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Web 2.0 – Segunda Parte Você é o dono da rede mundial. Aproveite!

Quando a internet comercial se firmou no final do sécu-

Por Rodrigo Martin Macedo, Stella Maris e Victor Bianchin

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lo passado, as regras eram: inove, crie seu site e ganhe dinheiro, antes que seja tarde demais. E quem sabia escrever códigos em HTML, criar animações em Flash e programar em linguagens que têm apenas siglas de três letras até que se deu bem. Passada a primeira bolha, uma nova onda chega para dominar a rede: é a do faça mesmo na rede. Coloque textos, fotos, vídeos, sua vida digital, enfim, diretamente na web. Ela está repleta se serviços bacanas que não cobram nada (ou quase nada) para deixar você reinar no mundo virtual. O objetivo dessa empreitada é permitir que a internet fique mais dinâmica e interativa. E, também, mais pessoal. Chega de empresas vendendo seus produtos, o que pega agora é o álbum de fotos da família, as opiniões de gente comum sobre qualquer assunto, aqueles vídeos engraçados que antes a gente enviava para aquele programa dominical, enfim, tudo pode estar na rede. E é até possível meros mortais como nós ganharmos um trocado com nossas páginas pessoais feitas à mão (e com uma grande ajuda de outras pessoas que não conhecemos, mas criaram serviços que funcionam e não requerem muita prática e só um pouco de habilidade). Reunimos nesta matéria uma série de serviços bacanas que estão aí à nossa disposição, além de testarmos alguns aplicativos que tornam nossa vida nessa nova web ainda mais fácil. Relaxe e tome posse de seu quinhão virtual já.

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Foto Online Falar de fotos online é falar de Flickr. Segundo o seu criador, não há concorrentes diretos para o que ele faz. Se isso é verdade, só você pode saber, fuçando pela rede através de outros serviços e constatando isso ou não. Não há outro que ofereça o serviço de “tagging” (indexação de informações, muito popular na atualidade. Por meio das tags, o usuário pode recuperar informações e compartilhá-las, visualizar as tags de outros usuários, assim como identificar o grau de popularidade de cada tag no sistema, e acessar as informações relacionadas.) melhor do que o Flickr,, é verdade. Sua interface clean e a facilidade de uso também são imbatíveis. Suas pequenas features, como notas, comentários, agrupamento das fotos em sets e o geo data (feature em que você pode localizar sua foto no mundo) fazem dele ideal para quem quer hospedar fotos com qualidade. Ainda assim, há serviços que o Flickr não oferece, e pode ser que você se interesse por outras coisas além de colocar notinhas em cima das fotos. Mas existe muito mais na rede do que o Flickr. O site SmugMug (www.smugmug.com)) é pago, mas possui alguns serviços que o Flickr não tem. Aparenta ser algo um pouco mais pro- Flickr não tem comparação. É mais popular e mais completo fissional. Há alguns tutoriais ensinando comandos básicos de HTML (não é permitido usar HTML nas páginas do Flickr), como mudar fontes e criar links e também explicações de como fazer upload de suas fotos. Além disso, permite que suas galerias sejam acessadas somente por password. Visitantes também podem escolher comprar impressões de sua imagem através do site. Você pode participar de comunidades de fotografia e associar uma galeria a essas comunidades. Também é possível baixar o SmugMug Uploader, para subir fotos diretamente de arquivos em sua máquina ou de seu iPhoto. Já o Fotki (www.fotki.com)) disponibiliza um e-mail seunome+outro-nome@fotki.com, para que você faça upload de fotos pelo celular ou por e-mail. Também possui um aplicativo de upload exclusivo (que tentamos baixar no site, mas não conseguimos), feito em java, para várias plataformas (além disso, funciona com o PictureSync). Você O Sony Image Station é simples e rápido pode colocar o link de alguma foto da Internet, para publicá-la em seu site. Possui slideshow e feed. É um pouco poluído visualrem, escolhendo formatos de impressão, enmente e tem uma cara um pouco comercial, vio para os compradores, tudo com seguranmas cumpre o que promete e é gratuito. ça. Você também pode ter um blog, e-mail, O Fotki permite que usuários pagantes caderno de endereços, páginas pessoais e vendam suas fotos pelo preço que estipulaparticipar de concursos de fotos. O Sony Image Station (www.imagestation.com) é bem sóbrio e sério. É fácil de tion.com No Fotki, além de publicar suas imagens, aprender como dar upload nas fotos, pois as instruções são minuciosas. Ele possui venda-as e fature uma grana um plug-in para seu browser que permite upload de fotos por Drag & Drop. Se não quiser fazer isso pelo browser, tem plug-in de iPhoto para baixar também. O upload das fotos, tanto no browser como no iPhoto, são bem rápidos. O único problema é que, com o plug-in do iPhoto, você só pode escolher a dedo as fotos que quer antes de acionar o export. Depois, vai a pasta toda, sem chance de edição (apenas nome de título, descrição e outros). Foi o site com maior velocidade de O SmugMug, apesar de pago, parece mais pro que o Flickr upload, em todas as opções disponíveis.

