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SEXTA-FEIRA, 27 DE ABRIL DE 2018

Ser evolução

Jornalista Responsável: Luciano Mallmann Textos e Reportagens: Julia Nadine Schapoval Jardel Hillesheim e Jairo Borges Madril Revisão Ortográfica: Clairto Martin Fotos: Márcio Wachholz Editoração Gráfica: Sandra Pasini e Márcio Wachholz Comercialização: Núcleo Comercial EJN Impressão: Zero Hora Tiragem 5.000 exemplares O caderno Noroeste na Fenasoja é um produto da EMPRESA JORNALÍSTICA NOROESTE LTDA, encartado no Jornal Noroeste do dia 27de abril de 2018. CNPJ: 87687703/0001-18 Praça da Bandeira, 36 - Santa Rosa/RS Tel.: (55) 3512-5757 e 3512-6939 ejn@jornalnoroeste.com.br | www.jornalnoroeste.com.br

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voluir é uma tradição na Fenasoja desde o longínquo ano de 1966. O que demonstra o desenvolvimento deste evento é o aprendizado de cada edição, tornando a prática em ensinamentos valorosos que norteiam cada nova comissão que a organiza. Isso é facilmente percebido no nosso Parque de Exposições, que leva o nome do político e ex-prefeito de Santa Rosa, Alfredo Leandro Carlson. Um espaço à frente de seu tempo, moderno e belo, que desperta a atenção de quem o visita pela primeira vez e que traz de volta visitantes e expositores a cada acontecimento que sedia. É prático, limpo e muito arborizado. Não obstante, a Fenasoja 2018 fez inovações interessantes. E unir-se com outras organizações e eventos trouxe mais sinergia à renovada marca. O Musicanto, por exemplo: como esta parte cultural e de atrações artísticas é cara e leva uma cota considerável do orçamento de qualquer grande acontecimento, foi incorporado como uma das sensações desta ocasião. Acontecerá nos três primeiros dias, de 27 a 29 de abril, com seu formato inicial de competição musical. Até ele volta às mais autênticas origens, e isso é bom! Então Hortigranjeiros, Indumóveis e Fenasoja uniram-se, demonstrando maturidade de seus líderes. Afinal nossos três maiores eventos se utilizam do mesmo espaço, vivendo dificuldades semelhantes e que precisam ser enfrentadas e resolvidas. Assim, o inconveniente quanto à comunicação de dados recebeu relevante investimento. O Parque ganhou metros e metros de fibra óptica, o que deve melhorar a interação entre os sistemas dos próprios eventos, aprimorar os sinais de WiFi para promover negócios e

facilitar a interação dos visitantes com o mundo digital. União também com a Associação Santa-rosense de Ornitólogos Amadores – ASOA que promoverá o 1ª Copa Fenasoja de Canários de Cor, trazendo a Santa Rosa juízes de renome nacional que avaliarão os pássaros de quem faz desta atividade o seu negócio. União é inteligência, e são inúmeras as iniciativas nos mais diferentes segmentes do mosaico Fenasoja. Destacamos somente algumas. Mas esta profícua conciliação de interesses traz um significativo desafio: o do uso consciente de nosso Parque de Exposições. Não é mais aceitável que se gastem cifras expressivas para readequar, repor ou recuperar infraestruturas que estão ali para uso do cidadão. Só neste ano serão gastos, novamente, cerca de R$ 200 mil para recuperar elementos assolados pelo mau uso das pessoas. Isto é gasto sim, não investimento. Este debate, forçosamente, terá de acontecer de maneira mais rápida e firme conduzido pelos poderes públicos junto aos usuários do Parque. Isto não é inteligente e, a evolução de Fenasoja, Hortigranjeiros, Indumóveis e outros mais, passa a exigir um pensar apurado nesta questão. Iniciativas como um Plano Diretor do Parque de Exposições, sistema de uso, como queiram chamar, precisa ser discutido e vir à prática. Até para melhor manter o dia a dia do local que tem custo elevado aos cofres da Prefeitura de Santa Rosa e, no final de tudo, ao seu bolso. “Nós somos evolução” é o slogam da Fenasoja 2018. E a união é a evolução mais evidente desta edição. Logo, una-se à Fenasoja, aproveite, divirta-se, faça negócios e prospere. A sua evolução necessita disso!

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PARQUE

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Para cada edição, uma nova versão

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Fenasoja acontece no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson desde sua edição inicial, em 1966. O primeiro pavilhão lá construído é datado há apenas um ano antes da Feira e, de lá pra cá, muita coisa mudou. Atualmente, o espaço conta com 47 hectares e 13 pavilhões cobertos que vão abrigar os expositores, além do incremento de 5,4 mil m² para a ExpoRural. A praça de alimentação tem uma área total de 10 mil m² e o estacionamento tem capacidade para 3,6 mil veículos. São 29 mil m² de área construída e 22 mil m² de área arborizada. Expõem durante a Feira setores de indústria, comércio, serviços, artesanato, agricultura familiar e pecuária, além de um segmento especializado em agronegócios e máquinas agrícolas. Segundo o presidente de Infraestrutura desta edição, Daniel Dall’Alba, foram investidos cerca de R$ 200 mil em obras e reestruturação. “Só a parte

elétrica demanda em torno de 70% desse valor. O restante das melhorias engloba desde a parte hidráulica a reparações de portões, nivelamento do asfalto, podas de árvores e cortes de grama”, destacou. Devido ao caráter público do Parque de Exposições, o investimento em infraestrutura é considerado alto, pois segundo Daniel “esse custo se dá devido ao mau uso de algumas pessoas, durante todo o ano. O descaso diário, atos de furto e vandalismo, isso faz com que a gente invista o dinheiro em reformas e não sobre para novas obras”. Após o fim da Feira, está sendo programada a criação de um grupo gestor para o Parque. Esse acordo entre a Prefeitura e representantes dos três maiores eventos (Fenasoja, Hortigranjeiros e Indumóveis) será criado para que haja maior controle durante o ano todo e não apenas as vésperas de grandes atrações. “Mas, por agora, já está tudo organizado. Trocamos todo o telhado do pavilhão três e fizemos melhorias nos dos pavilhões cinco e no central. Agora esperamos que tanto os nossos expositores quanto os visitantes venham e aproveitem esse evento que é a Fenasoja” encerrou Dall’Alba.

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Um espaço para debater tecnologia agrícola

EXPORURAL

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economia regional é influenciada pelo agronegócio. Os desafios dos produtores se intensificam a cada dia e a tecnologia auxilia a superar os números de produção. Ao encontro disso, a Fenasoja prepara a ExpoRural 2018. Um espaço especial, montado no Parque de Exposições de Santa Rosa, para discutir os novos rumos da agricultura. A ExpoRural, que é presidida pelo engenheiro agrônomo Roberto Racho, objetiva reunir naquele espaço as empresas de sementes de soja, milho, entre outras. Na área foram cultivadas pequenas lavouras para que se possa ver o desempenho de cada tipo de grão. Os resultados estarão à disposição de todo público que visitar a Fenasoja, não apenas o agricultor. “As representantes das marcas já plantaram a soja, o milho e demais cultivares, que estarão em exposição, de modo que o público poderá presenciar as diferenças de cada uma”, destaca Roberto. O atendimento no local terá horário diferenciado, das 10h às 18h, oportunizando que os visitantes participem de palestras, conheçam novas variedades e troquem experiências com agrônomos. Neste ano, a ExpoRural recebeu ampliação de cinco mil metros quadrados, interligando empresas de máquinas agrícolas com as de cultivares. No local também haverá auditório para troca de experiências e formações.

Concurso à produtividade

Já é tradição! Durante a Fenasoja 2018 acontecerá novamente o concurso da planta de soja com maior número de grãos, safra 2017/2018. O objetivo é premiar os produtores que apresentarem as plantas de soja com a maior quantidade de grãos, sem considerar o peso destes e sim a quantidade. O torneio segue nos moldes das edições anteriores. "Serão premiadas as cinco plantas com maior número de grãos. Cada uma dessas colocações receberá prêmios e o certificado de participação", disse Racho.

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Novos silos para estocar

GRÃOS

Aumento da produtividade cria nova demanda para cooperativas e agricultores

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o ano em que a economia tenta deixar para trás uma das piores recessões da história, a agricultura dará sua contribuição com uma ótima safra de grãos. A colheita das lavouras de verão deverá alcançar volume recorde de 30,8 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul, gerando resultado econômico direto de R$ 29 bilhões. A estimativa é da Emater, superando as projeções mais otimistas. Este volume de dinheiro refere-se apenas ao valor do produto, sem considerar reflexos em indústria, comércio e serviços. Mas o aumento da produtividade traz consigo problemas de armazenagem. O preço pago pela soja, considerado baixo pelos agricultores, faz com que eles deixem de faturar o grão, gerando uma séria questão às empresas do setor que ficam com o produto estocado. Atento a isso cooperativas locais como a Cotrirosa e a Coopermil elaboraram projetos para a construção de silos para armazenagem desta produção. Na Cotrirosa serão aplicados R$ 8 milhões em novos celeiros. O investimento será dividido em duas etapas, sendo a primeira já feita em dezembro de 2017. Ainda neste ano, após a colheita da soja, a cooperativa colocará em prática a segunda etapa. O superintendente da Cotrirosa, Adair Antônio Galera, explica que o projeto completo contempla sete silos com capacidade total de 465 mil sacas. Na primeira etapa serão construídos dois silos na unidade de Tucunduva e mais dois na localidade de 23 de Julho,

