Revista Switch Brasil Nº03

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start revista switch brasil out/2021 - ed. 03

Direção Geral Felipe Lima Redação Gabriela Ascioli Felipe Lima Jason Ming Hong Colaboraram Guilherme Morando Daniel Reenlsober Juan Carlos Romera Wii-Brasil Pedro Henrique Lutti Lippe

tempo Bem, creio que se você já leu as duas últimas edições (se não, vai ver, não sabe o que tá perdendo), certamente você já deve estar se familiarizando aos poucos com a revista. Geralmente, apesar de termos um mês entre cada edição, só temos cerca de duas semanas para produzir tudo. Então você deve imaginar a correria para deixar tudo bonitinho aqui. Falta tempo. Apesar disso, cada vez mais a revista vai ficando recheada. Novos quadros, novos conteúdos, e novos meios de chegar todo mês a você, leitor. Um material que não se perde no feed da sua linha do tempo, um conteúdo para poder se manter entretido quando estiver longe da correria do mundo. Esse é nosso objetivo, acima de tudo. Esse mês, vamos começar a fazer uma volta no tempo. Além do Mural, que esse mês conta com a participação especial do Guilherme, da ProjectN, ainda temos o Reset, um novo quadro para relembrar textos antigos (e muito bons) da saudosa Wii-Brasil, podendo reviver a expectativa da época. Esse mês, de tempo ao tempo. Já temos confirmadas novidades excelentes para 2022, a propósito. A capa dessa edição, de Metroid Dread, foi o piloto original para promover internamente a revista, lá atrás, ainda em junho. Quatro meses se passaram, e agora ela está aqui para vocês. Aproveitem!

Gabriela Ascioli Diagramação e Capa Gabriela Ascioli Enzo Volpe

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4 outubro de 2021

revista switch brasil

ano 1 - edição 03

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save file

08 09 nume ralha

warp pipes

mural O passado, presente e futuro na terra de Hylia

12 mural Jogos que precisam estar no Online do N64

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reset The Legend of Zelda: Spirit Tracks (DS)

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menu inicial análise Nickelodeon All-Stars Battle

36 capa Metroid Dread

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novi dades

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loja

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(t)reta final

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inbox tabelinha As cinco melhores análises do site no último mês, junto com suas notas no Metacritic Jogo Metroid Dread Ni No Kuni II: Revenant Kingdom

Nota

Metacritic

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Daniel Reenlsober escolhe os cinco jogos que ele colocaria em sua prateleira...

cinco luxos... SUPER MARIO BROS. 3 (NES) “Mapas e roupas que sao padrão da série nasceram aqui” BANJO-KAZOOIE (N64)

WarioWare:

Get it Together!

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“A obra prima da Rare que traz personagens carismáticos num mundo 3D perfeito”

Quake

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METROID PRIME (GCN)

7.7

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Boyfriend Dungeon

#fail • O real preço de WarioWare: Get it Together! é R$249, não R$31,22 • Não foi distinto o preço de Sonic Colors: Ultimate entre as versões base e Deluxe. (Loja, página 43) • Igor Rangel e Juan Carlos Romera não apareceram nos créditos de Redação (Start, página 3) • Créditos de diagramação não foram exibidos (Start, página 3)

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“Tinha tudo para dar errado, mas deu tão certo que é referência ao pensar no Gamecube”

SUPER MARIO GALAXY (WII) “Reinventar Mario após Sunshine era necessário... E eles conseguiram mais uma vez”

MARIO KART 8 (WII U / NSW) “Ele não continua vendendo até nos dias de hoje a toa: é um título que beira a perfeição”

...e um lixo

...e alguém que iria para a reciclagem DIDDY KONG RACING (DS) “Uma aula de como destruir um port. Fiquem com o original para o seu próprio bem...”

Encontre ele no Twitter! - @Danielreen


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save file de volta a

Outubro de 1997 nos jogos Chegava na Europa Grand Theft Auto para o Game Boy Colour.

na nintendo power

Conhecido como Race ‘n’ Chase nos seus primórdios, o jogo tinha uma proposta completamente diferente da atual, te colocando no papel de polícia perseguindo bandidos. Por soar muito “clichê”, o jogo trocou de nome, colocou o criminoso como personagem principal, concedeu liberdade absoluta ao jogador... e deu certo: GTA 2 saiu em 1999, e em poucs anos a franquia se tornou uma das mais rentáveis de todos os tempos.

no mundo A sonda espacial Cassini é lançada em direção à Saturno. A quarta sonda a orbitar o planeta anelado trazia o veículo Huygens, que pousou em Titã, uma de suas luas. Antes de chegar a Saturno, porém, ela ainda fez passagens por Vênus, Lua e Júpiter.

