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Entrevista Seguros para a energia solar fotovoltaica

Agenda Oportunidades de negócio

Desafios Mudanças no marco regulatório

#04 agosto 2019

ano 1

Veículos elétricos COMO ESSES MODELOS DE CARROS DEVEM SER INTEGRADOS À ATUAL REALIDADE ENERGÉTICA?


ÍNDICE

Revista digital

TENDÊNCIA

STAFF Diego Loureiro Presidente

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SUSTENTABILIDADE SOLAR

Alejandro Micó Diretor de operações Marcelo Thomaz Diretor de tecnologia Amanda Pioli Jornalista responsável MTB 74.641/SP Wil Targa Projeto gráfico e diagramação Andréa Ueda Diretora jurídica

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TENDÊNCIAS Smart grids DESAFIOS Mudança regulatória muito antes do tempo ENTREVISTA Seguros para energia solar

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A SEGURANÇA COMO ELEMENTO CENTRAL NA DECISÃO DE CONTRATAÇÃO

AGENDA Networking e conhecimento GLOSSÁRIO Energia solar 101 PROJETO DO MÊS Porto Ferreira (SP)

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CAPA

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INTEGRAÇÃO DO VEÍCULO ELÉTRICO À REDE

EDITORIAL

SOBRE QUATRO RODAS, EM DIREÇÃO AO FUTURO POR AMANDA PIOLI

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JURÍDICO

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ensar em soluções que otimizem o dia a dia e que, principalmente, gerem menos impacto à natureza – que já sofreu mais que o suficiente na mão do homem – deixou de ser “inovador” para se tornar regra. Afinal, é o que precisamos para ter um futuro. Nesse sentido, os veículos elétricos mostram, ainda que a passos lentos no Brasil, que não são uma moda passageira. Os famosos VE se apresentam como uma solução eficiente para diminuir a emissão de CO2, que tanto prejudica o meio ambiente, bem como depende de uma alternativa viável e rentável quando comparada aos combustíveis fósseis que, finitos, sofrem constantemente aumento dos preços. Já tendo o tema aparecido em nossa revista Sunalizer na edição anterior, agora chegou a hora de discutirmos como esses modelos deverão ser integrados à sociedade, de forma que não sobrecarregarem a geração/oferta elétrica – colocando a energia solar mais uma vez como uma ferramenta interessante no leque de soluções. A partir da análise de diferentes características, o assunto é abordado pela nossa colunista convidada Marta Llovera Bonmatí, engenheira e mestre em energia sustentável. Também de olho na expansão das opções energéticas, você encontrará duas visões sobre a importância dos seguros para a tecnologia solar fotovoltaica: de uma óptica jurídica e outra de quem trabalha diretamente com isso (o corretor de seguros). É com essa perspectiva no amanhã, mas sem tirar os pés do hoje, que a Sunalizer busca oferecer as melhores soluções e debates de um setor do qual ouviremos falar cada vez mais.

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FOTO DIVULGAÇÃO

TENDÊNCIAS

SUSTENTABILIDADE

SOLAR

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Com a maior instalação fotovoltaica do Mato Grosso, o Malai Manso Resort se tornou o 1º hotel de lazer do Brasil a operar 100% com energia solar própria

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m uma área de 117 hectares, cercada pela Chapada dos Guimarães e à beira do Lago do Manso, um resort chama atenção em meio a essa natureza exuberante, localizada há cerca de uma hora de Cuiabá (MT). Mas se o cenário já não fosse suficiente, uma característica especial o colocou em destaque quando o assunto é meio ambiente: um projeto ambicioso de energia solar, que atende 100% da demanda energética de suas 353 acomodações. No total, são gerados 350MW mensais de energia. Apostando (e investindo) nessa fonte limpa e renovável, o Malai Manso Resort Iate Convention & Spa colocou seu projeto solar para funcionar no início de junho de 2019, sendo ele parte do ECO Malai, iniciativa cuja premissa é incentivar a sustentabilidade dentro do resort.

“Como em nossa região é verão praticamente o ano todo, temos um ambiente perfeito para geração solar. Além da energia limpa, o custo/benefício é alto devido à economia financeira que o projeto possibilitará em longo prazo”, explica Tiago Cabau, diretor operacional do Malai Manso. Planejada desde o início para atender 100% da demanda de energia do empreendimento e com probabilidade de uma produção extra de 20%, a usina solar instalada conta com 6.166 módulos, que geram 350MWh/mês, resultando em uma economia de aproximadamente R$322 mil mensais – a qual possibilitará