município de Ubiretama. Na sequencia está projetado o investimento de um depósito na unidade de Santo Cristo e dois na de Cândido Godói. Adair explica que as iniciativas se darão através de recursos próprios e de financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que possui linhas de crédito disponíveis às cooperativas investirem no setor. Hoje a Cotrirosa possui uma capacidade de armazenagem de 5,2 milhões de sacas e com o investimento saltará para 5,7 milhões. Outra medida pensada e apoiada pela Emater, é o incentivo para que os produtores construam seu próprio silo. Isso permitiria que eles economizassem de 12% a 17%, valor que é cobrado para deixar o grão estocado em organizações que prestam este serviço. Segundo o engenheiro agrônomo Fernando Dorneles Fagundes, além de promover a autonomia do produtor, a iniciativa contribui para o aumento do poder de negócio local. Atualmente o programa já é realidade em 35 municípios da região. “Quando o agricultor empreende ele distribui renda, comprando materiais de construção, metais, contratando serviços e mão de obra. Isso ativa toda cadeia de nossa economia a partir do setor primário, chegando aos serviços, indústria e comércio. Ou seja, movimentamos nossa cadeia produtiva em todos os sentidos”, afirma Fagundes. As edificações podem ser feitas de madeira ou metal, mas, segundo especialistas, a alvenaria é o material mais adequado para o armazenamento, devido a questão térmica. Nesse tipo de armazéns as perdas são menores, o que ajuda no controle de qualidade. Contudo, apesar das vantagens para grão e produtor, o negócio ainda engatinha no Brasil. Segundo a Emater, apenas 15% da safra de grãos do país é armazenada na propriedade onde é produzida.

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Hospital Vida & Saúde é

referência estadual

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partir de um planejamento estratégico desenvolvido desde 2013, o Hospital Vida & Saúde, através de seu Conselho Administrativo e Direção, deu início a um projeto desafiador: a nova unidade hospitalar. O sonho está se tornando realidade e os dois primeiros pavimentos serão inaugurados nesse semestre. A nova unidade irá duplicar a área do hospital e possibilitar melhorias no atendimento. Nos dois primeiros pavimentos será implantado um moderno Centro de Diagnóstico com nova ressonância magnética e tomografia. Para o presidente Rubens Zamberlan, “essa obra irá posicionar a Instituição em outro patamar de qualificação e excelência. Estamos aliando o crescimento, sempre com melhor suporte à população, pois dessa forma as pessoas não precisam mais se deslocar para grandes centros em busca de assistência”. O terceiro e o quarto andares da nova unidade serão destinados a um bloco cirúrgico; no quinto pavimento a uma UTI adulto. Já no sexto, sétimo e oitavo andares haverá leitos de internação; no penúltimo andar restaurante/solarium, e no décimo pavimento terá um heliponto. Para Zamberlan, “com uma gestão correta, a intenção é ampliar ainda mais os serviços, para que os pacientes não precisem se deslocar a outros centros em busca deste tipo de auxílio. No Vida & Saúde temos uma equipe comprometida e que faz com que ele seja cada vez mais referência. Nunca podemos perder o foco que é prestar um serviço de qualidade. Essa é a nossa vocação”, finalizou. O Hospital Vida & Saúde, de Santa Rosa, está em constante desenvolvimento há mais de 10 anos. Período em que empresários da cidade assumiram, de forma voluntária, sua administração. Com a expertise de cada um foram sendo renegociadas as dívidas e reorganizados os serviços. Com o passar do tempo, um sistema de gestão passou a ser implementado.

Primeiros pavimentos da nova unidade hospitalar serão inaugurados neste semestre Com ele, foi possível padronizar as atividades, qualificar e oferecer mais segurança para pacientes e funcionários. Este projeto resultou no reconhecimento estadual, em 2017, com a conquista do Prêmio de Gestão Hospitalar Luiz Carlos Rocha Falchi. O Vida & Saúde também está em busca da Acreditação Hospitalar que é a “ISO” dos hospitais. Para isso, há mais de dois anos, todos os profissionais estão se dedicando para implementar protocolos e aprimorar os atendimentos. Este será um dos mais importantes passos da Instituição, pois a colocará de forma diferenciada no cenário nacional, qualificando ainda mais suas tarefas diárias e abrindo portas para futuros investimentos.

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Enfermagem reforça

Santa Rosa como polo em saúde

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Faculdade Integrada Machado de Assis – FEMA – fez, em dezembro de 2017, o anúncio à comunidade do novo curso. A partir do processo seletivo a região passou a contar com o Bacharelado em Enfermagem e hoje são 51 acadêmicos na turma da graduação, pioneira neste setor. Para o diretor da FEMA, Antonio Termes, o curso foi o primeiro passo que a educação deu para potencializar a saúde na cidade. “É muito importante ser sede de graduação nesta área. Isso reforça todo o trabalho que Santa Rosa já realiza no segmento”, destacou. O curso de Enfermagem, que tem duração de cinco anos, iniciou com 55 vagas que foram disputadas por 123 inscritos através dos três diferentes processos de ingresso na Instituição: redação, Enem e avaliação do histórico escolar de ensino médio. A estrutura completa, preparada para receber os novos educandos, conta com quatro laboratórios, um deles itinerante, biblioteca atualizada e um corpo docente de professores experientes e qualificados. O curso que tem 880 horas de estágio em seus últimos semestres, já tem parceira com entidades hospitalares e de saúde coletiva. Argumenta o coordenador, mestre em Enfermagem, Paulo Mix, que o corpo docente já recebeu três capacitações. “Quando escolho um professor, eu o chamo e explico a proposta do curso, vejo se ele está disposto e se enquadra. Temos profissionais qualificados que toparam novos desafios e que irão trabalhar novos métodos de ensino e aprendizagem com os alunos” afirmou. Os professores responsáveis pelos primeiros semestres são a farmacêutica bioquímica e doutora em Nanociência, Francine Ianiski, a enfermeira e

doutora em Enfermagem, Gabriele Schek, a enfermeira e mestre em Enfermagem, Gabriela Piovesan, o enfermeiro e mestre em Educação nas Ciências, Luis Fernando do Nascimento Martins, a professora de Letras e doutoranda em Educação nas Ciências, Mariel Haubert, e o farmacêutico bioquímico e doutor em Ciência Farmacêutica, Vilmar Panderó. O deputado federal Osmar Terra (ex-ministro do Desenvolvimento Social) palestrou na aula inaugural da graduação e enfatizou que “o novo curso vem suprir uma lacuna importante na cidade e isso ajuda o município a se consolidar como polo na área da saúde”. Mix também destaca que a proposta é formar um novo perfil de enfermeiro, com práticas pedagógicas modernas e com um currículo que buscará estar em constante aproximação com os serviços de saúde e com as necessidades da comunidade regional.

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LEITE

Saída de produtores do setor impressiona

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os últimos anos 5,5 mil produtores dei xaram a atividade leiteira em duas microrregiões atendidas pela Emater. Porém, recente pesquisa da própria empresa mostra que os índices de produtividade são os mesmos, com tendência de aumento. Um dos fatores para esta queda é a “produção em escala”, termo utilizado pela indústria, e que exige uma produção diária de, pelo menos, 300 litros da matéria prima. A exigência já foi menor (150 litros/ dia). A atual determinação teve força suficiente para empurrar para fora do setor milhares de agricultores que faziam do leite uma alternativa de renda. A culpa é da logística. Não compensa às fábricas pagar pelo transporte de pequenas produções. O reflexo social e financeiro é forte. “Para manter uma vaca dentro do rebanho, são necessários de 13 a 15 litros de leite por dia. E não é só a vaca que precisa viver. Você tem que criar uma terneira, uma novilha e tudo isso resulta em custo, só que este dinheiro gira no comércio, ou seja, para a vaca produzir ela precisa de pasto, precisando de pasto carece de adubação, será acompanhada tecnicamente, necessitará de máquinas, materiais de construções e ordenhadeiras, além de outros aspectos”, comenta Ivar Kreutz, engenheiro agrônomo vinculado ao Escritório Regional da Emater, que monitora o setor em 45 municípios das microrregiões Fronteira Noroeste e Missões. E reforça: “o leite é uma atividade altamente dinâmica e gira dinheiro no local, nada vem de fora.”

Produção de leite entra na era da profissionalização, da gestão empresarial A explicação de Kreutz torna fácil a avaliação do quanto é importante que as lideranças políticas, empresariais e de classe lutem pelo maior número possível de produtores no setor. “As cooperativas continuam estimulando o aumento da produção e recolhendo leite daqueles que produzem abaixo dos 300 litros/dia. Porém, as indústrias selecionam os grandes para baratear o transporte, ganhando na logística”, detalha Ivar. Apesar do estímulo das cooperativas, as reações foram variadas no campo. Alguns produtores deixaram a atividade para investir em gado de corte, opção que Ivar Kreutz contraria. “É um setor que projeta um cenário extremamente complicado pela frente. Está chegando em breve o inverno e o animal está gordo, pronto

para abate. E se o agricultor não vendê-lo? Vai fazer o quê?”, questiona. Existem outros empreendedores que teriam potencial para permanecer e responder ao aumento de produtividade, mas deixaram o leite de lado. “O setor está entrando num estágio de profissionalização, que exige gestão empresarial. No entanto, são agricultores que estão chegando à faixa dos 60 anos e não têm sucessor. Então eles se perguntam: para que tanto esforço agora?” comenta. Isso significa que propriedades estruturadas também estão abandonando o leite. Existem outros elementos complicadores: mesmo com esforço, o custo de produção é alto (insumos e mão de obra), somado à concorrência de leite em pó importado do Uruguai. Mas nem tudo é negativo no quadro de retirada que a região convive. Em São José do Inhacorá, de acordo com dados da Emater, uma pesquisa indicou que havia 150 produtores de leite no passado. Hoje está próximo de 100. O aspecto positivo: saíram cerca de 40, mas a produção no município aumentou 5%. “Eu pergunto: vai faltar leite?”, questiona Ivar. Na região, mesmo com a saída de 5,5 mil produtores, a produtividade é igual a de quando estes atuavam no segmento. Ivar Kreutz deixa sua opinião sobre o tema: “o processo é claramente de exclusão e todas as atividades passaram por isso. Quem quiser, precisa entender o que está se passando e a partir daí se organizar para os desafios que estão postos. É uma caminhada boa pela frente, desafiante”, concluiu.

