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c) Que a demissão de servidores visando gerar recursos para investimento em projetos de infra-estrutura econômica e social não faz parte da visão administrativa tradicional; d) Que é baixo o nível de confiança da maioria dos gestores municipais do país quanto a convênios, contratos, cooperação ou parcerias com instituições responsáveis por projetos de Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Local, Empreendedorismo, Agenda 21, etc. e) Que é baixa a capacidade destes mesmos gestores em selecionar, contratar e fiscalizar projetos; f) Que é baixo o nível de comprometimento com políticas de médio e longo prazo que dependam de investimentos próprios; g) Que há uma prevalência tática na manutenção de modelos arcaicos de gestão sustentada pela ilusão de que preserva dividendos políticos; h) Que existem poucos quadros técnicos aptos a promover planejamento estratégico para os municípios; Em resumo, inexiste uma compreensão do planejamento de marketing como ferramenta destinada a intervir na dinâmica dos serviços públicos visando o aperfeiçoamento dos aspectos estratégicos da estrutura organizacional, a saber: pesquisa, diagnóstico, análise, planejamento e comunicação profissional. E os Paradigmas da Coisa Pública são: A - Não Demitir Não demitir é um princípio cristalizado na administração pública por força da estabilidade de carreira. Mas o que é que isso tem a ver com marketing e comunicação? Tudo e nada. A estrutura formal de servidores da maioria dos municípios do Brasil tem sérias deficiências em promover serviços com um nível de qualidade aceitável. Não ter disponíveis servidores qualificados em áreas decisivas é complicado para a adoção de uma política conseqüente em marketing e comunicação.

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Marketing público aplicàvel à gestão de cidades  

Livro sobre gestão de marketing aplicado aos governos municipais.

Marketing público aplicàvel à gestão de cidades  

Livro sobre gestão de marketing aplicado aos governos municipais.

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