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NOROESTE | SEXTA-FEIRA, 09 DE OUTUBRO DE 2020

Dia Das

Nunca foi tão importante

BRINCAR

Doze de outubro é o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, quando historicamente, em 1717, houve a primeira aparição de uma imagem da santa. Somente em 1924 o Congresso Nacional estabeleceu que a data fosse também considerada como o Dia da Criança, feriado nacional. Mas a verdade é que a data nos remete a questionamentos sobre o momento que estamos vivendo. A pandemia alterou, profundamente, o dia a dia dos nossos “pequenos”, demandando mais atenção às atividades que eles estão desenvolvendo, tanto para questões físicas quanto psicológicas. O JORNAL NOROESTE traz, neste especial, informações sobre quais cuidados tomar com relação ao uso excessivo de equipamentos eletrônicos, sobre o estresse infantil, além de dicas simples de primeiros socorros. Por outro lado, sugestões de brincadeiras que podem ser feitas em qualquer ambiente, conteúdos sobre a importância do tempo livre para as crianças e também uma ideia de colocar livros na cabeceira da cama delas, incentivando a leitura e a imaginação. Aliado a isso, profissionais qualificados de nossa cidade apresentam temas vividos em seus consultórios que têm chamado a atenção e que precisam ser abordados, para evitarmos problemas futuros. Tudo para que nossos “picorruchos” possam ter uma infância saudável e promissora, formando cidadãos felizes no futuro.

Caderno integrante do Jornal Noroeste. 09 de outubro de 2020 Não pode ser vendido separadamente. Produção: Eunice Arsand, Taciara Vargas e Márcio Wachholz.

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Crianças precisam de um

tempo livre

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Os livros de cabeceira

O

universo infantil de hoje em dia é quase adulto. As inúmeras atividades que as crianças passaram a ter vêm tolhendo a autonomia dos “pequenos”, causando em certos momentos uma certa insegurança, já que elas têm seus horários pré-determinados e não precisam decidir sobre o que realmente gostam de fazer, nem tomar posições necessárias à sua vida. Essa discussão tem permeado debates entre profissionais da área, educadores e pais. Então como encontrar o equilíbrio entre as brincadeiras e as obrigações, gerando um desenvolvimento saudável e criativo para todos? Para isso, precisamos entender como uma criança aprende a brincar. Precisamos dar-lhe espaço. É importante que dê à criança uma certa autonomia do seu tempo, para que ela própria possa estabelecer momentos de lazer, já que as atividades obrigatórias, geralmente, são definidas pelos adultos. Organizar-se do seu jeitinho proporcionará novas atitudes e pensamentos, permitindo descobrir um mundo através da sua rica imaginação, criando cenários, entendendo o tempo e as possibilidades para suas brincadeiras. O principal é a criança sentir-se segura em relação a ela mesma e com os outros, para estimular interações sociais, gerar autonomia e desenvolver sua parte cognitiva e emocional. Veja alguns exemplos de ações que motivam o impulso exploratório da criança: -brincadeiras criativas como desenho e pintura; -leitura; -passeios para conhecer novos lugares; -atividades que mexam com água ou terra; -ter interação com outras crianças; -construir os próprios brinquedos; -entrar em contato com ambientes que estimulam a imaginação, como zoológico, parques, praças, etc. Isso (e muitas outras coisas) aguçam a mente deles, enriquecendo momentos que passarão a ser inesquecíveis. Por isso a atitude de pais e educadores é tão importante, mostrando diversos universos dos quais as crianças possam conhecer e passar a gostar.

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s pequenos de hoje já nasceram “multitelas”. É celular, tablet, computador, TV, displays diversos e por isso a importância de se ter livros na cabeceira da cama do seu filho. Pense nisso! Aliás: tem coisa mais gostosa do que ir dormir e se aconchegar com seu “pequeno” na cama e mergulhar em uma

história que transporte vocês a outros mundos? Ler neste momento é um hábito delicioso e que traz uma série de benefícios ao desenvolvimento de seu filho, sem falar na relação deles com os pais e mães. Veja alguns benefícios disso: cria momentos de qualidade com seu filho; favorece o sono (a luz das telas aceleram

Estresse Infantil

a mente); promove a troca e o afeto; ajuda na saúde do cérebro; desenvolve a empatia e humaniza; cria um hábito para toda a vida; evita aparelhos eletrônicos; estimula a criatividade; desperta o amor pela leitura; amplia e diversifica a visão de mundo. Experimente. Seu filho não esquecerá jamais!

