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Sushi e sashimi

na dieta

Aprecie a culinária japonesa sem perder a boa forma

Psicografia A história de duas mães que encontraram conforto no Espiritismo

New York!

New York! 9 772176 249026

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Saiba quais são os melhores lugares para visitar na Big Apple

Estilo & Biotipo

Saiba como usar a moda a seu favor

Smart

Mini Cooper

ou Fiat 500 Compactos e estilosos, descubra o porquê são uma ótima opção

Guido

Tedesco

“Busco dar foco à solução e não ao problema”


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Carta ao leitor “Aos olhos de um pai, o filho é sempre um filho, tenha ou não virtudes”

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Confúcio

ada mais fácil do que falar de amores carnais, amor de amigo ou de homem e mulher. Costumo refletir que quanto mais incondicional o amor, mais difícil exprimir as sensações ou tentar descrevê-lo. Arrisco-me apenas a dizer é que o amor de pai para filho é soberano, intenso e absolutamente incondicional, talvez por isso, o nó na garganta. Pare para pensar e responda: quando foi a última vez que disse sem amarras ou preconceitos, o quanto ama o seu pai? Nesta edição, que traz um super pai na capa, nada mais justo do que homenagear em algumas palavras o maior herói que temos em nossas vidas. Como homem, digo com propriedade que a influência de um pai sobre a vida do filho é enorme. Ele se torna nosso espelho e, o foco de nossas atitudes, que começam a girar em torno de proporcionarmos o mínimo de orgulho àquele que tanto se fez presente. Utilizando um clichê do dia dos pais, finalizo com o trecho de uma música antiga, mas que se faz muito atual: “Pai Você foi meu herói, meu bandido Hoje é mais muito mais que um amigo Nem você, nem ninguém tá sozinho Você faz parte desse caminho Que hoje eu sigo em paz”. (trecho da música – Pai – Fábio Jr.).

Maycow Montemor


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Editorial A edição nº 31 da StudioBox traz muitas novidades, além de um novo design gráfico, a publicação está recheada de pautas interessantes! Você vai conhecer de perto a trajetória de superação do empresário, Guido Tedesco, que juntamente com os três filhos construiu um império no ramo do design e iluminação. Na editoria “Muito Além”, você conhecerá a história de duas mães que perderam seus filhos e encontraram na psicografia, um alívio para a dor da perda, além de uma entrevista exclusiva com a presidente do centro espírita João Cabete e terapeuta holística, Sueli Fernandes. Culinária japonesa, a nutricionista, Pâmela de Paula Zacharias traça um cardápio para se deliciar com as iguarias, mas sem perder a boa forma. Yôga, saiba como esta filosofia de vida pode ajudar a equilibrar as emoções e a maneira de enxergar a vida. Tudo isso e muito mais esperam por você nesta edição! Boa leitura.

Expediente Direção Maycow Montemor (MTB 63.051) Diretor Financeiro José Carlos dos Santos Jornalismo Letícia Fontes Diagramação Ana Beatriz Noya Tete Repórteres Alarice Moraes, Letícia Schumann, Mariana Rio e Mariana Terra Fotos Rafael Vaz Consultoria Jurídica Flávia Barile Logística Léya Santana Publicação Bimestral Tiragem 15.000 exemplares Coan Gráfica Esta é uma publicação da M. Montemor Editora com todos os direitos reservados.

M. Montemor Editora de Publicações Corporativas M. Montemor dos Santos Editora - ME CNPJ 09.400.313/0001-01 IE 633.675.615-111 Av. Ana Costa, 482, cj.509 - Gonzaga - Santos-SP www.mmontemor.com.br contato@mmontemor.com.br (13) 3302-0973


Índice Sobre o amor pág. 16

Saúde pág. 52

Crônica - Abertura pág. 18

Bem estar pág. 66

Dica de roteiro pág. 20

Oftamologia pág. 68

Sexualidade pág. 24

Estética bucal pág. 70

Arte pág. 26

Longevidade pág. 72

Etiqueta pág. 28

Sucesso pág. 74

Moda pág. 30

Gastronomia pág. 76

Muito além pág. 34

Bafafá pág. 78

Automóveis pág. 38

Coluna Social pág. 83

Turismo pág. 42

Dica do chefe pág. 87

Projeto Social pág. 49

Crônica - Conclusão pág. 90

Matéria de Capa - Guido Tedesco pág. 54


EGO

VocĂŞ fazendo a cidade mais fashion.


reflexão

Sobre o

amor

Foto: Eduardo Virtuoso - www.eduardovirtuoso.com

O que importa é a forma como a gente viveu e vive um sentimento. Não importa que nome ele tenha. Não importa se é um amor, um estar apaixonado, um gostar. O que importa é querer que aconteça. O que importa é querer que seja bom. Não importa se vai durar um dia ou uma vida inteira. Clarissa Corrêa

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crônica

abertura

Rota do

P

enso, penso, mas a dúvida insiste em passear pela minha mente. Maktub ou não? Ao nascer, recebemos o livro de nossas vidas ou nós o escrevemos? Caso os rumos estejam previamente rabiscados, quais os fatos que estão previstos nesse rascunho? Todos? Como assim? Vou mais além em minhas indagações: onde fica, nesse contexto, a parte da espiritualidade – a chamada reencarnação? Será que aquelas pessoas com as quais, de alguma forma, hoje convivemos, estiveram conosco desde outras vidas e, por uma ou mais vezes, dividimos nossos sentimentos? Por que não? E... por aí seguem as minhas questões, extremamente pessoais. Afinal, sobretudo em se tratando de relacionamento homem/mulher, existe ou não o chamado “destino”? Em recente entrevista com o escritor César Romão, no “Olhos nos Olhos com Clara Monforte”, no Programa JB, um dos interessantes assuntos abordados foi sobre a “alma gêmea”, tema que ocupa um capítulo de seu livro “Só o Amor Não Basta”. A explicação foi interessantíssima e uma frase chamou, por demais, a minha atenção. Disse ele: “O amor é geográfico”. Exemplificou: “ninguém diz: 18

Foto: Imagem de divulgação

Destino

`vou para a China encontrar a minha alma gêmea’”. Com isso, o autor quis dizer que somente é possível encontrarmos a nossa cara-metade nos espaços que estamos ocupando. Efetivamente. Agora, digo eu. Programamos uma viagem para a China. Convenhamos que poderíamos ter escolhido qualquer outro lugar do universo. Lá, no entanto, encontramos com alguém que, de um simples cruzamento de olhar, se estabelece um elo tão instantâneo que gera a atração, a afinidade. De imediato. Tais sentimentos levam a um grande amor. Novamente, a dúvida na minha cabeça. Pode ser esse um encontro de almas gêmeas? Muitos diriam que é um acaso, apenas coincidência. Para mim, não. Acredito, sim, que uma força maior conduziu ambos àquele local, exatamente no mesmo dia e no mesmo horário. Por certo, uma fração de segundos, a mais ou a menos, ocasionaria o desencontro. Jamais se veriam. Isso, com certeza, vem a confirmar que o amor é meramente geográfico e... a força maior a que me referi tem o cognome de “destino”. Concordam?

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Clara Monforte é advogada e colunista social


Fotos: Arquivo Pessoal

dica de roteiro

Disney Com Viviane

Teixeira

Confira um divertido itinerário para o encantado mundo

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ão importa a idade, cor ou classe social. Nos sonhos e nas memórias mais doces da infância, os filmes e desenhos da Disney encantam gerações.

Além das produções cinematográficas, a partir dos anos 70, um lugar onde os desejos se tornam realidade e aproximam o público dos personagens começou a ser construído, o The Walt Disney Resort, na Flórida, que foi inaugurado em 1971. Antes disso, a Disneyland, na Califórnia, já funcionava desde 1955. A partir de 1983, o grupo decidiu investir na expansão dos parques temáticos. Um exemplo disso foi a inauguração do Tokio Disneyland Resort, primeiro empreendimento fora do país. Quatro anos depois, teve início o projeto da Euro Disney, aberta ao público em 1992, na França. Conheça um pouco mais do fantástico mundo de Disney World. Através do depoimento de Viviane Teixeira, que é verdadeiramente apaixonada pelo lugar.

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Fotos: Divulgação

“Fui à Disney pela primeira vez aos quatorze anos e confesso: foi paixão a primeira vista. Aos 17 anos conheci a Eurodisney em uma viagem feita com meus pais à Europa, que durou três meses e conhecemos oito países. Toda minha família tem deslumbramento por esse mundo de magia e quando casei, meu marido Rogério e meus filhos, Lucca e Isabella, não fugiram a regra. Desde 2008 vou à Disney todos os anos. Procuro intercalar com outras viagens, como Nova York, Los Angeles (com direito a uma passadinha pela Disneylândia, claro!), Las Vegas e conhecer outros países, como Argentina e Chile. Todo ano nos programamos para substituir a viagem à Disney por um passeio pela Europa, mas no final o roteiro é sempre modificado e Orlando nos aguarda. O complexo Disney abrange os parques Magic Kingdom, Epcot, Animal Kingdom e Hollywood Studios. Cada um destes parques temáticos têm características diferentes e, alguns, abordam temas específicos. O meu parque preferido, que é sempre o primeiro da lista, é o Magic Kingdom. Além dos brinquedos,

existem uma série de eventos no parque, como o A Dream Come True Parade, o famoso desfile dos personagens em carros alegóricos e a Main Street Eletrical Parade, que acontece durante a noite, antes do espetáculo de fogos de artifício. O show noturno é dividido em duas partes: The Magic, The Memories and You – com imagens de alta definição projetadas no Castelo da Cinderela produzindo efeitos especiais incríveis – e o Wishes – show de fogos de artifício coordenados com trilha sonora dos filmes Disney. Confesso que é difícil segurar as lágrimas. No Hollywood Studios existe uma atração imperdível chamada Fantasmic, um espetáculo que conta com efeitos especiais de ponta, luzes, lasers, fogos de artifício, projeção de animações sobre um muro de água, muita música, além de um desfile de inúmeros personagens Disney. No Animal Kingdom você realmente acredita que está no meio da selva, devido a tamanha riqueza da sua vegetação. A área que lhe foi destinada é gigantesca e serve de lar para mais de 1.700 animais, incluindo mais de 250 espécies diferentes. Deixei o Epcot para o final, pois na minha lista de preferidos ele está no fim. Não há muitos brinquedos e os que têm estão muito defasados em relação aos outros parques. Com a exceção do brinquedo


chamado Soarin, um simulador que dá a impressão de se estar voando. Os pés livres, o ar que sopra no rosto e o cheiro quando o vídeo passa por um laranjal fazem do simulador incrivelmente real. Mas o complexo não se resume apenas a parques. O Downtown Disney é considerado uma Metrópole de divertimento, que possui lojas, diversões, entretenimento, shows, teatros e restaurantes. O melhor horário para frequentar é durante a noite, quando todos os restaurantes e lojas estão abertos, e o festival de cores é encantador. É lá que fica a World of Disney, a maior loja da Disney do mundo, oferecendo todos os tipos de produtos. Lá também está o meu restaurante predileto chamado Rainforest Café. O ambiente é todo decorado com reproduções de árvores, gorilas, cobras e sons típicos da floresta tropical, o restaurante acaba sendo uma grande atração turística. A Comida é muito gostosa e pode ser dividida tranquilamente entre duas pessoas. Há uma variedade enorme de pratos, desde sanduíches até pizzas, passando pelo excelente Tribal Salmon. Mas a melhor parte mesmo fica por conta das excelentes sobremesas. E, nesse quesito, nenhuma bate o inesquecível Volcano. Orlando possui ainda outros atrativos. Instalado em Downtown Disney O CIRQUE DU SOLEIL - LA NOUBA é um deles. Com cenários maravilhosos, coreografias brilhantes, efeitos de luzes e música ao vivo. Outro show imperdível é o BLUE MAN GROUP. Mundialmente conhecidos pelos seus shows ao vivo, o Blue Man Group oferece uma combinação eclética de música ao vivo com instrumentos de percussão fantásticos e humor. Depois do show, a dica é passear pelo City Walk, localizado próximo aos parques Universal Studios e Islands of Adventure, CityWalk é uma enorme área formada por lojas, restaurantes

e inúmeras opções de entretenimento. Uma dica é o restaurante Bubba Gump, com decoração baseada no filme Forrest Gump, o restaurante serve frutos do mar, especialmente camarão. E por falar em City Walk, é nesse complexo que estão os dois parques da Universal Studios. Vizinhos, os parques Islands of Adventure e Universal Studios podem ser visitados em um só dia. Com grandes atrações, como o Hulk, Simpsons, Spiderman, o grande atrativo é o chamado The Wizarding World of Harry Potter, inaugurado em 2010, o parque completamente temático permite aos visitantes observarem alguns dos principais locais encontrados nos livros e nos filmes, incluindo a aldeia de Hogsmeade, a misteriosa Floresta Proibida e até mesmo o próprio castelo de Hogwarts. Sensacional! Como vamos todos os anos, procuramos ir em épocas diferentes. Já estivemos no mês de janeiro, maio, junho, setembro e o mais bonito de todos: dezembro. A Disney se torna um espetáculo a parte, todos os parques são decorados para a chegada do Natal, são muitas luzes. Além dos tradicionais itens, as lojas ganham uma decoração toda especial com bolas, pendentes dos personagens e Fotos: Divulgação


até neve artificial. E o show de fogos nessa época é incrível, mas como nem tudo são flores, este é o período do ano em que os parques estão abarrotados.

trar na fila normal.

