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NOTÍCIA

O mundo é

NOROESTE

Ser mulher é ir à luta, é correr atrás dos seus ideais, desejar conquistar o seu espaço na sociedade. É um grande desafio e não é fácil, mas quem disse que não é incrível? O mês de março é delas. Além das flores e dos chocolates tradicionalmente ligados ao Dia Internacional da Mul her, a data existe para lembrar que ser mulher é um desafio de todos os dias. Mas, são deles que se adquirem as maiores conquistas. Todos os dias em batalhas silenciosas, invisíveis, simples e complexas, ganhamos mais espaço no mercado, mais independência, mais reconhecimento. A mul her em 2018 é atual izada, participativa, guerreira e está sempre lutando pelo que quer, baseada em preceitos do que as mul heres anteriores foram, e inspirando o que as futuras serão. O caderno especial do Jornal Noroeste em comemoração ao Dia da Mulher vem de encontro a todas essas batalhas. Aqui você encontra histórias de mulheres reais, que venceram desafios e superaram obstáculos e agora contam um pouco de suas vivências e distribuem conselhos.

DELAS! Caderno integrante do Jornal Noroeste, não pode ser vendido separadamente. Por: Taciara de Vargas e Eunice Arsand Textos: Julia Nadine Feltraco Schapowal Diagramação: Sandra Pasini

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A mulher empreendedora

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Cassineli Koppe Educadora física e Professora de dança e ballet clássico Penso que o maior desafio da mulher em 2018 seja fazer escolhas, pois à medida que seu horizonte se amplia novas experiências são consideradas. As mulheres hoje têm maior possibilidade de escolha e maior poder de decisão. Elas já optam por ter ou não ter filhos para dedicarem-se à carreira, ou deixam uma carreira promissora para dedicarem-se à família. O que mais me desafiou na minha vida e me desafia até hoje é o meu trabalho. Já trabalhei em muitos lugares, e enfrentei vários desafios. Acabei de me tornar mãe e sei que agora será necessário analisar melhor as minhas escolhas, de se inventar e reinventar, segundo a minha história e o momento atual da minha vida. Acredito que para superar esses desafios de trabalho e maternidade devemos construir constantemente a retomada das nossas escolhas, deixando prevalecer sempre o que nos deixa mais feliz .

s brasileiras representam quase 50% dos micro e pequenos negócios. E o que faz as mulheres buscarem o empreendedorismo é o fato de que o mundo corporativo ainda é o mesmo, moldado e liderado por homens, o que torna os ambientes menos amigáveis e até hostis para as mulheres, principalmente as que são mães. Segundo as estatísticas, as mulheres saem das corporações com 30 a 40 anos, o que coincide com a idade na qual a maioria escolhe para ser mãe. Nesta fase, as mulheres passam a focar no propósito, na busca por valores de vida que não se conectam com a realidade das corporações que seguem o modelo tradicional. Hoje as mulheres são a maioria da população brasileira, de acordo com o último senso feito em 2013, e tratando-se do ato de empreender são elas as que mais abrem negócios. O número corresponde a 19% no aumento de empreendedoras que surgiram no Brasil nesse período. Entre os homens, o número foi bem menor, apenas 3%. Atualmente as mulheres correspondem a 31% do total de donos de empresas no país. Os motivos que confirmam os dados variam. Desde a necessidade de aumentar a renda da família, já que algumas movimentam seus negócios em paralelo a outro tipo de atividade, passando por escolhas pessoais ou por estarem passando por

