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A força da energia Em minha primeira passagem pela Polinésia Francesa, curti uma experiência repleta de altos e baixos no paraíso. Na primeira semana foi tudo incrível, mágico, até que as coisas começaram a dar errado para todos na trip. De acordo com a galera que costuma frequentar a ilha do Tahiti, onde fiquei durante a maior parte do tempo, é preciso que tudo esteja em sintonia para que as ondas funcionem com perfeição. E foi justamente a partir da segunda semana, quando o crowd de brasileiros aumentou ainda mais e os taitianos entraram em greve geral, que tudo começou a dar errado. Os tubos pararam de aparecer em Teahupoo, alguns brasileiros que iam ao Tahiti tiveram de prolongar a conexão no Chile em virtude da greve, o clima entre a galera começou a ficar pesado e as discussões se tornaram comuns no dia-a-dia. Não demorou muito para os taitianos também se incomodarem com nossa presença. O crowd na água estava insuportável e alguns compatriotas mal educados se achavam donos do pico, rabeando até mesmo alguns locais. Coincidências à parte, Teahupoo literalmente parou de quebrar com perfeição e esperou todos os brazucas irem embora, surfista por surfista. Teve gente que passou mais de duas semanas no pico e não viu um dia clássico sequer, uma verdadeira decepção. As roubadas foram tantas que não cabem aqui neste editorial, mas você pode conferir algumas delas na reportagem especial sobre a trip a partir da página 12. Obviamente, a viagem também teve muitos momentos de alegria e curtição, pois a Polinésia é um lugar fantástico e o simples fato de estar naquele lugar já é uma vitória. De lá para cá, passei a acreditar ainda mais na ideologia das pessoas que costumam frequentar esse paraíso. Quando o clima está favorável, as coisas acontecem naturalmente e tudo parece dar certo. Que o diga o meu amigo e surfista profissional Bruno Galini. Depois de ficar sem patrocínio no início do ano e começar a temporada com alguns resultados aquém da sua capacidade, ele vive um grande momento em sua carreira. Primeiro ele foi capa do jornal SurfBahia Mag na última edição (maio / junho) e, logo depois, teve sua primeira foto publicada pela conceituada revista Fluir, a maior da América Latina. Quem pensa que parou por aí, está enganado. No fim de julho, ele obteve o quinto lugar no Brasil Surf Pro em Maracaípe (PE); duas semanas depois, conquistou uma brilhante vitória no Nordestino Pro também em Pernambuco, e na semana seguinte já assumiu a liderança do ranking com um excelente vice-campeonato no Rio Grande do Norte. A fase foi coroada com o patrocínio da marca Mahalo, que merecidamente passou a investir nesse grande atleta. E nós não poderíamos deixar de dar outro grande destaque a Bruno Galini nesta edição, afinal de contas, o atual momento é totalmente favorável a ele. É isso aí, espero que curtam esta nova edição! Aloha! Ader Oliveira Editor do SurfBahia Mag

SurfBahia

mag

ROLÉ NO PLANETA 22

Editor

Ader Oliveira ader@surfbahia.com.br (71) 7811-3966 / ID* 7*48169

Editor de arte

Bruno Benn www.brunobenn.com (71) 9206-4963

Diagramação

Bruno Benn www.brunobenn.com (71) 9206-4963

Diretor comercial

João Carlos joao@surfbahia.com.br (71) 7811-5363 / ID* 91*6706

Colaboradores fotográficos

Aleko Stergiou, Iaponã, Bidu, Diego Freire, Clemente Coutinho, Fabriciano Júnior, Jhon e Erick Tedy. Capa: Wilson Nora Foto: Bidu / Bidudigital.com.br

Correspondências

Rua José Ernesto dos Santos, 47, Ed. Empresarial Center, sala 203, Centro, Lauro de Freitas (BA). Cep: 42.700-000

Tiragem Tahiti

Festival de tubos

Mahalo pro challenge

10.000 exemplares


Portal de cara nova Lançado em dezembro de 2007, o portal SurfBahia.com.br está de cara nova a partir deste mês. Com um layout criativo, produzido pelo nosso editor de arte Bruno Benn, o SurfBahia fica mais dinâmico e recheado de novidades. Além de um visual diferenciado, o novo portal apresenta diversas ferramentas do mundo digital. Fotos com maiores dimensões, ensaios de gatas, notícias nacionais e internacionais, enquetes, blogs e classificados são algumas das atrações do SurfBahia. Nos blogs, atletas como Dennis Tihara, Marco Fernandez, Rudá Carvalho, Bino Lopes, Franklin Serpa e Bruno Galini expoem as últimas novidades em suas carreiras. Não deixe de conferir o novo layout do maior portal do surf baiano. Acesse www.surfbahia.com.br.