Procuramos recorrer ao fast pass, um grande aliado para evitar as grandes filas das atrações mais cobiçadas. Em cada atração existe uma máquina de autoatendimento, onde você coloca o seu ingresso e retira o passe para voltar ao brinquedo em um horário préestabelecido sem en-

Na viagem de 2010 fizemos diferente, deixamos as crianças aqui e fomos com um grupo de amigos muito queridos. Apelidamos a viagem de “Disney

só para adultos”. Fomos no mês de setembro e aproveitamos muito, pois os parques não estavam cheios. Ano passado, a viagem à Disney teve um sabor especial. Programamos de passar o mês de maio praticamente inteiro para comemorarmos os aniversários do meu marido e dos meus filhos. Adicionamos um item muito especial, um cruzeiro no navio Disney Dream. Foi uma experiência inesquecível. Viajar a bordo do Dream é exatamente isso, um sonho. Sei que parece clichê, mas não existe outro adjetivo que melhor descreva esta experiência. Tudo é magnífico, bonito, divertido, mágico! Enfim, se existe um lugar onde podemos sentir verdadeiramente que nossos sonhos se tornam realidade, este lugar é a Disney. As pessoas podem ter 15, 30, 50 ou 70 anos, podem ser negras, brancas, amarelas, quando entramos nesse universo de magia somos todos iguais e voltamos a ser crianças! Minha próxima viagem será em Dezembro e adivinhem o destino: Disney”.


sexualidade

Dormindo

R

elacionamentos destrutivos e neuróticos, independente da orientação sexual, social ou intelectual dos envolvidos, existem aos montes.

Em nome de um amor que suporta, de um amor que a tudo supera, um amor idealizado, que na prática só rima com dor, ainda presenciamos e assistimos nos consultórios, nas fofocas e nos salões de beleza, histórias difíceis de acreditar. Falar de violência doméstica muita gente fala, vários especialistas que vão desde o advogado, o policial, o médico, o vizinho conhecem, aliás todos conhecemos as causas e os horrores dessas situações. Eu gostaria muito de discorrer sobre um aspecto sensível, difícil de entender que é a cumplicidade do agredido com o agressor como fator de perpetuação do caso. Ouso ter um olhar menos condescendente com a vítima, pois de modo geral impede que o agressor entre em contato com a barbárie cometida alimentando o próximo soco, grito, empurrão e até mesmo um tiro.

Foto: Imagem de divulgação

com o inimigo

impaciência são prenúncio de muita dor, vergonha e sofrimento. Até aqui falei genericamente das agressões físicas, mas essas de certo modo, apesar de cruéis, são as mais fáceis de reagir. Existem outros tipos de agressão tão sutis que ao invés de matar com o tiro certeiro mais parecem tortura chinesa, aonde se vai minando as forças, o amor próprio. Não quero parecer terrorista, apenas quero levantar o véu que encobre esse tema anguloso, lembrando aos casais, que estar atento a pequenos sinais tanto de amor e cuidado como de competição e poder, são vitais para a manutenção de uma relação que é viva, dinâmica e sendo assim precisa de atenção, dedicação sem que as individualidades se percam numa entrega cega e maluca.

Márcia Atik é psicópsicóloga, terapeuta sexual e membro do Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e

Relações pontuadas por pequenos, médios ou grandes gestos de agressividade, poder ou 24

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Sexualidade (CEPCOS). Contato: www.marciaatik.com.br


arte

Cláudio

Fotos: Rafael Vaz

Vasques A arte de transformar a arte

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láudio Vasques teve sua formação como artista plástico no Centre Genevoise de Gravure Contemporaine de Genebra, na Suíça, mas escolheu seguir o caminho técnico de sua profissão ao trabalhar com gravura em metal. Ele alega que assim, ele tem os artistas como aliados e não como concorrentes. “Como fico com os trabalhos prontos, a única coisa que faço é mostrar todas as possibilidades para ajudar o profissional da arte e como artista plástico, decidi escolher outro caminho, o técnico. O fato de trabalhar com diferentes artistas é muito 26

enriquecedor para mim, pois mexo com cabeças completamente distintas”. Na técnica da gravura em metal, a imagem é gravada em uma chapa de metal (cobre, zinco, ferro) e a partir daí são tiradas as cópias. A gravura em metal é considerada a mais completa forma de reprodução gráfica. A técnica foi utilizada por artistas como: Durer, Callot, Rembrandt, Goya, Picasso, Matisse, Tápies, Miró e por muitos outros da arte contemporânea, Cláudio trabalha com essa vertente há 25 anos e revela que são diversas

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as possibilidades gráficas oferecidas pela gravura metal, de forma que cada artista possa pesquisar e desenvolver seu estilo de gravar. Cláudio ainda conta que Tomie Ohtako foi, de certa forma, uma grande incentivadora de seu ofício. “Graças aos trabalhos realizados para Tomie eu ganhei nome na área de gravuras em metal e fiquei mais conhecido. Ela sempre me deu liberdade com as texturas e formas”. A parceria com Tomie já dura 20 anos, ultimamente o trabalho de Cláudio Vasques se deu quase que exclusivamente com a artista, tanto é que, na inauguração do ateliê em Santos, foi escolhida uma pequena parte das gravuras de Tomie, realizadas entre 2008 e 2009, juntamente com pinturas e esculturas, cujas temáticas são semelhantes às obras de impressão, para serem expostas. “O ateliê em Santos foi a realização de um sonho, pela primeira vez eu fiz um espaço da maneira como eu desejava e não tive que me adaptar ao lugar, como acontecia antes” diz. Um dos trabalhos mais conhecidos da artista plástica, Tomie, é a escultura exposta no jardim do Emissário em Santos, inaugurada em 2008, pelo príncipe Naruhito do Japão e pelo prefeito João Paulo Tavares Papa, com 15 metros de altura e 60 toneladas. Além de Tomie, Cláudio já editou trabalhos de artistas como ldemir Martins, Aldir Mendes, Alfredo Volpi, Ângelo Milani, Antônio Peticov, Arcanjo Ianneli, Betty Bettiol, Carlos Breseghello, Claudio Tozzi, Florian Raiss, Gilberto Salvador, Helena Lopes, Hércules Barsotti, Mai Britt Wolthers, Ivald Granato, Lêda Watson, Luiz Manni, Paulo Sayeg, Paulo Von Poser, Regina Cesa, Silvio Oppenheim, Vicente Kutka e José Zaragoza. Entre os trabalhos em andamento, estão um álbum com gravuras de Florian Raiss, que será lançado na PARTE (Feira de arte contemporânea), uma releitura do trabalho de Paulo Vom Poser para o Museu de Artes Sacras em São Paulo e aqui em Santos, além disso ele participará da Casa Natal com uma linha em homenagem a Charles Miller. Até o fim deste ano, Cláudio lançará um filme que fala das 10.001 gravuras feitas até hoje. Para aperfeiçoar suas técnicas, ele tem planos de passar uma temporada na Europa. “Tenho a necessidade de realizar uma troca de conhecimento com outras pessoas que realizam o mesmo trabalho que eu. Quero ver o que está acontecendo de novidade e principalmente tentar trabalhar com materiais não poluentes”. Cláudio também pretende trazer alguém de lá para trabalhar e aprender um pouco do trabalho que realiza em seu ateliê. Mesmo nos momentos mais difíceis, ele nunca pensou em desistir de sua carreira. “Nasci para fazer isso, não sei fazer outra coisa, no muito a gente une o mundo atual para aperfeiçoar o nosso trabalho. O que eu faço é gravura, de manhã, de tarde ou à noite. A gravura é a minha vida”.


etiqueta

No amor,

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tualmente todos querem saber se ainda existem regras de boa conduta nos relacionamentos amorosos, quais os excessos e como fica a privacidade diante de tantas conexões a disposição.

Digo e repito que sempre, para tudo na vida, o que vale é o bom senso e o equilíbrio. Tudo feito na medida certa fica perfeito para todos, mas como saber se você está indo bem ou mal na relação? Acerte as medidas, como não ligar e mandar mensagens o dia todo, nem querer saber de todas as suas conexões e relacionamentos virtuais, nada de procurar senhas e invadir a privacidade de seu parceiro. As facilidades tecnológicas foram feitas para agilizar o dia-a-dia, não para aterrorizar as relações e criar monstros emocionais! O fato de estarmos plugados o dia inteiro não dá liberdade a ninguém de invadir nosso momento globalizado.

Foto: Imagem de divulgação

nem tudo pode...

Querer estar em todos os lugares junto, em todas as horas, é demais, encontros profissionais, de amigos de escola, enfim, momentos particulares e pessoais, nem pensar. No começo de uma relação as coisas são mais formais, mais elegantes, no auge da relação, tudo já está mais solto, mais informal e correndo solto. O ideal é o meio termo, entre um e outro. O glamour, o mistério, a conquista, a surpresa que fazem uma relação a dois ser rica.

O espaço de cada um deve ser preservado mesmo numa viagem, numa festa, na balada, no sexo, na divisão de contas, com classe e moderação. Não há guia de comportamento no amor, somente amor ao outro. O bom é saber aproveitar os momentos bons desse amor!

Existe uma distância enorme entre amor, entrega, paixão, sexo e privacidade. Você pode ser íntimo de alguém e deixar preservada sua intimidade, esse é o amor verdadeiro, deixar o outro com ar para respirar e aproveitar o gostoso da vida a dois. Fernanda Ventura

Excesso de intimidade cansa, esgota, enjoa e consome a relação. 28

é

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é publicitária e consultora em etiqueta social e corporativa


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moda

Valorize Fotos: Divulgação

seu corpo As peças da moda de acordo com seu perfil

I

ndependentemente do tipo físico, qualquer pessoa pode estar na moda. Sempre haverá uma roupa, que favoreça as formas do seu corpo. Para isso, basta fazer as escolhas certas.

A regra é simples: esconder os defeitos e ressaltar as qualidades, sem esquecer o conforto e o bem estar. Todo mundo tem que valorizar o que tem de melhor, esse é o segredo. A moda está, além de colorida, aceitando muito brilho, mistura de texturas e acessórios grandes, o que antes chamaríamos de “over”, agora está super na moda. Aqui no hemisfério sul, a primavera começa no dia 23 de setembro, mas as tendências da nova estação já invadiram as vitrines das lojas e trouxeram um mix de novidades para todos os estilos.


Estamparias A estampa de bicho continua muito em alta, destacando a zebra que vem com tudo, ao contrário do que pensa a maioria, a estampa além de favorecer a mulher mais cheinha, também engana e disfarça as imperfeições do corpo.

dourado e coloridos. Já o acessório avulso, pode ser usado também com vestidos, por exemplo, o tomara que caia, destacando assim bastante o colo. Já os de um ombro só, a melhor opção é rejeitar o adorno e apostar no complemento de braceletes e brincos volumosos. Maxi Colares Gabriela Pires

Formas não definidas: as estampas abstratas e repetidas em formatos pequenos, como floral e poá, ajudam a modelar a silhueta e disfarçar os quilinhos indesejados. Já as formas repetidas, espaçadas e grandes, aumentam ainda mais a proporção. Portanto é mais aconselhável para as mais magras.

Blusa Shoulder

Decotes Canoa: com esse tipo de decote, você destaca as partes magras do corpo, que são o pulso, pescoço, tornozelo e cintura, que dão a falsa ilusão de que a pessoa está mais esbelta, além de diminuir o quadril. Decote “V”: é ideal para quem tem muito busto e deseja disfarça-los nas produções. Outra saída é abusar dos acessórios, como cachecol, lenço, maxi colar ou qualquer coisa que crie um ponto focal nessa área.

Sapato Miezko

Peplum

Looks Monocromáticos São combinações feitas por uma cor só, onde mudam somente a textura dos tecidos, mas a cor do look é da mesma cor do começo ao fim, criando uma única proporção, emagrecendo e ao mesmo tempo alongando. Para as baixinhas o ideal é evitar colocar um cinto no meio do visual, ele cortará o look e com certeza dará a sensação de achatamento, tornando a pessoa mais baixa. A novidade são as cores fortes, como o vermelho e o azul, que também passam a fazer parte das produções monocromáticas, a brincadeira envolve a mistura de tecidos e texturas da mesma tonalidade. Para acertar é preciso ter ousadia, personalidade e muito estilo.

É aquele babadinho que pode vir tanto na blusa, no vestido ou até mesmo nas saias, eles saem do comprimento da cintura e são conhecidos por deixar a mulher com o famoso corpo “violão”. Ele é ideal para quem não tem muitas curvas definidas, pois valoriza a cintura e é muito feminino.

Blusa Shoulder

Maxi Colares O adereço é o hit do momento e pode ser encontrado em novas formas, como por exemplo, bordado nas golas das camisas e t-shirts, tanto em prata, www.revistastudiobox.com.br

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Spikes Você já deve ter visto os sapatos e acessórios com essas tachinhas pontudas, que agora aparecerão também em roupas, como saias, vestidos, camisetas e couro.

Pulseira Gabriela Pires

Sneakers Para muitos fashionistas, ele é considerado uma afronta, porém também faz parte da cartela de itens da estação. E para essa primavera, eles vêm com um solado branco e enorme, mais extravagante do que nunca. A melhor maneira de utilizá-lo e deixar o visual harmônico é quebrar a sua rigidez, através de peças femininas e delicadas.

Saias mullet e transparência As saias mullet vêm com força total, elas são conhecidas por serem mais curtas na frente e compridas atrás. A transparência também aparece nas saias longas para incrementar ainda mais o cenário fashion. É claro que, as mais altas são favorecidas ao utilizar a peça, porém sempre há um truque para salvar as baixinhas. Neste caso, a sandália anabela é uma ótima opção. Ela dá a altura que você precisa e o salto não fica visível.

