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Festival Debussy / AlbĂŠniz 07 de agosto a 01 de setembro de 2012 Teatro de Santa Isabel e Valdemar de Oliveira


Claude-Achille

Debussy Sérgio Nilsen Barza

Claude-Achille Debussy nasceu em Saint-Germain-en-Laye, norte da França, em 22 de agosto de 1862. Começou seus estudos de piano com Jean Cerutti e, em 1871, passou a estudar com Antoinette Mauté de Fleurville, que dizia ter sido aluna de Chopin. Em 1872 ingressou no Conservatório de Paris, onde estudou composição com Ernest Guiraud, piano com Antoine François Marmontel e acompanhamento com August Bazille sob cuja orientação obteve sua única medalha de ouro. Dos tempos de Conservatório guardam-se recordações de um pianista brilhante, com uma excelente leitura a primeira vista e o gosto pelo experimentalismo e pela dissonância. Nos verões entre 1880 e 1882, Debussy acompanhou Nadezhda von Meck, mecenas de Tchaikovsky, e sua família em viagens pela Europa e Rússia. Seu trabalho consistia em dar aulas aos filhos de Von Meck, tocar com ela piano a quatro mãos e participar de concertos privados com músicos amigos. Nessa época, Debussy teve o primeiro contato com a música de Wagner, ao assistir Tristão e Isolda em Viena. Em 1888 e 1889, Debussy visitaria Bayreuth, onde o compositor alemão, morto em 1883, já era cultuado. A música de Wagner num primeiro momento foi uma influência forte para Debussy,

que admirava a harmonia, o domínio de forma e a sensualidade, embora não apreciasse seu extremo emocionalismo. Em 1884 Debussy vence o Prix de Rome com sua cantata L’enfant prodigue. Recebe uma bolsa para a Académie des Beaux-Arts, que inclui uma estadia para aperfeiçoamento na Villa Medici, em Roma. A Itália não o agradou, mas sua maior insatisfação era a obrigação de apresentar as obras compostas no período. Debussy almejava a liberdade estilística, e presta contas à Académie com a ode sinfônica Zuleima (baseada em um texto de Heine), a peça para orquestra Printemps, a Fantasia para piano e orquestra (com forte influência de César Franck) e a cantata La damoiselle élue (1887–1888), a primeira peça onde se veem traços de seu estilo posterior. Pouco a pouco Debussy começa a chamar atenção do público, da crítica e das novas gerações de compositores. Sua música começa a ser ligada ao movimento artístico chamado Impressionismo, conexão que ele sempre negou. Para Debussy, a estética mais próxima à de sua música era a do Simbolismo, movimento literário que tinha como maiores nomes Verlaine, Rimbaud, Valéry e Mallarmé. É em Mallarmé que Debussy busca a ideia para o seu revolucionário Prélude à l’après-midi d’un faune, coreografado e dançado por Nijinsky. Pierre Boulez localiza no solo de abertura da peça o surgimento da música moderna. As primeiras peças de um esteticamente livre Debussy já estavam emancipadas da influência wagneriana e dos seus antecessores franceses. Debussy amplia a tonalidade clássica a partir de cromatismos, progressões de acordes incomuns, modulações não preparadas e da bitonalidade, além da utilização de escalas modais, pentatônicas e de tons inteiros. As escalas pentatônicas seriam inspiradas pela música para gamelão da Indonésia, que Debussy ouviu na Exposição Mundial de Paris em 1889, como pode ser notado na peça Pagodes. Em termos de estrutura, a música de Debussy na época concentrava-se em formas menores. A música para piano escondia a estranheza dos novos rumos tonais nas passagens brilhantes, como nos Deux arabesques. O modalismo sugeria uma harmonia mais etérea, sonhadora, como no Quarteto para cordas em sol menor, de 1893, com forte uso do modo frígio. Sua importância e influência para as novas gerações aumentam com obras como a ópera Pelléas et Mélisande (baseada numa peça de Maurice Maeterlinck) e com La Mer (1903–1905). Os bons trabalhos para orquestra não o afastam do piano, com interessantes obras, como


