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LIVRO DE RESUMOS 25 a 29 de Junho 2012

Escola Superior de Saúde Instituto Politécnico de Setúbal


CICLO DE DEBATES 2012

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LIVRO DE RESUMOS COORDENAÇÃO Ana Mendes, Departamento de Comunicação e Linguagem António Manuel Marques, Pós Graduação em Saúde Escolar Gabriela Colaço, Departamento de Fisioterapia

COMISSÃO ORGANIZADORA Alice Ruivo, Departamento de Enfermagem Ana Costa, Licenciatura em Fisioterapia Ana Isabel Silva, Licenciatura em Fisioterapia Ana Esteves, Núcleo de Relações com o Exterior ESS/IPS Ana Mendes, Departamento de Comunicação e Linguagem Andreia Damásio, Licenciatura em Terapia da Fala António Manuel Marques, Departamento de Ciências Sociais e Humanas, Direcção Carla Pereira, Departamento de Fisioterapia Carmen Caeiro, Departamento de Fisioterapia Eliana Pereira, Licenciatura em Fisioterapia Gabriela Colaço, Departamento de Fisioterapia Helena Caria, Departamento Ciências Biomédicas Joaquim Lopes, Departamento de Enfermagem Lina Robalo, Departamento de Fisioterapia Lurdes Martins, Departamento de Enfermagem Marco Jardim, Departamento de Fisioterapia Margarida Sequeira, Departamento de Fisioterapia Marisa Guerreiro, Departamento de Fisioterapia Patrícia Casaca, Licenciatura em Terapia da Fala Paula Leal, Departamento de Enfermagem Ricardo Matias, Departamento de Fisioterapia Rita Fernandes, Departamento de Fisioterapia Rubina Moniz, Departamento de Fisioterapia Sara Bartolomeu, Licenciatura em Fisioterapia Sara Martins, Licenciatura em Terapia da Fala Simone Oliveira, Licenciatura em Fisioterapia Susana Zambujo, Licenciatura em Terapia da Fala Telma Pita, Licenciatura em Fisioterapia Teresa Cornacho, Licenciatura em Fisioterapia

COMISSÃO TÉCNICA & PROJETO GRÁFICO Ana Bela Aguizo, GI.COM Marco Jardim, Departamento de Fisioterapia Vânia Andrade, Luís Alpendre, Núcleo de Informática da ESS

APOIO TÉCNICO E AUDIOVISUAL Fernanda Pereira, GI.COM

DIREITOS DE AUTOR © ESS/IPS | 2012 Advertência Legal Reservados todos os direitos. A reprodução parcial ou integral de texto ou ilustrações deste Livro de Resumos, sem autorização expressa por escrito do editor é proibida. Para fins académicos e/ou científicos deve este ser citado: “Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal. Livro de Resumos do Ciclo de Debates 2012. Setúbal, 2012.”

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MENSAGEM DE BOAS-VINDAS

Os Ciclos de Debates iniciaram-se em 2010, com o desejo de juntar especialistas em domínios específicos, entidades e profissionais implicados nos projectos de intervenção comunitária e de investigação desenvolvidos pelos estudantes finalistas da Licenciatura em Fisioterapia, assumidos como protagonistas na apresentação de comunicações, avaliação interpares e organização do evento. Em 2011, o programa envolveu estudantes das três licenciaturas e de diversas formações pós-graduadas da ESS-IPS e docentes dos Departamentos de Ciências da Comunicação e Linguagem, Ciências Sociais e Humanas, Enfermagem e Fisioterapia. A presente edição evidencia a nossa vontade e capacidade de consolidar a coesão interna da ESS-IPS e de alargar o debate e a reflexão a todos os cursos e Departamentos. Mantemos a aspiração primeira de dar visibilidade ao rigor, coerência e empenho dos estudantes dos vários Ciclos na realização das suas investigações e intervenções e reconhecer o papel dos docentes e orientadores, bem como das instituições com as quais cooperamos. Em 2012 queremos reforçar os momentos de partilha de saberes, pelo que contamos com apresentações de projetos inovadores e de excelência desenvolvidos noutras instituições de ensino, assim como conferências de peritos que prontamente aceitaram o nosso convite. Desejamos que, à semelhança das edições anteriores, este Ciclo de Debates proporcione momentos enriquecedores, dos pontos de vista académico, científico e afectivo, a todos os participantes e que este investimento se repercuta nos níveis de saúde e bem-estar dos indivíduos e comunidades.

A Comissão Organizadora Setúbal, 25 de Junho de 2012

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INDICE

MENSAGEM DE BOAS-VINDAS .............................................................................................. 4 PROGRAMA .............................................................................................................................. 6 RESUMOS / ABSTRACTS ...................................................................................................... 11 COMUNICAÇÕES ............................................................................................................................. 11 AUTO-GESTÃO DA CRONICIDADE I – DOR LOMBAR CRÓNICA E OSTEOARTROSE .......... 11 AUTO-GESTÃO DA CRONICIDADE II – REABILITAÇÃO CARDÍACA ........................................ 14 AUTO-GESTÃO DA CRONICIDADE III – CANCRO DA MAMA ................................................... 15 SAÚDE OCUPACIONAL ............................................................................................................... 18 SAÚDE E DIABETES .................................................................................................................... 21 SAÚDE E ENGENHARIA BIOMÉDICA ......................................................................................... 25 SAÚDE MENTAL .......................................................................................................................... 28 FISIOTERAPIA NO DESPORTO .................................................................................................. 30 CONTEXTO MÉDICO-CIRÚRGICO ............................................................................................. 35 ENVELHECIMENTO ACTIVO ....................................................................................................... 36 PROMOÇÃO DA SAÚDE NO PÓS-AVC ...................................................................................... 43 SAÚDE ESCOLAR E PRÉ-ESCOLA ............................................................................................ 45

CONFERÊNCIAS .................................................................................................................... 53 EXPOSIÇÃO ............................................................................................................................ 53 PAINÉIS DE DISCUSSÃO....................................................................................................... 54 MODERADORES .................................................................................................................... 56 MESTRES DE CERIMÓNIA .................................................................................................... 56 APOIO À ORGANIZAÇÃO ...................................................................................................... 57

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PROGRAMA 25 de Junho, segunda feira

Auto-Gestão da Cronicidade I

Moderador: Ana Rita Margarida (3ºano Fisioterapia)

Dor Lombar Crónica e Osteoartrose Painel de Discussão: Ana Barros, Fisioterapeuta do Centro de

9.00

Diogo Pires. Fisioterapeuta da Clínica da

9.25

Saúde de São Sebastião – ACES Setúbal e Palmela Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco

Projecto na área da Dor Lombar Crónica implementado em parceria com o ACES Setúbal/Palmela

Eduardo Cruz, Coordenador do Mestrado em Fisioterapia, ramo de especialização músculo-esqueléticas da ESS

Projecto “Saber (con)viver com a dor lombar crónica” - Desenvolvimento de recursos educativos online. Sara Bartolomeu | Fisioterapia Projecto na área da Dor Lombar Crónica implementado em parceria com a SetúbalTV

9.50

Luís Mestre, Responsável pela Gestão Integrada da SetúbalTV

Projecto “Saber (con)viver com a osteoartrose” – Implementação de um programa de intervenção em grupo baseado em educação e exercício. Ana Isabel Silva | Fisioterapia Projecto na área da Osteoartrose implementado em parceria com o ACES Setúbal/Palmela

10.15

10.40 Auto-Gestão da Cronicidade II

Projecto “Saber (con)viver com osteoartrose” – Implementação de um workshop na comunidade. Wilson Ferreira | Fisioterapia Projecto na área da Osteoartrose implementado em parceria com a rede EnvelheSeres

Intervalo

Moderador: Francisco Queimado (3ºano Fisioterapia)

Reabilitação Cardíaca

Painel de Discussão: Ascenção Guerreiro, Médica,

Projecto “Saber (con)viver com a dor lombar crónica” – Implementação de um programa de intervenção em grupo baseado em educação e exercício. Ana Raquel Carreira | Fisioterapia

11.05

Coordenadora da USF Luísa Todi

Catarina Santos, Fisioterapeuta do Instituto

"Viver Activamente"- Programa de Prescrição de Actividade e Exercício em contexto de Patologia Cardíaca Jorge Costa | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Unidade de Saúde Familiar Luísa Todi, ACES Setúbal/Palmela

do Coração

Quitéria Rato, Médica Cardiologista do Hospital de S. Bernardo, Setúbal

Moderador: Fernanda Pestana, Directora da ESS

11.30

12.30 Auto-Gestão da Cronicidade III 14.00

Intervenção Social da Câmara Municipal do Barreiro

Promoção de Actividade Física para Mulheres sobreviventes ao Cancro de Mama: programa “O Amanhã Depende de Si”: Componente Educação Ana Raquel Bernardo | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Associação de Mulheres com Patologia Mamária do Barreiro e Câmara Municipal do Barreiro

Maria Fernanda Ventura Presidente da Associação de Mulheres com Patologia Mamária do Barreiro

Almoço

Moderador: José Pinto (3ºano Fisioterapia)

Cancro da Mama

Painel de Discussão: Apolónia Teixeira, Chefe de Divisão de

Cronicidade: Uma questão de equilíbrio Anita Vilar, Médica Psiquiatra

14.25

Susana Lois, Psicóloga do Serviço de Oncologia do Hospital do Barreiro

Promoção de Actividade Física para Mulheres sobreviventes ao Cancro de Mama: programa “O Amanhã Depende de Si”: Componente exercício Daniela Venâncio | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Associação de Mulheres com Patologia Mamária do Barreiro e Câmara Municipal do Barreiro

14.50

Actividade Física para sobreviventes ao Cancro de Mama - informação à população Raquel Marques | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Associação de Mulheres com Patologia Mamária do Barreiro e Câmara Municipal do Barreiro

15.15

Cancro da Mama: Articular para Melhor Cuidar Filipa Alves | Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica

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26 de Junho, terça feira

Moderador: Lesley Ferreira (3ºano Fisioterapia)

Saúde Ocupacional Painel de Discussão: Luís Lopes, Director Executivo da

9.00

Telma Pita | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Volkswagen AutoEuropa

Autoridade Condições de Trabalho (ACT)

Manuela Cabrita, Médica do trabalho da Volkswagen AutoEuropa

9.25

Marisa Guerreiro, Fisioterapeuta, Mestre Higiene e Segurança no Trabalho da ESCE/IPS

Abordagem da Fisioterapia no regresso ao trabalho após licença de maternidade Gessica Nóbrega | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Volkswagen AutoEuropa

em Ergonomia, Docente da ESS

Paulo Lima, Coordenador do Mestrado em

Intervenção da Fisioterapia no regresso ao trabalho após baixa médica prolongada devido a epicondilite – Estudo de Caso

9.50

Efeito de um Programa de Promoção e Protecção da Saúde na prevenção de Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho na área administrativa Margarida Gonçalves | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Volkswagen AutoEuropa

10.15

Implementação de um Programa de Prevenção de Lesões MúsculoEsqueléticas Relacionadas com o Trabalho em linha de montagem numa indústria automóvel Vânia Raposo | Fisioterapia Projecto implementado em parceria com a Volkswagen AutoEuropa

10.40

Saúde e Diabetes Painel de Discussão: António Patrício, Cidadão com Diabetes Filipa Santos, Vogal do Conselho Clínico da ULSBA

João Filipe Raposo, Director Clínico da

Moderador: Rita Valente (3ºano Fisioterapia) 11.05

Departamento Ciências Biomédicas da ESS

Saúde e Engenharia Biomédica Painel de Discussão: Hugo Gamboa, Professor Auxiliar na

Faculdade de Ciências e Tecnologia – UNL, Fundador e Director-geral da Empresa PLUX

Luís Azevedo, Investigador, Centro de

Análise e Processamento de Sinais do IST

Ricardo Matias, Prof. Adjunto, ESS/IPS, Grupo de Investigação Neuromecânica do Movimento Humano. FMH-UTL

Saúde Mental Painel de Discussão: Fernando Trindade, Enfª Chefe do

Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Setúbal, especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica

Lucília Nunes, Coordenadora do Departamento de Enfermagem da ESS/IPS, especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica.

DiabetESSaúde - Programa de Educação e Exercício Físico para utentes com Diabetes tipo 2 da Unidade de Saúde Familiar de Palmela Ana Campos & Marco Costa | Fisioterapia Programa implementado no ACES Setúbal/Palmela – Unidade de Saúde Familiar de Palmela

11.35

Associação Protectora de Diabéticos de Portugal

Moderador: Helena Caria, Coordenadora

Intervalo

DiabetESSaúde - Projecto de Intervenção em Utentes com Diabetes Mellitus Tipo 2 Élia Nóbrega & Simone Cabrito | Fisioterapia Programa implementado no ACES Setúbal/Palmela – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de S. Sebastião

11.55

Métodos de Aprendizagem Automática aplicados à Saúde Hugo Gamboa, Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências e Tecnologia – UNL, Fundador e Director-geral da Empresa PLUX

12.30 14.00

Almoço Moderador: Cátia Nascimento (3ºano Fisioterapia) Projecto Goniómetro Ana Margarida Guerreiro & Margarida Barradas | Engenharia Biomédica EST/IPS

14.25

Avaliação das propriedades mecânicas da pele em regiões de proeminência óssea Ricardo Faria & Vanda Carvalho | Engenharia Biomédica EST/IPS

14.50

Gerador de ondas para um bisturi electrónico

15.15

Detecção de instantes de activação muscular, novas metodologias e aplicações

Ana Raquel Pereira & Daniela Gonçalves | Engenharia Biomédica EST/IPS

Tiago Araújo | Doutorando FCT - UNL

15.40 16.00

Intervalo Moderador: Maria Marques (3ºano Fisioterapia) "Vida a Vida - intervenção na crise com pessoas com tentativa de suicídio numa urgência geral" Cláudia Tavares | Mestrado Enf. Saúde Mental e Psiquiátrica

16.25

"Remédios para comunicar - grupo terapêutico com pessoas com doença mental de evolução prolongada" Ana Cristina Duarte | Mestrado Enf. Saúde Mental e Psiquiátrica

16.50

"Relembrar - Intervenção em saúde mental comunitária no ACES 8, SintraMafra" Manuel José Bidarra | Mestrado Enf. Saúde Mental e Psiquiátrica

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27 de Junho, quarta feira

Moderador: Cláudia Bonança (3ºano Fisioterapia)

Contexto Médico-cirúrgico Painel de Discussão: Armandina Antunes, Enfermeira Chefe

9.15

Arsénio Gregório, Enfermeiro Supervisor

9.40

do Centro Hospitalar Lisboa Central, Especialista Enfermagem Médico-Cirúrgica do Hospital do Barlavento Algarvio

Transporte do Doente Crítico em Contexto Catástrofe (Intra-Hospitalar) Marco Piedade | Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica Projecto implementado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital do Barlavento Algarvio

Lurdes Martins, Coordenadora do Curso de Licenciatura em Enfermagem da ESS

Prestação de Cuidados à Pessoa Vítima de Trauma Grave na Sala de Emergência Paulo Moleiro Silva | Curso de Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica Projecto implementado no Serviço de Urgência do Hospital do Barlavento Algarvio

10.05

Prevalência de algaliação sem indicação: um factor de risco evitável Natércia Caramujo | Pós-Graduação Controlo de Infecção em Saúde Programa implementado no Hospital do Espírito Santo, Évora

10.30 Moderador: Sérgio Deodato, Prof Adjunto da ESS

11.00 12.30

Fisioterapia no Desporto Painel de Discussão: André Viegas, Fisioterapeuta da Equipa

Graduação em Fisioterapia no Desporto

Direitos dos Utentes do Sistema de Saúde Helena Pereira de Melo, Profª Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa Almoço Moderador: Cláudio Namora (3ºano Fisioterapia)

14.00

Júnior de Futsal do Sporting Clube de Portugal

Rita Fernandes, Coordenadora da Pós-

Intervalo

Resultados de um Programa Educativo sobre Hábitos Alimentares em Atletas Juniores de Basquetebol Feminino Ana Margarida Figueiredo | Fisioterapia Projeto implementado no Clube Basquetebol Montijo BandaBasquet

14.25

Rui Runa, Nutricionista da Equipa Rugby Feminina do Clube Rugby do Técnico

Resultados de um Programa Educativo sobre Hábitos Alimentares em Ginastas Femininas da Modalidade de Trampolim Filipa Neves | Fisioterapia Projecto implementado no Vitória Futebol Club

14.50

Resultados de um Programa Educativo sobre Doping e Práticas Anti-Doping em Jovem Canoístas Mário Sousa | Fisioterapia Projecto implementado na Associação Naval Amorense

Painel de Discussão: Nuno Mourão, Ex-Internacional da

Selecção Nacional de Rugby, Ex-Treinador de Escolas de Formação e Equipa Sénior do Técnico

Rita Fernandes, Coordenadora da Pós-

15.15

Intervalo

15.40

Efeitos de um Programa Educativo e de Treino de Estabilidade Lombo-Pélvica na Prevenção de Recorrências de Dor Lombar em Atletas Seniores de Rugby. João Mineiro | Fisioterapia Projecto implementado no Club Rugby do Técnico

16.05

Graduação em Fisioterapia no Desporto

Tiago Melo, Fisioterapeuta da Equipa Sénior de Futsal do Sporting Clube de Portugal

16.30

Dor no Ombro de Tenista: Estudo de Caso Mónica Ruas| Pós Graduação Fisioterapia no Desporto Dor Lombar no Jovem Atleta: Estudo de Caso Juliana Neto | Pós Graduação Fisioterapia no Desporto

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28 de Junho, quinta feira

Moderador: Adriana Freitas (4ºano Terapia da Fala)

Envelhecimento Activo Painel de Discussão: Gregória Paixão von Amann, Coordenadora

do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes, Direcção-Geral da Saúde

Rui Fontes, Responsável do Lar SAMS Azeitão,

9.00

Projecto implementado na Liga dos Amigos da Terceira Idade, Setúbal

9.25

Associação Amigos da Grande Idade

Vitor Pinheira, Sub-Director da Escola Superior de Saúde Lopes Dias

Envelheci(movi)mento João Félix | Fisioterapia Nunca é tarde para se fazer (Activ)idade Liliane Gaspar | Fisioterapia Projecto implementado no Centro de Dia João Costa Fonseca - Santiago de Litém, Pombal

9.50

Envelhecer com Saber Filipa Nobre | Fisioterapia Projecto implementado no Lar da Sagrada Família de Santa Clara do Louredo

10.15

Caminhar sem Medo - Mantenha-se Activo Cristina Guerreiro | Fisioterapia Projecto implementado na freguesia de S. Miguel do Pinheiro em parceria com o Centro de Saúde de Mértola

10.40

Intervalo Moderador: Walter Rodrigues (3ºano Fisioterapia)

Painel de Discussão: Conceição Andrade, Terapeuta da Fala, Hospital Garcia de Orta

Contributos para a validação e aferição do texto foneticamente equilibrado para o Português Europeu “o Sol” Joana Teixeira| Terapia da Fala

Gregória Paixão von Amann, Coordenadora

Projecto implementado a nível de Portugal Continental e Insular

do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes, Direcção-Geral da Saúde

11.10

11.35

Madalena Gomes da Silva, Coordenadora do

Mestrado em Fisioterapia, ramo de especialização Saúde Pública da ESS

Projecto implementado em parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro

12.00

Rui Fontes, Responsável do Lar SAMS Azeitão, Associação Amigos da Grande Idade

Vitor Pinheira, Sub-Director da Escola Superior

12.25

de Saúde Lopes Dias

12.50

13.15

Promoção da Saúde no Pós-AVC Painel de Discussão: Ana Barros, Fisioterapeuta do Centro de Saúde

Seja Activo para Envelhecer SAUDÁVEL Márcia Lopes | Fisioterapia Fisiowalking - Da Escola para a Rua Inês Vivas; Sandrina Alves | ESS Dr. Lopes Dias Qualidade de Vida de Indivíduos em Hemodiálise – Um contributo da fisioterapia Paulo Clemente; Diogo Branco | ESS Dr. Lopes Dias Promover a Qualidade em Lar de Idosos – Dos utentes e colaboradores à organização Carla Fragata; David Andrade; Fábia Escarigo; Marisa Gonçalves; Mónica Rodrigues; Sabine Felícia | ESS Dr. Lopes Dias

Almoço Moderador: Patrícia Perpétua (4ºanoTerapia da Fala)

14.30

Carlos Carvalho, Coordenador da Equipa

AVC. Casa! E agora? Desenvolvimento de competências do cuidador informal na transição para o domicílio Joana Sousa, Maria Teresa Cornacho, Mariana Rodrigues | Fisioterapia e Terapia da Fala

David Marques, Assessor da Presidente da

Projecto implementado em parceria com a Liga dos Amigos da Terceira Idade (LATI) e Centro Hospitalar de Setúbal - Hospital de S. Bernardo, Setúbal

de São Sebastião – ACES Setúbal e Palmela

Gestão de Altas do Hospital S. Bernardo-CHS Câmara Municipal de Setúbal

14.55

Emília Lucas, Psicóloga no Hospital de S. Bernardo - área de apoio à doença crónica

Programa "Mexer para Melhor Viver" Como aumentar o nível de actividade e qualidade de vida em utentes com AVC crónico? Ana Costa e Eliana Pereira | Fisioterapia

Vitor Oliveira, Presidente da Sociedade

Projecto implementado em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal e LATI, Setúbal

Portuguesa de Neurologia

Moderador: Carla Pereira, Profª Adjunta ESS

15.20

Unidades de AVC: perspectivas actuais Vitor Oliveira, Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia

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29 de Junho, sexta feira

Moderador: Diana Belo (4ºanoTerapia da Fala)

Saúde Escolar e Pré-Escola Painel de Discussão: António Manuel Marques, Coordenador da

9.00

Pós-Graduação em Saúde Escolar da ESS/IPS

Beatriz Pacheco | Terapia da Fala

Jaime Pinho, Professor da Escola Secundária D. João II

9.25

Lina Guarda, Direcção-Geral da Saúde,

Responsável Nacional do Programa de Saúde Escolar

Maria Fernanda Trigo Marcelino,

Zambujal, Sesimbra

Heróis do movimento: projecto de prevenção da obesidade infantil Arnaldo Teixeira, Carolina Magro, Cláudia Machado & Rita Viegas I Fisioterapia Projecto desenvolvido na E.B. nº1 e 2 do Zambujal, Sesimbra

