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PROVEDOR DE JUSTIÇA “DISPARA” SOBRE CÂMARA - Queixas relacionadas com ruído caem em saco roto.

27 DE MAIO DE 2009 | ANO 0 N.º 3 | QUINZENÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Director: VítorCarneiro

QUINTA DE GEÃO DA REALIDADE À FICÇÃO

Projecto do Parque de Lazer da Quinta de Geão - Santo Tirso A proposta surgia como promissora, arrojada e aliciante, digna de dotar o concelho de Santo Tirso com um espaço verde público de excelência. Como é natural, o desejado empreendimento gerou elevadas expectativas, motivando o investimento de privados e agentes promotores. A não execução do projecto tem fomentado a degradação e vandalização dos edifícios, afastando ainda mais a população daquele espaço.

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Café com... PUB

João Correia

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EUROPEIAS 2009

ENTREVISTA

JOSÉ SOCRATES E VITAL MOREIRA EM SANTO TIRSO

ALÍRIO CANCELES

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PRESIDENTE DO PSD DE SANTO TIRSO

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Editorial E

stamos às portas da primeira das eleições de 2009. Em 7 de Junho seremos chamados ao exercício mais nobre da vida em democracia – o voto. Votar significa escolher, tomar parte na decisão, apontar o caminho que desejamos, seguir valores e princípios, confiar em pessoas e instituições. Mas, votar também significa concordar ou discordar, validar ou negar uma aposta. De qualquer forma, votar significa participar, lutar por dentro.

Ao contrário, não votar significa não querer tomar parte nas decisões, deixar para outrém a escolha dos caminhos, não ter preocupação com o futuro. Mesmo votando de forma vencida, damos opinião, hoje minoritária, mas, por vezes, maioritária na razão. As gerações com mais responsabilidades nas decisões, aquelas que construíram este presente, devem dar o exemplo, votando. Os jovens, aqueles que começam a colocar as primeiras pedras no edifício

das suas vidas, devem dar o exemplo, não permitindo que outros marquem decisivamente o rumo. A participação é necessária. O envolvimento é fundamental. Seja na vida associativa, seja na actividade profissional, na vida familiar, na actividade política. Como cidadãos de pleno direito, temos também esse dever de manifestar desagrado, de contrariar tendências dominantes, de reclamar, de reivindicar. Escrever num jornal, construir um blog, fazer um programa de rádio, assistir a uma conferência, consultar um livro sobre a história do nosso concelho, são actos de cidadania responsável. Sejamos exigentes, mas participativos e envolvidos com as causas que defendemos.

BREVES

Seminário da General Electric em Santo Tirso Decorreu, a 15 de Maio, o seminário General Electric. Realizado no Hotel Cidnay, em Santo Tirso, o evento resultou de uma parceria firmada entre a General Electric Consumer & Industrial Portugal e a ElectroInstaladora de Bairro. Perante cerca de 100 convidados, os representantes da General Electric expuseram novas soluções tecnológicas de vanguarda para a obtenção de significativas reduções de custos e maior eficiência energética. Estas inovações

foram lançadas no âmbito do Programa Ecoimagination na área de Iluminação (GE Lighting) e Electricidade de Baixa Tensão (GE Power). Dentre os vários equipamentos apresentados, o enfoque do Seminário recaiu sobre os novos disjuntores Elfa Plus Fixwell (aperto rápido), Elfa Plus Unibis (redução de Espaço em 50 por cento) e os Disjuntores Fotovoltaicos Elfa Plus TeleRec. O Seminário encerrou com um jantar oferecido pela entidade

organizadora a todos os participantes , onde marcaram presença várias empresas e gabinetes de  Engenharia da Região do Minho. Em Portugal, a General Electric revela uma presença possante, contando com uma equipa de mais de 1000 pessoas e tendo uma facturação consolidada acima dos 500 milhões de euros. Integrando várias divisões, a General Electric Portugal destaca-se em áreas tão diversas quanto a Financeira, Media, Saúde e Energia.

Férias de Verão 2009 Programa de Ocupação de jovens Estão abertas, até ao dia 12 de Junho, as inscrições para o programa de ocupação de tempos livres durante as férias de verão. Orientado para os jovens, o programa está segmentado em dois grupos.

O primeiro, denominado de Férias Activas (para jovens de 12 a 15 anos) está agendado o mês de Julho e envolve diversas actividades que incidem em áreas como o desporto, cinema, passeios pedestres, formação

TIRAGEM 4000 exemplares PROPRIEDADE EDITIRSO Publicidade, Marketing e Comunicação, Lda Rua de Cedofeita, Ed. São Domingos, Loja 3 4795-460 São Martinho do Campo NIPC : 508 901 014

cívica e ambiental, entre outros. Estas serão desenvolvidas entre Santo Tirso e Vila das Aves. As inscrições podem ser efectuadas no Pavilhão Desportivo Municipal ou no Centro Cultural de Vila das Aves. O segundo grupo, Ocupação Jovem, está direccionado para jovens dos 16 aos 25 anos e decorrerá durante os meses de Julho e Agosto. Este programa abrange a realização de tarefas e actividades nos seguintes

sectores: prevenção de incêndios; apoio a idosos, crianças e deficientes; colónias de férias de associações de solidariedade social ou de Juntas de Freguesias; apoio aos serviços e actividades da Câmara Municipal (turismo, feira de artesanato, cultura, etc.). As inscrições estão disponibilizadas no Posto do Turismo, Divisão de Acção Social, Biblioteca Municipal, Pavilhão Desportivo Municipal, Centro Cultural de Vila das Aves e na carrinha net.sobre­_rod@s.

Registada na CRC de Santo Tirso n.º 314/2009 Capital Social: € 5 000,00 tel. 252 843 524 fax 252 843 524 editirso@sapo.pt

REDACÇÃO Rafael Gomes

DIRECTOR Vítor Carneiro

COLABORADORES Abílio Lima Andreia Costa Amadeu Gonçalves António Azevedo José Carlos Sousa José Pedro Miranda (PSD)

NÚMEROS ÚTEIS BOMBEIROS Santo Tirso (vermelhos) 252 858 548 Tirsenses (amarelos) 252 830 500 Vila das aves 252 820 700 GNR Vila das Aves 252 873 276 Santo Tirso 252 808 250 PSP

FARMÁCIAS Farmácia Caldas da Saúde Areias 252862730 Farmácia Popular São Martinho do Campo 252843260 Farmácia Ferreira São Tomé de Negrelos 252941166 Farmácia Salutar Santo Tirso 252852247 Farmácia Faria Santo Tirso 252830150 Farmácia Coutinho Aves 252941290

Santo Tirso 252 851 635

Farmácia das Fontaínhas Aves 252 871 960

POLÍCIA MUNICIPAL 252 860 345

Farmácia Monteiro Agrela 229681227

PROTECÇÃO CIVIL 808 201 056

Farmácia Silva E Damião Vilarinho 252841479

HOSPITAL DE SANTO TIRSO 252 830 700

Farmácia Neves Monte Córdova 252898600

CENTROS DE SAÚDE

Farmácia Leite Coelho Lamelas 229681027

Santo Tirso 252 809 750 Caldas da Saúde 252 866 404 Monte Córdova 252 898 197 Negrelos 252 870 040 Vila das Aves 252 870 700 São Martinho do Campo 252 841 128 Lamelas 252 860 670

Farmácia Santa Cristina Santa Cristina Couto 252858849 Farmácia de Rebordões Rebordões 252833065 Farmácia de Roriz Roriz 252881850 CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO TIRSO 252 830 400 CENTRO DE EMPREGO 252 858 080

CRUZ VERMELHA 252 851 680

ERRATA Na anterior edição, página 8, referimo-nos ao proprietário do moinho como Jorge Gonçalves, quando, de facto, o mesmo se chama Joaquim Gonçalves. Pelo facto , apresentamos as nossas desculpas.

Manuel Monteiro Miguel Martins Vera Silva (CDU) Vitor Lemos PUBLICIDADE pub.editirso@sapo.pt COMPOSIÇÃO E PAGINAÇÃO Tiago Martins | Jorge Matos

IMPRESSÃO GRÁFICA DO DIÁRIO DO MINHO, LDA Rua Cidade do Porto - Parque Industrial Grundig Lote 5 Fracção A 4700-087 Braga DEPÓSITO LEGAL 294286/09


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Actualidade Linha de crédito para desempregados Foi criada, através do Decreto-Lei n.º 103/2009, de 12 de Maio, uma linha de concessão de crédito extraordinária destinada à protecção de habitação própria permanente, em caso de desemprego. A linha de crédito permite reduzir em cerca de 50% a prestação mensal de capital e juros, durante um período máximo de 24 meses. O Estado assume o

pagamento de 50% da prestação mensal da casa, até um limite máximo de 500 euros. No final da moratória de 24 meses, o crédito é reembolsado pelo executante do empréstimo à taxa Euribor a seis meses deduzida de 0,5%. O acesso a este apoio implica que os contratos de crédito à habitação tenham sido celebrados até 19 de Março de 2009 e que um dos mutuários esteja

Na próxima edição, entrevista exclusiva com Jack Soifer.

Jack Soifer visita Santo Tirso No passado dia 21 de Maio, o afamado consultor de Turismo Jack Soifer visitou o concelho de Santo Tirso. No seguimento de uma deslocação ao Norte do país, para a divulgação do seu último livro, o operador e consultor Turístico Sueco foi recebido e acompanhado por João Abreu, candidato do PSD à Câmara Municipal, e por António Azevedo, professor universitário na Universidade do Minho. Durante a sua permanência no concelho, Jack Soifer aprofundou os seus conhecimentos sobre o “Destino AVE, Região de Vinhos Verdes” e os seus consequentes atractivos turísticos. O consultor de turismo não perdeu tempo e delineou, inclusivamente, algumas estratégias para o Ave: “ o AVE possui as condições necessárias para acolher um público-alvo com uma média de estada, em Portugal, bastante elevada e pertencente a uma classe social alta”. O perfil turístico subjacente ao Ave é, segundo o consultor “notoriamente interessante, podendo contribuir largamente para um acréscimo económico dos agentes do turismo da

região, e consequentemente, de quase todos os sectores”.   À noite realizou-se um debate, em que participaram cerca de 30 intervenientes ligados a vários sectores de actividade. Organizado no Hotel Cidnay, o debate permitiu a discussão e exposição de propostas acerca da Inovação e Empreendedorismo, o combate à macrocefalia do Estado e à falta de visão dos agentes decisores e responsáveis pelo Turismo em Portugal. Em sua intervenção, Jack Soifer apontou a criação de CLUSTERS de actividades geográficas, para redimensionar as apostas e investimentos financeiros existentes. Além disso, salientou os efeitos positivos do Networking, para que as soluções possam ser difundidas em redes de parceiros complementares. No final, o consultor aproveitou, ainda, para apresentar os seus livros e enunciar algumas pistas para solucionar o problema da crise na nossa região e que, segundo o mesmo, passarão “naturalmente pelo Turismo, pela terra e pela sustentabilidade”.

desempregado. Para aceder à linha de crédito, os mutuários devem efectuar o respectivo pedido, até 31 de Dezembro deste ano, junto do banco onde contraíram o empréstimo. O diploma estipula ainda que, no caso das famílias que já se encontrem em situação de não pagamento das prestações, o apoio do Estado considere as prestações vencidas, depois da perda do emprego.

Quem é Jack Soifer? Jack Soifer, é engenheiro e gestor. Ex-patrão da empresa sueca SWEDUC, fez 295 consultorias em 11 países, entre outros, na Rússia, Brasil, Angola, China e EUA. Escreve artigos de opinião sobre o potencial de lucros com pequenos negócios. No Brasil, escreve sobre Serviços de Alta Tecnologia; no Algarve, sobre Turismo e Integração entre grandes e pequenas empresas. No jornal de negócios “OJE” escreve sobre empreendedorismo e inovação. Também edita o “Skalgarve”, uma newsletter para empresários de turismo e o “Carpews”, dedicado a empresários e investidores nórdicos. Protagoniza palestras em Associações Empresariais e Universidades - é Business Angel. Actualmente integra um task force internacional para Turismo Sustentavel. Foi docente de Mestrado na Universidade Católica, Rio de Janeiro, e leccionou Empreendedorismo na Suécia. Apoia e colabora com investidores Nórdicos. Tem experiência em 36 sectores, principalmente em PMEs e Turismo, trabalhou para a UNESCO e para o Banco Mundial. Autor de 33 trabalhos e livros; o mais conhecido é A Grande Pequena Empresa. Os mais recentes são Empreender Turismo de Natureza (com prefacio do Pres.da World Travel&Tourism Council) e Entrepreneuring Sustainable Tourism.

ECO-RABISCAS crianças pintam o ambiente

Já está a decorrer nos estabelecimentos de ensino préescolar do concelho, o ECORABISCAS. Esta iniciativa de sensibilização ambiental resulta de uma parceria firmada entre a Câmara Municipal de Santo Tirso e a SUMA. O ECO-RABISCAS consiste num livro lúdico-pedagógico cujas temáticas incidem sobre as políticas de Redução, Reutilização, Reciclagem, Cidadania Activa e Limpeza Urbana. Neste sentido, até ao dia 23 de Junho, a campanha de sensibilização para a preservação do ambiente pretende chegar a 1005 crianças dos jardins-deinfância tirsenses através dos livros PINTAR O AMBIENTE, APRENDER O AMBIENTE e ECO-RABISCAS.

Momentos de Cultura em Santo Tirso Num sábado à tarde, dia 16 de Maio, Francisco Carvalho Correia, Historiador, Padre e professor, com Doutoramento em História Medieval pela Universidade de Santiago de Compostela, proporcionou momentos de cultura a um grupo de tirsenses que tiveram a honra e o privilégio de o acompanhar numa visita guiada à Igreja Matriz de Santo Tirso. Nessa visita, o historiador que nasceu em 1 de Abril de 1935 na freguesia de Areias destes Concelho e que escreveu várias dezenas de volumes sobre história local, especialmente sobre Santo Tirso cuja última publicação foi; “Os Passos de Santo Tirso”, percorreu quase todos os cantos da Igreja desde os Claustros à Capela do Santíssimo, passando pelo hall da Sacristia até à Capela-mor com explicações fiéis à natureza e aos acontecimentos do Mosteiro. _Vitor Lemos

Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012 É oficial. Guimarães será Capital Europeia da Cultura no ano de 2012. Efectivada a designação pelo Conselho de Ministros da Cultura da União Europeia, a 12 de Maio, o tão almejado título recaí formalmente sobre o berço de Portugal. No discurso que proferiu diante do Conselho, o Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro salientou o programa da candidatura vimaranense e que assenta na envolvência combinada entre agentes e habitantes da cidade nos diversos projectos delineados. Numa clara aposta de cultura urbana, o programa pretende conciliar medidas de planeamento urbano e de gestão pública citadina com os desejos do cidadão. Este projecto inovador incluirá a reabilitação do património e um significativo reforço da oferta cultural e difusão do conhecimento. Recorda-se que Guimarães alargará o projecto cultural aos concelhos de Braga, Barcelos e Famalicão. A redacção deste jornal inqueriu os serviços municipais acerca dos motivos pelos quais Santo Tirso, que faz fronteira com Guimarães, não consta desta participação conjunta. Infelizmente, até ao fecho da edição não recebemos qualquer resposta.