Anel Balonè

Franjas Cada vez mais em alta, presente nas saias, vestidos e calças, elas vem com tudo também nas t-shirts e acessórios.

Vestido Shoulder

Cintos largos inspirados no Corselet Eles são largos e ótimos para definir as curvas das mulheres. Diminuem a silhueta e reforçam ainda mais a cintura, principalmente para quem tem um corpo mais “quadrado”. A cintura nunca foi tão valorizada como nesta estação.

Tecidos Opaco: ele absorve a luz e possui texturas leves, por isso são os mais indicados para os que desejam parecer mais magros, como é o caso do tecido liso, Jersey, jorgett, gabardini leve, chamois e lãs finas. Metálico e brilhoso: tudo que reflete luz aumenta ainda mais a proporção, que é o caso do cetim, pique grosso, brim pesado e tafetá. Uma maneira interessante de usar sem medo é optar pelo tecido opaco na parte de cima e o de brilho embaixo, caso o seu problema seja o quadril grande.

Patrícia Camargo é estilista, consultora de imagem e empresária

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Blusa Shoulder

Sneaker Shoestock


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muito além

Psicografia Conforto e respostas através

Fotos: Rafael Vaz

de cartas psicografadas

Ana Maria Rodrigues Assumpção

“O tempo pode te botar para baixo, o tempo pode fazê-lo curvar-se, o tempo pode partir seu coração e fazê-lo implorar, por favor. Além do escuro há paz. Estou certo e eu sei que não haverão mais lágrimas no Paraíso.” (tradução do trecho da música Tears in Heaven – Eric Clapton)

A

música “Tears in heaven” (Lágrimas no Paraíso) de Eric Clapton, mostra entre toques de guitarra, a dor da perda. O cantor britânico em parceria com Will Jennings compôs a letra, após a morte do filho Conor, de apenas quatro anos, que caiu do 53° andar de um prédio. Meses antes, Eric havia perdido seu amigo Stevie Ray, além de seu empresário e dois roadies da banda, todos em um 34

acidente de helicóptero. Após tantas perdas, o músico que atingiu o auge das paradas de sucesso com a canção, declarou em uma entrevista a ABC News, sobre o poder de cura que a música trouxe para sua vida. “Eu quase que inconscientemente usei a música como um agente de cura, e eis que funcionou... Eu sou muito feliz e devo a minha cura à música”.

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E assim como Eric Clapton e tantos outros pais, Denise Saccani e Ana Maria Assumpção passaram pelo mesmo, porém a morte dos filhos trouxe um novo caminho: o espiritismo. Denise perdeu o filho mais novo, Christian de 22 anos em um acidente de carro em dezembro de 2005. O menino alegre e de muitos amigos passou 11 dias em coma e faleceu no dia 28 de dezembro. “O que senti foi que tinham arrancado um pedaço de mim. É normal passar pela fase de não aceitar, é meio que uma inércia e depois começa a dor que não acaba”, conta emocionada.

Segundo ela é importante estar aberto para a mensagem que vai receber. ”Tudo é sintonia, energia, o estado da família influencia no médium que vai psicografar, por isso é importante estar preparado para isso, pois muitas vezes, o espírito ainda está se adaptando ao plano espiritual, principalmente nesses casos de acidente, suicídio, assassinato. É tudo muito novo para eles também”.

Tentando amenizar o sofrimento de Denise, as irmãs a levaram ao médico homeopata, José Nilson, que indicou o centro espírita João Cabete, famoso por receber, principalmente, mães. “Eu cheguei lá arrastada, era uma terça feira, o dia da psicografia, mas me lembro de que quando entrei eu me senti no céu, ali sentia-me protegida, então nunca mais deixei de ir”. A partir daí, Denise iniciou um tratamento espiritual. “Eu dei muito trabalho, só chorava, mas a minha dor e a dos outros me fez sentir uma necessidade maior de me doar e, então, comecei a observar que não era a única que estava passando por aquela situação”. E essa doação veio por meio de trabalhos no centro espírita. A necessidade de Denise era manter-se ocupada fazendo o bem para pessoas que sofriam como ela, encontrando dia após dia na doutrina espírita, respostas que deram força e segurança para continuar. Acompanhada de todo sofrimento, a morte de Christian a trouxe uma nova oportunidade de tornarse uma pessoa melhor. “Eu achava que eu tinha que ensiná-lo, mas foi ele quem me ensinou e ensina até hoje. A gente ama errado, ama com posse, queremos a pessoa para nós e não deve ser assim. A saudade do corpo físico vai ser para sempre, mas eu o sinto aqui mais perto de mim, influenciando a minha vida em todas as coisas”. E uma maneira de ter certeza que o filho estava bem foi por meio da psicografia, outro caminho do espiritismo que aproxima o ente querido de quem o perdeu. Através de um médium o espírito desencarnado se manifesta, trazendo uma mensagem a qual o espirito conta quais são as suas atuais condições, no geral as mensagens são de amor e carinho aos entres queridos. A primeira carta psicografada de Christian para Denise aconteceu seis meses após o acidente.

Sueli Fernandes

Assim como Eric Clapton encontrou na música cura para sua dor, Denise usava letras e melodias para aliviar a angustia e a saudade. “As reuniões no centro são todas cantadas, cantamos músicas do seresteiro João Cabete, de Roberto Carlos entre outros compositores, quando me batia um desespero eu cantava e isso me ajudava”. Hoje, ela se dedica a receber as mães que procuram o Centro Espirita João Cabete e, que assim como ela, perderam os filhos. ”Nós podemos optar pelo

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bem sofrer ou pelo mal sofrer. Existem pessoas que preferem parar de viver e se lamentar o resto da vida. Não se deve perder a fé em Deus, pois a única coisa que consegue provocar a sensação de paz é a oração”.

Segundo Sueli, essa busca por respostas encaminha as pessoas para o espiritismo, pois a doutrina oferece a consolação, ao mesmo tempo em que nos revela os gloriosos objetivos da alma, em uma infinita trajetória para a luz.

O espiritismo é uma doutrina revelada pelos espíritos superiores, através de médiuns e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Possui características ou aspectos científicos, filosóficos e religiosos.

Em 1990, Ana Maria passou pela mesma experiência de Denise. Ela perdeu a filha, Ana Paula, de 18 anos, no dia 29 de abril em um acidente de carro na Rodovia Imigrantes. “Eu me lembro que acordei no dia seguinte e me perguntei: o que vai ser da minha vida sem a minha filha?”.

Segundo Sueli Fernandes, presidente do Centro espírita João Cabete e terapeuta holística, o espiritismo é o consolador prometido por Jesus, é o grande libertador das consciências, revelando ao homem de onde ele vem, por que está aqui e descrevendo com clareza a vida espiritual. “Não tem nenhum tipo de hierarquia, o único mestre é Jesus e o culto espírita é realizado no próprio coração, pois não possuem rituais, nem dogmas. O conhecimento espírita é acessível a todas as pessoas e nossos núcleos são escolas da alma, na busca sublime do amor puro e incondicional”, explica. Outro aspecto diferenciado da doutrina é a forma como a dor é interpretada. Temos ainda grande dificuldade de compreender o porquê da dor, quando sofremos, obviamente que os questionamentos íntimos são inevitáveis. Como associar a misericórdia divina aos testemunhos dolorosos?

Os dias se passaram e Ana Maria recebeu o convite de Sueli Fernandes para frequentar o Fraternidade. “Eu e meu marido começamos a frequentar o Fraternidade e lá nós nos encontramos. O espiritismo me trouxe alento e me fez enxergar a morte da Ana Paula de outra maneira”. Além de frequentar as reuniões do centro, Ana Maria contou com a ajuda de familiares e amigos nesse momento tão delicado pelo qual ela, seu marido e filho estavam passando. “Eu tenho certeza que o poder das orações é o que nos faz ter forças. Eu mesma não conseguia nem rezar, só conseguia falar: Jesus. Mas naquele momento aquilo era minha oração”. Certo dia, ela foi à Uberaba assistir a reunião e as psicografias de Chico Xavier. “Teve um momento que ele pegou a minha mão e me disse que eu era muito forte, ele disse que eu tinha uma fortaleza muito grande dentro de mim”. E esta fortaleza aumentou com o tempo e fez com que a dor se transformasse em lembranças boas e saudade. “O que me consolou foi saber que pelo jeito que a Ana Paula era, ela se adaptou rápido a nova condição. Era uma menina que adorava conhecer lugares, fazer coisas novas, ela vivia intensamente”. Para Sueli, além do consolo de saber que quem amamos está amparado, auxiliado pelos benfeitores e familiares já desencarnados que o recebam na vida nova, é também a oportunidade para renovarmos a fé, reconhecendo com Jesus que “há muitas moradas na casa do pai”. (ao lado) Denise Fátima Lima Saccani

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Ana Maria recebeu cerca de 40 cartas psicografadas, com diversas características. ”A Ana Paula enviou diversas psicografias rimadas, algumas trazendo notícias da nova condição, outras falando do pai, do irmão, dos primos”. Hoje, assim como Denise, Ana Maria trabalha no João Cabete dirigindo a sala de passe e tem a vida voltada a ajudar pessoas, que assim como ela, sofrem a dor da perda. ”Lá nos vemos e constatamos que não somos os únicos a sofrer. A verdade é que todos que estão na terra sejam ricos ou pobres vão sofrer. Compartilhar o sofrimento é o que nos cura”. A dor foi superada, o que resta é a falta física que Ana Paula deixou. “Eu acordo todas as manhãs e dou bom dia pra ela, eu sinto que ela está comigo, que ela trabalha, ajuda, principalmente lá no Centro João Cabete”. Sueli reconhece no espiritismo um aliado para trazer paz às famílias que passam por situações de perda. “O espiritismo liberta-nos da ilusão de que a vida se manifesta apenas na dimensão material. A morte não é o fim da vida, perde-se o vínculo carnal, ressurgimos em corpo mais sutil, que nos

acompanha na jornada evolutiva e mantém a nossa individualidade”. Com convicção no espiritismo e acreditando na evolução do espírito de Ana Paula, Ana Maria acredita que o espírito volte para uma nova vida aqui na terra. “Devido ao tempo e ao amadurecimento do espírito, pode ser que ela volte logo. Esperamos nos reencontrar”. De acordo com Sueli, a reencarnação é uma lei biológica, atrelada a lei da evolução. Não seria possível alcançar os níveis mais elevados de consciência, sem atravessar os diversos caminhos da experiência humana. “A terra é uma imensa escola, cada um de nós estagia em níveis diferentes de aprendizado. A escola terrena fornece, desde a infância até a maturidade, dos conhecimentos básicos aos mais complexos, até alcançarmos o objetivo maior. Da mesma forma, o ser imortal soma experiências no tempo e no espaço, até atingir a suprema equação da vida eterna. A vida é uma só, porém encarnamos e desencarnamos dos apelos grosseiros da matéria e do primitivismo, em uma longa viagem para a angelitude”, finaliza.

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automóveis

A invasão dos mini carros Fotos: Divulgação

Sucesso no mercado automobilístico

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O

Brasil é novo no mercado dos mini carros, na América Latina. O automóvel que até então era comprado por importadoras independentes, hoje podem ser encontrado em grandes concessionárias. A intenção desses gigantes do mercado automobilístico como a Mercedes-Benz, BMW e a Fiat era diminuir o tamanho dos veículos para ocupar menos espaço nas grandes cidades. Para isso, foram criados inúmeros modelos de mini carros sustentáveis, que gastam menos combustível, são acessíveis e práticos na hora de estacionar. No Brasil, o Smart, da Mercedes-Benz e o Mini Cooper, da BMW foram os primeiros modelos a chegar ao país, seguidos pelo Cinquecento da italiana, Fiat. Queridinho pelos europeus, o Smart ForTwo da marca Mercedes-Benz foi criado pelo libanês Nicolas Hayek, o mesmo inventor dos relógios de pulso Swatch. A intenção do matemático era fazer um carro pequeno, especificamente para duas pessoas, mas que ao mesmo tempo fosse econômico e ecologicamente correto. A ideia levou cerca de dez anos para se tornar realidade e somente em 1998 foi fabricada a primeira unidade na França, pela Micro Compact Car (MMC), empresa parceira da Mercedes-Benz. Seu nome nada mais é do que a junção das palavras Swatch Mercedes ART e ForTwo, que significa “para duas pessoas”. A sociedade entre as empresas logo foi desfeita, devido Hayek se decepcionar com o uso de um motor convencional no veículo e pelo valor total do automóvel. Com isso, as vendas tornaramse lentas e a Swatch decidiu deixar a MercedesBenz como proprietária exclusiva do mini carro. Hoje, a procura pelo modelo cresceu significantemente e o Smart ForTwo é um dos carros mais procurados da multinacional. O automóvel mede 2,7 metros de comprimento e 1,54 de altura, propícios para curvas fechadas com um grau de estabilidade maior, o motor de três cilindros a turbo fornece potência de 84 cavalos, proporcional ao peso do carro que é de 750 kg. A carroceria do Smart ForTwo possui painéis internos totalmente substituíveis e recicláveis. O volante e os bancos são revestidos em couro, o interior ainda contém ar-condicionado e sistema de som estéreo.

este é equipado com câmbio manual e marchas que podem ser mudadas por um toque na alavanca do câmbio, ou serem até mesmo programadas para funcionar automaticamente. Em centros urbanos, o Smart ForTwo chega a 15,6 km/l – quilômetros rodados com apenas um litro de combustível, e nas estradas a marca registrada é de 24,4 km/l. A sua aceleração vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e a velocidade máxima apontada do velocímetro é de 145 km/h. Este modelo de mini carro é somente encontrado nas concessionárias em São Paulo ou diretamente na Mercedes-Benz da capital.