a suíte Children’s Corner (1908), escrita para sua filha Claude-Emma (Chouchou), fruto de seu casamento com Emma Bardac. A dança final, Golliwogg’s cakewalk, faz referência ao ragtime americano. A mais bem sucedida obra para piano de Debussy é certamente o primeiro livro dos Préludes (1910), frequentemente comparados aos de Chopin. Entre as peças que se destacam por sua linguagem harmônica ousada e belas melodias estão La fille aux cheveux de lin e La cathédrale engloutie. Uma curiosidade da edição dos Prelúdios é que os títulos são colocados ao final de cada peça, pois Debussy queria que as pessoas reagissem intuitivamente à música, e não que ficassem sugestionadas antecipadamente pelos títulos. Em 1911, Debussy escreve em dois meses, sob encomenda, a música para o drama sacro de Gabriele d’Annunzio, Le martyre de Saint Sébastien, para orquestra, coro e solistas. O auto ainda teria coreografia de Fokine e a bailarina Ida Rubinstein como São Sebastião, o que causou certo escândalo, com a desaprovação do arcebispo de Paris. A peça grandiosa tinha enormes conflitos entre a pretensão do texto e o refinamento da música, e como drama representado teve vida curta. A obra, no entanto, foi adaptada para uma suíte de fragmentos sinfônicos, sobrevivendo e ganhando o respeito dos críticos. Nessa época ele começou a aceitar convites para reger suas obras pela Europa e escrevia críticas musicais para os jornais sob o pseudônimo Monsieur Crochet, advogado de novos compositores, como

Richard Strauss e Stravinsky. Após 1915, obras como os Estudos e as sonatas de câmara não mais evitavam ou escondiam dissonâncias, trazendo formas mais irregulares e fragmentadas. As sonatas antecipam o movimento neoclassicista, com estruturas mais simples embora com harmonia refinada. A última grande obra orquestral foi o balé Jeux, uma alegoria de esportes feita para os balés russos de Diaghilev. Embora tenha se firmado no repertório das companhias de dança, na época acabou sendo ofuscada pela Sacré du Printemps de Stravinsky, que estreou duas semanas depois. Debussy é um dos mais influentes compositores do século 20. Vários compositores da música erudita e popular buscaram nas harmonias e inovações melódicas e formais inspiração para suas próprias revoluções. A lista é ampla, incluindo Villa-Lobos, Ravel, Stravinsky, Messiaen, Bartók e os minimalistas Reich e Philip Glass. Na música popular, Debussy é referência para o refinamento de Gershwin, Bill Evans, Thelonious Monk e Tom Jobim. Debussy morreu de câncer, em Paris, em 25 de março de 1918, durante uma ofensiva do exército alemão no fim da 1ª Grande Guerra. Pela mesma razão, seu funeral percorreu as ruas desertas em direção ao cemitério Père Lachaise. A situação crítica não permitiu homenagens públicas. Logo depois o corpo foi removido para o pequeno cemitério de Passy, atrás do Trocadero. Sua esposa e sua filha foram enterradas no mesmo local.

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5 1 – Estátua de Debussy, por Mico Kaufman 2 – Debussy ao piano, na casa de campo de Ernest Chausson, em Luzancy, verão de 1893 3 – Debussy (no centro, de casaco branco) na Villa Medici, 27 de janeiro de 1885 4 – Debussy com o regente e compositor André Caplet, que ajudou na orquestração e regeu a estreia de Le martyre de Saint Sébastien 5 – Antiga casa de Debussy em Saint-Germain-en-Laye, sua cidade de nascimento 6 – Túmulo de Debussy no Cemitério de Passy 7 – Debussy com sua segunda esposa, Emma Bardac

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O teatro lírico de Isaac

Albéniz

em Pepita Jiménez Mª Luz González Peña1

Isaac Albéniz é sem dúvida um dos compositores espanhóis mais conhecidos internacionalmente, principalmente por suas peças para piano, que nunca estão ausentes do repertório dos grandes pianistas. Nascido a 29 de maio de 1860 em Camprodón (Barcelona), aldeia de montanha situada na confluência dos rios Ter e Ritort, faleceu na localidade de Cambo les Bains a 18 de maio de 1909, onze dias antes de completar 49 anos, uma morte prematura que privou a música de um de seus grandes gênios. Albéniz entrou para a história por sua faceta pianística, tanto como intérprete quanto como compositor. A sua Suite Iberia é universalmente famosa, e bem extenso é o catálogo de suas obras para piano. Outro grande interesse do compositor foi o mundo lírico. Em 1882, após completar seus estudos no Conservatório de Bruxelas, instalou-se em Madri, onde dirigiu uma companhia de zarzuela com a qual percorreu a Espanha. Logicamente, esse contato com o teatro lírico espanhol o levou a compor algumas zarzuelitas, praticamente desconhecidas, como Cuanto 1 Diretora CEDOA – Centro de Documentação e Arquivo da SGAE (Sociedade Geral de Autores e Editores), de Madri.