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que o retorno do investimento de R$8,3 milhões aconteça em cerca de dois anos e meio. “O projeto, além de potencializar a produção de energia, contribuirá com a redução da impressão de CO2 no meio ambiente e dos gastos do resort com energia elétrica”, destaca Cabau. Utilizando do sistema de tracker, que potencializa a produção energética em 25%, o parque solar foi construído em uma área de oito hectares, sendo a maior instalação fotovoltaica do Mato Grosso e tornando o Malai Manso o 1º resort do Brasil a operar 100% com energia solar própria. Segundo o diretor, com um projeto muito bem planejado e profissionais especializados, a instalação da tecnologia ocorreu de maneira descomplicada e, desde que entrou em operação, não houve nenhuma falha – “inclusive, foram realizados todos os testes e ajustes necessários antes do início do funcionamento”. Dessa forma, o parque solar do resort soma e potencializa uma série de medidas sustentáveis tomadas pelo estabelecimento desde a sua inauguração, em 2017, que também tem como forte meta a preservação dos recursos naturais existentes às margens do Lago do Manso. Para tal, entre as demais ações colocadas em prática estão o controle de erosão e assoreamento; o monitoramento e a manutenção da fauna terrestre, da qualidade da água superficial e subterrânea, e da qualidade do ar; o gerenciamento e a disposição dos resíduos sólidos; a recuperação das áreas alteradas; a busca permanente de fornecedores e produtos que desempenham suas atividades de forma a não agredir o meio ambiente e preservá-lo; e a priorização da aquisição de equipamentos eletrônicos de baixo consumo de energia, como sensores de presença e lâmpadas econômicas.

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TENDÊNCIAS

SMART GRIDS:

conceito e benefícios para o sistema elétrico

A rede acabará mudando em direção a uma realidade em que sensores situados em todos os seus pontos enviarão sinais até os dispositivos de controle, os quais, por sua vez, mandarão ordens de operação a ativos estrategicamente posicionados

J ALEJANDRO MICÓ Diretor de operações da Sunalizer

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á faz alguns anos que escutamos o termo “smart grids” ou “redes inteligentes”, mencionado, nos meios de comunicação, como um conceito inovador, tecnologicamente moderno e que pode mudar a vida de muitas pessoas. Mas, depois de todo esse tempo, entendemos realmente o conceito e os benefícios que esse tipo de tecnologia pode nos oferecer? As smart grids nascem da combinação das tecnologias de informação e comunicação com aquelas de automatização e controle situadas dentro das redes e sistemas elétricos, os quais, em geral, são compostos, há mais de 100 anos, de plantas geradoras de energia e linhas elétricas de transporte, transmissão e distribuição. Mas a tecnologia evoluiu de forma impressionante nos últimos 20 anos. Estamos falando de energias renováveis, sistemas de armazenamento e veículos elétricos – todos experimentando a diminuição dos custos de instalação, o que faz com que sua implantação em nossos sistemas elétricos esteja crescendo e que o controle desses ativos precise de um nível muito alto de gestão, em tempo real, para garantir seu correto funcionamento. A queda nos preços, por sua vez, também afetou as tecnologias de informação.

Sendo assim, é nessa união de utilidades em que se baseia as smart grids, cujo objetivo nada mais é que conseguir um fornecimento de energia de melhor qualidade, mais confiável e que garanta um fluxo de forma segura desde e até todos os pontos da rede.

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O CORAÇÃO DA TECNOLOGIA

O DIA SEGUINTE

E o que acontecerá no futuro quando a entrada desses pequenos projetos de geração for ainda maior e a estabilidade da rede acabar sendo afetada? Será necessária a instalação de sistemas de armazenamento com capacidade de resposta rápida frente às flutuações dos parâmetros, compensação de potência em pontos distantes da rede elétrica e intermináveis influências derivadas de tal tendência para que nenhum caso seja impossível de solucionar. A rede acabará mudando em direção a uma realidade em que sensores situados em todos os seus pontos enviarão sinais até os dispositivos de controle, os quais, por sua vez, mandarão ordens de operação a ativos estrategicamente posicionados. Estamos falando não só de equipamentos e dispositivos instalados na rede por empresas elétricas, como também de nós, como usuários, ter o poder, se IMAGEM ILUSTRATIVA/DIVULGAÇÃO

As distribuidoras elétricas realizaram, nos últimos anos, grandes esforços para conhecer, em tempo real, os parâmetros de operação das redes e também o consumo legítimo dos usuários. Dessa maneira, tentam otimizar a geração, ajustando-a ao consumo e reduzindo as tarifas de energia e as eventuais perdas da rede. Mas a instalação de projetos de geração de energia com fontes renováveis, entre as quais a maior parte é solar fotovoltaica, possui um objetivo ainda maior. Esses planos geram energia unicamente em determinadas horas e variam a potência de saída de acordo com modificações incessantes das condições climáticas, como temperatura e aparecimento de nuvens. Por isso, as redes elétricas precisam se adaptar a esse tipo de mudança dinâmica, muitas vezes de forma antecipada, para que não sofram variações na oferta.

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quisermos, de ceder o controle remoto dos sistemas fotovoltaicos, baterias e veículos elétricos, a fim de injetar ou absorver energia, regulando ou corrigindo os parâmetros da rede, e receber, por isso, uma remuneração econômica. Os edifícios com grandes consumos, também como exemplo, contarão com smart grids dentro de smart grids, as quais, em nível interno, regularão seus ativos – estacionamento com veículos elétricos, painéis fotovoltaicos, sistemas de ar condicionado, iluminação, calefação, entre outros – com o objetivo de realizar diferentes estratégias de otimização. Colocado de outra forma, é dizer que será priorizado o consumo de energia que tenha maior porcentagem procedente de sistemas renováveis, reduzindo o custo de energia ou regulando a demanda total para que seja a mais constante possível.

