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SOUTHGOLF MAGAZINE | SUMÁRIO

D u b a i Wo r l d G o l f D e s t i IGTM - Vilamoura - Por tugal 2012

8 - 11 Noticias Amadores 12 - 17 Noticias Profissionais 1 8 - 2 1 World Final Southgolftour: 2 2 - 2 7 Feira & Metings - GTM 2012 - Vilamoura 28 - 34 Oceânico vs Portugal Masters 3 6 - 3 9 Vo l v o G o l f M a s t e r s 4 0 - 4 9 Reportagem Golf Course: Golf Saint Donat - Cannes 51 - 55 Técnicas: Chipping 56 - 60 Sabe como Jogar Penha Longa - Atlântico? 62 - 63 Regras F o t o : 4T u r i s m o d o D u b a i


SUMÁRIO | SOUTHGOLF MAGAZINE

nations 2013

número zero

fevereiro 2013 SOUTHGOLF MAGAZINE | REPORTAGEM | WORL FINAL SOUTHGOLFTOU FOR AMATEURS

MASTERS PORTUGAL | REPORTAGEM | SOUTHGOLF MAGAZINE

Oceânico vs Masters de Portugal

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nserido numa área de cerca de 90 hectares, onde a preservação tanto das zonas húmidas existentes, como da vegetação autóctone foram respeitadas, ergue-se um dos melhores campos de Portugal e da Europa

TEXTO TÉCNIC O: José Dias Oceânico Pro TEXTO: Luís Manuel Nogueira FOTOS: Luís Manuel Nogueira

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ste percurso conta com aproximadamente 13 hectares de lagos, que funcionam também como reservatório para a rega, para além de albergar milhares de aves que ali nidificam. De predicados “sofre” ainda; em ser considerado um dos melhores e mais sofisticados campos de golfe da Europa. No seu, curto mas extenso percurso, este campo já foi o anfitrião do World Cup Championships em 2005 e recebe desde 2007 o Portugal Masters. Estando considerado como o numero dez em Portugal pelo site Top 100 de campos da Europa. A sexta edição (consecutiva) de uma das mais importante provas do calendário do European Tour, o Portugal Masters, que teve este ano o seu melhor torneio de sempre. O “leque” de jogadores foi realmente dos melhores que há memória nos nossos fairways. A juntar a este grupo, destaque para Ricardo Santos, que este ano se apresentava em casa com jogador regular do Tour. Seguiram-se quatro dias de prova repletas de êxito, com uma audiência de espetadores quase na “mágica” cifra dos 40.000 visitantes. Um numero a ter em conta por todos, são as mais de 1.400 horas de televisão internacional de radiodifusão “de borla”, com um alcance total de mais de casa 413.716.539 pessoas, que esta prova. Números muito sérios a ter em conta pelos responsáveis de quem faz a promoção do nosso país. Em suma, esta parceria enter o Grupo Oceânico com a PGA European Tour e o Turismo de Portugal, que proporciona a plataforma para acolher este evento, que consolidando Portugal e o Algarve como o melhor destino de golfe da Europa e um dos melhores do mundo.

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ceânico vs 2 8 P oO rtugal Masters SOUTHGOLF MAGAZINE | REPORTAGEM GOLF COURSE | SAINT DONAT

SAINT DONAT | REPORTAGEM GOLF COURSE | SOUTHGOLF MAGAZINE

our view

GOLF COUNTRY CLUB DE SAINT DONAT Entre o coração de Grasse e Cannes

4,5 SOUTHGOLF MAGAZINE

Construído por uma das mais conceituadas empresas europeias, a Beneditti Golf International, que tem no seu “curriculum” mais de uma centenas de percursos, entre os quais se pode destacar o Lemuria Seychelles – de autoria de Rodney Wright e Marc Farry (profissional francês vencedor em 1996 do BMW International Open, o Belle Mar Golf, nas Maurícias, de autoria do inglês Peter Aliss que, além de arquiteto de campos, foi jogador profissional. É também autor de vários livros de golfe. A Beneditti é também reconhecida por trabalhar directamente com os mais conceituados designes de campos do mundo: Ronald Fream – Vale da Pinta e Gramacho (9 buracos), Robert Trent Jones – Tróia e Quinta da Marinha, bem como Robert Trent Jones Júnior – Penha Longa (Mosteiro e Atlântico) e, mais recentemente, o Onyria Palmares .

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40 Golf de Saint Donat SOUTHGOLF MAGAZINE | TÉCNICAS/ DICAS

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Deve agarrar no taco mais em baixo

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A bola deve estar mais posicionada para o lado direito quase em frente ao pé direito e peso do corpo favorece o lado esquerdo

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u acredito que uma boa estratégia de jogo curto, deve envolver a utilização de alguns tacos para produzir uma variedade de trajectórias e diferentes velocidades, a fim de ser mais fácil fazer com que a bola pare mais perto do buraco. É claro que há sempre excepções à regra. Um bom exemplo disso, era Severiano Ballesteros, que sempre que possível, preferia o ferro 9 para fazer o “chipping”, ele tinha um grande “feeling” para controlar a distância bem como o “spin” da bola, o que o tornou num grande “mago” do “chipping”. Defendo ainda a ideia que todos os jogadores deviam utilizar pelo menos dois tacos. Por exemplo; um ferro 9 ou “pitching wedge” para distâncias curtas ou intermédias, e um ferro 7 ou 8, para a bola rolar um pouco mais. Para ser consistente, acho que esta é uma boa estratégia a seguir: aprender a fazer um “swing” básico e simplesmente mudar de taco para diferentes situações.

TÉCNICAS/ DICAS | SOUTHGOLF MAGAZINE

GRIP Tal como no “putt”, queremos reduzir ao mínimo o movimento dos pulsos para fazer “chipping”. As mãos e os pulsos são parte fundamental para um bom “chipp-shot”, mas uma acção excessiva dos pulsos leva a uma grande inconsistência. Para um “chip” , normal temos a opção de utilizar o “gripp” normal, ou então, o “grip” do “putt”, o que for mais confortável. Para um pouco mais de controle, é sempre bom agarrar no taco mais em baixo, enquanto a pressão das mãos deve ser leve para melhorar o “feel”.

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POSIÇÃO

Nós gostamos de definir o “shot” de “chip”, que passa mais tempo a rolar no chão do que pelo ar, como não sendo mais do que extensão de um “putt”, a que se introduz um certo elemento de “loft”, o que faz a bola voar sobre “rough” ou pelo “avant-green”, e depois, rolar para perto do buraco.

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A posição do “stance” é criada com algumas alterações em relação à posição do “putt”. O meu peso favorece agora o lado esquerdo, a bola está mais posicionada para o lado direito quase em frente ao pé direito, e as minhas mãos estão ligeiramente em frente da bola. Não há qualquer transferência de peso, por isso os pés devem estar mais juntos e ligeiramente para a esquerda do alvo, e o peito também deve estar mais por de cima da perna esquerda. Agora que estamos correctamente alinhados e posicionados, vamos deixar que o movimento pendular entre em acção. Sem qualquer movimento das pernas e ancas, o torso roda para traz mantendo o triângulo entre os braços e os ombros. Pode haver uma ligeira quebra dos pulsos mas esta deve ser controlada à medida que se faz o movimento para trás. 53

51 Técnicas - Chipping

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EDITORIAL | SOUTHGOLF MAGAZINE

Luís Manuel Nogueira*

E U Q O R A G O J ? E E T NO

Diretor

Sempre que chegamos ao Tee, uma dúvida apodera-se de nós. O que vamos jogar? Será o Drive? Ou uma madeira? Ou será que o melhor mesmo é jogar um ferro? São estas as hesitações com que nos deparamos sempre que ali chegamos.

Esta equipa está ciente do Stock Index da tarefa a que se propõe. Mas estamos seguros da nossa vasta e reconhecida experiência profissional na área do golfe, tanto a nível nacional como internacional. Sabemos que a batalha pela qualidade é árdua e contínua mas dela nunca iremos abdicar.

Também na nossa vida profissional e pessoal estas questões se levantam e fazem parte das nossas preocupações É com o rigor da “distância”, a diárias. transparência de um bom “shot” Quando decidimos editar a Southgolf e sempre com a honestidade do Magazine, a “tal” questão também se “resultado” que vamos enfrentar todas as vicissitudes desta “partida”. apoderou de nós! Estaremos sempre atentos à evolução dos tempos de forma a poder melhorar Chegados então ao Tee, pensamos, a qualidade da informação, sempre refletimos e decidimos jogar com o com rigor e sem nunca contornar a Drive, sabendo que, no entanto, o independência jornalista. fairway não é largo e que pelo caminho há lagos, out-of-bounds, bunkers e outros obstáculos. Também aqui – e Nesta atual conjuntura sóciomais uma vez como nas nossas vidas económica, vamos “lutar” com esta – temos de acreditar em nós e na realidade! Não há outra! Apenas nossa experiência, bem como nos esta! Também aqui, vamo-nos valer da nossa experiência, tentando com nossos conhecimentos. ela contribuir para a divulgação da

modalidade e com isso dar a conhecer ao mundo o “nosso” golfe, convitos do que bom que existe em Portugal! A Southgolf Magazine é a primeira revista de golfe em Portugal a ser editada numa plataforma digital, onde o universo é composto por mais de quarenta milhões de leitores diários. Na Southgolf Magazine o leitor não só irá encontrar temas pragmáticos da atualidade golfistica como também artigos relacionados com o laser, como hotéis, spas, viagens, entre outros. Para este primeiro número, reservamos um “tee-time” com a abordagem dos temas que o leitor irá ter à sua disposição. Por fim, esperemos que este desafio seja ganho por todos, este é o desejo desta equipa

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SOUTHGOLF MAGAZINE | NOTICIAS | AMADORES

CLUBE DE GOLFE DOS JORNALISTAS A Final do circuito Nuno Ferreira termina a época com uma dupla vitória de Nuno Ferreira Clube de Golfe de Jornalistas.

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ealizou-se no passado dia 4 de dezembro no campo de golfe da Aroe ira, a terceira edição da Taça do Presidente, e consequentemente a sexta prova da Ordem de Mérito do Clube de Golfe dos Jornalistas. Prova aberta a sócios e convidados de sócios, amadores e profissionais.A exemplo do ano anterior, Nuno Ferreira voltou a superar toda a concorrência, e que curiosamente foi também na última prova da época que todo se decidiu, e a seu favor. Nuno Ferreira, viria a terminar o circuito com 1110 pontos, com apenas mais cinco pontos de Jorge Guerreiro e Luís Manuel Nogueira, segundo e terceiro classificados respetivamente. A juntar a esta vitória, Nuno Ferreira venceu também o troféu “Taça do Presidente”. No que respeita ao Ranking, (classificação em Gross, dos sócios com Hcp gerido pelo clube) e que nomeia o Capitão do Clube para o ano seguinte. Nesta classificação, Jorge Guerreiro sucede a Luís Manuel Nogueira, vencendo com 1450 pontos mais 90 pontos que este. Em relação à sexta prova do calendário, Nuno Ferreira venceu a prova

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campo de golfe da Aroeira, recebeu o torneio anual Caixa Leasing e Factoring, organizado pelo Clube de Golfe da CGD e pontuável para a sua Ordem de Mérito. Este torneio contou ainda com muitos convidados que vieram “engordar” o número de participante, uma centena ao todo, entre associados e convidados. O grande vencedor desta prova foi Fernando Maximiano com 28 pontos na classificação Gross. Na classificação entre os associados da CGD, a vitória “sorrio” a António Domingos Almeida com 40 pontos, seguido de Alexandre Tores Jr. com 39 pontos. O terceiro lugar ficou entregue a Celso Ponce Nunes com 38 pontos. Na classificação de senhoras, a vitória foi para Maria Conceição Tomás com 38 pontos. No que respeita a convidados, Fernando Bernardino, vencedor do ano anterior, comeuteu a “brincadeira” e volteou a vencer a prova, com 35 pontos (net), seguido de David Reis com 35 pontos e Carlos Bernardino com 34 pontos.

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com 34 pontos, seguido de Jorge Guerreiro com 32 pontos e Victor Caldas com 31 pontos. Na classificação Gross a vitória foi para o profissional António Dantas com 33 pontos gross. Mais uma vez o encerramento da atividade de 2012, contou o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Manuel Agrellos, que voltou a destacar o papel dos jornalistas na promoção e divulgação da modalidade, defendo a evolução e desmistificação deste desporto. Este ano o presidente do Clube de Jornalistas Mário Zambujal não pode estar presente, fazendo-se representar pelo presidente sembleia Geral, Eugénio Alves, que na sua intrevenção fez destacados elogios ao núcleo, como um polo aglutinador dentro do Clube de Jornalistas. Antes da entrega dos prémios anuais, houve apresentação alusiva aos últimos seis anos de atividade regular com provas oficiais do clube, com destaque para o numero de voltas que o clube já efetuado ao longo destes anos, bem como número de provas organizadas e o crescimento de novos jogadores sócios do Clube de Jornalistas.ainda, que esta prova será aberta a todos os sócios, e todos eles podem concorrer à vitória.

