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PERNAMBUCO, FEVEREIRO 2010

CAPA GUSTAVO GUSMÃO

Representar e verter, entender e manifestar Em conversa com o Pernambuco, tradutores revelam pormenores de uma profissão em que ganha quem melhor conseguir entender o outro Carol Almeida

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“TRADUZIR OU MORRER. A vida de toda criatura na Terra pode um dia depender da tradução instantânea e correta de uma palavra.” Paul Engle Mensagens mal-interpretadas já criaram guerras, elegeram tiranos e, entre tantos casais dissolvidos em palavras, mataram Romeu e Julieta. Fazer-se entender é algo que está na premissa do ser humano, assim como a suscetibilidade ao não entendimento está cimentado na nossa mesma ideia de ser humano. De forma equivocada ou não, toda mensagem é silenciosa até o momento em que ela é decodificada. E na Babel de idiomas que o homem criou para se comunicar entre os seus, o tradutor literário tem a tarefa de, na penumbra, iluminar o silêncio entre os outros. No Brasil, país colonizado com uma língua com sangue latino, os tradutores são e sempre foram fundamentais para o crescimento do volume de conhecimento que circula pelo nosso idioma poroso, aberto a influências tal qual um porto a receber mercadorias e, no entanto, bastante ciente das regras alfandegárias que delimitam seu domínio e sua força. Conversamos com três importantes tradutores

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Suplemento Pernambuco #48  

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