Mini Cooper Já o concorrente assíduo do Smart ForTwo, o Mini Cooper é um dos menores automóveis mais vendidos na América. Lançado em 1959, pela marca British Motor Corporation (BMC) – hoje a Hyundai, o carro já era sucesso nos anos dourados. Em 2001 a BMW relançou o modelo com um design totalmente repaginado, preservando uma condução mais esportiva. O modelo chegou ao Brasil, somente em 2006 e os condutores ficaram impressionados com tamanha tecnologia e entretenimento em um veículo de apenas 3,7 metros de comprimento e 1,4 de altura. No interior do veículo, o motorista pode encontrar um sistema completo de airbags, ar condicionado, direção hidráulica, câmbio de seis marchas, sistema de freios e rádio multimídia MP3 com entrada USB, além de teto rebaixado, para-brisa inclinado, tanque para 40 litros de combustível e rodas de liga leve. Com o sucesso em vendas no modelo Cooper, a BMW lançou em 2011 o Mini Coupé 2012, uma versão muito mais esportiva e compacta apenas para dois passageiros. Para se ter uma ideia, o veículo é tão pequeno que o porta-malas do automóvel, tem acesso apenas pelo interior do carro, compartilhamento para 280 litros, motor de 1.6 e 175 cavalos de potência.

No Brasil, o único modelo Smart ForTwo disponível é o 1.0 turbo de 84 cavalos, www.revistastudiobox.com.br

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Algo que impressiona o condutor que adquire um produto como este, são as opções voltadas ao design do automóvel. Os Minis possuem variações em cores e revestimentos para a decoração externa do veículo, sendo ainda adquiridas nas concessionárias. Adesivos no retrovisor para combinar com a cor do teto do automóvel, teto solar automático e bancos de couro com apoio de antebraço. O Mini Cooper e Coupé podem ser encontrados na Autostar Santos, localizada na Avenida Dr. Washington Luís, na altura do nº280.

Fiat 500 Tecnologia e originalidade versus passado e futuro são características assíduas do Fiat Nuova 500, mais conhecido como Cinquecento. Pequeno, acessível e econômico, o modelo foi criado para substituir seu antecessor, o lendário 500 Topolino famoso durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, devido à crise econômica vivida na Europa, em termos de transportes urbanos houve uma demanda alta de motonetas como a Vespa e a Lambreta. Os automóveis eram considerados artigos de luxo para os italianos, e para isso, foram necessárias uma série de renovações de frota e a produção de carros mais acessíveis ao mercado. A Fiat por sua vez, decidiu colocar em prática seu mais novo projeto: o Fiat 600 (sei-tchento), a estratégia era de agradar tanto o público de automóveis, quanto os de motos. E deu certo, em 1955, o 600 foi lançado e a procura por Vespas e Lambretas começou a cair. Em 1957, o engenheiro Dante Giacosa, que havia projetado o Topolino, resolveu criar um automóvel muito mais econômico e prático em centros urbanos. O Fiat 500, conhecido pela pronúncia italiana, fala-se tchinque-tchento, ganhou este nome com o propósito de ser associado ao antigo carro da marca, o 600.

“A maior razão do sucesso do Fiat 500 está ligada a aparência. Não há lugar aonde se vá onde as pessoas não os acompanhem com o olhar, ou até mesmo apontando e fazendo comentários com os demais sobre o modelo”, comenta Lucas Pelicer, gerente comercial da Atri Fiat, em Santos. A maior diferença entre os dois modelos é o motor. A versão atual do Cinquecento possui 100 cv e alcança uma velocidade de até 182 km/h, comparados ao patriarca que possuía 15 cv de potência e mal ultrapassava 85 km/h. O novo modelo atinge uma velocidade de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos, é equipado com teto solar e contém decalque no capô do automóvel na cor branca perolizada. Seu interior é totalmente compacto e possui volante revestido em couro branco e bancos de ajuste manual a distância e altura. O modelo ainda traz costuras vermelhas no volante, nos assentos e na alavanca do câmbio. O compacto disponibiliza de dispositivo antiderrapagem, assistência para situações de frenagem em casos de emergência, possui sete airbags com proteção para rosto e joelhos. “Cada vez mais, os brasileiros tem entendido que um carro ‘bom’ carrega consigo tecnologia e conforto, independente se ele é porte pequeno ou grande”, finaliza. Existem 23 tipos de acessórios que podem ser acrescentados durante a compra, por exemplo, capa para o retrovisor e para chaves, adesivos, minissaias laterais e no capô com a sigla da marca. O Fiat 500 possui garantia de dois anos e assistência técnica em todo o Brasil. Em Santos, o veículo italiano pode ser encontrado na Concessionária Atri, localizada na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 279.

A motorização na Itália crescia a cada dia e no início da década de 50 eram seis veículos para cada mil habitantes. Com a vinda do Cinquecento a relação seria de 330 carros para cada mil italianos, número equivalente ao restante da Europa. Porém, a produção do Fiat 500 terminou em 1975, quando o seu sucessor, o Fiat 126 fora lançado para substituí-lo. Em 2007, a Fiat retomou a produção do Cinquecento, com uma versão mais atualizada do veículo. Hoje, o novo Fiat Nuova 500 é comercializado no Canadá, Estados Unidos e México e possui 3,55 metros de comprimento, câmbio manual e motor de 1.4 de potência.

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turismo

Nova


York

Fotos: Divulgação

Entenda porque a cidade é tão requisitada na hora das compras

T

odos os anos, milhares de brasileiros viajam para os Estados Unidos com o objetivo de comprar produtos mais baratos que no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Agência de Viagens (Abav-DF), em 2011, as agências de turismo venderam em média 30% a mais de pacotes com destino ao USA, comparados aos anos anteriores. O que tanto encanta, não só os brasileiros que viajam à Nova York, mas como turistas de todas as partes do mundo é a diversidade. Centenas de pessoas de todos os estilos, raças e cores circulam diariamente pela Times Square. Segundo Inês Bellini, diretora da agência de turismo Mendes Tur, o turista opta por Nova York por ser uma cidade cosmopolita e oferecer produtos de grandes marcas por preços mais acessíveis. Um dos pontos mais fortes em economia na cidade é o Woodbury Common Premium Outlets, considerado o maior shopping do mundo, e o lugar mais procurado pelos brasileiros. Localizado especificamente no Central Valley, o Woodbury Common faz parte do grupo Chelsea Premium Outlets e foi inaugurado em 1985. Devido a demanda de turistas em busca de mais opções em lojas, o grupo expandiu o centro duas vezes, a primeira em 1993 e a segunda em 1998. Hoje, o Woodbury Common Premium Outlets possui cerca de 200 lojas das mais diversas marcas mundiais. “Woodbury Commons é parada obrigatória para aqueles que procuram ótimos preços. Lá encontramos as grifes mais famosas do mundo, com preços de atacado ou em promoções, sempre com taxas inferiores a de Nova York”, explica. O interessante é que o turista alugue um carro por 48 horas, para ficar com um transporte fixo durante as compras. As opções de empresas que alugam veículos em Nova York são as locadoras Dollar e a Thrifty, na qual possuem preços acessíveis para quem deseja visitar o Woodbury Common. Quem optar por esta locomoção, a rota principal até o shopping é pela New York State Thruway (I-87), em direção a Harriman (estação de trem) até a saída 16, este trajeto dura aproximadamente duas horas.

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Já o Manhattan Transfer Tours é um dos serviços mais completos de Nova York. O veículo pega e deixa a pessoa no hotel, e ainda a espera realizar as compras no Woodbury Common, pelo valor de US$49,00. Nova York, além de ser o maior centro de compras do mundo, também é muito procurada por suas festas. O Brooklin é um dos bairros que têm as melhores festas de Halloween da cidade, que se estendem até às 10h da manhã. Outro ponto importante de entretenimento nova-iorquino são as boates, e um dos locais mais visitados pelos turistas é o On The Quiet Nightclub, mais conhecido como QT, Localizado na cobertura do Hotel Standard. Por ser um ambiente de fácil acesso aos estrangeiros, o lounge inaugurado em 2009 possui vista panorâmica de até 360º para a ilha de Manhattan e já recebeu celebridades como Madonna e Jude Law, ator do filme Sherlock Holmes. As hospedagens também não deixam a desejar, para isso a Mendes Tur reservou duas opções de hotéis localizados em Nova York, para o turista que vai a cidade em buscar de lazer e diversão. A primeira opção é o Radisson Martinique on Broadway, que está localizado no coração da cidade, próximo a 5ª Avenida. Considerado um dos hotéis mais luxuosos de NY, o Radisson Martinique está próximo ao Madison Square Garden, um complexo de quatro arenas de hóquei, e do Empire State Building, o arranha-céu de 102 andares em estilo art déco, ou seja, futurista. O hotel possui dois restaurantes mediterrâneos, SPA, academia, lojas internas, apartamentos equipados com TV a cabo, ar condicionado, sofre digital, internet wireless, máquina de café e chá, microondas, tábua e ferro de passar roupas. Um dos grandes diferenciais do Radisson Martinique são os serviços de acessibilidade. Preocupados em atender todos os públicos, o hotel possui equipamentos para deficientes auditivos, estacionamento com vaga para portadores de necessidades especiais, sinalização em braile por todo o hotel, inclusive no cardápio dos restaurantes, além de todos os banheiros serem acessíveis à cadeira de rodas. “É muito comum, o turista utilizar transportes como táxi, os carros amarelos que vemos nos filmes, porém o sistema de metrô também é muito prático, com estações próximas, guias e mapas espalhados por toda a parte. Alguns hotéis oferecem serviços de transporte entre o aeroporto e o hotel, mas se o hóspede preferir fazer um passeio panorâmico pela cidade, este serviço deve ser contratado à parte”, diz.

Outra opção de hospedagem em Nova York é o The Roosevelt Hotel inaugurado em 1924 no auge do jazz. Localizado na Madison Avenue com a 45th Street, o hotel oferece cerca de três mil metros quadrados de espaço para festas e reuniões, além de eventos como casamentos, baile de debutantes, recepções empresariais ou até mesmo bar-mitzvahs. Próximo a Broadway e da 5ª Avenida, o hotel fica apenas alguns passos das atrações do coração de Nova York. Um dos restaurantes mais movimentados do The Roosevelt Grill. O lugar oferece refeições da culinária tradicional americana, servida em um ambiente totalmente confortável e descontraído. Sua arquitetura é revestida com papéis de madeira polida, cadeira em couro e vistas panorâmicas para o lobby do hotel. Quando se trata de entretenimento ou teatro, a cidade de Nova York oferece um imenso pacote de lazer aos turistas. “Sugerimos uma visita noturna pela cidade, percorrendo bairros que habitualmente os turistas não visitam: East Village, Brooklyn (aonde vivem comunidades judaicas) e também o passeio de barco no Staten Island Ferry, com excelentes vistas panorâmicas. Ou até mesmo paradas estratégicas na Times Square e na Broadway. Já durante o dia, no Central Park são oferecidas atividades de lazer como patinação no gelo, visita ao Zoológico ou ao Museu da Arte Natural”, comenta Inês. A agência de turismo Mendes Tur oferecer diversos tipos de pacotes para os Estados Unidos, desde a emissão de passagens aéreas e diárias de hotel, até os roteiros mais elaborados acompanhados por um guia turístico. Outros serviços e preços podem ser encontrados nas agências dos shoppings Miramar e Praiamar.


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projeto social

Fotos: Divulgação

Projeto Tamtam

“Com quantos loucos se faz uma cidade?”

E

ntrar no Café Teatro Tamtam Rolidei causa sempre a mesma sensação de energia positiva, capaz de cativar qualquer um. Todos de cara limpa, mães trabalhando e crianças assistindo filme, é assim que você pode encontrar o Rolidei em época de preparativos para desfile ou eventos especiais. Seria essa a explicação para a energia vinda do corpo, que origina o nome do Grupo Orgone? Pois bem, é a única explicação para existir toda a magia que habita o pequeno espaço no terceiro andar do Teatro Municipal de Santos, para todos, sem preconceitos e restrições. “O trabalho da gente é um trabalho coletivo, que não é para o outro, mas para todos. É para mim, para você, para o seu irmão, vizinho, para o gordo e para o magro”. O Projeto Tamtam surgiu em 1989, em meio a muitas mudanças por causa do governo da época,

no mesmo ano, aconteceu a grande libertação dos loucos. A chegada de Renato Di Renzo no Anchieta veio para devolver, impor, costurar, realizar sonhos e resgatar o desejo das pessoas, principalmente, para aqueles que não podiam viver em sociedade. Ele explica que o hospital era um grande depósito de pessoas, onde aqueles que não andavam na linha eram jogados e esquecidos lá. Muitas delas não tinham referência de família, nem do que estavam fazendo naquele lugar, pois não havia um tratamento coerente. “O meu trabalho foi resgatar a vontade de querer a vida, de ir para as ruas da cidade, do bairro, buscar o sonho, a imaginação e a possibilidade de vida, do dom do seu andar, ser proprietário da sua história. A pintura, teatro, artesanato e dança eram uma forma para isso acontecer. Essa libertação simbolizava um novo tempo, os direitos humanos e o respeito ao cidadão, isso era muito importante, a intervenção viria para mudar a política de atenção ao ser humano”. problemas mentais ou síndromes”, revela Renato.


