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Saúde

Momento é de promover hábitos e atitudes saudáveis Cuidar da saúde é o assunto “da hora”. Ainda mais nestes tempos de pandemia. Alimentação saudável, praticar exercícios físicos, conciliar trabalho, família e lazer, planejar o futuro, enfim, prezar pelo equilíbrio físico e emocional é uma necessidade para que possamos melhor enfrentar a rotina. Sob este enfoque o JORNAL NOROESTE procurou profissionais de diversas áreas, que mostram suas técnicas para promover hábitos e atitudes saudáveis através de seus serviços, para proporcionar uma melhor qualidade de vida. Além disso, conteúdos sobre o Setembro Amarelo & Verde, Covid-19, dicas para potencializar o home Office e os 30 anos do Sistema Único de Saúde, um dos maiores do mundo. Mas o mais importante é a mudança de mindset, ter atitudes proativas e estar atento às alterações de humor e estresse.

Caderno integrante do Jornal Noroeste. 25 de setembro de 2020 Não pode ser vendido separadamente. Produção: Eunice Arsand, Taciara Vargas, Jairo Madril, Sandra Pasini e Márcio Wachholz.

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Saúde Substitua estresse por

Desafio

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dia 23 de setembro é tido como Dia Mundial de Combate ao Estresse. E você já parou para pensar se é possível combatêlo? Primeiro, precisamos refletir sobre a capacidade de viver sem ele. Hans Selye, o “pai” deste conceito e grande estudioso do assunto dizia que: “Não existe vida sem estresse”. Em geral, as pessoas entendem estresse como um estímulo que traz desconforto, sofrimento e consequências negativas. No entanto, é algo tão plural, que é praticamente impossível ter uma única definição. Alguns indivíduos podem viver uma situação extremamente difícil e sucumbir, enquanto outros viverão a mesma circunstância como se fosse um desafio a

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ser suplantado e se fortalecerão com a experiência. Estresse, portanto, não é um estímulo, mas sim como é interpretado e como se responde a ele, o que torna esse conceito mutável. Essa definição nos remete a outro conceito que é o da resiliência, ou seja, a habilidade de se recuperar de um trauma ou de um estresse intenso, sem “quebrar”. A partir dessa compreensão, a relação pessoal com o estresse pode se transformar em algo positivo. Para incentivar esta nova ideia, daqui para frente substitua a palavra estresse por desafio. Você perceberá que esta mudança de pensamento lhe dará ferramentas para enfrentar situações complicadas.

Quais são os principais segredos do Emagrecimento?

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desafio para quem quer emagrecer é encontrar uma forma de perder peso com saúde. O que não faltam hoje são métodos que prometem milagres. Mas o emagrecimento deve ser um conjunto de atitudes para que possa ser saudável e permanente. O BÁSICO DO EMAGRECIMENTO: o nosso corpo precisa da energia dos alimentos para se manter ativo. Essa energia vem das calorias. Então, quando consumimos mais calorias do que precisamos, o corpo tende a acumulá-las em certas regiões do corpo. E só há um jeito de combater isso: gastando mais energia do que consumimos. MUDANÇAS GRADUAIS: a calma é parceira do emagrecimento saudável. Por isso alimentação balanceada e exercícios físicos por, pelo menos, 30 minutos por dia. Essas pequenas mudanças fazem uma grande diferença no longo prazo. A ALIMENTAÇÃO CORRETA: o ideal sempre será combinar uma alimentação correta com a prática adequada de exercícios. E quando falamos em alimentação correta estamos falando de vegetais, frutas, carnes magras. E lembre-se, nada de produtos industrializados. A ROTINA DE EXERCÍCIOS: escolha exercícios que sempre motivarão você, como caminhadas, bicicleta, aeróbica. Mude-os todos os dias para quebrar a rotina.