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Soja continua sendo o grão de ouro da região

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agricultor tem bons motivos para comemorar. A soja, considerada o grão de ouro do Estado, continua superando as expectativas de produção. Os resultados da colheita da safra 2017/ 2018 serão apresentados pela Emater e Conab nesta sexta-feira, 27, durante a Fenasoja. Na oportunidade, o presidente da Emater, Iberê de Mesquita Orsi, mostrará os resultados do desempenho dos grãos no Estado, e a superintendência da Conab divulgará os números do país. A soja já está 99% colhida, e o clima favorável dos últimos dias, aliado a um parque de máquinas renovado nas propriedades rurais, fez com que esta etapa ocorresse de forma regular. Segundo o engenheiro agrônomo da Cotrirosa, Jairton Dezordi, a eficiência das lavouras no Noroeste Gaúcho deve atingir a marca de 55 sacas por hectare. “Os números se assemelham aos resultados obtidos em 2017. Claro, a expectativa é aumento de 7,5 % na produtividade”, afirmou. Ainda quanto à oleaginosa, Dezordi explica que nos municípios de Campina das Missões e Porto Lucena não choveu o suficiente, o que deve reduzir este índice na região. Jairto lembra que com a chegada do frio e da estação com mais chuva, as lavouras de outras culturas, como as pastagens, passam a ter melhor comportamento. “A partir de agora, outras culturas no campo ganham destaque, começando pela soja e o milho safrinha e as pastagens que estão em desenvolvimento”, reiterou. Dezordi acrescentou que centenas de produtores daqui obtiveram um conjunto positivo de fatores (chuva, fertilização, manejo de pragas, combate a doenças e invasoras, escolha correta da cultivar, época certa de plantar, quantidade correta de sementes plantadas, entre outros) e colheram mais de 80 sacas/ha.

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Rumamos para uma cidade

inteligente

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dia 5 de abril de 2018 pode ficar na história de Santa Rosa. Nesta data Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS) e Fundação Educacional Machado de Assis (FEMA) formalizaram um convênio que pretende transformar a vida da cidade. Segundo o diretor da TecnoPuc, Júlio Ferst, o objetivo da parceria é a colaboração em um intercâmbio tecnológico e científico para desenvolver recursos humanos à disseminação do uso, ensino e treinamento de tecnologia de ponta. Na prática, a FEMA instalará uma sala, onde trabalharão inicialmente seis pessoas voltadas a pesquisas e desenvolvimento de projetos. Segundo Carlos Albea, diretor administrativo da Fundação, a parceria marca um grande passo em direção ao desenvolvimento de Santa Rosa e da região. "A Fema é da comunidade, somos e seremos parceiro nos projetos que prospectam a evolução e a tecnologia", afirmou. Para Antônio Ternes, diretor das Faculdades Integradas Machado de Assis, a cooperação está firmada e formalizada. "Nós instalaremos na FEMA uma unidade para construção de um projeto de Cidade Inteligente", reiterou. O presidente da Acisap, Odaylson Eder, reitera que o programa estudará soluções possíveis e viáveis de serem implementadas. Através de um sistema integrado, serão coletadas informações em tempo real e elas auxiliarão na solução de questões como de infraestrutura, mobilidade urbana, saúde, educação, entre outros. "No caso da mobilidade, por exemplo, sensores conseguem identificar placas de veículos com alguma irregularidade e a informação é repassada aos órgãos de segurança em tempo real. Neste caso, que já está em funcionamento em várias partes do mundo, o veículo é acompanhado via 'GPS', facilitando sua abordagem", explica Odaylson. A mesma tecnologia pode ser utilizada no cercamento eletrônico da cidade, identificando automóveis que têm acesso ao município. Tudo começou com uma visita na sede da TecnoPuc, em Porto Alegre. O primeiro encontro foi mediado pelo então ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e aconteceu em 26 de janeiro. De lá para cá, vários outros foram realizados. Em uma das oportunidades o prefeito Alcides

Vicini, acompanhado do presidente da Fundação de Saúde, Anderson Mantei, formalizou o pedido. Osmar diz que o polo será um salto para Santa Rosa. "Isso dará um grande impulso à região, que está distante de grandes centros", destacou. Jorge Audi, também da TecnoPuc, relatou o trabalho desenvolvido em Porto Alegre, em colaboração com empresas. Ele se mostrou impressionado com a articulação aqui desencadeada. Também destacou que as oportunidades nas áreas da saúde, educação, energia e mobilidade urbana são reais. "Nossa intenção é ter um ‘case’ neste município, a partir da abrangência que nos leve a desenvolver um centro de pesquisa com a maior empresa de tecnologia do mundo (Huawei) e essa é uma frente possível", afirmou. É a primeira vez que o projeto sairá da capital. O prefeito Alcides Vicini afirma que não medirá esforços para implantar a iniciativa. "Muitos avanços já foram feitos, como por exemplo, as câmeras de segurança interligadas, o reconhecimento facial em ônibus e o sistema de saúde integrado em rede. Isso já nos leva para frente e facilita sua efetivação", disse. Já para outro diretor da TecnoPuc, Fabiano Hessel, é importante que Santa Rosa se coloque à disposição para, além de receber o projeto, buscar melhorar as condições de vida da comunidade e treinar profissionais para a área de tecnologia. "Estamos dispostos a conhecer o município e ver as possibilidades de execução do projeto", garantiu. Segundo Terra, os encontros serviram para se tomar a decisão. A PUC está disposta a desenvolver pesquisas e soluções, e isso se dará pelas coparticipações como, por exemplo, a da FEMA. "É o priO encontro na PUC, em Porto Alegre, meiro passo a ser colocado em foi o início para se definir o projeto. prática. Se Santa Rosa adotar o projeto, será destaque nacional e se habilitará para receber mais organizações". Terra lembra que por ser um 'piloto' o custo será baixo e trará muitos avanços.

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PORTO MAUÁ

A realidade de um porto e suas expectativas

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orto Mauá tem se destacado no cenário regional através de ações que viabilizam o seu crescimento. O porto alfandegado está em operação há dois anos e o projeto de tornar-se um centro logístico anda a passos largos. A instalação de novas empresas com estrutura de armazenamento de produtos fortalece a rota de exportação e, consequentemente, disponibiliza empregos e renda à população. O município oferece incentivos fiscais e é conhecido pelas empresas como um porto ágil, item importante quando se fala em transporte internacional. A Aduana integrada deverá agilizar ainda mais a passagem de cargas. Uma equipe argentina atuará no Brasil, fazendo com que todo o processo aduaneiro se resolva em apenas um país. Debate histórico na cidade, a construção da ponte internacional que ligaria Porto Mauá a Alba Posse, na Argentina, está com um novo horizonte. O ministro dos Transportes, Maurício Quintela, já se reuniu, em Nova York - EUA, com dirigentes representantes do I.C.C.N.N. (Fundo de Investimento Privado Internacional Servisse e Associados). Na ocasião, propôs um PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) aceito pelos norteamericanos. A documentação começa a ser construída pelas duas partes. O presidente da Fundação Pró-Ponte, Airton Bertol,

que acompanha de perto as articulações do diretor da EPP (Empresa de Planejamento e Projetos) Elbio de Aquino, informou que a intenção foi protocolada em outubro junto ao governo brasileiro. "O ministério requisitou pequenas adequações e sinalizou positivamente. É algo concreto", sintetizou. Elbio sustenta que o fundo internacional fará o investimento na ponte em Porto Mauá se os governos do Brasil e da Argentina autorizarem. "Não é apenas um investimento de 80 milhões de dólares. Isso é apenas na ponte e entorno. Diria que é o começo, um valor quase insignificante perto do que eles querem aplicar. No caso da ponte, por exemplo, haveria um contrato de exploração por 30 anos, mas seria mais barato ao usuário fazer a travessia pagando pedágio que utilizando

o sistema atual de balsa", observou. Leocir Weiss, prefeito de Porto Mauá, argumentou que "a cidade está no centro de duas grandes montadoras voltadas ao agrone-gócio, perto de Foz do Iguaçu, do Paraguai, de Posadas na Argentina, caminho para o Chile. Ou seja, este novo momento exige uma ponte internacional. É para além da união entre Brasil e Argentina. É um corredor que se desenha com o Pacífico, no caso, para a China e à Ásia". Weiss cita também vantagens práticas, como a instalação do CUF - Centro Unificado de Fronteira - para inspeção das cargas em apenas um dos lados da alfândega. "Seremos mais ágeis a partir desse trâmite comum. É a primeira aduana a operar de forma integrada via balsa no Rio Grande do Sul. No ano passado mais de 2,5 mil caminhões atravessaram o Uruguai através de Porto Mauá. Neste ano serão mais de quatro mil", detalhou. Cleofas Moser, secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Mauá, vai além: "estamos falando de ações para o curto e longo prazo. Há investidores estrangeiros interessados em criar conosco uma ZPE Zona de Processamento de Exportações que isenta empresas das tarifas de importação e exportação. A nossa ZPE seria voltada à tecnologia. Nosso trunfo é a proximidade com a localização no triângulo internacional, visando empresas da China e da Ásia”.