uma transição de carreira, como consequência da perda de um emprego formal ou por uma revisão de valores e propósitos. O fato é que grande parte dessas mulheres que hoje empreendem, quando o fazem, estão buscando muito mais do que simplesmente fazer negócios e transações. O que elas querem é encontrar um sentido maior naquilo que se propõem a fazer, seja por elas mesmas, e isso inclui suas famílias, para a sociedade ou pela natureza. Elas também não querem empreender sozinhas, buscam apoio nos grupos em rede para divulgar seus negócios, aprimorar seus conhecimentos através de conteúdos e workshops, ampliar o networking e participar de eventos como bazares, feiras e rodadas de negócio promovidas por alguns desses grupos. Além da possibilidade de encontrar clientes ou fornecedores nesses grupos, elas se inspiram e se motivam a seguir com seus propósitos através da construção de relações solidárias, autênticas e verdadeiras com outras mulheres que enfrentam os mesmos desafios. Se você se identifica com as redes de empreendedorismo feminino, saiba que o universo conspira a favor dessas mulheres que estão transformando o mundo através de suas ações conscientes, solidárias e cheias de amor.


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Precisamos de um

“Dia” da

Mulher?

O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas, ONU, em 1977. A data é uma maneira de destacar e reconhecer a importância e a contribuição do sexo feminino para a sociedade. As suas origens remontam a meados do século 19 e começo do século 20, quando trabalhadoras começaram a ir às ruas pelo direito ao voto, pela melhoria nas condições de trabalho e pela igualdade de gênero. De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje em dia a mulher vota, trabalha fora, casa e se separa sem precisar de autorização, desempenha funções e ocupa cargos que antes eram exclusividade dos homens. Diante de tantos avanços, por que é necessário um dia dedicado à mulher? Nos dias de hoje, há realmente necessidade de uma data assim? A resposta para esta última pergunta é sim, e mulheres de diferentes áreas ainda precisam ser ouvidas e ter destaque. A partir do momento em que a mulher conquistou seu espaço no mercado de trabalho nas mais diversas áreas, elas buscaram os cursos profissionalizantes para aperfeiçoarem-se. Mais que um dia de celebração e de receber agrados de filhos, companheiros e colegas de trabalho, o 08 de março é uma data política. O Dia Internacional da Mulher é para lembrar a importância de as mulheres terem direitos.

Irene Walker Ostapiuck Gestora do Vivar Spa O que fazer para dar conta das tarefas do dia a dia sem abrir mão de realizar nossos sonhos? Perdemos muito tempo e energia, esperando que, em algum dia, possamos pensar mais em nós e desfrutar da tranquilidade de uma vida boa. Porém, não há garantias que tenhamos este tempo, nem que possamos aproveitá-lo em plenitude. Trocar o hoje pelo amanhã é a pior aposta a fazer. A dica para as mulheres é tomar consciência de que nossas escolhas nos levam até ao ponto em que nos encontramos. Se existe algo na sua vida que lhe incomoda, é essencial mudar agora. Não adie nada para viver num amanhã que talvez nem chegue. Faça agora as escolhas certas para levar a vida que deseja de forma alegre, intensa e feliz.


4 Você não precisa ser super heroína para ser maravilhosa NOROESTE

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Karine Andreia Gresele Sincak – Advogada Acredito que o maior desafio de ser Mulher em 2018 é percebê-los como oportunidades. Vivemos um momento em que ainda existem muitas dificuldades vinculadas à distinção de gênero, e os maiores desafios estão relacionados às cobranças sociais e múltiplas atribuições familiares e profissionais que nós mulheres enfrentamos. Contudo, me sinto privilegiada por fazer parte dessa geração de mulheres protagonistas de suas vidas, que enfrenta sim muitos obstáculos diários, mas que principalmente possui um universo de oportunidades a sua volta, podendo fazer suas escolhas pessoais e profissionais. Meu maior desafio se deu quando eu tinha 21 anos, estava recémformada em Direito, e matriculada na Escola do Ministério Público em Porto Alegre, para tentar realizar meu objetivo de ser Promotora de Justiça, e então descobri uma gravidez inesperada e de risco. Obviamente que não tive dúvida sobre a decisão de cancelar o curso. Contudo, a partir de então, me vi desafiada a repensar meus objetivos e meu projeto de vida, o que impactou totalmente em minha carreira profissional. Mas foi a partir desse desafio que tive a oportunidade de construir um novo caminho, que certamente é o caminho que eu escolheria novamente. Penso que os obstáculos e adversidades, de uma forma geral, não devem ser vistos como algo negativo, mas encarados como oportunidades de crescimento, de mudança e de novas escolhas, de poder repensar aquilo que fazemos e aquilo que queremos.