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Actualidade PROVEDOR DE JUSTIÇA “DISPARA” SOBRE A CÂMARA O Provedor de Justiça, deu razão aos moradores do Complexo dos Carvalhais. Os moradores exigem a actuação dos serviços camarários devido ao intenso ruído oriundo do centro comercial em horário tardio. Apesar das inúmeras queixas, a câmara municipal continua sem intervir. O Provedor de Justiça, Henrique Rodrigues, endereçou uma missiva recheada de duras críticas à actuação da Câmara Municipal de Santo Tirso. O Provedor recomendou ao executivo camarário que assume as suas obrigações e aplique o disposto no Decreto-Lei nº 9/2007 de 17 de Janeiro, em matéria de fiscalização do ruído, à semelhança do que sucede nos outros Municípios. A Recomendação (nº 1/A/2009) surge na sequência do processo nº R-4936/06 (A1), resultante de uma reclamação

efectuada por um conjunto de moradores do Complexo dos Carvalhais, relativamente aos ruídos produzidos pelo estabelecimento “Café Kanimambo”. Ao que tudo indica, o barulho ininterrupto produzido em horas tardias afecta seriamente a tranquilidade da zona habitacional. Pelo que afirmam estes moradores, apesar das sucessivas participações junto dos serviços camarários, ainda não foram, nem são adoptadas quaisquer providências de policiamento municipal. Luís Loureiro, residente do complexo, integra a lista de queixosos. Como o próprio explica: “a câmara municipal autorizou que o centro comercial funcionasse até às duas da manhã. Depois das nossas queixas, ainda prolongou esse horário. Como deve compreender, o barulho é mais que muito, é o arrastar das cadeiras, pessoas a falar alto, música, televisores,

Pedidos de fiscalização são ignorados pela Câmara A situação vivida pelos residentes do Complexo dos Carvalhais não constitui um caso isolado. Manuela Pereira, moradora na Avenida de Sousa Cruz, está a braços com um problema semelhante devido ao excessivo ruído provocado pelos estabelecimentos sediados no Centro Comercial Galáxia. “Desde 2007, que não consigo descansar por causa do barulho. Contactei a polícia que me acPUB

onselhou a fazer uma exposição à Câmara mas esta não me respondeu. Recorri à Polícia Municipal e dirigi-me directamente ao Presidente da Câmara numa Assembleia Municipal. O que ele me disse foi que aquilo era um assunto de polícia e que só me respondia por uma questão de respeito…”, relatou a moradora. “Não tenho nada contra quem trabalha mas é incrível que se consiga fazer

ar condicionado, bolas de bilhar a cair no chão…”. Segundo Luís Loureiro, o número de residentes descontentes é considerável: “Sei de sete ou oito vizinhos que fizeram queixa por escrito à Câmara Municipal e à Policia mas ainda há mais pessoas que se pronunciaram sobre isso e que só não dão a cara porque tem medo de represálias ou querem evitar conflitos”. O morador afirma, inclusivamente, ter recebido ameaças de morte por parte de dois desconhecidos pelo facto de ter chamado a polícia. Na ausência de resposta dos serviços municipais e perante a inacção dos mesmos, Luís Loureiro levou o caso à Assembleia Municipal. Para o espanto geral, o Presidente da Câmara Municipal, Castro Fernandes descartou qualquer responsabilidade e competência da câmara nesta matéria, remetendo o reclamante para a ASAE e o tribunal. Para o autarca, à Câmara compete apenas licenciar operações urbanísticas. A partir do momento em que os estabelecimentos se encontram habilitados pelos respectivos títulos administrativos, não podem ser assacadas responsabilidades aos municípios pela eventual incomodidade gerada pelo ruído. Por outro lado, Castro Fernandes sublinhou ainda que, de momento, a Câmara não dispõe de “meios técnicos” para realizar a aguardada fiscalização, alegando que o orçamento municipal não se encontraria em condições de prover à adjudi-

cação dos ensaios de medição a empresas acreditadas, considerando os preços praticados. Em causa estaria a aquisição de um sonómetro cujo preço ronda à volta dos 200 euros. Indignado com a situação, o grupo de moradores apelou à intervenção do Provedor de Justiça. Analisado o caso, o Provedor instruiu a Câmara no sentido de proceder à aquisição de um sonómetro bem como à formação de pessoal para o normal desempenho das atribuições do Poder Local nesta matéria. Para o Provedor de justiça e ao contrário do que diz a Presidente da Câmara, compete aos municípios, no quadro das suas atribuições e das competências dos respectivos órgãos, promover as medidas de carácter administrativo e técnico adequadas à prevenção e controlo da poluição sonora. Sobre este assunto, Luís Loureiro salienta, desalentado, que a inacção da câmara se mantém: “quando o provedor de justiça contactou a câmara, eles disseram que procederiam às medições mas ainda não fizeram nada. Se não acreditam nas nossas queixas, basta que venham cá para confirmar que isto é muito barulho”. Como é referido na missiva, a Câmara não pode furtar-se a estas obrigações plasmadas no artigo 29º nº 1 do CPA, bem como ao estrito cumprimento da Constituição da República nº 1, artº 25º, e artº 64º e 66º.

karaoke de segunda para terça, às duas da manhã e a gente sem dormir”, considerou ainda. A queixosa afirmou, inclusivamente, que o caso lhe provocou transtornos depressivos. Além disso, o seu filho, menor de idade e com quem vive, registou uma quebra de desempenho escolar, facto que, segundo a moradora, advém de não conseguir dormir ou estudar devido ao ruído. Perante tal panorama, Manuela Pereira demonstra-se revoltada: “já são mais de 20 participações. Na Câmara foi-me dito para recorrer a um advogado mas

eu não tenho nem tempo nem dinheiro para isso. É à Câmara Municipal que compete tomar uma decisão e verificar os horários de trabalho dos estabelecimentos, principalmente se estes estão por baixo de zonas habitacionais”. Por outro lado, a moradora salienta a actuação exemplar da PSP: “o próprio Comandante tem colaborado muito comigo e elucidando. Sei que a polícia chegou a mandar para a Câmara toda a documentação necessária e mais que uma vez os agentes me disseram não saber o que fazer porque isto

BREVE

Câmara Inaugura Balcão Único O Presidente Castro Fernandes inaugurou, no passado dia 22, o balcão único da Câmara Municipal de Santo Tirso. Criado no âmbito do Programa Simplex Autárquico, este novo serviço é composto por cinco postos de atendimento e permitirá que os munícipes ou entidades interessadas tenham acesso, no mesmo local, a todos os registos e processos autárquicos. Assumindo este serviço como prioritário, a Câmara Municipal aposta, assim, na qualificação e simplificação do atendimento directo aos seus munícipes, designadamente através do desenvolvimento de um novo modelo de contacto, resultado da fusão, num só local, de todos os interfaces anteriores. O novo Balcão Único funcionará de segunda a sexta-feira, entre as 9 e as 17 horas. Este novo serviço tem atendimento prioritário pelo que dará primazia a presidentes de junta, a advogados e solicitadores, a idosos, grávidas e pessoas portadoras de deficiência.

não tem andamento nenhum”. Contactado por este jornal, a Câmara Municipal de Santo Tirso, não se pronunciou sobre o assunto.

Sonómetro


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Actualidade

EUROPEIAS 2009 JOSÉ SOCRATES E VITAL MOREIRA EM SANTO TIRSO No âmbito das eleições para o Parlamento Europeu, a Distrital do PS Porto realizou, no dia 24 de Maio, um comício partidário em Santo Tirso. Juntos, José Sócrates e Vital Moreira foram recebidos por uma autêntica multidão de socialistas, oriundos dos 17 concelhos do distrito do Porto. Vivenciado num ambiente de euforia, esta iniciativa de rua, encetou, por alguns momentos, uma tal confusão que o eurodeputado socialista e director da campanha, Capoulas Santos, caiu do pequeno palco móvel montado para os discursos. No seu habitual estilo e em declarações proferidas perante a comunicação social, José Sócrates incitou a participação dos presentes: “Estou aqui

para pedir o vosso empenho e para agradecer a vossa mobilização. O PS leva a sério estas eleições para o Parlamento Europeu". Com alguma carga dramática, o secretário-geral do PS prosseguiu, deixando a todos um apelo contra a abstenção no acto eleitoral de 07 de Junho próximo. "Cada voto conta, é importante para cada cidadão, para o país, para Portugal e para a Europa. Apelo a todos para que se mobilizem e votem", salientou. Seguidamente, José Sócrates justificou a opção do PS por Vital Moreira como cabeça-delista nestas eleições europeias. "A escolha de Vital Moreira, um dos mais notáveis professores de Direito Constitucional em Portugal, foi uma aposta na

Brevemente à distância de um

Crise na Têxtil continua... A empresa ZARTINA que operava na área das confecções, com sede em Rebordões, procedeu, recentemente, ao despedimento das cerca de 25 trabalhadoras que constituíam o corpo laboral. A Zartina junta-se ao malogrado rol de empresas que não resistiram e encerraram portas. Este punhado de mulheres, com poucas qualificações profissionais e com baixos níveis de escolaridade, vem, assim, engrossar o já elevado número de desempregados do concelho. No mês transacto, foi a vez da Firmeltex fechar as portas. Os 25 trabalhadores desta empresa de confecções, sediada na Rua da Industria, 143, em Vila das Aves, rescindiram contrato alegando salários em atraso. Como recorda Deolinda Pimenta, ex-funcionaria fabril da empresa: “os salários começaram a escassear a partir de Novembro. Tínhamos trabalho mas a gerência dizia que os clientes não pagavam as encomendas (…) Entretanto em Março e Abril não recebemos nada, devido aos dois meses de salários em atraso e o subsídio de natal em falta, decidimos rescindir contrato. Fomos para o fundo de desemprego e a empresa fechou as portas”.

clique!

elevação do debate político no país", sustentou. Vital Moreira, por sua vez, traçou, uma vez mais, um quadro de bipolarização entre as oposições de esquerda e de direita e o PS. "O Governo e o PS combatem a crise, enquanto as oposições criticam", afirmou, já depois de ter pedido "um voto de protesto" e um cartão amarelo às forças políticas da oposição. Tal como fizera sábado no comício de Coimbra, o cabeça-de-lista socialista voltou a acusar as oposições de estarem "concertadas" contra o Governo e o PS, "sem que apresentem alternativas”.

ASSIM NÃO PODE SER… No decurso da visita de José Sócrates a Santo Tirso, os trabalhadores da CAMAC tentaram, novamente, aceder ao Primeiro-ministro, no intuito de lhe solicitar ajuda para salvar a afamada empresa de pneus. À semelhança do que aconteceu em Agosto, não foram bem sucedidos, nem tão pouco atendidos.

COMEMORAÇÕES DO 50º ANIVERSÁRIO DO TRIBUNAL “NÃO ESCAPARAM” À CRÍTICA DOS AGENTES JUDICIÁRIOS

Secretário-geral Manuel Marinho sinalizou graves insuficiências do Tribunal de Santo Tirso. Condições físicas do tribunal não respondem às exigências do novo mapa judiciário Nas comemorações do 50º aniversário do Tribunal Judicial de Santo Tirso, vários agentes judiciários teceram um rol de duras críticas às condições de funcionamento deste importante equipamento. Em sua intervenção, Manuel Marinho, secretário-geral do tribunal lamentou a carência de infra-estruturas básicas: “Apesar das alterações que, ao longo dos tempos foram efectuadas (….) os problemas de fundo no que concerne aos espaços persistem, sobretudo em relação aos juízos criminais e serviços do Ministério Público, os quais, carecem de uma resolução muito urgente, bem como falta de salas para audiências e reuniões, testemu-

nhas e, ainda, gabinetes para magistrados e serviços de inspecção”. “Os WC’s dos operadores judiciários e público são insuficientes apesar de um deles ter sido adaptado para deficientes”, referiu, ainda Manuel Marinho. O secretário-geral apontou, igualmente, a inexistência de qualquer segurança. Já o Procurador Anselmo Oliveira declarou que a “elasticidade” do Tribunal, há muito tempo, se “esgotou”, acabando por reforçar as palavras do secretário-geral, nomeadamente no que respeita à falta de salas de inquirição e de espaços de trabalho para os oficiais de justiça. Pelo que o santo tirso hoje apurou, esta situação tem padecido de um significativo agravo, devido ao avassalador aumento de processos que, em 8 anos, aumentou cerca de 32%. Quanto aos processos administrativos, registou-se um aumento na ordem dos 500%. Por sua vez, o Presidente da Câmara

Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes classificou o evento como um “acontecimento de maior relevância para o Concelho”. Prosseguindo na sua intervenção, o edil anunciou, ainda, que “a curto prazo seriam executadas obras de beneficiação nos espaços envolventes ao Tribunal…”, relembrando já terem sido tomadas importantes medidas relacionadas com a execução de obras e a manutenção e ampliação do número de serviços especializados. Segundo informações recolhidas, os problemas do Tribunal de Santo Tirso mantêm-se sendo que os serviços especializados continuam os mesmos. Com as condições de que dispõe, dificilmente o Tribunal de Santo Tirso poderá responder às exigências do novo mapa judiciário.


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Freguesias Lar e Centro de Dia da AS Primeira pedra já foi lançada A obra, cujo prazo de execução ronda os 24 meses, envolve um financiamento total de 1.518.900 euros. Uma vez concluído, o empreendimento prestará serviços a 83 utentes Decorreu, no passado sábado 25 de Maio, o lançamento da primeira pedra do edifício destinado ao lar e centro de dia da Associação de Solidariedade Social (AS). A cerimónia, agendada para as 16h00, pôde contar com a participação dos órgãos sociais da AS, do Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes e dos presidentes das juntas de São Martinho do Campo, São Salvador do Campo e São Mamede de Negrelos. Situado no Lugar de Agrelo da Baixo, em São Martinho do Campo, este empreendimento permitirá servir 83 utentes, 25 em lar residencial, 30 em centro de dia e 30 em apoio domiciliário. Em declarações ao santo tirso hoje, Carlos Pinto, Presidente do AS, apontou um prazo de dois anos para o edifício iniciar funções: “em 24 meses, o edifício estará apto para responder às demandas dos utentes. Já houve uma reunião com o empreiteiro e o fiscal da obra e tudo indica que entre 14 a 15 meses, a obra estará concluída. Depois, ainda, teremos à volta de seis meses para o equipar”. Segundo o Presidente, o AS enfrenta agora a tarefa de angariar 400 mil euros de modo a finalizar o pagamento deste empreendimento avaliado em 1.265.750 euros (sem IVA). “Do montante total, 590.846 euros são comparticipados pela Segurança Social, o que implica que da nossa parte sejam aplicados

PUB

674.504 euros, dos quais 100 mil são subsidiados pela Câmara Municipal. Tendo em conta as verbas de que já dispomos e feitas as contas, precisamos, ainda, de angariar 400 mil euros”, precisou o mesmo. Neste sentido, Carlos Pinto apelou à entreajuda: “precisamos, realmente, de todos e de cada um para levar a bom porto esta obra… as pessoas podem ajudar de duas maneiras, ou com dinheiro ou com trabalho”. Recorde-se que, actualmente, o AS regista um impressionante número de 623 sócios pagantes. Por sua vez, no discurso que apresentou, o autarca tirsense Castro Fernandes, lançou um repto aos presentes: “é lógico que vai haver muito trabalho pela frente, quer os dirigentes, quer os associados, quer os campenses vão ter de dar o melhor de si. A Câmara continuará atenta como sempre. Vamos todos fazer com esta obra seja uma realidade para que, assim, fique engrandecido o concelho de Santo Tirso, a vila de São Martinho do Campo e as suas freguesias vizinhas”. No decurso da cerimónia, o público presente foi brindado com a actuação do Grupo Folclórico de São Martinho do Campo, o Grupo de Bombos do Clube Convívio Leões e o grupo de dança “Joaninas”. Antes da esperada bênção à obra, realizada pelo Padre Miguel, tempo houve, ainda, para a Associação Columbófila efectuar uma largada de pombos.

Adelino Moreira visivelmente satisfeito com o início da obra

REFOJOS

CEMITÉRIO DE REFOJOS FINALMENTE

Com um investimento de 250 mil euros, a Freguesia de Refojos viu o novo cemitério inaugurado, nume cerimonia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Monteiro e com o padre Manuel Cantilal O novo espaço vai albergar 324 sepulturas e 66 ossários, para além de 20 jazigos perpétuos. Quanto à futura gestão, conservação, reparação e limpeza do novo Cemitério de Refojos, importa referir que a Câmara Municipal de Santo Tirso já delegou – via protocolo – na Junta de Freguesia. Apesar de nem todos os habitantes concordarem com a localização do novo cemitério, o mesmo assume uma grande importância para a Freguesia.


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Freguesias SANTA CRISTINA DO COUTO

SEMANA DA FREGUESIA DE SANTA CRISTINA DO COUTO

Lugares em “movimento”

A Junta de Freguesia de Santa Cristina do Couto e as associações locais unem esforços para promover a “SEMANA DA FREGUESIA”. O evento irá decorrer no período de 30 de Maio a 7 de Junho. Do programa constam diversas actividades desportivas e culturais bem como a organização de passeios, rastreios e concertos. Os festejos encerarão com os dias dos sabores do vinho verde.

Há lugares e lugares. Uns têm outros não, neste caso a notícia é referente a um lugar que parecia esquecido, que há mais de vinte anos que não tinha qualquer “movimento” e de um momento para o outro transformou-se num lugar timidamente “movimentado”. Foi com alguma satisfação que vi uma equipa da Divisão de Construção e Conservação da Câmara Municipal na travessa Dr. José Cardoso de Miranda, na freguesia de Santa Cristina do Couto, a preparar o terreno para a pavimentar. A pretensão é antiga, no entanto, dado à degradação do equipamento desportivo existente no local e ao acumular lixo junto dos contentores a área foi praticamente esquecida e dada ao abandono. Se nos últimos anos a importância deste espaço era relativa, com as intervenções de regeneração feita ficou bastante apelativo. Com a reabilitação do equipamento existente, com a colocação da relva sintética no recinto de jogo e depois das bancadas construídas para melhor conforto da assistência, este equipamento do AB92 será um local privilegiado e apetecível para a prática desportiva (futebol de cinco), tendo em conta as ofertas que ele pode proporcionar. Pois além das bancadas e da relva sintética que muito em breve poderá ser uma realidade, este equipamento também está munido de balneários com água quente e um snack-bar aberto todo o dia. Com todas as ofertas que aquele cantinho proporciona, a pavimentação era uma obra fundamental para que não se atire pela janela fora todos os esforços feitos até aqui.

Programa: Jorge Gomes, presidente da junta

30 de Maio – convívio com as associações desportivas 31 de Maio (dia da criança) – actividades de desporto e lazer com crianças das escolas da freguesia 1 de Junho (dia da cultura) – sessão cultural com actuação da escola de música da freguesia 2 de Junho (dia do idoso) – passeio-convivio “Em terras de Viriato” para maiores de 65 anos 3 de Junho (dia da saúde) – Rastreio de glicemia e tensão arterial 4 de Junho (dia do ambiente) – Colóquio organização pelo AMIGISC 5 de Junho (dia da mulher cristinense) – noite da fado 6 e 7 de Junho (dias dos sabores e do vinho verde) – Petiscos com as tascas da terra que terá lugar no recinto da Adega Cooperativa, com o tradicional concurso de vinhos verdes para produtores domésticos. A animação estará a cargo do “Cantares de Outono”, do Grupo Folclórico de Santa Cristina (sábado) e no domingo das “Estrelas de Jofir” O torneio de chincalhão, decorrerá no dia 30 de Maio pelas 14h30 junto ao ringue do juncal.