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Associações de moradores ganham força no município

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projeto "Aproxima" é resultado de uma parceria entre o curso de Direito da Unijuí e a Prefeitura de Santa Rosa que iniciou em novembro de 2017. Realiza atividades de socialização, debate e atos de cidadania entre as associações de bairros. O programa está ligado a secretaria de Superintendência Geral de Governança, coordenada pelo vice-prefeito Luis Antônio Benvegnú, através do responsável pela pasta de políticas comunitárias, Jose Luis Martins. A prefeitura busca as associações a serem atendidas e a Unijuí fornece o aparato técnico à formalização. O apoio técnico prestado pela Universidade consiste no acolhimento das associações em constituição. Coordenado pela professora do curso de Direito, Fernanda Scherer, e pela bolsista acadêmica do 7º semestre, Jaqueline Griebler, o "Aproxima" tem como data limite o mês de maio deste ano, período em que se pretende atender e formalizar cerca de 15 associações. Até o momento, já finalizaram o processo as associações de moradores do Residencial Lorentz, Loteamento Vargas e Cruzeiro do Sul. Paralelamente estão em elaboração de estatutos as associações de moradores More Bem, São Francisco, Vila Agrícola, Bom Retiro, Vila Alvorada, Valdemar Pisoni e Julio de Oliveira. Inicialmente, é agendado um horário de atendimento dos representantes da diretoria junto ao Núcleo de Prática Jurídica. No primeiro encontro são coletadas as informações acerca da prévia organização dos membros que comporão a diretoria e conselho fiscal da instituição, destacando a rele-

A iniciativa faz parte da pasta coordenada pelo vice-prefeito Luis Antônio Benvegnú vância da elaboração do estatuto social e da regularidade formal dos elementos que compõem o ‘livro ata’ da entidade. São debatidos com estas lideranças questões como as finalidades de uma associação de bairro, a importância da organização comunitária na construção de um modelo de gestão com mais participação popular, direitos e deveres dos associados, organização das assembleias ordinárias e extraordinárias, eleições, responsabilidades no processo de construção e manutenção de uma organização, atentando-se às individualidades de cada uma das localidades atendidas. Os debates visam a uma escolha democrática de diretrizes norteadoras e do conteúdo de estatutos. Para cada associação, após esse processo, existem também as etapas de aprovação dos documentos nas respectivas assembleias e assinatura dos estatutos finalizados, com encaminhamento ao cartório competente para registro e regularização de cada uma delas. A realização de novas assembleias de constituição, eleição de diretorias e aprovação de estatutos concretizam o escopo do projeto, bem como a regularização formal das associações e a promoção do estreitamento das relações entre os bairros, vilas e a gestão municipal, capacitando agentes comunitários como lideranças, promovendo a cidadania e a cultura da responsabilização social.

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Uma Santa Rosa para 2030

laborado no decorrer de 2013, o Plano Estratégico de Desenvolvimento 2030 - Santa Rosa 100 Anos começou a ser revisado em fevereiro último, durante um encontro realizado na Acisap e mobilizado pelas secretarias do Planejamento e do Desenvolvimento Sustentável. O debate contou com a presença de lideranças representativas de vários setores. O projeto iniciou ancorado em oito eixos estruturantes: Desenvolvimento Social, Saúde, Cadeia Produtiva de Agregação de Valor e Renda, Infraestrutura, Mobilidade Urbana, Segurança e Trânsito, Esporte, Lazer e Qualidade de Vida, Ações Educacionais de Formação Profissional, Recuperação e Manutenção do Meio Ambiente e Programas de Pesquisa. Segundo o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Artur Lorentz, a conversa realizada definiu um pequeno grupo de trabalho para revisar o programa anterior, para que se possa propor um novo planejamento às entidades participantes. O grupo, composto pelo próprio secretário, pelo presidente da Acisap, Odaylson Eder, presidente da Agência de Desenvolvimento, Felipe Diesel e pelo técnico e professor da Unijuí, Alceu Van De San, reduziu a proposta a quatro estruturas principais: Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Qualidade de Vida e Gestão Pública. Lorentz afirma que em relação ao Plano Santa Rosa 100 Anos, muitas ações foram implementadas, mas várias carecem de revisão e melhorias de metas. "Entendemos que os quatro eixos que estão propostos darão mais foco e direção no trabalho futuro, facilitando maior participação da população na busca dos objetivos" destacou. Cada eixo deverá render pesquisas estatísticas com dados e projetos para que nos 100 anos de Santa Rosa, em agosto de 2031, os objetivos pro-

postos, de visão e missão, tenham sido alcançados ou, pelo menos, colocados em prática. Missão: "Construir um município empreendedor, inovador, com desenvolvimento humano e comunitário, promovendo bens e serviços públicos de forma participativa, com responsabilidade". Visão: "Ser um município desenvolvido, referência em qualidade de vida, segurança e justiça social, reconhecido por respeitar o meio ambiente, a cidadania e a cultura de seu povo". Questionado sobre os maiores desafios na elaboração e execução do programa, Lorentz enfatiza: "é um trabalho cuidadoso, que precisa se feito analisando o que foi implementado do planejamento anterior, uma vez que se passaram diversos anos. Junto com esta revisão, a maior provocação será buscar indicadores atuais e projetar um cenário para os próximos períodos. Em função da crise econômica do país, juntamente com a constante evolução dos negócios e das tecnologias, é necessário trabalhar com bastante firmeza para que possamos ter um bom plano", finalizou.

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Soja na alimentação humana recebe destaque na Feira

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diversidade no uso da soja na alimentação humana será destaque na Feira Nacional da Soja em um contexto histórico e cultural da região, que é considerada o Berço Nacional da Soja. O valor nutricional do grão e, em alguns casos, o seu cultivo como hortaliça aproveitada no incremento de diversas receitas, será apresentado no Festival Regional de Pratos Derivados de Soja e nas oficinas realizadas na Cozinha da Soja - no pavilhão Soja e Derivados. Para a assistente técnica regional da Emater, Vanessa Gnoatto, e que atua na área social que auxilia a organização deste festival, o uso da soja deve ser complementar. Se pode incrementar diversas receitas com esta oleaginosa, aproveitando seu potencial nutritivo. O Festival Regional de Pratos Derivados de Soja mobilizou as microrregiões Fronteira Noroeste e Missões em seletivas locais para a escolha das delícias que concorrerão no evento, que acontece no dia 02 de maio, às 14h, no Centro Administrativo do Parque de Exposições. Participarão em torno de 40 municípios, por meio da mobilização incentivada pela Emater, com o apoio da Coopermil e das prefeituras. Cada cidade será representada por um prato doce e um salgado. O coordenador da Comissão de Agricultura, Soja e Derivados, Gilmar Francisco Vione, destaca que são múltiplas as finalidades e os benefícios inerentes ao encontro. Os objetivos são valorizar a soja produzida pela agricultura familiar que faz parte da cultura regional; incentivar a divulgação do consumo de soja de forma prática, saudável, complementar e diversificada

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na alimentação humana; realizar um trabalho educativo para a produção de soja orgânica, principalmente contra o uso abusivo e indiscriminado dos biocidas; estimular a criatividade na elaboração de receitas preparadas diariamente pelas agricultoras; unir a cultura da soja com as características e a história dos municípios da região; e ser um atrativo e referencial da Fenasoja, culminando com o trabalho educativo desenvolvido pelas equipes municipais da Emater. As receitas selecionadas serão publicadas em um livro que será lançado durante a Feira. Quem visitar a Cozinha da Soja, poderá conferir orientações de uso e preparo de receitas com o grão em sua composição. No entanto, não é qualquer soja que pode ser consumida. Segundo Vione, que é engenheiro agrônomo da Emater, a semente para alimentação deve ser proveniente, preferencialmente, de lavouras sem o uso de produtos químicos, que podem deixar resíduos prejudiciais à saúde. "A preferência deve ser a orgânica certificada ou produzida nas propriedades rurais com práticas que garantam a segurança alimentar", destaca. Nestas granjas são aplicados cuidados como a escolha do local, adoção de rotinas conservacionistas do solo, utilização de barreiras naturais e priorização no uso de adubos e insumos orgânicos, entre outros métodos alternativos para evitar possíveis contaminações no alimento.


