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ORIGENS

Pelo wikipedia, origem é:

4. a nascente de um rio; fonte.

1. ponto inicial de uma ação ou

5. o que provoca ou determina uma atitude, um fato, a existência de algo; causa, razão.

coisa que tem continuidade no tempo e/ou no espaço; ponto de partida; procedência. 2.local de nascimento; naturalidade; nacionalidade. 3. a sequência das gerações anteriores de um indivíduo ou de uma família; ascendência.

Para falar de lembranças, histórias e memórias construídas, a Soulier comemora seus 35 anos sob o tema Origens. A campanha verão 2018 traz sete mulheres com afinidades múltiplas

com a marca. Independentes, alegres, cheias de personalidade, elas colorem nossas páginas contando um pouco de onde vieram, suas referências e histórias. Esse olhar de ponte entre passado e futuro entra na nossa coleção, que mescla formas clássicas, revistas em detalhes e cores, a novos modelos, seguindo desejos da estação. Olhar para trás, para olhar para a frente. E, assim, construir novos passos.


Nossa história

O nome Soulier significa sapato em francês, uma maneira de homenagear a cidade que inspirou a criação da marca carioca. Responsável pela criação de peças exclusivas, confortáveis e de qualidade, a Soulier conversa com mulheres de diferentes estilos. O mix de materiais e a variedade de cores são marca registrada da marca, que aposta no DNA alegre e colorido, misturando elementos, com originalidade. 1982– Abertura da primeira loja de pronta-entrega – Av. Nossa Senhora de Copacabana 680 1982 1991– Abertura da Fábrica na Rua General Polidoro, em Botafogo – Fabricação de cintos e bolsas

1991

1994 1995– Mudança da fábrica para a atual sede, em São Cristóvão, em função de ter quintuplicado nossa demanda de pedidos

1994– Início de participação em Feiras - Top Fashion (Francal e Couro Moda), com vendas para todo o Brasil, para diversas marcas

1995

2001 2003– Inauguração da primeira loja de varejo, na Rua Vinicius de Moraes,121 loja A

Abertura de mais 3 pronta-entregas (São Paulo/Ipanema/Goiânia)

2001– Informatização com ERP de toda a empresa

2003

2012 2012– Início da loja online

2016– Abertura de 2 lojas novas com novo conceito (Leblon e Rio Sul)

2016

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2017– Ano ilumidado com muita mudanças e ações importantíssimas. Novo escritório, branding alinhado e parcerias. Vamos em frente!


VERÃO 18

Q

uando falamos de origem, falamos de onde viemos. Das nossas bases. De onde construímos quem somos. Isso aparece em alguém da família que é referência enquanto criança. De uma comida que nos conforta. De uma música que toca o coração. Onde criamos os laços, onde nos sentimos em casa. Onde são os alicerces, a cama da gente, o abraço, o lençol macio. Nessa edição, Antonia Leite Barbosa, Bia Rique, Melissa Jannuzzi, Paula Acioli e Rhaiane Laiz contam sobre suas origens e construções afetivas, ao lado de Heloisa Fávero, fundadora da Soulier e Mariana Birchall, sua filha, com quem trabalha 20 anos lado a lado. Muita história para se lembrar. E muito ainda para se construir. E você? Qual é a sua origem?


Heloisa Fávero, fundadora da Soulier

Do começo de carreira até a Soulier A minha formação é de professora primária. Eu dava aula de manhã e costurava à tarde. Com 12 anos, me formei em corte e costura, sempre tive habilidade manual. Me casei e vim morar no Rio. A princípio, não trabalhava, mas surgiu a oportunidade de ajudar minha irmã, que precisava buscar fábricas de biquínis para atender a uma demanda de uma grande empresa. Nesta 4

procura, conheci a dona de uma fábrica muito boa e pedi para trabalhar com ela. Ela disse que não podia me pagar, mas eu não queria salário e, sim, usar meu tempo e aprender... Fui trabalhar com ela e... adorei! Três meses depois, ela me ofereceu uma sala vazia na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 680. Era um prédio inteiro de pronta-entrega, com lojas maravilhosas e muita gente boa. Ali eu montei a Soulier, porque percebi que existia uma carência de sapatos. Todo mundo falava pra mim: “nada nesta sala dá certo. Tudo que