más viejo, estreada em Bilbao em 1882, Catalones de gracia, estreada em Madri no mesmo ano, e El canto de salvación, que nem mesmo se sabe se chegou a ser apresentada. A sua única zarzuela conservada e resgatada nos últimos anos foi San Antonio de la Florida, composta em Paris em 1894 e que teve a sua estreia no Teatro Apolo de Madri, no ano seguinte. Em 1902, deu-se a première de La real hembra, porém o público não correspondeu aos esforços do compositor nesse terreno. Mais êxito obteve Albéniz no campo da ópera, escrita fundamentalmente em inglês, como The magic opal, 1893, a opereta Poor Jonathan, também em 1893, e as três obras com libreto do banqueiro inglês Francis B. Money-Coutts, Henry Clifford e Pepita Jiménez, em 1895, e Merlin, 1902, sendo esta última a primeira ópera de uma trilogia sobre o ciclo arturiano que não chegou a se completar. Pepita Jiménez baseava-se na novela homônima do político, diplomata e escritor Juan Valera, nascido em Córdoba, em 1824, e falecido em Madri em 1905. O amor e o conflito religioso centram a ação desta obra realista, publicada em 1874, que é a opera prima do autor. Foi traduzida para dez idiomas e Money-Coutts escreveu o libreto da ópera, que seria estreada em italiano no Grande Teatro Lírico do Liceu de Barcelona, a 5 de janeiro de 1896, numa versão de um ato traduzida por Ângelo Bignotti. Oskar Berggruen a traduziu para o alemão para representá-la no Neues Deutsches Theater, em Praga, em 22 de junho de 1897, e Maurice Kufferath a traduziu para o francês, levando-a à cena no Teatro de la Monnaie, em Bruxelas, no dia 3 de janeiro de 1905 e, ainda, na Opéra-Comique de Paris em 18 de junho de 1923. A 14 de janeiro de 1926, voltou ao Grande Teatro do Liceu de Barcelona. Até 1964, Pepita não mais retornou à cena espanhola, sendo apresentada, então, numa adaptação de Pablo Sorozábal, no Teatro de la Zarzuela. A edição em dois atos, com a tradução do libreto de Francis B. Money-Coutts para o espanhol, feita por Joseph Soler (Ediciones SGAE/ICCMU, Madri, 1996), foi apresentada no Festival de Perelada, a 27 de julho de 1996 e no Teatro de la Zarzuela no ano seguinte. O argumento de Pepita Jiménez gira em torno do despertar do amor do jovem seminarista Luis de Vargas, que antes de pronunciar seus votos regressa a seu povoado para passar o verão. Ali conhecerá a jovem viúva Pepita, pela qual se enamora e com a qual o seu pai pretende se casar. A luta entre o amor, a vocação – tema que vai aparecer também em La Dolores, de Tomás Breton –, e a figura paterna, em quem Don Luis vê um rival, atormenta o jovem


futuro sacerdote, que trata de se distanciar de sua amada e do povoado. Mas quando Pepita ameaça suicídio caso ele vá para longe dela, se impõe um final feliz e os enamorados terminam juntos. Pepita Jiménez é uma obra europeia, poderia dizer-se cosmopolita, como o próprio Albéniz, na qual estão presentes os ecos da ópera pucciniana, ao lado das influências de Wagner na orquestração e dos acentos de Massenet, sem esquecer os ritmos e cadências da música espanhola. Afortunadamente, contamos com uma excelente gravação desta ópera pelo selo Deutsche Grammophon, com Plácido Domingo encabeçando o elenco. Em 1946, a obra foi levada ao cinema pelo diretor mexicano Emilio Fernández. A chegada desta ópera ao Brasil nos causa grande alegria, a mesma que, estamos seguros, teria o seu autor, um homem cheio de vida, otimista e aventureiro.

