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ecocontinhos


TÍTULO: “ECOCONTINHOS” Autores e ilustradores: Agrupamento de Escolas de Canedo - Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BECRE) Alunos e Educadoras dos Jardins-de-Infância de Areja, Igreja (Vila Maior), Mosteirô, Sobreda e Vilares. Editor: Agrupamento de Escolas de Canedo - BECRE Paginação, revisão e composição gráfica: Equipa da BECRE (Professoras Maria José Sousa e Susana Ferreira e professor Ângelo Ribeiro). 2014 Euedito geral@euedito.com www.euedito.com Agrupamento de Escolas de Canedo - BECRE Rua do Centro Social, n.º 319 4525-117 CANEDO biblioteca@aecanedo.pt www.becredecanedo.wordpress.com

ISBN: 978-989-98467-2-2 Depósito Legal: 376438/14 Apoio:

Indústria de Faianças, Lda.

A cópia ilegal viola os direitos dos autores. Os prejudicados somos todos nós


ecocontinhos “Era uma vez...”, projeto do ensino pré-escolar

Agrupamento de Escolas de Canedo Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos

Santa Maria da Feira


Prefácio

O Agrupamento de Escolas de Canedo apresenta o resultado de três projetos que, pelo quarto ano consecutivo, mobilizaram alunos de todos os ciclos e respetivos professores: apelando à criatividade literária e artística, ao aperfeiçoamento do domínio da Língua Portuguesa, à originalidade e à excelência dos conhecimentos adquiridos em várias áreas, as IV Publicações do AEC revelam, mais uma vez, a qualidade do trabalho desenvolvido nas nossas escolas. Este ano distinguiu-se pela diversidade dos temas abordados: no Pré-escolar, crianças e educadoras focaram preocupações ambientais. Já no Primeiro Ciclo, o leque de tipologia de textos é o reflexo das exigências programáticas, quanto ao Segundo e Terceiro Ciclos, alunos e professores convidam-nos para uma viagem muito singular, até à terra das fábulas. Acreditamos, muito sinceramente, que são projetos como estes que elevam a qualidade das nossas escolas e valorizam as aprendizagens e a formação dos nossos alunos, norteando todos os envolvidos rumo ao sucesso. Um bem-haja a todos os que continuam a acreditar que, juntos, podemos fazer mais e melhor!

Susana Ferreira, Coordenadora das BECRE's do Agrupamento de Escolas de Canedo

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A A R S C E O C Í N R I IS PR

JI de Areja

Era uma vez, uns meninos que andavam no jardim-deinfância de Areja: a Francisca, a Inês, o Gonçalo, o David, a Lara, a Maria e muitas outras crianças. Certo dia, foram dar um passeio perto da sua escola. Havia muito lixo no monte, e até no rio. Ficava feio e cheirava mal. Foi então que apareceu a Princesa Arco-Íris dizendo-lhes: 6


- Vou ensinar-vos a separar o lixo para saberem reciclar e, mais tarde, ensinarem aos vossos pais e amigos o que fazer. E assim foi. Construíram os ecopontos, conheceram as suas cores e os seus nomes: o azul era o Papelão, o amarelo, o Plasticão e o verde, o Vidrão. Ouviram histórias e viram filmes que explicavam como separar o lixo. Ficaram a saber que o lixo era recolhido e levado até uma fábrica onde o transformavam em materiais novos, ditos reciclados. A Princesa Arco-Íris ainda os informou que reduzir era gastar pouco. Reutilizar era aproveitar materiais, e reclicar, transformar os objetos usados em novos. Na 7


escola, os meninos fizeram muitos trabalhos com materiais recicláveis como papéis, tampas, pacotes do leite, aparas de madeira e tantas outras coisas. Aprenderam que se não reciclassem, a natureza ficaria destruída, os pássaros morreriam e a Primavera ficaria triste para sempre. Mas se reciclassem, a natureza ficaria linda e feliz e o sol a 8


sorrir. Os passarinhos cantariam, e fariam os seus ninhos. O rio ficaria com muitos peixes. As árvores ficariam fortes e belas, cheias de frutos. Desta forma, as crianças poderiam brincar no monte. Na praia da Lomba, poderiam fazer castelos de areia e nadar nas águas limpinhas do rio. E assim, aprenderam que é urgente amar a natureza e cuidar do ambiente. Reduzir, reutilizar e reciclar é o segredo para um bom ambiente ganhar.

