos principais fluxos pedonais para estabelecer a definição do paisagismo, sendo assim implantados corredores verdes.

LAZER

construídos

com

um

existente

no

local,

Ginásio

Poliesportivo Dr. Plínio Pompeu. Integrando-os às áreas permeáveis através de uma conexão suave entre os blocos. A arquitetura destes novos edifícios foi pensada de forma a deixar sempre o térreo livre como forma de criar integração com o restante do parque.

CULTURA

ESPORTE

49


7.3 Evolução do Projeto Inicialmente a ideia partiu de um zoneamento da área através de um esquema bolha como destacado na Figura 46. Foram levados em consideração, os fluxos, acessos principais e necessidade de algum equipamento que recuperasse os visitantes ao local.

O desenho proposto foi aprimorando a forma e o volume,

assim

como

também

o

paisagismo.

Foram

ressaltados alguns pontos importantes na concepção inicial, como por exemplo: integração e a promoção de atividades distintas. Figura 47 – Croqui

Figura 46 – Croqui do Zoneamento

Fonte: Acervo Pessoal

Fonte: Acervo Pessoal

50


Figura 48 – Croqui

Fonte: Acervo Pessoal Figura 49 – Croqui

Fonte: Acervo Pessoal

51


7.4 Programa de Necessidades O programa de necessidades do Parque da Lagoa é elaborado conforme as necessidades encontradas e através de pesquisas baseada em alguns princípios básicos. São eles:  Animação cultural: possibilita uma programação

Equipamentos Setor Cultural e Administrativo  Balcão de Informação  Administração  Livraria/ café  Biblioteca

que envolva diversos públicos, estilos e faixas

 Museu do Patrimônio

etárias;

 Praça de convivência

 Utilização: criação de espaços de convivência e permanência;  Segurança;  Vitalidade: retomar a área esquecida através da

 Salão de Exposição  Espaço para feiras livres de artesanato  Banheiros Masculino e Feminino Equipamentos Setor Comercial e Lazer

ampla diversidade de atrativos e vivência pública. Procurando atender as necessidades do local, a

 Quiosque Artesanato

proposta é estruturada basicamente em três setores,

 Quiosque Esporte

procurando sempre atender as necessidades locais, onde os

 Quiosques Alimentação

equipamentos possibilitariam uma vida noturna e resgataria a frequência de usuários.

 Banheiros Masculino e Feminino  Ponte da Lagoa

52


 Píer

7.5 Implantação

 Área de piquenique

A ideia estabeleceu pela criação de um eixo central, devido aos fluxos predominantes onde há distribuição de

 Arquibancada

acesso ao edifício cultural, ginásio esportivo e belvedere. Equipamentos Setor Esportivo  Ginásio

Poliesportivo

Figura 50 – Vista Aérea Parque da Lagoa.

Dr.

Plínio

Pompeu

(Edificação Existente)  Quadra Vôlei de Areia (Existente)  Quadra Futebol de Areia (Existente)  Belvedere Estacionamento  Bolsão de estacionamento com vagas para carros, vagas especiais para deficientes físicos, para motos e bicicleta. Fonte: Acervo Pessoal.

O Parque tem seu acesso principal pela Avenida Diogo Gomes e Avenida da Universidade. Na primeira,

53


classificada segundo a hierarquia viária como sendo uma via paisagística,

serão

implantadas

palmeiras

no

Os corredores verdes direcionam os usuários aos

que

equipamentos com alternativas de caminhos orgânicos e

compreende até o Parque Coração de Jesus, criando uma

arborizados. Os frequentadores entram em contato com a

espécie de corredor verde (Figura 51). Além disso, foi criada

natureza em dinâmica com as esculturas artísticas ao longo

baia para ônibus a fim de aumentar o fluxo de transporte

do Parque.

público. Figura 51 – Esquema Via Paisagística.

O Edifício Cultural tem uma localização privilegiada no terreno, justificada pelo marco visual estabelecido aos que aproximam-se da área. O projeto integra a composição dos equipamentos ao mesmo tempo que permite o acesso visual da paisagem natural existente. Os Corredores Comerciais implantados em dois extremos de grande importância e acesso foram localizados de uma forma que possibilitasse a utilização de ambos os lados. Os caminhos foram adaptados às curvas de nível que

Fonte: Acervo Pessoal.

facilitam a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida.