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Epitafio a Isaac Albéniz Federico García Lorca

Esta piedra que vemos levantada sobre hierbas de muerte y barro oscuro guarda lira de sombra, sol maduro, urna de canto sola y derramada. Desde la sal de Cádiz a Granada que erige en agua un perpetuo muro en caballo andaluz de acento duro tu sombra gime por la luz dorada. ¡Oh dulce muerto de pequeña mano! ¡Oh música y bondad entretejida! ¡Oh pupila de azor, corazon sano! Duerme cielo sin fin nieve tendida Sueña invierno de lumbre, gris erano ¡Duerme en olvido de tu vieja vida! December 14, 1935

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5 1 – Retrato de Isaac Albéniz pelo pintor catalão 2 – Francis B. -Coutts, autor do libreto de Pepita Jiménez, e Isaac Albéniz Ramon Casas i Carbó 3 – Albéniz com o violinista compositor e regente espanhol Enrique Fernández Arbós 4 – Edição do livro Pepita Jiménez de 1884 5 – Albéniz, retrato de família 6 – Túmulo de Albéniz, Cemitério de Montjuïc, Barcelona, Espanha

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Programa


07 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy Syrinx Rogério Acioli – flauta

Sonata para flauta, viola e harpa # Pastorale: lento, dolce rubato # Interlude: tempo di minuetto # Final: allegro moderato ma risoluto Rogério Acioli – flauta Samuel Espinoza – viola Mônica Cury – harpa

Iberia II # Rondeña (Ronda da cidade de Andaluzia) # Almería (Cidade portuária da Andaluzia) # Triana (Bairro cigano de Sevilha) Jussiara Albuquerque – piano

Claude Debussy Pour le Piano # Prélude # Sarabande # Toccata Jussiara Albuquerque – piano

09 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy

Clair de lune (transcrição: Kreisler)

Suíte Bergamasque # Prélude # Menuet # Clair de lune #

Gilson Cornélio – violino Elyanna Caldas – piano

Passepied

Isaac Albéniz Pavana capricho Malagueña (transcrição: Kreisler) Sevilla op. 47 nº 3 Gilson Cornélio – violino Elyanna Caldas – piano

Rumores de la Caleta Tango op. 165 nº 2 Córdoba op. 232 nº 4 Astúrias Granaína (Petr Vit) La Vida Breve (Manuel de Falla) Israel de França – violino Petr Vit – violão

08 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy Images II # Cloches à travers les feuilles (Sinos através das folhas) # Et la lune descend sur le temple qui fut (E a lua desce sobre o templo que existiu) # Poissons d’or (Peixes dourados) Fernando Müller – piano

Isaac Albéniz Iberia I # Evocación # El Puerto (Sapateado da cidade portenha de Cádiz) # Corpus Christi en Sevilla (Evocação do canto jondo e da guitarra flamenca) Fernando Müller – piano

L’Isle joyeuse Maria Clara Fernandes – piano

Isaac Albéniz Iberia III # El Albaicín (Bairro cigano de Granada) # El Polo (Canção e dança da Andaluzia) # Lavapiés (Bairro popular de Madri) Elyanna Caldas – piano Iberia IV # Eritaña (Província de Sevilha) # Jérez (Província de Cadiz, um dos centros de origem do flamenco) # Málaga (Cidade da Andaluzia de origem grega) José Henrique Martins – piano

12 de agosto de 2012 às 18h Teatro de Santa Isabel Claude Debussy Sonata para violoncelo e piano # Prólogo: lento, sostenuto e molto risoluto # Serenata: modérément animé # Final: animé, léger et nerveuse Eugene Lamy – violoncelo Elyanna Caldas – piano

Rêverie Arabesque nº 1 Ballade Gilberto Tinetti – piano

Beau Soir (Bela tarde) – Paul Bourget La chevelure – Pierre Louis Adriana Clis – mezzo soprano


Mandoline – Paul Verlaine Recitativo e Ária de Lia – L’enfant prodigue

(O loureiro ferido) # 5 Le Paradis (O paraíso) Gabriella Pace – soprano (Vox Sola, Vox

Gabriella Pace – soprano

Coelestis, Anima Sebastiani, A Voz da

Fêtes Galantes (Festas galantes – segunda série) – Paul Verlaine # Les ingénus (Os ingênuos) # Le faune (O fauno) #