Alan decola rumo ao título. Na outra pág. Jhones faz a festa no pódio. Fotos: Clemente Coutinho

Show nordestino no Cupe Um verdadeiro show da nova geração nordestina marcou a segunda etapa do Brasil Surf Pro entre os últimos dias 14 e 18 de julho, na praia do Cupe, Ipojuca (PE). Em decisão de alto nível, o potiguar Alan Jhones venceu o baiano Rudá Carvalho com uma virada emocionante nos minutos finais. Foi a primeira final da dupla na divisão de elite do surf nacional. Pela vitória, Alan embolsa R$ 25 mil e assume a liderança do ranking nacional, enquanto Rudá descola R$ 12 mil e passa a ocupar a terceira posição no Tour, atrás ainda do carioca Leonardo Neves. Em seu caminho à final, Alan derrotou o niteroiense Bruno Santos na terceira fase, o paulista David do Carmo nas oitavas-de-final, o cearense Messias Félix nas quartas e o alagoano Tanio Barreto na semifinal. Já Rudá passou pelo cearense Michel Roque na terceira fase, o conterrâneo Bino Lopes nas oitavas, o paulista Hizunomê Bettero nas quartas e Renato Galvão, também de São Paulo, na semi. Com muitas manobras ousadas, a dupla nordestina chegou com tudo à decisão e travou um duelo de tirar o fôlego do público no Cupe. Rudá começou forte com duas batidas de backside chutando a rabeta numa onda da série que rendeu 6.83 pontos ao atleta de Olivença. Em seguida, o ilheense novamente agrediu o lip de uma esquerda, mas caiu e teve a cordinha partida, perdendo preciosos minutos na areia. Enquanto trocava de equipamento, Rudá viu o potiguar Alan Jhones reagir com notas 4.33 e 5.50. Depois de lutar muito nas difíceis ondas de até 1,5 metros e formação irregular, o baiano conseguiu a virada com 4.20 ao acertar uma bela batida de backside numa junção. Mas o golpe fatal veio nos minutos finais, quando Alan Jhones pegou uma boa direita, chutou a rabeta na primeira manobra, desferiu um cutback e mais uma batida na junção para arrancar 7.33 e garantir a vitória no Cupe. Campanha baiana Além do show de Rudá Carvalho, a Bahia teve excelentes participações na prova com Bino Lopes, Franklin Serpa, Alandreson Martins e Bruno Galini. Depois de tirar Serpa da prova nas oitavas-de-final, Galini chegou embalado às quartas e

Rudá Carvalho conquista o vice no Cupe. Foto: Clemente Coutinho

muito elogiado em virtude de suas performances expressivas nas fases anteriores. Porém, o ilheense perdeu a chance de enfrentar Rudá na semi ao perder para Renato Galvão num duelo com poucas ondas. Galini caiu em algumas tentativas de virada e saiu da água precisando de apenas 4.53 para vencer o adversário. Bino também chegou junto e foi até as oitavas em sua segunda participação na elite brasileira. O atleta de Villas do Atlântico surfou muito de backside nas primeiras fases, mas errou ao cavar numa onda da série no duelo contra Rudá nas oitavas e perdeu a chance de ir mais longe na prova. Já Alandreson executou bonitos aéreos na prova, mas não acertou o pé no confronto contra o experiente alagoano Tanio Barreto, que reagiu muito bem nos minutos finais e levou a melhor sobre o itacareense.


Também representaram a Bahia no Cupe Marco Fernandez e Wilson Nora. Marquinho substituiu Alejo Muniz na etapa e começou bem, mas não achou boas ondas na segunda fase. Já Nora estreou na terceira fase contra o carioca Leandro Bastos e se deu mal.

Resultado do Brasil Surf Pro 2010 1 Alan Jhones (RN) 2 Rudá Carvalho (BA) 3 Renato Galvão (SP) 3 Tanio Barreto (AL) 5 Bruno Galini (BA) 5 Jean da Silva (SC) 5 Hizunomê Bettero (SP) 5 Messias Félix (CE) 9 Alandreson Martins (BA) 9 Franklin Serpa (BA) 9 Bino Lopes (BA) Ranking do Brasil Surf Pro 2010 depois de duas etapas 1 Alan Jhones (RN) – 1.730 pontos 2 Leonardo Neves (RJ) – 1.400 3 Rudá Carvalho (BA) – 1.360 4 Marcio Farney (CE) – 1.260 5 Hizunomê Bettero (SP) – 1.220 6 Renato Galvão (SP) – 1.130 6 Heitor Pereira (SP) – 1.130 8 Tânio Barreto (AL) – 1.010 9 Messias Felix (CE) – 1.090 9 Pedro Henrique (RJ) – 1.010 9 Odirlei Coutinho (SP) – 1.010 9 Jean da Silva (SC) – 1.010 9 Flavio Nakagima (SP) – 1.010 14 David do Carmo (SP) – 1.000 14 Leandro Bastos (RJ) – 1.000 14 Franklin Serpa (BA) – 1.000

