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Tecnologia Este símbolo é um QR Code, que neste caso significa “Jornal Laboratório Na Prática”. Mais ágil, sistema é um novo código de barras. Pág 4

Ano III - Edição 16 Julho/2009

JORNAL LABORATÓRIO

Produzido pelos alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP

Rafaela Ometto

Educação

Intercâmbio Gripe suína não afeta estudos de alunos da Unimep no exterior. Pág 05

Comportamento

Brechó atualizado Comércio on-line moderniza a forma de expor e vender roupas usadas.

Cultura

Música

Festival Interferência grava programa musical e revela talentos. Pág 12

independente

Pág 10

Americana

A...gostinho de cultura Meio Ambiente e leitura para conscientização. Pág 12

Fotos: Nathalia Ravara

Arrependimento

Tatuagem sai caro Conheça a realidade de quem quer remover tatoos; custo para retirada pode chegar a R$ 30 mil. Pág 9


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Na Prática - Julho/2009

Apresentação

Será que vale a pena?

E

sta edição do na prática aborda um tema delicado e muito comum na juventude, fazer ou não fazer uma tatuagem? Quais são os riscos de arrependerse e qual é o preço desse arrependimento? A matéria “Quanto vale o arrependimento” da repórter Nathália Ravara mostra que jovens fazem tatuagens por impulso e acabam se dando conta de que não era exatamente o que queriam. O preço para uma remoção total (quando esta é possível) pode chegar a R$ 30 mil, além de ser extremamente doloroso. Ao ler a matéria, questiona-se o ato em si, mas este nos leva a uma reflexão bem maior, que implica no peso de uma decisão e sobre a pena que se pode pagar por ela. Há certa época da vida em que uma pessoa não sabe exatamente se é adolescente, adulto ou criança, e é nessa idade que muitos acabam fazendo opções erradas e descobrindo da forma mais amarga que está entrando no mundo adulto. Fazer uma tatuagem não tem volta. Por mais que seja feito o tratamento a laser, um borrão ficará para sempre no local e este resultado é conseguido depois de um doloroso e caro tratamento; cada sessão de remoção custa R$ 600 e os resultados só

são visto após, pelo menos oito sessões. Mas não fazer é a alternativa? Não, pensar no que se está fazendo é a alternativa, conversar com pessoas que já têm e não se arrependeram, conversar com as que se arrependeram e principalmente refletir sozinho se existirá uma conseqüência direta. A sociedade em que vivemos ainda é conservadora quando se trata de certos assuntos. o uso de tatuagens já foi visto com maus olhos e hoje é mais normal, mas ainda há setores em que a imagem é fundamental e nestes lugares muita gente tatuada ainda sofre na hora de pedir emprego. Na matéria em que o assunto é tratado a história de Rafael Teixeira ilustra isso muito bem. Hoje ele questiona se realmente a tatuagem era tão importante assim, se foi necessária. Como diz a repórter Nathália, “O arrependimento pode vir no dia seguinte ou anos depois”, mas se vier vai ser muito amargo. Por isso refletir nunca é demais nesse caso. Thomaz Fernandes Editor assistente

artigo de opinião

Pode comer à vontade nas escolas de São Paulo Gustavo Antoniassi

mento considerável de crianças e adolescentes com obesidade, ou pelo menos acima do peso. Será mesmo que a prevenção nesse caso não seria a melhor saída? Além veto do governador José Serra à lei que proibia disso, ao barrar a lei, o governador do mais importante a venda de alimentos calóricos nas escolas do estado do Brasil, dá um sinal claro de que a fiscalização Estado de São Paulo remete a uma importante dos agentes responsáveis é falha, ou não acontece, já que reflexão: a importância dada pelas autoridades ao que é ao explicar o veto sinaliza para uma lei similar assinada consumido pelos jovens estudantes. Na matéria do repór- anteriormente. Entre os produtos proibidos na lei vetada ter Luan Antunes, a nutricionista Juliana Bertulucci aler- estavam as coxinhas, balas e refrigerantes que, inegata para o problema. “Estão consumindo velmente, não colaboram para uma boa mais calorias do que vitaminas”, revela. alimentação. Defensores da proibição Coxinhas, balas e das guloseimas entendiam que ele poApesar do alerta dos especialistas, os lanches, bebidas, salgadinhos, inclusive refrigerantes estão deria adotar uma medida supostamente os industrializados, e outros alimentos em favor da saúde pública, sancionando liberados de alto teor calórico continuarão à vena lei, mas não foi o que aconteceu. da normalmente nas lanchonetes e canAinda segundo a matéria, entre os estinas das escolas públicas e privadas de São Paulo. Não tudantes também existem controvérsias. “A falta de landá para imaginar que algo comprovadamente prejudicial ches naturais como opção, faz com que comamos o que à saúde tenha sido liberado e o pior, a justifica do governa- tiver à disposição”, ilustra a aluna, apelidada de coelha dor não convence nem ao mais leigo no assunto. Segundo da turma. É mais um claro sinal que não existe fiscalizaSerra, o veto à lei aprovada pela Assembléia Legislativa ção. A matéria é o retrato fiel do que é vendido em uma aconteceu pela “utilização de conceitos vagos que care- Escola Técnica, onde os alunos teoricamente já estão cem de rigor técnico, inviabilizando sua correta aplicação em um estágio avançado de informação, mas mesmo ase fiscalização pelos agentes da Vigilância Sanitária”. sim comem alimentos adequados no regime alimentar. Oras, não é possível que o trabalho de prevenção seja Resta saber o resultado que terá no futuro a justificativa tão insignificante. A maior preocupação é com o au- descompromissada do governador Serra. antoniassi90@hotmail.com

O

Expediente Jornal Laboratório dos alunos do 5º semestre de jornalismo da Unimep Reitor Prof. Dr. Clovis Pinto de Castro Diretor da Faculdade de Comunicação Belarmino César Guimarães da Costa Coordenador do Curso de Jornalismo Paulo Roberto Botão Editor Wanderley Garcia (MTB: 06041) E-mail: jornalnapratica@gmail.com Editores Assistentes Gustavo Antoniassi Thomaz Fernandes Editora de Fotografia Camila Gusmão Editores(as) Comportamento: Clayton Padovan Cultura: Ângela Silva Educação: Patricia Elias Saúde: Thiane Mendieta Tecnologia: Gislaine Bettin Repórteres: Aline Joaquim, Amanda Sabino, Ângela Silva, Camila Gusmão, Carla Bovolini, Clayton Padovan, Daniane Gambaroto, Gislaine Bettin, Iuri Botão, João Lopes, Leonardo Moniz, Lígia Paloni, Luan Antunes, Luis Gustavo Antoniassi, Mayara Cristofoletti, Milena Barros, Nathalia Ravara, Patricia Elias, Rafaela Ometto, Thiane Mendieta, Thomaz Fernandes, Zamir Junior. Arte Gráfica Sérgio Silveira Campos (Laboratório de Planejamento Gráfico/ Unimep) Correspondências Faculdade de Comunicação - Campus Taquaral Rodovia do Açúcar, km 156 - Caixa Postal 68 Cep 13400.911- Tel. (19) 3124 1677 Tiragem: 2000 exemplares

Participe da comunidade no Or kut Jornal Na Prática / Unimep O principal objetivo da comunidade do jorna lé contato com os leitores o e esse espaço está integralme nte aberto à manifestação de suas opiniões, concordando ou não com o conteúdo da ed ição, opinando e sugerindo pautas para as próximas.

