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Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil Faculdade SENAI/CETIQT Curso de Bacharelado em Design - Habilitação: Moda

Stephanie Figueiredo Reis Cachapuz

Théâtre de La Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Rio de Janeiro 2011


Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil Faculdade SENAI/CETIQT Curso de Bacharelado em Design - Habilitação: Moda

Stephanie Figueiredo Reis Cachapuz

Théâtre de La Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso. Monografia para Graduação a ser submetida à Comissão Examinadora do Curso de Bacharelado em Design, da Faculdade SENAI-CETIQT, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Bacharel em Design Habilitação Moda

Profª Vânia Polly da Silva Orientadora

Rio de Janeiro 2011


CACHAPUZ, Stephanie

Théâtre de La Mode:Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso. / Stephanie Figueiredo Reis Cachapuz. -

Rio de Janeiro, 2011.

209p.

Monografia para Graduação a ser submetida à Comissão Examinadora do Curso de Bacharelado em Design, da Faculdade SENAI-CETIQT, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Bacharel em Design – Habilitação Moda.


Stephanie Figueiredo Reis Cachapuz Théâtre de La Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso. Monografia para Graduação a ser submetida à Comissão Examinadora do Curso de Bacharelado em Design, da Faculdade SENAI-CETIQT, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Bacharel em Design – Habilitação Moda. Data de Aprovação:

/

/ 2011

Banca Examinadora: ________________________________________________________ Vânia Polly da Silva MSc. em Arquitetura e História Comparada, UFRJ Docente, Faculdade SENAI/CETIQT ________________________________________________________ Paulo d`Escragnolle Bacharel em Design de Moda, UVA Docente , Faculdade SENAI/CETIQT ________________________________________________________ Luisa Carneiro da Cunha Especialista em Gestão em Moda, Universidade da Cidade Estilista, Agilitá _________________________________________ Sergio Sudsilowsky Coordenador do Bacharelado em Design – Habilitação Moda


Dedicatória

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Dedico este trabalho aos meus pais, já que este é uma grande prova de que aprendi tudo que eles vêm me ensinando ao longo de muito anos. Obrigada por serem como são, pelo apoio em todas as decisões que já tomei na minha vida, por me incentivarem todos os dias a lutar por meus sonhos e buscar novos objetivos.

6


E

m primeiro lugar devo agradecer à Deus que me deu força e alimentou a minha mente

possibilitando o desenvolvimento deste projeto. Agradeço aos meus pais, que me incentivaram, me apoiaram e financiaram a minha vida acadêmica até hoje; À minha orientadora Vania Polly, que apoiou o meu projeto e me ajudou a tornar reais as

Agradecimentos

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

minhas idéias; e ao Paulo d`Escragnolle, que me apoiou no desenvolvimento das fichas de desenvolvimento e acompanhou o andamento do meu projeto. Gostaria de agradecer à empresa que me acolhe todos os dias e que vem ensinando o dia-a-dia de uma empresa de moda. Muito obrigada à Lucinda Aziz, Vânia Almeida e Agnes Crocqui, por me darem a oportunidade de vivenciar e aprender em uma empresa como a Agilitá e por terem acreditado no meu projeto, disponibilizando todos os tecidos utilizados nos vinte e dois protótipos. Obrigado também à Dona Zélia, uma pessoa que me ensinou muito e me fez enxergar a modelagem com um novo olhar; e à Luisa, que se interessou, se empolgou e embarcou comigo no meu projeto. Devo agradecer também à duas pessoas essenciais para a produção dos meus protótipos: Silvia e Cris, que me ajudaram e se dedicaram para que as peças ficassem perfeitas. . Muito obrigado: às minhas amigas que torceram por mim e se empolgaram ao longo deste período com as minhas idéias; ao meu Príncipe pelo carinho, por me distrair e me aturar durante esse período; à minha Avó, minha Mãe e tia Lidia que passaram alguns dias bordando meus protótipos, me escutando reclamar e pedindo para fazer as coisas do meu jeito. Muito obrigado à Daft Manequins, que me emprestou onze manequins possibilitando a exposição dos protótipos.

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Resumo

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de uma coleção de moda feminina de prêt-à-

porter, à partir de um processo criativo diferenciado, onde todas as peças da coleção foram prototipadas em meia escala, com a intenção de recriar uma exposição de bonecas como no Théâtre de La Mode.

Palavras-chave: Théâtre de La Mode; alta costura; design de moda; processo criativo; drapping.

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Abstract

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

This study aims to develop a collection of womenswear ready-to-wear, starting with a different creative process, where all clothing collection have been prototyped at half scale, with the intention of recreating an exhibition of dolls as the Théâtre de La Mode.

Keywords: Théâtre de La Mode; haute couture; fashion design; creative process; drapping.

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Résumé

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Cette étude vise à développer une collection de mode féminine de prêt-à-porter, à commencer par un différent processus créatif, où tous les objets de collection ont été prototypées à mi-échelle, avec l’intention de recréer une exposition de poupées comme le Théâtre de La Mode.

Mots-clés: Théâtre de La Mode; haute couture; stylisme; processus créatif; moulage.

10


1. Introdução  12 2.

A alta costura e o Théâtre de la mode  2.1.

A Essência do Estilo 

2.3.

A Moda e a Guerra 

2.2. 2.4.

3.

A Alta Costura 

O Théâtre de La Mode 

Coleção  3.1.

Inspiração 

3.3.

Mix de Produtos 

3.2.

Público Alvo 

37

44

Cartela de Aviamentos 

3.6. 3.7.

3.8. 3.9.

3.10.

Cartela de Tecidos  Mix de Produtos  Release

Croquis 

22

35

3.6. 3.5.

19

Gráficos

Cartela de Cores 

17

26

3.4.

3.5.

15

Sumário

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

42 46

49

50 51

44

55

56

Fichas de Produção 

98

Processo Criativo 

69

4.

Editorial 

171

5.

Conclusão 

205

6.

Referências Bibliográficas 

209

11


Introdução

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

D

epois de uma pequena temporada em férias pela França e depois de aprender um pouco a língua

francesa, nasceu em mim uma espécie encantamento pela moda, pela cultura, pela arquitetura e por tudo que vivi durante o maravilhoso período na pátria mãe de tantos gênios da alta costura mundial. Voltei de viagem e me deparei com o projeto de conclusão e a busca por um tema que realmente despertasse uma curiosidade, alguma coisa que pudesse ser capaz de fazer eu me apaixonar pelo meu projeto. Logo decidi que meu trabalho deveria envolver a alta costura de alguma forma, inevitavelmente Paris (A cidade que me encantou!) e mais alguma outra coisa que eu ainda não sabia o que era. Comecei a pesquisar e estudar a história e a trajetória da alta costura francesa, até que lendo o livro “Moda e Guerra” de Veillon, me deparei com o Théâtre de La Mode e resolvi que esse seria o meu tema de trabalho de conclusão de curso. O Théâtre de La Mode foi uma exposição onde participaram os principais criadores da alta costura na década de 1940, criando bonecas que se transformaram em um marco histórico para a moda e para a alta costura, significando o renascimento da moda francesa depois de tempos difíceis durante a 2ª Guerra Mundial. Este trabalho foi feito com o objetivo de desenvolver uma coleção de prêt-à-porter de luxo, de moda feminina, apresentada em uma exposição de roupas prototipadas em meia escala, com a intenção de recriar uma exposição de bonecas, assim como o Théâtre de La Mode. O desenvolvimento da coleção envolveu um processo criativo extremamente cuidadoso, onde cada peça foi modelada e prototipada individualmente. O Primeiro capítulo apresenta um panorama histórico da moda francesa e de como o estilo e o luxo francês nasceu. Depois, a alta costura é apresentada mostrando o funcionamento do sistema da moda francesa antes da 2ª Guerra Mundial. Após a ocupação da França pelos alemães, a moda e a guerra se

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vêem lado a lado com grandes dificuldades e escassez de matérias primas, até o Sindicato de Alta Costura Parisiense criar o Théâtre de La Mode, encantando o mundo, mostrando a capacidade dos costureiros parisienses e colocando um ponto final nos tempos de guerra. O segundo capítulo é o desenvolvimento da coleção em meia escala, com a intenção de recriar as roupas para uma exposição, como no Théâtre de La Mode. Todas as peças foram desenvolvidas a partir da técnica do drapping e depois prototipadas. Este capítulo apresenta também as fichas de produção e as modelagens planificadas de cada peça. O terceiro e último capítulo apresenta o resultado final do trabalho, com um editorial mostrando a coleção completa, exibindo detalhes e mostrando a essência do Théâtre de La Mode.

13


A alta costura e o ThÊâtre de La Mode


P

ara podermos falar um pouco à respeito da alta costura, é necessário primeiramente entender,

de onde vem o luxo, a elegância e o estilo, que são capazes de criar a magia que envolve a moda francesa e a alta-costura parisiense.