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O copo mágico

JI de Igreja | Vila Maior

Era uma vez, um copo de iogurte que vivia no frigorífico da casa do Pedro. O que o Pedro não sabia, é que o copo de iogurte era mágico. E ao querer bebê-lo, de repente, o copo começou a falar. O Pedro assustou-se mas o copo disse-lhe para não ter medo porque não lhe ia fazer mal nenhum. Quando o menino acabou de beber o iogurte, o copo perguntou: – Onde é que me vais colocar, a seguir? E o Pedro, que era um menino que já sabia muitas coisas, 10


respondeu-lhe que o ia deitar para o plasticão porque é nesse sítio que se colocam os plásticos. Muito aflito, o copo pediu-lhe para não fazer isso e acrescentou: – Sabias que me podes transformar num brinquedo e, assim, podes brincar comigo? Curioso, o Pedro perguntou: – Em que é que te posso transformar? – Num carro, por exemplo. É muito fácil! Só precisas de

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quatro rodinhas … – disse o copo. – E onde é que eu vou buscar quatro rodinhas? – perguntou o Pedro, cada vez mais intrigado. – Às garrafas de água, quando ficam vazias – respondeu o copo. – E depois? – insistiu o Pedro. – Depois, prendes as rodas, podes-me pintar e eu transformo-me num carro de corridas. Assim, já posso brincar contigo. – Acho que me deste uma boa ideia. Assim, posso ter 12


muitos carros diferentes! Por fim, o copo de iogurte transformou-se num bonito carro de corridas vermelho que foi parar Ă caixa dos brinquedos do Pedro.

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A magia dos quatro ecopontos

JI de Mosteirô

Na terra dos ecopontos, havia dois castelos, separados por um rio. No castelo azul, vivia o rei ecoponto Rafael Papel e no castelo amarelo, vivia o rei ecoponto João Embalão. Eram inimigos um do outro. Recolhiam todo o lixo que encontravam, sem partilhar nada. No portão dos castelos, havia cães para vigiar e não deixar entrar os lixos estranhos. Um dia, os cães zangaram-se e fugiram. O ecoponto verde, 14


chamado São Vidrão, veio de barco juntar-se aos dois reis e falou com eles. Juntos, combinaram recolher, separar e partilhar todo o lixo que encontrassem naquela terra, para ficar tudo limpinho. Os reis gostaram da ideia. E, para passarem mais depressa de um lado para o outro e se ajudarem, decidiram construir a ponte da amizade. A partir desse dia, tornaram-se amigos inseparáveis. Mais tarde, escolheram um sítio diferente para morarem juntos. Lá, havia uma árvore que era mágica. Trataram bem dela com

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vitaminas dos restos da fruta e dos legumes. Ela cresceu muito, ficando forte e saudável, com folhas coloridas em forma de coração. Um dia, apareceu um buraco no tronco da árvore. Os três ecopontos, curiosos, entraram lá dentro e encontraram um ecoponto diferente, de cor vermelha que, por não ter amigos, se sentia sozinho e triste. Entusiasmados, convidaram-no a juntar-se a eles. Disseram-lhe que fazia falta no grupo e deram-lhe o nome de Simão Depositrão. Os quatro ecopontos deram as mãos e nunca mais se separaram. Cada um recolhendo e separando o lixo que reciclavam quando precisavam de fazer uma nova obra. Aquela terra ficou com o rio e as ruas limpinhas e o ambiente cuidado.

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Nas horas de descanso, o ecoponto Rafael Papel tirava do bolso livros com bonitas histórias que lia aos amigos. O ecoponto João Embalão dava a comida embalada em plásticos e latas. O ecoponto São Vidrão servia as bebidas nas garrafas de vidro e o Simão Depositrão deixava usar as suas máquinas para cozinhar e brincar. E assim, viveram felizes para sempre.