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abre, fecha.” E deu certo a Soulier! Depois abri uma segunda, uma terceira e uma quarta loja de atacado. O comércio começou a ficar mais difícil e mais exigente. Nessa época, montei uma fábrica com meu marido e comecei realmente a criar coisas coloridas, diferentes, bordadas. Começamos a fornecer para as maiores marcas. Íamos para feiras e nosso estande ficava lotado, tinha fila, vendíamos uma produção de 6 meses. Eu fazia uma coleção inteira sozinha, mandava tingir, bordava... nossa, era muito trabalho! Mas foi uma época muito boa, porque conhecemos muita gente. Minha filha entrou no negócio e vendia para clientes de São Paulo, Minas, Sul e Rio... todas as grandes empresas eram nossas clientes! As pessoas diziam que, quando viam nossas coisas, de longe, já sabiam que eram da Soulier! Com a entrada do meu filho, abrimos a primeira loja na Vinicius de Moraes. Todo o aprendizado foi ali. Aprendemos a trabalhar com o varejo e crescemos juntos! Hoje, são 15 lojas e a loja online.

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Lembranças de afeto Minhas lembranças são totalmente mineiras! A praça onde vivi minha infância e juventude é minha lembrança de mais afeto. Felizmente, ainda posso frequentá-la até hoje! A casa onde morei pertence a minha irmã e cada ida a Juiz de Fora é uma volta ao passado. Da minha infância, lembro demais de como era feliz, livre, cheia de amigos e de ter uma praça como quintal de casa.

Os pais A lembrança que tenho forte é da minha mãe, que me ensinou a lutar para conquistar. Ela quem me ensinou a trabalhar, desde bem jovem! Devo a ela todas as minhas vitórias. Ela me mostrou o caminho, me ensinou a ter garra e a correr atrás dos meus objetivos. O exemplo do meu pai é de honestidade. Um homem de caráter inquestionável! 5


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Anabelas! As anabelas são um clássico da Soulier. Presentes em todas as coleções, elas levam cores para o dia a dia, em modelos que celebram o conforto e a feminilidade. Nesse verão, elas ganham diferentes cabedais e solados e aparecem com estampas exclusivas e também em cores novas, como o pink e o coral, bem vibrantes. Os saltos em corda, juta ou ráfia dão ar natural às anabelas, que, versáteis, funcionam tanto para eventos diurnos, quanto para noturnos informais.

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Curiosidade: A história do salto alto se passa ao longo de séculos de história, com diferentes estilistas europeus e americanos contribuindo com a evolução dos mesmos. Mas foi nos anos 30 que a matériaprima dos saltos, o aço, passou por uma fase de escassez. Com isso o designer italiano Salvatore Ferragamo encontrou a solução ao desenvolver um modelo de calçado com salto anabela em cortiça. Após a guerra, esse modelo tornouse moda, quando vários estilistas o adotaram. #vidacolorida Cores sempre foram o diferencial da Soulier. E não tem como passar despercebida com essas apostas nos pés. As sapatilhas vêm em formatos clássicos, com bico arredondado ou fino. O arremate do laço é puro charme. A palmilha oferece conforto a mais para o dia a dia tranquilo e leve.

