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MATÉRIA DA REVISTA GP – JUNHO/2007

“É com um certo saudosismo que realizo esse teste, pois lembro-me como se fosse ontem a sensação de construir minha primeira guitarra, com captadores Malagoli-Sound comprados diretamente da fábrica situada numa das esquinas do meu amado bairro, a Pompéia, berço do rock and roll paulistano. Isso já faz mais de 20 anos! Bons tempos... Mas os tempos são outros e exigem ainda mais dedicação e tecnologia para sobreviver no atual mercado de instrumentos musicais e acessórios. E assim se fez: a Malagoli, que possui 40 anos de tradição, passou por um amplo processo de atualização de sua linha de captadores e passou a produzir pickups de grande qualidade e nível profissional. E com uma relação custo-benefício inacreditável, levando-se em conta a apresentação e timbre do produto final. Os modelos HH777 Hellbucker e HH777 Realbucker foram projetados e desenvolvidos com a inestimável colaboração de Henry Ho, luthier e guitarrista de respeito internacional, velho conhecido dos leitores da Guitar Player. A apresentação do produto é bem legal, pois eles vêm embalados em uma caixa de acrílico feita à mão, que dá o toque artesanal e pode ser útil para guardar palhetas. Os pickups vêm completos, com molduras, parafusos e molas. Foram testados em uma Gibson Lês Paul 1975 e ema Parker P-Series com opções de escala de rosewood e escala de maple.

HH777 HELLBUCKER A agressividade já começa pelo nome e no visual ele também passa uma boa dose de veneno, com a bobina que fica mais próxima à ponte com pólos tipo fenda cromados e a outra com parafusos Allen pretos. Trata-se de um captador de uso específico para ponte, com espaçamento entre pólos específico e moldura alta. As duas bobinas eram pretas, mas há a opção de bobinas brancas, creme ou zebra (uma bobina de cada cor). A base do pickup é de latão e as bobinas apresentam aspecto brilhante, com a sigla HH777 estampada na bobina inferior. Observando-o lateralmente, é perceptível a grande quantidade de enrolamento, pois as bobinas são bem gordas. Isso gera a devida potência, com uma impedância de saída de 16,8 quilo-ohms. Seu pico de ressonância é 5,2kHz, valor excelente para um captador de alto ganho. De fato, ele possui uma grande potência de saída, mas seu pico de ressonância é tão bem focalizado que ele não soa opaco ou nasalado. Grande parte dessa qualidade é conseguida graças ao imã de Alnico 5, que faz com que os harmônicos sejam bastante ricos, sem deixar que a potência obtida pelo enrolamento generoso embole tudo. Na Gibson, ficou sensacional, com grande facilidade para obtenção de harmônicos de palheta – para Zakk Wylde nenhum botar defeito (e olha que ele está acostumado com EMG 81). Ele não apitou nem mesmo com níveis assustadores de distorção, gerando apenas feedback de cordas, prova de que é bem parafinado e isolado. Seu som clean, em série, é forte e encorpado, limpo na medida certa, sujando mais conforme a pegada. Mas distorção é o planeta certo para ele, pois traz à tona um timbre perfeito para hard rock, tipo Van Halen. Citei VH, pois esse pickup é bem manhoso, podendo soar bem limpo apenas abaixando o volume da guitarra, como somente Eddie Van Halen sabe fazer. Na Parker, o captador também soou ótimo, e ele responde muito bem às diferenças de madeira da escala emitindo ainda mais agudos com a escala de maple. Excelente captador para rock e heavy metal!


HH777 REALBUCKER Visualmente, ele faz par com o Hellbucker, mas com seus pólos de fenda na bobina próxima ao braço e parafusos Allen na outra bobina. Testei o modelo na versão creme e dei até pena quando tive de retirá-lo da Lês Paul sunburst do teste. Este é um pickup projetado para a posição do braço, que conta com espaçamento entre os pólos um pouquinho menor, além de possuir moldura baixa. É baseado em um bom PAF, mas com um pouco mais de ganho para não soar fraco demais frente ao Hellbucker. E ele se mostrou bem claro e articulado, com bom nível de graves, com uma boa dose de distorção, produziu um excelente sustain. Mesmo sendo bem mais tranqüilo que o Hellbucker, pois possui bobinas bem mais magras que geram satisfatórios 8,2 quilo-ohms, aceitou sem medo os mesmos níveis insanos de distorção, mas sua praia é mais o blues rock, como Led Zeppelin, por exemplo. Outro excelente pickup.

CONCLUSÃO É louvável saber que é possível encontrar pickups de qualidade fabricados no Brasil, pois éramos dependentes de captadores importados quando queríamos timbres profissionais. Isso não elimina a concorrência, pois as marcas importadas sempre merecerão nosso respeito. Mas, de qualquer forma, parabéns à Sound e ao Henry Ho por elaborarem um produto de qualidade internacional. Se bem que acredito que o ar respirado na Pompéia ajuda um pouco...”


"2010 FOI UM DIVISOR DE ÁGUAS P/ A MALAGOLI" Primeiro, trabalhamos em um reposicionamento de marcas. A marca SOUND captadores ficou voltada p/ os captadores/equalizadores de violão e os de guitarra/baixo da Linha Standard. Os captadores de guitarra/baixo das linhas Traditional e Custom, a partir de então, começaram a sair com a marca MALAGOLI. Além disso, ampliamos a linha de captadores Custom Shop, composta somente por produtos customizados, onde inclusive já tínhamos novos modelos de Humbucker 6 e 7 cordas, Telecaster, P90 e Jazz Bass. Todos estes produtos continuaram a ser 100% produzidos em nossa fábrica, no bairro da Vila Pompéia, São Paulo. A única exceção foram para os equalizadores de violão, importados da Ásia. A grande novidade esteve por conta da nossa nova marca: M.Designed. Os captadores M.Designed começaram a ser produzidos na Coréia, sob nossas especificações, na mesma empresa onde também são produzidos os Duncan Designed e outros produtos Seymour Duncan. A intenção desta nova linha de produtos não foi a de substituir nossas demais linhas, mas sim, de ampliar a oferta de produtos de uma forma mais rápida e com excelente custo x benefício. Todos os produtos são testados no momento em que desembarcam no Brasil, de forma a manter nosso padrão de qualidade. Érico Malagoli

Conheça toda a Linha em nossa loja virtual: www.captadores.com.br


Caderno de Variedades - Seção Curiocidade de Marcelo Duarte


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