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No Bubbleshare (www.bubbleshare.com) você pode adicionar gráficos às fotos, como tiras de coelho, chapéus, bocas e balões de diálogo. Também pode adicionar um som (gravado por você mesmo) ou um vídeo. Há a possibilidade de colar o código HTML de vários modelos de apresentação para publicar em seu álbum. Aceita upload do PictureSync. Ele possui um Widget para download para você visualizar suas fotos no Dashboard, um screensaver que captura suas fotos preferidas e um plug-in para mandar suas fotos direto do iPhoto.

Fora a falta das tags, o PhotoZou deixa seus álbuns mais legais No caso do PhotoZou (http://photozou.com/), ele tem serviços parecidos com os do Flickr (como mostrar o EXIF – informações minuciosas sobre as fotos – das fotos), mas peca por não possuir tags, item importante para fazer do Flickr o que ele é hoje. Ainda assim, ele tem um visual mais bonitinho do que o limpo Flickr e permite mais customizações. Além disso, ele também dá suporte a vídeo. Você pode fazer upload pelo celular, pelo browser ou pelo PictureSync. Há a opção de diário.

O diferencial do Bubbleshare é poder inserir figuras e sons O Slide (www.slide.com) funciona de uma forma um pouco diferente dos outros apresentados. Suas funcionalidades principais são produzir slideshows “cabulosos” a partir do próprio Slide como de outros serviços (Flickr, Photobucket, Facebook, Friendster). Depois de montar o slideshow, você salva o arquivo e pega o código para publicá-lo no MySpace, Friendster, Picasa e outros. Você também poderá pegar um vídeo do YouTube e colocar efeitos de skins e temas nele. Há também um software para download que faz screensavers e apresenta o slideshow em seu desktop.

O melhor do Shutterfly são suas bordas estilosas O Shutterfly (www.shutterfly.com) permite algumas customizações na foto, permitindo crop (cortar a foto), efeitos (como soft blur, saturação e sépia), bordas (linha preta, blur, sombra) e algumas pequenas correções, como tirar olhos vermelhos. Ele possui o plug-in para o iPhoto e outro para facilitar o upload pelo browser (não funciona no Firefox, só no Safari).

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Com o Slide, faça slideshows fantásticos e envie aos amigos

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Programas

Plug-ins

Como não poderia deixar de ser, desenvolvedores já se preocuparam em facilitar a sua vida e fizeram mais de uma dezena de programas que fazem upload e algumas edições em suas fotos para o Flickr e outros serviços. Testamos muitos deles, e chegamos à conclusão de que quase todos fazem a mesma coisa. A seguir, alguns que são mais bonitinhos ou que não ficam apenas no arroz com feijão de subir suas fotos para a web. Todos os aplicativos que usam o Flickr na Internet pedem autorização na sua página do Flickr, para que você e o serviço oferecido pelo Yahoo! saibam direitinho o que seu aplicativo vai fazer. Depois de autorizado, o aplicativo pode subir fotos e editá-las, logando diretamente no site.

