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SORAIA FERNANDES


SORAIA FERNANDES Nasce no Porto em 1987. É Mestre em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (2011), tendo realizado um ano de intercâmbio na Technische Universität em Berlim. Colabora com o Arquitecto João Paulo Loureiro no último ano do curso. Assim como, desenvolve experiência na área editorial e de curadoria, mais propriamente na edição da Dédalo 8 Displace. Em 2012, estagia no escritório Suíço, Christ & Gantenbein Architekten, sediado em Basel.


Porto, Portugal +351 916300067 www.soraiafernandes.com soraia.sssfernandes@gmail.com


EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL 2012 | Estágio no Escritório Suíço Christ & Gantenbein Architekten. Basel. 2011 | Colaboradora no Escritório João Paulo Loureiro Arquitecto. Matosinhos.

FORMAÇÃO ACADÉMICA 2005 - 2011 Mestrado Integrado em Arquitectura | (15 valores) Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto Porto, Portugal

Dissertação de Mestrado (18 valores) Espaço, Corpo e Temporalidade. Olafur Eliasson - Procura de uma definição de Contemporaneidade Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto

2009 - 2010 Programa de Intercâmbio em Arquitectura Technische Universität Berlin Berlim, Alemanha

2002 - 2005 Ensino Secundário Artes e Indústrias Gráficas Colégio Internato dos Carvalhos Porto, Portugal


WORKSHOPS 2010 | Organização do Workshop Dédalo Displace na Galeria Fernando Santos, Porto. 2009 | Workshop e Fórum Diálogo sobre a cidade - Espaços Efémeros, organizado pelo INNER CITY. 2008 | Workshop Arquitectura e Sustentabilidade organizado pelo NAAV e Universidade de Aveiro. 2008 | Workshop Porto Redux I organizado pelo CCRE, DÉDALO e FAUP. 2007 | Workshop de Arquitectura em Penela, organizado pelo Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Coordenado por Alexandre Alves Costa, Paula Santos, José Gigante, Alfonso Penela, JL.Carrilho da Graça.

PROJECTOS EDITORIAIS 2011 | Editora da Revista DÉDALO 11 DIS:PLACE, publicação de Arquitectura. 2011 | Editora do Ciclo Internacional de Conferências DÉDALO: Deviations on Architectural Practice, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. 2011 | Dissertação de Mestrado: Espaço, Corpo e Temporalidade. Olafur Eliasson: Procura de uma definição de Contemporaneidade. Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. 2008 | Projecto de Arquitectura publicado na Revista ECDJ11, do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.

PRÉMIOS E EXPOSIÇÕES 2009 | Anuária’ 09 FAUP | Biblioteca Municipal | Docente João Pedro Serôdio 2008 | Menção Honrosa no Concurso GO Architecture | FAUP 2008 | Anuária’ 08 | CAD | E-Learning | Docente Pedro Leão Neto 2007 | Anuária’ 06 FAUP | Construção 1 | Docente António Neves e Joaquim Teixeira 2006 | Dissections - Exposição de Pintura na Galeria 153 , Porto, Portugal. 2006 | Anuária’ 05 FAUP | T. Geral Organização Espaço | Docente Manuel Graça Dias 2005 | Metamophorses - Exposição de Pintura na Galeria 3 Colunas, Vila Nova de Gaia.

PUBLICAÇÕES 2011 | Projecto de Arquitectura publicado no dossier FAUP Boarding Pass. 2008 | Projecto de Arquitectura publicado na Revista ECDJ11, do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.

COMPETÊNCIAS TÉCNICAS AutoCad™ | Rhinoceros™ | Adobe Photoshop™ | Adobe Illustrator™ | Adobe InDesign™

INTERESSES PESSOAIS viajar | fotografia | arte | design| performance


ACADÉMICOS WORKSHOPS CONCURSOS PROFISSIONAIS EDITORIAIS E DE CURADORIA


PROJECTOS ACADÉMICOS 08 14

FAUP | Biblioteca Municipal | Vila Nova de Gaia TU BERLIN | Museu de Arte Contemporânea | Berlim