Torneio CAIXA LEASING E FACTORING Vitória de Fernando Maximiano em Gross

Os Premiados


AMADORES NOTICIAS | SOUTHGOLF MAGAZINE

1º Melaka World Heritage Europe International Golf 2013

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ai decorrer entre os dias 11 e 18 de fevereiro na cidade de Melaka - Malasya o 1.º MWHEIG - Melaka World Heritage Europe International Golf 2013. Trata-se um torneio no formato da Ryder Cup, entre jogadores amadores da Europa e a cidade de Melaka, sendo esta seleção composta por vários estados da Malasya. A seleção da Europa é representada por dez

países incluindo Portugal. Cada uma das seleções é constituída por trinta jogadores, sendo que seis são senhoras. Este torneio de golfe, termina com a realização de Pro-Am com todos os jogadores intervenientes. Este evento esta inserido nos 750 anos da cidade de Melaka, Património Mundial pela UNESCO desde 2008.

A prova vai ter lugar nos seguintes campos; A’Famosa Golf Resort, Ayer Keroh Country Club, (o nome A ´Famosa é o nome da fortaleza construida pelos portugueses em Malaca, construida no século 16. Posteriormente vandalizada pelos holandeses quando do cerco à cidade já no século 17). Tiara Melaka Golf & Country Club. Por fim o Pro-Am vai-se realizar no Orna Golf & Country Club. O objetivo deste evento, tem como principal meta depois de ser uma cidade Património Mundial, que se venha a tornar num “Destino preferencial de golfe”

A Famosa Golf Resort - Malasya

TAÇA MANUEL AGRELLOS A Formação da Federação Portuguesa de Golfe bateu por 9-11 a formação da PGA Portugal

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selecção nacional de amadores venceu a primeira edição da Taça Manuel Agrellos, organizada pela PGA com a colaboração da Federação Portuguesa de Golfe, no Campo de Golfe do Montado, em Palmela. A equipa da FPG derrotou a de profissionais da PGA de Portugal por 11-9, um triunfo inequívoco, dado ter vencido duas das três jornadas: os pares ‘fourball’ (3-2) e os singulares (5,5-4,5), tendo apenas empatado (2,5-2,5) os pares ‘foursomes’, o campeão nacional de profissionais, o indiscutível nº1 nacional e campeão do Open da Madeira do European Tour. Gonçalo Pinto já tinha sido melhor do que Ricardo Santos em ‘stroke play’ no Open PGA da Quinta do Peru mas agora fêlo em ‘match play’ e pelo expressivo resultado

de 4/3, dando o xeque-mate no buraco 15! Os amadores dilatavam a vantagem para 10-8 numa altura em que só havia dois duelos em campo: Hugo Santos, Ricardo Melo Gouveia e António Sobrinho-Miguel Gaspar. A PGA precisava de vencer os dois ‘matches’ para empatar e forçar a um ‘playoff’. Para Nuno Campino, «a vitória dos amadores é também um elogio para os profissionais, porque a maioria deles são treinadores e são eles quem treina estes jovens amadores. Se os amadores jogam bem é porque os profissionais ensinam bem». A terminar, José Correia, considerou «o balanço como muito positivo, pela exposição mediática, presença de espectadores, espírito de desportivismo das duas equipas e nível competitivo demonstrado».

Oceânico Victoria a c ol h e P ort u g a l Masters em 2013

entre os dias 10 e 13 de outubro. -O “palco” será e desde à sete anos consecutivos o Oceânico Victoria. Mantendo-se assim duas provas do calendário do Europeantour em Portugal.

Este ano a prova mais importante realizada em Portugal, o Portugal Master vai-se realizar

Selecção de Profissionais

Selecção de A m adores

FOTO ARQUIVO/ SOUTHGOLFTOUR

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www.southgolftour.com


NOTICIAS | SOUTHGOLF MAGAZINE

O Laranjal pode receber a Ryder Cup 2022?

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ão se trata de nenhuma piada de carnaval a possibilidade de Portugal – nomeadamente o campo do Laranjal, na Quinta do Lago – poder vir a receber a Ryder Cup 2022. Depois de Portugal ter sido candidato à realização da Ryder Cup em 2018, podemos voltar a ter o mesmo cenário, agora para 2022, tendo em conta que o país eleito para a realização da prova nesse ano ainda não está definido. Assim, temos já confirmada, em 2014, a prova na Escócia, em Gleneagles. Segue-se em 2016 o Minnesota, no Hazeltine National Golf Club, EUA e, em 2018, França. Em 2020 a prova joga-se em Wisconsin nos Estados Unidos. Quanto a 2020, ainda não se sabe que país vai receber este evento na Europa. Se a esta incógnita juntarmos as palavras do jornalistas americano da CNN Travel, Tony Smart, que em setembro de 2012, colocou a Quinta do Lago no décimo lugar do WORLD´S 10 BEST GOLF RESORTS – a sua apreciação considera o Laranjal como o grande campo para receber este evento (Ryder Cup), elegendo-o como o Augusta da Europa. Conclui, depois de rasgados elogios ao percurso de San Lorenzo que “In short, it’s a golfers’ heaven”, podemos começar a sonhar outra vez com a possivel candi-

datura. No entanto, há quem defenda o regresso da prova ao The Belfry (Inglaterra), sendo essa, inclusive a opinião do próprio diretor, Gary Silcock, que o afirmou numa entrevista exclusiva à worldgolf. com. Mas os interessados não ficam por aqui. A Turquia é um dos novos players em jogo. A Turquia vai receber, este ano, uma prova do European Tour, em novembro, com um prize-money no valor de 7.000 dólares (+/- 5.200 euros), a juntar ao tradicional Turkish Airlines World Golf Final com 5.200 mil dólares (+/- 3.900 euros), a dividir por oito jogadores, que se realiza em outubro. Em 2012 esta prova foi ganha por Justin Rose, que embolsou 1.500 dólares (qualquer coisa como 1.120 euros). Como estes números indicam, a federação e o governo turco estão decididos a apostar fortemente na realização deste evento no país em 2020. Ainda no artigo da CNN Travel, Tony Smart considera como número UM o Pinehurst Resort, Pinehurst, na Carolina do Norte, Estados Unidos, como o melhor resort do mundo de golf. O campo, fundado em 1895, recebeu em 1951 o Ryder Cup e em 1999 o U.S. Open. LMN Lanrajal Golf Course

- Quinta do Lago

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PGA’s of Europe Championship

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ugo Santos sagrou-se bicampeão europeu de profissionais de clube, ao vencer o Unicredit PGA’s of Europe Championship, torneio de 56.500 euros em prémios monetários, que se realizou no Pravets Golf & Spa, na Bulgária. Hugo Santos, somou 278 pancadas, -10 que o Par do campo, com voltas de 68+70+68 e 72, conseguindo bater por 1 ‘shot’ um trio de perseguidores constituído pelo galês Lee Rooke, o francês Frédéric Cupillard e o espanhol Mikel Galdos. Há um ano, Hugo, tinha-se tornado no primeiro português a conquistar este prestigiado torneio da PGA of Europe derrotando no ‘play-off’

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o holandês Ben Collier, depois de terem empatado no final dos 72 buracos regulamentares com 277 pancadas, 11 abaixo do Par. Para além de Hugo Santos, o ex-campeão nacional, António Rosado, outro algarvio, foi 28º (empatado) com 293 (72+73+73+75), +5, enquanto o madeirense Luís Franco foi 40º com 311 (71+79+80+81), +23, num total de 48 participantes. Hugo Santos embolsou 10 mil euros. Há um ano, Hugo Santos comparara a ser campeão europeu com uma vitória na Liga dos Campeões. A euforia não é menor: «Continua a ser uma sensação muito agradável, especialmente depois dos momentos de pressão».

FOTO ARQUIVO/ SOUTHGOLFTOUR

HUGO SANTOS BICAMPEÃO EUROPEU


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José Dias vence o Campeonato Nacional de Seniores P G A P o r t u g a l 2 01 2

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campeão do Masters dos Estados Unidos de 2011, Charl Schwartzel, venceu o Thailand Golf Championship com -11 pancadas O sul-africano de 28 anos, que não vencia um torneio desde o seu sucesso em Augusta em Abril de 2011, e ficou em segundo lugar na anterior edição do Thailand Golf Championship, prova que se realizou no Amata Spring Country Club, com um prize-money de um milhão de dólares. Schwartael conseguindo uma das suas melhores vitórias de toda a sua carreira ao conseguir assegurar desde o primeiro dia a liderança na prova, conseguindo superara o “trauma” de estar perto da vitória e depois perde-la. Desta vez foi diferente e terminou o dia com 65 pancadas. Schwartzel tinha iniciado o último dia com cinco

pancadas de vantagem e aumentou-a com quatro abaixo do par nos primeiros nove buracos, acabando desde logo com as esperanças dos perseguidores em conseguirem vencer. O sul-africano tinha repartido o terceiro lugar com Luke Donaldo no Dubai, a cinco pancadas do Rory. Bubba Watson, campeão do Masters deste ano, terminou o último dia com sete abaixo do par, as mesmas de Schwartzel, conseguindo assegurar o segundo lugar repartido com o “homem” da casa o tailandês Thitiphun Chuayprakong, com 14 abaixo do par no total. Por seu lado, o detentor do troféu Lee Westwood, não conseguiu melhor do que o décimo primeiro lugar com menos nove pancadas. Sérgio Garcia conseguiu o quarto lugar com 276 pancadas.

FOTO ARQUIVO/ SOUTHGOLFTOUR

Profissional do Oceânico Golf, José Dias, sagrou-se campeão nacional de seniores pela primeira vez, ao classificar-se em 15º lugar da geral com 232 (74+78+80) +16 que o par, no Campeonato Nacional da PGA Portugal. A prova teve lugar na Quinta do Peru. José Dias, profissional desde 1993, teve a sua primeira vitória como amador em 1987 no Palmares Trophy, depois de no ano anterior ter ficado na segunda posição. Seguiram-se muitas vitórias, incluindo no ano de 1991 a do Amateur Algarve Open. Como amador teve a sua última vitória no The Schroder Asseily Tournament, em 1992, passando a profissional em setembro de 1993. No primeiro (meio ano) como profissional conseguiu um sexto lugar no Bela Vista Course Huelva em Espanha e um 12º lugar no Sata Open Açores. Em 1996 venceu o Olimar Tournament, que teve lugar na Quinta do Lago. José Dias continua o seu legado com mais uma vitória como profissional. A edição de 2012, a exemplo da do ano anterior, foi ganha por Hugo Santos que este ano, além deste titulo, se sagrou bicampeão europeu de profissionais de clube. Nas senhora a vitória foi conquistada pela britânica Kirsty Fisher.

Charl Schwartzel vence o Thailand Golf Championship

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21.ª edição do Madeira Islands Open

Foto: arquivo/ luís Manuel Nogueira

R I C A R D O S A N T O S T E N TA R Á D E F E N D E R O T Í T U L O , N U M A N O E M Q U E O T O R N E I O O F E R E C E 6 7 5 M I L E U R O S E M P R É M I O S M O N E TÁ R I O S Madeira Islands Open próximo ano, Santos tentará Ranking do Challenge Tour. regressa ao Clube de Golfe tornar-se no primeiro jogador a Por seu lado, Keith Waters, o do Santo da Serra, de 16 a 19 de defender com êxito o título do Director-executivo de Operações Maio de 2013, um ano depois de Madeira Islands Open, com um do European Tour, declarou: «O ter sido conquistador por Ricardo prize-money de 675 mil euros em Madeira Islands Open tornouSantos, que proporcionou a prémios monetários. se numa das etapas fixas e melhor celebração possível à 20ª O torneio coincidirá no calendário tradicionais do calendário do edição do torneio madeirense, com o Volvo World Match Play Circuito e providencia a todos os tornando-se apenas no segundo Championship e voltará a fazer nossos membros a oportunidade português a vencer um torneio do parte dos calendários oficiais de jogar e de ganhar pontos para European Tour, depois de Daniel do European Tour e Challenge o Ranking Mundial e para o “Race Silva. Tour, contando para o “Race to to Dubai”. Quando regressar em Maio do Dubai” do European Tour e para o

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Ror y McIlroy Nor t e da Irlanda ou Reino Unido?

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número um mundial, o norte-irlandês Rory McIlroy, está a equacionar a não participação nos Jogos Olímpicos de 2016 para evitar ferir sensibilidades na escolha da seleção a representar. Rory é originário da Irlanda do Norte, e por esse motivo pode ser selecionado tanto pela Grã-Bretanha como pela Irlanda para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Numa recente entrevista à BBC, Rory referiu ser uma situação muito difícil, uma vez que é norte-irlandês e como tal poderá ser selecionado tanto pela Irlanda do Norte tanto com a o Reino Unido. 14

Perante este duas situações o jogador de 23 abriu a possibilidade de uma terceira que é a de não jogar nos Jogos Olímpicos, referindo que; “São as três hipóteses que estou a avaliar cuidadosamente”.