A idéia geral e mais esperta de toda essa turma dos serviços concorrentes é prática: faça um plug-in que permita que o iPhoto faça o upload direto para a Internet.

Gleam www.coalmarch.com/products/ gleam-flickr-desktop-application.php Gratuito Esse aplicativo tem uma interface bonita e é fácil de manipular. As fotos podem ser colocadas por Drag & Drop, onde também pode ser editadas com título, descrição e tags, além de algumas configurações de privacidade e geo data. Também mostra a quantas anda sua banda mensal de fotos no site, mas peca por não possuir elementos básicos de edição, como “Rotate” e “Crop”. Flickr Uploadr http://www.flickr.com/help/tools/#189 Freeware Interface simples e fácil. Selecione as fotos (se elas forem muito largas, o programa redimensiona automaticamente para você), coloque título, comentários, tags, escolha o tipo de publicação e mande bala. O programa faz o upload sem você precisar entrar no site do Flickr. Sniper www.blakeseely.com Freeware Com uma interface bem completa, mostra lista de contatos (e suas respectivas fotos, fazendo downloads diretos tanto para o desktop como para o iPhoto) e os grupos a que você pertence. Mas... é só isso o que ele faz... permite que você baixe fotos do seu Flickr e dos amigos de forma mais prática rápida, sem precisar ir até o site. Flickr Booth www.otierney.net Gratuito Tire suas fotos no PhotoBoot e publique-as direto do programa no seu Flickr.

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Picture Sync www.holocore.com Shareware US$ 14 Esse funciona com a maioria dos serviços de hospedagem de fotos. Ele é um pouco simples demais, porque é uma interface pequena e com poucas modificações e configurações. Mesmo assim, é um programa extremamente prático, que cumpre muito bem o que oferece. De forma simples e rápida, você seleciona, dá título, coloca tags, informações geográficas, faz o upload e pronto. Nada impede que você hospede seu próprio álbum, feito por você mesmo, em um site de hospedagem (ou em sua conta .Mac). Testamos alguns aplicativos que podem ajudá-lo a produzir um site sem ter de meter a mão em código HTML. Album Shaper http://albumshaper.sf.net Freeware Apesar de ter uma usabilidade um pouco complicada e uma interface meio feinha, o Album Shaper possui interessantes opções de edição, como sharpen ou blur, efeitos como sépia e painting. Dá para mexer também em features mais pros, como contraste e levels. Possui o correct tilt, que ajusta o horizontal da foto. Corta a foto em tamanhos predefinidos no aplicativo. Com apenas um botão, você coloca a foto que está em destaque no momento como wallpaper. InstantGallery www.thinkmac.co.uk Shareware US$ 20 Esse é um programa bem simples para quem quer fazer um site simples de fotos, sem floreios e muitos detalhes. Possui alguns temas pré-disponíveis, todos meio sem graça, mas sóbrios. Com alguns cliques e arrastos você seleciona as fotos, nomeia e identifica, escolhe o tema, ajeita algumas configurações, e Publush nele! Ele salva todos os arquivos de forma que eles estejam prontos para publicação em servidor, com paste de imagens, HTML, CSS e thumbnails.

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Meu querido diário Hoje em dia, falar de internet é falar de blog. Qualquer usuário de Internet que se preze tem que ter (ou ter tido) um blog, ou ao menos saber o que é e visitar algum. Blog é a maior expressão pessoal da internet (juntamente com flogs, MySpace e outros). É onde você fala o que pensa (quase)

sem medo de ser repreendido e, olhando outros blogs, vê que não está sozinho no mundo quando acha que chinelos brancos dão azar, ou alguma outra coisa que pode parecer estranha se falada ao vivo, mas que atrás de códigos de programação, um tema bonitinho e vários IPs, podem ser declara-

MarsEdit www.red-sweater.com Shareware US$ 24,95 De todos os aplicativos testados, esse pareceu ser o mais simples. Apesar de manter o código HTML exposto, não é de difícil edição e os comandos existentes permitem que você escreva seu post sem precisar editar uma linha de código, mas se aventurando a fazer isso, caso queira. Também é possível inserir imagens. Os últimos dez posts ficam registrados no programa, e podem ser facilmente editados a qualquer hora. Os únicos problemas encontrados foi que, quando postado no Wordpress, ele não deixava a possibilidade de inserção de comentário no post e também não edita a tag escolhida, vai com uma definida por ele mesmo.