_Vitor Lemos SANTO TIRSO

SÃO SALVADOR DO CAMPO

Simão Gonçalves é o candidato do PSD à Junta de São Salvador do Campo

PS DE SANTO TIRSO NUMA “ENCRUZILHADA” Afinal quem será o candidato do PS à Junta de Freguesia de Santo Tirso? De acordo com as informações recolhidas, três potenciais candidatos se perfilam: José Maria Pinheiro, que nunca escondeu a disposição para presidir aos destinos da Junta da sua Freguesia, Orlando Moinhos, ex-vereador e, por isso, dotado de forte experiência autárquica, e ainda António Guedes, que já liderou os destinos da Freguesia, sendo que hoje desempenha um papel de destaque na Assembleia Municipal. A este hipotético candidato cabe dirigir a mesma na ausência do Presidente. Segundo o que se apurou, o “nó” será desfeito nos próximos dias, a ver vamos.

No passado dia 23, o PSD de Santo Tirso apresentou o candidato à Junta de Freguesia de São Salvador do Campo. A escolha dos Sociais-democratas recaiu sobre Simão Gonçalves, vendedor e músico no Grupo Coral da freguesia. Acompanhado por Alírio Canceles, Presidente do PSD de Santo Tirso e João Abreu, candidato laranja à Câmara Municipal, Simão Gonçalves encarou a sua candidatura como uma missão cívica. O candidato afirmou que era chegada a hora de assumir as suas responsabilidades e de ajudar a freguesia que o acolheu de braços abertos: “Quem me conhece, sabe que nunca tive qualquer contacto com política, mas entendi que era chegada a hora de assumir responsabilidades. Não poderia continuar a fingir que nada se passava, e digo isto, quer em relação à minha freguesia, quer em relação ao nosso concelho”. E continuou: “Por força da minha actividade profissional conheço quase todos os concelhos vizinhos e posso testemunhar que, ao contrário de Santo Tirso, todos eles se desenvolverem, mas o nosso concelho parou no tempo. Como diz o slogan é imperativo que Santo Tirso mude de vida, eu estou convencido que vai mesmo mudar”. “Hoje, a Freguesia de São Salvador está completamente

estagnada, para além de algumas obras físicas, é legitimo perguntar: o que foi feito para fixar e cativar os jovens? O que é que foi feito em prol dos nossos idosos? Quais foram ou são as preocupações da Junta para com os graves problemas sociais que assolam a nossa Freguesia e que como sabem, continua a ver o desemprego a aumentar e as empresas a

identificar os problemas de cada uma, e apontar caminhos para a sua resolução. Não me isolarei como outros fazem, estarei totalmente disponível para escutar e ajudar as populações”.

saírem para concelhos vizinhos?” declarou, ainda. Seguidamente, Simão Gonçalves ergueu a ponta do véu sobre a gestão que idealiza para São Salvador do Campo: “a Junta tem que dirigir os seus esforços e centrar a sua actividade nas pessoas, são elas o elo mais fraca da cadeia, e por isso, têm que estar no centro de todas as atenções. É isso que farei quando for Presidente. Visitar as famílias,

é de facto uma freguesia de reduzidas dimensões demográficas, que conta muito pouco para o resultado final nas eleições, mas os cidadãos desta freguesia têm os mesmos direitos que os do resto do concelho, e por isso, não podem continuar à mercê do esquecimento de quem tem responsabilidades”. “Acham normal que em pleno século XXI a freguesia não seja servida por transportes colec-

Pronunciando-se sobre o “esquecimento” a que a freguesia parece votada, o candidato foi peremptório: “São Salvador

tivos? E que as pessoas tenham de deslocar-se a pé até à freguesia vizinha de São Martinho do Campo para acederem ao transporte público. Já repararam nas dificuldades com que se deparam os jovens que estudam em Santo Tirso e que, diariamente, se vêm confrontadas com estas dificuldades?”, rematou o candidato. Por sua vez, João Abreu, debruçou-se sobre as últimas eleições: “São Salvador do Campo foi uma das freguesias onde o PSD obteve um dos piores resultados concelhios. Por isso, o desafio é grande” e explicitou: “a comunidade de S. Salvador tem de pensar na qualidade de vida de forma diferente daquela que tem sido veiculada por sucessivos mandatos socialistas. Até agora as prioridades foram para caminhos, muros, para aquilo que é básico. Mas estamos a 30 Km do Porto, no século XXI. As pessoas querem mais. Os jovens sairão da freguesia e do concelho se não tiverem condições de educação, de apoio familiar, de tratamento dos mais velhos, de prática desportiva condigna, de emprego e oportunidade para o alcançar.” Numa referência final, destacou Simão Gonçalves como exemplar, “pois não quer fazer história como candidato, mas quer ser Presidente da Junta de Freguesia”.


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Entrevista “Santo Tirso vai mesmo mudar”

Alírio Canceles

Numa época em que a pré-campanha eleitoral está prestes a despontar, o Partido Social Democrata concelhio procedeu recentemente à colocação de onze outdoors em Santo Tirso, um acto por muitos considerado como o inicio da batalha partidária que se avizinha. Lançado o mote da entrevista, Alírio Canceles, Presidente do PSD de Santo Tirso e deputado municipal, recebeu o santo tirso hoje nas instalações da sede laranja. Os temas quentes da actualidade estiveram na ordem do dia. O PSD entrou a todo o gás na pré-campanha? Permita-se antes de mais, que exprima o meu regozijo pelo aparecimento de mais um Jornal em Santo Tirso, a quem desde já, desejo obviamente sucesso, fazendo votos para que o santo tirso hoje venha, de facto, colmatar um vazio no panorama da informação no concelho de Santo Tirso, e que constitua um verdadeiro veículo de reflexão sobre as grandes causas do nosso concelho. Vamos então à sua questão. Se considerar que o lançamento de um conjunto de 11 outdoors, com temas que consideramos importantes para o nosso concelho e para os Tirsenses, pode entender-se como pré-campanha, então direi que sim. No entanto, não posso deixar de referir que estes outdoors, decorrem objectivamente da condição de principal partido da oposição que o PSD naturalmente assume na íntegra. Esta é uma das formas de estar na oposição, numa atitude pró-activa e interventiva. Mas não podemos esquecer que, durante os últimos quatro anos, o PSD manteve uma postura interventiva, consubstanciada em visitas às freguesias que totalizam cerca de 140, entre as quais às feiras e mercados, às empresas: JMA, ARCO TEXTIL, INTRAPLAS. NEOPLASTICA, A. SAMPAIO, ETC. Mas para além das visitas o PSD produziu em sede de Vereação cerca de 40 intervenções e na AM cerca de 80, com múltiplas propostas, algumas que foram mesmo recusadas e que depois vieram a ser reapresentadas pela Câmara, lembro-me por exemplo da questão da ligação à rede pública de água cuja proposta (em 2006) não mereceu acolhimento, tendo a Câmara dois anos depois adoptado parte da mesma. Em Março de 2007 lançamos o site institucional do PSD de Santo (www.psdstirso.com), que atingiu já os cerca de 33.000 visitantes. Neste site, podem ver-se todos os eleitos na Assembleia de Freguesia, AM e Vereação. Também as intervenções produzidas na Assembleia Municipal

em suporte de papel podem ser consultadas, bem como as 125 noticias produzidas, muitas das quais, cerca de 27 foram publicadas no JN. Por falar em notícias, o PSD tem criticado abertamente o actual panorama da comunicação social local. Porquê? Aí está uma questão importante, na verdade, em Santo Tirso,

considerar-se que foi necessária alguma ousadia, mas principalmente coragem. Para além das 4 edições do Fórum Tirsense, esta foi mais uma das formas que o PSD encontrou para tornear as dificuldades no acesso à comunicação social local e “obrigar” os Tirsenses e reflectirem sobre 27 anos de gestão do Partido Socialista e do Engº Castro Fernandes, que infelizmente conduziram Santo Tirso para a cauda do desenvolvimento municipal,

“O Presidente da Câmara perdeu completamente a vergonha e o respeito pelo munícipes, quando num ambiente de forte crise que afecta milhares de famílias em Santo Tirso, entendeu lançar mais 2 boletins (nº 100 e 101), desta feita, com referência a obras que foram inauguradas em mandados anteriores.” e parafraseando o Drº Paulo Rangel, vive-se uma verdadeira claustrofobia democrática. Os principais órgãos de comunicação social não cumprem na integra a sua missão e constituem apenas meros veículos de propaganda. Repara que desde em Outubro de 2006, o Jornal de Santo Thyrso entendeu deixar de publicar as notícias do PSD, apesar das cerca de 40 cartas registadas com as Notas de Imprensa enviadas ao JST, este jornal nunca se dignou explicar ao PSD os motivos de tal recusa. Além disso, e ainda mais grave, foi o facto de o JST ter recusado por 14 vezes ao PSD o direito de resposta e rectificação, o que nos obrigou a apresentar o mesmo numero de reclamações na Entidade Reguladora da Comunicação social. Mas permitame que lhe diga, que em 4 anos, nunca o PSD teve um segundo na rádio de Santo Tirso. Na mesma rádio, o Senhor Presidente da Câmara fala todas as semanas durante 1 hora, numa encenação que considero lamentável, comprando tempo de antena que é pago com o dinheiro dos nossos impostos para fazer propaganda e promover a sua imagem. Voltando à pré-campanha, não considera os outdoors ousados? Considero. Esta é de facto uma novidade em Santo Tirso, e pode

e o transformaram na capital das oportunidades perdidas. No fundo, estes outdoors podem ser considerados como um jornal em dimensões gigantes. Posso assegurar-lhe que, infelizmente, existe matéria-prima para mais 20 outdoors! No outdoor colocado perto do Mercado Municipal, o PSD acusa a Câmara de ter gasto cerca de meio milhão de euros em propaganda só em 2008, como chegou o PSD a estes números? Na verdade, o PSD teve que utilizar as referências de mercado, porque a Câmara Municipal, violando a Lei e as regras mais elementares da democracia, e fazendo uso da arrogância e da prepotência que marcam a presidência do Engº Castro Fernandes, negou a informação que foi solicitada pelos membros da Assembleia Municipal através de sucessivos requerimentos, e foram cerca de 40 apresentados desde Outubro de 2006 que ficarem sem resposta. Mas regressando á sua questão, o PSD fez uma descrição completa de toda a propaganda, que pode ser visualizada no youtube Estamos indignados, e tenho a certeza que as populações também estão, com os milhares e milhares de euros dos nossos impostos esbanjados em propa-

ganda. Mas permita-me que lhe diga, que o Presidente da Câmara perdeu completamente a vergonha e o respeito pelo munícipes, quando num ambiente de forte crise que afecta milhares de famílias em Santo Tirso, entendeu lançar mais 2 boletins (nº 100 e 101), desta feita, com referência a obras que foram inauguradas em mandados anteriores. Veja bem, para além dezenas de fotografias do Presidente da Câmara, aparecem misturadas com algumas (poucas) obras recentes o Pavilhão Municipal, a Junta de Vila das Aves, o Centro Cultural, Parque da Rabada, mas para além destas ainda publicitou o pavilhão desportivo da Escola D. Afonso Henriques, que como se sabe é da responsabilidade do Ministério da Educação. Até a Capela Mortuária das Aves inaugurada em 2000 aparece nestas revistas. Mas já não bastava o meio milhão de euros gastos em 2008, para o Senhor Presidente da Câmara, a corrida para as eleições de 2009 já começou, e por isso, de forma imoral, ilegítima e ilegal, a campanha de propaganda também já começou, desta vez, com recurso à revista comunicar por freguesia com as obra que já foram repetidamente referenciadas. Dou-lhe apenas um exemplo, se ler a revista comunicar respeitante à freguesia de Agrela, poderá verificar que se tenta enganar os Agrelenses, quando na página 4 se refere em letras grande “ MAIS DE 283 MIL EUROS PARA AGRELA”, integrando as verbas recebidas do Orçamento do Estado, procurando passar para a opinião pública a ideia de que este dinheiro veio da Câmara, esqueceu-se o Presidente da Câmara, que os Agrelenses estão atentos e já conhecem estas manobras. Na mesma revista, pode ver-se em letras muito pequenas e ilegíveis que “até parecem aquelas letras colocadas nas apólices para ninguém se aperceber”, a dis-

criminação das verbas pelas diferentes entidades da Freguesia. Repare que por exemplo em 2006 dos 19.000 euros de subsídio para esta Freguesia, para a junta foram transferidos zero euros. Também na educação, o PSD tem endereçado duras críticas à Câmara. O que dizer sobre aquele outdoor colocado ao lado de um outro, desta feita, da Câmara acerca do mesmo tema? A Câmara Municipal, entendeu inundar o concelho com cerca de 50 outdoors sobre a educação, considerando-a como uma prioridade. Ao longo destes 4 anos, o PSD visitou quase todas as escolas do concelho, e o cenário que encontrou contraria o slogan que a Câmara utilizou. Escolas degradadas, com infiltrações, sem aquecimento, com coberturas de fibrocimento que podem provocar problemas de saúde, algumas sem cantinas ou com cozinhas a servir de cantina, sem equipamentos desportivos, sem recreio coberto, sem parque infantil, sem espaços exteriores envolventes, com falta de pessoal e sem condições para práticas pedagógicas consonantes com as exigências que hoje se colocam. As imagens colocadas no outdoor do PSD, retratam de forma fiel, que afinal a educação para a Câmara Municipal constitui uma prioridade, mas apenas no papel. Quero aproveitar a ocasião, para saudar os grupos de Pais, porque para as Associações que os representam, a Educação é mesmo uma prioridade, e por isso, é do seu bolso que têm saído muitos milhares de euros, para resolver situações que caberiam à Câmara Municipal. Os Pais dos alunos das escolas básicas de Santo Tirso, sabem bem do que estamos a falar.


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Entrevista O Desemprego é, hoje, a maior preocupação das populações, principalmente das mais desfavorecidas. O outdoor do PSD sobre este flagelo significa preocupações acrescidas? Significa muita preocupação e apreensão pelo futuro de milhares de famílias privadas de trabalho, e com subsídios de desemprego que já terminarem ou estão a terminar. Repare que o número de desempregados incide, essencialmente, em pessoas com mais de 45 anos, com baixas qualificações e baixos níveis de escolaridade e literacia. Como diz o outdoor, o JN em Março de 2008 referiu que um estudo da Marketest apontou Santo Tirso como o concelho com a maior taxa de desemprego, estudo que teve como base os 5.545 desempregados registados em Dezembro de 2007. Em Março de 2009 o número ascende já a 6.576. Ao longo dos últimos 2 anos, o PSD produziu na Assembleia Municipal 6 intervenções sobre o desemprego, que não merecerem qualquer acolhimento da Câmara Municipal Mas os alertas já vêm de trás, já na década de 90, o famoso economista norte-americano Michel Portter que fez um estudo profundo sobre o Vale do Ave, previa a degradação e o definhamento da indústria têxtil, apontava caminhos e propunha a adopção de medidas que alterassem o seu paradigma de desenvolvimento. Na mesma década, o Profº Daniel Bessa chegou às mesmas conclusões, mas Infelizmente a Câmara e os seus gestores não lhe derem ouvidos. É hoje mais do que óbvio, que o PS que lidera a Câmara desde 1982, nada fez para inverter a situação de depressão em que mergulhou o nosso concelho. Chamamos à atenção para a falta de parques industriais devidamente qualificados, com infraestruturas e com acessos que constituíssem factor de atracão. Alertamos o poder Autárquico e o Presidente da Câmara para a necessidade de baixar os impostos municipais que incidem sobre as empresas (IMI e DERRAMA): Apresentamos propostas concretas nesse sentido. A tudo isto, a Câmara preferiu responder com propaganda, e com medidas que em nada contribuíram para travar o desemprego e que, por sua vez, não para de crescer. Esta é também uma consequência das tais oportunidades perdidas que referi. De acordo com o diagnóstico social e com as conclusões da agenda 21, em Santo Tirso, 73% da população não tinha sequer o 9º ano de escolaridade. Um concelho que deixou fugir o ensino superior, que perdeu nos últimos anos

cerca de 1.500 jovens para os concelhos vizinhos e cuja massa critica está ao serviço de outros concelhos e de outras regiões, por inacção da Câmara Municipal, naturalmente que tem enormes dificuldades em atrair empresas. Para alguns economistas, Santo Tirso tem dos mais elevados “custos de contexto”. Ainda recentemente os deputados na AR do PS chumbaram uma proposta aprovada por toda a oposição com um pacote de medidas para o Ave e Cavado, foram os mesmos deputados que estiveram recentemente em Santo Tirso e que foram recebidos com todas as honras pelo Presidente da Câmara. Não seria normal que estes deputados explicassem os motivos de tal chumbo? Não seria exigível que o Presidente da Câmara, publicamente levantasse a questão? Para o Presidente da Câmara o servilismo partidário sobrepõe-se aos interesses do concelho. Referiu que Santo Tirso é a “capital das oportunidades perdidas”. Quer especificar? Se analisarmos os 27 anos de gestão socialista com o Engº Castro Fernandes desde o primeiro momento, podemos enumerar um conjunto de oportu-

como referencia um conjunto de indicadores que determinam os índices de desenvolvimento dos concelhos, a qualidade de vida dos cidadãos, a eficácia e eficiência da gestão autárquica. Além disso, o estudo em causa foi desenvolvido por uma entidade credível, a MUNICIPIA, SA, que emana da Associação Nacional de Municípios. E por isso, os resultados e os critérios deste estudo estão disponíveis e podem ser consultados no endereço www.guiadeportugal.pt. Ao contrário de outros, este estudo é independente e não foi pago pela Câmara, nem por qualquer das 308 Câmaras visadas. E é por isso que este outdoor, como diz e bem, é polémico, porque a verdade causa sempre incómodo, e o PS tem muita dificuldade em conviver com a verdade. Também na saúde o PSD não poupa a Câmara. Afinal o que é que se passa? É verdade, também nesta área que é muito sensível, os Tirsenses

