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O modelo de auto-avaliação no contexto da Escola/agrupamento Paulo Sousa, Agr. Vert. Jacinto Correia, Lagoa


O papel da Biblioteca no Agrupamento •

A avaliação da actuação e do impacto da Biblioteca


O que é uma BE? Qual é a sua missão? O que oferece a BE à escola? • A missão primeira da BE é a mesma da escola e de cada professor: desenvolver os alunos. Cada um dos papeis e serviços da escola está orientado para este objectivo. • Se os diferentes agentes da escola têm a mesma missão e que, por isso, faz sentido trabalharem em cooperação e de forma coordenada. • O trabalho conjunto ou cooperativo traz grandes vantagens: facilita a inovação e a inspiração mútua dos implicados.


• Manter ou aperfeiçoar o que se faz bem

Papel e vantagens da auto-avaliação da BE Avaliação: uma das etapas dos processos de evolução e da metodologia de projecto.

• Identificar e ultrapassar pontos fracos • Identificar oportunidades de desenvolvimento e de inovação • Manter a necessidade de responder a novas necessidades • Acompanha a evolução da informação, da tecnologia, das teorias, da ideologia… • Avaliar para quê? – Para melhorar


• De que maneira a BE contribui para o desenvolvimento dos alunos?

Avaliar a qualidade do serviço que a BE preta à Escola/ao Agrupamento

• De que forma esse serviço pode ser melhorado? • Quais são os factores de sucesso? • Quais são os indicadores a observar para verificar esse sucesso? • O que está a biblioteca a fazer de bom (ou de menos bom)? • Como sei isso? • O que posso fazer para melhorar?


Indicadores de uma boa actuação - itens a observar: Há aspectos do sucesso dos alunos que se relacionam com o trabalho desenvolvido pela BE. Esse sucesso não se mede apenas nas médias dos resultados dos exames, mas também no sucesso profissional e na integração social dos alunos.

• Melhorar os índices de leitura e literacia • Desenvolver competências cognitivas • Oferecer informação de tipos e em suportes/meios variados • Tornar o público (alunos e professores) e a equipa mais informados, mais capazes e mais à-vontade no uso das tecnologias • Desenvolver leitores autónomos e motivados para o resto da vida


Linhas de trabalho da BE:

• Apoio às matérias curriculares: apoio às aulas, apoio ao desenvolvimento de trabalhos de projecto, documentação de alunos e professores • Desenvolvimento das novas e velhas formas de literacia da informação • Desenvolvimento das novas e velhas literacias relacionadas quer com a leitura, quer com a produção de conhecimento • Gestão e organização do espaço, da colecção, da equipa • Coordenação e colaboração com outros agentes • Projecção da imagem da BE


Alunos: • Apoio à pesquisa

• Apoio à realização de trabalhos • Desenvolvimento de métodos de trabalho de projecto • Apoio à utilização e rentabilização de equipamentos e aplicativos informáticos • Apoio à leitura e interpretação da informação

Professores: • Documentação

• Apoio à preparação de aulas, a nível de selecção ou identificação de obras relevantes • Apoio às aulas que envolvam pesquisa utilizando os meios da BE • Intervenção durante as aulas de trabalho de projecto.


Envolvimento da Escola/ /Agrupamento no processo de avaliação

• Duas grandes modalidades de avaliação:

– externa (ou segundo um modelo externo, padronizado)

– interna (autoavaliação, podendo ser utilizado um modelo próprio)


• Tende a concentrar-se sobre os resultados dos alunos, expressos em classificações de exames • Segue um padrão nacional

Avaliação Externa

• Cria uma pressão para a apresentação de resultados • Obriga as escolas a olhar à volta e a orientarem-se em função de um standard (padrão), consciencializando-se de terem uma missão nacional e obrigando-as a compararem-se com outros pares (por vezes está em causa a obtenção de matrículas, o que é mais interessante no Reino Unido, onde as escolas privadas têm grande peso) • Risco de se subvalorizar as aprendizagens profundas em detrimento de resultados cosméticos.