Vamos participar, mande seu recado! Valeu Galera!!! Nosso e-mail:

jornalnapratica@gm ail.com


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TECNOLOGIA

Fotos: Reprodução

Música on-line

Divulgação, mas sem $$ Bandas popularizam seus trabalhos com rapidez, mas não conseguem dinheiro na internet Iuri Botão idbotao@gmail.com

A venda de músicas on-line cresceu 79% ano passado no Brasil. O comércio representa apenas 12% da receita das gravadoras, contra os 88% que equivalem às mídias tradicionais. Aparente bom negócio para as bandas da região, que costumam ter dificuldade para produzir e divulgar seu trabalho, a Internet não traz retorno financeiro, mas tem papel importante na divulgação. Max Matta, vocalista da banda piracicabana Caps Lock, diz que a venda on-line funciona apenas para artistas com gravadoras grandes, que têm abertura para colocar as músicas em portais confiáveis. “Para bandas independentes é difícil cobrar pela música, pois as formas de fazer propaganda do produto são restritas. Interessante é que o público baixe gratuitamente e compartilhe com os amigos”, explica.

Para o vocalista da banda de Piracicaba Royales, Ronaldo Corte Real, “existem possibilidades infinitas na Internet, o que é ótimo, pois o artista não precisa mais de gravadora para atingir o público, e é este público que vai determinar as tendências, e não mais o senso comum das gravadoras”, explica. “Agora se volta ao início de tudo, ao romantismo na música. A Internet é como um grande chapéu, recolhendo moedas jogadas por cada pessoa que

passa pela rede, ouve a música e contribui com o artista”. De olho nesse público, bandas têm feito lançamentos alternativos, como o Radiohead, que em 2007 lançou o álbum “In Rainbows” para download em seu site oficial. O público escolhia quanto pagar, a partir de zero. Em entrevista ao Fantástico em sua passagem pelo Brasil, o vocalista Thom Yorke, disse que o público foi generoso, mas que os brasileiros estão entre os que menos pagaram. O site Trama Virtual (tramavirtual. uol.com.br) desenvolveu uma forma de trabalhar com bandas independentes. A cada mês, patrocinadores disponibilizam uma quantia de dinheiro a ser distribuída entre os artistas que tiverem suas músicas

baixadas. “Mas ainda é pouco. No mês de março tivemos 518 downloads, o que nos rendeu apenas R$18,18. Num futuro próximo as músicas não terão valor comercial, mas publicitário. Para vender a única coisa que o artista faz e não pode ser baixada: o show”, diz Matta. Corte Real, que há quatro anos, quando não havia patrocínio, lançou um CD na íntegra no site, acha a ideia boa, porém confusa. “É pouco dinheiro quando se pulveriza dessa maneira. Mas vale lembrar que nem todos os músicos são profissionais. É um incentivo que nunca existiu. E pode ter certeza que ninguém faz caridade, as empresas ganham em marketing ou em isenção fiscal mais do que a soma ‘doada’ a todos esses novos artistas”, analisa.

E-book

Livros ao alcance de um clique Zamir Junior zamirjr@hotmail.com

Com a ajuda da rede mundial de computadores alunos e amantes da leitura conseguem acesso a obras da literatura brasileira e outros assuntos através de sites que oferecem os textos para baixar gratuitamente, “os downloads de e-books”. O e-book é um livro em formato eletrônico, geralmente em PDF, diferente do livro tradicional impresso. O arquivo é eletrônico e a leitura do e-book pode ser feita de formas alternativas, como por exemplo, no próprio computador, no MP4, Ipod e até mesmo em celulares. Jovens e adultos utilizam esse método para ampliar seus conhecimentos. Várias obras foram traduzidas para o português e milhares de estudantes usam a internet para conhecer um pouco mais dos grandes

Obras de autores mortos há mais de 70 anos podem ser baixadas sem restrição de direitos autorais autores consagrados do nosso país e do mundo inteiro. Após 70 anos da morte do autor, suas obras são consideradas de domínio público, fato que autoriza a população a baixar esses livros da internet sem violar nenhum direito autoral. Obras literárias como as de Machado de Assis, Fernando Pessoa e William Shakespeare podem ser degustadas em qualquer lan-house. Sites como ecofuturo.org.br fornecem livros completos de domínio público em diversos temas, “Os principais benefícios são a disponibilidade para se encontrar livros e a economia, já que a maioria dos livros são caros e na internet há uma

grande variedade sem custo nenhum”, diz a estudante de pedagogia Carolina Joaquim Pereira. A professora de língua portuguesa, Teresa Regina Bigaran, completa: “é uma forma dos alunos conseguirem maior rendimento nas aulas, pois rapidamente ele localiza pela internet o livro que procura. Acho hiperválido e muito interessante, pois pode ter sol ou chuva o aluno terá acesso ao livro que precisa”. Estudantes recorrem a esse tipo de ajuda quando o assunto é prova ou trabalho

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escolar, por exemplo no ensino médio, professores da língua portuguesa, avaliam o conhecimento das obras literárias e a interpretação dos alunos. “É mais fácil encontrar um livro pela internet do que em uma livraria, em que a procura dura muito tempo e as vezes é preciso até encomendar”, diz Carol Silva estudante do 3° colegial da escola Pedro Moraes Cavalcanti, de Piracicaba.


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TECNOLOGIA

Na Prática - Julho/2009

Papel eletrônico

Nova tecnologia permite carregar no bolso conteúdo de jornais on-line

E-Ink, o futuro do

ção

impresso em

Divulga

suas mãos Leonardo Moniz moniz.leo@gmail.com

Você já imaginou um supermercado em que os produtos têm rótulos animados? Já pensou se você usasse uma camisa com um desenho que se movimentasse? Não, não é mais uma propaganda enganosa. Há 11 anos, uma empresa chamada “E-Ink Corporation” teve a idéia inovadora. “Ink” se traduz por tinta, em inglês. “Eink” significa tinta eletrônica. De acordo com o site oficial do produto (www.e-ink.com), essa tinta eletrônica resulta da composição de milhões de microcápsulas extremamente pequenas, que compõem um “pó líquido”. As cápsulas são compostas por inúmeras partículas brancas carregadas com carga positiva e outras tantas partículas pretas, com carga negativa. A plataforma para a atuação da tinta eletrônica é o papel eletrônico, uma tecnologia que imita o papel comum, mas que pode ser apagada ou alterada sem a necessidade de outro papel.

Quando uma corrente elétrica entra em contato com essa tinta, as partículas brancas ficam visíveis para a pessoa que está lendo. Quando se inverte a corrente, são as partículas pretas que aparecem. “As imagens ficam nítidas e podem ser vistas de diversos ângulos”, garante o consultor de marketing on-line, Julio Preuss. Vantagens Segundo a OMC (Organização Mundial do Comércio), as reservas de papel disponíveis no planeta têm garantias até o ano de 2040. Não é preciso ir longe para entender que são necessárias medidas de redução de gastos. O papel eletrônico é uma grande alternativa. Para Roberto Civita, CEO do Grupo Abril, o aparato vai mais longe. “É a morte do papel. Tanto do ponto de vista da portabilidade quando da sustentabilidade”, afirmou, durante palestra realizada no curso Master em Jornalismo – Gestão de Empresas de Comunicação. Jornais impressos podem servir-se da tecnologia. A utilização dos exemplares se daria por conexão com pontos de internet ou por redes sem fio. A economia poderia chegar a quase 70% com gastos na produção dos impressos, segundo dados de Preuss. Outra novidade é que o e-paper não emite luz. Funciona como refletor de luz, bem como o papel comum.

