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O PROJETO 94


A CIDADE DE BEBEDOURO

À região, compreendida entre os Rios Pardos, em 1885, era sítio de pousada dos tropeiros e boladeiros, que demandavam o sertão para Jaboticabal. Num córrego existente, conhecido por Bebedouro, os animais saciavam pela sede. O nome passou a pertencer ao povoado nascente. O patrimônio adquirido foi doado a São João Batista do Bebedouro, seu Padroeiro, em 03 de Maio de 1884, e os povoadores passaram a se concentrar na área, doando início ao povoado. A cidade nasceu de um sonho de céu aberto, à beira de um córrego conhecido com “Bebedor” chamado pelos tropeiros do Bebedor, que posteriormente se tornaria “Bebedor” e depois “Bebedouro”. Bebedouro é um município localizado na região Norte do estado de São Paulo. È privilegiada pela sua localização estratégica e com uma estrutura desenvolvida.

Figura 50 - Mapa da cidade de Bebedouro/SP http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:SaoPaulo_Municip_Bebedouro.svg

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OBJETIVO Objetivos Gerais Desenvolver o referencial teórico para o projeto de uma clinica de reabilitação voltada para área de fisioterapia, abordando conceitos de sustentabilidade, acessibilidade e conforto ambiental na arquitetura. Objetivos Específicos

I - Possibilitar aos moradores da cidade Bebedouro, o acesso a um atendimento fisioterapêutico de qualidade. II - Garantir aos moradores, melhoria da qualidade de vida na área da saúde, além de participar do compromisso social e atender parte das necessidades reais do local.

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Dentro desses dois eixos principais, a clínica terá como princípio: 

A missão de enxergar cada paciente como um todo e não com a especificidade da patologia que apresenta apontando uma dinâmica de atendimento que privilegia a visão humana do paciente e seus familiares com atendimento personalizado e individualizado. Para isso, contarão com profissionais graduados e especializados em suas respectivas áreas de desempenho.

Além do atendimento fisioterapêutico, as equipes que atuaram no local poderão oferecem palestras, cursos e orientações na área de saúde da família, associando ao atendimento do paciente a extensão do tratamento em casa.

As principais atividades desenvolvidas no local são: mecanoterapia e técnicas fisioterapêuticas.

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IMPLANTAÇÃO

A área estudada, referente a clínica de fisioterapia, localiza-se próximo ao anel viário da cidade, onde se encontram as principais vias arteriais que levam até as outras vias locais. O terreno sendo de esquina fica entre uma das avenidas mais importantes da cidade, que é a Avenida Raul Furquim que corta todo o anel viário até o centro de Bebedouro. E entre a Rua Mauro de Abreu, estando então, no bairro Jardim Casagrande. Praticamente um bairro residencial, lá também se encontra próximo do terreno estudado a antiga FECCIB ( Feira Citrícola, Comercial e Industrial de Bebedouro) que é um núcleo institucional da cidade. Figura 51 - Vista Aérea Fonte: WWW.earth.google.com

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Fotos 52,53 e 54 do Terreno Fonte: Acervo Stella Spadoni

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ZONEAMENTO URBANO A clínica de fisioterapia está em três tipos de Zoneamento Urbano: ZR1 – 01 Zona Residencial 01. Zona de uso Exclusivamente Residencial de baixa intensidade. ZCE2 Zona de Corredores especiais e de comércios e de serviços. ZCE3 Zona de Corredores especiais e de comércios e de serviços. E próximo da ZMC ( Anel Viário) ZMC Zona de Uso Misto Central de alta intensidade

Figura 55 - Mapa de Zoneamento Urbano Fonte: acervo Prefeitura Municipal de Bebedouro / SP

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USO E OCUPAÇÃO DO SOLO A imagem ao lado demonstra como os lotes são ocupados na região da clínica. VERDE: Área Verde; AZUL: Institucional; AMARELO: Residencial; VERMELHO: Comercial; LARANJA: Prestação de Serviço; ROXO: Clínica de Fisioterapia;

Figura 56 - Mapa de Uso e Ocupação do Solo Fonte: acervo Prefeitura Municipal de Bebedouro / SP

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TOPOGRAFIA A imagem ao lado demonstra as linhas de nível da área estudada.