Você já ouviu falar?

O estresse se tornou o mal do século XXI e as crianças estão inclusas neste processo. Rotinas cada vez mais atribuladas os expõem a situações que exigem o máximo de esforço, tanto físico quanto emocional. Imagina como é complicado para uma criança lidar com esse tipo de problema. As demandas do cotidiano podem afetar os pequenos e causar o estresse infantil. Para identificar isso há sintomas físicos e psicológicos que eles podem passar a apresentar. Confira alguns. Sintomas físicos: dor de barriga e diarréia; dor de cabeça; náuseas; mãos frias e suadas; falta ou excesso de apetite; enureses noturnas (fazer xixi na cama); gagueira; ranger de dentes; tique nervoso; tensão muscular e hiperatividade. Sintomas psicológicos: insônia; agressividade; impaciência; desobediência; insegurança; preocupação; ansiedade; dificuldade de socializar; hipersensibilidade; pesadelos;

medo; choro excessivo. Leve em consideração que cada criança possui uma maneira própria de externalizar o estresse. Em caso de dúvida procure um profissional para ajudá-lo.


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Criança

Curiosa A curiosidade está ligada à felicidade individual, mesmo sendo essa qualidade tão repreendida socialmente. A criança examina tudo em seu caminho e faz isso sem restrições, podendo confundir-se com indiscrição ou descaramento. O cérebro, durante esses primeiros anos de vida, está muito ocupado gerando novos circuitos e conexões. Por isso consome muita energia e a intensa atividade justifica a necessidade de descobrir incessantemente o porquê das coisas. Nunca julgue ou questione a criança curiosa, suas perguntas, atitudes ou expressões. O rápido crescimento do cérebro durante os primeiros anos de vida, justifica um enorme gasto de energia e um alto consumo de glicose, mais do que o cérebro de um adulto desenvolvido. O cérebro infantil possui mais neurônios que devem ser alimentados. E o que acontece quando cresce? Verifica-se que (perto da adolescência) começa um processo conhecido como poda neuronal que elimina conexões relacionadas a habilidades que não são praticadas, de modo que elas são perdidas por desuso. Baseando-se nessa ideia, é possível afirmar que a necessidade da criança é de tentar

é Mais Feliz?

muitas atividades de interesse, até ficar com o que mais gosta. E a diversidade de interesses que aparece nos primeiros anos de vida é positiva na medida em que lhes permite revelar qual atividade que realmente satisfaz e para a qual possui habilidades notáveis.

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Lanches rápidos para fazer com

seus filhos

Bolinhas de melão e melancia com iogurte natural

Um lanche divertido e nutritivo, além de refrescante e leve, são bolinhas de melão e melancia com iogurte. Use uma concha de sorvete ou colher pequena para fazer as bolinhas. Sirva em um pote de sorvete e complete com 100ml de iogurte natural.

Sanduiche Natural

Pão de grãos fatiado, cenoura cozida, beterraba cozida, alface e queijo. Monte os sanduiches com os ingredientes, corte em quadrados, retângulos ou redondos e não esqueça de enfeitar em cima deles com carinhas feitas de cenoura e beterraba. Fica

gostoso se você colocar iogurte ou manteiga nas fatias de pão.

Salada de frutas variadas com granola e mel Uma salada de frutas com maçã, banana, laranja, pera, mamão, uva, abacaxi fica muito bom. Depois das frutas picadas, colocar uma colher de mel e servir numa cumbuca.

Ovinhos de codorna com azeite e orégano

Um lanche pra lá de nutritivo e diferente é servir ovinhos de codorna temperados com azeite e orégano.

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Enrolado de queijo e frango desfiado com suco natural de laranja Com uma fatia de pão de forma ou pão sírio coloque uma fatia de queijo, frango desfiado e enrole.

Banana assada com canela e creme de leite

Quer oferecer um lanche da tarde mais doce? Pique uma banana (de preferência a caturra, que é mais doce), leve para o micro-ondas por dois minutos e depois salpique um pouco de canela. Se quiser finalize com creme de leite em cima.