QR Code

Código pode ser lido pela câmera do celular Ferramenta ágil e universal substitui o velho código de barras e promove interação Mariana Alonso mari.alonso_@hotmail.com

Na região, uma grande rede de cinemas, utiliza o QR Code através da venda pela internet. Ao efetuar a compra on-line em minutos, é disponibilizado para o usuário que recebe em seu celular um novo código que permite sua entrada para a sessão escolhida. Na carta recém chegada com postal da família na Europa um selo estranho: QR Code?. Na postagem internacional informações são transmitidas de forma sintetizada no mesmo padrão. A tecnologia QR Code é aplicada em diferentes campos. Iara Faé, de Americana, se comunica com familiares residentes na Alemanha e estranhou a diferença dos selos do correio alemão. “Um código diferente dos que estamos acostumados aqui, são pequenos quadra-

Amanda Sabino

dos repletos de outros minúsculos quadrados, lembram muito pixels”. Ao questionar o tio que enviou um cartão postal recebeu a resposta: “é um similar do nosso código de barras tradicional, só que contém bem mais informações. Alguns correios europeus utilizam há tempos e podem ser encontrados em vários produtos mas ainda não se fala muito desse novo QR Code: aplicação nos correios e em vendas pela internet código”. O Qr Code é uma novidade que está ner em câmeras de celulares de um código chegando aos poucos no mercado brasil- bidimensional que teoricamente segue o eiro. Desenvolvido por japoneses na dé- princípio do código de barras comum. A cada de 90, permite a leitura por um scan- sigla QR que é Quick Response, ou seja,

“resposta imediata”. Um QR Code, pode conter um endereço de internet, um texto ou mesmo um número de telefone. Acessível, qualquer um pode criar um com a informação que quiser como no site qrcode.kaywa.com, que oferece o serviço de gerador de códigos dessa categoria gratuitamente. Em países como Japão e Inglaterra, além de virar febre, o QR pode ser encontrado até mesmo em fachadas de estabelecimentos diversos. A idéia é difundir a tecnologia amplamente, mas especificamente existe um interesse em intensificar para a publicidade. As empresas Fast Shop, Nova Schin e Claro saíram na frente com anúncios publicados entre 2007 e 2008. É o chamado mobile marketing. As empresas publicam um QR Code no anúncio e para ler é necessário acessar via câmera do celular.


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EDUCAÇÃO

Escola e Prática

Estágios pelo CIEE voltam a crescer na região Diminuição foi sentida a partir de setembro, quando nova lei entrou em vigor Camila Gusmão cah_foca@yahoo.com.br

Após queda na oferta de vagas de estágio provocada pela mudança na legislação, as oportunidades voltam a crescer. O aumento registrado pelo CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) desde janeiro na região de Piracicaba é de 4% ao mês. As informações são da supervisora regional do Ciee, Marisa Cury. Na região há 300 estagiários atuando no mercado por intermédio da instituição. “A lei entrou em vigor sem um desejável período de transição, e por isso provocou um impacto natural na oferta de oportunidades de estágio”, comenta Marisa. A nova lei do estágio entrou em vigor em setembro do ano passado. O Sesc ( Serviço Social do Comércio) de Piracicaba se adaptou à nova lei de estágio no mês de abril. “O vale alimentação e a carga horária de até 30 horas semanais, nós já tínhamos, só acrescentamos o

Fotos: Camila Gusmão

auxílio transporte e a remunerapudesse escolher, preferiria ção de férias”, afirma a responsáa antiga lei de estágio que vel pelos Recursos Humanos do não previa benefícios, perSesc Piracicaba, Marli Libardi mitia trabalho por mais hoPizzol. O Sesc que contava com ras na semana. “Com a lei seis estagiários contratados teve antiga não temos benefício o aumento de um neste ano, nenhum, só a bolsa auxílio, agora são cinco de educação fíporém a bolsa é maior. Além sica, um de comunicação social disso, com o contrato novo com habilitação em jornalismo e não vou poder trabalhar 40 um em publicidade. horas semanais o que dimiPara Marli a alteração na lei nui ainda mais minha rende estágio foi positiva e garanda”, afirma Priscila. te novas oportunidades para os Marisa enfatiza que as estudantes. “Tem empresas que melhores épocas para se pensam que o estagiário é mão de procurar estágio são no térobra barata, mas sabemos que não mino de semestre. “Muitos Estagiária de educação física no Sesc, Cíntia Pinheiro de Camargo é assim, agora os estudantes têm contratos de estágio termimais benefícios”, afirma Marli. nam e outros estudantes se Estagiária que teve a oportunidade de tes, pois agora tem carga horária máxima formam e, assim, não podem mais estagiar, ser contratada pela lei antiga e atualmen- de 30 horas semanais e sobra mais tempo além disso, muitas empresas oferecem note pela nova, Rafaela Rogo Malosá, 21, co- para estudar”, afirma Rafaela. vas vagas porque efetivaram seus estagiáMas há controvérsias. Estagiária pela rios ou desejam renovar seu quadro”, afirmenta os benefícios que a nova legislação trouxe. “A nova lei é boa para os estudan- antiga legislação, Priscila Gastardelo, se ma Marisa.

Gripe suína

Unimep mantém programas de intercâmbio Viagens para o exterior estão garantidas para estudantes de Piracicaba Aline Cristiane Joaquim aly_chrys@hotmail.com

Apesar do princípio de pânico causado em abril pelos primeiros casos da gripe Influenza A (H1N1) no mundo, os estudantes da Unimep que fazem intercâmbio nos países afetados não tiveram seus planos prejudicados. É o que afirma Luciane Venturini di Nizo, assistente de relações internacionais da universidade. Segundo ela, as inscrições para os programas de intercâmbio foram encerradas antes do surgimento da gripe suína. Foi formado um grupo de 36 alunos para a Argentina, dois para o Marietta College, nos Estados Unidos e três alunos para o México. Além desses, dois alunos estão na NWU(North West University), no Japão, e permanecerão até fevereiro de 2010. A orientação dada aos alunos selecionados para o programa do México é que se sintam a vontade para interromper o intercâmbio, caso haja insegurança. Luciane afirma ainda que apesar da cri-

se financeira mundial ter afetado a procura pelo estudo no exterior, a busca por intercâmbio aumentou, de modo que já houve seleção para o segundo semestre de 2009. O estudante de Jornalismo da Unimep, Vinícius Barbosa, 18 anos, fará intercâmbio na Argentina durante 30 dias, no mês de julho, onde vai cursar espanhol intensivo. O jovem confessa que ficou preocupado com a notícia

Luciane Venturini di Nizo: aumento da busca por intercâmbio

da gripe, porém está prevenido com um seguro internacional de saúde. “Além disso, as máscaras estarão na bagagem”, brinca o estudante. Com a notícia da gripe, a Assessoria para Assuntos Internacionais (AAI) da Unimep, os pais dos alunos e os coordenadores dos cursos ficaram apreensivos, porém mantiveram contato com os estudantes e constataram que todos estavam bem. Houve a

decisão de que os programas fossem concluídos para que não houvesse implicações na vida acadêmica. Marcela Bagarollo, 24 anos, jornalista fará um trainee na área de comunicação durante 72 dias na Escócia. Quando aconteceu “surto” da gripe influenza A, ela estava no processo seletivo da vaga, ficou bastante preocupada que fosse cancelada. “ Eu já estava com um pé atrás por causa da crise mundial financeira, ainda surge a polemica da gripe. Mas graças a Deus deu tudo certo e fui aprovada para o trainee”, declara. A jornalista diz que não está preocupada com o assunto porque muito do que ouve na mídia considera sensacionalismo e até mesmo um escape para desviar os assuntos da crise, afirma. Segundo Luciane, no Campus Taquaral da Unimep estudam alunos provenientes de países da Africa, da Argentina, El Salvador e Finlândia. Em nenhum momento, eles manifestaram pânico ou preocupação com a gripe Influenza A (N1H1).