A edição 101, ainda na saudosa onda futurista do final do século passado, apresentava um prato cheio para os fãs de corrida no tecnológico Nintendo 64.

A missão conseguiu trazer dados em larga escala para a Terra. Em 2017, 20 anos após seu lançamento, ela foi intencionalmente direcionada para a órbita de de Saturno, se destroçando no processo e encerrando a jornada.

Extreme-6 fazia a capa, junto com uma introdução do então novo Diddy Kong Racing, bem como F1 Pole Position 64. Ao menos tínhamos um guia de Donkey Kong Land III e Tamagotchi para o Game Boy, para reduzir a velocidade.

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numeralha Total de unidades do Switch vendidas*

91.368.183 Incluindo os modelos v1, v2, Lite e OLED

Mais vendidos

Metroid Dread

R$ 299 Overcooked! 2

R$ 49

Consoles por região*

América do Norte

350.9K Europa

332.1K

Gang Beasts

R$ 99 Hades

Japão

194.4K

R$ 92,46 Hollow Knight

R$ 27,99 * Números aproximados com base nos dados semanais. ** Inclui jogos em promoção à época

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Resto do Mundo

237.7K

Fontes: eShop Brasil, VGChartz Acesso em 14 de outubro de 2021


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warp pipes

De Metroid a Android Por Gabriela Ascioli

Metroid A série de Samus Aran começou ainda nos anos 80. Com uma fórmula inovadora, o jogo surfava na onda da ficção científica, como Star Wars e...

Alien O filme de 1979 contava a história da tripulação de uma nave que acabava se encontrando com um ET agressivo. Alien gerou uma franquia de filmes, um deles com lançamento em...

1997 O ano (que você já viu na página 7) marcou pela morte de Lady Di. A reta final do milênio nos trouxe diversas inovações, e o registro do maior site do planeta, chamado...

Google O domínio fora reservado em 97, mas o site só saiu mesmo um ano depois. A marca gerou vários serviços essenciais: YouTube, Gmail, etc. Faltava ser acessível. Surgia assim o...

Android O termo que nomeia o sistema operacional fora inventado décadas antes. Junto com a palavra “metro”, acabou por formar o nome de uma série de jogos famosíssima: Metroid.

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mural 13

O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO NA TERRA DE HYLIA

A sequência de ‘Breath of the Wild’ promete muito - a indústria não irá aceitar nada menos que perfeito. Com isso, os fãs estão a loucura teorizando e imaginando os possíveis desafios que Link terá de enfrentar neste título. Dentre referências de armaduras até longos monumentos soterrados, reuni um pouco do que eu penso sobre a sequência do jogo, e o futuro que a cronologia irá tomar daqui para frente. Texto por Guilherme Morando Diagramação por Gabriela Ascioli

Guilherme Morando escreve para a ProjectN, confira: is.gd/projectgui

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14 ‘The Legend of Zelda’ é com toda certeza, uma das maiores franquias com influência na indústria de gaming. Nascida no ano de 1984, a série trouxe o princípio do open-world, e alavancou em uma série de jogos que viriam a transformar a indústria até os dias mais atuais nos mais diversos gêneros possíveis á serem disponibilizados jogos da franquia. No ano de 2017, a série deu um grande passo com o lançamento de ‘The Legend of Zelda: Breath of the Wild’, elevando a franquia para outro patamar além do já conhecido pelos fãs; um mundo vasto, cheio de colinas, belos campos, inimigos e principalmente, mistérios para serem solucionados ao longo de toda a jornada do herói. O jogo pegou personagens já conhecidos, aperfeiçoou-os e acrescentou novas mecânicas, com um mundo vasto e gigante para exploração livre do jogador, com aproximadamente 360 quilômetros quadrados preenchidos com muita história e inimigos para se enfrentar. A história da franquia Zelda é surpreendentemente grande, e complexa (para os mais recentes no meio). Isso acontece por se tratar de uma franquia antiga,

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que surgiu basicamente com o nascimento do videogame como o conhecemos na atualidade. Os primeiros jogos da série não tinham enredos muito bem elaborados, e muitas das vezes não se compreendia ao certo qual era a ligação entre cada título, isso por conta da tecnologia de cada época.

