Jornal Sporting n.º 4054

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VIA VERDE PARA OS OITAVOS

PÁGS. 8-9

HOMENAGEM

Despedida de Júlio Rendeiro, uma das maiores figuras da História do hóquei em patins Leonino e nacional que partiu aos 83 anos.

PÁGS. 4-5

FUTEBOL FEMININO

Carla Armengol, da equipa principal feminina de futebol, em entrevista exclusiva: “Não duvido nada desta equipa e deste Clube”.

PÁGS. 14-16

HÓQUEI EM PATINS

Vitória clara por 5-2 no clássico contra o FC Porto depois da goleada imposta na WSE Champions League. PÁG. 25

A VITÓRIA QUE NOS MOVE

O SPORTING CP SABE QUE VENCER NÃO É UM ACTO ISOLADO, É UM CAMINHO.

Há vitórias que se escrevem no marcador – e há outras que fazem parte do nosso ADN. O Sporting vive das duas. Cada triunfo em campo, na quadra, é mais do que um resultado: é a confirmação de que a chama Leonina continua acesa, alimentada por conquistas, superação e uma vontade indomável de vencer.

O Sporting CP sabe que vencer não é um acto isolado, é um caminho. Um caminho que exige esforço, dedicação e devoção – palavras que, para nós, não são apenas um lema, mas um compromisso diário. Como dizia Nelson Mandela, “It always seems impossible until it’s done.” É essa a essência do Sporting CP: transformar o impossível numa rotina possível, graças à persistência de quem carrega o verde e branco ao peito.

Cada jogo complicado, cada lesão superada, cada minuto de resistência é um obstáculo ultrapassado que nos leva mais alto.

Celebramos mais uma etapa, mas mantemos os olhos no futuro. Porque o Sporting CP não vive apenas de vitórias: vive de procurar sempre mais. Cada triunfo é uma porta que se abre para o próximo desafio, para a próxima página da nossa História centenária.

Somos um clube que não se limita a participar – quer liderar, inspirar e deixar marca.

E se a vitória é o destino, a superação é o caminho. Caminho que percorremos juntos.

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CLUBE HOMENAGEM

ATÉ SEMPRE, GRANDE CAPITÃO!

CAMPEÃO DE TUDO NO HÓQUEI EM PATINS E UM DOS SEUS MELHORES EXECUTANTES, JÚLIO RENDEIRO PARTIU AOS 83 ANOS, MAS FICARÁ PARA SEMPRE COMO FIGURA MÁXIMA DA MODALIDADE E DO ‘SEU’ SPORTING CP. CAPITANEOU A ‘EQUIPA MARAVILHA’ QUE NA DÉCADA DE 70 DOMINOU O HÓQUEI NACIONAL E SUBIU AO TOPO DA EUROPA DE LEÃO AO PEITO E, EM SIMULTÂNEO, FOI VÁRIAS VEZES CAMPEÃO MUNDIAL E EUROPEU COM A SELECÇÃO NACIONAL.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: Museu Sporting – Centro de Documentação, José Lorvão

Partiu uma das figuras maiores do Sporting Clube de Portugal, do seu eclectismo e, em particular, do hóquei em patins. Uma modalidade que Júlio Rendeiro ajudou decisivamente a elevar sobretudo com as cores do emblema de Alvalade, mas também de Portugal (152 internacionalizações e 112 golos).

E, de verde e branco, a verdade é que não precisou de muito tempo para ficar rotulado como lenda do Clube, porque as seis temporadas em que representou o Sporting CP em pista foram de um êxito cuja dimensão o hóquei nacional ainda não conhecera. Rendeiro chegou a Alvalade para a época 1971/1972, após ter dedicado a sua carreira inteiramente ao Clube Infante de Sagres, no Porto, cidade onde nasceu. Era o passo em frente que a sua qualidade justificava, pois era já um nome consagrado como internacional: venceu os Campeonatos da Europa em 1967 e 1971 com Portugal e, pelo meio, tinha sido Campeão do Mundo (1968). E antes do sucesso desportivo, o Sporting CP foi ‘amor à primeira vista’ para Júlio Rendeiro. “Foi uma revelação extraordinária para mim porque, em termos de ambiente, era a extensão da minha casa”, confessou em entrevista à Sporting TV em 2019. “Encontrei um ambiente tremendamente baseado no amor ao clube, corporizado no espírito da Porta 10A, onde todos os atletas conviviam de uma forma intensa. Isso permitiu criar um sentido de Sportinguismo e de amor ao Clube (…) Quando vim, proveniente do Clube Infante de Sagres, que era um clube de bairro, sabia que estava a ingressar num grande clube e pensava que ia encontrar um ambiente mais impessoal, mas foi uma enorme surpresa”, enalteceu.

Sobre rodas, Rendeiro cedo exibiu as suas excepcionais credenciais como um defesa/médio de invulgar leitu-

ra de jogo e muita qualidade para impor os ritmos e manter a equipa equilibrada. A todos estes argumentos técnicos que o tornaram um dos melhores, juntou-lhe carácter e a personalidade de líder que lhe valeram com naturalidade a braçadeira de capitão e o carinho de todos os Sportinguistas.

E foi então que, sob o comando do mestre Torcato Ferreira, o Sporting CP começou a crescer e a ambicionar mais na década de 1970 após vários anos de diferentes ressurgimentos e sempre desavindo com os troféus, porque a concorrência era feroz e havia vários emblemas já instalados na modalidade. O último título verde e branco datava do longínquo ano de 1939.

Já com Rendeiro na equipa, os Leões começam a dar sinais de capacidade para se intrometerem na luta pelo topo e, depois de um quarto lugar no Campeonato em 1971/1972 e

um terceiro posto em 1973/1974, o hóquei verde e branco transformou-se numa força intransponível em Portugal.

O jejum quebrou-se finalmente em 1974/1975, um título alcançado já com António Ramalhete e Chana também de Leão ao peito e que marcou apenas o início de uma era dourada. No ano seguinte, junta-se João Sobrinho e o Sporting CP, além de alcançar o Bicampeonato, arrebata a primeira Taça de Portugal do seu palmarés, mas é em 1976 que a chegada do craque António Livramento acaba por catapultar a equipa para o nível seguinte.

E esta era ‘a’ equipa, ou melhor, a ‘Equipa Maravilha’, como ficou eternizada, com Júlio Rendeiro como capitão e maestro deste inolvidável quinteto de violinos sobre rodas, um dos melhores que já se viram na modalidade. Em pleno funcionamento, esta mítica equipa inaugurou, em

Novembro de 1976, o Pavilhão de Alvalade e nessa mesma temporada conquistou tudo o que havia para ganhar. Confirmou-se o Tricampeonato Nacional com nova ‘dobradinha’, graças à conquista outra vez da Taça de Portugal, mas a este total domínio nacional faltava a dimensão europeia que, aliás, Portugal já tinha como selecção – por esta altura, Rendeiro e esta ilustre companhia tinham levantado mais um Mundial (1974) e dois Europeus (1973 e 1975), já com o de 1977 também na ‘calha’. Então, o Sporting CP, embalado pela sua ‘Equipa Maravilha’, patinou até ao topo da Taça dos Clubes Campeões Europeus (actual WSE Champions League) para um inédito título europeu, o primeiro de um clube português, acabando com a hegemonia espanhola -desde a primeira edição, em 1965, só FC Barcelona, Reus Deportiu e CP Voltregà tinham vencido a prova.

Depois de eliminarem o Montreux HC e de terem dado a volta ao poderoso CP Voltregà (bicampeão em título) pelo caminho, os Leões deram prova cabal de que eram os melhores do ‘Velho Continente’ ao derrotar o CP Vilanova de forma inequívoca na final: vitórias por 6-0 na primeira mão e por 3-6 na segunda. Rendeiro, distinguido com o Prémio Stromp na categoria Atleta Amador no ano anterior, apontou um golo em cada jogo. O Sporting CP atingiu o cume no hóquei em patins e foi o último degrau rumo à eternidade para a ‘Equipa Maravilha’ – recebida de forma apoteótica em Lisboa – e, também, para Júlio Rendeiro, que em Outubro de 1977 colocou um “ponto final numa carreira notável”, como titulou o Jornal Sporting que cobriu o momento. A 26 de Outubro, o Pavilhão de Alvalade encheu-se para um jogo frente a uma selecção ibérica e, assim, homenagear, consagrar e despedir – entre galardões, medalhas e lembranças também – um dos mais brilhantes hoquistas da História. Mas o grande capitão pendurou apenas os patins, como fez notar então João Xara-Brasil, director do Jornal Sporting, no elogio que leu no Pavilhão e ficou transcrito na publicação verde e branca de 3 de Novembro de 1977. “Daí que o desgosto e a saudade com que hoje o vemos encerrar a sua brilhante carreira como Desportista de alta competição - em que conquistou todos os títulos possíveis! – sejam mitigados pela certeza de que o património «Leonino» não ficará mais pobre já que o Sporting, ao tempo em que perde um gigante do Hóquei, ganha potencialmente um dirigente de escol. Não lhe diremos, pois, adeus; dir-lhe-emos simplesmente... até breve!”. E assim foi. A ligação que estabeleceu com o Sporting CP foi tão forte que se fez eterna e extravasou os limites das pistas e pavilhões. Foi distinguido como Sócio de Mérito e, já como treinador, conduziu Portugal a mais um Mundial (1982) e orientou também o ‘seu’ Sporting CP. Mais tarde, Júlio

Júlio Rendeiro (à dir.) com a braçadeira de capitão

Rendeiro integrou a Comissão de Honra do Centenário do Sporting CP, foi vice-presidente da Direcção presidida por Amado de Freitas (19861988) e desempenhou funções como vogal do Conselho Fiscal entre 2002 e 2009, ano em que voltou a assumir a vice-presidência, então sob a liderança de José Eduardo Bettencourt.

Pelo que fez e foi dentro e fora das pistas, Júlio Rendeiro tinha há muito o seu lugar reservado por direito como uma das mais brilhantes estrelas da constelação que é a História do Sporting CP. Deixa um incontornável legado que atravessa gerações e uma marca indelével no imaginário Sportinguista.

SPORTING CP

PRESENTE NO ÚLTIMO ADEUS A JÚLIO RENDEIRO

Frederico Varandas, presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, esteve, no passado domingo, na Basílica da Estrela para o velório de Júlio Rendeiro. Para além do líder verde e branco, marcaram presença Francisco Salgado Zenha, André Bernardo e vários elementos do Conselho Directivo e dos restantes Órgãos Sociais do Sporting CP.

Em declarações à  Sporting TV , Frederico Varandas prestou uma homenagem a Júlio Rendeiro, que ficou conhecido principalmente – mas não só – pelo que fez enquanto jogador de hóquei em patins.

“Júlio Rendeiro é uma das glórias do nosso Sporting CP. É um desportista de eleição que representou o Sporting CP e a Selecção Nacional ao mais alto nível. Foi duas vezes Campeão do Mundo, cinco vezes Campeão da Europa, Campeão Europeu pelo nosso Sporting CP, vários títulos nacionais. Dentro do Clube, foi um atleta de eleição, treinador, vice-presidente. Parte uma das grandes glórias da nossa história”, começou por dizer o presidente verde e branco, continuando.

“Do ponto de vista pessoal, perdemos um amigo. Era uma pessoa que vivia o Sporting CP intensamente, mas sempre com muita racionalidade. Tinha bom senso, era inteligente. Tivemos a sorte de nos cruzarmos com ele quando decidimos avançar para este projecto e foi uma pessoa que apoiou este Sporting CP deste 2018. Foi nosso mandatário nas duas eleições e, mesmo antes de partir, sei que estava muito orgulhoso e feliz por ver o Sporting CP como está. Era o grande amor da sua vida. Colocava o Sporting CP acima de qualquer outra coisa”, lembrou.

OPINIÃO

ETERNO, O CAPITÃO JÚLIO RENDEIRO

A notícia chegou-me gélida através de WhatsApp, e trazia algo que não queria ler: “Morreu o Júlio Rendeiro”. E hoje, neste espaço, porque a notícia quando chegou já havia fechado a edição anterior do nosso Jornal, quero lembrar em vida este Homem natural da cidade do Porto, que começou a jogar num histórico da Invicta, o Infante Sagres, e que haveria de rumar a Lisboa para se tornar o capitão daquela que foi a primeira equipa de hóquei em patins do Sporting CP que vi jogar – e que equipa era, simplesmente estratosférica. Os Heróis nunca morrem e Júlio Rendeiro é um Herói que fará para sempre parte do imaginário de uma criança de então, que era eu, que sofria como poucos a ouvir os relatos do hóquei em patins, às escondidas dos meus pais porque no dia seguinte havia escola, e que teve o privilégio de acompanhar todo o trajecto daquela dream team que em 1976/1977 trouxe para o reino do Leão a primeira das quatro Champions League que já conquistámos na modalidade, embora ao tempo se designasse ainda de Taça dos Clubes Campeões Europeus. Desde essa conquista épica, já correram 48 anos no tempo,

mas as minhas memórias estão bem vivas. Aquele fantástico grupo, que fazia literalmente gato sapo dos adversários, superiormente treinado por Torcato Ferreira, era apenas delicioso de ver jogar. Se Ramalhete “fechava” a baliza, João Sobrinho era o “bombardeiro”, Chana a “magia” e António  Livramento o “mago”, e Carmelino, Jorge Alves, José Garrido e Carlos Alberto os suplentes que acrescentavam ainda mais qualidade à equipa, o capitão Júlio Rendeiro era o “cérebro”. Aquele que estava em todos os momentos do jogo. Aparecia sempre com aquela calma glaciar que lhe era tão peculiar, qual gentleman e voz amplamente reconhecida. A braçadeira de capitão assentava-lhe na perfeição. Era um líder único. Incontornavelmente tem uma história escrita a letras de ouro marcada para todo o sempre, não só na modalidade, mas também ficará inevitavelmente como um dos imortais do nosso Clube. Além de jogador, foi também, posteriormente, dirigente durante alguns anos. De um Sportinguismo genuíno como poucos. Sempre disponível para servir o “seu” Sporting Clube de Portugal. Um Senhor no desporto e na vida, o Engenheiro Júlio Rendeiro.  Tive o privilégio de privar com ele poucas vezes, mas todas elas deliciosas. Falar de Sporting e ouvir as suas estórias de vida Leonina era arrebatador. A última vez foi em 2023, no aniversário do Núcleo do Sporting do Seixal, quando tive o privilégio de ter ficado na sua mesa, a mesa que tinha campeões de modalidades diferentes e que me fez sentir feliz por ali estar entre eles.  Ele,

nesse dia, com a sua natural sapiência, abordou os tempos em que começou a praticar a modalidade e recordou momentos épicos passados de Leão ao peito. Todos os que lá estávamos ouvíamos com atenção aquele Senhor que era um verdadeiro gentleman. Agora, que partiu fisicamente, que não do coração de todos os Leões, o Júlio, como era tratado pelos mais próximos... para mim, o Senhor Engenheiro Júlio Rendeiro, deixa o Sporting Clube de Portugal mais pobre, mas onde estiver, estará seguramente a torcer pelo seu/nosso Clube. Até sempre, eterno capitão Júlio Rendeiro. E obrigado, muito obrigado, por tudo quanto representou para o símbolo do Leão rampante. E tanto foi!

P.S 1 – E que melhor forma teve o nosso hóquei em patins para homenagear Júlio Rendeiro, do que ganhar ao Hockey Bassano (5-0) para a Champions League e ao FC Porto (5-2) para o Campeonato Nacional. O engenheiro gostou e ficou orgulhoso, seguramente.

P.S 2 – Os meus sentimentos a Edo Bosch e a Xano Edo pela perda, respectivamente, de seu pai e avô.

P.S 3 – Este post scriptum é dedicado à vida. E o Sporting Clube de Portugal está vivo, recomenda-se e pronto a honrar e a dignificar uma História de quase 120 anos repleta de êxitos e de momentos épicos.

JUVENAL CARVALHO
Ponto final na carreira do hoquista ocupou a primeira página a 3 de Novembro de 1977

DAMAS DESPEDE‑SE DA CARREIRA DE FUTEBOLISTA

GUARDA-REDES ANUNCIOU RETIRADA DO FUTEBOL, TRÊS DIAS DEPOIS DE DEFRONTAR PELO SEU SPORTING CP O ACADÉMICO DE VISEU FUTEBOL CLUBE, JOGO QUE TERMINOU EMPATADO A DOIS GOLOS NA CIDADE BEIRÃ.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: Museu Sporting – Centro de documentação

No espaço de três dias (entre 27 e 30 de Novembro de 1988), Vítor Damas cumpriu o último jogo ao serviço do seu Sporting Clube de Portugal e anunciou o final da carreira. Um guarda-redes lendário, um ícone das balizas em Portugal e no Mundo, terminava a ligação desportiva enquanto jogador ao seu clube de sempre, numa decisão que teve tanto de rápida, como de segura, afinal a imagem de marca de um guarda-redes diferenciado e de primeiríssimo gabarito.

Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira foi o titular na baliza do Sporting CP no empate da equipa no Estádio do Fontelo diante do Académico de Viseu a dois golos. Tinha 41 anos, era um guarda-redes reconhecido em todo o país pela excelência da capacidade futebolística e a idade não beliscava a ideia de continuar a passear categoria nos relvados.

A 30 de Novembro, ou seja, três dias depois e numa decisão muito pondera, o lendário Vítor Damas anunciava o ponto final na carreira como jogador. Estes dias foram, como sempre, acompanhados ao pormenor pela reportagem do Jornal Sporting, que citava os motivos para o ponto final de Damas enquanto jogador, ressalvando mais uma prova da enorme maturidade e reflexão de Damas para a decisão.

