Page 1

www.reforma.com

SEXTA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2013 ] 2ª EDIÇÃO ]

CIUDAD DE MÉXICO, MÉXICO ]

WWW.ISSUU.COM/SONUIMPRESSO

Foto: Igor Cavalcante

G-20: EXEMPLO DE CONSENSO

Já no primeiro dia de reunião, Grupo dos 20 mostra avanços significativos nas propostas de prevenção de crises econômicas. PÁG 3

Conselho de Segurança discute cenário curdo na Turquia Ao ser questionado, País afirmou não querer intervenção militar. Ao final, nenhuma decisão efetiva foi tomada. PÁG 4 Foto: Mariângela Chagas

França lidera propostas na OTAN

Metas alcançadas na UA

CIDH julga caso Herzog

Crises internas atrapalharam o desempenho de outros países. PÁG 3

Políticas sustentáveis e construção de diques foram as propostas aceitas. PÁG 4

Acusação sai na frente no primeiro dia de julgamento. PÁG 3


2 ] SEXTA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2013

ECOSOC

ACNUR

Debate sobre corrupção ACNUR discute propostas para refugiados é adiado no ECOSOC Tema central da discussão é desviado e conferência perde o foco João Gabriel de Abreu e Tréz, de Genebra

A primeira sessão da reunião do Conselho Econômico Social (ECOSOC), ocorrida na manhã de ontem (12), que deveria tratar sobre corrupção e temas correlatos, acabou-se dispersando entre vários assuntos, julgados como inoportunos por alguns representantes presentes. Diego Lessa, membro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, começou o encontro atentando para a grande necessidade de, na reunião, novas ferramentas de combate à corrupção serem desenvolvidas. “O grande problema é que a corrupção pode engessar as engrenagens da máquina pública”, declarou. A questão econômica

da Bulgária, as manifestações do Brasil e o narcotráfico no México ocuparam quase todo o tempo da sessão. Levi de Castro, ministro norte-americano, comentou que tais assuntos eram inoportunos, posição reiterada pelas ministras da Nigéria e da Áustria. Quanto ao narcotráfico, o ministro mexicano Yuri Araújo comentou que esse era um dos principais problemas para a Nação. A ministra do Reino Unido, Sabrina Ximenes, apoiou o ministro, considerando a questão “importante em escala global”. Ao ser questionado pelo REFORMA, o mexicano disse que não tinha declarações a fazer.]

Países se mostraram dispostos a resolver a questão

Ontem (12), o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) se reuniu a fim de elaborar soluções para o problema dos refugiados ambientais que, atualmente, preocupa por conta da capacidade de alguns países receberem os expatriados. Três documentos

provisórios foram sugeridos. O primeiro propunha a definição de quem seria o refugiado ambiental. O segundo tinha outra definição, mais completa. O último propôs a criação de um conselho especializado. As discussões encerram pendentes de conclusão. ]

CPCJC

CPCJC busca soluções para crimes de identidade Estados Unidos ganhou destaque devido às recentes acusações de espionagem Comissão para Prevenção de Crimes e Justiça Criminal (CPCJC) debateu, ontem (12), alguns recursos para responder aos crimes de identidade. A delegação alemã sugeriu a criação de um Tribunal Internacional. Na proposta, essa corte faria

o julgamento dos crimes de identidade. Parte da Comissão disse não reconhecer os Estados Unidos nos processos de investigação de crimes de identidade, partindo do princípio de que esse está envolvido com polêmicas de espionagem.]

EDITORIAL

Refugiados, quem? A despeito da imprecisão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados em definir quem são os “refugiados ambientais”, é evidente a urgência de se discutir acerca da situação dos deslocados em razão das alterações climáticas. Os problemas ocasio-

nados pela elevação dos oceanos, pelo aumento excessivo da temperatura ou pelos femômenos de ordem natural que ocorrem em épocas imprevistas, alastram-se para outros – e improváveis – cantos do mundo. Nosso vizinho, o Brasil, sofre com secas e estiagens de alto grau. Cer-

tas regiões do nordeste brasileiro, caracterizadas pelo clima semiárido, estão a um passo de apresentar real aridez. Dessa forma, visando a preservar não só o meio ambiente dos impactos causados pela má gestão dos recursos naturais, mas também levando em conta todo o prejuízo

humanitário em razão de desastres da natureza que ocorrem a curto, médio e longo prazo, é que se faz imprescindícel, urgente e louvável a preocupação do ACNUR.] Andressa Bittencourt, Editora Reforma


SEXTA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2013 ] 3

G-20

G-20 avança nas negociações Fundo econômico e zona de livre comércio são as principais propostas O início do encontro do G-20, na última quinta (12), em São Petersburgo, na Rússia, foi marcado por avanços significativos nas propostas de prevenção de crises econômicas. A criação de uma reserva econômica administrada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a formação de uma zona de livre comércio foram as sugestões mais debatidas, colocando em choque os interesses da organização e dos EUA. A proposta do Ministro dos Estados Unidos sugeria que fosse criada

uma zona de livre comércio em regiões onde a economia se encontra deficitária, aquecendo a região através do estímulo comercial, reduzindo o desemprego e melhorando as condições sociais. O Fundo de Investimento Auxiliador, proposta do ministro do México, Cristian Roger, tem caráter preventivo, visando evitar crises futuras através do recebimento de investimentos proporcionais aos Produtos Internos Brutos (PIB) de cada país ou do dinheiro recuperado de

Foto: Igor Cavalcante

Igor Cavalcante, de São Petesburgo

Países dividem opiniões entre propostas de fundo econômico e zona de livre comércio

ações anticorrupção, tal captação seria distribuída pelo FMI de acordo com a necessidade dos países. Em entrevista, o representante do Fundo Mundial, Breno Araújo, afirmou que “fica claro

que uma zona de livre comércio não deve existir para alguns países porque seria até prejudicial às economias mais frágeis ter uma zona de livre comércio competindo com grandes países.]