A Essência do Estilo

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A partir de Luis XIV, que reinou na monarquia das excentricidades e mostrou ao mundo o que seria para sempre o luxo, podemos dizer que a França domina este império mesmo após três séculos e meio. Desde a década de 1660, até os dias de hoje, isso se tornou possível, por que segundo DeJean, os franceses entenderam a importância do marketing, e quando a moda se tornou francesa e a indústria da moda teve seu inicio, os franceses souberam introduzir novos conceitos, como as estações, que ainda são essenciais para a industria da moda hoje; “Luis XVI parecia saber exatamente a imagem que ele desejava que viesse à mente sempre que alguém pensasse em Paris ou na França: uma imagem de elegância graciosa e de opulência de bom gosto.” (2010, p.14) Segundo Voltaire, um dos maiores admiradores de Luis XIV, “não só aconteceram coisas grandiosas durante seu reinado, mas ele fez com que elas acontecessem.” (apud DeJean,2010. p.14)Ele quase sempre atingia seus objetivos e, uma vez atingidos, eles se tornaram sinônimos do que hoje consideramos luxuoso e que expressa a essência do estilo. Luis XIV soube determinar parâmetros de elegância e garantir o monopólio de um mercado extremamente lucrativo, além de criar a primeira economia movida pela moda e pelo bom gosto. Segundo DeJean, A moda é eterna, e sempre houve quem se vestisse na moda, mas foi a partir da década de 1660, em Paris, que aconteceu o fenômeno que uniu diversos elementos essenciais que

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acabaram se transformando na indústria da moda, nascida para suprir a crescente demanda de trajes nobres da corte de Luis XIV. (2010, p.47) Cada vez mais, a clientela de alta-costura se expandia, novas formas de difundir os modismos eram criadas para que cada vez mais a nova clientela aficionada por moda continuasse crescendo e talvez o elemento mais importante: a criação do conceito de divisões em estações da moda que iniciou o que chamamos hoje de tendências. A criação das temporadas e as “rainhas da moda” (que ditavam a moda e freqüentavam a corte) fizeram com que se criasse um movimento cíclico, e sem ele, talvez a moda nunca tivesse se transformado no que é hoje. Um vestido novo era criado, usado, e começava a ser copiado, até o momento em que ele era substituído por um novo modelo, ainda mais sofisticado. Esse ciclo inventado alimentava o mercado, o consumo, e aumentava a demanda de novos modistas e costureiros. Apesar do movimento crescente ao longo dos séculos, fomentado pelo consumo da corte, somente no final do século XIX, a alta-costura se tornou um negócio, e o pioneiro Frederick Worth abriu a primeira Maison de couture parisiense.

18

Fig. 1: Salões do costureiro Frederick Worth. (Grumbach, 2009, p.20)


C

omo acabamos de ver, a cultura francesa se apresenta ao mundo desde o século XVIII, como

A Alta Costura

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a cultura do luxo, bom gosto e das frivolidades. Não é por acaso que a França é o berço da alta costura e da moda. A partir de pioneiros como Frédéric Worth e Paul Poiret, que no final do século XIX, uniram o ato criativo e a confecção de roupas, a alta costura ao longo do século XX desenvolveu-se, e forram criados mecanismos de regulamentação que a transformaram na tão respeitada e organizada instituição parisiense. Podemos dizer que a França foi pioneira da profissionalização do ato criativo, da costura, da confecção e da regulamentação das casas de costura, onde muitas delas se transformaram no que são hoje, grandes grifes internacionalmente conhecidas. A Câmara Sindical da Costura1 foi criada em 1868, mas só em 1943, que a alta costura como instituição organiza a própria defesa e a de seus membros. Diversas regras foram criadas em um estatuto com o intuito de organizar o funcionamento das casas e exigir que os padrões fossem respeitados; sempre enfatizando o luxo e o savoir-faire exigido para o desenvolvimento do ato criativo. Uma das primeiras definições do estatuto dizia que nenhum pedido de adesão pode ser aceito, sem que dois membros do comitê assumam a responsabilidade. As casas de alta costura devem respeitar o calendário apresentado pela Câmara Sindical da Costura, organizando suas apresentações de modelos, e respeitando a quantidade de modelos determinada pela instituição (o numero de modelos varia de acordo com o período histórico). Somente as casas listadas no calendário da Câmara Sindical de Costura, podem ser intituladas como casas de “altacostura.” 1 A Câmara Sindical de Costura é o orgão regulamentador da alta costura. Só pode ser chamado de casa de alta costura, as casas aceitas e regularizadas, e que seguem os padrões e ordens impostos pela instituição.

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Só por volta de 1908-1910, que começaram a ser organizadas as apresentações de coleções sazonais. Os desfiles se transformaram em grandes espetáculos com dia e hora marcados de acordo com o calendário da Câmara Sindical. As apresentações eram feitas primeiro para representantes estrangeiros, que faziam suas encomendas e, duas ou três semanas depois, para suas clientes. Após a Primeira Guerra Mundial, foi possível observar uma transformação nas casas de costura, que passaram a ser procuradas por compradores profissionais estrangeiros, sobretudo os americanos em razão do enfraquecimento da economia francesa e da queda de várias monarquias européias. Podemos dizer que a indústria do luxo era representada pela alta costura, que teve um papel essencial na economia francesa, principalmente quando se refere à exportação de roupas. Com a alta costura francesa, sem dúvida, surgiu uma centralização da moda. Paris ditava o que seria seguido por mulheres de todo o mundo, desenvolvendo um processo de uniformização da moda mundial. As coleções chegavam a comportar 700 modelos e em 1943, a alta costura vestia 20 mil clientes. Os compradores de alta costura eram definidos por três categorias precisas:2 Os confeccionistas, que fabricam roupas em série para própria distribuição; As lojas, que criam um departamento de peças sob medida ou terceirizam a produção em série; Os costureiros, que trabalham por encomenda.

2

20

Fonte: Histrórias da Moda, Grumbach, 2009, p.38.


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Fig. 2: Lucien Lelong e seu modelo. (Grumbach, 2009, p.40)

Fig. 3: Christian Dior com sua manequim Lucy. (Grumbach, 2009, p.68)

Fig. 4: Salões de Lucien Lelong na Avenue Matignon. (Grumbach, 2009, p.40)

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A Moda e a Guerra

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A

partir da década de 1940, quando as ameaças da guerra chegam a Paris e a alta costura, vê se

a necessidade de restringir mais a utilização de matérias primas, criar diversas novas regras para garantir o funcionamento das casas de alta costura durante a ocupação alemã e as dificuldades trazidas com a guerra. A primeira ameaça à alta costura durante os anos de ocupação foi quando houve a tentativa de transferência das principais casas de costura parisienses para Berlin, a Alemanha viu na alta costura um grande potencial econômico, e principalmente, a capacidade de fragilização da cultura do luxo Francês. Querem se apropriar de uma arte em que, por tradição, a competência está ligada à cultura francesa. Esse interesse faz dela um perigo. (Veillon, 2004, p. 144) Lucien Lelong, que no momento era o presidente da Câmara Sindical de Costura, foi incumbido de ir à Berlin, em busca de um acordo que pudesse permitir a retomada da atividade da costura e da mão de obra francesa, tentando demonstrar que a alta costura forma um todo e que não poderia expatriar-se. Vocês podem nos impor tudo pela força, mas a alta costura parisiense não ira se transferir nem em bloco nem em seus elementos. Fica em Paris, ou em lugar nenhum. Resposta de Lucien Lelong à Alemanha. (Grumbach, 2009, p.38) Graças à resistência da alta costura diante as ameaças a Alemanha acaba desistindo provisoriamente dos projetos de centralização e concentração do comércio da moda em Berlin e Viena. “A moda francesa permanece autônoma em paris, e mantém sua mão-de-obra especializada.” (Grumbach, 2009, p.38)

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Neste momento, a situação da França já era delicada quanto a utilização de matérias primas, e um pouco mais tarde, em 1941, foi implantado o sistema de cartão de vestuário, instituído na zona ocupada, onde cada pessoa tinha direito de comprar apenas certo número de pontos, determinados como um bônus, que eram trocados por artigos têxteis e roupas que tinham uma pontuação tabelada. “O moral dos franceses, já bem afetado, se abateu mais ainda ao ser tornada pública, na imprensa, a medida que instituia a partir de julho de 1941, um cartão de vestuário. Embora sinais precursores tivessem deixado a entender que a situação era grave, ninguém ousava acreditar que se chegaria ao ponto de intercambiar roupas por tíquetes.” (Veillon, 2004, p. 144) Diante da ameaça de fim da alta costura, que não se sustentaria no sistema de cartões de vestuário, Lucien Lelong e Daniel Gorin1, salvaram a alta costura da decadência, a partir de um argumento de peso que dizia que “a produção da alta costura representa um mínimo de material, para um máximo de mão-de-obra (12 mil operárias).” (Grumbach, 2009, p.38) Foi dessa forma que foram atribuídas à algumas casa de alta-costura ditas como “autorizadas” uma cota de matérias primas. A principio, o numero de casas “autorizadas” era 30, mas após ásperas negociações, permaneceu em 85. Houve necessidade de regulamentar para restringir o uso de matérias primas, estabelecendo um estatuto de casas de alta-costura, distinguindo-a de casas mais modestas. Dentro da nova regulamentação, havia restrições de metragens de tecidos de fibras naturais; metragem máxima autorizada para cada tipo de modelo produzido em lã, e redução do número de modelos apresentados por coleção para 75. 1 Daniel Gorim era o então secretário -geral de Lucien Lelong, o presidente da Câmara de Sindical da Costura.

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24 Fig. 5: Exemplos de restriรงoes durante a Guerra.(Veillon, 2004, p. 97)


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Além disso, na época, tornou se obrigatório em cada coleção, ter no mínimo: um modelo que contivesse renda; um modelo todo confeccionado em renda; um modelo em que o tule fosse a matéria prima principal; pelo menos 10% dos modelos deveriam conter bordados. Todos os modelos deveriam mostrar a preocupação com a economia de matérias primas desde a concepção. Foram estipuladas, medidas máximas para o gasto de modelos em lã (Qualquer ultrapassagem deveria ser justificada): Vestido

3,25m

Casaco

4,25m

Tailleur

3,75m

Apesar de todas as dificuldades, a alta costura francesa se manteve ativa, única e desejada. Após quatro anos de isolamento, um espetáculo poético e grandioso devolveu à alta costura o seu brilho.