VERDE: linhas de nível entre o terreno; ROXO: Clínica de Fisioterapia.

Figura 57 - Mapa de Curvas de Níveis Fonte: acervo da Prefeitura Municipal de Bebedouro / SP

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PARTIDO ARQUITETÔNICO A cidade de Bebedouro por estar muito bem situada na região do interior de São Paulo e por ter uma boa infraestrutura ela acaba recebendo a população de cidade vizinhas como Monte Azul, Terra Roxa, Varadouro entre outra que a entornam, para o uso da cidade, prestações de serviços de saúde e Universidades. Uma das Universidades encontra-se o curso de Fisioterapia que fez com que o objeto de estudo criasse mais raízes para ser levado esse trabalho final de graduação. A partir de estudos para atender usuários que necessitem de recursos especiais era necessário não só o projeto, e sim ser acessível, O terreno escolhido é próximo ao Anel Viário da cidade que é feito pelas principais avenidas e contorna todo o centro da cidade, ligando via locais, e rodovias. A área do projeto fica entre a Av. Raul Furquim, uma das avenidas mais importantes da cidade e que cruza com esse Anel Viário e finaliza no centro da Cidade. à Rua Mauro de Abreu que liga uma zona Residencial com pequenas Prestações de Serviços. Uma perfeita região com rapidez de acesso viária e tranquilidade para embarque e desembarque de usuários que necessitam de atenção e carinho. Ao pensar no projeto da Clinica de Fisioterapia, ela tende a ser portadora de iluminação e ventilação natural prezando o conforto e acessibilidade para o projeto e resultado.

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PROGRAMA

DE

NECESSIDADES

- RECEPÇÃO; - BANHEIROS FEMININO/MASCULINO (COM VESTIÁRIOS); - BANHEIROS PARA DEFICIENTES (COM VESTIÁRIOS); - LANCHONETE; - AMBULATÓRIO; - ALMOXARIFADO; - CONSULTÓRIOS ; - SALAS PARA TRATAMENTO ; - SALAS PARA FISIOTERAPEUTOS ; - ÁREA ADMINISTRATIVA:; TESOURARIA, CONVÊNIOS, DIRETORIA, CTP (CENTRO DE PROCESSAMENTO DE DADOS); - DML (DEPOSITO DE MATERIAL DE LIMPEZA); - ÀREA DE SERVIÇO;

- COPA PARA FUNCIONÁRIOS. 104


PLANO DE MASSAS A imagem demonstra o plano de massas da clĂ­nica de fisioterapia .

ESTUDOS PRELIMINARES

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ESTUDOS PRELIMINARES

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ANEXOS Portaria nº 2.224/GM Em 5 de dezembro de 2002. O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais, Considerando a grande quantidade e diversidade de instituições hospitalares existentes no País, vinculadas ao Sistema Único de Saúde; Considerando a necessidade de estabelecer políticas e planejamento de ações específicas, a serem desenvolvidas pelo Ministério da Saúde na área hospitalar, e que estas sejam compatíveis com as características de cada hospital integrante do Sistema; Considerando as diferentes características destes hospitais, especialmente no que diz respeito ao número de leitos disponíveis, existência e complexidade de serviços, perfil assistencial, capacidade de produção de serviços, dentre outras; Considerando que somente a análise do conjunto destas características permitirá identificar as semelhanças para estabelecer uma classificação, visando sua inserção no Sistema Único de Saúde, definindo o grau de complexidade de sua gestão, o nível de responsabilidade sanitária e direcionamento assistencial; Considerando que a classificação hospitalar se dará a partir do agrupamento dos hospitais com características semelhantes, sistematizando, desta forma, o conhecimento sobre grupos de hospitais e facilitando a adoção de políticas e de planejamento já citadas; Considerando as sugestões apresentadas à Secretaria de Assistência à Saúde no processo promovido pela Consulta Pública SAS/MS n. º 03, de 14 de maio de 2002 – Anexo I, e