Para falar a verdade, viríamos a ver um enredo de verdade lá no ano de 1991, com o lançamento de ‘The Legend of Zelda: A Link to the Past”, devido as tecnologias que o Super Nintendo disponibilizava para suportar enredos mais complexos do que o tradicional, seja por músicas ou balões de falas


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que preenchessem melhor o espaço que faltava quando o quesito era “história”. Quando falamos no enredo de um jogo, na verdade estamos falando de toda a trama que envolve ele, e o motivo de tais coisas aparecerem em determinadostítulos, e em outros já não

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(como o caso dos Rito e os Gerudo). O primeiro jogo, disponibilizado lá para o NES até tinha um enredo, mas há um detalhe; ele ficou inscrito apenas nos manuais do jogo (de forma detalhada, claro). Para os players que jogassem apenas jogassem-o, a história se trataria de uma trama muito sim-

ples; o rei-demônio Ganon pegou o sagrado artefato da Triforce e o etilhaçou em oito pedaços, espalhados em oito calabouços de uma terra conhecida como Hyrule.

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A famosa linha do tempo da saga. Vale ressaltar que na imagem oficial de Hyrule Historia, ainda não existe BotW, dado que o livro saiu em 2011, antes do jogo. Porém, atualmente já se sabe a localização de BOTW no diagrama.

Seria missão do herói (que aqui ser, e no recente último título, nós ainda não tinha o nome de Link!) tivemos a continuação da timeline resgatar os estilhaços e salvar a gracomo uma forma unânime (ou seja, ciosa princesa Zelda das mãos da que segue uma linha reta, e não se fera assustadora. Avançamos muitos divide em demais dimensões tempoanos no tempo, e foi aperais). ‘Breath of the Wild’ nas em 2011, já com mui- Apenas em 2011 a se passa muitos e muitos tos outros títulos da série série ganhou uma anos após todos os evendesenvolvidos, que ‘Zeltos dos outros jogos, justitimeline oficial, da’ ganhou uma timeline ficando que, todos aqueles por meio do livro ocorridos já fazem tanto oficial, por meio do livro “Hyrule Historia”, onde foi “Hyrule Historia” tempo, que são tratados traçado a linha do tempo como lendas de um povo (foto acima) definitiva da franquia. muito ancestral, o que explica a presença de seres Zelda um título transcendental, que de linhas temporais distintas dentro atravessa o tempo até a atualidade, do jogo, e locais que não poderiam para dar continuidade á um conco-existir num mesmo universo. to muito mais antigo do que parece

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A “Hyrule Atual” Seria missão do herói (que aqui ainda não tinha o nome de Link!) resgatar os estilhaços e salvar a graciosa princesa Zelda das mãos da fera assustadora. Avançamos muitos anos no tempo, e foi apenas em 2011, já com muitos outros títulos da série desenvolvidos, que ‘Zelda’ ganhou uma timeline oficial, por meio do livro “Hyrule Historia”, onde foi traçado a linha do tempo definitiva da franquia. Zelda um título transcendental, que atravessa o tempo até a atualidade, para dar continuidade á um conto muito mais antigo do que parece ser, e no recente último título, nós tivemos a continuação da timeline como uma forma unânime (ou seja, que segue uma linha reta, e não se divide em demais dimensões temporais). ‘Breath of the Wild’ se passa muitos e muitos anos após todos os eventos dos outros jogos, justificando que, todos aqueles ocorridos já fazem tanto tempo, que são tratados como lendas de um povo muito ancestral, o que explica a presença de seres de linhas temporais distintas dentro do jogo, e locais que não poderiam co-existir num mesmo universo. Mas calma, eu tinha dito atrás que Ganondorf não é o verdadeiro vilão de Zelda, certo? O fato é que Ganondorf Dragmire (ou Mandrag Ganon, para os mais íntimos) se trata de um escolhido de dentro da tribo dos gerudo, povo este que é composto apenas por mulheres. A cada 100 anos, um único membro masculino é tolerado dentro da tribo.

A proposta inicial de Ganondorf na verdade nunca foi tomar Hyrule toda para sí. O fato é que após a Guerra Civil de Hyrule, os gerudo foram banidos todos para o deserto, e portanto, apenas os Hylian teriam acesso a vida maravilhosa que era nos esverdejantes campos da Deusa, enquanto o povo Gerudo teria de sofrer no enorme calor do deserto, sem a presença de água de forma fácil. Ganondorf no início, queria na verdade entrar em um acordo com o rei de Hyrule para que assim, sua tribo pudesse voltar a co-existir no mesmo ambiente dos Hylians, podendo viver em temperaturas menos altas para seu povo (com toda certeza, uma

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18 proposta justa). O que Ganondorf não sabia era todo o legado que estava por trás de sí; ele não era simplesmente um sortudo escolhido pela tribo de ladrões, mas sim o portador do espírito de uma besta feroz conhecida como Ganon (ou, o espírito de Demise). Quando falamos no vilão de Zelda, na verdade temos que lembrar que não é exatamente Ganondorf (ou mesmo, Ganon), e sim o próprio espírito da encarnação do terror na terra de Hyrule, o mesmo que atormentou muitos e muitos anos atrás.