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O Théâtre de La Mode

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A

pós quatro anos de ocupação, a França se transformou em uma verdadeira festa quando se viu

livre da ocupação alemã. “a liberação foi uma festa gigantesca, mas depois voltamos à realidade[... ] redescobrimos a realidade econômica.” (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.41) A França necessitava de algo que pudesse representar o renascimento da alta costura depois de tempos tão difíceis, algo que unisse costureiros e artistas, que tocasse as pessoas, um símbolo poético de renovação e esperança. E foi assim que Raoul Dautry, então presidente da “L`Entraide Française”1 , procurou seu amigo Robert Ricci da Câmara de Sindical da Costura e pediu-lhe para organizar algo que mostrasse a vitalidade contínua das indústrias da moda e da alta costura e que, ao mesmo tempo, provasse que eles estavam preocupados com o destino daqueles que necessitavam e estavam dispostos fazer um grande esforço para ajudá-los. Com a aprovação do projeto pela Câmara Sindical da Costura, foi colocado no comando do projeto Paul Caldaguès2 o primeiro a sugerir que fosse feita uma exibição de bonecas vestidas por casas de alta-costura. Caldaguès sugeriu também que fosse criado um tipo novo e emocionante de boneca, convidando a jovem artista Eliane Bonabel3 para fazer alguns desenhos. Neste momento ficou decidido também, que Christian Bérard,grande artista parisiense da época, seria o diretor de arte do projeto e o responsável pelo desenvolvimento dos cenários em que as que as bonecas ficariam expostas. Bérard logo convidou outros artistas, escritores, pintores, e poetas que seriam os verda1 Organização responsável pela organização e coordenação de auxílio à guerra. 2 Délégúé Général de la Haute Couture Parisienne. Delegado Geral da Alta Costura Parisiense. 3 Artista francesa responsável pelo desenho da estrutura das bonecas. Bonabel participou de todo o processo de criação e desenvolvimento das bonecas.

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Fig. 6 : Desenho de Eliane Bonabel (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.2)

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deiros criadores das “cenas ” que as bonecas representariam. A maior parte dos cenários, eram pinturas e representações dos lugares mais frequentados e importantes de Paris na época. Bonabel começou a desenvolver as bonecas e chegou a conclusão de que as bonecas deveriam ter vida, não poderia ser, mas apenas lembrar uma boneca de brinquedo. Foram convidadas, as principais casas de alta costura parisienses; que vestiram 236 bonecas de aproximadamente 70 cm de altura. Todas foram desenvolvidas, uma a uma, em uma estrutura de arame por Jean Saint-Martin4, que foi capaz de materializar os desenhos de Eliane Bonabel e criar as bonecas. A partir de um conjunto de peso, os principais artistas e costureiros da época, tiveram a total liberdade de desenvolver os cenários e as roupas da maneira que os satisfizesse. Bérard resolveu que faria um grande teatro de ópera e outros preferiram fazer cenas durante o dia, tarde, ou noite parisiense. Da mesma forma agiram os costureiros, alguns especializados em alfaiataria fizeram só alfaiataria, e alguns optaram por roupas para todos os momentos, desde os looks para serem usados de dia aos vestidos de festa. No inverno de 1944-1945, o “theatre de la mode” começou a tomar forma com a mesma perfeição e precisão das roupas de alta-costura de tamanho natural, quando é possível perceber uma intensa disputa entre as casas de costura parisienses. Houve uma espécie de rivalidade entre as casas de alta costura e eles disseram "porque não ter sapatos?" Então sapatinhos foram feitos. "porque não ter bolsas?" "porque não tem guarda-chuvas?” Alguns até fizeram underwear. Ele nunca seria visto, mas os divertiu. Você não tem idéia da concorrência entre os costureiros. Cada um, em tentar descobrir o que o outro estava fazendo, a fim de fazer mais e melhor. (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.44) 4

28

Foi o artista francês que construiu as estruturas de arame.


Fig. 7 : Jean Saint-Martin fazendo a estrutura das bonecas (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.40)

29


Fig. 8 : O mais importante cenário da exposição. A Ópera de Paris, feita por Christian Bérard. (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.51)

Fig. 9: Cenário “Scène de Rue” Representando o cotidiano das parisienses.(CHARLESROUX et al., 2002, p.60)

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Todos os artesãos das casas de costura acabaram envolvidos. Além de todas as peças de roupa, todas as bonecas ainda tinham os complementos como: cintos, luvas, flores, bordados, jóias, ornamentos para os penteados, bolsas, sapatos, etc. No dia 27 de março de 1945, o Théâtre de La Mode foi inaugurado com toda pompa que a circunstância exigia. O Pavillon Marsan no Museu de Artes Decorativas de Paris, recebeu toda a alta sociedade parisiense em um grande evento que conquistou e encantou o mundo. A exposição foi prolongada por várias semanas, e no dia 8 de maio de 1945, quando a guerra teve o seu ponto final, as linda bonecas ainda eram exibidas na Cidade Luz. ... acho que havia 100.000 visitantes para o Théâtre de la mode, e estas 100.000 pessoas que tinham pago a sua taxa de entrada, que tinha pago por um programa, espalharam a notícia de que havia ainda um florescimento de casas de moda e que eles ainda estavam lá para defender a moda francesa. (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.46) Após seu nascimento na França, o Théâtre de La Mode percorreu o mundo. Começou em Londres, onde teve uma abertura exclusiva para a Rainha Elizabeth II, e durante as seis semanas em que esteve na cidade inglesa, foi capaz de levar 120 000 pessoas para a Prince’s Gallery. Depois de Londres, a exposição ainda visitou Leeds (Reino Unido), Barcelona, Copenhagen, Estocolmo e Vienna. Após percorrer a Europa, as bonecas foram levadas aos Estados Unidos para uma grande exibição, que começaria em Nova York, passaria por Dallas, Chicago, Cidade do México, São Francisco e diversas outras cidades. Hoje a coleção Théâtre de La Mode é uma exposição permanente5 do Maryhill Museum of Art6. 5 6

A cada ano são expostos três cenários. (Não há exibição da coleção completa no museu) O museu é localizado na cidade de Washington, nos Estados Unidos.

31


Fig. 11: Boneca criada por Jacques Heim (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.149)

Fig. 10: Boneca criada por Pierre Balmain. (CHARLES-ROUX et al.,

32


Fig. 13: Boneca criada por Calixte. (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.149)

Fig. 12: Boneca criada por Mendel. (CHARLES-ROUX et al., 2002, p.149)


Coleção


O

Théâtre de La Mode foi um marco importante para a alta costura e para a cidade de Paris,

que vivenciou os tempos de crise e os tempos de glória. Resolvi utilizar o L´Opéra de Paris como

Inspiração

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tema para o desenvolvimento da coleção, já que este foi o mais importante cenário da exposição e é o mais famoso teatro da cidade de Paris. O L´Opéra Garnier, a Ópera de Paris, que foi fundado por Luis XIV e construído pelo arquiteto Charles Garnier no estilo neobarroco, foi a grande inspiração para as formas e as cores da coleção. A partir de imagens do exterior e do interior do teatro, foram escolhidos cinco elementos que deram origem às cinco famílias da coleção, com as seguintes características:

Fig. 14: A cúpula localizada no topo do teatro.

- Recortes em panos com costuras inglesas.

- Godês volumosos.

- Brilhos.

- Cores: Verde água, Cinza, Dourado.

37


Fig. 16: As Colunas localizadas na fachada central do teatro.

- Verticalidade.

- Pregas e franzidos verticais.

- Peรงas alongadas.

- Capitel e Base = Bordados.

- Cores: Nude e Cobre.

Fig.15: Os Ornamentos do teatro estรฃo espalhados por toda parte, na รกrea interna e externa.

- Forma dos arabescos .

- Brilhos e cristais.

- Cores: Dourado e Bege.


Fig. 18: Os Arcos localizados na fachada externa do teatro.

- Formas arredondadas que lembram arcos. - Transparências. - Brilhos - Reflexo dos vidros.

Fig.17: As cortinas do palco principal no interior do teatro.

- Caimento dos tecidos.

- Movimento do tecido e das amarrações.

- Cores: Vermelho, Dourado e Bege.

- Cores: Preto, Cinza, Prata.