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A l e n d a v i v a To m Wa t son vai ser o capitão da selecção americana da Ryder C u p 2 014

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lenda viva Tom Watson vai capitanear a seleção norteamericana que disputará em 2014 a 40 edição da Ryder Cup, em solo escocês, contra a equipa europeia, vencedora das duas últimas edições. Tom Watson, tem no seu currículo cinco participações,

a ultima como “capitão” e a conseguir uma vitória para os Estados Unidos em solo europeu, isto foi em 1993. Desde então, os EUA só conseguiram duas vitórias na competição, em 1999 e 2008. Tom Watson, que em 2014 terá 65 anos, vai ser o mais velho capitão norteamericano na história da competição e será o segundo a repetir o “comando” da equipa, depois de Jack Nicklaus, em 1983 e

1987. A próxima edição da Ryder Cup vai ser jogada em Gleneagles, na Escócia, entre 26 e 28 de setembro de 2014.

Hugo San t os soma mais uma vitória

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ugo Santos venceu o Algarve Winter Tour Vale da Pinta Open. O atual campeão nacional terminou a sua prova com um total de 212 pancadas (-1) que o par do campo, sendo o único jogador a bater o par do campo ao fim dos 3 dias de competição. O segundo lugar foi partilhado por, Robbie Buchar e Daniel Rosevear com um total de 214 pancadas (+1). “ Estou muito satisfeito com esta vitoria, é o inicio de época ideal, fico ainda mais confiante para os próximos torneios. Quero agradecer à PGA Portugal, TGC e ProJam por esta oportunidade e felicita-los pela excelente organização” afirmou Hugo Santos.O Vale da Pinta Open foi o 1º de 3 torneios que compõem o Circuito Algarve Winter Tour 2013, o próximo realizarse-á no final do mês de Janeiro em Vila Sol.

FOTO ARQUIVO/ SOUTHGOLFTOUR

Nik e assina con t ra t o milionário com Ror y McIlroy, golf is t a nº1 do mundo

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golfista norte-irlandês Rory McIlroy, atual número um do mundo, assinou um contrato de longa duração com a marca desportiva norte-americana Nike. “Eu escolhi a Nike por múltiplas razões. É uma empresa e uma marca com a qual me identifico. Tal como eu, eles também estão empenhados em ser os melhores”, afirmou o jogador. Os detalhes do contrato ainda não são conhecidos, mas, seg undo a imprensa especializada, terá a duração de dez anos. A Nike não informou os números que envolvem este contrato, mas segundo o site do jornal USA Today, os valores rondam os 250 milhões dólares, mais ou menos 190 milhões de euros, é quanto vai render ao golfista norte-irlandês, ultrapassando o contrato de Tiger Woods. O contrato foi selado Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos – onde ocorrerá o HSBC Golf Championship 15


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ano passado, Tom Lewis.

Ricardo Santos

Sir Henry Cotton Rookie of the Year Award 2012

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icardo Santos faz história, ao tornar-se no R icardo Santos fez história ao tornar-se no primeiro português a vencer o Sir Henry Cotton Rookie of the Year Award, o Prémio de Estreante do Ano no European Tour em homenagem a Sir Henry Cotton. Este prémio foi consequência de uma época em que conquistou o Madeira Islands Open no Santo da Serra, campo em que jogou várias vezes nos seus tempos juvenis. Uma semana depois do European Tour ter celebrado o seu 40º aniversário, Santos tornou-se no segundo jogador de nacionalidade portuguesa a ganhar um torneio do calendário oficial do circuito europeu – exactamente 20 anos depois de outro português, Daniel Silva, ter vencido no Jersey Open. Ricardo, nascido em Faro, em 1982, cresceu junto aos campos de Vilamoura, entre os quais se conta hoje em dia o Oceânico Victoria Golf Course que representa no circuito, e concretizou o seu sonho

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de criança de triunfar em solo nacional, após uma soberba última volta em 63 pancadas. Santos já tinha efectuado sete birdies quando chegou ao buraco 17 sob ovação e o olhar de familiares e amigos, incluindo o do seu irmão mais velho. Foi, de uma forma extraordinária, o primeiro rookie (estreante) a vencer um torneio do European Tour em 2012. Ricardo Santos dedicou a vitória à sua mulher, Rita, e à sua filha, Victoria, e está tão entusiasmado como em Maio na Madeira, ao saber que é o 48º eleito para o Prémio Sir Henry Cotton Rookie of the Year, atribuído pela primeira vez em 1960. «É uma honra ser o primeiro português a ganhar o Prémio de Estrante do Ano. Quando olho para os nomes dos jogadores que venceram no passado este galardão, constato como é um privilégio ter o meu nome ao lado dos deles neste troféu. Tem sido uma


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época espantosa e concluí-la com este prémio é mais do que poderia ter sonhado», disse. «Triunfar na Madeira trouxe-me muito mais reconhecimento em Portugal e este galardão de Estreante do Ano irá tornar o meu nome ainda mais conhecido, quer em casa, quer por toda a Europa. Mas o prémio não é só para mim. É também para o meu treinador, Almerindo Sequeira; o meu preparador físico, David Moura; o meu psicólogo desportivo, Gonçalo Castanho; e a minha mulher, Rita. A minha filha, Victoria, é provavelmente demasiado jovem para compreender a importância do momento, mas quando for mais velha tenho a certeza de que sentir-se-á orgulhosa por o pai ter

do Mundo, ao lado do seu irmão, Hugo, e em que foi campeão nacional da PGA de Portugal, Ricardo destacou-se com um primeiro título no Challenge Tour, no The Princess by Schuco, com uma derradeira volta de 66 pancadas no campo Nacional da PGA da Suécia. George O’Grady, Presidente Executivo do European Tour, disse: «Felicitamos o Ricardo por uma época de luxo, que culminou neste feito de ser o primeiro português a arrebatar o prestigiado Sir Henry Cotton Rookie of the Year Award. O Ricardo foi capaz de manter no European Tour a senda do sucesso iniciada no Challenge Tour, conquistando o seu primeiro título. Estes êxitos irão seguramente elevar o interesse da modalidade em Portugal e encorajarão outros jogadores

arrecadado este troféu», acrescentou. «Em 2013, o objectivo consiste em voltar a ganhar no European Tour e jogar o meu primeiro Major. Este prémio dá-me confiança para atingir os meus objectivos – e embora só possa vencer uma vez o Prémio de Estreante do Ano, poderei, espero eu, ganhar muitos mais títulos no futuro», concluiu. Nos seus tempos de amador, Santos conquistou o Campeonato Internacional da Suíça e foi nº1 do Ranking Nacional BPI da Federação Portuguesa de Golfe. Também representou Portugal no Eisenhower Trophy (Mundial por equipas) e a Europa Continental no St. Andrews Trophy, antes de se tornar profissional em 2006. Em 2011 garantiu o acesso ao European Tour de 2012, ao concluir a época no quarto lugar do Ranking do Challenge Tour. Numa temporada em que voltou a representar Portugal na Taça

a seguirem os seus passos». Santos sucede na lista de vencedores deste galardão a grandes nomes do golfe mundial como Sir Nick Faldo, Tony Jacklin, Sandy Lyle, José María Olazábal e Colin Montgomerie. Mais recentemente, foram consagradas outras estrelas como Paul Casey, Sergio Garcia, Martin Kaymer, Matteo Manassero, Ian Poulter e, no

O Prémio Sir Henry Cotton Rookie of the Year Award, resulta de uma eleição entre delegados do R&A (Royal & Ancient Golf Club of St. Andrews), the Association of Golf Writers (Associação Britânica de Jornalistas de Golfe) e o European Tour. Os delegados avaliaram vários candidatos antes da votação e Santos tornou-se no 11º jogador da Europa Continental, à frente dos ingleses Matthew Baldwin e Tommy Fleetwood, e do espanhol Jorge Campillo, todos vindos do Challenge Tour de 2011. 17


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Óasis Golf Tozeur na Tunísia recebeu a WORLD FINAL SOUTHGOLFTOUR for Amateurs

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V

asco Patrício terminou o torneio com um total de 161 pancadas Net, no agregado dos dois dias de prova, (75 + 86). No primeiro dia Patrício havia realizado uma volta de 75 pancadas (Net), registando seis pares e dois birdie e dois triplos. O início do segundo dia não lhe correu de feição, com nove pancadas logo abrir no buraco 1 (par 4), seguindo-se oito pancadas no buraco 2 (par 4), e sete pancadas no buraco 3 (par 3), o que lhe fez perder as treze pancadas de vantagem que tinha sobre Alexandre Pires que, nos três primeiros buracos, viria a fazer dois bogeis e um Par – no 1º, 2º e 3.º buracos respectivamente. Esta diferença iria manter-se até ao fim da primeira volta. Vasco Patrício terminava com 55 pancadas (Gross) contra as 42 pancadas de Alexandre Pires (Gross). João Cruz, por seu lado, terminava a primeira volta com 57 pancadas (Gross).

A segunda volta viria a ser diferente e bastante disputada até aos três últimos buracos, nos quais Vasco Patrício se viria a distanciar do seu mais direto adversário, ao fazer dois pares e o Birdie (aliás já no dia anterior tinha terminado o buraco 18 com birdie). Por outro lado, foram para Alexandre Pires os piores resultados da segunda volta: um duplo (buraco 16 – par 4), um boggie (buraco 17 – par 3) e, por fim, no 18, nove pancadas, o que determinou o fim da sua luta pelo título. Quanto a João Cruz, iria terminar a segunda volta com 54 pancadas – menos três que na primeira volta. Totalizando um total Gross de 111 pancadas, 90 Net. Vasco Patrício venceu deste modo a primeira edição do WORLD FINAL SOUTHGOLFTOUR, com 161 pancadas Net. A segunda posição foi para Alexandre Pires, com mais 8 pancadas e a fechar o pódio ficou João Cruz com mais 16 pancadas do que Vasco Patrício.

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E

ste inédito projecto em Portugal no que respeita à competição de golfe amadora e que se realiza fora da esfera de competições da federação teve um percurso de apuramento em várias fases. O circuito começou com cinco cinco provas de apuramento: Bom Sucesso, Aroeira I, San Lorenzo e Santo Estêvão, sendo estas eliminatórias disputadas em Stableford. Seguiu-se a Meia-Final (prova disputada em Medal Net), que se realizou no Penha Longa – Atlântico, com quarenta jogadores a tentarem um lugar na Final Nacional. Para esta final, foram apurados vinte jogadores: os dez primeiros classificados em Gross e os dez primeiros classificados em Net. A Final Nacional foi disputada em Match-Play, tendo sido feito o sorteio dos pares no dia da prova e de forma “cega”, tanto no respectivo par de jogo como no Tee-Time. Foi assim que foram eleitos os TEN GOLDEN PLAYERS para ir ao Deserto do Sarah em Tozeur, Tunísia, disputar a taça de campeão. Para essa final foram apurados os seguintes jogadores; Alexandre Pires, Júlio Pires, Nuno Rodriguês, Marco Santos, João Cruz, Luís Evaristo, Telmo Campos, Fernando J. Vaz e Nélio Marques. No entanto, para esta final, foi repescado Vasco Patrício, que perdera com Nuno Rodrigues (este não pôde jogar

Green do buraco 8

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O caminho da World Final Os finalistas João Cruz, Alexandre Pires e Vasco Patricio, Luís Manuel Nogueira,Mohamed Gaddes diretor do campo e os caddies

a WORLD FINAL SOUTHGOLFTOUR, o que viria a acontecer com uma boa parte dos jogadores finalistas). Este circuito teve o alto-patrocínio do Oficina de Turismo da Tunísia, da Tunisair e da Halcon Viagens. No que respeita a patrocinadores, a Score Brand Consulting, a Golf & Leisure e Garmin completaram a lista de apoios. O sucesso da prova superou as expectativas, tanto do ponto de vista competitivo – onde se destaca a experiência única que é jogar golfe

no meio do deserto – como em todo o apoio logístico e de ocupação dos tempos livres – destaque para a visita à Medidna Velha de Hammamet, a incursão pelo deserto de Sarah, na região de Ongh Djemel (conhecida como “pescoço de camelo”) – já perto do mítico lugar onde foi realizado a primeiro filme da saga Star Wars, a Medina de Tunis, Côtes de Carthage e Sadi Bu Said... Sem esquecer a excelente gastronomia que o grupo teve oportunidade de degustar.

