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assou rápido, e já é hora de retornar aos estudos, aos horários e às regras. O relógio está atrasado, o corpo em outro ritmo e a cabeça, na diversão dos últimos dias. A missão “volta às aulas” é desafiadora para pais e estudantes, mas com adequações na rotina, será menos sofrida. E é por isso que o Jornal Noroeste apresenta agora o caderno especial de Volta às Aulas. Aqui você poderá conferir dicas de readaptação à rotina, opções diferenciadas de auxílio escolar e a nova moda da garotada com os materiais escolares. Temos também conteúdo sobre atividades extracurriculares, cuidados essenciais dentro e fora de sala de aula e o calendário acadêmico de 2018 para Santa Rosa. Aproveite esse caderno feito para vocês, pais e filhos e fique por dentro de tudo o que precisa saber para esse novo ano letivo que está prestes a começar. Desejamos a todos um 2018 acadêmico de muito aprendizado e novas experiências. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

NOROESTE - SEXTA-FEIRA, 02 DE FEVEREIRO DE 2018 Caderno integrante do Jornal Noroeste, não pode ser vendido separadamente. Por Taciara Vargas e Eunice Arsand Textos: Julia Nadine Feltraco Schapowal Revisão: Taciara Vargas Diagramação: Marcio Wachholz


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Os planos do

Conecta Educação

O Programa Conecta Educação, que visa uma construção coletiva do conhecimento, tem como objetivo implementar o GAFE – Google Apps For Education, capacitar os professores no uso do Google Classroom e acompanhar a realização de projetos com o uso da Tecnologia Educacional junto as escolas da rede municipal, estadual, federal e particular de Santa Rosa. Ele foi realizado em 2017 pela Agência de Desenvolvimento (AD) de Santa Rosa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a 17ª Coordenadoria Regional de Educação e continuará em 2018. Além de proporcionar o avanço na utilização da tecnologia nas escolas, a AD mantém planejamento e alinhamento constante, com a equipe da Secretaria de Educação de Santa Rosa. Desta forma acompanha-se a realidade da educação na cidade e se organizam as ações a serem feitas para que a utilização da tecnologia em sala de aula seja mais

eficaz para alunos e professores. Os professores também continuarão a utilizar Khan Academy, uma ferramenta que está revolucionando o aprendizado, através de conteúdos disponíveis online, nos quais o professor consegue trabalhar o aprendizado híbrido e personalização do aprendizado do aluno, focando nas dificuldades individuais de cada estudante, podendo ser utilizado por professores e alunos gratuitamente. O presidente da AD, Felipe Diesel destacou que “o programa foi muito bem aceito e avaliado positivamente pelos participantes, na edição de 2017 e que em 2018 será realizado, no mínimo, o que foi feito no ano passado, mas almejando a ampliação em tudo o que for possível”.

Preparando a criança

As férias foram maravilhosas, mas as manhã e tardes de brincadeira e horários flexíveis estão com os dias contados. Isso porque já é hora de começar a preparar os filhos para o retorno à escola de forma gradual e com certa antecedência. Segundo especialistas, nesse período é importante restabelecer a rotina para que a criança comece o ano adaptada aos horários das atividades escolares. Uma semana antes, é recomendável reduzir o tempo da criança na internet ou na frente da TV e começar, de maneira gradual, a colocar o filho para dormir mais cedo, por exemplo. Em algumas famílias, há também uma grande flexibilidade quanto ao tempo de uso do tablet ou da televisão, horário de dormir e de tomar banho, entre outras coisas. Por isso, nesses dias, é preciso retomar as regras e os combinados que elas deverão seguir quando as aulas começarem. Outra dica é ligar para os amigos ou encontrá-los dias antes do começo do ano letivo. Os pais também podem conversar com a criança sobre as novidades e as expectativas para o novo ano letivo.