omo mulheres temos o hábito de acumular funções, seja em casa ou no trabalho. Saímos do ambiente doméstico e caminhamos para o mundo dos negócios, mas ainda continuamos com a obrigação das tarefas “femininas”. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT, as mulheres trabalham semanalmente 7,5 horas a mais do que os homens, incluindo as tarefas domésticas. Além desse cenário, temos uma imagem de mulheres-poderosas atribuída a nós e, por isso, podemos dar conta de tudo. Acrescentamos a isto o fato de que tendemos a nos cobrar e nos comparar umas com as outras o tempo inteiro, o que gera mais ansiedade, mais culpa, mais estresse, e o círculo está formado. Por isso, não assuma mais responsabilidades do que você dará conta. O seu dia não vai aumentar. Defina prioridades e não crie uma lista diária com 20 tarefas para fazer, porque no final você estará frustrada por não ter conseguido realizar todas. Eleja no máximo três itens que dependem exclusivamente de você. Use a tecnologia a seu favor. Organize-se com agendas digitais, deixe seus documentos digitalizados e sempre atualizados, para que você possa acessar de qualquer lugar. Isso facilita muito a sua vida. Organize-se de maneira visual. Ponha as principais tarefas da semana em um quadro, em uma área que normalmente todos visualizam. Em casa pode ser a cozinha, por exemplo, e distribua responsabilidades, engajando sua família. Divida as tarefas com seu companheiro (a). Negocie quem fará o que e distribua a tarefa como responsabilidade de cada um, não apenas delegando, porque senão, mesmo não participando, você terá que coordenar. Aprenda a delegar tarefas. Delegar exige treino. Acredite, ninguém faz nada igual à outra pessoa. Então, aceite que

as pessoas não vão fazer exatamente igual ao que você quer e valorize o trabalho delas. Assim é possível evitar o estresse e cada um desempenha sua tarefa da melhor forma. Crie e aceite uma rede de apoio. Ninguém consegue fazer tudo sozinho. Pense em pessoas com as quais você pode contar: familiares, amigos próximos. Eles podem dividir tarefas simples com você. Levar e buscar filhos na escola e atividades, por exemplo. É importante ter pessoas que possam te apoiar. Tenha foco. Seja no trabalho em grandes corporações ou na sua empresa, concentre-se no que é importante e participe diretamente, delegando as demais atividades. Tendemos a focar nas questões urgentes, que consomem nosso dia, e deixamos as importantes de lado. Foco também nos ajuda a nos sentirmos menos ansiosas. Para ajudar os outros, você primeiro precisa estar bem. Reserve tempo para cuidar de você, da sua saúde física e emocional e crie momentos seus: pode ser um encontro com amigas, uma terapia relaxante, exercícios. Não importa o quê, mas sim que você se sinta feliz e sem a ansiedade de precisar sempre atender aos outros e depois você. Ana Fontes


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A decisão de ter filhos certamente foi meu maior desafio como MULHER, fase em que julguei estar preparada para reorganizar minha carreira profissional e viver a maternidade. Sempre acreditei que estar vinculada afetivamente comigo mesma, ao trabalho, família e amigos é o caminho mais seguro para que resultados bons aconteçam e por este motivo prezo incondicionalmente por estas relações. A cada dia me deparo com a descoberta de novos significados para os termos qualidade e quantidade do tempo que dedico àquilo que me cerca e define, tornando tudo mais Tatiana Giovelli - Psicóloga e Empresária intenso e gratificante. Aceitar que o limite existe e tolerar as frustrações fazem parte desta transição e crescimento pessoal e profissional. Estar em harmonia e paz não é tarefa fácil, exige equilíbrio emocional, dedicação, organização, planejamento, mas está longe de ser uma missão impossível!