“Deixo de jogar com a consciência tranquila e com a noção exacta de que dei tudo o que podia na minha actividade, até porque hoje, de facto, não sei fazer mais nada que não seja jogar futebol. Saio pela porta grande, sem falsas modéstias, para entrar noutra carreira, ao lado da equipa técnica do Sporting CP”, publicava o Jornal Sporting Agora, 37 anos depois, recuperamos ainda outro trecho de palavras do saudoso guarda-redes: “Foi um feeling, uma coisa cá dentro que me disse ser altura de passar o testemunho. Aconteceu precisamente no final do desafio da segunda-mão contra a Real Sociedad. Já ganhei tudo a nível nacional ao longo da minha carreira, havia apenas a grande motivação, para mim, de conquistar um troféu europeu. Como essa possibilidade infelizmente foi afastada, decidi deixar lugar a outros guarda-redes, deixar de ‘tapar’ a carreira dos meus colegas de baliza que considero perfeitamente à altura de me substituírem”.

Vítor Damas jogou 15 temporadas no Sporting Clube de Portugal, sem contar com as épocas que representou o Clube na formação e conquistou dois Campeonatos, uma Supertaça e três Taças de Portugal de Leão ao peito, além de um Campeonato sub-19. Um guarda-redes inesquecível. Privilegiados todos aqueles que tiveram o prazer de o ver jogar.

Edição do Jornal Sporting com destaque para a despedida de Vítor Damas

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

LEÕES NOS OITAVOS À BOLEIA DE FRANCISCO TRINCÃO

O SPORTING CP CONFIRMOU O FAVORITISMO E CARIMBOU A PASSAGEM AOS OITAVOS-DE-FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL, ONDE TERÁ PELA FRENTE O GD SANTA CLARA. DIANTE DO AC MARINHENSE, A EQUIPA ORIENTADA POR RUI BORGES SOUBE GERIR O JOGO COM INTELIGÊNCIA, REVELANDO PROFUNDIDADE NO PLANTEL E MATURIDADE COMPETITIVA MESMO NUM CENÁRIO DE AMPLA ROTATIVIDADE.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva, José Lorvão

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal venceu no último sábado o AC Marinhense por 3-0, carimbando assim o passaporte para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Num jogo onde o técnico Rui Borges deu naturalmente espaço à juventude, foi o Leão – maduro, sério e eficaz – a rugir mais alto, perante a resposta possível da formação que milita no Campeonato de Portugal. Ainda antes do apito inicial, e com o Estádio José Alvalade bem composto, os 35.002 Sportinguistas presentes prestaram uma sentida homenagem a Júlio Rendeiro, com um forte aplauso a anteceder e a fechar o minuto de silêncio em memória do antigo hoquista e dirigente Leonino. Celebrado o legado, em campo abriu-se espaço ao sangue novo: Rodrigo

22.11.2025

Taça de Portugal – 4.ª Eliminatória Estádio José Alvalade

SPORTING CP AC MARINHENSE

3 0

2-0 ao intervalo

Francisco Trincão (29’, 37’), Luis Suárez (81’)

Sporting CP: João Virgínia [GR], Matheus Reis [C], Hidemasa Morita, Georgios Vagiannidis (Iván Fresneda, 83’), Giorgi Kochorashvili, Francisco Trincão (Flávio Gonçalves, 67’), Alisson Santos (Geovany Quenda, 66’), Rodrigo Ribeiro (Luis Suárez, 67’), Salvador Blopa (Geny Catamo, 83’), Eduardo Quaresma e Ricardo Mangas. Treinador: Rui Borges.

Ribeiro e Salvador Blopa assumiram a titularidade, e João Virgínia, Matheus Reis, Eduardo Quaresma, Ricardo Mangas, Georgios Vagiannidis, Giorgi Kochorashvili, Hidemasa Morita e Alisson Santos também foram chamados ao onze inicial verde e branco.

Relativamente ao encontro frente ao CD Santa Clara, o último disputado pela equipa, só Francisco Trincão ‘sobreviveu’ à gestão promovida pelo técnico, que apostou assim numa equipa quase nova para esta quarta ronda da prova rainha.

E o jogo começou morno, em contraste com as baixas temperaturas que se começaram a fazer sentir nas bancadas. Com a bola trocada maioritariamente a meio-campo, o Sporting CP aproximou-se pela primeira vez com algum perigo da baliza de Ohoulo Framelin à passagem dos seis minutos, após uma veloz incursão de Alisson Santos pela esquerda.

O camisola 27 cruzou, mas Rodrigo Ribeiro não conseguiu dar o melhor seguimento à jogada. Instantes depois, Francisco Trincão, a meter da direita para dentro, tentou também alvejar a baliza, mas o remate, em força, passou por cima da trave alvinegra.

Aos 12 minutos, o internacional português repetiu o movimento, obrigando desta feita o guardião visitante a uma apertada defesa para a frente. Não apareceu ninguém para a segunda bola e, na resposta, João Vieira aproveitou o espaço para rematar de muito longe, sem qualquer perigo, à baliza de João Virgínia.

O Sporting CP começou a ‘apertar’ e as oportunidades foram-se sucedendo: primeiro, aos 16 minutos, Rodrigo

Ribeiro apareceu solto na área, após boa desmarcação de Hidemasa Morita, e rematou para uma boa mancha de Ohoulo Framelin, que desviou o esférico pela linha de fundo. Na sequência do canto, Georgios

Vagiannidis saltou mais alto do que tudo e todos e cabeceou, por cima da trave. Aos 19’, Alisson Santos e Giorgi Kochorashvili também tentaram a sua sorte, mas a bola foi-se perdendo no emaranhado de pernas da defensiva do AC Marinhense. Um minuto depois, foi novamente Rodrigo Ribeiro, com uma finta de corpo a deixar para trás dois adversários, a rematar à figura do guardião adversário.

Sem conseguir ultrapassar o bloco defensivo baixo do conjunto da Marinha Grande, o Sporting CP foi insistindo, circulando o esférico com paciência, e aos 29 minutos foi recompensado. Giorgi Kochorashvili descobriu Salvador Blopa na direita e serviu o jovem extremo, que galgou até à linha final e cruzou com precisão para Francisco Trincão. O médio, com uma entrada de rompante na área, cabeceou para o fundo das redes e desbloqueou a igualdade.    Um golpe da experiência, que oito minutos depois Francisco Trincão repetiu, desta feita com um golo de pura inspiração e talento. De frente para a baliza, recebeu um passe vertical de Eduardo Quaresma, encheu o pé e fez o 2-0 com uma bomba a aninhar-se no canto superior direito da baliza do AC Marinhense. Os visitantes ainda tentaram reagir, aos 39’, com Filipe Oliveira a subir pelo meio e a rematar sem perigo para João Virgínia, mas o Sporting CP impôs com naturalidade o seu estatuto e esteve perto do 3-0 por várias ocasiões: Rodrigo Ribeiro tentou o desvio de calcanhar, Alisson Santos

Rui Borges apostou num mix de juventude e experiência para enfrentar o AC Marinhense
Francisco Trincão, que bisou, celebra com o capitão Matheus Reis

acertou na barra aos 42’ e na sobra Salvador Blopa também rematou, mas ao lado. Já perto do intervalo, Rodrigo Ribeiro marcaria mesmo, mas o tento do avançado foi anulado por posição irregular.

No primeiro minuto da compensação, tempo e espaço para João Virgínia dar um ar da sua graça: Ricardo Matias rematou do meio da rua e o guardião do Sporting CP desviou com a luva para canto. Do outro lado, Ohoulo Framelin também brilhou, esticando-se para negar novamente o golo a Rodrigo Ribeiro, e ainda viu Giorgi Kochorashvili rematar em jeito, a centímetros da trave da sua baliza.

Ao intervalo, o Sporting CP vencia justa e merecidamente por 2-0, com controlo total do jogo e a fazer o suficiente no aspecto ofensivo para almejar a números mais expressivos no decorrer do segundo tempo. E regressou dos balneários disposto a aumentar rapidamente a diferença, não fosse mais uma excelente intervenção de Ohoulo Framelin, que fechou a sua baliza e negou um belo golo a Alisson Santos, logo aos 48 minutos. O brasileiro apareceu

RUI BORGES:

no coração da área e disparou com o pé esquerdo, mas não conseguiu superar o guardião alvinegro.

A imprimir uma toada menos intensa nesta fase da partida, os Leões geriram a posse sem tirar da cartola nenhum lance com selo de golo. Já o AC Marinhense foi expedito a aproveitar um erro defensivo do Sporting CP para testar os reflexos de João Virgínia: Rayan Santos recuperou a bola e rematou ao canto inferior esquerdo da baliza, mas não bateu o português, que se esticou e defendeu sem dificuldades.

Aos 59 minutos, um lance caricato podia ter dado o 3-0: após um alívio curto para Ohoulo Framelin, o camaronês saiu da área e tentou afastar a bola, mas Rodrigo Ribeiro esticou o pé e o ressalto passou a milímetros do poste visitante.

Com 25 minutos por disputar, Rui Borges fez as primeiras mudanças no tabuleiro de jogo: retirou Alisson Santos, Francisco Trincão e Rodrigo Ribeiro e lançou Geovany Quenda, Flávio Gonçalves – em estreia absoluta na competição – e Luis Suárez. E o Sporting CP continuou dominante, mas sem construir grandes situa-

ções para aumentar a vantagem: aos 74’, Matheus Reis e Hidemasa Morita dispuseram de boas oportunidades, mas os remates de um e outro terminaram na bancada.

Quem não desperdiçou foi Luis Suárez, que marcou o seu nono golo na temporada e o primeiro na prova rainha: aos 81 minutos, o colombiano apareceu no sítio certo, à boca da baliza, e só precisou de encostar para o 3-0. após um passe cirúrgico de Geovany Quenda no corredor

esquerdo. Um tento vindo do banco para sentenciar definitivamente a partida.

Logo depois, Rui Borges substituiu Georgios Vagiannidis e Salvador Blopa e deu minutos a Iván Fresneda e Geny Catamo. Foi já em superioridade numérica que o Sporting CP encarou os instantes finais da partida: o AC Marinhense, com as substituições esgotadas, defendeu-se com dez homens e muita honra, após Brahima Diallo sair em claras

dificuldades físicas. Já em modo gestão, os Leões ainda podiam ter feito o 4-0 no último lance da partida: Geny Catamo meteu da direita para dentro e rematou em arco, com jeito e igual força, mas a bola passou a rasar o ferro e o árbitro apitou para o final da partida. O Sporting CP segue assim em frente na Taça de Portugal e o GD Santa Clara é o adversário que se segue. A partida nos Açores vai disputar-se a 16 ou a 18 de Dezembro.

“DOU UMA NOTA MUITO POSITIVA À EQUIPA”

Após a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, Rui Borges esteve presente no Auditório Artur Agostinho e fez uma análise à vitória por 3-0 diante do AC Marinhense.

Análise à partida

“Dou uma nota muito positiva pela seriedade, humildade, entrega e calma que tivemos. Uma primeira parte mais intensa, com bola, e uma segunda parte mais lenta, mas onde fomos sérios nas transições. Estes jogos acabam por ser perigosos, porque podemos deixar a equipa adversária atacar em contra-ataque, mas mantivemo-nos sempre sérios, e exigentes uns com os outros, até ao fim.

Muito honestamente, fiquei contente com a prestação de todos. Há detalhes, individuais, onde os jogadores, que estão em processo de melhorias, têm noção dessas valias que precisam de trabalhar. Fiquei muito feliz com toda a equipa, mantiveram-se todos ligados e sérios. Triste só porque o Rodrigo [Ribeiro] não fez golo. Fez um belíssimo jogo e tive

pena que não tenha tido a sorte de marcar, porque merecia estrear-se também nesse capítulo”.

Crescimento de Rodrigo Ribeiro “É um miúdo que tem tido um crescimento enorme e acho que pode jogar como avançado e atrás do avançado. É refinado, um predestinado em termos técnicos, toma boas e diferentes decisões. É muito focado e, por isso, jogou na frente, quando na equipa B tem jogado noutra posição - aquela onde treina na equipa A.

Esta foi a conversa que tivemos com ele no início da época: às vezes, os miúdos querem dar um passo à frente em relação ao seu momento. O Rodrigo apareceu muito cedo. A Segunda Liga vai dar-lhe mais competências, exige-lhe outras coisas. Costumo dizer que só controlo 20% do rendimento da equipa, porque o restante são tomadas de decisão individuais e colectivas. E mais do que ele ir para a Primeira Liga, ter 200 minutos, precisou de perceber que sendo jogador do Sporting CP, é melhor jogar 2000 minutos na equipa B, ter golos e crescer. E esse crescimento natural, contínuo, vai proporcionar-lhe coisas que o treino não dá.

Os miúdos têm de perceber isso, ele percebeu, e para o ano possivelmente será olhado de outra forma, interna e externamente. Por isso é que disse que fiquei triste por ele não ter feito golo: tem tido uma capacidade enorme de aprender, de ler o jogo, e isso deixa-me feliz”.

Francisco Trincão “Foi poupado na Selecção, por isso não fazia sentido não ser opção. Estava bem, fresco, queria jogar, esteve sério – às vezes os jogadores mais virtuosos podem entrar em excessos – mas foi uma solução e ainda bem que ainda bem que a tivemos. Fez dois golos que muito mereceu, tem feito grandes jogos e tem-lhe faltado apenas essa sequência.

Obviamente, respeito a opção do Seleccionador, é o meu Seleccionador e vou apoiá-lo a 100% sempre, porque sou português. Não vou meter-me nas suas decisões, porque a justiça é muito relativa. A Selecção tem grandes jogadores, jogam todos eles em grandes clubes, é difícil escolher 11 e deixar outros 11 de fora, todos titulares nos seus clubes e com qualidade acima da média. Fico feliz por vê-lo na selecção, como ao Pedro Gonçalves, ao Rui Silva, opções mais regulares, ou ao Geovany Quenda e ao João Simões, que também poderão estar... até o [Ricardo] Mangas, que acredito que pode lá chegar e ser solução”.

Recurso aos jogadores mais jovens “Se não acreditasse que são capazes de dar resposta a qualquer momento, nem sequer nestes jogos os colocaria a jogar. Revejo muita qualidade em todos eles, têm dado uma resposta muito boa na equipa B e têm-nos passado essa confiança a nível individual. O Salvador Blopa fez mais uma assistência, na Taça da Liga já todos tinham dado uma boa resposta também. O Blopa deu-nos mais uma demonstração muito boa da sua capacidade perante uma equipa de bloco baixo, tirou muitos cruzamentos com muita qualidade, por isso correspondeu às expectativas, como todos. O Flávio [Gonçalves] é diferenciado e vamos socorrer-nos deles, com o tempo, não apenas nas Taças mas noutras competições também.

Dentro daquele que é o plano imediato, vão provavelmente continuar a trabalhar connosco, podem ser importantes tendo em conta as baixas que temos. São jogadores para os quais olhamos com uma boa perspectiva futura e nos quais acreditamos muito. Quando tiverem de dar resposta na equipa A vão dar, e quando assim não for estarão no seu  habitat  natural, que é a equipa B. Eles sabem que não podem descurar o seu trabalho e talvez por isso é que têm sido chamados mais vezes”.

Sportinguistas prestaram sentida homenagem a Júlio Rendeiro

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

DE VOLTA AO CAMPEONATO

MAIS DE 20 DIAS APÓS O JOGO NOS AÇORES, CONTRA O CD SANTA CLARA, O SPORTING CP ACTUA NOVAMENTE PARA A LIGA PORTUGAL

COM

A RECEPÇÃO

AO CF ESTRELA DA AMADORA.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: José Lorvão

Depois da Taça de Portugal e da UEFA Champions League, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal está de volta à Liga Portugal para receber o CF Estrela da Amadora às 18h00 deste domingo, 30 de Novembro. O jogo é referente à 12.ª jornada da prova e vai ter lugar no Estádio José Alvalade. Os Bicampeões Nacionais – segundos da tabela classificativa com 28 pontos, menos três do que o FC Porto – chegam a este desafio após três triunfos consecutivos para a Liga (CD Tondela, FC Alverca e CD Santa Clara). Já os tricolores, que ocupam a 13.ª posição do campeonato, com 11 pontos, os tricolores somam duas vitórias, cinco empates e quatro desaires. Na última jornada, que se seguiu a uma tremenda vitória por 3-5 no terreno do Casa Pia AC, aconteceu um empate a um golo na recepção ao CD Nacional.

Na Taça de Portugal, o CF Estrela da Amadora foi eliminado na terceira eliminatória, perdendo em casa do FC Alpendorada, do Campeonato de Portugal, por 3-1.

Orientado por João Nuno, treinador de 40 anos

que substituiu José Faria em Setembro proveniente do CF “Os Belenenses”, o CF Estrela da Amadora conta com alguns jogadores bem conhecidos dos Sportinguistas. Na baliza, o titular tem sido Renan Ribeiro, vencedor de uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga de Leão ao peito em 2018/2019, enquanto

ÚLTIMO ONZE DO CF ESTRELA DA AMADORA EMPATE FRENTE AO CD NACIONAL (1-1)

Renan Ribeiro

Atanas Chernev Luan Patrick Guilherme Montóia

Jefferson Encada Paulo Moreira Oumar Ngom Sidny Cabral

Abraham Marcus Robinho

Kikas [C]

o suplente é Diogo Pinto, guardião formado em Alcochete que conquistou a Liga com a equipa principal em 2023/2024. No ataque, Jovane Cabral - Campeão Nacional, vencedor da Taça de Portugal, da Supertaça e de três Taças da Liga ao serviço do Sporting CP - está na segunda temporada nos estrelistas. Em destaque estão, também, Sidny Cabral, melhor marcador do CF Estrela da Amadora (cinco golos), assim como os defesas Atanas Chernev e Luan Patrick, o médio Paulo Moreira, o extremo Abraham Marcus ou o ponta-de-lança Kikas. Nota ainda para Jefferson Encada, jogador formado no emblema Leonino. Historicamente, os embates entre Sporting CP e CF Estrela da Amadora costumam sorrir aos Leões. Dos 38 jogos já realizados (36 para a Liga e dois para a Taça de Portugal), 28 terminaram com a vitória verde e branca, registando-se ainda oito empates e quatro derrotas.

