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CCISS promove Fórum Empresarial entre Espanha e Cabo Verde para captação de Investimentos - Pág. 4

CCISS efectua a sua 1ª Missão Empresarial ao Gana - Pág. 6

1º Encontro de Trabalho entre Sindicatos e Patronato - Pág. 3

Perfil Empresarial: Importex - Pág. 8/9


EDITORIAL

É com grande satisfação que recebemos os nossos novos Associados da CCISS, que com sua força particular, vêm reforçar a representatividade do patronato. Em nome do Presidente da CCISS e da Direcção recebam as boa vindas da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Sotavento. Eko Travel S.A Sector: Viagens e Turismo Santiago – Praia, Plateau Contactos: 260 3750 / 996 5444 Fax: 260 0686 Email: ekotravel.sergio@gmail.com Office D & L, Lda Sector: Material de escritório Santiago – Praia, Achada S.Filipe Contactos: 262 3060 / 590 7076 Email: david.officedl@gmail.com Cerâmica, Asfalto e Betões, SA Sector: Industria e betão e inertes Santiago – Praia, Achada Grande Trás Contactos: 263 4315 / 973 2165 Fax:2635242 Email: mmartins@cab.cv/info@cab.cv Fatima Fernandes Silva Sector: Comercio de Produtos Alimentares e Bebidas Santiago – Tarrafal Contactos: 9162226 Estabelecimento Ginga Sector: Comercio de Produtos Alimentares e Bebidas Santiago – Praia, Achada Grande Trás Contactos: 263 3151 / 991 9220 Email: pluispina@hotmail.com Electrorock, Lda Sector: Serviços de Canalização e Vendas e Materiais de Construção Civil Santiago – Praia, Achada S. Filipe Contactos: 997 5720 Caboswing Publishing Sector: Gravação e Som e Edição de Musica Santiago – Praia, Quebra Canela Contactos: 912 5187 Email: lopesmj@gmail.com / gilsemedo@ gmail.com

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Março mês da Mulher foi também um mês em cheio nas actividades da CCISS. Iniciamos o mês com dois encontros importantes com a UNTC-CS e a CCSL no âmbito da discussão sobre as alterações ao Código Laboral propostas pelo Governo. Pela primeira vez em Cabo Verde independente o patronato e os sindicatos estiveram frente-a-frente discutindo os problemas das suas classes e desanuviando o ambiente de crispação que se vinha desenvolvendo. O diálogo continua a nível do CCSL. Março foi também o mês dedicado á Missão Empresarial a Madrid. Por iniciativa da CCISS realizou-se na capital espanhola um encontro entre meia dezena de empresas caboverdeanas e 150 empresas espanholas tendo em vista a captação de investimentos espanhóis para as diversas áreas da nossa economia. O encontro não poderia ter corrido melhor e o seu eco na “media” espanhola confirma o sucesso da iniciativa. Foi neste mês também que foram instalados os grupos de trabalho tendo em vista a materialização das recomendações saídas do encontro entre os empresários e a Ministra das Finanças, a saber o funcionamento das alfândegas e a coordenação dos serviços centrais, Direcção das Contribuições e Impostos e Assuntos relacionados ao Patrimônio. O debate sobre o Ambiente de Negócios trouxe á CCISS várias instituições e associados ávidos de informações importantes sobre o seu dia-a-dia eco-

nómico. O ambiente de negócios e a competitividade, o financiamento da actividade económica e o Ambiente Laboral foram os temas que animaram a tarde. No capítulo formativo temos a destacar a realização de uma formação sobre as alterações ao Código do IVA em 2014. Os associados e as empresas assistiram também a uma sessão de esclarecimentos sobre o Código de Benefícios Fiscais e o Regime Especial para regularização das dívidas em parceria com a DGCI. Recebemos ainda uma delegação empresarial holandesa constituída por empresários de diversas áreas de negócios que foram acompanhados por duas instituições que apresentaram um Programa de Consultoria de Especialistas Seniores da Holanda (PUM) e as facilidades do Centro para Promoção de Importações dos Países Emergentes (CBI). Terminamos o mês com três missões à CEDEAO. Na primeira um membro do CD deslocou-se à Accra - Gana para participar na primeira Missão Empresarial àquele país. A segunda um grupo de empresários acompanhou a Ministra das Finanças à Nigéria na busca de financiamento para projectos de imobiliária turística e a terceira à Costa do Marfim acompanhando o 1º Ministro numa visita de estado tendo em vista o estabelecimentos de contactos empresariais. Começamos desde já a preparar a assembleia geral ordinária para a apresentação do relatório de actividade e contas de 2013.