Tihara rouba a cena no México Com um belo tubo em Puerto Escondido, México, o baiano Dennis Tihara entrou para a galeria de notas 10 no World Qualifying Series (WQS), divisão de acesso do circuito mundial. De forma brilhante, Tihara passou por dentro de um canudo com mais de 3 metros, sendo premiado com nota máxima por todos os juízes do Quiksilver Pro, etapa de nível 4 estrelas que distribuiu um total de US$ 85 mil entre os atletas. A competição foi promovida entre os últimos dias 16 e 23 de julho. Na final, o mexicano David Rutherford levou a torcida ao delírio depois de superar o brasileiro Ricardo dos Santos (4o) e os havaianos Kevin Sullivan (2o) e Casey Brown, terceiro colocado. Depois do tubo nota 10, Dennis Tihara parou nas quartas-de-final em um duelo bastante polêmico. O baiano acusou o experiente californiano Peter Mel de ter segurado a cordinha de sua prancha quando disputavam uma onda nos minutos finais da bateria. Na transmissão via internet, Peter Mel ficou sem graça e pediu desculpas ao adversário pela situação. “Não tive essa intenção, mas são coisas que acontecem nas baterias”, alegou Peter Mel, que chegou às semifinais e finalizou a etapa em quinto lugar. Ao término da competição, Dennis Tihara permaneceu no México em busca dos famosos tubos de Puerto Escondido. A nota 10 do baiano foi destaque em diversos veículos de peso, como o site Surfline e a revista Fluir. “Para quem não sabe, o Surfline é considerado o maior site especializado em surf do mundo e a Fluir é a maior revista da América Latina. Eles publicaram a sequência de fotos do meu tubo nota 10 e isso me deixou orgulhoso, afinal de contas é sempre gratificante ver nosso trabalho ser valorizado pela mídia”, comemora Dennis. Feliz com mais um desempenho de alto nível em trips internacionais, o free surfer profissional segue na batalha por um patrocínio. “Estou me esforçando muito, lutando para mostrar meu potencial. Fiz ótimos trabalhos no Hawaii, Indonésia, Tahiti e agora no México, espero que as empresas reconheçam o meu valor e o retorno de mídia que estou gerando. Já não é fácil encarar um mar pesado como Teahupoo, Padang, Puerto Escondido e Pipeline, imagina fazer bonito lá na outside e ter fotos e vídeos publicados em veículos de grande repercussão no Brasil e no mundo?”, comenta Tihara.


Alan Jhones deita e rola Nos últimos dias 6 e 7 de agosto, a paradisíaca cidade de Baía Formosa (RN) recebeu a terceira edição do Greenish Pro. Surfando em casa e com o apoio da torcida, o local Alan Jhones não deu chance aos adversários e faturou a prova pelo segundo ano consecutivo. A etapa distribuiu um total de R$ 30 mil em prêmios e teve de ser finalizada no sábado (7/8) porque o swell vinha perdendo força. A atitude da Associação Nordestina de Surf (ANS) foi de extrema sabedoria, pois no domingo as condições ficaram precárias no Pontal, palco da quarta etapa do circuito nordestino profissional 2010. Para manter a hegemonia no quintal de casa, Jhones ditou o ritmo do início ao fim. O atleta de Baía Formosa mostrou que conhece muito bem a onda e teve como menor somatório os 14.33 pontos obtidos na terceira fase. Na estreia, foram 17.60 pontos. Na quarta fase, ele foi ainda melhor e arrancou notas 10 e 8.33, totalizando 18.33. Antes de ampliar seu próprio recorde para 18.66 na final, Alan cravou 17.33 pontos para vencer a semi, que contou ainda com os cearenses Felipe Martins, Isaías Silva e Charlie Brown. Na outra semi, Bruno Galini mostrou que também estava inspirado e somou 8.67 e 8.00, avançando junto com o conterrâneo Franklin Serpa, autor de 7.40 e 6.33. O ex-top da elite mundial Marcelo Nunes tentou a reação nos instantes finais, mas os 7.93 pontos obtidos pelo potiguar não foram suficientes para impedir a dobradinha baiana. No mesmo duelo, o jovem potiguar John Max não conseguiu repetir as belas atuações das fases anteriores e amargou o quarto lugar. John foi o autor da primeira nota 10 da prova ao destruir uma direita com aéreos, rasgadas e batidas na segunda fase. A decisão foi dominada por Alan Jhones. Posicionado no melhor lugar no outside, o potiguar não foi incomodado pelos adversários e surfou as melhores ondas da bateria, somando 8.83 e 9.83 nas duas maiores notas. Quem mais chegou perto foi Galini. Sempre procurando inverter a direção da prancha nos ataques ao lip, o ilheense arrancou 7.83 e 7.10 dos juízes e conquistou o vice-campeonato, seguido por Franklin Serpa (3o) e Felipe Martins, quarto colocado.

