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Instituto Stefan Rosenbauer

Resumo Biogrรกfico Fotografias antes de 1940


Resumo Biográfico - Stefan Rosenbauer Trajetória profissional e a vida do fotógrafo Stefan Rosenbauer, que viveu no Brasil de 1939 a 1967. Stefan Rosenbauer, brasileiro, nasceu na Alemanha em 1896. Foi um dos mais importantes mestres da história da fotografia, especializado em portrait, com atelier in Frankfurt am Main e no Rio de Janeiro. Foi um exímio esgrimista e torna-se campeão olímpico de Florete em 1936 na Alemanha, recebendo a medalha de Bronze com a equipe alemã. Foi campeão alemão de Florete e Sabre e durante duas décadas campeão de esgrima no Rio de Janeiro com a equipe do Fluminense FC. Emigra no auge de sua carreira na Alemanha, pouco antes da II Guerra Mundial, para a cidade do Rio de Janeiro, onde viveu até a data de seu falecimento. Seu acervo tornou-se um registro real e valioso da sociedade brasileira e alemã da época. Nele encontram-se portraits de personalidades da sociedade brasileira de 1939 a 1961, Presidentes da República, como Getúlio Vargas, Eurico Gaspar Dutra, Juscelino Kubitschek, além de outras autoridades históricas tais como Darcy Ribeiro, Carlos Drummond de Andrade, Villa Lobos, Procópio Ferreira, Oscar Niemeyer, Eliza Moreira Sales, Sarah Kubitschek, Plínio Salgado, Carlos Lacerda, Negrão de Lima, Marechal Rondon, Mendes de Morais, Raquel de Queiroz, Olavo Bilac, Niomar Bittencourt e muitos outros. A trajetória profissional e vida de Stefan Rosenbauer Stefan Rosenbauer nasce em 24.03.1896, em “Biberach an der Riss”, na Alemanha. Serve ao seu país durante a I. Guerra Mundial como fotógrafo. Após a guerra completa com grande sucesso a prova de mestre de fotografia. Em 1924, casa-se com Leonie Jakob e muda-se para Frankfurt, onde se concentrava a elite dos esgrimistas da época e inaugura um estúdio fotográfico. Em 1930, Rosenbauer é incluído oficialmente na Câmara dos Artesãos de Wiesbaden. Em 1935 torna-se Presidente da Comissão de Provas de Aprendizes da Corporação de Fotógrafos e Técnicos em Fotografia, a mais alta posição para um fotógrafo. Com a ascensão do Nacional-socialismo na década de trinta, e o início da perseguição aos judeus, Stefan Rosenbauer e Leonie, filha de judeus, emigram em 1939 ao Brasil, com a finalidade de fundar uma escola de fotografia e abrir um estúdio fotográfico na capital do país, Rio de Janeiro. Apesar da fotografia se tornar reconhecida como “arte” somente na década de 60, iniciando com apresentações de coleções em museus nos USA e depois na Europa, Stefan Rosenbauer confirma o entendimento de, no Rio de Janeiro, ainda na década de 40, já ter-se tornado conhecida e reconhecida como tal pelos brasileiros. A dignidade foi a tônica de seu comportamento ético durante toda a vida. Rosenbauer, “ariano”, nunca aceitou separar-se de sua esposa judia, o que era muito comum durante o nazismo, apesar dos riscos de vida e represálias serem consideráveis.