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Um novo desafio à nossa indústria

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Indústria de Defesa do Brasil deve contar, em breve, com fornecedores do Noroeste gaúcho. À frente desse projeto estão lideranças de Santa Rosa, o deputado federal (ex- ministro do Desenvolvimento Social) Osmar Terra, e Raul Jungmann, hoje no Ministério da Segurança Pública. O que se espera é que o polo metalmecânico, com suas fábricas locais, venha a fazer parte da base de fornecedores das Forças Armadas Brasileiras (Exército, Marinha e Aeronáutica). A indústria de defesa do Brasil é responsável por 3,7% do PIB nacional, gera 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos. A oportunidade é especialmente importante porque, atualmente, os fornecedores do Ministério da Defesa são majoritariamente estrangeiros. "As Forças Armadas brasileiras têm uma grande quantidade de equipamentos, o que implica em muitas peças de reposição e também em novos projetos. É um mundo de possibilidades que se abre, nesse momento de crise, para geração de emprego e renda na região Noroeste do Estado", destacou Terra. Desde o primeiro encontro, em junho de 2017, diversas visitas foram realizadas. Dois coronéis, acompanhados do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de San-

ta Rosa (SIMMME-SR), Irálcio Amorim, conheceram indústrias sistemistas do polo metalmecânico local. Eles validaram o estágio atual da qualidade fabril de todas as plantas visitadas e que fornecem peças e componentes à AGCO do Brasil. Uma comitiva de 23 pessoas de Santa Maria, ligadas às Forças Armadas, visitou a cidade. O grupo conheceu fábricas que avançaram no processo de cadastramento junto ao Ministério da Defesa, para onde convergem atualmente as três armas do país. A presença da comitiva foi avaliada pelo movimento empresarial local como relevante, porque significa mais uma etapa das negociações. Raul Jungmann declarou que uma equipe técnica foi

enviada a Santa Rosa para avaliar sua estrutura. "Afinal, precisamos ter todas as informações sobre eventuais futuros fornecedores nos aspectos de padrões de exigência e de qualidade, já que o Ministério da Defesa representa um mercado de R$ 209 bilhões só aqui no Brasil", explicou. Osmar Terra lembrou que o passado e o presente provam os padrões de qualidade dos sistemistas, porque atendem exigências de tecnologia de ponta da ACGO do Brasil, multinacional que produz máquinas para diversas regiões do mundo. "Vender para o Ministério da Defesa significa um novo horizonte à nossa indústria metalmecânica", enfatizou. O Ministério da Defesa opera o quarto maior orçamento da União, e não são apenas armas no seu portfólio, que vai do coturno à alimentação. O negócio abrange diversas alternativas de produção como, a energia solar e eólica, e o chassi para usinas de asfalto, que despertou grande interesse porque pode ser utilizado no transporte de blindados e outros veículos das Forças Armadas. A especialidade de grande parte das metalúrgicas locais é produção de peças e componentes para tratores e colheitadeiras, de modo que necessitam apenas adaptações para atender o cliente. O desafio avança na expectativa de um novo mercado a este segmento produtivo.

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Fenasoja é palco de entretenimento

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ais uma vez grandes shows nacionais marcarão a Fenasoja. A Comissão de Promoções espera um grande público para se divertir com as 13 atrações musicais que serão apresentadas na Arena Fenasoja. No primeiro final de semana o Musicanto inaugura aquele espaço, com composições de diversos gêneros, inéditas e com músicos de qualidade. Já os demais shows iniciam na segunda-feira, 30, às 20h30min, com o “esquenta” de Cauhã e Pagonejo. O

primeiro espetáculo nacional deste ano será no estilo pagode, do Grupo Molejo. Na terça-feira, feriado de 1º de maio, a animação do palco principal ficará por conta da dupla João Paulo e Jardel, que antecipa a segunda atração nacional, Gustavo Mioto. A noite da quarta-feira está reservada para a música eletrônica, com os Dj’s Celso e Daniel Ribeiro. Será a segunda edição da ‘Festa das Cores’. O sertanejo volta ao palco na quinta-feira, 03, com a dupla Fernando e Sorocaba, sendo a apresentação de abertura do cantor Guilherme Mecca. Já na sexta-feira, 04, Pablo Hen-

rique anima o público antes de Chrystian e Ralf. E no sábado, 05, as bandas Criado Mudo e Da Lenha Folk Orchestra abrem o show nacional do Grupo Ira. O presidente da Comissão de Promoções, Vitor Dutra, lembra que a feira trabalhou com muita dedicação para incluir artistas locais e regionais. “Nos dedicamos e aplicamos recursos para dar espaço a estes artistas fomentando e incentivando os nosso talentos. Eles terão a sua disposição toda a estrutura da Arena Fenasoja, proporcionando visibilidade aos talentos aqui da terrinha”, afirmou.


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Parceria para garantir

suporte de internet a expositores e visitantes

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comunicação de dados dentro do Parque de Exposições foi um dos problemas apontado pela pesquisa com expositores da última edição da Fenasoja. Como cada edição tem o seu aprendizado, a atual quer atacar esta questão. E, para isso, o setor de tecnologia recebeu um investimento de R$ 120 mil para colocação de dois mil metros de fibra ótica, para que as trocas de informações sejam realizadas com excelência. Uma parceria firmada entre três eventos (Fenasoja, Hortigranjeiros e Indumóveis Internacional) garantirá internet de qualidade para expositores e visitantes. O contrato foi assinado em março pelos três presidentes: Alexandre Maronez, da Fenasoja 2018, Aldir Mallmann, do Hortigranjeiros, e Mogar Sincak, da Indumóveis, com a Sygo Telecom. Há inovação também neste processo, pois é a primeira ação realizada em conjunto pelos três eventos da cidade. A ideia, segundo o presidente da Comissão de Tecnologia da Fenasoja 2018, Odaylson Eder, é melhorar a conectividade entre o público e os expositores, facilitando compras via cartão de crédito e aquisição de ingressos para acesso ao Parque. O público que visitar a Feira, durante os 10 dias do evento, terá internet gratuita via WiFi. Tudo será rápido e fácil. Os usuári-

os apenas precisarão fazer login com o link da Feira, sem precisar efetuar cadastro. Outra novidade é que todos os setores serão interligados, facilitando o trabalho e evitando filas para entrar no Parque de Exposições. "Nossa ideia é darmos as condições ideais para que o expositor possa fazer negócios com vendas diretas ou futuras, e que o visitante possa entrar na Fenasoja sem nenhuma dificuldade na compra de ingressos e com livre acesso à WiFi", destacou Odaylson. O presidente da Fenasoja, Alexandre Maronez, comemorou a parceria. "A Sygo certamente dará o retorno esperado, suprindo nossas expectativas de oferecer boas condições de internet a todos os expositores e visitantes. É primordial unirmos esforços em prol da comunidade", declarou. A Sygo, que atua há mais de 18 anos no mercado, está presente em 44 municípios da região e aposta na tradição e experiência. "Estamos montando uma estrutura totalmente nova. São mais de R$ 80 mil em equipamentos que irão garantir a qualidade no serviço de internet" enfatizou o diretor da empresa, Charles Thiele. Agradecendo a confiança depositada, destacou as lideranças pelo pensamento coletivo, com ações que vão beneficiar toda a comunidade que utiliza aquele espaço.

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Fenasoja Store Será uma loja com produtos especiais de bar e ornamentação para quem deseja levar uma lembrança da Feira. Oferecerá diversos produtos desenvolvidos com a marca Fenasoja, em parceria com a loja Aquarela Presente. A ideia é dar segmento ao símbolo no mercado, com um projeto pioneiro. Serão comercializados copos, canecas, almofadas, aventais, entre outros. O estande compartilhado estará instalado em frente ao prédio administrativo, bem próximo a uma das entradas do parque.

Copa de Canários de cor A 1ª Copa Fenasoja de Canários de Cor, que acontece dias 3 e 4 de maio, é uma parceria com a Associação Santa-rosense de Ornitólogos Amadores - ASOA. A previsão é de que mais de mil aves sejam inscritas para os julgamentos, com participantes dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O processo de julgamento será efetuado por quatro juízes, que avaliarão performances morfológicas de cada grupo de cor, com onze séries analisadas pelos jurados em Canários Belgas de Cor. Complementarmente será realizada exposição de aves domésticas: calopsitas, periquitos australianos, mandarim, manons e diamantes gold.

A Feira das novidades A Fenasoja 2018 apresenta aos visitantes e expositores um parque remodelado e cheio de novidades. Melhorias físicas e estratégicas, novos eventos e competições foram pensados desde o final da última edição, em 2016, para que o resultado atual fosse o melhor a ser disponibilizado.

Hackathon Em parceria com a Agência de Desenvolvimento e a ACGO do Brasil haverá nesse ano o Hackathon sobre Agronegócio. Serão 24 horas de maratona para achar soluções aos desafios do agronegócio, com uma premiação de R$ 10 mil. Internacionalmente conhecido, o termo em tradução livre significa maratona de programação. Resultado de uma combinação das palavras de língua inglesa "hack " (programar de forma excepcional) e "marathon" (maratona). O evento acontece de 28 a 29 de abril no Centro Administrativo do Parque de Exposições.

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Infraestrutura

Além das tradicionais adequações do Parque, neste ano a Fenasoja investiu R$ 200 mil em obras de infraestrutura. Três pavilhões receberam nova cobertura, 5,5 mil m² foram acrescidos para a área da Exporural, e toda a extensão daquele local recebeu cabeamento de fibra ótica para resolver o problema de conexão de dados e internet.

ExpoRural

Um espaço especial foi pensado e montado para discutir os novos rumos da agricultura. O atendimento ao público terá horário diferenciado, das 10h às 18h, e haverá um auditório para apresentação de palestras e troca de informações. Ela é presidida pelo engenheiro agrônomo Roberto Racho e tem o objetivo de reunir as empresas de sementes e voltadas ao agronegócio.

Musicanto Tradição em Santa Rosa, o Musicanto foi incorporado a Fenasoja 2018. As 24 músicas selecionadas serão apresentadas de 27 a 29 de abril, no palco da Arena Fenasoja. O espetáculo voltará a ser competitivo, com eliminatórias, final e premiação.