• Tende a ser reflexiva

Avaliação Interna/Autoavaliação

• É feita em proximidade, por pessoas que conhecem profundamente e em primeira mão a realidade humana, social e física da escola. • Análise mais contextualizada • Risco de atavismo e de inconsequência, que pode ser resolvido com uma boa liderança. • Torna os profissionais mais conscientes do seu papel e do papel e importância da BE na escola • As escolas e a BE mostram estar envolvidos num processo de melhoria permanente


Sara McNicol, citando Norris: Quando no Reino Unido se mudou de uma avaliação feita pelo

Que tipo ou modelo de avaliação deverá ser posto em prática?

professor para uma avaliação do professor, a ênfase passou da avaliação formativa para a avaliação sumativa. Esta mudança obedeceu a uma mudança do público a que se destinava passando do professor e as suas turmas para os directores executivos, os decisores políticos e os accionistas ou detentores de quotas das escolas. •

…Por outro lado, os resultados podem ser entendidos a face visível do trabalho invisível das escolas. (Além disso, é aquilo que os decisores gostam de mostrar, para obter prestígio ou

Que orientações deve a avaliação seguir?

financiamento.) •

… Por outro lado ainda, os resultados tendem a disciplinar as escolas e estimulam-nas para atingir ou ultrapassar um determinado standard (se este existir)


Ideal: Combinar as duas avaliações

• Cada uma delas apresenta dados que a outra deixa escapar. – Externa – permite ver as coisas em perspectiva – Interna – permite observar em profundidade e no contexto


Quem participa na avaliação Interna?

O serviço da BE relaciona-se com muitos interessados. Todos eles podem contribuir para a melhoria de um serviço que lhes interessa:

• • • • •

Equipa da BE Direcção da escola Professores Alunos Financiadores (por ex., município) • Estado • … …Como pode cada um destes contribuir para o processo de avaliação?...


• Definem objectivos para a escola, para além dos objectivos universais definidos pelo Estado (ou mesmo para além de objectivos definidos pela UNESCO)

Direcção e órgãos de gestão e coordenação

• Os objectivos da Biblioteca devem, pelo menos em parte, encaixar-se dentro dos objectivos gerais da escola. • Deve ser auscultada numa fase preliminar, para análise do cenário presente no memento de arranque do plano de avaliação, e no final, aquando da discussão dos resultados. Deveria estar a par dos objectivos do plano de avaliação e dos métodos propostos para o desenvolver.


Equipa

• Deve estar presente ao longo de todo o processo: na preparação, na recolha e tratamento de dados e na análise. • A equipa é o primeiro interlocutor do bibliotecário e deve ser capaz de pensar e observar coisas diferentes daquelas que o bibliotecário pensa ou observa.


• São agentes que se movem na linha da frente do contacto com os alunos. • São os mais capazes de avaliar a pertinência e a eficácia das medidas adoptadas.

Professores

• É no resultado do seu trabalho com a turmas que se reflecte mais directamente o trabalho que a BE poderá ter realizado com os alunos. • Deverão ser auscultados na fase preparatória, mas também no decurso do processo (para aferição da eficácia dos meios de observação, por ex.) e no final, para reflectir sobre a análise dos resultados.


Alunos

• Podem ser ouvidos nas primeiras fases da avaliação – por ex., através de entrevistas destinadas a averiguar a forma como utilizam a BE, as suas expectativas, a satisfação que obtêm, etc. • Podem fornecer dados para análise corrente – por ex., formulários destinados a registar o que procuraram na BE e/ou se esta conseguiu satisfazer as suas necessidades.


Financiadores e outros

• Aquilo que o público pretende obter de um processo de avaliação varia muito: algumas pessoas estão interessadas apenas no lugar que a escola ocupa no último ranking das escolas. Outras estão mais preocupadas com a qualidade e profundidade das aprendizagens que poderão estar por detrás dos resultados numéricos. • Suponho que a maior parte das pessoas está interessada em ambas as coisas ao mesmo tempo: obter um bom posicionamento nos rankings e saber que o trabalho que aí levou a escola foi sério e se traduziu em aprendizagens que os alunos conservarão para o resto das suas vidas. • Os financiadores (o que equivale, na maior parte, aos municípios) querem ver que o dinheiro ou os meios que disponibilizaram deram bons resultados


• Papel do bibliotecário/do especialista em TIC (se houver algum)

Aspectos a considerar na avaliação da BE

• Plano de acção para o uso de TIC e outros meios de informação • Colecção • Equipa • Instalações/meios e equipamentos


Impactos esperados nas aprendizagens

Aspectos que podem ser observados e registados

• Motivação (entusiasmo, concentração, continuação, atitude) • Progresso na capacidade de utilização da informação e dos meios para a obter ou transformar em conhecimento • Autonomia (…) • Aumento da frequência da utilização da BE por parte dos professores/turmas ou dos alunos, por livre iniciativa


Recolha de dados sobe estes impactos

• Deve obedecer a um plano prévio: são os objectivos e a linha de trabalho que definem as prioridades • Estabelecer prioridades • Parcimónia • Dados objectivos, fáceis de recolher e de analisar, se possível quantificáveis (não obrigatoriamente) • Diversidade e complementaridade de dados e de formas de recolha: estudo documental; observação; entrevista: ; inquérito, recolha de dados estatísticos, • Tratamento relevante: detecção de padrões, tendências e correlações.


