Page 39

SEXTA-FEIRA, 27 DE ABRIL DE 2018

39

O voluntariado que constrói a Fenasoja

N

2016 tivemos mais de nove mil visitantes estrangeiros, podíamos vê-los não apenas no interior do Parque, mas também nos nossos hotéis lojas postos de combustíveis e restaurantes. Nossa meta é servir de vitrine para nossos expositores e parceiros.

atural de Santa Rosa, Alexandre Maronez é filho de Isa Maris e Moacir, e comanda a Fenasoja 2018. Ele conta que sua primeira atividade como voluntário, foi quando entrou no Rotaract - clube de serviços formado por jovens. Um ano depois, foi convidado para participar do Rotary Amizade, grupo que segue integrando e que deve presidir na gestão de 2019. Participante assíduo da Indumóveis Internacional (outro grande evento de negócios de Santa Rosa), Alexandre está à frente de um grupo de mais de 200 voluntários. Ao Noroeste o presidente fala dos desafios de conduzir umas das principais feiras do Estado. NOROESTE: Como foi sua participação nas edições da Fenasoja? Fui convidado a fazer parte da comissão de Suprimentos na 18ª Fenasoja presidida pelo Marlon Saling. Já na seguinte o presidente da 19ª, Elemar Lenz, me convidou para presidir a comissão, o que também aconteceu na 20ª da Angela Maraschin. Foi aí então que o presidente Gerson Lauerman me chamou para ser seu vice-presidente, cargo esse que me preparou para, então, assumir a presidência da Fenasoja 2018. NOROESTE: O que mudou na sua vida desde o anúncio feito em 2016? Com o comunicado veio muita dedicação voluntária, que só aumenta nossa responsabilidade como gestor de um evento deste porte. Grandes histórias estão impregnadas nas paredes da Fenasoja e a partir daquele momento eu soube que teria um desafio pessoal. Mas sempre pude contar com cada um dos presidentes, voluntários profissionais que sempre estão de pé e a ordem para ajudar a construir aqui, a mais de 500 Km da capital, o maior encontro multissetorial do sul. NOROESTE: Como foram os dois anos de preparação para a Fenasoja 2018? A Fenasoja é este belo evento, muito organizado e com uma ótima reputação por ter algumas peculiaridades e expertises. Como o vice já sabe que presidirá a próxima, pode se preparar acompanhando o presidente na tomada decisões em conjunto. Assim a nova feira tem continuidade, seguindo os trabalhos e planejamentos futuros. E isso é de suma importância para a garantia de seu sucesso. NOROESTE: Como conciliou as atividades profissionais, a Feira e a família? Uma boa receita é elaborada com pitadas certas de cada tempero. É importante saber dosar, é um dos maiores desafios. Minha vida profissional mudou, e para melhor. Aprendi a ser mais objetivo e eficiente com menos tempo e este é apenas um dos benefícios que esta escola nos ensina. E o que seríamos sem o apoio da família? Com certeza a gestão se tornaria frágil e fria. Na verdade nossas famílias fazem parte desta gran-

NOROESTE: A Fenasoja foi pensada no passado como a festa da colheita da soja. Como a comissão central vê a soja e a agricultura para o sucesso do evento atual? O agronegócio é um dos pilares da Fenasoja e isso foi identificado nas pesquisas. Por isso tratamos a Exporural de forma diferenciada e desta vez com grandes investimentos e incentivos para expositores e visitantes. Pela terceira vez vamos realizar o encerramento oficial da colheita da soja no Brasil, com a divulgação oficial dos números a nível de Estado e país. Já sabemos que teremos a segunda maior colheita da nossa história. Somos o Berço Nacional da Soja, que é um dos pilares da economia brasileira.

Alexandre Maronez

de missão, por este motivo nos denominamos de Família Fenasoja. NOROESTE: A feira vive um novo momento. dequar aos problemas econômiTeve que se aadequar cos que o país enfr enta. Como foi reprojetá-la e enfrenta. garantir a sua continuidade? Percebemos isso já há algum tempo. Grandes eventos sendo cancelados ou adiados, um reflexo da comodidade e falta de planejamento a longo prazo. A Fenasoja teve a sensibilidade de prever as dificuldades. Realizamos uma grande pesquisa na região com perguntas e também entrevistas, isso nos deu o DNA da Fenasoja. O estudo nos direcionou para o futuro. Hoje com as ferramentas certas temos muito mais probabilidades de acertos. A Fenasoja se reposicionou como marca, não apenas porque achamos que é assim, mas porque temos um diagnostico. NOROESTE: A Fenasoja novamente fez investimentos na estrutura do Parque. Neste ano foram investidos R$ 200 mil. Qual projeto você defende para viabilizar o espaço? Seria a hora de pensar em um conselho gestor do Parque? Defendo a criação do Grupo Gestor sim, porém devemos agir com cautela por se tratar de um espaço público. Acredito que um trabalho em conjunto com outras entidades e prefeitura é salutar. NOROESTE: Em relação ao volume de negócios, quanto a Feira pretende movimentar na economia? Com certeza muito mais do que em anos que não tem Fenasoja. Este número é difícil de se precisar até porque alguns negócios começam aqui e são concretizados dias ou ate mesmo meses depois. Na Fenasoja de

NOROESTE: Como a Fenasoja vê a tecnologia e a fomenta nesta edição? Vemos a tecnologia como a solução para o êxito no campo. Promovemos durante uma edição e outra seminários com palestrantes renomados internacionalmente. Vamos ter máquinas de altíssima tecnologia embarcada, 'drones' para a aplicação no campo, e muito mais. NOROESTE: Voltando à ExpoRural. Quem visitar a área vai encontrar quais inovações? A Exporural foi ampliada para receber as grandes concessionarias de máquinas e equipamentos, assim como também nossas cooperativas de Santa Rosa. Não será apenas composta por cultivares, mas também por máquinas e equipamentos. Na infraestrutura ela ganhou ruas pavimentadas e banheiros para melhor comodidade de todos. NOROESTE: A Fenasoja abraçou neste ano o Musicanto. Como você vê este festival relacionado com a Feira? Esta ação é reflexo do reposicionamento da Fenasoja. Sempre tivemos a parte de cultura na Feira. E por que não abraçar, e reanimar o Musicanto, que também é um evento com muito prestígio? Conseguimos com isso unir grandes marcas e nos tornar mais fortes e persuasivos. NOROESTE: No seu ponto de vista, o que precisa ser mudado para a próxima edição? Acredito que a grande mudança a Feira já fez e está fazendo. Claro que fatores externos nos obrigam aos ajustes. Devemos manter nosso planejamento com convicção e ações assertivas. A Fenasoja está no caminho certo, nos destacamos como evento e servimos de referência positiva para muitos. Possuímos todas as ferramentas de que precisamos. Contamos com pessoas que, de forma voluntária, realizam suas tarefas profissionalmente. Sei que todos nós temos orgulho da Fenasoja e desejamos que ela seja cada vez melhor e será, pois NÓS SOMOS EVOLUÇÃO!

Noroeste na Fenasoja  
Noroeste na Fenasoja  
Advertisement