“Para o PSD, não basta ganhar a Câmara, é preciso mudar, e isso significa ter a capacidade de implementar um projecto de gestão capaz de devolver a Santo Tirso, aquilo que perdeu nos 27 anos de gestão desastrosa do PS.” nidades que não foram agarradas ou que se perderam, vou apenas dar alguns exemplos: o novo hospital público, a maternidade, a urgência médica cirúrgica, a Universidade Portucalense, a Escola Superior Agrícola, o Politécnico do Ave, o Teatro Eduardo Brasão, a Quinta de Geão, a Agência do Norte para o investimento na Fábrica do Teles, a Casa da Juventude, o Museu da Industria Têxtil, etc., etc., etc. Repare que algumas das obras aqui referenciadas, tais como outras, foram anunciadas e publicitadas na comunicação social, mas nunca saíram da gaveta. Um dos outdoors que causou mais polémica, refere que Santo Tirso é o 3º concelho Luso menos desenvolvido, pode saber-se qual a fonte de informação? De facto, este estudo arrasa e penaliza fortemente, a gestão do Partido Socialista e do Engº Castro Fernandes, quer pelos resultados, quer pelas consequências para o concelho. Mas para que se perceba, este estudo envolveu os 308 concelhos de Portugal e teve

têm razões para estarem preocupados. Em Dezembro de 2007 o JN noticiava que, em Santo Tirso, 9.500 pessoas não tinham acesso ao médico de família. Além disso, neste mandato, Santo Tirso viu a Maternidade deslocalizar-se para Famalicão. Também foi neste mandato que a urgência do Hospital de Santo Tirso foi desqualificada, tendo passado a urgência básica. Os Tirsenses uma vez mais viram, para além de outros serviços do Hospital, a urgência médico-cirúrgica transferir-se para Famalicão. Todos se lembram do célebre protocolo rubricado em Fevereiro de 2007, entre o Presidente da Câmara e a ARS (Ministério da Saúde) que provocou a desqualificação da urgência e que previa o reforço de médicos e dos cuidados primários através da criação de USF (Unidades de Saúde Familiar) nos Centros de Saúde de Santo Tirso e de Negrelos. Na verdade, 2 anos depois, as USF de Negrelos que abrange Vila das Aves, São Tomé de Negrelos, Rebordões, Roriz, São Martinho do Campo, São Mamede de Negrelos, São Salvador do Campo e Vilarinho e que representam cerca de 27.600 pessoas, continuam por imple-

mentar. Na AM de Dezembro de 2008, O PSD colocou a questão ao Presidente da Câmara, que referiu que não havia médicos. Então o protocolo não é para cumprir? A entrevista já vai longa, mas ainda tenho 2 questões que tenho de lhe colocar. Onde estão as proposta do PSD para o concelho? Agradeço a questão que considero pertinente. É claro que o PSD está a trabalhar nas propostas que irá em devido tempo apresentar às populações como é óbvio. Mas durante estes últimos anos, e ao contrário do que alguns querem fazer crer, apresentamos muitas propostas que infelizmente a maioria socialista “chumbou”. Olhe lembro-me do caso da água, dos impostos municipais, do mercado municipal, da central de camionagem, das questão da publicidade, etc., etc., algumas das quais, mais tarde, vieram a ser implementadas pela Câmara. Mas ainda recentemente, numa jantar que homenagem às Mães, que contou com a presença de cerca centena e meia de mulheres, o candidato do PSD à presidente da Câmara João Abreu, apresentou 10 medidas para apoiar as famílias. O PSD sente-se incomodado pela candidatura do Senhor José Graça, ainda Presidente da Junta de Santo Tirso eleito pelo PSD? Não, já referi que o Senhor José Graça não é o adversário do PSD. O adversário do PSD é o Partido Socialista, porque é este, o único responsável pela grave situação em que se encontra o nosso concelho. O PSD quer e vai mudar Santo Tirso, e para essa missão escolheu João Abreu. Não sendo João Abreu um homem providencial, é seguramente, a pessoa que reúne as melhores

condições para ganhar a Câmara, e principalmente ganhar o futuro. Para o PSD, não basta ganhar a Câmara, é preciso mudar, e isso significa ter a capacidade de implementar um projecto de gestão capaz de devolver a Santo Tirso, aquilo que perdeu nos 27 anos de gestão desastrosa do PS. Posso assegurar, que o nome do João Abreu foi aprovado na Comissão Politica de Secção por unanimidade, tendo durante o processo de escolha sido ouvidos os presidentes de Junta e outros eleitos com responsabilidades na Vereação e Assembleia Municipal. Este, foi o processo mais consensual dos últimos 20 anos, e decorreu dentro das regras mais elementares e democráticas aplicáveis a este tipo de processo. O João Abreu, não quer ser candidato para que o PSD tenha o melhor resultado de sempre, porque isso já aconteceu em 2005. O João Abreu, quer ser presidente da Câmara de Santo Tirso. Por mais tentativas que alguns façam para se perpetuaram no poder, nomeadamente dividir para reinar, tenho a certeza que as populações são suficientemente inteligentes e sabem muito bem o que está em causa. MUDAR ou ficar tudo na mesma. Nós acreditamos nas pessoas e, por isso, temos a certeza que com o João Abreu, em 2009, Santo Tirso vai mesmo mudar. Para terminar esta entrevista pergunto-lhe se quer deixar alguma mensagem á população de Santo Tirso? Agradeço a oportunidade, mas apenas quero dizer às populações de Santo Tirso, que podem contar com o PSD e com o João Abreu. Podem contar com coragem e com a nossa determinação para mudar Santo Tirso, e permitir que os nossos filhos possam ter mais e melhor futuro, mas no nosso concelho.


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Autárquicas 2009

Ângelo Vinhas Candidato à Junta de Água Longa Sr. Enfermeiro Vinhas, o que o move a candidatar-se à junta de freguesia de Água Longa?

Caso seja eleito, o que podemos esperar de si? Quais serão as suas prioridades?

Eu aceitei com muito gosto o convite que o Sr. Presidente da Comissão Politica do PSD de Santo Tirso me fez, há já algum tempo, e que contou com o apoio do Dr. João Abreu que é o nosso candidato à Câmara Municipal de Santo Tirso. E aceitei este convite com gosto porque há possibilidades de fazer uma aposta forte, dada a experiência que eu já tenho no que diz respeito à gestão de serviços públicos, em conseguir devolver uma estabilidade diferente aos agualonguenses - a comunidade a que pertenço. Com o projecto que tenciono implementar, é também o meu propósito integrar um plano colectivo de mudança que a candidatura do Dr. João Abreu à Câmara Municipal protagoniza.

Esta matéria exige uma ponderação muito cuidadosa… mas se for eleito, terei, entre outras, duas prioridades fundamentais e que agora quero salientar: os jovens e os idosos que poderão esperar de mim uma incidência muito particular. Claro que, de modo nenhum, vou descurar os grupos etários intermédios porque são essenciais e fazem parte deste projecto. É que nós, agualonguenses padecemos de uma dinâmica estática. Não quero, aqui, culpar ninguém mas acho que há uma política que tem de mudar urgentemente. São coisas que vêm de trás e muitas pessoas já estão praticamente acomodadas com aquilo que têm sido feito. O que nós pensamos fazer é avançar com dinâmicas cíclicas onde jovens, idosos, classes intermédias e até crianças usufruam e participem das necessidades e recursos que a freguesia dispõe. Por outro lado, a freguesia têm capacidade para mais. Nós temos um grande

Espera deparar-se com muitos obstáculos para que os seus intentos sejam bem sucedidos? É claro que quando partimos para uma aposta desta, temos que contar com dificuldades. Eu vou concorrer numa postura transparente, numa postura de respeito e seriedade. As pessoas conhecemme sobejamente. Sabem aquilo que eu sou e conhecem o meu perfil. Sou um homem de trabalho e também o é a minha candidatura. Se os habitantes de Água Longa exigem de uma candidatura, um grupo de trabalho honesto e forte que saiba como potenciar as maisvalias da terra, no sentido de com

fracos recursos atingir melhores resultados, então, se calhar, eu sou o candidato ideal. Não se pode, é julgar que se adquiram as coisas de mão beijada, ficando à espera de braços cruzados. Esta é uma atitude que não se enquadra na minha maneira de ser e não faz parte do meu caminho. Portanto, quanto à pergunta que me fez, é evidente que vou encontrar obstáculos mas para quem percebe que a vida não se faz de fantasias, estes obstáculos estão, por si só, ultrapassados.

empreendimento que está em curso, neste momento, dentro da freguesia, e que é o Vale de Pisão. E pouco se têm falado do Vale de Pisão. Dá a ideia que a freguesia de Água Longa até está afastada do Vale de Pisão. Nem sequer se vê nas periferias uma placa a indicar Água Longa… e isso entristece-me um pouco porque é sabido que o Vale de Pisão é um dos maiores empreendimentos do concelho. Quanto a nós, tentaremos aproveitar, de modo enérgico, todas as potencialidades que aquele empreendimento pode significar até porque o Vale de Pisão e o resto da freguesia necessitam de uma

realidade mútua. É preciso integração. E penso que é isso que o povo de Água Longa quer e precisa e que é para isto que o povo de Água Longa tem que estar desperto.

“São coisas que vêm de trás e muitas pessoas já estão praticamente acomodadas com aquilo que têm sido feito.”

Tendo em conta as crescentes debilidades de Água Longa, não estará a freguesia, de algum modo, ultrapassada? Olhe, eu acho que sim. Nós, habitualmente, quando ansiamos coisas maiores, temos sempre esta sensação de estarmos sendo ultrapassados. E de facto, quando comparados com algumas freguesias vizinhas, nomeadamente Alfena, isto é uma realidade. Temos que saber explorar os meios e derrubar os impedimentos. Uma das situações que nos limita bastante é a ausência de uma rede de esgotos, sanea-

mentos, água potável, a carência de um sistema de transportes eficaz. Não há na freguesia grandes instituições socioculturais. Precisávamos também de um centro de idosos e de uma rede pré-escolar que proporcionasse às crianças uma perspectiva de vida com parâmetros mais aliciantes. Mas estamos convencidos que, com uma gestão mais consciente e atenta, a aplicação dos recursos atribuídos e fazendo

Joaquim Alberto Pires de Lima Ilustre professor catedrático e hábil cirurgião, este tirsense nasceu no edifício escolar de Areias, em 7 de Março de 1877, onde fez o seu exame de instrução primária. Seguidamente matriculou-se no Liceu de Braga e, mais tarde, no Porto de onde transitou para os preparatórios de Medicina. Em 14 de Julho de 1903 terminava, com o melhor aproveitamento o curso de Médico-Cirúrgica, sendo no ano seguinte nomeado Chefe da clínica de Cirurgia do Hospital de Santo António, e, por meio do concurso, ascendeu ao lugar de professor da mesma escola. A tão distinto professor deve-se a organização do Instituto de Anatomia e a elaboração dos respectivos catálogos da sua Biblioteca. A sua actividade literária é das mais vastas.

força sobre as devidas instituições, estes problemas serão minimizados. Claro que não posso dizer que vamos conseguir fazer tudo mas a verdade é que eu e a minha equipa queremos trabalhar energicamente no sentido de criar estas condições para Água Longa e ultrapassar estas dificuldades que, actualmente, têm reflexos graves sobre a vivência dos agualonguenses.

António Augusto Pires de Lima Professor do Liceu, dos mais considerados, advogado distinto e jurisconsulto de vasta erudição, escritor de elevado mérito nas ciências jurídicas, foi insigne Provedor do hospital de Santo Tirso em épocas difíceis. Foi Director Geral do Ensino Secundário e Governador Civil do Porto.

António Faria Carneiro Pacheco Doutorado pela Universidade de Coimbra, nasceu em Santo Tirso, tendo sido Ministro da Educação Nacional. A ele se deve esta denominação que substituiu a de Ministério da Instrução Pública. Foi representante de Portugal no Vaticano e Embaixador de Portugal junto do Governo de Espanha. Professor catedrático de Direito, faleceu na sua terra natal – Santo Tirso.

Não perca a próxima edição e fique a conhecer mais personalidades que marcaram a história de Santo Tirso.


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| 27 DE MAIO DE 2009 | ANO 0 N.º 3 | QUINZENÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Concelho Dia municipal do bombeiro comemorado em Santo Tirso Em dia dedicado aos bombeiros, a Câmara Municipal homenageou três corporações concelhias. Augusto da Silva Salgado, Chefe do Quadro Honorário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, foi agraciado com medalha de mérito municipal. Comemorou-se, no passado sábado 16 de Maio, mais um dia municipal do bombeiro de Santo Tirso. Esta iniciativa, criada em 1985 e organizada pela Câmara Municipal, distingue anualmente o empenho e dedicação das corporações do concelho. Na edição deste ano e como manda a tradição, as comemorações iniciaram-se, durante a manhã, com o hastear de bandeiras, na Praça do Município. Logo depois, numa romagem ao cemitério, os soldados da paz prestaram a sua homenagem ao Comendador e Comandante Eugénio de Miranda. Pelas 16 horas, tomou lugar na Praça do Município, a recepção oficial às entidades convidadas onde um conjunto de três corporações perfilou. Seguidamente, procedeu-se, no Salão Nobre dos Paços, a uma sessão solene de entrega de medalhas. A cerimónia, encabeçada pelo Presidente da Câmara, Castro Fernandes, contou com a participação dos representantes da Autoridade Nacional de Protecção

Civil, da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Federação Distrital dos Bombeiros do Porto e das Corporações de Bombeiros Voluntários do concelho. Em sua intervenção, o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, Asuil Dinis, sublinhou o propósito humanista do voluntariado: “não sendo exclusivo do voluntariado, a ausência nele do verdadeiro humanismo torna-o sem sentido, daí que seja imprescindível exigir às associações de bombeiros voluntários que sejam também baluartes dignos da vivência e dedicação altruísta de uma grande expressão de humanismo”. Dentre os vários agradecimentos proferidos, destacou a acção desenvolvida pelo Comandante José Campos, membro do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses: “é reconfortante ver esta instituição, a liga, sensibilizada para o problema dos bombeiros voluntários que se encontram, neste momento, desempregados e empenhada em encontrar

soluções que atenuem este problema”. E concluiu: “estamos aqui para expressar a todos os munícipes que podem contar connosco, saberemos estar sempre presentes, sempre disponíveis, sempre e sempre com alegria, saberemos ser bombeiros voluntários”. Por sua vez, o Comandante José Campos, congratulou a Câmara Municipal de Santo Tirso por saber “homenagear o esforço dos seus bombeiros”, prática essa que considerou “não ser comum, infelizmente a todos os munícipes de Portugal”. O representante da liga, apontou, ainda, os bombeiros como “o grande pilar que suporta a resposta dada em casos de protecção civil”, declarando, pelo número de jovens presentes nas formaturas, que, afinal, “o voluntariado não está em crise”. Chegada a vez do seu discurso, o Coronel Teixeira Leite, Comandante Distrital de Operações de Socorro do Porto e representante da Autoridade Nacional de Protecção Civil, dirigiu-se directamente às cor-

porações presentes: “bombeiros de Santo Tirso, a sociedade civil apesar de há muito ter reconhecido o mérito do bombeiro, nem sempre assume o quanto a sua segurança e tranquilidade se deve ao seu esforço. Mesmo quem não conhece pessoalmente um bombeiro, sabe que este está sempre pronto a socorrer e ajudar.” “Ser bombeiro é, antes de mais, servir, colocar a sua vida, o seu esforço, o seu trabalho, o melhor de si próprio ao serviço dos outros, desinteressadamente”, declarou o comandante. O encerramento das   intervenções ficou a cargo do presidente Castro Fernandes. O autarca ressalvou os resultados de 2008 na área da Defesa de Floresta, elogiando o trabalho conjunto efectuado entre “bombeiros, autarquia, associações florestais e autoridades nacionais”. Neste sentido, relembrou, igualmente, a cooperação da Associação de Silvicultores do Vale do Ave e da Autoridade Florestal Nacional “em matéria de prevenção, do uso do fogo e da limpeza das

florestas”. Mais adiante, Castro Fernandes deu, também, a conhecer o montante dispendido pela câmara às três corporações de bombeiros do concelho e que, este ano, “orçou os 82 500 euros”, uma quantia que, segundo o presidente, poderá aumentar, em função “da data de entrada em vigor das Equipas de Intervenção Permanente”. A sessão solene terminou com a entrega da Medalha de Mérito Municipal a Augusto da Silva Salgado, Chefe do Quadro Honorário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, pelo exemplar percurso profissional enquanto bombeiro e dirigente. A celebração do dia municipal do bombeiro prosseguiu com um desfile apeado e motorizado, protagonizado pelos bombeiros, nas ruas da cidade. Por volta das 19 horas, tempo houve, ainda, para a realização de uma missa de sufrágio por alma, na Igreja Matriz, dedicada aos bombeiros e restantes membros dos órgãos sociais presentes.