10.15

Professora de Educação Especial do Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete

Teresa Pires, Professora da E.B. nº 2 do

Relação entre dificuldades de linguagem e aprendizagem escolar: Estudo de caso de uma criança com PEL do subtipo Perturbação Pragmática da Linguagem

O Adolescente em Risco: Desenvolvimento de Competências Comunicativas Andreia Damásio, Nádia Oliveira, Patrícia Casaca & Susana Zambujo | Terapia da Fala Projecto desenvolvido no âmbito do VAIPE-ESS, na Escola Secundária D.João II, Setúbal

10.40

Cuida-te: projecto de prevenção da obesidade infanto juvenil e promoção e educação de estilos de vida saudáveis Sara Graça I Fisioterapia Projecto desenvolvido na Escola Secundária de Estremoz

11.05 11.30 Moderador: Joaquim Gronita, Prof. Adjunto convidado da ESS

12.00

12.30 14.00

SpeechCare

Aquisição Fonético-Fonológica do Português-Europeu dos 18 aos 36 meses: Distrito de Beja

Projecto implementado no Distrito de Beja

14.25

Marta Marques, Psicóloga Educacional, Externato Diocesano D. Manuel de Mello

Aquisição Fonético-Fonológica do Português-Europeu dos 18 aos 36 meses: Distrito de Setúbal Diana Abreu & Margarida Ravara | Terapia da Fala

Paula Leal, Coordenadora da Pós-Graduação em Saúde Escolar da ESS/IPS

Almoço

Catarina Charrua | Mestrado do Desenvolvimento e Perturbações de Linguagem na Criança

Lina Guarda, Direcção-Geral da Saúde,

Responsável Nacional do Programa de Saúde Escolar

Língua Portuguesa e Web 2.0: uma parceria de sucesso Maria do Rosário Rodrigues & Helena Camacho | ESE/IPS Na Quinta da alegria: Sensibilização da Comunidade Educativa para a Deficiência Sónia Eleutério | Grupo Concelhio para as Deficiências - Setúbal Moderador: Ana Gouveia (4ºanoTerapia da Fala)

Saúde Escolar e Pré-Escola Painel de Discussão: Gonçalo Leal, Terapeuta da Fala,

Intervalo

Projecto implementado no Distrito de Setúbal

14.50

Tradução e validação para o português europeu do instrumento de autoavaliação da gaguez WASSP Nádia Simões & Sara Martins | Terapia da Fala

15.15

A Caminho do 5º Ano Nélia Cardoso, Ana Cansado & Vânia Luís| Enfermagem & UCC Palmela Projecto implementado na Escola Básica Alberto Valente

15.40

Regras do Jogo Clemência Funenga, Andreia Cordeiro, Teresa Belém, Fátima Moitas, Ana Grossinho| Pós Graduação Saúde Escolar, Escola Secundária D. Manuel Martins, Enfermagem, Unidade de Saúde Pública do ACES Setúbal Palmela Projecto implementado na Escola Secundária D. Manuel Martins

Encerramento Exposição

16.05

Memórias, estudantes do 4º ano, Licenciatura em Fisioterapia e Terapia da Fala Trabalhos desenvolvidos pelos estudantes das Escolas no âmbito do Projecto “Na Quinta da Alegria”(Grupo Concelhio para as Deficiências - Setúbal)

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RESUMOS / ABSTRACTS

COMUNICAÇÕES AUTO-GESTÃO DA CRONICIDADE I – DOR LOMBAR CRÓNICA E OSTEOARTROSE Titulo: Projecto “Saber (con)viver com a Dor Lombar Crónica” – Implementação de um programa de intervenção em grupo baseado em educação e exercício Autores: Carreira, A., Caeiro, C. Carreira, A. (a.rakel.carreira@gmail.com) RESUMO

Introdução: A Dor Lombar Crónica de origem não específica (DLC-NE) é definida como uma dor, tensão e/ou

rigidez na região lombar, com duração de pelo menos três meses, para os quais não é possível identificar uma causa específica, que pode estar associada a sintomatologia dos membros inferiores, (Kendall, 1997; Savigny, 2009). A DLC-NE constitui, actualmente, um dos problemas de saúde de maior prevalência nos países industrializados (Freburger, Holmes, Agans et al., 2009; Waddell et al., 2004), sendo apontada como uma das principais causas de dor crónica (DC) em adultos de ambos os sexos em Portugal (Castro Lopes, Saramago & Romão, 2010). Perante este cenário emergiu a necessidade de elaborar e colocar em prática um Projecto de Promoção e Protecção da Saúde centrado na capacitação do utente com DLC-NE para auto-gerir a sua condição, que o ajuda-se a “Saber (con)viver com a DLC” e que integrasse a melhor evidência científica disponível. Assim surgiu a oportunidade de implementar este programa de educação e exercício, em grupo, no Agrupamento de Centros de Saúde de Setúbal e Palmela (ACESSP), com a finalidade de reduzir os níveis de intensidade da dor, reduzir o nível de crenças de medo-evitamento do movimento e aumentar os níveis de funcionalidade dos utentes que sofrem de DLC-NE. Os programas foram implementados no Centro de Saúde (CS) de São Sebastião, em Setúbal e na Unidade de Saúde Familiar Santiago de Palmela. Desta forma, desenvolveu-se este projecto com o objectivo de implementar e avaliar os resultados da implementação do referido programa. Métodos: O projecto envolveu três fases. Na primeira fase ocorreu um período de referenciação e divulgação do programa, que teve a duração de 4 semanas, na segunda a avaliação dos critérios de inclusão e exclusão dos utentes referenciados/auto-inscritos, e na terceira fase decorreu a implementação e avaliação dos programas de intervenção para utentes com DLC. Um total de 7 participantes incluídos completaram o programa estruturado de 6 semanas constituído por educação e exercício, realizado duas vezes por semana, com duração média de 90 minutos por sessão. Para avaliação dos resultados foram considerados dois outcomes primários, a intensidade da dor, medida através da Escala Visual Análoga (EVA) e a incapacidade funcional (IF), através do Quebec Back Pain Disability Questionnaire versão portuguesa e dois outcomes secundários, as crenças de medo evitamento relacionadas com a actividade física (CME-AF) e as crenças de medo evitamento relacionadas com o trabalho (CME-T), avaliadas através do Questionário de Crenças de Medo-Evitamento da Dor (QCMED). Cada participante foi submetido a uma avaliação antes do início do programa, 3 semanas após o início do programa e no final do mesmo, realizada pela equipa de estudantes do 4º ano da Licenciatura em Fisioterapia responsáveis pela implementação do programa. Para analisar os resultados utilizou-se o Microsoft Office Excel 2007 para a introdução dos resultados obtidos nos instrumentos de avaliação, e para cálculo de médias e de desvios padrões. Resultados: Observou-se uma melhoria considerável da intensidade da dor, da funcionalidade, do nível de crenças de medo evitamento relativamente à actividade física e a percepção global de mudança foi muito positiva. Conclusão: Os resultados do deste programa centrado na capacitação do utente com DLC-NE para auto-gerir a sua condição sugerem que um programa baseado em educação e exercício é benéfico ao nível da redução da incapacidade funcional, intensidade da dor, CME-AF e CME-T em utentes com DLC, podendo constituir uma alternativa para responder às necessidades dos utentes com esta condição crónica tão prevalente na nossa sociedade.

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Titulo: Projecto de Intervenção na Comunidade: “Saber (Con)viver com a dor lombar crónica”- Desenvolvimento de recursos educativos online Autores: Bartolomeu, S., Caeiro, C. Bartolomeu, S. (sarapbbartolomeu@gmail.com) RESUMO

Introdução: É consensual a crescente importância da utilização das tecnologias da informação e comunicação

(TIC) em Portugal, na pesquisa e acesso a informação sobre saúde. Utentes com dor lombar crónica de origem não específica (DLC-NE) encontram várias barreiras na pesquisa, compreensão e utilização de informações sobre a sua condição de saúde devido aos conteúdos e à qualidade da informação disponibilizada, o que acarreta consequências quanto à capacidade de auto-gestão e controlo da sua condição de saúde e qualidade de vida. Objectivo: Aumentar o conhecimento das pessoas com DLC acerca da sua condição de saúde e estratégias para gerir a dor no seu dia-a-dia. Implementação do projecto: O presente projecto de intervenção comunitária centra-se na criação de um espaço informativo acerca da DLC-NE construído sob a forma de uma trilogia associada à página de saúde do site Setúbal TV (http://www.setubaltv.com/stv/noticias/saude.html), com base numa abordagem cognitivo-comportamental. Resultados: Até à data não foi exequível disponibilizar a trilogia online, pelo que de momento, não são apresentados resultados. Discussão: Tendo em conta a problemática em questão e o seu impacto na vida dos utentes e no sector socioeconómico do país, seria pertinente o desenvolvimento de outros recursos educativos com o objectivo de colmatar as necessidades identificadas nesta população. Conclusão: Pretende-se que este projecto tenha efeitos no conhecimento das pessoas com DLC acerca da sua condição de saúde e estratégias para a gerir no dia-a-dia, contribuindo para aumentar a sua capacidade de auto-gestão e controlo da condição.

Titulo: Projecto “Saber (con)viver com a Osteoartrose” – Implementação de um programa de intervenção em grupo baseado em educação e exercício Autores: Silva, A.I., Caeiro, C. Silva, A.I.(anisadias@hotmail.com) RESUMO

Introdução: A Osteoartrose é uma condição que se caracteriza pela presença de dor, rigidez matinal e perca de

funcionalidade, estando cada vez mais presente nas faixas etárias mais elevadas. Embora ainda não exista uma cura para esta condição existem diversas formas de controlar a sua evolução, assim, são diversas as guidelines que recomendam programas de educação para a auto-gestão da OA e exercício físico. Objectivo: Reduzir a dor e aumentar a funcionalidade dos utentes com osteoartrose. Metodologia: Foi implementado um programa que foca principalmente a abordagem cognitivo-comportamental e a prática de exercício físico. Este programa teve a duração de 8 semanas e foi implementado junto de utentes com diagnóstico de OA da anca e/ou joelho, nos Centros de Saúde de S. Sebastião e Palmela. Resultados: Foram incluídos 26 utentes, dos quais 16 completaram o programa. Em média os participantes reduziram 1 ponto na EVA e 12 na WOMAC. Atribuíram, em média, uma mudança de 2 na PGIC. Conclusão: No final deste programa, os participantes, tinham menos dor e mais funcionalidade e sentem melhorias ligeiras, mas significativas.

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Título: Projecto “Saber (con)viver com a Osteoartrose” – Implementação de um workshop na comunidade Autores: Ferreira, W., Caeiro, C. Ferreira, W.(wilsonfrferreira@gmail.com) RESUMO

Introdução: A osteoartrose (OA) é a principal causa de incapacidade da pessoa idosa. Existem vários

tratamentos para o controlo desta doença crónica, no entanto, a evidência científica mais recente defende que a educação e o exercício são as modalidades de tratamento mais indicadas para a gestão destas condições. Assim este projecto de intervenção comunitária tem como objectivo fornecer informação aos participantes sobre como gerir a sua condição (OA) e promover a prática de actividade física regular. Métodos: Foi realizada uma avaliação situacional da população com OA, da região de Setúbal, onde os inquiridos eram questionados acerca de: 1) percepção de conhecimento da condição; 2) fontes onde procuravam informação sobre a sua condição; 3) qual das fontes respondia melhor às necessidades; 4) qual o formato preferido para a recepção da informação; e, 5) quais as fontes de informação mais credíveis. Face aos resultados da avaliação situacional foi desenvolvido um workshop dirigido a participantes com OA, constituído por uma componente educativa e uma componente de exercício, Durante o workshop foi realizada uma avaliação inicial dos hábitos de actividade física e alimentar dos participantes, e no final, foi utilizado um questionário com o intuito de avaliar o conhecimento acerca estratégias para manter/adquirir hábitos/comportamentos saudáveis. Resultados: Participaram neste workshop, 5 idosos institucionalizados. Relativamente ao item “Cuidados com a alimentação”, 3 dos 5 participantes seleccionaram 3 opções correctas correspondentes a cuidados com a alimentação, e 2 deles seleccionaram 4 opções correctas relativas ao mesmo tema. Quanto às ao item “Actividades/Exercícios”, dos 5 participantes, 4 mencionaram 3 actividades/exercícios que podem ser feitos para melhorar a condição, 1 participante seleccionou 4 opções correctas. No que diz respeito aos “Hábitos/Comportamentos saudáveis”, 5 participantes responderam que vão pôr “SEMPRE” em prática o que aprenderam no workshop, vão realizar “SEMPRE” actividade física e terão “SEMPRE” cuidado com a sua alimentação, tendo em conta as recomendações dadas na componente educativa do workshop.

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AUTO-GESTÃO DA CRONICIDADE II – REABILITAÇÃO CARDÍACA Titulo: Viver Ativamente"- Programa de Prescrição de Atividade e Exercício em contexto de Patologia Cardíaca Autores: Costa, J., Sequeira, M. Costa, J. (jorgesc.costa@hotmail.com ) RESUMO

Revisão de Literatura: As Doenças Cardiovasculares (DCV) são atualmente um dos maiores problemas de

Saúde pública em Portugal. Relacionado com o aumento da incidência das DCV, a longevidade e sobrevida destes utentes tem engradecido, assumindo a prevenção secundária das DCV um papel fundamental na gestão destes utentes. Assim os Programas de Reabilitação Cardíaca/ Prevenção Secundária têm sido reconhecidos como um componente significativo no tratamento das DCV. Este Programa teve como objetivo promover a continuidade/ inserção de rotinas de atividade e exercício físico nos contextos individuais dos utentes com história clinica de DC. Métodos: O programa “Viver Ativamente” foi um projeto de intervenção na comunidade, que desenvolveu, em parceria com a USF – Luísa Todi e ACES Setúbal Palmela, um programa de prescrição de atividade e exercício físico em utentes com história clinica de doença cardíaca há pelo menos 6 meses. Este programa procurou modificar os fatores de risco associados, aumentar os níveis de tolerância ao esforço, diminuir a perceção individual de fadiga, aumentar os níveis de motivação ao exercício e qualidade de vida dos participantes e os níveis de resistência muscular dos participantes. O programa teve a duração de 8 semanas, com uma frequência semanal que variou entre as 2 e 3 vezes. Todos os participantes foram alvo de um programa de prescrição individual de atividade e exercício físico, constituído por um componente educacional e prática de exercício físico. O nível de motivação e predisposição para a mudança comportamental, níveis de atividade física, perceção individual de Qualidade de Vida e os níveis de força muscular, capacidade cardiorrespiratória e flexibilidade foram avaliados no início e final do programa. Resultados: Foram incluídos 3 participantes no programa. Completas oito semanas de programa, o nível de motivação e predisposição para a mudança comportamental mostrou que os participantes alcançaram um nível de motivação classificado como Regulação Identificada. Igualmente todos os participantes mostraram ao final de 8 semanas Níveis de Atividade Física Moderados. Os scores iniciais de perceção individual de Qualidade de Vida refletiam a muito baixa deterioração da qualidade de vida dos participantes pela condição. Concluído o programa de 8 semanas, o Participante A manteve o valor do Sumário Clinico, os Participantes B e C tiveram um aumento de 5 pontos. Os indicadores de capacidade funcional atingiram os valores esperados para a idade em todos os participantes, assim como os indicadores fisiológicos mostraram que o valor médio da TA teve uma redução em todos os participantes. Discussão: O resultado final obtido após o Programa, que contemplou a criação de um plano de Exercício e Atividade Física individualizado, sessões de aconselhamento individualizadas (visando estratégias de mudança comportamental e de motivação, manutenção de hábitos alimentares adequados e adesão ao plano de treino) mostrou atingir os objetivos a que se propôs, permitindo que os participantes desenvolvessem conhecimentos e competências associadas à mudança de comportamentos e estilos de vida e responsabilização pela gestão da sua condição de saúde.

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AUTO-GESTÃO DA CRONICIDADE III – CANCRO DA MAMA Titulo: Projeto de Intervenção “O Amanhã Depende de Si!”: Promoção de Atividade Física para Mulheres Sobreviventes ao Cancro de Mama – Componente: Exercício Físico Autores: Venâncio, D., Sequeira, M. Venâncio, D. (danielafvenancio@gmail.com) RESUMO

Enquadramento: O aumento da incidência e sobrevida do cancro de mama é uma preocupação de saúde a

nível nacional, principalmente no que respeita à prevenção e ao controlo dos fatores de risco modificáveis, nomeadamente da atividade física. A evidência apresenta inúmeros benefícios a ela associados, entre eles a prevenção de recidivas. No entanto, os efeitos negativos do sedentarismo nesta população são ainda subvalorizados ou mesmo desconhecidos, conduzindo a níveis reduzidos de prática de atividade física. Objetivo: promoção da prática regular de AF, de forma a proporcionar melhorias ao nível da qualidade de vida e da funcionalidade de mulheres sobreviventes ao cancro de mama. Metodologia: a população alvo foram mulheres adultas sobreviventes ao cancro de mama, residentes no Barreiro. O projeto foi implementado durante 12 semanas, com 3 sessões semanais de exercício físico e um total de 4 sessões educacionais. Foram realizadas dois momentos de avaliação: inicial e final, em que foram avaliados o Nível de atividade física (IPAQ), a Qualidade de vida (EORTC QLQ-C30, versão 3.0) a Funcionalidade (DASH), a Capacidade cardiorrespiratória (Prova de Marcha de 6 Minutos), a Fadiga (Escala de Borg), a Endurance muscular abdominal (Partial Curl Up), a Endurance muscular dos membros superiores (Arm Curl) e a Endurance muscular dos membros inferiores (30Second Chair Stand). Discussão: De uma forma geral, os resultados do projeto foram positivos, sendo possível alcançar muitos dos objetivos definidos. É de salientar o aumento dos níveis de prática de atividade física e as melhorias da qualidade de vida associada à funcionalidade. Apesar de nem todos os indicadores serem alcançados com sucesso, verificaram-se diferenças positivas que constituem uma fonte de reflexão e de revisão, de forma a promover melhores resultados em projetos futuros. Conclusão: O projeto obteve resultados positivos, apesar das limitações apontadas. Considera-se que está coerente com as recomendações da literatura e que responde às necessidades identificadas no panorama nacional e local, sendo elevada a sua relevância.

Titulo: Projecto de Intervenção “O Amanhã depende de Si!” - Promoção de Actividade Física para Mulheres Sobreviventes ao Cancro da Mama. Componente Educacional do Programa. Autores: Bernardo, A.R., Sequeira, M. Bernardo, A.R. (anaraquelbernardo2012@gmail.com) RESUMO

Introdução: A prevenção e o controlo das doenças oncológicas constituem uma das prioridades do Sistema

Nacional de Saúde, representando o cancro a segunda maior causa de morte em Portugal (Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas, 2009), destacando-se o cancro da mama com uma incidência de 14% (Alto Comissariado da Saúde, 2009). Dada a elevada incidência e prevalência do cancro da mama em Portugal, bem como o seu impacto na qualidade de vida dos utentes oncológicos, e ainda o facto de se nos últimos tempos se verificar um aumento de sobreviventes a esta doença, aumentando simultaneamente o risco da sua recorrência, confirma-se que o cancro da mama constitui uma grande preocupação para o Sistema Nacional de Saúde (Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas, 2009). Neste sentido, o Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas, estabeleceu como um dos objectivos principais face aos cuidados de saúde, melhorar a qualidade de vida dos utentes oncológicos, através de implementação de

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projectos que visam a promoção de estilos de vida saudáveis (Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas, 2009). Assim, sabendo que melhorar a qualidade de vida destes utentes é hoje um objectivo a atingir e, simultaneamente, um desafio, considerou-se então relevante desenvolver e implementar um Projecto de Promoção da Saúde para mulheres sobreviventes ao cancro da mama, indo encontro dos seus problemas e necessidades de saúde, com a finalidade máxima de melhorar a sua funcionalidade e qualidade de vida, através da mudança de comportamentos no sentido da adopção de estilos de vida mais saudáveis relacionados com o aumento da prática de actividade física. De acordo com a evidência disponível, a prática de actividade física constitui um elemento chave para estas mulheres, diminuindo o risco da recorrência do cancro e de outras patologias associadas, bem como contribuindo para melhorar a sua funcionalidade e a qualidade de vida em geral. Assim, de acordo com a literatura, para que ocorra uma mudança de comportamentos torna-se fundamental a inclusão de uma componente educacional (The Chartered Society of Physiotherapy, 2003), tal como se verifica neste projecto, com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre a prática de actividade física e aumentar a motivação face à mesma, contribuindo para aumentar a adesão e sua manutenção desta prática a longo prazo. Neste artigo o enfoque será dado ao nível da componente educacional do programa de intervenção implementado. Métodos: O projecto de intervenção foi constituído por duas vertentes principais, a divulgação do projecto e o programa de intervenção, o qual foi constituído por duas componentes, a educação e o exercício físico. A duração do programa de intervenção foi de 12 semanas, sendo que a componente educativa foi constituída por 4 sessões distribuídas ao longo das 12 semanas. Relativamente a esta componente, foram avaliados dois outcomes principais, o conhecimento sobre a prática de actividade física e a motivação para esta prática. Resultados: Para a análise dos resultados utilizou-se o Microsoft Office Excel 2007. No final do programa verificou-se um aumento do conhecimento sobre a prática de actividade física e um aumento da motivação para a mesma, por parte de todas as participantes, sendo objectivo principal da componente educacional concretizado com sucesso. Conclusão: Os resultados obtidos no final do programa sugerem que a componente educacional poderá ser uma estratégia de intervenção, no âmbito da fisioterapia, fundamental para que ocorra uma mudança de comportamentos nesta população, no sentido em que, o aumento de conhecimento sobre a prática de actividade física poderá ter contribuído para o aumento da motivação face à mesma e, simultaneamente, para que estas mulheres pratiquem actividade física de forma adequada e autónoma, mantendo esse comportamento a longo prazo, conseguindo adaptar ao seu próprio contexto, ao seu dia-a-dia, às suas necessidades e preferências, tornando-se pró-activas face à gestão da sua saúde adquirindo um estilo de vida mais saudável.