Em 2024/2025, o Sporting CP venceu por 5-1 na recepção ao CF Estrela da Amadora, igualando os triunfos com as maiores diferenças no marcador (0-4 em 1993/1994, 6-2 em 1995/1996 e 4-0 em 2003/2004). A 1 de Novembro de 2024, ainda com Rúben Amorim no banco de suplentes, Viktor Gyökeres apontou um póquer e Maxi Araújo fez o último golo em mais um bom resultado rumo ao que seria o Bicampeonato. Na segunda volta, no Estádio José Gomes, o Sporting CP venceu por 0-3, agora com um bis de Viktor Gyökeres e um tento de Geovany Quenda. Por outro lado, o último desaire aconteceu a 9 de Dezembro de 2005, quando o CF Estrela da Amadora foi a Alvalade vencer por 0-1.

O jogador com mais golos nos duelos entre as duas equipas é Liedson, que facturou nove vezes em dez partidas. Seguem-se Viktor Gyökeres (seis golos), Ricardo Sá Pinto e Ivaylo Yordanov (quatro cada um). Do lado do CF Estrela da Amadora, Marquinhos Pitbull, Renato Anjos e Gaúcho, com dois golos cada contra o Sporting CP, são os principais artilheiros. 15.º classificado em 2024/2025, o CF Estrela da Amadora quer, certamente, ter uma temporada mais tranquila em 2025/2026, pelo que cada ponto pode ser decisivo nesse sentido. Da mesma forma, o Sporting CP não se quer dar ao luxo de desperdiçar pontos cruciais para o objectivo do Tricampeonato. Ingredientes mais do que suficientes para um jogo apetecível ao fim da tarde de domingo.

NOVA DESLOCAÇÃO AOS

AÇORES, AGORA PARA A TAÇA DE PORTUGAL

O Sporting Clube de Portugal vai visitar o CD Santa Clara, nos Açores, para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Em caso de triunfo, os actuais detentores da Taça de Portugal vão defrontar o emblema que ganhar no confronto Vitória SC vs. AFS, ditou o sorteio realizado na terça-feira na Cidade do Futebol.

O CD Santa Clara vs. Sporting CP e os restantes jogos dos oitavos-de-final vão acontecer entre 16 e 18 de Dezembro, sendo os ‘quartos’ entre 11 e 15 de Janeiro de 2026.

Viktor Gyökeres espalhou o terror pela defesa tricolor na época passada

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

‘CAMBALHOTA’ FORA DE HORAS PROLONGA CAMINHADA EUROPEIA DAS LEOAS

CRENÇA NUNCA FALTOU, ENQUANTO A EFICÁCIA, EMBORA TARDIA, CHEGOU A TEMPO DE REDIRECCIONAR AS LEOAS RUMO AOS ‘QUARTOS’ DA UEFA WOMEN’S EUROPA CUP. FOI A GOLEADORA TELMA ENCARNAÇÃO A MUDAR O DESTINO DO SPORTING CP, VIRTUALMENTE ELIMINADO À ENTRADA PARA OS ÚLTIMOS VINTE MINUTOS: COM UM GOLO FORÇOU O PROLONGAMENTO E COM OUTRO CONFIRMOU A REVIRAVOLTA ANTES DE CARLA ARMENGOL CARIMBAR O PASSAPORTE. SEGUE-SE O HAMMARBY IF (SUÉCIA).

Texto: Luís Santos Castelo, Xavier Costa Fotografia: Isabel Silva

Depois do empate na Escócia (1-1), a equipa principal feminina de futebol do Sporting CP garantiu, na quarta-feira da semana passada, um lugar nos quartos-de-final da UEFA Women’s Europa Cup ao ter vencido o Glasgow City FC por 3-1, após prolongamento, na segunda mão dos ‘oitavos’ (4-2 no agregado).

A entrada Leonina até foi muito afirmativa no Estádio Aurélio Pereira, mas sem recompensa perante o emblema líder invicto (10V 1E) do campeonato escocês, que contou com a atenção da sua guardiã Lee Alexander para defender os remates de Carolina Santiago – muito perigoso – e Telma Encarnação logo nos instantes iniciais.

O Sporting CP continuou muito pressionante e com capacidade para chegar a zonas de finalização, porém faltou sempre melhor destinatário aos vários cruzamentos ensaiados. Já depois de a centrocampista Daniela

19.11.2025

UEFA Women’s Europa Cup Oitavos-de-final – 2.ª mão

Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP GLASGOW CITY FC

3 1

(A.P.)

0-1 ao intervalo 1-1 no tempo regulamentar

Telma Encarnação (73’, 100’), Carla Armengol (106’)

Nicole Kozlova (41’)

Sporting CP: Anna Wellmann [GR], Beatriz Fonseca, Ashley Barron, Mackenzie Cherry, Madison Haugen (Érica Cancelinha, 106’), Brenda Pérez [C] (Jeneva Gray, 68’), Daniela Arques, Flor Bonsegundo (Cláudia Neto, 75’), Maísa Correia (Carla Armengol, 68’), Carolina Santiago (Ana Capeta, 68’), Telma Encarnação (Brittany Raphino, 101’). Treinador: Micael Sequeira.

Disciplina: cartão amarelo para Telma Encarnação (40’), Beatriz Fonseca (83’), Ana Capeta (88’) e Catarina Potra (101’).

Arques ter tentado a sua sorte, sem sucesso, de fora da área, Maísa Correia – titular no lugar que tinha sido de Carla Armengol na Escócia – só não capitalizou um mau atraso defensivo porque uma mão salvadora de Lee Alexander evitou que seguisse para a baliza vazia.

Passada a primeira meia hora, no entanto, esse ímpeto começou a dissipar-se e o Glasgow City FC, que até então apostara num jogo mais directo sem efeitos prácticos, conseguiu não só reequilibrar o domínio da partida como chegar, pelos 41 minutos, ao golo que as Leoas tanto perseguiram. Às escocesas, que ainda não tinham ameaçado a baliza de Anna Wellmann, bastou tirar proveito máximo de um livre lateral bombeado para a área. Após um primeiro desvio no ar, Nicole Kozlova surgiu ao segundo poste para a emenda final e colocou a sua equipa a vencer e, por isso, em vantagem na corrida pelo apuramento.

Tal como na primeira mão (1-0 ao intervalo), o Sporting CP voltou a ter de ir para a segunda parte obrigado a correr atrás do prejuízo e a primeira resposta esboçada deu-se através de um cabeceamento desenquadrado da central Ashley Barron, na sequência de uma bola parada.

No entanto, frente a um Glasgow City FC sempre pronto a contra-atacar, as Leoas sentiram dificuldades para levar o jogo para o meio-campo adversário e Micael Sequeira, aos 68 minutos, arriscou com uma tripla-substituição em busca de renovar a energia: entraram Jeneva Gray, Carla Armengol e Ana Capeta. E o impacto não podia ter sido melhor, nem mais imediato.

Carla Armengol, recém-entrada, flectiu para dentro e com um passe preciso sobre a linha defensiva permitiu a Telma Encarnação isolar-se e, de primeira, a avançada assinou o necessário 1-1 aos 73 minutos – já tinha marcado o golo do empate na Escócia. Telma

Encarnação voltou a marcar ao Glasgow City FC, desta feita para decidir a eliminatória

Foi o ‘clique’ que faltava para soltar definitivamente as Leoas e tornar o jogo de sentido único até final. Cláudia Neto entrou e testou logo a guarda-redes adversária, Ana Capeta, de longe, também deixou um aviso, mas foi de livre directo que o golo esteve mesmo à vista. A fantástica cobrança de Telma Encarnação esbarrou com estrondo no poste já a poucos minutos dos 90’.

Apesar da insistência verde e branca, a eliminatória só se decidiu no prolongamento, onde as comandadas de Micael Sequeira continuaram por cima e a somar oportunidades até que aos 100 minutos a tão merecida reviravolta concretizou-se. Beatriz Fonseca ganhou a linha sobre a direita e, em esforço, conseguiu cruzar para o cabeceamento mortífero ao primeiro poste de Telma Encarnação para o 2-1. Foi enorme a festa verde e branca, mas não se ficou por aqui. Logo no arranque da segunda parte do prolongamento, Carla Armengol arranjou espaço na área e com um grande pontapé assinou o 3-1 – e o seu primeiro golo de Leão ao peito - que selou o destino Leonino na Europa e recolocou o Sporting CP no caminho das vitórias, cinco jogos depois.

Na próxima fase, que só se disputa em Fevereiro de 2026 (entre os dias 11/12 e 18/19), as Leoas terão pela frente o Hammarby IF (Suécia) nesta primeira edição da UEFA Women’s Europa Cup. Desta vez, o Sporting CP jogará a primeira mão em casa e a segunda fora, em Estocolmo.

MICAEL

SEQUEIRA: “NO PROLONGAMENTO, AS JOGADORAS SUPERARAM SE”

No final da partida, o treinador das Leoas fez o rescaldo da vitória e do apuramento europeu em conferência de imprensa.

Análise ao jogo

EM FRENTE NA PROVA RAINHA

No domingo, as Leoas visitaram e golearam a A. Académica de Coimbra por 0-10 na terceira eliminatória da Taça de Portugal.

As Leoas, que entraram em campo com Catarina Potra, Tânia Rodrigues, Mackenzie Cherry, Érica Cancelinha, Madison Haugen, Rita Fontemanha, Jeneva Gray, Flor Bonsegundo, Matilde Nave, Ana Capeta e Carolina Santiago, não tiveram problemas em superiorizar-se ao conjunto que actua no quarto escalão e seguem em frente na prova-rainha.

Ao intervalo, o resultado registava um 0-2 no marcador graças aos tentos de Ana Capeta e Érica Cancelinha. As duas jogadoras fizeram os respectivos segundos golos nos 45 minutos finais, aumentando a diferença para 0-4, e seguiu-se um póquer de Telma Encarnação com Carolina Santiago também a facturar pelo meio.

Com 0-9, o 0-10 chegou já perto do apito final e por intermédio de Carla Armengol.

O Sporting CP volta a jogar já só em Dezembro, visitando o Rio Ave FC para a Liga.

“O ambiente é o melhor possível depois desta exibição. Depois de estar a perder, tivemos este discernimento e calma para dar a volta perante um adversário que ainda não tinha perdido [nas competições domésticas]. Penso que é uma passagem muito justa, mas ir a prolongamento foi um castigo muito pesado. Entrámos muito bem no jogo, mas sofremos golo de bola parada, no único lance do Glasgow City FC na primeira parte. Mantivemos a calma, as jogadoras fizeram uma grande segunda parte e com um grande golo da Telma [Encarnação] chegámos à igualdade. No prolongamento, as jogadoras superaram-se e ganhámos com toda a justiça para chegar aos quartos-de-final”.

A saída de Telma Encarnação após o ‘bis’

“É a tal capacidade de superação das nossas jogadoras. Não estava no plano tirar a Telma, porque tem muita eficácia, mas quando estávamos a preparar a substituição [a pedido da jogadora ainda com 1-1] felizmente surgiu esse lance e fez mais um grande golo. Comprova o bom momento que está a atravessar, como todas as jogadoras, porque o Sporting CP não teve uma má fase. Tivemos muitos jogos e a equipa quebrou anímica e fisicamente porque não estamos habituados a estas andanças, mas hoje as jogadoras deram a prova de que estão cá, com muita qualidade e confiança”.

A tripla substituição que ajudou a mudar o jogo

“Estávamos a perder acutilância ofensiva, pouca chegada à pressão e com isso queríamos continuar a carregar. Sentimos desgaste também no Glasgow City FC, demos mais velocidade, chegamos mais à frente e resultou, porque todas entraram muito bem. As jogadoras estão de parabéns”.

IDA A BRAGA PARA A TAÇA DE PORTUGAL

O Sporting CP vai visitar o SC Braga para a quarta eliminatória (ou oitavos-de-final) da Taça de Portugal, ditou o sorteio realizado na terça-feira na Cidade do Futebol.

As Leoas vão ao Minho no fim-de-semana de 13 e 14 de Dezembro.

Alexandre Silva, team manager da equipa verde e branca, esteve presente no sorteio e reagiu logo após conhecer o adversário. “É uma final antecipada, mas vamos lá para ganhar. É uma competição que queremos muito ganhar e é um jogo histórico no futebol feminino. (...) O Sporting CP entra em todas as provas para ganhar e a Taça de Portugal é uma delas, até por ser emblemática e ter um sentimento especial”, disse na transmissão do sorteio por parte da Federação Portuguesa de Futebol.

A reforço espanhola a festejar o seu primeiro golo no Sporting CP

CARLA ARMENGOL

“NÃO DUVIDO NADA DESTA EQUIPA E DESTE CLUBE”

AOS 27 ANOS, CARLA ARMENGOL ESTÁ NA PRIMEIRA TEMPORADA DE LEÃO AO PEITO E ESTREOU-SE A MARCAR PELO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL NA SEGUNDA MÃO DA ELIMINATÓRIA EUROPEIA COM O GLASGOW CITY FC. EM ENTREVISTA AO JORNAL SPORTING, A AVANÇADA ESPANHOLA ESTÁ FELIZ COM OS MESES INAUGURAIS DE VERDE E BRANCO E REVELOU CONFIANÇA NO SUCESSO DA EQUIPA ORIENTADA POR MICAEL SEQUEIRA: “HÁ QUE PROCURAR DEIXAR O CLUBE ONDE MERECE ESTAR, QUE É O LUGAR MAIS ALTO”.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva, Francisco Lino Falamos alguns dias após o apuramento para os quartos ‑de‑final da UEFA Women’s Europa Cup após o triunfo na eliminatória com as escocesas do Glasgow City FC. Como está o ambiente depois do objectivo cumprido? Estamos com muita energia. Vínhamos de alguns jogos para

as competições domésticas em que não tínhamos conseguido a vitória e passar aos quartos-de-final da UEFA Women’s Europa Cup é muito importante. Dá-nos motivação para continuar a trabalhar e enfrentar tudo o que aparecer pela frente.

Foi uma eliminatória equilibrada, mas ficou a impressão que o Sporting CP foi a melhor equipa. Concorda?

Na Escócia, custou-nos um pouco e o jogo foi mais equili-

brado, ainda que tenhamos tido mais bola. No entanto, aqui demos um passo em frente. Preparámos muito bem o jogo e a diferença viu-se em campo. Fomos bastante superiores e o resultado foi prova disso.

Na segunda‑mão, apontou o terceiro golo Leonino já no prolongamento, confirmando assim a passagem. Foi o seu primeiro de Leão ao peito. Como foi esse momento?

Estava ansiosa para que chegasse o dia em que me estreava a marcar pelo Sporting CP. Fiquei muito contente. Marcar e ajudar a equipa a passar é muito importante. A nível individual, foi muito bom para ganhar confiança.

“PREPARÁMOS MUITO BEM O JOGO [COM O GLASGOW CITY FC] E A DIFERENÇA VIU-SE EM CAMPO”

Seguem se, agora, as suecas do Hammarby IF, um adver sário complicado. Quais são as expectativas?

Os objectivos são os mesmos: tentar fazer um bom trabalho e conseguir a vitória. Vai ser mais difícil, a cada passo que damos encontramos melhores equipas, mas vamos tentar fazer o que sabemos.

Desde 2019/2020, quando se estreou na UEFA Women’s Champions League com a camisola do FC Barcelona, que não disputava competições europeias. Foi bom voltar?

Sim. Quando assinei pelo Sporting CP e percebi que ia voltar a jogar competições europeias foi muito positivo. Deixou-me muito entusiasmada e quero chegar o mais longe possível.

O início da temporada tem tido altos e baixos. Como avalia os primeiros meses de 2025/2026?

Começámos muito bem, mas tivemos depois uma fase difícil com cinco jogos sem vencer. São coisas do futebol e o último jogo com o Glasgow City FC deu-nos energia para seguir em frente.

muito grande, com muita história”. Alguns meses depois, qual é o balanço que faz?

Muito bom. Não duvido nada desta equipa e deste clube. Vamos chegar longe e dar muitas alegrias aos adeptos.

É a primeira experiência fora de Espanha. O Sporting CP e Portugal foram a melhor combinação para se estrear internacionalmente?

Claro. É um país muito próximo a Espanha e a mudança não é muito grande. Estou muito feliz. Gosto das companheiras e da cidade também.

“DESDE QUE CHEGUEI QUE

ME ACOLHERAM MUITO BEM”

Está adaptada?

Sim, não foi nada complicada. Desde que cheguei que me acolheram muito bem, tanto por parte do staff como das companheiras. Temos um grupo muito bom, o que se nota dentro de campo. Adaptar-me não me custou nada.

Contar com as compatriotas Brenda Pérez, já com vários anos de Sporting CP, e Daniela Arques foi importante? Partilhar o balneário com outras espanholas deixou-me mais à vontade. Quando chegamos a uma equipa nova, os primeiros dias são sempre mais complicados e elas ajudaram-me muito.

“SURPREENDEU-ME BASTANTE O PROFISSIONALISMO DO CLUBE”

O que mais gosta no Sporting CP? E o que mais a surpreendeu?

Surpreendeu-me bastante o profissionalismo do Clube. É muito positivo e deixa-me muito agradada. Gosto, também, que seja uma equipa e um clube muito familiar.

Para além de Daniela Arques, o Sporting CP tem várias ou tras jogadoras jovens na equipa principal. Considera que o futuro está assegurado para a equipa?