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Incentive

seus filhos em atividades extracurriculares

Pode não parecer, mas as atividades extracurriculares são mais do que um passatempo: elas auxiliam os alunos a desenvolverem habilidades que às vezes não são desenvolvidas na sala de aula. Aprendidas dentro das escolas ou em ambientes externos, elas trazem diversos benefícios imediatos e futuros aos estudantes, abrindo um mundo de possibilidades. Além de complementar o ensino com os aprendizados que não são obrigatórios na grade curricular das escolas, fazer uma atividade extracurricular é essencial para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e afetivas das crianças. Elas também proporcionam autonomia aos estudantes de maneira indireta, porque eles devem escolher e se dedicar às atividades com base em seus próprios interesses e aptidões. Em muitos casos em que os alunos apresentam dificuldades em matérias como matemática, português e geografia, eles acabam se descobrindo talentosos em algum esporte, por exemplo, e podem aumentar a autoestima e a confiança. Essa visão mais positiva contribui, consequentemente, para uma melhora em seu desempenho escolar, pois ele se sentirá capaz de vencer desafios. De acordo com um estudo realizado pela Sociedade para Pesquisa do Desenvolvimento da criança nos Estados Unidos, as crianças que gastavam 20 horas semanais em cursos e aulas antes ou depois do horário escolar apresentaram melhor preparo educacional e psicológico quando comparadas às que não faziam nenhuma atividade fora da escola. Os benefícios não estão somente no espectro acadêmico. Esse tipo de atividade ajuda a formar indivíduos mais preparados emocionalmente e com senso crítico

apurado, pois desenvolve habilidades que possuem a afetividade e as relações interpessoais como temas centrais, como por exemplo, aprender a respeitar as diferenças, a ouvir os demais e a trabalhar em equipe. As atividades extracurriculares também são fundamentais para despertar uma consciência cidadã nos alunos desde cedo, pois elas são capazes de englobar temas como sustentabilidade, ecologia e voluntariado, que desenvolvem o sentimento de responsabilidade do aluno em relação ao seu papel na sociedade.

Esportes e artes

Atividades relacionadas a esportes e artes, como jogos de quadra ou de tabuleiro, danças, artesanato, teatro, pintura, entre outros, ajudam a tornam os alunos mais comprometidos, aptos a trabalhar em equipe e capazes de lidar com adversidades. Além disso, essas aulas melhoram a saúde física e mental, exercitam a coordenação motora, estimulam a criatividade e a vocação individual.

Música

nas tradicionais, como história, geografia e biologia, e contribuir para a formação pessoal e cultural do aluno. Eles ainda deixam as crianças mais motivadas para colocar em prática tudo o que aprenderam nas aulas.

Cursos e grupo de estudo

Os cursos e grupos de estudo na escola englobam uma variedade de temas que podem ser de interesse do seu filho, como programação, multimídia, fotografia, discussão sobre atualidades, orientação vocacional, entre outros. Além da vantagem de conhecer muito mais sobre o universo escolhido, as crianças aprendem a trabalhar melhor em conjunto e a identificar novas aptidões e competências individuais.

Programação e robótica

Embora seja uma arte, a música exercita diferentes habilidades, como a escuta e o aprendizado de instrumentos, a leitura de partituras e o canto. A atividade também estimula a disciplina e a expressão corporal, exercita a coordenação motora, aperfeiçoa a linguagem, ajuda na concentração e incentiva a criatividade.

Apesar de parecer assunto de gente grande, aprender robótica e a programar pode dar um suporte que vai além de saber utilizar os aparelhos tecnológicos. Ela auxilia o aluno a entrar no mercado de trabalho futuramente e também estimula o trabalho em equipe, a resolução de problemas e a necessidade de ser persistente.

Passeios e viagens

As oficinas e debates feitos fora da sala de aula também são consideradas atividades extracurriculares e importantes para que os alunos possam discutir temas que extrapolam a classe de uma forma informal e relaxada. Durante esse tipo de evento, podem ser desenvolvidas as capacidades de refletir, de respeitar a opinião do outro, de escutar o próximo, de desenvolver senso crítico e de adotar uma postura ativa frente aos aprendizados.