O que aconteceu foi que na verdade Ganondorf acabou rendendo-se para o espírito malígno que co-habitava seu corpo, levando ele aos atos que cometeu (tornado Hyrule uma verdadeira cena de caos, como podemos ver em Ocarina of TimeI). Em Wind Waker, por exemplo, podemos ver um Ganondorf muito mais sedento por vingança do que por vontade de salvar o seu povo.

‘Mas o que isso agrega para entender a atualidade de Zelda?’ - você pode estar se perguntando. No último trailer disponbilizado sobre o próximo título da franquia (a continuação de Breath of the Wild), podemos ver de forma clara que Ganondorf retornou; e retornou do mesmo instante em que parou em Twilight Princess, quando é morto com a Master Sword enfincada em seu peito. Na verdade ele não morreu ali. Provavelmente o corpo de Ganondorf teria sido levado até o Patíbulo do Deserto, e alí teria sido selado, mas não finalizado. Isso já justi-

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fica coisa sufiente, pelo simples fato de que no primeiro trailer da continuação do game, podemos ver nitidamente a entrada do próprio patíbulo. Todos pensam que na verdade tudo aquilo que foi apresentado ocorreu debaixo do castelo de hyrule, pelos trailers que foram disponibilizados. Na verdade ‘Arbiter’s Grounds’(nome em inglês para o patíbulo do deserto) existe dentro de ‘Breath of the Wild’ e está presente no deserto dos gerudo, a diferença é que está soterrado, enquanto o espel-

ho do crepúsculo está lá no litoral, em Palmorae Beach (acessível por meio de uma sidequest).Outro fato interessante, é que nós vemos que no último trailer, o castelo de Hyrule foi elevado ao céu- e aí eu indago, o que impediria a força da malice de desenterrar o Arbiter’s Grounds? - Além disso, pela contagem cronológica, um novo gerudo homem já teria de ter nascido, uma vez que o prazo de 100 anos já passou, e é necessário o surgimento de um novo membro masculino na tribo; qual o motivo de ainda não ter surgido?


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Zonai; um conhecimento “nitidamente oculto” Pouquíssimo se sabe sobre essa tribo, mas mesmo sabendo pouco, temos muitos mistérios envolvendo ela para serem solucionados. Uma coisa é certa, atualmente passamos pela era da queda dos Sheikah, onde a tecnologia deles está deixando de ser utilizada, e imagino que poderemos ver Link utilizando de armas Zonai no próximo título. Essa tribo nada mais é do que um povo pré-histórico que habitou a região de Faron no mundo de ‘Breath of the Wild’, e que ficou marcada por suas estruturas e ruínas que ficaram ao longo de todos estes anos escritas em monumentos ancestrais. Sabemos tão pouco sobre eles que, para ter noção, sua história pe conhecida por meio das armaduras do jogo, e pelos poucos manuscritos que podem ser encontrados sobre esse povo pré histórico.

Penso que foram portadores de uma tecnologia muito diferente de tudo que já vimos. Quando pudemos ver a força da Tecnologia Sheikah ficamos impressionados com a potência de grandes Bestas Divinas e guardiões; se prepare, pois poderemos ver muito além disso no próximo título. Nós vemos no último trailer que o Link está muito diferente, e inclusive também conseguimos observar muitos resquícios Zonai em sua própria roupa e armas (como por exemplo aquele lança-chamas que ele utiliza contra um inimigo do céu). Muito ele provavelmente poderá se re-conectar com algum ancestral seu (ou seja, uma encarnação passada do herói), que viveu durante a época Zonai.

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Assim, ele descobrirá tecnologias que serão eficazes contra os inimigos do céu. Isso acontece porque pelos monumentos Zonai, nós podemos observar que eles sempre retratam seres alados, que geralmente assimilamos á o dragão de Faron. Mas e se a referência na verdade ser a outros tipos de povos que tiveram contato

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com os Zonais? Povos estes que, literalmente vieram do céu? Partindo do ponto que Link se re-conecta com um ancestral que já havia tido contato com aqueles seres, nós chegamos a conclusão que o mundo ‘superior’ que aparece no segundo trailer da continuação da série, na

verdade numa hyrule passada foi fortemente conectado com o povo da terra, e divinizado pelos Zonai. Se esse povo ficou tanto tempo omitido, nunca em Hyrule outra nação teve contato com eles, a não ser o próprio ancestral do herói. Então, Link precisa buscar ajuda nos seus ante-passados, que conseguiram desenvolver armas e


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técnicas de combate superiores as do Sheikah, graças a convivência com o mundo superior presente na sequência. Os Zonai teriam sido todos mortos pelos inimigos do céu, e incinerados sua história para que nenhum outro povo conseguisse ser portador das tecnologias que facilitariam a derrota daquilo que estava acima.