Página - 3 1ª encontro de trabalho entre Sindicatos e Patronato Formação - Alterações ao IVA 2014 Página - 4/5 Encontro Empresarial Espanha Cabo Verde Debate Empresarial sobre Ambiente de Negócios Página - 6/7 Debate Empresarial sobre Ambiente de Negócios - Cont. CCISS efectua a sua primeira Missão Empresarial ao Gana Página - 8/9 Entrevista Perfil: Importex Lda. Página - 10 CCISS organiza Seminário, Doing Business in CV com empresários Holandeses Sessão de Esclarecimento aos Operadores Económicos dos Diplomas RERD e CBF


Boletim da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento

Eventos CCISS 1º Encontro de Trabalho entre Sindicatos e Patronato A Câmara de Comércio de Sotavento reuniu-se no dia 18 de Fevereiro com as duas representantes da classe trabalhadora Cabo-verdiana, nomeadamente a CCSL e a UNTC –CS em busca de um diálogo aberto com o objectivo de analisar questões que afectam a classe empresarial cabo-verdiana. Estes encontros servem para fortalecer o diálogo entre os representantes da classe empresarial e dos trabalhadores, na busca de soluções alternativas e negociação sobre as questões básicas para a reforma do ambiente laboral e a implementação de uma legislação propícia ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas.

De acordo com o Presidente da CCISS, Spencer Lima, o governo deve rever os quatro artigos da lei sobre as PME aprovada pelo Parlamento e chumbada pelo Tribunal Constitucional. Sugeriu ainda que o parlamento traga um novo artigo para aprovaEncontro de trabalho com a CCSL ção, a medida que essa lei beneficia as micro e pequenas em- mente o diálogo entre os representantes da presas e é necessária para a consolidação classe empresarial é o ponto de partida para do tecido empresa- que o ambiente de negócios em Cabo Verrial cabo-verdiano. de melhore. No entanto, a situação de crise O ambiente de que o país atravessa impõe aos parceiros negócios, o fundo a busca de soluções alternativas e a negode desemprego, a ciação no que diz respeito as questões que contratação colecti- estão na base da necessidade da reforma va e a morosidade do ambiente laboral e da implementação de da justiça foram ou- uma legislação propícia ao desenvolvimentros pontos aborda- to das micro e pequenas empresas. dos nos encontros. “O patronato, os sindicatos e o Governo A CCISS consi- têm de ter aberta a porta do diálogo.” , afirdera que historica- mou Spencer Lima.

Encontro de trabalho com a UNTC-CS

Formação - Alterações Código ao IVA 2014 O Código do IVA – Imposto sobre Valor Acrescentado, o Modelo 106 e Anexos sofreram recentemente alterações significativas, com importantes reflexos na actividade das Empresas. Nesse contexto,

1ª Turma

a CCISS realizou a formação - “ Alterações ao Código do IVA” que decorreu de 17 a 29 de Março, ministrada pela formadora Dra. Celina Lizardo Lopes - Inspectora Tributária Superior da Direcção das Contribui-

2ª Turma

ções e Impostos. Aos participantes foram transmitidos conhecimentos relacionados com as alterações introduzidas ao IVA, as instruções de preenchimento dos anexos, a exigibilidade do IVA nas empreitadas e subempreitadas de obras públicas, Pagamento e Reembolso. No total foram 49 os participantes, divididos em duas turmas. A primeira, com 29, decorreu de 17 a 22 e a segunda turma, com 20 formandos, de 24 a 29 de Março.

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Encontro Empresarial Espanha Cabo Verde “A nossa economia está baseada essencialmente no sector de serviços, que representa cerca de 80% do PIB - Produto Interno Bruto. O turismo é talvez o maior motor da economia e a principal fonte de riqueza do país, e neste contexto, a Espanha tem sido um aliado estratégico para o nosso desenvolvimento. Cabo Verde tem uma visão para o futuro e uma estratégica de transformação que está sendo implementada com êxito, graças a um plano de desenvolvimento de portos, estradas e da própria Administração pública.” - Humberto Brito - Ministro do Turismo, Indústria e Energia As Câmaras de Comércio de Cabo Verde em parceria com a Confederação Espanhola das Organizações Empresariais - CEOE, a Câmara de Comércio de Gran Canária e a Câmara de Turismo, organizaram um Fórum Empresarial em Madrid no passado dia 13 de Março, tendo em vista a internacionalização das empresas Cabo-verdianas e a atracção do investimento para projectos já identificados em Cabo Verde. O Ministro do Turismo Indústria e Energia apresentou Cabo Verde como um mercado atractivo e ressaltou uma série de benefícios e incentivos fiscais para empresas espanholas em diferentes sectores da economia. O turismo foi reconhecido como o sector de maior investimento espanhol, em Cabo Verde, que mesmo com um grande