BENEFÍCIOS DURADOUROS

Em médio e longo prazos, os prosumidores (termo que, no universo energético, designa aquelas pessoas e empresas que possuem um sistema de geração distribuída, contribuindo e consumindo energia da rede, dependendo do momento do dia) participarão de um mercado de transação livre de energia, em que poderão escolher se querem injetar sua energia na rede, pelo preço daquele mesmo instante, armazená-la em suas próprias baterias a fim de liberar para a rede mais tarde (quando o preço for mais alto), decidir para que “vizinho” desejam vender a energia e a que preço, ou, ainda, ceder a uma escola ou ONG. As possibilidades são inúmeras. Em conclusão, podemos dizer que a inserção de uma camada de inteligência em toda a rede permitirá não somente a troca de dados entre empresas distribuidoras de eletricidade, provedores de serviços e usuários finais, como também o desenvolvimento de novos serviços e funcionalidades, equilibrando melhor a oferta e a demanda entre produtores e consumidores, e pavimentando o caminho para uma transição até uma matriz muito mais sustentável e eficiente.

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CAPA IMAGEM ILUSTRATIVA/DIVULGAÇÃO

INTEGRAÇÃO DO VEÍCULO

ELÉTRICO À REDE

Como esses modelos de carros devem ser integrados à realidade da sociedade? É necessário um planejamento eficiente para que a demanda energética não seja superior à quantidade gerada

D MARTA LLOVERA BONMATÍ Engenheira e mestre em energia sustentável: ciência tecnologia e gestão

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emonstrando sua confiabilidade e suas vantagens, o veículo elétrico (VE) tem despertado o interesse de muitas pessoas, organizações e da maioria dos fabricantes de automóveis. É estimado que o setor da mobilidade já tenha investido mais de US$90 bilhões para o desenvolvimento de versões leves e as previsões das montadoras indicam que o número de modelos de VE no mercado até 2025 será de 400 (frente aos 165 disponíveis atualmente). Muitos governos também estão cada vez mais interessados no fomento dessa nova tecnologia e na integração de carregadores de veículo elétrico nas zonas públicas, já que veem nelas um grande potencial para reduzir as emissões de CO2, das quais o setor de transporte responde por 23%. Segundo as decisões tomadas na COP21, realizada em Paris em 2015, a proporção das vendas de veículos elétricos sobre o total deverá aumentar do 1% atual para 70% em 2050, elevando (e muito!) as perspectivas de crescimento desse mercado. Contudo, sem dúvidas, é necessário que as condições de compra e uso do VE mudem para que tal objetivo seja possível.

IMPACTOS

A implementação desses carros tem um objetivo claro: reduzir as emissões de gases de efeito estufa diante da emergência climática global que estamos vivendo. Porém, sua introdução em nossas vidas trará outros impactos além dos ambientais. Em nível individual, a mudança de um exemplar de combustão clássico para um elétrico impactará em nossos hábitos e costumes, especialmente devido ao abastecimento não ser mais feito primordialmente nos postos de gasolina, nem com a mesma velocidade, nem com a mesma frequência. O uso do VE obrigará o usuário a planejar a carga do veículo de forma que não prejudique suas necessidades. Por exemplo: para usar o carro em suas atividades cotidianas, deverá fazer o carregamento em casa durante à noite, no trabalho ou até enquanto faz compras ou está no cinema.

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HOJE X AMANHÃ

Se o sistema de recarga for desenvolvido e planejado de forma eficiente, o abastecimento de energia do veículo elétrico será até mais confortável que do veículo tradicional, já que não teremos que mudar nossos roteiros nem nossos planos para ir ao posto de gasolina. Globalmente, a integração do VE pode-

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rá supor um incremento considerável da demanda de energia elétrica e, portanto, um grande impacto na rede elétrica. O tamanho do choque dependerá da quantidade de automóveis integrados, da velocidade da introdução desses modelos e do esforço de adaptação da rede elétrica à nova situação e à nova demanda.

Atualmente o mercado do veículo elétrico no Brasil é quase insignificante: eles representam apenas 0,2% das vendas totais de carro no país. Isso significa quase 4 mil unidades por ano em um passado recente, sendo que o número de VE em circulação está por volta de 16 mil unidades. Tendo em conta que o número total de veículos leves no Brasil é de 48,2 milhões, os elétricos contribuem apenas com 0,03%. No entanto, é previsto um forte aumento das vendas nos próximos anos, chegando à projeção de cinco a 13 milhões em 2030 (de 10 a 26% do total de veículos no país).

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CAPA

QUAL PODE SER O IMPACTO DO VE NA DEMANDA ELÉTRICA?

Como a quantidade dos carros elétricos no Brasil ainda é muito pequena, não existe um impacto significativo na demanda de energia nacional. Entretanto, considerando as melhores previsões para o mercado (13 milhões

de elétricos em 2030), o aumento da necessidade energética anual no Sistema Interconectado Nacional (SIN) previsto seria de apenas 1,7% – ou seja, esses veículos terão um baixo impacto na rede elétrica.