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Melissa Jannuzzi, jornalista

brinco - 06.02.0867 cinto - 05.02.0136 sapato - 02.02.0218

m c c Q m d o fl d

F E G u i f b n q S e c v d v

S Q p

Tradição e profissão Minha família é muito carinhosa, afetiva, barulhenta. Uma lembrança que tenho é o almoço de domingo e repito isso com meu filho: domingo é dia de ir pra casa dos avós. Já é uma coisa natural, acho que está no sangue. Eu optei por jornalismo, depois de dois anos de direito, pra contar histórias. E eu acho que é isso que a gente faz em torno da mesa: todo mundo dá opinião e, aí, sai aquela discussão gostosa, críticas construtivas... 10

Palavras como memória afetiva A leitura é uma coisa que faz muito parte da minha memória afetiva. Sempre vi meus pais lendo muito e, hoje, quando vejo meu filho de 8 anos me imitando lendo jornal – ele fica lendo as tirinhas – , me emociono, porque eu me vi fazendo isso com meus pais. A gente não tem televisão no quarto, justamente para esse momento nosso. Eu lembro da minha infância, é muito gostoso. Relação com cor e moda Eu tenho que ser eu, acima de tudo. Tenho que

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me sentir confortável, com uma bossa, com um charme. Eu gosto de cor, de sempre de estar com um toque colorido. Eu gosto dos detalhes. Quanto ao sapato, por exemplo, salto é lindo, mas meu salto vai ser médio, no máximo! Eu gosto de andar, eu ando rápido, faço milhões de coisas o dia todo. Rasteira eu adoro, anabela, sandálias flats também, porque estão de acordo com o meu dia a dia. Fé e superação Eu trouxe uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Ela representa família, fé, união. E tem uma coisa muito especial em relação a essa imagem. Ano passado, meu apartamento pegou fogo. A gente perdeu 80% dele. Foi um acidente bem sério… um recomeço. E, quando eu entrei no apartamento, que estava todo escuro, tudo queimado, com aquele cheiro forte, e vi a Nossa Senhora toda branca, no cantinho dela, intacta, eu tive certeza que ia dar tudo certo. Ela foi meu chão naquele momento. Então, ela está comigo e vai ficar comigo! Quando olhei pra ela, pensei e disse pra mim mesma: “vai dar tudo certo, eu vou reconstruir tudo”. Sobre ser feliz Quando eu olho e falo: “a balança está no positivo”, agradeço e me sinto feliz.

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é com

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Rhaiane Laiz, da equipe de vendas Soulier

Os pais como referência Meu pai nasceu em Belém do Pará e minha mãe, em Recife. Eles se conheceram no Rio. Os dois começaram a namorar quando trabalharam no mesmo lugar: ele fazia manutenção de aviões e ela cuidava da parte de limpeza dos mesmos. 14

Os dois sempre batalharam muito pra conquistar o que têm hoje e, desde cedo, eu trabalho. Minha mãe sempre focou em simplicidade, humildade. Eu tenho o sonho de trabalhar com gastronomia, que

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é com o que ela trabalha hoje. Para resgatar a paz... Quando tenho tempo pra mim, costumo fico no meu cantinho, em silêncio, pra resgatar a energia, porque às vezes o dia a dia nos suga muito. Eu gosto muito de ficar tranquila, sem nenhum barulho, só na paz.

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Caixa de lembranças Trouxe fotos que marcaram momentos importantes, que representam minhas origens. Aqui estão registrados momentos muito felizes: foto dos meus pais, da minha família, do meu primeiro trabalho. Guardo lembranças incríveis de quando eu e meu irmão éramos pequenos e minha avó ficava com a gente no quintal, pegando sol. É ótimo olhar tudo e relembrar.

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eclétic france Trenet mas, q sucum divert músic muito de car que é “Toge and ne Togeth two/ A know/ heaven be tog with y penso quand músic a gent sempr quem

Antonia Leite Barbosa, jornalista

Pais como inspiração profissional Minha mãe sempre foi uma mulher muito culta, sempre gostou muito de ler, sempre falou um português impecável dentro de casa. Eu acho que, por isso, sempre tive um ouvido mais apurado. E o meu pai sempre gostou muito de gente! Sempre foi muito sociável, muito cercado de amigos, com uma compreensão do ser humano admirável. Meu pai era quase um sol! Onde ele chegava, 18