Sim. Podem ser muito jovens, mas têm muito talento e experiência. São como nós. Podem ser novas na idade, mas estão a demonstrar que podem perfeitamente ser o futuro do Sporting CP. Tem-se visto isso nos jogos.

Está confiante num bom momento para o resto da temporada?

Sim. Estou muito convencida de que vamos dar a volta aos jogos menos positivos. Se continuarmos a trabalhar assim e a ser o grupo que somos, vamos conseguir muitas coisas.

Conquistar troféus é um objectivo claro?

Sim, tanto a nível individual como colectivo. Um clube como o Sporting CP tem de procurar conseguir o máximo de títulos possível. Há que procurar deixar o Clube onde merece estar, que é o lugar mais alto.

O que podem esperar os Sportinguistas até ao final de 2025/2026?

Da minha parte, podem esperar que faça o meu trabalho, que aproveite os minutos que tenho em campo e que tente fazer golos e assistências para ajudar a equipa ao máximo. Esperemos que seja assim. >>

DIFERENTES, O QUE

“EM CADA EQUIPA QUE PASSEI, VIVI EXPERIÊNCIAS

AJUDA A CRESCER NO FUTEBOL E COMO PESSOA”

Considera que esta última eliminatória europeia pode ser vir como ponto de viragem para o Sporting CP se apresen tar mais consistente?

Sim. Depois da dinâmica menos positiva, conseguir uma vitória pode ser muito importante. Vamos trabalhar para, nas restantes competições, voltar a estar mais regulares.

Voltando ao passado, como começou a jogar futebol?

Comecei com seis anos, na escola, com rapazes. Fui depois para o FC Barcelona, onde já joguei com meninas e que representei durante dez anos. Mais tarde, já como sénior, joguei no Sevilla FC, no Deportivo Alavés e no Real Betis Balompié.

Quem eram as suas maiores referências nessa altura? Olhava muito para as jogadoras do FC Barcelona, assim como para o Neymar. No geral, gostava de jogadoras da minha posição, com drible e velocidade. Era muito fã da Alexia [Putellas], por exemplo.

Esses muitos anos de experiência no FC Barcelona e nou‑ tros emblemas do mais alto escalão do futebol espanhol deixaram na completamente preparada para este desafio do Sporting CP?

Sim. Em cada equipa que passei, vivi experiências diferentes, o que ajuda a crescer no futebol e como pessoa. Fez-me chegar aqui em boas condições.

“VAMOS CHEGAR LONGE E DAR MUITAS ALEGRIAS AOS ADEPTOS”

Na apresentação, em Julho, garantiu estar motivada e com “expectativas elevadas” para representar “um clube

“Se continuarmos a trabalhar assim, vamos conseguir muitas coisas”, garantiu Carla Armengol ao Jornal Sporting

OPINIÃO

IN MEMORIAN

JÚLIO RENDEIRO – No final da semana passada a notícia veio fria, cortante… o grande Campeão Júlio Rendeiro partiu! Ele que já estava, por direito próprio e há décadas, no Olimpo dos Campeões! Deixa um rasto de saudade crescente, de dor profunda, de vazio imenso! Conheci o Júlio Rendeiro quando, há quase 20 anos, fizemos ambos parte do Conselho Fiscal, na presidência de Filipe Soares Franco. Mais tarde voltei a encontrá-lo, quando – em 2012 – ingressei no Grupo Stromp. Sempre – nesses fóruns privilegiados da vida Sportinguista – apreciei a sua postura, a inteligência das suas análises, a ponderação dos seus raciocínios. A qualidade das suas intervenções, muitas vezes fundadas na sua experiência desportiva, nos anos de balneário, no profundo conhecimento do que são os desportos colectivos e nestes da importância da equipa, das suas dinâmicas, no interior da equipa e no modo como a mesma se projecta e deve apresentar para o exterior, incluindo perante adversários. Foi um enorme desportista, um dos nossos melhores. E foi também um prestigiado dirigente, sempre escutado, sempre

PERGUNTAS RÁPIDAS COM CARLA ARMENGOL

Maior referência no futebol?

Neymar

Melhor amiga que fez no futebol?

Noelia Salazar

Colega mais divertida no Sporting CP?

Jeneva Gray

Colega que se veste pior?

Julia Woźniak

Prato português favorito?

Bacalhau à brás

Prato espanhol favorito?

Tortilha de batata

Melhor momento da carreira?

Quando subi à equipa principal do FC Barcelona

Artista musical que tem ouvido bastante?

Aitana

Principais interesses para além do futebol?

Estar com os amigos, ir ao cinema ou ao centro comercial

Melhor jogo que já viu ao vivo?

FC Barcelona 6-1 PSG (2017)

Uma palavra para descrever a experiência no Sporting CP até ao momento?

Incrível

respeitado. Foi também, como todos sabemos, Campeão na sua modalidade de eleição, o hóquei em patins. Aí – no seu Clube, o Sporting CP – foi capitão de equipa, Campeão Nacional em distintas épocas, vencedor de vários troféus, incluindo Taças de Portugal, conquistando – em 1977 – a mítica Taça dos Clubes Campeões Europeus (a primeira por um clube português)! Foram os tempos da “Equipa Maravilha”, a tal de Ramalhete, Rendeiro (ele próprio!), Sobrinho, Chana e Livramento! Na Selecção Nacional, com base neste mesmo “cinco”, ganhou tudo, foi Campeão Europeu e Mundial, várias vezes. Foi também treinador, incluindo do Sporting CP e seleccionador nacional, onde voltou a ser Campeão do Mundo. Foi Sócio de Mérito do Clube, Prémio STROMP como atleta, vice-presidente do Sporting CP com Amado de Freitas e José Eduardo Bettencourt, membro do Conselho Fiscal com Dias da Cunha e Soares Franco. Foi um Leão, um dos nossos melhores! Curvo-me, unido a todos os Sportinguistas, em sua homenagem. Obrigado, Júlio! Até sempre, Rendeiro! Paz à sua alma!

RUGIDOS DE LEÃO / FREDERICO VARANDAS – Este ano (só agora abordo este tema pois razões pessoais e profissionais impediram-me de escrever na semana passada) os Rugidos de Leão, evento anual de grande tradição Sportinguista, organizado pelo “Leão de juba alta” Bernardes Dinis, sempre na zona de Leiria, teve um especial impacto… o discurso do nosso presidente, Frederico Varandas, bateu forte, impactou nos

nossos mais directos adversários e calou fundo na alma dos Sportinguistas. O nosso presidente respondeu à lenga-lenga dos nossos adversários, sublinhando o bafio que emana desses discursos e dos comportamentos e atitudes dos mesmos. As reações não se fizeram esperar, por omissão ou por pífios comunicados. A nota ficou dada. O Sporting CP está vivo, está presente, está alerta! E vai lutar, sempre e sempre, doa a quem doer, com coragem e com denodo! Com esforço! Com dedicação! Com devoção! Força, presidente!

CHAMPIONS – Jogamos esta semana com o Club Brugge KV, na quinta jornada desta fase do “Grande Grupo”. Jogamos para ganhar! Ganhar e fazer dez pontos! Sabemos que podemos, desde logo porque no ano passado, também por esta altura, mas na Bélgica, estivemos a um passo dessa vitória. Agora, no nosso José Alvalade, com o apoio vibrante da sempre dedicada e presente massa Associativa Leonina, vamos em busca dos três pontos! Força, Leões! Nós acreditamos em vocês!

CAMPEONATO NACIONAL – Regressa no fim-de-semana o Campeonato. Jogamos no domingo com o sempre atrevido CF Estrela da Amadora, no José Alvalade. Será a décima terceira jornada e – como sempre – é para lutarmos pela vitória! Força, Leões!

Viva o Sporting Clube de Portugal!

TITO ARANTES FONTES
“[Marcar o primeiro golo pelo Sporting CP] foi muito bom para ganhar confiança”, revelou

FUTEBOL FORMAÇÃO UEFA YOUTH LEAGUE

‘SANGUE NOVO’ CORRESPONDEU NO PALCO EUROPEU E AGARROU LUGAR NA PRÓXIMA FASE

SPORTING CP VAI ESTAR NOS 16-AVOS-DE-FINAL DA UEFA YOUTH LEAGUE. COM UMA SEGUNDA PARTE DE GRANDE NÍVEL E VÁRIAS ESTREIAS, OS AINDA INVICTOS JOVENS LEÕES IMPUSERAM A PRIMEIRA DERROTA – E OS PRIMEIROS GOLOS SOFRIDOS – A UM CLUB BRUGGE KV QUE SÓ TINHA VITÓRIAS.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: Isabel Silva

Missão cumprida de forma categórica. De volta à acção em casa para a UEFA Youth League, a formação do Sporting CP venceu o Club Brugge KV por 2-1, ontem, na partida da quinta e penúltima jornada da fase de liga. Os golos de Manuel Kissanga e Sandro Ferreira, este de apenas 16 anos, permitiram ao Sporting CP atingir os 11 pontos (oitavo lugar) e, ao mesmo tempo, assegurar desde já um lugar no top-22 da tabela, ou seja, com passagem garantida para os 16-avos-de-final – e ainda falta uma jornada por disputar.

O técnico João Gião, limitado nas opções para a partida, operou um total de cinco alterações relativamente ao ‘onze’ apresentado na última jornada (2-2 Juventus FC): Gabriel Silva, Rafael Mota, Paulo Simão, Manuel Kissanga e Duarte Tomás foram titulares – os três últimos pela primeira vez na UEFA Youth League – enquanto Afonso Lee, Daniel Ciesielski, Rafael Camacho e Paulo Iago foram ausência por lesão.

O conjunto belga, que entrou a mandar com posse de bola e levou o jogo insistentemente para o meio-campo Leonino, somou, também, as oportunidades iniciais mais perigosas: de longe, Jesse Bisiwu atirou, em arco, ligeiramente por cima e, depois, Kaye Furo ficou perto de um desvio fatal na área, além de dois ‘sustos’ na sequência de bolas paradas. Em crescendo, o Sporting CP conseguiu responder, primeiro, com algumas aproximações à área adversária – com o jovem Duarte Tomás em destaque na condução -, embora sem finalizar, e posteriormente começou a dividir também o controlo da posse de bola, o que acabou por ‘fechar’ o jogo – bastante morno –até ao intervalo.

Já a segunda parte não podia ter começado melhor para os jovens Leões, que trouxeram eficácia máxima e mais arrojo ofensivo. Aos 50

minutos, Gabriel Silva roubou a bola nas imediações da área belga, lançou

Zaïd Bafdili sobre a direita e este encontrou Kissanga solto na área para o desvio final que valeu o 1-0. Foi o primeiro remate verde e branco no encontro e o primeiro golo sofrido pelo Club Brugge KV nesta edição da UEFA Youth League.

Pouco depois, num pontapé de canto, Kaye Furo ainda cabeceou para defesa de Miguel Gouveia, que mostrou também a sua rapidez, mais tarde, ao sair rápido aos pés de Jessi da Silva.

Ainda assim, o Sporting CP – com Kissanga em alta rotação - mostrou mais capacidade para chegar à frente nesta fase e ameaçou o segundo golo: Daniel Costa cruzou de forma venenosa e a bola, após um desvio, foi à barra.

Um golo que ficou ainda mais perto à entrada para os últimos 15 minutos, fruto das mexidas recém-feitas por João Gião, que trouxeram decisivamente outra velocidade e fluidez nas transições ofensivas. O jovem Sandro Ferreira desequilibrou na esquerda e serviu o golo ‘de bandeja’ a Simão Soares (em estreia na prova), mas Argus Driessche opôs-se com uma enorme defesa – além destes dois recém-entrados, Sérgio Siza e Daniel Lopes (estreia) também já estavam

em campo.

Os jovens Leões não esmoreceram na busca por mais e, além de terem virado o ímpeto do jogo, foram mesmo premiados com o 2-0 aos 79 minutos. Outra vez em evidência, Sandro Ferreira arriscou no lance individual, conseguiu ganhar duas bolas divididas, a última com o guarda-redes adversário, e com felicidade no res-

salto estreou-se a marcar na UEFA Youth League com apenas 16 anos. Foi não só o golo da tranquilidade como, também, o da vitória, porque já em período de descontos Yanis Musuayi elevou-se na área para corresponder a um canto e fazer tardiamente o 2-1. O Club Brugge KV ainda tentou um esforço final à boleia de cruzamentos para a área, porém

com muita segurança os três pontos ficaram em Alcochete.

Para os jovens Leões de João Gião segue-se uma deslocação à Alemanha para enfrentar o FC Bayern München, a 9 de Dezembro, e encerrar a fase de liga já com uma vaga garantida na fase a eliminar.

26.11.2025

UEFA Youth League – Fase de Liga 5.ª jornada | Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP CLUB BRUGGE KV 2 1

0-0 ao intervalo

Manuel Kissanga (50’), Sandro Ferreira (79’)

Yanis Musuayi (90+2’)

Sporting CP: Miguel Gouveia [GR], Daniel Costa, Eduardo Felicíssimo [C], Lucas Taibo, Rafael Mota (Daniel Lopes, 71’), Zaïd Bafdili, Paulo Simão, Ivanildo Mendes (Simão Soares, 71’), Duarte Tomás (Sérgio Siza, 65’), Manuel Kissanga (Sandro Ferreira, 71’), Gabriel Silva (Miguel Almeida, 85’). Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Manuel Kissanga (13’) e Paulo Simão (32’).

JOÃO GIÃO: “É UMA VITÓRIA MERECIDA CONTRA UMA GRANDE

No final da partida, o técnico do Sporting CP começou por elogiar a forma como os seus jogadores se adaptaram às exigências da partida. “Estamos habituados a mandar nos jogos com bola e apanhámos um adversário com muita qualidade e que foi mais forte do que nós na primeira parte, algo que estrategicamente também planeamos e soubemos aguentar esse impacto”, considerou, atestando de seguida as melhorias conseguidas na segunda parte para vencer.

“Conseguimos soltar-nos, pressionar mais a construção adversária e ganhámos mais confiança. Tivemos períodos muito interessantes com bola e acabámos com mais oportunidades do que o Club Brugge KV. Acho que é uma vitória merecida contra uma grande equipa”, sublinhou João Gião, que enalteceu também a forma como vários jogadores agarraram a oportunidade dada neste encontro – já são nove os jovens estreados nesta edição.

“Uma palavra para os treinadores dos vários escalões abaixo da equipa B, que fornecem jogadores a esta equipa e, por isso, o mérito é deles também. Estas ausências permitiram-nos ver muitos jogadores e deram uma resposta muito boa”, salientou.

“Garantir o apuramento era o mais importante”, apontou ainda o treinador verde e branco, reforçando que o passo dado rumo à próxima fase mantém intactos os objectivos da equipa. “Queremos continuar a bater-nos com os melhores da Europa e a desenvolver a nossa equipa e, sobretudo, os nossos jogadores individualmente”, traçou.

Juvenil Sandro Ferreira entrou para agitar, marcar e ajudar a resolver o jogo

FUTEBOL EQUIPA B

FALTARAM OS GOLOS

NULO PREVALECEU EM CHAVES, ONDE A EQUIPA B VERDE E BRANCA – QUE CONTINUA A LIDERAR O SEGUNDO ESCALÃO DE FORMA ISOLADA – PODIA TER MARCADO NO ENCONTRO QUE SERVIU PARA ACERTAR CALENDÁRIO.

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Liga Portugal

Em jogo em atraso referente à nona jornada da Liga Portugal 2, a equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou, no domingo, 0-0 em casa do GD Chaves. Com algumas ausências devido aos elementos que estiveram ao serviço da equipa principal no sábado, os Leões apresentaram-se numa manhã fria em Trás-os-Montes para um embate num recinto sempre complicado. Ainda assim, e apesar de ter sido um desafio repartido na sua maioria, os jovens do emblema de Alvalade não se esconderam e procuraram sempre o golo.

A primeira investida surgiu aos 8’, quando Manuel Mendonça atirou muito ao lado, e o Sporting CP foi crescendo, trocando cada vez me -

lhor a bola no meio-campo ofensivo. Aos 18’, ocasião clara de golo: grande passe de Mauro Couto a isolar Rafael Nel, que fica na cara de Marko Gudžulić, mas permite a defesa ao guardião visitado.

Pouco depois, Paulo Cardoso avançou bem e procurou espaço para atirar, mas a defesa bloqueou. Do outro lado, Henrique Pereira teve um remate perigoso que só não ameaçou mais Diego Calai porque David Moreira foi uma muralha. Já para lá da meia-hora de jogo, Marko Gudžulić voltou a ter trabalho ao travar uma bela iniciativa individual de Manuel Mendonça, com os flavienses a reagirem por Uroš Milovanović e com um cabeceamento a passar perto do poste.

Até ao intervalo, mesmo sem domínio claro por parte de nenhum dos emblemas, foi o Sporting CP a ter a

PREMIER LEAGUE INTERNATIONAL CUP

melhor ocasião e através do capitão Manuel Mendonça, que atirou forte para defesa incompleta de Marko Gudžulić. No final do primeiro tempo, 0-0 no marcador.

A entrada para o segundo tempo foi bastante forte por parte do Sporting CP. Logo no primeiro minuto, Mauro Couto rematou de fora da área para boa defesa do guarda-redes do GD Chaves, tendo Rafael Nel procurado ainda a recarga, mas sem sucesso.

A seguir, Manuel Mendonça falhou o alvo, mas não por muito. Mauro Couto, com um tiro cruzado para fora, também ameaçou e, aos 62’, Kauã Oliveira deu lugar a Samuel Justo.

DERROTA PELA MARGEM MÍNIMA

EM PALCO DA PREMIER LEAGUE

NUM DESAFIO PARTICULARMENTE EXIGENTE, OS JOVENS LEÕES PERDERAM EM CASA DO SUNDERLAND AFC, MAS NA RECTA FINAL O EMPATE ESTEVE MESMO À MERCÊ PARA SOMAR O PRIMEIRO PONTO NA PREMIER LEAGUE INTERNATIONAL CUP.