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‘Breath of the Wild’ com toda certeza revolucionou a franquia, e não há contradições sobre isso. Ainda há muito mais sobre o que discutir sobre esses temas, e aguardamos ansiosamente um novo trailer da continuação do game, ou até mesmo, novas informações sobre o que iremos encontrar neste “novo mundo”.

Há quem diga que lá veremos os resquícios do ‘Sacred Real’, onde muito provavelmente Ganondorf teria sido selado, contudo, não há nada para fazer se não esperar notícias sobre o título, para conseguir atualizar e teorizar mais sobre o que já conhecemos dentro do universo de Zelda.

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Jogos que não podem faltar na biblioteca do Nintendo Switch Online Expansion Pack

O anúncio de um novo serviço para o Nintendo Switch Online durante a última direct agradou a diversos fãs do Nintendo 64, que vão poder reencontrar seus jogos favoritos no híbrido. Com a promessa de novas adições no futuro próximo, listamos aqui alguns jogos que não podem faltar no serviço, confira: Texto por Juan Carlos Romera Diagramação por Gabriela Ascioli

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No último Direct, realizado no dia 23 de setembro, a Nintendo surpreendeu ao anunciar a adição do Nintendo 64 e do Sega Genesis (Mega Drive) ao Nintendo Switch Online (NOS). Nomeado como “Nintendo Switch Online Expansion Pack” (NSOEP), o plano chegará ao final de outubro e custará uma quantia a mais em relação ao plano normal (o valor ainda não foi divulgado), se tornando uma espécie de plano Premium do NSO. Entre as novidades, está a possibilidade de jogar online com até 4 pessoas simultaneamente, além de, é claro, permitir o salvamento do progresso em qualquer parte do

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game. Além de tudo isso, a Nintendo também anunciou um modelo de controle semelhante ao controle do N64, tudo para deixar a experiência, o mais próximo possível, do console lançado em 1996. No momento de seu lançamento o Expansion Pack contará com alguns jogos de N64, como Ocarina of Time e Super Mario 64. No entanto, já foi anunciado que, muito em breve, novos títulos chegarão ao novo plano, como por exemplo: Banjo-Kazooie e Majora´s Mask. Enquanto aguardamos (e preparamos nosso bolso) pela adição do N64, listamos alguns games que gostaríamos de ver no catálogo de games.


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Rare A Rare talvez tenha sido a principal parceira da Nintendo na época do N64. Os frutos dessa parceria são considerados verdadeiros clássicos e permanecem até hoje em nossa memória, e certamente entrarão na lembrança daqueles que não tiveram oportunidade de jogá-los.

Banjo-Tooie A Rare talvez tenha sido a principal parceira da Nintendo na época do N64. Os frutos dessa parceria são considerados verdadeiros clássicos e permanecem até hoje em nossa memória, e certamente entrarão na lembrança daqueles que não tiveram como jogá-los.

Donkey Kong 64 Amado por uns, odiado por outros, Donkey Kong 64 é um jogo que divide os fãs do gorilão. Apesar das controvérsias, DK64 é, literalmente um jogo grande, tanto que em seu lançamento, foi necessário que o jogo acompanhasse o então novo Expansion Pack.

Conker’s Bad Fur Day O jogo mais polêmico do N64 não poderá faltar de forma alguma à biblioteca do Expansion Pass. Devido a sua abordagem de assuntos um tanto quanto inapropriados para o público jovem, o jogo recebeu classificação “M (Mature)”, para maiores de 17 anos.

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26 Tiro, Porrada e roubo (de estrela)

Um dos grandes diferenciais do N64 em relação a concorrência da época, foi o fato de permitir a jogatina multiplayer com até 4 jogadores (locais) ao mesmo tempo. Então, não podem faltar jogos multiplayers ao NSOEP.

GoldenEye 007 O clássico dos clássicos dos FPS. GoldenEye é a verdadeira obra prima dos jogos de tiro, sendo aclamado, até hoje, como um dos melhores do gênero. O game conta com o modo single player, onde o jogador deverá passar por diversas missões, e com o modo multiplayer, onde quatro jogadores se enfrentam.

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Perfect Dark Considerado por muitos como o sucessor de Goldeneye, Perfect Dark traz a trama de Joanna Dark na investigação de misteriosos acontecimentos alienígenas no ano de 2023. O jogo é mais fluido e tem gráficos polidos do que GoldenEye, e é uma ótima pedida a quem curte o gênero FPS.

Super Smash Bros.

Trilogia Mario Party

Enganam-se quem pensa que este clássico não é necessário, uma vez que o Nintendo Switch já possui sua versão.