Seis meses de pandemia e de muita dedicação dos profissionais

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restes a completar seis meses da instalação da Unidade Especializada em Problemas Respiratórios e COVID-19, o Hospital Vida & Saúde reconhece a dedicação e o empenho dos profissionais de saúde da Instituição. São seis meses dedicados diariamente, no enfrentamento ao novo e ainda desconhecido vírus da COVID-19. Sem medir esforços, os profissionais têm se empenhado para prestar a

melhor assistência hospitalar à comunidade de Santa Rosa e região. Aliando o conhecimento técnico a um atendimento humanizado, a equipe da Unidade COVID tem se destacado na atuação junto aos setores da UTI, Ambulatório e Internação. Em um período tão difícil e repleto de incertezas, o Hospital Vida & Saúde reforça à comunidade, a certeza de um atendimento centrado na atenção, dedicação, carinho e amor pelo que se faz.


Saúde

CORONAVÍRUS

As pessoas perderam o medo do vírus

A observação partiu do médico e Insistindo que Santa Rosa já viveu o pico doutor epidemiologista Luis Antônio da epidemia há cinco semanas, observa Benvegnú, vice-prefeito de Santa que nada impede que o município conviva Rosa e que também coordenada com um novo pique. Orienta que tem muita o Comitê Técnico Regional. E gente que ainda não pegou o vírus. “Então, por dois motivos, segundo ele: os se não nos cuidarmos, fatalmente teremos casos confirmados estão caindo e uma nova acentuação dos números de as pessoas também estão cansadas casos em função do seu potencial de com a quarenta. transmissão”, alertou. Baseando-se nas estatísticas, ele A baixa taxa de mortalidade não estaria não tem dúvidas de que o pior já levando as pessoas a deixar de lado os passou. “Há cinco semanas Santa protocolos de saúde? O santa-rosense Rosa apresentava uma média de 40 também perdeu o medo? novos casos por dia e cerca de 200 Luis Antônio Benvegnú “Creio que sim. A primeira impressão que semanais. Mantivemos nas últimas avalia como positivo o tivemos do vírus foram aquelas imagens uma média de 20 casos diários. E quadro local, mas alerta da Itália transportando caminhões cheios parece que nesta semana baixará que os cuidados devem de cachões. Aquilo foi um susto muito ainda mais”, lembrou. Ele admite continuar grande, mesmo que ainda não tivéssemos ter pensado que a queda de casos seria mais rápida. o novo coronavírus circulando na cidade”, respondeu Benvegnú cita tecnicamente um aspecto positivo nos Benvegnú. Ele não tem dúvida de que os cuidados números. “A Fundação Municipal de Saúde chegou a atuais de prevenção deveriam ser bem maiores. “É que monitorar no início de setembro quase 900 pessoas, as pessoas estão cansadas e relaxam diante da queda todas suspeitas de infecção. Caiu para mais da metade dos números. As cenas da Itália não se repetiram entre nesta semana, o que nos passa a impressão positiva nós”, reconhece. de que a curva está diminuindo” destacou. Reitera o Benvegnú concluiu dizendo que Santa Rosa, desde alerta de que o ‘carro’ está reduzindo a velocidade, mas o início da pandemia, sempre permitiu que o vírus se ainda andando ligeiro. O epidemiologista acentua que espalhasse, mas de forma controlada, garantindo que a comunidade deve estar atenta a voltas às aulas que todos fossem atendidos. “Temos que continuar nos começaram nesta semana e outros eventos pela frente, cuidando. A pandemia só terá um fim quando vacinas que aos poucos estão sendo liberados. forem ofertadas”, repetiu.

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Atendimento diferenciado e tecnologia de ponta que proporcionam excelência em tratamento de canal!

GISELE BAISCH, 18 ANOS DE EXPERIÊNCIA EM ENDODONTIA

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Audiometria Tonal Audiometria Vocal Impedanciometria Audiometria Ocupacional (demissional, admissional, periódico e concursos) Adaptação de Aparelhos Auditivos Avaliação e Terapia do Processamento Auditivo Central Avaliação e Reabilitação Vestibular Vectoeletronistagmografia Avaliação do zumbido Avaliação e Terapia Fonoaudiológica Fonoaudióloga Sheila Jacques Oppitz Fonoaudióloga Rafaella G. Seballos Ouvesomnoface Ouvesom

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Hospital Vida & Saúde celebra avanços no mês de setembro Por Jéssica Ribeiro Assessora de Comunicação do Hospital Vida & Saúde