Fig. 18:


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Público Alvo

O

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

alvo escolhido para o desenvolvimento da coleção é o público de uma marca consolidada no mercado há 25

anos. A Agilitá veste uma mulher que não abre mão de luxo, sofisticação e qualidade. O público alvo classe A, atinge mulheres de diferentes faixas etárias, desde jovens sofisticadas, às mais maduras que exigem qualidade e elegância. A mulher que veste Agilitá, é uma mulher que viaja pelo mundo, gosta de moda, cultura, beleza, e bem estar. A identidade da marca mostra muito bem a personalidade das sócias estilistas Lucinda Aziz e Vânia Almeida, que são mulheres extremamente elegantes e estilosas, com personalidades um pouco diferentes, tornando possível atender à mulheres diferentes. A Agilitá, tradicionalmente, vende roupas clássicas e atemporais, é famosa pelos vestidos de festa sempre elegantes, com matérias primas de exelente qualidade e com a modelagem perfeita. Existe um público específico que costuma procurar a roupa de festa sempre em uma ocasião especial. Por outro lado, existem as clientes fiéis, que são sempre extremamente elegantes e exigentes, desde executivas à socialites. A marca, e os seus dois perfis, atendem ao mesmo tempo à uma mulher sóbria, muito chique, romântica, que usa tons pastéis, gosta do comprimento e dos decotes da roupa um tanto quanto comportados e formas clássicas. Ao mesmo tempo, atende à uma outra cliente que procura uma sensualidade elegante, roupas que valorizam a forma do corpo, cores vibrantes, decotes mais profundos e estampas alegres. A Agilitá cresce à cada coleção, graças ao público atingido por essa intercessão, e principalmente graças ao nível de exigência crescente, que transforma a roupa em um objeto de desejo, uma jóia, em busca da perfeição. A marca possui seis lojas no Rio de Janeiro: uma loja no shoping Fashion Mall; 1 loja de rua em Icaraí na Cel. Moreira César; uma loja no shoping Rio design Leblon; uma loja no shoping Rio design Barra; uma loja no Barra shoping; e uma loja no Shoping da Gávea. Além dos pontos de venda de varejo no Rio de Janeiro, a marca possui um showroom para vendas de atacado em São Paulo, e uma pronta entrega de atacado em Ipanema no Rio de Janeiro.

42


43


Mix de Produtos

A coleção foi dividida em 5 famílias e 3 linhas.

Os Arcos

Linhas

Dia

Noite Festa Dia

Vestido longo

1

Vestido Curto Saia curta

A cúpula

Noite Festa 1

Dia Noite Festa

1 1

Dia

Noite Festa

1 1

1

Camiseta

Blazer

Festa

1 1

1

1

1

1

Blusa

Calça

Noite

1

Saia longa

Camisa

Dia

1

1 1

Os Ornamentos

As Cortinas

As Colunas

1

1 1

1 1 1


Festa

Noite

Dia


Gráficos

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Coleção

Inteiros Partes de cima Partes de baixo

Mix de produtos

Vestido longo Vestido curto Saia curta Saia longa Blusa Camiseta Camisa Calça Blazer

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Inteiros

Vestido longo Vestido curto

Partes de cima Blusa Camiseta Camisa Blazer

Partes de baixo

Saia curta Saia longa Calça

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Cartela de Cores

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11-4800 TPX

15-0927 TPX

14-0708 TPX

18-1662 TPX

15-5519 TPX

19-0000 TPX

14-1307 TPX

17-4402 TPX

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Cartela de Aviamentos

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AV01 - Zíper invisível

AV04 - Zíper de metal

AV07 - Botão de pedras G 1

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AV010 - Metal dourado

AV02 - Linha

AV05 - Botão pedras P 1

AV08 - Botão de pedras G 2

AV011 - Metal cobre

AV03 - Fio de nylon

AV06 - Botão pedras P 2

AV09 - Cristais Swarowisky com caixa de metal

AV012 - Paetê e miçanga dourada


T01 - Organza de seda

T04 - Tule elástico

T07 - Jacquard arabescos

T10 - Cetim strech

T02 - Forro

Cartela de Tecidos

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T03 - Malha tricot

T05 - Georgette de seda

T06 - Cetim de seda

T08 - Renda ouro

T09 - Forro com elastano

T11 - Tricoline

T12 - Gazar de seda

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Croquis


A

coleção de verão 2013 L’Opera traz o luxo, a elegância e a opulência do L’Opera de Paris. Inspirada

nas formas arquitetônicas, na decoração, na suntuosidade e no lado “lúdico” presente na atmosfera do teatro.

Release

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Foram escolhidos cinco elementos arquitetônicos e decorativos da fachada e do interior do teatro, que deram origem às cinco famílias da coleção: Os Arcos da entrada da Ópera aparecem nos recortes arredondados nas saias e decotes. Os vidros translúcidos são representados pelas transparências dos tecidos e brilhos, que descrevem também sua característica refletiva. Cores: Branco e Preto. A Cúpula localizada no topo do teatro, foi interpretada através de godês volumosos nas saias com recortes em oito panos, com texturas e bordados que representam seu ornamento superior.Cores: Verde água, cinza e dourado. As Colunas inspiraram as pregas e franzidos para criar a sensação de alongamento nas peças. A Base e o Capitel das colunas foram traduzidos em forma de bordados na barra da saia, e na pala do vestido. Cores: Nude e cobre. As Cortinas do palco principal são representadas através do caimento dos tecidos, do movimento criado através das pregas e do vermelho com dourado, remetendo diretamente à esse símbolo icônico do teatro. O cetim de seda foi eleito como o tecido principal da família, pois o seu brilho e seu poder de criar sombras contrastantes valoriza o caimento e o movimento nas peças. Cores: Vermelho e dourado. Os Ornamentos representam toda a riqueza, luxo e ouro espalhados por todo o teatro. Eles foram traduzidos através da cor dourada, presente nos bordados, texturas dos tecidos e na riqueza de detalhes das peças. Cores: Dourado e bege. Desta maneira; a coleção trás toda a atmosfera mágica do L’Operá de Paris, lugar fundamental no cenário cultural da cidade luz, que abrigou e abriga até hoje os principais nomes da arte mundial.

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Os Arcos


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A CĂşpula


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As Colunas


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As Cortinas


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Os Ornamentos


67


Desenvolvendo os prot贸tipos


70


C

omecei a pensar em como seria possível desenvolver 15 looks que representassem o Théâtre de

La Mode, como fazer as modelagens, costurar as roupas, quais seriam os tecidos que eu utilizaria, e

quem faria cada etapa do processo de confecção das roupas. Sempre gostei de modelagem, sempre gostei de coisas que desafiasse a mim mesma, nunca tive medo

Processo Criativo

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

tentar fazer as coisas que ainda não sei.A partir dessa motivação, resolvi que faria a modelagem de todas as peças da minha coleção. No mesmo dia que escutei a frase dita pela minha orientadora Vânia Polly – “Então vamos fazer as 15 bonecas!” – comecei a correr atrás de como eu faria isso. O primeiro passo foi a compra de um manequim ½ escala de drapping na Draft Manequins, que me permitiu fazer a modelagem das peças com medidas utilizadas pela industria brasileira e que são facilmente ampliados por CAD de modelagem . O manequim industrial ½ escala utilizado tem, exatamente, a metade de todas as medidas utilizadas no tamanho 40 e coincidentemente, a mesma altura das bonecas do Théâtre de La Mode. Pensando nas formas das roupas, e combinando os tecidos que utilizaria, percebi que naquele momento não adiantava fechar idéias do que seria a minha coleção por um motivo muito simples. Eu desenvolveria todas as modelagens e não adiantava desenhar coisas mirabolantes, com formas muito complexas, por que possívelmente eu não seria capaz de dar vida a essas roupas. Foi experimentando formas simples e clássicas no manequim e vendo o caimento dos tecidos que eu fui criando peça por peça. Foi uma jornada intensa, com diversos erros e mudanças.

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Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

A partir dos esboços e de soluções que vinham na minha cabeça, comecei a desenvolver a modelagem de cada uma das peças. Comprei algodão cru de 3 gramaturas e usei uma malha para aplicar a técnica de

drapping no desenvolvimento da coleção. A partir de experimentações com pedaços de tecido no manequim, pude analisar o caimento de cada peça, o volume, as proporções, formas, pences e comprimentos, muitas vezes procurei outras saídas para os problemas que surgiam. O Processo de desenvolvimento dos protótipos foi dividido em sete etapas à fim de explicar exemplificando cada etapa, na qual todas as peças desenvolvidas passaram.

Tabela de medidas:

Cintura

Cintura alta

Cintura baixa Busto

Quadril

Tamanho 40 industrial

Tamanho 40 1/2 escala

72 cm

36 cm

68 cm

70 cm 88 cm 98 cm

34,5 cm 35 cm 44 cm

48,5 cm

Todas as imagens presentes no processo são de autoria própria.

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73


Primeiro passo: Mapeamento do manequim

estipulando medidas e marcações para possibilitar a elaboração do drapping.

1. Mapeando o manequim

Mapeamento de cintura utilizada em diversos modelos.

Modelos onde a marcação de cintura foi essencial para o desenvolvimento do drapping.

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O mapeamento da cava e do decote coração foram utilizados em todos os corselets.

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Marcação de um ombro só utilizada para dois modelos. Trava de busto utilizada em diversos modelos.

O mapeamento do recorte em forma de arcos foi utilizado para fazer o recorte do vestido longo e da saia lĂĄpis com recortes.

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2. Estudo das formas

Aplicação de um pedaço de tecido sobre uma metade do manequim.

Construindo a base de blusa em malha utilizada para

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o desenvolvimento da modelagem de duas peças.


Estudo de como o tecido reage às

formas do corpo e elaboração de soluções que dão forma à roupa.

Aplicação de tecido em viés, para a

Alfinetando os pedaços de tecido

programação do godê.

para ver o volume da saia.

Programação do volume de franzidos da saia longa.

Programação da saia básica.

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O corselet do vestido de arcos foi desenvolvido à partir de uma técnica que utiliza fita crepe e papel de seda para moldar a forma do manequim. Depois de moldado, é necessário desenhar sob a fita os recortes necessários, para depois cortá-los e passá-los para um papel.

Analizando o comprimento e o caimento dos panos da saia.

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Utilização de duas técnicas na programação de pregas em dois modelos:

Programando as pregas antes de posicionar o tecido no manequim.

Aplicando o tecido com as pregas programadas sobre o manequim e fazendo as devidas marcações

Programação de pregas sobre o manequim.