Titulo: Promoção de Atividade Física para Mulheres sobreviventes ao Cancro de Mama: Projeto - “O Amanhã Depende de Si” Metodologia de Divulgação Autores: Marques, R., Sequeira, M. Marques, R. (raquel_marques@hotmail.com) RESUMO

Introdução: No nosso país, o cancro da mama continua a ser a causa de morte, por cancro, mais comum entre

as mulheres. Diversos estudos concluíram que o exercício físico é seguro durante e após os tratamentos de cancro e resulta em melhorias no funcionamento físico, qualidade de vida e fadiga relacionada com o cancro. Um programa de exercício físico deve ser acompanhado por sessões educativas, que irão complementar o programa através do aumento do conhecimento sobre os benefícios da atividade física e da adoção de um estilo de vida saudável. Surgiu então a oportunidade de desenvolver um projeto de Promoção da Saúde em Oncologia, no Barreiro, em parceria com a Associação de Mulheres com Patologia Mamária (AMPM). Métodos: Dificilmente um projeto desta importância se realizaria sem uma componente de divulgação. Foi através da Metodologia de Divulgação, que se tornou possível induzir a adesão da população alvo ao programa. Neste projeto pretendeu-se desenvolver estratégias de Divulgação, baseadas nos princípios do Marketing Social, para que assim se promovesse a adesão de mulheres, que foram vítimas de cancro da mama e que já tinham terminado o tratamento, ao Programa ‘O Amanhã depende de Si’, através do envio de e-mails, publicações em redes sociais e jornais da região, telefonemas e colocação de posters e folhetos na área residencial do Barreiro. Resultados: Verifica-se que 85,7% dos objetivos a curto prazo foram atingidos com sucesso. Observou-se que cerca de 43%

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(n=3) das participantes tomou conhecimento deste projeto através de um Familiar/Amigo/Vizinho (com um nível de satisfação de 2 e 4); seguindo-se 28,5% (n=2) que refere ter tomado conhecimento por intermédio de um poster (com um nível de satisfação de 4) e 28,5% (n=2) das participantes deve este conhecimento a um telefonema realizado pela própria AMPM (com um nível de satisfação de 3 e 4). Discussão: Analisando os resultados, verifica-se que a divulgação através da passagem de informação entre familiares, amigos e vizinhos mostrou-se o método de divulgação mais adequado à população-alvo, sendo responsável por 43% dos encaminhamentos e que o segundo método mais eficaz divide-se entre os posters afixados no exterior da Sala do Mercadinho e os telefonemas realizados pela AMPM, sendo responsáveis por 28,5% dos encaminhamentos. O planeamento e a implementação das estratégias acima descritas mostraram ser de extrema relevância para a implementação do Projeto “O Amanhã depende de Si” e uma vez que o programa abrangia uma extensa área de Residência, estas vieram garantir a inscrição de utentes no Programa.

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SAÚDE OCUPACIONAL Titulo: Intervenção da Fisioterapia no Regresso ao Trabalho após Baixa Médica Prolongada devido a Epicondilite – Estudo de Caso Autores: Pita, T., Guerreiro, M. Pita, T. (telmasofiasp@hotmail.com) RESUMO

Introdução: A indústria automóvel é uma das indústrias que apresenta maior incidência de lesões músculo-

esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT), que constituem a maior causa de absentismo devido a baixa médica prolongada. Portugal é o país da Europa com a mais elevada taxa de absentismo por doença, sendo que 2,43% dos trabalhadores da Indústria Automóvel Portuguesa sofrem de lesões nos membros superiores. Destas, a epicondilite é uma das condições mais prevalentes, afetando 15% da população com tarefas manuais. 5% dos trabalhadores afetados ausenta-se ao trabalho por baixa médica prolongada, sendo que o absentismo laboral tem um grande impacto socioeconómico e consequências como o descondicionamento físico dos trabalhadores, ansiedade, medo de uma nova lesão e diminuição da auto-estima. Assim, os Fisioterapeutas devem promover o ensino de estratégias que permitam o regresso ao trabalho, integrando-se numa equipa multidisciplinar. Objetivo: Analisar o contributo da Fisioterapia no regresso ao trabalho de um trabalhador de uma empresa da indústria automóvel que esteve ausente por baixa médica prolongada (superior a 3 meses), através do conhecimento da sua história clínica e, de acordo com os dados recolhidos na avaliação, implementar um programa que promova um melhor regresso ao trabalho, dando resposta às necessidades específicas do trabalhador. Participantes: Um trabalhador da área produtiva da empresa que esteve ausente do trabalho por baixa médica prolongada (superior a 3 meses) devido a uma Lesão Músculo-Esquelética relacionada com o Trabalho – Epicondilite bilateral. Intervenção: Para conhecer a história do trabalhador, procedeu-se a: reunião com a Medicina do Trabalho; participação na reunião semanal sobre o absentismo laboral; reunião com os Especialistas em Relações Laborais; reunião com os Ergonomistas; identificadas as necessidades do trabalhador, realizaram-se: sessões educativas sobre as LMERT, epicondilite, exercícios de fortalecimento, alongamentos musculares, aquecimento antes da jornada laboral e correção postural. Resultados: O trabalhador aumentou os seus conhecimentos relativamente aos temas abordados nas sessões educativas, apresentou uma diminuição da dor nos membros superiores e adotou uma postura correta durante a jornada laboral. Conclusão: O acompanhamento do trabalhador pela Fisioterapia no regresso ao trabalho após baixa médica prolongada terá efeitos positivos na melhoria da saúde e reintegração no posto de trabalho.

Titulo: Intervenção da Fisioterapia no Regresso ao Trabalho após Baixa Médica Prolongada devido a Epicondilite – Estudo de Caso Autores: Nóbrega, G., Guerreiro, M. Nóbrega, G. (1624@alunos.ess.ips.pt) RESUMO

Revisão da Literatura: Longos períodos de baixa podem tornar o trabalhador mais vulnerável no regresso ao

trabalho pela ansiedade e depressão, baixa auto-estima, dor crónica, descondicionamento físico, medo, atitudes e crenças quanto à possibilidade de recidivas. Em 2008, as principais causas de absentismo identificadas foram a “doença não profissional”, “acidente de trabalho” e “maternidade/paternidade”. Um estudo indicou uma incidência de 20% de mulheres com sintomatologia residual de lombalgia após 6 anos do nascimento. Os benefícios das intervenções realizadas no local de trabalho incluem a redução do número de dias de baixa médica, redução do absentismo laboral, redução dos custos associados ao pagamento de indemnizações e aos cuidados de saúde, aumento da produtividade e melhorias no estado de motivação e satisfação dos trabalhadores Métodos: O estudo realizado trata-se de um estudo de caso, cujo objetivo é comparar o momento imediato de regresso ao

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trabalho com os 3 meses após, para percebermos a evolução e a adaptação da trabalhadora ao longo deste período de reintegração. Os dados foram recolhidos junto da Medicina do Trabalho, Relações Laborais da empresa e através de um questionário e entrevista à trabalhadora. Após identificação de algumas necessidades, foram implementadas ações, no sentido de dar resposta às mesmas. Discussão: Este caso traduz a mais-valia de programas de promoção da saúde no regresso ao trabalho e o contributo da Fisioterapia para um regresso mais efectivo, onde se podem incluir os programas direcionados para a componente cognitivo-comportamental e condição física.

Titulo: Efeito de um Programa de Promoção e Proteção da Saúde na Prevenção de Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho no Setor Administrativo Autores: Gonçalves, M., Guerreiro, M. Gonçalves, M. (meggygoncalves@hotmail.com) RESUMO

Introdução: As Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT’s) são as doenças

ocupacionais com maior prevalência mundialmente. No setor administrativo, têm uma prevalência superior a 50% (Bernaards, Ariëns & Hildebrandt, 2006). Os Programas de Promoção e Protecção da Saúde são uma medida efectiva na prevenção de LMERT’s. Metodologia: O objectivo principal do presente projeto foi a implementação de um Programa de Promoção e Protecção da Saúde junto dos trabalhadores do sector administrativo de uma indústria automóvel, visando a redução do risco e a promoção de hábitos de vida saudáveis, de forma a prevenir Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho. O programa foi implementado em duas áreas administrativas (n=74) de uma grande empresa da indústria automóvel em Portugal, durante 15 semanas. Nesse período, desenvolveram-se três fases: a avaliação inicial; a intervenção; e a reavaliação. A intervenção do programa englobou sessões educativas (15 minutos), sessões de exercício físico (15 minutos), uma sessão educativa individual (treino de posturas) e outras estratégias de suporte. Para avaliação, foram utilizados os seguintes instrumentos: Checklist – avaliação no Local de Trabalho, Questionário de Caracterização dos Participantes, Questionário de Caracterização Final e Questionário de Verificação do Conhecimento. Resultados/Discussão: Após a implementação do projeto, dos colaboradores que participaram no mesmo e que responderam ao Questionário de Caracterização Final, 55% reduziu, pelo menos, a intensidade dos sintomas. Quanto aos objectivos cognitivos, relativos à aquisição de conhecimento, todos foram cumpridos, excepto o objectivo 4 (conhecimento acerca dos benefícios da actividade física). Relativamente aos objectivos comportamentais, apenas o objectivo 7, relacionado com a adoção de posturas adequadas no posto de trabalho, foi cumprido. Conclusão: O programa contribuiu para a redução da intensidade de sintomatologia de LMERT’s, através do aumento do conhecimento dos participantes e da capacitação destes para adoptar estratégias de prevenção, como a prática de exercício físico e a adoção de posturas adequadas.

Titulo: Implementação de um projeto de Prevenção de Lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho na linha de montagem em Indústria Automóvel Autores: Raposo, V., Guerreiro, M. Raposo, V. (vaniaraposo9@gmail.com) RESUMO

Introdução: As lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT’s) são um problema

frequente, grave e dispendioso para os países industrializados (Ismail, Yeo Haniff et al., 2009; Ferguson, Marras, Allread et al., 2011). A indústria automóvel apresenta uma elevada incidência deste tipo de lesões devido às tarefas desempenhadas nas linhas de montagem (Ulin Keyserling, 2004, citado por Ferguson, Marras & Allread, 2011). A promoção e proteção da saúde no local de trabalho são abordagens eficazes para reduzir os fatores de risco (Ulin Keyserling, 2004, citado por Ferguson, Marras & Allread, 2011; Hymel, Loeppke, Baase et al 2011). O fisioterapeuta pode, para além de tratar, prevenir as LMERT’s, reduzindo os riscos para o sistema músculo-

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esquelético, implementando soluções que visem monitorizar o indivíduo, grupo ou população de forma a promover a saúde, o bem-estar e ainda, aumentar a produtividade (Rea, Marshak, Neish & Davis, 2004). Objectivo: prevenir LMERT’s em trabalhadores de uma Indústria Automóvel que desempenham funções em linhas de montagem, promovendo alterações nos hábitos e comportamentos dos colaboradores. Participantes: 24 colaboradores pertencentes a uma zona da linha de montagem de uma Indústria Automóvel. Metodologia: O projeto teve uma duração de 15 semanas, sendo que nas primeiras três semanas foram efetuadas as avaliações iniciais, a observação no posto de trabalho com recurso a uma checklist e o levantamento de dados dos participantes com recurso a um questionário de caracterização. As quatro sessões educativas decorreram durante 9 semanas e estas foram intercaladas com sessões de exercício. Estas últimas tiveram uma duração de 11 semanas. No final do programa, os 24 colaboradores foram reavaliados e responderam também a um questionário de satisfação e de aferição de conhecimentos. Resultados / Discussão: De forma geral, os objetivos cognitivos tiveram mais sucesso do que os objetivos comportamentais. Os trabalhadores aumentaram os níveis de conhecimento e cumpriram os objetivos sobre os fatores de risco e benefícios da atividade física, embora as recomendações mínimas para a prática da atividade física e os benefícios dos alongamentos apresentem alguns lapsos. Relativamente aos objetivos comportamentais, 100% dos trabalhadores mantiveramse no programa até ao fim e a maior parte revelou estar satisfeito relativamente a todos os itens avaliados no questionário de satisfação, exceto em relação ao horário das sessões. No que se refere aos objetivos da prática de atividade física, da execução dos alongamentos e aquecimento, estes não foram cumpridos, apesar de os dois últimos estarem muito próximo dos 80%. Nas posturas notou-se uma grande evolução e atualmente, os trabalhadores conseguem corrigir no mínimo três posturas que no início eram desadequadas. A sintomatologia parece ter aumentado no final do programa, o que poderá dever-se ao aumento do conhecimento dos trabalhadores sobre o seu próprio corpo e LMERT. Conclusões: A implementação deste projeto teve benefícios, pois permitiu a aquisição de novos conhecimentos sobre hábitos/comportamentos de vida mais saudáveis aos colaboradores. No futuro seria interessante expandir este projeto às outras zonas de forma a contribuir para a melhoria da saúde e segurança dos mesmos.

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SAÚDE E DIABETES Titulo: DiabetESSaúde: Programa de Educação e Exercício Físico para utentes com Diabetes tipo 2 da Unidade de Saúde de Palmela Autores: Campos, A., Moniz, R. Campos, A. (anascampos8@gmail.com) RESUMO

Introdução: A prática regular de actividade física (PRAF) assume um papel importante no tratamento da

diabetes tipo 2 (DM2), uma vez que contribui não só para o controlo glicémico, mas também para a redução das comorbilidades associadas á doença. Destacam-se os efeitos na diminuição da resistência periférica à insulina e da percentagem de hemoglobina glicada (HbA1c), na regulação da tensão arterial e do perfil lipídico, bem como na melhoria do bem-estar físico e psicológico. Contudo, apesar destes benefícios, os indivíduos com diabetes apresentam níveis de actividade física baixos ou inferiores ao recomendado. Tendo em conta estes pressupostos foi desenvolvido e implementado um programa de intervenção, dirigido à população com DM2 inscrita na Unidade de Saúde Familiar de Palmela (USF-P) do Agrupamento de Centros de Saúde de Setúbal e Palmela, com o objectivo de promover a autogestão relativamente à prática regular de actividade física nesta população. Métodos: Após verificação dos critérios de inclusão e exclusão, 7 indivíduos com DM2 participaram no programa de intervenção com uma duração de 12 semanas, que incluiu uma componente educativa e outra de exercício físico. Foram definidos outcomes relacionados com a componente educativa (nível de conhecimentos acerca dos cuidados a ter antes durante e após a prática do exercício físico; benefícios da PRAF; recomendações específicas para a PRAF; estratégias para colmatar barreiras à PRAF e dieta) e com a componente de exercício físico (percentagem de hemoglobina glicada, nível glicémico, perímetro abdominal, dosagem de medicação, tensão arterial e capacidade Cardiovascular). Estes outcomes foram avaliados inicialmente, à 8ª semana e serão reavaliados à 13ª Semana, juntamente com outros dois outcomes (nível de actividade física e grau de autonomia relativamente à prática da actividade física). Resultados: Os resultados apresentados dizem respeito ao momento de avaliação intermédia (8ª semana). Globalmente verificou-se um aumento do nível de conhecimentos; uma redução média de 0,4% nos valores de hemoglobina glicada; uma redução do nível glicémico em jejum (média de 136 na avaliação inicial para 116 na 8ª semana); redução média dos perímetros abdominais em 3,3 cm; diminuição da TA (na avaliação inicial- média de 141/84, na avaliação intermédia - média de 124/78); melhoria da capacidade cardiovascular (aumento médio de 78,9 metros percorridos com o teste 6 minutos marcha). Não se verificaram alterações na dosagem da medicação (anti diabéticos orais). Conclusão: Apesar de se desconhecerem os resultados finais no que diz respeito ao nível de actividade física bem como ao grau de autonomia para a sua manutenção face aos níveis recomendados para esta população, estes resultados preliminares mostram uma melhoria da generalidade dos outcomes avaliados. Estes resultados podem ser vistos ainda como promissores para dar continuidade a programas de intervenção deste tipo no futuro, abrangendo mais indivíduos com diabetes tipo 2.

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Titulo: DiabetESSaúde - Palmela: Identificação das necessidades da população com diabetes tipo 2 do ACES Setúbal/Palmela e Resultados intermédios de um programa de educação e exercício físico no aumento do nível de conhecimentos e melhoria do controlo glicémico em utentes diabéticos tipo 2, não insulinodependentes, da Unidade de Saúde Familiar de Palmela Autores: Costa, M., Moniz, R. Costa, M. (fisio.marco.costa@gmail.com) RESUMO

Introdução: A prática regular de atividade física (AF) é cada vez mais reconhecida como uma componente

essencial no tratamento da diabetes tipo 2 (DT2), com um papel determinante na redução das co-morbilidades associadas. Apesar de serem reconhecidos os seus benefícios e de existirem recomendações específicas, muitos utentes têm um conhecimento inadequado sobre as recomendações e apresentam níveis de AF inferiores ao recomendado. Sendo esta também uma realidade verificada numa amostra de utentes com DT2 do Agrupamento de Centros de Saúde de Setúbal e Palmela (ACES-SP). Desta forma, implementou-se um programa de intervenção com uma componente de educação e de prática de exercício físico, cujo objetivo foi promover a integração da prática regular de AF nesta população, contribuindo para otimização do tratamento e autogestão da sua condição, o qual foi dirigido aos utentes com DT2 de uma Unidade de Saúde familiar (USF) do referido ACES-SP Métodos: Foi implementado um programa de intervenção, com a vertente educativa e de prática de exercício físico na USF-Palmela. Um grupo de 9 utentes com DT2 foi referenciado para o programa. Destes, 7 utentes (n=7) iniciaram o programa, com a duração de 12 semanas, constituído por 6 sessões educativas e sessões de exercício físico (3 vezes por semana), combinando o treino aeróbio e de resistência. Os outcomes em avaliação foram: (1) nível de AF (International Physical Activity Questionnaire – IPAQ; Questionário de Baecke Modificado); (2) hemoglobina glicada (A1c) (teste de A1c); (3) nível glicémico (teste de glicémia); (4) TA (aparelho eletrónico de medição da TA); (5) perímetro abdominal (fita métrica); (6) capacidade cardiorespiratória (Six Minute Walk Test (6MWT); (7) dose de medicação antidiabética oral (ADO) (Folha de Avaliação Inicial, Intermédia e Final) e (8) nível de conhecimentos (Questionário de Avaliação de Conhecimentos das Pessoas com DT2, acerca dos Benefícios e das Recomendações Específicas para a Prática Regular de Atividade Física (Q-CB&R/PRAF); Questionário de Avaliação de Conhecimentos (Cuidados e Ter e Estratégias a Adotar para a Prática de Exercício Físico). Com exceção do nível de AF (avaliado apenas no final do programa), os outcomes são avaliados no início, na 8ª semana do programa (avaliação intermédia) e na 13ª Semana (avaliação final). Resultados: Resultados da avaliação intermédia (8ª semana): redução média de HbA1c em 0,36 (±2,05) %; redução média do nível glicémico de 19,7 (±2,05); redução média do perímetro abdominal de 3,3 (±2,4) cm; redução média da TA sistólica de 17,9 (±8,6) mmHg; redução média da TA diastólica de 6,9 (±4,3) mmHg; melhoria da capacidade cardiorespiratória com aumento médio de 79,9 (±17,0) m no 6MWT; aumento do nível de conhecimento sobre os benefícios e recomendações específicas para a prática regular de AF; sobre os cuidados a ter antes, durante e após a prática de exercício físico; e sobre as estratégias que potenciam a PRAF face a potenciais barreiras percecionadas; a manutenção inalterada da dosagem de ADO constituiu o pior resultado obtido. Conclusão: Apesar do número reduzido de participantes, os resultados preliminares obtidos mostram-se promissores, o que aponta no sentido de uma maior aposta e disseminação destes programas para benefício dos utentes com DT2.

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Titulo: DiabetESSaúde- Resultados da Avaliação Intermédia do Projecto de Intervenção em Utentes com Diabetes Mellitus tipo 2 da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião Autores: Nóbrega, E., Moniz, R. Nóbrega, E. (elia_nobrega@hotmail.com) RESUMO

Introdução: A Diabetes é considerada uma das principais causas de morbilidade crónica e perda de qualidade

de vida. De acordo com a literatura a maioria das pessoas com DM2 não é fisicamente activa, sendo por isso fundamental a promoção da prática de exercício físico junto desta população. Interligada com o exercício, surge assim a componente da Educação que é igualmente importante no tratamento do diabético, enquanto estratégia para promovera a auto-gestão da doença. Desta forma, o Projecto de Intervenção DiabetESSaúde tem como objectivo geral capacitar os utentes com DM2 da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião (do agrupamento de centros de saúde de Setúbal e Palmela) para a prática regular de exercício físico. Métodos: 5 utentes com DM2 da Unidade de cuidados de Saúde personalizados de S: Sebastião, participaram num programa de intervenção composto por sessões de educação em grupo e de exercício físico, com uma duração de 12 semanas. Os outcomes deste projecto incluíram o conhecimento acerca do exercício físico; os níveis de glicemia no sangue; percentagem de hemoglobina glicada; dosagem de medicação; perímetro abdominal; níveis de pressão arterial e ainda a capacidade cardiovascular. Estes outcomes foram avaliados em dois momentos, antes da intervenção (avaliação inicial) e na 8ª semana (avaliação intermédia). Tendo em conta que o projecto ainda se encontra a decorrer, não serão apresentados os resultados da avaliação final (12ª semana) Resultados: Após o período de 8 semanas de intervenção, observou-se um aumento dos conhecimentos acerca do exercício físico, melhorias no controlo glicémico, redução da percentagem de hemoglobina glicada, da dosagem de medicação, do perímetro abdominal, níveis controlados de pressão arterial e aumento da capacidade cardiovascular. Discussão/Conclusão: O Projecto de Intervenção DiabetESSaúde conseguiu atingir os objectivos delineados, contribuindo desta forma para melhorias no controlo da DM2.

