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DA INDÚSTRIA PARA O VAREJO: ATÉ ONDE VALE A PENA INVESTIR EM PONTOS DE VENDA.

PÁG. 140

NÚMERO 22 • PREÇO R$ 13,99 ISSN 2176-5553

N 9 772176555004

NESTA EDIÇÃO

ESPECIAL LOGÍSTICA ESTOQUES Os meios de organizar o armazém otimizando espaços, prazos e recursos.

Setores tradicionais da indústria catarinense estão mesmo se enfraquecendo?

ESTRELAS CERTIFICADAS

GESTÃO DE FROTAS Vantagens da medição do desempenho de veículos.

LOGÍSTICA REVERSA Um retrato da aplicação da inversão do fluxo logístico em SC. E MAIS: • RFID • ENSINO • COMÉRCIO EXTERIOR

DESINDUSTRIALIZAÇÃO

Os impactos do novo sistema brasileiro de classificação de meios de hospedagem.

| Ednelson José Meyer, da Dogana. “Matérias-primas e maquinário são vantajosos no exterior”.

UMA TENDÊNCIA

LUCRATIVA

CADA VEZ MAIS EXECUTIVOS PASSAM A CONSIDERAR O COMÉRCIO EXTERIOR COMO OPÇÃO DE COMPRA E VENDA DE INSUMOS E PRODUTOS ACABADOS. O QUE FAZER PARA MANTER A ALTERNATIVA ESTRATÉGICA. PÁGINA 124


TECNOLOGIA

Foto: Ronald T. Pimentel

VICIADOS EM PRECISÃO

Paulo Alberto Schmidlin (acima na foto), da Softran, conta que os sistemas produzidos pela empresa podem gerar gráficos dinâmicos que disponibilizam dados de índices de desempenho aos clientes – tanto do nível operacional quanto do estratégico. “Conseguimos ter diversas formas de análise, tendo a mesma informação em vários ângulos e critérios para assim haver a melhor tomada de decisão por parte da diretoria da empresa”, detalha Tiago Augusto Mollina, da Risso Transportes, que é cliente da Softran. Página 118

O FIM DA SUBJETIVIDADE Mais do que tratar do processo de adequação a uma nova classificação, a reportagem “Turismo guiado pelas estrelas” aborda a questão da falta de critérios que definam um mínimo de qualidade ou desempenho na iniciativa privada. Hoje o hotel que estampar cinco estrelas em seu logotipo terá que antes estar certificado pelo Ministério do Turismo, que em 2011 criou seu próprio sistema de definição de estrelas. Ou seja, antes disso, a rede hoteleira do país poderia colocar quantas estrelas quisesse. Não é um problema exclusivo do setor de hospedagem. É comum encontrar Profissionais ligados empresários atribuindo a si pioneirismos em mercados à área de logística e títulos como “o maior do podem servir de ex- setor” ou até mesmo “o melhor do mercado”. Tudo isso emplo para setores sem uma instituição que tal posicionamento. com baixo índice de ateste Essa questão tem dois medição de dados. desdobramentos negativos principais: confundir o cliente e assumir-se como adepto de critérios subjetivos. Isso é o extremo oposto do que é tratado no Especial Logística (página 67). O material traz um conjunto de reportagens que mostram como os executivos têm adotado sistemas e parâmetros que mensuram e preveem cada etapa da linha de produção. Algumas transportadoras, por exemplo, conseguem gerar gráficos comparativos do consumo de pneus, com quantidade de quilômetros rodados e tempo de uso por caminhão – tudo controlado por softwares certificados. Ou seja, a subjetividade está ficando no passado, mesmo que seja há somente dois anos no caso dos hotéis. Fernando Brüning, diretor de redação

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Foto: Ronald T. Pimentel

Importando e exportando O Especial Comércio Exterior me chamou a atenção pela forma minuciosa que foi tratada a questão dos processos burocráticos. Realmente é bem mais simples exportar do que importar. Carlos Augusto Buss Blumenau - SC | Chef Vitor Gomes, do restaurante Ponto G, em Florianópolis. Reportagem na última edição mostrou que a alta gastronomia catarinense era, há poucos anos, um mercado pouco expressivo – mas que agora cresce com vigor. “As pessoas têm aumentado seu interesse em gastronomia, o que se configura um mercado promissor”, disse Vitor.

Gostei da matéria sobre a unificação do ICMS. Vi que os executivos das empresas de comércio exterior estão empenhados em encontrar maneiras de driblar os problemas que a nova alíquota traz. Waléria Schmidt Brusque - SC

Como sou profissional da área de tecnologia da informação, fiquei muito encantado com a matéria que trata dos softwares para gerenciamento de importação e exportação. São de fato bons exemplos para o mercado. César Neto Itajaí - SC

Foto: Ronald T. Pimentel

| Douglas Cândido, da Porto Cândido. Sobre a nova alíquota de ICMS, ele diz que “é preciso tirar proveito dessa situação para aumentar nossa competitividade”.

UMA PROMESSA

SOLUÇÃO QUESTIONÁVEL

Acredito que a Marithimu’s tem sim um futuro promissor, mas precisa ter pressa no acerto da logística. Se a produção não dá conta da demanda, a marca tende a ficar manchada e com status de vagarosa.

Juro que li umas dez vezes a matéria sobre o polo calçadista catarinense. Eles querem driblar a invasão chinesa apostando em produtos de alto valor agregado. Mas será que isso funciona para todo tipo de público?