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EDUCAÇÃO

Na Prática - Julho/2009

Capoeira

Intervalo Luan Antunes

A luta que educa Vereador quer a inserção da prática nas escolas fundamentais de Americana Patrícia Elias da Silva patriciaelias.ies@hotmail.com

Aluno da Escola Estadual Polivalente almoça na cantina durante intervalo

Salgados e frituras resistem nas cantinas

Projeto de lei que proibia alimentos muito calóricos nas escolas é vetado por Serra Luan Antunes luanantunes27@hotmail.com

Passar dois turnos dentro de sala de aula já é comum na Escola Técnica Estadual Polivalente de Americana. “Faço Ensino Médio de manhã, e técnico de Informática à tarde”, explica a estudante Mayne Lerissa da Silva, de 16 anos. Para seguir a maratona e manter o pique, Mayne, acaba por fazer lanches rápidos na cantina da escola. “Os alunos de hoje estão consumindo mais calorias do que vitaminas”, afirma a nutricionista Juliana Bertuluci, 25 anos. Segundo ela, faltam opções para uma boa alimentação. Visando reverter isso, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou no dia 15 de abril um projeto de lei que proibia a venda de produtos com alto teor calórico nas cantinas escolares no Estado. No entanto, a lei foi vetada pelo governador José Serra (PSDB) sob a justificativa de que o projeto de lei apresentava conceitos vagos e imprecisos, alem de que algumas crianças necessitam de uma dieta rica em calorias. Para a nutricionista, o consumo apenas de alimentos ricos em calorias não colabora para a saúde. “As vitaminas necessárias para um cotidiano saudável estão ficando de lado”, comenta. Já o senhor José Santarosa de 64 anos, dono da cantina na escola de Mayne, consi-

dera um absurdo o projeto de lei, apontando problemas de ordem econômica. “Para eu manter uma cantina assim [somente lanches naturais] teria que demitir minhas três funcionárias” explica. Ele ainda levanta a questão de que o lanche feito em casa, às seis horas da manhã, corre o risco de até o horário de intervalo, já se apresentar com alguns condimentos, como a maionese, por exemplo, estragados. Entre os alunos, também há controvérsias. Pois quando o assunto é alimentação, Mayne é conhecida como a “coelha” do grupo. “Me preocupo com minha alimentação, mas a falta de lanches naturais como opção faz com que comamos o que tiver à disposição”, diz a estudante. O custo da refeição na cantina é de 4,50 reais e o pessoal, apesar de os alunos serem bancados pelos pais, sente o quanto pesa no final do mês. “Almoço aqui quase todo dia. Já tenho até conta com o Seu Zé [Santarosa] pra ficar mais fácil”, conta Douglas Santos Pereira, de 15 anos, também estudante de informática no período da tarde. A maioria dos alunos não almoça como Douglas ou Mayne. No horário de almoço, os alunos lotam as mesas do espaço para comerem salgados fritos ou assados. “É mais barato e mais saboroso. O que mais se vende aqui é o hambúrguer”, justifica Guilherme Avanci, 15 anos.

Entre as 10 escolas do ensino fundamental de Americana, nove possuem a capoeira em atividades extracurriculares. No entanto, em abril de 2009 o vereador Marco Antonio Alves Jorge, o Kim (PDT), pediu à prefeitura que incluísse a capoeira no currículo das escolas públicas. O motivo é que a cidade possui atualmente 2 mil alunos de capoeira e se tornou referência nacional entre os praticantes, afirma o vereador. Em 15 de julho de 2008 a capoeira foi reconhecida pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), como “Patrimônio Cultural Brasileiro”, por causa da tradição que é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras. No interior de São Paulo, a cidade de Nova Odessa tem a capoeira na rede de ensino e possui 750 alunos praticantes. A prefeitura de Americana ainda estuda o requerimento, e por enquanto mantém as atividades de maneira informal, realizada nos finais de semana, a maioria realizada pelo Grupo Abada Capoeira. O grupo existe há 21 anos e possui 700 centros de treinamento no Brasil. No interior de São Paulo o grupo atende a mais de 50 cidades além de escolas públicas, escolas particulares e faculdades.

Para Sidney Tempesta, 34 anos, representante do Abada Capoeira no interior de São Paulo, o objetivo é levar a cultura brasileira às crianças e também de integrá-las junto à sociedade. “Na capoeira vamos trabalhar a música, coordenação motora e o reflexo, o que vai gerar na criança uma melhora na concentração na sala de aula”. Segundo Sidney, os benefícios gerados pela capoeira são inúmeros para a pessoa que a prática, além de melhorar a qualidade de vida, a confiança e também gerar a responsabilidade social, que ajuda no trabalho de inclusão junto às comunidades carentes. Para Reginaldo Tempesta, 38 anos, irmão de Sidney e também membro do Grupo Abada existe uma resposta muito positiva nos alunos das escolas públicas, por que muitos deles vêm de uma realidade de pobreza e trazem no corpo a ginga da capoeira. “As crianças são mais soltas para jogar e não tem medo fazer o que pedimos”, afirma. Nas escolas em que há capoeira com atividade extracurricular, a integração com os alunos acontece uma vez por semana, com momentos de vivência e história da capoeira. Os alunos também são levados a conhecerem outras realidades participando de palestras, oficinas de canto e dança. Gislaine Bettin

Grupo Abada capoeira durante treinamento


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- Na Prática

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SAÚDE

Solidariedade

Novos palhaços, velhas risadas Anjos da Alegria, de Americana, têm 60 novos voluntários e pretende atuar também em Nova Odessa Clayton Padovan

se zero de pessoal. Mas quem quiser se inscrever é fácil, explica Hurtado. “Nós mudamos a forma de seleção e agora ela é continua”, afirma. Para entrar no Anjos os interressados O grupo Anjos da Alegria de Americana conta com 60 passam por algumas fases antes de irem aos hospitais. novos voluntários iniciaram as visitas aos hospitais em feOs novos integrantes têm que responder a um questionávereiro. Segundo um dos coordenadores do grupo, José rio de perguntas pessoais, participar de duas palestras, para Hurtado, há grande rotatividade do trabalho voluntáconhecer melhor a associação e as normas a seguir em rio, pois o Anjos é composto por muitos estudantes “Os ambiente hospitalar e fazer três visitas acompanhadas jovens estão se preparando para o vestibular, aí muitos antes de irem caracterizados como palhaços. passam e mudam de cidade. Têm também aqueles que Em breve o grupo pretende iniciar visitas ao estão nos últimos anos da faculdade e têm muito traHospital Municipal de Nova Odessa. O grubalho, aí ficam sem tempo” disse. po que já fez alguns contatos com a direção O número de pessoas que entram no começo do do hospital está animado, ainda segundo ano é grande devido às desistências, mas também Hurtado. “Acredito que no meio deste ano, porque depois de setembro não há mais seleção de começaremos na cidade”. Para isso o Anjos pessoal porque o grupo entra de férias no último precisará de voluntários locais. Para fazer mês do ano. parte ou obter mais informações acesse o O Anjos da Alegria, que tem mais de 110 vosite www.anjosdaalegria.org.br ou ligue para luntários atuando em hospitais de Americana e (19) 3462-0867 Integrantes do Anjos da Alegria a caráter para visitas a hospitais Santa Bárbara d’Oeste, apresenta um déficit quaClayton Padovan

clayton.padovan@gmail.com

Adolescentes em crise

Depressão é doença comum na juventude Psicóloga relata fatores que sintomas são mudanças no humor, descontentamento, solidão e baixa autoestima

