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Jornal o cusca Nº 001, 20 de Janeiro de 2010

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Um jornal que se intromete de forma mais ou menos indiscreta ,na privacidade da sua própria imaginação, chegando mesmoa ser, Abelhudo, Bisbilhoteiro e bastante Cusca. Tudo isto para satisfazer o nosso leitor e quem sabe, a sua promíscua curiosidade.

Em Sarrabulho de Monsaraz, o novo portátil Horácio, está a arrepiar as “ Idosas tesudas “. Volta Magalhães!

Deolinda Ferreira 92 anos conhecida pela Linda XP Directora Geral da sociedade recreativa das Idosas Tesudas. Responsável pelo departamento de formação e assistência ao domicílio.

“ Qual Horácio qual quê ! o Magalhães podia não deixar ver as intimidades, mas pelo menos aquecia-nos as virilhas “ A Aldeia de Sarrabulho de Monsaraz está em “ Brasa “. Logo após a recolha dos Magalhães , na sequência do falecimento de uma idosa, por curto circuito na região das virilhas, o novo Horácio é apresentado na aldeia deixando um rasto de insatisfação. O JC ( jornal o Cusca ) esteve à conversa com a Directora Geral das “ Idosas Tesudas “ Deolinda Ferreira, para apurar as razões deste choque informático. - É verdade que agora conseguimos ver coisas na net que o Magalhães não nos deixava. Mas o Horácio devido à sua potente ventilação interna deixa-nos as cuecas respingadas. - O Magalhães era mais quente, apesar de o ter mais pequeno. Mas na verdade fazia o que os grandes fazem.

- Qual Horácio qual quê! O Magalhães podia não deixar ver as intimidades, mas pelo menos aquecia-nos as virilhas. - O problema é que a Isaura lembrou-se de colocar o Magalhães nas virilhas sem a protecção. Ora o contacto com a humidade deu-lhe ainda mais potência. Deolinda Ferreira não está convencida e prepara-se para retirar a placa , demonstrando a todos que neste país só com greves de fome é que se resolvem as coisas. Não satisfeita promete em breve enviar roupa interior e chinelos humedecidos com destino ao interior das viaturas governamentais. Com estas medidas tão invulgares o JC prevê um final feliz para Sarrabulho de Monsaraz.


Jornal o cusca Nº 001, 20 de Janeiro de 2010

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As românticas crónicas de Doribaldo Maracona Oi pessoal , O meu nome é Doribaldo Maracona. Fui buscar o nome de Dori a mamãe Doribunda, de Baldo a papai Redibaldo e de Maracona porque, para mim, foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos . Durante algumas edições “ do Cusca “ vou ter a honra de ser o vosso guia turístico, sugerindo e descrevendo os locais mais maravilhosos de Portugal.

Licenciado em linguas do interior Nordestino, pela faculdade de Chirimoqueca. Doribaldo Maracona abandonou a sua aldeia pescatória para se dedicar a um peditório internacional a favor da luta contra a sua própria desgraça. Em 1990 foi agredido à frente de uma marisqueira por ter tomado banho pelado num viveiro de lagostas. Após ter recebido alta de um hospital veterinário no Rio de Janeiro, começou a apostar fortemente na bolsa. Na verdade era a bolsa de uma doutora com quem transou durante uns meses, até dar-se o crach da referida bolsa e o regresso de Doribaldo ao calçadão de pobre. Em 1995 fez um curso de praia e dois workshops de turismo na “ Favela do Manguela”. Em 1998 foi co autor do livro “ Trabalhar Cansa ” um sucesso arrepiante em todo o Brasil. Em 2005 envolve-se em papel de estanho e infiltra-se num contentor de picanha em direcção a Portugal. Após a sua chegada só tinha uma opção, como não podia ser alterna nem jogador de futebol resolveu dedicar-se ao turismo urbano conseguindo ganhar umas coroas simpáticas para ficar em Portugal, onde mais tarde, por estupidez natural, consegue um contracto com o Jornal o Cusca...