WORKSHOPS DE ARQUITECTURA 22 26 28

Workshop de Arquitectura em Penela |Coimbra Workshop com Kengo Kuma | Porto Porto Redux | Mercado do Bolhão | Porto

CONCURSOS DE ARQUITECTURA 30

EA’11 Desafios Urbanos | Porto

PROJECTOS PROFISSIONAIS 32 36 38

Cais do Cavaco| Pavilhão Expositivo| João Paulo Loureiro Arquitecto Pratteln| Habitação Colectiva | Christ & Gantenbein Klinikum 2 | Hospital e Universidade | Christ & Gantenbein

PROJECTOS EDITORIAIS E DE CURADORIA 40 42

Ciclo Internacional de Conferências Dédalo “Deviations on Architectural Practice” Revista Dédalo 08 Displace


BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VILA NOVA DE GAIA A proposta implanta-se numa área territorial de Vila Nova de Gaia em profunda transformação urbana, objecto de processo de adequação programática e funcional, formal e de imagética da cidade. O programa, como sugere o título, trata-se de uma Biblioteca Pública, onde se valoriza a organização de espaços de leitura e consulta vocacionados diferenciadamente para adultos e crianças, e aos quais se asseguram um conjunto de iniciativas culturais (como é o caso dos espaços polivalentes e dos átrios). É objectivo primordial, portanto, que a Biblioteca cumpra a sua função de forma culturalmente alargada, contribuindo para a progressiva afirmação de um novo lugar urbano. Daí que, dada a existência de um edifício esguio no terreno vizinho que faz frente a uma importante rotunda nesta zona em transformação, a Biblioteca pretende ser um lugar de “respiro” da cidade, predominantemente verde e discreto - visto que a nova avenida que se adivinha será lugar de movimento e ruído. Opta-se, assim, por uma cota baixa, desenhando-se um “socalco” sobre a encosta de Gaia, sobre o Douro. Os elementos de estrutura verticais são bastante ritmados, conseguindo-se espessuras razoavelmente reduzidas, que permitem uma quase “não-presença”, e que, em paralelo, criam uma analogia forte com a abundância de troncos (também estes elementos verticais) existentes na imagética do jardim. É, portanto, minha intenção a existência de um corpo longo, sinuoso, que se desenvolva ao longo do terreno, como que penetrando o jardim, de forma silenciosa e delicada. Pretendo assim, um edifício leve, muito transparente, com espaços muito fluídos, abertos e iluminados. FACULDADE DE ARQUITECTURA UP | Projecto 4 | 2009 PROGRAMA | Biblioteca Municipal em Vila Nova de Gaia ORIENTAÇÃO| Arquitecto João Pedro Serôdio EXPOSIÇÃO | FAUP Anuária’09


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MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM BERLIM De acordo com variadíssimas pesquisas recentes sobre a dissolução de limites e fronteiras (manifesto de um desejo de interdisciplinaridade, interconexão e multiplicidade), que se vê cada vez mais esmagado por programas de privatização e uso único, partimos para o estudo do tema “ilha” e “arquipélago”, enquanto modelos organizacionais. Sob forma de espaços autónomos e isolados, até ao estudo da sua aglomeração subsequente, transportámos estas inter-relações para o domínio da arquitectura, como potencial gerador de desenho urbano. Desenhar um Museu de Arte Contemporânea na área Mediaspree em Berlim, surge aqui como laboratório para a exploração da relação entre as organizações e as forças metropolitanas. Pretendíamos que esta plataforma estivesse orientada para accionar novas formas de expressar a arte, fosse ela permanente ou efémera, estimulada pela organização institucional ou de estímulo público. O Museu de Arte Contemporânea surge num reflexo da oposição existente entre o privado e público, entre a densidade e a leveza, entre o edificado e o arborizado. A massa edificada aparece como arquipélago de diversas ilhas de exposição de obras de arte, que autonomizam espaço, sem o limitar. Usamos o círculo como fórmula para o desenho, por ser um conjunto de pontos infinito, que aglomerado adquire um outro significado de colectivo. Ou seja, servimo-nos de células independentes que desempenham a sua função singular e/ou de conjunto, como estrutura a um museu em permanente mutação. TECHNISCHE UNIVERSITÄT BERLIN | Architecture Design Innovation Program PROGRAMA| Museu de Arte Contemporânea LOCALIZAÇÃO| Mediaspree, Kreuzberg |Berlim ORIENTAÇÃO | Arquitectos Mark Lee e Sharon Johnston PUBLICADO EM | TUBerlin ADIP magazine | FAUP Boarding Pass