Alan Jhones vence Greenish Pro no quintal de casa. Foto Fabriciano Júnior

Bruno Galini é o novo líder do ranking nordestino. Foto: Fabriciano Júnior

Resultado do Greenish Pro 2010 1 Alan Jhones (RN) 2 Bruno Galini (BA) 3 Franklin Serpa (BA) 4 Felipe Martins (CE) Ranking nordestino depois de 4 etapas 1 Bruno Galini (BA) 5260 2 Bino Lopes (BA) 4820 3 César Aguiar (PE) 4540 4 Alan Jhones (RN) 4470

Franklin Serpa descola terceiro lugar. Foto: Fabriciano Júnior


Foto: Fabriciano Jr

Vinícius Wichrestiuk, 17 anos, é um dos destaques da nova safra de atletas soteropolitanos. Patrocinado pela surfwear baiana Mahalo, Vini tem como ídolos o campeão mundial do WQS de 2000, Armando Daltro, e a jovem sensação revelada no Rio Grande do Norte, Jadson André. Confira na íntegra o perfil desse talentoso garoto. Nome: Vinícius Wichrestiuk Idade: 17 anos Patrocínio: Mahalo Motivo de orgulho: O meu amor pelo surf e o forte apoio da minha mãe. Melhor campeonato: Mahalo Pro Challenge, em Maracaipe (PE) Melhor viagem: Ubatuba (SP) Conquista mais importante: 5º colocado no ranking final do Brasileiro Amador 2009, na categoria Mirim. Uma praia: Stella Maris, Salvador Manobra preferida: Kerrupt Flip Filme de surf: The Collection Ídolos no esporte: Armando Daltro e Jadson André. Viagem dos sonhos: Tahiti Objetivos em 2010: Focar o Baiano e o Brasileiro Amador


Rudá Carvalho agradece a Deus por mais um voo. Foto: Aleko Stergiou / Waves

Por Ader Oliveira

Acima, Marquinho Fernandez rumo ao cilindro. Nesta, Tubarões em total harmonia na ilha de Moorea. Fotos: Aleko Stergiou / Waves

Confesso que conhecer a Polinésia Francesa ainda não estava nos meus planos. Além de ser um destino turístico muito caro, é um lugar com ondas perfeitas, porém muito perigosas. A visita a esse incrível arquipélago foi antecipada quando comecei a planejar, junto com o fotógrafo Aleko Stergiou e a marca Smolder, a ida de Rudá Carvalho ao Tahiti, principal ilha da Polinésia. Em seguida, Marco Fernandez, Bino Lopes e Franklin Serpa ficaram empolgados e também começaram a sonhar com a trip. Outro baiano que já estava confirmado era Wilson Nora, mas este ficaria hospedado em outro local, mais precisamente em frente a Teahupoo, onde ficou nas visitas anteriores ao Tahiti. Quando vi grandes amigos indo, parei para pensar na possibilidade de ir com a galera e curtir minhas férias. Durante toda a temporada a gente viaja para os eventos no litoral brasileiro, curte pra caramba, mas até então nunca havíamos feito uma trip internacional com tantos conterrâneos reunidos. Comprei minha passagem e me preparei para a viagem. No dia 9 de junho, parti junto com Fernandez e Bino num voo que reuniu ainda o pernambucano Ian Gouveia, o catarinense Marco Polo e os paulistas Jessé Mendes e Thiago Guimarães. Depois de passarmos por Santiago e Ilha de Páscoa, finalmente chegamos a Papeete, capital da ilha do Tahiti. Fomos recepcionados com muita festa e Hinano (cerveja taitiana) por Aleko Stergiou e Marama, dono da casa onde ficaríamos hospedados. Lá já estavam Franklin Serpa e outros atletas brazucas.


Franklin Serpa em êxtase na esquerda secreta do Tahiti. Foto: Aleko Stergiou / Waves

Logo no primeiro dia da trip, surfamos um secret muito perfeito com esquerdas de até 1,5 metros. A bancada era muito rasa, mas felizmente nenhum grave acidente aconteceu. Quando a maior parte do grupo descansava no barco para uma nova session, um local com uns 2 metros de altura chegou numa lancha acompanhado por um amigo. Ele chegou gritando em francês, dizendo que era presidente de uma associação de surf local e não queria ninguém produzindo fotos ali. “Nós não queremos que isso aqui vire Teahupoo ou Vairao. Vocês podem até surfar aqui, mas fotos e vídeos eu não quero. E hoje vocês podem ir embora, nem surfem mais aqui. Se vocês voltarem com equipamento fotográfico, eu ligo para os meus amigos e a gente vem aqui e quebra tudo. Vão embora!”, bradou o gigante. Obviamente, ninguém falou nada. Chamamos os poucos que estavam na água e fomos embora numa boa. O crowd de brasileiros na ilha foi o comentário da temporada. Realmente havia uma quantidade enorme de brazucas no Tahiti, talvez uns 40 surfistas, e isso gerou um certo mau humor nos taitianos. Como o calendário de competições no Brasil está cada vez mais recheado, sobra pouco tempo para as trips internacionais dos atletas. Em junho, as provas mais importantes deram uma pausa em virtude da Copa do Mundo, e aí todo mundo resolveu viajar na mesma época. A passagem em torno de R$ 2,6 mil (São Paulo – Papeete) foi outro motivo para que os brazucas se animassem com os tubos