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as pessoas o cercavam… ele era um cara de muitos amigos. E eu acho que, pra fazer jornalismo, você tem que gostar de gente, tem que ter uma curiosidade sobre o outro, sobre diferentes universos e realidades muito diferentes da sua. Acho que essas essências, sim, me inspiraram na minha profissão. O som que embala boas recordações Quanto à música, minha mãe gostava muito de música clássica. Já meu pai tinha um gosto mais

Paus Acho permi Mas, q paz, d pela ci mome coisa q esport

Loca Eu pre quase uma r do que pedras minha deslum longe mais f


eclético, adorava os franceses, de Charles Trenet a Aznavour, mas, quando ele sucumbia ao pop, era divertido. Teve um músico que marcou muito nossas viagens de carro pra serra, que é o Rick Astley: “Together forever and never to part/ Together forever we two/ And don’t you know/ I would move heaven and earth/ To be together forever with you”. Eu até penso muito nele quando ouço essa música e vejo que a gente pode estar sempre junto de quem a gente ama.

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Pausas no dia a dia Acho que não atingi ainda esse momento pleno e não me permito – como deveria – ter essas pausas e reflexões. Mas, quando eu cozinho, eu encontro um pouco dessa paz, desse momento. Quando eu saio de bicicleta elétrica pela cidade, também. Aliás, eu jogo tênis, esse é um momento que não posso deixar de incluir, porque é uma coisa que eu faço só pra mim e me faz muito bem. É um esporte que me diverte e me dá equilíbrio. Locais preferidos do Rio de Janeiro Eu preciso fazer uma confissão: eu sou uma carioca que quase não vai à praia. Eu gosto do mar, mas eu tenho uma relação com o mar muito mais de contemplação do que de mergulhar na praia. Adoro sentar nas pedras do Arpoador. Nasci numa casa que pertence a minha família até hoje, na Joatinga, que tem uma vista deslumbrante pras Ilhas Tijucas, então, eu fico lá de longe observando.... sou mais ligada ao verde. Eu sou mais feliz no Parque Lage do que no Posto 9.

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bolsa - 04.08.0185 sapato - 01.07.0148

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Mariana Birchall, estilista da Soulier

O começo da Soulier Mãe e filha lado a lado Minha história com a Soulier foi obra do destino...nunca imaginei trabalhar com moda ou com minha família. Comecei cursando Engenharia, na PUC-SP, queria trabalhar no mercado financeiro e logo consegui um estágio em Banco de investimentos. Conheci meu primeiro marido, me casei, tive um filho. Mas meu marido ficou doente. Mudei para Administração e entrei na Soulier para ajudar na área comercial e logo começamos a vender para todo o Brasil. Foi um sucesso! 24

Acabei me apaixonando pelo negócio de moda e aprendendo muito, após 20 anos trabalhando ao lado de minha mãe, que criou nosso estilo! A família Soulier Com a entrada do meu irmão no negócio, resolvemos expandir e abrimos a primeira loja de varejo, há 14 anos em Ipanema, na Vinicius de Moraes. Um fato marcante na minha vida foi que nós inauguramos esta loja uma semana depois que eu perdi meu marido... por um lado foi bom, porque me fez andar para frente, sabe? Eu tive que tocar minha vida, conseguir criar meu filho sozinha. Sou grata por nunca ter parado de


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trabalhar. Depois disso, me casei de novo, tive uma filha, ganhei dois enteados e uma nova família maravilhosa! Enfim, a história tem um final feliz! Graças a Deus! Lembranças de infância Tive uma infância com muita liberdade e contato com a natureza em uma cidade no interior de Minas, chamada Rio Novo. Me lembro de passar o dia todo andando de bicicleta com meu irmão, amigos e primos. A gente saía de manhã e só voltava à noite. Adoro cozinhar, assim como todas as mulheres da minha família! Adorava acordar com aquele cheirinho de bolo e pão de queijo feitos na hora. Aliás, minha mãe faz o melhor pão de queijo do mundo!