Home Office

Preservar a saúde mental é primordial

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home Office, também chamado de trabalho remoto ou trabalho em casa, é uma realidade que deve ser ampliada nas mais diferentes empresas, mesmo após o fim da pandemia da Covid-19. Neste cenário, a saúde mental dos colaboradores está entre as principais preocupações dos líderes de RH. Muitos passaram a desenvolver suas tarefas em casa pela primeira vez e medidas para prevenir possíveis problemas causados por este novo modelo já são tidas como fundamentais. Estudos nessa área começam a ser publicados, sendo um deles realizado pela ADP Research Institute, multinacional especializada em gestão de capital humano e RH, que abordou os principais anseios e desejos dos colaboradores no ambiente laboral. O levantamento apontou que, na América Latina, 89% deles dizem se sentir estressados pelo menos uma vez por mês, sendo que outros 65% confessam se estressar pelo menos uma vez por semana. Como para muitos a atividade remota é uma novidade algumas atitudes devem ser adotadas para mitigar este tipo de problema e não provocar novos, mantendo o equilíbrio mental e físico para garantir uma produtividade adequada. Veja alguns pontos importantes levantados pelo estudo e que podem ajudar as empresas a atravessar melhor esta fase:

1. Saúde mental da liderança

A promoção da saúde em um ambiente de trabalho, geralmente, começa com a consciência do próprio estado mental e como isso pode afetar as interações com colegas e, até mesmo, clientes. Por isso, os líderes de equipes precisam cuidar de seu próprio estado de espírito para que possam fornecer o apoio necessário aos colaboradores, mantendo um ambiente corporativo sadio e produtivo.

2. Avalie as expectativas de produtividade

É normal sentir uma queda de produtividade nesse período. Funcionários que têm filhos, por exemplo, precisam se dividir entre cuidar da educação e bem-estar das crianças junto com o trabalho ou, até mesmo, dedicar sua atenção aos cuidados a uma pessoa doente. Por este motivo, é importante estar próximo para entender a sua realidade e oferecer alternativas para que ele consiga desenvolver as suas atividades com eficiência. Prazos e horários mais flexíveis é uma excelente ferramenta para isso e pode evitar crises de ansiedade.

3. Incentive as conexões

Um dos maiores desafios no home Office é lidar com a falta de interação social. Hábitos simples, como uma pausa para o café ou chimarrão (que agora não pode ser compartilhado), as conversas no corredor, podem afetar tanto a saúde mental quanto a produtividade. O uso de videoconferência, aplicativos de mensagens e software de colaboração podem facilitar esta interação, sendo importante incentivá-los a tirar um tempo para se conectarem e socializarem sobre outras coisas, além do trabalho.

4. Informe sobre os benefícios deste modelo

Coloque a seus colaboradores que estas atitudes ajudarão a todos e que isso vai passar. Uma dica é adicionar dias de saúde mental à sua política de folga remunerada ou incentivar os funcionários a investirem em autocuidado, concedendo-lhes um dia de bônus ou algumas horas de folga.

5. Saiba sobre o seu bem estar

Os líderes podem ajudar os funcionários a lidar com esses momentos únicos e desafiadores. Por isso, algo simples, mas muito eficiente, é reservar alguns minutos no início ou no final do expediente, para conversar com a equipe sobre como eles estão se sentindo, mesmo de forma remota. Compartilhar um lado mais humano e demonstra empatia é um excelente caminho para abrir linhas de comunicação.

6. Suporte para a mente

O momento exige cuidados especiais com a mente. É preciso indicar recursos de bem-estar para ajudar a se manterem saudáveis psicologicamente e, para isso, existem diversos tipos de terapias. Dicas e sugestões como meditação, ioga, aulas fitness online podem ajudar a inspirá-los a encontrar soluções para tornar seu dia a dia mais leve e produtivo.

7. Condições adequadas para o trabalho

É importante que as empresas certifiquem-se que todos os colaboradores possuem as condições adequadas para o desenvolvimento de suas atividades laborais. Itens como cadeira, notebook e acesso a uma conexão apropriada são fundamentais para o desenvolvimento do trabalho e evitam queda de produtividade e estresse.