No decurso da cerimónia, foram entregues as seguintes medalhas: MEDALHAS DE SERVIÇOS DISTINTOS • Agostinho Campos Ferreira - Director desde 1998 da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso • José Neves de Azevedo – Subchefe da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Tirsenses • Armando Azevedo Abreu - 2º Secretário da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves MEDALHAS DE MÉRITO E DEDICAÇÃO GRAU PRATA (25 ANOS DE SERVIÇO EFECTIVO) • Mário Duarte Neto de Sousa, bombeiro de 1ª da AHBV Santo Tirso • Joaquim Ferreira da Silva, bombeiro de 1ª da AHBV Santo Tirso • António Pereira Lopes, bombeiro de 1ª da AHBV Santo Tirso • Eduardo António Moreira Matos, bombeiro de 3ª da AHBV Santo Tirso • Arnaldo Monteiro Ribeiro, bombeiro de 3ª da AHBV Santo Tirso. GRAU BRONZE (15 ANOS DE SERVIÇO EFECTIVO) • Agostinho José Alves Dinis – 2º Comandante da AHBV Tirsenses • José Paulo Silva Salgado – Bombeiro 1ª Classe da AHBV Tirsenses • Luís Manuel Silva Andrade – Bombeiro 1ª Classe da AHBV Tirsenses • Sandra Marlene Ferreira Monteiro – Bombeiro 2ª Classe da AHBV Tirsenses • José Domingos Araújo Paiva – Bombeiro 2ª Classe da AHBV Tirsenses • Pedro Daniel Rodrigues Sousa – Bombeiro 2ª Classe da AHBV Tirsenses • António Agostinho Magalhães Marinho – Bombeiro 3ª Classe da AHBV Tirsenses • Fernando Manuel Paiva Carneiro – Bombeiro 3ª Classe da AHBV Tirsenses • Carlos Alberto Freitas Silva – Bombeiro 3ª Classe da AHBV Tirsenses • Cristina Mariana Ferreira Pinto Guimarães – Bombeiro 3ª Classe da AHBV Tirsenses • Carlos Alberto Oliveira Monteiro – Bombeiro 3ª Supra da AHBV Tirsenses • José Manuel Martins Lopes Gonçalves, bombeiro de 1ª Classe da AHBV de Vila das Aves • Raul Horácio da Silva Oliveira, Bombeiro de 1ª Classe da AHBV de Vila das Aves • Luís Miguel Teixeira Borges – Bombeiro 3ª da AHBV de Santo Tirso • Adriano Andrade Barros – Bombeiro 3ª da AHBV de Santo Tirso • Carlos Alberto Rêgo – Bombeiro 3ª da AHBV de Santo Tirso • António Basílio Gomes Coelho – Bombeiro 3ª da AHBV de Santo Tirso • António Manuel Alves Silva Nunes – Bombeiro 3ª da AHBV de Santo Tirso • Domingos Gomes de Andrade – Bombeiro 2ª da AHBV de Santo Tirso • Pedro Jorge Moreira Matos – Bombeiro 1ª da AHBV de Santo Tirso


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| 27 DE MAIO DE 2009 | ANO 0 N.º 3 | QUINZENÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

QUINTA DE GEÃO DA REALIDADE À FICÇÃO

Projecto do Parque de Lazer da Quinta de Geão - Santo Tirso Localizado na zona poente da cidade de Santo Tirso, a escassos passos da Escola Secundária D. Dinis, a Quinta de Geão, foi outrora considerada um lugar de excelência para a localização de um Parque de Lazer. O referido parque de lazer que a Câmara Municipal, há muito, projectou, foi, inclusive, alvo do denominado “Plano de Pormenor da Quinta de Geão”, um plano aprovado pela Assembleia Municipal em 21 de Outubro de 1991 e Ratificado pela Portaria 552/93, publicada no Diário da República n.º 125, I Série B, de 29 de Maio de 1993. O Plano de Pormenor integrava, assim, a execução do Parque de Lazer da Quinta de Geão, e que a Câmara Municipal se comprometeu a realizar. A proposta surgia como promissora, arrojada e aliciante, digna de dotar o concelho de Santo Tirso com um espaço verde público de excelência, alicerçado na construção de áreas de lazer e vários equipamentos associados. Como é natural, o desejado empreendimento gerou elevadas expectativas, motivando o investimento de privados e agentes promotores, que acreditaram que este seria um lugar ímpar para habitar e susceptível de bons investimentos.

A não execução dos Espaços Verdes e de Lazer tem fomentado a degradação e vandalização dos edifícios, afastando ainda mais a população daquele espaço. O estado de abandono desta zona e o consequente vandalismo a que se sujeita, constituem factores de insegurança nesta área. Por outro lado, a não construção do Parque de Lazer por parte da Câmara Municipal, defraudou os tirsenses e de modo mais directo os próprios investidores. Muitos foram os que assistiram à queda e desvalorização dos seus investimentos e acima de tudo da auto-estima, de quem acreditou que este projecto seria a “Nova Área habitacional por excelência da cidade de Santo Tirso”, o que prometia gerar mais alguns milhares de habitantes. Reflexo disto é a taxa de construção nos lotes do loteamento, assim como o estado das construções entretanto edificadas, nomeadamente nas habitações multifamiliares que se encontraram parte delas desocupadas, facto que em alguns casos poderá mesmo ter fomentado a “falência” dos investidores. Por outro lado, a não execução dos Espaços Verdes e de Lazer de enquadramento e proximidade aos edifícios públicos construídos, tem fomentado a degradação e vandalização dos edifícios, afastando ainda mais a população daquele espaço. Exemplo disso é a Biblioteca Municipal que por se encontrar desenquadrada do contexto projectado, para além de não ser atractiva, tem sido frequentemente

alvo de vandalismo, obrigando também a uma maior manutenção por parte da autarquia tirsense. O prometido investimento fora exibido aos tirsenses, no final dos anos 80, pelo então Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso Dr. Joaquim Couto, como sendo um projecto de Desenvolvimento Económico e Social, com a garantia de que o mesmo estaria concluído no final do século (2000). O mesmo projecto e a consequente maquete, foi igualmente apresentada pelo actual Presidente da Câmara Municipal, Castro Fernandes, ao ex-Presidente da República Jorge Sampaio No entanto este projecto é esperado e ambicionado, há mais de 15 anos, sem que tenha sido realizado qualquer investimento por parte da Autarquia. Estará o parque da Quinta do Geão remetido para a gaveta? Para além do Parque de Lazer por construir, encontram-se ainda por executar, parte dos percursos pedonais que ligam arruamentos com cotas diferentes e previstos no loteamento, a arborização dos arruamentos, a colocação da toponímia nas ruas, assistindo-se diariamente à degradação das infra-estruturas públicas, incluindo os passeios e as áreas de estacionamento já executados, por falta de limpeza e manutenção das mesmas.

Integrado neste Plano, o projecto do Parque de Lazer da Quinta de Geão, contempla equipamentos desportivos para uso múltiplo, área para desporto ao ar livre, para equipamento infantil, plano de água, anfiteatro ao ar livre, campo de voleibol de praia e edifício de apoio/café/ restaurante. Nada foi feito.

“Biblioteca municipal recebe setenta mil utentes por ano” 2006-08-29 – JN

A depredação de que as paredes têm sido alvo explicar-seá pela sua localização, na Quinta de Geão. "Quando este terreno foi expropriado, a ideia era reabilitar a biblioteca - não havia condições de crescimento no antigo edifício -, e inaugurar aqui uma série de urbanizações, o que só agora começa a acontecer. O espaço, relativamente deserto, proporcionou os estragos".


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QUINTA DE GEÃO Na publicação “Santo Tirso 2002+” da responsabilidade da Câmara Municipal pode ler-se (sic) ” O Parque de Lazer constituirá um Espaço Verde Público e de enquadramento ao loteamento municipal da Quinta de Geão, para recreio e lazer. Desta forma serão criadas estruturas e equipamentos que permitam a prática desportiva informal, a realização de eventos culturais recreativos, para além da construção de uma área de lazer para os mais novos. Um circuito de manutenção, a criação de um espelho de água é também uma das propostas.“

Quinta de Geão Projecto (esquerda) e terreno (direita)

Breve

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APRESENTAÇÃO DO SITE DE CANDIDATURA JOÃO ABREU Foi lançado no passado dia 16 de Maio, no endereço www.joaoabreu.com, o site de campanha do candidato João Abreu à Presidência da Câmara Municipal de Santo Tirso pelo PSD. No desenvolvimento deste projecto estiveram presentes as mais actuais premissas e boas práticas da WEB 2.0, nomeadamente com a integração com as redes sociais. O modelo utilizado seguiu os casos de maior sucesso nas mais recentes campanhas políticas online internacionais. O conceito de campanha de proximidade adoptada está presente, com contactos frequentes

através de emails, SMS e redes sociais como o Twitter,  FaceBook,  Flickr e Youtube, entre outros. Este projecto pretende ser aglutinador da vontade de mudança, convidando todos os visitantes a participar activamente. Até à data das eleições, o site terá múltiplas transformações que o adaptarão aos diferentes momentos da campanha, privilegiando o dinamismo e a atracção de novos públicos. João Abreu e Alirio Canceles, considerem esta ferramenta de comunicação de extrema importância, e convidam os cibernautas a visitar esta página.

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Café com... João Correia O santo tirso hoje tomou café com João Correia, no badalado Café Mónica, em Santo Tirso. Desportista de alta competição, João Correia arrecadou duas medalhas de prata, nos Campeonatos da Europa de atletismo paraolímpico em 2001 e 2005, as únicas do espólio português. Actualmente, João Correia é o presidente da Fundação “Nunca Desistas”. Este organismo de intervenção social, actua através do desporto, junto de pessoas com mobilidade reduzida. As linhas que se seguem relatam uma história de coragem e dedicação astronómicas. Eis as palavras de quem nunca deixou de acreditar.

Reaprender a viver

Heinz Frei

Em 1985, com dois anos e meio, fui atropelado aqui na cidade de Santo Tirso. Na altura, estava um dia ventoso e levava um boné na cabeça. A ventania levou o boné e, num acto irreflectido como é próprio nas crianças, fui a correr atrás a ver se o apanhava… A partir daí, tive que reaprender a viver. Claro que, por ser tão novo, nunca senti tanto aquela diferença entre o antes e o depois. Desde cedo, fui para Alcoitão, em Lisboa, onde passei vários anos e aprendi bastante. Quando regressei estava preparado para enfrentar a sociedade e todo esse processo de adaptação que às vezes é um bocadinho cruel.

Foi sempre a pista que me marcou. Entrei na minha primeira prova de pista, em 2000, em Lisboa. O objectivo passava por bater os tempos mínimos de acesso ao campeonato do mundo de juniores. Fiquei a poucos centésimos de o conseguir e, por isso, senti-me incentivado para trabalhar mais. No ano seguinte, esteve cá o maior atleta de sempre do desporto paraolímpico – Heinz Frei – para a meia maratona de Lisboa, na qual também entrei. Heinz Frei trabalha muito com

Desporto adaptado Tive um percurso escolar perfeitamente normal. Por volta dos 12 anos, decidi participar numa meia maratona, em Santo Tirso. Foi o meu primeiro contacto com desporto adaptado e onde vi pessoas em cadeiras de rodas, na mesma situação de que eu. Participei na prova com uma cadeira normal, o que não me impediu de estar ali na linha de partida junto aos outros colegas. O percurso era dar a volta à cidade e depois uma volta maior de 20 km´s. Essa primeira volta, dei-a enquanto os outros concluíram os seus 21 km´s mas no final ficou o interesse em saber mais sobre a modalidade. Tomei conhecimento da existência de um clube em Braga, o APD (Associação Portuguesa de Deficientes). Inscrevi-me e ainda hoje trabalho com o clube, quer para efectuar os meus treinos quer para ajudar e orientar quem está a dar os seus primeiros passos. Nessa área, o maior problema do nosso país advém da carência de material que simplesmente não existe ou caso exista, não é adaptado. É como calçar 40 e correr com sapatilhas de 45. A cadeira tem de ser ajustada ao atleta e raramente é transmissível se não houver uma patologia muito idêntica… e pronto comecei no basquete, em 94, por ser um desporto colectivo que implica interacção e para o qual havia cadeiras. Depois em 96, chegou-me às mãos uma cadeira de atletismo, o que me permitiu tentar uma prestação mais digna porque até a data continuei sempre a praticar com cadeiras normais. A cadeira vinha dos Estados Unidos e pertencia a um atleta português que já não a utilizava. Apostei em treinar e aos poucos, percebi que podia vingar no atletismo. Decidi dar o máximo.

As medalhas

As lesões

Um ano depois de receber a cadeira, consegui os mínimos para o campeonato da Europa, na Holanda. Cheguei lá e ganhei a primeira medalha de prata para o paraatletismo português. Essa prova abriu-me muitas portas, inclusive a nível de reconhecimento pelo trabalho que foi feito. É um pouco ingrato porque o atleta, não é quando está lá no alto que precisa de umas palmadas nas costas, é quando está em baixo e requer apoio para chegar lá cima. Todo o meu trabalho deve-se à minha família, a um atleta suíço e aos colegas que acreditaram em mim. Depois da vitória, surgiram algumas empresas que quiseram estar ligadas ao meu percurso desportivo. Houve muitos treinos, provas e competições no estrangeiro. Acabei, entretanto, por receber uma outra cadeira do meu actual patrocinador. Claro que o material vai sofrendo alterações, são-lhe aplicados novas ligas, novos elementos que minimizam o peso, ajustando a aerodinâmica da cadeira e isso reflecte-se na melhoria de marcas. Em 2005, arrecadei a minha segunda medalha de prata no Campeonato da Europa, desta vez na Finlândia. Ao todo foram duas medalhas, as únicas do paraatletismo português.

Três meses após o campeonato, senti os primeiros sintomas de uma lesão na cervical e que me levou para o bloco operatório em Janeiro de 2006. Efectuouse uma fixação com titânio para prender o crânio à cervical, o que mudou drasticamente o caminho que desejava seguir. Estava revoltado. A lesão foi contraída durante os treinos. Como qualquer atleta estamos sujeitos a cargas brutas e fortes, principalmente no pescoço e nos ombros. Concluído o processo de recuperação e fisioterapia, votei a treinar e sentia-me bem. Passado um mês de ter recebido alta clínica, apurei-me para o mundial de 2006. Fomos à Holanda, outra vez, mas sem grandes ambições. Para mim,

recém-paraplégicos e então ele tem um olho especial para detectar atletas dotados. Durante a prova notou alguma coisa em mim. No final ele veio ter comigo e perguntou-me porque é que ninguém apostava em dar-me uma cadeira melhor porque com aquele material nunca iria mais longe. Mas essa é a realidade que temos. Ou se tem dinheiro ou então não se sobe ao patamar seguinte. Disse-me que ia mandar uma das suas cadeiras de competição para Portugal. Antes

disso, convidou-me a experimentar a sua cadeira. Aquilo foi quase como a história do sapato de Cinderela. Encaixou perfeitamente. Passado uns tempos, recebi a cadeira e, por surpresa minha, constatei que aquela era a cadeira com que ele tinha, no ano anterior, batido o record do mundo de maratona. O record ainda é dele. Além de ser extremamente motivador, senti que aquilo era quase como que uma passagem de testemunho.

estar ali já era uma grande vitória. No entanto, a prova acabou por se revelar um autêntico pesadelo. Durante o campeonato, a zona em que recebi intervenção cirúrgica cedeu, havia uma ruptura que estava a provocar nova lesão no cordão medular e isso dava-me uma tremenda fraqueza. A equipa médica achava que aquilo era stress de competição. Nos 100 metros fiz apenas 26 segundos. Normalmente conseguia sempre 18 /19 segundos. Sabia que algo não estava bem mas os médicos insistiam que eram transtornos psicológicos. Nos 200 metros, recusei-me a correr porque não conseguia mexer os braços. De volta a Portugal, contactei a equipa que me tinha tratado an-

teriormente. Quando me fizeram os exames, deitaram as mãos à cabeça... Pela dimensão da lesão, durante o campeonato, podia ter ficado totalmente imobilizado. Fui submetido a uma operação de grande risco, nunca antes realizada em nosso país e tudo correu bem. Felizmente tive quem me apoiasse. A operação ficava por três mil contos mas a Federação virou-me as costas. Apesar de a lesão ter sido contraída em pleno campeonato, de ter havido uma falha médica gravíssima, a federação não me concedeu nem um cêntimo de ajuda, nem uma palavra, nada. Ignoraram-me.


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Café com... Direito à igualdade O desporto paraolímpico é um direito subjacente à igualdade mas isso é treta. Uma pessoa que precisa de uma cadeira quase tem de pedir dinheiro porta a porta para fazer aquilo a que qualquer pessoa tem acesso – praticar desporto. Não é à toa que em Portugal existem um milhão de pessoas com deficiência e só 0,1% é que pratica desporto. Além disto, quantas pessoas, com deficiência, é que se vêem nas ruas ou até num centro comercial? Não há integração. Trata-se de um indicador de qualidade de vida no qual todos os países desenvolvidos estão a apostar. Há uma semana, tive uma conversa com o Secretário de Estado e ele não têm essa noção. Pediu-me para, futuramente, falarmos sobre isso com mais calma. Toda a gente sabe que, em termos monetários, as pessoas com deficiência são consideradas um fardo para a economia portuguesa. E maneiras de contornar isso? A meu ver não é mantê-las em casa numa vida sedentária, completamente frustrada e de integração nula. Esta situação não traz benefícios. Antes de tudo, a mudança de mentalidades passa por, dia-a-dia, demonstrarmos o que somos capazes de fazer.