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REFERÊNCIAS | ANDY GOLDSWORTHY


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01 ESPAÇO EXPOSITIVO 02 DEPÓSITO 03 ENTRADA 04 AUDITÓRIO 05 LOJA 06 CAFETARIA 07 ESCRITÓRIOS ADMINISTRATIVOS 08 SALA VERDE 09 SALA LIMPEZA 10 ZONA CARREGAMENTO 11 SALA DE MONTAGEM 12 GALERIA / LOJA 13 SALA DE COMUNICAÇÃO / MONTAGEM


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WORKSHOP DE ARQUITECTURA EM PENELA O Workshop de Arquitectura de Penela foi um evento organizado pelo Centro de estudos de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e pelo município de Penela que pretendeu «reflectir sobre as potencialidades de transformação da vila», onde a memória, a paisagem e a cultura merecem ser profundamente observadas. A área de trabalho proposta abordava como tema principal a possibilidade do novo traçado para o IC3, entre Condeixa e Tomar, vir a ser construído do lado nascente de Penela, afastado do núcleo urbano. Esta área de intervenção incluía também o núcleo histórico, que se pode identificar, pela construção mais antiga, implantada na superfície mais elevada da colina, limitada a poente pela rua de Coimbra, e a sul pela capela de São Lourenço e cemitério, ou pelo edifício do Lar de 3ª Idade, para referir um edifício mais recente. Em qualquer um dos casos, intervir no ‘Núcleo Histórico e Encosta Nascente’ de Penela implicaria sempre a consideração de dois tipos de problema, com duas escalas diferentes. Uma de intervenção mais urbana, no modo de tratar a encosta e fazer a ligação à malha existente, e outra de natureza mais territorial, na maneira de tratar o vale e limitar a expansão. O projecto apresentado, estratégia parcial de uma definição de conjunto, pretende valorizar a encosta e limitar a sua expansão. Para tal, a construção de uma espécie de “promontório” além de programaticamente apoiar actividades desportivas e culturais, funcionaria como ícone que espreita e poisa e faz o remate da encosta. LOCALIZAÇÃO | Núcleo Histórico e Encosta Nascente de Penela ORIENTAÇÃO | Arquitectos José Gigante e Paula Santos EQUIPA | André Freire (pt) | Luís Sobral (pt) | Soraia Fernandes (pt) PUBLICADO EM | ECDJ 11 CONSTRUIR (NA) MEMÓRIA. Workshop de Arquitectura de Pelena 2007 | José Gigante + Alfonso Penela + João Luís Carrilho da Graça Centro de Estudos de Arquitectura (CEARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.


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WORKSHOP COM KENGO KUMA | CORTIÇA LOCALIZAÇÃO | Porto ORIENTAÇÃO | Arquitectos Kengo Kuma e Ren Ito PROGRAMA | Pavilhão temporário EQUIPA | Andreia Afonso (pt) | Diana Sousa (pt) | Hugo Teixeira (pt) | Linn Kopperdal (se) | Mark Silva (pt) | Soraia Fernandes (pt)


mc 021 mc 042 mc 063

mc 04

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WORKSHOP PORTO REDUX | MERCADO DO BOLHÃO “Revitalizar o Bolhão não pode passar pela substituição da sua actual “mono-funcionalidade” mercantil, por uma futura “mono-funcionalidade” comercial, sob pena de nada mudar no centro do Porto. Aprenda-se, por isso, com o fenómeno das ruas Miguel Bombarda, Cândido dos Reis e Galeria de Paris e estenda-se a “cartografia criativa” da cidade até ao Bolhão, enchendo-o de novos espaços dedicados à produção e à difusão cultural, portas meias com o quotidiano de um mercado; misture-se, assim, informalmente, ateliers, galerias, residências artísticas, lojas de design, de música, bares e restaurantes temáticos, com as frutarias, as peixarias, os talhos, as bancas das flores, dos queijos e dos enchidos, potenciando, afinal, a vocação profundamente cosmopolita deste “edifício-cidade”, também fomentada pela sua forte atractividade turística .Da experiência Porto Redux nasceu assim a ideia de um novo “efeito Bolhão”, que pode e deve ser agarrada politicamente, como um “rastilho” para a afirmação de uma cidade mais criativa. Os criadores e os boémios agradeceriam; a economia da cidade também.” Nuno Grande in Debater criativamente a cidade: A Experiência Porto Redux