IMPACTO DO VE NA DEMANDA DE ENERGIA

Aumento da demanda de energia elétrica anual no SIN em função do número de veículos elétricos em circulação

Se o crescimento da demanda de energia elétrica anual tivesse um comportamento linear em relação ao número de veículos elétricos em circulação, o aumento da demanda poderia chegar a 6,5% no caso extremo de 100% dos veículos serem elétricos. Os dados apresentados, por sua vez, consideram só o aumento de energia anual, mas não levam em conta como essa energia se distribui no tempo e como pode afetar a potência total caso a demanda necessária aconteça nos momentos menos adequados. Geralmente, a curva de demanda elétrica enfrenta dois picos diários: o primeiro, no início do dia, e o segundo, no fim. Mesmo assim, essa curva pode mudar muito em função da época do ano, do clima na região e, inclusive, do dia da semana.

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NECESSIDADE DE UMA BOA GESTÃO DO CARREGAMENTO

No caso de um usuário de veículo elétrico, o padrão “normal” será que o carro seja ligado à eletricidade sempre que chegar ao lugar de destino. Assim, os momentos mais típicos para fazer a recarrega será, provavelmente, por volta das 8-9h, no trabalho (desde que o local tenha pontos de carga) e por volta das 17-19h, em casa – períodos os quais coincidem com os picos de consumo mais significativos do dia. Por consequência, se o incremento da demanda elétrica anual se concentrar nesses momentos do dia e o carregador for capaz de fornecer uma grande potência, o pico poderá ser ainda mais elevado e sobrecarregar os pontos de distribuição. Para o usuário, se o carregamento do carro for feito no mesmo momento

em que a casa já demanda mais energia, isso resultará no aumento do consumo e da fatura de luz. É por isso que uma gestão eficiente é imprescindível. A fim de evitar esse tipo de coincidência, o momento de recarga tem que ser planejado de tal forma a distribuir a demanda ao longo do período em que o veículo está estacionado, aproveitando as horas de menor consumo. Normalmente, os veículos ficam parados por períodos de mais de 8 horas (em casa e no trabalho), sendo que o tempo para carregar o mínimo necessário é de 30 minutos a 1 hora. Sabendo disso, seria possível a melhor distribuição da demanda, proporcionando maior eficiência, ao reduzir o aumento repentino da potência demandada.

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“A implementação desses carros tem um objetivo claro: reduzir as emissões de gases de efeito estufa diante da emergência climática global que estamos vivendo.” PARTICIPAÇÃO DO VE NO MERCADO ELÉTRICO

Além de evitar um aumento na fatura da luz, o usuário pode ser beneficiado ao adaptar a rotina de recarga do seu veículo às necessidades da rede elétrica. Isso porque, sempre que o VE estiver conectado à rede e com capacidade de bateria livre, a recarga é flexível e controlável, fornecendo um serviço de balanço na rede elétrica. Ou seja, uma vez que o prosumidor estará impactando positivamente na distribuição ao permitir que a carga do seu veículo seja controlada por um agente de mercado. Explicando melhor: geralmente, o mercado elétrico funciona realizando suas previsões de consumo (demanda) e geração (oferta) diárias sempre com um dia de antecedência. Essas previsões,

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por meio de um sistema marginalista e considerando as restrições do Operador do Sistema de Transmissão (TSO), ajudam a fixar o preço da energia em cada momento diário. No dia seguinte, então, o TSO e o Operador do Sistema de Distribuição (DSO) precisam se encarregar de distribuir a energia gerada e demandada no lugar de destino segundo às previsões do dia anterior. Uma vez que os dados não são exatos, às vezes ocorrem desigualdades entre a demanda real e a prevista, criando disparidades entre a geração e a demanda instantânea. É aí onde se ativam os mecanismos de compensação ou de equilíbrio, os quais buscam estabilizar a rede quase em tempo real.

No caso de a geração estar sendo maior que a demanda, alguma usina terá que reduzir a sua produção ou uma indústria com carregamento flexível, por exemplo, terá que aumentar o seu consumo durante esse tempo que a rede estará desequilibrada. Pelo contrário, se a demanda de energia for menor que a qual está sendo produzida, alguma usina terá que aumentar a sua produção ou alguma carga deverá ser desligada para diminuir a demanda. O método para solucionar essa disparidade dependerá do preço ofertado e da decisão do TSO ou do DSO, que será condicionada pela velocidade de atuação do mecanismo ofertado, do tempo previsto da desigualdade e da localização dessa disparidade.

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CAPA

“O abastecimento de energia do veículo elétrico será até mais confortável já que não teremos que mudar nossos roteiros para ir ao posto de gasolina.”

Graças à flexibilidade da recarga do veículo elétrico em relação à capacidade de ser controlada e o tempo que os veículos podem estar estacionados e ligados na rede, um conjunto desses carros tem um grande potencial para participar dos serviços de balanço do sistema elétrico. Mas para se envolver no mercado é preciso ser capaz de fornecer uma capacidade significativa. Por isso, um carro elétrico não pode oferecer um serviço ao mercado sozinho, sendo necessário agregar suas capacidades às de vários outros e isso deve ser feito por uma

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entidade capaz de gerir e controlar os pontos de recarga. Contudo, vale ressaltar que no Brasil, como em alguns outros lugares do mundo, a regulação não permite oferecer esse tipo de serviço.