dos sem problemas. Segurança em guardar os posts. Nada melhor, então, do que poder escrever seus posts na tranqüilidade do seu Mac, estando online ou offline, sem ter de se preocupar se o servidor do blog não dará algum problema. Selecionamos alguns aplicativos que podem te ajudar.

em Cocoa, tem uma interface descomplicada e amigável. Diferentemente do MarsEdit, mostra o menos possível de códigos (mas nas preferências há a opção de edição direto no HTML), permite inserção de imagens por meio de Drag & Drop e, antes de postar o blog, permite que você escolha a categoria na qual quer postar. O post pode ser exportado em vários formatos, como HTML, Rich Text, Word, PDF e outros, além de poder ser enviado por e-mail ou para outro blog. Também pode-se salvar uma nota de áudio no arquivo que fica guardado no aplicativo. É possível deixar um template definido para que seus posts tenham um padrão. Esse programa também trabalha com o .Mac

Serviços Para publicar suas idéias, é necessário um serviço confiável, para que seus dados e posts não sejam colocados em qualquer lugar por aí. Outro ponto importante é a popularidade do serviço, o que faz com que seu blog seja mais procurado e lido. Testamos alguns sites que oferecem um serviço decente de blog.

MacJournal www.marinersoftware.com Shareware US$ 34,95 O melhor testado por nós, esse aplicativo permite que você faça upload de arquivos direto para um servidor externo ao blog. Feito

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Wordpress www.wordpress.com Juntamente com o Blogger, é um dos serviços de blog mais populares e competentes do momento. O Wordpress oferece várias ferramentas para todo tipo de usuário. Se você é um iniciante, faça seu cadastro, escolha um tema, faça upload de fotos, escreva e saia divulgando seu endereço (além disso, há como configurar “widgets” que ficam ao lado dos posts, de maneira muito simples). Se é Pro, crie seu endereço próprio (sem a extensão .wordpress.com), aumente o espaço de armazenamento (que custa poucos dólares, vale a pena. Ou senão hospede seus arquivos em um servidor externo), edite o código CSS, produza seu próprio tema e faça um blog com a sua cara.

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Falha Sping Blogger O que é: quando você liga seu computador, o servo-controle se www.blogger.com encarrega realizar vários testes e de checagens para ver se o O serviçode pioneiro entre os sistemas HD está operacional. O último deles é o sping, que acontece blogs foi criado pela Pyra Labs em agosto quando motor da unidade atingepela sua velocidade de rotação de 1999, eoposteriormente comprado ideal, ladocá, para o outro Googlee se emmove 2003.de Deum lá para nestes 8 para completar o reBarulho anormal ao ligar anos de desenvolvimento, o Blogger gaO que é: um HD trabalha um som de cerca de 30 denhou inúmeros recursos, emitindo mas não perdeu umSedos fatores que maisacima atraiadesse no- nível, ou se o som for cibéis. o barulho estiver vos usuários: a sua interface intuitiva mecânico ocorre. Geincomum, é porque algum problema e a facilidade de criar anormal um blog através ralmente, o barulho é decorrente de alguma causa dela. Com inúmeros templates e traduzido para diversasfísicos línguas (inclusive Problemas de origem eletrônica português) o Blogger se mantém na supremacia entre sistemas mais utiliVoice Coil nãoos move zados. seus aliados é o servidor O que é:Um é ade bobina responsável pelo movimento da cabeça de gratuitoPode Blogspot, para devido onde osausuáleitura. queimar problemas elétricos. Mas, em rios podem seus diários sem gasQueima docriar circuito impresso tarque nenhum tostão, embora ainda O é: circuito impresso é umhaja nome genérico que pode ser a possibilidade de utilizar a estrutura aplicado a placas de diversos tipos de dispositivos eletrônido sistema um oespaço próprio cos. No casoem do HD, circuito impresso fica na parte externa através da dos dados deuma placa-mãe, emitindo inferior doconfiguração disco, e funciona como seuinformações servidor FTP.necessárias Após sua compra as para o funcionamento correto pela Google, Blogger ganhou uma Disco rígidoomorto série de integrações, entre elas o su-ou seja, a total paralisação O que é: a famosa “morte” do HD, porte ao AdSense, serviço de publino funcionamento. As causas são diversas: alimentação inacidade também mantido pela parte com- interna devido a sobrecardequada, queima de alguma panhia, tambémdeda Googlefísicos etc. ga, danoscomo decorrentes choques Toolbar, na qual um item chamado “BlogThis!” permite enviar textos diretamente do navegador para os blogs.