O grupo Orgone, projeto Tamtam e Café Teatro Rolidei já fazem parte da vida de Cláudia Alonso há algum tempo, por acreditar que o corpo e a mente andam juntos, a psicóloga e bailarina, que trabalhou juntamente com Renato Di Renzo no Hospital Anchieta, se apaixonou pelo fato de que através da arte, ele conseguiu reinserir as pessoas no mundo, fazendo com que técnicos e loucos não pudessem ser diferenciados.

a melhor forma para fazer, ela relembra que uma vez estava no hospício se preparando e buscando a melhor forma para dar sua aula, Renato entrou colocou uma música, começou a pular pra lá e pra cá e todos acompanharam, ele saiu e ela ficou ali observando tudo. Cláudia revela, que foi nesse momento que ela realmente entendeu aquela coisa do faça, que se chama responsabilidade e ao mesmo tempo diz “eu acredito que você é capaz”.

“O Rolidei é uma pulsão de vida, você olha tudo aqui e eu pergunto: saberia dizer quem tem problema e quem não tem? Foi a mesma sensação que eu tive há 20 e poucos anos atrás quando eu entrei no hospital Anchieta e vi o trabalho que o Renato realizava. Paredes coloridas, as pessoas estavam trabalhando e não dava para saber quem era louco ou técnico”, conta Cláudia.

“Eu me encantei com o trabalho, ao ver as pessoas com tantos problemas físicos e psicológicos. Percebi que isso era Orgone, então parei com tudo e fiquei só com o Tamtam”.

“O meu trabalho foi resgatar a vontade de querer a vida, de ir para as ruas da cidade, do bairro, buscar o sonho, imaginação e a possibilidade de vida”

“Você quer? Então faça!” uma frase de Renato que sempre motivou e desafiou Cláudia, que quando se formou em psicologia tinha uma formação toda ‘quadradinha’ do balé e teve que literalmente descer das sapatilhas para trabalhar com os loucos. “Foi um encantamento, comecei a trabalhar e literalmente tirei a sapatilha do pé e pisei no chão em todos os sentidos, no simbólico e no real, não dava para querer sapatilha para aqueles pés e corpos todos machucados”, diz Cláudia que precisou entender que todo o seu saber de grande bailarina, não era nada na frente de pessoas que tinham 10, 15 ou 20 anos de internação em um hospício, que tinham histórico de eletrochoque e machucados. “Eu precisei me despir”.

O sucesso do trabalho realizado pode ser visto com o prêmio conquistado no ano passado, Prêmio Saúde e Cultura que é dado para instituições que promovem a saúde por meio da arte. Em agosto acontece o desfile “E aí, beleza?! Eu sou assim!” que tem como objetivo mostrar a diversidade e pluralidade na passarela. Desfilarão obesos, anoréxicos, velhos, crianças, feios, mudos, travestis, gays, altos, magros, loucos, downs, anônimos e figuras públicas. Serão aproximadamente 80 pessoas desfilando roupas de retalhos que foram produzidas pelas mães dos assistidos pelo projeto Tamtam.

Na máxima do “faça”, o desafio é descobrir qual é

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Mudança de Governo, ficar sem onde ter que ensaiar e se apresentar, não foram empecilhos, mas apenas algumas pedras no caminho, com a ajuda de diversos colaboradores, eles conseguiram se manter hoje e beneficiam 164 pessoas.

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Fotos: Divulgação

saúde

Culinária

Oriental

Conheça os benefícios da comida japonesa

A

beleza na apresentação dos pratos é a principal característica da culinária japonesa, que através de sua simplicidade, encanta e desperta o paladar. Com o cardápio diversificado ela é conhecida por ser altamente nutritiva, além de muito saborosa. “Uma boa combinação pode trazer benefícios por exemplo, é rico em prevenção de algumas

de comida japonesa à saúde. O salmão, ômega-3 e ajuda na doenças, devido sua

ação antiinflamatória no organismo”, explicou a nutricionista Pâmela de Paula Zacharias. No Brasil, a comida japonesa conquistou seu espaço e a cada ano ganha mais adeptos. Ela tornouse reconhecida pelas propriedades benéficas à saúde, que garantem melhor qualidade de vida e evitam consequências trazidas pela idade, como o envelhecimento celular, diabetes e mal de Alzheimer. Os restaurantes proporcionam um cardápio, onde estão inclusos pratos quentes e frios, com opções para todos os gostos.


Conheça alguns dos alimentos e seus benefícios, de acordo com as recomendações da profissional: Uma boa opção para entradas é o sunomono, salada de pepino japonês marinado em vinagre ou shitake e shimeji (cogumelos) no vapor, pois tem baixas calorias. A alga, peixe cru, salmão, chá verde, pepino, gergelim e gengibre são alimentos interessantes para incluir no plano alimentar diário. As algas que envolvem os sushis e temakis são excelentes fontes de iodo e vitaminas do complexo B, necessárias para o bom funcionamento da tireóide, colaborando com o aumento do metabolismo basal, quantidade calórica ou energética que o corpo utiliza, durante o repouso. O Chá verde e o gengibre são considerados termogênicos, ou seja, aceleram o metabolismo e aumentam a temperatura do corpo facilitando a queima de gorduras. Eles são responsáveis por cerca de 10% do gasto total de energia. Porém, estes por si só não devem ser “encarados” como milagrosos, mas sim aliados a uma alimentação saudável e associados à prática de exercícios físicos, para que se tenha algum efeito positivo no processo de emagrecimento. O Ômega 3 contido nos peixes, além do salmão possui uma função importante, ele aumenta os níveis de HDL (o chamado colesterol bom) e diminui os de LDL (colesterol ruim) do sangue, equilibrando as taxas de colesterol. “O sashimi de salmão tem apenas 22 calorias por fatia, o sugerido é consumir entre 8 a 10 fatias. Os sashimis de peixe branco tem 19 calorias, o linguado 12 e o polvo apenas 10 Kcal”. Mas mesmo com tantos benefícios, a nutricionista alerta que ninguém pode viver apenas se alimentando de comida japonesa e ressalta a importância da diversidade na escolha dos itens alimentícios. “Não adianta consumir muito de um tipo de alimento e não ingerir nada de outro. O ideal é de tudo um pouco e um pouco de tudo, cada um dos grupos contêm elementos necessários para o bom funcionamento do organismo”. Para se controlar, Pâmela dá a dica: fique atento com as preparações que vem com nome hot, skin ou crispy, normalmente são fritos e agregam mais gordura e calorias extras. “Evitar ingredientes com cream cheese, maionese e o molho tarê, pois é riquíssimo em açúcares”.

Diminuir o consumo de shoyu também é importante, o molho salgado de soja de origem japonesa é usado para temperar os alimentos e dar ainda mais sabor a peixes, verduras e legumes. “O shoyu apresenta sódio em excesso e por isso precisa ser evitado, mas para quem não consegue ficar sem ele, a melhor alternativa é optar pela versão light, que contém menor concentração do elemento. Uma colher de sopa de shoyu equivale em média a um grama de sal”. Outra restrição são os temakis, que viraram febre aqui, na baixada santista, principalmente por serem uma solução prática e rápida. Cones recheados com diversos ingredientes, a maioria feito com arroz, carboidrato que contém calorias extras, além de maneirar nos que possuem maionese ou cream cheese, substituindo-os por outros com elementos mais saudáveis. E cuidado! O yakissoba, apesar de conter verduras e legumes têm alto índice de sódio e a presença de carboidratos, por isso não abuse. “Já o tempurá é riquíssimo em gorduras saturadas e calorias, a melhor saída é substituí-lo por outro prato, ou comer de forma moderada”. E quando chegar a hora da sobremesa, muita calma! Para quem está de dieta, vale apostar nas frutas, sorvetes light e salada de frutas. Deixe de lado os doces flambados e opções fritas. Para os vegetarianos, a nutricionista reforça a preocupação com o subsídio proteico, que na maioria das vezes é esquecido, mesmo consumindo o tofu, (combinação entre o queijo animal e o vegetal), que é uma excelente fonte de proteínas, para o cotidiano será insuficiente. Com tantas vantagens vale a pena investir na culinária japonesa, mas sempre com moderação. Para isso, a nutricionista Pâmela preparou um cardápio especial para quem deseja manter a dieta, essa dica contém apenas 400 kcal.

Alimento

Quantidade

Sunomono com gengibre

1 porção P

Shimeji (sem manteiga)

1 porção P

Temaki de salmão s/ cream cheese

1 Unidade

Sashimi de Atum ou salmão

6 fatias

Tekamaki

3 unidades

Chá de laranja com gengibre

Lata

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matĂŠria de capa

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Fotos: Rafael Vaz

Guido Tedesco

“Busco dar foco à solução e não ao problema”

O

ano de 1939 e início dos anos 40 foram marcados pelo começo da 2ª Guerra Mundial, nesta época, os conflitos armados que duraram toda a década de 30, declinaram. Grandes nomes do cinema de Hollywood despontaram também naquele tempo, mulheres que se tornaram referência, entre elas, Rita Hayworth, Ingrid Bergman, Ava Gardner e Marilyn Monroe que surgiu pela primeira vez nas telas. E naquele tempo em que o mundo sofria grandes mudanças de poder, cultura e de cunho social, Guido Tedesco nasceu. O empresário, que está com 73 anos, tem a alma e a personalidade revolucionárias, não por ter vivido toda a transgressão mundial, mas sim por dom ou por estar no sangue italiano e português, como o mesmo diz. Guido Tedesco começou a trabalhar muito jovem. Antes mesmo de completar 15 anos, já era funcionário da Casa Capella, antiga loja de materiais elétricos, que era de seu avô. Ele nem imaginava, mas aquele seria o início de uma brilhante história de empreendedorismo e admiração incondicional pela família. Lá, ele conheceu o seu primeiro amor com quem é casado há 50 anos, depois formaram uma

família com três filhos: José Antônio, Andréa e Adriana. Quando completou 23 anos, decidiu arriscar e investir em seu próprio negócio, assim surgia a Guido Iluminação. Inicialmente com algumas vendas de porta em porta, mas ele queria muito mais, então também investiu em grandes construtoras e empreendimentos. Hoje, a empresa tornou-se um ícone no ramo e a Guido Iluminação se transformou em um grupo, que investiu na marca Kartell, que é referência em design e móveis em policarbonato, além dos planos para empreender na La Lampe, outra grande empresa do mercado de iluminação. “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”, a frase de Carlos Drummond de Andrade pode resumir sem muita audácia, a maneira como Guido Tedesco e sua família vivem, mesmo com motivos infinitos para serem felizes sem esforços, eles encontram em outras coisas e maneiras de enxergar o mundo, o que chamamos de felicidade plena. Agora, conheça um pouco da trajetória de Guido Tedesco, um exemplo que o amor fraternal, a união e a paixão pelo ofício, são os ingredientes perfeitos para o sucesso.

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Conte-me sobre suas lembranças mais recentes, sua infância. Nasci em São Paulo, mas vim para Santos muito cedo, com pouco mais de dez anos. O tempo que passei na capital foi maravilhoso, nem preciso dizer que naquela época era tudo muito diferente, não é mesmo? As recordações que tenho da infância são, em sua maioria, na Vila Madalena, que inclusive tinha muitos campos de futebol.

Gostava de jogar futebol? Na verdade, gostava muito de assistir, era aquele futebol de várzea de pés descalços mesmo. Mas pouco tempo depois fui para Santos, pois minha família materna era daqui e meu avô tinha uma loja, a Casa Capella, a maior casa de materiais elétricos da região. Além disso, meu pai era engenheiro eletricista e começou a trabalhar na construção da refinaria Presidente Bernardes.

E como foi o primeiro contato com a loja do seu avô? Desde que cheguei comecei a trabalhar. Inicialmente não tinha uma função, estava no auge da minha adolescência e era o típico “faz tudo”. Outra questão, que também me influenciou, foi o fato do meu pai ter ficado doente e consequentemente ter que ajudar minha família.

Sim, já fui muito mais engajado nisso (risos), eu gosto na verdade de analisar a técnica, antigamente eu ia até a praia do Itararé e ficava assistindo as pessoas jogarem, também seguiria na área de rádio, pois ouço o dia inteiro. Uma curiosidade é que fui durante dois anos diretor do Santos, meu filho era ciclista e eu o acompanhava, então me convidaram para ficar a frente do ciclismo, dias depois, o diretor de esportes olímpicos pediu demissão e eles me convidaram para ocupar o cargo, mas ninguém sabia que eu era palmeirense (risos). Dá para escrever um livro sobre tudo o que vi lá, pois fui a todos os jogos naquela época, onde o futebol era pura e simplesmente arte.

O sr. é de uma família de quantos irmãos?

“Na minha época esses conceitos eram empíricos, hoje a luz reflete nas ações do cotidiano e no comportamento”

Enquanto tudo acontecia, ainda tinha que estudar, me formei no Colégio Canadá, um dos mais rigorosos da época, no período da manhã ficava na escola e a tarde trabalhava.

Em algum momento sentiu vontade de parar de estudar, devido à rotina cansativa? Não, sempre quis continuar os estudos, naquela época cursei o que chamavam de ensino científico, mas não pude dar continuidade, devido a situação financeira da minha família. Eu realmente precisava contribuir, se por acaso tivesse prosseguido, com certeza seria na área de humanas.

E a faculdade de jornalismo, como surgiu a ideia? Depois de me casar, eu estava trabalhando, mas queria algo que me enriquecesse de maneira cultural, nunca imaginei que um dia exerceria de fato. Caso eu seguisse, eu seria jornalista esportivo. 56

Jornalista esportivo, o sr. é palmeirense... certo?