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Considerando que uma classificação deva refletir fielmente a realidade de cada uma das instituições hospitalares e que esta realidade tenha relação direta com as informações cadastrais disponíveis sobre cada instituição, resolve: Art. 1º Estabelecer o sistema de Classificação Hospitalar do Sistema Único de Saúde. Parágrafo único. A classificação cujo sistema é ora estabelecido será aplicada aos hospitais integrantes do Sistema Único de Saúde, ordenando-os, de acordo com suas características, em um dos seguintes Portes: a - Hospital de Porte I; b - Hospital de Porte II; c - Hospital de Porte III; d - Hospital de Porte IV. Art. 2º Determinar que a classificação de cada hospital se dará segundo seu enquadramento em um dos Portes estabelecidos no Artigo 1º desta Portaria, de acordo com o somatório de pontos obtidos nos respectivos intervalos de pontos estabelecidos para cada Porte. Art. 3º Determinar que o enquadramento de cada hospital em um dos Portes estabelecidos no Artigo 1º desta Portaria se dará respeitando o intervalo de pontos atribuídos para cada Porte, conforme definido no Artigo 4º desta Portaria, considerando o somatório da pontuação alcançada como resultado da aplicação dos itens de avaliação, definido pela seguinte Tabela de Pontuação:

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ITENS DE AVALIAÇÃO

PONTOS POR ITEM

1 Ponto

A

B

C

D

E

F

G

N. º DE LEITOS.

LEITOS DE UTI

TIPO DE UTI

ALTA COMPLE -XIDADE

URGÊNCIA/

GESTA-ÇÃO DE ALTO RISCO

SALAS CIRÚR-GICAS

20 a 49

01 a 04

-----

EMERGÊNCIA

1

Pronto Atendimento

-------

Até 02

Nível I

Entre 03 e 04

Nível II

Entre 05 e 06

2 Pontos

50 a 149

05 a 09

Tipo II

2

Serviço de Urgência/Em ergência

3 Pontos

150 a 299

10 a 29

------

3

Referência Nível I ou II

4 Pontos

300 ou mais

30 ou mais

Tipo III

PONTOS TOTAIS

Mínimo 1

Máximo 27

4 ou mais

Referência -----Nível III

Acima de 08

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§ 1º A verificação do cumprimento dos Itens de Avaliação estabelecidos na Tabela de Pontuação definida no caput deste Artigo e sua respectiva pontuação serão realizadas pela Secretaria de Assistência à Saúde, no momento da Classificação Hospitalar, por meio de consulta ao Banco de Dados Nacional de Estabelecimentos de Saúde, criado pela Portaria SAS/MS N.º 511, de 29 de dezembro de 2000, disponível no Departamento de Informática do SUS - DATASUS; § 2º A pontuação dos hospitais, para fins de classificação, terá como base a Tabela de Pontuação e serão realizados pela atribuição dos respectivos números de pontos previstos nas colunas denominadas “Pontos por Item” e identificadas pelas letras de “A” a “G”, em cada um dos “Itens de Avaliação”, sendo que o somatório dos pontos obtidos será utilizado, segundo os intervalos de pontuação estabelecidos no Artigo 4º desta Portaria, para enquadramento do Hospital em seu correspondente Porte; § 3º A avaliação e enquadramento dos hospitais, no momento da Classificação Hospitalar, em cada um dos “Itens de Avaliação” se dará de acordo com os seguintes entendimentos estabelecidos: Leitos Cadastrados: Coluna “A”- será considerado o quantitativo total dos leitos existentes no hospital cadastrados no Cadastro de Estabelecimentos de Saúde, contratados ou não pelo SUS; Leitos de UTI: Coluna “B” - será considerado o quantitativo de leitos cadastrados em Unidade(s) de Terapia Intensiva (Adulto, Neonatal e Pediátrica), independentemente da classificação de tipo de UTI; Tipo de UTI: Coluna “C” - será considerado o cadastramento de UTI no Sistema Único de Saúde de acordo com seu Tipo II ou III (conforme Portaria GM/MS nº 3432, de 12 de agosto de 1998), sendo que na hipótese da existência de mais de uma unidade cadastrada, será pontuada apenas uma delas - aquela que corresponder ao maior número de pontos;