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Lugar de criança é no tempo da infância e com menos tela

ensando na abrangência dessa frase, observa-se que há uma infinidade de questões a pensar. No contexto atual, percebe-se que algumas crianças são convocadas à rotina de vida adulta, desencadeadora do aceleramento dos pequenos. Cada dia uma “atividade”, maratonas semanais de deslocamentos, agenda repleta de compromissos e, algumas vezes, ausência de vínculos afetivos seguros. A criança é convocada a se expressar sobre tudo e há uma impossibilidade de deter-se em algo específico, ficar sem fazer nada, curtir o ócio e aprender a estar consigo. À rotina atribulada, acrescenta-se a tecnologia, que invade as relações humanas, modificando a formação de laços sociais, intensificando atitudes e comportamentos avessos ao convívio social. Os aparelhos eletrônicos (celular, tablet, tv, vídeo game) fazem parte da vida diária dos adultos e, em tempos de pandemia, tem um espaço ainda mais significativo porque há várias ferramentas virtuais que permitem conexão, mas nada substitui o encontro de corpos. Tratando-se da infância, o uso desses aparatos precisa ser controlado, cabe aos pais ou a quem se ocupa da criança acompanhar e monitorar a utilização das telas, para que possa haver uma narrativa daquilo que é vivenciado no virtual. A nocividade do uso inadequado, sem controle, está alçada na percepção de que tais aparelhos não conversam, não produzem experiencia com outro ser humano em presença, oferecem uma interação sem função humana. Não brincam de pega-pega, esconde-esconde, não tocam o corpo da criança, impossibilitam a experiência do joelho ralado e a magia da brincadeira do cadê-achou e não tem cheiro de mãe, de afeto. De maneira geral, preserva-se na memória algum cheiro da infância, do colo de mãe ou de pai, comidas gostosas da casa da vó, conserva-se uma memória

olfativa. E as crianças que estão por um tempo expressivo em frente as telas, salvo algumas exceções, que memória olfativa terão do convívio com a tela? Sendo assim, o que proporcionar à criança? Coisas simples, trata-se de colo, aconchego, brincadeira de roda com a família, uma cantiga dos tempos dos avós, um momento de contos, enfim, infinitas possibilidades de estabelecer vínculos saudáveis promotores de um desenvolvimento integral. A melhor e mais saudável é o brincar, porque quando a criança brinca, tem condições de falar de si, ser ativa, ensaia seu lugar no mundo, ela mata, morre, faz renascer, enfrenta monstros, inventa e se reinventa, transforma seu mundo, o amigo que era o vilão da brincadeira também é aquele com quem divide um copo d’agua ou um lanche. Olhar e situar a criança no tempo da infância é perceber que esse tempo é curto, o mais curto da vida do ser humano, nessa fase acontece a construção do psiquismo para a vida adulta. O tempo da infância é um tempo de alarde, pular, correr, gritar, estar entre vários, pelear. É um tempo de favorecer à criança a percepção de que viver é uma empreitada. “Quando as crianças brincam e são interrompidas pelas banalidades cotidianas de higiene ou alimentação afirmam com toda razão: “Mas não vêem que estamos ocupadas!” (Julieta Jerusalinsky, em A criação da criança: brincar, gozo e fala entre a mãe e o bebê) Fabiane Angelita Steinmetz Psicóloga CRP 07/30573 Membro da Associação Francesa “La Cause des Bebés”

Brincadeira de

criança

ADEDANHA

Além de divertida, essa brincadeira ainda é educativa, já que ensina novas palavras às crianças e as estimula a utilizar as que já conhecem. Uma letra é definida e os participantes precisam pensar em palavras de várias categorias (nomes próprios, frutas, animais, cidades, partes do corpo humano, etc), que iniciam com “aquela” letra definida. Se as crianças são pequenas, pode-se brincar trocando a escrita pela fala.

ESCONDE-ESCONDE

Para grandes ou pequenos, essa é garantia de diversão e alegria. Os móveis servem de esconderijo perfeito para quem vai brincar dentro de casa.

A brincadeira é uma forma que a criança tem para representar sua visão do mundo adulto. É nela que os valores são, primariamente, reproduzidos, além de trabalhar habilidades motoras, de liderança e interatividade. Vai aí dicas de brincadeiras para fazer com seu filho:

OS ANIMAIS

Nesse jogo, um adulto comanda, dizendo qual animal a criança deve imitar, como “o sapo pula” ou “o cachorro late”. É algo que pode ser feito com crianças bem pequenas, de três anos, por exemplo.

ADIVINHAÇÃO

Brincar de adivinhar também é uma atividade educativa. Os pais podem descrever características de alguém, de um animal ou de um objeto e estimular a imaginação das crianças.

MÍMICA

Não pode soltar um pio! A mímica ajuda às crianças a expressarem mensagens e pensarem maneiras criativas de passá-las, além de exercitar a capacidade motora e intelectual dos pequenos.