PROGRAMA | Reabilitação do Mercado do Bolhão LOCALIZAÇÃO | Porto ORIENTAÇÃO | Arquitecto Camilo Rebelo EQUIPA | Bárbara Costa (pt) | Carolina Barreiros (pt)| Federico Archidiacono (it) | Joana Nascimento (pt) | Pedro Azevedo (pt) | Rodrigo Carvalho (pt) | Susana Rosmaninho (pt) Soraia Fernandes (pt)


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ESPAÇO ARQUITECTURA’ 11 DESAFIOS URBANOS A seguinte proposta procura valorizar e preservar a identidade do centro histórico da cidade do Porto, mantendo por isso o carácter, a fisionomia e os traços gerais dos três edifícios que englobam a unidade do Quarteirão do Souto, inseridos numa área classificada como Património Mundial pela UNESCO. Assim, a intervenção passa por conservar a configuração das fachadas originais (nascente e poente), elemento principal tido como base para o desenvolvimento de toda a proposta. Resolveu-se unificar os três volumes num único, o que permitiu que os diferentes espaços interiores ganhassem uma maior qualidade e interesse. Esta foi também uma forma de corrigir o antigo alçado com frente para o largo e de rasgar novas aberturas, conseguindo-se um novo carácter e maior salubridade relativamente à existente. Relativamente à organização interior, cada fogo foi pensado para utilizadores jovens e estudantes tendo como conceitos base a fluidez, a continuidade e a funcionalidade, procurando conceber-se espaços práticos e de grande conforto. Cada fogo é marcado pela presença de uma caixa funcional, onde se encontram os quartos de banho e os armários de arrumação e, a partir da qual, se desenvolvem os restantes espaços, como a sala de estar, a cozinha e ainda os quartos de dormir. Três dos nove fogos criados desenvolvem-se em duplex o que permite uma maior flexibilidade espacial. O edifício possui habitação de tipologia variada, no total três T0, um T1 simplex, três T1 duplex e finalmente dois T2 simplex. A proposta pretende conciliar o existente e o contemporâneo, conjugar a tradição e a inovação.

CONCURSO EA 11 |Concurso Espaço Arquitectura | Porto Vivo SRU PROGRAMA |Reabilitação urbana | Habitação | Ateliers | LOCALIZAÇÃO | Porto, Portugal EQUIPA | Diana Sousa (pt) | Irina Miranda (pt) | Isabel Gomes (pt) | Margarida Travanca (pt) | Soraia Fernandes (pt)