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conhecimento (em alguns HDs antigos, era possível até ouvir o barulho desse movimento). A falha de sping é uma falha de inicialização do motor, quando ele não consegue começar o processo de reconhecimento e chegar ao sping.

maior, como problemas no rolamento dos pratos. No caso de crash das cabeças, por exemplo, em que a cabeça de leitura bate no HD, o som emitido é o já citado (e angustiante) “tec, tec, tec”.

geral, quando o Voice Coil não funciona, o problema não está nele, e sim nas peças que o alimentam. do disco. Sua queima ocorre devido a problemas eletrônicos: voltagem de alimentação errada, superaquecimento, aplicação de energia estática (principalmente através do contato humano), entre outros. Pré-amplificador de sinal O que é: a peça responsável por amplificar e enviar os sinais da cabeça de leitura para o computador. Victor Bianchin nunca perdeu um HD, mas não sabe quantos guarda-chuvas já largou pelos cantos de Santo André.

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Vídeocassetadas A febre do momento é filmar alguma coisa, ou gravar da televisão, e compartilhar com seus amigos. Com a crescente popularização e adoção da banda larga, colocar e assistir a um vídeo na internet é cada vez mais simples e divertido. Conheça agora os principais serviços a disposição e programas para baixar os vídeos bacanas que encontramos por lá.

Dailymotion www.dailymotion.com

YouTube www.youtube.com

Não há como negar: o YouTube é o rei dos sites de vídeo atualmente. Nele, você pode assistir, publicar, avaliar, comentar e classificar vídeos de todos os tipos, gêneros e tamanhos. A moda de fazer vídeos caseiros para colocar na net começou aqui – e ganhou mais fôlego agora, com a possibilidade de embedar vídeos do site na página do seu perfil no Orkut. Muita gente virou celebridade instantânea com o YouTube, como Borat (em esquetes feitas antes do filme), a menina que fez a piada do bambu para Silvio Santos e a OK Go, banda que cometeu um dos clipes mais divertidos de todos os tempos com o vídeo de “Here It Goes Again”, encenado sem cortes com o quarteto em cima de oito esteiras de exercício. Há também uma versão pornô do site, o PornoTube (www.pornotube. com), que também deve ter seus mascotes. Muito do material que está no YouTube é ilegal, obviamente, mas as medidas do pessoal que reclama não são tão rápidas nem tão eficientes quanto a galera que posta. Melhor para os usuários – afinal, onde mais seria possível assistir a todos os episódios de Jaspion com a dublagem brasileira original? O maior problema do YouTube é que ele não permite o download dos vídeos. Isso é remediável, qualquer que seja sua plataforma, existem diversos programinhas na internet que fazem o serviço.

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O DailyMotion é tido por alguns como melhor do que o YouTube. Em fato, ele é mais organizado: já na página inicial, é possível conferir o destaque do dia, fazer uma busca por tags ou por canais, subir um vídeo, inscrever-se no feed RSS, acessar grupos e outras opções do tipo. Aliás, todas as opções de que você precisa estão ali e o site não exige nenhuma destreza para que possa ser navegado. Mas o DailyMotion é muito quadrado para um site de vídeos. O design é cafona, pouco ousado, não inspira vontade em navegar. Se o YouTube é desorganizado, por outro lado, ele também é descolado, tem um visual criativamente bagunçado e estimula o internauta a continuar assistindo aos vídeos pelo site. Uma vantagem que poderia ser apontada é a variedade de idiomas, que inclui o português de Potugal. A tradução, porém, é um pouco preguiçosa, com áreas sem traduzir e palavras erradas (“Registe-se”, sem R, por exemplo). Zamzar www.zamzar.com