CAÇA AO TESOURO

Nessa os pais escondem algum objeto para as crianças procurarem. É a hora delas usarem a imaginação e até se fantasiarem para a caçada, se houver um tempo maior. Que tal vestir a meninada de pirata, por exemplo? As fantasias podem ser montadas em casa mesmo, com acessórios simples, como lenços, chapéus e óculos coloridos.

ESTÁTUA

Aqui você só precisa de uma música para a diversão ser completa. Coloque um som para que elas dancem. Depois, dê uma pausa na música — nesse momento, todos precisam ficar parados iguais a uma estátua.


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As crianças e as

A

pandemia deixou as crianças ainda mais grudadas nas telas de TVs, celulares, tablets e computadores. Já são sete meses de “imersão” dentro das casas, deixando-as ali em tempo integral, ligadas e com uma rotina anormal para os “pequenos” que precisam de espaço como pátios, quadras, salas de aula, avós, amigos e professores. O ambiente virtual transformou-se em seu “novo normal”, com consequências que não podemos medir neste momento. Com o retorno, aos poucos, à normalidade é importante que os pais atentem para o comportamento e emoções de seus filhos. Como as telas não permitem intervalos, eles podem ficar ansiosos. Se a percepção for de que isto está prejudicando mais do que ajudando a enfrentar este momento, pode ser hora de buscar ajuda especializada. Mas avaliar esse cenário exige observação dos familiares, pois podemos ter filhos estudando em frente aos displays e depois ficando até tarde jogando videogame, vendo vídeos e filmes, causando algum tipo de

telas dificuldade. Então vamos às dicas de como ajudar as crianças a terem mais qualidade de vida: -reforçar uma rotina de alimentação saudável, atividades livres que despertem e desenvolvam habilidades para mudanças no dia a dia; -brincar, jogar, dançar e se divertir fazem bem à saúde. Tire o foco dos eletrônicos e coloque o corpo em movimento. Resgatar brincadeiras antigas e explorar a capacidade criativa delas é muito importante neste momento; -o Yoga tem sido uma atividade muito usada para quem tem pequenos espaços em casa. A prática relaxa, diverte e pode ser praticada com a ajuda de histórias, música e brincadeiras, diminuindo a ansiedade; -pequenas tarefas domésticas, dependendo da faixa etária, são excelentes. Vale organizar

armários, limpar o quarto, lavar e guardar a louça, jardinagem, etc. Isso mantém o corpo em movimento e a criança trabalha a coordenação motora; -fazer acordos com as crianças na organização da rotina. Elas vão se sentir responsáveis. E, principalmente, tenha uma boa conversa

com elas, mostrando que você está preocupado com seu bem estar, querendo saber das dificuldades do dia a dia para poder ajudar a enfrentar este momento que é novo para todos. Isso mostrará aos “pequenos” que eles são importantes para a família e que pais, irmãos e avós importam-se demais com seu desenvolvimento como ser humano.


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Saúde mental das crianças na pandemia deve ser motivo de atenção

Com a chegada da pandemia, também chegou em nossas vidas o medo, a incerteza e principalmente a angústia. O que tínhamos como certo, hoje não é mais. Tivemos que remodelar vários aspectos de nossas vidas. Não foram apenas os adultos que foram afetados. Toda a família precisou se reinventar diante da nova realidade. Um estudo conduzido pela Kaiser Family Foundation (organização com foco na saúde), nos Estados Unidos, no final do mês de março, mostrou que 46% de adultos pais de crianças e adolescentes sentiram que a pandemia teve um impacto negativo sobre a sua saúde mental. É importante lembrar que, nas crianças, nem sempre ansiedade se manifesta através de palavras. Por isso, é tão importante que os pais estejam atentos aos sinais. Agitação acima do normal, coração acelerado e mãos suadas, por exemplo, podem indicar que algo não está bem. Perder o interesse em atividades que antes eram prazerosas também é um indicativo de alerta. A saúde mental dos filhos deve ser motivo de atenção dos pais. Esse período gerou, e ainda gera, muito estresse, porém pode ser tolerável se a família conseguir desenvolver estratégias para ajudar a criança na nova

