Page 1

JORNAL NOROESTE, QUINTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO DE 2018.

Do passado ao futuro... Formada por uma comunidade trabalhadora, inquieta e insatisfeita, a Colônia 14 de Julho deu um passo importante e emancipouse em 10 de agosto de 1931. Ruas foram abertas, igrejas, hospitais e escolas construídas. O que era apenas mato deu espaço à produção agrícola com a chegada da soja e outros grãos. Conquistamos uma estrada férrea que nos permitiu vender o que aqui era cultivado. Os anos foram passando... a inquietude nos movia para um caminho próspero. Passos importantes foram dados, consolidando educação, saúde e indústria a novos rumos socioeconômicos. Hoje somos a Santa Rosa dos 87 anos. Mas impossível comemorar esta data sem olhar para trás e agradecer a todos que dedicaram suas ações diárias na construção da referência regional que somos. Crescemos, evoluímos, estamos conectados com o presente e com o futuro. Novos desafios chegam a cada instante e o espírito voluntário, que está em nosso DNA, nos garante uma capacidade ímpar de se desenvolver. Assim, neste especial, além das saudações de diversas empresas e entidades, trazemos um pouco da memória das pessoas que construíram, constroem e construirão a história de Santa Rosa. A foto aérea da década de 60 mostra a Igreja Matriz, em primeiro plano, e a cidade alta. O registro está documentado no acervo do Museu Municipal. A imagem de hoje é outra, demonstrando a pujança de um povo solidário e comprometido.


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 2

Como tudo começou... N

ossa região era habitada por indígenas do grupo Tapes. Com a chegada dos jesuítas e espanhóis em 1626, iniciou-se um sistema de redução para catequizá-los. Santa Rosa integrava o território dos Sete Povos das Missões fundados pelos jesuítas, pertencendo sucessivamente a Porto Alegre, Rio Pardo e Santo Ângelo. Em 1876, o município de Santo Ângelo foi subdividido, sendo criado o Distrito de Santa Rosa. Contudo a efetiva colonização só ocorreu a partir de 1915, quando entrou em execução um vasto plano de loteamento de terras para assentar os nacionais que já habitavam a região. No ano anterior, Quintino Zanella e mais alguns companheiros, ergueram o acampamento no local onde está construído o Colégio Santa Rosa de Lima, Liminha, que passou a ser propriedade pública. Assim estava fundada a Colônia 14 de Julho. Os primeiros povoadores foram os próprios funcionários do serviço de agrimensura. Mais tarde ocorreu a colonização propriamente dita, quando afluíram descendentes de alemães e italianos, além de outras etnias em menor escala. As famílias se instalavam nas proximidades do acampamento, derrubavam matas, construíam casas e faziam lavouras. A ocupação dessas terras aconteceu rapidamente, sendo que em 1920 a Colônia já contava com 11.215 habitantes. A ideia da emancipação surgiu em 1927, quando a Colônia já estava com 35.000 pessoas e uma boa arrecadação. A energia elétrica chegou em 1922, quando José Pittas instalou seu gerador próprio. Em 1928, começou a funcionar o Cine Odeon, de Agostinho Frainer. Durante quatro anos Frainer passou seus filmes em um caminhão que circulava pelos povoados. O cinema fixo localizava-se onde hoje é o Salão Paroquial, na Rua

14 de Julho, hoje Santa Rosa

Sinval Saldanha. Atualmente acontecem sessões de filmes no Centro Cívico e Cultural Antônio Carlos Borges. Em 1929 a luta pela emancipação crescia rapidamente, sendo o maior argumento a crescente arrecadação da Colônia. Durante a campanha uma comissão foi até a capital do Estado a fim de apressar a emancipação. O jornal “A Serra” foi fundado para divulgar esta ação e assim, no dia 1º de julho de 1931, o general José Antônio Flores da Cunha (Interventor do Estado) assinava o decreto de emancipação do município de Santa Rosa. A solenidade de instalação da nova cidade aconteceu no dia 10 de agosto de 1931. Neste mesmo dia tomou posse seu primeiro prefeito, Arthur Ambros, nomeado pelo Interventor Federal do Rio Grande do Sul. Os primeiros progressos e melhoramentos em Santa Rosa foram feitos através da iniciativa de