Entre as maravilhas que a Web 2.0 proporcionou, estão as ferramentas que ajudam você a não gastar com softwares

caros e pesados para o seu computador. O Zamzar é uma delas, e uma das melhores. Trata-se de um site com uma interface muito simples, que provém um serviço útil para qualquer pessoa digitalmente alfabetizada: converter vídeos, imagens, músicas e documentos online, sem ocupar a memória do Mac e sem exigir qualquer registro ou download de software. Em vídeo, por exemplo, o site trabalha desde os formatos mais conhecidos (AVI, MOV, MP4, MPG) até os mais obscuros (FLV, RMVB, 3GP e GVI, o formato do Google Video). Recentemente, o site adicionou uma ferramenta matadora, que possibilita converter vídeos do YouTube diretamente da URL. O processo de conversão é fácil: você escolhe um arquivo de seu HD (o tamanho limite é de 100 MB), faz o upload e o site avisa que realizará a conversão. Assim que ela estiver terminada, você recebe um e-mail com o link para baixá-la. Seu arquivo convertido permanece online durante 24 horas e você pode baixá-lo quantas vezes quiser. Vodcasts.TV www.vodcasts.tv

Muitos dos sites que dizem reunir videocasts são, na verdade, clones do YouTube disfarçados. Mas não o Vodcasts, que se propõe a exibir apenas videocasts legítimos. O legal do site, entretanto, é ver programas mais profissionais, como os da MTV, VH1, CNN e até do Adult Swim, bloco adulto do Cartoon Network. Quem não se interessar por esses, pode navegar entre dezenas de outros videocasts, divididos em categorias que vão de Turismo a Games, e de Religião a Adulto (sim, a pornozada). A interface do site é um pouco poluída, mas faz o mais importante: deixa o menu de categorias e o campo de buscas bem visíveis para o usuário. Ah, e você também pode fazer upload de seus próprios videocasts, é claro, e sem necessidade de registro.

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Jumpcut www.jumpcut.com Outro serviço pioneiro, desta vez permitindo que você edite vídeos online. As opções são limitadas, mas até que bastante generosas para um site: você pode fazer upload de vídeos e fotos e organizá-los em um vídeo na ordem em que quiser, com efeitos de transição e a possibilidade de usar um MP3 de sua coleção como música de fundo. Embora não possibilite fazer um trabalho muito profissional, o site é perfeito para criar filminhos legais com fotos de uma viagem ou de uma balada para colocar no YouTube. Assim, seus amigos não precisam correr foto por foto no seu Flickr e nem baixar arquivos zip gigantescos com todas

as imagens. Ao subir o vídeo para o site, você tem a opção de torná-lo público ou privado. Se optar pelo primeiro, outras pessoas, além de visualizá-los, comentá-los e classificá-los, também poderão remixá-los, ou seja, editá-los usando o material que você uploadeou de seu computador. Parece estranho, mas é, na verdade, uma idéia muito original – imagine o que um usuário mais inspirado poderá fazer com aquelas imagens que você sempre achou sem-graça. Ou o que você poderá fazer com os mais bizarros vídeos alheios. No Jumpcut, vale tudo. O visual limpíssimo e a interface intuitiva e fácil de usar também contam bastan-

te a favor. Vale a pena dar uma olhada, nem que seja só porque você já esteja cansado do iMovie.