Texto: Xavier Costa

No Stadium of Light, a formação do Sporting CP realizou o seu segundo jogo na Premier League International Cup e caiu por 1-0 diante do Sunderland AFC, na quinta-feira da semana passada, a contar para as contas do grupo D.

Relativamente à estreia nesta prova destinada a jogadores sub-21 (derrota por 2-1 com o Leeds United FC), os jovens Leões – orientados pela equi-

pa técnica dos sub-23 - voltaram a ter no ‘onze’ Guilherme Pires, Rayhan Momade, Miguel Alves, Micael Sanhá e Diogo Martins, aos quais se juntaram desta vez Konstantin Nikitenko, Guilherme Silva, Bento Estrela, Paulo Simão, Miguel Almeida, Miguel Peixoto.

Sempre com mais bola, o Sunderland AFC – vindo de uma vitória estrondosa (7-1 ao Athletic Club) – não tardou a tirar as medidas à baliza Leonina

e obrigou Guilherme Pires a duas defesas nos primeiros dez minutos. E esta foi a toada de praticamente toda a primeira parte. Os jovens Leões sentiram muitas dificuldades, quer para ter bola, quer para sair da sua zona mais recuada e, ao mesmo tempo, o guardião verde e branco assumiu-se como protagonista na primeira meia hora, sendo o responsável por manter o nulo com duas novas defesas ainda

Os visitados, no entanto, conseguiram diminuir o ímpeto verde e branco e subir as linhas, aproximando-se mesmo da baliza Sportinguista. Aos 69’, por exemplo, Uroš Milovanović apareceu pela direita e com perigo, mas teve força a mais na hora de finalizar.

Já com Lucas Anjos e Gabriel Silva em campo (saíram Paulo Cardoso e Mauro Couto), o GD Chaves voltou a tentar a sua sorte, desta feita num cabeceamento de Reinaldo em que faltou pontaria.

A toada voltou a virar e foi o Sporting CP a melhor equipa no quarto de hora final e o recém-entrado Lucas Anjos podia ter marcado o golo da vitória

aos 79’: assistido por Rafael Nel e em grande posição, atirou em arco com a bola a sair a centímetros do poste. A cinco minutos dos 90’, João Gião operou as últimas alterações, tirando Rafael Nel e Eduardo Felicíssimo para colocar Manuel Kissanga (em estreia pela equipa B) e Rafael Besugo. Ainda assim, os golos acabaram mesmo por não surgir e o nulo por prevalecer. Com este resultado, o Sporting CP chegou aos 23 pontos e continua a liderar a tabela classificativa de forma isolada.

O conjunto verde e branco vai, agora, receber o SC Farense às 15h30 deste domingo, 30 de Novembro, no Estádio Aurélio Pereira.

23.11.2025

Liga Portugal 2 – 9.ª jornada Estádio Municipal Engº Manuel Branco Teixeira, Chaves GD CHAVES SPORTING CP 0 0

0-0 ao intervalo

Sporting CP: Diego Calai [GR], José Silva, Rômulo, David Moreira, Rodrigo Dias, Eduardo Felicíssimo (Rafael Besugo, 86’), Kauã Oliveira (Samuel Justo, 62’), Manuel Mendonça [C], Mauro Couto (Gabriel Silva, 70’), Paulo Cardoso (Lucas Anjos, 70’) e Rafael Nel (Manuel Kissanga, 86’). Treinador: João Gião.

mais ‘apertadas’ perante dois fortíssimos remates de fora da área. No entanto, a insistência inglesa acabaria por ser mais forte e valeu para chegar ao 1-0 aos 33 minutos: na sequência de um canto curto, uma excelente triangulação abriu espaço para Lee Mundle atirar a contar. O pendor a favor do Sunderland AFC manteve-se e com mais aproximações perigosas até ao intervalo, mas sem efeito no marcador, que também não voltou a mexer na segunda parte. Nos segundos 45 minutos, o conjunto inglês manteve em grande parte o seu domínio territorial, sobretudo com bola (61%-39%), mas o Sporting CP conseguiu dar uma réplica mais afirmativa, embora sem conseguir enquadrar as suas chances.

Ainda assim, os jovens Leões podiam ter saído do Norte de Inglaterra com o seu primeiro ponto na Premier League International Cup. À passa-

gem do minuto 75, um roubo de bola em zona alta deixou o recém-entrado Sandro Ferreira cara-a-cara com o guarda-redes adversário, porém o remate (demasiado) colocado acabou por errar o alvo e deixar tudo na mesma no resultado.

20.11.2025

Premier League International Cup Grupo D – 2.ª jornada | Stadium of Light, Sunderland (Inglaterra) SUNDERLAND AFC SPORTING CP

1 0 1-0 ao intervalo

Lee Mundle (33’)

Sporting CP: Guilherme Pires [GR], Konstantin Nikitenko, Guilherme Silva (Rafael Mota, 69’), Miguel Alves, Rayhan Momade (André Machado, 86’), Bento Estrela, Paulo Simão (Simão Soares, 78’), Miguel Almeida, Micael Sanhá, Martim Peixoto (Sandro Ferreira, 69’), Diogo Martins (Afonso Marques, 73’). Treinador: Filipe Neto.

David Moreira em acção em Trás-os-Montes

FUTEBOL FORMAÇÃO

SUB‑17: MAIS

UMA VITÓRIA

A equipa sub-17 de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, no domingo, o SC Farense por 0-2 na 12.ª jornada da série Sul do Campeonato Nacional.

O emblema de Alvalade marcou os dois golos na primeira parte, por José Lino (32’) e Martim Ribeiro (35’).

Os jovens Leões vão, agora, visitar o GD Estoril Praia (domingo, 30 de Novembro, 11h00).

23.11.2025

Campeonato Nacional Sub-17 1.ª fase – Série Sul – 12.ª jornada Campo do Complexo Desportivo da Penha, Faro SC FARENSE SPORTING CP

2

0-2 ao intervalo

José Lino (32’), Martim Ribeiro (35’)

Sporting CP: Afonso Redondo [GR], Salvador Fortuna, Mário Almeida, Guilherme Varela, Francisco Cabeçana [C], Rodrigo Nogueira, Leonardo Paulin (Rafael Fial, 45’), Francisco Simões (David Almeida, 65’), Martim Ribeiro (Manuel Costa, 73’), José Lino (Diego Farinha, 65’) e José Garrafa (Vítor Conceição, 73’). Treinador: Pedro Pontes. Disciplina: cartão amarelo para Leonardo Paulin (29’).

SUB‑15: EMPATE EM CASA DO VITÓRIA FC

A equipa sub-15 do Sporting Clube de Portugal empatou em casa do Vitória FC por 3-3, em partida da 13.ª jornada da série Sul do Campeonato do escalão.

O Sporting CP saiu para o intervalo a vencer por 1-3. Diego Monteiro inaugurou o marcador para a equipa Leonina aos 4’ e Martim Sousa ampliou o marcador para a equipa de António Cruz aos 14’, assistido por Bernardo Busatori.

A formação sadina reduziu dez minutos depois (aos 24’), mas o Sporting CP reagiu quase de imediato e por Igor Ribeiro, a passe de Diego Monteiro, fez o 1-3 que se registava ao final dos primeiros 40 minutos.

No segundo tempo, a equipa da casa marcou dois golos no espaço de quatro minutos (entre os 56’ e os 60’) e empatou o jogo a três golos, resultado que se manteve até ao apito final da partida, num jogo em que a formação Leonina terminou com 22 remates, 14 dos quais à baliza, e 60 por cento de posse de bola.

22.11.2025

Campeonato Nacional Sub 15 13.ª jornada – Série Sul Campo do Olival VITÓRIA FC SPORTING CP

3 3

1-3 ao intervalo

Gonçalo Campino (25’, 56’), Tiago Santos (60’)

Diego Monteiro (4’), Martim Sousa (14’), Igor Ribeiro (27’)

Sporting CP: Martim Martins [GR], João Rodrigues, Jacobo Aparício, Nicolas Aparício, Martim Sousa [C], Luís Gonçalves (Duarte Amado, 49’), Diego Veiga (Frederico Gonçalves, 40’), Bernardo Busatori (Diego Belmonte, 72’), Diego Monteiro (David Terna, 49’), David Makinde, Igor Ribeiro. Treinador: António Cruz. Disciplina: cartão amarelo para Frederico Gonçalves (54’).

CLUBE INICIATIVAS

JOVENS LEÕES E LEOAS PREMIADOS PELO SUCESSO ESCOLAR

NO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, A CERIMÓNIA DE MÉRITO ACADÉMICO DISTINGUIU OS MELHORES ALUNOS EM CADA ESCALÃO DO FUTEBOL DE FORMAÇÃO DO SPORTING CP. EM PROL DA CARREIRA DUAL, “ESTA CERIMÓNIA É ALGO MUITO IMPORTANTE, TANTO COMO MARCAR UM GOLO, GANHAR UM JOGO OU ATÉ UM CAMPEONATO”, FRISOU TOMAZ MORAIS, CO-DIRECTOR GERAL DA ACADEMIA CRISTIANO RONALDO.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: Sérgio Martins

No Sporting CP, a responsabilidade pelo que acontece fora das quatro linhas é tão ou mais importante do que aquilo que se faz em campo e, por isso, o Estádio José Alvalade foi o palco para enaltecer o sucesso –referente à época passada – dos melhores alunos do futebol de formação. Isabel Figueiredo (sub-11), Alex Ziolkowski (sub-13), Maria Quesado (sub-13), Martim Sousa (sub-14), Maria Alves (sub-17), Samuel Tavares (sub-15), Maria Leonor Rodrigues (sub-19) e Francisco Cabeçana (sub16) foram os distinguidos com bolsas de mérito de entre as várias equipas da formação verde e branca. Nesta terceira edição da iniciativa, que juntou pela primeira vez o futebol de formação masculino com o feminino, ambos receberam também um prémio colectivo.

“Esta é uma boa iniciativa e serve também de incentivo para que todos os jogadores tenham melhores

notas e sejam melhores na escola”, considerou a premiada Maria Alves. Com a lição bem estudada também, Alex Ziolkowski, por seu turno, destacou o acompanhamento que sente por parte do Sporting CP na vertente escolar. “O Sporting CP tem um departamento muito bom para os estudos, que nos ajuda, aconselha-nos e dão-nos muitas dicas. E isso ajuda-nos não só no futebol e na escola, porque guia-nos para a vida”, realçou, sublinhando que “um jogador inteligente é um jogador melhor em campo”, como tem aprendido diariamente na Academia Cristiano Ronaldo, admitiu.

Uma das chaves deste sucesso é a “relação muito próxima” que o departamento de pedagogia tem com “jogadores e pais, juntamente com as escolas”, reconheceu Aida Ramos, coordenadora de pedagogia.

Para lá de uma vasta “rede de parcerias”, com “escolas do projecto UAAREE, colégios internacionais e outro tipo de escolas”, o Sporting CP também procura dar mais e melhores

condições para que os seus jovens consigam conciliar a vida académica com a desportiva. “Temos sessões de estudo na Academia e o  hub de

futebol de formação no Estádio com professores que trabalham diariamente com os nossos jovens”, explicou Aida Ramos. Promovida pelo Sporting CP e o parceiro Ae Economics, a Cerimónia de Mérito Académico reuniu cerca de 800 pessoas, entre as quais estiveram presentes o presidente Frederico Varandas e o vice-presidente Francisco Salgado Zenha, bem como Tomaz Morais, co-director geral da Academia Cristiano Ronaldo e Frederico Gonçalves, coordenador do futebol de formação feminino, além de representantes das várias áreas multidiscilpinares de suporte ao desenvolvimento dos jogadores e da comunidade escolar UAAREE. A uma só voz, as lideranças da formação reforçaram o valor e o mérito dos seus jovens e, também, do trabalho de equipa que o Sporting CP tem desenvolvido em prol da carreira dual. “Na formação, tanto masculina como feminina, a intenção final é levar jogadoras e jogadores ao sonho de vida que é representar as equipas principais, mas diariamente conseguimos passar-lhes que o mais importante não é só isso, mas acima de tudo serem boas pessoas na vida”, destacou Tomaz Morais, enaltecendo o papel da escola: “O que aprendem na escola é muito mais do que matéria, é aquilo que a vida lhes vai exigir”. Prova disso são, por exemplo, os actuais casos de sucesso de Carolina Santiago e Carolina Pimenta, ambas futebolistas da equipa A que são “atletas de alto rendimento e estão no Ensino Superior”, lembrou, por sua vez, Frederico Gonçalves, coordenador do futebol de formação feminino. “Privilegiar a carreira académica sempre com o sonho de, um dia, serem profissionais de futebol é uma forma de estar transversal, uma receita verde e branca”, corroborou. Ainda segundo Tomaz Morais, a cerimónia decorrida no Estádio José Alvalade provou que o Clube “trabalha com muita dedicação na carreira dual e, por isso, esta cerimónia é algo muito importante, tanto como marcar um golo, ganhar um jogo ou até um campeonato”, considerou, elogiando ainda os premiados. “Ninguém é quadro de mérito ao mesmo tempo que joga futebol num clube com a exigência do Sporting CP sem ter uma enorme disciplina de vida e método. É um valor muito importante e hoje ficou claro”, sentenciou o co-director geral da Academia.

Cerimónia de Mérito Académico teve lugar no Estádio José Alvalade
Sporting CP continua a promover

MODALIDADES FUTSAL

PODER DE FOGO DOS LEÕES PERMITIU DEIXAR ATENAS JÁ COM OS ‘QUARTOS’ DA CHAMPIONS À VISTA

SEM DAREM QUALQUER HIPÓTESE AO ACTUAL BICAMPEÃO DA GRÉCIA, OS LEÕES DE NUNO DIAS IMPUSERAM TODA A SUA SUPERIORIDADE – SOBRETUDO NA SEGUNDA PARTE – E TRAZEM UMA INALCANÇÁVEL VANTAGEM DE 11 GOLOS PARA O PAVILHÃO JOÃO ROCHA, ONDE O APURAMENTO ESTARÁ A UM PEQUENO PASSO.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: João Pedro Morais

Há muito que separa os dois emblemas e os Leões conseguiram transpor essa diferença para o marcador. Em Atenas, a equipa masculina de futsal do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu o AEK de forma clara por 0-11, na passada segunda-feira, em jogo da primeira-mão dos oitavos-de-final da UEFA Futsal Champions League.

E foi de pé no acelerador que o Sporting CP se apresentou em quadra na capital grega, embora começando por esbarrar na trave –‘tiraço’ de Tomás Paçó – e especialmente no guardião Nikos Aronis, que nos instantes iniciais já acumulava uma mão cheia de defesas determinantes – número que continuou a aumentar. O AEK manteve-se muito baixo e fechado como podia, só que o golo verde e branco tornou-se apenas uma questão de tempo neste arranque totalmente de sentido único. E, finalmente, aos seis minutos, Rocha desbloqueou o marcador bem ao seu estilo: rodou sobre o seu marcador e, em força, rematou para o 0-1. Por dentro os caminhos continuaram fechados, então o Sporting CP exibiu a sua qualidade na meia-distância e quebrou de vez a resistência helénica para chegar a um marcador mais condizente com o domínio imposto. Aos 12’, um pontapé cruzado de Alex Merlim fez o 0-2 e, ainda durante o mesmo minuto, Felipe Valério ganhou espaço em zona frontal para também atirar a contar e dilatar mais o resultado (0-3). No primeiro tempo, o conjunto grego, que deixou pelo caminho o actual bicampeão italiano, o Meta Catania, não conseguiu mais do que aventurar-se no ataque em três ocasiões para remates desenquadrados de Nenê, Vitinho e outro, algo mais perigoso, de Tarnanidis. Já do outro lado, Nikos Aronis – exposto a um total de 25 remates enquadrados – foi o principal responsável por manter os três golos de diferença para a segunda parte. No entanto, o guardião já nada pôde fazer no primeiro remate verde e branco no reatamento: à entrada da área, Diogo Santos rematou colocadíssimo para o quarto dos Leões em Atenas e deu o ‘mote’ para a goleada. Depois, o jogo até ficou ligeiramente mais dividido, mas o Sporting CP foi impiedoso como nunca a finalizar e o marcador desequilibrou-se definitivamente. Entre os minutos 28 e 30, Zicky Té concluiu com sucesso uma parale -

la, Tomás Paçó surpreendeu com um remate rasteiro de longe e Merlim voltou a fazer magia com a bola colado ao pé (‘bis’), multiplicando o resultado para um inalcançável 0-7.

Diogo Santos, a seguir, não ficou atrás e também com uma bonita jogada individual assinou o seu segundo na partida e ofereceu, logo a seguir, o golo a Allan Guilherme – foram o oitavo e o nono dos Leões, respectivamente, perante um AEK muito desgastado e abatido. Já o reforço Bruno Pinto foi o responsável por fechar as volumosas contas da primeira mão

também com dois golos. Depois de ter sido servido na perfeição por Bernardo Paçó, que se incorporou ao ataque com qualidade, para fazer o décimo, Bruno Pinto ainda aproveitou uma recarga perto do fim para assinar 0-11 final. Sporting CP e AEK voltam a enfrentar-se na quinta-feira, dia 4 de Dezembro, no Pavilhão João Rocha, para discutir a segunda mão e fechar a eliminatória. Começa a ganhar forma a hipótese de haver dérbi com o SL Benfica nos quartos-de-final da Champions, uma vez que é o emparelhamento ditado pelo sorteio e as

águias golearam o Araz FK na primeira mão (0-9) da sua eliminatória.