Kamel Boubi Delegado Regional do Turismo da Tunísia entrega o prémio a Vasco Patricio


momentos

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I G T M 2 0 1 2 , V i l a m o u r a - P o rt u g a l Te xto Lu铆s Manuel Nogueira F oto s : C ort e si a IG TM / Ed w or d Hi l l

A mais bem sucedida IGTM da sua hist贸ria

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Tony Jacklin COM Giles Greenwood & Peter Walton, IAGTO

O

profissional Jacklin, (Anthony Jacklin) foi missos agendados e com números crescentes ano a convidado de honra no jantar de gala do enano, IGTM continua a ser uma plataforma não só cenado, no Tivoli Marina Hotel, da mais bem supara celebrar sucessos, mas para criar oportunicedida IGTM da sua história, com praticamente 13 dades de realização futura dentro da indústria.” mil delegados de 47 países que visitaram o Alga Por seu lado, Peter Walton, diretor executivo da rve no passado mês de novemvro. A cerimónia IAGTO, acrescentou que: “Mais de 450 operade entrega de prémios contemplou os melhores dores turísticos de golfe de 59 países diferentes, destinos de golfe, incluindo Dubai, Vietnane e votaram para estes prémios de prestígio, tendo em República Dominicana. conta muitos fatores imporTo n y J a c k l i n , o m a i s b e m Este ano, para Portugal tantes, incluindo a satisfoi o prémio Supplier fação do cliente, qualisucedido Capitão da do Ano, que foi concedade dos campos de golfe história da Ryder Cup, dido a Onyria Resorts, e alojamento, o valor para proprietário da Quinta o dinheiro e apoio da infoi homenageado da Marinha, Cascais e dústria turística local. “Os com o prémio Palmares no Algarve. prémios destacam a força Enquanto Terre Blanche I AG TO H o n o r a r y Awa r d n a dentro do setor de turismo Resort, na região de de golfe - celebrar os suc1 2 º a n u a l I A G T O Cannes- França, o Marriessos e incentivando destiott Sawgrass na Flórida e nos em todo o mundo para Mazagan Resort em Marrocos, receberam o préajudar a sua indústria para crescer.” mios de Resort de Golfe do ano. Para atribuição dos prémios, mais de 450 Peter Grimster, Exhibition Manager da Reed operadores especializados de 59 países diferentes Travel Exhibitions, disse: “IGTM fornece uma votaram para os destinos de golfe e resorts, representação precisa do desempenho da indústria vistos pelos seus clientes. Cada operador foi de viagens de golfe e suas perspetivas futuras. convidado a nomear, o que eles consideravam ser “Este ano tivemos um número recorde de comproos melhores resorts de golfe este ano com base 23


SOUTHGOLF MAGAZINE | REPORTAGEM | TARDE FAIRS & METINGS I A G T O G o l f D e s t i n at i o n o f t h e Y e a r , A f r i c a & G u l f S tat e s - D u b a i

Sr Saleh Ahmed Al Hemeiri, UAE Embassy in Portugal & Hamad M. B i n M e j r e n , D i r e t o r e x e c u t i v o d o Tu r i s m o d o D u b a i

O D u b a i e o Te r r e B l a n c h e H o t e l R e s o r t G o l f S p a - s u l d a F r a n ç a f o r a m ambas agraciados pelos prestigiados prémio “Destino de Golfe do Ano - Á f r i c a , O c e a n o Í n d i c o “ G o l f R e s o r t E u r o p e u d o A n o” r e s p e t i v a m e n t e “ I A G TO G ol f R e s ort of t h e Year, Europe - Terre Bl anche H o t e l S pa G o l f R e s o r t.

Va l e r i e D u h a m e l a n d Jean-Marie C ase

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em determinados critérios, tais como a satisfação do cliente, qualidade dos campos de golfe e acomodação, value-for-money, disponibilidade de tee times, a velocidade de comunicação e qualidade de serviço do resort de golfe de vendas, marketing, reservas, administração e gestão do pessoal. Jean-Marie Casella, diretor da Golfe no Terre Blanche, comentou: “Estamos muito orgulhosos de ter ganho este prémio e considerar que valida a nossa determinação em oferecer um serviço de classe mundial os h spedes do hotel, visitantes e residentes. Tendo recentemente se tornou tanto um destino turístico europeu e um membro da Leading Hotels of the World, estamos realmente muito satisfeitos com esta última destinação. “ O Dubai, destino anfitrião do DP World Championship Tour, última prova do Europeantour, venceu a concorrência de Abu Dhabi, Maurícias e África do Sul, incluindo a Rota Jardim e Cabo Ocidental. No último quarto de século, o golfe expandiuse no Dubai, exemplo disso são os onze campos existem atualmente no emirado. Esta “explusão” é a responsável pela realização de provas do Europenatour desde 1989, alternado entre três grandes campos; o Emirates Golf Club, Dubai Creek Golf & Yacht Club e Jumeirah Golf Estates,

este último vai receber a ultima prova do Race to Dubai. Segundo as palavras de Hamad Bin Mejren, Diretor Executivo - Turismo de Negócios do Departamento de Turismo e Marketing (DTCM), disse: “O DTCM tem o orgulho de receber o prémio para o Dubai, que conquistou o prémio de melhor destino de golfe pela terceira vez em uma década . Isso destaca a indústria do golfe, verdadeiro caso de sucesso no Dubai. “Há vários projectos em curso para manter e melhorar ainda mais as facilidades de quem vem jogar na região, com o proposito de fornecer uma mais rica e gratificante experiência de golfe, um verdadeiro de luxo internacional. O reconhecimento deve ser dada para os torneios internacionais de golfe profissional que são realizados no Dubai,como o Omega Dubai Desert Classic e Dubai Omega Ladies Masters at Emirates Golf Club, bem como Raça European Tour de Dubai temporada que termina DP World Championship Tour, Dubai realizada no Jumeirah Golf Estates. “Estes torneios apresentam os campos de golfe do Dubai à escala global através da televisão e da media em geral e dá mais uma prova da indústria do golfe de Dubai, trabalhando juntos por um objetivo comum.”

Lista de premiados Golf Destination of the Year: • Europe – Gran Canaria • Asia and Australasia – Vietnam • North America – Monterey County • South America and Caribbean – Dominican Republic • Africa and Middle East – Dubai Golf Resort of the Year • Resort Europe – Terre Blanche Resort, France • North America – Marriott Sawgrass, Florida • Rest of the World – Mazagan Resort, Morocco IAGTO Supplier of the Year • Onyria Resorts IAGTO Honorary Award • Tony Jacklin Foto: Cortesia Turismo do Dubai 25


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Grupo Onyria recebe prémio internacional Golf Tourism S u p p l i e r o f t h e Ye a r

IAGTO Golf Tourism Supplier of the Year - Onyria Golf Resorts - Joao, Jose Carlos e Antonio Pinto Coelho.

O

Grupo Onyria – que detém e gere o Hotel Quinta da Marinha Resort, o Onyria Marinha Edition Hotel & Thalasso e o Onyria Palmares Beach & Golf Resort no Algarve –recebeu o Prémio Golf Tourism Supplier of the Year pela International Association of Golf Tour Operators (IAGTO), vendo desta forma reconhecida não só as características únicas dos dois campos de golfe do grupo como a excelência do serviço prestado nas duas unidades hoteleiras que possui na região de Cascais. A categoria Golf Tourism Supplier of the Year foi criada em 2011. Cada membro IAGTO é convidado a nomear quem considera ser o melhor fornecedor do setor do respectivo ano, no que diz respeito ao trabalho com os operadores turísticos, à preparação e gestão de viagens ‘fam trips’ e, acima de tudo, à obtenção da satisfação total do cliente. João Pinto Coelho, Diretor Comercial da empresa em Portugal, comenta: «De cada vez que recebemos um prémio como este, é reforçada a nossa vontade de continuar a construir a nossa reputação e melhorar a experiência global com os clientes. É uma honra receber o prémio Golf Tourism Supplier of the Year porque é o resultado de uma votação dos nossos clientes e fornecedores. Sermos os vencedores desta categoria, para a qual foram consideradas várias empresas internacionais, é um grande estímulo para a equipa do Grupo Onyria, que irá continuar a trabalhar diariamente para manter os elevados padrões de qualidade tanto junto dos operadores turísticos como dos clientes”. De lembrar que este galadrão vem juntar-se aos atribuídos recentemente ao Onyria Palmares Beach & Golf Resorts, re-inaugurado em 2011, após uma remodelação de 10 milhões de euros pelo inimitável Robert Trent Jones Jr. Em Outubro 26

passado, o Onyria Palmares Golf foi reconhecido como um dos 1000 melhores campos de golfe do mundo; foi também distinguido com o Prémio Melhor Campo de Golf nos Prémios Publituris Travel Awards e em 2001 marcou presença no ranking dos melhores campos europeus da prestigiada revista Golf World. Foi também considerado o segundo melhor campo de golfe em Portugal pelos leitores da revista Today’s Golfer e colocado na terceira posição dos melhores em Portugal pela maior publicação desportiva dos EUA, Golf Digest. No que respeita à Quinta da Marinha Resort, também já recebeu várias distinções, entre as quais a de Melhor Qualidade do Serviço, atribuído ao Onyria Marinha Edition Hotel & Thalasso pelo Turismo de Portugal em junho de 2012. Onyria Palmares


um pouco de história...

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J

acklin, tem no seu 28 vitórias como profissional, nos tours, da PGA Tour, Europeantour, Senior Tour e no Champions Tour. Venceu em 1970 o U.S. Open, um ano antes tinha vencido o The Open Championship. Jackin, participou na Ryder Cup (Grã-Bretanha e Irlanda) em 1967, 1969, 1971, 1973, 1975 e 1977, participando ainda na primeira equipa europeia em 1979. Com exceção de um empate em 1969, todas as equipes foram derrotadas. No entanto, Jacklin está envolvido em um dos momentos mais memoráveis da história da Ryder Cup e do golfe em geral, que se realizou em 1969 no Royal Birkdale Golf Club. Depois de fazer um eagle putt no buraco 17 e assim ter igualado a partida com Jack Nicklaus, seguiuse o buraco 18. Aconteceu que Nicklaus, cedeu um putt a Jacklin, que apesar de ser um putt curto (two-foot), a pressão era enorme para (europa) e consequentemente para Jacklin. Com esta atitude, Nicklaus não “permitiu” a eventualidade de Jackin falhar o putt, ficando assim igualada a partida. O que se tornaria na primeira Ryder Cup a terminar empatada. O espírito desportivo de Nicklaus é nos dias de hoje, recordado por todos os golfistas. Mais ainda, quando anos mais tarde Jacklin e Nicklaus foram co-desenhadores de um campo de golfe na Florida chamado “ A Concessão “ para comemorar esse momento. Sendo ainda uma das imagens mais significantes do golfe, a saída dos dois jogadores do green abraçados.

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Oceânico vs Masters de Portugal TEXTO TÉCNIC O: José Dias Oceânico Pro TEXTO: Luís Manuel Nogueira FOTOS: Luís Manuel Nogueira e Oceânico

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I

Inserido numa área de cerca de 90 hectares, onde a preservação das zonas húmidas existentes e da vegetação autóctone foi respeitada, ergue-se um dos melhores campos de Portugal e da Europa: o Oceânico Victoria

E

ste percurso conta com aproximadamente 13 hectares de lagos que funcionam também como reservatório para a rega, além de albergar milhares de aves que ali nidificam. O Victória é considerado um dos melhores e mais sofisticados campos de golfe da Europa. No seu curto (mas extenso) percurso, este campo já foi o anfitrião do World Cup Championships em 2005 e recebe, desde 2007, o Portugal Masters. É considerado o número dez em Portugal pelo site Top 100 de campos da Europa. Lá realizou-se a sexta edição (consecutiva) de uma das mais importante provas do calendário do Europeantour, o Portugal Masters, que teve em 2012 o seu melhor torneio de sempre, com um “leque” de jogadores dos melhores que há memória nos nossos fairways. Tem ainda como mais-valia, Ricardo Santos, que se apresentava em casa com jogador regular do Tour. Os quatro dias de prova foram um êxito, com uma audiência de espetadores situada quase na “mágica” cifra dos 40.000 visitantes e mais de 1.400 horas de televisão internacional de radiodifusão gratuita, com um alcance total de mais de quatrocentos milhões de pessoas. Números importantes, que deveriam ser tidos em conta pelos responsáveis de quem faz a promoção do nosso país. Esta parceria entre o Grupo Oceânico, o European Tour e o Turismo de Portugal constroi a plataforma de sucesso que permite acolher este evento e consolidar Portugal e o Algarve como o melhor destino de golfe da Europa e um dos melhores do mundo. 29