Investimento em tecnologia, registro de um caso raro, atividades voltadas a valorização da vida e à segurança do paciente permearam o mês no HVS.

Pioneirismo no Estado Logo no início do mês, a Instituição celebrou a instalação do Sistema de Visualização Robótica Kinevo 900, da marca alemã Zeiss, líder mundial de tecnologias na indústria médica. O equipamento foi o primeiro instalado no Rio Grande do Sul e traz, através de sua tecnologia, um atendimento mais eficiente em procedimentos de oncologia, neurocirurgia, otorrinolaringologia e cirurgias de coluna, além de oferecer maior bem-estar aos pacientes durante a recuperação. A nova tecnologia está disponível para todos os atendimentos: via SUS, convênio e particulares. A aquisição da tecnologia se deu via Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica.

UTIP celebra alta de caso raro em menina de dois anos Ainda no início deste mês, a UTI Pediátrica do Hospital Vida & Saúde celebrou a recuperação da pequena Valentina, de dois anos, internada com Síndrome Inflamatória Multissistêmica. A menina deu entrada na UTIP – referência para o tratamento de Covid-19 - com esforço respiratório e comprometimento de múltiplos órgãos. De acordo com os dados da Secretaria Estadual da Saúde, Valentina foi o quarto caso registrado no Rio Grande do Sul. Após um intensivo tratamento e 15 dias de internação e isolamento, a pequena teve alta e retornou à Miraguaí/RS, onde reside com a família.

Dia Mundial da Segurança do Paciente No dia 17 de setembro, Dia Mundial da Segurança do Paciente, os núcleos de Segurança do Paciente e de Educação Corporativa do HVS promoveram ações sobre o tema na Instituição. Com a proposição “Trabalhadores da saúde seguros, pacientes seguros” o Dia Mundial foi lembrado com visitas aos setores e mensagens de agradecimento pela dedicação e empenho dos profissionais. A segurança do paciente é discutida há alguns anos no HVS, fazendo parte do desenvolvimento estratégico da Instituição. Através do Núcleo, formado em 2016, o Hospital desenvolveu diversos protocolos, que garantem a segurança do paciente ao longo de todo seu atendimento, desde a chegada na Instituição até a alta. Para que os protocolos sejam eficientes, foi necessário um grande investimento em capacitações e treinamentos dos profissionais.


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SUS 30 ANOS

Fundação Municipal de Saúde comanda a gestão plena do SUS em Santa Rosa

Um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo

Na Constituição Federal de 1988 ficou determinado que “é dever do estado garantir a saúde a toda a população brasileira”. Esta bandeira foi empunhada nos anos 70 e 80 por grupos que defendiam a criação de um sistema público que atendesse os anseios e as dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Há 27 anos foi criado o SUS. O direito universal gratuito foi instituído com a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei Orgânica da Saúde, que detalha o funcionamento vigente até os dias atuais. Com isto, o Sistema Único de Saúde - SUS - é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, pois o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que garante atendimento integral totalmente gratuito a quem precisar. Nesses 30 anos, o SUS teve muitos avanços na área da saúde, os recursos são oriundos dos orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e administrados através dos seus gestores, conforme o que determina a Emenda Constitucional 29, aprovada em setembro de 2000, Muitos programas são reconhecidos internacionalmente como o Programa Nacional de Imunização – PNI -, que é responsável pela maior parte do mercado de vacinas do país, serviço que contempla todos os brasileiros. Também se destacam os serviços de urgência e emergência, que inclui UPA e SAMU, dando como exemplo os atendimentos em acidentes de trânsito e outras ocorrências. Muitas outras especialidades são oferecidas gratuitamente para todos sem distinção de classes.