Tendo em contas as dificuldades que eu passei, criei uma fundação baptizada com o meu lema: “nunca desistas”. O que se pretende é dar apoio ao atleta paraolímpico, não só quando atinge um patamar elevado, mas durante a alta competição e na sua formação. Queremos reunir as condições para que um atleta possa vingar no desporto paraolímpico e dar-lhe a oportunidade de atingir os seus sonhos. Começamos, este ano, a funcionar e já conseguimos ajudar um jovem de Famalicão a conseguir a sua primeira cadeira de atletismo. Também queremos trabalhar junto das freguesias e fazer o levantamento das necessidades de quem quer que tenha transtornos de mobilidade reduzida para que o nosso grupo de trabalho intervenha ou o encaminhe para as instituições adequadas. É um projecto a longo prazo mas dá-nos um gozo particular ver os sorrisos que se conseguem proporcionar com o nosso trabalho, dentro do espírito daquilo que foi feito comigo há anos atrás e tirar as pessoas de casa, ajuda-las a desempenhar um papel mais activo na sociedade. No próximo ano, gostaríamos de abrir um pólo de reabilitação, em Braga, para acolher todas essas pessoas. O plano material é o maior obstáculo porque cada atleta que ajudamos envolve despesas na ordem dos 4000 euros e a actual situação económica do país não ajuda. Todos os donativos e apoios são bem-vindos.

Santo Tirso – assim é complicado… O meu projecto inicial era sediar a fundação, aqui em Santo Tirso. Bastava um edifício ou um terreno que pudesse servir de garante financeiro. A resposta do Presidente da Câmara foi que havia projectos mais aliciantes ou com mais retorno para a cidade. Uma pessoa tem que respeitar aquilo que foi dito, não é? Não desisti da ideia e a próxima porta a que bati foi a Câmara Municipal de Braga onde, desde a primeira palavra, o meu projecto foi bem acolhido. Como sou da terra, fiquei um pouco magoado por ter que me desmobilizar para concretizar aquilo que sonhei fazer cá. Julgo que qualquer cidade receberia esta ideia com agrado. Qual é a câmara que não tem um bocado

de terra ou um edifício inutilizado para sediar uma fundação? Há uma cooperativa de apoio aos cidadãos com deficiência, em Santo Tirso, mas que quase ninguém conhece. Foram lá gastos 300 mil euros mas aquilo não tem eficácia nenhuma. Não há retorno. No campo desportivo estão a decorrer as primeiras jornadas de desporto adaptado. É incrível: vem tantas equipas do norte - Braga, Barcelos, Paredes, Chaves, por exemplo, mas de cá não temos um único atleta a assistir ou a participar. É preciso criar as condições de integração, trazer as pessoas com deficiências para a rua e oferecer-lhes soluções e alternativas, optimizar a sociedade para recebê-los. Basta olharmos

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para a Câmara. Desde 97 que a lei exige que todos os edifícios públicos tem de ter entrada e acessos para pessoas com mobilidade reduzida. Chega-se ali à Câmara e, sim senhor, há acesso aos primeiros degraus. E depois? Chega-se ao átrio e não se faz mais nada. Não há acesso a nenhuma área do edifício. Se eu marcar uma audiência com o presidente, por exemplo, ele tem que me receber cá fora. Estamos a falar de uma câmara, a entidade que deve regular a fiscalização. Temos também o caso das Finanças, do Instituto de Emprego, da Segurança Social. Assim é complicado. A lei existe desde 97 mas aplica-la? Não aplicam.

Para mais informações sobre João Correia visite: www.joaocorreia.com www.nuncadesistas.com

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PRÓXIMA EDIÇÃO - 9 DE JUNHO

DISPONÍVEL NOS LOCAIS HABITUAIS (PÁGINA 23)


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Poder TriPartido Este espaço é destinado aos partidos com representação na Assembleia Municipal

zadas as referidas taxa, fruto da intervenção da CDU sempre ao lado dos pequenos comerciantes nas suas justas reivindicações. Apesar de tardiamente, não deixa de ser gratificante a comprovação hoje da razão que detínhamos naquela altura.

têm sentido os efeitos da situação económica e social que este concelho atravessa.

José Alberto Ribeiro Comissão Concelhia do PCP em Santo Tirso

A situação económica e as eleições Europeias A propósito das eleições Europeias do próximo dia 7 de Junho, a CDU levou a cabo uma acção de informação e contacto no concelho de Santo Tirso, dirigida essencialmente aos micro, pequenos e médios empresários e comerciantes, que, de há muito tempo a esta parte,

Na verdade, num concelho com mais de 17% de desempregados, com um rendimento médio dos mais baixos do país, não são só os operários das empresas têxteis, e outras, a sofrerem os efeitos da tão propalada crise que atravessa o mundo, com particulares consequências no nosso país. Contudo, e como todos sabemos, esta crise não afecta todos por igual, existindo alguns que são até beneficiados com a presente situação. Basta olharmos para os chorudos salários e prémios do gestores bancários, aqueles que se esquecem dos negócios que fizeram, e dos documentos e cheques que outrora assinavam a torto e a direito, mas que não se esquecem, e nunca esqueceram, de receber meio milhão de euros por ano. Ou olharmos também para aqueles que se preparavam para aumentos de cerca de mil e quinhentos euros mensais, ou lembrarmos as indemnizações de 70 milhões de euros, seguidas de reformas de 37500 euros mensais. Os comerciantes e pequenos empresários receberam a informação que Ilda Figueiredo lhes

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prestou, e algumas dezenas destes participaram num jantar promovido no mesmo dia em Santo Tirso, tendo sido aí possível algumas trocas de ideias, ficando claramente demonstrado que são o PCP, e a CDU, as forças políticas que realmente se preocupam com as pessoas, e não só em período eleitoral. Lembramos, por exemplo, que foi a deputada Ilda Figueiredo que apresentou o relatório sobre a situação do sector têxtil, e que, simultaneamente, defendeu medidas de salvaguarda para este sector tão essencial para a a região. Medidas de salvaguarda que foram recusadas, e embora, posteriormente, a Comissão Europeia tenha adoptado algumas medidas de apoio, estas foram nitidamente

insuficientes tempo.

e

atrasadas

no

Foi também relembrado que foi a CDU que defendeu os pequenos empresários, na Assembleia Municipal de Santo Tirso, aquando da discussão do regulamento de taxas e alugueres no Mercado Municipal e Central de Camionagem (há cerca de 6 anos). Neste Concelho, a Câmara apresentava taxas e alugueres em muito superiores ao dos concelhos vizinhos, como Guimarães, Famalicão, Vila do Conde e Póvoa do Varzim. Apesar das orelhas moucas feitas pela maioria que sustenta esta câmara, a situação de desigualdade veio-se a confirmar, levando a que não mais fossem actuali-

Até à hora do fecho da edição não foi recebido o texto do Partido Socialista

)

Termino reafirmando que a melhor forma de ultrapassarmos esta situação de crise que afecta alguns “muitos”, é, necessariamente, o aumento dos salários e pensões mais baixas, como forma de dinamizar a pequena economia. Será preciso lembrar que em 1974 e 1975 a Europa atravessava também uma grave crise à qual Portugal passou ao lado, exactamente porque nessa altura, a decisão política de aumentar o salário mínimo nacional para 3.800$00, medida que atingiu mais de 80% dos trabalhadores do concelho, potenciou a confiança, através do poder aquisitivo, para que se colmatassem as necessidades das populações muito carenciadas, situação que em muito ajudou os comerciantes e pequenos empresários. Novas políticas, que rompam com o caminho de direita seguido nos últimos anos: sim! Mais do mesmo: não!


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Poder TriPartido

José Pedro Miranda

Deputado do PSD na Assembleia Municipal

Uma Visão de Cultura Cultura como vemos definido num qualquer dicionário poderá significar entre outros, a aplicação do espírito a uma coisa; o desenvolvimento dos conhecimentos e das capacidades intelectuais; maneiras colectivas de pensar e de sentir; conjunto de costumes, de instituições e de obras que constituem a herança social de

uma comunidade ou grupos de comunidades, que asseguram a integração dos indivíduos numa colectividade. Poderá também ser num ponto de vista antropológico um conjunto de elementos que a pessoa aprende ao longo da sua vida, que variam desde a língua à religião, passando pela arte e pelo modo de ver o mundo. Para a Igreja Católica, já no Concílio Vaticano II e também exortado pela Papa João Paulo II, se apela a que todos “os fieis possam exercer as suas actividades terrenas (onde também se incluem as culturais), unindo numa síntese vital todos os esforços humanos, familiares, profissionais, científicos e técnicos com os valores religiosos”. No meu ponto de vista a actividade cultural é contínua e não estática. A cultura é tudo aquilo que queiramos que seja, não sendo propriedade de ninguém. A cultura com toda a certeza não é dogmática, sendo que a dinâmica é fundamental. A Câmara Municipal de Santo Tirso actualmente diz-nos que “promove um diversificado leque de acções no domínio cultural, apoio as colectividades, geminações e promoções de hábitos

de leitura”. Diz-nos também que nos dá “uma ampla oferta de actividades como proposta de lazer criativo” (confundem desde logo lazer e cultura, além do que consistirá lazer criativo?), sendo que a Câmara Municipal na sua visão cultura diz-nos também que a sua “acção tem-se pautado por assumir um papel fundamental na garantia da satisfação das necessidades culturais da população”. Bom, em relação a esta última parte deixem-me dizer caros leitores e leitoras, que quem está no exercício actual do nosso poder autárquico, no mínimo, peca por muito pouca modéstia, como se o poder público fosse o grande educador do povo. Obviamente que há iniciativas de carácter positivo, desde o Festival Internacional de Guitarra ou mesmo Promover o Folk concelhio. Concerteza não contesto as iniciativas promovidas pela Câmara Municipal de Santo Tirso, contesto, isso sim a forma avulsa como o faz. Criar infra estruturas é fundamental, mas criar um alargamento e entrosamento do conceito e práticas culturais da cidade, das vilas, do nosso Concelho no ciclo mais alargado,

nomeadamente com a dimensão mais cosmopolita de qualidade reconhecida. Neste sentido, vou dar dois exemplos de Municípios nossos vizinhos (por sinal, de “cores distintas”) que conseguiram ter o tacto, a vontade e o querer suficientes para alcançar este patamar que descrevi: Vila Nova de Famalicão e Guimarães. Com uma vontade inexcedível, com uma programação de carácter contínuo e alargado, de reconhecido mérito, conseguem deter uma agenda cultural de excelência. O que faz com que não só atraiam em primeira instância os seus próprios munícipes na sua participação cultural, bem como detêm o mérito de atrair gentes vindas de fora dos seus concelhos (nosso incluído). Aproveito também o ensejo para que Santo Tirso não desperdice a oportunidade fundamental que será Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, para não só implementarmos uma agenda cultural recheada e contínua, que constitua patamar de excelência de vários públicos e entrosados com outros agentes, por exemplo os turísticos, para atrairmos, antes de mais todos os tirsenses,

sem excepção, nesta mobilização, como gentes de fora que identifiquem Santo Tirso como uma marca de cultura singular e de excelência. Assim, Cultura, no meu ponto de vista, deve funcionar em rede para um Concelho em rede, pois é-nos claramente inviável conceber cultura sem partilha e esta sem a outra. Cultura é antes de mais, um acto de cidadania. Havemos de voltar a este assunto. A ver vamos...

“A cultura é tudo aquilo que queiramos que seja, não sendo propriedade de ninguém. A cultura com toda a certeza não é dogmática, sendo que a dinâmica é fundamental.”

OFICINA DE INFORMÁTICA

por Miguel Martins

Faça Cópias de Segurança Regularmente da Sua Informação Como diz o velho ditado mais vale prevenir que remediar, uma das queixas mais comuns que aflige utilizadores é quando a “desgraça” da perda de dados bate a porta, a perda de dados importantes é pois uma situação no mínimo chata, no máximo a perda de informações como fotos pessoais músicas é uma ocasião triste para o utilizador, para não falar na informação que vale dinheiro para uma empresa ou para uma pessoa. Os discos

rígidos nestes últimos anos vêm equipados com uma tecnologia designada por SMART essa tecnologia recolhe constantemente informação dos parâmetros de funcionamento do disco e por analise estatística prevê a falha com antecipação do mesmo, existem alguns utilitários como o HDD Health que monitorizam e alertam para uma possível falha do disco rígido pode obtê-lo gratuitamente em http://www.panterasoft.com/ download/hhealth.exe. Outra dúvida que afecta os utilizadores é a escolha do suporte que vão usar para a realização das cópias de segurança, as populares memórias USB poderão não ser uma escolha adequada, a sua fraca resistência a má qualidade de portas usb, assim como as quedas poderão dar origem a falhas, falhas essas que implicam sempre a perda total da informação dado não ser possível a recuperação de informação de suportes de memória. Um dos suportes mais fiáveis é sem dúvida o suporte óptico, sejam os DVDR ou CDR desde que os mesmo sejam resguardados da incidência directa do Sol ou da humidade excessiva, seja

como for em dados muito importantes deve-se multiplicar a informação por vários suportes para evitar que a falha de um deixe tudo a perder, uma excelente ferramenta gratuita aonde pode realizar as suas cópias de segurança em suporte CDR e DVDR é o CD Burner XP, a simplicidade que nos é oferecida ajuda o utilizador menos experiente, a realizar as suas cópias facilmente, pode obtê-lo gratuitamente em http:// www.filehippo.com/download_ cdburnerxp/ o mesmo requer pelo menos a versão 2.0 da Framework.net da Microsoft que pode obtê-la em http://www. filehippo.com/download_ dotnet_framework_2/. Outro suporte muito popular são os discos duros externos, infelizmente os mesmos contém os mesmos componentes mecânicos de um disco duro convencional, sendo a única diferença o facto de serem portáteis, portanto são afectados pelos mesmos problemas que os discos convencionais, choques, quedas, falhas de energia. Portanto a solução mais fiável seja a cópia de segurança em suporte DVD/ CD em conjunção com um disco

duro externo. Previna-se! Não deixe que o Azar bata a sua porta, lembre-se que a recuperação de dados tem custos elevados.

Dúvidas, problemas...

@ perguntas.informaticas@gmx.com


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santo tirso hoje

| 27 DE MAIO DE 2009 | ANO 0 N.º 3 | QUINZENÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Livre Arbítrio Os artigos que se seguem são da inteira responsabilidade dos seus autores

Uma Opinião à Margem

Santo Tirso Hoje

Eleições ou cheque em branco. Quem o merece?

“Para não Hipotecar o Futuro” Escolher a pessoa certa para o lugar certo, pode ser uma tarefa difícil, mas não impossível. No meio desta sociedade de sedentos do poder que os transformam em autênticas bestas humanas, ainda há gente digna e honesta com capacidades de liderança capaz de conduzir os desígnios deste país sem recorrer a estratagema obscuros ou a meios sinuosos para se fazerem respeitar. Efectivamente a democracia, que é sinónimo de respeitos pelos outros e pelas ideias de cada um, em Portugal tornou-se numa espécie de “ditadura”, a raiar o fascismo, com os discípulos a serem premiados com colocações na gestão da coisa pública, independentemente das suas aptidões, capacidade, competência e idoneidade. Dada à falta daqueles atributos, os procedimentos aplicados foram totalmente descabidos e desajustados à realidade que, arremessaram o país para um descalabro total, lançando para o limiar da pobreza mais de 20% da população nacional, contrastando com o crescendo abrupto do enriquecimento obscuro, fácil e ilícito de alguns “amigos” e/ou “parceiros sociais”. Para que o colapso fosse total, os ávidos do dinheiro numa tentativa de garantir a “empregabilidade política” a todos os seus seguidores, limitaram os mandatos daqueles que, de uma maneira ou doutra, eram os eleitos dos seus conterrâneos. Como já referi, na crónica anterior, este procedimento, sem quaisquer fiscalização e/ou legislação punitiva, é mais um procedimento leviano, daqueles que julgávamos ser os mais capazes aquando das ultimas eleições. Este procedimento é também uma porta aberta ao compadrio, corrupção e altamente perigoso para as economias locais, que poderá conduzir as autarquias ao caos financeiro. Se alguém tem dúvidas, eu não as terei. Estou convicto que, com a limitação de mandatos tal e qual como está, aqueles que sempre usaram o poder, para “torturar” e “perseguir” os seus contestatários ou que manobram a imprensa para ocultar toda e qualquer contestação ou ainda que sem qualquer pejo usam os dinheiros públicos em prol da promoção pessoal e da propaganda dos seus feitos, gastando com eles o que deveria ser aplicado em investimento público, sabendo que não lhes pedem quaisquer responsabilidades, é de esperar que apareçam agora com todos os projectos (alguns deles arquivados à vários anos) e com parcerias contratualizadas com um único objectivo, hipotecar o futuro. A escolha daquele que irá manusear o “cheque” será uma tarefa difícil, qualquer que seja o quadrante político donde advenha, no entanto há parâmetros que não devemos desprezar Fazer a escolha certa daquele que irá manusear o “cheque” é de facto um acto difícil, mas também e um acto nobre, inteligente e uma forma de impedir que hipotequem o futuro.