Bino Lopes sobrevoa Small Pass. Ao lado, Fernandez curte o paraíso cristalino. Fotos: Aleko Stergiou / Waves


O píer da casa de Marama era um dos lugares prediletos da galera. Ao lado, Em Moorea, não falta luxo aos visitantes. Fotos: Aleko Stergiou / Waves

Wilson Nora só vai nas maiores da série em Teahupoo. Foto: Bidu / Bidudigital.com.br

taitianos. Enfim, tudo fluiu para que o paraíso fosse invadido pela galera, e isso não é nada bom. Disputas por ondas, gritos no outside, pressão para produzir imagens para a mídia e patrocinadores, confusões para pagar o aluguel diário do barco, etc. O clima ficou tenso em muitos momentos nesta temporada. Segundo os frequentadores assíduos do Tahiti, a energia da trip é fundamental para que Netuno colabore. Coincidentemente, quando as confusões começaram a aparecer, o vento e a chuva simplesmente entraram em ação durante duas semanas, deixando o clima ainda mais tenso. Para variar, os trabalhadores taitianos fizeram uma greve geral que complicou de vez a trip. Postos de gasolina foram fechados e não havia combustível para o barco, deixando todos parados em casa. Os voos também pararam de aterrissar em Papeete e a equipe Smolder teve de ficar “presa” no Chile por cinco dias, perdendo preciosos momentos para produzir fotos e vídeos. Quando Rudá Carvalho, Dunga Neto e Marcio Farney chegaram, Teahupoo continuou bombando, mas com pouquíssimos tubos rodando na bancada. A salvação da equipe foi no último dia, quando o trio conseguiu achar três raros tubos para voltar pra casa sem a frustração de não ter passeado por dentro de um túnel em Teahupoo. Antes da greve, a bancada teve alguns momentos de emoção. Wilson Nora, Bino Lopes e Franklin Serpa fizeram bonito e surfaram com muita atitude no pico. Mais novo que o trio, Marquinho


Fernandez foi mais cauteloso, bem como seu amigo Ian Gouveia. Porém, vi Marquinho surfar dois bonitos canudos em Teahupoo e pegar os melhores tubos do dia na rasa bancada de Themé, pointbreak com direitas mágicas situado na ilha de Moorea. Quando foram retornaram ao Brasil, Fernandez e Rudá chegaram poucos minutos antes de suas baterias no WQS em Maresias (SP). Felipe Freitas, empresário da dupla, fez o possível para que eles chegassem a tempo e solicitou à ASP South America para que as baterias fossem adiadas para a manhã do dia seguinte, mas não teve seu pedido atendido e os dois levaram W.O. O mesmo aconteceu com vários atletas como Jihad Khodr, Marco Polo, Yuri Sodré, entre outros. As roubadas não pararam por aí. Resolvi visitar a ilha de Huahine com Aleko Stergiou, Heitor Pereira, o videomaker Erick Nagata e o free surfer Daniel Coelho. No retorno ao Tahiti, fui informado de que minhas pranchas e as de Daniel não puderam chegar porque não havia espaço no avião para a bagagem.

Como voltaria ao Brasil naquela noite e o voo seguinte de Huahine chegaria apenas no dia seguinte, a companhia aérea Air Tahiti prometeu enviar minhas pranchas até Salvador. As pranchas de Daniel chegaram na primeira semana de julho, uma semana depois da viagem, e as minhas não chegaram até o presente momento (28 de julho). A Lan Chile e a TAM, que ficaram de trazer a bagagem como cortesia para a Air Tahiti, “não sabem” onde elas estão e a companhia aérea taitiana me informou que se elas não forem encontradas até 31 de julho, serão consideradas perdidas e eles me pagarão algo em torno de 800 reais. Vale ressaltar que, além de uma capa em excelente estado, eu tinha duas Ricardo Martins, um prancha australiana (Lee Cheyne) e uma Ripwave, todas novinhas. Facilmente esse valor chega a R$ 3 mil. Uma trip sem roubadas não é uma trip de verdade, mas essa foi um exagero!