O QUE AINDA É PRECISO

Até pouco tempo atrás, as comunicações usadas nos equipamentos de recarga não permitiam uma gestão remota e, por isso, a maioria dos que já estão instalados ainda não admitem essa funcionalidade. Mas os novos modelos que estão sendo lançados

no mercado já são desenhados para que possam ser controlados de forma remota por um gestor da carga ou pelo próprio usuário. Ainda assim, um bom sistema de gestão, que consiga de identificar as necessidades da rede e se comunicar com os agentes do mercado elétrico e com os pontos de recarga em tempo real, é necessário para o êxito da implementação do veículo elétrico na rede. E, sobretudo, é preciso uma mudança nas regulamentações para facilitar e fomentar a participação desses novos serviços no sistema elétrico.

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DESAFIOS

MUDANÇA REGULATÓRIA MUITO ANTES DO TEMPO O debate em curso sobre a atualização da Resolução Normativa 482 tem imputado grande risco de retrocesso à economia brasileira caso as regras atuais não sejam mantidas

BÁRBARA RUBIM CEO da consultoria Bright Strategies, especializada na construção e elaboração de modelos de negócios customizados na área de energia solar fotovoltaica na modalidade geração distribuída

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or mais que nossa economia tenha dado sinais tímidos de retomada de crescimento, o Brasil está muito aquém do seu potencial e ainda padece com uma alta taxa de desemprego e retração em grande parte dos setores produtivos que historicamente sempre movimentaram a atividade econômica nacional. Entretanto, na contramão do atual cenário de baixo desenvolvimento, que tem se prolongado já há alguns anos, um setor em especial desponta como uma importante locomotiva econômica. Trata-se da energia solar na modalidade de geração distribuída, em que consumidores se tornam produtores de eletricidade com a utilização de telhados, fachadas e pequenos terrenos.

Atualmente, o setor de geração solar distribuída emprega cerca de 20 mil trabalhadores e possui aproximadamente 827,5MW de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produções rurais e prédios públicos. São mais de 79 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a quase 100 mil unidades consumidoras, somando mais de R$4,8 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos em todas as regiões do país. O debate em curso sobre a atualização da Resolução Normativa 482, promulgada em abril de 2012 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permitiu aos consumidores gerar e consumir a sua própria eletricidade a partir de fontes renováveis, tem, por sua vez, imputado um grande risco de retrocesso à economia brasileira caso as regras atuais não sejam mantidas. A grande discussão nesse caso é o fato de a Análise de Impacto Regulatório (AIR) da agência ter ignorado importantes benefícios que a geração solar distribuída agrega ao país, tais como geração de empregos, diversificação da matriz elétrica e postergação de investimentos em transmissão e distribuição de eletricidade. Como a tecnologia solar fotovoltaica ainda está em fase de desenvolvimento no Brasil – representando uma pequena parcela no total de consumidores de energia elétrica –, é muito cedo para uma eventual atualização do modelo regulatório. Para se ter uma ideia, o país possui hoje mais de 84 milhões de clientes cativos ligados às distribuidoras e a geração distribuída com energia solar atende apenas 80 mil consumidores. As autoridades brasileiras e os agentes reguladores devem levar em conta também o próprio desejo da população brasileira. Segundo pesquisa de 2018 do Ibope Inteligência, nove em cada 10 brasileiros deseja gerar a sua própria energia em casa.

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ENTREVISTA

SEGUROS PARA ENERGIA SOLAR:

como e porque não deixar de ter um! Entrevistamos o corretor de seguros Gustavo Borges sobre a contratação desse serviço por aqueles que desejam ter sua própria geração elétrica a partir da energia solar – um tema ainda pouco observado no mercado, mas que merece a devida atenção

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ostumeiramente feitos para casas, carros e até mesmo a vida em si, os seguros desempenham um papel muito importante na compra ou contratação de bens e serviços. Eles garantem o ressarcimento financeiro e, consequentemente, dão uma certa tranquilidade caso algo dê errado – desde erro de funcionamento até dano irreversível. Contudo, na área energética, eles parecem ainda não ter ganhado a devida relevância – e tal negligência pode significar sérios problemas no futuro. Mas o fato é que, assim como em outros segmentos, eles existem e possuem diferentes modelos, oferecendo cobertura de danos causados aos equipamentos fotovoltaicos (a partir da instalação) até problemas em sua operacionalização. Eles podem ser contratados tanto por pessoa física quanto jurídica. Ciente da importância do tema, conversamos com o corretor de seguros Gustavo Borges, que é também diretor comercial da GB Seguros, para que ele esclarecesse as principais dúvidas sobre o assunto. Confira a seguir nosso bate-papo:

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Quais os tipos de seguro para a energia solar fotovoltaica? São três tipos principais de seguro, de acordo com o “momento” do processo. São eles: ■■ Risco de engenharia (instalação e montagem) ■■ Seguro equipamento fotovoltaico ■■ Responsabilidade civil Quais as especificidades de cada um? ■■ Risco de engenharia: nessa modalidade, o integrador possui a proteção contra os riscos existentes durante a instalação e montagem do sistema. ■■ Seguro equipamento fotovoltaico: destinado ao cliente final, o seguro para o sistema gerador é um produto completo para a proteção contra os riscos externos (vendaval, danos elétricos, entre outros). ■■ Responsabilidade civil: garante a segurança financeira do integrador, em decorrência de ações judiciais oriundas de danos matérias e/ou corporais.