particulares. A estrada de ferro que ligava Santa Rosa a Santo Ângelo foi inaugurada em 12 de maio de 1940. Com ela aumentou a população, pois muitos trabalhadores vieram para cá. Já telefone chegou 1945, por iniciativa da Prefeitura Municipal. Atualmente com uma população de 73 mil habitantes, Santa Rosa possui bons desafios e projetos para o seu desenvolvimento. O exemplo disso é a revisão do plano estratégico “Santa Rosa 100 Anos” que defende três eixos prioritários: infraestrutura, desenvolvimento econômico e gestão pública, com seus respectivos gargalos. Nele são pensadas ações para solucionar questões destas áreas, melhorando o cenário para que o desenvolvimento possa acontecer de maneira sustentável e duradoura. O Santa Rosa 100 Anos está sendo atualizado pela Agência de Desenvolvimento de Santa Rosa, ADSR, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Rosa.

Festa de Emancipação do Município em frente ao antigo Clube Concórdia em 10 de agosto de 1931

A Viação Férrea chegou por Cruzeiro. A foto foi registrada em frente a estação Cândido Freire, interior de Giruá, em maio de 1936.

A Festa de Emancipação do Município em frente do Antigo Clube Concórdia aconteceu no dia 10 de agosto de 1931 e contou com a presença da comunidade e lideranças emancipacionistas.


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 3

87

Santa Rosa anos


87

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 4

Santa Rosa anos

Poder Legislativo A voz do cidadão desde 1935

A

história do Poder Legislativo santa-rosense tem início em 1935, quatro anos após Santa Rosa ser emancipada. No dia 17 de novembro daquele ano a população foi às urnas para escolher seus representantes. Eram nove vereadores que integravam duas siglas: Partido Republicano Liberal e Partido Colonial. A posse oficial ocorreu em 5 de dezembro e a primeira sessão ordinária no dia 25, em pleno Natal, tendo como presidente Alfredo Leandro Carlson, responsável em promulgar a 1ª Lei Orgânica, o Regimento Interno e os primeiros decretos. Os primeiros vereadores de Santa Rosa foram Alfredo Leandro Carlson, Jacob Emílio Reinher, Roberto Waldow, Raimundo Dahmer, Luiz Giacomelli, Diniz Gazzana, Alexandre Koschewitz, José Olavo Viana e Alfredo Finster. O mandato da primeira legislatura da Câmara de Santa Rosa durou pouco. Em 10 de novembro de 1937 o Congresso Nacional é dissolvido por Getúlio Vargas que implanta o chamado Estado Novo e, por decisão da ditadura imposta por ele, o parlamento no país foi fechado por 10 anos. No dia 23 de novembro daquele ano, Alfredo Leandro Carlson escreveu a punho a ata de encerramento das atividades do Poder Legislativo santa-rosense. Somente em 1947, a Câmara voltou à atividade, com Carlson eleito prefeito do município. Partidos foram organizados, surgindo o PTB, PSD e UDN, entre outros. Fato que durou até o ano de 1969, na 7ª legislatura, quando por ato do Governo Federal nasce o bipartidarismo com a criação da Arena e o MDB. Atualmente, a Câmara vive sua 17ª Legislatura, tendo Luiz Renato Schaefer (MDB) na presidência. São 15 vereadores eleitos, pertencentes a sete partidos políticos. Destes, Neci Dani, do Partido Progres-

sista, é o que mais tempo está na função. Em seu oitavo mandato, ele soma 32 anos como legislador, tendo sido presidente da Câmara por três oportunidades. Foi eleito a primeira vez em 1982. Nestes 83 anos de história do Legislativo, os santa-rosenses elegeram 10 mulheres vereadoras, tendo sido Ingrid Müller (MDB), a primeira, em 1982. Neste período, porém, muitas outras suplentes chegaram a ter a oportunidade de viver a experiência do cargo. Já a cadeira da presidência da Câmara foi ocupada por mulheres em duas oportunidades: Marli Zorzan em 2002 e Lires Zimermann Fuhr, em 2015. Os vereadores que mais vezes presidiram a Câmara – quatro oportunidades cada – foram: Benjamin Menzel (1952/1953/1962/1963), Ivo Leopoldo da Silveira (1955/1956/1958/1959) e Étore Alberto Beltrame (1960/1961/1964/1965).