FUMSSAR realizará programação especial no mês da mulher A Fundação Municipal da Saúde de Santa Rosa está com uma programação especial destinada ao mês da mulher. Durante três semanas, nas quartas e quintas-feiras, a partir do dia 07, as mulheres poderão usufruir de diversas palestras e serviços. A primeira palestra está agendada para às 14h da quarta-feira, 07, no salão da comunidade Balneária, com a psicóloga Sabrina Ruas Machado Servat que irá conversar sobre autoestima. No mesmo horário, no salão da comunidade católica Nossa Senhora do Rosário, palestra e teatro com a palestrante e psicóloga Maria Cristina Ehlert sobre Somatização - A doença das emoções. Na quinta-feira, 08, dia do embelezamento da mulher e ginástica no salão Ipiranga no bairro Sulina a partir das 08h30min. Na quarta-feira, 14, pela tarde, na vila Timbaúva, palestra sobre “Violência: Impactos psicológicos que interferem no cotidiano da mulher” com Túria Klein Dias. Na quarta-feira, 21, palestra no salão da comunidade do bairro Auxiliadora sobre “Rede de proteção à mulher em Santa Rosa” com a equipe do Centro de Referência à Mulher. No mesmo dia, a partir das 13h30min, palestra sobre autoestima e empoderamento no salão São José Operário, com chá coletivo e desfile. Encerrando a programação, na quinta-feira, 22, a partir das 14h, palestra com Mara Luisa Becker sobre “Rede de proteção à mulher em Santa Rosa” no salão da Comunidade Católica.

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Permita-se Cláudia Maria Wizniewsky Enfermeira especialista em Saúde Pública Acho que estamos vivendo tempos difíceis, onde já temos grandes conquistas, mas ainda nos sentimos na obrigação de sermos as “melhores”: filhas, mães, namoradas , esposas , profissionais, e ainda esbeltas. Isso tudo provoca uma grande sensação de frustação quando não conseguimos ser tudo que esperam de nós. Acho que o grande desafio é harmonizar mente e corpo, e saber que jamais daremos conta e nem seremos perfeitas sempre em todos os nossos papéis. Devemos encarar com naturalidade e dividir com nossos afetos que podemos sim falhar e que nem por isso seremos melhores ou piores, mas apenas humanas. Meu maior desfio sem dúvida foi na área profissional. Formei-me em Enfermagem em uma época que essa profissão era basicamente voltada para área hospitalar e para saúde curativa, com poucas atividades na área preventiva, com a qual eu me identificava muito. Para minha surpresa pouco tempo depois de formada fui convidada a trabalhar em um “programa de Educação para Saúde” do Serviço Social do Comércio – SESC. Iniciamos então um trabalho de promoção da saúde através de palestras em escolas, clubes de mães, comunidades do interior, etc. Depois aprimoramos o programa e fomos pioneiros dentro do Rio Grande do Sul em coletas de exames preventivos no Sesc. Atualmente continuo atuando na área da prevenção, hoje consolidada através do programa de saúde da família. Posso dizer que sou uma profissional muito realizada, e isso se deve a certeza que eu sempre tive de que tipo de trabalho me dava além de sustento, prazer em realizar. Creio que todas nós devemos sempre procurar o que nos realiza, como pessoa e como profissional. Como eu me sinto em relação a minha profissão, e nunca ter medo de mudar, se não me sinto mais feliz onde eu estou, por que muitas vezes passamos mais tempo em nosso trabalho do que na nossa casa. E se esse lugar deve ser fonte de sustento, realização, e por que não dizer também de alegria? Se não for assim o trabalho se tornará fonte de doença.

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Você já passou por aqueles momentos em que a vontade de fazer algo te deixou extremamente feliz, mas pensar na possível reação de outras pessoas fez com que você desistisse? A situação é comum e, na maioria das vezes, nós mesmas não nos permitimos por medo de sermos expostas, o que aumenta as chances de nos machucarmos. Assim, ficamos na defensiva. Mas, embora seja mais seguro viver guardando tudo o que se passa dentro de nossa mente – e expor quem realmente somos somente para as pessoas em quem confiamos – isso acaba levando à perda de muitas oportunidades de experimentar coisas novas.