81


Avaliando a quantidade de franzido para fazer o busto do vestido e fazendo marcaçþes utilizando uma fita para segurar o franzido necessårio.

82


O vesttido tubinho foi desenvolvido Ă  partir da tĂŠcnica que utiliza fita crepe e papel de seda para moldar o manequim e criar modelagem.

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3. Elaborando o Draping

Recorte do tecido sob o manequim deixando margens para a colocação de costuras.

Teste de vestibilidade alfinetando todas as partes componentes da peça, ou

montando um piloto para a observação de possíveis erros e caimento do tecido na peça.

Analizando caimento na saia godê.

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Programando o decote e a cava da camiseta.

Recorte do tecido sob o manequim deixando margens para a colocação de costuras.

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Programando pedaços de tecido mais volumosos nos recortes (a primeira tentativa não deu o efeito esperado).

Preparando tecido para montagem da saia piloto.

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Teste de vestibilidade na pilotagem da saia.


Teste de vestibilidade da base de corselet utilizada em alguns modelos.

Teste de vestibilidade da pilotagem da calça pantalona.

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4. Elaborando a modelagem

O tecido é retirado do manequim e planificado sobre um papel craft para a elaboração da modelagem. Cada parte componente da modelagem é desenvolvida à partir da cópia dos recortes de tecidos retirados do

drapping. É fundamental que cada molde contenha as seguintes informações: Fio do tecido, nome da peça, referência, tamanho e número de vezes que deve ser cortado (especificando o que é tecido e o que é forro). A modelagem é organizada em envelopes individuais, com nome, referência e ficha de desenvolvimento com desenho técnico.

Modelagem pronta para corte.

88


Conferindo se o molde bate na marcação do draping.

Abrindo as pregas programadas para cĂłpia em papel.

Modelagens organizadas em envelopes individuais

89


5. Encaixe e Corte

Antes do corte, é feito o encaixe das partes componentes da modelagem. Depois deste passo a

modelagem é cortada no tecido definitivo. É necessário extrema atenção na hora do corte. A peça deve ser cortada seguindo as instruções de fio de cada molde e o número de vezes que deve ser cortado em cada tecido, para que não falte nenhuma parte componente na hora da montagem.

Fazendo o encaixe e o gasto de tecido necessário para o corte da peça.

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Fazendo o corte no tecido definitivo.

A modelagem sobre a na hora do corte.(Foi necessĂĄrio alfinetar o molde sobre o tecido, pois o tecido apresentou instabilidade na hora do corte, dificultando o corte preciso do vestido.)

91


6. Montagem

A montagem da peça é feita por uma pilotista. É necessário

passar todos os detalhes importantes do modelo à pilotista, para que não haja nenhuma dúvida a respeito da montagem ou forma do modelo. A ficha de desenvolvimento deve conter todas as informações

92

como pespontos, bainhas e acabamentos.


93


7. Aprovando e Acertando 94

Depois da peça pronta é necessário vestir no manequim para ver o caimento do tecido e para verificar se não é necessário nenhum ajuste.

Tirando excesso de tecido do decote das costas.


Observando o problema entre o forro e o tecido, que possuĂ­am caimentos diferentes.

Fazendo teste de vestibilidade antes de terminar a montagem da peça e fazer os acabamentos.

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Fichas de Produção


Modelo: Vestido longo arcos

Família: Os Arcos

Linha: Festa

Data: 9/11/2011

Referência: VL014

Pilotista: Silvia

Tecido: Organza - T01 Forro - T02

Ficha de Produção

Théâtre de La Mode

Aviamentos: 1 - Zíper invisível - AV01 2 - Linha - AV02

Observações: 1 - O acabamento da bainha é feito com bainha de lenço. 2 - O zíper deve ser colocado no recorte da lateral costas com as costas. (Não é possível colocar o zíper na lateral, pois o recorte do corselet é curto, e não há costura lateral na saia.)

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2x - Lateral costas

1x - Frente

2x - Forro lateral costas + entr.

1x - Forro frente + entr.

2x - Nesga lateral

2x - Lateral frente

2x - Forro nesga lateral

2x - Forro lateral frente + entr.

1x - Nesga frente

1x - Costas

1x - Forro nesga frente 1x - Nesga costas

Fio

Fio

Fio

1x - Forro costas + entr.

Modelagem Planificada

Modelo: Vestido longo arcos

Partes Componentes:

2x- Lateral Costas 2x- Forro 2x- Entretela 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

1x- Costas 1x- Forro 1x- Entretela 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

1x- Frente 1x- Forro 1x- Entretela 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

2x-Lateral Frente 2x- Forro 2x- Entretela 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

Fio

Referência: VL014

Fio

2x - Nesga Lateral 2x - Forro Lateral 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

101


Fio

1x - Nesga Frente 1x - Forro 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

Fio

1x - Nesga Costas 1x - Forro 014- Vest. Longo Arcos Tam:40 (½)

102


1 - O busco com defeito de modelagem, que não sustentou o vestido.

Acertos e erros....

4 - Alfinetando o tule bordado no vestido.

O vestido longo teve um problema na modelagem do corselet e infelizmente, não houve tempo para refazer a modelagem e montar novamente. O busto ficou muito pequeno, e não sustentou o decote tomara que caia.

2 - Tule bordado pronto para ser aplicado no decote.

3 - Posicionando o tule sobre o manequim, para depois alfunetar no vestido.

A solução encontrada foi a aplicação de um bordado feito em tule, que cobriu e preencheu a parte que deveria ser refeita, sustentando o vestido.

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Théâtre de La Mode

Modelo: Vestido tubinho Família:Os Arcos

Linha: Noite

Data: 26/10/2011

Referência: VC013

Pilotista: Silvia Tecido:

Cetim Strech - T010 Forro com elastano - T09

Aviamentos: 1 - Zíper invisível AV01 2 - Linha - AV02 Observações: 1 - A limpeza do vestido é feita com o forro. 2 - O zíper deve ser colocado na lateral.

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Partes Componentes:

2x - Lateral frente

1x - Forro frente

2x - Forro lateral frente

1x - Costas

2x - Lateral costas

1x - Forro costas

2x - Forro lateral costas

Fio

1x - Frente

Fio

Fio

Modelo: Vestido tubinho

Fio

ReferĂŞncia: VC013

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- Metal cestavado de 4mm - Cor: Cinza escuro. - Metal cestavado de 2mm - Cor: Preto.

Bordados e Acabamentos

Foram utilizados dois materiais para a aplicação do transfer:

Foi aplicado à este modelo a técnica do transfer. Essa técnica consiste na aplicação de uma material termo-colante sobre o tecido, dando um efeito semelhante à um trabalho de bordado à mão. O trabalho foi desenvolvido por uma empresa especializada, que fez o posicionamento do material de acordo com as informações e o desenho passados em uma ficha de desenvolvimento.

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Théâtre de La Mode

Modelo: Camisa Básica Família: Os Arcos

Linha: Dia

Data: 14/11/11

Referência: CM019

Pilotista: Silvia Tecido:

Tricoline - T11

Aviamentos: 1 - Linha - AV02 2 - Botões: Punhos Observações: 1 - A pate é de 2cm. 2 - A bainha deve ser feita com 1 cm de largura.

AV05

AV06

Pé de Gola

3 - Os botões devem ser localizados nos lugares determinados.

AV07

109


Referência: CM019 Modelo: Camisa Básica

2x - Frente

2x - Entretela gola

2x - Costas

2x - Pé de gola

4x - Punho

2x - Entretela pé de gola

2x - Entretela punho

2x - Mangas

2x - Carcela

2x - Pé de Gola 1x - Entretela Cm019 - Camisa Básica Tam:40 (½)

Fio Fio

Fio

2x - Mangas Cm019 - Camisa Básica Tam:40 (½)

Fio

2x - Frente Cm019 - Camisa Básica Tam:40 (½)

4x - Punho 1x - Entretela Cm019 - Camisa Básica Tam:40 (½)

Fio 1x - Costas Cm019 - Camisa Básica Tam:40 (½)

2x - Carcela

Fio

2x - Gola 1x - Entretela Cm019 - Camisa Básica Tam:40 (½)

Partes Componentes: 2x - Gola

Fio

110


Théâtre de La Mode

Modelo: Saia Arcos Família: Os Arcos

Linha: Dia

Data: 14/11/11

Referência: SA021

Pilotista: Silvia Tecido:

Cetim Stretch - T10

Aviamentos: 1 - Linha - AV02 2 - Zíper invisível - AV01

Observações: 1 - Os recortes devem ter a costura rebatida com um pesponto. 2 - O zíper deve ser colocado na lateral. 3 - A bainha foi programada para ser feita com 3cm de largura. 4 - A saia deve ser cortada no lado fosco do tecido.

111


Partes Componentes:

Referência: SA021 Modelo: Saia Arcos

2x - Cós frente

1x - Costas

2x - Cós costas

2x - Lateral

1x - Frente

Fio

Fio

2x - Cós Frente Sa021 - Saia Arcos Tam:40 (½)

2x - Cós Costas Sa021 - Saia Arcos Tam:40 (½)

Fio

1x - Costas Sa021 - Saia Arcos Tam:40 (½)

Fio Fio

2x - Lateral Sa021 - Saia Arcos Tam:40 (½)

1x - Frente Sa021 - Saia Arcos Tam:40 (½)

112


Théâtre de La Mode

Modelo: Saia de oito panos

Família: A Cúpula

Linha: Dia

Data: 15/09/11

Referência: SA001

Pilotista: Silvia Tecido:

Organza de Seda - T01 Forro - T02

Aviamentos: 1 - 1 Zíper invisível 10 cm - AV01 2 - Linha Verde - AV02 Observações: 1 - A Saia deve ser costurada com costuras inglesas viradas para a parte externa(aparente). 2 - O forro pode ser costurado com com costuras comuns viradas para a parte interna da saia. 3 - O zíper deve ficar localizado no centro das costas. 4 - O acabamento da bainha da saia e do forro é uma bainha de lenço bem fina.