OTAN

CIDH

Proposta em primeiro encontro da OTAN

Brasil começa a ser julgado pela CIDH

Presidente da França sugere solução para problemas econômicos de países-membros

Primeiro dia de julgamento tem caso Herzog pesando em desfavor da defesa

Membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se reuniram, nesta quinta (12), para debater sobre a questão econômica da Aliança militar. Países alegaram que não contribuíam com a Organização de forma mais substancial em razão de

Na última quinta (12), na cidade de San Jose, na Costa Rica, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) iniciou o julgamento das acusações contra o Estado brasileiro de violação dos direitos humanos. O caso Vladimir Herzog, jornalista brasileiro

crises internas. A presidente francesa, Nadir Machado, defendeu uma proposta na qual a condição financeira de cada país seja levada em consideração, a fim de que o valor das doações de cada país seja cabível com suas estruturas financeiras.]

morto durante o período militar, foi um dos mais discutidos. Entre as testemunhas, a ex-mulher de Vlado, Clarice Herzog, afirmou que “é importante que o Estado reconheça os erros que cometeu no passado, mas isso não é suficiente”.]

EXPEDIENTE Produção: La Reforma ] Editoras-chefes: Andressa Bittencourt, Rochelle Guimarães ] Repórteres: Igor Cavalcante, João Gabriel de Abreu e Tréz e Mariângela Chagas

Projeto Gráfico: Andressa Bittencourt ] Impressão: Eurocópia ]Fale conosco: www.issuu.com/sonuimpresso www.twitter.com/sonufortaleza


4 ] SEXTA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2013

UNSC

OPINIÃO

Turquia é questionada acerca dos curdos

Debates frutíferos, soluções infrutíferas

O país afirma não querer uma intervenção militar Foto: Mariângela Chagas

Luana S. Andrade

UNSC reunido para discutir o cenário curdo na Turquia Mariângela Chagas, de Nova York

A situação curda foi o tema da primeira sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (UNSC), realizada ontem (12). Os curdos lutam pelo reconhecimento de sua autonomia, de sua identidade cultural e são representados pelo PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos). A delegação turca afirma não reconhecer o partido como representante do povo curdo e que não irão negociar com terroristas. Os delegados Renan Marques e George Lopes, da França, afirmam que a Turquia não oferece liberdade de expressão. “Se a Turquia quer fazer parte da União Europeia, ela deve dar liberdade de expressão”, disse o delegado George Lopes. “Liberdade de expressão APOIO

é sim concedida, inclusive na língua dos curdos. Os desejos de alguns dos delegados é que seja permitida a propagação de ideais terroristas. E Estado turco não pode tolerar isso”, declarou o delegado da Turquia, Rodrigo Damasio. Um dos tópicos discutidos como possível solução para o assunto foi uma mediação pacífica. A Federação Russa e o Reino Unido apoiaram uma discussão com um líder democrático curdo para a resolução da situação. A Turquia também apoiou as negociações civilizadas, dizendo que as partes serão ouvidas e o parlamento irá deliberar sobre as suas necessidades. Ao final da sessão, nenhuma posição efetiva foi tomada.]

Abordando pautas de intensa repercussão e de extrema importância para a comunidade mundial, a Comissão para Prevenção ao Crime e Justiça Criminal deu início hoje à sua 23ª sessão. Propondo-se a buscar a cooperação internacional através da busca de objetivos comuns, as delegações com representação no comitê se dedicaram, durante a manhã de ontem, a produtivos debates, baseados, principalmente, na

busca de uma definição para os crimes de identidade e de uma maneira eficaz de tipificar a conduta e de julgar os sujeitos envolvidos. Apesar da intensa discussão, restou-se infrutífera e inviável proposta de criação de um tribunal internacional para julgamento exclusivo de crimes de identidade, deixando em aberto a falta de legislação sobre a matéria em algumas nações presentes.]

UA

Opções para a subnutrição são analisadas União Africana, França, Brasil e Reino Unido chegam a um consenso A subnutrição na África foi abordada, ontem (12), na reunião da União Africana. Dentre as propostas, houve a agenda de prosperidade, sugerida por Serra Leoa, objetivando maior combate a difícil situação do continente. A proposta de Guiné-Bissau pela livre circulação de moeda e

pela criação de uma moeda única rendeu discussões acaloradas. Os delegados decidiram investir em políticas sustentáveis e construção de diques. Ao fim da terceira sessão chegou-se a um consenso e as metas traçadas foram alcançadas.]

La Reforma - Segunda Edição  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you