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Vale do Paraíba, 9 e 10 de fevereiro de 2013 www.diariodetaubate.com.br

Diário de Taubaté

Projeto S.O.S Bugios N

busca parcerias

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esta semana, integrantes da Ong S.O.S Bugios participaram de uma reunião com o prefeito Bernardo Ortiz Junior para apresentação do projeto. Eles contam com os acertos que precisam ser realizados pelo prefeito e que ele libere o local para que o grupo possa dar continuidade ao projeto, saindo do papel e sendo aplicado. Para que seja tudo realmente regularizado o Ministério Público também precisa atuar na situação. Segundo Flávio Rocha Peixe, todos estão no caminho certo, mas não podem demorar muito para dar o parecer. “As empresas precisam de tudo regularizado para que elas possam se interessar pelo projeto e liberarem verbas. Temos multinacionais interessadas em conhecer melhor o nosso trabalho”, disse.

Para a ambientalista Angélica Monteiro em novembro de 2012, alguns moradores daquela região já estavam sendo ameaçados e sempre ouviam as motoserras trabalhando, principalmente, durante a noite. Por uma denuncia anonima a Polícia Ambiental fechou o cerco. “Essa mata precisa urgentemente virar Àrea de Preservação Ambiental, porque senão em pouco tempo essa espécie de macaco será dizimada”, disse.

O que vem acontecendo na região dos Bugios

• O que é o Projeto S.O.S Bugios

A

O Projeto SOS Bugio visa à proteção das espécies Alouatta Guariba Guariba (Bugio Marron) e Alouatta Guariba Clamitans (esse último também chamado de Alouatta Fusca Clamitans ou Bugio Ruivo) e suas variações. Estes animais de ambas as espécies vivem hoje na “Mata do Bugio” no Bairro do Barreiro, e que segundo a IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) correm sérios riscos de serem extintos. Poucas pessoas, inclusive entidades ligadas à proteção ambiental sabem que existe quase uma centena de primatas da espécie Alouatta.

s pessoas estão invadindo e cercando uma área de aproximadamente 75 mil m2, na região do bairro da Chácara Ingrid, próximo ao Barreiro, que está embargada pelo Ministério Público através de ação do Promotor de Justiça, responsável pelo Meio Ambiente em Taubaté, Dr. Darlan Dalton Marques. Esta área é motivo de luta da Ong S.O.S Bugio, há 16 anos, na preservação das mais de 12 famílias dos Bugios que vivem naquele local. Por ser uma área de fácil acesso as pessoas que passam por lá observam que está abandonada.

O principal objetivo do projeto é o desenvolvimento de programas ambientais para a preservação da “Mata dos Bugios” através de programas de sensibilização, preservação e proteção dos primatas, visando desta forma protegê-los e evitar a sua extinção.

Segundo Flávio Rocha Peixe, diretor da Ong, durante esses16 anos que lutam contra o desmatamento da área, onde vivem hoje várias famílias de Bugios (da espécie Alouatta), nesse momento observa-se um desmatamento muito expressivo na região por conta de compras e vendas ilegais de lotes e construção de sítios, casas e até mesmo de campo de futebol. “A cada dia a devastação na mata aumenta ainda mais. Nós da equipe SOS Bugio estivemos lá, no dia 30 de janeiro último, e observamos no local varias placas de vende-se, formação de clareiras e cercas de arame envolvendo terrenos já limpos e prontos para construção, os quais não existiam lá há um mês, falo isso para que todos entendam o quanto está vertiginosa a situação do desmatamento”, disse. As fotos são atuais e do local

A pedido do professor José Francisco Saad, coordenador do projeto SOS Bugio, foi encaminhada uma denúncia para a Polícia Ambiental, em nome do Ten. Renato Barra, no último dia 2 de fevereiro, que resultou na prisão de 2 pessoas que estavam desmatando e cercando uma área preservada. “Fico feliz por essa ação. Os Bugios viraram um dos símbolos de Taubaté. Nós não vamos deixar ninguém mais invadir lá, com ações como essa, queremos evitar que os bichinhos fujam. Nós não queremos prende-los, queremos dar alimentos e manter a conservação da mata para eles”, disse Chico Saad.

Quem são os Bugios que vivem em Taubaté

S

ão mamíferos maciços, os maiores primatas da América do sul. É uma espécie endêmica da Mata Atlântica, podendo ser encontrada da Bahia até o Rio Grande do Sul. Movimentamse lentamente entre as árvores, utilizando os quatro membros e a cauda preênsil. Medem em média, 75 cm de comprimento e mais 80 cm de cauda, pesando até 10 quilos. Possuem longa pelagem que variam de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho escuro, sendo maior na mandíbula e lados da face, formando uma barba que esconde o volume do osso hióide, que é bem maior nos machos e funciona como uma caixa de ressonância, permitindo uma vocalização bem desenvolvida. -

do às costas da mãe, inclusive enquanto ela se movimenta entre os galhos. O líder é sempre o macho mais velho, que é o responsável pela vigilância do grupo. Se alimentam de frutos, folhas, 24% do seu tempo, em 60% do tempo estão descansando.

São animais de hábitos diurnos, sedentários e possuem pouca atividade social. Pelo enorme volume do osso hióide, emitem vocalizações poderosas, podendo ser ouvidas até 8 km de distância. São emitidas, na maior parte, quando ocorre contato visual entre mente aumentam essas vocalizações, principalmente pelo macho dominante. As vocalizações acabam por impedir que outros grupos se aproximem, evitando encontros agressivos diretos.

Foto do bugio

• Metas a serem atingidas pela Ong Toda arrecadação com a venda dos produtos, parcerias e patrocínios será revertida na manutenção da Ong S.O.S. Bugio para a execução dos objetivos citados abaixo.

zação, evitar ao máximo a urbanização da área, promoção de palestras, construção de uma torre de observação, sistema de capitação de água, criação de produtos de divulgação e loja para venda, aquisição de um veículo tipo caminhonete, colocação de placas de advertência e buscar parceiros.

Sala de Aula

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Foto sala de palestra foto torre desede observação Foto foto stand bugio

Base SOS BUGIO


SOS BUGIO