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PAVILHÃO EXPOSITIVO CAIS DO CAVACO O Pavilhão Expositivo Cais do Cavaco destina-se à margem esquerda do Rio Douro, situada na freguesia de São Pedro da Afurada, concelho de Vila Nova de Gaia, mais concretamente, na frente de rio formada pela Rua do Cais do Cavaco, junto ao estaleiro de um novo edifício de habitação colectiva, que se encontra em fase inicial de construção (…) Este sítio, denominado por Cais do Cavaco, estava até há pouco tempo em estado de abandono e ruína, por isso, as novas intervenções urbanas a ser operadas neste espaço serão determinantes para a caracterização do lugar. Assim, e na sequência da definição do Plano de Pormenor da Fraga, procedeu-se ao licenciamento do primeiro edifício com escala relevante. Sentiu-se a necessidade de comunicar e assinalar este momento junto da pessoas, associando-se à promoção do edifício de habitação a possibilidade de estabelecer um conjunto de acções e exposições que ilustrem a riqueza da história do lugar, nomeadamente apresentar o resultado das escavações arqueológicas operadas na zona de intervenção, os estudos históricos efectuados à antiga Fábrica do Cavaquinho, bem como, a divulgação de todo o processo criativo e construtivo desenvolvido pela arquitectura e outros intervenientes no projecto. Tendo em conta o interesse público, que esta operação acarreta, associada à necessidade de implantação de um espaço onde se possam receber pessoas interessadas na informação e possível aquisição de um novo espaço para habitar, sentimos a necessidade de inovar, com criatividade dar uma expressão mais ampla a este pequeno edifício, transformando-se num espaço expositivo de elevada qualidade e de permanência temporária. (…) Promove-se assim um edifício metálico, apenas com uma face revestida a painéis de betão aparente, com todas as restantes faces definidas por grandes “panos” de vidro assentes sobre caixilhos metálicos, incluindo a cobertura. Para o pavimento, definiu-se também uma estrutura metálica que será revestida a “deck” de madeira. João Paulo Loureiro, Arq.

PROGRAMA | Pavilhão Expositivo Cais do Cavaco LOCALIZAÇÃO| Cais do Cavaco, Vila Nova de Gaia ARQUITECTURA | Arq. João Paulo Loureiro EQUIPA | Luís Grilo | Soraia Fernandes


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HABITAÇÃO COLECTIVA | PRATTELN, BASEL PROGRAMA | Habitação Colectiva, Escritórios e Comércio LOCALIZAÇÃO| Pratteln, Suíça ARQUITECTURA | CHRIST & GANTENBEIN ARCHITEKTEN, Basel EQUIPA | Christina Wendler (de), Qian Sun (zh), Soraia Fernandes (pt)


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KLINIKUM 2, BASEL (CONCURSO) PROGRAMA | Hospital Universidade LOCALIZAÇÃO| Basel, Suíça ARQUITECTURA | CHRIST & GANTENBEIN ARCHITEKTEN, Basel EQUIPA | Cloé Gattigo (ch), James Wong (de), Qian Sun (zh) , Soraia Fernandes (pt)


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CICLO INTERNACIONAL DE CONFERÊNCIAS DÉDALO DISPLACE PREFÁCIO Viajar é prova de fogo, individualmente ou em conjunto. Cada um de nós deixa um saco cheio de stress, de tédio, de preocupações, de preconceitos. Álvaro Siza, em Esquissos de Viagem / Esboços de viagem.

Viajar é uma forma de deslocamento, é uma física e premeditada descontextualização de algo intrínseco a cada um de nós. O acto de mover através do espaço é aqui apresentado com uma valiosa contribuição de um arquitecto que sabia - mesmo que despercebido por muitos - como sabiamente descontextualizar-se e deslocar-se no seu campo disciplinar. Mas o que acontece quando é a própria arquitectura a embarcar numa “viagem”? Será que esta disciplina, bem como os seus agentes, esquecem o próprio “stress” e “tédio”? As suas “preocupações” e “preconceitos”? Displace surgiu como tema para a próxima edição Dédalo, onde nos questionamos sobre o potencial da arquitectura como campo dinâmico, “viagem”, estar deslocado, fazer um desvio um “reiniciar” de métodos arquitectónicos com a ingestão livre de conceitos a partir de outros campos do conhecimento, para uma mehor definição do que chamamos de arquitectura contemporânea. Tendo em consideração a nossa própria jornada como arquitectos, sugerimos encontrar novas rotas ou desafios para um labirinto que nós mesmos havemos criado - exactamente como Daedalus (Dédalo) terá feito - principalmente desenvolvendo uma distância crítica e respeitando a nossa disciplina. Assim, temos o orgulho de apresentar o Ciclo Internacional de Conferências Dédalo: DISPLACE: Deviations on Architectural Practice, um passo importante para a distância crítica a que nos referimos. Vindos de vários países (Alemanha, Áustria, Reino Unido, Itália, França, e, claro, Portugal), estas conferências certamente mostrar-nos-ão que “ there is an architectural lesson we can draw from [their] work, namely that the essence of architecture is nothing architectural.”