Se você está pensando em quebrar essa barreira e quer viver novas experiências, aqui estão dicas para fazer isso e, enfim, começar a viver a vida que você sempre soube que deveria ter. Você não precisa jogar tudo o que você sente e deseja de uma só vez. Vá passo a passo até se sentir 100% confortável para se abrir. Para alguns, é mais fácil compartilhar o que estão pensando e sentindo, enquanto para outros pode levar um pouco mais de tempo – e tudo bem. Fale para quem você confia sobre seus medos mais profundos, escreva uma carta para você mesma indicando maneiras para ser mais aberta e tome as medidas necessárias para chegar lá. E independente do que decidir fazer, confie no processo e não desista mesmo se demorar mais. Estamos sempre buscando nas outras pessoas histórias que nos façam sentir conectados a elas. Isso proporciona certo conforto, pois mostra coisas que talvez nunca tenham sido expostas. Mas se você não acredita que suas histórias, sonhos e paixões sejam dignos de serem lançados para o mundo, então você está se impedindo de se conectar com os outros e até mesmo de proporcionar conforto a alguém que precise ouvir seus pensamentos, falhas e aspirações. Quando você acredita que você é digno de se abrir, ainda que isso o torne vulnerável, você se permite sair da zona de conforto mesmo quando você não se sente sob controle – porque, por vezes, esses momentos frágeis são os que nos fazem crescer e é assim que aprendemos a nos adaptar aos momentos mais perturbadores da vida.

Quando você está prestes a tentar algo fora de sua zona de conforto, é normal ter alguns momentos de recaída. E saber como lidar com isso é importante. Você pode contar a si mesma uma história que somente você acredite, e pode até sentir pena de si mesma porque não conseguiu fazer o que queria. Isso acontece com todo mundo. Mas, para superar esses momentos, é necessário entender o que está desencadeando essas situações. Você está se detendo porque tem medo do que a outra pessoa vai pensar? Você tem medo de falhar? Seja qual for o motivo, descubra o que é, para que você possa começar esse diálogo interno e iniciar o processo de se sentir confortável com a sensação de desconforto. Mesmo quando há a coragem para agir, pode haver momentos em que o que você faz ou diz não será bem recebido pelos outros. Se der vontade de se esconder e fugir, tudo bem. Aprenda a se sentir desconfortável com essas situações, permita-se viver esses sentimentos. Ao fazer isso você está se dando o controle para enfrentar suas emoções e ansiedades de frente. Com essas pequenas atitudes podem surgir grandes mudanças na vida pessoal e profissional. O mais importante é se conhecer, respeitar seu próprio tempo de ação, mas não deixar de tentar.


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Tire um tempo para cuidar de

você

A maioria das mulheres tem diversos objetivos na vida, pessoal e profissionalmente, mas todos eles em busca do mesmo resultado: ser feliz. A mulher da atualidade parece querer abraçar o mundo. Lota-se de afazeres e de obrigações, sempre cobrando de si mesma a perfeição em tudo aquilo que faz. Passa o dia no trabalho lutando para evoluir em sua carreira, ao mesmo tempo em que pensa nas tarefas domésticas, ligando para casa e querendo saber como as coisas estão caminhando. Culpa-se porque não consegue fazer tudo da forma como planeja, como gostaria de fazer e por não ter o controle. Tudo isso acaba por gerar em si mesma um estresse acentuado, justamente porque, ao querer fazer tudo ao mesmo tempo, por desrespeito aos seus limites, acaba esquecendo-se de si mesma ou então nem sobra tempo para se cuidar. Este é o dilema da mulher da atualidade. A melhor forma de viver bem deve conter um misto de obrigações e prazeres, aquilo que traz alegria e satisfação. Uma pessoa de bem consigo mesma é, certamente, muito mais feliz e se relaciona melhor com as pessoas que a cercam, não se irrita facilmente e não sofre por não conseguir fazer tudo o que planeja. Sabe delegar tarefas e respeitar o limite das outras pessoas, percebe que não é perfeita, sabe que sempre tenta dar o melhor de si, aceita seus erros e não se culpa por eles. O que falta para a mulher da atualidade ser mais feliz e plena é olhar um pouco mais para si mesma, ter um pouquinho mais de cuidados consigo mesma, não para agradar as pessoas a sua volta, mas para agradar-se em primeiro lugar!