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Produzimos orgânicos na região

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produção de orgânicos ainda é baixa no Brasil, mas cresce de forma acelerada no Rio Grande do Sul. O Estado, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, lidera o ranking nacional de produção orgânica com 1.554 produtores, seguido de São Paulo com 1.438 e Paraná que possuí 1.414 agricultores que cultivam sem veneno. Atualmente apenas 2% dos alimentos produzidos no país são orgânicos, e para isso surgem novos projetos de incentivo da produção orgânica. Um levantamento realizado em Santa Rosa apontou que existem cinco granjas certificadas de produtores orgânicos na zona rural. Destes, três comercializam hortigranjeiros na Feira do Produtor no Mercado Público e outros dois comercializam laranja e amendoim. As propriedades certificadas são do Lajeado Tigre, Rincão dos Souza, Rincão Santo Cristo e Esquina Guia Lopes, interior do município. Estes primeiros sítios foram certificados em dezembro de 2014. Os produtores estão registrados no Ministério da Agricultura e a comercialização está habilitada à exportação. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater, Gilmar Francisco Vione, o comércio de orgânicos gerou um incremento na renda da propriedade e o mercado está em plena expansão. "Além de ofertar produtos de qualidade e fiscalizados, a produção gera uma renda extra, garantindo a subsistência do meio rural", afirmou. Já na região, entre os itens mais cultivados está a uva. Produtores de Cerro Largo, Tuparendi, Porto Mauá, Santa Rosa, Boa Vista do Buricá, Alegria, Nova

Mercado Público de Santa Rosa comercializa produção de orgânicos Candelária e de Horizontina, trocaram experiências e discutiram formas de manejo da uva orgânica em um Dia de Campo promovido pela Emater. O grupo foi recepcionado na propriedade de Luciano Hickmann, coordenador dos produtores orgânicos Organovida, na localidade de Lajeado Guilherme, em Horizontina. A família Hickmann reiterou a importância do cultivo para o autoconsumo. Além da uva, mantém uma diversidade de alimentos para eles próprios. No levantamento apresentado foi possível observar que esta família economiza, em média, R$ 1,5 mil por ano com a produção própria de alimentos. Em relação ao assunto central do encontro - o plantio de uva orgânica - os participantes puderam acompa-

nhar estações sobre manejo ecológico do solo conduzidas pela engenheira agrônoma da Emater, Cecília Bernardi. Conheceram a certificação orgânica participativa, com informações do engenheiro agrônomo e coordenador do núcleo missões da Rede Ecovida, André Rocha de Camargo, além do gerenciamento ecológico de insetos e tratamentos fitossanitários em uva orgânica, tema abordado pelo assistente técnico estadual da Emater na área de fruticultura, Antônio Conte. Todos ainda tiveram a oportunidade de conhecer o programa Pronaf Agroecologia, voltado ao incentivo para esta atividade. Como exemplo, destacou-se o investimento da família Hickmann, que está adquirindo cobertura anti-pássaro para o parreiral.

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PARA REFLETIR:

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Tributos e taxas municipais geram um terço do orçamento da Prefeitura

unicípios polos, como Santa Rosa, que concentram maior população, dependiam, no passado, lá pelos anos 1980, basicamente dos repasses federais (FPM – Fundo de Participação dos Municípios) e estaduais (retorno do ICMS). Como a demanda de tarefas daquela época não era tão grande, não havia necessidade de onerar o contribuinte local. Os anos foram passando e as responsabilidades, principalmente nas áreas de saúde e educação, recaíram às prefeituras. Jamais os repasses federais e estaduais tiveram correção proporcional ao aumento de serviços e da própria inflação. Os prefeitos, uns mais rápidos e outros menos, se deram conta do desequilíbrio e instituíram novas taxas e tributos municipais.

O orçamento de Santa Rosa para 2018 é de R$ 356 milhões, dos quais 33,01% são oriundos de impostos e taxas relacionadas diretamente à Prefeitura. Isso significa uma receita gerada aqui de R$ 117,4 milhões, tecnicamente conhecidos como recurso livre. Parece um ‘rio de dinheiro’ extraído do contribuinte, mas algumas explicações da secretária de Gestão e Fazenda, Leila Piekala, simplificam o entendimento da equação. “Os recursos federais são todos eles ‘carimbados’, ou seja, só passam pelo caixa da Prefeitura e automaticamente são transferidos às suas finalidades. A educação, por exemplo, fica com 25%. A saúde concentra 15% e depois seguem outras obrigações”, argumenta. Os percentuais citados são obrigações constitucionais, mas na prática os municípios injetam recursos próprios nas duas áreas. Santa Rosa em 2017 aplicou 5% a mais em saúde e 4% a mais em educação. A saúde é um caso à parte, que merece maior detalhamento. No ano passado a previsão orçamentária da Fundação Municipal de Saúde era de R$ 95 milhões, mas o Estado e a União repassaram apenas R$ 71 milhões. “A Prefeitura transferiu, de recursos próprios, cerca de R$ 24 milhões para viabilizar o planejamento. São números que devem ser sempre avaliados pela população que critica impostos ou os serviços, desconhecendo tal realidade”, acrescenta Leila. Prefeitura deverá gastar cerca R$ 58 milhões com a folha Voltando aos chamados recursos livres, que de servidores em 2018, metade do chamado ‘recurso livre’. permitem por lei ao prefeito aplicá-los em

qualquer setor de seu governo, dos R$ 117,4 milhões orçados para o ano em curso, metade será consumida pela folha de pagamento. “Antes a grande discussão dos governos municipais era definir os setores que seriam contemplados com investimentos. Hoje, a briga é fechar o ano no azul”, comenta a secretária. Questionada se taxas e impostos municipais tendem a crescer em percentuais no futuro, Leila Piekala responde: “particularmente acho que o patamar atual é o limite. Se faltar dinheiro, o que deve ser revisto é a demanda de serviços.” IPTU e ISS (Imposto Sobre Serviços) estão tecnicamente empatados nas duas maiores fontes de arrecadações próprias. O IPTU entra com 7,57% e o ISS representa 7,53%. Depois, com expressão, podem ser citadas todas as taxas (4,19%), Imposto de Renda tributado diretamente pelo município – retido em folha dos servidores (4,7%). A iluminação pública entra com 1,63%. Nos últimos anos o prefeito Alcides Vicini, que em 2013 se deu conta que o desequilíbrio financeiro quebraria prefeituras despreparadas, exigiu que o orçamento fosse elaborado o mais real possível, para não serem criadas falsas expectativas. Mesmo assim, 2017 foi um ano decepcionante. O orçamento projetou uma receita de R$ 330 milhões, mas só foram arrecadados R$ 288 milhões, uma queda de quase 13%. “Se as políticas de austeridade, que notoriamente desgastaram o nosso governo no seu início, não fossem implementadas, o cenário de Santa Rosa hoje seria de uma prefeitura devedora e sem crédito”, finalizou Leila Piekala.


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Musicanto volta a ser competitivo U

ma iniciativa da Fenasoja 2018 garantiu que o 27º Musicanto acontecesse neste ano, de forma competitiva. O presidente da Comissão Central, Alexandre Maronez, ao acompanhar os desdobramentos que indicavam uma provável suspensão de mais uma edição do Festival, teve o arrojo de acolher o evento na programação da Feira. Conversou, então, com seu vice-presidente, Elias Dallalba e com o coordenador geral Cléo Rockenbach, antes de avançar no conceito em audiência concedida pelo prefeito Alcides Vicini. O atual presidente do Musicanto, Fernando Keiber e ex-dirigentes como Aquiles Giovelli foram consultados. Houve unanimidade quanto à proposta. Até Luis Carlos Borges, que coordenou as primeiras edições com Giovelli, afirmou que esta era uma ideia muito antiga, de unir grandes eventos promovidos pela comunidade de Santa Rosa, agregando segmentos de negócios com cultura, o que deu mais força à decisão. Assim, a incorporação do Musicanto pela Fenasoja foi anunciada no dia 4 de setembro de 2017. No ato foi definido o novo presidente da Comissão de Cultura da 22ª Fenasoja, Vitor Daniel De Conti, que presidiu o 17º Musicanto, em 2001. Questionado sobre a proposta original do Festival, aberto às canções das mais diversas regiões do país e da América Latina, com seus respectivos ritmos, Vitor colocou que o espetáculo voltaria a ser competitivo, com eliminatórias, final e premiação, dentro da essência lançada em 1983.

As 24 classificadas se apresentarão na Arena Fenasoja nos dia 27, 28 e 29 de abril. A prova de que a atitude foi acertada se refletiu no número de inscrições. Segundo o coordenador do Festival, Fernando Keiber, foram 785 músicas, destas, 731 validadas. O grupo formado por Keiber, Luis Carlos Borges, Roger Lerina e Silvio Genro selecionou as 24 classificadas deste ano. São 18 canções na categoria livre (com quatro suplentes) e mais seis instrumentais (com três na suplência). A música Colibri, de Vinicius Ribeiro e Laerte Ribeiro, é de Santa Rosa.