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REVISTA DÉDALO 8 DISPLACE EDITORIAL A oitava edição da revista Dédalo, sob o tema disPlace, pretende ser uma plataforma de experimentação e registo de todo um processo de transformações, afinidades e contaminações que o campo disciplinar da arquitectura tem sofrido. disPlace pretende centrar-se nos limites de actuação da prática arquitectónica, nos emergentes deslocamentos em relação ao núcleo que lhe é comum. Sejam descontextualizações, desvios, devaneios... esta rede complexa de vectores que, em permanente movimento, se afastam e aproximam do seu ponto de origem: a Arquitectura. O discurso arquitectónico vem sendo marcado por cíclicos períodos de estabilidade e divergência ideológica. Desde o movimento moderno, a prática arquitectónica demonstra estar assente numa indefinição paradigmática que se reflecte num vasto leque de abordagens e atitudes face à disciplina. Num momento em que esta pluralidade (inter)disciplinar parece criar um incisivo movimento periférico à prática ‘convencional’, de que forma poderá este desvio contribuir para a definição de contemporaneidade em arquitectura? São já significativos os exemplos, seja de carácter mais teórico ou experimental, que repensam as necessidades contemporâneas. Exploram conceitos como a reciclagem, sustentabilidade social, ocupação, auto-construção, participação e activismo. Actuam em campos como os da política, legislação e sociologia. Optamos, por isso, por fazer uma abordagem a disPlace através de dois volumes: Posição e Acção. Posição como debate das inquietações, reflexões e manifestos. Acção como registo de propostas, intenções e experimentações. Dever-se-á referir que esta edição surge como resultado de um ciclo de actividades que procurou questionar, debater e apresentar diferentes perspectivas. O ciclo inicia-se com o gritar que uma instalação viva provocou no jardim da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. DisPlacement Workshop permitiu-nos ter uma definição mais acurada do que poderá ser uma visão descomprometida e desformatada da cidade do Porto. A participação de jovens de diversos países na sua condição específica de displaced, ajudou-nos a construir o que poderá ser uma nova leitura da cidade. Já disPlace: Deviations on Architectural Practice tornou-se o motor de toda esta produção editorial. A intensa apresentação de ideias, acções, experiências e testemunhos de diferentes arquitectos, curadores e artistas, das mais diversas posições geográficas, enriqueceu a discussão do Ciclo de Conferências Internacional. Serão muitas as divergências e interconexões, mas será também esta vacilação que trará ao espaço contemporâneo, de fronteiras indefinidas e esbatidas, a fertilidade necessária para o florescimento de uma nova consciência, a motivação para reavaliar a importância da disciplina e dos seus agentes. Espera-se, portanto, que esta reunião entre Posição e Acção, contribua para o repensar das premissas disciplinares, seja manual de informação ‘insuflável’ e que conte com o folgo dos que, como nós, querem ainda mais da arquitectura.

SECTOR DE ACTIVIDADE | Revista de Arquitectura | CONTACTO | Rua do Gólgota 215 | 4150-351 Porto | www.revistadedalo.com EQUIPA EDITORIAL | Carlos Trancoso | Diana Sousa | Jorge Alves | Nuno Pimenta | Soraia Fernandes


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PUBLICAÇÕES E IMPRENSA

REVISTA UNIDADE 7 E/I/MIGRAÇÕES ARTIGO DE OPINIÃO PUBLICADO REVISTA ECDJ.11 WORKSHOP DE ARQUITECTURA PENELA PROJECTO DE ARQUITECTURA PUBLICADO FAUP BOARDING PASS PROJECTO DE ARQUITECTURA PUBLICADO

COLECÇÃO ARCHIZINES WEBSITE REVISTA DÉDALO 08 DISPLACE E CATÁLOGO DO CICLO CONFERÊNCIAS JORNAL DE NOTÍCIAS 19 JANEIRO 2011 INSTALAÇÃO VIVA


ARQA 91 CICLO DE CONFERÊNCIAS DÉDALO DISPLACE

ARQA 93 ARTIGO DE GABRIELA VAZ PINHEIRO SOBRE O CICLO DE CONFERÊNCIAS DÉDALO DISPLACE


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