Há mesmo muito tempo que se aguardava a chegada de algo que viesse abanar e, quem sabe, preencher o grande espaço vazio deixado até agora vago pela muito limitada oferta jornalística regional. Finalmente, vimos recentemente surgir o “Santo Tirso Hoje”. E, com ele, a hipótese de termos um periódico com uma proposta ao serviço do todo Concelhio. Na verdade, sentíamos a falta de um jornal, realmente nosso. Mais motivado pelo quotidiano de uma comunidade sempre viva e atenta. Uma comunidade cheia de preocupações é certo, mas que mantém a expectativa de ter uma informação que interprete o verdadeiro palpitar das suas gentes; que chegue aos quatro cantos das suas vinte e quatro freguesias; que esteja disponível e ao alcance de todos, sem excepção; que seja pluralista e apartidária; que trate tudo e todos com elevação e qualidade, com actualidade e isenção; ou seja, que se apresente com o verdadeiro sentido do dever de informar e de formar que uma imprensa independente deve ter. Estes serão, para mim, os pilares que suportam um Jornal de Distribuição Gratuita, feito à imagem do muito que já se vê por esse país fora e aqui bem perto à nossa volta. Por ventura, esta será a opção ideal para responder às enormes

exigências de pluralidade, de liberdade de expressão e de manifesta independência relativa aos poderes e aos interesses instalados. Uma informação que se verá todos os dias obrigada a procurar apoios, tão só e definitivamente, pela capacidade que tiver de livre iniciativa. Uma informação que sabe que vai sobreviver se tiver qualidade e conseguir granjear a atenção e o interesse do mais comum dos tirsenses. Uma informação que terá o seu futuro sempre nas mãos dos seus leitores, deles dependendo a sua continuidade. Uma continuidade que decorrerá do maior ou menor envolvimento que o mundo empre-

“Na verdade, sentíamos a falta de um jornal, realmente nosso.” sarial local vier a disponibilizar através da publicidade. Numa palavra, enquanto sentir que a sua parceria recebe o esperado retorno. Esta sim é, e será sempre, a marca distintiva de um jornalismo moderno, merecedor do nosso mais sincero aplauso. Parabéns, por isso, a quem foi capaz de o pôr em prática. Mas, mesmo assim, não posso deixar de aqui chamar a atenção para o facto de que um projecto com a dimensão como a do que aqui encontramos, quando pela primeira vez sai à rua, não está livre de ser confrontado com aquelas que considero serem as pequenas contrariedades de um período de juventude. Situações

dia 3 de Junho _Vítor Lemos

com que normalmente nos confrontamos, umas vezes por falta de experiência, outras por imaturidade de algumas das nossas ideias de base. Por tudo isso, sejamos críticos, sim, mas ainda condescendentes quando apreciamos o trabalho já desenvolvido. A primeira impressão é muito positiva, mas não isenta de dois pequenos reparos… Um, o projecto redactorial, que para se manter interessante e coerente, terá que conquistar o seu espaço. Um espaço que necessariamente terá que ser construído sobre uma linha de actuação clara e apelativa. Para isso, é indispensável um corpo redactorial permanente e profissional, que tenha apenas preocupações jornalísticas, que conheça bem as especificidades da imprensa regional e que aí queira trabalhar, ver e vencer… Outro, a periodicidade do jornal, que deve ser de edição semanal. Só assim veremos garantida a actualidade e uma forte ligação a todos os leitores. Se para tanto me reconhecerem, Direcção e Leitores, penso aqui manter uma presença eventual, trazendo aquilo a que chamarei “Uma Opinião à Margem” sobre conteúdos de carácter geral ou, por vezes, comentando de uma forma sincera a actualidade tirsense, com a convicção de quem quer manter-se sempre interveniente sobre tudo o que o rodeia ou, pura e simplesmente, diga respeito à terra que elegeu como sua por adopção.

www.santotirsohoje.com

_Carlos Almeida Santos almeidasantos.carlos@gmail.com


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Opinião Pública

Interlúdio II Há dias li que há quem viaje, de Lisboa para o Porto, com três computadores, porque o desejo de escrita é tão grande que não pode sujeitar-se à falha de bateria. Então, podia ficar-se só pelo suplemento da bateria; mas vá lá entendermos a complexidade do ser humano! Não é menos estranho ou exótico adoptar e coleccionar formigas (ou outras coisas esquisitas) só por ter pena ou maçada de as exterminar. Vá lá a gente entender!... E no interlúdio... há sempre histórias de amor para preencher a vida e dar-lhe sentido. Há os que vivem dedicadamente para os seus, mesmo que um tranglomango os ataque; há os que choram os que partiram, porque a ausência da presença retiroulhe o sentido de viver; há ainda os que vão construindo histórias de amor pelo íman do olhar. Estas e outras extravagâncias ajudam a compreender a estranheza/grandeza do Ser. No Livro do Desassossego,

Fernando Pessoa escreveu “Como não te adorar, se só tu és adorável? Como não te amar, se só tu és digna do amor? (...) ocupas o intervalo dos meus pensamentos e interstícios das minhas sensações”. Numa primeira leitura, poderíamos descobrir nesta relação com o tu uma definição de Amor; mas também é perfeitamente possível descobrir neste relacionamento o amor pela escrita (e quem conhece Pessoa sabe que a sua razão de existir coincidia com o acto poético). Sendo a vida, como a definiu João de Deus, “Um ai que mal soa”, no seu intermédio há espaços que o ser deve usufruir para se ir realizando ... pela escrita, pelo amor, por causas verdadeiras que nunca o submetam ao vexame ou ao perecimento do livre arbítrio.

Turismo para combater a crise

O Turismo continua a ter um papel preponderante na economia portuguesa PIB (Produto Interno Bruto) de 11% em 2008 e com tendência para crescer, mesmo neste momento de recessão que o país atravessa. A pergunta que se coloca é: estando o sector turístico em crescimento (nomeadamente o turismo rural) porque é que não há uma aposta no Turismo no concelho de St. Tirso? St. Tirso é um concelho com uma longa história, que possui diversas atracções turísticas e um património histórico e cultural como monumentos religiosos e locais arqueológicos, costumes, tradições e lendas que podem e devem ser promovidas e divulgadas. As suas entidades públicas têm um papel muito importante para a dinamização de um concelho, mas para tal é necessário haver uma uma política de Turismo que passa pela Promoção. É urgente delinear medidas como um conjunto de iniciativas, conferências e eventos a realizar durante todo o ano e que atraiam não só a população local mas principalmente visitantes e

(parte I)

Estas observações de política paroquial que aqui deixo, feitas com toda a heterodoxia que cabe na mente de quem precisa de escrever, vêm a propósito duma celebridade tirsense que, no

hos sucessivos, irão cair na goela escarlate da serpente socialista.”

regicídio, contava apenas onze primaveras: o Alexandrinho da D.ª Rosinha. Modernamente, já no século vinte, o que divide a história tirsense é o regicídio. Nada ficou igual, após aquele dia triste de 1 de Fevereiro de 1908 em que alguns indivíduos, a soldo de mentores anarquistas, aniquilaram no Terreiro do Paço, tudo o que puderam da família real. O trono passou a estar ainda mais vazio, a cobrir-se de pó… As bulhas entre Regeneradores e Progressistas, que tanto bulício vieram trazer à nossa cidade, terminaram repentinamente. De sorte que o povo decidiu despedir o seu rei, em 5 de Outubro de 1910. Eça teve uma palavra lapidar para traduzir esta transição: “Os conservadores, para se conservarem a si mesmos, terão de ceder; e de concessão em concessão, como um sapo aos saltin-

turistas nacionais e estrangeiros. É necessário implementar mais incentivos às empresas turísticas para investirem na região, nomeadamente no alojamento que é de apenas 5 estabelecimentos hoteleiros (INE 2007). Com estas medidas é possível manter o turista na região por 2/3 dias, permitindo receitas também para outros sectores como restauração, artesanato, entre outros. Desta forma criam-se mais empregos no 4º concelho com o maior número de desempregados a nível nacional. Muitos são os concelhos que apostaram no turismo e que agora tanto êxito têm como o caso de Óbidos, Constância, entre outros, que souberam conjugar o misticismo do local com a cultura e novos eventos. Fica o conselho para os responsáveis da câmara, não peço que imitem estes exemplos mas que aprendam algo com eles e coloquem St. Tirso no caminho dos turistas. _Carla Rodrigues Lic. em Turismo pelo IPVC

Com 15 anos ainda era o “Alexandrinho”, se bem que na escola lhe chamassem “Chico”; aos vinte, “Alexandre Ferreira” e, aos trinta, “Alexandre Francisco Ferreira – de Córdova”, advogado com escritório no Porto. Concluíra a formatura jurídica em Lisboa, após incompatibilização com os berros obscenos e medievais da “cabra” coimbrã. O padre Augusto Gonçalo, velho conservador, sabendo as ideias do jovem Ferreira e deduzindo a sua índole tão diversa da dos irmãos Joaquim, Abílio e Américo, interpelou-o: – Segue-se que estás anarquista? – Estou português do século vinte – confirmou o vate. – Apostatou! concluiu com pesar muito entranhado o director do Circulo Católico. – Apostatou! – Não se atrigue, V. Rev.a! Capitão militar, Alexandre Ferreira foi responsabilizado pela rebelião do seu regimento e exautorado. A cerimónia de exautoração era muitíssimo aviltante. À hora designada, 7 da manhã, formou em quadrado, na parada

do quartel, uma força de duzentos e tantos militares, composta de soldados de todos os regimentos da guarnição, incluindo os seus homens. Procedeu-se então à cerimónia. O capitão Ferreira entrou na parada, no meio de uma escolta; não vinha abatido, mas pálido, caminhando com passo desigual. Tomou lugar no centro do quadrado. Foi então lida a sentença. Alguns cornetas e tambores cercaram o oficial e um deles arrancou-lhe as divisas e os botões. Os soldados voltaram as costas ao exautorado… e tudo acabou. A uma das portas da caserna estava um carro de praça que conduziu o exautorado para a Penitenciária. Tinha-lho mandado a família na tentativa, conseguida, de evitar o Tarrafal. Uma das facetas menos conhecidas deste poeta e advogado tirsense, é a de despudorado polemista. E é como polemista que os inquisidores das celebridades, dotados de dois narizes para farejar escândalos, vão encontrar “The Best Off”, “Le Crème de la Crème”, o “Mel Hibleu”… _Amarílis fabricia.amarilis@gmail.com

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Opinião Pública

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A “Oficina Social”

Criatividade ouDadevicriati CRIATIVIDADE = Capacidade de produção do artista, do descobridor e do inventor que se manifesta pela originalidade inventiva. Faculdade de encontrar soluções diferentes e originais face a novas situações (Dicionário da Língua Portuguesa - Porto Editora – 2006). Mais do que possamos imaginar, a criatividade vai além do que aquilo que estamos habituados a ouvir, a falar ou até mesmo a fazer. Todos nós podemos ser criativos. O ser humano possui criatividade em diferentes habilidades, sendo esta um passo para o seu próprio desenvolvimento. A criatividade pode manifestar-se a nível individual, sob a forma de tudo aquilo que está relacionado ou expresso por um indivíduo, ou ainda do ponto de vista colectivo, sendo manifestada por uma organização ou grupo. Neste sentido, e de acordo com as exigências das organizações perante os seus profissionais, é valorizado cada vez mais: 1 - vertente da diferenciação; 2 - sensibilidade a problemas; 3 - capacidade de identificar as

O Hoby de coleccionar sempre foi nos tempos uma força e uma forma de se guardar as antiguidades nos tempos. Hoje os museus têm grandes colecções em exposição graças a quem as guardava com estima em colecção por eu digo com todo o gosto “ COLECCIONAR É CULTURA “ Ideia que nasceu em 1988 com uma exposição em Santo Triso no Museu Abade Pedrosa. O seu fundador foi Luis Araújo um coleccionista Tirsense de velha data . Alem do grupo também fundou a Feira do Coleccionismo de Santo Tirso , na Praça , junto na Câmara .

dificuldades e arranjar as devidas soluções; 4 - formulação das hipóteses para a sua resolução. A criatividade contribui para todo o sucesso de realização. Um profissional que seja observador e crítico, desenvolve-se como uma pessoa criativa, contribuindo assim para o seu êxito. Para termos sucesso face às exigências actuais, temos que ser criativos; ter vontade de criar; inteligência e imaginação. Só assim marcamos a diferença. As pessoas bem sucedidas, são aquelas que têm ideias inovadoras e produtivas. Mas nem sempre as ideias criativas são bem recebidas. Em muitos casos, como a maioria das pessoas estão afeitas a padrões, tudo que saia fora do “quadrado” dificilmente é válido. Obviamente, no contexto da criatividade é essencial ter em mente o bom senso e tudo que daí advém. Como dizia Albert Einstein – “Se no início a ideia não é absurda, a seguir não há nenhuma esperança para ela”. Se pensarmos nas pessoas

com sucesso, percebemos que desenvolveram ideias originais e criativas. Saindo do contexto profissional e seio empresarial, a importância da criatividade passa também pela nossa postura; pela maneira de ser e estar em sociedade; pela forma como falamos e escrevemos; pela forma como nos vestimos; pela forma como lidamos com as situações do nosso dia-a-dia. Mas então?! Estamos a falar da Criatividade ou da Dadevicriati? Falamos exactamente do mesmo, mas escrito de forma criativa. É espantoso como algo simples pode ser diferente. Talvez falte alguma audácia! É fulcral ser criativo, usando a imaginação e a inteligência. Desafio-os então para uma experiência audaz: descobrir as múltiplas combinações possíveis, utilizando apenas as letras dos vossos nomes.

_Reiadan Ostac (Andreia Costa)

Pintura de Artistas Tirsenses Eu como Tirsense que me preso tenho uma grande admiração por artistas Tirsenses na arte, e na pintura ainda mais. Sempre que há uma expo gosto de a ver para entrar mais no tema e no gosto. Já não é a primeira vez que neste espaço a ela dou uma atenção e por sua vez aos artistas a que a ela se dedicam e que estão ligados. Recentemente um pintor de Santo Tirso fez a meu pedido uma obra onde nos aparece o mosteiro de S. Bento e parte do Museu Abade Pedrosa. Esta pintura é precisamente para ser incluída numa colecção sobre o mosteiro, e que já são vários quadros que fazem arte dela, do ex-libris de Santo Tirso. Ser pintor é uma paixão positiva na arte. É o caso de Carlos Guimarães de 51 anos que aos 20 anos começou a pintar como hoby e mais tarde por encomenda de quadros, pintando-os ao gosto do cliente. Ultimamente fez um trabalho em que o Mosteiro de S. Bento e fez um destaque nesta pintura, bonito e Belo, este quadro vai ser incluído numa colecção de pintura de grandes nomes tirsenses, que eu tenho nos meus escritórios de trabalho.

Confesso que tenho alguma renitência em utilizar espaço público para fazer análise política. Aprecio reflectir sobre cenários político-partidários; tento perceber as movimentações que se vão realizando na cena política; não renego especular sobre as vantagens ou desvantagens de determinadas opções de partidos e personalidades. Mas acho que se serve melhor o leitor descendo à realidade, ao terreno, ao contacto com as pessoas, ao país real e social. É por isso que as pré-campanhas e as campanhas eleitorais dizem pouco às pessoas. Quase sempre centram-se em ataques pessoais, em promessas requentadas ou em exercícios de demagogia. Prefiro abordar os problemas concretos das pessoas e reflectir sobre as soluções para os mesmos. É, por isso, de aplaudir quem está na política activa para apresentar propostas, para lançar ideias, para confrontar projectos. Pelo que me chegou ao conhecimento, o candidato do PSD à Câmara Municipal de Santo Tirso, Dr. João Abreu, está nesta linha de rumo. O programa que recentemente apresentou de apoio às famílias, independentemente dos méritos que tem – e tem muitos -, revela uma preocupação fundamental: resolver os problemas reais e quotidianos das pessoas mais carenciadas. Ora, estando Santo Tirso no “coração” do Vale do Ave, região fustigada pelo desemprego, nada mais essencial do que apresentar soluções para minorar os problemas das famílias que aqui residem. O alargado âmbito do programa e a profusão de ideias/propostas (sinal de muito trabalho, reflexão e estudo dos dossiês) impede uma análise pormenorizada do mesmo. Centro-me, por agora, numa ideia que me parece de tal modo feliz e inovadora que terá um impacto social enorme. Para facilitar, apelido-a de “Oficina Social”. Trata-se de uma estrutura de apoio camarário que se destina a auxiliar idosos e munícipes com mobilidade reduzida na reparação de pequenos contratempos na sua residência. Quem nunca sentiu necessidade de mudar uma lâmpada? E quem nunca sentiu os problemas que acarreta um inesperado curto-circuito no quadro eléctrico? O que se sofre com uma torneira a pingar ininterruptamente ou uma fuga de água ou uma janela que não fecha, uma persiana que está estragada, um vidro que foi partido… Quantos de nós já se depararam com estas e outras situações que parecem de pouca monta mas que sobram para transtornar o dia de uma pessoa. Agora imaginem isso na casa de um casal de idosos, ou em casa de pessoas com mobilidade reduzida. São pequenos grandes problemas, autênticos dramas e pesadelos – sabe-o bem quem tem, por exemplo, pais com idade avançada. Esta “oficina social” é, por isso, um enorme e feliz passo no aumento da qualidade de vida dos nossos idosos e daqueles mais desfavorecidos por quaisquer circunstâncias. É uma proposta que merece todo o aplauso. Fico à espera de outras, para reflectir e debater – venham de onde vierem. Post-Scriptum: O meu conterrâneo José Carvalho Vieira endereçou-me através deste jornal uma carta aberta que li com interesse. Agradeço a simpatia das suas palavras. O tempo se encarregará de responder à sua legítima curiosidade. _Pedro Fonseca Consultor de Comunicação/Lic. em Direito (Ciências Jurídico-Políticas) pm-fonseca@sapo.pt

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Desporto CAMPEONATO MUNDIAL DE RALIS

Armindo Araújo perde a liderança

AMCHR ACOLHE TORNEIO DE ESCOLINHAS 600 CRIANÇAS A JOGAR FUTEBOL Realizar-se-á, no dia 7 de Junho, a IV edição do Torneio de Escolinhas de Vila das Aves, organizado pela Associação de Moradores do Complexo Habitacional de Ringe (AMCHR). No torneio participarão 600 crianças, entre os 5 e os 11 anos, divididas pelos escalões mini, pré-escolas e escolas. Para Fernando Durval, membro da organização, "Mais do que competir interessa proporcionar às crianças uma inesquecível festa do futebol". Os 600 atletas representam mais de três dezenas de clubes, entre os quais alguns grandes do futebol português, tais como FC Porto, Benfica, Vitória de Guimarães, Leixões, Trofense, Boavista e o clube da terra “o Desportivo das Aves” No evento, marcarão presença algumas das mais credenciadas escolas de futebol do país, como é o caso da Bragafut, Fair Play ou da Hernâni Gonçalves. O anfitrião far-se-á representar pela escola de futebol da AMCHR, os Pinheirinhos de Ringe. A nível internacional, também está assegurada a presença da academia de futebol do Celta de Vigo, de Espanha. Das 9 às 18 horas, realizar-se-ão cerca de 120 jogos, com o relvado do estádio dividido em seis recintos. A logística do torneio contará com a colaboração de 120 voluntários, além do núcleo duro da organização. Serão, igualmente, servidos cerca de 1.700 lanches (de manhã e de tarde) e mais de 900 almoços, numa colaboração conjunta de várias empresas, instituições e associações.