O qu e el es jogaram? hole by hole por José Dias

Buraco 1, Par 4 - 408 metros - O shot de saída é muito generosa. O fairway é a descer e muito largo, protegida por bunkers de ambos os lados. O jogador deve jogar à direita para ter um segundo shot para o green mais seguro. Se jogar pelo lado esquerdo tem sempre oo bunker que protege o green. Buraco 2, Par 4 - 327 metros - É um buraco curto mas a subir, com bunkers no fairway em ambos os lados. Por vezes, uma saída de ferro é a decisão mais correcta. O green é ligeiramente elevado e tem duas plataformas. Deve-se ter atenção aos bunkers que protegem o green, pois são muito profundos. Buraco 3, Par 5 – 517 metros - É um comprido Par 5 a direito e está bem protegido por um enorme bunker que se estende pelo lado esquerdo da fairway. O idial é colocar a segunda pancada longe do bunker por modo a ter um shot confortável para o green. Alguns jogadores chegam ao green em duas, pancadas mas a segunda pancada tem de ser precisa, uma vez que a entrada para o green é estreita e está bem rodeada de bunkers. Buraco 4, Par 4 - 372 metros - É um dos buracos mais curtos do campo, um dogleg à esquerda. O drive perfeito deveria ser por cima dos bunkers do lado esquerdo da fairway, por modo a ter shot curto e fácil para o green. Mas atenção este green está protegido por um “bunker fundo” à direita. O green é bastante grande, mas tem o um slop descente para trás do green. Buraco 5, Par 5 - 529 metros - É um dos buracos mais difíceis deste campo. É preciso um shot longo e preciso, pois o fairway é muito estreit o. O shot de aproximação ao green é também difícil, uma vez que há três bunkers frontais a protege-

lo. Buraco 6, Par 3 - 199 metros - Este grande Par 3 é um grande desafio para qualquer jogador. Além de comprido tem o green protegido por dois bunkers. Buraco 7, Par 4 - 466 metros - É um dogleg à esquerda muito difícil - (S.I. 1); Aqui é importante ter um bom Drive, por modo a transpor o lago. O bom shot, também irá permitir ter o shot para o green mais confortável, por modo a evitar o lado direito da fairway, que está bem protegido por bunkers. O green é plano, mas bem protegido por depressões e pequenos montes. Buraco 8, Par 3 – 154 metros - Este é um Par 3 traiçoeiro; Um grande green que permite várias colocações da bandeira. Entre o tee e o green um grande bunker que não perdoará qualquer má saida. Buraco 9, Par 4 – 404 metros - Este é um dos mais difíceis Par 4 deste campo. Além de cumprido o green esta numa plantaforma elevada. Os bunkers naturalizados (zonas baldias) de ambos

os lados da fairway requerem JNoasséc eDui aas 2 7 . 1 0 . 1 9 5 8 um drive P r o d e s d e 1 9 9 3 Campo: Oceâncico Victória preciso Campeão Nacional de e direito. S é n i o r e s - 2 0 1 2 Ao atacar T e l f : + 3 5 1 . 9 1 4 5 9 5 7 3 0 o green, tem de se ter atenção a dois pequenos mas incomodativos bunkers do lado direito. O green desce ligeiramente da frente para trás e da direita para a esquerda. Este buraco é outro exemplo do brilhantismo de Palmer ao desenhar este campo; todos os pormenores podem custar ao jogador mais uma tacada. Buraco 10, Par 4 371 metros - O fairway ondulante cria a ilusão de que este buraco com 371 metros é mais curto do que na realidade é. Por vezes, um ferro ou uma madeira é boa idéia para a saída. O comprimento não é vital — mais importante é a precisão com o shot de saída. Deve-se evitar os bunkers nos dois lados da fairway e apontem


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para o meio do green para evitar o bunker do lado esquerdo. Buraco 11, Par 4 - 352 metros - O primeiro buraco do “Victoria Corner” é um ligeiro dogleg à esquerda, com o um lago acompanhar toda a sua extensão. O shot de saída é simplesmente espetacular, com a landing zone a zona muito estreita e junto dos bunkers à direita, o que não dá espaço para evitar a água à esquerda. Assim, é preciso um drive muito preciso. No shot pata o green não há margem para erros, uma vez que o green também é protegido por um bunker. Buraco 12, Par 5 - 500 metros - O segundo buraco do “Victoria Corner”, é também um dos mais bonitos do campo. A estratégia varia consoante as capacidades do jogador. O shot de saída não permite erros, com a água à esquerda e o enorme bunker à direita. A melhor “jogada” é jogar seguro e preparar o segundo shot em segurança. O shot ao green tem o lag o e um bunker que defende o green. Buraco 13, Par 3 – 183 metros - O tee shot é feito a 6 metros acima do nível do green e tem o panorama total dos bunkers que cerca a própria área do green. Embora grande, este green é difícil para o putt, com uma cada superior na parte de trás que

cai para a frente e para a direita. A zona alvo é pequena, portanto. O green tem potencial para algumas colocações da bandeira complicadas. Falhar a direita dificulta muito uma hipótese up and down. Sem dúvida de que é o mais exigente PAR 3 do campo. Buraco 14, Par 4 – 388 metros - Este buraco tem dois fairways, separadas por uma linha de água e algumas cascatas. Há duas formas de jogar este buraco. Uma é fazer o shot para a fairway da esquerda, onde há apenas um pequeno bunker, mas o segundo shot torna-se muito maior e mais difícil. O green é elevado, o perigo da água e o muro de pedra em torno do green. A outra forma é jogar para o fairway à direita é ampla mas é preciso voar o lago que fica a 200 metros do tee. Deste lado o shot para o green é mais facil. Buraco 15, Par 4 288 metros - Este é um dos mais curtos PAR 4 do campo. É um buraco relativamente fácil sem grandes complicações, para além da configuração do green. A fairway é protegida por um enorme bunker à direita, na zona de landing da bola. Normalmente, basta um ferro curto para o segundo shot. Atenção à depressão antes do green e aos bunkers, que dificulta o jogo dali. O green tem duas

plataformas. Buraco 16, Par 3 – 190 metros - Este é um PAR 3 comprido protegido por bunkers. Apesar de o green ser bastante generoso, é precisa um shot muito preciso para o green, devido á sua uma elevação no meio com o slope da frente para trás. Buraco 17, Par 5 – 538 metros - Este é considerado signature hole de Arnold Palmer. É o buraco mais comprido do campo, tem vários bunkers a ladear a fairway, além das doze cascatas de água do lado direito do fairway. O shot para o green requer muita precisão, pois o mesmo está rodeado de água. Atingir em duas pancadas o green obriga a um segundo shot de elevada precisão, uma vez que este é o green mais pequeno do campo. Buraco 18, Par 4 – 423 metros - É sem dúvida o Par 4 e mais difícil do campo. Um fairway perigoso com água do lado esquerdo e em toda a extensão, e com vários bunkers do lado direito. O shot de saída tem de ser preciso. Aqui, o segundo shot é normalmente feito contra o vento, pelo que é sempre um grande desafio jogar “putt for birdie”. É talvez um dos melhor Finishing-Holes, de Arnold Palmer.

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Quem ganhou? Foto de João Lobato: C ecília Meireles entrega secretária de Estado d o Tu r i s m o a t a ç a a S h a n e L o w r y

Mais um ano mais um sucesso e u m a v i t ó r i a pa r a o I r l a n d ê s L O W RY v e n c e e m “ c a s a ” No entanto, este Masters tinha a particularidade de saber até onde o mais consagrado jogador português Ricardo Santos poderia ir, tendo em conta este (2012) ser o seu primeiro ano de jogador do Europeantour. Ricardo acabou por não só ser o novo recordista nacional do Portugal Masters como conseguiu um 16º lugar (empatado). É a melhor classificação de sempre de um português, superando o 21º posto de Filipe Lima, em 2007, na primeira edição da prova. Ricardo Santos teve uma última volta que fez lembrar o impressionante resultado de 63 pancadas com que carimbou a sua vitória no Madeira Islands Open e chegou ao buraco 18 com 7 abaixo do Par. 32

A manter esse resultado, teria ficado em 12º, mas uma segunda pancada (approach) foi parar à água e levou-o a um bogey no 18: dropou no green, o primeiro putt foi demasiado comprido. Mas, apesar de tudo, começar a jogar no 55º lugar e terminar nos 16º, “é obra!”. As 65 pancadas, 6 abaixo, foram o melhor resultado de um português este ano, superando as 66 de Tiago Cruz na segunda volta e deram ao mais novo dos irmãos Santos um agregado de 278 (-6). Para além deste recorde nacional, o sexto Portugal Masters fica marcado por ser a primeira vez que três portugueses passaram o cut e que dois amadores lusos fizeram história num mesmo evento do European Tour. Esses dois amadores tiveram voltas bem distintas,


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com Pedro Figueiredo a alcançar o seu melhor resultado da semana e Ricardo Melo Gouveia o pior. “Figgy” vinha de três (70) seguidos e conseguiu um 69 (-2), totalizando 279. No final, menos cinco. Cumpriu a promessa feita aos companheiros da UCLA (Universidade Los Angeles Califórnia) de melhorar aqueles persistentes 70 e ficou em 27º (no ano passado fora 23º), empatado com estrelas como Miguel Angel Jiménez, Padraig Harrington e Francesco Molinari. Se fosse profissional teria embolsado mais de 19 mil euros, algo que pode já acontecer a meio ou no final deste ano quando concluir a licenciatura nos Estados Unidos. Quanto a Melo Gouveia, regressou de imediato aos Estados Unidos para representar de novo a Universidade Central da Florida (UCF), feliz por ter passado pela primeira vez um cut num torneio do European Tour, mas algo triste por uma derradeira volta em 75 (+4), um dia depois de ter feito -4, que o deixou no 60º lugar (empatado), com um total de 284 (Par). “Melinho” jogou pela primeira vez o Portugal Masters e foi apenas o seu terceiro torneio do European Tour. Nunca tinha passado um cut. O título foi para Shane Lowry, com 270 pancadas, 14 abaixo do Par, menos uma do que o ex-campeão

da Ryder Cup, o inglês Ross Fisher, num torneio em que também brilhou o antigo vencedor do US Open, o neo-zelandês Michael Campbell, 3º, a 2 pancadas do vencedor. Lowry, homem de sorriso fácil, conquistou o seu primeiro torneio do European Tour enquanto profissional, depois de ter ganho o Open da Irlanda em 2009, então como amador. É apenas o segundo jogador a vencer torneios da primeira divisão do circuito europeu com ambos os estatutos. O outro foi Pablo Martin, também com forte ligação ao nosso país: triunfou no Open de Portugal em 2007 como amador e depois no Alfred Dunhill Championship em 2009 já como profissional. Lowry, de 25 anos, partiu de trás, com 4 pancadas de atraso em relação ao líder da terceira volta, o austríaco Bernd Wiesberger. Começa a ser uma tradição do torneio. Em cinco das seis edições, o campeão veio de trás na derradeira volta. Mas um eagle no buraco 11 lançou-o para uma volta de sonho, em 66 pancadas (-5), sempre empurrado por largas centenas de irlandeses, alguns com residências no Algarve e outros turistas que vieram propositadamente para assistir ao torneio. «É um sonho. Desde que venci na Irlanda que sonhava impor-me como profissional. O apoio

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foi tanto que senti-me a jogar em casa», disse Lowry na entrevista à Sky Sports. «Vocês que me acompanharam todos estes dias foram o meu 15º taco no saco», acrescentou no discurso de campeão, referindo-se ao público. «Sempre gostei de Portugal. Só hoje soube que havia tantos irlandeses a morar aqui, mas já cá tinha vindo em férias e ganhei em 2008 um torneio em Vale do Lobo (a Taça das Nações para amadores)», concluiu na conferência de Imprensa (ver transcrição em anexo). O prémio de 375 mil euros elevou-o do 65º ao 29º lugar da corrida para o Dubai, praticamente assegurando a sua presença no milionário torneio de encerramento do European Tour. Na cerimónia de entrega de prémios, Shane Lowry recebeu o troféu das mãos de Cecília Meireles, secretária de Estado do Turismo, bem como um relógio Omega de Manuel Agrellos, presidente da Federação Portuguesa de Golfe.Entre muitas figuras presentes na cerimónia estiveram ainda Luís Romão, director regional do Algarve do IDJP; António Pina, presidente do Turismo Algarve; George O’Grady, presidente-executivo do European Tour; Gerry Fagan, presidente do Grupo Oceânico; José Correia, presidente da PGA de Portugal; Christopher Stilwell, presidente da AlgarveGolf; Peter Adams, director de campeonatos do European Tour e David

Dados:

N a s c e u e m A b r i l d e 19 8 7 Reside em Mullingar na Irlanda To r n o u - s e p r o f i s s i o n a l e m 2 0 0 9 Es t a t i s t i c a s n o To u r 2 01 2 : - S t r o k e A v e r a g e 71 . 73 - D r i v i n g A c c u r a c y 6 5 . 67 % -Dri v ing Dis t ance 265 m t s/média - G r e e n s I n R e g u l a t i o n 6 8 . 16 % -Média de pu t t s por vol t a 29.88 -Média de pu t ts por green 1.8 34

Williams, director do torneio. Em declarações aos jornalistas portugueses, Cecília Meireles sublinhou «o excelente recorde de espectadores no local» e mostrou-se agradada com o que viu, provando «o valor estratégico do golfe enquanto produto de exportação, sendo Portugal um destino privilegiado». A representante do Governo referia-se às 40.177 entradas registadas em cinco dias, batendo o recorde de 37.479 de 2009. Os 11.987 bilhetes deste ano foram a melhor receita de 2010, mas ainda não superaram os 12.115 da última jornada de 2010. George O’Grady referiu que «o Portugal Masters é muito importante e especial para o European Tour, tem este clima maravilhoso e sobretudo este Chef (apontando para Bernardo Sousa Coutinho, que a maioria dos jogadores considerou o melhor cozinheiro do circuito europeu). Nesta altura, no norte da Europa, as condições são rigorosas e aqui, como testemunhou este numeroso público, estivemos com este sol». Já depois, O’Grady lamentou ter-se esquecido «de mencionar que o Ricardo Santos teve uma excelente prestação, no ano em que triunfou na Madeira». Gerry Fagan salientou o regresso aos bons resultados de Michael Campbell e enfatizou que «o Algarve e Vilamoura são o centro do golfe na Europa. Só nos sete campos da Oceânico no Algarve recebemos por ano 250 mil jogadores. Contratamos 400 pessoas e o golfe é vital para a economia local e nacional. Queremos continuar assim por muitos anos», frisou, aludindo ao estudo que dá como valor do impacto económico do Masters em Portugal a quantia de 6,7 milhões de euros e o seu impacto mediático internacional de 80 milhões de euros».