Titulo: DiabetESSaúde- Resultados da Avaliação Intermédia do Projecto de Intervenção em Utentes com Diabetes Mellitus tipo 2 da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião Autores: Cabrito, S., Moniz, R. Cabrito, S. (simone.cabrito@gmail.com) RESUMO

Introdução: A Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença crónica e apresenta uma prevalência de 12,3% na

população portuguesa entre os 20 e os 79 anos (Observatório Nacional de Diabetes (OND), 2010). A literatura mais recente refere que a prática regular de exercício físico (PREF) é central no tratamento e prevenção das comorbilidades associadas à DM2 (American College of Sports Medicine (ACSM) & American Diabetes Association (ADA), 2010), sendo também a educaçãoum componente essencial para a promoção e manutenção da mesma (Kirk, Mutrie, Macintyre & Fisher, 2004; International Diabetes Federation (IDF), 2009). Assim, surge o projecto de intervenção comunitário DiabetESSaúde com a finalidade de capacitar os utentes com DM2 da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião (do Agrupamento de Centros de Saúde de Setúbal e Palmela) para a PREF. Métodos: Foram incluídos no Projecto DiabetESSaúde 5 participantes da Unidade de Saúde que integraram 12 semanas de intervenção, tendo esta combinado a componente do exercício com a componente da educação. A avaliação dos outcomes decorreu em dois períodos, a avaliação inicial, antes da intervenção, e a avaliação intermédia, no final da 8ª semana de intervenção. Uma vez que o projecto ainda se está a ser implementado, neste artigo ainda não se encontram os resultados na avaliação final que apenas ocorrerá à12ª semana. Resultados: Após um período de 8 semanas de intervenção verificou-se um aumento

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dos conhecimentos dos participantes acerca do exercício físico e registaram-se melhorias ao nível do controlo glicémico, diminuição percentagem de hemoglobina glicada, do perímetro abdominal, da dosagem de medicação, normalização da pressão arterial e ainda melhoria da capacidade cardiovascular. Discussão: Apesar das limitações do projecto foi possível observar melhorias ao nível do controlo da DM2 que vão de encontro aos estudos realizados na área. Conclusão: O Projecto DiabetESSaúde demonstrou-se efectivo no alcance dos objectivos propostos pelos estudantes do grupo, tendo contribuído para o aumento da capacidade de autogestão da condição da doença por parte dos participantes.

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SAÚDE E ENGENHARIA BIOMÉDICA Titulo: Goniómetro baseado em acelerómetros Autores: Guerreiro, A.M., Barradas, M., Rocha, J., Amaral, R. Barradas, M. (guida.barradas@hotmail.com) RESUMO O dispositivo desenvolvido neste projeto final de curso, surge em substituição do goniómetro manual, constituído apenas por réguas e esquadros que apresenta como desvantagem o facto de depender da acuidade visual de cada observador. Assim, o trabalho desenvolvido teve como objectivo a construção de um sistema de análise goniométrica denominado de “Goniómetro”, que permita quantificar a capacidade de flexão nos membros superiores e inferiores em tempo real. Pretende-se que facilite, melhore e auxilie o trabalho dos técnicos de saúde (médicos, fisioterapeutas, fisiologistas, etc.) no tratamento de lesões articulares, melhorando também a terapêutica utilizada no doente. Assim, é possível avaliar a evolução clínica de um doente e compará-la em cada sessão. O sistema desenvolvido é composto por um sensor (O acelerómetro ADXL330, encontra-se incorporado numa placa denominada de Accel Board) que tem como função realizar as medições de ângulos articulares com base na aceleração instantânea, convertendo a aceleração obtida num valor de tensão. O sistema é microcontrolado, isto é, integra um microcontrolador (PIC 16F887) que controla e gere o sistema de medição de ângulos devido a movimentos articulares. Através de um mostrador de cristais líquidos é possível visualizar os ângulos medidos em tempo real, pois cada vez que há uma variação de posição do sensor há também uma variação neste mostrador que serve para realizar a interface com o utilizador. O projecto resultou de uma parceria entre a Meditor, na medida em que esta financiou o projecto e algum material necessário e a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, onde foi desenvolvido o módulo de electrónica e a estrutura mecânica do goniómetro. O sistema desenvolvido encontra-se dividido em quatro partes sendo estas: a aquisição de sinal, o acondicionamento de sinal, o processamento digital do sinal e a sua respectiva visualização.

Titulo: Avaliação das Propriedades Mecânicas da Pele em Regiões de Proeminência Óssea Autores: Faria, R., Carvalho, V., Pina, C., Silva, P. Carvalho, V. (vandasscarvalho@gmail.com) RESUMO Devido ao facto das posições de decúbito dorsal e lateral serem as mais comuns em pessoas acamadas, mesmo supondo a alternância de decúbitos, considerou-se relevante avaliar as propriedades mecânicas da pele nas regiões de proeminência óssea que se encontram em contacto com a superfície dos colchões, uma vez que é nestas regiões que existe uma maior prevalência de úlceras de pressão. Conhecer as cargas envolvidas nestas regiões, grau de deformação da pele, e a sua variação com outros parâmetros, tais como o sexo, grau de hidratação da pele e Índice de Massa Corporal (IMC), pode ajudar a compreender melhor a biomecânica envolvida no processo de formação de úlceras de pressão e servir de base para a formulação de novas estratégias de prevenção. Como tal, este projecto tem como principal objectivo a determinação in vivo das propriedades mecânicas da pele em regiões de proeminência óssea, em particular, nas regiões em contacto com uma superfície nas posições de decúbito dorsal e lateral, através de indentação. Será analisada uma amostra de 10 voluntários do sexo feminino e 10 voluntários do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 21 e os 29 anos, da população de estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal. O projecto compreenderá uma fase experimental, realizada com recurso a um protótipo de compressão/descompressão desenvolvido pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal; e uma fase não experimental de modelação bidimensional de corpos múltiplos, de forma a obter os valores das tensões a que normalmente estão sujeitas as regiões analisadas. Irão ser avaliadas as propriedades mecânicas da pele (deformação do tecido em função da carga aplicada, obtida através da penetração do indentador e da carga aplicada pelo mesmo), tendo

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em conta vários estados de hidratação da pele (desidratada, normal e hidratada). Os dados obtidos serão posteriormente relacionados com parâmetros antropométricos como idade, sexo e IMC, e comparados com os valores teóricos obtidos para as cargas a que estão sujeitas as regiões estudadas, recorrendo ao programa de modelação bidimensional de corpos múltiplos, em MATLAB. Com os resultados obtidos, pretende-se compreender melhor alguns dos factores determinantes no processo de formação de úlceras de pressão, assim como a sua relevância para o mesmo. Desta forma, os resultados obtidos com este projecto, poderão ser utilizados não só em Engenharia Biomédica (por exemplo, na projecção de colchões de última geração), mas também noutras áreas, como a Enfermagem. Em última instância, espera-se que este projecto possa contribuir para uma melhoria da qualidade de vida das pessoas acamadas e contribuir para a prevenção das úlceras de pressão.

Titulo: Gerador de Ondas para um Bisturi Electrónico Autores: Pereira, A.R., Gonçalves, D., Rocha, J.I., Amaral, R Gonçalves, D. (danielag_22@msn.com) RESUMO O presente projecto tem como objectivo desenvolver os principais blocos que integram a estação base (gerador de ondas) do bisturi electrónico de modo a melhorar o seu desempenho nas unidades electrocirúrgicas, a monitorizar os parâmetros eléctricos, a realizar os procedimentos de forma mais segura, a reduzir os riscos para os utilizadores e pacientes e a reduzir as dimensões físicas do equipamento. Em primeiro lugar, é necessário ter em conta alguns conceitos que envolvem os equipamentos electrocirúrgicos. Este tipo de equipamento é utilizado em cirurgias (electrocirurgia) com aplicação de frequências elevadas, na ordem dos MHz, na qual a corrente eléctrica gerada entra através dos tecidos em quantidade suficiente para gerar calor conseguindo destruí-los ou até mesmo remove-los, assegurando sempre a hemostasia do paciente. A cirurgia electrónica apresenta inúmeras vantagens quando comparada com a cirurgia normal, o facto de ser um modo de actuação cirúrgica mais rápido contribui para que existam menos perdas de sangue e ainda se diminui o tempo da cirurgia reduzindo também a quantidade de anestesia utilizada. Na electrocirurgia são possíveis três tipos de corte: corte puro, coagulação e blended. Os processos de corte podem ser executados de dois modos, faíscas ou arco eléctrico, descontínua ou contínua condução eléctrica em gases entre dois condutores, respectivamente. A capacidade de cortar um tecido biológico dá-se quando o calor de uma faísca entre o eléctrodo activo e o tecido, juntamente com o calor gerado pelo efeito Joule no ponto onde a faísca entra em contacto com o tecido, aquece tão rapidamente que as células evaporam, deixando uma cavidade no tecido. A coagulação é a desidratação dos tecidos por efeitos térmicos. O eléctrodo activo deve estar em contacto condutivo com o tecido e deve estar limpo de qualquer resíduo para garantir o seu bom funcionamento. O tecido é aquecido e a água é evaporada. Tal como o próprio nome indica, o blended é uma mistura dos dois cortes mencionados anteriormente. Tem como capacidade principal o corte mas produz um efeito secundário de coagulação, de modo a que enquanto o tecido coagula a água que este contém evapora. O que permite aumentar a hemostasia durante a coagulação mantendo a energia total. É de salientar que a corrente alternada utilizada na electrocirurgia apresenta uma forma de onda sinusoidal e que cada tipo de corte tem uma forma de onda com características específicas. Com o presente projecto final de curso pretendem-se gerar as diferentes formas de onda. A onda referente ao corte puro, apresenta-se como uma onda não modulada, obtida pela aplicação de uma corrente alternada (onda sinusoidal) que mantém a mesma amplitude ao longo do tempo. Por sua vez, a onda referente à coagulação consiste numa modulação em amplitude da onda sinusoidal. A modulação provoca um decaimento exponencial na onda original. Por fim, as duas ondas referidas anteriormente ‘misturam-se’ e dão origem à onda do blended. O desenvolvimento deste projecto baseia-se num conjunto de blocos que quando agregados geram as três formas de onda retratadas anteriormente. O primeiro bloco corresponde ao bloco oscilador. O mesmo é projectado para gerar uma onda sinusoidal de 3,8MHz de frequência, neste projecto também denominada de onda portadora. Este bloco inclui, para além de um oscilador, um filtro passa-banda para que se possa garantir a frequência exacta de 3,8MHz e a eliminação de ondas rádio com frequências inferiores à mesma. O circuito de comutação irá funcionar consoante a escolha do utilizador. O utilizador ao escolher o modo de operação que pretende realizar, o circuito responde colocando à saída a onda

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correspondente ao mesmo. O microcontrolador ao receber a escolha do utilizador, envia para o circuito modulador, nomeadamente para o MDAC, o binário correspondente à onda modulante. O circuito modulador de ondas, tal como o nome indica, irá modular a onda portadora consoante o modo de operação escolhido pelo utilizador. No corte a onda gerada será igual à onda portadora, na coagulação será a onda portadora modulada por uma exponencial decrescente e, no blended será uma onda semelhante à gerada na coagulação apenas com diferenças nos valores de tensão no estado de repouso. O LCD corresponde à saída de visualização que permite ao utilizador ver todas as acções praticadas pelo electrobisturi. Por último, o bloco do estágio de potência servirá para amplificar os valores de tensão das três ondas geradas, dado que, se trata de valores de tensão na ordem dos 400V. Dado que se trata de um projecto final de curso em desenvolvimento, até ao momento todos os blocos já foram implementados à excepção do bloco correspondente ao estágio de potência que se encontra em desenvolvimento.

Titulo: Detecção de instantes de activação muscular, novas metodologias e aplicações Autores: Araújo, T.; Gamboa, H.; Matias, R.; Veloso, A. Matias, R. (ricardo.matias@ess.ips.pt) RESUMO O estudo dos instantes de activação muscular provou ser um elemento fundamental na compreensão das estratégias motoras subjacentes ao movimento humano. A electromiografia (EMG) tem sido o instrumento de eleição na investigação destas estratégias. A avaliação das alterações no recrutamento motor desejáveis no processo de reabilitação assenta em parâmetros subjectivos e de difícil quantificação, o que motiva inúmeros investigadores ao desenvolvimento de metodologias para identificação e visualização em tempo real dos instantes de activação muscular. Nesta palestra será apresentado um algoritmo de detecção de onset e extracção de declive de activação recentemente desenvolvido. A extracção do onset e do declive de activação fornece detalhes, quer ao nível das estratégias motoras, quer ao nível de outras informações fisiológicas como a fadiga muscular. Para validar e avaliar o desempenho operacional do algoritmo implementado, foi desenvolvida uma metodologia de modulação de sinal de EMG sintético com base em parâmetros auto-regressivos (AR) extraídos de um sinal real. O algoritmo de detecção de onset revelou alta imunidade ao ruído e a modificações de sinal morfológicas.

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SAÚDE MENTAL Titulo: Projeto “ Viva a Vida” – Intervenção na crise com pessoas com Tentativa de suicídio. Autores: Tavares, C.; Lopes, J. Tavares, C. (claudiatavares71@gmail.com) RESUMO Suicide rates have increased in Portugal in recent years, verifying that the number of suicides in the twenty-first century doubled compared to the 90's. Annually, are admitted in the emergency room about 20 to 30 000 cases of suicidal behavior (Santos & Saraiva, 2009). Many of these patients with suicidal behavior are discharged from the emergency department without a structured follow-up plan. Since these behaviors suggest a continuum of severity and heterogeneity that is beginning in suicidal ideation, suicide attempt followed, and may lead to suicide, led to the need to structure an intervention project to allow help to reduce recidivism in the act. This article describes the manner in which the implementation of the intervention project called "Viva a Vida", which included three intervention strategies that were selected according to the literature review and assessment of the situation made. The evaluation of project implementation concluded that is necessary to create a multidisciplinary working group for this area, which promotes better coordination between the emergency department, psychiatric service and Primary Care, thus building a referral network and a better monitoring system.

Titulo: Projecto de intervenção em serviço·(PIS) Remédios para Comunicar Autores: Duarte, C., Lopes, J. Duarte, C. (anacrisdor@gmail.com) RESUMO Introdução: O Serviço de Saúde Mental do (CHON) tem uma parceria com o Centro de Educação Especial Rainha Dona Leonor (CEERDL), este é um espaço destinado a pessoas com desvantagem, transitória ou permanente, de origem psíquica, visando a sua reinserção sócio-familiar, e/ou profissional, ou a sua eventual integração em programas de formação ou de emprego protegido. A equipa multidisciplinar do CHON identificou períodos de recaída em que alguns doentes não aderem aos tratamentos, tendo consequências graves na sua saúde e reabilitação. Surge, assim, uma necessidade de que sejam tomadas medidas de promoção da adesão ao regime terapêutico, para reduzir as barreiras ao cumprimento do mesmo. Este projecto tem como objectivo Conhecer/Compreender as necessidades de saúde sentidas pelas pessoas portadoras de doença mental, tendo em vista a elaboração de uma intervenção em serviço na área da adesão aos tratamentos, segundo os diagnósticos identificados. Metodologia de Projecto. Etapa diagnóstica: Decorreu de acordo com uma metodologia qualitativa, exploratória e descritiva. A população incluída no Projeto foi constituída por todas as pessoas que frequentavam presencialmente o Fórum Socio-Ocupacional. Colheita de dados: Observação e entrevista - As entrevistas decorreram no Fórum, em dois tempos distintos. O tratamento dos dados obtidos foi feito através de análise de conteúdo. Síntese da compreensão dos dados: Emerge um sentimento de solidão com uma manifesta necessidade de amor e pertença, de reconhecimento, de saber e de auto-realização. Na sua maioria, atribuem à doença a grande dificuldade em se relacionarem com outras pessoas e criar amizades, têm a percepção que por serem portadores de uma doença mental são estigmatizados pela sociedade, apresentando um estilo interpessoal inadaptado. A dificuldade em estabelecer e manter relações gratificantes e a incapacidade de atingir a intimidade, quer no campo da amizade quer no sexual, bem como a incapacidade de arranjar ou manter um emprego, leva a uma baixa auto estima. Manifestam ainda sofrimento causado pelos efeitos da doença e por tudo o que se relaciona com ela. Apresentam um coping ineficaz para a resolução dos seus problemas. Quanto ao Insight, este encontra-se comprometido em alguns casos, se por um lado referem ter uma doença mental, por outro, referem sentir-se bem e sem queixas mesmo manifestando sentimentos de tristeza angústia e isolamento. Avaliam a sua saúde mental, numa escala de 0 a 10, em 8 e alguns em 10. Quanto à gestão do seu estado de saúde, a maioria refere a necessidade de esclarecimento relativamente aos

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medicamentos e aos seus efeitos secundários e reacções adversas, bem como interacção com outros medicamentos. Emerge na análise dos dados uma boa adesão aos tratamentos (contrapondo a percepção inicial). Todos referiram ter consciência da importância dos medicamentos para andarem bem, muito embora alguns tenham referido que preferiam não precisar de os tomar. Os resultados das entrevistas foram confrontados com os processos clínicos, verificando-se também, que estas pessoas estão a aderir aos tratamentos não havendo no último ano história de recaídas. Diagnóstico da situação: (CIPE B2). FOCO - Bemestar psicológico; Diagnóstico – Bem-estar Psicológico comprometido em grau moderado. FOCO - Auto-estima; Diagnóstico - Auto-estima prejudicada em grau elevado. FOCO –Tristeza; Diagnóstico – Tristeza demonstrada em grau moderado. FOCO - Sofrimento; Diagnóstico – Sofrimento demonstrado em grau moderado. FOCO Ansiedade; Diagnóstico – Ansiedade demonstrada em grau Moderado. FOCO Socialização; Diagnóstico – Socialização comprometida; FOCO Alucinação; Diagnóstico – Alucinação Demonstrada em Grau Reduzido.FOCO Adesão ao regime terapêutico; Diagnóstico - Adesão ao Regime Terapêutico demonstrado. FOCO Coping; Diagnóstico – Coping ineficaz; FOCO Estigma; Diagnóstico – Estigma Presente. Etapa de planeamento: Apesar de estar perante um grupo que, no momento, está numa fase de adesão aos tratamentos, não deixa de fazer sentido intervir ao nível da prevenção terciária. É fundamental preservar a motivação destas pessoas para se conseguir manter o plano de reabilitação. A orientação tórica de enfermagem foi a de Peplau e a de Jean Watson. Proporcionar a formação deste grupo é devolver a estas pessoas a vivência de experiências interpessoais mais gratificantes. Objectivos da intervenção: Promover as relações Interpessoais; Promover o Empowerment e o envolvimento dos utentes no seu próprio processo de tratamento; Facilitar a expressão de sentimentos acerca da doença mental e dos tratamentos; Identificar e esclarecer as dúvidas existentes relativamente aos medicamentos que tomam diariamente; Promover a relação terapêutica, ajudando os doentes na identificação e elaboração de estratégias para melhorar a saúde mental; Promover o Insight. Periodicidade das sessões e local de realização: Grupo fechado, constituído por 16 elementos, 13 utentes, um terapeuta, um co-terapeuta e uma estagiária, com frequência quinzenal, com duração de uma hora. 11 Sessões. Execução de intervenção: Iniciou-se com a apresentação dos diagnósticos de enfermagem e planeamento a toda a equipa. O grupo foi iniciado na semana seguinte. Após a primeira sessão, houve necessidade de fazer uma supervisão com a equipa, no sentido de esclarecer dúvidas no que diz respeito ao tipo de abordagem terapêutica, se psicoeducativa se psicoterapeutica. Todas as sessões foram apresentadas à equipa em supervisão. Foram realizados registos, que contribuíram para avaliar a evolução do grupo. Após as sessões os terapeutas reuniram sempre para discutirem sentires, interpretações e prever a continuidade da dinâmica do grupo. Avaliação da intervenção: Bem-estar Psicológico comprometido em grau moderado – Por sentirem que este espaço é um apoio e um suporte, que os aceita e os respeita. Auto-estima prejudicada em grau elevado – Ao longo das sessões foram aparecendo com uma higiene pessoal mais cuidada, roupa sem nódoas, alguns começaram a fazer desportos por estarem a aumentar de peso. Tristeza demonstrada em grau moderado e Coping ineficaz – Ao longo das sessões foi-se evidenciando cada vez mais, nas expressões e conteúdos, esta tristeza, embora comece a ser possível vivê-la no grupo e percebê-la, estando o grupo a sugerir estratégias de uns para os outros, emergindo um coping mais eficaz. Sofrimento demonstrado em grau moderado – Este sofrimento foi-se manifestando em narrativas de momentos vividos, que se evidenciam nas suas vivências nos internamentos com os profissionais de saúde. Foi nestes internamentos que se sentiram mais marginalizados e relembraram-nos com angústia e revolta. Pensamos que este sofrimento pode ser minimizado com o padrão de relacionamento que está a ser possível viver com os terapeutas do grupo (numa experiência emocional correctiva). Ansiedade demonstrada em grau moderado – Esta ansiedade ainda foi manifestada por alguns elementos sob forma de algum humor desajustado, como anedotas picantes e risos exagerados. Socialização comprometida – Ao longo das sessões, foi-se verificando um aumento das relações interpessoais e uma maior participação, havendo cada vez menos necessidade da intervenção dos terapeutas, e uma maior contenção feita pelos utentes na relação de uns com os outros. No entanto, a socialização fora do espaço do grupo ainda lhes continuou a ser difícil uma vez que se sentiam estigmatizados pela sociedade. Apesar disso, passaram a haver convites para almoçar entre os elementos e vontade de se visitarem quando ficaram doentes. O espírito de solidariedade entre eles foi-se intensificando. Alucinação Demonstrada em grau reduzido – Verificaram-se alguns delírios mas não atividade alucinatória. Adesão ao Regime Terapêutico demonstrado – Todos os utentes têm conhecimento da importância da medicação para minimizar o seu sofrimento e para viverem com melhor qualidade de vida. Apenas houve uma recaída ao longo das sessões mas não foi possível esclarecer o que a originou. No entanto, alguns elementos revelam que os seus familiares “boicotam” a medicação. Conclusão: A assistência de enfermagem ao portador de transtorno mental é alicerçada principalmente na relação interpessoal utilizada com uma intencionalidade

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terapêutica. Na condução do grupo seguimos os pressupostos da relação de ajuda, valorizando sempre as pessoas e não os problemas que apresentaram. Verificou-se que à medida que o relacionamento terapêutico se aprofundou, os elementos do grupo começam a falar de sentimentos mais profundos e de desejos, libertando-se de estruturas defensivas. Só assim foi possível verificar um crescimento na interacção do grupo e uma melhoria na sua condição de saúde mental. Trata-se de uma população com uma grande vulnerabilidade, susceptível de perder a motivação para manter o comportamento de adesão ao tratamento. A intervenção terapêutica desenvolvida revelou vários ganhos em saúde (mental) no grupo.