Ganhe dinheiro com blogs, fotologs e afins Enquanto muitos utilizam a internet e a Web 2.0 como forma de interagir e se fazer ouvir, outras pessoas vêem na revolução da WWW uma forma de ganhar dinheiro. É o caso de empresas que já apresentam uma interação maior com os usuários ou ainda pessoas comuns que tornaram seus sites populares e agora colhem os frutos. Mas qual o caminho das pedras para lucrar uns trocados com o seu trabalho? A maior aposta no mundo dos blogs são os anúncios. O sistema publicitário da Google, AdSense, por exemplo, é a preferência entre a grande parte dos usuários. Com ele, é possível disponibilizar anúncios relativos ao conteúdo escrito e, assim, ganhar alguns centavos cada vez que alguém clica em algum deles. A cada US$ 100 lucrados com a parceria, a Google envia um cheque, mas não espere que isso aconteça em pouco tempo, a menos que seu blog seja extremamente popular. Embora este modo de ganhar dinheiro seja feito em migalhas, ele pode se provar lucrativo e não é nem um pouco invasivo como são os banners chamativos ou janelas pop-ups, utilizados por parte dos escritores que esperam reverter seu esforço. Outra boa idéia é o BlogAds, um serviço em que você pode se cadastrar e dar seu valor para os anunciantes, que então procuram por populares endereços e pagam para aparecer em seu site. O que o BlogAds pede em troca? Vinte por cento de seus lucros, uma taxa um tanto aceitável para alguém fazer o meio de campo com grandes empresas. Disponível desde 2002, o sistema agora funciona pelo método de convite e não especifica em suas páginas se está restrito apenas aos escritores e empresas americanas.

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Em alguns casos, blogs e outros sites podem contar com outras parcerias interessantes, que rendem uma porcentagem do lucro em suas lojas virtuais. Por exemplo, o programa de afiliados da loja virtual Submarino. Cada item comprado por intermédio de um anúncio em seu site pode render entre 2% e 8% para seu bolso. Outro site que possui um programa semelhante é o Mercado Livre, com um sistema idêntico, mas com outras possibilidades. A cada usuário cadastrado pelo seu site que realizar alguma transação no leilão, você ganha R$ 7. A cada item vendido por seu intermédio, você ganha 30% da comissão que o Mercado Livre recebe de cada venda (cerca de 4,5% do valor do produto). Outra possibilidade é a comissão por anúncio, que rende ao site que indicou o serviço 25% da fatia do ML sobre um novo anunciante em determinadas seções do site. Para os que já transformaram seu blog ou site em uma marca e possuem boas idéias, o CafePress é uma alternativa. O site americano permite a venda de itens personalizados como xícaras, camisetas, bonés e até cuecas, que podem ser vendidas por um valor excedente sobre um preço base que é revertido ao “lojista”. Há os mais ousados, que fazem um blog pensando em um patrocínio. No exterior, tal fato é tão famoso que muitos escritores virtuais sobrevivem de seus “diários”, normalmente a respeito de um tema e que são “apadrinhados” por grandes empresas e portais. Para isto, obviamente você precisará de algo diferente, não valendo falar de como foi seu dia ou de como seus “miguxos” são “fofuxos”. Comentando fatos e noticiando as novidades a respeito de determinado nicho e com uma

constância (não adianta fazer isso em bases “de-vez-em-quandal”) você estará um passo mais perto de um patrocínio, quem sabe? Mas e se o seu caso não for escrever e sim fotografar? Ainda bem que existem possibilidades interessantes neste campo também, e uma delas é o site Fotolia, que possui uma área em português e é visitado por revistas e outros sites que desejam comprar fotos por preços tão baixos quanto US$ 1. Vendendo suas fotos exclusivamente através do site, o fotógrafo pode receber entre 50% e 64% do valor da venda (dependendo da avaliação de suas fotos), feita através de cartão de crédito ou PayPal. Aqueles que não desejarem exclusividade, podem tirar lucro entre 33% e 47% do valor escolhido para suas fotos. Os videomakers também não ficam de fora da possibilidade de ganhar um trocadinho. O portal de vídeos Revver tem como política abonar aqueles que enviam conteúdo. Quando um vídeo é mandado, a Revver insere um anúncio ao seu início que, quando assistido, dá ao seu criador 50% do lucro obtido. Os que ajudam a espalhar os vídeos online também podem lucrar: cada um deles ganha 20% por espalhar o link e, do restante, é dividido 50% para seu criador e 50% para os idealizadores da ferramenta. Como você pode ver, existem várias formas de ganhar dinheiro e estas são apenas algumas delas. Certamente, nenhuma será capaz de torná-lo um homem rico, ou renderá dinheiro fácil, embora muitas vezes possam ajudar o suficiente para, um dia, você conseguir pagar os custos de um servidor ou tirar uns centavos para um pingado com um pão na chapa...