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Partes Componentes:

Referência: SA001 Modelo: Saia de panos

8x - Nesgas

2x - Cós costas

8x - Forro nesgas

2x - Forro cós costas

1x - Cós frente 1x - Forro cós frente

Fio

Fio

1x - Cós frente 1x - Forro 01 - Saia de nesgas Tam: 40 (1/2)

Fio

2x - Cós Costas 2x - Forro 01 - Saia de nesgas Tam: 40 (1/2)

8x - Nesgas Saia 8x - Forro 01 - Saia de nesgas Tam: 40 (1/2)

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o planejado e na hora da montagem do cós, o escesso de tecido foi retirado. No teste de vestibilidade, a peça não entrou no manequim, pois as medidas ficaram menores. Foi necessário descosturar o cós e o zíper, cortar 1 cm na altura saia, para que a cintura ficasse um pouco mais baixa, possibilitando a reprogramação de um cós um pouco maior.

Acertos e erros....

Devido às costuras das nesgas, a saia ficou um pouco menor do que

3. Cortei em toda a circunferência da cintura da saia 1 cm na altura para aumentar o tamanho da saia. 1. Descosturei o cós.

2. Retirei o zíper (a medida do zíper não estava correta, e foi necessário colocar um zíper com uma medida maior).

4. Depois de retirar 1 cm na circunferência da saia, ela entrou facilmente no manequim, e possibilitou a reprogramação de um novo cós com as novas medidas.

116


Théâtre de La Mode

Modelo: Camiseta malha Família:A Cúpula

Linha: Dia

Data: 5/10/2011

Referência:CT002

Pilotista: Silvia

Tecido: Malha tricot - T03 Gazar - T012

Aviamentos: 1 - Linha - AV02

Observações: 1- O Acabamento para o decote e as cavas é um viés à fio em Gazar de seda. 2- A bainha deve ser feita com 1cm.

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Referência: CT002

Partes Componentes: 1x - Frente

Modelo: Camiseta malha

1x - Costas

Fio

Fio

3x - Viés

1x - Frente Ct002- Camiseta malha Tam:40 (½)

Fio

1x - Costas Ct002- Camiseta malha Tam:40 (½)

2x - Viés CT002 Tam:40 (1/2)

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Théâtre de La Mode

Modelo: Vestido longo malha

Família: A Cúpula

Linha: Noite

Data: 25/09/2011

Referência: VL003 Pilotista: Silvia Tecido: Malha Tricot - T03 Tule elástico - T04

Aviamentos: 1- 1m de fio de nylon AV03 2- Linha - AV02 Observações: 1- A limpeza do vestido é feita com o forro. 2- Bainha em overlock com fio de nylon para armar a bainha. 3- É necessário embeber os decotes para que a malha não cresça, deixando os decotes com medidas maiores do que as esperadas.

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ReferĂŞncia: VL003 Modelo: Vestido longo malha

Partes Componentes: 1x - Frente 1x - Costas 1x - Forro frente 1x - Forro costas

Fio

Fio

121


Acertos e erros....

A malha utilizada possui uma elasticidade diferente da malha utilizada no drapping. Devido a esta diferença, foi necessário retirar 3cm nas alças do vestido que cresceu verticalmente na montagem. A bainha em overlock não deu o acabamento que eu gostaria. A minha intenção era que o vestido tivesse mais volume na roda da saia e ficasse mais armado. A solução encontrada foi utilizar um fio de nylon na hora de overlocar a bainha, para conseguir o movimento desejado

1. Marquei o excesso na alça.

2. Verifiquei que a bainha não havia ficado da maneira que eu gostaria

3. Análise geral do caimento e da modelagem da peça.

122


AV09

Bordados e Acabamentos

AV012

Foram escolhidos dois aviamentos para o desenvolvimento do bordado do vestido. Cada peça, foi costurada individualmente em um processo artesanal e cuidadoso. O bordado foi feito no decote da frente e das costas.

1 - Fazendo a escolha de materiais.

2 - Fazendo o posicionamento dos materiais na peça.

3 - Fazendo a aplicação cristais e miçangas individualmente, fazendo os acabamentos necessários.

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Théâtre de La Mode

Modelo: Vestido longo um ombro Família:A Cúpula

Linha: Festa

Data: 30/09/2011

Referência: VL004

Pilotista: Silvia Tecido:

Organza de Seda - T01 Forro - T02

Aviamentos: 1 - 1 Zíper invisível 10 cm - AV01 2 - Linha Verde - AV02 Observações:

1 - A Saia do vestido deve ser costurada com costuras inglesas viradas para a parte externa(aparente). 2 - O forro pode ser costurado com com costuras comuns viradas para a parte interna da saia. 3 - O zíper deve ficar localizado na lateral. 4 - O acabamento da bainha da saia e do forro é uma bainha de lenço bem fina.

125


Partes Componentes: 8x - Nesgas 1x - Frente um ombro 1x - Costas um ombro 2x - Laço 1x - Cinto 1x - Forro cinto

VL004

Modelo: Vestido longo um

2x - Costas 4x - Forro costas

Fio

Fio

ombro

2x - Lateral frente 4x - Forro lateral frente 2x - Lateral costas 4x - Forro lateral costas 1x - Frente 2x - Forro frente

pro nto 2cm

Fio

Fio

Fio

Fio

Fio

Fio

Fran zido

Fio

Fio

ReferĂŞncia:

126


a partir de um aviamento termo colante, que ao ser aquecido, fica preso á peça.

1 - O primeiro passo é medir a àrea onde será feita a aplicação do transfer, e programanr onde será posicionado.

Bordados e Acabamentos

Foi utlizado neste cinto a técnica do transfer. O transfer é feito

2 - Aquecer o verso do tecido onde está sendo aplicado prendendo o aviamento para que não saia da marcação desejada.

3 - Depois de ter certeza que o material está marcado no posicionamenro desejado, deixar o ferro bem quente sob a peça até ter certeza de que foi colado. (Dependendo do tecido da roupa, é necessário colocar um outro tecido entre a peça e o ferro, para que o calor não danifique a peça.

4 - O cinto com o termo colante já aplicado.

127


Théâtre de La Mode

Modelo: Vestido franzidos Família: As Colunas

Linha: Festa

Data: 21/10/11

Referência: VC018

Pilotista: Silvia Tecido:

Cetim de seda - T06 Georgette de seda - T05

Aviamentos: 1 - Linha - AV02 2 - Zíper invisível - AV01

Observações: 1- A bainha deve ser feita com bainha de lenço. 2 - A pala deve ser cortada em Cetim de seda. (A pala leva um bordado) 3 - As medidas dos franzidos prontos estão determinadas na modelagem. 4 - O zíper deve ser colocado na lateral.

129


Partes Componentes:

ReferĂŞncia: VC018 Modelo: Vestido franzidos

2x- Frente

2x- Pala costas

2x- Costas

2x- Saia

2x- Pala frente

Fio Fio

Fio

8cm

Franzido pro nto com 9c m

Centro Costas

Centro Frente

Franzido p ronto com

Fio

Fran

9cm

Fio

to com

ron zido p

Franzido

m 9,5cm

co pronto

CircunferĂŞncia de cintura com franzido pronto: 35cm

130


AV09

Este bordado foi feito por uma bordadeira. Antes de enviar 1 - Fazendo a escolha de materiais, gasto e o posicionamento dos materiais.

Bordados e Acabamentos

AV011

a peรงa sem o bordado, fiz o planejamento dos materiais, da forma que seria feito o bordado e do gasto estimado de material necessรกrio para o desenvolvimento.

2 - Peรงa preparada para ser enviada para a bordadeira.

3 - Bordado prondo.

131


Théâtre de La Mode

Modelo:Blusa com manga morcego Família:As Colunas Linha: Dia

Data: 4/10/2010

Referência: BL005

Pilotista: Silvia Tecido:

Georgette de seda - T05

Aviamentos: 1 - Linha - AV02

Observações: 1- O acabamento da manga e do decote é feito com viés à fio. 2- O acabamento da bainha é feito com bainha de lenço.

133


Partes Componentes:

Referência: BL005

1x - Frente

Modelo: Blusa com manga

1x - Costas

morcego

3x - Viés

Fio

Fio 1x - Frente Bl005 - Blusa morcego Tam:40 (½)

1x - Costas Bl005 - Blusa morcego Tam:40 (½)

Fio

2x - Viés Bl005 Tam:40 (1/2)

134


Théâtre de La Mode

Modelo:Calça pantalona Família:As Colunas

Linha: Dia

Data: 10/10/2011

Referência: CL007

Pilotista: Silvia Tecido:

Cetim de Seda - T06

Aviamentos: 1 - Zíper invisível - AV01 2 - Linha - AV02

Observações: 1 - A colocação do zíper é feita na lateral. 2 - O acabamento da bainha é feito com bainha de lenço.