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VOLVO CHAMPIONSHIP 2013

Texto: Luís Manuel Nogueira Fotos: Cortesia Volvo e Getti Images

O sul-africano Louis Oosthuizen foi o grande campeão do Volvo Golf Champions, que teve lugar em Durban, na África do Sul num dia de dupla vitória 36


EUROPEANTOUR | SOUTHGOLF MAGAZINE

Fotos: Cortesia Getty images

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SOUTHGOLF MAGAZINE | EUROPEANTOUR

L

ouis Oosthuizen terminou a prova com 16 pancadas abaixo do par, menos uma do que o escocês Scott Jamieson, vencedor do primeiro torneio da temporada – o The Nelson Mandela Championship, realizado em dezembro passado – e mais duas do que o tailandês Thongchai Jaidee, que liderou até ao último dia de prova. Oosthuizen, vencedor em 2012 do Open de Africa pelo segundo ano consecutivo e do Maybank Malaysian Open, vê da melhor maneira a sua “entrada” no European Tour de 2013, com uma excelente vitória em “casa”, arrecadando 350 mil euros a ascendendo ao segundo lugar do Race to Dubai. Para Louis foi um dia de dupla vitória ao receber o prémio (the 2012 European

Tour Shot of the Year), pelo albatroz que fez no US Master. O Sul-Africano fez um shot de 231 metros com um ferro 4 valendo-lhe um Albatroz que quase lhe dava a vitória no Master de 2012. A prova foi ganha por Bubba Watson. Quanto a Ricardo Santos, obteve o vigésimo oitavo lugar na classificação, com mais uma pancada do que o par do campo. Apesar da sua participação ter ficado em parte marcada pelos os dois primeiros dias, que o arrastaram para a última posição, Ricardo mostrou que tem “estofo” para estas lides e ao terceiro dia ressuscitou a alma de campeão, com um excelente cartão de 65 pancadas ( - 7), terminando o torneio com uma pancada acima do par. Este resultado valeu-lhe um cheque de mais de 28.000 euros

e o 45º lugar no Race to Dubai. Em suma, não se poderá dizer que Ricardo Santos tenha começado mal o ano de 2013 no tour, bem pelo contrário. Iniciou o tour numa prova onde só estavam vencedores (2012), quase que um “tira-teimas” do European Tour. O que, mesmo para os jogadores experientes nestas andanças, aumentou a pressão do jogo e, infelizmente, os dois primeiros dias foram em parte reveladores disso mesmo. Mas é verdade que esta terceira prova do European Tour, a primeira de 2013, deixou grandes expectativas em relação à prova. Segue-se já o o Abu Dhabi HSBC Golf Championship, prova com dois milhões e setecentos mil dólares em prémios, um pouco mais de dois milhões de euros.

- Goosen, vencedor em 2012 não conseguiu melhor do que o vigésimo lugar com - 6 do que o par do campo

- Líder desde o primeiro dia,Thalandês Thongchai Jaidee, não aguentou a pressão cedendo para Louis 38

- Scott Jamieson, manteve a liderança do race to Dubai, após a prova


- Louis Oosthuizen ascende com esta vit贸ria, ao segundo lugar do Race to Dubai

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SOUTHGOLF MAGAZINE | REPORTAGEM GOLF COURSE | GOLF DE SAINT DONAT

our view

4,5 SOUTHGOLF MAGAZINE

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GOLF COUNTRY CLUB DE SAINT DONAT Entre o coração de Grasse e Cannes Construído por uma das mais conceituadas empresas europeias, a Beneditti Golf International, que tem no seu “curriculum” mais de uma centenas de percursos, entre os quais se pode destacar o Lemuria Seychelles – de autoria de Rodney Wright e Marc Farry (profissional francês vencedor em 1996 do BMW International Open, o Belle Mar Golf, nas Maurícias, de autoria do inglês Peter Aliss que, além de arquiteto de campos, foi jogador profissional. É também autor de vários livros de golfe. A Beneditti é também reconhecida por trabalhar directamente com os mais conceituados designes de campos do mundo: Ronald Fream – Vale da Pinta e Gramacho (9 buracos), Robert Trent Jones – Tróia e Quinta da Marinha, bem como Robert Trent Jones Júnior – Penha Longa (Mosteiro e Atlântico) e, mais recentemente, o Onyria Palmares .


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O Saint Donat foi construído em 1993, por um dos mais conceituados arquitectos da actualidade: Robert Trent Jones Júnior, autor de vários campos incluindo em Portugal

Saint Donat é um par 71 com 5.705 metros (brancas). Este campo tem, curiosamente, algumas semelhanças com o Penha LongaAtlântico, não só por ter sido desenhado pelo mesmo arquitecto, mas pelo curioso facto da topologia do terreno, sere muito semelhante. O campo está inserido numa área florestal, por vezes muito densa, serpenteada por ribeiros que descem das montanhas de Grasse, formando alguns lagos naturais, o que lhe confere um ambiente paisagístico único. Hole by Hole (amarelas) 1 – Par 4 - SI 12 - 314 metros: Um buraco relativamente curto, mas com alguma dificuldade para o shot seguinte, caso a bola não fique na landing area, uma vez que o fairway estreita e faz um ligeiro dogleg à esquerda. O green está estrategicamente protegido por bunkers de ambos os lados e à entrada do green. 2 – Par 4 - SI 15 - 270 metros: Este é um buraco ainda mais curto que o anterior, a “pedir” que 42

se jogue para o green. No entanto, a tarefa não é fácil, pois o fairway, é estreito, além disso, o buraco “foge” ligeiramente para a direita, dificultando um Drive certeiro. O fairway é ainda ondulado na landig area. Assim, e para se ter um segundo shot minimamente confortável, deve-se jogar apenas para a target area dos dos 200 metros, sendo que o segundo shot é feito de forma numa posição confortável. 3 – Par 3 - SI 1 - 151 metros: Não é nada agradável ter pela frente, e logo ao fim de dois buracos, o S.I. 1 do campo, mesmo sendo um par 3. Não será por “simpatia” que é o buraco mais difícil do campo. Para jogar este buraco vale mais ser longo do que curto, pois não há a mínima possibilidade ao erro. Todo o fairway descreve uma curva para a direita, sendo o alinhamento no tee é por cima de um largo riacho. A vegetação em seu redor é densa e alta, tornando o buraco muito estreito. No entanto, para quem não queira arriscar o green, pode sempre jogar para uma pequena extensão de fairway, no en-

tanto arrisca-se a cair no bunker que defende o green. 4 – Par 4 - SI 8 - 332 metros: O tee está elevado, em relação ao fairway que por sua vez está num estreito vale, o mesmo faz um ligeiro slop descentente (esquerda direita). O fairway é atravessado por dois riachos. Sendo que o segundo é o que requer mais cuidados, uma vez que separa o fairway do green. No entanto, a zona do Drive é aceitável, uma land-area de cerca de 140 metros para deixar a bola rolar. O resultado neste buraco depende em muito da posição da bandeira. O green têm três plataformas. 5 – Par 4 - SI 4 - 453 metros: Mais um buraco com o tee de saída elevado e com um shot “cego”. O fairway é estreito e ladeado pela densa vegetação. Não é “aconselhável” falhar o shot de saída à direita, caso contrário teremos um shot de recuperação é feito debaixo para cima e entre árvores. No entanto os 453 metros vão “obrigar” a fazer entrar o Drive, por modo a ter-se um segundo shot confortável. O green é


pequeno e esta defendido por um bunker frontal do seu lado direito. 6 – Par 4 - SI 14 - 299 metros: Este buraco faz um ligeiro dogleg à esquerda, com bunkers na zona da curva do lado direito. Recomendase que o Drive fique colocado ao centro e não demasiado à direita, por forma de evitar os bunkers, nem à esquerda pois as árvores nesse lado do fairway podem interferir no shot para o green. 7 – Par 3 - SI 17 - 142 metros: Utilizado o estrangeirismo; Easy par! Tudo isto caso a bola não caía num dos bunkers, principalmente os laterais de dimensões bastante grandes, ou vá out-of-bounds no lado direito. O green é bastante generoso tendo o slope descente e caso a bandeira esteja há entrada, as coisas podem ser complicadas. Também não se deve falhar à direita, uma vez que é a área que tem mais bunkers. 8 – Par 4 - SI 6 - 350 metros: Apesar da generosidade do fairway, o mesmo tem out-of-bounds, de ambos os lados, mais bunkers na zona do segundo shot, também de ambos os lados. O green

também esta protegido lateralmente por bunkers e tem um slope descendente curiosamente para o lado esquerdo em direcção ao bunker. 9 – Par 4 - SI 10 - 283 metros: A primeira volta termina com um generoso par 4 (só no tamanho), um ligeiro dogleg à esquerda, com o fairway em “sobe-e-desce” até ao green, fortemente protegido por bunkers e zonas de out-of-bounds do lado esquerdo. O lado direito, também tem out-of-bounds na zona do segundo shot, até ao green. 10 – Par 3 - SI 9 - 138 metros: O inicio da segunda volta, pode ser um misto de entusiasmo e de desespero. Caso se falhe o green, com a bola no grande lago que “apioa” os buracos 18 e 10 em toda a sua extenção, ou para um dos bunkers (quatro) no topo do green. E o entusiamos deste buraco vira o desespero de qualquer jogador. Este buraco “exige” um shot, em que a bo la pare assim que toque no green, pois este tem um ligeiro slop descente em direcção ao lago. O buraco é bastante bonito e tem

como “panao-de-fundo” uma centenária capela. 11 – Par 5 - SI 11 - 425 metros: É um buraco a subir, e não se consegue ver o green, faz um ligeiro dogleg à esquerda. Deve-se jogar pelo lado direito do fairway, por modo a ter-se abertura para o green. Este, está rodeado de árvores que dificultam o shot de aproximação, estando ainda defendido por bunkers, caso passe o green, terá de fazer um shot de recuperação de baixo para cima, uma vez que este green fica numa elevação. 12 – Par 3 - SI 16 - 140 metros: É um buraco estreito, com o fairway fazer uma depressão, entre o tee e ao green. Não convém falhar à esquerda, porque ai “temos” dois bunkers a protegido o green. Este é inclinado no sentido descente para a entrada. 13 – Par 5 - SI 18 - 372 metros: É o buraco mais fácil do campo, um “Birdie Hole”, e com um pouco de sorte o Eagle não fica fora das cogitações da maior parte dos jogadores. Além de ser muito curto, é a descer, ajudado por o tee el-


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evado. O Shot de saida é “cego” e só isso “pode” ser o “travão” para não abusar do Drive. Como o fairway é bastante inclinado em direcção ao green, irá fazer com que a bola role bastante, podendo mesmo ficar junto da entrada do green. Este está apenas protegido por um extenso bunker do lado esquerdo e outro, bastante pequeno do lado direito. Mas ambos “quase” que não entram em jogo. 44

14 – Par 4 - SI 13 - 305 metros: Mais um buraco com o shot de saída “cego” e com um fairway estreito a fazer um ligeiro “serpentado” da esquerda para a direita. O green é de dimensões bastante generosas, mas com slop descendente para a entrada. Falhar o shot de aproximação à esquerda pode ser bastante prejudicial, em virtude dos três bunkers ali existentes. 15 – Par 5 - SI 3 - 458 metros: No meu en-

tender, este é o buraco mais difil. Mesmo o facto de termos uma visão periférica de todo o buraco, a landing-area, é pouco generosa além de terminar num riacho e tem ainda dois bunkers do seu lado esquerdo. O segundo shot tem pela frente um riacho que separa o restante fairway, é a subir e num ligeiro dogleg para a direita. O shot para o green geralmente é feito com a bola abaixo do pés. Caso o shot de saída seja


curto os bunkers do lado direito do (segundo) fairway podem “entrar” em “jogo”, uma vez que o slop é descente da esquerda para a direita. O green é cumprido mas estreito e com dois bunkers no lado esquerdo. Passar o green poderá ser dramática a sua recuperação. Todo o buraco tem out-of-bounds no lado esquerdo do buraco. 16 – Par 3 - SI 7 - 135 metros: É um dos buracos mais bonito deste campo, enquadramento

paisagístico é fantástico. Mas o que pode parecer fácil, pode sair “caro”, e não obstante o tee estar num plano bem elevado em relação ao green, o que torna o buraco mais curto. No entanto o mesmo é feito de entre uma zona muito estreita e ladeado pela densa vegetação. Além disso, a linha de stance face à bandeira, atravessar o riacho e uma zona de vegetação que dificulta em muito o shot. há um pequeno fairway no lado

esquerdo, somente serve para quem não “ataca” o green. Este é descendente, e quando colocada a bandeira à entrada, quase todos os putters são feitos a descer, o que torna este buraco bastante desafiante. 17 – Par 4 - SI 5 - 345 metros: Um fairway muito fechado pela densa vegetação, atravessado por dois riachos. Caso tenho uma boa saída, ir à segunda para o green não será problema. No


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entanto jogar seguro será a melhor maneira de não perder este buraco. 18 – Par 4 - SI 2 – 365 metros: É talvez um dos melhores finish, mais bonitos e interessantes de jogar. O fairway descreve um ligeiro dogleg à direita acompanhando de dois grandes lagos, um deles a separar o tee do fairway. O green é baste grande, mas a entrada é muito estreita, dado ao posicionamento dos dois bunkers laterais, sendo que o do lado esquerdo é bastante grande e acompanha o green. O do lado direito é quase mais um “seguro” para a bola não entrar no lago, caso se falhe o shot à esquerda.