Comemore os 87 anos de Santa Rosa com tranquilidade. Vem aí o ‘Vale Night’! Mais uma deliciosa e exclusiva novidade da JujuBAH! Folia em parceria com a Gioia Pizzeria! 17/08 das 19:30 às 00:00. INFORME-SE! (55) 999359801

contato@jujubah.com.br

@jujubahfolia

R. Pastor Alberto Lehenbauer, 53 - Centro, Santa Rosa / RS Fone: (55)999359801


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 5

87

Santa Rosa anos


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 6

FEMA: a nossa faculdade F

undada em 21 de abril de 1949 com a denominação de Instituto Machado de Assis por iniciativa de líderes educacionais, empresariais, comunitários e autoridades do 1º RCMEC, tinha como objetivo atender a demanda de alunos que trabalhavam durante o dia e necessitavam de um curso ginasial à noite. Seu primeiro diretor e um dos fundadores, professor Fioravante Pedrazani, chegou a Santa Rosa em 1º de março de 1948 para lecionar no departamento masculino do Ginásio Santa Rosa de Lima. Após ser indicado para o turno da noite no Curso de Alfabetização de Adolescentes e Adultos, ele percebeu a necessidade de se ter aqui uma escola com aulas noturnas. Com a ajuda de vários santa-rosenses, cria o Instituto Machado de Assis. Naquele tempo as primeiras aulas foram ministradas na Prefeitura e em um anexo de uma fábrica de sabão. Com o passar dos anos esse espaço não suporta mais a demanda dos alunos, alugando-se, assim, parte das dependências do antigo Hotel Joner. O fato dos fundadores desejarem construir algo significativo para Santa Rosa, em 1952 é oficializada a Escola Técnica Machado de Assis, pioneira nesse tipo de ensino na região, formando sua primeira turma de Técnicos em Contabilidade em 1954. Em 1961 é estabelecida a atual denominação: Fundação Educacional Machado de Assis e, no mesmo ano, Fioravante Pedrazani inicia o processo de implantação do Ensino Superior em Santa Rosa. Através da extensão da PUC de Porto Alegre, o Curso de Ciências Contábeis foi autorizado em 1969. Já em 1989 foi a vez do Curso de Educação Artística, habilitação em Artes Plásticas e Desenho. Mais tarde, implantam-se os cursos de Administração – habilitação em Comércio Internacional, Serviço Social, Direito, Gestão de RH e Gestão da Tecnologia da Informação. Atualmente a FEMA oferece os cursos superiores em Administração, Ciências Contábeis, Direito, Gestão de Recursos Humanos, Gestão da Tecnologia da Informação e Enfermagem. Ainda oportuniza pós-graduação, MBA’s em Auditoria e Perícia Contábeis, em Gestão com Pessoas e especialização em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário Aplicados.

87

Santa Rosa anos

Esta foi a primeira sede da FEMA

Mais de cinco mil profissionais formados É a estimativa de Carlos Albea, diretor da FEMA, que afirma que ao longo de sua história a Fundação tenha formado mais de cinco mil profissionais, sendo todos encaminhados ao mercado de trabalho. “Formamos cidadãos para atuar em diferentes áreas, mas nossa história é marcada principalmente por preparar pessoas para estarem juntos da comunidade e contribuir para seu desenvolvimento”, coloca. Albea lembra que a instituição contribui também na formação cultural. “Na década de 80, formamos profissionais para atuarem na área de artes, uma demanda da época. Hoje avaliamos o mercado e dentro das necessidades da nossa região implantamos cursos. O exemplo mais recente é o de Enfermagem”, disse. Ele lembra que recentemente notou-se a falta de profissionais para a área de saúde devido a ampliação do Hospital Vida & Saúde. As instituições conversaram e depois de muito trabalho a formação foi implantada. Outro dado comemorado pela FEMA é de que a média de empregabilidade dos formandos é de 82%, sendo que no Curso de Ciências Contábeis ela chega a 92%. “Isso mostra o excelente nível dos profissionais que são encaminhados ao mercado, aliado às suas demandas, suprindo assim estas lacunas e contribuindo para o avanço de nosso município”, reiterou.


