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SEXTA-FEIRA, 27 DE ABRIL DE 2018

Um novo desafio à nossa indústria

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Indústria de Defesa do Brasil deve contar, em breve, com fornecedores do Noroeste gaúcho. À frente desse projeto estão lideranças de Santa Rosa, o deputado federal (ex- ministro do Desenvolvimento Social) Osmar Terra, e Raul Jungmann, hoje no Ministério da Segurança Pública. O que se espera é que o polo metalmecânico, com suas fábricas locais, venha a fazer parte da base de fornecedores das Forças Armadas Brasileiras (Exército, Marinha e Aeronáutica). A indústria de defesa do Brasil é responsável por 3,7% do PIB nacional, gera 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos. A oportunidade é especialmente importante porque, atualmente, os fornecedores do Ministério da Defesa são majoritariamente estrangeiros. "As Forças Armadas brasileiras têm uma grande quantidade de equipamentos, o que implica em muitas peças de reposição e também em novos projetos. É um mundo de possibilidades que se abre, nesse momento de crise, para geração de emprego e renda na região Noroeste do Estado", destacou Terra. Desde o primeiro encontro, em junho de 2017, diversas visitas foram realizadas. Dois coronéis, acompanhados do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de San-

ta Rosa (SIMMME-SR), Irálcio Amorim, conheceram indústrias sistemistas do polo metalmecânico local. Eles validaram o estágio atual da qualidade fabril de todas as plantas visitadas e que fornecem peças e componentes à AGCO do Brasil. Uma comitiva de 23 pessoas de Santa Maria, ligadas às Forças Armadas, visitou a cidade. O grupo conheceu fábricas que avançaram no processo de cadastramento junto ao Ministério da Defesa, para onde convergem atualmente as três armas do país. A presença da comitiva foi avaliada pelo movimento empresarial local como relevante, porque significa mais uma etapa das negociações. Raul Jungmann declarou que uma equipe técnica foi

enviada a Santa Rosa para avaliar sua estrutura. "Afinal, precisamos ter todas as informações sobre eventuais futuros fornecedores nos aspectos de padrões de exigência e de qualidade, já que o Ministério da Defesa representa um mercado de R$ 209 bilhões só aqui no Brasil", explicou. Osmar Terra lembrou que o passado e o presente provam os padrões de qualidade dos sistemistas, porque atendem exigências de tecnologia de ponta da ACGO do Brasil, multinacional que produz máquinas para diversas regiões do mundo. "Vender para o Ministério da Defesa significa um novo horizonte à nossa indústria metalmecânica", enfatizou. O Ministério da Defesa opera o quarto maior orçamento da União, e não são apenas armas no seu portfólio, que vai do coturno à alimentação. O negócio abrange diversas alternativas de produção como, a energia solar e eólica, e o chassi para usinas de asfalto, que despertou grande interesse porque pode ser utilizado no transporte de blindados e outros veículos das Forças Armadas. A especialidade de grande parte das metalúrgicas locais é produção de peças e componentes para tratores e colheitadeiras, de modo que necessitam apenas adaptações para atender o cliente. O desafio avança na expectativa de um novo mercado a este segmento produtivo.

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Noroeste na Fenasoja  
Noroeste na Fenasoja  
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