Os passeios e viagens englobam diferentes oportunidades: desde uma ida ao cinema até uma viagem por cidades históricas. Essas atividades são importantes para estimular o convívio social, auxiliar na compreensão das discipli-

Oficinas e debates


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em Santa Rosa

Novo programa de educação

Com inauguração prevista para 19 de fevereiro, Santa Rosa irá receber um novo método de ensino de Ginástica para o Cérebro, o SUPERA. O curso, que busca potencializar a capacidade cognitiva, aumentando a criatividade, concentração, foco, raciocínio lógico, segurança, autoestima, perseverança, disciplina e coordenação motora de crianças e adultos, terá aulas dinâmicas ministradas uma vez por semana com duração de duas horas. A semana inaugural está prevista entre 19 e 24 de fevereiro com aulas grátis em todos os turnos com a finalidade de divulgar e demonstrar um método que pode ser praticado por todos os públicos. Segundo a diretora da franquia, Ângela Kupske Borchartt “serão atendidas crianças a partir dos quatro anos num programa chamado Brincar para Aprender e a partir dos seis anos já iniciamos o treinamento cerebral no mais alto nível para cada faixa etária. Atenderemos também jovens, adultos e idosos. Aqui não há limite de idade”. As aulas do SUPERA são divididas em duas partes: a primeira de exercícios no ábaco japonês e a segunda de atividades que estimulam o cérebro através de jogos de tabuleiro, apostilas com desafios de lógica, dinâmicas de grupo e vídeos motivacionais. O programa básico do SUPERA tem duração de 18 meses, mas cada aluno avança na medida de sua dedicação e desempenho, podendo terminar antes ou pouco depois do tempo previsto. O desenvolvimento é individual. Ao final do curso, o aluno está com raciocínio mais rápido, tem mais visão para resolver problemas, torna-se mais criativo, consegue se concentrar nas tarefas importantes do seu dia e tem mais facilidade para relacionamentos. Para os idosos, é um ganho em qualidade de vida além da prevenção ou postergação dos sintomas das doenças degenerativas do cérebro. Para fazer uma aula gratuita, basta ir à unidade ou ligar e reservar o seu horário na semana de inauguração.

Números sinalizam o início do

Ano Letivo

Pais e alunos já se preparam para o começo do ano letivo em Santa Rosa, mas para não perder o primeiro dia de aula, fique atento aos respectivos dias de cada escola, da rede pública e particular, bem como das faculdades e universidades. O Colégio Salesiano Dom Bosco é o primeiro a começar suas aulas, no dia 14 de fevereiro, onde mais de 600 alunos já estão inscritos até o momento. Quem segue a lista é a Fundação Educacional Machado de Assis (FEMA), que para educação infantil, ensino fundamental e médio têm as aulas agendadas para o dia 15 de fevereiro e já conta com mais de 650 alunos inscritos. O Instituto Sinodal Da Paz, o Gega, iniciará suas aulas no dia 16 de fevereiro e até o momento tem cerca de 750 alunos já matriculados. E, encerrando a lista de escolas particulares, o Colégio Concórdia inicia suas aulas no dia 19 de fevereiro e até o momento aguarda cerca de 500 alunos. O Instituto Federal Farroupilha (IFFar), com seu ensino médio integrado, começa suas aulas a partir do dia 19 de fevereiro. Na rede municipal, as aulas da educação infantil começam a partir do dia 05 de fevereiro, enquanto o ensino fundamental inicia no dia 19 de fevereiro. As escolas de ensino médio bem como a rede estadual não têm datas definidas, visto que no momento desta reportagem a 17ª Coordenadoria Regional de Educação (CREA) estava em recesso coletivo e a Secretária da Educação ainda não havia divulgado o calendário de 2018. Em uma das instituições presenciais de ensino superior as aulas já começaram. A Unijuí campus de Santa Rosa iniciou as disciplinas concentradas no dia 24 de janeiro, porém o novo semestre terá início no dia 19 de fevereiro, mesmo dia marcado para o ensino superior da FEMA. No IFFar Santa Rosa, os cursos superiores e subsequentes terão início no dia 26 de fevereiro.


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Criatividade dentro de casa ajuda no desempenho escolar

As crianças e adolescentes também têm desejos para os seus projetos, é só parar para ouvi-las um pouco mais e descobriremos ideias bem interessantes que podem dar personalidade aos seus quartos. Mas você sabia que o quarto deles pode ajudar no desempenho escolar e no desenvolvimento educacional? O quarto de criança não é mais só lugar para dormir, é também um canto de brincadeiras, artes e leitura. Este espaço precisa de dinamicidade e cores para que as crianças consigam atingir um padrão de organização, desde que sejam estimuladas para isso. Quem pensa que eles querem ficar sentados os dias inteiros em frente a uma televisão está muito enganado. Os mais jovens precisam de momentos de criação e imaginação! Apesar das invenções tecnológicas serem super atrativas, e necessárias, como os computadores e jogos eletrônicos, é viável criar um espaço de diversão, entretenimento e até um espaço mais atrativo para estudos e leitura, ou até mesmo usar essa tecnologia a seu favor, para que eles conheçam novos métodos de desenvolvimento. É preciso lembrar, que se as crian-