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U

m campo muito interessante do ponto de vista competitivo, mesmo apesar que alguns curtos buracos. A simples alteração da bandeira, muda substancialmente a abordagem ao green, dando a ideia de podermos estar a jogar num championship. No entanto, o facto de se jogar quase em todos os buracos em tees elevadas em relação ao fairway, permite-nos visualizar os riscos e tentar dessa forma evita-los. A contra-balançar é a questão dos shots “cegos”, o que nos dá a sensação de incerteza, seja qual seja, o “ferro” que temos em-mãos. Toda a topologia destes fairways é muito ondulada, o que nos leva a uma redobrada atenção a cada shot. Os greens, têm algumas pequenas “montanhas”, o que lhes dá um toque final na “hora” dos putts.

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Do ponto de vista da manutenção, o campo encontra-se em excelente condições, nomeadamente no que respeita aos fairways e greens. Neste último caso, é sabido que não é fácil de manter greens (Bentgrass) de grande qualidade, quando se pretende que os mesmos tenham uma velocidade rápida constantemente, durante os doze meses do ano. Depois um apontamento para os fairways, e para os dois destinos cortes rough, que utilizam o mesmos tipo de relva (Ray-grass). O que permitem ter-se “sempre” um bom shot, mesmo quando se falha o fairway. Todo o conjunto de intra-estruturas são bastante boas. É sem dúvida um campo very trick, de onde se leva sempre uma boa recordação e a vontade de uma segunda volta. Possui ainda um campo de nove buracos de pitch and putt.


GUIA DE VIAGEM País: França - Cannes - Situação geográfica: Mar mediterrâneo - Fuso horário/Portugal: + 1 horas que Portugal - Clima: Temperatura média anual 18º Apoio em Cannes PARCOURS VOYAGES Tel.: +33.0493999900 Fax: +33.0650012099 www.parcours-voyages.fr Apoio na realização da reportagem HALCON VIAGENS Tel.: 707 785 058 www.halcon.pt Como ir: Voo directo: Voo Portugália Dias de partida (Lisboa): Diário Duração do voo: +/- 2.40 horas ( Lisboa – Nice) Tipo de avião: Focker Classe: Económica A Bordo: Serviço de snack Serviços do campo - Pro-Shop - Balneários - Driving Range - Bar e Restaurante - Aulas - Aluguer de equipamento

«OUR VIEW» Atendimento(1): 4,5 Pro-Shop: 4,5 Balneários: 4,5 Bar e Restaurante: 4,5 Campo: Fairways: 5 Greens: 5 Tees: 3,5 - Manutenção (bunkers): 5 - Manutenção (rough): 5 - Manutenção (paths): 4 (1) = (recepção + restaurante )

Classificações:De 0-1 Mau - De 1-3 Razoável - De 3-4 Bom De 4-5 Muito Bom, +5 Excelente

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As minhas dicas por Nelson cavalheiro *

Jogo Curto - Chipping

*vice-presidente da PGA PORTUGAl head pro do grupo oce창nico


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1

Deve agarrar no taco mais em baixo

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A bola deve estar mais posicionada para o lado direito quase em frente ao pé direito e peso do corpo favorece o lado esquerdo

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Nós gostamos de definir o “ “shot” de “chip”, que passa mais tempo a rolar no chão do que pelo ar, como não sendo mais do que extensão de um “putt”, a que se introduz um certo elemento de “loft”, o que faz a bola voar sobre “rough” ou pelo “avant-green”, e depois, rolar para perto do buraco.

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E

u acredito que uma boa estratégia de jogo curto, deve envolver a utilização de alguns tacos para produzir uma variedade de trajectórias e diferentes velocidades, a fim de ser mais fácil fazer com que a bola pare mais perto do buraco. É claro que há sempre excepções à regra. Um bom exemplo disso, era Severiano Ballesteros, que sempre que possível, preferia o ferro 9 para fazer o “chipping”, ele tinha um grande “feeling” para controlar a distância bem como o “spin” da bola, o que o tornou num grande “mago” do “chipping”. Defendo ainda a ideia que todos os jogadores deviam utilizar pelo menos dois tacos. Por exemplo; um ferro 9 ou “pitching wedge” para distâncias curtas ou intermédias, e um ferro 7 ou 8, para a bola rolar um pouco mais. Para ser consistente, acho que esta é uma boa estratégia a seguir: aprender a fazer um “swing” básico e simplesmente mudar de taco para diferentes situações.


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GRIP Tal como no “putt”, queremos reduzir ao mínimo o movimento dos pulsos para fazer “chipping”. As mãos e os pulsos são parte fundamental para um bom “chipp-shot”, mas uma acção excessiva dos pulsos leva a uma grande inconsistência. Para um “chip” , normal temos a opção de utilizar o “gripp” normal, ou então, o “grip” do “putt”, o que for mais confortável. Para um pouco mais de controle, é sempre bom agarrar no taco mais em baixo, enquanto a pressão das mãos deve ser leve para melhorar o “feel”.

POSIÇÃO A posição do “stance” é criada com algumas alterações em relação à posição do “putt”. O meu peso favorece agora o lado esquerdo, a bola está mais posicionada para o lado direito quase em frente ao pé direito, e as minhas mãos estão ligeiramente em frente da bola. Não há qualquer transferência de peso, por isso os pés devem estar mais juntos e ligeiramente para a esquerda do alvo, e o peito também deve estar mais por de cima da perna esquerda. Agora que estamos correctamente alinhados e posicionados, vamos deixar que o movimento pendular entre em acção. Sem qualquer movimento das pernas e ancas, o torso roda para traz mantendo o triângulo entre os braços e os ombros. Pode haver uma ligeira quebra dos pulsos mas esta deve ser controlada à medida que se faz o movimento para trás. 53


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Os braços devem funcionar em conjunto

POSIÇÃO O movimento para a frente deve ser feito de igual modo, ombros e braços em conjunto, mas com uma certa aceleração. A ideia é manter as mãos e os braços passivos, o peso continua no lado direito, à posição de impacto deve ser mais ou menos igual á posição do começo e o “follow-through” deve ser igual ou ligeiramente mais curto para dar um maior grau de controlo ao “shot”. Os pulsos deverão manter-se firmes. A distância da bola é controlada pelo movimento do “swing”.

MOVIMENTO O movimento para a frente deve ser feito de igual modo, ombros e braços em conjunto, mas com uma certa aceleração. A ideia é manter as mãos e os braços passivos, o peso continua no lado direito, à posição de impacto deve ser mais ou menos igual á posição do começo e o “follow-through” deve ser igual ou ligeiramente mais curto para dar um maior grau de controlo ao “shot”. Os pulsos deverão manter-se firmes. A distância da bola é controlada pelo movimento do “swing”.

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TÉCNICAS/ DICAS | SOUTHGOLF MAGAZINE

Os pulsos devem manter/se firmes

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A distância da bola é controlada pelo movimento do “swing”

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E não se esqueça, “ pratique sempre no campo de treino antes de tentar fazer no campo de golfe.

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SOUTHGOLF MAGAZINE | SABE COMO JOGAR | PENHA LONGA - ATLÂNTICO

Pe n h a L o n ga Atlântico

TEXTO TÉCNICO: António Dantas TEXTO: Luís Manuel Nogueira F OTO S : Lu í s Manu el No g u ei r a e Pen h a L ong a

Q

uando se fala no Penha Longa o que por certo vem à memória de quem já jogou neste campo – sejam golfers nacionais ou estrangeiros é a imagem do green do buraco seis. Ou o dramático buraco 15. Ou ainda a imagem de um campo de golfe situado no meio de uma serra inigualável. No entanto, e sem desprimor para todas e quaisquer memórias, o Penha Longa Atlântico, além de ser um dos melhores campos de golfe em Portugal – e de estar entre os 30 melhores campos da Europa continental – possui um dos melhores Par-Quatro que eu já tive oportunidade de jogar (no mundo inteiro). Trata-se do S.I. 1. Um buraco desenhado em dogleg para a direita e a subir, “rasgado” entre a floresta e a montanha rochosa da serra de Sintra. No shot de saída, temos de ter atenção ao bunker do lado direito, aos 220 metros, um ligeiro slice e a bola cai no bunker. Por sua vez, este bunker tem a parte frontal bem alta, o que dificulta o shot de saída, o que em nada favorece o segundo shot para o green. No lado esquerdo do fairway, dois bunkers a 253 metros, um bom drive com vento a favor, e com a bola batida em draw, pode colocar os dois bunkers em jogo. Também aqui a segunda pancada para o green torna-se difícil. Os bunkers situados no lado esquerdo, a 304 metros do tee, podem entrar em jogo, caso o shot de saída seja curto e o segundo shot possa sair demasiado à esquerda. Ou, ainda, se sair do bunker à direita com um shot à esquerda... estamos a falar de apenas oitenta metros. Depois temos de chegar ao green: situado num plano elevado, aproximadamente a vinte metros do solo, além das duas plataformas e protegido por um bunker frontal. Por fim, e para aliviar a “dor” deste buraco, a sua inigualável vista. Jogar no Penha Longa é iniciar uma relaxante mas não menos emocionante viagem através de uma das mais inspiradoras paisagens de Portugal - a bela Serra de Sintra, com os buracos iniciais “esculpidos” entre um vale arborizado à sombra da serra rochosa, enquanto os outros mergulham sobre as encostas da mítica serra. Ou seja, uma panóplia de imagens que só este local único proporciona. O Penha Longa já foi “palco”, entre outros importantes eventos de golfe, do Open de Portugal de 1994, 1995 e 2010 (que teve a vitória do dinamarquês Thomas Bjorn). A próxima vez que jogar no Penha Longa, siga os concelhos buraco-a-buraco.de António Dantas, profissional do campo.

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PENHA LONGA - ATLÂNTICO | SAIBA COMO JOGAR | SOUTHGOLF MAGAZINE

António Dantas da Silva Nascido a 27.04.1970 Pro desde1987 Campo: Penha Longa Telf: +351.219249301

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Hole by Hole HOLE 1- Par 4 - 271 metros: Iniciamos com um pequeno par 4 com 271 metros (amarelas), ligeiramente a subir. Tente colocar a sua primeira pancada à direita do bunker colocado no lado esquerdo do fairway. A segunda pancada deverá ser alta em direcção ao green elevado. Atenção ao bunker que defende este buraco no lado direito. HOLE 2 – Par 4 – 309 metros: A sua pancada de saída deverá ficar no lado direito do fairway para ter uma boa visão do green. Jogue sempre um taco a mais quando estiver vento de frente. HOLE 3 – Par 4 – 278 metros: Um buraco não muito cumprido

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com um dog-leg para a esquerda, deve bater-se uma pancada de saída não muito longa mais a direito, depois um ferro 9 ou um Wedge para colocar a bola no green. HOLE 4 – Par 4 – 358 metros: É necessário uma pancada de saída de modo a evitar bunker à direita, este de dimensões bastante grandes. É um par 4 que por vezes pode-se tornar muito comprido. Este green é bastante grande, de comprimentos tem aproximadamente quarenta metros o que torna o putting muito difícil. HOLE 5 Par 3 – 143 metros: É o primeiro par três. A pancada de saída feita de um tee mais elevado que o green dando a sensação de uma distância mais curta. A

entrada do green é estreita e o vento pode atirar a bola para a esquerda. Se a bandeira estiver ao fundo do green deverá ser batido um taco a mais. Todo o lado direito do green esta protegido por bunkers. HOLE 6 – Par 5 – 442 metros: Este par 5 não é muito comprido mas deve-se ter em atenção o enorme bunker à direita e o grande lago que protege o green. Se na segunda pancada não tentar o green deverá fazê-lo bem à direita para evitar a àgua à esquerda. HOLE 7 – Par 3 – 149 metros: Um bom par 3 com um lago à direita desde o tee até ao green. Um bunker colocado à esquerda da entrada do green obriga a uma pancada de saída forte e direita.