Titulo: Projeto Projecto de Apoio à Saúde Mental na Unidade de Cuidados na Comunidade do ACES VIII Sintra –Mafra Autores: Bidarra, M.; Lopes, J. Bidarra, M. (bidarra.m@gmail.com) RESUMO A elaboração do projecto “Re...lembrar” resultou de uma necessidade real da Unidade de Cuidados na Comunidade, pelo que a sua realização além de um desafio foi uma imensa satisfação. A definição do problema foi: “Quais as necessidades de cuidados de enfermagem de saúde mental e que apoio dar aos utentes e familiares cuidadores com necessidade de cuidados na área da saúde mental”. O diagnóstico da situação foi efectuado na UCC de Pêro Pinheiro - Sintra, tendo sido utilizados os seguintes instrumentos de avaliação de diagnóstico: análise SWOT, FMEA, questionário e notas de campo. O objectivo geral deste projecto é prestar cuidados de Enfermagem de Saúde Mental à pessoa/família/comunidade, sendo especialmente dirigido para a promoção da saúde, adaptação e reabilitação dos processos de saúde e doença, em especial idosos com demência e em risco de depressão. As Actividades/Estratégias desenvolvidas foram: fornecer informação e participar na formação dos Enfermeiros das equipas das unidades funcionais, prestar cuidados ao utente com processo de demência e depressão no idoso, promover e reabilitar os familiares cuidadores na demência e os familiares com utentes em fase terminal. A execução do projecto desenvolveu-se no ACES VII Sintra-Mafra, na UCC de Mafra que actualmente esta dividida em três pólos: Enxara do Bispo, Mafra e Ericeira. Desde o início do projecto, Julho de 2011, e até Janeiro de 2012 foram efectuadas: 205 visitas domiciliárias, 245 intervenções (sendo que 181 intervenções de continuidade), 24 consultas de enfermagem de 1ª vez e 77 consultas de enfermagem de continuidade. Na avaliação do projecto e de forma a dar resposta aos objectivos específicos, dos 24 utentes avaliados inicialmente, 16 utentes /famílias foram incluídos no projecto Re…Lembrar, 9 com quadro de demência e 7 com sintomas depressivos, das quais 8 famílias em sobrecarga do cuidador. A evolução do conceito de Saúde Mental Comunitária coloca novos desafios aos enfermeiros, exigindo-se um conjunto de novas intervenções e estratégias face ao aumento da esperança de vida dos utentes com agravamento dos défices cognitivos, com sobrecarga da família envolvida nos cuidados, cabendo às instituições dar resposta às necessidades da pessoa, família e comunidade.

FISIOTERAPIA NO DESPORTO Titulo: Resultados de um Programa Educativo sobre Hábitos Alimentares em Atletas do escalão Sub-16 de Basquetebol Feminino Autores: Figueiredo, A.; Branco, I.; Jardim, M. Figueiredo, A. (a.regala10@gmail.com) RESUMO

Introdução: Um dos fatores de risco com maior incidência e prevalência verificado nas atletas adolescentes

femininos são os distúrbios alimentares (DA) (Gottschlich, Young, Barrow, 2008; Patton, et al, 1999 cit. por Hildebrandt, 2005). Segundo a ACSM, (1997) "DA" é um termo que inclui todo o espectro de comportamentos alimentares anormais, que vão desde a dieta simples para clínicas de DA. Os resultados de um estudo realizado

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por Borgen, & Torsveit, (2004) cit. por Hildebrandt, (2005), para compreender a incidência dos DA em atletas da Noruega, Austrália e EUA demonstraram que as taxas variam consoante a modalidade desportiva praticada: 17% para desportos técnicos, e 16% para desportos com bola. Segundo recomendações da ADADC, (2009) e USDA & USDHHS, (2010), os profissionais de saúde que acompanham uma equipa desportiva são responsáveis por: fornecer estratégias de nutrição com o objetivo de retardar a fadiga durante o exercício e acelerar a recuperação do treino; devem motivar os atletas para a participação em programas onde estes sejam capazes de identificar e modificar os padrões nutricionais que resultam em DA, promovendo a educação nutricional de toda a equipa desportiva; Fornecer estratégias de nutrição para a reduzir o risco de doenças e lesões. Deste modo, os fisioterapeutas estão então numa posição única para incentivar bons hábitos alimentares nos atletas e também para monitorizar as práticas indesejáveis e más escolhas nutricionais (Rodriguez, 1999). Os casos em que estes DA acontecem de forma acidental, as atletas erroneamente ingerem poucos nutrientes adequados aos gastos energéticos que a sua atividade física exige (ACSM, 1997). Este programa centra-se em casos deste carácter. Objetivos: Promover o aumento do nível de conhecimento nutricional e a capacidade de decisão face à alimentação adequada à prática da modalidade de Basquetebol das Atletas Femininas do Montijo BandaBasket (MBB) do escalão Sub-16. Métodos: O programa educativo teve a duração de 8 semanas e incluiu sessões educativas sobre os Hábitos Alimentares em Atletas e Fatores de Risco dos DA, dadas por Fisioterapeuta e Nutricionista desenvolvidas para atletas Sub-16 Feminino do MBB e para os pais das ateltas. A amostra foi constituída por 12 atletas femininas e 12 pais. Os outcomes avaliados foram o nível de conhecimento nutricional face à adequada alimentação da atleta feminina, assim como sobre os fatores de risco associados aos DA (Questionário “ESSa Nutrição – Importância da Nutrição na Atleta Feminina”) e ainda a capacidade de decisão das atletas face às escolhas alimentares adequadas às exigências da prática desportiva. Resultados: Todas as atletas demonstraram um aumento do conhecimento nutricional após as sessões educativas e mais de metade das mesmas foram capazes de elaborar uma ementa alimentar diária da atleta adequada às exigências do seu dia-a-dia. Apesar de nem todos os objetivos terem sido atingidos, verificou-se uma evolução positiva ao longo do programa educativo. O nível de satisfação do programa, tanto das atletas como dos pais foi claramente positivo. Discussão/Conclusão: Este programa educativo sugere que um modelo específico, que inclui sessões de educação a atletas e pais, desenvolvidas por profissionais de saúde qualificados como Fisioterapeuta e Nutricionista, melhora os nível de conhecimento nutricional face às vantagens de uma dieta alimentar adequada às exigências da vida de uma atleta. O envolvimento dos Pais das atletas neste programa permitiu compreender que existem bastantes dúvidas face à preparação de uma alimentação mais adequada das filhas enquanto atletas. E deste modo, a capacidade de decisão das atletas demonstrou-se condicionada. No entanto, foi notável os resultados positivos que demonstram ser incentivadores a programas educativos em equipas desportivas ao nível da formação.

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Titulo: Resultados de um Programa Educativo sobre Hábitos Alimentares em Ginastas Femininas da Modalidade de Trampolim Autores: Neves, F.; Jardim, M. Neves, F. (1579@ess.ips.pt) RESUMO

Introdução: O desporto tem assumido um papel preponderante na sociedade, com um número de atletas

federados cada vez maior. Como tal, uma preocupação crescente surgiu ao nível do desempenho desportivo dos atletas, pois existem inúmeros factores que influenciam este desempenho. Um destes fatores são as alterações nutricionais, frequentes na população adolescente. O fisioterapeuta, enquanto profissional de primeiro contacto, tem um papel educador junto desta população, podendo consciencializar as atletas para consequências de uma má alimentação. Objectivos: Aumentar o conhecimento nutricional de jovens atletas femininas de ginástica; e promover a capacidade de decisão das mesmas relativamente a um plano alimentar. Metodologia: Seis atletas do sexo feminino que praticam trampolim de competição, com idades entre 12 e 18 anos. A intervenção decorreu nos meses de Abril e Maio, consistindo em 5 workshops educativos, implementados uma vez por semana durante 5 semanas, com uma duração de 30 a 45 min por sessão. Avaliação realizada no início, às 2 e 4 semanas de projecto e no final. O aumento de conhecimento sobre nutrição e capacidade de decisão sobre a dieta alimentar foram avaliados pelo questionário sobre conhecimento e comportamento nutricional. Resultados: Os objectivos de identificação das consequências da má nutrição na saúde e desempenho desportivo; e elaboração de um plano alimentar foram atingidos (83,3% das atletas atingiram objectivo) Discussão: Os resultados do projecto demonstraram um aumento aparente do conhecimento das atletas, assim como da sua capacidade de decisão. Como tal, a implementação de outros programas com tamanhos de amostra adequados a este nível é crucial, para determinar se o seu impacto no conhecimento das atletas é significativo e para que se possam registar mudanças de comportamento relativamente à alimentação que permitam potencializar o desempenho desportivo das atletas.

Titulo: Resultados de um programa educativo sobre doping e práticas anti doping em jovens canoístas Autores: Sousa, M.; Jardim, M. Sousa, M. (mariosousa00@hotmail.com) RESUMO

Introdução: A Dopagem foi definida em 1967 pelo Conselho de Europa, como aplicação a um individuo

saudável ou uso de, por parte desse individuo, substâncias ou meios, naturais ou não, com objetivo de influenciar o seu rendimento numa atividade desportiva. De acordo com a literatura, parece que a prática de consumo de substâncias proibidas e caracterizada por duas vertentes distintas: premeditado e não premeditado. Independentemente das motivações ou forma, intencional ou não, de consumir doping e transversal ao consumo de substâncias dopantes, um conjunto de riscos para a saúde, com prejuízo para vários sistemas de resposta do organismo. Hoje reconhece-se que o desconhecimento das substâncias proibidas bem como o desconhecimento dos regulamentos antidopagem, contribui fortemente para o aumento de casos positivos de modo inadvertido. Metodologia: O Programa apresentado, assentou na implementação de estratégias educativas relativas ao desenvolvendo do conhecimento sobre a lista de substâncias e métodos dopantes, riscos para a saúde, processo de controlo antidoping, assim como, as sanções existentes. A população selecionada foi os jovens atletas, Juniores e Sub 23, da modalidade de canoagem, da Associação Naval Amorense. A recolha de dados foi realizada em dois momentos distintos: avaliação inicial e avaliação final tendo por base a avaliação por questionário do conhecimento dos atletas. Procurou-se assim mudanças do conhecimento entre os 2 momentos. Resultados e Discussão: Os dados preliminares a implementação do projecto demonstram que os atletas em causa apresentam algumas lacunas de conhecimento revelando uma percentagem de respostas ao questionário de certas de 41,04%, destaca-se o pobre conhecimento dos atletas no início do programa sobre a lista de substâncias e métodos proibidos e respectivos locais de consulta que rondava os 10%. Após a realização de 3

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sessões educativas sobre os temas acima referidos o conhecimento adquiridos aumento 18,54% considerando as 5 dimensões de conhecimento, sendo o final alcançado de 59,58%. Os dados apresentados são bons indicadores da efetividade das estratégias educativas junto dos atletas mostrando-se as mesmas eventualmente úteis no aumento das capacidade de decisão dos atletas quando confrontados com situações de doping.

Titulo: Efeitos de um Programa Educativo e de Treino de Estabilidade Lombo-Pélvica na Prevenção da Recorrência de Dor Lombar em Atletas Seniores de Rugby Autores: Mineiro, J.; Jardim, M. Mineiro, J. (1667@ess.ips.pt) RESUMO

Introdução: o rugby, enquanto desporto de contacto, apresenta elevadas taxas de dor lombar com implicação

directa na performance desportiva do atleta. Na liga inglesa de rugby, este tipo de lesão é das causas mais comuns de ausência nos treinos e jogos com períodos entre os 10 e os 30 dias e uma incidência de 3-5 casos por cada 1000 horas de prática (Brooks et al, 2005). Como agravante, os atletas com história de lesão lombar, possuem ainda um risco quatro vezes maior de desenvolver recorrência (Green et al, 2001). Duas das causas apontadas actualmente, são a diminuição da estabilidade segmentar da coluna lombar em resposta às forças externas e ao movimento repetido, e a falta de conhecimento dos atletas quanto aos factores de risco. O fisioterapeuta enquanto profissional de primeiro contacto na prática desportiva de competição mas também devido à sua formação em contexto clínico e desportivo, tem um papel preponderante na implementação de programas na promoção e prevenção da saúde no desporto. O objectivo deste programa foi reduzir o número de recorrências de dor lombar nos atletas séniores do Clube de Rugby do Técnico (CRT) através de um programa de prevenção composto por treino de estabilidade lombo-pélvica e uma estratégia educativa centrada no conhecimento dos factores de risco. Métodos/Desenho: o programa integrou 6 jogadores seniores do Clube de Rugby do Técnico com história anterior de DL, e teve a duração de 8 semanas. Os indivíduos identificados com história de dor lombar, mas sem queixas actuais, foram recrutados a partir do escalão sénior da equipa de rugby, durante 3 semanas, para integrar o estudo. Foi realizado um total de 16 sessões, bissemanais, de treino de estabilidade lombo-pélvica, de 15-20 minutos de duração, e uma sessão educativa sobre os factores de risco de recorrência de DL. A informação sobre os dados demográficos e clínicos foram recolhidos através de um questionário de auto-preenchimento criado para o efeito, os níveis de estabilidade lombo-pélvica através do Bunkie Test e o nível de conhecimento sobre os factores de risco através de um questionário também criado para esse efeito, em dois momentos (inicial e final), com um intervalo de 8 semanas. Os dados foram analisados com recurso ao Microsoft Excell (2007). Resultados: 100% dos atletas atingiram o nível avançado de estabilidade lombo-pélvica no Bunkie Test e identificaram todos os factores de risco de dor lombar no respectivo questionário. Para além disso, na avaliação do próprio programa pelos atletas, 100% destes referiram que o programa foi importante, sentiram-se muito satisfeitos com o mesmo e vão continuar a utilizá-lo na sua prática. Conclusão: o programa implementado parece sugerir que a sua aplicação provoca uma redução no número de recorrências de dor lombar, na amostra de atletas seniores participantes, atingindo o objectivo geral, bem como os objectivos específicos. No entanto, as suas limitações afectam a sua validade externa e consequente transferência para a prática clínica.

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Titulo: Dor no Ombro de Tenista: Estudo de Caso Autores:Ruas, M.; Fernandes, R. Ruas, M. (monicaruas@gmail.com) RESUMO O estudo baseia-se na história de uma tenista e estudante de 24 anos, que recorre à fisioterapia por dor crónica no ombro direito, cujos sintomas agravaram após um torneio, impossibilitando a atleta de continuar a prática da modalidade. A utente refere ainda a presença de outros sintomas, como dor cervical, dor e parestesias no membro superior direito e cefaleias esporádicas recorrentes, mas que não impossibilitam a prática desportiva. Sem exames complementares ou diagnóstico prévio foi conduzido o exame subjetivo, que permitiu colocar algumas hipóteses acerca das estruturas envolvidas e das características dos sintomas, suportadas pelos fatores contribuintes como a profissão, a cronicidade dos sintomas, as más expectativas quanto à intervenção em fisioterapia e a necessidade de regresso rápido à competição. Essas hipóteses consistiram no envolvimento das estruturas não contráteis como a bursa sub-acromial, estruturas contráteis da coifa dos rotadores, e outros músculos mobilizadores do ombro, possível centralização dos sintomas, alteração do controlo motor da grelha costal, coluna cervical e complexo articular do ombro e compromisso do sistema nervoso periférico – plexo braquial e/ou raízes de C5 a T1. Considerando as hipóteses levantadas foi realizado o exame objetivo com testes de análise postural e do movimento, pesquisa da mobilidade articular e força muscular, testes neurológicos e testes especiais para o complexo articular do ombro e coluna cervical. Destes resultou a colocação de algumas hipóteses de diagnóstico em fisioterapia: alteração do ritmo escapulo umeral, com alteração da força e endurance dos músculos estabilizadores e mobilizadores do ombro e patologia associada da bursa e da coifa, possível restrição da mobilidade articular dos segmentos cervicais superiores, envolvimento dos músculos paravertebrais e fáscia e compromisso da mobilidade ao nível do nervo mediano. De acordo com estas hipóteses foi traçado um plano de tratamento, em terapia manual, exercício e educação. Foram definidos fatores de prognóstico, para reavaliação a curto e médio prazo, bem como fatores de progressão.

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CONTEXTO MÉDICO-CIRÚRGICO Titulo: PREVALÊNCIA DA ALGALIAÇÃO SEM INDICAÇÃO: Um factor de risco evitável Autores: Caramujo, N.; Carvalho, M.; Caria, H. Caramujo, N. (ncaramujo@hevora.min-saude.pt) RESUMO A Infecção Associada aos Cuidados de Saúde constitui um problema com consequências importantes a nível socio-económico em todo o Mundo. A Infecção do Tracto Urinário é uma das Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde com maior importância pela grande repercussão em termos de morbilidade, de impacto pessoal para os doentes e suas familias além do impacto económico para as instituições. A algaliação é reconhecida como o principal factor de risco associado à infecção do tracto urinário. No entanto, a sua utilização é, por vezes, essencial na prestação de cuidados de saúde. A frequência com que os doentes são algaliados e o tempo de algaliação determina o maior ou menor risco de infecção do tracto urinário. Se o doente estiver inapropriadamente algaliado então esse risco é evitável. O objectivo do presente estudo foi determinar a frequência da algaliação evitável num Departamento de Medicina, o que envolveu a análise de todos os doentes internados para determinar a presença de algaliação, em dois dias diferentes, e ainda a posterior consulta dos processos clínicos dos doentes algaliados para identificar os casos onde tinham surgido infecções do tracto urinário. Dos 160 doentes internados no período do estudo, 20% tinham cateter vesical. A indicação da algaliação foi na sua maioria (84,4%) médica. Nos indivíduos estudados, foi observado que 25% não tinham indicação apropriada para estarem algaliados naquele dia, verificando-se como justificações para a permanência da algália a gestão da incontinência (6,2%) e a ausência de indicação para a sua remoção (18,8%). Verificámos que doze dos indivíduos da amostra ( 37,5%) desenvolveram Infecção do Tracto Urinário e que cinco desses casos não tinham indicação apropriada para estarem algaliados. Concluiu-se que cinco casos de Infecção do Tracto Urinário eram potencialmente evitáveis. Este número corresponde a 41,7% do total das Infecções do Tracto Urinário identificadas. Este é um dado relevante se considerarmos o objectivo de melhorar continuamente a prestação de cuidados, bem como todos os custos associados ao tratamento de infecções do tracto urinário.

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ENVELHECIMENTO ACTIVO Titulo: Envelheci(movi)mento – um programa de exercício para manutenção/melhoria da funcionalidade em idosos inscritos no Centro de Dia da LATI Autores: Félix, J.; Colaço, G. Félix, J. (joaofelixsimoesmail@gmail.com) RESUMO

Revisão da literatura: O processo de envelhecimento afecta todos os indivíduos de uma forma gradual e lenta, reproduzindo alterações ao nível biológico, psicológico e social. A capacidade funcional é uma das mais afectadas e desgastadas ao longo deste processo com consequências significativas na sua autonomia (MATSUDO, 2002 citado por Do Carmo, N.M.; Mendes, E.L.; Brito, C.J., 2008). A participação em actividade física regular, por meio de exercícios aeróbios, de força e de flexibilidade, é uma intervenção efectiva para reduzir ou prevenir declínios funcionais associados ao envelhecimento (Pollock, M. L., et al citado por Brandalize, D. et al 2011). Objectivo: Adequar as estratégias de promoção da actividade física da LATI, tornando-as mais efectivas, promovendo o exercício físico para os idosos do centro de dia da mesma instituição, permitindo dar resposta ao declínio do desempenho funcional. Desenho: Este é um estudo Piloto, com uma abordagem direccionada para o aumento da qualidade dos serviços e cuidados prestados à população. Participantes: Realizaram o programa 10 idosos inscritos no centro de dia da Liga de Amigos da Terceira Idade (LATI) com idades compreendidas entre os 71 e os 92 anos. Intervenção: O programa teve a duração total de 8 semanas, sendo que a vertente educativa preencheu a primeira semana (risco da inactividade, benefícios da actividade física, exemplos de actividades) e a vertente de exercício e actividade física preencheu a totalidade do programa através das vertentes de treino aeróbio, força e flexibilidade. Resultados: O presente programa foi efectivo no aumento do desempenho funcional (através da Escala de Mobilidade de Idosos de 15.20 para 16.50 [95% intervalo de confiança (IC), p=.038]). Este aumento foi, igualmente, acompanhado pelos níveis de conhecimento sobre Actividade Física de 50 ± 32.4 para 60.7 ± 30.86 %. Discussão/Conclusão: Este programa piloto foi desenhado para ser uma forma segura e efectiva de manter e/ou melhorar os níveis de desempenho funcional e mobilidade dos participantes. Com base nos seus resultados, os autores sugerem que o modelo levado a cabo, de forte componente prática, complementada pela dimensão educativa e de consciencialização da pessoa/cliente pode prevenir o declínio funcional do idoso e, em muitos casos, melhorar o desempenho funcional do mesmo.