Apresenta instalações para recreação, interação social, programa para público de qualquer faixa etária e

7.6 Equipamentos

atividades culturais diversificada. Os edifícios estão em conformidade com os espaços de diferentes usos.

Foram

projetadas

estruturas

com

programa

diversificado. Esse conceito é passado ao projeto através de

54


quatro volumes distintos que compõe a proposta, sendo

estas sustentadas por pilotis, uma forma de criar relação

esses o Edifício Cultural/Administrativo, os Corredores

com ambiente interno-externo.

Comerciais e o Belvedere. 7.6.1 Setor Cultural/ Administrativo Figura 52 – Disposição dos equipamentos no Parque.

7.6.1.1 Edifício Cultural/ Administrativo

A arquitetura do Edifício Cultural foi pensada de forma suspensa sendo estruturada por pilotis para deixar o térreo livre, uma forma de criar integração com o restante do parque. Foi adotado um desenho simples e leve, em que permitisse transparência e flexibilidade, sem que exaltasse o espaço natural existente. No pavimento térreo, encontra-se a livraria/café e o espaço administrativo. Há também um salão livre de pé Fonte: Acervo Pessoal.

direito duplo, onde a continuidade definida na paginação de

A ideia era que os edifícios caracterizassem como

piso e o paisagismo do parque incorporam-se criando uma

locais de acolhimento, com espaços abertos integrados ao

grande área de convivência, permitindo ao público um

paisagismo, criando sensação de uma grande praça, onde

convívio mais próximo com o acervo exposto, contato com

os caminhos cruzam nos vãos livres das edificações, sendo

55


exposições de arte, esculturas e acesso a feira livre de

Figura 53 – Edifício Cultural/ Administrativo.

artesanato. No pavimento superior está distribuída a área cultural: biblioteca, com espaços destinados a leitura ao ar livre, estudo individual, estudo em grupo, acervo e pesquisa digital; museu do patrimônio, em que os usuários teriam oportunidade de conhecimento de fatos históricos da cidade, com expografias e itens importantes, visto que Sobral tratase de uma cidade enriquecida de patrimônio cultural. Na fachada, buscando transparência e visando um maior conforto térmico, foi utilizado um painel em ACM

Fonte: Acervo Pessoal Figura 54 – Acesso Edifício Cultural.

perfurado e em formato plano, criando uma cobertura ao redor do edifício. A solução agrega proteção solar e sombreamento. Na cobertura, foi adotada um teto verde, para retenção

de

águas

pluviais

com

camadas

de

impermeabilização e drenagem possibilitando isolamento térmico e acústico para a edificação além de ser um benefício estético.

Fonte: Acervo Pessoal

56


Figura 55 – Salão térreo Edifício Cultural/Administrativo.

Projetado com a mesma ideia do bloco cultural, em tornar um térreo livre, em que as pessoas pudessem transitar, é de grande importância para manter a vitalidade desse centro de entretenimento e lazer. Em sua extensão estão presentes os quiosques no qual apresentam diversos serviços, como de alimentação, sorveteria, conveniências além de loja de artesanato e de esportes. Os quiosques encontram-se distribuídos nos dois blocos do Corredor

Fonte: Acervo Pessoal

7.6.2 Setor Comercial e Lazer

7.6.2.1 Corredor Comercial

Gastronômico e atendem também o Setor Cultural e Esportivo. Figura 56 – Corredor Comercial acesso pela Avenida Diogo Gomes com integração com o Parque Coração de Jesus.

De uma forma que suprisse a demanda de ambos extremos do Parque, foram implantados dois blocos de corredor comercial, para que fosse frequentado por qualquer lado e tivesse vida noturna. Sua localização foi feita em pontos estratégicos no que permite o fácil acesso tanto pela Avenida Diogo Gomes (Figura 56) como pela Avenida da Universidade (Figura 57). Fonte: Acervo Pessoal

57


Aos que frequentam o Parque Coração de Jesus, projeto previsto pela prefeitura, o acesso ao Corredor Comercial se dá através de um traffic calming em uma área delimitada em piso intertravado na Avenida Diogo Gomes, que consiste, em uma medida prevista para acalmar o tráfego no local, trazendo mais segurança e conforto aos que optam pelo transporte pedonal. Figura 57 – Corredor Comercial acesso pela Avenida da Universidade.