Por sugestão de um grande amigo meu e por razões de estratégia psico-geográfica estou alojado bem pertinho de Lisboa, mas bem afastado dos ruídos e da poluição. O apartamento é muito acolhedor e tem uma vista sobre a Cova da Moura, de morrer. Igualzinho ao Rio, também tem muita zona, que é de morrer. Logo logo fiz amizade com um grupo de jovens que amavelmente me fizeram uma recepção na minha própria casa. Nossa, eles levaram tudo o que havia para levar com uma alegria quase comovente. Dois ainda ficaram para jantar e um terceiro foi dar uma volta no meu carro. Disse ele assim para mim – vou meter gasolina a Marrocos e já venho!. Puxa que gente bacana, eu até precisava mesmo de colocar combustível. Dei-lhe dinheiro para encher o tanque e mais algum para pegar um cineminha com a garota. Durante a noite, ao contrário do centro da cidade de Lisboa, a Cova da Moura é um local com muita “ movida “. Os jovens não param, estando sempre a transaccionar pequenas encomendas e algumas peças de artesanato muito típicas da região. Quando a fome começa apertando, tem muito lugar para “ Chuchar o osso” pelo menos foi assim que uma garota, até bem gostosa, apesar do pelo na perna, se dirigiu a mim. Ainda pensei no meu primo paulista o “ chuchinha na costela “. O cara não saia de um churrasco sem uma boa chuchadela. Mas o que eu queria mesmo, era conhecer os restaurantes tipícos da Cova da Moura. Dei uma saltada na taberna “ Ou entra ou Sai “ mas não deu para entrar porque estava tudo a sair. Tinha até alguns policiais também saindo. Papai me dizia restaurante com policial é porque se come bem. Depois fui ao “ Fê em Deus “ um restaurante tradicional Africano , todo em terra batida. Comi um prato típico muito gostoso chamado restos de ontem á Transmontana. Dei uma olhada com mais pormenor no menu e sorri. Tinha lá um prato que se chamava Punheta de Bacalhau. Resolvi então fazer piada com o moço que estava atrás do balcão – Oh moço esta punheta sou eu que bato ao bacalhau ou é o bacalhau que me bate a mim? Na próxima edição vai saber como foi a experiência com o Orlando Faísca, o balconista do “ Fê em Deus “...


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O regresso do Padre Trancas

As repostas sagradas do padre Zuzarte Trancas aos leitores do J cusca Arnaldo Petardo é o leitor da nossa primeira edição. Traz- nos um problema de natureza conjugal , para o qual pretende uma solução.

AP - Tenho 59 anos e sou comerciante de artigos religiosos. Estou casado há 3 anos com uma mulher mais nova que eu 20 anos. Os dois primeiros anos foram tempos de muita harmonia e respeito. Praticávamos o acto sexual com muita prudência de modo a não despertar a minha sogra e os seus pincheres ruidosos. Nunca tiramos o pijama nem ligamos a luz enquanto faziamos amor. Chegávamos a ter duas relações de meio em meio ano e houve uma vez que eu estava de tal forma entusiasmado que até tirei as meias. Há algum tempo a esta parte a minha esposa pede-me para eu possui-la todos os dias . Como se não bastasse quer que eu lhe esbofeteie as nádegas e lhe chame nomes como; Furacão, Tsunami, Ferreira Leite e até suína e alterna. Já pedi ajuda a um amigo mas diz gostar mais de pretas o que ainda me indignou mais. A verdade é que estou a chegar muito tarde ao emprego, além de andar muito cansado, já para não falar das doses diárias de hirudoid que aplico no meu órgão sexual.