No Brasil, por ter ótimos contatos com o presidente da República e com o clero, fazia parte de um grupo que auxiliava os emigrantes judeus que chegavam da Europa, perseguidos pelos Nazistas, atualizando os documentos muitas vezes já expirados. Sem papéis validos os emigrantes eram mandados de volta à Europa para os campos de concentração. Após a II. Guerra Mundial foi presidente da Comissão de Ajuda de Socorro para a Alemanha, incorporada à Cruz Vermelha Brasileira. Em 1946 arrecadou mais de um milhão de dólares aqui no Brasil (uma fortuna na época) para auxiliar a reconstrução na Alemanha, continuando com sua extraordinária ajuda humanitária, merecedor inclusive da “Deutsche Verdientskreuz”. A interpretação da arte de Stefan Rosenbauer no portrait clássico Os retratos de Stefan Rosenbauer não são a simples reproduções da imagem exterior de uma pessoa. Sua arte foi reconhecida como indo além dos parâmetros até então utilizados, pois se negava a expor somente o alter ego dos personagens. Sua excepcional capacidade intuitiva permitia-lhe ir além, através do diálogo, desvendar o seu próximo, sua alma, sendo capaz de expressa-la em cada rosto fotografado. Esse exato momento de ação subconsciente ficava capturado eternamente. Através de sua elegância e fina formação, seus portraits se tornavam primorosos e inconfundíveis, caracterizando assim um artista e Mestre, conciliando de maneira ideal a estética às exigências do realismo. Como Carlos Drummond de Andrade e Van Java diriam: um poeta no mundo da fotografia. Pretende-se com a publicação resguardar a arte fotográfica desse que é considerado o maior retratista do Brasil das décadas 40 e 50 e permitir que a estória da arte fotográfica brasileira receba uma valiosa contribuição aos seus seguidores, sejam esses fotógrafos, estudantes, historiadores, escolas, bibliotecas ou instituições outras, vinculadas a essa atividade. Através da pesquisa que se pretende levantar e apresentar em textos, a par de inúmeras fotos que serão apresentadas, pode-se (re) descobrir o impulso que a fotografia ganhou no Brasil nas diferentes fases de sua estória, através de fotógrafos significativos como Stefan Rosenbauer, com a introdução de novas técnicas, conquistando adeptos e ampliando conhecimentos. Stefan Rosenbauer trouxe o portrait clássico para o Brasil em 1939. Seu acervo é provavelmente o único de portrait existente e um dos mais significativos dessa época no Brasil, onde demonstra refinada sensibilidade em captar pessoas sem poses artificiais, buscando retratar suas personalidades, sua aura. A publicação dessas informações possibilitará registrar a trajetória desse profissional, buscando melhor entendimento da formação e da profusão dessa arte no Brasil, acrescentando mais uma fonte de pesquisas àqueles que se dedicam ao tema, quer pelo aspecto da fotografia em si, quer pelos aspectos históricos que é apresentado.


Artigo de Carlos Drummond de Andrade por ocasi達o do falecimento de Rosenbauer


Fotografias antes de 1940 Primeira Guerra Mundial. Stefan serviu ao seu país na primeira Guerra Mundial quando com 18 anos, após terminar seu aprendizado como fotógrafo, foi convocado para servir como aviador (fotógrafo de reconhecimento até o final da Guerra).

Foto 1: Stefan Rosenbauer com seu avião em 1917

Foto 2: Portrait com a sua farda em 1917


Foto 3: Com o avi達o e aparelho de fotografia para voos de reconhecimento (1915)


Foto 4: Com o avi達o e aparelho de fotografia para voos de reconhecimento (1915)

Foto 5: Stefan (primeiro da direita) com seus companheiros 1915


Foto 6: Stefan (primeiro da direita) com seus companheiros de equipe de reconhecimento no inverno de 1916


Foto 7: Portrait em 1915


Após a Primeira Guerra Mundial até 1939 Foto 8: Stefan, além de fotógrafo e esgrimista foi modelo entre outros para chapéus e relógios (Foto de 1934)


Foto 9: Foto de 1931 quando se tornou campeão alemão de espada. Foi campeão alemão de Espada em 1931 e 1932 e de Florete em 1933. Mais tarde no Brasil foi nas décadas de 40 e 50 durante vários anos campeão de esgrima pelo Fluminense Futebol Clube.


Foto 10: Foto de 1931 quando se tornou campe達o alem達o de espada


Foto 11: Equipes vencedoras nos jogos Olímpicos de 1936 em Berlin (equipe alemã de Florete em branco com Stefan, terceiro da esquerda)

Proibida a reprodução total ou parcial do presente documento e imagens sem autorização.

Stefan Rosenbauer - Resumo Biográfico  

Resumo e fotografias de Stefan Rosenbauer um dos maiores fotógrafos de portrait.

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