7.6.2.2 Área de Piquenique Gramado situado próximo a Lagoa (Figura 58), com árvores

e

plantas

sombreamento

no

ornamentais local,

trazendo

que mais

permitem

o

conforto

e

comodidade. Uma possibilidade para programação em finais de semana com piquenique, espaço para apresentações musicais ou até mesmo prática de esportes ao ar livre, como a capoeira, contendo uma visualização privilegiada da lagoa. Figura 58 – Área de Piquenique.

Fonte: Acervo Pessoal Fonte: Acervo Pessoal

58


7.6.2.3 Lagoa

Figura 59 – Detalhe Píer Flutuante.

Principal recurso natural com um forte potencial paisagístico. É composto por piers flutuantes (Figura 60), áreas de prainha e uma ponte que permite o contato mais próximo com a lagoa fazendo uma conexão com os polos do corredor comercial. Também receberá esportes náuticos, como é o caso do caiaque e pedalinho.

Fonte: Acervo Pessoal Figura 60 – Píer Flutuante.

7.6.2.4 Píer flutuante O píer flutuante serve como estações para quem busca fazer o passeio em caiaque ou pedalinhos. Estão posicionados em locais estratégicos, onde há fluxo de pessoas.

Os

dois

com

formatos

retangulares

estão

posicionados próximos aos corredores comerciais. O píer maior fica próximo as arquibancadas e serve como um mirante. Este último foi projetado com a intenção de receber uma espécie de telão com estrutura inflável para funcionar o cinema ao ar livre. As programações culturais serão estabelecidas pelo Parque. Fonte: Acervo Pessoal

59


7.6.2.5 Arquibancada

Figura 62 – Cinema ao Ar Livre.

Foi adaptada aos níveis do terreno, com um percurso arborizado além de proporcionar uma visão privilegiada da lagoa (Figura 61). A arquibancada apresenta espaços largos no que possibilita melhor acomodação das pessoas além de permitir a visibilidade completa do telão quando houver a programação de cinema ao ar livre (Figura 62). Figura 61 – Arquibancada.

Fonte: Acervo Pessoal

7.6.2.6 Ponte da Lagoa Funciona como uma ponte de integração dos acessos principais ao Parque. Foi projetada com o intuito de trazer a população mais próxima à lagoa, com a valorização desse importante recurso natural. Oferece aos cidadãos um contato superficial e um mirante de 360º ao centro e devido Fonte: Acervo Pessoal

60


sua localização torna possível apreciar o pôr do sol mais bonito da cidade. 7.6.3 Setor Esportivo

7.6.3.2 Quadras de Areia Ao lado do ginásio, duas quadras de areia (Figura 64) que ficam à disposição para prática esportiva de diversas modalidades, como futebol e vôlei.

7.6.3.1 Ginásio Poliesportivo Dr. Plínio Pompeu

Figura 64 – Quadras de Areia.

Projeto existente em que se destaca pelas diversas possibilidades de treinamentos esportivos. É administrado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e tem capacidade para aproximadamente 2.000 pessoas. Recebe campeonatos anualmente o que atrai muitos visitantes. Figura 63 – Fachada Ginásio Poliesportivo Dr. Plínio Pompeu.

Fonte: Acervo Pessoal

Fonte: Acervo Pessoal

61


7.6.3.3 Belvedere O Belvedere (Figura 65) possui seus acessos

7.6.4 Bolsão de Estacionamento Bolsão de estacionamento (Figura 66) contém um

demarcados pelos corredores verdes. Sua localização foi

total de 106 vagas para carros, com vagas especiais para

prevista de forma centralizada no que permite uma visual

deficientes físicos, 37 vagas para motos e espaço para

panorâmica à Lagoa.

bicicletário.

Figura 65 – Corredor verde direcionando ao Belvedere.

Figura 66 – Bolsão de Estacionamento.