Foi no N64 que o gênero surgiu, e sinceramente, tem como ser ruim um jogo de tabuleiro em tempo real, com os personagens mais marcantes da franquia Super Mario?

O primogênito da série de luta é uma oportunidade única de voltar a 1999 e apreciar como a “jiripoca começou a piar” no universo Nintendo. Um jogo que não pode faltar!

Reviver os três jogos originais, com a adição do multiplayer online seria uma importante adição à biblioteca do Expansion Pass.


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Batalhar é preciso Sem dúvidas, a franquia Pokémon, que se tornou uma febre Mundial no final dos anos 90,rendeu diversos jogos à biblioteca do N64, de títulos onde o jogador se torna um paparazzi Pokémon (Pokémon Snap), até mesmo um simulador de conversa com um Pikachu (Hey You, Pikachu!). Contudo, o carro chefe da franquia sempre esteve nas batalhas entre os monstrinhos então nada mais justo que nos lembrarmos de dois grandes jogos:

Pokémon Stadium (1 e 2) Pokémon Stadium é a versão completa de um game Pokémon (ao menos das gerações 1 e 2). Há inúmeras modalidades de batalha (Free Battle, Stadium e Gym Leader Castle) para se jogar com o computador ou com outros jogadores, sem falar na opção dos mini-games em modo multiplayer. Outro recurso interessante é a Game Boy Tower que permitia jogar os games clássicos do Game Boy. Já pensou, se no futuro os jogos de Game Boy forem incluídos ao NSO e pudermos colocar nossos Pokémon para batalhar na Stadium? Sonhar nunca é demais. Fato é que esta adição tornaria o Expansion Pass muito mais atrativo, principalmente aos jogadores que não tiveram a oportunidade de jogar os dois games de Pokémon Stadium.

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O primeiro título de Metroid 2D em quase duas décadas traz uma novíssima aventura da caçadora de recompensas Samus Aran. Embarque para o planeta ZDR enquanto investiga os vestígios de uma espécie alienígena até então extinta, com muitos segredos a se desvendar na jornada. Texto por Felipe Lima Diagramação por Gabriela Ascioli

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capa

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Quem imaginaria, que um jogo nascido de um conceito elaborado há cerca de 15 anos, enfim ganharia vida? Não só isso! Metroid Dread não por si só ganhou vida, mas definitivamente trouxe à luz do dia a franquia que concedeu parte de suas características ao gênero Metroidvania de maneira magistral. Metroid Dread é um título produzido majoritariamente pela MercurySteam em conjunto com alguns estúdios de pesquisa e desenvolvimento internos da própria Nintendo, foi lançado para o Nintendo Switch em 08 de outubro de 2021 em todo o mundo e tem como premissa a história da caçadora de recompensas Samus Aran viajando para o Planeta ZDR em uma missão para a Federação Galáctica como forma de investigar gravações misteriosas do Parasita X — que deveria ter sido extinto, ao menos, em teoria.

Gameplay

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Projetado para finalizar uma saga dentro da franquia 2D e como uma sequência direta de Metroid Fusion, eu diria logo de cara que não haveria alguma possibilidade de me sentir aterrorizado ao trazer as recordações do SA-X — a forma mais agressiva e assustadora do parasita X que replicou a Samus como forma de tentar eliminá-la de todas as maneiras. Bem, eu me equivoquei o suficiente, você já deve ter presumido. Os E.M.M.I. foram introduzidos e incansavelmente citados pela Nintendo desde o anúncio de Metroid Dread como o terror em forma de máquina na perseguição da nossa protagonista. Eu inclusive cheguei a brincar com seguidores no Twitter falando que a “Nintendo deveria alterar o gênero desse Metroid para terror psicológico e sobrevivência”, sério… Foram incontáveis as minhas mortes enfrentando cada um deles — enfrentando não: CORRENDO.


capa O jogo obviamente traz essa etapa apenas como um bônus, uma vez que os E.M.M.I. se limitam às suas devidas zonas que inclusive possuem coloração diferente no mapa, ambientação musical tensa e visão distorcida (além dos “apitos” macabros) que a máquina faz ao explorar a região). É de tirar o fôlego sim: basta adentrar essas zonas que instantaneamente você já precisa pensar em uma forma de chegar na porta de objetivo para dar sequência à sua exploração, e temos sete desses robozinhos carismáticos ao todo percorrendo as diversas áreas que a Samus terá de explorar para sair do Planeta ZDR com vida. Metroid Dread mantém toda a clássica fórmula de exploração e ação em um ambiente majoritariamente 2D com cenas e transições em 3D como forma de dar uma imersão maior para determinados pontos do jogo: seja em forma de tutorial, cutscenes com chefões ou a Samus descobrindo algum segredo. Por conta de uma “perda de memória física” que a Samus teve após o início do jogo, você começa com as habilidades dela extremamente limitadas, e deverá usar a exploração em prol de readquiri-las para só então atingir um nível plausível de força que lhe permita explorar o vasto Planeta ZDR.