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 7

Acordare Móveis Av. América 685, Centro. (55) 3512-7272

em 3 Lojas

Santa

Rosa Acordare Premium R. Cristovão Colombo 194, Centro. (55) 3512-8960

Doss Conjunto Herval

R$

999

colchão + box casal 1,38 x 1,88m

,00

Acordare Soft Av. América 190, Centro. (55) 3512-5870

Estofado 2,90m com abertura de 1,60m

R$

Apenas 10x

299,00


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 8

A mulher que registrou nossa história

A

professora e historiadora Tereza Neumann de Sousa nasceu em Lajes, no sertão do Rio Grande do Norte. Chegou a Santa Rosa em um sábado de aleluia, no ano de 1963. Graduou-se em História, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Dom Bosco e mais tarde especializou-se em História Econômica do Brasil e Geografia Regional. Seu intenso trabalho na comunidade resultou no titulo de Cidadã Santa -rosense da Câmara de Vereadores, em 2004. Já em 2005 recebeu o título de Educadora Benemérita do Estado do Rio Grande do Sul. Curiosa, inquieta e atenta aos fatos que marcaram nossa história Tereza, após um pedido formal da 17ª Fenasoja presidida pelo engenheiro agrônomo Milton Racho, escreveu o livro “Santa Rosa, Histórias e Memórias”. A produção literária conta com 374 páginas que expõem relatos históricos, frutos de pesquisas e conversas com pessoas que participaram do desenvolvimento da cidade. Tereza apresenta dados políticos e sociais que marcaram época. “Para escrever ‘Santa Rosa, Histórias e Memórias’ foi preciso dispor de tempo, muita leitura, pesquisa e paciência para o amadurecimento de ideias vindas de um lugar que não sabemos direito qual sejam, que talvez se encontrem situadas no coração dos mistérios realizados pelo inconsciente. Num

87

Santa Rosa anos

certo momento elas se transmutara em letras e preencheram páginas e mais páginas para registrar o antes ouvido, o antes anotado, o antes pensado, dando a essência ao passado e aprimorando as reminiscências de cada época vivida”, afirmou a historiadora sobre a obra. Considerada por muitos o principal registro da história de Santa Rosa, é fonte de pesquisa e conhecimento às novas gerações. “Nosso papel foi registrar para que seja transmitida de pai para filho, de uma geração para outra, enfim, guardar à posteridade a luta dos pioneiros, de homens e mulheres que num tempo distante, aqui chegaram e recomeçaram, escrevendo uma nova vida e os primeiros capítulos de nossa história”, conclui Tereza. A publicação está disponível para pesquisas na Biblioteca Pública Olavo Bilac.


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 9

87

Santa Rosa anos


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 10

Vivemos a Feira do Livro D

esde a segunda-feira, 06, Santa Rosa vive a 14ª Feira do Livro, um evento literário e cultural, que acontece em frente ao Centro Cívico de Santa Rosa se estende até a sexta-feira, e conta com uma diversificada programação, com 26 lançamentos literários, painéis, oficinas e apresentações culturais. Nesta edição, Dilan Camargo é o escritor homenageado e o patrono é Paulo Heitor Fernandes o patrono. Eles compartilharam momentos com visitantes da feira e alunos de escolas. Segundo o coordenador da Feira, Amilcar Luconi são 16 livreiros e a feira conta com o Vale Livro, projeto do Governo Municipal que incentiva a leitura para alunos e professores de escolas municipais. Nesta edição foram investidos R$ 80 mil no projeto, e cada aluno receberá um cale de R$ 20,00 e o professor de R$ 25,00. “Nesta edição serão 16 livreiros comercializando, e já está confirmada a participação das escolas municipais, estaduais e particulares no evento”, afirmou.