135


Partes Componentes:

Referência: CL007 Modelo: Calça pantalona

Fio

2x - Frente

2x - Cós frente

2x - Costas

2x - Cós costas

2x - Cós costas Cl007 - Calça pantalona Tam:40 (½)

Fio 2x - Costas Cl007 - Calça pantalona Tam:40 (½)

Fio

2x - Cós costas Cl007 - Calça pantalona Tam:40 (½)

Fio 2x - Frente Cl007 - Calça pantalona Tam:40 (½)

136


Théâtre de La Mode

Modelo: Saia longa franzida Família: As Colunas

Data: 7/10/2010

Referência: SA010

Pilotista: Silvia

Linha: Noite

Tecido: Georgette de seda - T05 Gazar de seda - T012 Forro - T02

Forro curto

Aviamentos: 1 - Linha - AV02 2 - Zíper invisível - AV01

Observações:

1 - As medidas de franzido estão descritas na modelagem. 2 - A bainha é feita com uma bainha postiça sobreposta, que posteriormente levará um bordado. 3 - O forro da saia é curto. O acabamento da bainha é feito com uma bainha de lenço. 4 - O cós e a bainha postiça são em gazar de seda (T04), e a saia em georgette de seda (T06). 5 - O zíper deve ser colocado na lateral.

138


Partes Componentes:

Referência: SA010 Modelo: Saia longa franzida

Fio

2x - Forro cós frente

1x - Cós costas

2x - Saia (frente / costas)

1x - Cós frente

1x - Forro frente

2x - Bainha postiça

2x - Forro cós costas

1x - Forro costas

2x - Forro cós frente 1x - Tecido (gazar) SA010 - Saia longa franzida Tam:40 (½)

Fio

Fio

s 2x - Forro cósia costa longa franzid 1x - Tecido (gazar) ) a SA010 - Sa Tam:40 (½

Fio

1x - Frente (forro) SA010 - Saia longa franzida Tam:40 (½)

1x - Costas (forro ) SA010 - Saia longa franzida Tam:40 (½)

139


Franzido (pronto no tamanho do cós)

Fio

2x - Frente / Costas (georgette) SA010 - Saia longa franzida Tam:40 (½)

Fio

2x -Bainha postiça (gazar) SA010 - Saia longa franzida Tam:40 (½)

140


AV09

O Bordado desta peça foi feito sobre a bainha 1 - Fazendo a escolha de materiais

Bordados e Acabamentos

AV011

postiça com a intenção de valorizar o barrado da saia, e criar contraste entre a cor dos materiais e a cor do tecido.

2 - Fazendo aplicação do material de metal. (A idéia inicial , era utilizar apenas este material no barrado da saia, mas durante o desenvolvimento do bordado, senti necessidade de aplicar outro tipo de material para enrriquecer o trabalho). 3 - A peça no estágio final do bordado com a aplicação de cristais, que valorizaram a peça.

141


Théâtre de La Mode

Modelo: Camiseta básica

Família:

Linha:

Data: 10/10/2011

Referência: CT012

Pilotista: Silvia

Tecido: Cetim de seda - T06

Aviamentos: 1 - Linha - AV002

Observações:

1 - O acabamento do decote e da cava é um viés à fio. 2 - O acabamento da bainha é bainha de lenço.

142


Referência: CT012 Modelo: Camiseta básica

Partes Componentes: 1x - Frente

1x - Costas 3x - Viés

Fio

Fio

1x - Frente Ct012 - Camiseta básica Tam:40 (½)

1x - Costas Ct012 - Camiseta básica Tam:40 (½)

3x - Viés Ct012 - Camiseta básica Tam:40 (½)

Fio

143


Théâtre de La Mode

Modelo: Camiseta básica Família: As Cortinas

Linha: Dia

Data: 10/10/2011

Referência: CT023

Pilotista: Silvia Tecido:

Georgette de seda - T05

Aviamentos: 1 - Linha - AV002

Observações: 1 - O acabamento do decote e da cava é um viés à fio. 2 - O acabamento da bainha é bainha de lenço.

145


Referência: CT023 Modelo: Camiseta básica

Partes Componentes: 1x - Frente 1x - Costas 3x - Viés

Fio

Fio

1x - Frente Ct012 - Camiseta básica Tam:40 (½)

1x - Costas Ct012 - Camiseta básica Tam:40 (½)

3x - Viés Ct012 - Camiseta básica Tam:40 (½)

Fio

146


Théâtre de La Mode

Modelo: Saia Pareô

Família:As Cortinas

Linha: Dia

Data: 24/10/11

Referência: SA015

Pilotista: Silvia

Tecido: Cetim de Seda - T06

Aviamentos: 1 - Linha - AV02 2 - Zíper invisível AV01 Observações: 1 - As instruções da montagem das pregas sobrepostas estão descritas na modelagem. 2 - Não existe costura lateral. 3 - O zíper é colocado no meio das costas. 4 - O acabamento da bainha é feito com bainha de lenço.

147


Referência: SA015 Modelo: Saia Pareô

Partes Componentes: 2x- Saia 2x- Cós frente 4x- Cós costas

Fio

Fio

2x - Cós Frente SA015 - Saia Pareô Tam:40 (½)

4x - Cós Costas SA015 - Saia Pareô Tam:40 (½)

Fio

2x - Saia (frente/ costas) SA015 - Saia Pareô Tam:40 (½)

Costas

Dobra

148


Théâtre de La Mode

Modelo: Vestido longo pregas Família: As Cortinas

Linha: Festa

Data: 30/09/2011

Referência: VL008

Pilotista: Silvia Tecido:

Cetim de seda - T06 Forro - T02

Aviamentos: Zíper invisível - AV01 Linha - AV02

Observações: 1 - O vestido é sustentado por um corselet. 2 - As pregas planejadas devem ser costuradas na união do corselet com o vestido. 3- A bainha deve ser feita com bainha de lenço.

150


1x - Vestido

4x - Forro lateral costas

2x - Forro frente 4x - Forro lateral frente

Fio

4x - Forro costas

Zíper Fio

1x- Vestido longo Vl008 - Vestido longo pregas Tam:40 (½)

4x- Forro Vl008 - Vest. longo pregas Tam: 40 (½)

Fio

Fio

Modelo: Vestido longo pregas

Partes Componentes:

Fio

Referência: VL008

151


Théâtre de La Mode

Modelo: Caftan um ombro Família: As Cortinas

Linha: Noite

Data: 24/10/11

Referência: VC017

Pilotista: Silvia

Tecido: Cetim de seda - T06

Aviamentos: 1 - Linha - AV02

Observações: 1 - O acabamento do decote deve ser feito com viés. 2 - O acabamento da bainha é feito com uma bainha postiça sobreposta ao vestido. 3 - A bainha sobreposta levará um bordado.

153


Referência: VC017 Modelo: Caftan um ombro

Partes Componentes: 1x- Frente 1x- Costas 2x- Bainha 2x- Viés

Fio

2x - Viés Bl005 Tam:40 (1/2)

Fio

Fio

Fio

154


AV09

AV012

1 - A seleção de materiais utilizados para o desenvolvimento do bordado.

Bordados e Acabamentos

AV010

Esta peça foi bordada no barrado que começa na manga e termina na bainha. O bordado deu peso à barra valorizando o caimento do tecido e o movimento criado na peça.

155


Modelo: Blazer

Théâtre de La Mode

Família: Os Ornamentos

Linha: Dia

Data: 1/11/11 Referência:

Pilotista: Silvia Tecido:

Jacquard arabescos - T07 Forro - T02

Aviamentos: 1 - Linha - AV02

Observações: 1 - O Blazer é todo forrado. 2- O acabamento da bainha é a união do forro com a parte externa. Para isso é

2 - Botão:

necessário fazer uma dobra de 1 cm na parte externa, e o forro deve ser 2cm menor. 3 - Será colocado um botão no transpasse da frente. Obs.: A modelagem do blazer foi desenvolvida à partir da técnica de modelagem

AV08

plana por Luisa Carneiro.

157


ReferĂŞncia: BZ016 Modelo: Blazer

Partes Componentes: 4x - Frente

2x - Forro costas

2x - Forro manga 1

2x - Lateral frente

2x - Lateral costas

2x - Manga2

2x - Forro lateral frente

2x - Forro lateral costas

2x - Forro manga 2

2x - Costas

2x - Manga1

2x - Gola

2x- Gola BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

Fio

2x- Gola BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

Fio

2x- Manga-1 2x - Forro BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

Fio 2x- Costas 2x - Forro - 2cm BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

4x- Frente BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

Fio Fio

Fio

Fio

Fio

2x- Manga-2 2x - Forro BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

2x- Lateral costas 2x - Forro - 2cm BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

2x- Lateral frente 2x - Forro - 2cm BZ016 - Blazer Tam:40 (1/2)

158


Modelo: Saia lápis

Théâtre de La Mode

Família: Os Ornamentos

Linha: Dia

Data: 21/10/11

Referência: SA009

Pilotista: Silvia Tecido:

Jacquard arabescos - T07

Aviamentos: Zíper metal ouro - AV04 Linha - AV02

Observações: 1- O zíper de metal deve ser colocado na lateral em todo o comprimento da saia. (Do cós até bainha) 2 - A bainha postiça é sobreposta na saia.

159


Partes Componentes: 1x - Frente

2x - Cós costas

1x - Costas

1x - Bainha frente

2x - Cós frente

1x - Bainha costas

1x - Costas SA009 - Saia Lápis Tam:40 (½)

1x - Bainha Frente SA009 - Saia Lápis Tam:40 (½)

Fio

1x - Frente SA009 - Saia Lápis Tam:40 (½)

Fio

2x - Cós Costas SA009 - Saia Lápis Tam:40 (½)

Fio

2x - Cós Frente SA009 - Saia Lápis Tam:40 (½)

Fio

Fio

Modelo: Saia lápis

Fio

Referência: SA009

1x - Bainha Costas SA009 - Saia Lápis Tam:40 (½)

160


Théâtre de La Mode

Modelo: Saia Godê

Família: Os ornamentos

Linha: Noite

Data: 10/10/2011

Referência: SA011

Pilotista: Silvia Tecido:

Gazar de seda - T012 Forro - T02

Aviamentos:

Zíper invisível - AV01 Linha - AV02

Observações: 1 - O acabamento da bainha deve ser feito com bainha de lenço. 2 - O zíper deve ser colocado na lateral. 3 - O cós será bordado posteriormente.