Fonte: Acervo Pessoal

Fonte: Acervo Pessoal

62


Figura 67 – Componentes do Teto Verde

7.7 Aspectos Construtivos A utilização de pilotis, sempre que possível partiu do ponto de vista da criação de vãos livres no térreo para convivência gerando uma continuidade em relação ao Parque, servindo como elemento integrador entre os espaços. Além de cumprir o conceito de elemento estrutural essa solução assegura personalidade e agrega valor estético aos edifícios. 7.8 Conforto Ambiental A utilização de coberturas vegetais nas edificações

Fonte: http://portalarquitetonico.com.br/

construídas permite um isolamento térmico e funciona como

Para a composição do Edifício Cultural/Administrativo

uma grande manta isolante. Contribui para uma melhor

e visando minimizar a insolação, foi adotado um painel de

qualidade

fechamento de fachada com revestimento em ACM (Figura

de

vida,

limpeza

do

significativamente a temperatura local.

ar

e

ameniza

68) em um padrão perfurado. Esses painéis permitem a visibilidade e inibem a incidência solar direta.

63


Figura 68 – Componentes do Teto Verde

Fonte: www.hunterdouglas.com.br

64


8. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para o Trabalho de Graduação apresentado, foram levados em consideração todos os conhecimentos e perspectivas acadêmicas desenvolvidas na Universidade adaptando a um tema de interesse pessoal em uma área em que a paisagem natural prevalece, com grande potencial ecológico e paisagístico para Sobral. O interesse de criar um equipamento público de lazer com uma complexidade de atrativos partiu do pressuposto do deslumbramento pela dinâmica das cidades e de buscar incentivar as pessoas a utilizarem o espaço público, com mais segurança e espaços dignos que privilegie a escala humana. A idealização desse espaço irá confirmar todos os princípios básicos adotados para a implantação do Parque, buscando criar uma conexão com a cidade além de evidenciar um desenho que privilegie os caminhos e reforce o paisagismo do local através de um traçado condizente com as edificações propostas. Nesse contexto, a busca pelo bem estar, segurança, qualidade de vida e identidade do local são de grande importância para minimizar os problemas em que a sociedade vivencia e dão ao urbanismo e arquitetura a característica de vitalidade. Portanto, o Parque da Lagoa irá possibilitar animação cultural e será uma referência de espaço de lazer pelas suas características e pela abrangência de seu programa de necessidades.

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LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO ANDRADE, José Vicente de. Lazer: Princípios, tipos e formas na vida e no trabalho. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. ARAGÃO, Francisco Edilson Ponte. A Estruturação Urbana de Sobral na Segunda Metade do Século XX. 2014. 147 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Arquitetura, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fortaleza, 2014 BRASIL, Estatuto da Cidade, Lei Nº. 10.257 de 10/07/2001. ___ ___, Parcelamento do Solo Urbano, Lei N° 6.766 de 19/12/1979. COSTA, Antônio Carlos Campelo; ROCHA, Herbert de Vasconcelos. Sobral da origem dos distritos. Sobral: Sobral Gráfica e Editora Ltda., 2008 DUMAZEDIER, Joffre. VALORES E CONTEÚDOS CULTURAIS DO LAZER. 3. ed. São Paulo: Serviço Social do Comércio, 1980. FROTA, José Tupinambá da, A História de Sobral. 1954. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Acessado em: 18/08/2015 IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional NOLÊTO, Tânia Maria Serra de Jesus. SUSCETIBILIDADE GEOAMBIENTAL DAS TERRAS SECAS DA MICRORREGIÃO DE SOBRAL CE A DESERTIFICAÇÃO. 2005. 143 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2005. Cap. 3. POPULAÇÃO CENSO 2010. População bairro Coração de Jesus Disponível em:<http://populacao.net.br/populacao-coracao-dejesus_sobral_ce.html>. Acesso em: 03 de dezembro de 2015 Prefeitura Municipal de Sobral

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PREFEITURA MUNICIPAL DE SOBRAL. História cidade/historia>. Acesso em: 10 de novembro de 2015

da

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REQUIXA, Renato Antônio de Souza. SUGESTÃO DE DIRETRIZES PARA UMA POLÍTICA NACIONAL DE LAZER. 2. ed. São Paulo: Serviço Social do Comércio, 1980. ___ ___, AS DIMENSÕES DO LAZER. Caderno de Lazer. São Paulo: Serviço Social do Comércio, 1976. ROCHA, Herbert de Vasconcelos. O lado esquerdo do Rio. São Paulo: Hucitec: Secretaria de Desenvolvimento da Cultura e do Turismo, Sobral: Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabogosa, 2003. Secretaria das Cidades SEINFRA, Secretaria da Infraestrutura SEMACE, Superintendência Estadual do Meio Ambiente SEUMA, Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente SOARES, Maria Norma Maia; GIRÃO, Glória Giovana Mont’Alverne, Sobral: História e Vida, Sobral/CE: Edições UVA, 1997. SOBRAL, Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, de 1999 ___ ___,Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Sobral, de 1999 SPLAM, Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente

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ANEXO I

PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO MUNICÍPIO DE SOBRAL Capítulo VIII Da Zona Especial – ZE Art. 57 - As Zonas Especiais – ZEs constituem áreas para implantação de equipamentos institucionais, públicos ou privados, de grande porte, cujo raio de abrangência extrapole a Cidade de Sobral e que, por suas características físicas relevantes e peculiares, estão sujeitas a normatizações específicas das esferas federal, estadual ou municipal. Art. 58 - Constituem, ainda, Zonas Especiais as áreas sensíveis e de interesse ambiental, conformadas pelos parques urbanos, pelas áreas de preservação ecológica, em suas várias modalidades, pelas faixas de preservação e proteção de todos os recursos hídrico incidentes no território da Cidade de Sobral, e pelas faixas verdes de amortecimento entre usos. § 1º - Parágrafo único – As faixas verdes de amortecimento entre usos, conformadas por faixas de vegetação natural ou antrópica, conforme o Plano de Estruturação Urbana, têm como objetivo eliminar ou minimizar os efeitos negativos que zonas industriais possam a vir causar às comunidades residentes ou usuárias de zonas localizadas em posição geograficamente desfavorável, com relação a esses assentamentos industriais, garantindo a essas populações boas condições de salubridade e conforto ambiental. § 2º - As faixas verdes de amortecimento entre usos terão largura variável entre 30,00m (trinta metros) e 100,00m (cem metros), e extensão a ser definida em função de suas localizações e dimensões das zonas a elas contíguas. § 3º - Os usos permitidos nas faixas verdes de amortecimento entre usos são unicamente aqueles vinculados ao lazer ao ar livre, não sendo permitida a construção de nenhum equipamento fechado ou de permanência prolongada.

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Art. 59 - Ficam definidas, na estrutura urbana da Cidade de Sobral, e localizadas e delimitadas geograficamente, conforme Planta Oficial de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, as seguintes Zonas Especiais: I - ZE1 – Aeródromo; II - ZE2 – Campus da UVA; III - ZE3 – Parque Estadual da Lagoa da Fazenda; IV - ZE4 – Parque do Rio Acaraú; V - ZE5 – Parque de Exposições Agropecuárias / Horto Florestal; VI - ZE6 – Parque do Sistema Hídrico Lagoa da Vargem Grande / Riacho Oiticica; VII - ZE7 – Área de Proteção Ambiental-APA do Córrego; e VIII - ZE8 – Faixa Verde de Amortecimento entre Usos. Art. 60 - O Poder Executivo poderá delimitar novas Zonas Especiais, caso julgue necessário, após ouvidos o Conselho Municipal do Plano Diretor e os órgãos públicos federais ou estaduais pertinentes. Art. 61 - Qualquer intervenção física nessas zonas só poderá ser feita mediante projeto aprovado pela Prefeitura Municipal, ouvido o Conselho Municipal do Plano Diretor e quando couber, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente-COMDEMA e os órgãos públicos federais ou estaduais pertinentes. Parágrafo único - Não se enquadram nessa obrigatoriedade os projetos amparados por legislações estritamente federais ou estaduais. Art. 62 - As atividades permitidas nas Zonas Especiais são unicamente aquelas que tenham vínculo funcional direta e estreitamente ligados ao objeto de sua criação.