Naiane Lima - Joinville - SC

Bruno Teixeira Jr. - Florianópolis - SC

OS GRÃOS NÃO CHEGAM

DE DENTRO PARA DENTRO

Apesar da riqueza agroindustrial aqui de Santa Catarina, é com tristeza que leio uma matéria dizendo que o Estado produz milho como nunca e tem crise de abastecimento. Um insumo tão importante precisa de uma melhor distribuição, pois usa-se milho em tudo.

Que me perdoem os especialistas, mas ainda não vejo como prioridade em um planejamento estratégico preocupar-se tanto com endomarketing. Existe uma série de outros setores e processos que demandam muito mais atenção do que isso.

Manoel Depieri - Criciúma - SC

Francisco Hunker - Blumenau - SC

BENCHMARKING EM AÇÃO

MINORIAS LUCRATIVAS

Eu sou adepto do benchmarking na minha empresa. Vejo com bons olhos a visita de outros empresários, e também costumo visitar vários empreendedores. A troca de informações é sempre, sempre valiosa.

Quem vende para as minorias, como mostrado na matéria, precisa estar ainda mais atento para não ofender ao invés de atender.

Éder Aguiar - Içara - SC

Daniel Azevedo Pedrosa - Joinville - SC Errata: na edição anterior, publicamos incorretamente que a empresa Ilog, de Navegantes, é um recinto alfandegário, quando na verdade não é. Foi publicado também que a empresa Quality Logística, de Itajaí, era uma trading, quando na verdade não é. 3 www.negociosempreendimentos.com.br


| Ericsson Luef, presidente da Hemmer. Depois de quase um século, mudanças significativas em apenas 12 meses.

Foto: Ronald T. Pimentel

NESTA EDIÇÃO RADAR

16

Em pauta, Raimundo Colombo e a guerra fiscal, malha ferroviária e o repentino crescimento da demanda do mercado de silos.

RAIO X

20

Os números mais recentes da balança comercial catarinense mostram queda nas importações, mas exportações também caíram.

22

Infográficos mostram os desdobramentos dos erros por parte dos contadores dentro das empresas.

32

O decreto que ficou conhecido como a lei dos call centers ainda gera polêmica depois de quase cinco anos.

38

Santa Catarina está entre os maiores produtores de leite no Brasil, mesmo baseando a produção em pequenas propriedades.

46

Ainda bastante incipiente, mercado de crédito de carbono dá seus primeiros passos em Santa Catarina com conquistas animadoras.

NÚMEROS

SAC

INDÚSTRIA LÁCTEA

SUSTENTABILIDADE

60

PASSADO E PRESENTE NO FUTURO A indústria Hemmer, de Blumenau, inaugura loja conceito e faz parceria com multinacionais depois de cem anos somente produzindo condimentos. 4


REVISTA BIMESTRAL – ANO 3 – Nº 22 – 15 DE ABRIL DE 2013

72

NO ARMAZÉM

80

LOGÍSTICA NA SALA DE AULA

86

UMA REVOLUÇÃO CHAMADA DE RFID

94

LOGÍSTICA REVERSA

Um estoque organizado de maneira estratégica pode tornar-se a diferença entre eficácia e desperdício.

Os executivos que hoje estão nas instituições de ensino devem aprender o quê sobre logística? Quais lições tirar do ambiente acadêmico?

Não se trata de uma novidade, mas tem feito os adeptos vivenciarem ganhos de tempo e eficiência antes inimaginados.

Seja pela questão ambiental ou pelo vislumbramento de um nicho promissor, existem companhias que não vivem mais sem esse conceito.

102

INTEGRAÇÃO DOS MODAIS

112

GERENCIAMENTO DE FROTA

118

“TECNOLOGÍSTICA”

124

COMÉRCIO EXTERIOR

Há quem entenda que conectar vias férreas, aéreas, marítimas e rodoviárias seja utopia, ainda que existam operadores logísticos capazes disso.

O aumento na demanda de entregas não necessariamente implica na compra de mais veículos. Veja os meios de otimizá-los.

Sistemas computacionais são capazes de gerar relatórios com alto grau de precisão e profundidade, abastecendo o gestor com informações relevantes.

Toda empresa pode – e deve – considerar transações comerciais com outros países. Especialistas dão dicas de como aproveitar as oportunidades que vêm de fora.

Foto: Divulgação/Vila Galé

JONATAS GABARDO

64

O sócio da BwC em Santa Catarina fala sobre como a desburocratização poderia alavancar a inovação e o empreendedorismo.

JANAÍNA MANFREDINI

Nova classificação de estrelas de hotéis é recente e já coleciona fãs e críticos.

A consultora traz um relato sobre os meios nos quais um líder deve posicionar-se e como desenvolver e inspirar sua equipe. Foto: Ronald T. Pimentel

24

CONSTELAÇÃO CONTROLADA

66

ENTREVISTA

131

Maicon Jacobsen, coordenador estadual da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, quer mais empresas germânicas em SC.

132

Bananicultores comemoram resultados em meio à incerteza sobre a formação de mão de obra capacitada para as próximas safras.

PREOCUPAÇÃO COM O FUTURO

PARTIU VAREJO!

140

As dores e delícias de quem passou anos na indústria e agora mostra-se presente no varejo.

E A INDÚSTRIA?

Empresários opinam sobre a desindustrialização. Ela de fato existe?

52

www.negociosempreendimentos.com.br

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N 6


REVISTA NEGÓCIOS & EMPREENDIMENTOS ED. 22  

Revista Negócios & Empreendimentos - Edição 22

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