Page 8

NOROESTE

Adaptação escolar: como

Deixar o filho na escola pela primeira vez não costuma ser uma tarefa fácil. Nem para a criança, nem para os pais. No entanto, é possível amenizar a angústia e tornar este momento mais leve. O primeiro passo para que a adaptação seja um sucesso está na escolha consciente da família. A entrada do filho na escola deve ser uma opção dos pais, uma necessidade daquele núcleo familiar, e não um modismo, não dá para matricular a criança porque todas as crianças do círculo de amigos e familiares vão à creche ou por pressão de terceiros. Primeiramente, quem tem que se adaptar é a família, que deve confiar na escola, estabelecer vínculo. A confiança e a segurança dos pais na instituição são essenciais para que os filhos gostem deste novo ambiente. Há motivos que devem levar os pais a pensar duas vezes antes de tomar a decisão. Algumas vezes, pode ser necessário que os pais adiem o momento de colocar o filho na escola. Geralmente, isso ocorre quando a criança está mais frágil pelo nascimento de um irmão ou porque passou por um período de internação, por exemplo.

A cada idade, um processo!

Bebês

Não é só porque não falam que os bebês não percebem o que está acontecendo. Eles sentem e podem reagir de várias maneiras. Há crianças que apresentam perda de apetite ou mudança nos hábitos de sono, por exemplo. Assim, o processo de adaptação nessa faixa etária deve ser tão cuidadoso, quanto o das crianças mais velhas. Os pais devem permanecer no berçário até perceber que o

8

SEXTA-FEIRA, 02 DE FEVEREIRO DE 2018

passar por esse momento

parquinho. Nesse momento, a honestidade dos adultos conta muito. O período de adaptação precisa respeitar o histórico da criança. Os pais devem ser transparentes, falar o que vai acontecer. Contar histórias de quando eram pequenos para que o filho comece a gostar da experiência também é válido. As crianças dessa idade podem ficar por um tempo menor na escola no início, para entender que sempre haverá a volta para a casa. Então, tente não se atrasar para buscar seu filho, para que ele não relute na próxima vez.

Acima de 4 anos

Crianças com mais de quatro anos já entendem o que é a escola e, muitas vezes, até já desejam participar deste ambiente. Ainda assim, é importante ter uma conversa sobre o assunto e levar a criança para conhecer o ambiente antes do início das aulas. Ficar um pouco na escola até que a criança se sinta segura também é válido. Porém, o mais importante é transmitir para o seu filho que você confia naquele local. Os pais não devem ligar para a escola a toda hora, pois isso atrapalha o trabalho dos educadores. Se os adultos não desapegarem fica difícil que o filho se integre à escola. filho estabeleceu vínculo com algum adulto. Levar algum objeto de que ele goste, que lembre a casa e dê segurança, também ajuda no processo de adaptação.

De 2 a 4 anos

A principal dificuldade está na questão do abandono. Muitas crianças dessa idade não entendem que os pais voltarão para buscá-las. Por isso, é importante que a adaptação comece bem antes do início das aulas. É interessante que os pais levem a criança para conhecer a escola alguns dias antes, que fiquem um tempo por lá e apresentem as “atrações” do espaço, como os brinquedos e o

Mudança de escola

Visitar a escola e deixar o filho conhecer o novo espaço antes do início das aulas também faz parte da lista de quem quer uma adaptação bem-sucedida nos casos de quem está mudando de colégio. Aqui, também é importante observar com atenção a filosofia e a proposta pedagógica da nova escola e a da instituição anterior. Se a criança se dava bem no colégio antigo, vale tentar mudar para outro que siga a mesma linha. Se a nova escolha veio justamente porque ela não estava se desenvolvendo da maneira esperada, é importante observar cada ponto com cuidado, para saber o que é preciso mudar.

Reforce, em casa, o respeito ao próximo na escola!

As férias escolares estão chegando ao fim. Para alguns alunos o reencontro com os amigos e os desafios de novos conhecimentos animam, mas para outros tantos, isso pode ser um grande problema. Além do desafio de um novo ano e de avançar em mais uma etapa de seu aprendizado, o estudante muitas vezes se depara com situações que podem deixálo inseguro, como uma turma diferente ou até a adaptação a uma escola nova. Mesmo com atividades próprias para promover a interação, o jovem pode sentir dificuldades com os colegas e virar vítima de brincadeiras e piadas. O bullying é uma violência comum dentro das escolas. Só no Brasil, quase a metade dos alunos, 46,6%, já sofreu algum tipo de bullying e se sentiu humilhado por colegas da escola, como mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. E o que é visto por muitos como “brincadeira de criança” pode trazer sérias consequências, se não for levado a sério. Para ajudar pais e mães a auxiliarem seus filhos na luta contra o bullying, separarmos algumas dicas.

Envolver-se no dia a dia escolar

Os pais precisam entender a necessidade da educação e buscar não se afastar da rotina dos filhos. É preciso manter o diálogo com os professores, questionando com frequência o desenvolvimento e a adaptação do aluno à escola. Quando a família começa a notar que as piadas de mau gosto passam a fazer parte do cotidiano do estudante, é importante não transferir o jovem de colégio, já que é essencial discutir com os profes-

sores e a direção dessa escola um modo de resolver o problema.

Não dar pretextos e manter o diálogo

É muito importante que os pais não usem pretextos para justificar a falta de tempo para ajudar o filho. Em casa, é fundamental conversar diariamente com o filho sobre as aulas e o cotidiano, para que eles possam dividir os seus medos, angústias e as alegrias. O diálogo e a troca de confidências é um bom caminho para identificar problemas e pensar - em conjunto - na solução deles.

Ensinar a colocar-se no lugar do outro

Às vezes, basta dizer para o seu filho: “você gostaria que alguém falasse dessa forma com você?” Uma frase assim pode levá-lo a refletir sobre o quão importante é se colocar no lugar do outro, sentir na pele que a “piada” feita não tem graça. Afinal,

brincadeira só vale quando todos se divertem – e nunca quando acontece à custa de outro. Isso também é fundamental e os pais devem trabalhar essa questão, conversando com os filhos desde pequenos.

Equilibrar a autoestima e ensinar a se expressar

O bullying é resultado de uma relação interpessoal em desequilíbrio e envolve um problema de autoestima, tanto em relação ao agressor quanto ao agredido. Pais e professores precisam se unir para estimular as crianças e os jovens a serem mais abertos ao diálogo, ou seja, saberem se expressar quando algo os incomoda, fazendo o outro entender que há limites que não podem ser ultrapassados.

Trabalhar o respeito às diferenças

O respeito às diferenças precisa ser exercitado diariamente no ambiente escolar e familiar. Os pais e os professores devem conversar com as crianças e adolescentes para que eles vejam nos colegas de turma a oportunidade de conhecer pessoas com histórias e gostos diferentes, que devem, em todas as circunstâncias, ser respeitados.

Ações em conjunto para evitar o bullying na escola

Organizar programas antibullying na escola e na comunidade traz benefícios. Essas campanhas podem promover ações como palestras com psicólogos e capacitação dos pais e funcionários para lidar melhor com o bullying. Há ações e iniciativas que ajudam a evitar o bullying com crianças. O trabalho preventivo, em conjunto com os pais e a escola, é um bom caminho para conscientizar sobre atitudes discriminatórias no ambiente escolar e na internet.

Especial Volta às Aulas  
Especial Volta às Aulas  
Advertisement