Suicídio

SANTA ROSA – O sistema público de saúde é administrado aqui pela Fundação Municipal de Saúde – Fumssar, criada em 27 de dezembro de 1995, através da Lei 2.912/95. O movimento para a criação foi liderado pelo prefeito daquele periodo, Osmar Terra e contou com a participação popular. A estrutura da época contava com quatro postos de saúde, logo foi ampliada para nove, e também foi criado um Centro de Especialidades. O sistema criado teve várias fases de ampliação dos gestores que se sucederam à frente da entidade. Em todas houve envolvimento dos servidores e participação popular efetiva através do Conselho Municipal de Saúde – CMS, criado pela lei n° 2.452 de 21 de agosto de 1992. No mesmo ano foi instituído o Fundo Municipal de Saúde. Atualmente o município possui em sua rede de atendimento 18 Unidades Básicas de Saúde da Família - UBS e dois postos avançados em localidades do interior. Também faz parte da rede dois Centros de Atendimento Psicossocial – CAPS. O sistema possui ainda Farmácia Municipal e Distrital, Laboratório de Análises Clínicas, Hemocentro Regional, Centro Especializado em Reabilitação Auditiva e Intelectual – CER, Centro Especializado Regional em Saúde do Trabalhador – CEREST, Vigilâncias Sanitária, em Saúde e Epidemiológica. A Fundação também mantém contratos terceirizados para a

prestação de serviços especializados (consultas, cirurgias e exames). O município possui ainda um Núcleo de Ensino e Pesquisa – NEP, que mantém as residências médica e multiprofissional em parceria com a Unijuí. A evolução do sistema em Santa Rosa foi gradativa, acompanhando as demandas apresentadas. As melhorias e investimentos sempre são discutidos e avaliados pela comunidade através de reuniões do CMS, que possui a representatividade de entidades, órgãos e governo, com mais de 70 participantes ativos, e das conferências municipais. O prefeito Alcides Vicini relata que em seus governos a saúde sempre teve investimentos acima da previsão orçamentária. Frisou que a legislação prevê que os municípios devem investir obrigatoriamente 15% sobre a receita corrente líquida na saúde. Só em 2020, até o final de agosto, Santa Rosa atingiu 22.52% na área.

SETEMBRO AMARELO

Uma questão de saúde pública

O suicídio é atualmente uma questão de saúde pública no mundo. De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), são cerca de 800 mil casos por ano no planeta. A gravidade da questão é tão profunda, que infelizmente o suicídio se encontra em quarto lugar no índice de óbitos hoje, na faixa etária dos 15 a 44 anos. Este é um tema complexo, que nos faz refletir profundamente sobre o que leva o sujeito a insuportabilidade da existência. O que é que torna essa existência tão insuportável? Os fatores, sem dúvida, são inúmeros. As causas podem ser as mais diversas. Geralmente ele já vem suportando um longo período de sofrimento, fazendo com que este sujeito torne o “viver” mais sacrificante que o morrer. De forma geral acontece um envolvimento de vários fatores que vão se acumulando: psicológicos, sociais, familiares, biológicos, etc. É sem dúvida um ato não apenas individual, mas também social que envolve a relação desse com sua família, mas também deste sujeito com a sociedade em que vive. A dor causa inúmeros estados emocionais negativos neste sujeito: culpa, angústia, vergonha, solidão. A potência desses estados afetivos frequentemente são acompanhadas de ideação suicida, pois o objetivo acaba se tornando exatamente o “dar fim” a essas emoções insuportáveis. É extremamente ambivalente, pois o sujeito vai atrás da morte, mas de muitas formas ele também demonstra que deseja um socorro. Ele transmite sinais verbais e comportamentais desse pedido de ajuda. É como se ele desejasse transmitir que algo está errado e que deseja uma solução. Mas a dor é tão profunda, que no seu imaginário nada poderá salva-lo. É importante compreendermos que o suicídio não é apenas uma fuga da dor, mas principalmente um ideal de descanso, onde este ser olha para a morte como algo que trará a ele descanso e paz. É devido a isso que na Psicologia defende-se que o suicida não deseja a morte, pois ele nem mesmo sabe o que seria a morte. O que deseja é exterminar seu sofrimento psíquico. O Psicanalista Roosevelt Cassorla possui uma forma muito interessante de ver o desejo suicida. Ele diz que, psicanaliticamente, a morte seria um parto ao contrário, onde o sujeito deseja o reencontro da simbiose com a mãe, em uma espécie de conforto uterino. O autor pegou emprestada a palavra “simbiose” (da Biologia), que significa a associação de dois seres vivos, para propor a metáfora, descrevendo a situação de dependência emocional entre a mãe e o bebê nas etapas iniciais da vida, principalmente logo após a gravides, mas que deixa de ser saudável se perdurar a medida em que ele deixa de ser um bebê. No suicídio, segundo Cassorla, o sujeito está buscando essa proteção. É interessante que a era pós moderna trouxe uma estranha falta de aprofundamento nos laços afetivos. As pessoas são substituídas muito rapidamente uma na vida das outras. É como se estivéssemos proibidos de sofrer. “Não devemos” e muito menos temos tempo. A geração da felicidade absoluta que nós

