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Técnicas Técnicas e Dinâmicas na Condução de Grupos Este documento é uma reflexão acerca do que aprendi de novo e o que posso fazer de diferente com o que aprendi, com base nas aulas da disciplina de Técnicas e Dinâmicas na Condução de Grupos, leccionada pelos Docentes João Gouveia e José Luís Gonçalves.

■ O que aprendi de novo? Durante anos, a liderança foi estudada e entendida como um traço da personalidade, ou seja, dependendo exclusivamente de características pessoais e inatas ao sujeito. Nos dias que correm, entendemos a liderança como uma atitude que depende da aprendizagem social do indivíduo e, desta forma, que pode ser aperfeiçoada. A liderança está relacionada com as competências de comunicação e de transmissão de ideias. Um líder necessita transmitir confiança e ainda depositá-la nos outros e nas tarefas que estes desempenham, valorizando, elogiando e transmitindo apreço pelos resultados que lhe são apresentados. O líder deve ser capaz de avaliar o seu próprio estilo, ser auto-crítico e questionar-se. Assim sendo, a liderança é um processo que implica uma capacidade de conseguir influenciar os outros através da comunicação. A liderança deve ser alvo de uma auto-crítica e auto-análise, já que ela é um processo interactivo, que não acontece com uma pessoa isolada.

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Técnicas Técnicas e Dinâmicas na Condução de Grupos O líder deve ser capaz de elogiar o trabalho daquele que por ele é chefiado, sabendo aproveitar o entusiasmo dessa pessoa e incutir-lhe sempre auto-confiança naquilo que ele faz, levando-o a sentir preocupação e a mostrar empenho nas suas tarefas. O agradecimento deve, sempre, fazer parte da atitude de um líder após cada tarefa efectuada. Desta forma, o indivíduo sentirse-á valorizado vendo o seu trabalho e dedicação a serem reconhecidos. O verdadeiro líder não tem necessidade de conduzir, contenta-se em indicar o caminho. É importante que o líder se relacione positivamente com os elementos do grupo que lidera. O bom relacionamento entre ambos é essencial para o bom andamento das actividades propostas pela empresa, contudo devese manter o profissionalismo no ambiente de trabalho muito claro a todos e evitar situações de preferência ou afectividade que transpareçam ao grupo. A liderança é, hoje em dia, entendida como algo que pode ser exercitado e apreendido, através da adaptação do líder às funções de liderança. No que diz respeito ao tema da gestão do tempo e das equipas, este merece alguma reflexão para nos apercebermos se está a ser bem aproveitado ou não. Para uma boa administração do nosso tempo, devemos tentar obter o maior rendimento possível com a finalidade de aproveitarmos cada momento do nosso dia-a-dia, não vivendo em função das tarefas a realizar, mas sim realizando-as em função do tempo que lhes destinamos. Para tal, devemos planificar de forma a controlá-las, estabelecendo objectivos, dividindo e 2


Técnicas Técnicas e Dinâmicas na Condução de Grupos atribuindo prioridades às tarefas do dia. Este planeamento vai ajudar-nos a começar o dia de forma positiva, com serenidade, sem aquela sensação de ter muito para fazer em pouco tempo. Um líder poderá fazer uma boa gestão do seu tempo ao depositar confiança no trabalho realizado pelos colaboradores. Distribuir tarefas, atribuir responsabilidades, esperar resultados, sem supervisionar directamente, mas garantindo um acompanhamento e disponibilizando ajuda e esclarecimento sempre que estes sejam solicitados. O líder não deverá assumir diversas tarefas ao mesmo tempo para se poder concentrar plenamente no que está a fazer, evitando desperdício de tempo a pensar na próxima tarefa enquanto ainda não terminou a que está a dirigir. Sem uma organização eficaz do tempo e uma pré-definição dos objectivos a cumprir não há aprendizagem significativa. É necessário definir e saber o que se pretende, antecipadamente, antes de transmitir aos outros, para eles iniciarem o seu trabalho. Por fim, surge o tema da Avaliação Avaliação. valiação. Todo o plano que tenha como objectivo planificar algo para ser avaliado tem a sua relevância e, deve ser analisado ao pormenor, revisto e só depois apresentado e proposto aos formandos, dando-lhes oportunidade de estarem preparados para o facto de serem avaliados segundo determinados critérios. 3


Técnicas Técnicas e Dinâmicas na Condução de Grupos À avaliação de desempenho é atribuído um papel de extrema importância, pois não só o produto é avaliado mas também todo o seu percurso. Os objectivos, previamente definidos, servem para o formador avaliar o percurso e a aprendizagem alcançada, se foi ou não de encontro ao que estava planeado. A avaliação de desempenho tem como finalidade principal a averiguação do desempenho pessoal do colaborador, com vista a aperfeiçoá-lo e de forma a obter melhores resultados da organização. Para tal, é importante alcançar alguns objectivos, tais como: fomentar a motivação dos diligentes, reconciliar os objectivos individuais, promover a confiança entre observadores e observados, estimular o desenvolvimento profissional e pessoal dos trabalhadores, impulsionar o auto-aperfeiçoamento, etc. A avaliação de desempenho é um processo diferente do regime disciplinar e não deve ser confundido com este. Na avaliação de desempenho não se trata de aplicar infracções disciplinares, mas sim de saber se o desempenho agrada ou não às carências do serviço ou entidade e se atinge os objectivos e resultados esperados e tentar melhorá-lo. Desta forma, a avaliação de desempenho é um instrumento que tem como objectivo a melhoria dos resultados dos recursos humanos da organização. Na minha opinião, a avaliação de desempenho deve ser entendida como um sistema de análise e avaliação constante que a organização faz 4


Técnicas Técnicas e Dinâmicas na Condução de Grupos comparativamente ao desempenho dos seus colaboradores no exercício das funções, com a finalidade de contribuir para o seu desenvolvimento futuro. Para mim, o importante num líder é captar a confiança daqueles com quem trabalha, com o objectivo de trabalhar em parceria com eles. É necessário fazer uma boa gestão do tempo, definir objectivos e acima de tudo saber delegar tarefas, estando disponível quando solicitado. Dar ordens e esperar apenas pelos resultados não me parece a atitude correcta. Já tive uma experiência como responsável de loja e procurei fazer o oposto do gerente que se limitava a estar no escritório, delegava ordens e não motivava os funcionários e quando chegava a hora de irem à loja os directores da marca ele usava o termo “nós”, como se ele participasse em alguma tarefa realizada. Não achando esta atitude a mais correcta, procedi de forma diferente com os funcionários, como eu considero a mais justa. “Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.” O nosso percurso constrói-se no dia-a-dia juntamente com as nossas atitudes.

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Liderança