Somos em três, eu, a Gilda e o Guilherme que já faleceu. Eles não trabalhavam comigo na Casa Capella, a minha irmã fez pedagogia e seguiu na profissão até se aposentar no cargo mais alto de sua carreira. Meu irmão se formou em química, mas seguiu uma carreira completamente diferente, ele era despachante aduaneiro.

Como surgiu a Casa Capella, o sr. tinha alguma porcentagem na empresa?

Meu avô construiu a Casa Capella com o conceito de ter um mix variado em material elétrico, a ideia foi tão boa que em pouco tempo se tornou referência no ramo. Ele tinha sete filhos, mas apenas os homens teriam direito a porcentagem da empresa. Entre os filhos estavam quatro homens e três mulheres e minha mãe era uma dessas mulheres. Apesar de ter trabalhado lá, ela não tinha direito. Em um determinado momento alcancei meu cargo máximo, que era o de gerente e sabia que não conseguiria mais nada. Foi então, que fui embora, nesta época já tinha 23 anos.

E o que aconteceu depois disso? Já conhecia sua esposa? Sim, ela também trabalhava na Casa Capella, nos apaixonamos e eu tinha certeza que era com ela que gostaria de passar todos os meus dias, mas demorei aproximadamente cinco anos para casar, pois minha família dependia de mim. Meu pai estava muito doente e eu tive que esperar meus irmãos

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se formarem e se estabilizarem. Tudo o que nós ganhávamos de auxílio da empresa que meu pai trabalhava era utilizado para tratar a doença, como o problema era no coração e naquela época não tínhamos recursos na área de saúde, ele faleceu relativamente jovem. Minha esposa, que era minha noiva na época, me apoiou incansavelmente.

E quando decidiu arriscar e abrir seu próprio negócio? Não abri meu negócio imediatamente, inicialmente eu vendia lustres de porta em porta, onde via uma obra, lá estava eu. Acho que essa foi a época em que mais tive coragem, até hoje me lembro do meu primeiro cliente, que foi a dona Ivone da família Zogaib, esposa do dr. Valderez, que por muitos anos foi dono do Hospital Ana Costa. Nunca tive perfil de vendedor atirado ou muito extrovertido, mas acredito que isso seja da minha natureza mesmo, afinal eu entendia sobre o que eu estava vendendo. Antes de bater na porta, analisava bem a casa. Fiquei pouco tempo nesta rotina, pois logo abri um escritório onde eu já tinha algumas coisas expostas e depois tive lojas em outros endereços, até chegar nessa, onde estou há 12 anos. Foi assim que nasceu a Guido Iluminação.

Passou por dificuldades, quais foram?

Como começou a entender de iluminação? Fez algum curso? O curso que fiz foi a minha vivência, os melhores aprendizados aconteceram na rotina. Hoje em dia, mais do que vender lustres, nós vendemos projetos de iluminação, naquela época não tinha o entendimento, o projeto. Hoje aprendo diariamente, com meus filhos que participam de feiras, simpósios, cursos.

“Nós gostamos do design, nós não somos uma família rica, a gente investe o que ganha, fazemos nosso trabalho”

As dificuldades eram basicamente vender para pagar o aluguel e comer. Não tinha capital ainda para investir, apenas fazia girar o lucro que possuía.

Quando começou a sentir que daria certo? Acredito muito em dom e em fazer aquilo que nos identificamos. Parece que as coisas na minha vida sempre estiveram amarradas, qualquer sofrimento ou adversidade tinham um por que, que eu descobriria apenas no final. Com todo mundo é assim, certo? Mas às vezes simplesmente não percebemos e deixamos passar. Percebi que poderia ir muito mais longe com os negócios e direcionei as vendas não apenas para casas, mas também para grandes construtoras. Para este setor eram peças básicas e comuns, mas em grandes quantidades. Uma coincidência muito boa e que me ajudou foi o fato de ter um arquiteto atrás do escritório, que se 58

tornou um dos melhores de Santos, o sr Márlio Raposo Dantas, ele tinha uma construtora e estava engajado em um grande empreendimento, o Universo Palace, no José menino. Naquele local já funcionou a Pink Panther, depois o Pelikanos Café e agora é uma boate chamada Fênix. A ideia inicial daquele lugar era ser um flat, um hotel, depois que virou apartamento. Tinha um clube espetacular, o show de inauguração foi com o Sargentele e suas mulatas, o maior show daquela época. Aquilo foi um verdadeiro acontecimento e eu iluminei tudo aquilo e, com certeza, conhecer essas pessoas fizeram parte da minha sorte, aliada sempre a competência e profissionalismo.

Atualmente temos mais de cinco arquitetos, lightdesigners e cadistas. Então é muito diferente, isso tudo evoluiu muito, mas é recente. É lógico que existem muitas lojas de lustres que vendem apenas, mas nós não.

Recentemente, nós fizemos o hospital ISO, esse tipo de projeto necessita atender todas as normas da Secretaria de Saúde, isso exige muito conhecimento técnico, além da parte decorativa. Na minha época esses conceitos eram empíricos, hoje a luz reflete nas ações do cotidiano e no comportamento. É necessário imaginar, por exemplo, que um funcionário de uma loja de shopping fica quase dez horas debaixo da mesma luz e depois de um tempo, pode ficar com problemas de saúde e nem imagina que foi ocasionado pela luz mal aplicada. Além de potencializar características, como o mau humor e alguma emoção que a pessoa está propensa a expor.

E no meio de todo o crescimento dos negócios, como estavam seus filhos? Enquanto meus filhos estavam crescendo, eu poderia ter parado ou ter continuado apenas com as

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construtoras, em paralelo ainda tinha a fábrica que era de minha mãe, de cúpulas de abajur. Minhas filhas tinham se tornado professoras e meu filho advogado. Chegou um determinado momento em que eles se interessaram, para dar continuidade e trazer a modernidade aqui para Guido Iluminação. Tudo aconteceu de forma natural. Mesmo trabalhando em outros lugares, eles sempre estavam por aqui e de alguma maneira se mostravam presentes.

Então, o sr. é o tipo de empresário presente, que está aqui todos os dias? Sim, estou aqui todos os dias, se deixar sou o primeiro a entrar e o último a sair (risos). Não atendo mais tantos clientes, mas faço o primeiro contato. Acontece, que com mais de 40 anos de profissão, as pessoas acabam me conhecendo e eu faço questão de dar atenção e às vezes finalizar o contato, essa é a minha função aqui. Agora administração e afins, eu detesto! (risos). Não mexo nisso aqui (apontando para o computador), apenas para navegar e ver alguns pacotes de viagens.

O sr. falou muito sobre a modernidade e as novas ideias que seus filhos trouxeram, nunca foi resistente a isso?

filosofia do empreendimento.

Ainda existe alguma resistência a esse tipo de material que a Kartell utiliza? Sim, às vezes não imaginam a qualidade, a tecnologia, pois existe um pré-conceito, pensando que é algum tipo de linha de piscina e plástico, mas depois se encantam com as cores, design e durabilidade. Claro, que existem dificuldades para embutir novos conceitos nas pessoas, nós lutamos para propagar o quanto a marca é rica em design.

Como foi essa primeira ida à Milão? Eu nunca fui a trabalho, apenas para passear. Quando viajo nem olho para o teto para não ver luz (risos). A primeira vez foram meus três filhos, pois se a melhor feira acontecia em Milão, eles tinham que ir lá e descobrir, eles não falavam praticamente nenhuma palavra em italiano, mas descobriram um mundo novo e a paixão foi imediata, eles pensaram “este mundo precisa ir para Santos”.

“Busco dar foco à solução e não ao problema. Ficar mal humorado é quase impossível”

Não, nunca, pois com o tempo comecei a sentir necessidade de inovação e modernidade. Quando meus filhos começaram a ir às feiras de Milão, demorava aproximadamente um ano para as novidades chegarem. Hoje, eles vão até lá e as novidades são praticamente simultâneas.

Neste ano, já dominando o inglês e o italiano, meus filhos levaram entre arquiteto e convidados, para Milão e a Kartell abriu as portas para nós irmos até lá. Depois deste primeiro passo, deu-se início diversas parcerias com empresas e profissionais. Eu tive a grande satisfação de receber um prêmio de um dos nossos parceiros, um dos maiores fabricantes de peças de cristal, fui homenageado e meus filhos estavam lá para me representar.

E a Kartell surgiu em uma dessas idas à Milão?

Vocês praticamente abriram a porta deste mercado aqui no Brasil.

Sim! Nós já trabalhávamos com a marca aqui dentro da Guido Iluminação, procurávamos referências em tecnologia e design e ela investe exatamente nisso. Eles são pioneiros no trabalho em policarbonato e estão constantemente em busca disso, além de trabalhar com os melhores designers do mundo. O grande diferencial é o que eles propõem sobre sustentabilidade, design e qualidade, a Kartell está nos principais países e capitais do mundo. Nós somos a 3ª cidade no Brasil e a única fora de uma capital.

Sim e tudo foi baseado na maneira que nós divulgamos e aplicamos a qualidade e exclusividade. Poderia resumir minha trajetória profissional em duas etapas: A primeira com a minha luta desde a Casa Capella, depois, a 2ª etapa com a vinda dos meus filhos e toda a maneira jovem e versátil deles empreenderem.

Eles acreditaram em nós e nós acreditamos neles, então abrimos a Kartell na Tolentino Filgueiras com toda a preocupação de propagar o conceito e a

Agora estamos em cima desses novos conceitos e partindo para uma 3ª situação, que é trazer a La Lampe, que é uma das principais, se não a principal firma de iluminação no Brasil. Assim como a Kartell, que tinha um espaço na Guido Iluminação e se tornou uma loja, a La Lampe em breve fará parte do nosso ramo de empreendedorismo.

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Qual o conceito da La Lampe? Ela representa tudo isso, tecnologia, produtos, conceitos e investimento em técnica. E para tudo isso acontecer, eles procuraram saber quem nós éramos, qual o nosso passado e influencia no ramo.

Assim como a Kartell... Sim, três coisas contribuíram para essas marcas formarem a parceria conosco, primeiro, nossa tradição no ramo, segundo, a relação de confiança e terceiro, o boom imobiliário em Santos.

O sr. sempre acreditou no mercado santista? Nós aqui em Santos sempre tivemos a dificuldade da proximidade de São Paulo, a classe que nós atingimos a frequenta com facilidade. Então, tentamos criar maneiras para fidelizar as pessoas aqui, através da tradição e do pós-venda, que é muito importante. As lojas de São Paulo não têm o mesmo relacionamento que o santista deseja. O morador de Santos quer ver o dono do negócio, o empreendedor que representa a marca. Por isso que é importante cada vez mais ligar a Guido Iluminação à Kartell, nós somos um grupo de empreendedores.

coisas que nós, quase uma seleção natural. Adoro ver meus funcionários crescendo, formando família. Nós gostamos do design, nós não somos uma família rica, a gente investe o que ganha, fazemos nosso trabalho. Um dia desses desci e meu neto de sete anos estava sentado na mesa com um casal, virou e me disse: “Vô, posso fazer um desconto para eles aqui?” (risos).

O sr. se orgulha desse resultado, não é mesmo? Sim, todos bem perto, não nos desgrudamos. Uma coisa interessante, é que o presidente da Kartell falou que gostaria de trabalhar com outras famílias como a nossa.

E a Guido Iluminação perante tantos novos empreendimentos que vocês pretendem lançar, onde fica?

“Acredito muito em dom e em fazer aquilo que nos identificamos. Parece que as coisas na minha vida sempre estiveram amarradas”

Nunca existiu uma hierarquia entre a família dentro do grupo, seus filhos o olham como chefe?

O respeito é muito grande, eles sempre respeitaram a minha posição e nós nos escutamos demais, talvez este seja o segredo da nossa sinergia e confiança mútua. Eles não precisavam brigar por espaço, isso foi algo completamente natural e conforme eles amadureceram. Todos já venderam, fizeram projetos e participaram da parte financeira. Tá no sangue, italiano e português. Nós temos a capacidade para descermos e atendermos os clientes da mesma maneira que a melhor vendedora, a tradição da loja é oral, nós ensinamos um para o outro, recebemos na maioria das vezes um funcionário “cru” e nós até preferimos que ele seja assim, pois com isso, ele aprende junto conosco. Nossos funcionários começam nas funções básicas e depois crescem na profissão, os que ficam é porque vestem a camisa e acreditam nas mesmas

A Guido é a nossa “menina do olhos” como dizem, nosso porto seguro. É essencial agregarmos as outras lojas ao grupo Guido.

O sr. segue uma rotina? Além de vir para cá todos os dias, minha única rotina é almoçar em casa e cochilar um pouquinho depois do almoço, a famosa ciesta e também pratico exercícios na esteira e faço uns alongamentos de yoga que eu mesmo inventei (risos).

E o seu casamento, que já completou 50 anos. Nós temos uma cumplicidade muito grande, mas ainda existe aquela implicância com a toalha em cima da cama (risos). Valorizo muito a família que formei com a minha esposa, não sou exigente, mas sempre gostei de todos juntos na mesa e não gosto também da comida nas panelas, gosto da mesa bem colocada (risos).

O sr. se sente com 73 anos? Não, absolutamente não. Adoro coisas novas e modernas, fisicamente estou muitíssimo bem. Não sou nada tradicional e ninguém fala perto de mim que antigamente as coisas eram melhores (risos), o ferro de passar era com carvão, como isso era melhor? Amo viajar, conhecer novas culturas, novas experiências.