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A grande limpeza JI de Sobreda

ERA UMA VEZ... ...uma menina chamada Margarida e um menino chamado João. Um dia, resolveram ir passear para o parque. Quando eles chegaram ao lago, viram tudo cheio de lixo. Encontraram quatro patos e três peixes. Olhando para eles, o João e a Margarida exclamaram: – Tanto lixo no vosso lago!

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Os peixinhos e os patinhos estavam tristes porque não podiam nadar no meio de tantos detritos. Querendo muito ajudar, os meninos propuseram: – Gostavam de ter o vosso lago limpinho? Os peixinhos e os patos apenas explicaram: – Nós estávamos a dormir, veio uma ventania e apareceu este lixo todo. Preocupados, os meninos perguntaram: – E vocês sabem quem foi? – Foram as pessoas que deitaram o lixo todo no lago. Fizeram piqueniques e espalharam tudo por todo o lado. Foram os 19


pais com três filhos, que brincaram com três carros com pilhas. Quando estas ficaram gastas, atiraram-nas para o lago. – concluíram os animais. Vendo a tristeza dos novos amigos, O João e a Margarida insistiram: – Podemos limpar isto? – Claro que podem! – responderam em coro os amigos. – Mas, façam-no com jeitinho para não nos magoarem. – acrescentaram. O João e a Margarida ficaram com tanta pena deles que 20


tiraram o lixo todo do lago. Foram colocá-lo nos ecopontos que estavam espalhados pelo parque. – Vamos separar todo o lixo. –anunciou o João. – Vamos colocar o papel e o cartão no Papelão, que é o ecoponto azul; tudo o que é plástico no plasticão ou embalão, ecoponto amarelo; os frascos de vidro no vidrão, que é o ecoponto verde; e por fim, colocamos as pilhas no ecoponto mais pequeno que é o pilhão. Depois de tudo limpinho, os peixinhos e os patinhos agradeceram ao João e à Margarida: – Obrigado, meninos. Agora já não estamos presos e podemos nadar livremente. O João e a Margarida despediram-se, então, prometendo regressar muito em breve.

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As gatinhas Pintinhas e Riscas J.I. Vilares (sala 1)

Era uma vez, um menino e uma menina que tinham duas gatinhas: a Pintinhas e a Riscas.

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A casa do Serafim estava tão desarrumada que a sua gata Pintinhas cortou uma patita num vidro de uma garrafa partida. Para curar a ferida, a bichinha teve de ir ao hospital dos gatos. Mais tarde, voltou para casa com uma ligadura. Triste, a Pintinhas já nem tinha vontade de saltar para o sofá, onde gostava tanto de adormecer, descansada, na almofada fofa que lá se encontrava. Em casa da Matilde, estava tudo tão arrumadinho. A sua gatita, a Riscas, fazia xixi na areia e dava saltinhos de contente para adormecer nas almofadas quando estava cansada de brincar. Dormia tão feliz e mimalha que até se ouvia a ronronar como se estivesse a cantar. 23


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Um dia, para que a gata Pintinhas não se voltasse a ferir, o Serafim descobriu a solução: aprender a reciclar. Esfregou as mãos porque ia ser uma tarefa fácil. Pois, já sabia que o lixo devia ser colocado nos ecopontos: o vidro, no vidrão; o plástico e os metais, no plasticão; e o papel, no papelão. Apesar de já saber tudo isto, o menino ainda não fazia tudo certinho por ser muito trapalhão. A Matilde já tinha aprendido tudo na sua casa arrumada e decidiu ajudar o Serafim. Assim, a Pintinhas deixaria de se magoar. Cada vez mais arrumadinhos, os dois até parecem namoradinhos!