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Conexão com o tempo Eu me conecto com meu tempo e com a natureza pelo esporte. Fui atleta de natação quando criança, como meu pai, que sempre me incentivou e me ensinou que nada vem sem muito esforço! Nado, corro e pedalo hoje e acho que o Rio é um parque de diversões para quem gosta de esportes! Adoro pegar minha bicicleta e ir para as montanhas: Vista Chinesa, Mesa do Imperador... nossa, quando cheguei pedalando no Cristo, pela primeira vez, chorei de emoção! Fé e amuletos Rezo todos os dias, falo meus mantras e tenho um altar com meus amuletos. Aprendi com minha mãe que amuletos você deve ganhar e não comprar. Ganhei de uma pessoa querida minha santinha e este cristal, para tirar toda energia negativa, e, de minha mãe, esta pirita para dar sorte nos negócios! Meu ritual de manhã inclui saber que tenho isso tudo aqui me protegendo, Deus me olhando e... vou à luta!

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Acho pesso danç músi prefe isso c Porq alqui é um

Bia Rique, nutricionista

Origens e profissão Eu tenho uma dupla trajetória: antes de ser nutricionista, eu fui bailarina clássica profissional, e foi quando surgiu meu interesse pela alimentação. Eu percebi que alimentação era muito importante, porque, quando eu me alimentava bem, a minha energia e meu rendimento no palco mudavam. Mas, a primeira vez que eu entendi o significado da palavra cuidado foi pela comida, que sempre teve uma representatividade e um 26

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simbolismo na minha casa enorme. A refeição era um momento de super prazer e de muita troca. Pequenos rituais de encontro Cada pessoa que eu cuido é diferente, porque cada um de nós quer ser cuidado de uma maneira. E o cuidado tem a ver com encontro. E, para a gente poder se encontrar, é fundamental que a gente tenha um tempo só nosso, cultivado em coisas que nos aproximem da nossa essência. A dança é uma coisa presente no meu dia a dia.

Con natu Eu te cone natur fazer ir à p que e toma que m minh A tri Boni a pra um lu sou a São C o Arp quan espai cabeç eu m passa seja u Jardi


Acho que as pessoas têm que dançar, ouvir música e, de preferência, juntar isso com a refeição. Porque cozinha é alquimia. Cozinhar é um ato mágico. Conexão com a natureza Eu tenho uma forte conexão com a natureza. Adoro fazer trilha e adoro ir à praia, mesmo que esteja cheia, tomar um mate, que me lembra minha infância… A trilha da Pedra Bonita eu adoro, a praia da Urca é um lugar que eu sou apaixonada, São Conrado e o Arpoador. E, quando eu quero espairecer a minha cabeça, o lugar que eu mais amo ir, pra passar nem que seja uma hora, é o Jardim Botânico.

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Família como amuleto Da mesma forma que amor e cuidado fazem parte da felicidade, família pra mim é muito importante. E, justamente por isso, eu queria carregá-los comigo o tempo todo. A minha mãe me deu estes dois pingentes: em um tem a foto dos meus filhos e, no outro, a foto dos meus pais. Meu pai já faleceu, e esse presente eu guardo com um carinho e significado enormes, porque é como se eu estivesse com eles perto de mim, sempre. Cor e moda = linguagem  O verdadeiro artista pode vestir vários personagens, porque cada personagem pode simbolizar um sentimento com que ele está entrando em contato. Pra mim, a roupa, a maneira como eu me arrumo é um pouco isso. Ela simboliza um pouco como estou naquele momento. Então, acredito que a roupa e as cores são linguagens que a gente usa. 27


mais o ir ao m mar, e com o muito e, dep que m Porqu ele. A relaçã de cas minha

Paula Acioli, especialista em moda

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Referências pais Acho que sou 50% minha mãe e 50% meu pai, no que diz respeito à profissão. Minha mãe é educadora, pós-doutora e acabei seguindo também por esse caminho. Mas também tenho muito do meu pai, que era arquiteto e trabalhou na construção de Brasília. Eu trabalho com moda, tenho mestrado e especialização em moda e me formei em design e comunicação visual. Tenho uma veia muito forte em pesquisa, em ir fundo na história das coisas, então, acho que tenho mesmo metade de cada um. Trabalho hoje com educação voltada para negócios – idealizei e coordeno um

