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Entretanto, a questão de não demitir resulta da fantasia que o administrador público faz de suas consequências. Imagina que haverá repercussão, que contribui com a crise, que retrai a economia local e muitas outras ilações familiares. É um erro fatal ao bom administrador ou a quem deseja ser reconhecido por uma grande performance administrativa. Um administrador que se livra de endividamento, que disponibiliza recursos para infraestrutura, que promove aplicação de gastos no desenvolvimento da cidade será reconhecido por fazer bom uso do dinheiro público. Mas terá que ser um empreendedor. Demissões no setor público tem que vir acompanhadas de ações visíveis de apoio ao crescimento econômico da cidade. Desenvolvimento local, empreendedorismo e muitas outras. Demitir mão-de-obra ociosa significa ampliar a infraestrutura de oferta de emprego. Essa é a proposição de ruptura do paradigma. Cabe ao marketing ensinar como difundir novos valores, como apregoar e organizar ações de apoio e articulação desse desenvolvimento. O marketing deve aprimorar o planejamento, o treinamento e a comunicação dos diversos agentes locais. O que a Prefeitura demanda é ter gente capacitada ou apta a exercer suas funções. Talvez seja preciso demitir e recontratar. Talvez seja possível treinar e formar novos profissionais. De qualquer forma, as áreas principais que são determinantes à uma avaliação positiva da performance de gestão da Prefeitura, que precisam de mão-de-obra específica, são: 1. Linha de frente. Balcões de atendimento. 2. Serviços de atendimento (médicos, professores, prestadores de serviços oferecidos pela Prefeitura a quem compete uma relação direta com o contribuinte). 3. Telemarketing. 4. Operacional – Processamento dos Serviços.

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Marketing público aplicàvel à gestão de cidades  

Livro sobre gestão de marketing aplicado aos governos municipais.

Marketing público aplicàvel à gestão de cidades  

Livro sobre gestão de marketing aplicado aos governos municipais.

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