Titulo: Nunca é tarde para se fazer (Actv)Idade Autores: Gaspar, L.; Colaço, G. Gaspar, L. (liliane_gaspar@hotmail.com) RESUMO

Introdução: O envelhecimento da população tem sido um problema sociodemográfico que tem assolado os

países desenvolvidos, uma vez que com a evolução da ciência, das tecnologias e dos cuidados de saúde prestados, a esperança média de vida tem vindo a aumentar. Este facto leva também a maiores custos a nível da saúde e mesmo a nível fiscal (Fialho, 2006). O envelhecimento traz consigo algumas consequências para a saúde e bem-estar dos idosos, como o aumento da incapacidade, perca de autonomia e declínio funcional, levando ao sedentarismo e perca de qualidade de vida dos idosos. É cada vez mais importante apostar em estratégias de intervenção que para além de serem efectivas face aos problemas associados ao envelhecimento e sedentarismo, também sejam económicas, como é o caso da prática de actividade física pelos idosos (Gobbi, Villar & Zago, 2005, citados por Gobbi et al., 2008). Objectivo do projecto: Este projecto tem como objectivo aumentar a prática da actividade física estruturada dos utentes com mais de 65 anos, do Centro de Dia João Costa Fonseca em Santiago de Litém, concelho de Pombal. Metodologia: O projecto envolveu 10 utentes com uma média de idades de 79,8 (±5,77) anos. Os outcomes avaliados neste estudo foram o conhecimento sobre o benefício da actividade física, o conhecimento sobre os principais factores que poem em causa a segurança dos idosos durante a prática de actividade física e no seu quotidiano, a força muscular, o equilíbrio, a capacidade

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cardio-respiratória, a flexibilidade, a qualidade de vida e o nível de actividade física dos participantes. Foram realizadas avaliações no início do programa e no final das 10 semanas de intervenção. A intervenção consistiu em 3 sessões semanais de actividade física. As sessões de exercício duravam 50 minutos cada, correspondendo a um total 150 minutos semanais de actividade física, onde era realizado treino aeróbio, de força muscular, de equilíbrio e de flexibilidade. Foram também realizadas sessões de educação. Resultados: Em todos os outcomes avaliados forma observadas melhorias nos resultados da avaliação final em comparação à avaliação inicial. Discussão: O projecto demonstrou que existem benefícios na prática de actividade física de forma estruturada por parte dos idosos, combatendo assim o sedentarismo, declínio funcional, perca de autonomia e outros problemas associados ao processo de envelhecimento. O projeto contribuiu para a promoção do envelhecimento activo da população envolida, dando resposta a algumas das suas necessidades. Conclusão: Com este projecto foi possível dar resposta às necessidades da população selecionada e promover a prática de actividade física por parte dos idosos. Para além disso, este projecto permitiu ter um contacto mais directo com a comunidade e poderá servir como ponto de partida para futuros projectos no âmbito do envelhecimento activo.

Titulo: Envelhecer com Saber: Resultados de um programa de exercício de 8 semanas em Idosos institucionalizados com diminuição da capacidade cardiovascular, diminuição da força muscular generalizada e diminuição do equilíbrio: Estudo piloto realizado no Lar da Sagrada Família de Santa Clara do Louredo no concelho de Beja Autores: Nobre, F.; Colaço, G. Nobre, F. (filipa.nobre@hotmail.com) RESUMO

Introdução: O crescente envelhecimento da população portuguesa adverte para a necessidade de uma

consciencialização da população para este processo e alteração de comportamentos perante o mesmo. O envelhecimento apresenta-se como um processo com efeitos físicos, psicológicos e sociais, que afetam o individuo como um todo. Apesar dos esforços para a prática de atividade física por parte do Sistema Nacional de Saúde, os idosos apresentam um elevado nível de sedentarismo, que se reflete num agravamento de doenças crónicas a nível nacional, bem como uma acentuada diminuição na qualidade de vida dos mesmos (Caetano & Raposo, 2005). Objetivo: Promoção da prática de atividade física por parte dos idosos institucionalizados no Lar da Sagrada Família de Santa Clara do Louredo no concelho de Beja. Metodologia: O estudo foi implementado no Lar da Sagrada Família de Santa Clara do Louredo em Beja, com idosos situados na faixa etária entre os 65 e 90 anos, com um nível mínimo de dependência. No final do estudo os participantes eram 9 com idade média de 80,3333 ± 8,44097 anos. Os outcomes avaliados foram a capacidade aeróbica, o equilíbrio, a força muscular e a qualidade de vida, avaliados no início do estudo e no final da sua implementação. A duração do projecto foi de 8 semanas, com 24 sessões, 21 destinadas à prática de atividade física e 3 sessões educativas. As sessões realizaram-se 3 vezes por semana, integrando componentes de treino aeróbico, de flexibilidade, equilíbrio e força . Resultados: Todos os resultados foram significativos, apresentando para capacidade aeróbica (p=0,011); equilíbrio (p=0,001); força muscular (p=0,005) e qualidade de vida (p=0,002). Discussão: Os resultados do estudo revelaram melhorias significativas na capacidade aeróbica, força muscular, equilíbrio, que corroboram uma melhoria da qualidade de vida (p=0,002, pelo teste SF-36), relação interligada várias vezes evidenciada por diversos estudos. Conclusão: Os resultados do estudo indiciam que os idosos que pratiquem atividade física orientada por profissionais de saúde que adequem a prática às suas capacidades alcançam melhorias ao nível da funcionalidade e qualidade de vida.

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Titulo: Programa multifactorial de prevenção de quedas na população idosa: “Caminhar Sem Medo - Mantenha-se Activo!” Autores: Guerreiro, C.; Colaço, G. Guerreiro, C. (cristinaguerreiro90@hotmail.com) RESUMO

Introdução: As quedas são um problema comummente associado à idade, resultante da conjugação das

múltiplas alterações decorrentes do envelhecimento, verificando-se que 30% da população com mais de 65 anos, residente na comunidade, já sofreu uma queda pelo menos uma vez por ano, aumentando esta percentagem com a idade. Existe evidência de que uma intervenção multifactorial constituída pela educação sobre os factores de risco, a avaliação ambiental e sua modificação, revisão e modificação da medicação, tratamento adequado a nível do sistema visual, juntamente com um programa de exercícios visando a melhoria de alguns componentes como a força muscular e o equilíbrio se demonstram eficazes na redução de quedas (American Geriatrics Society, 2010; Todd & Skelton., 2004). Objetivo: Prevenir e/ou minimizar a ocorrência de quedas, capacitando os idosos residentes na comunidade, independentes e com mais de 65 anos, de uma maior autonomia, segurança, e independência, promovendo aos mesmos um envelhecimento activo. Métodos: O estudo realizado consistiu num programa de prevenção de quedas desenvolvido na comunidade, implementado no concelho de Mértola, freguesia de São Miguel do Pinheiro, localidade de São Miguel do Pinheiro, em parceria com o Centro de Saúde de Mértola. A população do estudo foram idosos com 65 ou mais anos de idade, residentes na comunidade, que apresentaram mais do que um factor de risco de queda. Foram 8 as participantes finais do estudo (76,63 ± 5,99 anos). Os outcomes do estudo foram os seguintes: conhecimento de factores de risco, força muscular, equilíbrio, factores de risco ambientais, risco de queda, revisão da medicação, avaliação da visão, medo de queda e nível de actividade física. O estudo teve a duração total de 10 semanas, apresentando dois momentos de avaliação, inicial e final (10ª semana). A intervenção a que as participantes do estudo foram submetidas consistiu em 4 sessões de educação relativamente aos factores de risco ambientais e importância da prática de actividade física, 2 visitas domiciliárias para identificação dos factores de risco, 24 sessões de actividade física estruturada, 3 vezes por semana, incluindo as componentes de força muscular (membros inferiores) e de equilíbrio. Resultados/Discussão: O presente programa multifactorial demonstrou efeitos positivos na maioria dos outcomes avaliados, nomeadamente na força muscular, equilíbrio, risco de queda, medo de queda e factores de risco ambientais identificados. O outcome níveis de actividade física será avaliado 6 meses após o término do programa, no entanto a avaliação intermédia revelou também um aumento no nível de actividade física praticada pelas participantes. Relativamente ao outcome conhecimento de factores de risco de quedas, as participantes demonstraram um bom nível de conhecimento inicial não havendo alterações no mesmo. O outcome revisão da medicação, não se verificou em nenhuma das participantes, representando uma limitação do estudo. Este estudo fomentou ainda nos participantes uma maior autonomia, segurança, independência e interacção social, promovendo-lhes um envelhecimento activo. Conclusão: Os resultados da implementação deste programa multifactorial de prevenção de quedas demonstraram que este tipo de programa é benéfico para os participantes, sendo eficaz na prevenção e redução de quedas. Para que possa ser feita a generalização destes resultados é necessário a realização de estudos semelhantes com um maior número de participantes e em locais diferentes.

Titulo: Contributos para a validação e aferição do texto foneticamente equilibrado para o Português Europeu “o Sol” Autores: Teixeira, J.; Mendes, A.P. Teixeira, J. (joanart_@hotmail.com) RESUMO

Objetivo: O objetivo deste estudo consiste na utilização do Texto Foneticamente Equilibrado “O Sol” (Versão

2009), para verificar se existem diferenças entre os três dialetos do Português-Europeu (Dialeto Setentrional, Centro-Meridional e Insular), relativamente ao número de fonemas produzidos pelos normo-falantes. Desta forma,

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irá também verificar-se de que forma o TFE “O Sol” se comporta nos dialetos estudados. Método: 24 sujeitos naturais de Portugal continental e insular (18 do sexo feminino e 6 do sexo masculino), realizaram a leitura-emvoz-alta do texto “O Sol”. As gravações foram realizadas com Sony (Linear PCM-D50 Recorder) (com microfones integrados). Os procedimentos foram: 1) transcrição fonética estreita dos dados recolhidos e respetiva contagem dos fonemas; 2) cálculo da média das frequências relativas para cada grupo de sujeitos, e comparação com a média das frequências relativas dos fonemas presentes no TFE “O Sol” (versão 2009); 3) comparação da média das frequências relativas de cada grupo de sujeitos, com os valores do PF_fone;. Resultados: Não existiram diferenças significativas no número de fonemas produzidos entre os três dialetos do PE. Verificou-se ainda, que os fonemas [a], [ɨ], [i], [ɐ], [e], [i], [o], [u], [w], [w], [p], [b], [k], [g], [ɲ], [f], [v], [z], [ʃ], [ʒ], [ʀ], [ɾ] surgiram uma frequência relativa de ocorrência inferior ao esperado, quando comparados com o PF_Fone. Conclusão: O TFE “O Sol” (Versão 2009) comportou-se da mesma forma entre os três dialetos estudados. É possível concluir que não existem diferenças entre os três dialetos do PE, relativamente ao número de fonemas produzidos pelos falantes.

Titulo: Resultados de um Programa de Intervenção de 8 semanas na População Idosa da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro - “Seja Activo para Envelhecer SAUDÁVEL” Autores: Lopes, M.; Colaço, G.; Lopes, M. (mrlopes27@gmail.com) RESUMO

Introdução: O envelhecimento é um fenómeno biológico e psicológico que afecta o nível familiar e social. É um

processo em que há perda gradual das funções orgânicas. É considerado multi-dimensional e multi-direccional, uma vez que, nos idosos, os ganhos e perdas divergem de pessoa para pessoa, de grupo para grupo. O aumento progressivo do número de pessoas idosas, sobretudo do das muito idosas tem aumentado também a probabilidade de ocorrência de situações de dependência física, psíquica e/ou social para as quais as respostas existentes não têm sido nem suficientes nem as mais adequadas. Objectivos: O projecto teve como finalidade aumentar a prática de actividade física na população idosa da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro associada ao Lar de S.José e Centro de Dia, reduzindo a prevalência de comportamentos de risco associados a hábitos de vida sedentários e a situações de isolamento responsáveis pela morbi-mortalidade. Métodos: A população alvo deste projecto foi seleccionada do Centro de Dia e Lar de S. José da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro. O Programa de Intervenção “Seja Activo para Envelhecer SAUDÁVEL” envolveu 12 idosos com mais de 65 anos (82,7 ± 4,75 anos). A intervenção teve a duração de 8 semanas e uma frequência de 3 sessões de grupo por semana. Do total das sessões, três foram constituídas por actividade educativas/interactivas com duração de 30 minutos, as restantes (18 sessões) foram destinadas ao exercício físico, 2-3 vezes por semana com duração de 50 minutos cada. Discussão/Conclusão: Como implicações para a prática, este Programa de Intervenção obteve resultados ao nível da funcionalidade dos participantes, ou seja, aumento da força muscular, equilíbrio, capacidade aeróbia e flexibilidade, promoveu também uma melhoria das relações sociais e do bem-estar da população idosa em estudo, contribuindo de forma geral, para uma melhoria dos cuidados de saúde prestados.

Titulo: “FisioWalking” Autores: Vivas, I.; Alves, S.; Pinheira, V. RESUMO Introdução: Segundo dados recentes da literatura, o exercício físico é das intervenções mais eficazes para

diminuir e atrasar os efeitos da incapacidade associados ao envelhecimento. Diversos estudos apontam que o treino de exercício multidimensional quando realizado em espaços verdes, traduz-se em maiores ganhos em termos físicos e mentais para as populações envolvidas. Objectivos: Promover a saúde das pessoas com idade igual ou superior a 65 anos; Instituir o hábito da atividade física regular em grupo e em espaços verdes, alertando para a importância da realização regular de atividades aeróbias, com exercícios posturais, de equilíbrio, treino propriocetivo e relaxamento; Aumentar a dinâmica do projeto da ESALD “Prestação de Serviços à Comunidade”.

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Metodologia: O “FisioWalking” é uma intervenção centrada numa atividade aeróbia, a marcha, sendo esta

realizada ao ar livre e intercalada por exercícios posturais, de coordenação, equilíbrio, flexibilidade e de propriocepção e finalizada por uma sessão de relaxamento. O “FisioWalking” foi efetuado 2 vezes por semana, com a duração de 1 hora por sessão, ao longo de 7 semanas. Com o intuito de avaliar a sensibilidade da população à mudança e, consequentemente, a eficácia do projeto, este teve dois momentos de avaliação, T0 e T1, sendo, respetivamente, a avaliação inicial e a sua reavaliação. Todos os participantes foram submetidos a um exame subjetivo e à realização de três medidas de avaliação. O exame subjetivo foi realizado através de um questionário e as três medidas de avaliação utilizadas foram: SF-12 (Qualidade de Vida); Timed Up and Go Test (TUG) (Equilíbrio, Mobilidade e Risco de Queda) e Escala de Borg (Tolerância ao Esforço). Discussão: Para comparar os dados obtidos entre T0 e T1 foi efetuada análise estatística. Verificou-se que, no geral, foram obtidas diferenças significativas (p<0,05), ao nível da saúde física, obtida através do SF-12, do equilíbrio e risco de queda (TUG) e da resistência ao esforço (Escala de Borg). Só ao nível da saúde mental não foram obtidas diferenças significativas, pois apresenta um p=0,878. Tabela 1 - Tabela dos resultados das 3 medidas de avaliação. Avaliação (T0)

Reavaliação (T1)

p

SF-12 (saúde física)

39,08±7,29

46,24±7,09

0,005

SF-12 (saúde mental)

50,40±10,52

52,51±8,99

0,878

TUG

9,23±1,32

7,41±1,43

0,005

Escala de Borg

13±1,76

9,3±0,82

0,005

Desta forma, o “FisioWalking” demostra ser efetivo e eficaz para os objetivos a que se propõe. Esta intervenção foi aplicada a pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, mas a promoção da saúde e prevenção da doença poderão ser efetuadas mais cedo, sendo que o “FisioWalking” poderá ser aplicado a qualquer grupo etário que reúna as condições pretendidas.

Titulo: Qualidade de Vida de Indivíduos em Hemodiálise- Um contributo da fisioterapia Autores: Branco, D.; Clemente, P.; Pinheira, V. RESUMO Introdução: Este projeto decorreu no âmbito da unidade curricular Estágio Avançado em Fisioterapia, inserida

no plano de estudos do curso de Licenciatura em Fisioterapia da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias. A intervenção da fisioterapia em unidades de hemodiálise não é, ainda, uma realidade comum. Inclusivamente, em Portugal, o Fisioterapeuta não é parte integrante da equipa de técnicos recomendados para estes locais. Objetivos: Pretendeu-se potenciar a funcionalidade e qualidade de vida dos indivíduos em hemodiálise, através do exercício terapêutico. Metodologia: O protocolo aplicado, consistiu num conjunto de exercícios para membros superiores e inferiores de alta intensidade com pesos livres de evolução progressiva, baseada no número de repetições e com aumento da carga de trabalho progressiva de acordo com a capacidade física de cada utente, com uma frequência de 3 vezes/semana, durante as duas primeiras horas de hemodiálise, durante 5 semanas. Neste período, foram sujeitos a um protocolo de exercício um total de 9 utentes, com uma média de idades 69,67 ± 3,97 anos. Discussão: Após as 5 semanas de treino de resistência progressivo dentro das duas primeiras horas de hemodiálise e uma componente educativa, resultaram em melhoras ao nível da dispneia, nível de depressão, ansiedade e stress, e com significado estatístico, num intervalo de confiança de 95%, melhorias no que concerne à redução da dor (p=0,011) e no aumento de conhecimentos dos utentes sobre o exercício físico (p=0,016).

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Titulo: Promover a Qualidade em Lar de Idosos – Dos utentes e colaboradores à organização Autores: Fragata, C.; Andrade, D.; Escarigo, F.; Gonçalves, M.; Rodrigues, M.; Felícia, S.; Pinheira, V. RESUMO Introdução: Este projeto decorreu no âmbito da disciplina de Estágio Avançado em Fisioterapia e consistiu em

desenvolver e implementar um conjunto de atividades de Fisioterapia em duas instituições de alojamento para pessoas idosas, contribuindo para enriquecer os serviços prestados aos utentes, funcionários e instituição. Metodologia: O projecto decorreu entre meados de Abril e Junho do ano corrente nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco - Centro Social Dr. Adriano Godinho e no Centro Paroquial de Cebolais de Cima. Integrou três vertentes de intervenção, nomeadamente, a prevenção de quedas na população idosa e promoção de mobilidade; a avaliação e intervenção das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho e análise das acessibilidades das infra-estruturas da instituição e do meio envolvente.

Síntese das três intervenções: 1. Prevenção de quedas na população idosa e promoção de mobilidade – baseou-se na aplicação de exercícios em grupo, numa classe de movimento, com vista à promoção de mobilidade e equilíbrio. Objetivo: Diminuir o número de quedas na população idosa, melhorar a funcionalidade/capacidade funcional do idoso e melhorar a sua qualidade de vida relacionada com a saúde. Discussão: Os exercícios permitiram demonstrar aos idosos bem como aos seus cuidadores a importância da realização de exercício físico no envelhecimento, aumentando as suas capacidades funcionais. Os exercícios realizados foram diferentes semanalmente e ajustados à população presente para que todos os idosos pudessem participar. Foram simuladas situações reais do dia-a-dia, fomentando o autocontrolo destes na prevenção de quedas e assim contribuir para o aumento da sua qualidade de vida relacionada com a saúde. Após a realização das classes de movimento e comparando a intervenção nas duas instituições pode concluir-se que o TUG demonstra melhorias mais significativas no Centro Paroquial de Cebolais de Cima, o índice de Barthel em ambas as instituições mostrou não sofrer alterações. Este facto pode dever-se ao curto espaço de tempo de aplicação do projecto e o facto dos idosos se manterem inactivos o resto da semana, no entanto os idosos mostraram melhorias nos resultados obtidos a nível do equilíbrio, mobilidade e risco de quedas. Desta forma, conclui-se que a intervenção do Fisioterapeuta na realização de classes de movimento é essencial e não deverá ser apenas pontual mas ao longo do tempo. 2. Avaliação e intervenção das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho – consistiu na observação dos mecanismos e posturas de trabalho, identificação das alterações mais comuns e principais sintomas referenciados pelos funcionários. Objetivo: diminuir a incidência de lesões e aumentar o conhecimento desta população em relação às posturas corretas, possibilitando a melhoria da prestação de cuidados aos utentes. Discussão: Os resultados obtidos levaram-nos a concluir que a intervenção foi benéfica nesta população específica. Os resultados demostram diminuição da sintomatologia músculo-esquelética, aumento do conhecimento sobre as LMERT, transferências de utentes e manipulação de cargas. Em relação à qualidade de vida avaliada pelo questionário SF-12 foi possível verificar uma ligeira melhoria nos domínios físico e mental, no entanto as alterações verificadas não apresentaram diferenças estatisticamente significativas. Este facto, pode dever-se ao tempo de intervenção ter sido de apenas 7 semanas, não possibilitando a alteração de um parâmetro tão complexo quanto este. 3. Análise das acessibilidades das infra-estruturas da instituição e do meio envolvente - consistiu na identificação das limitações ou barreiras arquitetónicas e ambientais existentes na instituição e no meio circundante, tendo em vista, projetar possíveis propostas para melhoria da acessibilidade e da mobilidade dos utentes dentro e fora da instituição. Objetivo: Realizar uma avaliação das acessibilidades da instituição, tendo em vista, a vertente dos utentes, funcionários e fornecedores. Discussão: Foram feitas recolhas subjetivas e objetivas referentes à mobilidade e à acessibilidade, bem como a realização de um plano com propostas de intervenção que visa colmatar alguns dos obstáculos à acessibilidade e igualdade de todos os utentes e funcionários das duas instituições. A avaliação subjetiva foi realizada com os idosos e funcionários através de

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uma conversa informal/questionário, e a avaliação objetiva foi realizada através da observação e medição com base numa check list. Os resultados mostram que dos 51 utentes entrevistados nas duas instituições (72,5% do género feminino e 27,5% do género masculino) tem uma média de idades de 84 anos. De entre os idosos entrevistados 35,3% deslocam-se com bengala; 27,5% são autónomos; 17,6% deslocam-se em cadeira de rodas; 15,7% de andarilho e 3,9% de canadianas. Os locais onde referem ter mais dificuldade são no exterior, nos corredores/escadas, casa de banho e quarto, sendo que os locais onde apresentam menor dificuldade são na sala de refeições. Os dados mostraram ainda que os funcionários, na generalidade, não sentem qualquer tipo de dificuldade ou barreira arquitetónica, contudo numa das instituições referem como barreira as rampas e as casas de banho. Depois de analisados os dados foram realizadas as propostas de intervenção consoante as barreiras identificadas e as necessidades identificadas em cada instituição.