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Alta Complexidade: Coluna “D” - será considerado o quantitativo de serviços de alta complexidade existentes no hospital e devidamente cadastrados/contratados pelo SUS, podendo ser computados para tanto: Serviços/Centros de Alta Complexidade em Assistência Cardiovascular (não serão computados Hospitais Gerais com Serviço de Implante de Marcapasso Permanente), tratamento das Lesões Lábio Palatais e Implante Coclear, Neurocirurgia, Traumato-Ortopedia, Tratamento Cirúrgico da Epilepsia, Assistência a Queimados, Oncologia, Cirurgia Bariátrica e Transplantes (considerar como 1 sistema o cadastro para realização de transplante de cada tipo de órgão); Urgência/Emergência: Coluna “E” - será considerada a existência (1) de Serviço de Pronto Atendimento nas 24 horas do dia com equipe presente, pelo menos, de urgências em pediatria e clínica médica, ou equipe daespecialidade(s) oferecida no caso de hospitais especializados, ou (2) de Serviço de Urgência e Emergência com atendimento nas 24 horas do dia, com equipe presente, de urgências e emergências em pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ortopedia e anestesia, todos disponíveis para o SUS, ou ainda (3) a existência de Serviço de Urgência e Emergência cadastrado pelo Ministério da Saúde segundo a Portaria GM/MS nº 479, de 15 de abril de 1999, em Hospital integrante do Sistema Estadual de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e Emergências, de acordo com seus respectivos Níveis I, II ou III; Gestação de Alto Risco: Coluna “F” - será considerada a existência de Serviço de Atendimento de Gestação de Alto Risco cadastrado pelo Ministério da Saúde segundo a Portaria GM/MS Nº 3477, de 20 de agosto de 1988, como Hospital integrante do Sistema Estadual de Referência Hospitalar em Atendimento à Gestação de Alto Risco, de acordo com seus respectivos Níveis I e II; Salas Cirúrgicas: Coluna “G” - será considerado o quantitativo total de salas cirúrgicas existentes no hospital.

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Art. 4º Estabelecer que o total de pontos obtido, resultante da aplicação da Tabela de Pontuação constante do Artigo 3°, levará ao enquadramento dos hospitais no Sistema de Classificação Hospitalar do Sistema Único de Saúde em seu correspondente Porte, de acordo com o definido no Artigo 1º e em conformidade com o que segue: Porte I - de 01 a 05 pontos Porte II - de 06 a 12 pontos Porte III - de 13 a 19 pontos Porte IV - de 20 a 27 pontos Art. 5º Determinar que a Secretaria de Assistência à Saúde, utilizando-se dos dados do Banco de Dados Nacional de Estabelecimentos de Saúde disponível no DATASUS e dos critérios estabelecidos nesta Portaria, classifique, em seus respectivos Portes, todos os hospitais integrantes do Sistema Único de Saúde. §1º Aquelas instituições que realizam internações de pacientes e dispõem de 05 a 19 leitos instalados e informados no Banco de Dados mencionado no caput deste Artigo não serão objetos da Classificação Hospitalares ora estabelecida, passando estas instituições a serem consideradas e denominadas pelo Ministério da Saúde como Unidades Mistas de Internação - UMI, sendo que a Secretaria de Assistência à Saúde, em ato próprio, deve definir o perfil assistencial destas Unidades; § 2° Aquelas instituições que disponham de 05 a 19 leitos instalados e realizem atendimento especializado, desde que cumpridos os respectivos requisitos técnicos para tal, e sejam devidamente cadastradas no Banco de Dados Nacional de Estabelecimentos de Saúde -

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DATASUS nas especialidades de cardiologia, oftalmologia, psiquiatria, tratamento da AIDS e serão enquadradas, para fins de Classificação Hospitalar, no Porte I; § 3º Aquelas instituições que disponham de 19 ou menos leitos instalados e cadastradas em conformidade com o estabelecido na Portaria GM/MS Nº 44, de 10 de janeiro de 2001, serão enquadradas como Unidades de Hospital-Dia. Art. 6º Definir que aquele hospital cujo enquadramento no respectivo Porte da Classificação Hospitalar realizada pelo Ministério da Saúde não coincidir com a efetiva realidade dos serviços deste hospital, poderá solicitar à Secretaria de Assistência à Saúde sua reclassificação; § 1º Para solicitar reclassificação, o hospital deverá providenciar junto ao respectivo gestor do SUS, o preenchimento/atualização de sua Ficha Cadastral dos Estabelecimentos de Saúde, conforme modelo aprovado pela Portaria SAS/MS n.º 511/2000, que deverá ser implantada no DATASUS, e enviar cópia desta Ficha, devidamente autorizada e assinada pelo respectivo gestor, à Secretaria de Assistência à Saúde, comprovando desta forma o enquadramento no Porte de classificação pretendido. Art. 7º Determinar à Secretaria de Assistência à Saúde a adoção das medidas necessárias ao pleno cumprimento do disposto nesta Portaria. Art. 8º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. BARJAS NEGRI .