Na questão de equipamentos, quais itens possuem cobertura do seguro? ■■ Risco de engenharia: serão cobertos os danos causados a todos os equipamentos e ao imóvel (do local de instalação), assim como danos materiais, corporais e morais causados a terceiros. ■■ Seguro equipamento fotovoltaico: ampara o sistema fotovoltaico – módulos solares, inversor, cabeamento e estrutura. ■■ Responsabilidade civil: cobertura para danos materiais, corporais e morais causados a terceiros, assim como lucro cessantes a terceiros. Qual o processo para obter um seguro? Atualmente, nosso processo é muito simples. Para ter o orçamento, basta informar à nossa área comercial alguns dados básicos como razão social, CNPJ, data do início da instalação e montagem, previsão de término, valor do projeto e endereço do local da instalação. Em breve, inclusive, lançaremos um aplicativo para as plataformas Android e iOS, no qual o integrador e/ou cliente que comprou o sistema poderá solicitar seu orçamento para as modalidades de seguros disponíveis.

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Quais as características da asseguradora o consumidor deve observar antes de contratar um seguro? O ponto mais relevante que deve ser considerado é realizar a contratação do seguro sempre por meio de um corretor devidamente registrado na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), buscando, junto ao profissional, referências sobre a seguradora que administra o seguro. A experiência e o conhecimento referentes ao segmento certamente será um grande diferencial. Quais os perigos do consumidor/gerador de energia solar ficar sem seguro? Acreditamos que o principal fator para a aquisição de um sistema solar é a projeção de economia demonstrada ao cliente, o qual realiza um investimento visando a tal objetivo. Deixar de contratar um seguro específico para essa modalidade coloca em risco todo o planejamento financeiro realizado. Afinal, a queda de um raio, por exemplo, pode inutilizar todo o sistema – e, por tratar-se de bem ao ar livre, os equipamentos estão expostos a riscos naturais.

a equipe está exposta e que pode vir a ocorrer, como danos causados por água, ao imóvel e indenizações decorrentes de acidentes no local de trabalho com funcionários/terceirizados. Como está o mercado de seguros no país? Ele vem acompanhando o crescimento da tecnologia? Existia uma grande procura por essa modalidade de seguros, mas foi reprimida pela inexistência de produtos específicos. No segundo trimestre deste ano, as seguradoras intensificaram a comercialização destinada a esse segmento, melhorando a previsão que o segmento acompanhará os números do mercado solar. Como é esse mercado brasileiro comparado ao internacional? Assim como o mercado solar, que se apresenta em franca expansão, ele ainda é pequeno se comparado ao internacional. O segmento segurador encontra-se em estágio embrionário, já que está em fase de elaboração/aperfeiçoamento de produtos.

Os instaladores também devem contar com seguro?

Já existem dados, a respeito de valores, sobre o segmento de seguro solar?

A qualificação e a preparação são fundamentais. Entretanto, por mais preparado que a equipe de instaladores esteja, imprevistos acontecem. É neste momento que ter o seguro faz toda a diferença. A solução em seguros que apresentamos ao instalador visa garantir a segurança e a tranquilidade na execução do projeto. Nosso produto ampara em eventual sinistro e contra os principais riscos que

Conforme mencionado, esse mercado segurador é incipiente, tendo em vista que as seguradoras estão em fase de desenvolvimento/aperfeiçoamento dos produtos para tal nicho. Contudo, ele se demonstra tão promissor quanto o da energia solar em si. Estimamos que a GB Seguros, por exemplo, ao longo de 2019, supere R$500 milhões de massa assegurada.

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JURÍDICO

A SEGURANÇA

como elemento central na decisão de contratação

Se os riscos são inerentes à realidade humana, é imprescindível nos cercar de maior segurança por meio da contratação de seguros para atividades laborativas e prestacionais de terceiros no dia a dia

O ANDRÉA SILVA RASGA UEDA Diretora jurídica da Sunalizer

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s riscos estão presentes em nossas vidas diariamente, seja no desempenho de nossas atividades profissionais e pessoais, seja nos serviços ou produtos que adquirimos ou recebemos de terceiros. Conforme apontam Armando Castelar Pinheiro e Jairo Saddi, o “risco é uma incerteza estatisticamente mensurável”, ao qual “embute, portanto, uma ideia acerca dos estados da natureza que poderão ocorrer no futuro e alguma avaliação” quanto à “probabilidade de que cada um deles [os estados] venha a se materializar”. A economia muito bem trata desses riscos, a forma de sua apuração e as

diferentes teorias para sua mitigação, mas, na verdade, nas relações sociais e negociais com as quais temos que lidar em nossas rotinas, o direito emoldurou a figura do contrato de seguro, de modo a buscar trazer segurança jurídica para as situações pessoais e profissionais nas quais nos inserimos. Assim, temos que o legislador nacional, por meio do Código Civil (Lei nº 10.406/2002) disciplinou tal documento como aquele por meio do qual “o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo à pessoa ou à coisa, contra riscos predeterminados.” (art. 757)

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apresentem apólices de seguro para o desempenho de suas atividades e para a pós-instalação dos produtos ou equipamentos? De que forma podemos ficar tranquilos em situações de danos que venham a ocorrer com os funcionários, nossas residências (ou comércios), bens de nossa propriedade ou, até mesmo, pessoas de nossa família?