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Martim Pintas J. I.de Vilares, sala 2

Era uma vez, uma baleia azul chamada Conchinha, que tinha um amigo muito especial que era extraterrestre. Juntos, costumavam brincar à noite, sem os pais saberem. Até porque ele vivia numa nave espacial e ela vivia no mar. O amigo da Conchinha era todo verde. Tinha o corpo em forma de retângulo, a cabeça redonda apenas com um olho 26


enorme, as pernas e os pés finos, os braços curtinhos e os dedos finos. Chamava-se Pícaro. Os dois amigos costumavam brincar numa praia muito bonita, conhecida por Papacéu. Um dia, encontraram lá um baú. De imediato, pensaram que se tratava de um tesouro mas, na verdade, no baú estava um grande monstro, “o monstro do lixo”. Este tinha três cabeças, cada qual com a sua crista; três olhos e uma cauda pequenininha. Alimentava-se de lixo. A Conchinha e o Pícaro não gostaram nada do que viram e pediram ao monstro para que arrumasse o lixo que tinha espalhado pela ilha. Pois, o lixo prejudicava o ambiente e também 27


o tornava muito feio. Em troca, os dois amigos ensinaram-no a comer de forma mais saudável. Num primeiro momento, o monstro ficou furioso. Quis expulsá-los da ilha. Então, com muita paciência, a Conchinha e o Pícaro convidaram-no para um piquenique. Queriam provar-lhe que uma comida mais saudável era muito melhor e por isso, escolheram frutos , algas, peixes... Quando o monstro provou os deliciosos petiscos, logo se

transformou num príncipe baleia

encantado. Os três amigos viveram felizes para sempre e o príncipe passou a chamar-se Martim Pintas.

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A Floresta Mágica J.I. de Vilares, sala 3

No mundo mágico dos duendes, existia uma floresta onde animais, plantas e pessoas viviam em harmonia. Ao deixar passar os raios brilhantes do sol, o céu azul enchia todos os habitantes de alegria. Cantavam com os passarinhos animadas melodias enquanto apreciavam a beleza da natureza espelhada na água do rio. Um dia, porém, um grão de areia arrastado pela força da água trouxe uma terrível notícia: – Amiguinhos, os habitantes da floresta negra estão a poluir o nosso rio. Os peixes estão a ficar doentes, e por isso, querem fugir para um sítio mais puro. 30


Assustados, sem saberem o que fazer, os duendes resolveram falar com o mocho, o animal mais sábio da floresta. – Senhor mocho, um pequeno grão de areia contou-nos que os habitantes da floresta negra estão a espalhar lixo por toda a parte. O problema já chegou ao rio, e os nossos amigos peixes estão a ficar doentes – explicou o duende mais velho. – Não podemos deixar que isto aconteça. O rio é o nosso maior tesouro. Sem ele, não conseguimos viver! – exclamou o duende Jeremias. – Calma companheiros! – pediu o mocho. Há algum tempo que os animais se queixam de que as suas casas estão 31


cercadas de lixo. O ar já não é puro. Por isso, tenho vindo a pensar numa solução… – acresentou o mocho. E continuou: – E se pedíssemos ajuda às crianças que vivem no arco-íris? Elas são fortes e com os seus pozinhos mágicos, tudo pode acontecer! – Boa ideia! – disseram os duendes, em coro. – Obrigada por nos ajudar nesta luta contra o lixo. Sem mais demoras, os duendes trouxeram as crianças para a sua floresta. Juntos, retiraram todo o lixo que, com a ajuda dos pozinhos mágicos, foi encaminhado para os ecopontos da cidade do arco-íris. Rapidamente, tudo voltou a ser como antes. O céu 32


brilhava, os pássaros cantavam, os duendes dançavam e os peixes, felizes com a qualidade da água, faziam piruetas no ar. E adivinhem só?! Os habitantes da floresta negra, rendidos à beleza da floresta mágica, decidiram pedir ajuda às crianças que, gentilmente, os ensinaram a preservar a natureza e a colocar o lixo nos ecopontos. A partir daquele dia, a floresta negra deixou de existir. O poder dos pozinhos das crianças do arco-íris uniu as duas florestas que aprenderam uma grande lição: Se da floresta queres cuidar, não te esqueças de reciclar.

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