LIGA VITALIS AVES GARANTE MANUTENÇÃO C D Aves 1 - Estoril 2

Jogo no Estádio CD Aves Árbitro: Augusto Costa C D Aves: Nuno, Grosso, Sérgio Carvalho, Sérgio Nunes, Luciano, Jorge Duarte (Romeu Ribeiro, 52), André Carvalho, Hugo Dias (Xano, 52), Ricardo Nascimento, Octávio (Sami, 67), Benício Estoril: Leão, Marco Silva, Luiz Alberto, Tiago Conceição, Marco Tiago, Varela, Luís Carlos (Marco Bicho, 60), Miguel Rosa, Cesinha (Manuel Curto, 75), Andrés Aimar, Leandro (Nuno Sousa, 60).  Cartão amarelo - Marco Tiago (39), Jorge Duarte (46), Luciano (87 Marcadores: Sérgio Nunes, aos 23 minutos; Nuno Sousa, aos 64', Miguel Rosa, aos 74'

O Campeonato Mundial de Ralis prosseguiu, este fim-de-semana, na ilha da Sardenha, com uma jornada pontuável também para o PWRC, campeonato onde a dupla Armindo Araújo / Miguel Ramalho defendeu a liderança com que chegou à ilha mediterrânica. O piloto tirsense teve uma boa 1ª etapa onde lutou pela liderança da categoria reservada aos veículos de produção, terminando o dia no 4º posto mas apenas a 16 segundos do líder Patrik Flodin. No Sábado, Armindo Araújo atacou a liderança e em apenas duas classificativas isolou-se no 1º posto. No entanto a quebra de um braço de suspensão a meio da manhã levou-o a perder tempo precioso e descer a 3º. A partir daí, com uma luta ao segundo pela liderança do PWRC entre Nasser Al-Attiyha e Patrik Sandell nos duros troços italianos, Armindo Araújo optou por salvaguardar os 6 pontos que o 3º

lugar lhe garantiam e enveredar por uma toada mais calma até ao final da prova que terminou no Domingo. “Conseguimos mais um bom resultado, que nos permite continuar a lutar pelo título mundial de PWRC e é isso que vamos procurar fazer até ao final do ano, sabendo que a nossa tarefa não é fácil, pois estamos a lutar com dois campeões do mundo e apoiados por belíssimas equipas” explicou o piloto Tirsense. Com este resultado, Armindo Araújo desceu ao 2º lugar do campeonato, atrás de Nasser Al-Attiyah, piloto vencedor na Sardenha. Em termos absolutos o triunfo foi para Jari-Matti Latvala que liderou a “dobradinha” da Ford. O mundial regressa daqui 3 semanas com o rali da Acrópole na Grécia.

TREINOS DE CAPTAÇÃO DOS JUNIORES DO CD AVES

II DIVISÃO NACIONAL SERIE "A"

Dias 26, 28 e 29 de Maio, às 18:30, junto ao Estádio Nos próximos dias 26, 28 e 29 de Maio (Terça, Quinta e Sexta-feira, respectivamente), irão realizar-se treinos de captação de Juniores do CD Aves. Os juniores do CD Aves vão competir na próxima época na 1ª Divisão Nacional do escalão, e vão dar oportunidade a quem quiser prestar provas e mostrar capacidade para integrar o plantel da próxima época. Se tens 17 ou 18 anos e achaste capaz de competir ao mais alto nível do escalão, aparece nos dias referidos, às 18:30, junto ao Estádio do CD das Aves (os balneários a utilizar são no Pavilhão do CD Aves).

Nos últimos 3 jogos da temporada o Tirsense conseguiu 7 pontos:

_José António Marques

- Tirsense 0 vs 0 Chaves; Atl. Valdevez 2 vs 4 Tirsense e Tirsense 3 vs 1 Marítimo "B". Com estes resultados a equipa de Quim Machado garantiu o 3º lugar da classificação final da II divisão Nacional serie "A" com 35 pontos.


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Passatempos

Pensamento

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Sudoku

EMBRULHAR UM PRESENTE USAR COMO TOALHA FAZER UM AVIÃO ...

Fazer é fácil, pensar é difícil: fazer como se pensa ainda é mais difícil. Goethe

Ken Ken Como Jogar As regras para jogar KenKen são bastante simples: Para um enigma 3x3, preencher com os números 1-3, e assim sucessivamente Não repita o mesmo número em qualquer linha ou coluna. Os números em cada conjunto fortemente delineadas de quadrados, chamada gaiolas, devem combinar (em qualquer ordem) para produzir o alvo número no canto superior da gaiola usando a operação

NÃO DEITE FORA ESTE JORNAL

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matemática indicada. Gaiolas com apenas uma caixa devem ser preenchidas com o número alvo no canto superior. Um número pode ser repetido dentro de uma gaiola, desde que não se encontra na mesma linha ou coluna.

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Sabia que...? Cada rei num baralho de cartas representa um grande rei da história: “Espadas” – Rei David; “Paus” – Alexandre o Grande, “Copas” – Carlos Magno, “Ouros” – Júlio César. Se a estátua de um guerreiro num cavalo tiver as duas pernas da frente levantadas indica que a pessoa morreu numa batalha. Se o cavalo só tiver uma perna da frente levantada, a pessoa morreu devido a ferimentos sofridos numa batalha. Se o cavalo tiver as 4 patas no chão, a pessoa morreu de causas naturais. O que é que os coletes à prova de bala, escadas de incêndio, limpa pára-brisas, impressoras a laser tem em comum? Resposta: todos foram inventados por uma mulher. Em todos os episódios do Seinfeld existe sempre um super-homem algures. Em dois biliões só uma pessoa é que chega aos 116 anos de idade. O nome Wendy foi inventado para o livro “Peter Pan”.

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Em Cleveland, Ohio, é ilegal caçar ratos sem uma licença de caça. 35% das pessoas que usam sites de encontros na internet são casadas. As 3 marcas mais valiosa são a Marlboro, a Coca-Cola e a Budweiser, por esta ordem. A bíblia foi traduzida para Klingon (língua criada para a série de ficção Star Trek)

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| 27 DE MAIO DE 2009 | ANO 0 N.º 3 | QUINZENÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

santo tirso hoje ESTES SÃO OS LOCAIS ONDE PODE ENCONTRAR O SEU JORNAL Café Salgada Pão Quente Sonho Meu

Monte Córdova Agrela

Café Agrelense Café Antigo Café Europa Café Pica Pau Café São Pedro Mini-Mercado Moranguito Padaria Artesanal Pão Quente Cruzeiro

Água Longa

Café Califórnia Café Maracana Café Snack Bar São Roque CRP de Água Longa Mercearia Conde Pastelaria Pão Quente Trigo de Sonho Lda Supermercado MAG

Areias

Café Cidade na Aldeia Café Danijú Café Moreira Café Vieira Cafetaria Genova Clínica Médico Dentária ELSANUS Foto Malheiro Futebol Club das Caldas Pão Quente das Caldinhas Pão Quente de Areias Pizzaria Noddy Posto Galp Sandôpa Talho Ideia Favorita

Burgães

Café Burganense Lda Café D´Avelha Café Davidson Café Ramada Mercados Avelino Posto da Cepsa

Associação Recreativa de Cavanas Bar Jovem Café Gonçalves Café Hortal Café Juventude Café Lobo Café Maia Café Mercearia Moreira Café Restaurante Moreira Café Universal Madeileal Mini-Mercado Carneiro Mini-Mercado Meroucinhos Pão Quente Panisilva Petisqueira Santa Luzia

Rebordões

Associação Recreativa de Rebordões Café Bem Estar Café Hermes Café Vergadela Mini-Mercado (Loja Nova) Pastelaria Pão Quente 5 Torres Quiosque M&M Quiosque Padrão

Refojos

Café Casa Gomes Café Salão Café São Cristovão

Reguenga

Café Castro Café Santa Maria Rancho Típico Sta Maria da Reguenga

Roriz

Café Alberto Costa Café Argola Café Central Café Chico Neves Café de Fontão Café São Jorge Café São Pedro Mini-Mercado Caldas

Guimarei

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Café Encontro Café Santo António Padaria Cafetaria Pão de Mel

Lamelas

Café Primavera

Santa Cristina do Couto

Café Barros Café Costa Café do Bairro Café Grilo Café Pereira Café Quim D´Adega Café Safari Café Snack Bar Tarrio Mina d´Água, café restaurante Lda

Mini-Mercado Merouços Pão Quente Pantir Posto Galp (São Roque)

Santiago da Carreira Café Conde Café Pedra Azul Café Santiago O Nosso Café Posto BP

Santo Tirso

BABBUS - Quiosque e Papelaria Posto Galp (Auto-reparadora Picoto) Posto Repsol Quiosque D. Dinis Quiosque da Central de Camionagem Quiosque Maneta Quiosque Martins Quiosque Mascotinha Quiosque Universal Quisque e Café - Laços de Cultura Quiosque do CC Carvalhais

São Mamede de Negrelos Café Brasil Café Casa de Pasto Olival Quiosque Central + Café Melo Santo Sabor Café Supermercado Elizabete Nunes

São Martinho do Campo Café Beira Rio Café Francisco Bessa Café Superstar Café Rompante Café Veneza Casa Leão Quiosque Avenida Scam Snack Bar Restaurante Padernes

São Miguel do Couto Café São Miguel Mini-Mercado Andrade Mini-Mercado Sâo Rosendo Pantir Ricardo´s Café

São Salvador do Campo Marcearia Abreu Pão Quente Doce Bela Vista Pão Quente Maripão

São Tomé de Negrelos

Associação Recreativa de Negrelos Café Adeskavir Café das Pombinhas Café Devesa

Café Giovani Café Nova York Café Santo António Casa do Povo Rio Vizela Padaria São Tomé Pão Quente Bela Vista Papelaria Fernandes Supermercado Matias

Sequeiró

Associação Recreativa de Sequeiró Bar Kina Café Bouças Café Lar Café Ponto de Encontro Café Rego Posto de Combustível (Top Tire) Quiosque A.M.

Vila das Aves

Café Europa Café Luvazim Café Nova Geração Café Nunes Café Palácio Café Snack-Bar Sampaio Café Santo André Café Senegal Café Snack Bar P-1 Café Surpresa Café Trovador Elipaper - Papelaria e Livraria Papelaria Belita Papelaria CC Posto Combustível Alves Bandeira Posto Galp (T.F.Geste) Quiosque das Aves Quiosque Poldrães Quiosque Troféu

Vilarinho

Café Brothers Café Carvalho Café Lamela Café Lareira Café Juventude Café Nova Geração Café Pastelaria 2000 Café Soares Café Toca do Lobo Mercado Senhora da Livração Pão Quente Vila Boa Quiosque Pôr Do Sol Sede do Futebol Clube de Vilarinho Supercado Rompante

Avidos (Famalicão) Supermercado Sousa

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| 27 DE MAIO DE 2009 | ANO 0 N.º 3 | QUINZENÁRIO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA SOLUÇÕES (passatempos p.22) Sudoku

Ken Ken

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Última página Centro Hospitalar do Médio Ave - 20º Aniversário do Serviço de Pediatria da Unidade de Santo Tirso A 1 de Junho de 2009, Dia Mundial da Criança, o Serviço de Pediatria da Unidade de Santo Tirso do Centro Hospitalar do Médio Ave comemora 20 anos de existência. Foi em 1986 que o primeiro Pediatra do, então, Hospital Distrital de Santo Tirso iniciou funções. No ano de 1989, já com seis Pediatras, pôde organizarse o Serviço. O Internamento de Pediatria foi inaugurado em 1 de Junho de 1989. Desde então, o serviço tem desenvolvido uma intensa actividade nos mais variados sectores, nomeadamente o Internamento, a Consulta Externa e o Serviço de Urgência (com presença permanente). Até 2006, o serviço de pediatria prestou, de igual modo, apoio aos partos (que no final dos anos 90 chegaram a perto de 1200 por ano) e no internamento próprio para recém-nascidos – a Neonatologia. Em 2006, fizeram-se algumas adaptações ao funcionamento

do Serviço, pois deixou de existir Maternidade no Hospital Conde S. Bento. Aproveitando as instalações que ficaram livres, o Internamento de Pediatria foi transferido para o anterior local do Internamento da Maternidade, melhorando a qualidade deste sector. Logo no ano seguinte, foi criado o Centro Hospitalar do Médio Ave, juntando-se os Hospitais de Famalicão e Santo Tirso. No entanto, as duas Unidades de Pediatria mantiveram-se em funcionamento, uma em Famalicão e outra em Santo Tirso. No final de 2007, nasceu o Hospital de Dia de Pediatria que, em determinados casos, possibilita que a criança tenha alta hospitalar mais cedo, vindo apenas fazer o tratamento especializado que necessita ao Hospital e voltando depois para casa. A Unidade de Santo Tirso tem mantido, assim, uma actividade constante, tentando sempre

diminuir a ansiedade e incómodos de cada Internamento, com actividades lúdicas e decorações feitas pela Educadora do Serviço e a ajuda da Liga dos amigos do Hospital. Perpetuando um apoio sistemático à Urgência, foram atendidas, em 2008, no Serviço de Urgência de santo Tirso cerca de 9207 crianças até aos 16 anos. A Consulta Externa de Pediatria realizou 2649 consultas no ano transacto e não tem lista de espera para marcações. Existem consultas de Pediatria Geral e consultas específicas de Alergologia, Adolescentes, Nefrologia, Obesidade e Gastroenterologia, e uma primeira consulta para os recém-nascidos dos concelhos de Santo Tirso e Trofa, nascidos na Maternidade da Unidade de Famalicão. Estiveram internadas 800 crianças em 2008, tendo sido feitos, também, 109 tratamentos em Hospital de Dia.

Incerteza paira sobre serviço de pediatria A criação do Centro Hospitalar do Médio Ave, que integrou as unidades de Santo Tirso e Famalicão, prevê a transferência de serviços entre concelhos, como aconteceu com a urgência médico-cirúrgica e a Maternidade, deslocalizadas para Famalicão. O santo tirso hoje, foi informado de que existem movimentações no sentido de transferir para Famalicão o serviço de pediatria de Santo Tirso. Contactado por este jornal, o Presidente do Conselho de Administração, José Dias, recusou prestar qualquer comentário acerca deste assunto

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Presidente da Câmara em visita à Freguesia de Palmeira

Castro Fernandes, acompanhado de Luís Freitas e vários técnicos da Câmara, deslocou-se no passado dia 23 à Freguesia da Palmeira, para uma visita de trabalho, onde foram recebidos pelos Presidente da Junta de freguesia Altino Osório. Na reunião de trabalho, uma vez mais, foi abordada a questão da construção do edifício da Junta, que há vários anos espera pelo apoio da Câmara para o inicio dos trabalhos, já que como se sabe o terreno já existe e foi doado por um habitante, tem faltado o apoio da Câmara. Na reunião de trabalho foi possível visualizar a maqueta da futura sede do edifício da Junta de Freguesia, tendo sido realizado o anúncio de abertura do concurso para a 1ª fase da obra (movimento de terras, estrutura em betão e cobertura) pelo valor de 128 mil euros. Foi também anunciado o lançamento do concurso da 1ª fase da “envolvente (adro) á Igreja da Palmeira”, cujo valor total rondará cerca de 113 mil euros, neste local á comitiva juntou-se o o Reverendo Padre Mário.


Edição 3 - 27 Maio 2009