DESFAZENDO ENGANOS

TIPOS DE SEGURO

É muito comum as pessoas contratarem seguros de vida, residenciais, comerciais e de veículos, os quais são feitos para assegurar que o “dano” a um dos bens segurados – vida ou patrimônio material – possa ser reparado ou indenizado pela companhia de seguro autorizada legalmente a atuar, desde que de acordo com as situações pactuadas contratualmente. Esses tipos de contratos de seguros já são parte da rotina das pessoas e, ainda que não tenham cunho profissional, ou seja, que estejamos falando de um vínculo pessoal com a sua residência ou sua vida e de seus familiares, são firmados e aceitos de forma tranquila pelas pessoas. Na verdade, mais. As pessoas vão atrás da formalização deles porque estão cientes dos riscos a que tais bens estão expostos. Mas e nas relações diárias de execução de serviços? Aquelas que mantemos com os respectivos prestadores que vêm às nossas residências efetivar instalações de equipamentos ou a fim de realizar serviços de mão de obra, como os desempenhados por pintores, encanadores, mestres de obra ou eletricistas? Quem de nós acaba perguntando ou exigindo que tais prestadores nos

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Infelizmente, nossa cultura social encara os contratos de seguros como algo custoso e burocrático, às vezes até como algo desnecessário, visto que assumimos os riscos sem sequer pensar na probabilidade de sua ocorrência. Não estamos acostumados a nos debruçar sobre nossos direitos e deveres, sequer a tratar de modo mais formal essas relações com prestadores de serviços e instaladores de produtos, julgando que a formalidade é algo, por si só, burocrática e trabalhosa e que deve ser observada apenas por sociedades empresariais/corporações. Simples e triste engano. O importante é sempre nos precavermos contra possíveis acidentes e danos, em especial se forem possíveis de ocorrer aos nossos entes ou dentro de nossas residências.

SEGURO NA ENERGIA SOLAR

A nova indústria que tem se desenvolvido no campo da geração distribuída de energia solar e atraído muitos profissionais (como instaladores e vendedores dos projetos de engenharia), deve estar preparada para acompanhar as possibilidades de riscos envolvidos nas etapas para que se chegue a uma unidade geradora-consumidora instalada e operante. Com esse olhar nos possíveis danos ocorridos nesse mercado, vemos que duas modalidades de seguros são importantes e devem ser firmadas e asseguradas por aqueles que se dedicarão a tais atividades no local em que será o ponto de geração distribuída: o seguro referente à instalação e à montagem dos painéis fotovoltaicos e o seguro dos equipamentos fotovoltaicos propriamente ditos.

O primeiro, com cobertura contra incêndios, vendavais, granizo e responsabilidade civil, e o segundo, cobrindo todos os equipamentos e seus componentes contra danos acidentais, roubo ou furto qualificado, vendaval, queda de raio, granizo, dentre outras situações passíveis de gerar danos. É justamente nessa linha de atuação, preocupada com a boa experiência de seus clientes com a tecnologia e ciente das ainda fragilidades do mercado, que a Sunalizer, enquanto corporação que preza pelo bem-estar da sociedade em que atua, oferece, por meio de sua plataforma, instaladores que atuarão já devidamente segurados no desempenho de suas atividades de instalação e montagem, bem como para equipamentos instalados, de acordo com as regras contratuais, aos seus clientes (que serão os prosumidores). Os seguros são ferramentas não apenas para os segurados que dele diretamente se beneficiam na hipótese de um problema, mas, acima de tudo, instrumentos de equilíbrio social e financeiro, reduzindo perdas, judicialização e impulsionando a economia. A contratação do seguro ajuda no gerenciamento eficiente do risco, o qual é transferido a um terceiro (segurador) que, com a ocorrência do sinistro, assumirá a responsabilidade financeira de recompor o patrimônio prejudicado ou, em valores matemáticos, ajudar na recomposição financeira face a perda do que foi assegurado. É algo essencial e que deve ser encarado e realizado como parte da nossa busca pela segurança nas relações pessoais e profissionais, já que o risco, conforme dito, é inevitável em nossas vidas. Não podemos mais deixar de avaliar os riscos envolvidos em nossas rotinas e relações negociais diárias. Contudo, mais que isso, devemos calculá-los e buscar mitigá-los por meio de uma contratação adequada de seguros condizente com tais atividades e riscos.