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Art. 63 - Ficam criadas como Unidades de Proteção Ambiental, em zonas especiais, pelo só efeito desta Lei, a Área de Proteção Ambiental do Córrego, o Sistema Hídrico Lagoa da Vargem Grande e o Parque do Rio Acaraú, objetivando proteger e preservar amostras dos ecossistemas ali existentes, de forma a proporcionar oportunidades controladas para uso público e privado. § 1º - O Parque Estadual da Lagoa da Fazenda, instituído pelo Governo Estadual, mediante Decreto N° 20.775, de 12 de junho de 1990, tem seu perímetro ampliado na conformidade da Planta Oficial de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo. § 2º - Fica autorizado o Chefe do Poder Executivo Municipal a proceder, via Decreto, a regulamentação das normas procedimentais, técnicas e administrativas, para fins de implantação das Unidades de Proteção Ambiental ora instituídas, observadas as diretrizes gerais das legislações federal, estadual e municipal pertinentes, e as especificidades de cada área a ser protegida, de acordo com cronograma a ser estabelecido em consonância com os Conselhos Municipais de Defesa do Meio Ambiente-COMDEMA e do Plano Diretor.34 Art. 64 - Nas Unidades de Proteção Ambiental, fora das faixas de proteção de 1ª Categoria de que trata o artigo 66, é permitida, desde já, a construção dos equipamentos listados a seguir, desde que de pequeno ou médio portes: I - anfiteatros; II - barracas para venda de alimentos e bebidas; III - barracas para venda de artesanato; IV - equipamentos de apoio ao campismo; V - equipamentos públicos de informações, segurança, telefonia e similares; VI - farmácias vivas; VII - herbáreos; VIII - hortas comunitárias;

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IX - “play-grounds”; X - praças; XI - quadras poliesportivas; XII - quiosques de comércio e serviços de apoio ao lazer; XIII - quiosques de comércio e serviços locais; e XIV - tanques para piscicultura. Parágrafo único - Não será permitido qualquer tipo de edificação de propriedade privada nas Unidades de Proteção Ambiental. Art. 65 - A partir da implementação desta Lei, as Unidades de Proteção Ambiental serão de co-responsabilidade do poder público municipal, ficando, também, como sua obrigação, controlar, fiscalizar e manter a boa qualidade desses espaços públicos e seus respectivos equipamentos, conjuntamente com a comunidade. Art. 66 - Fica autorizado o Chefe do Poder Executivo Municipal a definir, mediante Decreto, as faixas de proteção de 1ª e 2ª Categorias, objetivando disciplinar o uso e a ocupação do solo para proteção dos recursos hídricos do município, observado o disposto nas Leis Estaduais Nº 10.148, de 02 de dezembro de 1977, e Nº 11.996, de 24 de julho de 1992, na Resolução CONAMA N° 004, de 18 de setembro de 1985, e em outras normas gerais atinentes à matéria. 35 § 1º - Nas faixas de proteção de 1ª Categoria são permitidos, desde já, exclusivamente os seguintes usos e atividades: I - campismo; II - esportes náuticos e ao ar livre; III - excursionismo; IV - exploração agrícola sem uso de produtos químicos, defensivos ou fertilizantes; V - natação e outros esportes ao ar livre;

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VI - pesca; e VII - piscicultura. § 2º - Nessas faixas somente poderão ser permitidas construções de ancoradouros de pequeno porte, rampas para lançamento de barcos, pontões para pesca, tanques para piscicultura, campos de futebol não pavimentados e equipamentos simples destinados ao campismo e outras formas de lazer.

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RELAÇÃO DE PRANCHAS

Prancha 01 - Implantação Geral Prancha 02 - Planta de Paisagismo Prancha 03 - Planta de Paginação Prancha 04 - Cortes Gerais Prancha 05 - Edifício Cultural/ Administrativo - Térreo Prancha 06 - Edifício Cultural/ Administrativo - Superior Prancha 07 - Edifício Cultural/ Administrativo - Fachadas Prancha 08 - Edifício Cultural/ Administrativo - Cortes Prancha 09 - Corredor Comercial Prancha 10 - Corredor Comercial - Fachadas Prancha 11 - Corredor Comercial - Lojas Prancha 12 - Corredor Comercial – Quiosque Tipo 01 Prancha 13 - Corredor Comercial – Quiosque Tipo 02 Prancha 14 - Belvedere Prancha 15 - Detalhamento Ponte da Lagoa Prancha 16 - Detalhamento Pier

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arquitetura e urbanismo unifor - 2016.1

Parque da Lagoa - Centro de Entretenimento e Lazer - Sobral/CE  

Trabalho Final de Graduação apresentado à Universidade de Fortaleza como parte das exigências do curso de Arquitetura e Urbanismo, para obte...

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