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OE2017: “A

A Voz de Portugal | 23 DE novembro de 2016 | P. 7

preocupação não é sobre quem propõe mas sobre quem beneficia”

O

líder parlamentar socialista afirmou que a preocupação no Orçamento foi identificar quem beneficia e não quem propõe as medidas, e defendeu que o Governo não pode fazer “mais do mesmo” no combate às assimetrias regionais. Carlos César falava na abertura do debate político das Jornadas Parlamentares do PS na Guarda, que esta tarde serão encerradas pelo primeiro-ministro e secretário-geral socialista, António Costa. Na parte final da sua intervenção, o presidente do PS referiu-se ao processo de aprovação da proposta de Orçamento do Estado para 2017 e às múltiplas alterações que serão introduzidas pelo parlamento nesse documento do Governo em sede de discussão na especialidade. “Não escondemos, e até o desejamos, vir a aprovar outros contributos que se compatibilizem com as nossas orientações gerais. A nossa preocupação não é sobre quem propõe mas sim sobre quem beneficia”, sustentou o presidente do PS. Carlos César disse que o seu partido valoriza a ideia de que o próximo Orçamento que “irá ser aprovado é resultado de um amplo compromisso que conjuga o Programa do Governo do PS com as metas orçamentais no âmbito da coordenação europeia, bem como com as muitas propostas avaliadas nos trabalhos preparatórios que decorreram até à entrega da proposta e que reuniram o PS, o Bloco de Esquerda, o PCP e o PEV”. “Não escondemos - pelo contrário, valorizamos

-, o trabalho de concertação que prossegue e que permitirá ainda a aprovação de muitas dezenas de alterações apresentadas por estes partidos que melhorarão a política orçamental”, declarou. Das alterações que serão introduzidas no Orçamento, Carlos César destacou propostas provenientes de parceiros sociais e opções em que o PS pretendeu “acentuar e ou melhorar em domínios como os dos benefícios e direitos sociais, a agilização do setor público empresarial, a melhoria de serviços públicos, a proteção e incremento da economia privada, o apoio à juventude, o caso da capitalização da Caixa Geral de Depósitos ou aspetos que se ligam às obrigações do Estado para com as regiões autónomas”. Além das questões orçamentais, o presidente do PS destacou a questão do combate às assimetrias regionais e o significado do Programa Nacional para a Coesão Territorial, defendendo, neste tema, a necessidade de uma efetiva viragem política. “Temos consciência que as declarações sucessi-

vas de diversos partidos e diversos governos sobre uma ação dirigida à correção das assimetrias regionais se têm multiplicado quase na mesma

medida em que têm falhado. Não podemos, por isso, fazer mais do mesmo, nem desistir de uma parte de Portugal no desenvolvimento que pugnamos e almejamos”, frisou. Para Carlos César, “é urgente afirmar pela positiva o interior do país”. “E esse deve ser um desígnio do PS”, acrescentou, numa intervenção que se seguiu à do deputado socialista eleito pelo círculo da Guarda Santinho Pacheco.

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2016-11-23 - Jornal A Voz de Portugal  

Jornal A Voz de Portugal, edição do 23 de novembro de 2016

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