Atrações Culturais

Com o apoio do Pró-cultura, a Feira do Livro de Santa Rosa conta nesta edição com atrações culturais. A feira foi aberta com a apresentação de Duca Leindecker, na segunda-feira, 06. Na terça-feira, o7, a apresentação musical ficou por conta do Grupo Musical IFFar, além do Grupo de Danças Sentinela Farroupilha. Na quarta-feira, 08, a apresentação foi de Vinicius Ribeiro e Darlan Ortaça. Hoje se apresenta Tiago Ferraz e o Quarteto. E na sextafeira a programação encerra às 16h, o show do grupo, Da Lenha Folk Orchestra.


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 11

87

Santa Rosa anos


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 12

Pedro Carpenedo

Pedro Carpenedo nasceu em Tuparendi no dia 06 de agosto de 1935 e morreu no dia 22 de outubro de 2016, aos 91 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Filho de Domingos e Adelaide Carpenedo, foi um dos fundadores do Frigorifico Santa-rosense (atual Frigorífico Alibem) e um dos maiores incentivadores do melhoramento da qualidade genética do rebanho Suíno. Foi presidente da Associação Rural e idealizador do projeto de recuperação dos solos. Foi vereador, presidente da Associação Comercial. Sua vida foi marcada com ações em busca do desenvolvimento, com parcerias com universidades do Brasil e também do Exterior, trazendo aos municípios tecnologias para agregar uma melhor produção agrícola.

Fioravante Pedrazani

Fioravante Pedrazani nasceu em Guaporé, em 21 de dezembro de 1911, e veio morar em Santa Rosa em março de 1948. O professor Fioravante lecionou no departamento masculino do Ginásio Santa Rosa de Lima e, após ser indicado para o turno da noite no Curso de Alfabetização de Adolescentes e de Adultos, percebe a necessidade de ter, na cidade, um colégio com aulas noturnas. Com a ajuda de vários santa-rosenses, cria o Instituto Machado de Assis. Em 1956 casou-se com Maria Joaquina Antunes, com quem teve quatro filhos. Pedrazani foi o primeiro diretor, um dos fundadores da Fundação Educacional Machado de Assis.

Gêmeas destaques no empreendedorismo

As irmãs gêmeas Asta e Felicita Seibt chegaram em Santa Rosa no dia 08de fevereiro de 1951, e abriram uma loja de roupas. Referências na época na moda, a Casa das Gêmeas como era conhecido o estabelecimento, oferecia confecções e tecidos de alta qualidade. Asta e Felicita marcaram história, pois serem mulheres empreendedoras e darem exemplo na capacidade de mulheres administrarem seu negócio. Asta faleceu no dia 30 de dezembro de 2001. Felicita faleceu cinco anos depois.


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 13

87

Santa Rosa anos


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 14

87

Santa Rosa anos

ACISAP - Compromisso com o desenvolvimento constante

A

História da Associação Comercial, Indústria, Serviços e Agropecuária de Santa Rosa – ACISAP se confunde com a sua criação o nosso desenvolvimento. Ambas comemoram 87 anos e muitos dos avanços que o município tem são fruto de pautas conjuntas. A ACISAP marca sua história como uma oficina de lideranças, por onde inúmeros empresários interagiram na busca do crescimento desta comunidade. O tempo passou, mas este compromisso continua. Hoje presidida pelo empresário Odaylson Eder (foto), a Associação participa continuamente de debates, sugerindo e liderando de ações. Um dos exemplos recentes é um estudo que identificou o setor de geração de energia como o terceiro eixo desenvolvimentista para a região. A medida passa a ser defendida como prioridade. Para Odaylson o Noroeste gaúcho conta com duas grandes potencialidades neste setor: a eólica e a hidrelétrica. “Na eólica, segundo técnicos, temos Giruá entre as melhores rotas de vento que nos permite produzir energia, e na hidrelétrica temos o rio Uruguai”, afirmou. O presidente afirma que é de maneira proativa que a entidade pensa na evolução social e econômica de Santa Rosa, resultando na consolidação e no compromisso com os associados, que já somam 440. Só nos últimos dias, 51 novos sócios se filiaram a entidade. Odaylson coordena um grupo de 29 voluntários distribuídos em cinco vice-presidências de áreas e departamentos.