Encontro Empresarial na Confederação Espanhola das Organizações Empresariais - CEOE

fluxo de investimento neste sector, continua com mais oportunidades de investimentos. De acordo com os organizadores do fórum, já existem cerca de 40 empresas de Espanha e Canárias operando em diversos sectores em Cabo Verde nomeadamente no turismo e gestão da água, este último nos projectos de dessalinização. A Espanha é o primeiro parceiro comercial de Cabo Verde e o principal destino de exportação (76,3%). A delegação chefiada pelo Ministro de Turismo e Energia, Humberto Brito, pelo Presidente da Cabo Verde Investimentos, Jorge Duarte, o Presidente da CCISS, Jorge Spencer Lima e vários empresários, estabeleceu contactos com as associações comerciais de forma a po-

Assinatura do Protocolo de Cooperação entre a CEOE Internacional e a CCISS

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tenciar o conhecimento mútuo e explorar oportunidades de negócio entre empresários dos dois países Durante o fórum, que teve como parceiro organizador, a empresa Nexus, realizaram-se conferências com testemunho de casos de sucesso de empresas espanholas que já operam em Cabo Verde, reuniões B2B para a delegação institucional e empresarial Cabo-verdiana e um jantar de gala. Os participantes foram convidados com base no interesse demonstrado em relação ao nosso país (arquipélago) e foram tratados temas de relevância para o investimento nas diferentes áreas de negócio, nomeadamente transportes aéreos, marítimo, turismo, energia, finanças, agro -indústria e imobiliária turística.

Ministro do Turismo, Indústria Energia de Cabo Verde, Sr. Humberto Brito e o seu congénere da Espanha, Sr. José Manuel Soria López


Boletim da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento

Cont. Fotos

O Ambiente de Negócios em Cabo Verde

Operadores Económicos e representantes de Associações presentes no debate

A Câmara de Comércio propôs-se a debater sobre a forma e a substância da participação do sector privado na promoção do desenvolvimento económico de Cabo Verde no contexto da redução do investimento público, já anunciado pelo governo. O debate realizou-se no dia 13 de Março às 15h na CCISS, com a participação de três oradores que explanaram em torno dos seguintes temas: O Ambiente de Negócios e a

Competitividade: mudanças a introduzir e prioridades

Apresentado pelo consultor, Sr. José Luis Lopes, este escolheu uma perspectiva macro económica para análise dos condicionamentos do ambiente de negócios. Na primeira parte da apresentação o Consultor traçou o perfil das finanças públicas caracterizado os seus principais elementos (predominância do investimento público, divida pública ascendente e trajectória ascendente do crédito ao sector público) e os seus efeitos na economia. Diagnosticou o sistema financeiro nas suas diferentes componentes (activos, passivos, resultado

liquido) e comparou os indicadores com os padrões internacionais. Na segunda parte o Consultor apresentou um benchmarking entre Cabo Verde, Maurícias e Senegal segundo o Índice de Competitividade Global destacando a posição de Cabo Verde entre indicadores como o funcionamento das instituições públicas, infra-estruturas, ambiente macro económico, educação superior e capacitação, eficiência do mercado laboral, desenvolvimento do mercado financeiro, preparação tecnológica, tamanho do mercado e inovação. Na terceira parte o Sr. José Luis Lopes apresentou um conjunto de conclusões e medidas para a melhoria da competitividade entre as quais destacam-se: 1. A política económica contra cíclica do governo para responder à crise internacional aumentou o investimento público e a dívida pública já atinge os 95% do PIB, muito além do limite dos 60%; 2. Aversão ao risco e necessidade de financiamento do sector público leva os bancos a privilegiarem o financiamento a este último, em contraposição ao financiamento à economia e particulares; 3. O sector privado enfrenta dificuldades acrescidas no acesso ao crédito, apesar de haver excesso de liquidez que tem de ser esterilizado pelo Banco Central. Propõe assim que o governo desbloqueie o sistema de financiamento do sector privado através de linhas de crédito para o sector empresarial, promoção do investimento externo e atracção de indus-

