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TAL CUAL | CARACAS, VENEZUELA - SEXTA-FEIRA - 2 DE SETEMRO DE 2011 SEGURANÇA

Rússia veta acordo para plebiscito

AGNU

Integrantes do Conselho de Segurança haviam chegado a uma decisão, com adesão da Índia

Irã afirma que homossexuais são praga do Ocidente

mos a um acordo pela inabilidade da Rússia de abrir mão dos próprios interesses.”, declarou a ministra. Outra pauta da discussão foi a liderança das tropas enviadas à área da Caxemira. China e Rússia criticaram a liderança dos EUA, acusando-os de parcialidade, e propõe que o comando seja concedido ao P-5. Entretanto, a proposta mais aderida foi a liderança da França e do Brasil por um membro permanente e outro não, sendo dois países neutros. A Rússia também protestou em relação a essa questão, desejando para si a linha de frente das tropas. Também foi discutida a desmilitarização e a desnuclearização da área. A Índia concordou em desmilitarizar a região, apesar do receio demonstrado por medo de ataques terroristas paquistaneses. Os EUA propuseram à Índia e ao Paquistão que assinassem o Tratado de Não Proliferação Nuclaear. Eles se dispuseram a negociar.

O delegado do Irã, Luís Guilherme Pontes , declarou ontem que a homossexualidade é “uma praga dos países ocidentais”, durante sessão do Assembléia Geral das Nações Unidas (AGNU). O delegado também afirmou não existirem homossexuais no seu país. Essa declaração causou revolta em países como Rússia e Haiti, que defenderam os direitos dos homossexuais. A pauta foi proposta pela Alemanha, que pedia medidas efetivas contra a homofobia. O tema gerou bastante insatisfação por parte dos países do Oriente Médio. A discussão culminou com a retirada voluntária das delegações da Liga Árabe, Irã e Egito. Outra questão discutida foi a aprovação de um documento onde eram perdoadas dívidas de países subdesenvolvidos. Essa aprovação não poderia ter sido concedida pela AGNU, e o Consilium escreveu uma carta que repreendia a Assembléia .

RAISSA SAMPAIO Repórter

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reunião da United Nations Security Council (UNSC) foi encerrada ontem sem que as delegações chegassem a uma resolução. Após a adesão da Índia ao projeto de realização do plebiscito, o comitê concentrou-se em votar emendas que regulassem a resolução apresentada. A maioria dos países parecia entrar em acordo, porém, a Rússia utilizou-se do seu poder de veto para barrar o documento. O delegado russo Fernando Feitosa declarou que, enquanto os EUA não recuassem e aceitassem que o território da Caxemira fosse integralmente para Índia, não haveria uma resolução. A delegada do Reino Unido, Renata Baltar, se posicionou em relação à política russa. “É muito frustrante que não chega-

CARACAS, VENEZUELA - SÁBADO - 3 DE SETEMBRO DE 2011

CENSURADO!

Os ministros venezuelanos Renan Marques e Marcelo Arraes, da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), proibiram ontem a circulação do jornal Tal Cual. Ao nosso veículo de comunicação, eles se recusaram a dar entrevista. Delegados de Brasil e Argentina protestaram contra o gesto. Páginas 2 e 3


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TAL CUAL | CARACAS, VENEZUELA - SÁBADO - 3 DE SETEMRO DE 2011 UNASUL

TAL CUAL É PROIBIDO DE CIRCULAR Censura imposta por ministros venezuelanos causou indignação em outros delegados da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) ANDRÉ ÍTALOE JULLY LOURENÇO Editor-chefe/Repórter

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democracia e a liberdade de imprensa foram fortemente atingidas, na tarde de ontem, pelos representantes da Venezuela no Comitê da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Os ministros venezuelanos Renan Marques (à direita da foto) e Marcelo Arraes (à esquerda) protagonizaram o episódio de censura ao jornal Tal Cual, que foi impedido de circular durante a sessão do comitê. A Reportagem tentou entrar em contato com os delegados para entender o motivo de tal postura ditatorial, no entanto, recebeu de Mar-

ques um sarcástico “Não, obrigado”. Ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro afirmou que uma nota publicada no Tal Cual ia de encontro à Lei da Imprensa venezuelana, que, segundo ele, não permite qualquer posicionamento contrário ao governo Hugo Chávez. Além disso, Marques disse que a “democracia” representa o respeito à consituição do país. A censura causou revolta em outros integrantes da Unasul. “Sabemos da situação que a imprensa venezuelana sofre com o fechamento de redes de TV e rádio. Achamos lamentável tal intervenção a este ponto. Questionamos, inclusive, o fato de decisão agir sobre uma jurisdição fora da Venezuela, haja visto que a reunião da Unasul não ocorre em seu país ”, comenta

Pedro Vitor, ministro da Argentina. Para ele, o ato foi arbitrário, sem nenhum processo para averiguar a ilegalidade desse jornal (TalCual). “Condenamos também tal atitude da Venezuela em sequestrar os jornais, um direito de acesso à informação dos demais ministros da reunião”, acrescenta. O delegado brasileiro, Felipe Veras, também mostrou insatisfação. “A república brasileira é contra qualquer censura de mídia Inclusive, os valores de liberdade de expressão, de liberdade de imprensa e da livre iniciativa são protegidos pela nossa Carta Maior. Os representantes brasileiros esperam que, hoje, essa questão seja levantada, a fim de proteger a liberdade de imprensa e de expressão.

Delegação da Venezuela proibiu a circulação do jornal “Tal Cual”. FOTO: JULLY LOURENÇO. EXPEDIENTE: EDITOR: André Ítalo Rocha. REPÓRTERES: Rachel Gomes, Raissa Sampaio e Jully Lourenço.

TAL CUAL | CARACAS, VENEZUELA - SÁBADO - 3 DE SETEMRO DE 2011 UNASUL

JORNAL ALERTOU SOBRE CENSURA

Na edição da última quinta-feira, o Tal Cual levantou discussão sobre possível acordo para intervenção estatal dos veículos de comunicação Parece que estávamos a adivinhar, ou, melhor, a antecipar. Na capa do Tal Cual veiculado na última quinta-feira (1), foi colocada em pauta a discussão que seria realizada pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul) sobre uma possível regumantação dos meios de comunicação da América do Sul por parte de seus governantes. Acostumado com a dura censura imposta pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o periódico decidiu por dar mais destaque ao tema na edição que antecipava as reuniões dos comitês da Organização das Nações Unidas (ONU). Ontem, os ministros que representam Hugo Chávez no comitê

da Unasul cometeram o abuso de proibir a circulação do jornal venezuelano, alegando que o veículo posicionou-se contra seu ditador. Ao final da reunião, vários ministros sul-americanos sairam da sala em busca de um exemplar do Tal Cual, presente em outros comitês. Alguns, quando conseguiram encontrar, comemoraram, como se sentissem o prazer da liberdade de expressão e de acesso à informação. No mais, lamenta-se a postura intervencionista deste “governo”, que representa um atraso à democracia e ao desenvolvimento social do nosso país, que sofre com a miséria e outras mazelas sociais.

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Os ministros venezuelanos Renan Marques e Marcelo Arraes, da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), proibiram ontem a circulação do jorna...

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