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Fisioterapia é uma boa ideia? É o conjunto de técnicas usadas no tratamento e na prevenção de doenças e lesões. O fisioterapeuta previne, diagnostica e trata disfunções do organismo humano causadas por acidentes, má-formação genética ou vício de postura. Para isso, usa métodos como massagem e ginástica, com a finalidade de restaurar e desenvolver a capacidade física e funcional do paciente. Também faz tratamentos à base de água, calor, frio e aparelhos especiais. Além de ajudar na recuperação de pacientes acidentados e portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios, trabalha com idosos, gestantes, crianças e portadores de deficiência física ou mental. Pode atuar em clubes esportivos, hospitais, centros de reabilitação e em clínicas de fisioterapia e ortopedia. Em empresas, trabalha com a prevenção de acidentes de trabalho e com a correção postural dos funcionários. Em escolas, corrige e orienta a postura de crianças, jovens e adultos. O mercado de trabalho Tramita no Congresso um projeto para que o fisioterapeuta seja incluído nas equipes do Programa Saúde da Família. Se aprovado, ainda que em caráter não obrigatório em todas as equipes pelo país, deve aumentar o número de vagas para esse profissional, que, atualmente, tem seu principal empregador em clínicas especializadas e hospitais. Ele é admitido para cuidar de pacientes críticos em unidades de terapia intensiva e de doentes em enfermarias e ambulatórios. Para isso, precisa dominar conhecimentos e técnicas nas áreas respiratória, neurológica e músculo-esquelética. A atuação do fisioterapeuta também vem crescendo no campo da estética, no qual ele lida com tratamentos para celulite e recuperação de pacientes que se submeteram a cirurgia plástica. Outros nichos como a geriatria (cuidado com idosos) e a saúde do trabalho oferecem boas oportunidades para o fisioterapeuta. "Tenho visto a expansão da fisioterapia dermato-funcional crescer bastante nas grandes capitais, especialmente do Sul e Sudeste", afirma Gisele de Cássia Gomes, coordenadora do curso da UFMG. Nesse caso, o profissional utiliza técnicas manuais e outras, como eletroterapia, para tratamentos estéticos. A especialidade em acupuntura é reconhecida há 25 anos pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, e, nesse caso, o 114


profissional trabalha em clínicas ou em atendimento particular. No entanto, em clínicas, ainda é mais comum a atuação em problemas ortopédicos. Sudeste e Sul concentram a maior parte dos profissionais. Salário inicial: R$ 1.670,00 (30 horas semanais; fonte: Federação Nacional dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais). O curso As disciplinas das ciências biológicas e da saúde constituem a base do currículo. Assim, espere muita aula de biologia, anatomia, fisiologia, patologia e histologia, principalmente no primeiro dos quatro anos de curso. Você estuda saúde pública, recursos terapêuticos manuais, neurologia, ortopedia e traumatologia. A partir do segundo ano, aumenta a carga de aulas práticas, nas quais se aprendem técnicas de tratamento como a massoterapia (massagem), termoterapia (aplicação de calor ou frio) e hidroterapia (por meio da água). O estágio é obrigatório no último ano e, normalmente, feito em clínicas das próprias faculdades ou em hospitais conveniados. Para concluir o curso, também é obrigatória a elaboração de um trabalho sob orientação de um professor. Duração média: quatro anos. O que você pode fazer Atendimento domiciliar Tratar pacientes que necessitam de cuidados mais intensivos, mas que não têm indicação para internação hospitalar. Cardiologia e pneumologia