Virgem Erigone)

Adriana Clis – mezzo soprano (um dos

Colloque sentimental (Colóquio sentimental) Adriana Clis – mezzo soprano

gêmeos)

Virgínia Cavalcanti – mezzo soprano (um dos gêmeos)

Green (Verde) – Paul Verlaine C’est l’extase langoureuse (É o êxtase langoroso) – Paul Verlaine

Germano Haiut – narrador Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música Henrique Gregori – regente Coro Opus 2 Flávio Medeiros – regente

Gabriella Pace – soprano

Chanson Espagnole (Canção espanhola) Gabriella Pace – soprano Adriana Clis – mezzo soprano

15 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy Estampes # Pagodes # La soirée dans Grenade (A tarde em

Equipe artística Diretor musical e regente: Henrique Gregori Regente auxiliar da orquestra: José Renato Accioly Regente do coro: Flávio Medeiros Regente auxiliar do coro: Virginia Cavalcanti Pianista correpetidor: Bruno Mota

Granada) # Jardins sous la pluie (Jardins sob a chuva)

22 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira

Isaac Albéniz

Claude Debussy

Azulejos

Sonata para violino e piano # Allegro vivo # Intermède:

Stefanie Freitas – piano

Fantasque et léger # Finale: Très animé Filipe Johnson – violino Etienne Murith – piano

Claude Debussy Arabesque nº 2 Images I Reflets dans l’eau (Reflexos na água), das Images I

Isaac Albéniz Navarra Andréia da Costa Carvalho – piano

16 e 17 de agosto de 2012 às 20h Teatro de Santa Isabel Claude Debussy O martírio de São Sebastião # Mistério em cinco atos # Texto de Gabriele d’Annunzio # 1 La Cour de Lys (O pátio dos lírios) # 2 La Chambre Magique (A câmara mágica) # 3 Le Concile des Faux Dieux (O conselho dos falsos deuses) # 4 Le Laurier Blessé

Trio nº 1 em sol maior # Andantino con moto: allegro # Scherzo Intermezzo: moderato con allegro # Andante espressivo Finale: Appassionato Trio Ganymède Filipe Johnson – violino Sébastien Breguet – cello Etienne Murith – piano

Quarteto para cordas op. 10 em sol menor # Animé et très décidé # Assez vif et bien rythmé # Andantino, doucement expressif # Très moderé – En animant peu à peu – Très mouvementé et avec passion Savine Egan – violino Raphaëlle Egan Roucou – violino Elyr Alves – viola Eugene Lamy – violoncelo


23 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy Préludes II # Brouillards (Nevoeiros) # “General Lavine” – excentric # Feuilles mortes (Folhas mortas) # Les fées sont d’exquises danseuses (As fadas são belas dançarinas) # Ondine (Ondina) # Canope # La terrasse des audiences du clair de lune (O terraço das audiências sob o luar) # Bruyères (Urzes) # La puerta del vino # Hommage à S. Pickwick, Esq P.P.M.P.C (Homenagem a S. Pickwick) # Les tierces alternées (As terças alternadas) # Feux d’artifice (Fogos de artifício) José Henrique Martins – piano

Suite Española # Granada (Serenata) # Cataluña (Corranda) Sevilla (Sevillana) # Cádiz (Canción) # Aragón (Fantasia) Maria Clara Fernandes – piano

28 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy Préludes I # Danseuses de Delphes (Dançarinas de Delfos) # Voiles (Velas) # Le vent dans la plaine (O vento na planície) # “Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir” (Os sons e os perfumes circulam no ar da tarde) # Les collines d’Anacapri (As colinas de Anacapri) # Des pas sur la neige (Passos na neve) # Ce qu’a vu le vent d’ouest (O que viu o vento do oeste) # La fille aux cheveux de lin (A jovem dos cabelos de linho) # La sérénade interrompue (A serenata interrompida) # La cathédrale engloutie (A catedral submersa) # La danse de Puck (A dança de Puck) # Minstrels Elyanna Caldas – piano

Pour les sonorités opposées (Para as sonoridades opostas) # Pour les accords (Para os acordes) Levi Guedes – piano

Isaac Albéniz Sonata op. 68 nº 3 # Allegretto # Andante # Allegro assai Levi Guedes – piano