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Conheça as 24 músicas que serão apresentadas de 27 a 29 de abril, no palco da Arena Fenasoja: CATEGORIA LIVRE: MÚSICA Alma de Cordas Breu Vazio Campo Afora Noite Adentro Canta meu povo Charlie 04 Colibri Corazon de Islero Dois Negros Dona Insônia Enfim Sós Filho Limonada Lo que dura uma Zamba Mais que o próprio céu Meu lugarejo Mundo Esmeraldino Os Pequenos do Beco Um Outro Rapaz

AUTOR - Bilora - Robertho Ázis e Tavinho Lima - Bruno Kohl - Chico Aafa - Juliano Guerra - Vinicius Ribeiro e Laerte Ribeiro - Miguel Dario Diaz e Nestor Raul Diaz - Mimmo Ferreira e Alejandro Massiott - Mauro Marques, Ivo Ladislau, Chico Saga e Mário Tressoldi - Sandro Dornelles e Gisa Nogueira - Nico Antonio e Vinicius Duran - Gelson Oliveira e Alex Alano - Danilo Kuhn e Juan Schelemberg - Matheus Alves e Piero Ereno - Ivo Ladislau e Carlos Catuipe - Maximiliano Tchêtuco - Fausto Prado e Caetano Silveira - Zé Renato Daudt

CIDADE Contagem/MG Ilha Solteira/SP Porto Belo/SC Goiânia/GO Rio Grande/RS Santa Rosa/RS La Plata/Buenos Aires - AR Montenegro/RS Santo Antônio da Patrulha/ RS São Paulo/SP São Paulo/SP São Francisco de Paula/RS São Lourenço do Sul/RS Porto Alegre/RS Capão da Canoa/RS Santo Augusto/RS Porto Alegre/RS Porto Alegre/RS

CATEGORIA INSTRUMENTAL Da Estrada Deitando o cabelo Gato de Copenhague Mil léguas do sul Não me venhas Quando o Samba Chora

- Joaquim Velho e Jairo Lambari Fernandes - Sérgio Rojas - Osvaldo Waldemar Lagos - Luciano da Costa Nazario - Paulinho Cardoso e Hilton Vacari - Elias Barboza

Santa Maria/RS Porto Alegre/RS Pedro Osório/RS Rio Grande/RS Porto Alegre/RS Porto Alegre/RS

Segurança reforçada

MUSICANTO

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Neste setor a Fenasoja também terá novidades. O presidente da Comissão de Segurança, major Valtair Dorneles, coloca que, além das 120 pessoas que trabalharão no Parque de Exposições, uma plataforma de observação elevada da Brigada Militar dará suporte a esta equipe. Segundo Valtair “nesse novo processo serão instaladas 20 câmeras de segurança nos pontos mais elevados do Parque”. Todo o movimento da Feira será monitorado por uma base localizada no interior de um caminhão, onde policiais de plantão acompanharão as imagens. Além da plataforma, a Brigada Militar ainda auxiliará com 45 policiais que atuarão dentro e fora do Parque. O major lembra que “o serviço começou a ser realizado alguns dias antes do seu início e só encerrará 48 horas após o termino deste grande evento”. Para a segurança privada, a Fenasoja contratou a AGG Serviços, que trabalhará com 10 mil horas de segurança, distribuídas em cerca de 80 seguranças diários.


SEXTA-FEIRA, 27 DE ABRIL DE 2018

Desfile das Etnias

no primeiro domingo da Fenasoja

Uma das atrações programadas para o domingo, 29 de abril a partir das 15h, será o Desfile das Etnias, com descendentes de imigrantes que colonizaram a região. Vestidos com roupas típicas e músicas tradicionais, desfilarão alemães, africanos, italianos, russos, poloneses, árabes e a novidade deste ano é a participação do Movimento Tradicionalista Gaúcho de Santa Rosa, onde peões e prendas pilchados se apresentarão. O presidente da Comissão de Etnias, Sergio Ostapiuk, afirma que é muito importante mostrar um pouco da cultura dos nossos antepassados, desse povo que veio colonizar e trouxe tantas riquezas para o nosso país. A apresentação sairá em frente a Praça das Nações e deve durar duas horas. Terá a participação de cerca de 100 pessoas, que darão as boas vindas ao público que estará visitando o Parque de Exposições de Santa Rosa.

Caminhos da Soja revelam história da região

Em um espaço de 500m², dentro do Parque da Fenasoja, estão sendo montados cenários interligados que contam a trajetória da soja e sua influência na história das comunidades do Noroeste gaúcho, em especial de Santa Rosa. Ao percorrer os Caminhos da Soja, os visitantes serão recepcionados em um jardim de uma residência da década de 50 e levados até a diversidade de tecnologias existentes no século 21. Ao entrar, chega-se aos aposentos de uma casa da metade do século passado e seguese por cenas que revelam parte da história da introdução da oleaginosa na região e sua evolução em relação ao consumo, comercialização, industrialização, diversificação de uso, cooperativismo, assistência técnica e extensão rural. Documentos, equipamentos e veículos antigos remetem à colonização desta localidade, evolução da produção e manejo da soja “da foice à colheitadeira”, relação da soja e da suinocultura, tecnologias de produção e comercialização, práticas conservacionistas do solo, crédito e proposta de manejo integrado de pragas e doenças nas culturas de grãos. Também haverá uma área que representa a diversificação com piscicultura, apicultura, bovinocultura, agroindústria e plantas bioativas. A iniciativa organizada pela Emater/RS-Ascar, através da Comissão de Agricultura, Soja e Derivados, conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo, que disponibiliza móveis e peças do arquivo do Museu Municipal, de empresas com o fornecimento de máquinas e de produtores locais que emprestaram materiais para exposição. Percorrer os “Caminhos da Soja” será um interessante roteiro para as pessoas que vêm à Fenasoja 2018 e querem reviver a história da agricultura na região, mostrando tecnologias antigas e atuais, desde equipamentos, máquinas e veículos até costumes, hábitos das pessoas, das comunidades rurais que construíram o nosso desenvolvimento. O espaço estará aberto para visitação durante os 10 dias da Feira, na entrada da ExpoRural, no Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa.

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Acisap planeja ações para o futuro

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Associação Comercial, Industrial, Serviço, e Agropecuária de Santa Rosa – Acisap, está atuando conforme seu Plano de Desenvolvimento Estratégico 2018/2019, traçado por esta nova gestão. Segundo o presidente Odaylson Eder, a ideia é estar cada vez mais junto ao empresário e aproximá-lo da Associação. Após muitas horas de planejamento conjunto, o grupo diretivo chegou a três pontos que irão nortear os trabalhos. O primeiro é a prospecção de novos negócios, o segundo a articulação dos associados e o terceiro é a intermediação com o poder público. Odaylson destaca que para alcançar tais propósitos, a Associação focará em dois eixos. Um deles é a valorização do associado. A meta é propor um conjunto de ações verticais através de um trabalho contínuo para melhorar o dia a dia do empreendedor, através de serviços, treinamentos, novas oportunidades e informações. Atualmente, a Acisap conta com 39 projetos em andamento, dos quais cinco estão incluídos

no programa de gestão, contando com o trabalho voluntário de 23 empresários. De encontro ao projeto Santa Rosa 100 Anos, que pensa a cidade para 2031, entre as principais demandas está a colaboração para o crescimento do município. “Queremos auxiliar na gestão e, para isso, já tivemos reuniões com o prefeito Alcides Vicini nos colocando à disposição para lutarmos juntos”, afirmou. Odaylson pondera que projetos importantes podem sair do papel com a colaboração da ACISAP. “A ampliação do aeroporto de Santa Rosa e a ponte internacional são ações de interesse coletivo, que somarão desenvolvimento e qualidade de vida”, disse. Eder afirma que também buscará uma aproximação com a Câmara de Vereadores para que as ações tenham a compreensão do Legislativo. “Vamos começar a conversar e discutir pautas e projetos com o norte voltado para o desenvolvimento de Santa Rosa, fazendo com que os vereadores ouçam e auxiliem na construção deste crescimento”, finalizou.

Odaylson Eder Presidente da ACISAP


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A história da Fenasoja aos olhos de Cleo

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Cleo Rockenbach

ma Feira moderna, pensada ao expositor e ao público. Uma semente lançada há mais de cinco décadas seguiu regada e cultivada, gerando frutos. Assim é a Fenasoja que, desde 1966, na sua primeira edição, é palco de negócios para diversos segmentos. Consolidada entre os maiores eventos do Rio Grande do Sul, tem como marca um voluntariado profissional, além do desejo de evoluir a cada edição. Coordenador desde 1998, quando era realizada a 12ª, Cleo Rockenbach, 65 anos, destaca que a Fenasoja é uma ‘agência de desenvolvimento’. Graduado em administração de empresas ele lembra que, da primeira realizada em 1966 e presidida por Willy Klaus, até a oitava, ela era promovida e organizada pela prefeitura de Santa Rosa. Aí, antes da realização da nona edição, em 1992, presidida por Herberto Werner, o então prefeito Alcides Vicini junto com ex-presidentes, propôs a transformação da Fenasoja em uma entidade jurídica. A medida deu assim, mais agilidade à organização daquele ano e aos próximos. Sobre sua organização, Cleo conta que com o

passar dos anos a Fenasoja foi, e vai, se adaptando à evolução da economia, do mercado, da tecnologia, definindo segmentos ou ações a serem exploradas como foco de cada etapa. Ele fala que uma evento profissionalizado foi pensado desde sua criação, optando-se sempre por convidar profissionais de áreas afins para ocupar os cargos em comissões. “Com a evolução e o crescimento, a partir da 11ª, a contratação de colaboradores se fez necessária, pois a continuidade dos trabalhos entre uma edição e outra, era imprescindível. E isto foi um diferencial para o seu crescimento, hoje modelo inclusive copiado por outras exposições”, ressaltou. Mas os desafios aumentam a cada época. A modernidade faz com que a Fenasoja se reinvente e acompanhe as novas tendências, tanto de mercado quanto de tecnologia. O visitante que chegar ao Parque de Exposições terá à sua disposição tudo que é novidade em segmentos da agricultura, pecuária, maquinários agrícolas, produtos e serviços. “É um novo olhar, e podemos dizer que é a Fenasoja do futuro”, afirmou.

