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TAL CUAL | CARACAS, VENEZUELA - SEXTA-FEIRA - 2 DE SETEMRO DE 2011 SEGURANÇA

Índia se mantém firme na luta pela região da Caxemira

Com exceção da Rússia, todos os países do Conselho de Segurança aderiram à proposta de realização de um plebiscito na área

CARACAS, VENEZUELA - SEXTA-FEIRA - 2 DE SETEMBRO DE 2011

RAISSA SAMPAIO Repórter delegada indiana Sabrina Florêncio declarou ontem que seu país não irá ceder à pressão internacional para realizar um plebiscito que resolva, de uma vez por todas, a questão da Caxemira, em sessão realizada no Conselho de Segurança da Organizações das Nações Unidas (ONU). No início da sessão, a maioria dos países declarou-se imparcial ao problema. Excetuando as nações envolvidas territorialmente, a Rússia foi a única a não se mostrar neutra, oferecendo apoio à Índia. A medida que os Estados discursavam, a primeira solução proposta foi a organização de um plebiscito. O argumento defendido foi de que a questão da Caxemira não tratava-se apenas de um território, mas principalmente de um povo. A decisão parecia unânime, obtendo inclusive a

UNASUL

VENEZUELA REVELA MEDO DE INVASÃO COLOMBIANA

A

O delegado venezuelano, Renan Marques (foto), confessou ontem estar com medo de uma possível invasão colombiana, já que o país vem caminhando numa relação diplomática conflituosa com a Venezuela em decorrência de prolemas com as FARC.

Alemanha defendeu um plebiscito desmilitarizado Foto: Raissa Sampaio

adesão do Paquistão, entretanto, a Índia não cedeu, defendendo sua luta pela região. A Alemanha argumentou que para a realização de um plebiscito neutro era necessária a desmilitarização da área. O Paquistão concordou em retirar suas tropas, na condição

de que a Índia fizesse o mesmo. As delegadas indianas, no entanto, não concordaram. A grande surpresa da sessão ficou por conta da delegação do Reino Unido. A delegada Renata Fiúza Baltar propôs que a Caxemira se tornasse uma região anexada ao Reino Unido.

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ETANOL

ECONOMIA

SEGURANÇA

Política protecionista americana é atacada por Venezuela

Crise econômica na Europa divide opiniões no continente

Índia, com apoio da Rússia, recusa plebiscito por Caxemira

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TAL CUAL | CARACAS, VENEZUELA - SEXTA-FEIRA - 2 DE SETEMRO DE 2011 UNASUL

OMC

Presença das FARC em solo venezuelano causa medo

Venezuela defende etanol brasileiro

JULLY LOURENÇO Repórter

RACHEL GOMES Repórter

delegado venezuelano, Renan Marques, confessou ontem durante sessão do Comitê da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), estar com medo de uma possível invasão colombiana, já que o país vem caminhando numa relação diplomática conflituosa com a Venezuela. “Ela usa (a Colômbia) uma simples desculpa de ter um papel para ferir direitos tão fundamentais como a soberania”, argumenta. No entanto, o representante venezuelano ressalva que a Colômbia não tem o direito de invadir o seu país pelo fato de serem divergentes em relação às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), referindose ao grupo que, ainda sem reconhecimento concreto pelos venezuelanos, atua como um suposto grupo terrorista

rasil e Venezuela acusaram ontem Estados Unidos e União Européia de realizarem uma “manobra protecionista” contra a entrada do etanol brasileiro em seu território, durante sessão do comitê da Organização Mundial do Comércio (OMC), que discutiu a possibilidade de barreiras à produção e à comercialização do combustível brasileiro. O Brasil é atualmente o se-

Venezuela mostrou-se bastante insatisfeita com a Colômbia, por permitir “invasões” do grupo paramilitar em seu território

O

Barreiras proposta pelos americanos são vistas como parte de uma política protecionista

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Posição das FARC foi criticada por professor de Direito. Foto: Jully Lourenço

paramilitar na América do Sul. Os ministros venezuelanos se mostraram irredutíveis em articular sobre o enclave vivido com a fronteira Colômbia-Venezuela, enquanto ministros do outro países se mostraram dispostos a “dialogar” sobre o assunto, sugerindo um acordo que prime pela compensação bilateral na delimitação dessa fronteira.

EDITORIAL O Brasil apresentou ontem uma proposta que defende assuntos a serem tratados e resolvidos sobre a questão fronteiriça na América do Sul. No entanto, o país de Lula, aliado do presidente Hugo Chávez, pouco se mostrou interessado, nas discussões da Unasul, em promover um apaziguamento entre os países.

O representante da Colômbia, Ramon Rodrigues, assume que o seu país defende, sim, a soberania dos estados, numa tentativa de efetivar a delimitação das fronteiras. “Nós não temos a intenção de criar um conflito com outros países”, disse. Para Gustavo Brígido, professor especialista em Direito Internacional Público (UNIFOR), a Venezuela deve posicionarse claramente a respeito das FARC (ver foto). “A Geopolítica da região e questões fronteiriças afetam a soberania, e mexeu com soberania, mexeu com a essência da personalidade jurídica dos Estados”, enfatiza.

EXPEDIENTE: EDITOR: André Ítalo Rocha. REPÓRTERES: Rachel Gomes, Raissa Sampaio e Jully Lourenço.

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gundo

maior importador e o maior exportador de etanol do mundo, possuindo um mercado interno considerável nos Estados Unidos e em países da União Européia. Contudo, o preço do combustível no território dessas nações recebe uma taxação extra e torna-se bem mais caro do que o produto produzido internamente. EUA e União Européia se defenderam da acusação: “Estamos apenas protegendo nossa economia, que é a mais influente do mundo”, afirmou Erick Esmeraldo, delegado dos EUA.

EUROPA

Países em crise podem ter impostos maiores

rês dos principais países europeus, Alemanha, França e Itália, sugeriram ontem, durante sessão do Consilium (Conselho da União Europeia) que nações do continente em crise, como é o caso da Grécia, aumentassem seus impostos, a fim de se resolverem seus problemas econômicos. A alternativa não foi descartada e possui boas chances de ser aderida. Aos gregos também foram sugeridos o aumento das privatizações e a venda de territórios. A Bélgica, representada pela ministra Nadir Soares Machado, que afirmou, ao se referir à União Europeia, “nós somos todos um só”, disse;

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PARCEIROS


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