Antes de tudo isso, este sábado (20h00), os comandados de Nuno Dias têm de receber o CR Leões de Porto Salvo para a Liga.

24.11.2025 UEFA Futsal Champions League Oitavos-de-final – 1.ª mão | Atenas, Grécia

0-3 ao intervalo

Rocha (6’), Alex Merlim (12’, 30’), Felipe Valério (12’), Diogo Santos (21’, 32’), Zicky Té (28’), Tomás Paçó (29’), Allan Guilherme (33’), Bruno Pinto (36’, 38’)

Sporting CP: Henrique Rafagnin [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, João Matos [C], Pauleta, Allan Guilherme, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Bruno Pinto, Bruno Maior, Rocha Treinador: Nuno Dias.

FILIPE RODRIGUES:

Terminada a primeira-mão dos ‘oitavos’ da UEFA Futsal Champions League, Filipe Rodrigues, treinador-adjunto dos Leões, fez o rescaldo em declarações ao Jornal Sporting “É um resultado muito bom para nós. A equipa apresentou-se competente, concentrada e a fazer o que tínhamos planeado. Além da vitória, procurávamos o melhor resultado possível e sabíamos que os golos eram muito importantes. Conseguimos uma vantagem muito boa para jogar a segunda mão, em casa, com mais conforto”, destacou. O técnico mostrou-se, ainda, “muito feliz com o que a equipa produziu” ao longo de todo o jogo, embora o resultado ao intervalo estivesse fixado ainda em 0-3. “Na primeira parte, o resultado só não era melhor porque o guarda-redes adversário [Nikos Aronis] fez uma exibição incrível”, justificou.

Leões deram um passo de gigante rumo à próxima fase

MODALIDADES BASQUETEBOL

NA EUROPA MANDA O LEÃO

COM UMA TREMENDA VITÓRIA SOBRE O CS VÂLCEA 1924, SPORTING CP GARANTE PASSAGEM À FASE SEGUINTE DA FIBA EUROPE CUP NA CONDIÇÃO DE UM DOS MELHORES SEGUNDOS CLASSIFICADOS. SEGUEM-SE ESPANHÓIS, GREGOS E ESLOVACOS.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: José Lorvão

A equipa masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal garantiu, na quarta-feira da semana passada, a passagem à segunda fase de grupos da FIBA Europe Cup depois de vencer os romenos do CS Vâlcea 1924 por 121-67.

Com este resultado, fruto de mais uma grande noite europeia no Pavilhão João Rocha, os Leões conseguiram o apuramento por serem um dos melhores segundos classificados e vão, agora, encontrar os espanhóis do Bilbao Basket, os gregos do PAOK BC e os eslovacos do BC Prievidza no grupo M. Cumprido um minuto de silêncio em homenagem a António Feu, figura importante da história da modalidade Leonina que faleceu naquele dia aos 89 anos, Luís Magalhães apostou em Stephan Swenson, Malik Morgan, Maleeck Harden-Hayes, Robby Robinson e Brandon Johns Jr. para começar o encontro.

Rapidamente se percebeu que o Leão estava insaciável. O primeiro quarto, particularmente, foi de um nível estratosférico em todos os momentos do jogo. Malik Morgan abriu com dois triplos, com Robby Robinson a facturar pelo meio, e tanto Stephan Swenson como Maleeck HardenHayes acertaram da linha dos três pontos. Nas tabelas, Brandon Johns

Jr. começou a fazer a diferença e, num ápice, a diferença já era superior a dez pontos (18-5).

37-20, 31-21, 24-17 e 29-9

Sporting CP:

A trabalhar muito bem individual e colectivamente, o Sporting CP foi aumentando a diferença e com dois nomes em clara evidência até ao final do período: Maleeck HardenHayes e Brandon Johns Jr.. Francisco Amarante registou mais um triplo e o marcador assinalava uns espantosos 37 pontos marcados (contra 20 sofridos) com apenas dez minutos jogados. Pouco mudou para o segundo quarto. Os triplos continuaram a surgir, agora por intermédio de Diogo Ventura, Francisco Amarante e Maleeck Harden-Hayes, e outros elementos que começaram no banco, como Rui Palhares, Malik Bowman ou Miguel Correia, contribuíram para chegar aos 21 pontos de vantagem nos 49-28. Até ao intervalo, continuou a só dar Sporting CP perante um CS Vâlcea

realidade logo nos minutos iniciais do período final. Em duas ocasiões consecutivas, Malik Morgan assistiu Brandon Johns Jr. para alley-oops espectaculares e, pouco depois, um triplo de Diogo Ventura fez o 99-58.

A saber que cada ponto podia ser crucial para a qualificação, o Sporting CP não tirou o pé do acelerador e continuou a facturar. Diogo Ventura, João Fernandes, Rui Palhares e Francisco Amarante fizeram com que a diferença atingisse mesmo os 51 pontos (113-62).

Até ao final, destaque para os triplos

de Francisco Amarante e de Malik Bowman, assim como para os minutos a que Dinis Cherepenko, poste de 19 anos, teve direito. O marcador ficou fechado nos 121-67, diferença mais do que suficiente para seguir em frente na prova. Com um duplo-duplo (23 pontos e 15 ressaltos), Brandon Johns Jr. foi uma das grandes figuras do encontro, assim como Francisco Amarante (outro duplo-duplo com 21 pontos e dez ressaltos), Maleeck HardenHayes (19 pontos) ou Diogo Ventura (16 pontos).

PODER DE FOGO TAMBÉM NA TAÇA HUGO DOS SANTOS

No sábado, o Sporting CP superou o SC Vasco da Gama por 94-62 na quarta jornada da fase de grupos da Taça Hugo dos Santos. Mais uma vez, o grande poderio ofensivo dos Leões foi evidente e a formação de Luís Magalhães somou, assim, o segundo triunfo na competição.

Stephan Swenson, Maik Morgan, Maleeck Harden-Hayes, Robby Robinson e Brandon Johns Jr. começaram para o emblema de Alvalade, que dominou do início ao fim e com toda a naturalidade. Malik Morgan foi o primeiro a brilhar com um triplo certeiro, seguindo-se (mais) uma fenomenal exibição de Brandon Johns Jr. nas tabelas. Da linha de três pontos, João Fernandes também facturou e, num ápice, o Sporting CP já vencia por 14-5.

Daí até ao final do primeiro quarto, continuou a só dar Sporting CP e Francisco Amarante, com um triplo, fechou o resultado em 25-13. Segundo quarto e, novamente, mais Sporting CP. Triplo de Diogo Ventura e mais pontos do capitão, agora intercalados com outros de Rui Palhares.

1924 sem grandes armas para contrariar a superioridade verde e branca. Sem surpresas, o emblema de Alvalade vencia ao intervalo por 68-41, o que deixava a vitória final bem mais perto.

Seria de esperar uma reacção forasteira no terceiro quarto, mas tal não aconteceu. Stephan Swenson começou por, com um triplo, deixar os romenos a 30 pontos (71-41) e Malik Morgan repetiu o feito pouco depois. Brandon Johns Jr. continuou sem rivais nas tabelas, registando muitos pontos e ressaltos.

Já após um grande ressalto e consequente afundanço de Maleeck Harden-Hayes, João Fernandes, de lance livre, deixou o CS Vâlcea 1924 a 40 pontos (86-46). No entanto, os romenos conseguiram reduzir e terminaram o terceiro quarto a perder por 92-58.

Ainda assim, o fosso de quatro dezenas de pontos voltaria a ser uma

Brandon Johns Jr., claro, continuou a brilhar, acertando até um triplo que deixou o SC Vasco da Gama a 23 pontos de distância (40-17). Muito forte no ataque, o Sporting CP não baixou a guarda e nunca deixou os visitantes terem esperança noutro resultado que não a derrota. Sem surpresas, o resultado ao intervalo estava fixado nuns confortáveis 52-34, com 15 pontos já amealhados por Brandon Johns Jr. por esta altura.

Forte em todas as vertentes do desafio, o Sporting CP não parou de cavar um fosso ainda maior no terceiro período. Francisco Amarante, Stephan Swensn e Robby Robinson estiveram de mão quente do três pontos e tano Malik Bowman como Diogo Ventura, Brandon Johns Jr. ou João Fernandes contribuíram para o 70-46 a dez minutos do fim. O jogo estava resolvido e o quarto final serviu para separar ainda mais os dois conjuntos no marcador. Marcado por mais momentos de grande nível de Brandon Johns Jr. e João Fernandes, dois dos atletas em destaque, o período teve ainda outros factos dignos de registo. Para além do triplo de Malik Morgan (83-51), Dinis Cherepenko, jovem poste de 19 anos, voltou a somar minutos. Para fechar a pontuação do lado verde e branco, Miguel Correia acertou um triplo e o jogo terminou pouco depois com 94-62. Com um duplo-duplo (24 pontos e dez ressaltos), Brandon Johns Jr. foi a principai figura do encontro, sendo que João Fernandes (12 pontos e seis ressaltos), Malik Morgan (11 pontos e cinco assistências), Maleeck Harden-Hayes e Diogo Ventura (dez pontos cada um) também estiveram em evidência.

Os Leões voltam a jogar a 6 de Dezembro, visitando o CP Esgueira para a Liga.

Brandon Johns Jr. tem-se assumido como uma das grandes figuras da equipa
Brandon Johns Jr. (23), Malik Bowman (7), Maleeck HardenHayes (19), Miguel Correia (2), Rui Palhares (8), Francisco Amarante (21), Robby Robinson (2), Diogo Ventura (16), João Fernandes (6), Dinis Cherepenko, Malik Morgan (9) e Stephan Swenson (8). Treinador: Luís Magalhães.

MODALIDADES BASQUETEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

MAIS UM CAPÍTULO DA INVENCIBILIDADE EM CASA

TRIUNFO DA EQUIPA FEMININA DE BASQUETEBOL FRENTE AO CLUBE UNIÃO SPORTIVA POR 78-49.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: José Lorvão

A equipa feminina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal venceu, no passado domingo, o Clube União Sportiva, dos Açores, por 78-49, na sétima jornada da Liga.

Uma vitória que confirma o ditado para as Leoas de ‘lar, doce lar’, uma vez que a formação Sportinguista somou o quarto triunfo em casa, em mais uma exibição com bons momentos do conjunto orientado por João Pedro Vieira. Demorou um pouco a ‘entrar no jogo’ a equipa Leonina, que só começou a marcar depois de cerca de dois minutos e meio jogados, com dois lançamentos da linha de lance livre de Simone Costa, que marcou de resto os quatro primeiros pontos das Leoas.

Na estreia de Maria Kostourkova com a camisola Leonina (bons fundamentos técnicos e visão de jogo), a poste Leonina marcou os dois primeiros pontos no Sporting CP para a o 9-8, com 3’15

para jogar e depois Luana Serranho fez dois pontos para o 11-8.

Com o 13-8 no marcador a 2’04 para o final do primeiro quarto, o Sporting CP comandava o marcador e 19-8 era o resultado no final dos primeiros 10’, com um triplo de Simone Costa a dar uma boa margem de vantagem à formação orientada por João Pedro Vieira.

Um triplo de Dayna Rouse colocou o marcador em 24-8 bem cedo no segundo quarto, com resposta de igual forma da formação da ilha de São Miguel. Simone Costa estava inspirada a fez de meia distância o 26-12, uma vantagem que já ia sendo confortável da equipa da casa, com o Sporting CP sobretudo a defender bem.

O Sporting CP comandou a 30-15 e a 32-18 neste caso com uma jogada de cesto e falta de Emília Ferreira, mas a formação visitante mantinha-se ‘viva’ no jogo, sobretudo pelo maior acerto jogo exterior – alguns triplos começaram a entrar. 3523 era o resultado ao intervalo.

A segunda parte do Sporting CP foi mais con-

seguida. Luana Serranho abriu o marcador no terceiro quarto para o 37-23, mas a equipa açoriana fez cinco pontos seguidos como resposta e reduziu a diferença para apenas um dígito (3728). Mas um lance livre e depois um excelente triplo de Luana Serranho fez o 41-28 e repôs a diferença nos dois dígitos.

Uma excelente fase individual de Emma Huff com pontos consecutivos, proporcionou o 48-34 à equipa Leonina e depois conseguiu um excelente triplo para o 51-37 e o final do terceiro quarto não chegaria sem uma magnífica concretização sobre a buzina de Luana Serranho para o 53-39 no final dos terceiros 10 minutos. No quarto quarto, um grande triplo de Simone Costa para o 56-41 deixava muito bem encaminhada a vitória Leonina, reforçada com um roubo de bola e cesto de Dayna Rouse.

Mais um triplo de Simone Costa (nova excelente exibição da extremo) e cinco pontos seguidos de Luana Serranho (muita qualidade da base Leonina) distanciaram o Sporting CP para mais de 20 pontos de diferença ((66-43), o que prenunciava que a vitória já não fugiria ao Sporting CP. Assim aconteceu, com o Sporting CP a dominar em todas as áreas do jogo, desde os ressaltos aos lançamentos e uma fase final de jogo marcada pela excelente entrada de Madalena Costa, com quaro pontos consecutivo em bons lançamentos.

Boa exibição da equipa do Sporting CP, com sentido colectivo de jogo, óptimo compromisso defensivo e jogadas de ataque com critério, ob-

jectividade e boa capacidade técnica, em mais um trinfo importante da equipa comandada por João Pedro Viera.

23.11.2025

Liga – Fase Regular – 7.ª jornada Pavilhão João Rocha

SPORTING CP

CLUBE UNIÃO SPORTIVA 78 49

19-8, 16-15, 18-16 e 25-10

Sporting CP: Márcia Carvalho, Simone Costa (22), Mariana Barros, Maria Kostourkova (2), Emma Huff (14), Madalena Costa (4), Cláudia Almeida, Luana Serranho (16), Ana Urbano, Emília Ferreira [C] (7), Dayna Rouse (13), Maria Cruz. Treinador: João Pedro Vieira.

JOÃO PEDRO

VIEIRA: “ESTAMOS A CRESCER, ESTAMOS A MELHORAR”

Após o triunfo o técnico Leonino, João Pedro Vieira, fez a análise para os meios de comunicação do Clube. “Já tínhamos jogado contra esta equipa na pré-época e ficámos com boas sensações, porque há equipas que encaixam melhor umas nas outras e esta é uma daquelas que pensávamos que conseguíamos vencer. O Clube União Sportiva é uma equipa muito experiente, está na competição europeia, ainda esta semana vai voltar a jogar competição europeia, mas nós estamos a crescer, estamos a melhorar e hoje já tivemos a ajuda da Maria Kostourkova, que faz uma grande diferença no nosso jogo interior e que cria oportunidades para as outras [jogadoras]”.

João Pedro Vieira observou que a equipa está a conhecer-se e a jogar cada vez melhor em conjunto. “A equipa em si está a aprender novamente a jogar junta, porque temos tido lesões e não é fácil as jogadoras depois entrosarem-se. Elas estão a aprender a jogar umas com as outras e estamos a crescer. Dominámos os quatro períodos do jogo, era uma vitória muito importante que queríamos ter para nos mantermos no topo da classificação e esta equipa ainda tem margem para progredir. Acreditamos que ainda vamos trazer muitas alegrias aos nossos Sócios que têm comparecido no Pavilhão João Rocha e a quem agradecemos muito. Queremos que continuem a vir e que tragam mais família e amigos, porque elas merecem esse apoio”, finalizou.

A extremo Dayna Rouse terminou o jogo com 13 pontos e foi influente em mais um triunfo Leonino

MODALIDADES ANDEBOL

LEÕES SÉRIOS REFORÇAM LIDERANÇA INVICTA

OS PUPILOS DE RICARDO COSTA SUPERARAM O CS MARÍTIMO POR 41-31 E ESTÃO A UM TRIUNFO DE FECHAR A PRIMEIRA VOLTA COM O PLENO DE VITÓRIAS.

Texto: Filipa Santos Lopes, Xavier Costa

Fotografia: Isabel Silva

A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal venceu no último domingo o CS Marítimo por 41-31, em jogo da 12.ª jornada da fase regular do Campeonato. Após mais uma etapa europeia, e apesar do desgaste, os verdes e brancos cumpriram no plano interno e reforçaram a invencibilidade e a liderança.

Antes do apito inicial, houve reconhecimento a Martim Costa, com o Núcleo do Sporting CP do Seixal a entregar ao camisola 79 o prémio de Atleta do Ano. Do banco, o lateral viu os Leões entrarem com Mohamed Ali, Carlos Álvarez, Francisco Costa, Christian Moga, Salvador Salvador, Victor Romero e Diogo Branquinho, mas foram os insulares a inaugurar o marcador (0-1), evidenciando desde logo a aposta no ataque 7 contra 6. Já os Leões demonstraram algumas dificuldades para ultrapassar a organizada muralha defensiva do CS Marítimo: Alexandre Magalhães apareceu em bom plano nos primei-

ros minutos, Francisco Costa, bem ‘guardado’ pelos adversários, não conseguiu armar o remate e logo depois foi Salvador Salvador a atirar ao lado.

Com quase três minutos jogados, Jan Gurri igualou (1-1) e o parcial manteve-se até aos cinco minutos, com baixa eficácia ofensiva de parte a parte. Foi Diogo Branquinho quem fez o 2-1 e, em sessenta segundos, surgiram cinco golos, com o Sporting CP a liderar 4-3.

Aos oito minutos, os Leões chegaram aos dois golos de diferença (5-3) após um ‘estouro’ de Salvador Salvador, e Mohamed Ali começou a negar tentos consecutivos aos maritimistas. Aos dez minutos, o Sporting CP vencia 7-5, mas não por muito tempo: com problemas na finalização, os Leões permitiram o empate aos onze minutos (7-7), mas logo após Salvador Salvador recuperou a vantagem pela margem mínima, com a qual o Sporting CP chegou ao equador da primeira parte (9-8).