A depressão é uma doença comum na juventude devido à correria do dia-a-dia e as dificuldades enfrentadas cada vez mais cedo. Porém, não é facilmente diagnosticada, pois há diversos fatores e níveis de intensidade – que vão além da tristeza profunda – que caracterizam a depressão. A psicóloga Ana Maria Martins relatou os motivos que fazem os jovens apresentar os sintomas da doença que, em casos extremos, pode levar à morte. Segundo a psicóloga, a primeira crise de depressão na adolescência acontece geralmente por volta dos 15 anos, interferindo na vida diária, nas relações sociais, afetivas e familiares. As relações sociais e familiares, afirma, estão cada vez mais competitivas exigindo do adolescente decisões e comportamentos que, muitas vezes, não estão prontos para assumir. Isso o leva a situações extremas de tensão, mudanças hormonais e estresse. A doença até pode estar ligada a fatores genéticos, caso haja histórico familiar. Alguns sintomas podem caracterizar a depressão e para permitir o diagnóstico devem durar mais de duas semanas, como

a mudança de humor, de comportamento, descontentamento, solidão e isolamento, além de baixa autoestima, comportamento agressivo e antissocial. Também podem surgir dificuldades para dormir, para se concentrar, ansiedade, medos, pensamentos recorrentes de morte e, em casos mais sérios, idéias suicidas. Os jovens que sentirem essas alterações devem procurar ajuda médica (leia mais nesta página) De acordo o Instituto Nacional de Saúde Mental Norte-Americano, o suicídio está na 11ª posição entre as causas de morte nos EUA. Mas entre crianças (10 a 14 anos), adolescentes (15 a 19 anos) e jovens adultos (20 a 24 anos) o suicídio é a terceira maior causa de morte, com índices iguais ou superiores à média do país de 10,9 suicídios por 100 mil habitantes. As estatísticas também demonstram que a causa principal de suicídio entre os jovens é a depressão. A psicóloga explica a doença associada a outros transtornos, como a bulimia e a anorexia, já que é nesta fase que o corpo físico passa por transformações maiores. A diferença entre o corpo físico real e os modelos estéticos impostos pela mídia estimulam a não aceitação do corpo e os distúrbios da alimentação.

Onde procurar ajuda Para tratar a depressão é necessário o apoio de um psicólogo que irá orientar o jovem e também os pais, já que a depressão prejudica toda a família. O tratamento é feito com antidepressivos receitados com a orientação de um psiquiatra, que deve ser consultado regularmente. “Existem outras formas de tratamento que podem ser complementares, como a fitoterapia, relaxamento, massagens terapêuticas, acupuntura, florais e atividades físicas que atuam na prevenção, conservação da saúde e na melhora fisiológica, proporcionando sensação de bem-estar e da autoestima” ressalta a psicóloga Ana Maria M. Os jovens que se sentirem os sintomas da depressão devem procurar ajuda médica em centros de saúde, hospitais, ambulatórios e até programas universitários. Deve ser feita uma avaliação física e psicológica

para diagnosticar o tipo de tratamento a ser seguido, que é individual. “A depressão é muito séria, pode matar assim como qualquer outra doença. Porém, se descoberta com antecedência, pode ser tratada com mais facilidade. Conheço pais que acham a depressão uma doença que acontece por conta da adolescência, mas ela acontece em qualquer idade, com prioridade às fases difíceis que uma pessoa precisa enfrentar” finaliza a psicóloga. Lígia Paloni

Lígia Paloni ligia.paloni@terra.com.br

Suicídio é a terceira causa de mortes entre jovens nos Estados Unidos


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SAÚDE

Dislexia

Direitos especiais na escola Vereador apresenta projeto de lei para que alunos recebam tratamento adequado Carla Bovolini carlabovolini@yahoo.com.br

O vereador de Santa Bárbara d’’Oeste Cláudio Peressim (PDT), protocolou no dia 13 de março de 2009 o Projeto de Lei 31/09 que autoriza a Prefeitura Municipal a instituir o “Programa de Apoio ao Aluno com Dislexia” Assim que a Lei for aprovada os professores poderão aplicar estratégias diferenciadas para estudantes disléxicos. Permitir que o aluno disléxico use o computador para elaborar trabalhos escritos; uso de máquina de calcular durante as lições de matemática, bem como nas provas aplicadas; permitir que o aluno disléxico responda as questões dos testes oralmente, bem como refazer o teste quando necessário; não insistir para que o aluno disléxico copie as lições do quadro-negro, sendo permitido copiar anotações do professor ou de um colega.. O vereador teve apoio da neuropsico-

pedagoga Débora Piovezan, especialista em dislexia. Débora falou que o objetivo deste projeto é dar condições dignas ao disléxico; de ser avaliado e ter seus direitos e afirma que escolas já estão abraçando o desafio e se adaptando para receber alunos com este tipo de dificuldade. Santa Bárbara D’Oeste é uma das primeiras cidades do País a ter este projeto de Lei, mas em grandes cidades já existem algumas leis que asseguram o direito dos disléxicos. Em São Paulo a Lei LDB 9394/96 admite que pessoas portadoras de dislexia, devem ser avaliadas de maneira diferenciada para não excluir seus verdadeiros potenciais. O indivíduo deve ser avaliado pela ABD (Associação Brasileira de Dislexia) que apresenta um laudo constatando a dislexia. Desta forma o dislexo pode ter a prova seja lida em voz alta, pelo fiscal da prova; seja cedido tempo adicional para a execução da prova. Haja apoio na transcrição de gabaritos. Permita-se o uso de calculadora. Quando houver redação,

que seja oral e transcrita para o papel pelo fiscal ou observador da prova. O Distrito Federal possui algumas leis para pessoas com o distúrbio disléxico. A Lei N° 4.095 assegurada ao estudante com dislexia o direito ao acompanhamento por equipe de apoio psicopedagógico da rede pública de ensino, preferencialmente quando a criança estiver ingressando na escola. A dislexia atinge de 5% a 17% da população mundial e não é considerada uma doença e sim um distúrbio hereditário de aprendizagem que afeta a leitura e a escrita, segundo Mônica Bianchini, psicóloga e membro da Associação Brasileira de Dislexia (ABD). O fracasso escolar resulta baixa estima levando a comportamentos agressivos, tornando a vida escolar e familiar muito desgastante, levando até a evasão escolar , que em nosso país ainda não é contabilizada por este motivo. Algumas cidades estão adicionando em suas Leis garantias de aprendizado e convivência para quem sofre deste distúrbio.

Olho seco

Na Prática - Julho/2009

Formas de Dislexia Disgrafia: São os que podem ter dificuldades com leitura e com a interpretação da Linguagem Escrita. Cometem erros graves de omitir, acrescentar ou inverter sílabas e letras. Alguns não possuem domínio do espaço, subindo e descendo a linha demarcada para a escrita. Discalculia: Podem resolver complexos problemas matemáticos mentalmente, apesar de não seguir as respectivas etapas, porém tem dificuldade em resolver cálculos aritméticos básicos. Deficiência de atenção: Não conseguem focar a atenção, há dias em que elas podem melhor corresponder à expectativa escolar, e outros dias em que se apresentam dispersas, parecendo ter esquecido tudo o que já haviam aprendido. Hiperatividade: É aquele que nunca pode parar, sendo diferenciada por dois aspectos, a hiperatividade da criança que fala sem pensar, fala na frente de todos, e nunca mede as conseqüências de suas atitudes. Um segundo tipo de Hiperatividade tem suas características na dificuldade de foco de atenção. Ela se distrai facilmente com um estímulo mínimo que alcance sua visão, com qualquer som ou cheiro, não conseguindo centralizar sua atenção, suprimindo detalhes de importância irrelevante. Hipoatividade: É o contrário do hiperativo, parece estar sempre no mundo da lua, sonhando acordada. Não se envolve e costuma não ter amigos. Hipoatividade se caracteriza por um nível baixo de atividade motora, com reação lenta a qualquer estímulo. Fonte: www.dislexia.com.br

Daniane Gambaroto

Perigo à vista Adolescentes se tornam vítimas devido a excessos de exposição à luz dos monitores Daniane Gambaroto dgambarato@yahoo.com.br