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Aplicativos Videocue www.varasoftware.com Preço: US$ 39 O Videocue se esforça para compensar o preço salgado com uma interface simples e cheia de recursos. À direita fica o menu onde você pode colocar fotos, vídeos, áudio e, até mesmo, a transmissão da sua câmera iSight. Em cima, o preview, que exibe a montagem conforme você organizou os itens na parte de baixo. E, no lado direito, fica o teleprompter, que exibe o texto de sua escolha,

na velocidade em que você quiser e com o tamanho que você escolher. Exclusivo para Macs, o Videocue permite importar itens do QuickTime sem conversão e uploadear diretamente seus trabalhos para uma conta .Mac, além de ser integrado ao AppleScript. Seria perfeito, se não fosse um problema: ler o teleprompter na tela implica, necessariamente, em não olhar para a câmera enquanto fala. Isso pode ser bastante prejudicial para um videocast, já que faz parecer que o apresentador está desatento. TubeSock www.stinkbot.com/tubesock Preço: US$ 15 O TubeSock é o conversor supremo de vídeos do YouTube. Com integração tanto ao

Safari como ao Firefox, ele permite salvar em FLV, MP4, H.264, MP3 (se você quiser apenas áudio) e até em formatos próprios do PSP, Treo, iPhone e AppleTV. Ou seja, ele faz tudo. Existem vários outros conversores por aí, mas o problema é que são todos incompletos. O TubeSock, não. Tanta eficiência, porém, tem seu preço, que é bem salgadinho. Só vale a pena se você baixar muito os vídeos do YouTube. A versão Shareware só converte os primeiros 30 segundos de cada vídeo. ■

Creative Commons Ok, ok... você vai publicar tudo o que pensa e o que faz na Internet. Que maravilha! Pessoas do mundo inteiro poderão ver, comentar e usar suas fotos, textos e áudios... peraí! Usar? Exatamente. Publicando suas coisas na internet, você as deixa à mercê de qualquer pessoa que queira baixá-las e usá-las, tanto para uso pessoal como para comercial. Mas como assim? Não há nenhuma solução? A solução mais bacana, se você não quer ser um mercenário e vender suas fotos, músicas e afins, é a licença Creative Commons. É um sistema produzido a partir das leis de direitos autorais, que permite que você compartilhe suas criações com os outros e que também use músicas, imagens, textos e filmes online com esta licença. Ele fica no entre o “todos os direitos reservados” e o “nenhum direito reservado”. É a segurança que você pode ter de permitir que utilizem suas criações, mas sem deixar de levar crédito por isso. Todo o processo pode ser encontrado em http://creativecommons.org. São seis tipos de licença que podem ser aplicados às suas criações:

Attribution Non-commercial No Derivatives É a mais restritiva. Quem utilizar alguma coisa sua, não poderá usar comercialmente, não poderá modificar e deverá creditar você.

Attribution Non-commercial Share Alike Esta licença permite que outros modifiquem de qualquer forma seu trabalho, mas não poderão usá-lo comercialmente e deverão dar crédito a você, inclusive na modificação feita na sua obra.

Attribution Non-commercial É igual à de cima, mas você não precisa ser creditado por trabalhos derivativos da sua obra.

Attribution No Derivatives Esta licença permite redistribuição, comercial ou não, contanto que você seja creditado pela sua obra e que ela não seja modificada.

Attribution Share Alike Permite que suas obras sejam modificadas e utilizadas de forma comercial ou pessoal, contanto que tanto a obra original como as modificações provenientes dela sejam creditadas a você.

Attribution Essa é a mais livre, pois permite uso comercial ou pessoal, modificação, redistribuição, tudo sem apenas creditando a você a autoria da obra original

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