Sentido horário, Marco Fernandez acerta o lip na rasa bancada de Temae. Bino entuba com classe em Teahupoo. Dunga Neto passa por dentro em sua estreia no Tahiti. Visual da bancada em Teahupoo. Fotos: Aleko Stergiou / Waves


O primeiro semestre de 2010 foi repleto de ótimas ondas na Bahia. Em todos os cantos do litoral, a galera fez a cabeça e curtiu uma temporada regada a muitas ondulações de boa qualidade. No litoral norte não foi diferente. Em um dos diversos picos secretos daquela região, os free surfers fizeram a festa no swell que bombou no mês de maio. Foram muitos tubos numa rasa e desafiadora bancada de coral.

O fotógrafo pernambucano Rildo Iaponã, local de Fernando de Noronha, marcou presença na área e registrou belos momentos de surfistas como Marcelo Primata, Beto Capelotti, Marlos Viana e Eduardo Moody. “Na minha opinião, quem pegou os melhores tubos desse dia foi Heloy Júnior, mas infelizmente não pude clicá-lo. Quando cheguei ao pico e comecei a fotografar, ele já estava saindo da água para descansar. Depois, quando fui embora, ele voltou ao outside e vi de longe outro tubo alucinante dele”, relembra Iaponã.

Nesta foto, Beto Capelotti percorre o salão. Ao lado, Marcelo Primata faz a festa nos canudos do litoral norte. Acima Eduardo Moody pronto para entrar no trilho. Fotos: Iaponã


Galini soberano em Maraca

Bruno Galini domina Mahalo Pro Challenge. Foto: Fabriciano Júnior

Thiago de Sousa fica com o vice em Maraca. Foto: Fabriciano Júnior

Entre os últimos dias 30 de julho e 1 de agosto, o Mahalo Pro Challenge agitou a Baía de Maracaípe, em Ipojuca (PE). Com uma campanha de alto nível, o baiano Bruno Galini não deu chance aos adversários e ergueu a taça da prova válida como terceira etapa do circuito nordestino profissional. Depois de ter sua melhor prancha partida ao meio em sua estreia, o ilheense optou por surfar com uma prancha do amigo e conterrâneo Marco Fernandez. Galini rapidamente entrou em sintonia com o equipamento e chegou com tudo à decisão para faturar o cheque de R$ 8 mil destinado ao vencedor. Determinado a conquistar sua terceira vitória no circuito nordestino, o baiano foi até o distante outside de Maracaípe e surfou duas boas ondas até o inside, finalizando a primeira delas com um bonito tubo e a segunda com uma forte batida na junção. Com as notas 7.50 e 6.67, Bruno Galini registrou a maior pontuação de toda a prova ao totalizar 14.17 pontos em vinte possíveis. O segundo lugar ficou com o cearense Thiago de Sousa, que lutou muito pelo caneco, mas teve dificuldades para encontrar boas ondas na final. Em terceiro ficou o carioca Igor Morais, seguido pelo cearense Isaias Silva. “É um orgulho muito grande ser o primeiro baiano a vencer uma etapa do Nordestino patrocinada pela Mahalo, que é uma empresa da minha terra. Quero agradecer a Marquinho Fernandez por ter me emprestado a prancha dele. Agradeço também a Geraldinho Cavalcanti por ter me ‘adotado’ em sua casa desde o Brasil Surf Pro; minha mãe, minha namorada, meus amigos e toda a galera da Bahia que estava aqui junto comigo me dando força, especialmente Franklin Serpa, Bino Lopes e Ader Oliveira”, disse o campeão, que já havia vencido as etapas do Nordestino Pro em Olivença (2006) e Stella Maris (2008). Resultado do Mahalo Pro Challenge 2010 1 Bruno Galini (BA) 2 Thiago de Sousa (CE) 3 Igor Morais (RJ) 4 Isaías Silva (CE)

Isaías Silva (4º) sobrevoa Maracaípe. Foto: Fabriciano Júnior


Tassio Rocha fatura categoria Adulto. Foto: Fabriciano Júnior

Entre os últimos dias 13 e 15 de agosto, os baianos Tassio Rocha, André Feio e José Erbet fizeram a festa no Pena Bahia International Longboard Classic, etapa válida pelos circuitos mundial e brasileiro de longboard. Em ondas de meio metro e séries maiores em Itacimirim, litoral norte da Bahia, o trio fez bonito nas categorias válidas pelo ranking nacional. Tassio faturou a categoria Adulto, Feio levou a Master e Erbet, o “Zezinho”, ergueu a taça na Legend.

Também subiram ao pódio em Itacimirim Gustavo Kombi e Roberto Vieira no Stand Up; Valdemar Neto e Igor Captol na Júnior. Na Feminino Pro, a campeã brasileira Aline Chaves caiu na semifinal e finalizou a etapa em quinto lugar. Na categoria Masculino Pro, válida pelo Longboard Qualifying Series (LQS), o paulista Jefson Silva, 23, de São Sebastião, faturou os US$ 8 mil oferecidos ao campeão. Inspirado, ele derrotou o líder do ranking sul-americano, Rodrigo Sphaier, depois ganhou a final com outro surfista de Saquarema (RJ), Jeferson da Silva, 24 anos. Jefson abusou dos hang ten e hang five, manobras clássicas do longboard, e arrancou as maiores notas do último dia, vencendo a decisão do título por 16.50 x 14.20 pontos.