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HOLE 8 – Par 5 – 447 metros: Este par 5 é muito longo com uma segunda pancada para um green muito elevado, Se a pancada de saída for bem comprida poderá tentar o green à segunda pancada, mas deverá ter em atenção os bunkers que protegem o green muito bem. HOLE 9 - Par 4 - 327 metros: Um buraco que obriga a pensar o jogo. À “espera” da pancada de saída estão bunkers à esquerda e à direita. Para a segunda pancada bata um ferro a mais, pois o green mais uma vez está elevado. HOLE 10 – Par 4 – 360 metros: Neste par 4 todo direito, terá que manter a bola do lado direito do fairway, de maneira a ter uma melhor abertura para o green. HOLE 11 – Par 4 – 319 metros:

Um óptimo para 4, mas atenção ao out of bounds no lado direito do fairway. Este fairway vai estreitando até chegar ao green que é elevado e bem protegi do. Cuidado com o vento, este buraco pede concentração. HOLE 12 – Par 5 – 413 metros: Um Par 5 comprido, onde precisará de 3 boas pancadas para atingir o green . Vários bunkers a evitar especialmente em frente do green. Mas vale bater a bola mais. HOLE 13 Par 4 – 310 metros: Um Dog-leg à direita, não muito comprido. É necessário uma boa pancada para ultrapassar o bunker à direita, e permitir com uma segunda pancada atingir um green bastante elevado. HOLE 14 Par – 286 metros: Um

bom par 4 a ser jogado por cima dos bunkers tentando manter a bola do lado direito do fairway, o que dará uma boa abertura para o green.

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HOLE 15 Par 3 – 148 metros: Um Buraco muito interessante, especialmente em dia de vento. Talvez o par 3 mais difícil, não só pelo lago que vai do tee ao green, mas também pela escolha do taco certo. HOLE 16 Par 4 – 367 metros: Este é o par 4 mais difícil do percurso. Um magnífico buraco de golfe, sendo necessários duas excelentes pancadas para se alcançar o green elevado, de ambos os lados há bunkers e árvores. Um par neste buraco é

F o t o s u p e r i o r : Te e d o b u r a c o 1 8

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uma grande recompensa. HOLE 17 Par 3 – 162 metros: Além de ser um buraco muito bonito, a descer para um green estreito. O bunker à direita apanha muitas bolas. HOLE 18 Par 5 - 442 metros: Embora a pancada de saída seja difícil, se colocar a bola no fairway pode atingir-se o green em duas pancadas e terminar com um birdie. A segunda pancada pode ser muito enganadora, deve se bater sempre um taco acima do que se pensa.

Foto superior : vista do green do buraco 6


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SOUTHGOLF MAGAZINE | REGRAS | ISTO ACONTECEU

Por Joaquim Gomes - Juiz Arbitro

Situação: No segundo shot (para o green), a bola toma uma trajetória em Draw acentuado. Consequentemente a bola, depois de bater no topo da árvore junto ao green, no lado esquerdo, caiu dentro do obstáculo água. (conforme figura). Ambiente: O obstáculo é constituído por estacas amarelas, que definem obstáculo frontal e estacas vermelhas que definem o obstáculo lateral. - Pela frente estão até ao meio do lago estacas amarelas - A bola bate no todo da árvore que está já nas estacas vermelhas. Atitude de jogo: Foi feito o drop atrás das estacas amarelas. Questão: Onde deve ser feito o Drop? - Se é uma questão de facto, que a bola cruzou o obstáculo de água pela última vez no ponto onde a linha tracejada no desenho anexo intersecta a estaca vermelha, as opções do jogador são as seguintes conforme previsto na Regra 26. ( Págs. 97 e 98 do livro de Regras 2012-2015). 1 – Deixar cair uma bola, com uma pancada de penalidade como previsto na Regra 26-1a, no ponto mais próximo do local onde a bola foi jogada pela última vez. 2 - Deixar cair uma bola, com uma pancada de penalidade como previsto na Regra 26-1b, atrás do obstáculo de água, mantendo o ponto onde a bola original atravessou a margem do obstáculo de água pela última vez no alinhamento entre o buraco e o ponto onde a bola vai ser deixada cair, sem limite para a distância onde, atrás do obstáculo de água, a bola pode ser deixada cair, ou 3- Deixar cair uma bola, com uma pancada de penalidade como previsto na Regra 26-1c (i) e (ii) cair uma dentro da distância de dois tacos e não mais perto do buraco do que (i) o ponto em que a bola original atravessou a margem do obstáculo de água pela última vez ou (ii) um ponto na margem oposta do obstáculo de água, à mesma distância do 62

buraco. Pelo que nos é dado a observar no desenho, se o “drop” foi feito atrás do ponto onde a linha tracejada intersecta com a estaca amarela, a bola foi “dropada” em local errado. Este local não é uma das opções tendo em conta o sítio onde a bola cruzou pela última vez o obstáculo de água, estacas vermelhas. Assim sendo o jogador jogou de local errado o que é penalizado em duas pancadas na modalidade de jogo por pancadas (Stroke Play) ou perda do buraco na modalidade de jogo por buracos (Match Play).

C a m p o : - A r o e i r a I - B u r a c o 11


ISTO ACONTECEU | REGRAS | SOUTHGOLF MAGAZINE

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este tema, iremos fa um pequeno mas muito interessante desafio, ao incluir uma nova rubrica designada por “ SABIA QUE”. Esta rubrica, tem como principal objetivo, clarificar as mais simples situações e mitos criados pelos jogadores, que durante tempos foram adquirindo.Numa prespetiva meramente informativa, exporemos conceitos de bem compreender os diferentes significados entre palavras que são usadas como por exemplo: “Pode”; “Deverá”; “Tem de”; “Uma bola”; “A bola” e as ações a elas adjacentes. Mitos tais como; as medições dos buracos; Os pares 3 são medidos ao centro do Green, os pares 4 e 5 á entrada do Green.O uso de dispositivos tais como medidores de distâncias ou GPS em apli-

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cativos nos PDA`s e telemóveis, onde creem que se a regra local não referenciar a sua proibição podem ser usados. A marcação das bolas para sua identificação como “dever” ou “obrigação”. As questões abordadas não terão qualquer ordem previamente definida, mas sim pela objetividade, conceito e pertinência.Dentro deste conceito informativo/formativo publicaremos algumas questões do tipo VERDADEIRO OU FALSO, onde em página seguinte obterá a resposta certa para aferição de conhecimentos.Conscientes desta emocionante tarefa, daremos todo o contributo com o intuito de partilhar conhecimentos sobre o jogo que nos apaixona, o Golfe.

OBRIGATÓRIO UM a sua bola para identificação sem JOGADOR IDENTIFICAR que haja uma boa razão para tal, incorre na penalidade de uma A BOLA? pancada. Se a bola levantada for REGRA 12-1. IDENTIFICAR A a bola do jogador, ele tem de a recolocar. Se não a recolocar, BOLA A responsabilidade de identificar incorre na penalidade geral por a bola corretamente pertence ao infração à Regra 12-2, mas não lhe jogador: Cada jogador deve pôr é aplicada qualquer penalidade adicional ao abrigo desta Regra. uma identificação na sua bola. Se um jogador acredita que a Nota: Se o local original onde a bola que está parada pode ser a bola devia ser recolocada tiver sua mas não mas não a consegue sido alterado, ver Regra 20-3b. identificar, pode levantá-la para *PENALIDADE POR INFRAÇÃO identificação sem penalidade. O direito a levantar a bola para identificação é em complemento às acções permitidas na Regra 12-1. Antes de levantar a bola, o jogador tem de informar o seu adversário, no caso de jogo por buracos (Match Play), ou o seu marcador ou concorrente no caso de jogo por pancadas (Stroke Play), dessa sua intenção e marcar a posição da bola. Pode depois levantar a bola e identifica-la desde que dê À REGRA 12-2: Jogo por buracos (Match Play) oportunidade ao seu adversário, marcador ou concorrente de – Perda do buraco; jogo por observar o levantar e recolocar da pancadas (Stroke Play) – Duas bola. A bola não pode ser limpa pancadas mais do que a extensão necessária *Se um jogador incorrer na para a sua identificação quando penalidade geral por infração levantada ao abrigo da Regra 12- à Regra 12-2, não tem nenhuma penalidade adicional por infração 2. Se a bola for a do jogador e ele a esta Regra. ( Págs. 63 e 64 do não cumprir este procedimento, no livro de Regras 2012-2015). todo ou em parte, ou se levantar Entender as palavras O livro das Regras está escrito

numa linguagem muito precisa e de modo muito ponderado. Ao consultar o livro deveremos ter isso bem presente e compreender as seguintes diferenças entre as palavras que são usadas: “deverá”, (por exemplo: o marcador deverá conferir o resultado) significa uma acção que é recomendada mas não mandatória. (Pág. 9 do livro de Regras 2012-2015). RESUMO: Como podemos ver na Regra 122, o termo utilizado é o jogador DEVE…. esta definição não obriga embora aconselha a fazelo, para evitar consequências que pode incorrer e prescritas nesta Regra. A grande maioria dos jogadores profissionais e amadores, utilizam marcações com letras, pintas e até desenhos nas variadíssimas cores, isto porque para além do acima descrito, torna o jogo mais rápido e dentro das cadências de jogo, muitas vezes estabelecidos pela Comissão Técnica. RESPOSTA: NÃO

Caro leitor: Se no seu dia-a-dia de golfe, tiver dúvidas ou queira ter um esclarecimento, exponha-nos mandando um email para:

r e g r a s _ d u v i d a s @ s o u t h g o l f t o u r. c o m 63


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Os KM 007A da Miura golf A empresa japonêsa, Miura Golf, lançou sua coleção de putters forjados de alta qualidade. O putter KM-007, quarto na linha de KM (para Katsuhiro Miura, o fundador da empresa e designer-chefe) começa como todos os putters Miura: com um pedaço de aço de baixo carbono de melhor qualidade. Uma vez forjado, o putter é levado então à sua forma final através de um processo de CNC (controle numérico por computador) que o leva à sua forma final. "O Sr. Miura estava a olhar para nossos putters, e sentiu que precisava encontrar resposta para jogadores que procuram putts do tipo mallet", disse Adam Barr, presidente da Miura. "Ele veio com este projeto como uma maneira de encaixar seu olho, oferecendo um toque macio e autoridade com

um acabamento satin não-brilhante. Miura-san entende que a colocação é muito pessoal, e que um olhar bonito é tão importante quanto uma sensação de solidez. Ele não divulgou este projeto até que ele estava certo de que ele ia ao encontro dos padrões elevados da marca. " O KM-007 oferece uma opção mais equilibrado na linha de putters KM. O KM-350, um modelo de vareta no calcanhar que é relativamente curto do calcanhar para a ponta, apela para jogadores com um swing mais circular. O KM005 (350g peso da cabeça) e KM-006 (370g), cujo ponto de interseção do eixo é mais perto do centro da face do putter, são modelos equilibrados na maior parte para swings mais rectos. O 007 irá funcionar bem para esse tipo de movimento também.

Equipamentos Medidores de Distância (DMD) autorizados nas competições da FPG

Esta utilização só será permitida de acordo com o previsto nas Regras do Golfe. Para tal, a FPG recomenda a atenta leitura da Regra 14-3 e das decisões 143/0.5; 14-3/0.7 e 14-3/1.

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o seguimento da recente decisão da EGA, em autorizar a utilização de Equipamentos Medidores de Distância, a Federação Portuguesa de Golfe decidiu autorizar o uso destes equipamentos ao abrigo da Regra Local de Aplicação Permanente. A exceção a esta decisão aplica-se aos Ecalões B, C e Benjamins do Circuito Drive.

FICH A TÉCNICA:

n ex t t e e edição de março - Paul McGinley - Qatar Masters - Omega Dubai Desert Classic - Tiger Woods - Técnicas: Chipping - Fontana Golf Course Áustria - 1º Melaka World Heritage Europe International Golf 2013 - Ryo Ishikawa - Sabe como jogar no Faldo Course? - Oceânico Golf Academy - Clones vs Originais

PROPRIEDA DE Sou t hgolf t our,Lda | REGISTO INPI Nº 446765 |

EDITOR Luís Manuel Nogueira | DIRETOR Luís Manuel Nogueira | TÉCNICA Nelson Ca valheiro | A RT-DESIGN Nelson Soares | COLA BORA RA M NESTA EDIÇÃO Carlos Peas Ven t ura, Joaquim Manuel Gomes, Débora Nogueira, Vasco Pa t rício w w w.issuu.com/sou t hgolf maga zine | email: maga zine@sou t hgolf t our.com | Telem: + 351 925 666 626 * Jornalista Associado do IGTWA - IntErnational Golf Travel Writers Association


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