Adolescente não dispensa o trio vídeogame, TV e computador. Quando não é a MTV, é o Orkut, MSN e outros programas de comunicação on-line que o fazem permanecer horas diante do monitor. Todas estas situações juntas em excesso podem desencadear a síndrome do olho seco, problema visual que tem como principais sintomas ardência, dor nos olhos, sensação de corpo estranho e visão embaçada que piora ao longo do dia. Não é uma doença muito comum na faixa etária dos 12 aos 18 anos, mas deve ser tratada de maneira adequada para evitar o agravamento do problema. A prevenção ocorre por meio de exames periódicos, é o que recomendam os especialistas. “O acompanhamento é importante para prevenir problemas que acabam

por comprometer o rendimento escolar”, alerta o Prof. José Álvaro Pereira Gomes, presidente científico da Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS). A capacidade visual pode ser prejudicada, por exemplo, se o indivíduo reduzir o número de piscadas quando estiver concentrado frente à TV ou à tela do computador, principalmente à noite. Segundo o presidente científico da APOS, “a maioria das pessoas tende a contrair as pálpebras ao ler um livro ou diante do monitor, por isso recomendamos um cuidado maior quanto a este comportamento, o que juntamente com a inibição do piscar, provoca esforço visual excessivo e sintomas de ressecamento dos olhos”. Não há dados precisos sobre a incidência da doença do olho seco na população brasileira em decorrência principalmente da ausência de métodos bem definido de diagnóstico clínico para olho seco, estima-se

Monitores de LCD e telas 100% planas são os mais recomendados

Estes são alguns cuidados que podem ser tomados para evitar qualquer tipo de problemas com a visão, no que diz respeito às telas de monitores. 1) Use monitores LCD ou Plasma 2) Use monitores de tela 100% plana

que cerca de 10 a 30% da população adulta apresente sintomas ou sinais da doença. A APOS, Associação dos Portadores de Olho Seco, existe desde 2004 para oferecer apoio, educação e informação a todos os familiares e pacientes com Olho Seco. Contato através do e-mail apos@apos. org.br e pelo site www.apos.org.br.

3) Evite configurações onde a tela esteja clara em excesso ou escura em excesso. 4) Faça pausas para seus olhos. A cada dez minutos de exposição, desvie seu olhar por 20 ou 30 segundos para objetos mais distantes, principalmente em intensidade de cor, para que a retina possa descansar.


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COMPORTAMENTO João Henrique Lopes

Nathalia Ravara

Hobby

Coleção de filmes: paixão e custo acessível se comparado ao cinema ou locação

Videoteca em casa Amantes de filmes têm a sua própria coleção para rever o quanto quiser João Henrique Lopes joaohplopes@gmail.com

Se você é daqueles que gostam de pegar um cinema de fim de semana ou mesmo alugar catálogos nas videolocadoras para ver com os amigos, já deve ter tido dúvida na hora de escolher um bom título. Agora imagine você ter a sua disposição centenas desses filmes para ver e rever quando quiser. É um hobby chamado de colecionismo de filmes, ou também de videotecas. Idiarte Porta Junior, 24 anos, coleciona filmes há mais de cinco anos e conta com um acervo com 300 títulos. Ele explica que começou com filmes de seu ator favorito, Eddie Murphy e a partir daí não parou mais. “Sempre que posso reservo um dinheirinho no final do mês para algum DVD, mas sempre acabo levando mais de um, é pior que vício”, comenta o jovem. Devido ao trabalho o rapaz não possui mais tempo para ver seus filmes, mas garante já ter assistido todos pelo menos uma vez. “Todos meus filmes são originais”, afirma Idiarte. “É muito mais interessante porque, além de uma qualidade superior, tem o encarte e muitos extras que o pirata não oferece”. Ele reforça fazendo uma comparação, “eu gasto por volta de cinqüenta a setenta reais por mês com meus filmes, mas há quem gaste fortunas”. Ele consi-

dera o custo de sua videoteca “plausível” quando compara a uma sessão de cinema ou ao aluguel de um DVD, que custa pelo menos R$ 4,00 (sem promoções). Quando questionado sobre o valor de sua coleção, Idiarte brinca: “algumas horas extras”. Outro caso parecido é de Antonio Tornisiello, 30 anos, que possui uma videoteca especializada em filmes de terror. Todos os filmes são importados e não possuem áudio ou legenda em português. “Sempre gostei dessa coisa de sangue, demônio e caveiras. Quando comecei a trabalhar comecei a comprar meus DVDs e quando percebi já tinha vários”, explica Tornisiello, que conta hoje com mais de sessenta filmes. As criações de videoteca às vezes acabam se tornando uma necessidade, como no caso de Lucas José Maria, 21 anos, que sempre colocou os filmes como prioridade. No entanto existem filmes que têm pouco caráter comercial e nem as videolocadoras acabam comprando. Foi por isso que Lucas começou a colecionar. “Sempre gostei de filmes franceses, assim como de longas-metragens de diversos cantos do mundo, mas não e fácil encontrar esse material em locadoras, então resolvi comprá-los via internet”. O acervo ainda está em crescimento. “Tenho por volta de 100 filmes, 90 deles são cult e somente os outros dez são sucessos de bilheteria como Moulin Rouge e a trilogia do super-herói Homem Aranha”.

Tatuagem

Tatuagens que já passaram por laser para retirada; ainda são necessárias novas sessões

Quanto vale o

arrependimento? Desejo em ilustrar a pele pode sair caro; cada sessão de remoção custa cerca de R$ 600 Nathália Ravara natharavara@hotmail.com

“Aos 15 anos fui uma adolescente rebelde querendo afrontar família e diferenciar de alguns amigos que viviam de maneira convencional. Tatuei 70% do meu corpo com imagens de caveiras e esqueletos”. Aos 23 anos, Chintia Bertim descobriu um tumor e sentiu medo de perder a vida. Ao olhar as imagens no próprio corpo via nelas um sentido negativo. “Hoje não tenho como me livrar dessas tatuagens”, diz entre lágrimas. Qual preço do arrepender-se? O poder aquisitivo, intensidade e quantidade de imagens e a dor são fatores que pesam para realizar uma remoção da tatuagem. O laser é a mais eficaz, mas estima-se em torno de R$ 600 cada sessão. Há casos em que a remoção completa pode variar de R$ 5 mil a R$ 30 mil. Existem tatuagens impossíveis de serem removidas totalmente, restando assim um sombreado na pele.

O preconceito na seleção de empregos é um dos problemas que os tatuados ainda enfrentam, como o assistente de tecnologia Rafael Teixeira, “Há 20 anos tatuei um tribal. Em uma seleção passei por diversas etapas até chegar a final, mas a resposta era sempre a mesma, ‘Você não se encaixa no perfil’, olhando diretamente para a minha tatuagem. Me sentia como se fosse um nada”. Rafael diz que se soubesse do tamanho do preconceito e das dificuldades que teria para arrumar emprego no futuro, jamais teria feito a tatuagem. A transformação do jovem em adulto pode trazer também o arrependimento, o que era prazer se transforma em incômodo. Tatiana Freitas, estudante de contabilidade, tatuou o nome de seu namorado no pulso, cheio de corações vermelhos em volta. Hoje, diz se arrepender muito. “Além da dor, não consegui removê-la totalmente. Cada vez que me deparo com aquela mancha não esqueço dos maus momentos vividos”, conta.