A relação com o processo de planeamento

Planear a avaliação da BE

A - Ponto de partida: – Objectivos nacionais – Objectivos da escola – Caracterização do público – Identificação de factores de sucesso pelos quais a BE é responsável ou co-responsável – Identificação de novas possibilidades de intervenção – Identificação de necessidades – Motivação de potenciais parceiros e colaborantes – Definição de um plano de avaliação, do qual constam objectivos, indicadores a observar e sua relevância, sequência de etapas, calendário e participantes. B - Mobilização da equipa; análise do relatório do anterior período de actuação


Métodos de recolha de dados preliminares

• Pesquisa documental; consultas e reuniões preparatórias; • Observação de outras BE e suas escolas (outras práticas e exemplos); • Participação em seminários e formações; • Mobilização de parceiros e colaboradores (professores e departamentos) para a planificação e realização de actividades que envolvam a BE


• Definição de metas e de objectivos;

Primeiras linhas de actuação

• Definição de um plano de acção; • Formulação de um plano de actividades; • Escolha das áreas de intervenção prioritária/dos aspectos a avaliar prioritariamente; • Definição de meios de recolha de dados para se fazer o acompanhamento/controlo e para a avaliação final.


Recolha dos dados que sustentarão a avaliação Diferentes tipos de dados , recolhidos através de diferentes métodos, permitem obter uma perspectiva alargada e, ao mesmo tempo, profundidade de campo para poder observar os detalhes ne compreender o significado do conjunto e de cada um dos seus elementos.

• Observação; • Entrevistas; recolha de inquéritos; • Recolha de formulários sobre satisfação das expectativas dos utentes; • Recolha e tratamento de dados estatísticos


Análise preliminar dos resultados com a equipa e com os órgãos de gestão e de direcção pedagógica; audição dos parceiros e colaboradores…

…Redacção do relatório final e preparação de planos de acção e de avaliação para o período de actividade seguinte


A integração de resultados na autoavaliação da escola

Parte da avaliação que se possa fazer da actuação da BE advirá dos resultados escolares dos alunos. Mas como podemos aferir se aquela actuação foi realmente influente, havendo tantos outros factores? Talvez se possa correlacionar o nível de desempenho das turmas que se envolvem em trabalho de projecto em articulação com a BE com as turmas que não fazem. Talvez se possa observar a tendência de evolução das classificações da escola/por ano à medida que a prática de incluir a BE na planificação das actividades curriculares se venha a intensificar. Em todo o caso, se houver uma real progressão nos índices de leitura/literacia, por via de actividades que a BE organize ou promova, envolvendo os professores, isso será notado na escola e na comunidade. Se se atingir o objectivo de formar alunos mais capazes de lidar com informação e de a transformar em conhecimento, isso acabará por repassar para as classificações de exame, mas também para a vida da comunidade.

Outros aspectos em que a actuação da BE pode ser visível: o aprofundamento das relações de trabalho e da cooperação entre professores; a consciencialização destes para os problemas relativos às literacias.

Na forma como a escola se avalia: a BE trabalha conhecimentos em profundidade e tem o papel de relembrar, constantemente, que. a avaliação da escola não pode reduzir-se ao lugar que ocupa nos rankings Uma escola pode fazer um excelente trabalho ainda que não esteja nos melhores lugares das tabelas de classificação de exames. Interessa compreender o ponto do qual se parte e ter consciência da qualidade dos processos e das etapas que conduziram aos bons resultados.

Como é que a BE ajuda a concretizar os objectivos da escola? Em que dados sustenta essa análise?

Órgãos que se pronunciam sobre a avaliação da Escola: •Conselhos de departamento •Conselho Pedagógico • Direcção Executiva •Conselho Geral


Bibliografia

SCOTT, Elspeth “How good is your school library resource centre?: An introduction to performance measurement” , 68th IFLA Council and General Conference, Glasgow, August 18-24, 2002 JOHNSON, Dough “Getting the Most From Your School Library Media Program”, acedido em 11/11/2009 em http://www.dough-johnson.com/doughwri/getting-themost-from-your-school-library-media-program-1.html McNicol, Sarah “Incorporating library provision in school self-evaluation”, acedido através do moodle da formação, com a referência http://informaworld.com.resources.shef.ac.uk/smpp/se ction?content=a7136404&fulltext=713240928, com data de acesso de 14/10/2008 Texto da unidade

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