Terezinha de Jesus Bacelo Torres - Médica Os desafios são inerentes à vida. Desde que nascemos enfrentamos barreiras que se sucedem ao longo do tempo. Para cada fase há enfrentamentos próprios e que são dimensionados por nós de acordo com a idade e a maturidade. O que foi um grande desafio na minha adolescência, por exemplo, hoje não é mais. Para as mulheres de uma maneira geral o grande desafio em 2018 é serem reconhecidas como iguais em gênero na profissão e serem respeitadas por suas escolhas, sem julgamentos. Também vivi grandes desafios que foram importantes naquele momento em que ocorreram e o resultado de cada um, somados, resultou no que sou hoje. A soma de vitórias, algumas derrotas e a certeza que saímos fortalecidas, seguras, serenas, capazes e felizes. Acreditar em si e fazer bem feito é receita de sucesso!


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Dia da Mulher 2018

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Marciane Golin – Empresária De modo geral, o maior desafio a ser enfrentado pela mulher trata-se do desrespeito e da violência que a elas são recorrentes. Neste contexto inclui-se a de falta de educação, de reflexão, de empatia e de consciência. Em síntese tratase de uma forma comportamental, que deve ser mudada independentemente do gênero, pois não são processos naturais, portanto, não devem ser tolerados. O maior desafio foi buscar uma formação e qualificação e poder empreender. Nos dias atuais, tudo é mais desafiador, é preciso conciliar múltiplas funções: maternidade; família; casa; trabalho; entre outras, sempre com muito amor, dedicação, qualidade, equilíbrio e fundamentalmente grande atenção nos valores educacionais e éticos. A superação vem com o dom que Deus nos concedeu através de habilidades naturais que nos fortalecem e capacitam na transposição de qualquer desafio imposto no cotidiano.

ONU Mulheres anunciou que o tema do Dia Internacional da Mulher deste ano é “o tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Em 2018, o 08 de março ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Assédio, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança. Outras iniciativas que abordaram temas que vão desde a questão da igualdade salarial até a representação política das mulheres. Segundo a agência das Nações Unidas, o Dia Internacional da Mulher deste ano é uma oportunidade para transformar esse impulso em medidas concretas de empoderamento de mulheres de todos os ambientes — rural e urbano — e de reconhecer as ativistas que trabalham sem descanso para reivindicar direitos e desenvolvimento pleno. O 08 de março une mulheres e a ONU aproveita a oportunidade para celebrar os avanços, tomar medidas e transformar a vida delas em todo o mundo. Em Santa Rosa a Acisap e a Fema, numa programação especial para o Dia da Mulher, irão trazer a palestrante Leila Navarro. A palestra acontecerá na terça-feira, 20 de março, no Centro Cívico Cultural. Palestrante há mais de 18 anos, Leila mantém uma consolidada carreira no Brasil e no exterior e integra o ranking dos 20 mais notáveis palestrantes brasileiros. A palestra, que terá como tema “Mulher, a melhor versão de si mesma” será norteada por diversos assuntos como administrar pressões, responsabilidades, exigências do mundo moderno, como se manter motivada e confiante diante das instabilidades na vida, na carreira e nos negócios, como resgatar a essência feminina em cenários altamente competitivos e machistas, como equilibrar as pressões do dia a dia com dedicação, coragem, amor e alegria, entre outros.

Mulher - O mundo é delas!  
Mulher - O mundo é delas!  
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