Resultados do Pena Bahia International Longboard Classic 2010 Masculino Profissional 1 Jefson Silva (Bra) 2 Jeferson da Silva (Bra) 3 Leco Salazar (Bra) 3 Rodrigo Sphaier (Bra)

Júnior Amador 1 Gabriel Vitorino (SC) 2 Felipe Lacerda (ES) 3 Valdemar Neto (BA) 4 Igor Captol (BA)

Master Amador 1 André Feio (BA) 2 Bryan Bruce (BA) 3 Flávio Marola (BA) 4 Rogério Vasconcelos (BA)

Feminino Profissional 1 Atalanta Batista (PE) 2 Fernanda Daichtm (PR) 3 Jasmin Avelino (RJ) 4 Shayana Avelino (RJ)

Adulto Amador 1 Tassio Rocha (BA) 2 Reginaldo Nascimento (PE) 3 Robson Fraga (ES) 4 Geraldo Lemos (RJ)

Legend Amador 1 José Erbet (BA) 2 Samir Silva (BA) 3 Alan Gandra (RJ) 4 Faruk Dias (BA)

Stand Up 1 Leco Salazar (SP) 2 Carlos Bahia (SP) 3 Gustavo Kombi (BA) 4 Roberto Vieira (BA)


Franklin Serpa em sintonia com Teahupoo. Foto: Aleko Stergiou / Waves


Stanley Cieslik ataca pelo alto no Tahiti. Foto: Bidu / Bidudigital.com.br

Nova geração no caminho certo. Foto: Diego Freire Matheus Toledo destroi a junção no Atalaia (SC). Foto: Diego Freire


Flรกvio Nakagima inverte tudo no litoral carioca. Foto: Diego Freire

Ricardo Salada descarrega sua ira em Asu. Foto: John


Edvan Silva sobrevoa o litoral norte da Bahia. Foto: Diego Freire

Alan Donato chuta a rabeta em BaĂ­a Formosa. Foto: Fabriciano JĂşnior


Peterson Crisanto desafia as leis da gravidade em ItajaĂ­ (SC). Foto: Diego Freire

Robson Santos prepara o ataque na praia da Vila (RJ). Foto: Aleko Stergiou / Waves


Heloy JĂşnior encara uma Cacimba do Padre com status de Banzai. Foto: IaponĂŁ


Para presentar nossos leitores, a nova edição do SurfBahia Mag traz um ensaio em dose dupla!! É isso mesmo, duas belíssimas gatas ilustram nossas páginas nesta edição. Thaise Palmeira, 20 aninhos, e Adriana Lago, 22, levam a galera ao delírio com seus corpos esculturais. Solteirinhas, essas gatas encantam todos por onde passam, mas tome cuidado quando jogar algum xaveco em Adriana. Ela é lutadora de Muay Thai!


Nome: Thaise Palmeira Idade: 20 anos O que faz da vida: Modelo Viagem dos sonhos: Paris e Hawaii Uma praia: Jurerê Internacional, em Floripa (SC) Natural de: Salvador (BA) Pratica alguma atividade? Academia, de leve (risos) O surf pra você: Esporte Balada preferida: Rave Se o mundo acabasse hoje: Nossa! Ia fazer tantas coisas que nem sei por onde começar (risos)!

Fotos: Erick Tedy

Nome: Adriana Lago Idade: 22 anos O que faz da vida: Cursando Direito Viagem dos sonhos: Hawaii Uma praia: Busca Vida Natural de: Salvador (BA) Pratica alguma atividade? Muay Thai O surf pra você: O surf, tal como a arte, tal como a vida, é feito de descobertas. Balada preferida: Eletrônicas Se o mundo acabasse hoje: Iria estourar um champanhe e fazer um brinde à vida!!