curso de Gestão Estratégica em Negócios de Moda –, mas o tempo inteiro com o olhar voltado para a estética e a aplicabilidade das coisas. Acho que já nasci sabendo o que queria fazer: quando era pequena, eu dizia sempre que queria trabalhar com coisas bonitas e coloridas. Amor incondicionalt? Rio de Janeiro Sou completamente apaixonada pelo Rio, não importa o que estiver acontecendo. É amor incondicional. O Rio foi tema da minha tese de mestrado, que em breve será publicada. Uma vez ouvi a Fernanda Montenegro falando uma coisa


mais ou menos assim: “eu não preciso ir ao mar. Mas preciso estar vendo o mar, estar perto do mar”. Minha relação com o mar e com a natureza do Rio é muito forte. Quando morei em Florença e, depois, em Londres, acho que do que mais sentia falta era de ver o mar. Porque aqui no Rio, moro de frente pra ele. A minha relação com a cidade é uma relação de amor platônico, de paixão, de casamento eterno. O Rio é o amor da minha vida. Cor pela vida Pra mim é muito importante sempre ter cor. Monocromia, estampa...não importa, sou uma pessoa apaixonada por cores! Vendo a felicidade Felicidade é parte do meu cotidiano. Acho que tomar um café gostoso, dar um beijo na filha, afagar o cachorro, abrir a janela e estar um dia bonito, receber uma boa notícia ou encontrar um amigo, tudo isso é felicidade. Me identifico muito com essa palavra, mas não tenho preocupação em ser feliz, isso acontece naturalmente. Tenho preocupação é com a tristeza dos outros. Quero passar felicidade para as pessoas. Amuletos e fé Sou super ligada a amuletos, à fé e a energias. O objeto que elegi é algo que

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tem ligação com o meu presente, com meu passado, com meu futuro: é a sandalinha que minha filha usou quando deu seus primeiros passos. Por que vejo essa conexão? Porque hoje vejo minha filha, com 24 anos, já executiva em uma multinacional e, nessa trajetória, vejo meus avós, minha mãe, meu marido, me vejo. Vejo minha filha caminhando da forma como foi orientada por nós, da forma como nós a educamos – não que ela seja como nós, nem é a nossa expectativa. Ela tem o caminho dela, anda do jeito dela, tem estilo e personalidade próprios. Mas é tão simbólico a gente ver uma criança caminhando... acho que os primeiros passos têm a ver com os passos que ela vai dar por toda a vida. Então, acho que essa sandalinha, que está completando 24 anos, tem todo esse significado: onde a gente pisa, a gente tropeça e segue em frente e que une passado, presente e futuro. Talvez mais pra frente minha filha também pense nisso, sobre essa conexão. Acho que o que a gente veste para andar tem um significado muito forte: é o que sustenta não apenas o nosso corpo, mas também a nossa mente e o nosso pensamento, que não param de evoluir e andar, por toda a vida. 29


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A família Soulier: Heloisa Fávero, Rodrigo Fávero, Mariana Birchall e Kleber Pereira

Créditos Fotografia: Pedro Bucher Assistência fotografia: Breno Melo Nossas modelos: Antonia Leite Barbosa, Bia Rique, Heloisa Fávero, Mariana Birchall, Melissa Jannuzzi, Paula Acioli, Rhaiane Laiz Styling: Natalia Conti Beauty: Fernanda Suzz Assistência Beauty: Carol Catalão Produção executiva: Crib Tanaka e Equipe Soulier de Estilo e Marketing Projeto gráfico: Caio Junger Tratamento de imagem: Giulia Fragale

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Soulier Origens | Verão 2018  
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