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COMPORTAMENTO

Na Prática - Julho/2009 Fotos: Reprodu

ção

Estilo

Brechós

também estão na rede Mayara Cristofoletti mayara.cristofoletti@gmail.com

Já teve uma roupa que você usou poucas vezes e hoje não serve mais? Já comprou um sapato e depois se arrependeu? Há pessoas como você por toda a internet, esperando encontrar interessados naquilo que elas não usam mais. Por isso surgiram os chamados brechós on-line. Eles têm os mesmos atributos de um brechó convencional combinado com a facilidade da internet. Isa Gomes é uma administradora de empresas e tem o brechó e bazar on-line Do 40 ao 50 (do40ao50.blogspot.com), que tem a proposta de vender roupas de tamanhos maiores. Ela diz que quando conheceu a novidade dos brechós on-line achou a alternativa que faltava para limpar seu armário.“Eu tinha uma porção de roupas que não me serviam mais e que estavam praticamente novas. Achei a idéia dos brechós on-line muito interessante e resolvi criar o meu”. Os brechós virtuais oferecem peças de roupas, sapatos, acessórios e até aparelhos

Com auxilio da internet já é possível qualquer pessoa ter o seu eletrônicos com pouco tempo de uso. As roupas e sapatos trazem os números e tamanhos, inclusive em centímetros, como faz a estudante de arquitetura Caroline Gomes de Mello, de 22 anos. Ela é dona do Hiperbrechó (hiperbrecho.blogspot. com) e criou o blog como uma forma prática de ganhar dinheiro enquanto se dedica à faculdade. Para garantir a venda, ela tira foto do produto e posta toda a descrição dele: se é novo ou não , o tamanho e o estado em que se encontra para que não ocorram decepções. Quando o assunto é insatisfação, as

Comprar e vender roupas usadas ficou mais fácil

blogueiras têm atitudes diferentes. Umas trocam os produtos, outras não. “Depende, se a peça chegou há um dia e no outro ela já postar dizendo que não serviu com certeza eu trocaria por outro tamanho ou devolveria o dinheiro”, afirma Fabíola Rangel, graduada em letras e mais conhecida como Chica Louca pelo seu brechó (chicalouca.blogspot.com). Já Isa Gomes afirma que aceitaria a devolução se o comprador pagasse o custo do frete.

Quem se arrepende, mas também possui brechó on-line, pode fazer trocas com outras vendedoras “Se tem uma peça que eu me interesso, pergunto se o brechó quer trocar por outra que eu possuo e cada um paga o seu frete”, comenta Isa. Os pagamentos são realizados através de depósitos bancários, as entregas são via PAC (os Correios cobram de acordo com o peso) ou Sedex e as vendas são feitas àqueles que pedirem primeiro. Para isso é preciso estar sempre de olho no blog. “Quem leva a peça é aquele que primeiro escrever para o meu endereço eletrônico ou deixar comentário no blog. Caso o primeiro desista, já deixo reservado para o segundo e assim por diante”, afirma a dona do Chica Louca. Fabíola comenta que começou o brechó dois anos atrás, com algumas peças que possuía em casa. “Neste período fui vendendo e comprando mais peças para expor e vendê-las. Estou gostando tanto da idéia que além do virtual penso em abrir um brechó ‘real’ também”, afirma. Stephanie Tomazin

Artur Nogueira

Reunião em duas rodas Motos, rock, comidas, bebidas e muita gente são marcas registradas em encontros Stephanie Tomazin stmangueir@unimep.br

Buzinas frenéticas e roncos de motor. Motociclistas procuram lugar para estacionar no amplo espaço recheado de expositores no ramo de acessórios, comidas, bebidas. E muitas, muitas motos. Gente andando por entre as motos pelo caminho de terra molhada e de pedregulho marcam a entrada. Com o apoio da Prefeitura, da Polícia Militar e de entidades da cidade, como a Apae, e do grupo da 3ª idade, o Liberdade Moto Clube realizou o 13º Encontro de

Motociclistas de Artur Nogueira, de 17 a 19 de abril. Tatuagem removível (que lotava de curiosos em volta), show musical montado em um palco com uma boa estrutura de aparelhagem, vôo panorâmicos de helicóptero, show com globo da morte e apresentação de manobras radicais de motos marcaram o encontro. Além do rock, que predominava, havia também tenda com musica eletrônica, que reuniu uma grande camada de jovens. Às quatro horas da tarde do sábado, dia 18, os shows começaram para agitar a galera. The Beatles Cover tocou todos os clássicos da banda por quase duas horas e o pessoal começou a dançar e se aglomerar em frente ao palco. Às seis horas entrou em cena o Legião Urbana Original Cover – que foi a primeira banda a tocar cover antes da morte de Renato Russo –, com 17

anos de estrada e muito profissionalismo. Variedade de motos Tem motos para todos os gostos e bolsos. Esportivas, que chegam Centenas de motos invadem Artur Nogueira a atingir até 300km/h; motos modelo custom que são estradei- além de fazer amizades neste tipo de festa, ras que não priorizam a velocidade, mas o curte música de boa qualidade em um amconforto; triciclos esbanjando som e mui- biente tranquilo, onde raramente se ouve to penduricalho para chamar a atenção falar de confusão ou atrito. do público – galinha, bonecos, adesivos, “Não sou motoqueiro, jargão muito utibarril de chope e até caixão customizado lizado com preconceito aos que andam de pôde-se conferir; além de muitos outros motos em alta velocidade, pois faço da estilos que impressionam pela originalida- minha um instrumento do bem”, diz Luis de dos detalhes e da decoração do dono. Henrique Romão, 29 anos, motociclista “Com a moto posso observar melhor há 9 anos, que é contra a zueira e a bao caminho, sentir e ver o que é belo em gunça, oriundos doas pessoas que ficam cada lugar que eu passo”, diz Marcelo Sa- estourando escapamento e dando “tiriles, 27 anos, de Nova Odessa. Ele diz que nhos” com a moto.


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- Na Prática

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CULTURA

Camila Gusmão

Conservatório

Canto

Escola de Música de Tatuí passa por reestruturação Milena Barros milena_barros86@hotmail.com

Recursos de R$ 514.231,74 em instrumentos musicais novos, funcionários registrados em carteira e projetos de reforma do teatro. Foram esses os investimentos que o Conservatório Dramático e Musical de Tatuí “Doutor Carlos de Campos”, instituição vinculada à Secretaria do Estado da Cultura, obteve com a nova administração. A partir de 2008, a escola de música passou a ser dirigida pela Associação dos Amigos do Conservatório, criada pelo Governo Estadual para administrar projetos e buscar novos parceiros. De acordo com a assessora de imprensa do conservatório, Deise Juliana, empresas como Sabesp e Cesp se uniram à associação e possibilitaram a compra de instrumentos de percussão e pianos. Em troca, foram beneficiadas com a isenção de impostos. Festivais, concursos e encontros estão previstos na agenda de eventos deste ano. O assessor artístico Erick Heimann Pais conta, por e-mail, que o retorno dos encontros internacionais e a expansão dos concursos estão entre as principais intenções. Segundo ele, a reestruturação das atividades teve como principal critério a democracia: “Todas as áreas da escola

serão atendidas com eventos artísticos”, explica Heimann Pais. Os funcionários e professores da escola também receberam incentivos. É o que conta o técnico de iluminação do teatro, Jorge Junior: “Adorei a nova estrutura daqui e o melhor é que hoje tenho segurança em meu trabalho, pois sou registrado em carteira, antes não era”. Junior disse ainda que todos os funcionários estão satisfeitos com a mudança e que antes eles queriam fazer compras em lojas e não tinham como comprovar renda, os vendedores perguntavam se além de músicos eles faziam outra coisa. “Já não temos mais esse problema, porque somos reconhecidos como trabalhadores legalizados”, afirma sorrindo. Neste ano, segundo a assessoria do Conservatório, os 43 cursos oferecidos receberam inscrições de 2.975 candidatos para 587 vagas oferecidas nas áreas de música, teatro e luteria (construção de instrumentos). Este foi o maior número de inscrições já registrado pela instituição, considerada uma das mais importantes do país. Os alunos ainda têm a possibilidade de concorrer à bolsa de estudo no valor de até R$ 700, dependendo de sua atividade, e alojamento. Para conferir a programação do conservatório, acesse: http://www.conservatoriodetatui.org.br.