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Cont. trias, promoção de exportações para a CEDEAO, redução do déficit no Orçamento geral do Estado e a aceleração das reformas estruturais como o código laboral, regime das micro e pequenas empresas e de um regime para recuperação das empresas em dificuldades.

investimentos estratégicos e ou de grande porte; 2. Implementação da Central de Informação de crédito privada do Fundo de Venture Capital para PME ́s e da Cabo Verde Garante; 3. Transformar o Novo Banco numa instituição de financiamento às IMF ́s;

O Ambiente Laboral: as mudanças necessárias e a profundidade das mesmas

Apresentado pelo Professor Universitário Sr. Salvador Varela este discorreu sobre os pontos fundamentais de alteração do Código Laboral em vigor e numa perspectiva critica este defendeu que “A nova alteração só terá lógica e utilidade social e jurídica, se aprofundar o conteúdo das alterações, não só dos artigos existentes mas com introdução de novos artigos e regimes jurídicos de acordo com a nossa realidade social e juridico-laboral, bem como actualização de alguns diplomas que Sr. José Luis Lopes

O Financiamento da Actividade Económica: a situação, as perspectivas e alternativas Apresentado pelo Economista e Presidente da AJEC, Sr. Paulino Dias este diagnosticou a situação actual identificando as fontes de financiamento da actividade económica privada e os diferentes tipos de constrangimentos existentes. Especificamente em relação ao crédito bancário, o Consultor apresentou uma radiografia do sector bancário, a distribuição do crédito, a situação das remessas dos emigrantes e os grandes desafios que sector privado enfrenta no momento.

Sr. Salvador Varela

Sr. Paulino Dias

Nesse cenário o consultor debateu algumas tendências relevantes no contexto da crise global dos mercados e apresentou um conjunto de recomendações para se resolver o impasse em relação ao financiamento da actividade económica privada entre as quais destacam-se: 1. Criação de veículo de financiamento de

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regulam as relações laborais, nomeadamente o Código do Processo de Trabalho e outras legislações.” O Professor Varela defendeu que as negociações do CL deveria incidir sobre um conjunto de 10 propostas de alterações entre as quais destacam-se: 1. Processo de despedimento colectivo, Indemnização por despedimento sem justa causa, Contratos a prazo; 2. Trabalho temporário, Promessa de contrato de trabalho a Prazo do Contrato do Trabalhador estudante; Contrato do Trabalhador estudante;; 3. Local de Trabalho, Teletrabalho e Trabalho a domicílio; 4. Processo disciplinar sumário, Ajuste do Código do Processo do trabalho; Em síntese, o Professor Varela propõe que para haver um melhor ambiente de negócio em Cabo Verde, é necessário a contribuição de um código que regule as várias situações laborais em Cabo Verde, e para isso é importante o consenso

entre as partes e haver cedências razoáveis das partes envolvidas. O legislador e o executivo devem reconhecer e respeitar o papel constitucional de cada uma das partes interessadas (Patronato e sindicatos). Sugere ainda que não basta alterações pontuais, deixando de parte o essencial porque senão daqui a poucos meses ou anos, sentiremos necessidade de alterar de novo e iniciar a mesma discussão, quando podemos resolver grande parte do que o mercado laboral exige no momento. Recomendou assim aos parceiros sociais que é necessário uma maior divulgação das propostas de alteração, socialização das propostas e dos debates, entre empregadores, sindicatos, trabalhadores, empresários, sociedade civil, autoridades administrativas, estudiosos e técnicos. O debate contou ainda com forte participação de uma plateia com 51 participantes composta por empresários, técnicos, representantes do sector bancário e das instituições públicas. No intervalo entre as apresentações seguiu-se uma curta sessão de perguntas onde os oradores puderam responder e aprofundar os tópicos de cada um dos temas. A sessão terminou depois de 3h de intenso debate tendo os presentes manifestado interesse em debater isoladamente cada um dos temas em pauta por forma a dissecar ainda mais os elementos que afectam o desenvolvimento do ambiente de negócios. Tratado-se de uma abordagem inicial de promoção de apresentações técnicas consubstanciadas que a CCISS pretende repetir numa base regular a experiência do debate sobre o ambiente de negócio foi muito positiva quer a nível das apresentações assim como pela participação e interesse da audiência. As 3 apresentações permitiram aos presentes reflectir activamente sobre as questões chave que constrangem a dinâmica do desenvolvimento do sector privado permitindo um encadeamento de questões macro e o seu impacto na actividade económica assim como dos elementos da mecânica do financiamento e da gestão laboral. Para o mês de Abril, a CCISS em parceria com o CPE e em antecipação do Fórum de Transformação de Cabo Verde que será realizado nos dias 14 a 16 de Maio está a preparar uma série de diálogos estratégicos com o objectivo de envolver o sector privado e o sector público num diálogo estratégico com vista a uma análise mais profunda do contributo e do papel do sector privado na transformação de Cabo Verde e debater as oportunidades de negócio que derivam da organização dos sectores estratégicos no formato de clusters. Junte-se ao debate nas Redes Socais!


