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Ficha Técnica: • Alunos do 5º A da Escola EB 2/3 de Monte da Ola • Professora Cooperante: Sandra Sarmento • Estagiárias da ESE – IPVC


A Ana era uma menina muito triste, ela achava que não sabia fazer nada de jeito. Quando ia levar a comida ao seu cão tropeçava sempre e deixava cair a comida.


Sempre que comia manchava a roupa.


Cada vez que falava para os colegas era tão baixo, mas tão baixinho que ninguém a ouvia. Enfim, a vida era uma seca! A Ana queria apenas ser igual às suas colegas, apenas isso.


Certa tarde viu um anúncio no seu bairro, tinha acabado de abrir uma loja nova e esta nova loja parecia ser a solução para os seus problemas. - “Que maravilha! É tudo o que eu preciso!” - disse a Ana.


Depressa o pensou, melhor o fez! No dia seguinte, acordou bem cedinho, pois estava muito ansiosa, e logo se dirigiu à loja para fazer grandes encomendas. Bem, isto‌ se o seu mealheiro o permitisse, claro.


Quando chegou à loja encontrou uma senhora baixinha, de fato cor-derosa com um ar muito simpático, que logo se dirigiu a ela pronunciando o seu nome. - “Olá Ana! O meu nome é Salomé, em que te posso ser útil?” - “Estranho, ela sabe o meu nome!” - pensou a Ana muito admirada. Apesar disso, contou-lhe as suas aflições.


- “Simpatia? Perseverança? Engenho? É isso mesmo que tu queres comprar? Achas que não tens nada disto? Ora, diz-me lá, será que não existe algo que tu saibas fazer bem?”


Então a Ana contou-lhe: - “Eu gosto muito de conviver com o Sr. José. Quando vou às compras vou sempre sem pressas porque o Sr. José da mercearia gosta muito de conversar comigo”.


Também adoro dançar, sempre que visito a minha avó, danço para ela e para as suas colegas de chá”. “


“Gosto ainda de dobrar papel, mas ĂŠ uma atividade sem utilidadeâ€?.


- “Querida Ana! Afinal tu não precisas de comprar nada disso na minha loja. Simpatia tu já tens, caso contrário o Sr. José da mercearia não ocupava o seu tempo a conversar contigo; se não fosses bondosa e afetuosa não divertias a tua avó e as suas amigas com os teus passos de dança; e esse teu hobby de dobrar papel parece-me muito interessante. Pensando bem acho que existe algo nesta loja que te vai agradar. Olha para o teto da loja!”


Foi então que a Ana reparou que vindos do teto, suspensos por fios quase invisíveis, estavam pendurados lindos pássaros de papel de várias cores e tamanhos. - “Oh! Que lindos!” – exclamou a Ana.


- “Foram os meus clientes que fizeram, todos eles deixaram um exemplar, eu também sei fazê-los, se tu quiseres, ensino-te e também te posso contar a lenda que está na origem destes pássaros de papel, que tem o nome de tsurus”. A Ana aceitou a oferta de imediato e aprendeu a dobrar o papel desta forma tão especial. A Sr.ª Salomé dobrava o papel calmamente esperando que ela lhe seguisse os passos e enquanto isso contava a lenda da Garça.


A sua voz calma e doce deixavam-na relaxada e tranquila‌


Quando se apercebeu, estava no seu quarto, deitada na sua cama. A Ana compreendeu, então, que afinal tudo tinha sido um sonho e nesse sonho tinha aprendido uma lição: Às vezes a solução para os nossos problemas está dentro de nós, devemos acreditar nas nossas capacidades e potenciar aquilo que mais gostamos de fazer, existe de certeza alguma utilidade para essas capacidades que muitas vezes achamos inúteis. Acreditar em nós e nas nossas capacidades é muito importante para que consigamos aceitar e realizar todos os desafios e tarefas que nos surgem ao longo da vida e também para que quando as coisas nos correm menos bem sejamos capazes de ultrapassar esses momentos, nunca desistindo. A isso, ao gostar de nós e acreditarmos que somos especiais e únicos chamamos autoestima.


A Ana levantou-se de um salto e correu a pegar numa folha de papel ficando surpreendida‌ Afinal sempre tinha aprendido a fazer TSURUS!‌


Fim


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Ilustrado pelo (a):


Historiaana luisa e susana original