A fundação em 1931 Dois meses após a emancipação de Santa Rosa um grupo de empresários funda a Associação Comercial e Industrial (ACI), o protótipo do que seria depois a ACISAP. 1ª Diretoria: Presidente: João Krebs, Vice-Presidente: João Macluf; 1º Secretário: Humberto Kruel; 2º Secretário: Moacir Rosing; Tesoureiro: Virgilio Lunardi e 2º Tesoureiro: Carlos Kruel.


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 15

87

Santa Rosa anos


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 16

87

Santa Rosa anos

COTRIROSA

Cinco décadas atuando em Santa Rosa

O

agronegócio foi, é e será um dos principais setores do desenvolvimento de Santa Rosa. Assim, a Cooperativa Tritícola Santa Rosa Ltda – Cotrirosa vem ao longo de sua história movimentando nossa economia através de sua atuação com várias iniciativas, beneficiando diversos públicos com seus produtos e serviços, dando prioridade aos associados, razão de ser de uma cooperativa. Mas a realização de um “sonho coletivo” de 77 agricultores fundou, no dia 29 de junho de 1968, a Cotrirosa no mesmo ano em que o município completava 37 anos. Crescendo junto com Santa Rosa, logo despertou interesse de outros municípios da região Noroeste em instalar unidades da cooperativa, solidificando-se no mercado regional, provando a eficácia do cooperativismo baseado no sistema conjunto de gerenciamento da produção. Atualmente conta com 26 unidades em 17 municípios. Além de gerar riquezas e promover o desenvolvimento nas comunidades onde atua a cooperativa emprega mais de mil colaboradores, conta com 6,2 mil associados e inúmeros clientes. Somente em Santa Rosa são 515 empregos diretos, onde se tem a concentração da maioria dos seus negócios como sede administrativa, estrutura de recebimento e armazenagem de grãos, moinho de milho e trigo, central de tratamento de sementes industrial, posto de combustíveis, cerealista (que processa 53 produtos com as marcas Nutrirosa e Cotrirosa), depósito central, três lojas agropecuárias e cindo dos 21 supermercados da rede Super Cotrirosa. Nestas cinco décadas de existência, a cooperativa estabeleceu uma relação de respeito e credibilidade com a população. É uma das maiores geradoras de impostos, além de desenvolver ações

sociais, como campanhas educativas, envolvimento com entidades beneficentes e projetos específicos às famílias rurais. Sua trajetória é marcada por desafios e conquistas. Apesar das adversidades vários fatores foram decisivos para o fortalecimento da cooperativa, entre elas a confiança e colaboração dos associados, o trabalho da equipe funcional, o espírito empreendedor de suas lideranças, além da percepção da comunidade que a vê como parte da história de Santa Rosa, gerando prosperidade a seus habitantes.


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 17

F

Os 63 anos de Coopermil

alar do desenvolvimento de Santa Rosa obrigatoriamente nos leva a pensar no Cooperativismo como pilar desta trajetória. O Cooperativismo que hoje conhecemos, com diversas cooperativas consolidadas e atuantes, gerando riquezas, emprego e desenvolvimento na região, tem fortes raízes nesta terra. A Cooperativa Mista São Luiz tem a honra de fazer parte desta história: quando o município tinha apenas 24 anos de fundação, no dia 27 de agosto de 1955, um grupo de 47 agricultores se reuniu para formar a Coopermil, na localidade de Cinquentenário, na época distrito santa-rosense. Eram os primeiros passos de uma caminhada de crescimento sólido e contínuo. A então área do município de Santa Rosa, nestes anos da década de 50 e anteriores, surgiram diversas pequenas cooperativas distribuídas em seus distritos e linhas, as quais, ao longo dos anos, foram se unindo à Coopermil e a outras cooperativas, buscando o crescimento e a sobrevivência. Neste sentido, a Cooperativa Mista São Luiz também entendeu que necessitava trilhar novos caminhos e, no ano de 1971, com a aquisição da empresa Floresta S.A., instalou na sede de Santa Rosa sua administração central com estrutura de atendimento e loja de insumos e ferragens. A decisão foi baseada no crescimento do município, que já se tornava um grande centro comercial regional, além de oferecer uma rede bancária, terminal ferroviário, entroncamento rodoviário e diversos órgãos públicos que permitiram à Cooperativa a ampliação de sua área