Boletim da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento

CCISS efectua a sua primeira Missão Empresarial ao Gana acompanhar nas reuniões, das Câmaras de Comércio, associações e com representantes das agências de promoção externa da Nigéria e da Serra Leoa. Foi hasteada a bandeira de Cabo Verde, entre as outras bandeiras e convidados para a mesa de honra de abertura da feira, juntamente com o Ministro e o Presidente da Câmara de Comércio local.

Nuno Levy com os representantes da Gana Trade Fair

Projectando-se para ser a Singapura de África, o Gana afirma-se cada vez mais como um dos maiores centro económicos de África. A 18ª edição da Gana Trade Fair, a maior feira do país, reuniu representantes de vários países e é neste momento imperial no desenvolvimento do sector empresarial e económico daquele país. A CCISS esteve presente na feira, nesta que é a primeira missão ao Gana. Nuno Levy, membro do CD da CCISS fez vários encontros com representantes da classe empresarial e do governo, tendo participado como representante oficial de Cabo Verde nas atividades da feira. Como foi a participação da CCISS, nesta primeira missão ao Gana? Foi extremamente positivo, eles aguardavam há muito tempo a presença de Cabo Verde na feira. Já tinham sido feitos vários convites, especificamente da empresa que organiza a feira, a Gana Trade Fair, mas nunca ninguém tinha ido. Foi a 18ª edição, de uma feira que é enorme, onde pode-se encontrar empresas de vários países como Nigéria, Serra Leoa entre outros. Conseguimos ter contactos com a Câmara de Comércio e industrias do Gana, com a qual iremos assinar um protocolo - memorando de entendimento brevemente, com a missão empresarial que irá daqui a um ou dois meses. Tivemos também contacto com a Associação Industrial do Gana. Actualmente o ambiente de negócios naquele país é muito positivo e há muitos investimentos directos em instituições bancárias. Eles têm tudo em recursos naturais, des-

de ouro a petróleo, constituindo um mar de oportunidades de investimento. Eles projectam-se como a Singapura de África. Quais são as bases deste protocolo? Como a partir de agora a CCISS vai fazer parte da gestão da FIC – Feira Internacional de Cabo Verde, o objectivo desse do protocolo é fazer com que empresários da costa da África participem da nossa feira. Iremos disponibizar um espaço para eles na FIC e o mesmo irá suceder no sentido inverso, isto é, eles nos concederão um espaço na próxima edição da feira do Gana. Nós também vamos aproveitar para trocar experiências no âmbito industrial, já que não temos muitas industrias, e eles têm muito “know how” e recursos para desenvolvimento industrial. Como descreveria o programa da Missão? Tivemos reuniões com as Câmaras de Comércio, networking com os feirantes de vários países, numa feira que é multissectorial. Eles podem nos facilitar o acesso, e a estabelecer contactos com empresas multinacionais, que produzem cacau e derivados, bem como outros produtos. É um potencial mercado de importação, e podem também usar Cabo Verde como ponto de ligação para servir outros mercados, com um preços mais baixos. Como foi a receptividade das instituições Empresariais e do Governo Ganense à CCISS? Foi fantástico! Assumiram a nossa visita. Dedicaram uma pessoa para me