47 Jornada nas Estrelas Além de Dread, conheça todas as aventuras 2D de Samus ao longo de quase 35 anos desde o NES

Metroid (1987) A Federação Galáctica descobre uma forma de vida desconhecida no planeta SR388. Os pesquisadores o nomeiam de “Metroid”

Metroid II: Return of Samus (1991) Após cumprir com sucesso sua missão no perigoso planeta SR388, Samus retorna com um filhote de Metroid que ao vê-la, acredita ser sua mãe.

Super Metroid (1994) Samus dá o filhote aos cientistas da Federação, que acreditam que podem aproveitar os poderes do Metroid para o aperfeiçoamento da galáxia.

Metroid Fusion (2002) Samus é colocada em contato com uma forma de vida parasitária desconhecida, mais tarde chamada de “X”, que faz com que ela perca a consciência.

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Vale a citação de que os E.M.M.I. não imbatíveis, eles possuem uma fraqueza em específico que é introduzida logo no tutorial de combate do jogo quando você entra em uma de suas zonas. Porém, o jogo deixa claro que vencê-los lhe permitirá uma exploração muito mais ampla de uma determinada área — além de um certo “mimo” que cada um deles

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concederá à protagonista na medida em que forem derrotados em cada uma de suas áreas. “Dread” é uma expressão em inglês utilizada para medo, temor, pavor, e não temos como interpretar o título desse jogo dessa forma apenas tendo os E.M.M.I. como ameaça. Então prepare-se para enfrentar chefões muito mais desafiadores e cheios de

personalidades (se é que podemos dizer isso de monstros), cada um com características próprias de luta e também com ponto fracos únicos. Por falar em lutas, o sistema de combate do jogo passa longe de ser confuso e como um “não fã fervoroso da franquia”, digo com


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tranquilidade que o costume utilizando tanto os equipamentos ofensivos da Samus, quanto suas habilidades de esquiva e outros não levaram muito tempo para serem dominadas. Inclusive ouço dizer que a MercurySteam aperfeiçoou vários aspectos desde o lançamento de Metroid: Samus Returns. Com a minha licença para uma breve dica: O con-

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tra-ataque será seu melhor companheiro em boa parte do jogo, principalmente em lutas de dificuldade avançada contra “mini-chefes”. Quanto aos demais tópicos, Metroid Dread mantém toda a essência consagrada da franquia com mapas imensos, diversos power-ups em locais que você passará batido mais de uma vez (e

mesmo com dica do mapa quebrará sua cabeça tentando localizar), além do sempre famoso “backtrack” que traz a necessidade de você retornar ao mesmo local diversas vezes se quiser uma exploração mais profunda — além de claro, as recompensas que isso entregará para a protagonista.

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50 Performance Metroid Dread me impressionou logo de cara por um aspecto que pode passar batido para muitos: sound design. Uma vez que temos os E.M.M.I. como inimigos “cegos” dentro de suas Zonas, fiquei bem satisfeito e admirando ao longo do tempo a precisão que foi colocada no som ambiente, nos monstros e no próprio robô para ajudar na atmosfera de suspense e alerta da Samus durante a fase de exploração desses locais. Ainda que a trilha sonora não seja extremamente marcante para a franquia, é inegável que a ambientação imposta pelos sons é um dos maiores destaques em Dread comparado com outros jogos lançados para o Nintendo Switch. Graficamente falando, Metroid Dread consegue trazer um jogo de iluminação e cores bem interessantes e sem exageros para impressionar o jogador conforme ele avança em sua aventura pelas variadas áreas do jogo. Mesmo em locais mais monótonos e dominados pelo aço / tecnologia, a sensação de “fadiga ocular” não se apresentou para mim devido variações sutis que a desenvolvedora fez para não cairmos na mesmice

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— aliás, espere por ambientações bem legais conforme Samus avança em busca da superfície. No quesito técnico, absolutamente nada comprometeu minha experiência com o jogo: Nada de travamentos, nada de queda na taxa de quadros, a resolução se manteve absolutamente estável, e as cenas apresentadas ao longo da história se mostraram incríveis.


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Veredito Metroid Dread é definitivamente o jogo que explora todo o potencial da franquia 2D com louvor fazendo justiça à proposta dos produtores de levar pavor e exploração aos jogadores, enriquecendo e finalizando uma saga de forma excelente, além de deixar aquele desejo e esperança de que Samus Aran nos agracie com mais títulos inéditos nesse nível de qualidade futuramente. Essencial aos fãs não só de Metroid, mas dos jogos de qualidade como um todo em 2021.