de atuação e a duplicação do seu quadro social. Era a confirmação de que a Coopermil teria uma história de crescimento sustentável, graças à força de seus associados. O trabalho cooperativista com o passar dos anos reforçou este elo da Coopermil com o desenvolvimento do município de Santa Rosa, seja através de investimentos, geração de empregos, impostos e novos investimentos, como também no desenvolvimento tecnológico dos agricultores no campo da produção de soja, trigo, milho, suínos, leite. Tudo isso contribuiu para a região ser conhecida como o berço nacional da soja, despontar como a maior bacia leiteira do Rio Grande do Sul e, atualmente, atingir excelentes níveis de produtividade na cultura da soja, além de se destacar em muitos outras áreas. Esta é a prova incontestável de que o agronegócio sempre foi e será impulsionador das mais diversas atividades econômicas, seja na indústria, no comércio ou nos serviços, pois é através do trabalho diário dos associados e agricultores do município e da região que os demais setores encontram opções de negócio e de prosperidade. Dos 87 anos de existência do município de Santa Rosa, 63 anos são compartilhados pela Coopermil. São décadas de conquistas que a transformaram em referência de cooperativa que mantem a essência de sua criação: uma união que se fortalece e supera todos os desafios, alicerçados no ideal dos seus mais de 5.000 associados, “Acreditando e Investindo Nesta Terra”.

Joel Capeletti preside a Cooperativa Mista São Luis Ltda e fala sobre as ações de desenvolvimento


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 18

O que a cidade é para você? “Eu acho Santa Rosa a cidade mais hospitaleira do Brasil”. Joana Paloma

“Santa Rosa é uma das melhores cidades para se viver”, afirma Ana Paula.

“Santa Rosa é uma cidade com bastante oportunidade, com pessoas trabalhadoras que não medem esforços para crescer”, diz Aline Kolling.

“Eu amo Santa Rosa! Uma cidade muito linda e aconchegante”. Fernanda


87

Santa Rosa anos

Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 19

Sintomas da falta de vitaminas no corpo

A história aos olhos de Vicini

Questionado pelo Jornal Noroeste o prefeito Alcides Vicini, que está à frente do município pela quinta vez, afirma que qualidade de vida e desenvolvimento são destaques no aniversário de 87 anos de Santa Rosa. “Hoje o município figura entre as 12 melhores cidades para se viver do estado segundo dados o FIRJAN. A pesquisa leva em consideração a educação, saúde, renda e emprego”, afirmou. Ele reitera que mantendo características como o voluntariado, Santa Rosa se destaca no cenário regional como uma cidade com grandes potenciais no setor metalmecânico, industrial e agropecuário, somado aos aspectos econômicos e socais. Outro fator evidenciado pelo chefe do executivo e que faz com que o município prospere, é o planejamento estratégico para os próximos 23 anos, quando em 2031 completaremos 100 anos. Alcides Vicini, professor e mestre em linguística aplicada e letras, em 1983, incentivado por um grupo de políticos chegou ao cargo de vice-prefeito de Santa Rosa pela primeira vez. No ano de 1988 se candidatou ao cargo de prefeito sendo eleito com uma votação expressiva. De 1989 a 1992, em seu primeiro mandato, deu novos direcionamentos ao município. Realizou concurso público na prefeitura, trouxe a sucursal da RBS TV, criou o Distrito Industrial, com o objetivo de atrair novos empreendedores para o setor metalmecânico. Em 2000 Vicini foi eleito para o segundo mandato, 2001/2004. Na época uma das maiores necessidades estava no reequilíbrio financeiro, regularização da folha de pagamento e 13º dos servidores, pagamento da dívida com o INSS, novos desafios na geração de