Que projectos ou parcerias que podem ser exploradas entre a classe empresarial dos dois Países e da ECOWAS? Várias áreas. Os nossos associados têm interesse, seja em exportar seus serviços ou importar produtos para embalar e consumir internamente ou talvez mesmo exportar. Então nesse sentido vamos disponibilizar todos os contactos feitos e conjuntamente na preparação da missão empresarial, que a CCISS irá realizar brevemente, para promover o “matchmaking” com as empresas do Gana e desenvolver parcerias. Dos encontros realizados, qual a sua avaliação do ambiente de negócios e quais as oportunidades de investimento no Gana? Observei um aspecto muito importante. Por onde passas há um serviço financeiro, os bancos estão a “cair” em cima do Gana, o que significa que há dinheiro no país. Na cidade de Acra, capital do Gana, estão a construir estradas, vêm-se prédios em construção, portanto há oportunidades no sector de construção civil, e já existem empresas Cabo–verdianas a operar no Gana. Aliás, foi-nos confirmado pelas câmaras de comércio e associações industriais que o Gana está estável nesse sentido. Se nós queremos aproximarmos da CEDEAO, temos que começar a ter relações com pessoas e empresários locais. É assim que as coisas se iniciam, mas convém termos mais momentos de interacção para consolidar os contactos. Eles estão felizes por ter Cabo Verde no campo de seus relacionamentos. Eles aguardam o convite oficial para participar na FIC, houve contactos com empresários que estavam presentes na feira, nesse sentido e demonstraram interesse. Portanto é uma questão de anunciar e mostrar as vantagens que podem ter em vir expor seus serviços na FIC.

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Entrevista Perfil: Importex Lda. no mercado nacional e como está hoje? Inicialmente tivemos algumas dificuldades, mas com esforço e dedicação, eu e meus parceiros, conseguimos ultrapassar a fase inicial da implementação. As dificuldades eram de várias formas, desde os fornecedores que ficavam com um pé atrás por não conhecerem a empresa e não queriam dar créditos, com pagamentos que tinham de ser feitos antecipadamente, precisamente por esta falta de confiança. Entretanto o bom relacionamento com eles serviu para mudar o rumo das coisas. Trabalhando sempre Quando é que iniciaram as acti- com honestidade, conseguimos transmitir confiança e fidelizar vidades? Iniciamos as actividades em 1994, nossos clientes. Que avaliação faz da Importex e mas só em 2001 abrimos oficialmente, quando mudamos o nome da empresa como tem sido estar no mercado, com que era de José Mário Lopes para Impor- muita concorrência neste sector? Actualmente considero a Importex tex, com a finalidade de dividir o patrimó- nio pessoal do património da empresa. uma empresa estável, com relações coFoi nessa altura que começamos a nossa merciais muito estreitas com nossos forneactividade de importação e hoje temos 45 cedores, fazemos pagamentos na hora ou temos a flexibilidade de poder pagar 30 a funcionários. Como foi a entrada da Importex 60 dias depois. Há muitas outras empresas concorrentes, outras mais antigas que a Importex, mas dado ao nosso desempenho, determinação e forte atenção aos nossos clientes, conseguimos atingir sempre as nossas expectativas, porque tentamos satisfaze -los ao máximo com os nossos serviços e produtos, o que leva Posto de venda a grosso, na sede da Importex em Achada Grande Frente a empresa a alcançar um Iniciando as suas actividades em 1994 com uma empresa de vendas, José Mário Lopes, sentiu um rápido crescimento das suas actividades. Em 2001 com a necessidade de fazer Importações e de dividir o património pessoal da empresa criou a Importex. Hoje, a Importex é uma das maiores empresas de importação e comercialização de produtos alimentícios, com 45 funcionários e que opera de forma segura e estável. Apesar da crise global e das dificuldades do mercado interno, é uma empresa estável, que aproveita das Missões Empresariais da CCISS para trilhar os caminhos da internacionalização e apostar em novos mercados e produtos.

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José Mário Lopes - Proprietário e Gerente da Importex

patamar bastante positivo, que é muito gratificante para nós. Quais as maiores dificuldades do sector? De uma forma geral são as barreiras comuns que existem na procura de pontos focais para um bom investimento, nomeadamente a busca de novos productos e parcerias. Mas, a principal dificuldade tem sido a crise financeira mundial. No decorrer desta situação estamos muito atentos para não fugir dos nossos objectivos e periodicamente saber lidar com as dificuldades, tendo como meta ultrapassar todos os prejuízos que consequentemente enfrentamos com a crise. Quem tem sido vossos clientes e qual a estratégia utilizada para satisfaze-los? Os nossos clientes são pessoas ligadas aos supermercados, mercearias, restaurantes, hotéis, quiosques e bares entre outros. Existem aqueles clientes que são pontuais e há alguns que surgem mediante as suas necessidades. Nós procu-


