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NOROESTE

SEXTA-FEIRA, 02 DE MARÇO DE 2018

A mulher empreendedora

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Cassineli Koppe Educadora física e Professora de dança e ballet clássico Penso que o maior desafio da mulher em 2018 seja fazer escolhas, pois à medida que seu horizonte se amplia novas experiências são consideradas. As mulheres hoje têm maior possibilidade de escolha e maior poder de decisão. Elas já optam por ter ou não ter filhos para dedicarem-se à carreira, ou deixam uma carreira promissora para dedicarem-se à família. O que mais me desafiou na minha vida e me desafia até hoje é o meu trabalho. Já trabalhei em muitos lugares, e enfrentei vários desafios. Acabei de me tornar mãe e sei que agora será necessário analisar melhor as minhas escolhas, de se inventar e reinventar, segundo a minha história e o momento atual da minha vida. Acredito que para superar esses desafios de trabalho e maternidade devemos construir constantemente a retomada das nossas escolhas, deixando prevalecer sempre o que nos deixa mais feliz .

s brasileiras representam quase 50% dos micro e pequenos negócios. E o que faz as mulheres buscarem o empreendedorismo é o fato de que o mundo corporativo ainda é o mesmo, moldado e liderado por homens, o que torna os ambientes menos amigáveis e até hostis para as mulheres, principalmente as que são mães. Segundo as estatísticas, as mulheres saem das corporações com 30 a 40 anos, o que coincide com a idade na qual a maioria escolhe para ser mãe. Nesta fase, as mulheres passam a focar no propósito, na busca por valores de vida que não se conectam com a realidade das corporações que seguem o modelo tradicional. Hoje as mulheres são a maioria da população brasileira, de acordo com o último senso feito em 2013, e tratando-se do ato de empreender são elas as que mais abrem negócios. O número corresponde a 19% no aumento de empreendedoras que surgiram no Brasil nesse período. Entre os homens, o número foi bem menor, apenas 3%. Atualmente as mulheres correspondem a 31% do total de donos de empresas no país. Os motivos que confirmam os dados variam. Desde a necessidade de aumentar a renda da família, já que algumas movimentam seus negócios em paralelo a outro tipo de atividade, passando por escolhas pessoais ou por estarem passando por

uma transição de carreira, como consequência da perda de um emprego formal ou por uma revisão de valores e propósitos. O fato é que grande parte dessas mulheres que hoje empreendem, quando o fazem, estão buscando muito mais do que simplesmente fazer negócios e transações. O que elas querem é encontrar um sentido maior naquilo que se propõem a fazer, seja por elas mesmas, e isso inclui suas famílias, para a sociedade ou pela natureza. Elas também não querem empreender sozinhas, buscam apoio nos grupos em rede para divulgar seus negócios, aprimorar seus conhecimentos através de conteúdos e workshops, ampliar o networking e participar de eventos como bazares, feiras e rodadas de negócio promovidas por alguns desses grupos. Além da possibilidade de encontrar clientes ou fornecedores nesses grupos, elas se inspiram e se motivam a seguir com seus propósitos através da construção de relações solidárias, autênticas e verdadeiras com outras mulheres que enfrentam os mesmos desafios. Se você se identifica com as redes de empreendedorismo feminino, saiba que o universo conspira a favor dessas mulheres que estão transformando o mundo através de suas ações conscientes, solidárias e cheias de amor.

Mulher - O mundo é delas!  
Mulher - O mundo é delas!  
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