empregos, instalou o projeto Dia do Povo e a consolidação da Fundação Municipal da Saúde Ainda neste período foi adquirida a atual sede administrativa da prefeitura, até então, transferida para o Bairro Cruzeiro onde pagava aluguel. Através de um empréstimo o prédio foi adquirido pelo município onde hoje está instalado o Palácio Municipal 14 de Julho. Em outubro de 2004, aos 59 anos, Alcides Vicini é reeleito e assume seu terceiro mandato como gestor

de Santa Rosa entre os anos de 2005 a 2008. Novos desafios apresentaram-se. “Com a união de esforços e uma política ecumênica de governo junto com a Câmara de Vereadores e com foco principal na saúde, educação, infraestrutura e na valorização dos servidores conseguimos o equilíbrio financeiro”, destacou. Ressalta ainda obras importantes como asfaltamento da Rua Sinval Saldanha, inicio das obras do prolongamento da Avenida América, construção da Escola Santa Rita, na vila São Francisco, iniciou o processo e viabilizou a instalação do Instituto Federal Farroupilha, criou a instituição Fenasoja, construiu novas creches. Em 2012 o professor Vicini volta ao cenário político. É eleito pela quarta vez. Na gestão 2013/2016, implantou o Passe Livre Estudantil, o Vale-Livro, trabalhou também em melhorias básicas para saúde construindo a nova sede da Fundação Municipal da Saúde, médicos em todos os postos, finalizou as obras e criou o Distrito Multisetorial. Viabilizou a construção da UPA, iniciou o recapeamento asfáltico em mais de 100 ruas, um investimento de R$ 37 milhões, construiu e concluiu o asfaltamento da primeira pista da Avenida América. Em 2016 é reeleito. Em 2017 volta à prefeitura pela quinta vez e uma das principais ações, segundo ele, foi à aquisição do Colégio Liminha, hoje Escola Municipal de Ensino Fundamental Expedicionário Weber. “Me sinto honrado em poder contribuir com o crescimento de Santa Rosa. Trabalhamos sempre com empenho em fazer o melhor, conversando com parceiros e oposição, garantindo as melhores escolhas”, concluiu.


Noroeste - quinta-feira, 09 de agosto de 2018 - 20

Segue a programação de aniversário de Santa Rosa

S

egue nesta quinta-feira, 09, a programação dos 87 anos do município de Santa Rosa. Para hoje está previsto um jantar dançante em comemoração aos 60 anos da Escola Francisco Xavier Giordani. O evento acontece no Salão Comunitário do Bairro Planalto. Também à noite ocorre o baile de aniversário do município, na comunidade de Bela União, e animação das bandas Porto do Som, Rainha Musical, Nave Som,

Rogério Magrão & Banda e Sorriso Lindo. Na sexta-feira, 1º, dia que marca o aniversário, ocorre o campeonato de Futebol de Campo, as 14h, no Estádio Carlos Denardin. À noite o Parque de Exposições recebe o show de Zé Ramalho. No sábado, 11, ocorre a 10ª Rústica Pedro Speroni. O evento inicia as 15h, no Sesc, Durante o dia, das 08 as 17h, acontece no CTG Sepé Tiarajú o Concurso Interno de Peões e Prendas.

87

Santa Rosa anos

Ainda no sábado, a Cruz Vermelha promove um galeto solidário. Para a terça-feira, 14, está programada às 20h, na Unijuí a apresentação de Vitor Ramil. Na quarta-feira, 15, no Sesc a Vernissage da 30ª Mostra Artistas da Terra. No sábado, 18, o show nacional com Milionário e José Rico. As festividades encerram no dia 19, com o Domingo no Parque.

Especial 87 anos  
Especial 87 anos  
Advertisement