• Design de som, ambientação

Nota

• História

10

• Performance Geral

Perfeito

• Inimigos e Chefões

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novidades Trilogia de GTA é anunciada Em breve, uma trilogia de Grand Theft Auto será lançada para diversas plataformas, incluindo a Switch. O anúncio, ainda que esperado, pegou a muitos de surpresa. Com melhoramentos na jogabilidade, gráficos e upgrades em geral, o jogo está marcado para o início de 2022 Mais: is.gd/gtansw

Switch OLED vende mais que modelo Lite O novo modelo de Switch, lançado recentemente, apresentou um começo notável. No Reino Unido, ele obteve mais vendas que seu “irmão” Lite, quando levado em conta o mesmo período. Entre todos os modelos da Switch 70% das unidades vendidas na semana de sua estreia eram da versão OLED. Mais: is.gd/oled1

Novidades sobre Pokémon vem à rede Diversas novidades sobre Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl foram lançadas. Neles, podemos ver mais informações sobre o jogo, e novas cenas inéditas. Além disso, alguns portais tiveram acesso a novos detalhes sobre o jogo. Mais: is.gd/bdspvideo

Rumores apontam Switch em 4K O insider Nate Drake, famigerado pela sua credibilidade no meio Nintendo, divulgou algumas pistas sobre os próximos passos da empresa no futuro. Dentre a maioria das previsões, se manteve um consenso sobre uma futura viabilidade do híbrido para a tão esperada resolução em 4K. Mais: is.gd/nswnh

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loja Em destaque Metroid Dread

R$ 299 Diablo II Collection

R$ 199 Super Monkey Ball: Banana Mania

R$ 199,50 Tetris Effect: Connected

R$ 203,95 WarioWare: Get it Together!

Vem aí* Dying Light: Platinum Edition

R$ 249

19 de outubro

Pro Flight Simulator

R$ 69,99

22 de outubro

Mario Party Superstars

R$ 299 29 de outubro

Star Wars: Knights of the Old Republic

R$ 76,45 11 de novembro

Shin Megami Tensei V

R$ 249

R$ 250,79

Disco Elysium The Final Cut

Pokémon Brilliant Diamond / Shining Pearl

R$ 203,95 *Não se aplicam descontos de pré-venda

12 de novembro

R$ 299

19 de novembro

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(t)reta final cloud gaming

A nova forma de distribuição de jogos promete revolucionar o mercado, criando uma alternativa que em teoria viabiliza mais títulos. Mas com o perdão do pleonasmo, ela por si só é viável?

a favor contra Cloud é o futuro não só dos jogos, mas de toda a tecnologia num âmbito geral. Inovações de armazenamento em servidores externos podem ajudar a baratear muito os custos de produção a longo prazo, beneficiando o consumidor final.

Cloud é irrealista. Não existe uma maneira de aferir de corretamente o valor de um produto apenas por uma economia que pode se mostrar mínima para o orçamento completo do jogo. Pode se tratar muito bem de um caso de falsa equivalência.

Com o host de um game via nuvem, esse mesmo jogo pode ser distribuído para diversos consoles de uma vez só, apenas entregando os mesmos através de uma cadeia de servidores à altura do serviço do jogo.

Em vía pública sempre há picos de tráfego. Em outras palavras, servidores podem ficar congestionados. Mesmo que o host seja amplo, ele é finito. Isso implica num risco constante de alta demanda, podendo “emperrar” o game.

Cloud é uma questão de tempo para ser implantada. Já temos como exemplo o Xbox Game Pass, que habilita a transmissão de seus jogos em mais dispositivos com a nuvem. Em poucos anos, existe uma grande chance da indústria seguir o exemplo.

Ainda não é a hora. Poucos países tem uma internet hábil para executar um jogo em tempo real. O Google Stadia apenas comprova isso com louvor. Em países como Coreia do Sul, onde a velocidade comum é alta, ok. Agora em países emergentes, esquece.

A nuvem economiza de maneira significativa o espaço de armazenamento interno, é muito mais seguro, e teoricamente à prova de emissão de cópias ilegais. Para a empresa, é certamente a melhor alternativa disponível atualmente.

Alguns jogos dependem de resposta em tempo real para serem viáveis. Uma pequena queda de velocidade pode causar falhas essenciais para o jogador, influenciando seu desempenho. O cenário competitivo tende a sofrer ainda mais.

E você, o que acha disso? Comenta lá no nosso site: switch-brasil.com

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switch-brasil.com 2021

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