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Dias de campo marcarão esta edição da Fenasoja

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m torno de mil agricultores, vindos de mais de 30 municípios devem participar dos dias de campo promovidos pela Emater na área da Exporural, durante a Feira Nacional da Soja em Santa Rosa. Os eventos acontecem de 02 a 04 de maio, a partir das 9h, com a apresentação de propostas e tecnologias de produção em diferentes áreas. Serão quatro estações conduzidas pela Emater com mostra prática e discussão de 15 minutos em cada espaço. Os temas serão gestão na atividade leiteira; produção de autoconsumo e venda de excedente (horta com sistema protegido, sistema hidropônico e semi-hidropônico, pomar, avicultura); energias alternativas, com ênfase na fotovoltaica e biodigestores; e manejo integrado de pragas e doenças na cultura da soja. Os temas solo e crédito serão transversais às estações. Na quinta, conduzida pela Unicooper e Arede, serão apresentadas propostas de insumos biológicos na cultura da soja. O gerente regional adjunto da Emater, José Vanderlei Washburger, destaca a parceria com a Fenasoja para a realização dos eventos. “Para o transporte do público, a empresa Ouro e Prata disponibilizou ônibus que farão um roteiro entre os municípios participantes. A atividade está sendo organizada pelos escritórios municipais da Emater”, explica. Outra novidade será a exposição de hortaliças, em sistema hidropônico e semi-hidropônico, além do sistema silvipastoril, plantas bioativas, sistemas de irrigação, orientações sobre elaboração de projetos de crédito, entre outros temas.

Quatro “estações” trarão informações aos agricultores


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Construindo juntos uma Feira sólida

“A cada edição, nossa Fenasoja está melhor e maior. Isso aumenta a nossa responsabilidade como gestor e cidadão santa-rosense. Sabemos de todo o potencial da Feira para a nossa cidade, região e Estado, pois, alia negócios e conhecimento, e isso é fundamental para o nosso desenvolvimento. Além de ser uma oportunidade de negócios, tem papel encorajador da Comissão Central que com seu lado visionário de bravos voluntários, indivíduos de extraordinária inspiração e competitividade, num gesto de motivação, concentra novas tendências do mundo atual, na indústria, agricultura e agronegócio, que gera emprego, fortalece a economia, e que nos enche de orgulho. A Fenasoja é mais que uma Feira de inovações, tem contribuído significativamente estimulando diversos segmentos da economia, além de oportunizar contatos e conhecimento, cultura, lazer e entretenimento. Temos o privilégio de ser o Berço Nacional da Soja. Somos uma região fértil, não só pela produtividade, mas muito também pela diversidade onde se oportuniza buscar novas tecnologias e práticas mais eficazes para a cadeia produtiva, agroindústrias, à pecuária, ao setor de laticínios, metalúrgico, industrialização e comercialização de carnes e tantos outros mercados que surgem a cada dia dentro de um olhar empreendedor. Nossa gestão vai continuar fortalecendo esse processo e a Feira, fazendo da Fenasoja uma verdadeira sementeira de oportunidades e de novos conhecimentos”. Alcides Vicini - Prefeito de Santa Rosa

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O voluntariado que constrói a Fenasoja

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2016 tivemos mais de nove mil visitantes estrangeiros, podíamos vê-los não apenas no interior do Parque, mas também nos nossos hotéis lojas postos de combustíveis e restaurantes. Nossa meta é servir de vitrine para nossos expositores e parceiros.

atural de Santa Rosa, Alexandre Maronez é filho de Isa Maris e Moacir, e comanda a Fenasoja 2018. Ele conta que sua primeira atividade como voluntário, foi quando entrou no Rotaract - clube de serviços formado por jovens. Um ano depois, foi convidado para participar do Rotary Amizade, grupo que segue integrando e que deve presidir na gestão de 2019. Participante assíduo da Indumóveis Internacional (outro grande evento de negócios de Santa Rosa), Alexandre está à frente de um grupo de mais de 200 voluntários. Ao Noroeste o presidente fala dos desafios de conduzir umas das principais feiras do Estado. NOROESTE: Como foi sua participação nas edições da Fenasoja? Fui convidado a fazer parte da comissão de Suprimentos na 18ª Fenasoja presidida pelo Marlon Saling. Já na seguinte o presidente da 19ª, Elemar Lenz, me convidou para presidir a comissão, o que também aconteceu na 20ª da Angela Maraschin. Foi aí então que o presidente Gerson Lauerman me chamou para ser seu vice-presidente, cargo esse que me preparou para, então, assumir a presidência da Fenasoja 2018. NOROESTE: O que mudou na sua vida desde o anúncio feito em 2016? Com o comunicado veio muita dedicação voluntária, que só aumenta nossa responsabilidade como gestor de um evento deste porte. Grandes histórias estão impregnadas nas paredes da Fenasoja e a partir daquele momento eu soube que teria um desafio pessoal. Mas sempre pude contar com cada um dos presidentes, voluntários profissionais que sempre estão de pé e a ordem para ajudar a construir aqui, a mais de 500 Km da capital, o maior encontro multissetorial do sul. NOROESTE: Como foram os dois anos de preparação para a Fenasoja 2018? A Fenasoja é este belo evento, muito organizado e com uma ótima reputação por ter algumas peculiaridades e expertises. Como o vice já sabe que presidirá a próxima, pode se preparar acompanhando o presidente na tomada decisões em conjunto. Assim a nova feira tem continuidade, seguindo os trabalhos e planejamentos futuros. E isso é de suma importância para a garantia de seu sucesso. NOROESTE: Como conciliou as atividades profissionais, a Feira e a família? Uma boa receita é elaborada com pitadas certas de cada tempero. É importante saber dosar, é um dos maiores desafios. Minha vida profissional mudou, e para melhor. Aprendi a ser mais objetivo e eficiente com menos tempo e este é apenas um dos benefícios que esta escola nos ensina. E o que seríamos sem o apoio da família? Com certeza a gestão se tornaria frágil e fria. Na verdade nossas famílias fazem parte desta gran-

NOROESTE: A Fenasoja foi pensada no passado como a festa da colheita da soja. Como a comissão central vê a soja e a agricultura para o sucesso do evento atual? O agronegócio é um dos pilares da Fenasoja e isso foi identificado nas pesquisas. Por isso tratamos a Exporural de forma diferenciada e desta vez com grandes investimentos e incentivos para expositores e visitantes. Pela terceira vez vamos realizar o encerramento oficial da colheita da soja no Brasil, com a divulgação oficial dos números a nível de Estado e país. Já sabemos que teremos a segunda maior colheita da nossa história. Somos o Berço Nacional da Soja, que é um dos pilares da economia brasileira.

Alexandre Maronez

de missão, por este motivo nos denominamos de Família Fenasoja. NOROESTE: A feira vive um novo momento. dequar aos problemas econômiTeve que se aadequar cos que o país enfr enta. Como foi reprojetá-la e enfrenta. garantir a sua continuidade? Percebemos isso já há algum tempo. Grandes eventos sendo cancelados ou adiados, um reflexo da comodidade e falta de planejamento a longo prazo. A Fenasoja teve a sensibilidade de prever as dificuldades. Realizamos uma grande pesquisa na região com perguntas e também entrevistas, isso nos deu o DNA da Fenasoja. O estudo nos direcionou para o futuro. Hoje com as ferramentas certas temos muito mais probabilidades de acertos. A Fenasoja se reposicionou como marca, não apenas porque achamos que é assim, mas porque temos um diagnostico. NOROESTE: A Fenasoja novamente fez investimentos na estrutura do Parque. Neste ano foram investidos R$ 200 mil. Qual projeto você defende para viabilizar o espaço? Seria a hora de pensar em um conselho gestor do Parque? Defendo a criação do Grupo Gestor sim, porém devemos agir com cautela por se tratar de um espaço público. Acredito que um trabalho em conjunto com outras entidades e prefeitura é salutar. NOROESTE: Em relação ao volume de negócios, quanto a Feira pretende movimentar na economia? Com certeza muito mais do que em anos que não tem Fenasoja. Este número é difícil de se precisar até porque alguns negócios começam aqui e são concretizados dias ou ate mesmo meses depois. Na Fenasoja de

NOROESTE: Como a Fenasoja vê a tecnologia e a fomenta nesta edição? Vemos a tecnologia como a solução para o êxito no campo. Promovemos durante uma edição e outra seminários com palestrantes renomados internacionalmente. Vamos ter máquinas de altíssima tecnologia embarcada, 'drones' para a aplicação no campo, e muito mais. NOROESTE: Voltando à ExpoRural. Quem visitar a área vai encontrar quais inovações? A Exporural foi ampliada para receber as grandes concessionarias de máquinas e equipamentos, assim como também nossas cooperativas de Santa Rosa. Não será apenas composta por cultivares, mas também por máquinas e equipamentos. Na infraestrutura ela ganhou ruas pavimentadas e banheiros para melhor comodidade de todos. NOROESTE: A Fenasoja abraçou neste ano o Musicanto. Como você vê este festival relacionado com a Feira? Esta ação é reflexo do reposicionamento da Fenasoja. Sempre tivemos a parte de cultura na Feira. E por que não abraçar, e reanimar o Musicanto, que também é um evento com muito prestígio? Conseguimos com isso unir grandes marcas e nos tornar mais fortes e persuasivos. NOROESTE: No seu ponto de vista, o que precisa ser mudado para a próxima edição? Acredito que a grande mudança a Feira já fez e está fazendo. Claro que fatores externos nos obrigam aos ajustes. Devemos manter nosso planejamento com convicção e ações assertivas. A Fenasoja está no caminho certo, nos destacamos como evento e servimos de referência positiva para muitos. Possuímos todas as ferramentas de que precisamos. Contamos com pessoas que, de forma voluntária, realizam suas tarefas profissionalmente. Sei que todos nós temos orgulho da Fenasoja e desejamos que ela seja cada vez melhor e será, pois NÓS SOMOS EVOLUÇÃO!


Noroeste na Fenasoja  
Noroeste na Fenasoja  
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