ças forem muito pequenas, mudarão rapidamente de fase e com isso os interesses também. Então é preciso pensar em algo mais duradouro. Mural para desenhar na parede, uma cadeira confortável em uma escrivaninha interativa, nichos para livros e brinquedos. Uma boa dica é trabalhar um mobiliário adaptável, com as bancadas de estudo e atividades já no tamanho padrão e uma base que tenha uma neutralidade pois você pode aos poucos ir mudando cores, temas, papel de parede e os objetos, facilitando essa transição. O cantinho de leitura tem chegado aos poucos nos projetos de quartos, se eles são bem planejados então podem ficar lindos e interessantes. O ideal é buscar ideias que sejam bem funcionais e interativas, se a criança tem liberdade de circular no quarto, acesso aos livros e brinquedos você poderá criar um ambiente legal, instrutivo e educativo. Um aluno com mais liberdade de expressão em casa é mais ativo e desenvolve mais rápido suas capacidades na escola. E não pense que seu filho tem que ser exemplar em tudo, encoraje-o nas áreas que mais o atraem e incentive-o onde ele não se sente confortável, assim ele será mais adaptável a tudo que a vida escolar terá para lhe oferecer.

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Conheça os

materiais

eleitos pela meninada neste ano

Ainda estamos nas férias de verão, mas o comércio já está de olho nas vendas do período de Volta às Aulas. E vamos combinar todo mundo adora sair para as compras de materiais escolares novinhos. Hoje em dia são tantos temas que fica difícil decidir, mas apesar de tudo a meninada sempre elege um como favorito. Febre entre crianças e adultos, os unicórnios vieram para ficar. Cheios de cores, esses seres místicos estão bombando. Segundo as principais papelarias de Santa Rosa, são poucos os itens de unicórnio que ainda estão disponíveis para vendas. Elas afirmaram que de todo o material recebido, resta ainda alguns cadernos da temática. Para os meninos, os super-heróis, Simpsons e A Hora da Aventura são os mais procurados, mas, diferente das meninas, eles não são tão direcionados a um tema só. As crianças menores ainda tem preferência por materiais da Frozen, Patrulha Canina, Lady Bug e Dinossauros. E quem tem filho na escola sabe que, quando começa um novo

ano, a hora de comprar o material escolar pesa no bolso. São cadernos, livros, lápis de cor, mochila e tantos outros itens em uma tarefa que não dá para fugir, mas especialistas afirmam que com um pouco de organização, pesquisas e conversas com outros pais é possível economizar. A dica é não deixar as compras para última hora já que existe o perigo de você pagar mais caro para não ficar sem ele. Outra dica é não se deixar levar pelas crianças e comprar além da lista. Negocie. Se optar por levar seus filhos junto, converse com eles

em casa sobre o que pode e o que não pode ser levado. Pesquise sempre os preços. Se os filhos querem aderir à onda do material escolar da vez, saiba pesquisar. Visite as lojas disponíveis e faça um orçamento de tudo o que precisar: o preço único de um artigo não faz o preço total das contas. Tenha em mente que marca não é tudo. Produtos de marcas desconhecidas podem ter boa qualidade e um preço mais acessível. Por isso, não compre os materiais levando em conta apenas a “grife”. Verifique a relação custo-benefício antes de tomar a decisão final. Busque a melhor forma de pagamento. Descontos podem ser obtidos nos pagamentos à vista, então negocie. A opção de pagar com cartão de crédito pode ser usada para obter uma extensão do prazo. E acima de tudo, tome cuidado com as “falsas” promoções. Alguns estabelecimentos “mascaram” descontos e repassam o valor para outros produtos. Isso faz com que não haja benefício concreto no final.