Recuerdos de Viaje # En el Mar (Barcarola) # En la Alhambra (Capricho) # Puerta de Tierra (Bolero) # Rumores de la Calleta (Malagueña) # En la Playa Luciana Noda – piano

30 de agosto às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Isaac Albéniz Tango, op. 164 nº 2 Angústia (Romance sem palavras) Sofia (Mazurca de Salão) Rapsódia cubana em sol maior Jota Aragonesa, op. 164 nº 1 Jairo Vaz – piano

6 Danzas Españolas op. 35 # Habanera: allegretto # ... allegretto # Serenata Andaluza: allegretto e cantando # Danza: poco allegro e ben ritmado # Recuerdo: andantino e amabile # ... allegretto Ivanildo Guilherme Albuquerque – piano

Da Suite España, op. 165 # Prelúdio # Tango# Malagueña Eudóxia de Barros – piano

Isaac Albéniz

Claude Debussy

Cantos de España # Prelúdio (Asturias) # Orientale # Sous le

La plus que lente (Valse) Deux Études # Étude pour les sixtes (Estudo para as sextas) #

Palmier (Sob a palmeira) # Córdoba # Seguidillas Rachel Casado – piano

29 de agosto de 2012 às 20h Teatro Valdemar de Oliveira Claude Debussy Études # Pour les cinq doigts (Para os cinco dedos) # Pour les huit doigts (Para os oito dedos) # Pour les degrés chromatiques (Para os graus cromáticos) # Pour les arpèges composés (Para os harpejos compostos) Luciana Noda – piano

Étude pour les octaves (Estudo para as oitavas) Eudóxia de Barros – piano

01 de setembro de 2012 às 20h Teatro de Santa Isabel Isaac Albéniz Pepita Jiménez (Comédia lírica em dois atos) # Libreto de Francis B. Money-Coutts com tradução para o castelhano de José Soler Anita Ramalho – soprano (Pepita) Virginia Cavalcanti – mezzo soprano (Antoñona)


Jadiel Gomes – tenor (Don Luis) Charles Santos – baixo (O Vigário) Eudes Naziazeno – tenor (Don Pedro) Hedielson Rodrigues – tenor (O Conde) Daniel Francisco – tenor (1º Oficial) Amaury Veras – tenor (2º Oficial) Marcelo di Paula – bailarino Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música José Renato Accioly – regente Coro lírico Sopranos I: Clara Natureza | Florisbela Campos | Josiane Emanuele | Natália Duarte | Kellyta Martins | Tarcyla Perboire Sopranos II: Ângela Barbosa | Amanda Coelho | Amanda Mangueira | Mariane Mariz | Norma Lopes

Contraltos e Mezzo sopranos: Débora Barros | Rafaela Almeida | Vanessa Santana | Waldcelma Silveira | Surama Ramos Tenores: Amaury Veras (2º Oficial) | Daniel Francisco (1º Oficial) | Lucas Melo | Manoel Theophilo | Sealtiel Sergio Baixos e Barítonos: Adriano Sampaio | Adriano Soares | Alysson Dinoá | André Arruda | Ricardo Alves | Riva Gervásio Equipe artística Diretor musical e regente: José Renato Accioly Diretor de cena: Marcelo Gama Cenógrafo e figurinista: Marcondes Lima Direção do balé: Lucia Helena Gondra e Ruth Rosenbaum Preparadora do balé: Jane Dickie Preparadores do coro: Armindo Ferreira e Virginia Cavalcanti Pianistas correpetidores: Rachel Casado e Glauco César Bailarinas: Alunas do Stúdio de Danças