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Cuidar de pacientes nas fases pré e pós-operatória. Prevenir e tratar doenças respiratórias e cardíacas, além de reabilitar doentes, prescrevendo e aplicando exercícios ligados aos aparelhos respiratório e circulatório. Dermatologia Aplicar massagens e aparelhos de raios infravermelhos, ultravioleta e laser para reduzir lesões e acelerar a cicatrização de queimaduras e cortes cirúrgicos. Estética Aplicar técnicas como massagens em pacientes pós-cirurgia plástica e pós-cirurgia de recuperação da mama. Fisioterapia do trabalho Prevenir e tratar doenças relacionadas com o trabalho, como as lesões causadas por esforço repetitivo (LER). Fisioterapia esportiva Prevenir e reabilitar lesões em atletas e em praticantes de atividades esportivas. Grupos especiais Estimular os músculos de quem sofre limitações de movimento, como idosos e portadores de deficiência física. Indústria de equipamentos. Pesquisar, desenvolver e testar equipamentos para uso em terapia. Neurologia adulta 116


Auxiliar na reabilitação dos pacientes que tiveram derrame cerebral, paralisias e traumatismos de coluna e crânio. Neurologia pediátrica Auxiliar na reabilitação dos portadores de patologias e síndromes típicas de criança, como paralisia cerebral e síndrome de Down. Ortopedia e traumatologia Acelerar a recuperação de movimentos e reduzir dores de pacientes com fraturas, traumas ou luxações. Prevenir e reabilitar lesões da coluna vertebral e das articulações causadas por postura incorreta ou esforço repetitivo. Programa de Saúde da Família Prevenir e tratar doenças e reabilitar pacientes em unidades básicas de saúde e em domicílio. Terapia Intensiva Tratar pacientes críticos internados em UTIs, aplicando técnicas para reabilitação respiratória, neurológica e do aparelho músculoesquelético.

Orientação Profissional guia do estudante- Editora Abril S.A. Todos os direitos reservados.

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. ALBUQUEQUER, Manoel Maurício . Pequena história da formação social brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1981, 728 p. ed.. 2. BRASIL. Instrução normativa número 01/97, de 15 de maio de 1997. Regulamenta os conteúdos, instrumentos e fluxos do processo de habilitação de municípios, de estados e do distrito federal as condições de gestão criadas pela NOB SUS 01/96. Brasília, Diário oficial da união de 15/05/97. 3. CAMPOS, Francisco E.; OLIVEIRA, Mozart; TONON, Lidia M. Planejamento e gestão em saúde. Belo Horizonte : Coopmed, 1998.102 p. (Cadernos de saúde, 2) 4. CAMPOS, Francisco E.; OLIVEIRA, Mozart; TONON, Lidia M. Legislação Básica do SUS. Belo Horizonte : Coopmed, 1998.161 p.(Cadernos de saúde, 3) 5. COSTA, Nilson Rosário. Políticas públicas : justiça distributiva e inovação. São Paulo : Hucitec, 1998. 178 p. 6. DONNANGELO, Maria C.F. Medicina e sociedade: o médico e seu mercado de trabalho Pioneira: São Paulo, 1975, 174 p. 7. GUIMARÃES, Reinaldo. Saúde e Medicina no Brasil: contribuições para um debate. Rio de Janeiro: Graal, 1979,225 p. 8. LEITE, Celso c. A crise da Previdência social.Rio de Janeiro: Zahar, 1981, 72 9. LUZ, Madel F. As instituições médicas no Brasil: instituição e estratégia de hegemonia.Rio de Janeiro, Graal, 1979, 295 p.

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10. MENEZES, Maria J. Planejamento Governamental; um instrumento a serviço do poder. Cadernos do curso de pós-graduação em administração, UFSC, Florianópolis, 1974. 11. NICZ, Luiz F. Previdência social no Brasil. In: GONÇALVES, Ernesto L. Administração de saúde no Brasil.São Paulo: Pioneira, 1988, cap. 3, p.163-197. 12. POSSAS, Cristina A .Saúde e trabalho – a crise da previdência social.Rio de Janeiro, Graal, 1981, 324 p. 13. OLIVEIRA, Jaime A. de Araújo & TEIXEIRA, Sônia M. F. Teixeira. (Im)previdência social: 60 anos de história da Previdência no Brasil. Petropólis: Vozes,1985.360 p. 14. WWW.arcoweb.com.br 15. WWW.earth.google.com 16. Acervo Prefeitura Municipal de Bebedouro

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Clínica de Fisioterapia