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PROMOÇÃO DA SAÚDE NO PÓS-AVC Titulo: AVC. Casa - E Agora?” – Desenvolvimento de Competências do Cuidador Informal na Transição para o Domicílio Autores: Sousa, J.; Cornacho, T.; Rodrigues, M.; Pereira, C.; Ferreira, C.; Gonçalves, M. Sousa, J. (joanaramalhosousa@hotmail.com) RESUMO

Introdução: Um terço dos indivíduos após Acidente Vascular Cerebral (AVC) apresenta um grau de

incapacidade moderado/severo, exigindo cuidados permanentes de terceiros aquando o regresso ao domicílio. As alterações neurológicas decorrentes do AVC, como défices a nível motor, perturbações da comunicação, cognição, entre outros, podem ter um grande impacto ao nível físico, social, comportamental, emocional e financeiro, exigindo, igualmente, uma reorganização familiar de forma a responder às necessidades dos utentes. Deste modo, a transição para o domicílio é usualmente reportada, quer pelos utentes, quer pelos cuidadores informais como sendo problemática, referindo estes últimos não se sentir preparados para o ato de cuidar. Objetivo: Desenvolver competências nos cuidadores informais de utentes pós-AVC face às necessidades comunicativas (e/ ou de deglutição) e motoras reportadas durante o processo de transição para o domicílio. Métodos: Foi realizado um projecto comunitário onde foram recrutados 4 cuidadores informais, referenciados pela Liga dos Amigos da Terceira Idade (LATI) e pelo Centro Hospitalar de Setúbal - Hospital de São Bernardo (CHS - HSB). O programa implementado, com uma duração média de 4 semanas, foi individualizado para cada família, indo de encontro às suas necessidades reportadas. Os outcomes em estudo foram a auto-eficácia para o ato de cuidar, o conhecimento acerca do AVC e a sobrecarga do cuidador, que foram avaliados antes e após o programa. Os dados recolhidos foram analisados através de uma análise qualitativa e quantitativa dos mesmos. Resultados: A implementação do programa demonstrou melhorias, do momento de avaliação inicial comparativamente ao final, na auto-eficácia no ato de cuidar ( =1,33; DP=1,25) e no conhecimento acerca do AVC (Parte I: = 2, DP= 2,94; Parte II: = 2,75, DP= 2,22). Também, para 75% dos cuidadores verificou-se uma diminuição da sobrecarga no ato de cuidar. Conclusão: O programa implementado foi efetivo nos outcomes auto-eficácia e conhecimento dos cuidadores informais, indo de encontro aos objectivos delineados para o programa. As estratégias adoptadas durante as sessões revelaram-se adequadas, realçando a importância de ir de encontro às necessidades individualizadas das respectivas famílias.

Titulo: Programa “Mexer para Melhor Viver”: Como aumentar o nível de atividade e qualidade de vida em utentes com AVC crónico? Autores: Costa, A.; Pereira, E.; Pereira, C. Pereira, E. ( eliana.pereira.fisio@gmail.com) RESUMO

Introdução: Num estadio crónico pós-AVC os utentes demonstram um declínio gradual da sua mobilidade, que

se traduz numa redução dos níveis de atividade física, velocidade da marcha, força muscular, equilíbrio e autonomia nas AVD’s, com consequente isolamento social. Estudos recentes revelam que um programa de atividade física adequado às necessidades dos indivíduos pós-AVC proporciona maior mobilidade e qualidade de vida. Objetivos: Aumentar o nível de funcionalidade dos indivíduos que sofreram um AVC há, pelo menos um ano, integrando a prática de atividade física no seu quotidiano. Metodologia: O presente projeto comunitário decorreu em duas fases: 1) identificação das necessidades expressas e 2) implementação do programa “Mexer para Melhor Viver”, desenvolvido com base nas necessidades reportadas. O programa, implementado na Liga dos Amigos da Terceira Idade (LATI) e na Câmara Municipal de Setúbal, teve a duração de doze semanas e incluiu treino aeróbio, treino de força funcional, treino de equilíbrio, treino de AVD’s e uma componente educacional. Este foi realizado em grupo e teve uma intensidade de leve a moderada. Tendo em conta a natureza deste projeto, a análise dos dados foi realizada através da interpretação dos indicadores de sucesso e processo

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definidos para o projeto. Resultados: Os resultados obtidos na fase 2 demonstraram uma melhoria global na qualidade de vida, força dos membros superiores e inferiores, tolerância ao esforço e velocidade da marcha em todos os participantes. Verificou-se ainda que no final do programa todos os participantes integraram a prática da atividade física regular no seu quotidiano, reconhecendo os benefícios da adoção desta componente num estilo de vida mais saudável. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram os benefícios de um programa de atividade física em utentes com AVC crónico. Apesar da integração da prática de atividade física no quotidiano dos indivíduos com AVC não ser facilmente concretizável, é necessário continuar a investir neste tipo de programas.

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SAÚDE ESCOLAR E PRÉ-ESCOLA

Titulo: Relação entre Linguagem e Aprendizagem Escolar - Estudo de Caso de uma PEL do subtipo PPL Autores: Pacheco, B.; Pereira, T. Pacheco, B. (pachecobeatriz89@gmail.com) RESUMO

Objetivo: A presente investigação teve como objetivo analisar a relação entre linguagem e aprendizagem

escolar, através da descrição das características linguísticas e competências académicas de uma criança com Perturbação Específica da Linguagem (PEL) do subtipo Perturbação Pragmática da Linguagem (PPL). Metodologia: Foram recolhidos dados de natureza qualitativa e quantitativa através de testes de avaliação da linguagem oral, leitura, escrita e matemática. Resultados: Foram encontradas limitações no processamento fonológico, competência narrativa, semântica, morfossintaxe e pragmática, bem como na leitura, escrita e matemática. Conclusão: A relação entre linguagem e aprendizagem escolar foi confirmada. As dificuldades na leitura e escrita parecem ser justificadas pelo conjunto de défices linguísticos, enquanto que, na matemática estas parecem relacionar-se com défices na compreensão da linguagem oral.

Titulo: HERÓIS DO MOVIMENTO Prevenção da Obesidade Infantil Autores: Teixeira, A.; Lina, R. Teixeira, A. (Arnaldinho_sz@hotmail.com) RESUMO

Introdução: A Obesidade Infantil é identificada na atualidade como uma “epidemia global” (British Medical

Association, 2005), que afeta a população mundial em geral e que tem vindo a tomar proporções gravosas. Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis do cenário europeu sendo um dos países com maior prevalência de obesidade infantil. Atualmente 30% de crianças portuguesas apresentam sobrepeso e mais de 10% são obesas (Adair 2008 e DGS 2009 cit. em Eiras 2009). De acordo com a literatura atual, uma intervenção precoce na mudança de hábitos alimentares associada com aumento da atividade física, é o procedimento mais eficaz para reduzir os valores de peso e, consequentemente, o índice de massa (IMC) de crianças e adolescentes. Objetivo: O objetivo do presente projeto foi reduzir as taxas de prevalência e incidência de excesso de peso e obesidade infantil em crianças do 1º e 2º ano do ensino básico e verificando a efetividade da intervenção realizada sobre os valores do Índice de Massa Gorda (IMC), percentagem de Massa gorda (%MG) das respetivas crianças, bem como, aumentar os conhecimentos referentes a esta temática nas crianças e respetivos encarregados de educação. Metodologia: A população alvo foram 64 crianças com idades compreendidas entre os 6 e ou 8 anos, e 50 encarregados de educação, pertencentes a duas escolas básicas de uma localidade do concelho de Sesimbra, Zambujal. Trata-se de um programa de intervenção com duração de 3 meses desenvolvido em três fases. Numa primeira fase procedeu-se à avaliação física inicial das crianças através de técnicas antropométricas (peso, altura, IMC, pregas cutâneas, % massa gorda perímetros), bem como, a avaliação inicial dos conhecimentos das crianças e respetivos encarregados de educação sobre a temática da Obesidade Infantil, através de questionários. A segunda fase correspondeu ao desenvolvimento do programa, baseado em sessões teóricas e práticas, tendo como conceitos fundamentais a prática de exercício físico e uma alimentação saudável. Por fim, na última fase, avaliou-se a efetividade do programa implementado através de uma avaliação similar à da primeira fase. Resultados: O presente programa demonstrou efeitos positivos na maioria dos outcomes avaliados, Relativamente aos valores do IMC verificou-se uma evolução significativamente positiva, contrariamente aos valores da percentagem de massa gorda. Os conhecimentos demonstrados pelas crianças e encarregados de educação apresentaram evolução positiva apesar de não se ter atingido os indicadores estipulados. Conclusão: Em projetos similares, melhores resultados estão associados a um período de intervenção mais prolongado. Contudo, a metodologia de implementação demonstrou ser eficaz e de fácil execução, sendo notória a importância que este tipo de programas tem na promoção da saúde e melhor qualidade de vida e bem estar da população infantil.

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Titulo: HERÓIS DO MOVIMENTO Projeto de Intervenção na área de prevenção da obesidade infantil Autores: Magro, C.; Lina, R. Magro, C. (carolina.magro@hotmail.com) RESUMO

Introdução: A obesidade infantil é uma doença com diversas consequências físicas e psicológicas para as

crianças. A sua prevalência tem aumentado de forma preocupante a nível mundial e nacional, aumentando a necessidade de combater esta patologia através da prevenção enquanto método eficaz. Os hábitos sedentários, os baixos níveis de atividade física e uma alimentação desadequada, são os principais fatores de risco modificáveis que contribuem para o amento da prevalência e para os combater são sugeridas intervenções dirigidas a pais e crianças, partindo da escola, incluindo educação para uma alimentação saudável e estratégias motivadoras para a prática de atividade física e adoção de estilos de vida saudáveis. O fisioterapeuta é um profissional capacitado para gerir este tipo de estratégias de intervenção, sendo fundamental a sua inclusão em equipas multidisciplinares de prevenção da obesidade infantil. Métodos: A população selecionada foram 3 turmas de crianças dos 6 aos 8 anos do 1º e 2º ano de escolaridade das escolas nº1 e nº2 do Zambujal, Sesimbra; e Encarregados de Educação (E.E.) das respetivas crianças. O programa delineado teve a duração de 3 meses. Com as crianças foram realizadas sessões práticas de atividade física e sessões educativas para uma alimentação saudável e hábitos de vida saudáveis. Com os pais foram realizadas sessões educativas relacionadas com a problemática da obesidade e de motivação para a adoção de estilos de vida saudáveis. O programa implementado foi sujeito a dois momentos de avaliação (inicial e final). Incidindo sobre crianças e encarregados de educação, foi igualmente avaliado o processo. Resultados: De acordo com os objetivos definidos para crianças e E.E., na sua maioria foram atingidos, demonstrando-se efeitos positivos com o programa. A evidência sugere que apenas projetos deste tipo com duração superior a 1 ano são realmente efetivos na mudança de características físicas das crianças bem como na capacidade de alterar os seus comportamentos. Por estes motivos alguns resultados não foram atingidos com tanto sucesso. Conclusão: Projetos de 3 meses podem apresentar resultados benéficos, no entanto, para obter melhores resultados exigese uma maior duração dos mesmos. É fundamental uma formação adequada dos profissionais neste tipo de programas bem como a realização de uma boa análise da amostra em questão de forma a melhor poder adaptar as estratégias de intervenção.

Titulo: Prevenção da Obesidade Infantil – Programa de Intervenção Autores: Machado, C.; Lina, R. Machado, C. (Claudia_machado785@hotmail.com) RESUMO

Introdução e objetivo: Existem cada vez mais crianças em Portugal com excesso de peso e obesidade,

sendo que a principais causas são os maus hábitos alimentares e os baixos níveis de atividade física. Com este programa pretendeu-se verificar os resultados da aplicação de uma intervenção na área da prevenção da obesidade infantil, com enfoque nesses parâmetros, intervencionado por fisioterapeutas. Metodologia: População alvo - 65 crianças do 1º e 2º ano das escolas Básicas do Zambujal e 40 encarregados de educação (E.E.). Intervenção - projeto com duração de 12 semanas, com sessões de atividade física bissemanais, 4 sessões teóricas direcionadas às crianças e 2 sessões teóricas direcionadas aos E.E. Outcomes - Conhecimento, mudança comportamental e qualidades físicas. Resultados: De uma forma global consideramos que os resultados do programa foram positivos a maioria dos objetivos foram atingidos. Discussão: Apesar de 7 objetivos não terem sido atingidos, não se verificou uma grande discrepância entre os resultados finais e os objetivados. Foi nos objetivos relativos à mudança comportamental que se avaliou maior discrepância. Fatores tais como, tempo limitado do projeto, poucas sessões teóricas, pouca predisposição para a mudança, poderão ter influenciado de forma global os resultados. Conclusão: Obteve-se resultados relevantes, apesar de existir uma necessidade de dar resposta a algumas das limitações. O projeto é viável e facilmente aplicável nas Escolas Básicas do país.

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Titulo: Heróis do movimento: projeto de prevenção da obesidade infantil Autores: Viegas, A; Lina, R. Viegas, A. (anarita.viegas@hotmail.com) RESUMO

Introdução: O aumento da prevalência do excesso de peso nas crianças é um problema prioritário, sendo

desde a última década até à atualidade, referenciado como um dos mais sérios problemas de saúde pública em todo o mundo. Segundo a literatura existente, vários são os fatores de risco, que do âmbito cognitivo, quer comportamental, sendo de extrema relevância atuar o quanto antes, recorrendo a estratégias que visem a adoção de estilos de vida saudáveis das crianças. Objetivo: Capacitar as crianças do 1º ciclo para a adoção de estilos de vida saudáveis, com o intuito de prevenir a obesidade infantil a longo prazo. Metodologia: A população alvo foram os alunos do 1ª e 2ª ciclo das Escolas nº1 e nº2 do Zambujal. O projeto foi implementado durante 12 semanas, com 2 sessões semanais. 2 sessões educativas para os E.E (30 minutos), 4 teórico-práticas para as crianças (45 minutos) e 24 práticas para as crianças (45 minutos). Foram realizadas duas avaliações: uma no início e outra no final do projeto, avaliando-se os conhecimentos dos E.E (questionário) e crianças (peddy-paper), e qualidades físicas das últimas. Discussão: Do ponto de vista geral, os resultados do projeto foram positivos, conseguindo-se alcançar muitos dos objetivos definidos. É de salientar o aumento do conhecimento dos alunos e E.E em algumas temáticas abordadas, conseguindo-se ainda a alteração de pequenos comportamentos essenciais num curto período de tempo. Apesar de nem todos os indicadores serem alcançados com sucesso, em todos eles se verificaram diferenças positivas e que constituem importantes margens de desenvolvimento e progressão no sentido de melhores resultados em projetos futuros com uma duração superior. Conclusão: O projeto obteve resultados positivos e apesar das limitações apontadas, responde às necessidades levantadas, estando de acordo com a literatura existente e a sua implementação é viável e de extrema relevância.

Titulo: O ADOLESCENTE EM RISCO: Avaliação das Competências Comunicativas Autores: Damásio, A.; Oliveira, N.; Casaca, P.; Zambujo, S.; Lima, S. Damásio, A. (damasioandreia@gmail.com) RESUMO O presente estudo teve como objetivo recolher a opinião sobre a seleção de testes formais e procedimentos informais para a avaliação das competências comunicativas do adolescente em risco, com idades compreendidas entre os 11 e os 21 anos. Esta avaliação permite diagnosticar alterações da comunicação nas áreas da discriminação auditiva, consciência fonológica, compreensão e expressão da linguagem oral, fala, voz, motricidade orofacial, leitura, escrita e discurso espontâneo. O estudo teve uma amostra de 21 Terapeutas da Fala (3 do sexo masculino e 18 do sexo feminino). Através dos dados recolhidos a partir de um questionário verificou-se que os peritos utilizariam, no que diz respeito à avaliação das competências comunicativas do adolescente, o teste de Discriminação Auditiva de Pares Mínimos (Guimarães, 1997); provas informais para avaliação da consciência fonológica; a Avaliação da Linguagem Oral (Sim-Sim, 2006); o Teste de Articulação Verbal (Guimarães, 1998); RASAT (Pinho & Pontes, 2002) para avaliação de voz, complementando com avaliação acústica com o software PRAAT; Protocolo de Avaliação Orofacial (Guimarães, 1995) e provas informais para avaliação da leitura, escrita e discurso espontâneo. No entanto, os peritos afirmaram que utilizariam estes instrumentos e procedimentos por não existirem testes formais que avaliem especificamente a comunicação do adolescente em risco. Conclui-se com este estudo que existe uma necessidade de realizar uma avaliação complementar ou construir testes formais e procedimentos informais específicos para avaliar as competências comunicativas desta população.

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Titulo: Cuida-te!: um projeto de prevenção da obesidade infanto-juvenil e promoção de estilos de vida saudáveis em contexto escolar. Autores: Graça, S.; Robalo, L.; Graça, S. (sicgraca@gmail.com) RESUMO

Introdução: A alimentação inadequada e a inatividade física, que caraterizam as sociedades modernas, são os

principais fatores de risco para o desenvolvimento da obesidade nas populações, nomeadamente na população mais jovem, onde os números são cada vez mais alarmantes. No sentido de a combater, os governos, através de entidades de saúde e de educação locais, têm movido os meios necessários para a implementação de projetos e ações de prevenção e de promoção e proteção da saúde, capacitando a comunidade para a tomada de decisão saudável. Nas escolas, as equipas de saúde escolar, as quais o Fisioterapeuta integra, atua no sentido de educar as crianças e os jovens para as questões relacionadas com a alimentação e atividade física, bem como para os fatores de risco e consequências da obesidade e das doenças a esta associadas. Metodologia: Projeto de intervenção em saúde escolar, desenvolvido com uma população de 33 alunos do 3º ciclo (8º e 9º anos) da Escola Secundária/3 da Rainha Santa Isabel, com uma duração total de 10 semanas divididas entre sessões educativas e atividades que promovem a atividade física e incluem a comunidade educativa. Foram construídos instrumentos para avaliar os objetivos do projeto e o processo da sua implementação. Resultados: 98% dos alunos adquiriram conhecimentos acerca do tema da obesidade juvenil, 72% identificaram as suas causas e 88% reconheceram pelo menos três consequências da mesma. Quanto aos dados relativos aos seus conhecimentos sobre alimentação saudável, 96% mostraram ter adquirido conhecimentos. Quanto à prática de atividade física, 97% identificaram pelo menos três benefícios da mesma, 63% identificaram pelo menos três princípios da prática regular, 69% identificaram pelo menos três barreiras à sua prática e 93% identificaram pelo menos três cuidados a ter durante a sua prática. No final do programa 86% dos alunos praticavam atividade física regularmente e 67% afirmaram ter alterado o seu comportamento em relação a esta.

Discussão/Conclusão: Este projeto de intervenção em saúde escolar mostrou ter efeitos positivos na

aquisição de conhecimentos acerca da obesidade, alimentação e prática de atividade física, capacitando os adolescentes para a tomada de decisão saudável, prevenindo a doença e promovendo a saúde. Reforça, ainda, o papel do fisioterapeuta como parte integrante das equipas de saúde escolar.

Titulo: Aquisição Fonético-Fonológica do Português-Europeu dos 18 aos 36 meses: Distrito de Beja Autores: Charrua, C.; Mendes, A.P. Charrua, C. (catarinacharrua@hotmail.com) RESUMO

Objectivo: Este estudo teve como objectivo descrever e quantificar a aquisição fonética-fonológica do

Português-Europeu (PE) dos [1;6-3;0]. Com este estudo pretendeu-se identificar os fonemas e definir uma ordem de aquisição dos fonemas do PE e determinar os processos fonológicos mais utilizados nesta faixa etária. Método: Participaram 46 sujeitos (26 do sexo feminino e 21 do sexo masculino). Utilizaram-se dois métodos de recolha de dados: um formal e outro informal. No primeiro recorreu-se à tarefa de nomeação de imagens (NI) utilizando o Teste Fonético-Fonológico da Avaliação da Linguagem Pré-Escolar (TFF-ALPE) e no segundo utilizou-se a tarefa de fala espontânea (FE), utilizando uma actividade lúdica o “dar banho à boneca”. Foram analisadas 96 palavras lexicais obtidas através destes dois métodos. Resultados: Foneticamente, por cada 6 meses houve um aumento significativo (p<0,005) da produção de 11-12 fonemas, na NI e de 6-7 fonemas na FE em ambos os sexos. Fonologicamente na NI, houve uma diminuição significativa (p<0,005) de utilização de 17 processos fonológicos de [1;6-2;0[ para a [2;0-2;6[, 23 processos da [2;0-2;6[ para a [2;6-3;0]. Na FE, houve uma diminuição significativa (p<0,005) de utilização de 13 processos de [1;6-2;0[ para a [2;0-2;6[, e 10 processos da [2;0- 2;6[ para a [2;6-3;0]. Não houve diferenças significativas (p<0,05) entre os sexos quer em relação ao número de fonemas produzidos quer ao número de processos fonológicos utilizados. Nas faixas etárias

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estudadas foram adquiridas, na sua maioria, as vogais, as oclusivas e algumas fricativas. Os processos fonológicos mais utilizados nestas idades foram: omissão da consoante final, redução da sílaba átona, redução do grupo consonântico, semivocalização de líquidas, a oclusão e a nasalização de consoantes. Conclusão: Este estudo serviu para conhecer a aquisição fonética-fonológico de crianças de ambos os sexos falantes do PE dos [1;6-3;0]. Dos [1;6-2;0[, foram adquiridas as vogais e as consoantes oclusivas /p, b, m, d/, e dos [2;02;6[ estavam todas as oclusivas à excepção do /g, n/. Algumas fricativas começaram a surgir aos [2;6-3;0]. Os processos fonológicos mais utilizados em [1;6-3;0] foram: omissão da consoante final, redução da sílaba átona e redução do grupo consonântico. Estes resultados foram de encontro aos de outros estudos publicados noutras línguas e forneceu, desta forma, suporte para evidência empírica para o conhecimento sobre a aquisição fonética-fonológica do PE dos [1;6-3;0]

Titulo: Aquisição Fonético-Fonológica do Português-Europeu dos 18 aos 36 meses: Distrito de Setúbal Autores: Vieira, D.; Ravara, M.; Mendes, A.P. Vieira, D. (diana_abreuv@hotmail.com) RESUMO

Objectivo: Descrever a aquisição fonético-fonológica do Português-Europeu dos 18 aos 36 meses: traçar uma

ordem cronológica de aquisição de fonemas, determinar os processos fonológicos mais utilizados e constatar se existem diferenças significativas entre três faixas etárias ([18-24[, [24-30[, [30-36[ meses) e entre os sexos. Método: 22 crianças (11 do sexo feminino e 11 do sexo masculino) do distrito de Setúbal. Para recolher dados, recorreu-se à tarefa de nomeação de imagens do Teste Fonético-Fonológico-ALPE (TFF-ALPE). Resultados: À medida que a idade aumentou a produção de fonemas aumentou. Não foram encontradas diferenças entre os sexos. À medida que a idade aumentou a utilização de processos fonológicos diminuiu. Verificou-se que o sexo masculino utilizou menos processos fonológicos que o sexo feminino. Conclusão: Foneticamente, foi possível estabelecer uma ordem cronológica da aquisição dos fonemas: vogais orais <vogais nasais <oclusivas orais <oclusivas nasais <fricativas <líquidas. Fonologicamente, verificou-se que os processos fonológicos de estrutura silábica ocorreram em maior número do que os processos de substituição e assimilação. Estes dados contribuíram para o aumento do conhecimento da aquisição fonético-fonológica.