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SETEMBRO VERDE

10 coisas que você precisa saber sobre o câncer de intestino 01 - Conhecido também como câncer colorretal, esse tumor é o terceiro mais comum entre os homens – atrás do câncer de próstata e pulmão – e o segundo entre as mulheres, depois do câncer de mama. 02 - Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados para este ano mais de 40 mil novos casos de câncer de intestino. 03 - O câncer de intestino afeta, principalmente, homens e mulheres acima de 50 anos. Porém, cresce o número de jovens e adultos com a doença.

nos tornamos, nos ensina a fazer substituições o tempo todo. A consequência disso é: solidão, tédio e vazio, elevando consideravelmente o nível de angústia. Logo, nasce disso tudo um imenso sentimento de desamparo e incompletude, causando ainda mais sofrimento. Esse sentimento de desamparo não é só a falta do outro, mas a desproteção que causa a angústia de insuportabilidade frente a não aceitação desse sentimento de falta. Ora, se não há a aceitação, o sujeito volta-se contra ele mesmo. Acontece assim uma espécie de despersonificação, onde o sujeito não se reconhece mais. Infelizmente essa despersonificação causa o que seria uma tentativa de “agressão ao exterior”. Uma tentativa de vingança desse social que também causa a dor. O sujeito imagina que o suicídio, além de eliminar a dor, ainda o ajudara a vingar-se de todas as injustiças que a vida lhe impôs. Em sua obra, Luto e Melancolia, Freud explica essa destrutividade como um desejo de matar o outro e que em forma de autopunição, essa agressividade volta-se contra ele mesmo. Nesse mês de setembro, em que lutamos por uma maior conscientização dessa preocupante questão de saúde pública que o suicídio se tornou, é muito importante que possamos olhar para essa realidade com a responsabilidade que ela exige. Não apenas por ser o mês da causa, mas principalmente por ser um fator que exige a consciência da necessidade do sujeito buscar saúde mental. Emprestarmos nossos ouvidos a dor alheia. Termos paciência para tentar enxergar, ver, sentir a realidade da dor do outro. Prestarmos atenção a palavras e comportamentos. E isso não significa que conseguiremos, mas se nos dispormos a mostrar que é possível suportar a dor, salvamos o minuto. Salvamos o segundo! E é salvando os minutos e segundos que se torna possível salvar a vida. Por Ana Paula Paz Psicóloga Clínica | CRP - 07/215967

04 - Os sintomas mais frequentes são sangue nas fezes, mudanças recentes nos hábitos intestinais – como diarreia ou constipação–, fraqueza, dores abdominais e perda de peso repentina. 05 - Cerca de 90% dos casos de câncer colorretal têm origem a partir de um pólipo benigno (nódulo na parede intestinal), que pode evoluir para um tumor ao longo dos anos. 06 - O diagnóstico precoce pode ser obtido através de uma colonoscopia, um exame de imagem capaz de visualizar todo o cólon e o reto e identificar alterações, biopsiá-las ou até resseca-las. 07 - O câncer de intestino é altamente curável, contado com tratamentos cada vez mais efetivos para cada perfil de paciente. 08 - Lesões menores podem ser retiradas por colonoscopia e recessões locais dos tumores. Já as maiores podem necessitar de cirurgia, quimio e radioterapia. 09 - Para evitar o câncer de intestino, priorize uma alimentação adequada, controle do consumo de carne processada, pratique exercícios físicos regularmente e faça check-ups anuais. 10 - A Oncologia Clínica é uma das especialidades médicas aptas para atuar na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de intestino. Colaboração: Dr. Pedro Lourega, médico oncologista de Santa Rosa (e-mail: pedrolourega@citradi.com.br)

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