Integrantes do Coral ApepúYamí, da Unimep, durante ensaio

Enacopi reúne

73 corais

em Piracicaba Evento aconteceu até 20 de junho e conta com categoria juvenil Thiane Mendieta

Cinema

Pintou francês na telona Heloísa Kimura heloisakimura@gmail.com

Aproveitando o lançamento do ano da França no Brasil, o Cine Humberto Mauro, da Unimep, exibiu uma série de longas metragens franceses durante os meses de maio e junho. A programação “Cine França.Br” foi uma parceria com a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e englobou desde os clássicos com diretores consagrados até filmes atuais, dirigidos por nomes que despontam na lista de novos talentos. Passaram pela tela do Cine Humberto Mauro produções como “O Fundo do Ar é Vermelho” (1977), de Chris Marker, “Obras, A Gente Sabe Quando Começa...” (2005),

de Brigitte Rouan, e “Os Maus Perdedores” (2005), de Frédéric Balekdjian, entre outras. O assessor de imprensa Fernando Almeida Bisan, do Núcleo de Cultura da Unimep, explicou que a parceria com a Cinemateca da Embaixada da França já existe há mais de 10 anos e, em comum, as instituições têm como proposta a difusão do cinema de arte e a formação de platéia para uma cinematografia diferenciada. “A programação em homenagem ao ano da França procurou privilegiar o riquíssimo acervo da Cinemateca, com produções diversificadas em gêneros e épocas.”, afirmou Bisan. Intitulado França.Br 2009, o ano da França no Brasil foi lançado oficialmente no dia 21 de abril e tem o objetivo de estreitar os laços entre os dois países.

thimendieta@hotmail.com

A terceira edição do Encontro Nacional de Corais de Piracicaba, o Enacopi, de 10 a 20 de junho contou com a participação de 73 corais, 11 a mais que o ano passado, e 33 a mais em relação à primeira edição, em 2007. O evento é coordenado pela regente Malu Canto e pela Secretaria Municipal da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba. “Além do aumento no número de corais participantes, também aumentaram os dias das apresentações. Nós temos alguns corais de outros estados que se apresentaram: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná”, diz a coordenadora. O Teatro Municipal Dr. Losso Neto e o Salão de Concertos da Estação da Paulista foram os locais escolhidos para as apresentações, divididas em duas categorias: infanto-juvenil e adulta. Segundo Malu, um dos grupos de destaque foi o Coro Municipal Infanto-Juvenil

de Itaquaquecetuba, que se apresentou no dia 13 de junho. O Coral Apepú-Yamí, da Unimep, participou pela primeira vez do evento, na categoria adulta. Malu incentiva a participação dos jovens em corais como forma de troca de informações constante e fonte de riqueza cultural e lembra que os interessados podem participar dos grupos da cidade, como o Coral da Escola de Música “Maestro Ernst Mahle”, Coral da ESALQ (Escola Superior Luiz de Queiroz), da Unimep, FOP (Faculdade de Odontologia de Piracicaba/Unicamp), Coral Cosan, Vozes da Caterpillar e também de alguns colégios. “Basta se informar. É de graça e a participação eleva a autoestima dos jovens cantores”, completa Malu. As apresentações do 3º Enacopi foram divididas: os corais infanto-juvenis se apresentam à tarde na Estação da Paulista, e os corais adultos, à noite, na sala 1 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto. Mais informações pelo site: www.enacopi.com.br.


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CULTURA

Na Prática - Julho/2009

Festival Interferência

Alunos de Rádio e TV promovem show de bandas independentes Apresentação do Grupo Cataia, selecionado por júri, será lançada em DVD Rafaela Ometto

Rafaela Ometto rafaela.ometto@gmail.com

Correria, disciplina e trabalho em grupo. Esse foi o clima sentido pelo público antes de começarem as gravações do Festival Interferência, que aconteceu dia 12 de maio, no teatro Unimep. O projeto é realizado pelo sétimo semestre do curso de Rádio e TV e tem como objetivo propiciar aos alunos a experiência de todas as etapas de uma produção audiovisual, além de divulgar bandas independentes e premiar o grupo escolhido pelo júri com a gravação de um DVD registrando a apresentação. Segundo a aluna Ana Luísa Escolástico, membro da comissão de divulgação do evento, 18 bandas participaram do festival este ano, sendo que “Pink Big Balls” e “Cataia” foram escolhidas pela comissão organizadora e “Mazzaropi contra o crime” por voto popular no blog do evento (www. festivalinterferencia.blogspot.com). Sob o olhar crítico do júri formado

Apresentação da banda Cataia: público interagiu com o grupo

pela cantora Julia Simões, pelos músicos e produtores musicais Roggero Chiarinelli Filho, o Rogerinho, e Celso Rocha e pelo professor do curso de Rádio e TV, Maurício Santana, a primeira banda que

se apresentou foi a “Pink Big Balls”, com “som redondo” e presença de palco marcante. “Mazzaropi contra o crime” foi a segunda a subir no palco, trazendo letras arrojadas que arrancaram elogios do júri.

Por último, a “Cataia” apresentou um som original, numa mistura que do forró, passou pelo rock e foi até o som africano. Os cinco músicos mostraram conhecimento musical, se revezando em mais de um instrumento. A animação do público deixou claro que a vitória seria da “Cataia”. Melhor avaliados no quesito letra, música – composta pela harmonia e melodia –, interpretação e presença de palco, a banda levou para casa a gravação de um DVD com a performance das cinco canções apresentadas, que são de autoria própria, making off e fotos. Após o término da gravação, Ana afirmou que o projeto foi uma experiência interessante. “Foi gratificante ver o palco montado, as luzes, as bandas tocando, tudo dando certo”, avaliou a estudante. Para participar do Interferência é necessário enviar duas músicas de autoria própria e uma foto da banda. Todo o processo de seleção até o resultado final podem ser vistos pelo site www.festivalinterferencia.com.br.

Sustentabilidade

Espaço une literatura e preservação ambiental Parque Ecológico em Americana estimula leitura e promove campanhas em prol dos animais Amanda Sabino amandafrs2000@yahoo.com.br

A Associação Agostinho Comelato, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Americana, inaugurou no dia 18 de abril o espaço literário “A...gostinho de Cultura”, que funciona dentro do Parque Ecológico Cid Almeida Franco e tem por objetivo incentivar a leitura e promover a preservação do meio ambiente, através de campanhas em prol dos animais do parque. A primeira campanha, batizada de Amigo Legal, beneficiará 12 animais em extinção, a serem escolhidos mensalmente pelo voto dos visitantes. Os primeiros animais beneficiados são as araras azuis. Dados divulgados pela associação apontam que em 15 dias de funcionamento o

espaço recebeu cerca de 350 visitantes e 500 móbiles foram vendidos, sendo que a verba arrecadada será revertida para a reforma de viveiros. O local também oferece gratuitamente livros para leitura dentro do parque, acesso à internet, atividades de recreação e duas sessões diárias de contação de histórias, das 9h às 10h e das 15h às 16h. A estudante Maryelli da Costa dos Santos, 13, que visitou o espaço pela primeira vez, conta que se sente feliz em contribuir para a preservação da arara azul enquanto se diverte. “Nunca tinha feito um móbile antes e achei muito legal essa campanha para ajudar a melhorar a vida dos animais do parque”, afirma Maryelli. Segundo Magali Berggren Comelato, presidente da Associação Agostinho Comelato, a campanha Amigo Legal visa

Fotos: Amanda Sabino

Maryelli da Costa exibe móbile que comprou e montou no espaço; verba arrecadada beneficiará araras azuis

conscientizar os visitantes no que se refere à preservação do parque. “O mais importante é as pessoas saírem daqui sabendo que pequenas ações fazem a diferença”, ressalta a presidente.

O espaço literário “A...gostinho de Cultura” funciona de terça a domingo, das 7h às 17h, no Parque Ecológico Municipal Cid Almeida Franco, localizado na Av. Brasil, nº 2525, Jd. Ipiranga, em Americana. Informações: (19) 3406-2075.

Na Prática 16  

Jornal Laboratório do curso de Jornalismo da Unimep - Julho de 2009

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