Boletim da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento

Cont. ramos sempre dar respostas aos nossos clientes para fornecer uma vaga linha de produtos, tendo em conta as necessidades e a grande procura dos mesmos. Como foi ter percorrido o caminho para a internacionalização? Quando iniciamos nossos negócios, ainda não tínhamos associado com a CCISS, mas depois que tornamos sócios, sentimos mais conforto e confiantes com uma grande perspectiva que o nosso negócio iria melhorar. A Câmara de Comercio de Sotavento desde então tem impulsionado o desenvolvimento dos nossos funcionários através das formações empresariais e missões empresariais. Isso tem sido muito lucrativo para nós e para os nossos funcionários, pois torna-os mais capacitados para atender os clientes, dominar as negociações e saber controlar as mercadorias, dando sugestões para um bom funcionamento da empresa. A CCISS mais uma vez contribuiu para que cada vez mais conseguíssemos ser conhecidos lá fora e estar mais próximos dos fornecedores estrangeiros. Que benefícios trouxeram as Missões Empresariais da CCISS? Trouxeram uma grande mais valia para a Importex e para mim pessoalmente. A primeira foi em Canárias, depois fomos para Paris (para participar na SIAL) com uma enorme delegação, com muitos empresários. Ali estabelecemos alguns contactos de negócios com fornecedores da França. Fomos também numa Missão à Índia, Portugal, Argentina, Turquia e Senegal. Neste último participamos na FIDAK – Feira Internacional de Dakar, que aliás foi a nossa ultima com a CCISS, em Novembro. Participar nas mis-

sões realizadas pela CCISS só trouxe benefícios. Esteve em Dakar para operacionalizar os contactos estabelecidos durante a FIDAK e estará brevemente à Turquia na sequência da missão feita em Julho de 2013. A seu ver quais são as vantagens em participar de feiras internacionais? Foi uma Feira razoável, tendo em conta as variedades de produtos expostos. Não conseguimos alcançar todos os nossos objectivos, mas fizemos alguns contactos, que favoreceram para viajarmos de novo a Dakar e dar a continuidade ao primeiro encontro. Neste momento estamos a desenvolver alguns negócios com empresários Senegaleses e de outros países da CEDEAO. Andamos a fazer estudos de prospecção, independentemente de estarmos centralizados no comércio de géneros alimentares e bebidas, o nosso objectivo é ampliar nossos negócios e alcançar outros sectores, tanto na área de construção civil

Parte do Armazém, na sede da Importex

como também em transporte marítimo. Já desenvolvemos um mapa de apoio para esses projectos e creio que serão de curto prazo.

Durante a missão a Turquia do ano passado cheguei a fazer contactos com algumas empresas e fábricas, pelo que tenho previsto viajar para Turquia entre os dia 26 ou 27 de Abril, para consolidar esses contactos e fechar negócios com essas empresas. Como sócio da CCISS, quais são as expectativas para este ano 2014? Estamos bastante optimistas e incentivados com essa nova gestão da CCISS, que tem estado a fazer um bom trabalho. Acredito que o momento é este, de estar sempre em sintonia com as actividades realizadas e começar a ver os benefícios que futuramente a CCISS possa trazer para a nossa empresa. A nossa empresa é associada desde Abril de 2002. Creio que este ano a Importex, em colaboração com a CCISS, poderão avançar e desfrutar o ano com um bom ambiente de negócios. Quais foram as mudanças internas e externas notadas como membro dos órgãos sociais da CCISS e como sócio desde a tomada de posse da nova equipe de gestão? Considero que essa mudança foi muito positivo, porque estou vendo que a Câmara está mais próxima dos seus associados e dos empresários de um modo geral. Em contrapartida, os empresários estão mais abertos para debater as dificuldades enfrentadas pela classe empresarial, juntamente com a CCISS. A instituição tem estado a facilitar a comunicação entre os empresários e no nosso caso, através da CCISS temos estado mais próximos dos nossos fornecedores. O empresário agora tem a possibilidade de chegar aonde ele pretende ir.