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E o sr. faz o que nas suas horas de lazer? A última aventura foi na Turquia, quando decidi que voaria de balão (risos), a Andréa, minha filha, me acompanhou na loucura, foi muito divertido! Você acha que nessa idade terei medo de alguma coisa? A vida é para ser vivida, outro dia estava em Águas de Lindóia e tinha uma moça tirando fotos com uma cobra e eu também quis tirar fotos com a cobra no pescoço (risos).

Como descreve sua personalidade? Olha, vou falar como sou... mas isso não significa que eu acredite, viu! Sou igualzinho ao que descrevem sobre o signo de câncer. É aquela história, não acredito em bruxas, mas não passo em baixo de uma escada (risos). Sou sentimental, muito tranquilo, não sou rancoroso e muito família.

Nenhum rancor? Não, nenhum, mas posso dizer que tenho algumas mágoas que me marcaram, aquilo fica aqui dentro, mas sem revidar ou revirar.

Consegue definir ou resumir toda a sua trajetória até aqui, sabendo que ainda tem muito mais pela frente? Olha, posso dizer que sozinho eu não conseguiria e com meus filhos e família, tenho a certeza que ainda tenho muito pela frente. São coisas que a gente nunca pensa, todo o processo aconteceu aos poucos e às vezes não consigo imaginar que já cheguei até aqui, que tenho uma firma italiana e sonhos inatingíveis que hoje estão aqui comigo. Aliás, eu não tenho sonhos, mas procuro amparar meus filhos nos sonhos deles, claro que com um pouquinho mais de pé no chão. Sinto-me realmente honrado, em saber que aquelas vendas, que iniciaram de porta em porta, resultariam nisso. O que me deixa ainda mais emocionado é que a Andréa, o José Antônio e a Adriana também se orgulham e investem cada vez mais em crescimento.

“Percebi que poderia ir muito mais longe com os negócios e direcionei as vendas não apenas para casas, mas também para grandes construtoras.” E qual sua principal qualidade? Busco dar foco à solução e não ao problema. Ficar mal humorado é quase impossível e eu durmo muito fácil também (risos). Outra coisa, é que não sou nem um pouco tímido é só me dar o microfone que é comigo mesmo (risos).

É uma pessoa de hábitos simples? Sim, tenho o meu modo de viver e não tenho muitas vaidades, essa camisa aqui (apontando para a camisa que vestia) foram meus filhos que deram! É muito bom viver desta maneira, a própria evolução da loja nos obrigada a ter outra apresentação é claro, mas na intimidade gosto de conforto, nada de ostentação.

Se considera plenamente feliz? Acho que não é uma questão de plenitude, eu sempre fui feliz, essa é a verdade. Felicidade é o meu dia a dia, o que seria a felicidade? Minha mãe sempre falava: Não se preocupa que vai melhorar! 62

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Yôga

desmistificando uma

filosofia de vida

Foto: Divulgação

bem estar


Uma filosofia que visa solucionar as questões do dia a dia, sem conflitos. Para isso a cultura do Yôga sugere uma reeducação comportamental, que contempla especialmente o bom relacionamento entre os seres humanos e tudo o que está associado.

que propõe uma forma mais sensível e amorosa de relacionamento com a família, com o parceiro afetivo, com os amigos, com os subordinados e com os desconhecidos. Recomenda-se que eventuais conflitos sejam solucionados sem confrontos. Ainda é ensinado a melhor forma de respirar, como relaxar, como concentrar-se e cultivar a qualidade de vida, proporcionando condições culturais e sociais para que jovens se mantenham longe das drogas, do fumo e do álcool. Tudo isso conduzindo ao autoconhecimento. “Com a prática, você se percebe e se respeita, então, passa a observar a forma com que lida com o corpo, em suas emoções e pensamentos, é um processo de autoconhecimento que você entende a forma como reage a tudo”, revela Jefferson, que adotou o Yôga para sua vida há 10 anos.

“Nós procuramos uma reeducação comportamental, uma nova forma de enxergar a vida, adotando hábitos mais saudáveis”

Jefferson Greco, Presidente da Associação dos Profissionais de Yôga de Santos, explica que no Swásthya Yôga, a proposta não tem como foco os benefícios, mas alterar o estilo de vida. “Nós procuramos uma reeducação comportamental, uma nova forma de enxergar a vida, adotando hábitos mais saudáveis”.

Aplicando o método do educador, De Rose, é feito um resgate do Yôga antigo, onde ele era feito de uma forma natural, em que as pessoas praticavam sem esperar nada, apenas adotavam melhores hábitos, uma nova forma de se relacionar, perceber suas emoções e necessidades corporais. “Yôga é uma filosofia que contempla técnicas e conceitos, que atuarão diretamente sob o indivíduo. São feitos exercícios respiratórios onde a pessoa adquire o melhor controle emocional, também existe uma metodologia corporal de flexibilidade, nisso ela vai ficar mais flexível durante toda a vida. Nossa proposta é algo bem dinâmico, nosso método resgata as tradições”, explica Jefferson. Uma revolução comportamental,

Oferecemos uma filosofia, que não restrita somente as aulas, mas tentando incorporar o Yôga na vida 24h por dia, na maneira como a pessoa dorme, se alimenta e como ela lida com tudo ao seu redor. Este é o grande diferencial do Swásthya Yôga em busca da qualidade de vida.

Além disso, são realizados diversos eventos e viagens para vivenciar os conceitos que resgatam a cultura e a filosofia do Yôga, que dura mais de cinco mil anos. Foto: Rafael Vaz

Q

uando ouvimos falar em Yôga, logo vem à cabeça, coisas que remetem a paz e tranquilidade ou como muitos dizem por aí algo “zen”, mas o que raramente é explicado ou até ............ mesmo divulgado é que se trata de .................uma filosofia de vida, que proporcionará mais energia e vitalidade, trazendo ao praticante alto desempenho e qualidade de vida.


oftamologia

Inverno exige cuidado

A

té meados de setembro estaremos oficialmente na estação mais fria do ano. Junto com as baixas temperaturas do inverno, o tempo seco e o ar poluído favorecem o surgimento de doenças oftalmológicas como síndrome do olho seco e conjuntivite alérgica. Porém, com alguns cuidados simples é possível aproveitar a estação e prevenir os olhos de lesões e contaminações. É aconselhável manter o ambiente arejado, livre de poeira e umedecido. O ideal é evitar o abuso de climatizadores e aquecedores, pois eles reduzem a umidade e podem causar desconforto nas vias respiratórias e na mucosa ocular. Mas, se utilizar esses aparelhos, o mais indicado é colocar bacias umedecidas no quarto. Lavar as mãos com frequência e evitar coçar os olhos também ajuda a mantê-los saudáveis. 68

Foto: Divulgação

com os olhos

Os óculos de grau devem estar sempre limpos, podendo ser lavados com detergente e água. As lentes de contato precisam receber atenção redobrada, pois o ressecamento pode causar infecções. Mesmo nos dias nublados é aconselhável usar óculos de sol, pois a emissão de raios como UVA e UVB praticamente não sofre alterações. No caso de sintomas como vermelhidão, ardor, sensação de areia, visão borrada e coceira nos olhos, é preciso procurar um oftalmologista. Com essas orientações fica mais fácil desfrutar com saúde as baixas temperaturas.

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Dr. Guilherme Colombo Barboza Médico Oftalmologista Diretor Administrativo do Hospital Visão Laser Diretor de Marketing do Hospital Visão Laser


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estética bucal

Restaurações

Foto: Divulgação

dos dentes

H

á algumas décadas, a única opção para a restauração dos dentes envolvidos em processos de cárie era o amálgama de prata (“restaurações prateadas”). Esse material é muito durável, contudo, a presença do mercúrio em sua composição traz um grande risco toxicológico, ligados à exposição tanto de profissionais quanto de pacientes. Por esse motivo e também pelo apelo estético, houve uma corrida aos consultórios para substituir as restaurações de amálgama por resinas Compostas (“brancas”). Com o passar do tempo, houve principalmente um aumento de tratamentos endodônticos, as resinas possuem pouca estabilidade ao meio bucal, que recebe constantemente alimentos frios e quentes, sofrendo contração e dilatação. As margens das restaurações se deterioram, aumentam as recidivas de cárie. As resinas necessitam de excelente técnica profissional, acompanhamento e substituição em períodos de no máximo quatro anos. 70

Atualmente com a evolução dos sistemas de cimentação adesiva e também com a melhora das porcelanas, a opção é substituir as restaurações por fragmentos de porcelana. Remove-se a anterior e realiza-se uma moldagem para confecção da porcelana, a qual devolve função e estética. Esses trabalhos são conhecidos como “onlays e inlays em porcelana”.Como principais vantagens temos a devolução da anatomia dental de maneira perfeita, durabilidade, menor risco de problemas marginais, preservação do dente por períodos em torno de dez anos. Comprovadamente no momento da substituição do trabalho, encontramos menor risco de recidivas de cárie. Se pra você é importante preservar seu dentes, pense e faça sempre a opção certa!

Dra. Renata Cavassa é dentista especialista em Cirurgia Buco Maxilo Facial,

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Reabilitação Oral e Implantodontia


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longevidade

O

neologismo somatopausa vem sendo usado para caracterizar o vínculo entre o déficit do hormônio de crescimento no adulto e alterações na composição corporal, funções orgânicas e metabólicas, que ocorrem com o avançar da idade. A produção do hormônio de crescimento (GH), em geral, começa a diminuir a partir dos 21 anos de idade, em um ritmo de 14% a cada década. Exercícios físicos, alimentação e estresse também influenciam a produção desse hormônio. O GH é o hormônio mais abundantemente produzido pela hipófise. Ele é considerado o hormônio mestre por sua capacidade de afetar todos demais hormônios, órgãos e células do nosso corpo. O GH tem poderosa capacidade restauradora e regeneradora, podendo reverter danos celulares e mesmo recuperar órgãos que estejam em catabolismo.

Foto: Divulgação

Somatopausa

demonstram de forma definitiva, a íntima relação deficiência de GH e a progressão do envelhecimento. A queda na produção do GH provoca sintomas que muitas vezes se confundem com as características típicas do envelhecimento, como: diminuição da energia, alterações no sono, aumento da gordura corporal, depressão, diminuição da memória, redução da massa muscular, fadiga, aumento da adiposidade abdominal, pele fina e seca, além de uma série de problemas cardiovasculares. Como vimos, o hormônio do crescimento é essencial não apenas para o crescimento de crianças, mas também essencial para saúde física e mental dos adultos.

Dr. Thiago Ferreira Lima é médico, pesquisador do Anti-Envelhecimento e da Fisiologia da Longevidade Humana com formação em ANTI-AGING e Modulação

Inúmeros são os trabalhos científicos que da 72

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Hormonal Bioidêntica.


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sucesso

Implante Vida Fotos:Rafael Vaz

Saúde Bucal ISO 9001

A

Implante Vida está no mercado santista há sete anos e a cada dia proporciona ainda mais inovação e tecnologia para melhorar a saúde bucal da população santista. Trata-se de uma clínica Odontológica, especializada em implantes, que oferece para os pacientes tratamentos de última geração em diversas áreas odontológicas, como implantodontia, prótese, estética, endodontia, periodontia, ortodontia, cirurgia geral e clareamento. Tudo com os mais modernos equipamentos da área. Para a realização de arrojadas técnicas de cirurgia em implantodontia e estética, a Implante Vida possui um centro cirúrgico equipado e adequado às exigências legais.

O centro possui equipamentos para manutenção com intuito de atender a qualquer eventual urgência ou emergência odontológica. Além disto, é equipado com um gerador de energia independente a fim de evitar interrupção do fornecimento de energia durante um procedimento cirúrgico. Um grande diferencial da Clínica Odontológica é a ISO 9001, pois é a única da baixada que possui esse padrão de qualidade, que para dr. José Márcio B. Leite do Amaral foi uma conquista e tanto. “Costumo dizer que é a realização de um sonho, pois queríamos a avaliação de um órgão internacional como é o ISO 9001. É a certificação de que conseguimos fazer tudo de acordo com as normas. Mostrando a excelência do atendimento da clínica”, revela.


Uma das últimas aquisições foi um aparelho alemão, que acelera todo o processo de implante, o dente que antigamente demorava duas a três semanas para ficar pronto, hoje pode ser moldado e feito em questão de horas. Bruno Matias, especialista da clínica, explica que é feito o molde de gesso normalmente, esse molde é escaneado, depois vai para o computador em 3D, onde é feito o dente que está faltando e depois para a Cerec fresar, então, a mordida já sai correta para não haver desgaste. Esse dente pode ser feito em cerâmica ou zircônia, ambos são mais resistentes, aguentam mais carga e possuem a vantagem de não conter o metal. Juntamente com esse equipamento, a Implante Vida trabalha com um tomógrafo de última geração que faz uma tomografia em três dimensões, isso permitirá que o processo de implante seja mais simples e com menos cortes. “Com esse tomógrafo poderemos fazer uma cirurgia guiada, onde ao invés de incisar para ver como será feito o implante, é realizada uma tomografia em 3D da parte óssea do paciente, o que seria o modelo de gesso dele será escaneado e irá para o computador que gera um

guia, que mostra o lugar específico para realizar o implante”, revela o especialista. Toda a tecnologia usada na Implante Vida visa

“O ISO 9001, é a certificação de que conseguimos fazer tudo de acordo com as normas. Mostrando a excelência do atendimento da clínica” atender o paciente da melhor forma, antes, durante e depois do tratamento.


Gastronomia indígena no Brasil de 1500

V

amos conhecer um pouco, como os índios brasileiros, os primeiros habitantes de nossa terra se alimentavam.

Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta ao Rei de Portugal dois dias após o descobrimento, dizendo que os habitantes daqui não produziam nada de útil para o comércio, mas que a terra era boa para turistas ou padres desejosos de novos fiéis. Caminha escreveu, desconhecendo os costumes dos índios, que só comiam inhame, que era abundante. Mas no contato com os portugueses e isto foi um fato, comeram presunto cozido e defumado, beberam vinho, comeram pão, figos em passa, massa folheada com doce de amêndoas e cidrão. O fardel foi o primeiro bolo doce de origem português saboreado no Brasil. Na realidade o inhame citado por Caminha era mandioca, confundida devido a semelhança de suas raízes, que os índios faziam a farinha e o beiju. Com a farinha de mandioca e um caldo gordo, os índios faziam o pirão escaldado, antes mesmo de o Brasil ser descoberto. O caldo era de carne ou de peixe, jogado quente sobre a farinha seca, que eles iam misturando e servindo com as mãos, sem queimar os dedos.

Os índios também plantavam e comiam aipim, batata, abóbora, milho, feijão, fava, amendoim e cará. Eles gostavam de comer espigas, geralmente assadas, e de preparar um tipo de mingau, bem ralo, que era bebido. O feijão e as favas, não eram os preferidos, gostavam muito do amendoim cru, assado ou cozido. Não plantavam frutas, colhiam o que a natureza oferecia: abacaxi, goiaba, cajá, maracujá, imbu, mamão, mangaba e caju. As bananas, laranjas, limas e os limões só foram conhecidos mais tarde, trazidos pelos portugueses. Os peixes eram um dos alimentos favoritos, que o apreciavam cozidos ou assados. O condimento essencial para o índio era a pimenta, que ele comia verde ou madura, misturada a pescados e legumes, ou então amassada com farinha. Ao longo dos anos, a dieta indígena mudou muito pouco, ela deixou uma herança extremamente significativa para a alimentação brasileira.

Beth Teani é gourmet de casa

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Fotos: Divulgação

gastronomia


O caminho mais curto entre

Santos/GuarujĂĄ e os

aeroportos de SĂŁo Paulo

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bafafá

Lion Espaço Gastronômico Fotos: Divulgação

A reinvenção da gastronomia contemporânea

E

m breve será inaugurado um ambiente sofisticado e diferente de tudo o que a cidade já viu. Assim como em grandes metrópoles, a culinária contemporânea chega a Santos, através do Espaço Gastronômico Lion. De acordo com o empresário, Carlos Virtuoso, a idealização do empreendimento era um sonho antigo que se tornou realidade. “Era um desejo e uma vontade que sempre existiram. Escolhi a cozinha Contemporânea por ser a mais praticada nos grandes centros urbanos. Ela tem como principal característica, a sua flexibilidade na forma de preparar e apresentar os pratos, o que permite reunir elementos de várias tradições culinárias em um único prato. É criativa, fresca, multicolorida, cheirosa, alegre. É como as pessoas que vivem e convivem em um ambiente multicultural e multirracial”, refletiu. A previsão de abertura é para o mês de Setembro com a certeza de uma culinária refinada com qualidade de serviço e sem custos exorbitantes. O ambiente é sofisticado e tudo foi minuciosamente planejado. “Na entrada, por exemplo, temos uma plataforma elevatória, para deficientes físicos e terceira idade. O público pode esperar um local moderno e descontraído, onde você possa comer e beber bem”, explicou o empresário. Outro diferencial é que o cardápio será reformulado

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de acordo com os ingredientes da estação. E para completar o time de sucesso, o renomado e italiano chef de cozinha, empresário, restaurateur e Personal Chef, Alessandro Segato prestará uma consultoria gastronômica ao Lion e assinará os pratos. Ele, que se tornou referência no ramo e é conhecido por adaptar receitas tipicamente italianas ao paladar brasileiro, começou cedo na função e atualmente coleciona prêmios. Alessandro Segato concluiu os estudos de gastronomia na Escola de Hotelaria Instituto Alberghiero. “Sempre fui muito determinado e sempre quis isso, mesmo que tenha me formado na área, acredito e digo sempre que a minha melhor faculdade foi a vida”. A parceria estabelecida entre Alessandro Segato e Carlos Virtuoso surgiu há dois meses. Pensando na exclusividade do espaço gastronômico, o chef italiano foi convidado para colaborar em tudo o que se refere à cozinha. “Adorei ter sido convidado, o Lion tem absolutamente tudo para ser um grande sucesso, além de ser apaixonado por Santos agora tenho a oportunidade de vir aqui a trabalho. Minha especialidade são os risotos, massas frescas, confeitaria, além da comida contemporânea” disse Segato. Segundo Carlos Virtuoso, o restaurante foi aberto para todos. “Não temos público alvo, nossa intenção é expandir o conceito e afirmar que é possível praticar a culinária com qualidade, sem preços abusivos”, finalizou.

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bafafá

Condominium

Surfstore

Foto: Divulgação

A loja reabre as portas sob nova direção

C

onsiderada uma das maiores lojas de moda surfwear da região, a Surfstore está de volta e de cara nova, após três meses de fechamento. Sob a nova direção de Hilton Conto, mais conhecido como Kuia, a reinauguração do estabelecimento aconteceu no dia 26 de julho e contou com a presença de várias personalidades e simpatizantes do esporte, como: Leco Salazar, Diniz Iozzi, Herbert Passos Neto, Roberto Clemente Santini, Tiola, Diolanda Vaz e o presidente da Federação Paulista de Surf, Silvério.

qualidade e segue atrelado a marcas conceituadas e tradicionais, tais como Quiksilver, Hang Loose, Volcom, Roxy, Oakley e Lost, grifes de referência e as preferidas dos surfistas.

“Foi um ótimo começo, estamos muito felizes de poder compartilhar nossa alegria com quem mais entende do nosso negócio: os amantes do surfe”, disse o proprietário.

“Para completar a estreia estamos promovendo uma grande liquidação para receber todos com boa qualidade e ótimos preços”, completa Kuia. Para quem quiser visitar a loja, o endereço continua o mesmo: Av. Pedro Lessa, 796, em Santos.

O empreendimento é reconhecido pelo selo de 80

Além disso, a variedade de produtos também é um diferencial da Surfstore, que vende desde pranchas até equipamentos e acessórios deste segmento, entre eles: quilhas importadas, parafina e cordinhas. E para comemorar a reabertura, muitas novidades e surpresas aos clientes.

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coluna social

Coluna Social

por Renata Pierry

Fotos: Fabiano Andrade - Balada Bis

Adelmo Guassaloca e Silvana Barros

Eugenio e Aline Malavasi

Eduardo Virtuoso

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Nathalia Timm Freire e Roberta Ramos Franco Fran Rafael e Rique

Oswaldo Monforte, Jo찾o Bernardo Sim천es e Clara Monforte

Fabiana Pimentel Rios 84

Mariana Freire

Mariela Rodrigues e Luciana Melarato www.revistastudiobox.com.br


dica do chefe

Rafael Olintho

Criatividade na hora de cozinhar é o forte do chef santista

Foto: Rafael Vaz

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elaborados.

om um jeito diferente de preparar comida congelada, o chef Rafael Olintho apresenta à gastronomia Santista um novo conceito de alimentação prática e saudável, sem abrir mão de pratos

A ideia surgiu a partir da necessidade de um amigo por uma dieta balanceada e adequada as suas necessidades. “Ele me falou que precisava de refeições mais regradas e perguntou se tinha como ajuda-lo, imediatamente eu topei. Então, comecei a fazer pratos que são congelados, com baixo teor de calorias”. Hoje, além das comidas congeladas, ele faz pequenos eventos e jantares em casa de pessoas planejam pequenas reuniões entre amigos, mas não querem cozinhar.

frango recheado com peito de peru e mais diversas opções de peixes, carnes e frutos do mar, além de sobremesas como Petit Cake, torta de limão, pavê de sonho de valsa e pudim de leite condensado. Segundo Rafael, sua intenção é que os pratos tenham gosto de comida caseira e que ao degustar seja possível sentir todos os temperos. “As pessoas pensam em comida congelada como uma coisa ruim. O que desejo é quebrar este paradigma e mostrar que pode ser uma experiência muito saborosa”.

“A comida é feita para cada cliente, eu prefiro desta maneira, assim eu posso mudar algum ingrediente ou mexer em alguma coisa. Considero meu modo de preparo e tratamento, absolutamente exclusivo”

Para os interessados em manter uma dieta com um número restrito de calorias, Rafael trabalha em parceria com uma nutricionista que monta um cardápio e encaixa porções feitas pelo chef sob encomenda. “Ocorre um planejamento de calorias, tipo 1.500 calorias por dia, o cliente vai ter um almoço de, por exemplo, 400 calorias”.

E a preocupação em oferecer comida da melhor qualidade, ele vai além, Rafael costuma manter uma proximidade com todos os clientes. Outro aspecto positivo dessa proximidade com as pessoas, que procuram seus serviços, segundo o Chef, é conhecer o gosto de cada um, podendo atendê-los de maneira personalizada.

Como todo bom empreendedor, Rafael Olintho pretende expandir seus negócios. Em breve as comidas congeladas serão encontradas em empórios espalhados pela cidade de Santos e o site (http://www.chefolintho.com.br/) disponibilizará vendas online para todo Brasil.

O cardápio conta com pratos como, salmão com molho de maracujá, lombo com noz e canela, frango recheado com ricota e espinafre, cordon bleu de

O segredo para o sucesso? Rafael dá a receita: “Se você faz as coisas focadas e com amor, tudo dá certo e o sucesso vira apenas consequência”.

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Petit gateau

Foto: Rafael Vaz

manteiga, mexendo até que fique homogêneo, liso e brilhante. •

Em uma vasilha, bata os ovos e o açúcar até que os ingredientes fiquem bem incorporados.

Retire o chocolate do fogo e despeje aos poucos na vasilha dos ovos misturados (para não cozinhar os ovos por isso tenha cautela). Mexa até que os ingredientes estejam integrados, misture suavemente a farinha de trigo (para não empelotar).

Unte forminhas pequenas, próprias para petit gâteau, com manteiga e farinha de trigo, coloque a massa nas forminhas e deixe na geladeiras por 2 horas.

Pré-aqueça o forno, asse em forno pré-aquecido a 170ºC por 5 a 7 minutos aproximadamente (teste uma forminha antes, para saber a temperatura correta do seu forno, o petit gâteau deve estar consistente por fora e mole por dentro),

Desenforme num prato e sirva com sorvete de creme.

12 unidades •

240 gr. de chocolate meio amargo picado

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200 gr. de manteiga tablete

4 ovos inteiros

4 colheres de sopa de açúcar

4 colheres de sopa de farinha de trigo

Derreta o chocolate em uma panela em banho-maria e junte a

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crônica

conclusão

Quer saber, Foto:Divulgação

já deu!

A

s referências são importantes enquanto nos fazem lembrar de coisas boas, momentos felizes, surpresas agradáveis. Mas a vida é uma montanha russa cheia de imprevistos – alguns bons, outros, nem tanto. Diante de cada um deles, o melhor a fazer é reagir e recuperar forças para continuar enfrentando o sobe e desce que não dá trégua. Se você está no topo da curva, sabendo que vai despencar, aproveite o susto e... Re-vo-lu-ci-one!!!! Os momentos mais ingratos são também os que nos empurram para a academia de ginástica, para o cabeleireiro e para as compras. Essas mudanças radicais nos ajudam a dar os primeiros passos na direção de uma nova história e a mesma montanha russa que te levou para baixo vai mostrar que, na subida, o céu é o limite. Então, deixe a tristeza de lado e comece a fazer planos para o futuro, muitos planos que devem incluir uma saída estratégica para tudo o que fazia sentido e não faz mais. Assim como a sua alma, a casa pode ficar apenas com o que interessa de fato, como móveis que podem ser customizados, repaginados, reformados. Tecle del em fotos que tragam qualquer tipo de recordação indigesta; os álbuns devem estar livres para as cenas dos próximos capítulos. O vaso que um dia recebeu flores tão sinceras... rua. Nas gavetas, não deixe vestígio do passado e, não esqueça que a prateleira de perfumes merece atenção redobrada: aromas conhecidos podem provocar um flash back desastroso. Feita a limpeza, chame as amigas e veja quem quer ficar com o que sobrou e encerrada a etapa do desapego, prepare-se 90

porque chegou a hora de fazer um delicioso tour pelas lojas de decoração. A ocasião pede aposentadoria imediata para tudo o que for bege, neutro e sem pegada. Encare o recomeço como uma grande explosão de luz e cor e se arrisque. Além do cartão de crédito, os designers serão grandes aliados nesta aventura já que a maioria está seguindo a projeção dos especialistas em tendência e apresentando propostas inusitadas, experimentando cores, formas e materiais. Com a ajuda da tecnologia, as novas coleções buscam uma aproximação cada vez maior com as fortes combinações que só encontramos na natureza. Isso permite harmonia entre os opostos, os contrastes passam a compor a sua própria melodia e misturas inimagináveis, hoje, são o hit da tecelagem e da tapeçaria. Dito dessa maneira, pode parecer que o bom senso caiu por terra e que agora impera o caos. Negativo, são apenas adaptações a novas realidades. No constante movimento de ir e vir, da vida e da arte, o que era romântico fica arrojado, o que era ideal vira infame, o clássico antiquado e o rebuscado que estava fora de moda recupera o seu espaço. As coisas e os sentimentos estão sempre ressurgindo em ousadas traduções. Tudo depende do momento, então, deixe acontecer.

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Renata Kalaes é Empresária


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