Escola tradição na cidade

apresentará novos materiais O Kumon, presente em Santa Rosa há mais de 20 anos, trabalha com uma metodologia que visa incentivar na criança e o adulto a autonomia nos estudos, buscando fortalecer o potencial de aprendizado de cada um. Na cidade são oferecidas as modalidades de apoio em matemática, inglês, português e alfabetização. Por meio de um processo de aprendizagem planejado e individualizado, o aluno se torna confiante e capaz de enfrentar desafios. A inovação Kumon neste ano letivo são os novos materiais, de português e matemática, que serão implementados nos meses de fevereiro e março, além da oportunidade aos alunos de inglês de realizar aulas online, via audiobook. Segundo a diretora da franquia Elisabete Teresinha Mahl Kalsing “quem realizar as inscrições até o dia 20 de março ficará isento da taxa de matrícula, mas vale a pena lembrar que estas matrículas ficam abertas durante todo o ano, visto que as aulas são individuais e abraçam as necessidades dos alunos”. Independente de idade ou da série escolar, o aluno começará os estudos por questões simples para, aos poucos, passar a ter contato com questões mais complexas, sempre adequadas à sua capacidade. O objetivo é desenvolver no aluno a autoconfiança, o interesse em estudar e aprender por si até que consiga chegar ao seu desempenho máximo.


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Adaptação escolar: como

Deixar o filho na escola pela primeira vez não costuma ser uma tarefa fácil. Nem para a criança, nem para os pais. No entanto, é possível amenizar a angústia e tornar este momento mais leve. O primeiro passo para que a adaptação seja um sucesso está na escolha consciente da família. A entrada do filho na escola deve ser uma opção dos pais, uma necessidade daquele núcleo familiar, e não um modismo, não dá para matricular a criança porque todas as crianças do círculo de amigos e familiares vão à creche ou por pressão de terceiros. Primeiramente, quem tem que se adaptar é a família, que deve confiar na escola, estabelecer vínculo. A confiança e a segurança dos pais na instituição são essenciais para que os filhos gostem deste novo ambiente. Há motivos que devem levar os pais a pensar duas vezes antes de tomar a decisão. Algumas vezes, pode ser necessário que os pais adiem o momento de colocar o filho na escola. Geralmente, isso ocorre quando a criança está mais frágil pelo nascimento de um irmão ou porque passou por um período de internação, por exemplo.

A cada idade, um processo!

Bebês

Não é só porque não falam que os bebês não percebem o que está acontecendo. Eles sentem e podem reagir de várias maneiras. Há crianças que apresentam perda de apetite ou mudança nos hábitos de sono, por exemplo. Assim, o processo de adaptação nessa faixa etária deve ser tão cuidadoso, quanto o das crianças mais velhas. Os pais devem permanecer no berçário até perceber que o

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passar por esse momento

parquinho. Nesse momento, a honestidade dos adultos conta muito. O período de adaptação precisa respeitar o histórico da criança. Os pais devem ser transparentes, falar o que vai acontecer. Contar histórias de quando eram pequenos para que o filho comece a gostar da experiência também é válido. As crianças dessa idade podem ficar por um tempo menor na escola no início, para entender que sempre haverá a volta para a casa. Então, tente não se atrasar para buscar seu filho, para que ele não relute na próxima vez.

Acima de 4 anos

Crianças com mais de quatro anos já entendem o que é a escola e, muitas vezes, até já desejam participar deste ambiente. Ainda assim, é importante ter uma conversa sobre o assunto e levar a criança para conhecer o ambiente antes do início das aulas. Ficar um pouco na escola até que a criança se sinta segura também é válido. Porém, o mais importante é transmitir para o seu filho que você confia naquele local. Os pais não devem ligar para a escola a toda hora, pois isso atrapalha o trabalho dos educadores. Se os adultos não desapegarem fica difícil que o filho se integre à escola. filho estabeleceu vínculo com algum adulto. Levar algum objeto de que ele goste, que lembre a casa e dê segurança, também ajuda no processo de adaptação.