Titulo: Tradução e validação para o português europeu do instrumento de autoavaliação da gaguez WASSP Autores: Simões, N.; Martins, S.; Germano, H. Martins, S. (sara_gfgmartins@hotmail.com) RESUMO É com frequência que as pessoas que gaguejam referem que experienciam reações negativas devido à sua gaguez. A gaguez pode afetar vários aspetos da vida do indivíduo influenciando negativamente a sua comunicação, diminuindo a sua satisfação, o alcançar dos seus objetivos e consequentemente a sua qualidade de vida. Em Portugal não existem quaisquer instrumentos de avaliação na gaguez, pelo que o objetivo do presente projeto é traduzir e validar o instrumento de auto-perceção da gaguez Wright and Ayre Stuttering SelfRating Profile (WASSP). Durante o processo de tradução – primeira fase do projeto, o instrumento foi traduzido do Inglês para o Português Europeu e esta versão foi novamente traduzida para inglês. Para a validação foi reunido um painel de peritos que estabeleceu uma boa concordância quanto à tradução realizada. Os elementos do painel estavam de acordo quanto à igualdade do conteúdo dos itens originais e dos items traduzidos, quanto à clareza da linguagem e relativamente à apresentação geral da medida. Conclui-se desta primeira fase do projeto que a versão portuguesa do instrumento está pronta para a fase de validação e fiabilização, a concretizar na segunda fase do projeto. Quando o projeto for concluído, esta ferramenta de avaliação vai permitir a evolução da intervenção na área da gaguez em Portugal, contribuindo para uma prática baseada em evidência.

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Titulo: A caminho do 5º ano Autores: Cardoso, N.; Cansado, A.; Carvalho, V.L.; Leal, P. Leal, P. (paula.leal@ess.ips.pt) RESUMO

Introdução: O presente projeto surgiu no âmbito da Unidade Curricular: Experiência Clínica do 6º semestre, do

9º Curso de Licenciatura em Enfermagem, da ESS/IPS, como atividade a desenvolver na Unidade de Cuidados na Comunidade de Palmela, Saúde Escolar. Indo ao encontro das áreas de intervenção preconizadas pelo Programa Nacional de Saúde Escolar (saúde individual e coletiva, estilos de vida saudáveis, promoção da saúde mental), pretendeu-se facilitar a transição e inclusão de um grupo de alunos do 1º para o 2º ciclo do Ensino Básico. Problemática e Objetivos de Estudo: A importância da escola para as crianças é imprescindível ao seu desenvolvimento e requer facilitação na adaptação a este contexto, na transição dos diferentes níveis escolares. Contudo, as reações a estas transições podem ser diversas, de acordo com o nível de desenvolvimento pessoal e social, de autonomia e da capacidade de iniciativa das crianças já adquirida. Estas podem reagir a todas estas novas exigências de forma positiva, como podem sentir-se ameaçadas e intimidadas com a mudança. É importante salientar que os sentimentos menos positivos podem estar associados ao medo do desconhecido e receio de novas experiências, contribuindo assim para a instalação de sintomas de evitamento, medo e ansiedade relativamente à escola. Assim, tendo conhecimento da existência de dificuldades familiares na aceitação da transição para o 2º ciclo de um aluno com necessidades educativas especiais, consideramos que o enfermeiro de saúde escolar deve intervir na resolução desta problemática com a equipa multidisciplinar, não só facilitando a inclusão desta criança mas estendendo as vantagens do projeto a todas as crianças do 4º ano pelos ganhos em saúde associados. Assim, partindo do diagnóstico de enfermagem de adaptação comprometida, definimos como objetivos deste projeto 1) promover uma transição entre ciclos facilitadores do bem-estar emocional das crianças envolvidas no projecto e 2) promover a aquisição de saberes no processo da realização do percurso da escola actual para a escola nova. Métodos: Realizou-se uma avaliação inicial com os alunos, de forma a conhecer as suas expectativas sobre a escola nova, através da aplicação de um questionário e de desenhos sobre a atual e a futura escola. Num segundo momento, planeou-se uma intervenção que visou auscultar as dúvidas das crianças sobre a nova escola, apresentando-se um conjunto de respostas acerca da mesma e simultaneamente preparámos as crianças para o dia da visita à escola. Num terceiro momento realizouse a visita à mesma, tendo-se recorrido a dinâmicas lúdico-didáticas durante o percurso entre escolas e intraescola do 2º ciclo. O último momento visou a avaliação final do projeto, novamente através de questionário e de desenhos por turma. Resultados: Os resultados obtidos permitiram superar a percentagem definida nos indicadores do projecto (75%), uma vez que 95% dos desenhos das crianças expressam opiniões positivas sobre a futura escola. Para além dos desenhos, os professores ainda trabalharam a temática da transição através de composições, poemas e expressão oral sobre a aprendizagem desta experiência. Cada turma também elaborou um wallpaper acerca da experiência vivida. As respostas aos questionários permitiram identificar a importância da atividade para as crianças percecionando-se a redução dos principais receios e a aquisição de saberes sobre aspetos logísticos da futura escola (identificação dos espaços, cartão eletrónico, aquisição de senhas de refeição entre outros). Discussão: Tal como os autores de referência desta temática, concebemos igualmente que “a transição de escolas pode ser muito facilitada e tornar-se mais suave e agradável se for precedida de actividades programadas para o efeito” 3. Neste sentido, intervimos enquanto equipa de saúde escolar preparando uma atividade facilitadora da transição entre ciclos que nos permite concluir ter contribuído, por um lado para o bemestar emocional das crianças envolvidas no projecto, e por outro lado para promover a aquisição de saberes sobre a nova escola, indo de encontro aos objectivos do projecto e do diagnóstico de enfermagem, cujo resultado esperado foi de adaptação melhorada. Esperamos que de um modo geral, as crianças que participaram nestas atividades tenham uma boa transição para a nova escola mantendo as suas percepções de competência académica, social e de auto estima, e que sejam os próximos alunos a integrar os colegas do próximo 4º ano a visitar a escola. Em termos de sustentabilidade, existem condições de apropriação deste projecto pela escola e, esperamos nós que de outras futuras escolas.

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Título: Projecto Regras do Jogo Autores: Cordeiro, A., Soares, C.; Funenga, C., Leal, P; Belém, T. Leal, P. (paula.leal@ess.ips.pt)

Introdução: O projeto “Regras de Jogo” constituiu-se como proposta de intervenção para a Escola Secundária

Dom Manuel Martins, em Setúbal, tendo subjacentes os resultados da análise do seu contexto interno, quanto ao comportamento e disciplina de alunos do 7º ano - 3º ciclo e suas implicações na saúde mental. Este projecto foi desenhado na Pós-Graduação em Saúde Escolar, e implementado no ano lectivo 2011/12 na referida Escola Secundária, tendo como parceiros a ESS/IPS no âmbito do Ensino Clínico de Estudantes do 10º Curso de Licenciatura em Enfermagem e a equipa de enfermagem de Saúde Escolar da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde de Setúbal/Palmela. Problemática e Objectivos do estudo: O problema do Bullying e da violência em meio escolar é relevante, atual e tem implicações na família, na escola, na sociedade e em particular nas dimensões da saúde física e mental dos adolescentes. O fenómeno do bullying tem sido apresentado como uma das formas de violência interpessoal, traduzindo-se em provocação entre pares, e (Matos et al. 2009), cujos comportamentos estão ligados a ações físicas, verbais, psicológicas e sexuais. É identificado como um problema de saúde pública pela Direção Geral de Saúde, e preconiza-se como uma das áreas de prevenção prioritária “Violência em meio escolar, incluindo Bullying e comportamentos auto-destrutivos” (DGS, 2004:18) na prevenção de comportamentos de risco. Neste sentido, também a Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular sinaliza a necessidade e importância das escolas desenharem projetos de intervenção na área da promoção da Saúde Mental constituindo-se como temática prioritária da Educação para Saúde. Strech, refere que “a promoção da saúde mental inclui dar condições às crianças e jovens para desenvolverem a sua resistência aos inevitáveis desafios das suas vidas” (2003:23) estabelecendo, claramente, a ligação da promoção da saúde mental à perspectiva salutogénica dos paradigmas de saúde. Assim, o projeto Regras do Jogo visa promover a saúde mental dos adolescentes, direccionando a sua intervenção para a aquisição de competências que promovam a sua saúde e o seu bem-estar pessoal e social (Azevedo & Maia, 2006). Sustentamos este projeto nas orientações das Escolas Promotoras de Saúde, e nos Programa Nacional de Saúde Escolar e Programa-tipo de atuação em Saúde Infantil e Juvenil, que prevêem a promoção da autoestima do adolescente, bem como a progressiva responsabilização pelas escolhas relativas à saúde, assim como no Projeto Educativo da Escola e proposta de Lei para o crime de violência escolar. Métodos: Sabendo que não existe um método consensualmente estabelecido para o registo e monitorização de incidentes violentos nas escolas, esta avaliação constitui-se como um dos grandes desafios para o estudo deste tipo de fenómenos na escola. Assim, numa primeira fase, reuniu-se evidência em documentos de referência da Escola Secundária Dom Manuel Martins, Projeto Educativo e Relatórios de Autoavaliação, confirmando a existência de problemas de indisciplina e comportamentais pelos alunos. Numa segunda fase e, porque, apostámos centrar-nos na dimensão positiva dos adolescentes, procurámos instrumentos de medida que avaliassem outras variáveis para além da violência. Elegemos a Escala Regulatory Emotional Self-Efficacy (RESE), para medir a regulação emocional da auto-eficácia dos adolescentes e também a Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES), instrumento utilizado para a avaliação da autoestima global, assim como o questionário de violência e do bullying, desenvolvido por Carvalhosa (2010). A proposta de intervenção que desenhámos, enquadrou-se na área curricular não disciplinar de Formação Cívica, No 1º período, realizaram-se três sessões dedicadas à preparação da temática e aplicação dos questionários junto dos adolescentes. No 2º período, foram realizadas quatro sessões visando a capacitação dos alunos e uma sessão para capacitação de pais e partilha de percurso de vida, e no 3º período, desenvolveram-se mais duas sessões, destinadas à avaliação do processo e dos resultados junto da turma submetida à intervenção. Resultados: Os resultados obtidos permitiram avaliar diferentes indicadores previstos para cada uma das cinco dimensões da escola promotora de saúde. Assim, previu-se para a dimensão organizacional, implementar um projecto no âmbito da promoção da saúde mental de adolescentes que pudesse integrar o projecto educativo de escola, ocorrendo a sua implementação no ano lectivo em curso cumprindo-se com 100% de sucesso neste indicador. Para a dimensão curricular, previu-se a utilização de metodologias activas e reflexivas visando a aquisição de competências pelos alunos, indicador que obteve 100% de sucesso. Na dimensão comunitária, previu-se o estabelecimento de parcerias, e aumento da participação de pais e encarregados de educação, indicador que obteve 75% de sucesso. Quanto à dimensão ecológica, previu-se um indicador de melhoria do clima grupal intra-turma, e ganho de competências pessoais e sociais em pelo menos

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75% dos alunos que se concretizou. Por último, previu-se para a dimensão psicossocial um indicador em que pelo menos 75% dos alunos reduzissem comportamentos de indisciplina, demonstrando competências de assertividade na relação com os colegas e professores, que foi alcançado nos 2º e 3º períodos durante o período mais expressivo da intervenção, tendo maior relação com os ganhos em saúde mental por parte dos alunos. Discussão: Considerámos neste projecto uma proposta de intervenção na escola, no âmbito da promoção da Saúde Mental, em torno do referencial das Escolas Promotoras da Saúde. Os resultados da intervenção foram bastante positivos verificando-se, inclusive, aumento do sucesso escolar ao longo dos três períodos escolares por parte dos alunos que participaram no projecto. Os ganhos em saúde mental foram essencialmente expressos pelos alunos quanto à redução da vivência de auto e hetero-agressividade, à tomada de consciência de que têm qualidades que desconheciam e à aquisição de competências de maior eficácia na resolução de problemas e na gestão de conflitos com os pares. Autores referem que “o défice de competências sociais está relacionado com diversos fatores internos e externos da história de vida de cada pessoa” Matos (2005:289). Outros estudos demonstram que é possível treinar competências sociais e, a partir destas, produzir na vida dessa criança/adolescente, ganhos a nível social e, alegamos nós ganhos em saúde. Defendemos que promover a saúde mental implica estimular os factores protectores dos adolescentes, e aumentar a sua eficácia no ganho de competências em tomada de decisão por comportamentos saudáveis. Evidência de estudos revela que “os factores protectores podem fortalecer a determinação dos jovens para rejeitarem e evitarem determinadas situações prejudiciais e também inibir as respostas autodestrutivas quando relacionado com o aparecimento de comportamentos como o uso de substâncias, violência ou stress (Filho, 2008). Em termos de sustentabilidade, consideramos que o projeto “Regras de Jogo” surge como proposta conceptualmente sólida e suficientemente clara e simples para poder replicada e adaptada por professores e profissionais da saúde, em qualquer escola, em turmas de 7º ano, pressupondo os ajustes que se considerem indispensáveis à adequação das atividades e à natureza e interesses da(s) turma(s) selecionada(s).

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CONFERÊNCIAS CRONICIDADE: UMA QUESTÃO DE EQUILÍBRIO Anita Vilar, Médica Psiquiatra MÉTODOS DE APRENDIZAGEM AUTOMÁTICA APLICADOS À SAÚDE Hugo Gamboa, Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências e Tecnologia – UNL, Fundador e Director-geral da Empresa PLUX DIREITOS DOS UTENTES DO SISTEMA DE SAÚDE Helena Pereira de Melo, Profª Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa UNIDADES DE AVC: PERSPECTIVAS ACTUAIS Vitor Oliveira, Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia LÍNGUA PORTUGUESA E WEB 2.0: UMA PARCERIA DE SUCESSO Maria do Rosário Rodrigues & Helena Camacho, Docentes da ESE/IPS NA QUINTA DA ALEGRIA: SENSIBILIZAÇÃO DA COMUNIDADE EDUCATIVA PARA A DEFICIÊNCIA Sónia Eleutério, Grupo Concelhio para as Deficiências - Setúbal

EXPOSIÇÃO Trabalhos desenvolvidos pelos estudantes das Escolas no âmbito do Projecto “Na Quinta da Alegria”(Grupo Concelhio para as Deficiências - Setúbal)

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PAINÉIS DE DISCUSSÃO Ana Barros, Fisioterapeuta do Centro de Saúde de São Sebastião – ACES Setúbal e Palmela André Viegas, Fisioterapeuta da Equipa Júnior de Futsal do Sporting Clube de Portugal António Manuel Marques, Coordenador da Pós-Graduação em Saúde Escolar da ESS/IPS, Subdirector da ESS/IPS António Patrício, Cidadão com Diabetes Apolónia Teixeira, Chefe de Divisão de Intervenção Social da Câmara Municipal do Barreiro Armandina Antunes, Enfermeira Chefe do Centro Hospitalar Lisboa Central, Especialista Enfermagem Médico-Cirúrgica Arsénio Gregório, Enfermeiro Supervisor do Hospital do Barlavento Algarvio Ascenção Guerreiro, Médica, Coordenadora da USF Luísa Todi, ACES Setúbal Palmela Carlos Carvalho, Coordenador da Equipa Gestão de Altas do Hospital S. Bernardo-CHS Catarina Santos, Fisioterapeuta do Instituto do Coração Conceição Andrade, Terapeuta da Fala, Hospital Garcia de Orta David Marques, Assessor da Presidente da Câmara Municipal de Setúbal Diogo Pires. Fisioterapeuta da Clínica da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco Eduardo Cruz, Coordenador do Mestrado em Fisioterapia, ramo de especialização músculoesqueléticas da ESS, Subdirector da ESS/IPS Emília Lucas, Psicóloga no Hospital de S. Bernardo-CHS na área de apoio à doença crónica Fernando Trindade, Enfermeiro Chefe do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Setúbal, especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica Filipa Santos, Vogal do Conselho Clínico da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo Gonçalo Leal, Terapeuta da Fala, SpeechCare Gregória Paixão von Amann, Coordenadora do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes, Direcção-Geral da Saúde Hugo Gamboa, Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências e Tecnologia – UNL, Fundador e Director-geral da Empresa PLUX Jaime Pinho, Professor da Escola Secundária D. João II João Filipe Raposo, Director Clínico da Associação Protectora de Diabéticos de Portugal Lina Guarda, Direcção-Geral da Saúde, Responsável Nacional do Programa de Saúde Escolar 54


Lucília Nunes, Coordenadora do Departamento de Enfermagem da ESS/IPS, especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica. Luís Azevedo, Investigador, Centro de Análise e Processamento de Sinais do IST Luís Lopes, Director Executivo da Autoridade Condições de Trabalho (ACT) Luís Mestre, Responsável pela Gestão Integrada da SetúbalTV Lurdes Martins, Coordenadora do Curso de Licenciatura em Enfermagem da ESS/IPS Madalena Gomes da Silva, Coordenadora do Mestrado em Fisioterapia, ramo de especialização Saúde Pública da ESS/IPS Manuela Cabrita, Médica do Trabalho da Volkswagen AutoEuropa Maria Fernanda Trigo Marcelino, Professora de Educação Especial do Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete Maria Fernanda Ventura Presidente da Associação de Mulheres com Patologia Mamária do Barreiro Marisa Guerreiro, Fisioterapeuta, Mestre em Ergonomia, Docente da ESS/IPS Marta Marques, Psicóloga Educacional, Externato Diocesano D. Manuel de Mello Nuno Mourão, Ex-Internacional da Selecção Nacional de Rugby, Ex-Treinador de Escolas de Formação e Equipa Sénior do Técnico Paula Leal, Coordenadora da Pós-Graduação em Saúde Escolar da ESS/IPS Paulo Lima, Coordenador do Mestrado em Higiene e Segurança no Trabalho da ESCE/IPS Quitéria Rato, Médica Cardiologista do Hospital de S. Bernardo, Setúbal Ricardo Matias, Prof. Adjunto, ESS/IPS, Grupo de Investigação Neuromecânica do Movimento Humano. FMH-UTL Rita Fernandes, Co-Coordenadora da Pós-Graduação em Fisioterapia no Desporto, ESS/IPS Rui Fontes, Responsável do Lar SAMS Azeitão, Associação Amigos da Grande Idade Rui Runa, Nutricionista da Equipa Rugby Feminina do Clube Rugby do Técnico Susana Lois, Psicóloga do Serviço de Oncologia do Hospital do Nossa Senhora do Rosário, CHBM Teresa Pires, Professora da E.B. nº 2 do Zambujal, Sesimbra Tiago Melo, Fisioterapeuta da Equipa Sénior de Futsal do Sporting Clube de Portugal Vitor Oliveira, Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia Vitor Pinheira, Sub-Director da Escola Superior de Saúde Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco

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MODERADORES Adriana Freitas, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Ana Gouveia, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Ana Rita Margarida, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Carla Pereira, Prof.ª Adjunta ESS, Departamento de Fisioterapia Cátia Nascimento, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia) Cláudia Bonança, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Cláudio Namora, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Diana Belo, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Fernanda Pestana, Directora da ESS Francisco Queimado, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Helena Caria, Coordenadora Departamento Ciências Biomédicas da ESS Joaquim Gronita, Prof. Adjunto convidado da ESS, Departamento de Ciências Sociais e Humanas José Pinto, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Lesley Ferreira, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Maria Marques, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Patrícia Perpétua, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Rita Valente, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia Sérgio Deodato, Prof. Adjunto da ESS, Departamento de Enfermagem Walter Rodrigues, Estudante do 3ºano da Licenciatura em Fisioterapia

MESTRES DE CERIMÓNIA Simone Cabrito, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Sara Bartolomeu, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Ana Isabel Silva, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Diana Abreu, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Joana Teixeira, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala

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APOIO À ORGANIZAÇÃO Adriana Freitas, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Andreia Damásio, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Beatriz Pacheco, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Carolina Magro, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Cláudia Machado, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Cristina Guerreiro, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Daniela Venâncio, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Élia Marta Nóbrega, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Géssica Nóbrega, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Joana Sousa, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Liliane Gaspar, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Mara Laranjeira, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Márcia Lopes, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Margarida Gonçalves, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Margarida Ravara, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Mariana Rodrigues, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Nádia Oliveira, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Raquel Bernardo, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Raquel Carreira, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Raquel Marques, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia Sara Martins, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Susana Zambujo, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Terapia da Fala Vânia Raposo, Estudante do 4ºano da Licenciatura em Fisioterapia

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Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal Ciclo de Debates | 2012 58


Ciclo de Debates 2012