Por Alexandre Piza O sonho real Muita gente que me encontra por aí tem me solicitado uma postura de cobrar mais das entidades e das marcas de surf. “Poxa, Alexandre, usa sua abertura na mídia pra pedir patrocínio pra molecada, dá uma chamada nas associações para fazerem mais campeonatos”, e por aí vai. Só que, quem normalmente pede para abordarmos esse tema, não tem real conhecimento de como funcionam as empresas e associações de surf. Claro que queremos mais campeonatos e mais atletas com bons patrocínios, mas não é tão simples assim, é uma via de mão dupla e algumas coisas precisam ser bem entendidas. Em julho rolou a iniciativa da Rusty de trazer pranchas e promover um teste de graça de seus foguetes em Salvador que me chamou bastante a atenção. O contexto de tudo isso me fez refletir no que é uma ação de marketing bem pensada e bem estruturada, onde os profissionais visam, sim, o lucro, claro, e o incremento das vendas. Chega até a ser meio óbvio uma iniciativa desse tipo, mas na prática poucos elaboram e executam um plano de ação tão bem visto pela galera do surf. Fui pessoalmente conferir a estrutura e também testei as pranchas. Tudo simples e bem organizado, nada de grandes gastos ou mega produções. Eles têm um bom produto e uma equipe eficiente, o que já bastou para gerar grande interesse e entreter a galera que foi prestigiar. Um garoto aqui da capital foi comigo. Com um discurso pronto para tentar um patrocínio da marca, conversamos bastante com Sávio Carneiro, chefe de equipe da Rusty no Brasil. Debaixo do braço, um material de fotos e vídeos bem feitos e editados, um programa de treinamento bem estruturado, alimentação balanceada, um nível de surf excelente, uma postura positiva fora da água e muita vontade de ter uma vida de sonhos dentro do surf competição e no free surf. Só que no momento está em baixa nos campeonatos, seus resultados estão abaixo do que se espera de um “campeão”. Pois bem, depois daquele xaveco de apresentação do garoto, veio a resposta do manager da equipe, muito simples e objetiva, e quero que vocês leiam isso com muita atenção. “Hoje nossa marca tem investido forte em poucos atletas, preferimos ter uma dúzia de ótimos atletas que podemos monitorar com atenção, dedicação e que corresponda à nossa estrutura para fazer isso bem feito. Gostaríamos de patrocinar muita gente e dar essa atenção pra muita gente boa que tem por aí, mas hoje não dá. Não que as portas estejam fechadas, mas hoje só consigo encaixar alguém na equipe que consiga me trazer resultados extraordinários nos campeonatos e que consiga aliar todo o resto que você está aqui me trazendo (referindo-se à postura fora da água, treinamento, alimentação, etc)”. O que precisamos entender é que apostar em novidades e colocar o nome da marca a frente de tudo isso é complicado. Para quem está de fora, pode até parecer que não. “Ah, os caras têm grana, solta os cheques aí e patrocina essa molecada que está quebrando!”.

O que complica mais ainda é quando se tratam de atletas acima dos 14 ou 15 anos. A lapidação de um campeão se torna cada vez mais complicada quanto mais a idade passa. E, para quem a idade está passando, somente com resultados sólidos é que terão um lugar ao sol mais brilhante do que os demais. Vou mais além e pegarei o exemplo de Franklin Serpa, que fechou com a O’Neill. Vocês acham que a marca fechou com ele só pela atitude positiva fora da água e porque ele dá uns aéreos animais? Claro que não, esses caras de marketing e chefes de equipes pesquisam a fundo todo o suco que podem espremer das laranjas. Dói ler que um atleta pode ser comparado a uma laranja que terá seu caldo espremido e sobrará apenas um bagaço. Mas isso também não é verdade. O surf, o futebol e tantos outros esportes permitem, sim, uma sobrevida depois da aposentadoria dos campeonatos, porém ainda falta muita estrutura para que isso ocorra com cada vez mais atletas em larga escala. Hoje, somente os “notáveis” é que conseguem prosseguir sobrevivendo do surf depois de pararem de competir. Os bem nascidos que viram empresários (exemplo de Teco Padaratz), os que têm outro tipo de talento (Fabinho Gouveia) ou os que conseguiram administrar bem as premiações, salários e investiram em algo para o futuro (muitos assim o fazem). É pouco, muito pouco ainda. Ainda temos poucos campeonatos, ainda temos poucos atletas com bons patrocínios e ninguém aqui quer passar a mão na cabeça das associações e empresários de surfwear, o recado vai ser somente realista. Se você quer um lugar ao sol hoje, não vai adiantar ficar no seu canto reclamando. Vai ter que ser um notável, caso contrário, prepare-se para colher frutos baseados na realidade e não ficar lamentando nos “ses” da vida... “Ah, se eu tivesse um patrocínio melhor... Ah, se eu tivesse passado aquela bateria... Ah, seu eu tivesse pai rico... Ah, se aquela série tivesse entrado pra mim e não pra ele...”. Não deixe seu conformismo se sobressair e não desista de seus objetivos, mas trabalhe sonhando com a realidade daquilo que você pode alcançar, afinal sonhar não custa nada, mas realizar seus sonhos pode custar alguma coisa e a primeira coisa que vai custar é seu emprenho máximo! Se você surfa por resultados, status, grana e fama, o caminho é esse. Se você surfa somente por prazer, continue assim, agora, se você surfa pelas duas coisas, suas chances de ser um notável já aumenta bastante. Boas ondas e até a próxima!



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