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AGENDA

NETWORKING E

CONHECIMENTO:

oportunidades no 2º semestre O exponencial crescimento da energia solar no Brasil, bem como de outras fontes energéticas renováveis, tem como reflexo o aumento de eventos relacionados a elas

C

orrespondendo à expansão dessa procura por energia solar, entre outras tecnologias sustentáveis, diversos eventos estão sendo organizados para colocar players do setor em contato, além de divulgar informações do assunto a partir de várias perspectivas. Assim, seus principais objetivos são a disseminação do conhecimento e a elucidação de dúvidas – evitando, ou pelo menos minimizando, erros na área. Confira alguns dos que estão marcados para o segundo semestre de 2019 e já anote em sua agenda:

I SEMANA DO PSE: DESAFIOS E OPORTUNIDADES NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA Quando: 20 a 22 de agosto, das 8h às 17h Onde: Auditório ID2 da Faculdade de Engenharia Mecânica (Rua Mendeleyev, 200, Cidade Universitária) – Campinas/SP Proposta: Voltado a alunos de pós-graduação e profissionais em soluções para microgeração, empreendedores e geradores de energia, empresas de energia elétrica, agências reguladoras, empresas de prestação de serviços e aplicações, fornecedores de produtos e tecnologias, e instituições de pesquisas. O evento tem como objetivo promover a integração desses profissionais a partir da discussão de vários temas do setor energético.

INTERSOLAR SOUTH AMERICA

4º CONGRESSO BRASILEIRO DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA (CBGD) Quando: 13 e 14 de novembro, das 8h30 às 19h Onde: Centro de Convenção de Olinda (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho) – Olinda/PE Proposta: Promovido com apoio da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) e da Associação Mundial de Bioenergia (WBA), o CBGD é um espaço para discussões sobre atualidades e tendências do mercado, além da exposição de novas tecnologias e pesquisas realizadas pelo setor acadêmico da área.

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Quando: 27 a 29 de agosto, das 12h às 20h Onde: Pavilhão Branco do Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme) – São Paulo/SP Proposta: Com projeção de mais de 20 mil visitantes e 240 expositores, a exposição é considerada a maior feira e congresso da América Latina do setor de energia fotovoltaica. Tendo como público-alvo instaladores e integradores; distribuidores; construtores e arquitetos; fabricantes e fornecedores; investidores; profissionais da rede elétrica e autoridades relacionadas a políticas públicas, a Intersolar discutirá temas como energia fotovoltaica, tecnologias de produção FV e armazenamento de energia.

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GLOSSÁRIO

ENERGIA SOLAR 101

Para que você fique cada vez mais por dentro desse universo, o glossário Sunalizer traz as principais palavras e expressões associadas à geração de energia fotovoltaica e às fontes renováveis * Absolar: Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, responsável por congregar empresas da cadeia produtiva do setor fotovoltaico com operações no Brasil.

* Autossuficiência energética: produção da própria energia consumida, a partir de algum sistema de geração, livrando o consumidor/produtor da dependência da energia gerada pelas distribuidoras ou concessionárias.

* Célula fotovoltaica: dispositivo elétrico capaz de converter a energia da luz do sol em eletricidade. Também chamado de “célula solar” ou “célula de energia solar”.

* Concessionária: empresa que atua na transmissão, geração e distribuição de energia elétrica., sendo cada região atendida por uma empresa diferente.

* Corrente contínua: corrente de energia elétrica gerada pelos módulos fotovoltaicos.

* Corrente alternada: corrente de energia elétrica utilizada pelos equipamentos eletroeletrônicos de residências ou empresas. A rede pública de energia e o inversor solar utilizam esse formato de energia, que converte a corrente contínua.

* Geração centralizada: geração de energia elétrica por grandes fontes geradoras, como usinas solares de grande porte.

* Tempo de retorno do investimento (no inglês “payback”): período compreendido entre o investimento inicial e o momento em que os rendimentos acumulados se tornam iguais ao valor desse investimento. Ou seja, é o tempo necessário para que a tecnologia “se pague”.

* Usina solar: estrutura composta por vários painéis fotovoltaicos para geração de energia elétrica em grande escala.

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PROJETO DO MÊS

PROJETO DO MÊS Conheça mais e acompanhe os resultados dos projetos assessorados pela Sunalizer

PROJETO SOLAR RESIDENCIAL Localização: Porto Ferreira (SP) Quantidade de painéis: 8 Potência instalada: 2,64kWp Energia média mensal: 310kWh Economia por ano: R$2.530 Economia esperada em 20 anos: R$238.000 Tempo de retorno do investimento: 4,3 anos

OPINIÃO DO CONSUMIDOR:

“A ideia de realizar a instalação de um sistema fotovoltaico em minha residência surgiu principalmente devido à redução nos custos de sua implantação, o que levou a um menor tempo de retorno. No entanto, esse barateamento dos sistemas de geração solar vem junto com o surgimento acentuado de novos instaladores, que nem sempre possuem adequado conhecimento técnico na área. Foi aí que a Sunalizer entrou de forma cirúrgica. Com seu know-how de

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vários anos atuando na área de geração de energia, sua equipe dimensionou a potência do sistema a ser instalado com base em meu consumo, bem como fez a cotação com diversos instaladores previamente qualificados e ranqueados pela empresa. A instalação foi um sucesso e, durante todo o processo, pude contar com o auxílio sempre prestativo e atencioso dos profissionais Sunalizer.” Otávio Henrique Borges, engenheiro de materiais

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Revista Sunalizer ed.04/2019  

Revista Digital dedicada a divulgação de conhecimento, entrevistas e atualidades sobre a energia solar fotovoltaica.

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