162


Referência: SA011 Modelo: Saia Godê

Fio

Partes Componentes: 1x- Cós Frente

1x- Saia Frente

1x- Cós Frente forro

1x- Saia Frente forro

1x- Cós Costas

1x- Saia Costas

1x- Cós Costas forro

1x- Saia Costas forro

1x - Cós costas 1x - Forro Sa011 - Saia Godê Tam: 40 (1/2)

1x - Cós frente 1x - Forro Sa011 - Saia Godê Tam: 40 (1/2)

Fio

Fio

Fio

1x - Frente 1x - Forro frente Sa011 - Saia Godê Tam:40 (½)

1x - Costas 1x - Forro costas Sa011 - Saia Godê Tam:40 (½)

163


Acertos e erros.... 3.Tirei a saia do manequim e cortei o excesso na marcação feita anteriormente.

1. No teste de vestibilidade, percebi que o caimento do tecido enviesado e do forro eram diferentes. 4.Foi retirada a bainha de lenço de toda a circunferência da saia, e a marcação de excesso das costas.

2. Marquei com a saia no próprio manequim com alfinetes o excesso de tecido que teria que ser retirado.

5. Foi feita uma nova bainha e o problema foi resolvido.

164


Bordados e Acabamentos Na saia godê, o bordado, foi programado no cós para valorizar a peça. Foram utilizados muitos cristais, e metais dourados (os mesmos materiais do caftan) com intenção de criar uma unidade entre o Caftan, e a saia.

AV010

AV09

AV012

1 - A seleção de materiais utilizados para o desenvolvimento do bordado.

165


Théâtre de La Mode

Modelo: Blusa Degagê

Família: Os Ornamentos

Linha: Noite

Data: 14/11/11

Referência: BL020 Pilotista: Silvia Tecido:

Georgette - T05

Aviamentos: 1 - Linha - AV02

Observações: 1 - A dobra do decote da frente deve ser feita com o acabbamento de bainha de lenço. 2 - As cavas, e o decote das costas devem ser feitas com um viés 3 - A bainha deve ser feita com 1cm de largura.

166


Partes Componentes:

Referência: BL020

1x - Frente

Modelo: Blusa Degagê

1x - Costas 2x - Viés

Fio Fio

1x - Frente Bl020 - Blusa Desabada Tam:40 (½)

Fio

1x - Costas Bl020 - Blusa Desabada Tam:40 (½)

2x - Viés Bl020 - Blusa Desabada Tam:40 (½)

167


Théâtre de La Mode

Modelo: Vestido curto nesgas Família: Os ornamentos

Linha:Festa

Data:

Referência:VC006 Pilotista: Silvia Tecido: Renda de tule ouro - T08 Forro com elastano - T09

Aviamentos: Zíper invisível - AV01 Linha - AV02

Observações: 1 - As nesgas devem ser cortadas deixando o bico da renda na parte inferior (na bainha). 2 - Na união da saia e do corselet, deve ser colocado um sanduiche do tecido para dar acabamento à costura. 3 - O zíper deve ser colocado no meio das costas.

169


Partes Componentes:

ReferĂŞncia: VC006 Modelo: Vestido curto nesgas

9x - Nesgas

2x - Forro frente

4x - Forro lateral costas

9x - Forro

2x - Lateral frente

2x - Costas

1x - Acabamento (tecido) 4x - Forro lateral frente 2x - Lateal costas

Fio

Fio

Fio

Fio

Fio

Fio

1x - Frente

4x - Forro costas

170


Editorial


Produção e Fotografia: Stephanie Cachapuz


181


183


184


191


Conclus達o


N

o primeiro capítulo o projeto apresenta um panorama histórico da essência do estilo francês

contada à partir da visão de DeJean que descreve o berço do luxo, da sofisticação e do requinte francês que deu origem à alta costura; criando um sistema da moda que se transformou em um importante setor econômico para a indústria francesa.

Conclusão

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Já Grumbach descreve o funcionamento da alta costura francesa e mostra sua importância na trajetória da moda até os dias atuais. Com a chegada da guerra, a alta costura e a moda sofrem grandes abalos.Veillon mostra algumas das dificuldades no período de ocupação alemã em Paris, com as conseqüências para a alta costura e para a moda, quando o Théâtre de La Mode, após quatro anos de ocupação, chegou como um símbolo de renascimento da alta costura, prova de que o talento dos costureiros continuava vivo, resgatando o brilho que andava apagado durante a Guerra. O segundo capítulo apresenta o desenvolvimento de uma coleção de prêt-à porter de luxo com a essência da alta costura francesa que foi apresentada como no Théâtre de La Mode, em uma exposição de roupas miniaturizadas. Desta forma, a idéia inicial do trabalho foi o desenvolvimento de protótipos a partir da técnica do

drapping aplicada em manequim com medidas industriais em meia escala e, posteriormente, desenvolver bonecas de ferro à partir das medidas utilizadas nas roupas, para expor a coleção da mesma maneira que foi exposta no Théâtre de La Mode. A etapa do processo criativo, com o desenvolvimento das peças em meia escala foi a etapa mais desafiadora desse projeto. Como já disse anteriormente, eu sempre gostei de modelagem, mas nunca imaginei ser capaz de desenvolver todas as modelagens miniaturizadas dos vinte e dois protótipos

205


Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

que fazem parte da coleção. Eu acho que só consegui fazer, por que eu realmente acreditei que eu conseguiria. Coloquei na minha cabeça que seria fácil (muita inocência) e coloquei a mão na massa. Eu só não achava que o desenvolvimento de cada uma das peças me daria tanto trabalho. Não era só fazer a modelagem. Fazer todas as peças significou ser a responsável por correr atrás de todas as etapas de produção, para que cada peça pudesse ser materializada. Cada peça foi pensada desde o seu desenho, ao tecido, à modelagem, aos aviamentos, ao corte, à montagem, os acabamentos, os bordados, e até a passadoria! (- que foi uma etapa bem complicada devido ao tamanho das peças). Foi um processo intenso, corrido, difícil, mas me sinto feliz e realizada por ter conseguido desenvolver essa etapa com êxito. Infelizmente, a hipótese de desenvolver as bonecas de ferro como no Théâtre de La Mode, não pode ser concretizada. Foram encontradas diversas dificuldades que impossibilitaram o desenvolvimento das bonecas. A principal dificuldade, foi encontrar mão de obra qualificada, que tivesse disponibilidade, tempo e que cobrasse um preço acessível para que pudessem ser desenvolvidas as quinze bonecas. A solução encontrada que possibilitou a exposição em bonecas (não as de ferro), foi conseguir o empréstimo com a Draft Manequins, os manequins em meia escala para o dia da apresentação da coleção à banca. O editorial apresenta a coleção com imagens dos quinze looks, mostrando os detalhes mais significativos das peças. Na introdução desde trabalho, eu disse que buscava por um tema que me fizesse ser apaixonada pelo meu projeto, algo que realmente tocasse o meu coração e me empolgasse o suficiente para desenvolver um projeto diferente, que exigisse toda a dedicação que eu poderia dar. Acho que a melhor maneira de concluir é dizendo que eu encontrei!

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Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

Encontrei o tema que me fez pesquisar, estudar e querer aprender muito sobre ele. Encontrei as justificativas para poder colocar a mão na massa e mostrar que ninguém é melhor do que você mesmo, quando é para fazer do seu jeito. Encontrei o projeto que me desafiou, me estressou, me sugou, me conquistou e me realizou durante quatro meses muito bons na minha vida.

207


DEJEAN, Joan. A essência do estilo: Como os Franceses Inventaram a Alta-Costura, a Gastronomia, os Cafés Chiques, o Estilo, a Sofisticação e o Glamour. 1ª Brasil: Civilização Brasileira, 2010. 350 p. CHARLES-ROUX, Edmond; LOTTMAN, Herbert R.; GARFINKEL, Stanley; GASC, Nadine. Theatre de la Mode: Fashion Dolls: The Survival of Haute Couture. 2ª

Referências Bibliograficas

Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

edition Portland: Palmer/pletsch Publishing, 2002. GRUMBACH, Didier. Historias da moda. São Paulo: Cosac Naify, 2009. LIPOVETSKY, Gilles; ROUX, Elyette. O luxo eterno: da idade do sagrado ao tempo das marcas. São Paulo: Companhia Das Letras, 2005. LIPOVETSKY, Gilles. O Império Do Efêmero: A Moda E Seu Destino Nas Sociedades Modernas. São Paulo: Companhia Das Letras, 1989. MENDES, Valerie; LA HAYE, Amy de. A moda do século XX. São Paulo: Martins Fontes, 2003. SKREBNESKI, Victor; JACOBS, Laura. The art of Haute Couture. New York: Abbeville Press, Inc., 1995. VEILLON, Dominique. Moda & guerra: um retrato da França ocupada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.

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Stephanie Cachapuz Théâtre de la Mode Desenvolvimento de coleção de peças em miniatura revivendo uma exposição de sucesso.

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Théâtre de La Mode