IntĂŠrpretes


Adriana Clis

Amaury Veras

Andreia da Costa Carvalho

Anita Ramalho

Charles Santos

Daniel Francisco

Duo Al Oceano: Israel França e Petr Vit

Elyanna Caldas

Eudes Naziazeno

Eudóxia de Barros

Eugene Lamy

Fernando Müller


Flávio Medeiros

Gabriella Pace

Germano Haiut

Gilberto Tinetti

Gilson Cornélio

Hedielson Rodrigues

Henrique Gregori

Ivanildo Albuquerque

Jadiel Gomes

Jairo Vaz

José Henrique Martins

José Renato Accioly


Jussiara Albuquerque

Levi Guedes

Luciana Noda

Marcelo Gama

Maria Clara Fernandes

Mônica Cury

Quarteto Egan

Rachel Casado

Rogério Acioli

Samuel Espinoza

Stefanie Freitas

Virgínia Cavalcanti


Trio Ganymède

Paulo de Castro Produtor cultural


O martírio de São Sebastião – Ficha técnica Tradutora da narração: Sônia Marques Coro Opus 2 Regente: Flávio Medeiros Regente auxiliar: Virginia Cavalcanti Sopranos: Amanda Mangueira | Fábia Sobral | Florisbela Campos | Josiane Emanuele | Kellyta Martins | Mariane Mariz | Natália Duarte | Norma Lopes | Priscila Gama | Sarah Brito (convidada) | Sarah Moura (convidada) | Tarcyla Perboire Contraltos e Mezzo sopranos: Adriana Nascimento (convidada) | Débora Barros | Rafaela Almeida | Vanessa Santana | Waldcelma Silveira | Surama Ramos Tenores: Alexandre Pimentel | Amaury Veras | Cleto Pessoa | Daniel Francisco | Emerson Vieira | Eudes Naziazeno | Gilson Celerino (convidado) | Jadiel Gomes | Leonardo Ferreira | Manoel Theophilo | Marcelo Cabral Baixos e Barítonos: André Arruda | Charles Santos | Edelson Moraes (convidado)| Guilherme Jacobsen (convidado) | Jardel Souza (convidado) | Márcio Silva | Ricardo Alves | Riva Gervásio Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música Regente: José Renato Accioly

Contrabaixos: Antonino Dias (chefe de naipe) | Claudenísio Mendes | Ailton Silva | Carlos Rozendo | Paulo Arruda | Fagner Monteiro Flautas | Flautim: Eltony Nascimento (chefe de naipe) Karen Dantas | Ewerton Cândido (flautim) | Djalma Claudino (suplente) Oboés | Corne inglês: Maria Santos (chefe de naipe) | Lúcio Sócrates (convidado) | George André (corne inglês) Clarinetes | Clarone: Davi Campos (chefe de naipe) Gabriela Oliveira | André Luiz (clarone) | Douglan Odair (suplente) Fagotes | Contrafagote: Marcílio Souza (chefe de naipe) | Josias Felipe | Luciano Reis Trompas: Beethoven Silva (chefe de naipe) | Adriano Lima | Danilo Lopes | Michael Marcena Trompetes: Josias Adolfo Jr. (chefe de naipe) | Erico Veríssimo | Getúlio Gomes Trombones: Tony Black (chefe de naipe) | Ueslei Freitas | Manassés Santos Tuba: Giovanni Scavuzzi | Gabriel Alves (suplente) Tímpanos: Cláudio Silva (chefe de naipe)

Violinos I: Valter Soares (spalla I) | Daniel Lima (concertino I) | Rafaela Fonsêca (concertino II) | Caroline Santa Rosa | Diego Swallow | Shirley Vieira | Luiz Carlos Rozendo | Bruno Mozart | Erivelton Nunes | José Carlos dos Santos (convidado) Violinos II: Rafael Macedo (chefe de naipe) | Tiago Lima | Paulo Jeferson | Rebeca Rezende | Aline Lucena Caline Brito | Estevão Batista | João Bosco | Pamela Melo Dayane Figueiredo | Bernardo Lourenço(suplente) | Júlia Mariane (suplente)

Teclado [harpa | celesta]: Rachel Casado | Glauco César | Ednaldo Neves Percussão: Ederson Silva | Leonardo de Castro | Emerson Coelho (suplente) | Emerson Rodrigues (suplente) | João Carlos Oliveira (suplente) Assistentes: Ubiratan Silva | Edson Gonçalves | João Alves Junior Arquivista | Montagem: Angélica Lins | Eri Florêncio

Violas: Nilzeth Galvão (chefe de naipe) | Karol Lira | Laila Campelo | Alexsandro Castro | Reuel Gomes Cynthya Pimentel | Ivan Souza Violoncelos: Valquíria Janie (chefe de naipe) | Amanda Lopes | Wagner Salvino | Diego Dias | Bianca de Cássia | Yandro Karlos | Fabiano Menezes (convidado) | Alexandro Matheus (suplente)