O décimo golo surgiu aos 15’, por Francisco Costa, e aproveitando algum desacerto insular, a equipa

de Ricardo Costa alcançou pela primeira vez três golos de vantagem (11-8). Mohamed Ali voltou a brilhar e o CS Marítimo pediu time-out Sem grande efeito: Salvador Salvador continuou eficaz, Edy Silva também marcou e, aos 20’, o Sporting CP mantinha três golos de vantagem (13-10).

Ainda assim, os visitantes encurtaram distâncias (13-12). Do outro lado, Orri Þorkelsson converteu dos sete metros (14-12) e, embora faltasse consistência para um fosso mais confortável, Mohamed Aly continuava a impedir o golo insular (16-13, aos 25’). Aos 27’, Diogo Branquinho ampliou a diferença para quatro golos e Orri Þorkelsson voltou a marcar por duas vezes, uma delas mesmo antes da buzina. Assim, as equipas recolheram ao intervalo com 20-16, resultado que espelha a boa réplica visitante.

A segunda parte começou novamente com falhas de pontaria, mas aos 32’ Filipe Monteiro quebrou o marasmo e Martim Costa seguiu-lhe o exemplo (22-16). Mais concentrado, o Sporting CP começou a afastar-se

no marcador e, aos 40’, liderava por 28-19, sustentado por Mohamed Ali e uma maior eficácia ofensiva. Aos 44’, o CS Marítimo ainda tentou forçar a aproximação (29-23) e os verdes e brancos voltaram a esbarrar em Alexandre Magalhães, que com algumas defesas e ajuda dos ferros travou o ritmo Leonino. Ainda assim, o Sporting CP parecia ter encontrado definitivamente o seu jogo e, aos 51’, atingiu a margem de dez golos (35-25), com nova boa finalização de Diogo Branquinho.

Nos minutos finais, Ricardo Costa promoveu a entrada de André Kristensen, sob aplauso do João Rocha para Mohamed Ali, o Sporting CP geriu o ritmo, manteve o controlo e chegou aos 40 golos pela mão de

Jan Gurri. Contas feitas, os Leões somaram mais uma vitória sólida e seguem firmes no comando do Campeonato.

23.11.2025

Campeonato Nacional Fase Regular – 12.ª jornada Pavilhão João Rocha

SPORTING CP CS MARÍTIMO 41 31

20-16 ao intervalo

Sporting CP: Edy

ESPERANÇA VERDE E BRANCA

EM BERLIM EMBATEU NO MURO

A equipa de andebol do Sporting CP deslocou-se à Alemanha e perdeu frente ao Füchse Berlin por 33-29, na passada quinta-feira, em partida da oitava jornada do grupo A da EHF Champions League.

Defensivamente, o Sporting CP entrou sólido em Berlim e colocou-se a vencer por 2-4 e em superioridade numérica, mas a equipa da casa soube resistir e antes do quarto de hora começou a responder. Depois de virar o resultado rapidamente para 8-6 e ainda aumentar para 11-8, o Füchse Berlin, actual campeão alemão e finalista da última Champions, foi a vencer para o intervalo por 16-13. Até lá, no entanto, os Leões tiveram em Filipe Monteiro e Diogo Branquinho duas oportunidades (desperdiçadas) para reduzir o marcador para a margem mínima.

E tudo se complicou mais logo no reatamento da partida (19-14), porém apenas por momentos, porque Kristensen entrou para travar um livre de sete metros e ajudou a ‘desamarrar’ os Leões, que partiram para o seu melhor período. Após golos importantes de Edy Silva (1917) e Kiko Costa (20-19), a prova definitiva da renovada confiança e do notório crescimento do lado verde e branco veio minutos depois com o desejado empate: um bloco de Edy Silva permitiu o 23-23 a Þorkelsson e, a seguir, foi Kiko a assinar o 24-24.

Contudo, essa recuperação acabou por esbarrar no guardião Lasse Ludwig (35,56% de eficácia nas defesas), que na recta final fechou a baliza alemã com três defesas consecutivas e desequilibrou de forma decisiva o encontro, suportando a ‘ressurreição’ do Füchse Berlin para uma diferença de quatro golos (29-24) que deixou tudo encaminhado na capital da Alemanha.

Nas contas do grupo, o Sporting CP continua com oito pontos, os mesmos que o HBC Nantes, enquanto HC Veszprém One (10), Aalborg Håndbold (13) e o invencível Füchse Berlin (16) distanciaram-se na frente.

Francisco Costa voa para mais um golo verde e branco
Silva (1), Emil Berlin (2), Carlos Álvarez (4), Kiko Costa (3), Natán Suárez, Jan Gurri (4), Pedro Martínez, Salvador Salvador [C] (8), Orri Þorkelsson (6), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho (2), Filipe Monteiro (4), Christian Moga, Martim Costa (3), Mohamed Ali e Victor Romero (4). Treinador: Ricardo Costa.

MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

UM CLÁSSICO DE MÃO CHEIA

COM APOIO INCANSÁVEL NAS BANCADAS E GRANDE EFICÁCIA OFENSIVA, O

SPORTING CP VENCEU O FC PORTO POR 5-2, NUM JOGO ONDE CONTROLOU O RITMO E O RESULTADO DO INÍCIO AO FIM.

Texto: Filipa Santos Lopes, Nuno

Miguel Simas

Fotografia: Isabel Silva

A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal venceu no passado domingo o clássico frente ao FC Porto por expressivos 5-2, em jogo a contar para a sétima jornada da fase regular do campeonato. Numa noite marcada pela homenagem a Júlio Rendeiro, com o Pavilhão João Rocha mergulhado num minuto de silêncio inteiramente respeitado por todos, Edo Bosch apostou num cinco inicial composto por Xano Edo, Facundo Navarro, Rafael Bessa, Gonzalo Romero e Alessandro Verona.

Empurrados pelo apoio dos Sportinguistas, os primeiros cinco minutos foram intensos e praticamente sem pausas, embora longe das balizas. Aos seis minutos, Rafael Bessa viu cartão azul e, em situação de powerplay, o FC Porto foi ocupando mais terreno na meia-pista verde e branca.

Aos oito minutos, Xano Edo prota-

gonizou a primeira grande defesa da noite, travando a stickada de Gonçalo Alves, e Edo Bosch pediu time-out Aos dez minutos, já em igualdade numérica, Xavi Malián evitou o perigo com a ponta da luva, mas nada pôde fazer perante a ofensiva Leonina em novo  powerplay e o Sporting CP celebrou dois golos de rajada.

Aos 12’, e após uma bela combinação, Danilo Rampulla assistiu Facundo Navarro com um passe atrasado e o argentino disparou uma bomba indefensável. Um minuto depois, numa jogada semelhante mas pelo lado contrário do rinque, ‘Nolito’ Romero rematou fortíssimo para o 2-0, capitalizando da melhor forma a superioridade numérica e consolidando uma vantagem confortável. Nos minutos seguintes, o Sporting CP continuou a controlar – e sempre que o FC Porto conseguiu romper a linha, apareceu um atento Xano Edo a travar as intenções azuis e brancas. Edo Bosch voltou a parar o jogo, aos 18 minutos, e Rafael Bessa mostrou ter a lição bem estudada: no seguimento, o português recebeu atrás

da baliza de Xavi Malián, temporizou e combinou com Diogo Barata, que surgiu em velocidade e na passada fez o 3-0.

Aos 20 minutos, o FC Porto, novamente em superioridade, esteve perto de reduzir, mas Henrique Magalhães salvou em cima da linha de golo e, depois, Xano Edo fechou a baliza com um par de defesas impossíveis. Na resposta, Nolito Romero recuperou a posse e ficou muito perto de bisar. Já aos 22’, Alessandro Verona conduziu um contragolpe rapidíssimo e serviu Facundo Navarro, que rematou para mais uma grande intervenção de Xavi Malián.

Foi a alta velocidade que chegou o intervalo, com o Sporting CP a vencer e a convencer perante um FC Porto com poucos argumentos para ferir o Leão. Já os verdes e brancos regressaram dos balneários com ambição e, aos 28 minutos, Alessandro Verona juntou o seu nome à lista de marcadores, após um contra-ataque iniciado por ‘Nolito’, acelerado por Danilo Rampulla e finalizado da melhor forma pelo italiano: remate de

primeira desde a direita, a aproveitar a velocidade da bola para apanhar Xavi Malián em contrapé.

O FC Porto reagiu aos 38 minutos, depois de um primeiro remate de Pol Manrubia defendido por Xano Edo. No ressalto, o esférico sobrou para Telmo Pinto, que só precisou de encostar. Já aos 42 e aos 46 minutos, os portistas – com mais posse nesta fase e ainda à procura de alterar o rumo do clássico – acertaram na trave da baliza verde e branca. Os Leões apostavam então em transições velozes e foi numa delas que Rafael Bessa voltou a obrigar Xavi Malián a defesa apertada.

Aos 48 minutos, o Sporting CP chegou à mão cheia de golos por Danilo Rampulla, que com uma pirueta se libertou da marcação e, de frente para a baliza, executou uma picadinha perfeita para o 5-1. Como não existe bela sem senão, os Leões atingiram a décima falta aos 49 minutos. E se, no duelo directo com Gonçalo Alves, Xano Edo levou os adeptos ao delírio ao defender o livre directo, o FC Porto ainda reduziu na insistência,

por Carlo Di Benedetto.

Um jogo de hóquei em patins de altíssimo nível, que terminou com uma vitória justa, expressiva e importante do Sporting CP.

23.11.2025

Campeonato Nacional Fase Regular – 7.ª jornada Pavilhão João Rocha

3-0 ao intervalo

Facundo Navarro (12’), Nolito Romero (13’), Diogo Barata (18’), Alessandro Verona (28’), Danilo Rampulla (48’)

Telmo Pinto (38’), Carlo Di Benedetto (50’)

Sporting CP: Rafael Bessa, Diogo Barata (1), Danilo Rampulla, Alessandro Verona (1), Roc Pujadas, Facundo Navarro (1), Xano Edo [GR], Henrique Magalhães, José Diogo [GR] e Nolito Romero [C] (1). Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão azul para Rafael Bessa (6’, 20’), cartão amarelo para Gonzalo Romero (6’) e Alessandro Verona (20’).

LEÃO EUROPEU SÓ SABE GANHAR

A equipa de hóquei em patins do Sporting CP venceu, na última quinta-feira o Hockey Bassano 1954 por 5-0, em partida da segunda jornada da fase de grupos da WSE Champions League. Um triunfo justíssimo e marcado por muitos momentos de qualidade e brilhantismo dos Leões de Edo Bosch que na Europa só sabem ganhar – duas jornadas e dois triunfos.

Antes do início da partida, foi cumprido um minuto de silêncio em memória de Júlio Rendeiro, lendário jogador de hóquei em patins do Clube ao serviço do qual ajudou a conquistar três Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e uma Taça dos Clubes Campeões Europeus na década de 70.

Quanto ao jogo, com 17’17 para o intervalo, Rafael Bessa, em remate colocado, descaído para a esquerda do ataque, fez o 1-0 para a equipa Leonina.

Com 9’07 para jogar, Nolito Romero ganhou a bola, isolou-se e com classe fez o 2-0 para a formação de Edo Bosch, resultado que se registava ao intervalo, num jogo aberto, com oportunidades nas duas balizas.

Na segunda parte, a primeira grande oportunidade foi da equipa italiana, em remate de Marchetti à trave e quase na resposta, com 19’49, Alessandro Verona em remate colocado fez o 3-0. Embalada, a equipa Leonina fez o 4-0, em remate do ‘meio da rua’ de Diogo Barata, do lado esquerdo do ataque Leonino com 14 minutos para o final.

O Sporting CP ganhava já com boa margem de conforto e jogava bem e Roc Pujadas depois de ganhar uma bola, isolou-se e por pouco não fazia o 5-0, que chegaria com 10’37, numa esplêndida jogada de Nolito Romero, que assistiu Danilo Rampulla para um perfeito desvio junto à baliza da equipa italiana.

Triunfo final do Sporting CP frente ao Hockey Bassano 1954 por 5-0, com excelente exibição da formação Leonina, que na Europa soma por vitórias os dois jogos já realizados na fase de grupos.

Nolito e Danilo Rampulla marcaram no clássico

MODALIDADES VOLEIBOL

VITÓRIA SUADA E LIDERANÇA CONQUISTADA

LEÕES SOBEM AO PRIMEIRO LUGAR DO CAMPEONATO.

Texto: Filipa Santos Lopes

A equipa masculina de voleibol do Sporting Clube de Portugal venceu no passado sábado a AA São Mamede por 1-3, em jogo da sexta jornada da fase regular da Liga, e subiu ao primeiro lugar do campeonato. Os Leões entraram determinados no Pavilhão Eduardo Soares, rapidamente chegaram ao 0-4 e, mesmo perante uma reacção da equipa da casa (5-7), retomaram o controlo com recepção sólida, distribuição segura de Sergey Grankin e eficácia ofensiva, sobretudo através de Edson Valencia (8-15). Um ás de Lourenço Martins ampliou a vantagem e Jonas Aguenier, muito influente na rede,

selou o set com autoridade num 1425 sem contestação.

O segundo parcial foi bem mais equilibrado, com alternância no marcador até ao 4-4 e períodos de maior solidez da AA São Mamede, que demonstrou a razão da sua boa classificação nesta fase inicial da temporada. Ainda assim, o Sporting CP voltou a assumir o comando no serviço, forçando instabilidade na recepção adversária e chegando ao 8-10. O equilíbrio manteve-se até aos 16-16, mas na fase decisiva os Leões mostraram maturidade e capacidade de definição, fechando o set em 21-25 e elevando a vantagem para 0-2.

No terceiro set, a história foi diferen-

VOLEIBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

te: surgiram erros não forçados pouco habituais na equipa verde e branca e a formação da casa capitalizou essa fase de maior desconcentração, saltando para a frente com um 10-7. Jonas Aguenier devolveu o empate com um bloco firme (10-10), mas a AA São Mamede elevou o nível emocional e competitivo, voltou a ganhar terreno e fechou o parcial em 25-19, reduzindo para 1-2 e reacendendo a disputa.

No quarto set, Kelton Tavares abriu com um serviço directo e o Sporting CP voltou a impor a agressividade do início de jogo, mas a AA São Mamede empatou no 6-6, mostrando que não ia abdicar facilmente do encontro. Com Edson Valencia no serviço, os

Leões voltaram a ganhar ascendente (8-12), mas a equipa da casa recuperou para 17-18, obrigando João Coelho a reunir o grupo.

A resposta foi imediata e o Sporting CP voltou a ganhar margem, chegando aos 20 pontos na frente (22-24).

Ainda assim, a AA São Mamede forçou o jogo para as vantagens (24-24), num final de parcial absolutamente dramático. Após uma sequência de falhas de serviço de ambos os lados, Kelton Tavares voltou a surgir no momento decisivo e, ao quinto match point, fechou o jogo com um serviço fortíssimo que a recepção adversária não conseguiu controlar.

22.11.2025

Liga – Fase Regular – 6.ª jornada Pavilhão Eduardo Soares, São Mamede de Infesta

14-25, 21-25, 25-19 e 26-28

Sporting CP: Tiago Pereira [C], Jan Galabov, Marx Aru, Sergey Grankin (3), Kelton Tavares (13), Edson Valencia (16), Gonçalo Sousa [L], Jonas Aguenier (11), Pedro Abecasis, Jan Pokeršnik (8), Armando Velasquez, Nico Perrén [L], Mads Kyed Jensen, Lourenço Martins (17). Treinador: João Coelho.

Depois de uma vitória difícil, trabalhada e emocionalmente exigente, os Leões seguem agora para uma jornada dupla crucial. No próximo sábado, recebem o Ala Nun’Álvares, e logo na segunda-feira deslocam-se a Matosinhos para defrontar o CA Madalena.

LEOAS PASSAM TESTE COM DISTINÇÃO

TRIUNFO

DA EQUIPA FEMININA DE VOLEIBOL DIANTE DO CLUBE KAIRÓS POR 3-0, COM EXIBIÇÃO EFICAZ.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: Sérgio Martins

A equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal venceu o Clube Kairós por 3-0, na sétima jornada da Liga. Um jogo seguro e com eficácia das Leoas orientadas por Rui Pedro Silva, que assim averbaram mais um triunfo, o terceiro consecutivo, revelador de uma fase positiva da formação verde e branca. Um jogo também marcado pela lesão da distribuidora da equipa açoriana Cali Thompson, sensivelmente a meio do segundo parcial e que limitou bastante as opções do conjunto proveniente da ilha de São Miguel.

O primeiro set pouca história teve, com domínio absoluto do Sporting CP, reflectido nos 25-12 finais. O Sporting CP esteve sempre na frente (muito bem na acção de serviço), com a equipa visitante a ter enormes dificuldades na recepção e a quase só conseguir atacar em bola alta, com

o que de previsível isso acarretou para as opções de remate e, antes, para a distribuição de Cali Thompson. No segundo set, o Sporting CP baixou um pouco o nível de jogo, sobretudo nos primeiros pontos, com a recepção a ficar mais irregular. O Clube Kairós esteve na frente a 7-10 e ainda aumentou aos 11-16 pela acção de remate de Tainá Rosa, a jogadora que mostrou mais capacidade para meter a bola no chão por parte da formação açoriana.

Mas o Sporting CP reagiu muito bem, primeiro pelo bom nível de Ingrid Félix no serviço e depois pelos remates de Leslie Tagle ou pelos blocos Leoninos. As Leoas viraram o resultado para 18-17 e não mais saíram da frente, até fecharem nos 25-23, quando Ingrid Félix, com muita inteligência, jogou deliberadamente com o bloco adversário.