De 2 a 4 anos

A principal dificuldade está na questão do abandono. Muitas crianças dessa idade não entendem que os pais voltarão para buscá-las. Por isso, é importante que a adaptação comece bem antes do início das aulas. É interessante que os pais levem a criança para conhecer a escola alguns dias antes, que fiquem um tempo por lá e apresentem as “atrações” do espaço, como os brinquedos e o

Mudança de escola

Visitar a escola e deixar o filho conhecer o novo espaço antes do início das aulas também faz parte da lista de quem quer uma adaptação bem-sucedida nos casos de quem está mudando de colégio. Aqui, também é importante observar com atenção a filosofia e a proposta pedagógica da nova escola e a da instituição anterior. Se a criança se dava bem no colégio antigo, vale tentar mudar para outro que siga a mesma linha. Se a nova escolha veio justamente porque ela não estava se desenvolvendo da maneira esperada, é importante observar cada ponto com cuidado, para saber o que é preciso mudar.

Reforce, em casa, o respeito ao próximo na escola!

As férias escolares estão chegando ao fim. Para alguns alunos o reencontro com os amigos e os desafios de novos conhecimentos animam, mas para outros tantos, isso pode ser um grande problema. Além do desafio de um novo ano e de avançar em mais uma etapa de seu aprendizado, o estudante muitas vezes se depara com situações que podem deixálo inseguro, como uma turma diferente ou até a adaptação a uma escola nova. Mesmo com atividades próprias para promover a interação, o jovem pode sentir dificuldades com os colegas e virar vítima de brincadeiras e piadas. O bullying é uma violência comum dentro das escolas. Só no Brasil, quase a metade dos alunos, 46,6%, já sofreu algum tipo de bullying e se sentiu humilhado por colegas da escola, como mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. E o que é visto por muitos como “brincadeira de criança” pode trazer sérias consequências, se não for levado a sério. Para ajudar pais e mães a auxiliarem seus filhos na luta contra o bullying, separarmos algumas dicas.

Envolver-se no dia a dia escolar

Os pais precisam entender a necessidade da educação e buscar não se afastar da rotina dos filhos. É preciso manter o diálogo com os professores, questionando com frequência o desenvolvimento e a adaptação do aluno à escola. Quando a família começa a notar que as piadas de mau gosto passam a fazer parte do cotidiano do estudante, é importante não transferir o jovem de colégio, já que é essencial discutir com os profes-

sores e a direção dessa escola um modo de resolver o problema.

Não dar pretextos e manter o diálogo

É muito importante que os pais não usem pretextos para justificar a falta de tempo para ajudar o filho. Em casa, é fundamental conversar diariamente com o filho sobre as aulas e o cotidiano, para que eles possam dividir os seus medos, angústias e as alegrias. O diálogo e a troca de confidências é um bom caminho para identificar problemas e pensar - em conjunto - na solução deles.

Ensinar a colocar-se no lugar do outro

Às vezes, basta dizer para o seu filho: “você gostaria que alguém falasse dessa forma com você?” Uma frase assim pode levá-lo a refletir sobre o quão importante é se colocar no lugar do outro, sentir na pele que a “piada” feita não tem graça. Afinal,

brincadeira só vale quando todos se divertem – e nunca quando acontece à custa de outro. Isso também é fundamental e os pais devem trabalhar essa questão, conversando com os filhos desde pequenos.

Equilibrar a autoestima e ensinar a se expressar

O bullying é resultado de uma relação interpessoal em desequilíbrio e envolve um problema de autoestima, tanto em relação ao agressor quanto ao agredido. Pais e professores precisam se unir para estimular as crianças e os jovens a serem mais abertos ao diálogo, ou seja, saberem se expressar quando algo os incomoda, fazendo o outro entender que há limites que não podem ser ultrapassados.

Trabalhar o respeito às diferenças

O respeito às diferenças precisa ser exercitado diariamente no ambiente escolar e familiar. Os pais e os professores devem conversar com as crianças e adolescentes para que eles vejam nos colegas de turma a oportunidade de conhecer pessoas com histórias e gostos diferentes, que devem, em todas as circunstâncias, ser respeitados.

Ações em conjunto para evitar o bullying na escola

Organizar programas antibullying na escola e na comunidade traz benefícios. Essas campanhas podem promover ações como palestras com psicólogos e capacitação dos pais e funcionários para lidar melhor com o bullying. Há ações e iniciativas que ajudam a evitar o bullying com crianças. O trabalho preventivo, em conjunto com os pais e a escola, é um bom caminho para conscientizar sobre atitudes discriminatórias no ambiente escolar e na internet.

Especial Volta às Aulas  
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