Pepita Jiménez – Ficha técnica Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música Regente: José Renato Accioly

Trombones: Tony Black (chefe de naipe) | Ueslei Freitas | Manassés Santos Tuba: Giovanni Scavuzzi | Gabriel Alves (suplente)

Violinos I: Valter Soares (spalla I) | Daniel Lima (concertino I) | Rafaela Fonsêca (concertino II) | Caroline Santa Rosa | Diego Swallow | Shirley Vieira | Luiz Carlos Rozendo | Bruno Mozart | Erivelton Nunes | José Carlos dos Santos (convidado) Violinos II: Rafael Macedo (chefe de naipe) | Tiago Lima | Paulo Jeferson | Rebeca Rezende | Aline Lucena Caline Brito | Estevão Batista | João Bosco | Pamela Melo Dayane Figueiredo | Bernardo Lourenço (suplente) | Júlia Mariane (suplente) Violas: Nilzeth Galvão (chefe de naipe) | Karol Lira | Laila Campelo | Alexsandro Castro | Reuel Gomes Cynthya Pimentel | Ivan Souza

Tímpanos: Cláudio Silva (chefe de naipe) Teclado [harpa | celesta]: Rachel Casado | Glauco César | Ednaldo Neves Percussão: Ederson Silva | Leonardo de Castro | Emerson Coelho (suplente) | Emerson Rodrigues (suplente) | João Carlos Oliveira (suplente) Assistentes: Ubiratan Silva | Edson Gonçalves | João Alves Junior Arquivista | Montagem: Angélica Lins | Eri Florêncio Corpo técnico

Violoncelos: Valquíria Janie (chefe de naipe) | Amanda Lopes | Wagner Salvino | Diego Dias | Bianca de Cássia | Yandro Karlos | Fabiano Menezes (convidado) | Alexandro Matheus (suplente) Contrabaixos: Antonino Dias (chefe de naipe) | Claudenísio Mendes | Ailton Silva | Carlos Rozendo | Paulo Arruda | Fagner Monteiro Flautas | Flautim: Eltony Nascimento (chefe de naipe) Karen Dantas | Ewerton Cândido (flautim) | Djalma Claudino (suplente) Oboés | Corne inglês: Maria Santos (chefe de naipe) | Lúcio Sócrates (convidado) | George André (corne inglês) Clarinetes | Clarone: Davi Campos (chefe de naipe) Gabriela Oliveira | André Luiz (clarone) | Douglan Odair (suplente) Fagotes | Contrafagote: Marcílio Souza (chefe de naipe) | Josias Felipe | Luciano Reis Trompas: Beethoven Silva (chefe de naipe) | Adriano Lima | Danilo Lopes | Michael Marcena Trompetes: Josias Adolfo Jr. (chefe de naipe) | Erico Veríssimo | Getúlio Gomes

Tradutora: Maria de Fátima Alves da Silveira Legenda e sincronia: Virginia Cavalcanti Coordenador de palco: Bárbara Aguiar Operador de legenda: Reuel Gomes Caracterizador e maquiador: Marcondes Lima e equipe Iluminador: Luciana Raposo Responsável pela marcenaria: Flávio de Freitas Coreógrafa: Jane Dick Professor de espanhol (acompanhamento): Wagner Araújo


Festival Debussy / Albéniz Ficha técnica Coordenação Artística Elyanna Caldas, Sérgio Barza e Maria de Lourdes Aguiar Produção Executiva Andréa Silva, Bárbara Aguiar, Daniel Castro e Iris Macedo Assessoria de Imprensa Juliane Planzo Coordenação das Escolas Carlos Lira e Elias Vilar Fotógrafo Pedro Portugal

Filmagem Sergio Gusmão e Tom Produções Motoqueiro Evandro Alves Produção Geral Paulo de Castro Criação do VT Center Catálogo (produção e impressão) Companhia Editora de Pernambuco – Cepe


Patrocínio

Apoio

Realização

Produção


4xR$ 25,00* 0800 811 201

www.revistacontinente.com.br

*Assinatura anual com direito ao suplemento Pernambuco

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Festival Debussy / Albéniz  

Festival Debussy / Albéniz 07 de agosto a 01 de setembro de 2012 Teatro de Santa Isabel e Valdemar de Oliveira

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