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CCISS organiza Seminário, “Doing Business in CV” com empresários holandeses

A CCISS recebeu na manhã Terça- Feira, 24 de Março a visita de uma delegação empresarial Holandesa com o objectivo estreitar o relacionamento comercial, aumentar a rede de contactos entre os dois países, bem como criar divulgar as oportu-

nidades de investimentos existentes em Cabo Verde. O Presidente da CCISS Dr. Jorge Spencer Lima, recebeu o Ministro do Turismo, Indústria e Energia Sr. Humberto Brito e o Embaixador dos Países Baixos em Cabo Verde, Sr. Pieter Jan Kleiweg de Zwan. “Cabo Verde quer oferecer oportunidades enquanto País que aposta no sector privado como também no investimento estrangeiro. Apresentamos um conjunto de condições no sentido de garantir as oportunidades de investimento ” Afirmou o Ministro de Turismo

e Energia, Humberto Brito. De acordo com o Sr. Spencer Lima, Presidente da CCISS, aproximações como essas são fruto de relacionamentos de confiança e faz com que as empresas nacionais sejam mais produtivas e competitivas impulsionando o desenvolvimento do País. O Sr. Embaixador Pieter Jan Kleiweg de Zwan garante que a Holanda tem a oferecer à Cabo Verde o melhor do sector marítimo, da construção, agricultura ,Turismo, e tecnologias sustentáveis. “ sendo a Holanda actualmente o quarto parceiro comercial de Cabo Verde, estamos aqui para dar o primeiro passo para um relacionamento duradouro de parcerias empresariais entre os dois Países”.

Sessão de Esclarecimento aos Operadores Económicos dos Diplomas RERD e CBF

A CCISS em parceria com a Direcção das Contribuições e Impostos (DGCI), realizaram uma sessão de esclarecimentos com os operadores económicos da região Sul sobre o Regime Excepcional de Regularização de Dívidas e o Código de Benefícios Fiscais, no passado dia 18 de Março. O evento foi realizado na sede da Câmara de Comércio, atraindo representantes de várias áreas do sector empresarial, com o objectivo de reforçar o diálogo com os operadores económicos, e promover uma relação funcional e de confiança mútua, que consubstancia numa melhoria do ambiente de negócios em Cabo Verde. No decorrer do debate, os operadores manifestaram o desagrado pela forma lhes foi

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comunicado o diploma do RERD, por parte da DGCI, alegando que houve pouco tempo de divulgação em relação à data de encerramento do período de Regularização de Dividas, pedindo um alargamento do timing para normalização das mesmas. Ainda os mesmos reclamaram da indisponibilidade da DGCI em fazer encontros de contas, que serviriam para aliviar a tesouraria das empresas e da actualização que é necessária na base de dados, em relação aos registos de dívidas. Em relação ao regime especial do Código de Benefícios Fiscais a Directora Geral da DGCI, Dr.ª Ana Rocha afirmou que tanto os contribuintes com dividas perante a contribuição fiscal como também aqueles têm por receber do Estado serão beneficiados. “As dívidas que os contribuintes têm com a DGCI ultrapassa o montante de 7 mil contos e o reembolso do IVA que o Ministério das Finanças tem com os contribuintes ronda os 700 mil contos.” O Presidente da CCISS, Sr. Jorge

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Spencer Lima afirmou ser imperial a realização de eventos semelhantes com o intuito de debater, prestar esclarecimentos e minimizar as preocupações que tem afectado os empresários, por parte da CCISS. “O governo deve tomar medidas anti-crise temporal, adequadas ao momento de crise que o país está vivendo, de modo a auxiliar as empresas. É necessário que o Governo atribua incentivos às empresas, sendo estes a base de desenvolvimento económico do país”, salientou Spencer Lima. O Regime Excepcional de Regularização das Dívidas foi aprovado pelo Decreto-Lei, em 24 de Setembro de 2013, e tem como objectivo consentir aos contribuintes facilidades na regularização da sua situação fiscal. Salienta-se, ainda, que o referido regime é de aplicação temporária e que estará em vigor até o dia 31 de Março de 2014. Já o Código de benefícios fiscais tem como objectivo, racionalizar os incentivos fiscais, estimular à economia e melhorar o ambiente de negócios e a competitividade do país. No final, o Presidente da CCISS solicitou a Directora Geral das Contribuições e Impostos que transmita os apelos da classe empresarial à Ministra das Finanças, ficando esperançoso de que os problemas referidos pelos empresários sejam ultrapassados.

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Propriedade: Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento - CCISS Direcção: CCISS

Edição & Paginação: CCISS

Colaboradores: Lisia Ramos, Rosindo Cardoso

Distribuição: Gratuita

Impressão: Tipografia Santos

Tiragem: 1000 exemplares

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Ideias & Negócios - Março 2014  

A edição nº30 o Ideias e Negócios destaca o Fórum Empresarial entre Espanha e Cabo Verde, promovido pela Câmara de Comércio de Sotavento em...