No terceiro set, o Sporting CP dominou amplamente. Novamente mais sólido no bloco e no remate do que as adversárias, a equipa Leonina passou

rapidamente de 6-4 para 11-6, com Jéssica Miranda a aparecer bem no remate. Seguiu-se uma nova ‘vaga’ de pontos Leoninos até aos 18-11. Jady Gerotto no serviço – estratégico, mas sempre intencional – e Amanda Cavalcanti no bloco, distanciaram anda mais as Leoas até uma diferença de sete pontos.

Na parte final do set, destacou-se

25-12, 25-23 e 25-14

Tainá Alessandra com dois pontos, o último dos quais que consumou a

vitória no set nos 25-14 finais e no 3-0 em número de parciais.
Jéssica Miranda terminou o jogo com sete pontos e esteve sempre decidida no capítulo do remate
Sporting CP: Maria Carlos Marques [L], Jéssica Miranda (7), Amanda Cavalcanti (8), Leslie Tagle (4), Anahi Tosi (15), Ozge Kinasts, Tainá Alessandra (2), Jady Gerotto (7), Ingrid Félix (13), Daniela Loureiro [L] [C], Kanna Hanazawa, Ana Clara Nunes. Treinador: Rui Pedro Silva.

MODALIDADES ATLETISMO

LIV DINIS REFORÇA ATLETISMO DO SPORTING CP

ATLETA NASCIDA NA SUÉCIA É ESPECIALISTA DE 1500 METROS E GOSTA DE CORRER TANTO EM PISTA, COMO NO CORTA-MATO.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: José Lorvão

Liv Dinis é reforço da equipa de atletismo do Sporting Clube de Portugal. A atleta de nacionalidade sueca, de 21 anos gosta de competir tanto no corta-mato, como na pista. Corre desde 1500 metros – a maior especialidade na pista – a dez mil metros, em estrada e é presença regular na selecção da Suécia em grandes provas internacionais, tanto no escalão de sub-23, como também nas seniores – irá participar nos Europeus de corta-mato de selecções.

Liv Dinis, filha de pai português e mãe sueca, é mais uma opção importante para a equipa Leonina e na apresentação, começou por explicar de onde veio o gosto pelo atletismo. “O meu gosto pelo atletismo vem de pequena, por causa do meu pai [foi atleta] e da minha mãe e comecei a praticar há cerca de cinco anos”, referiu aos meios de comunicação do Clube. Liv Dinis deu-se a conhecer um pouco como atleta. “Gosto muito de várias distâncias, os cinco mil metros, também dos dez mil metros, mas neste caso não na pista”, disse a meio-

-fundista, que em pista se tem dedicado mais aos 1500 metros, onde tem registado progressos na vertente da velocidade. A nova atleta do Sporting CP mostrou grande entusiasmo por passar a integrar o projecto do atletismo Leonino: “Estou muito contente e feliz por esta nova etapa na minha vida [Sporting CP]. Gosto muito de tudo no Sporting CP, todas as pessoas são muito boas, ajudam-me muito com o idioma, gosto muito”.

A nível de ambições desportivas, Liv Dinis tem expectativas elevadas para concretizar: “Quero ser uma boa atleta no Sporting CP e fazer mais resultados bons”.

Liv explicou também pelo bom feeling a opção de passar a representar o Sporting CP. “Tive logo uma boa sensação com o interesse do Sporting CP, as pessoas foram muito boas, a comunicação foi fácil, com tudo de informação sobre o Clube”, acrescentando: “Estou muito motivada e tenho um sentimento muito bom [poder participar em provas de corta-mato, estrada e pista]. Estou muito contente pelas marcas que consegui [nos Campeonatos da Europa sub-23]”. Por fim, Liv Dinis deixou uma mensagem aos Sportinguistas. “Vou trabalhar, ter o coração no Clube, com coragem e com um sorriso”, prometeu.

LIV CECÍLIA DINIS

DATA DE NASCIMENTO 3 DE JUNHO DE 2004 (21 ANOS)

NACIONALIDADE SUECA

ESPECIALIDADE 1500M

CLUBES ANTERIORES HALLE IF

BILHETE DE IDENTIDADE NOME
Liv Dinis quer contribuir com boas marcas para o sucesso do atletismo do Sporting CP

PRÉMIOS STROMP

63.ª EDIÇÃO DOS PRÉMIOS STROMP DISTINGUE

41 PERSONALIDADES DO SPORTING CP

UMA NOITE DE CELEBRAÇÃO DO SPORTINGUISMO, DOS SEUS FEITOS E DA ESSÊNCIA ECLÉCTICA QUE MOLDA O CLUBE: ASSIM SERÁ A 63.ª EDIÇÃO DOS PRÉMIOS STROMP, QUE NO PRÓXIMO DIA 15 DE DEZEMBRO DE 2025, PELAS 20H00, NO HOTEL SHERATON LISBOA, VOLTA A DISTINGUIR AQUELES QUE HONRARAM O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL AO LONGO DO ANO.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

Os Prémios Stromp, frequentemente apelidados de “os Óscares do Sporting CP”, destacam desde 1963 os atletas, treinadores, dirigentes, funcionários e Sócios cujas acções reflectem o mérito, a excelência e o espírito Leonino que atravessa gerações. Alguns prémios resultam da escolha criteriosa dos membros do Grupo Stromp; outros chegam por inerência, como reconhecimento automático aos atletas que conquistaram medalhas em grandes palcos internacionais, como Campeonatos do Mundo, Campeonatos da Europa e Jogos Olímpicos. Entre os homenageados deste ano sobressaem duas figuras que personificam os valores verdes e brancos: Gonzalo ‘Nolito’ Romero – que em Outubro capitaneou a equipa verde e branca no Campeonato do Mundo de Clubes e ergueu o troféu máximo - é distinguido como Atleta do Ano. Já Patrícia Silva, medalha de bronze nos Mundiais de Atletismo em pista curta, será reconhecida como Atleta do Ano.

O Sportinguismo também se expressa através da liderança e da visão, e aí Morten Hjulmand surge como Futebolista do Ano, enquanto Rui Borges e João Coelho recebem o título de

Técnicos do Ano. No plano colectivo, cinco formações Leoninas serão distinguidas como Equipa do Ano: a equipa masculina de futebol, a equipa masculina de andebol, a equipa masculina de ténis de mesa, e as equipas feminina e masculina de atletismo. A memória e a gratidão também não são esquecidas: Ângelo Girão será distinguido com o Prémio Carreira e Viana Rodrigues, Aurélio Pereira e Júlio Rendeiro serão distinguidos com o Prémio Saudade, num tributo àqueles cujos nomes e feitos permanecerão eternos na identidade do Clube.

Também os atletas medalhados em mundiais e europeus serão celebrados, num gesto que reafirma a fundação multidesportiva e vencedora do Sporting CP. É esta a natureza dos Prémios Stromp: mais do que distinções, são gestos de reconhecimento, capazes de transformar feitos em memória e memória em legado. O Grupo Stromp, reconhecido nos Estatutos do Sporting CP, mantém-se como organização funcional e financeiramente autónoma. Ao longo de 63 anos, atribuiu um total de 1078 distinções, incluindo as de 2025, sempre custeadas pelos próprios membros, preservando íntegra a tradição de elevar aqueles que fazem do Sporting Clube de Portugal uma instituição única no desporto mundial.

OS 41 PREMIADOS DOS PRÉMIOS STROMP – 2025

PRÉMIOS POR ESCOLHA

Atleta do Ano: Gonzalo ‘Nolito’ Romero (Hóquei em Patins)

Atleta do Ano: Patrícia Silva (Atletismo)

Equipas do Ano: Equipa masculina de futebol, equipa masculina de andebol, equipa masculina de ténis de mesa, equipa feminina de atletismo e equipa masculina de atletismo

Revelação do Ano – Futebol: João Simões

Revelação do Ano – Modalidades: Matilde Pinto (Ténis Mesa)

Futebolista do Ano: Morten Hjulmand

Técnicos do Ano: Rui Borges (Futebol) e João Coelho (Voleibol)

Coordenador do Ano: Paulo Gomes (Academia Cristiano Ronaldo)

Dirigente do Ano: Frederico Varandas (Presidente do Sporting e da Sporting SAD)

Academia: Eduardo Felicíssimo (Futebol)

Sócio do Ano: António Magalhães (Presidente do Solar do Norte)

Saudade: Viana Rodrigues, Aurélio Pereira e Júlio

Rendeiro (Grupo Stromp)

Especial Carreira: Ângelo Girão (Hóquei em Patins)

Especial Funcionário: Vítor Costa (Departamento Futebol)

Especial Núcleos: Núcleo do Sporting CP de Minde

PRÉMIOS POR INERÊNCIA

Europeu: Guilherme Henriques e Lara Fernandes (Ginástica Acrobática)

Europeu: Alice Santos, Leonor Carreira e Ema Fernandes (Ginástica Acrobática)

Europeu: Filipe Marques (Paratriatlo)

Europeu: João Costa (Tiro)

Europeu: Rafael Bessa e Xano Edo (Hóquei em Patins)

Europeu: Vicente Pereira (Natação Adaptada)

Europeu: André Almeida (Natação Adaptada)

Europeu: Diogo Matos (Natação Adaptada)

Mundial: Diogo Abreu e Pedro Ferreira (Ginástica Trampolim Individual)

Mundial: João Soldado (Ténis de Mesa Adaptado)

Mundial: Carina Paim (Atletismo Paralímpico)

Mundial: Igor Oliveira (Atletismo Paralímpico)

Mundial: Tiago Santos (Kickboxing)

Mundial: Equipa masculina de Hóquei em Patins

Nolito Romero será distinguido com o prémio de Atleta do Ano

BREVES

ATLETISMO: SPORTING CP TERMINA NACIONAIS DE CORTA‑ ‑MATO NO 2.º LUGAR

Fotografia: André Santos

As equipas masculina e feminina seniores de atletismo do Sporting Clube de Portugal terminaram os Campeonatos Nacionais de corta-mato no segundo lugar colectivamente, em provas que decorreram em Lagoa, no Algarve.

Na prova feminina, Ana Mafalda Ferreira foi a melhor atleta do Sporting CP. Foi a 3.ª classificada, com a recente reforço Liv Dinis a terminar na 5.ª posição, Marta Castro no 15.º lugar, Susana Francisco no 21.º posto e Catarina Carmo no 26.º lugar – pontuavam para a equipa as quatro atletas com melhor classificação.

Na equipa masculina, Charles Rotich foi o melhor atleta do Sporting CP, no 2.º lugar, com Rui Pinto a terminar no 10.º lugar, Nuno Pereira no 12.º posto, João Pedro Santos em 13.º, Duarte Gomes foi 16.º, Duarte Santos foi 18.º e Alexandre Lucas foi 20.º na geral individual. Também pontuavam os quatro melhores. João Pedro Santos, do Sporting CP, foi campeão nacional de sub-23.

JUDO: 7.º LUGAR EUROPEU

A equipa mista de judo do Sporting Clube de Portugal terminou no 7.º lugar a participação na Champions League, prova organizada pela Federação Europeia da modalidade.

A representação Leonina foi convidada para a prova devido ao trajecto em anos anteriores de muito prestígio na Champions League.

O modelo da competição foi de equipas mistas e a prova decorreu em Belgrado, capital da Sérvia.

SÓCIOS: UM RECORDE DE ASSINALAR

Destaque na formação para os títulos colectivos em sub-18 e em sub-20 femininos e em sub-16 masculinos e para o 2.º lugar por equipas nos sub-20 masculinos e na estafeta mista de seniores. As equipas masculina e feminina seniores, os sub-20 masculinos e femininos e a estafeta mista do Sporting CP estão todas apuradas para a Taça dos Clubes Campeões Europeus, que vai realizar-se no Algarve, a 9 de Fevereiro.

Nasceu a 21 de Novembro de 2025, às 11h25, e às 11h30 já era oficialmente Sócio do Sporting Clube de Portugal: com apenas cinco minutos de vida, João Francisco Fontes Alves tornou-se o mais recente membro da família verde e branca, naquele que poderá ser um dos registos de Sócio mais rápidos de sempre.

Com outra particularidade: João Francisco representa a quarta geração consecutiva de Sportinguistas de nome “João”, dando continuidade a uma tradição profundamente ligada ao Clube.

A linhagem iniciou-se com João Francisco de Lourenço Alves (bisavô), seguido de João Manuel Malico Alves (avô), João Francisco Correia Alves (pai), Miguel Correia Alves (tio) e, agora, o recém-nascido João Francisco Fontes Alves, Sócio número 182.193-0.

Um Leãozinho que representa o Sporting CP enquanto amor que se transmite de geração em geração. Bem-vindo, João!

RESULTADOS

Corta Mato Longo 7.47 km

3.º Ana Mafalda Ferreira 26’26’’10

Liv Dinis não class. 26’43’’50 14.º Marta Castro 27’58’’10

20.º Susana Francisco 29’02’’00

25.º Catarina Carmo 29’19’’80

29.º Carlota Almeida 30’09’’90 Equipas

2.º Sporting CP 44 pts

Absolutos Légua Marcha Atl. Alvaiázere

5 km

3.º Margarida Sá 24’50’’50

Sub 23 Camp. Nac. Corta Mato Longo 7.47 km Liv Dinis não class. 26’43’’50

4.º Marta Castro 27’58’’10 7.º Carlota Almeida 30’09’’90

Sub 20 Camp. Nac. Corta Mato Longo 4.45 km

1.º Carolina Correia 16’10’’50 - CAMP. NAC.

4.º Stela Fernandes 16’30’’80

6.º Ema Simão 16’53’’70 8.º Leonor Rijo 17’38’’70

10.º Mariana Rijo 18’14’’70 11.º Beatriz Almeida 18’15’’90 Equipas

1.º Sporting CP 11 pts - CAMP. NAC.

Sub 18 Camp. Nac. Corta Mato Longo 4.45 km

2.º Maria Jesus 16’12’’50

13.º Mariana Isidro 18’26’’40

14.º Teresa Amado 18’26’’50

29.º Maria Vitorino 19’32’’40

30.º Rita Gaspar 19’43’’40 33.º Sofia Faria 19’52’’90 Equipas

1.º Sporting CP 29 pts - CAMP. NAC.

Sub 18 Légua Marcha Atl. Alvaiázere

5 km 5.º Constança Santos 40’03’’00

Sub 16 Camp. Nac. Corta Mato Longo

2.96 km 1.º Teresa Enock 11’07’’00 - CAMP. NAC.

27.º Leonor Matos 12’23’’60

34.º Carlota Macedo 12’32’’00

51.º Sónia Cruz 12’54’’90

69.º Joana Silva 13’56’’00

70.º Lara Santos 13’58’’30

Equipas

3.º Sporting CP 62 pts

Benjamins B Légua Marcha Atl. Alvaiázere

1 km 1.º Nicole Tristão 5’30’’40

3.º Mara Esik 6’12’’30

MISTOS

Absolutos Camp. Nac. Corta Mato Longo

Estafeta

2.º Sporting CP (Teresa Delfino, Rodrigo Lima, Patrícia Silva, Alex Macuácua) 18’27’’

Absolutos Légua Marcha Atl. Alvaiázere

Equipas

2.º Sporting CP 43 pts

BASQUETEBOL

MASCULINO

Seniores Europe Cup Sporting CP 121-67 CS Vâlcea

Seniores Taça Liga

Sporting CP 94-62 SC Vasco Gama

Sub 23 Camp. Nac. 1.ª div. Carnide Clube 76-81 Sporting CP

Sub 18 Camp. Dist.

Sporting CP 108-42 Odivelas BC

Sub 16 Camp. Dist. Sporting CP 98-41 Odivelas BC AE Física 53-77 Sporting CP B

Sub 14 Camp. Dist.

SIMECQ 29-115 Sporting CP

Sporting CP 88-31 VS Vilafranquense

Sub 12 Circ. Mini12

Sporting CP 34-47 Algés Dafundo

FEMININO

Seniores Liga

29/11 – SÁBADO

Competição: Liga – 7.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. Ala Nun’Álvares

Horário e local: 15h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: directo e exclusivo

Competição: Liga – 11.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. CR Leões de Porto Salvo

Horário e local: 20h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: directo

30/11 – DOMINGO

Competição: Liga 2 – 12.ª jornada

Francisco Silva 552-11x

Octávio Vicente 544-7x

Eduardo Jesus 543-8x

Pedro Ferreira 523-5x

Rui Delgado 489-3x

10 m equipas

Sporting CP (João Costa, Domingos Rodrigues e Fernando Ferreira) 1700-41xCAMP. REG.

C 10 m 2.º Marcelo Cazassa 617.8

3.º Gonçalo Diogo 611.9

Juniores B Camp. Reg.

C 10 m 2.º Afonso Duarte 580.3

Veteranos Camp. Reg.

P 10 m 2.º João Gouveia 547-2x

5.º Leonardo Oliveira 542-9x

10.º Paulo Mendonça 527-8x

15.º Wilson Correia 498-5x

18.º Joaquim Clemente 489-3x

P 10 m equipas

1.º Sporting CP (Paulo Mendonça, Leonardo Oliveira e João Gouveia) 1616-19x - CAMP. REG.

C 10 m 8.º António Diogo 552.6

TACCA Camp. Reg.

P 10 m 1.º Pedro Ferreira 518-2x - CAMP. REG. Adaptado P1 Camp. Reg.

P 10 m 1.º João Peixoto 556-8x - CAMP. REG.

Camp. Reg.

Ana Rodrigues 559-17x

Magda Ruano 541-6x

Catarina Vieira 538-9x

Jogo: Sporting CP vs. SC Farense Horário e local: 15h30 – Estádio Aurélio Pereira Transmissão: directo e exclusivo

ANDEBOL

Competição: Campeonato Andebol 1 9.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. AA Avanca Horário e local: 18h30 – Pavilhão João Rocha Transmissão: directo e exclusivo

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