rotina e a se reorganizar nesta nova forma de viver. Para isso, a família precisa prover carinho, suporte, acolhimento e tempo de escuta, além de tentar organizar a rotina com atividades positivas. E aqui, mais do que nunca, observa-se a importância da rotina com horários definidos e tarefas pré-estabelecidas. As crianças e os adolescentes sempre precisaram disso, e neste período de maior confinamento, necessitam ainda mais. O novo momento possibilitou encarar novos desafios, tanto para os pais, quanto para os filhos. Aprenderam novos valores, encararam uma dura realidade, sofreram no meio de tantas incertezas. Mas talvez tenham tido o maior aprendizado de todos, que a vida tem sentido quando estamos perto de quem amamos. Filhos tiveram a presença de seus pais em casa como nunca antes, crianças tendo que brincar e se divertir sozinhas, pais ajudando nas tarefas de casa, escolas vazias, ruas desertas. Vivemos em 2020 o que observávamos em filmes, numa realidade muito distante. Como tudo na vida passa, a pandemia também vai passar, e o que fica são as lembranças e os ensinamentos. Foi necessário um vírus para as pessoas poderem parar e repensar sobre os verdadeiros valores da vida!

Rua Fernando Ferrari, 315 - Centro Médico - Tel.: 3512.5222 Santa Rosa

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A infância é uma fase tão bela que uma parte de nós residirá sempre nela! Um feliz dia para todas as crianças que embelezam nossas vidas com a sua forma pura e genuína do olhar o mundo.

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Ser criança é ter o dia mais FELIZ da vida, todos os dias! Para você que nunca esqueceu como é ver o Lado Doce da Vida... Feliz Dia das Crianças!

Dicas de primeiros socorros para crianças: 4 CONVULSÕES: O mais importante nos casos de convulsão é proteger a cabeça e evitar a aspiração da saliva ou vômito. O procedimento é deitar a criança de lado e colocar uma almofada sob a cabeça para evitar traumas. Se a criança estiver com a boca relaxada, coloque um pequeno pano entre os dentes para evitar lesões na língua. Leve-a para o Pronto Atendimento assim que possível.

crianças pequenas:

4 CORTE: O primeiro passo é colocar um pano limpo para fazer a compressão, independente do tamanho do corte. No caso de cortes grandes, fazer a compressão e trocar o pano quando este estiver molhado. Não coloque pomadas ou outros remédios até a chegada ao hospital. 4 ENGASGO: crianças pequenas: Primeiro veja se com os dedos não é possível retirar o objeto ou alimento da cavidade oral. Se não for, incline o corpo da criança para frente, mantendo o tórax mais elevado que a cabeça e bata nas costas dela com as mãos em concha até que o objeto seja expelido pela boca. 4 ENGASGO: crianças maiores: Ao detectar que uma criança não consegue respirar corretamente, devido a um engasgamento, peça para ela tossir com força. Caso isso não seja suficiente, aplique a manobra de Heimilich: Posicionar-se por detrás da criança, envolvendo-a com os braços. Feche uma das mãos e posicione-a na região superior do abdômen, logo acima do umbigo. Coloque a outra mão sobre o punho fechado, agarrando-o firmemente, Puxe com força ambas as mãos para dentro e para cima. Repita a manobra por até cinco vezes seguidas. 4 FRATURA E TORÇÃO: Para os casos de fraturas fechadas, imobilize a parte machucada utilizando um pedaço de papelão e um tecido para enfaixar e leve-a imediatamente para o hospital. Se a fratura for aberta ou exposta, coloque uma gaze umedecida com soro ou água em volta do corte e osso exposto e imobilize conforme a fratura fechada. Levar ao hospital. 4 INTOXICAÇÃO: Separe a embalagem do produto ingerido e procure o hospital. Jamais dê leite ou induza ao vômito. O atendimento médico imediato é fundamental para evitar consequências graves.

crianças maiores: 4 MORDIDAS E PICADAS: Tente capturar o inseto e levar junto no hospital, pois há muitas espécies e os antídotos são diferentes. Na impossibilidade, tente verificar se identifica o inseto. No caso de abelhas, evite retirar o ferrão. 4 QUEIMADURA: Para queimaduras leves, coloque o local atingido em água corrente e fria por, pelo menos, 15 minutos. Não coloque algodão ou gelo e não passe manteiga, óleo, pasta de dentes ou pó de café e procure um médico. 4 AFOGAMENTO: Ele pode acontecer em grande ou pequenas quantidades de água. Se o afogamento ocorrer em grande quantidade, o primeiro passo é resgatar e colocá-la de lado para que possa expelir a água que bebeu, respiração boca a boca e massageie o tórax da criança.


Para

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Brincar & Colorir

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Especial Dia Das Crianças  

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