PT - Irmão Arnaldo, recebi o seu pedido de auxílio com muito carinho e profundo respeito. Comecei por analisar todos os documentos que me enviou em anexo tendo de imediato previsto uma solução por via de alguns rituais religiosos a um preço tentador já incluindo alguns objectos de elevada utilidade, fazendo assim face ao seu desespero. Porém, depois de analisar as fotografias da sua esposa vejo ser possível o tratamento por terapia assistida. Passo a explicar. Durante três meses a sua querida esposa será acompanhada por o mais evoluído e eficaz terapeuta Ibérico em alinhamentos de direcções emocionais, calibragem de órgãos desalinhados e revisões de óleo articular. Tudo isto gratuito não incluindo as refeições e o alojamento que serão facturados à parte. Quanto ao responsável por este inovador e revolucionário tratamento, por enorme coincidência, serei eu próprio uma vez que tenho dois Reverendos de baixa e um Cardeal em Miami numa digressão pela liberdade dos Flamingos das Caraíbas. Amigo Arnaldo, lembre-se que os nossos serviços religiosos têm garantia de 2 anos com duas revisões gerais totalmente gratuitas. Não satisfeitos com as vantagens já existentes, ainda incluímos uma enciclopédia animal sobre exemplares de zonas montanhosas com cornos ou chifres assimétricos. O padre Trancas não falha. O tratamento aplicado à esposa do nosso leitor, foi um verdadeiro sucesso. A única admiração de Arnaldo Petardo foi o facto da esposa logo após o primeiro mês de terapia tratar o Padre por tu. Recebam as respostas do Padre trancas. Basta para isso enviarem as vossas cartas para mscss@sapo.pt

Depois do seu prolongado retiro na Catedral do Sol em Benidorm e após o regresso de Lassie a casa o padre Trancas também voltou ao Jornal O Cusca . “ é um prazer sentir o carinho do público, sobretudo depois do desaire do meu último CD Trancas na Costa Brava “ “ O importante é continuar a Luta “ Padre Zuzarte Trancas


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O ex- recordista do mundo de halterofilismo dental, Mário Galho mais conhecido por Mangalho, tenta agora superar a sua marca através da força fálica .

Mário Galho ( Mangalho ) em 2006. O Atleta do Sporting Clube de Portugal Festejava de uma forma efusiva o seu Terceiro titulo mundial de arremesso dental .

P

ortugal continua à frente no que se refere a records do Guiness e absurdas modalidades desportivas que nada contribuem para a saúde e higiene dos cidadãos. O que é um facto é que pouco resta do orgulho nacional... Depois do jovem José Sócrates ter entrado directo para o cobiçado livro de records, tendo conquistado o incrívél numero de cinquenta processos judiciais numa só semana, por suspeita de roubo e esticão de contribuições fiscais e comissões alheias, eis que surge o grande Mangalho. E vem mesmo a calhar pois não temos mais nada para nos agarrar a não ser ao Mangalho.

FICHA TÉCNICA / Jornal O Cusca

Os nossos êxitos desportivos e se quisermos políticos, vão de mal a pior, por isso o melhor é pegarmos no Mangalho, levantá-lo e exibi-lo pelas ruas de Portugal como sinal de esperança e determinação. Estou convicto quanto a certos e determinados políticos no momento em que se depararem com o Mangalho à porta, vão certamente disfarçar e metê-lo pelas traseiras, tirando posteriormente os dividendos necessários. Chega-se mesmo a pensar que alguns “protótipos de políticos”, dado os niveis de mesquinhice, até poderão ser ligeiramente virados. Parafraseando o próprio Mangalho “ Enquanto era pequeno ninguém me queria, agora que estou bem levantado todos me querem agarrar... agarrem-se mas é ao... viva o halterofilismo Dental e Fálico”

Cronista – Miguel Russo e Doribaldo Maracona Redactores – Amilcar Dactilógrafo e Domingos Fontes Editores – Joaquim Artigo e Alice Revisora Director – Ernesto Duvidoso

contacte-nos mscss@sapo.pt

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